Bitcoin supera os US$ 50 mil pela primeira vez em três meses

(Gerd Altmann/Pixabay)

SÃO PAULO – O preço do Bitcoin voltou a alcançar os US$ 50 mil no último domingo (22), atingindo o maior patamar desde maio deste ano em meio a uma retomada após a derrocada dos últimos meses.

Nesta segunda-feira (23), a criptomoeda era negociada a US$ 50.230,91 por volta das 8h20 (horário de Brasília), segundo o site CoinMarketCap. A última vez que o Bitcoin foi negociado neste patamar foi no início de maio.

A moeda digital atingiu o pico de US$ 65 mil em 14 de abril, mas depois perdeu metade de seu valor entre maio e junho, ficando abaixo de US$ 30 mil. Desde a máxima até 1º de agosto, o preço do Bitcoin recuou cerca de 37%.

Contribuíram para a queda o aumento do cerco regulatório na China, pressionando mineradores e empresas ligadas a criptoativos.

O movimento negativo foi impulsionado pelo banco central chinês, que disse para os maiores bancos e empresas de pagamento da China fiscalizarem com mais firmeza o comércio de criptomoedas.

Nos últimos dias, contudo, uma das maiores corretoras de criptomoedas, a Coinbase, disse em seu balanço trimestral que vai comprar US$ 500 milhões em cripto e alocar 10% dos lucros em um portfólio de criptomoedas.

Também houve o anúncio, nesta segunda-feira, de que o PayPal vai lançar um serviço no Reino Unido para compra, venda e manutenção de moedas digitais.

Apesar das perdas nos últimos meses, o Bitcoin segue com desempenho positivo, de 70% em 2021, segundo o site CoinMarketCap.

O valor de todo o mercado de criptomoedas ficou acima de US$ 2,16 trilhões no domingo, de acordo com dados da Coinmarketcap. Esse mercado cruzou a marca de US$ 2 trilhões pela primeira vez desde maio no início deste mês.

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Cardano dispara 20% e bate máxima histórica, acima de US$ 2,50; Bitcoin encosta em US$ 49 mil

Criptomoeda Cardano (ADA)

SÃO PAULO – A criptomoeda Cardano (ADA) segue uma trajetória de forte valorização já há algumas semanas, mas durante a madrugada desta sexta-feira (20) intensificou o movimento, renovando assim sua máxima história, que até então era de US$ 2,47.

O movimento ocorre em meio a uma grande expectativa de uma atualização, que agora está marcada para ocorrer no dia 12 de setembro. Com a novidade, espera-se que a rede passe a ter suporte para os chamados smart contracts (contratos inteligentes, em inglês).

Às 13h30 (horário de Brasília), a Cardano apresentava alta de 17% no acumulado de 24 horas, cotada a US$ 2,52 – após chegar a US$ 2,58 mais cedo, subindo 20% -, em um dia que é majoritariamente positivo para o mercado de criptoativos, mas com uma valorização mais forte que a maioria dos outros tokens.

Com o rali dos últimos dias, a Cardano passou a ser a terceira maior criptomoeda do mundo em valor de mercado, com uma capitalização de cerca de US$ 81,18 bilhões.

Recentemente, especialistas consultados pelo InfoMoney apontaram a Cardano como uma das 5 criptomoedas para se ficar de olho, fora Bitcoin e Ethereum. Porém, havia um nível maior de cautela na indicação por conta das muitas promessas já feitas pelos desenvolvedores e a pouca entrega até hoje.

“Se entregar o que está prometendo, tem muito potencial”, disse Rodrigo Miranda, responsável pela Universidade do Bitcoin, na ocasião. “Enquanto a Solana, por exemplo, está entregando muito e prometendo pouco, a Cardano já prometeu bastante, mas ainda não entregou. Se começar a entregar, tem um grande potencial de valorização”.

Leia também: Além de Bitcoin e Ethereum: 5 criptomoedas para ficar de olho, segundo especialistas

A Cardano é uma rede que mistura um pouco de diferentes projetos conhecidos de criptoativos. De um lado, ela visa atuar em operações de contratos inteligentes, como o Ethereum, enquanto de outro, também quer atuar como uma criptomoeda normal, mais ou menos como o Bitcoin.

Ela é uma plataforma que pretende atuar junto a todas as outras criptomoedas, pois acredita que no futuro todas trabalharão juntas. Em resumo, a Cardano aborda diversos problemas trabalhados por diferentes tokens e tenta resolvê-los.

Atualização da Cardano

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Depois de muita espera, deve ocorrer agora em setembro uma nova atualização da rede, batizada de Alonzo. Ela já está em funcionamento na chamada Testnet, uma blockchain alternativa do Bitcoin que é usada para realização de testes.

Agora, a expectativa é que a rede da Cardano passará a aceitar, pela primeira vez, a utilização dos smart contracts, incluindo protocolos de Finanças Descentralizadas (DeFi), como o de Exchanges Descentralizadas (DEX).

Para alguns entusiastas, é esse modelo que faz da Cardano uma grande concorrente do Ethereum, já que ela possui taxas menores e utiliza o modelo de consenso de prova de participação (PoS, na sigla em inglês), que é mais ágil e econômico em relação ao modelo de prova de trabalho (PoW), que ainda é usado pelo Ethereum (apesar das perspectivas de mudança em breve).

No início de agosto, Frederik Gregaard, CEO da Fundação Cardano, também animou os investidores ao apresentar uma série planos, incluindo a integração da rede com 50 bancos até o fim de 2022.

Dia de alta no mercado

O movimento positivo é generalizado no mercado nesta sexta, com o Bitcoin (BTC) subindo mais de 7% no acumulado de 24 horas, para US$ 48.977, seu maior preço desde 14 de maio. Em reais, a maior criptomoeda do mundo avança 6,5%, para R$ 263.453.

O Ethereum (ETH) também tem forte valorização, de 7,4%, cotado a US$ 3.286, renovando sua máxima em três meses.

Outros criptoativos com ganhos acentuados hoje são XRP, saltando 11,15%, a US$ 1,28; Polkadot (DOT), com alta de 10%, para US$ 27,99; e Chainlink (LINK), subindo 10,25%, a US$ 28,87.

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brMalls faz parceria para instalação de 15 caixas eletrônicos de Bitcoin; veja os locais

Caixa eletrônico de Bitcoin da empresa americana Coin Cloud

SÃO PAULO – A rede de shopping centers brMalls (BRML3) fechou uma parceria com a empresa americana de caixas eletrônicos (ATM) de Bitcoin, Coin Cloud, para a instalação de 15 novos equipamentos em nove cidades espalhadas pelo Brasil.

Em comunicado, a Coin Cloud informou que o primeiro caixa eletrônico do tipo foi instalado na última segunda-feira (16) no shopping São Bernardo Plaza.

Os próximos, de acordo com a empresa, serão instalados até o fim desta semana em centros comerciais de São Paulo (Mooca Plaza, Jardim Sul, Villa Lobos, Piracicaba, Tamboré, Metro Cruz), Piracicaba (Shopping Piracicaba), Barueri (Shopping Tamboré) , Rio de Janeiro (Shopping Tijuca), Niterói (Plaza Niterói), Goiânia (Goiânia Shopping) e Vila Velha (Shopping Vila Velha).

A companhia foi a primeira a ter no Brasil um caixa eletrônico de Bitcoin, tornando possível a compra e venda de criptomoedas usando notas físicas de reais. Desde o início de sua operação no país, no fim de 2020, já foram instaladas máquinas em cidades como Recife, Curitiba, Campo Grande, Belo Horizonte e São Paulo.

Além disso, o Brasil foi o primeiro a receber esses equipamentos da companhia fora dos Estados Unidos, onde possui mais de 3 mil ATMs.

Compra e venda de criptomoedas

Os caixas eletrônicos da Coin Cloud negociam mais de 30 criptoativos, incluindo Bitcoin, Ethereum, Litecoin e XRP, além de stablecoins, que são tokens com o valor atrelado a ativos reais, normalmente uma moeda, como o dólar.

Para realizar uma operação, o usuário precisa gastar, no mínimo, R$ 10 pra poder comprar ativos digitais, ou R$ 50 se for vender, sendo que só é possível realizar uma negociação na máquina usando dinheiro em espécie. É possível negociar usando cartão de débito ou crédito pelo aplicativo da companhia, o Coin Cloud Wallet.

A companhia cobra taxas entre 7% e 15% dos clientes, que já são incluídos na cotação na hora da compra e venda de criptomoedas. Na aquisição, esse valor está acima do normalmente cobrado por corretoras e até fundos de investimento.

Para adquirir criptomoedas, o cliente deve digitar alguns dados quando iniciar a operação na máquina, como telefone e CPF, após seguir as indicações na tela, ele indica se quer que o valor vá para sua carteira da própria Coin Cloud ou uma carteira própria, que pode ser indicada para o equipamento usando QR Code.

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Em seguida ele coloca as notas no espaço indicado e conclui a operação. Vale lembrar que o valor pode demorar um pouco para aparecer na carteira, já que depende da confirmação da operação na blockchain. Por isso, o usuário recebe um link da companhia no celular onde pode acompanhar o andamento da negociação.

Já para vender criptoativos, o usuário segue os mesmos procedimentos iniciais e seleciona a opção de venda, indicando de qual carteira sairá o valor. Após seguir os passos indicados, o cliente recebe uma confirmação e precisa esperar até que a blockchain conclua a operação, o que pode demorar um tempo. Recebida a confirmação no celular, é preciso retornar ao caixa eletrônico, onde a opção de saque do dinheiro estará disponível.

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Walmart abre vaga para especialista em criptomoedas e blockchain

SÃO PAULO – Depois da Amazon, agora a giganta varejista Walmart também decidiu se aproximar do mundo das criptomoedas, anunciando uma vaga para o time de desenvolvimento focado em moedas digitais.

Assim como ocorreu com a companhia fundada por Jeff Bezos, não há uma sinalização do que exatamente essa vaga significa, se a companhia irá aceitar Bitcoin ou outras criptos como meio de pagamento ou se irá lançar uma moeda própria para utilização em sua rede de lojas.

Na descrição do cargo, a varejista diz que o novo funcionário irá auxiliar na “criação ambiciosa” do desenvolvimento em criptografia da empresa.

A vaga pede uma pessoa com pelo menos 10 anos de experiência em programação e gestão de produtos relacionados com tecnologia, além de conhecimento em criptomoedas e outros temas relacionados. Ter MBA ou mestrado é considerado um bom diferencial.

Esse funcionário, segundo o Walmart, será responsável por traçar o roadmap de produtos e seus roteiros de recursos, além de identificar tendências de tecnologia, e também potenciais clientes para esse mercado, assim como entender os investimentos necessários para desenvolver essas tendências.

Em julho, a Amazon também anunciou uma vaga para líder de estratégia em moedas digitais e blockchain, o que chegou a levar a uma alta do Bitcoin com especulações de que a empresa poderia passar a aceitar a moeda como pagamento no site.

A companhia, porém, negou que irá aceitar criptos como pagamento. “Apesar de nosso interesse no assunto, as especulações que surgiram em torno de nossos planos específicos para criptomoedas não são verdadeiras”, disse um porta-voz da empresa.

“Continuamos focados em explorar como isso pode parecer para os clientes que compram na Amazon”, completou.

A Amazon explicou ainda que o posto irá atuar no setor de pagamentos e experiência do cliente, e que a função será desenvolver um novo produto, traçar seu roadmap e liderar uma estratégia de lançamento.

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Corretora de criptomoedas Coinbase vê lucro dobrar no 2º tri; receita supera US$ 2 bilhões

SÃO PAULO – Uma das maiores corretoras de criptomoedas do mundo, a Coinbase, registrou um lucro líquido de US$ 1,6 bilhão no segundo trimestre, valor quase duas vezes maior que o apresentado nos três primeiros meses do ano.

O lucro por ação, por sua vez, ficou em US$ 6,62, quase três vezes o esperado pelo mercado, em um resultado que foi beneficiado por uma alíquota de Imposto de Renda atípica.

Como reflexo, as ações da companhia negociada em Nova York registravam fortes ganhos nesta quarta-feira (11), avançando 5,49% às 14h15 (horário de Brasília), cotadas a US$ 284,48.

Segundo a companhia, o número de usuários que realizaram operações mensalmente teve um crescimento de quase 500% na comparação com o segundo trimestre de 2020 e de 44% sobre o início deste ano, chegando a 8,8 milhões, com a base de usuários verificados subindo para 68 milhões.

A receita líquida, por sua vez, foi de US$ 2,03 bilhões entre abril e junho, crescimento de mais de 1.000% ano contra ano e 27% no comparativo trimestral. Já o volume transacionado pela Coinbase subiu 31% ante o primeiro trimestre, para US$ 462 bilhões.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado encerrou o segundo trimestre em US$ 1,15 bilhão, praticamente estável sobre o primeiro trimestre.

Para a equipe de analistas da Levante Ideias de Investimento, as margens operacionais da corretora foram um ponto marginalmente negativo no resultado, mas que em geral o balanço foi positivo, ficando acima das expectativas na maioria das linhas.

“Porém, a forte correlação com as oscilações no preço das criptomoedas reduz a previsibilidade do desempenho [das ações] no curto prazo”, pondera a Levante.

Em sua carta aos acionistas, a Coinbase ainda destacou que, pela primeira vez na história da plataforma, o volume de negociação de Ethereum superou o Bitcoin, sendo responsável por 26% dos negócios, contra 24% da maior criptomoeda do mundo.

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Além disso, a corretora elogiou a crescente variedade de participantes no mercado das criptomoedas e afirmou que agora sua plataforma já conta com mais de 9 mil clientes institucionais.

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Hacker começa a devolver parte dos US$ 600 mi em criptomoedas roubadas de protocolo DeFi

SÃO PAULO – Um dia após o anúncio de um dos maiores roubos de criptomoedas da história, o hacker responsável pelo ataque ao protocolo Poly Network começou a devolver parte dos recursos que pegou.

Ainda na tarde de terça-feira (10), o hacker passou a deixar mensagens na blockchain do Ethereum, entre elas uma zombando de que ele poderia ter roubado US$ 1 bilhão e outra indicando que poderia devolver alguns tokens.

O início da devolução dos tokens roubados também ocorre após a Slowmist, empresa de segurança de blockchain, afirmar que descobriu algumas informações da identidade do hacker.

Segundo informado pela Poly Network ontem, foram roubados US$ 273 milhões em tokens da Ethereum, US$ 250 milhões na Binance Smart Chain e US$ 85 milhões em US Dollar Coin (USDC) na rede Polygon (MATIC).

Até o início da tarde desta quarta-feira (11), o hacker devolveu US$ 1 milhão em USDC na blockchain Polygon, US$ 2 milhões em Shiba Inu e US$ 600 mil em FEI na rede Ethereum, e US$ 1,1 milhão em BTCB (token lastreado ao Bitcoin) na Binance Smart Chain.

Leia mais: Protocolo DeFi perde US$ 600 milhões em criptomoedas em um dos maiores ataques hacker da história

O total, de cerca de US$ 4,7 milhões, porém, representa menos de 1% do total roubado.

Antes de iniciar a devolução dos recursos, o hacker criou um novo token, chamado “The hacker is ready to surrender” (“O hacker está pronto para se render”, em tradução livre) e enviou para o endereço requisitado na blockchain Polygon.

Ainda não se sabe os motivos do ataque e nem porque o hacker está devolvendo, ainda que uma pequena fração, do valor. Especula-se que ele possa ser do tipo “white hat” (chapéu branco, em tradução livre), como são conhecidos os “hackers bonzinhos”, que realizam ataques para testarem e descobrirem falhas em sistemas.

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Em uma de suas mensagens, o hacker pediu o fim das chamadas DAOs, ou organizações autônomas descentralizadas, que não precisam de intermediários para processar transações e que usam programas de computador para definirem suas regras.

“Já é uma lenda ganhar tanta fortuna. Será uma lenda eterna para salvar o mundo. Eu tomei a decisão, chega de DAO”, disse o hacker.

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Em carta a senadora, líder da SEC defende maior regulamentação de criptomoedas

O presidente da Securities and Exchange Comission (SEC) – equivalente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) dos Estados Unidos -, Gary Ensler, voltou a defender o fortalecimento do poder regulatório da agência na regulamentação de criptomoedas. O argumento consta em carta endereçada à senadora democrata Elizabeth Warren, em resposta a questionamentos da parlamentar.

No documento, Gensler afirma que a instituição se beneficiaria de instrumentos para regular melhor companhias que operam no setor. “No momento, acredito que os investidores que usam essas plataformas não estão protegidos de forma adequada”, destacou.

O chefe da SEC ressalta a popularização de plataformas de finanças descentralizadas (DeFi, na sigla em inglês), que permitem que usuários façam transações por meio de redes de blockchain. Para ele, essas ferramentas podem ter implicações para leis de regulação de valores mobiliários, commodities e bancos.

“Isso levanta uma série de questões relacionadas à proteção de investidores e consumidores e contra atividades ilícitas e garantia de estabilidade”, destacou.

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Bitcoin supera US$ 46 mil e bate máxima em quase 3 meses; o que esperar do preço no curto prazo?

Bitcoin

SÃO PAULO – Após iniciar um movimento de alta no fim da semana passada, o Bitcoin ganhou força durante o fim de semana e encostou na marca dos US$ 46 mil, seu maior valor desde maio.

Às 16h15 (horário de Brasília), a maior criptomoeda do mundo operava com alta de 6,9%, cotada a US$ 46.365, sua máxima desde 16 de maio. Em reais, os ganhos eram de 6,3%, para R$ 242.071.

Esse maior otimismo no mercado ocorre após um período de forte queda do Bitcoin, em um cenário de maior temor dos investidores após a China elevar sua perseguição aos mineradores e empresas de lidam com criptoativos, combinado com falas do CEO da Tesla, Elon Musk, comentários de integrantes de diferentes governos mostrando preocupação com as moedas digitais, entre outras notícias mais pontuais.

Recentemente, o hash rate, que mede a energia computacional usada na mineração de bitcoins, voltou a aumentar após desabar entre maio e junho, indicando que os mineradores expulsos da China já começaram a se realocar em outras regiões, ajudando a acalmar os temores de alguns investidores.

Outro ponto positivo para o mercado como um todo foi a atualização da rede Ethereum na semana passada, com novidades que reduzem as taxas do sistema e contribuem para tornar a blockchain mais eficiente.

“A principal criptomoeda do mercado acompanhou o otimismo dos investidores em relação à atualização de rede Ethereum, que também está em alta. A pressão para comprar criptomoedas e a atualização da Ethereum, pode manter o Bitcoin em alta nos próximos dias”, afirma Bernardo Teixeira CEO da BitcoinTrade.

Nesta tarde, o Ethereum opera com alta de 7,6%, cotado a US$ 3.175.

Sobre a continuidade desse movimento de alta do Bitcoin, Safiri Félix, diretor de produtos e parcerias da Transfero, afirma que após o rompimento da marca de US$ 44 mil, os gráficos não apontam muita resistência para que uma valorização maior ocorra.

“Perspectiva agora é buscar os US$ 50 mil, e firmando esse patamar o próximo alvo passa a ser a máxima do ano, em US$ 65 mil”, explica Félix citando o nível em que até o momento é a máxima histórica do Bitcoin, de US$ 64.863, atingido em 14 de abril deste ano.

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Recentemente, um relatório publicado pela equipe de análise da Bloomberg aponta fatores positivos que poderiam levar o Bitcoin para US$ 100 mil em breve, em um cenário principalmente favorecido por mais empresas aceitando a criptomoeda.

Mike McGlone, analista responsável pelo relatório, afirma que o Bitcoin e o Ethereum encontraram um forte suporte nos últimos meses e que agora estão em uma fase de alta.

“O Bitcoin parece ter encontrado suporte em torno da marca de US$ 30 mil, assim como fez em US$ 4 mil no início de 2019. Vemos paralelos com esses eventos e, aparentemente, o bitcoin pode chegar a US $ 100 mil”, diz McGlone citando a forte correção dos preços há pouco mais de dois anos, para então engatar uma sequência de máximas ano passado.

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Bitcoin dispara e supera os US$ 42 mil com indicadores mostrando reaquecimento do mercado

SÃO PAULO – O Bitcoin volta a ganhar força nesta sexta-feira (6), em um dia positivo para o mercado de criptomoedas como um todo, chegando a superar por um momento a marca de US$ 43 mil, o que não ocorre há quase 3 meses.

Em uma semana de altos e baixos, a maior moeda digital do mundo chegou a bater na marca de US$ 37 mil na quinta, mas então iniciou uma forte recuperação, se fixando acima dos US$ 40 durante a noite e toda a madrugada, até que ganhou força no fim desta manhã.

Às 14h (horário de Brasília), o Bitcoin registrava alta de cerca de 7% no acumulado de 24 horas, cotado a US$ 42.364, chegando a bater em US$ 43.053 em sua máxima do dia, o maior valor desde 18 de maio, quando estava em uma onda de forte queda após bater sua máxima histórica de US$ 64 mil em abril.

Em reais, a criptomoeda tinha valorização de 9,6% no mesmo horário, a R$ 223.099.

O movimento também é positivo para a maioria dos principais ativos digitais do mercado, como o Ethereum, que sobe 3%, para US$ 2.856, estendendo os ganhos dos últimos dias após passar por uma importante atualização de sua rede, com o chamado hard fork London (veja mais clicando aqui).

Entre as maiores altas, atenção também para a Polkadot, com ganhos de 6,8%, a US$ 20,32, além da Solana, que sobe 8,5%, para US$ 39,51. Ontem, junto com o BRZ, a Solana Foundation lançou um fundo de US$ 20 milhões (cerca de R$ 100 milhões) para financiar projetos de criptomoedas no Brasil.

O noticiário recente tem se mostrado bastante positivo para o mercado como um todo, após os sustos causados pela repressão chinesa contra mineradores e empresas ligadas à negociação de criptos, falas de autoridades monetárias ao redor do mundo e mensagens do CEO da Tesla, Elon Musk.

Recentemente, o hash rate, que mede a energia computacional usada na mineração de bitcoins, voltou a aumentar após desabar entre maio e junho, indicando que os mineradores expulsos da China já começaram a se realocar em outras regiões, ajudando a acalmar os temores de alguns investidores.

Ainda que não tenham impacto direto nas cotações neste momento, algumas iniciativas corporativas também ajudam a animar o mercado, como a recente notícia de que a Amazon está abrindo uma vaga de trabalho voltada para o mercado de criptoativos.

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Outros dados técnicos também ajudam a entender o otimismo neste momento. Fernanda Guardian, especialista em criptomoedas da Levante Ideias de Investimentos, afirma, por exemplo, que o mercado ganhou profundidade.

“O número total de contratos de derivativos em aberto, como opções e futuros, calculados pelo indicador Open Interest Bitcoin Futures vem aumentando nos últimos 30 dias. Isso revela que o mercado está se reaquecendo e que os volumes de negociação estão aumentando”, destaca ela ressaltando que indicador inclui todos os contratos de compra e de venda que não foram liquidados.

Segundo ela, além do crescimento do volume de negociação, outro indicador que comprova o reaquecimento do mercado é o Number of Active Entities, que se refere ao número de endereços ativos na rede como remetente ou destinatário, e inclui apenas transações bem-sucedidas.

Em 31 de julho, ele atingiu os mesmos valores de janeiro de 2021, o que pode ser um indicativo de que há novos participantes no mercado e que os participantes existentes estão fazendo mais negócios e assumindo mais posições. “O mercado parece estar se recuperando das quedas e das notícias pessimistas durante os meses de maio e junho”, diz Fernanda.

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MercadoPago e Dotz planejam aceitar resgate e transações com Bitcoin

SÃO PAULO – Com o crescimento da aceitação das criptomoedas por grandes empresas ao redor do mundo, a América Latina não iria ficar de fora e duas empresas já se preparam para introduzir principalmente o Bitcoin em seu negócio.

Em entrevistas para o site Bloomberg Línea, executivos da Dotz e do MercadoPago, braço financeiro do Mercado Livre, afirmaram que estão preparando suas estruturas para entrarem oficialmente no mercado de criptoativos.

Segundo, Roberto Chade, CEO da Dotz (DOTZ3), a administradora de programas de fidelidade e de contas digitais deve lançar algo nesse mercado ainda este ano. A ideia é permitir que os clientes possam resgatar pontos acumulados na plataforma para comprar bitcoins.

“O que vamos fazer em breve, isso eu posso adiantar, é permitir que nossos usuários façam o resgate de seus dotz para comprar Bitcoin”, disse ele.

“Da mesma forma que ele pode usar dotz para comprar uma passagem aérea, para ir ao cinema e para trocar por dinheiro, o nosso usuário vai em breve resgatar seus dotz para comprar Bitcoin”, completou Chade ressaltando que a empresa ainda está em “tratativas finais”.

Enquanto isso, Osvaldo Gimenez, presidente do MercadoPago, disse que a companhia está “analisando de perto” a posse e o envio de criptomoedas, seguindo os passos de outras gigantes dos meios de pagamento como a Paypal e Square.

Vale lembrar que em maio o MercadoLivre anunciou a compra de quase US$ 8 milhões em bitcoins com fins de diversificação de ativos usados na estratégia de tesouraria.

“Este início de compra de criptomoedas mostra que estamos convencidos de que há um potencial muito grande. Acreditamos que isso pode ser revolucionário para as finanças, então vamos ver qual é a melhor forma, mas de alguma forma vamos participar”, disse ele para a Bloomberg.

“O ramo imobiliário é mais sobre estratégias de marketing e sobre mostrar como alguns imóveis são precificados em criptomoedas, mas não é possível pagar por um imóvel em criptomoedas”, completou Gimenez.

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