Ações de B3 caem 7%, Via tem baixa de 8%, Ultrapar desaba mais de 10% e outras reações a balanços; Qualicorp segue em forte queda

SÃO PAULO – A temporada de balanços segue sendo destaque entre as principais reações na sessão desta quinta-feira (12).

Entre as ações do Ibovespa, Hapvida (HAPV3) avança mais de 3% após o resultado, enquanto Locaweb (LWSA3) zerou os ganhos após abrir em alta.

Já as baixas são mais expressivas, com Ultrapar (UGPA3) caindo mais de 10% depois de resultados considerados fracos, enquanto Via Varejo (VVAR3) tem baixa de cerca de 8%.

A B3 (B3SA3) tem queda de cerca de 7% de suas ações. O resultado foi considerado positivo, com lucro recorrente de R$ 1,23 bi (versus R$ 1,15 bilhão do consensus Eikon), mas algumas contingências desagradaram o mercado.

A companhia informou que, de acordo com a recomendação de seus consultores jurídicos, revisou de “remoto” para “possível” o prognóstico de perda de uma contingência legal. Ele se refere ao caso oriundo da BM&F, relacionado a supostos prejuízos por conta de transações realizadas pelo Banco Central em janeiro de 1999 no mercado futuro de dólar. O valor atual da contingência é de R$ 31,212 bilhões, “que possivelmente poderá ser deduzido dos ganhos que o Banco Central obteve em razão da não utilização de reservas internacionais e dos seus efeitos tributários”.

Os ativos da Copel (CPLE6) também caem forte, mais de 4%, após o balanço, enquanto JBS (JBSS3) tem perdas menos significativas, por volta de 2%, e Azul (AZUL4) cai 1,5%.

Fora do Ibovespa, Aeris (AERI3) reage mal ao pós-balanço, caindo cerca de 8%, enquanto Simpar (SIMH3) avança cerca de 2%. A Iochpe-Maxion (MYPK3), por sua vez, avança cerca de 4% na esteira de resultados positivos.

Já a Qualicorp (QUAL3), que divulgou seus resultados na véspera e viu as ações caírem mais de 15%, segue em baixa, de mais de 6%. A ação companhia teve a recomendação reduzida pelo Credit Suisse para neutra. Nesta manhã, ela anunciou a aquisição da totalidade do Grupo Elo por R$ 129,5 milhões.

A companhia também assinou um acordo de direitos de comercialização com a Seguros Unimed e a Central Nacional Unimed (CNU), pelo qual pagará R$ 45 milhões e possibilitará a venda de diversos produtos das duas operadoras de saúde. Para o Credit Suisse, a compra foi prematura, uma vez que a companhia teve fluxo de caixa negativo.

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Depois do fechamento, a temporada segue bastante movimentada. Entre outros balanços, serão divulgados os do Magazine Luiza (MGLU3), Americanas (AMER3), Renner (LREN3), BRF (BRFS3) e Cyrela (CYRE3).

Além da temporada, atenção para a Americanas (AMER3). As ações sobem entre 1% e 2% após anunciar um acordo para comprar 100% da rede de hortifruti Natural da Terra por um total de R$ 2,1 bilhões. Esse é mais um avanço do grupo em um segmento considerado estratégico por impulsionar a recorrência de compras online.

Ainda no radar, a Minerva (BEEF3) prestou esclarecimentos ao mercado e negou que pretende fechar capital. As ações caem forte, chegando a ter baixa de mais de 8%. Confira os destaques:

O frigorífico JBS registrou lucro líquido de R$ 4,4 bilhões no segundo trimestre deste ano, uma alta de 29,7% em relação ao mesmo período de 2020, o maior lucro trimestral da história da companhia.

O desempenho no período foi impulsionado, segundo a empresa, pelo desempenho das operações na América do Norte.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado também foi recorde, em R$ 11,7 bilhões, uma alta de 10,3% na comparação anual.

Já a receita líquida consolidada teve alta de 26,7%, para R$ 85,6 bilhões entre abril e junho deste ano.

O Credit Suisse mantém uma visão positiva sobre a JBS, afirmando que seu ritmo operacional deve continuar sólido. A USA Beef da JBS deve se beneficiar da oferta favorável de gado, diz o banco. O Credit mantém preço-alvo de R$ 45, frente à cotação de quinta de R$ 33,01.

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A operadora da Bolsa brasileira, B3 apresentou lucro líquido recorrente de R$ 1,231 bilhão no segundo trimestre, uma alta de 21,6% sobre os R$ 1,012 bilhão de lucro registrados um ano antes. Na comparação com o primeiro trimestre houve uma queda de 7,9%.

O resultado foi puxado pela forte atividade dos mercados brasileiros de ações e de dívida, fazendo com que a companhia superasse as projeções dos analistas consultados pela Refinitiv, que, na média, esperavam lucro de R$ 1,19 bilhão.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) recorrente registrou alta de 30,6% em um ano, para R$ 1,853 bilhão entre abril e junho deste ano, com a margem Ebitda indo para 80,9%, avanço de 6,58 pontos percentuais.

Enquanto isso, a receita líquida da companhia ficou em R$ 2,417 bilhões, valor 26,7% maior que os R$ 2,129 bilhões apresentados no segundo trimestre de 2020, e praticamente estável na comparação trimestral.

O Itaú BBA comentou os resultados divulgados pela B3, que revisou o risco de classificação de uma contingência legal como entre remoto para possível. A contingência está ligada a um processo em que a B3 é acusada de supostamente causar perdas ao Tesouro brasileiro em operações no mercado futuro em dólar conduzidas pelo Banco Central em 1999. O Itaú ressalta que a empresa recebeu em 2012 uma decisão desfavorável do STJ. E recentemente o MPF apresentou uma opinião adversa que deverá ser considerada pela decisão do STJ, o que levou a B3 a reclassificar o risco. O banco diz que o valor atualizado da contingência é de R$ 31,2 bilhões.

O banco avalia que essa questão não estava no radar dos investidores, e diz que busca mais detalhes junto à gestão. Assim, o banco espera que o anúncio pese sobre a cotação da empresa nesta quinta, apesar de bons resultados trimestrais, mas manteve a recomendação em outperform e o preço-alvo para 2021 em R$ 22.

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A companhia de papel e celulose Suzano registrou lucro líquido de R$ 10,036 bilhões no segundo trimestre deste ano, revertendo o prejuízo de R$ 2,052 bilhões apresentados um ano antes.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado, por sua vez, teve uma alta de 42% na comparação anual, para R$ 5,941 bilhões. Segundo a companhia, o resultado foi recorde nessa linha.

Analistas, porém esperavam que a Suzano reportasse Ebitda de R$ 6,66 bilhões, em média, segundo dados da Refinitiv.

Já a receita líquida de vendas da empresa ficou em R$ 9,844 bilhões entre abril e junho, um avanço de 23% ante os R$ 7,995 bilhões registrados um ano antes.

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Via Varejo (VVAR3)

A Via Varejo registrou alta de 103% em seu lucro líquido do segundo trimestre na comparação com o mesmo período de 2020, para R$ 132 milhões, sustentada pelo forte crescimento no comércio eletrônico por conta do isolamento social.

A companhia, dona das redes Casas Bahia e Ponto, teve receita bruta no conceito GMV de R$ 11,4 bilhões, um avanço de 51% ante o segundo trimestre do ano passado.

Segundo a empresa, cerca de 65% do GMV deveu-se às vendas digitais, que corresponderam a cerca de R$ 7,5 bilhões, incremento de 35,7% na base anual.

O resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado ficou em R$ 485 milhões, queda de 12,6% em um ano, com a margem recuando 4,4 pontos, para 6,2%.

O Itaú BBA avalia os resultados da Via Varejo, dona da Casas Bahia, como sólidos e dentro do esperado. O volume bruto de mercadorias (GMV em inglês) cresceu impulsionado pela reabertura de lojas físicas e forte desempenho das vendas on-line. A empresa teve alta de 47% em gastos gerais, administrativos e com serviços, por conta de maior esforço com marketing. O banco mantém recomendação outperform e preço-alvo para 2022 de R$ 16,50.

O Bradesco BBI apontou que a Via mostra um momento de crescimento em várias áreas de negócios, incluindo 3P, logística e serviços financeiros, bem como pontuações de atendimento ao cliente. A principal conclusão positiva é que a GMV de mercado está agora se acelerando e isso tem um papel estratégico importante – preencher a lacuna de variedade em relação aos concorrentes.

O crescimento em “novas” categorias será fundamental para que a Via continue a ganhar participação no mercado, e
ter uma operação de mercado escalável é claramente um elemento-chave disso. Na área de logística, 65% das entregas estão sendo feitas em 48 horas, o que coloca a Via em linha com seus três principais concorrentes no Brasil, mostrando que houve um catch up (redução do gap) significativo nos últimos dois anos.

“O único ponto fraco nos resultados foi a margem Ebitda, que veio 0,80 p.p abaixo do estimado pelo BBI e 1,00 p.p abaixo do consenso da Bloomberg. Parece que um dos motivadores disso foram as provisões mais altas no setor de serviços financeiros”, avaliam os analistas, que possuem recomendação neutra antes de uma revisão completa.

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A Locaweb registrou lucro líquido ajustado de R$ 23,7 milhões no segundo trimestre, alta de 87,7% ante o mesmo período de 2020, com aumento de receita e melhora do resultado financeiro.

A receita operacional líquida da empresa especializada em hospedagem de sites e computação em nuvem somou R$ 184,3 milhões, alta de 57,1%, com o segmento commerce registrando um salto de 159,3% na receita, para R$ 84,8 milhões.

O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 900 mil, montante bem abaixo da despesa líquida de R$ 3,9 milhões um ano antes, beneficiado pela receita financeira com o follow-on em meados de fevereiro.

O Ebitda ajustado cresceu 28,8%, para R$ 41,3 milhões, mas a margem Ebitda ajustada caiu de 27,3% para 22,4% na mesma comparação.

A companhia atribuiu o declínio na margem, principalmente, à consolidação dos resultados das empresas adquiridas, que possuem margem Ebitda inferior às apresentadas no grupo.

O Bradesco BBI destacou que a composição dos resultados está acima de sua expectativa, com o segmento de comércio ganhando relevância em um ritmo mais rápido do que o esperado. O banco acredita que o mercado tomará os resultados da Locaweb como positivos, por conta da continuidade do crescimento das receitas e novas aquisições indicando sinais positivos.

O Bradesco reforçou sua avaliação outperform (perspectiva de crescimento acima da média do mercado) para a empresa, que é sua escolha preferida no setor de tecnologia, e preço-alvo para 2022 de R$ 37.

A Oi apresentou lucro líquido de R$ 1,139 bilhão no segundo trimestre de 2021, revertendo o prejuízo de R$ 3,409 bilhões em igual intervalo de 2020.

O Ebitda de rotina somou R$ 1,284 bilhão, recuo de 5,5% na mesma base de comparação. A margem Ebitda baixou 0,6 ponto porcentual, para 29,3%. A receita líquida totalizou R$ 4,389 bilhões, queda de 3,4%.

O encolhimento do Ebitda foi explicado principalmente pela redução da receita, em especial no segmento móvel pré-pago, que compõe as receitas de operações descontinuadas (estão sendo vendidas para o grupo Vivo, Claro e TIM), e no segmento corporativo.

O que ajudou a Oi a voltar para o azul de fato foi o efeito do resultado financeiro no balanço, ficando positivo em R$ 1,199 bilhão ante um dado negativo de R$ 3,127 bilhões um ano antes.

Segundo a operadora, esse resultado positivo veio graças à valorização do real sobre o dólar no trimestre, o que ajudou turbinar as linhas de “resultado cambial líquido” e “amortização do ajuste a valor justo”. Já nos trimestres anteriores, houve desvalorização do real, afetando negativamente o balanço.

Ainda dentro do resultado financeiro, a companhia reportou uma queda expressiva, de 85%, nas suas despesas financeiras, que nos trimestres anteriores havia sido maior devido ao aditamento do processo de recuperação judicial.

Ultrapar (UGPA3)

A Ultrapar registrou lucro líquido ajustado de R$ 290 milhões no segundo trimestre, resultado que não inclui o efeito de uma baixa contábil realizada na rede de farmácias Extrafarma, que teria levado a um prejuízo de R$ 18 milhões.

A companhia afirmou no balanço que baixa contábil na Extrafarma registrada no segundo trimestre foi de R$ 395 milhões, sem efeito caixa. O grupo acertou a venda da rede de farmácias para a Pague Menos em maio, por R$ 700 milhões.

Analistas, em média, esperavam que a Ultrapar apurasse lucro ajustado de R$ 329,6 milhões, segundo dados da Refinitiv.

O resultado operacional recorrente medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ficou em R$ 898 milhões no segundo trimestre.

O valor recorrente, que não inclui o impairment da Extrafarma, representa um crescimento de 50% sobre o segundo trimestre do ano passado. Incluindo o efeito, o Ebitda cai para R$ 503 milhões, recuo de 18% ano a ano.

Após o resultado, considerado fraco pelo BBI, o banco reduziu a recomendação para neutra, cortando o preço-alvo de R$ 26 em 2021 para R$ 21 para 2022.

“Embora a indústria tenha sido impactada pelas medidas de restrição e aumento do preço do combustível da Petrobras no trimestre, a perda na Ipiranga foi significativamente maior quando comparada ao segundo trimestre de 2021 do seu concorrente. Como resultado, não acreditamos mais que nossa curva de margem anterior para a Ipiranga seja alcançável, por isso reduzimos as margens futuras e aproveitamos para incorporar taxas de juros mais altas no Brasil. No geral, nossa perspectiva de lucro diminuiu”, avaliam.

Além do resultado abaixo do esperado, os analistas veem direcionadores limitados de curto prazo. Embora a venda da Oxiteno seja amplamente esperada pelo mercado, uma potencial aquisição da REFAP pode representar um fluxo de notícias negativo.

A construtora MRV fechou o segundo trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 203 milhões, uma alta de 86,1% sobre o mesmo período de 2020 e 48,5% maior que os três primeiros meses deste ano.

Segundo a companhia, a melhora do lucro refletiu o mercado imobiliário ainda aquecido no Brasil, além de uma melhora na linha “outras receitas (despesas) operacionais”, que ficou positiva em R$ 56 milhões, ante R$ 31 milhões negativos um ano antes.

Já a receita líquida da companhia ficou em R$ 1,82 bilhão, uma alta de 9,7% na comparação anual. Por outro lado, a margem bruta caiu 2,8 pontos percentuais, para 25,4%, o que a companhia atribuiu ao forte aumento de custo com matérias-primas.

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Moura Dubeux (MDNE3)

A Moura Dubeux teve lucro líquido de R$ 26 milhões no segundo trimestre de 2021, ante prejuízo líquido de R$ 95 milhões registrado no segundo trimestre de 2020.

Já a receita líquida teve alta de 167%, para R$ 155 milhões.

A Hapvida informou na quarta lucro líquido ajustado de R$ 269,8 milhões de abril a junho, queda de 29,5% ante a mesma etapa de 2020.

Já o lucro líquido foi de R$ 104,6 milhões no segundo trimestre de 2021, queda de 62,5% ante o mesmo período do ano passado.

A receita líquida do Hapvida atingiu R$ 2,402 bilhões no intervalo entre abril e junho, alta anual de 15,7%. A sinistralidade total atingiu 70,7% no trimestre, representando avanço de 16,2 pontos porcentuais em relação ao período em 2020. A sinistralidade caixa atingiu 66,6%, crescimento de 14,2 pontos porcentuais.

O número de beneficiários de planos de saúde ao fim do junho apresentou crescimento de 16,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior, totalizando 4,084 milhões. Entre os planos odontológicos, houve crescimento de 12,5%, para R$ 3,113 milhões.

O Itaú BBA avaliou os resultados da Hapvida no segundo trimestre como neutros, com Ebitda ajustado de R$ 312 milhões, queda de 49% na comparação anual, e 9% abaixo da expectativa do banco. As adições líquidas de usuários ficaram levemente acima da expectativa do Itaú, e as receitas, em linha com as expectativas. A margem Ebitda contraiu 7,1 pontos percentuais no trimestre e 16,3 pontos percentuais no ano. O banco mantém avaliação outperform para a Hapvida, e preço-alvo para 2021 de R$ 17.

SulAmérica (SULA11)

A SulAmérica registrou lucro líquido das operações continuadas de R$ 29,6 milhões no segundo trimestre, queda de 92,6% em relação ao mesmo período do ano passado, por conta da maior sinistralidade nos segmentos de saúde e vida, refletindo o número ainda elevado de casos de Covid e mais procedimentos eletivos.

A sinistralidade consolidada subiu para 85,8% no período de abril a junho, de 69,1% um ano antes, com a taxa em vida e acidentes pessoais passando de 55,8% para 90,6%.

Tal resultado, segundo a SulAmérica, refletiu o ainda elevado volume de casos de Covid-19 e frequência de procedimentos eletivos mais próxima à normalidade no segmento de saúde, além do maior número de óbitos relacionados à pandemia.

As receitas operacionais totais cresceram 8,6% ano a ano, para R$ 5,2 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado ficou negativo em R$ 32,5 milhões, ante resultado positivo de R$ 610,8 milhões um ano antes.

No trimestre, houve adição de mais de 503 mil beneficiários em planos coletivos de saúde e odonto (+13,6%) na comparação com o segundo trimestre de 2020, atingindo 4,2 milhões de segurados.

Caixa Seguridade (CXSE3)

A Caixa Seguridade, holding de seguros da Caixa Econômica Federal, registrou lucro líquido recorrente de R$ 426,6 milhões no segundo trimestre deste ano, cifra 8,3% maior em relação há um ano. Se comparado com os três meses imediatamente anteriores, quando o resultado foi recorde para o período, foi identificada baixa de 1,2%.

O crescimento observado no comparativo ano a ano foi ancorado sobretudo na elevação das receitas de corretagem. No acumulado do primeiro semestre, o crescimento foi de 6,2% frente ao mesmo período do ano anterior. “O resultado reflete a recuperação das receitas operacionais, que foram expressivamente impactadas no primeiro semestre de 2020 pela primeira onda da Covid-19 e pelo foco da rede Caixa no pagamento do auxílio emergencial naquele período”, explicou a companhia, em nota.

O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) da Caixa Seguridade foi de 38,7% no segundo trimestre contra 42,9% no primeiro. Há um ano, quando ainda tinha capital fechado, sua rentabilidade era de 30,7%. “A variação entre 2020 e 2021 é devida à performance positiva do lucro líquido do primeiro trimestre, que reforça o numerador do indicador, e à redução do patrimônio líquido, proveniente do pagamento de dividendos, sensibilizando o denominador do ROE”, pontuou a empresa.

A receita operacional da Caixa Seguridade foi a R$ 541,5 milhões no segundo trimestre deste ano, avanço de 16,5% na comparação com a cifra vista em idêntico intervalo de 2020. O desempenho dos negócios de distribuição, formado pelas receitas de acesso à rede e uso da marca (BDF), e agora também pelas receitas da Caixa Corretora, somou R$ 214,3 milhões neste trimestre, crescimento de 36,4% comparativamente ao segundo trimestre de 2020.

O grupo Simpar, que controla empresas como JSL e Movida, registrou lucro líquido recorde de R$ 391,8 milhões no segundo trimestre, alta de 186,4% na comparação anual.

Assim como o resultado líquido, o Ebitda também foi recorde de abril a junho, alcançando R$ 965 milhões, avanço de 105,1% sobre igual intervalo do ano passado. A margem Ebitda foi de 39,6% no segundo trimestre de 2021, aumento de 4,3 pontos porcentuais na mesma base de comparação.

No segundo trimestre, a receita líquida do grupo atingiu R$ 3,14 bilhões, aumento de 43,3% sobre o mesmo período do ano passado. Do total reportado no período, R$ 2,43 bilhões foram provenientes de serviços e, o restante, de venda de ativos.

O Itaú BBA avaliou os resultados relativos ao segundo trimestre divulgados pelo Itaú BBA como sólidos. O banco ressalta que a relação entre dívida líquida e lucro Ebitda foi reduzida de 3,7 vezes no primeiro trimestre para 3,3 vezes no segundo.

Na divisão CS Brasil o Ebitda subiu 14% no trimestre e 24% na comparação anual, impulsionado por desempenho forte nas divisões de Seminovos e GTF. A receita líquida cresceu 7% no trimestre e 74% na comparação anual. O banco diz que fusões e aquisições e novos contratos fazem com que o grupo mantenha uma visão positiva sobre as perspectivas no futuro. O banco mantém avaliação outperform para a Simpar e preço-alvo para 2021 de R$ 12,80.

A petroleira Enauta reportou na noite de quarta-feira lucro líquido de R$ 635,7 milhões no segundo trimestre de 2021, salto de 464,2% na comparação anual e maior resultado da história da companhia, puxado pela incorporação de uma fatia adicional de 50% no Campo de Atlanta, no valor de 542,1 milhões de reais.

O lucro líquido obtido no período, que também reverte prejuízo de R$ 15,8 milhões visto no primeiro trimestre deste ano, ainda refletiu aumento do resultado operacional, principalmente no Campo de Atlanta, disse a companhia.

Segundo a empresa, o Ebitda alcançou R$ 1,067 bilhão no período, alta de 241,7% em relação à mesma etapa de 2020, também influenciado pela incorporação da participação adicional em Atlanta.

A receita líquida da Enauta no segundo trimestre apresentou aumento de 43,3% em comparação anual, a R$ 349,4 milhões, puxada por um salto de 300% na receita do Campo de Manati e pela alta do petróleo Brent, enquanto a posição de caixa líquido avançou em 27,3%, para 2,03 bilhões de reais.

A dívida líquida da empresa cresceu 35,1%, para R$ 1,84 bilhão, com a alavancagem medida pela relação entre dívida líquida e Ebitdax (Ebitda + despesas de exploração com poços secos ou subcomerciais) atingindo 1,2 vez, versus 1,4 vez ao final do segundo trimestre do ano passado.

Em termos operacionais, a Enauta reportou produção total de 1,56 milhão de barris de óleo equivalente, alta de 8,7% no ano a ano, com um salto de 211,4% na produção de gás compensando queda de 42,1% no bombeamento de petróleo.

A empresa ainda comunicou revisão na projeção de produção do Campo de Atlanta em 2021, que passou de 7 mil para 10 mil barris de óleo por dia, com margem de variação positiva ou negativa de 10%, após a incorporação dos 50% adicionais da Enauta em Atlanta.

O Morgan Stanley destaca que o Ebitda da Enauta no segundo trimestre ficou 7,5% acima de sua expectativa por conta de preços maiores do petróleo, que foram apenas parcialmente ofuscados por custos mais altos e despesas gerais e administrativas (SG&A na sigla em inglês).

O banco diz que está monitorando com as operações em Atlanta, nos Estados Unidos, que deve se tornar o único ativo operacional da Enauta após a Barra Energia não conseguir encontrar compradores de sua participação de 50% no campo. O Morgan Stanley mantém recomendação equal-weight (perspectiva de valorização dentro da média do mercado) e preço-alvo de R$ 17,50.

Aliansce Sonae (ALSO3)

A administradora de shoppings Aliansce Sonae registrou lucro atribuível aos acionistas controladores de R$ 56,7 milhões, alta de 58,7% na base de comparação anual. Levando em conta os resultados a acionistas não controladores, o lucro líquido foi de R$ 68,3 milhões, alta de 22,6%.

A receita líquida subiu 25,6%, para R$ 216,4 milhões. A receita bruta de aluguel e serviços teve alta de 25,4%, para R$ 227,4 milhões.

A Azul reportou nesta quinta-feira lucro líquido de R$ 1,16 bilhão para o segundo trimestre, revertendo prejuízo de R$ 1,62 bilhão sofrido um ano antes, ajudado pela aceleração da vacinação no Brasil e efeito cambial.

A receita líquida total cresceu quatro vezes no período, para R$ 1,7 bilhão, enquanto o total de custos e despesas operacionais subiu 72,1%, para 2,1 bilhões de reais, refletindo a retomada de voos conforme medidas de isolamento social são retiradas.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado ficou negativo em R$ 50,9 milhões, ante resultado negativo de R$ 324,3 milhões um ano antes.

A Azul registrou um ganho não-monetário em moeda estrangeira de R$ 2,3 bilhões no período, principalmente devido à apreciação do real em relação ao dólar, resultando em uma diminuição nas dívidas denominadas em moeda estrangeira.

Iochpe-Maxion (MYPK3)

A Iochpe-Maxion teve lucro de R$ 214,8 milhões no segundo trimestre deste ano, ante prejuízo de R$ 352,3 milhões registrado no mesmo período de 2020.

A receita líquida teve forte alta de 171,7% no comparativo trimestral, para R$ 3,18 bilhões.

O Itaú BBA avaliou os resultados apresentados pela Iochpe Maxion como positivos. O crescimento do Ebitda ajustado ficou em 9% na comparação trimestral.

A relação entre dívida líquida e lucro Ebitda foi de 5,7 vezes no primeiro trimestre para 2,7 vezes.

O banco diz que os volumes parecem estar se recuperando junto com a demanda global, mas a falta de componentes na indústria automotiva prejudica a produção o que, junto a um câmbio menos favorável, contribui para explicar o faturamento bruto estável na comparação trimestral. O banco mantém recomendação market perform (perspectiva de valorização dentro da média do mercado), com preço-alvo para 2021 em R$ 19.

Banco Inter (BIDI11)

O Banco Inter mais do que dobrou sua carteira de empréstimos no segundo trimestre, refletindo o foco do banco em expansão enquanto avança nos planos de listagem na Nasdaq até o início de 2022.

O grupo, que mescla operações de banco e marketplace, anunciou nesta quarta-feira que fechou junho com estoque de crédito ampliado de R$ 13,3 bilhões, 118% maior em 12 meses.

Ano a ano, as receitas com crédito evoluíram 87,1%, para R$ 331,4 milhões, representando cerca de 50% das receitas totais. O índice de inadimplência acima de 90 dias ficou em 2,82%, queda de 1,4 ponto percentual contra um ano antes.

A receita bruta total de vendas (GMV) no trimestre cresceu 531%, para R$ 774,4 milhões, alcançando R$ 1,45 bilhão no semestre. A previsão do Banco Inter é de que no acumulado de 2021, o GMV atinja R$ 3,5 bilhões.

O banco teve lucro líquido de R$ 18,2 milhões de abril a junho, alta de 579% sobre um ano antes. No entanto, a rentabilidade sobre o patrimônio líquido ficou em apenas 0,8%, diante do foco do banco no momento de crescimento.

A elétrica paranaense Copel registrou lucro líquido de R$ 1 bilhão no segundo trimestre, queda de 37% na comparação anual, principalmente pelos efeitos da decisão judicial que excluiu o ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins no mesmo período do ano passado.

O resultado líquido divulgado na noite de quarta-feira inclui efeitos de operações descontinuadas, como a Copel Telecom. Sem ele, teria caído mais, para R$ 957 milhões.

No período, a Copel registrou a conclusão do desinvestimento da Copel Telecom, no valor de R$ 2,5 bilhões, que já foi transferido para a companhia, mas que será reconhecido contabilmente no terceiro trimestre, no montante de R$ 1,2 bilhão.

O indicador de geração de caixa Ebitda ajustado (excluídos os itens não recorrentes) atingiu R$ 1,43 bilhão no segundo trimestre, montante 47,1% superior ao visto no mesmo período do ano passado, principalmente pela comercialização de 507 GWh de energia produzida pela UTE Araucária.

Incluindo todos os fatores, o Ebitda caiu 12,1%, para R$ 1,5 bilhão.

A Copel ainda viu aumento da receita de disponibilidade da rede elétrica (TUSD/TUST), com o crescimento de 12,2% do mercado fio da distribuidora e do aumento na remuneração sobre ativos de transmissão decorrente da maior inflação e da revisão tarifária periódica aplicada aos contratos de transmissão.

A transmissora de energia Taesa registrou lucro líquido de R$ 697,9 milhões no segundo trimestre de 2021, alta de 50,3% ante igual período do ano passado, impulsionado principalmente pelo aumento de índices maecroeconômicos como o IGP-M.

A companhia, que tem a mineira Cemig e a colombiana Isa entre os principais acionistas, também reportou Ebitda regulatório de R$ 331,1 milhões, avanço de 4,5% na comparação anual.

Segundo a empresa, os maiores índices macroecônomicos no período, com destaque para a inflação medida pelo IGP-M, tiveram efeito positivo de 363,1 milhões de reais, refletindo na receita de correção monetária, além disso de terem levado a um aumento de 89,5% na equivalência patrimonial.

Equatorial Energia (EQTL3)

A Equatorial Energia, informou na quarta-feira lucro líquido ajustado de R$ 447 milhões no segundo trimestre de 2021, alta de 15,4% em relação a igual período do ano passado.

O Ebitda ajustado somou R$ 1,223 bilhão no período, avanço de 42,7% na comparação anual, impulsionado pelo segmento de distribuição.

Guararapes (GUAR3)

A Guararapes, dona da Riachuelo, teve lucro líquido de R$ 46,1 milhões no segundo trimestre, ante o prejuízo de R$ 296,2 milhões um ano antes.

O Ebitda ajustado foi a R$ 204,3 milhões no segundo trimestre, ante prejuízo operacional de R$ 291 milhões em igual intervalo de 2020.

Já a receita líquida consolidada no trimestre subiu  88,8% na base de comparação anual, para R$ 1,6 bilhão.

O Itaú BBA classificou os resultados da Guararapes como em linha com suas estimativas. A divisão de varejo continuou a se recuperar, diz o banco, que ressalta que a margem Ebitda continua abaixo do nível pré-pandemia por conta de investimentos na operação digital. As vendas em mesmas lojas (SSS na sigla em inglês) subiram 8,3% em julho em relação ao mesmo período de 2019, antes dos efeitos da pandemia, e a receita líquida de R$ 1,3 bilhão no segundo trimestre representa alta de 2,4% frente ao mesmo período de 2019.

A Eletrobras obteve lucro líquido de R$ 2,5 bilhões no segundo trimestre do ano, alta de 439% na comparação anual. O lucro líquido recorrente, que considera ajustes não mencionados nos destaques, teve alta de 601% no período, para R$ 4,5 milhões na mesma base de comparação.

Segundo a estatal, o resultado foi impactado positivamente pelo segmento de transmissão em decorrência da revisão tarifária periódica, com efeitos a partir de julho de 2020, e pela melhora nos resultados da geração.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) no segundo trimestre somou R$ 3,3 bilhões, alta de 64% ante igual período do ano anterior.

A receita operacional líquida atingiu R$ 7,9 bilhões no período, 49% superior à observada no mesmo intervalo de 2020.

O Credit Suisse avaliou os resultados da Eletrobras como moderados, com lucro Ebitda ajustado pior do que o esperado, principalmente por conta de custos maiores de compra de energia e combustíveis gastos maiores com pessoal, material, serviços de terceiros e outros (PMSO em inglês) e provisões. Em uma base anual, o negócio se beneficiou de impactos da revisão tarifária e ajustes anuais, diz o Credit. O banco diz avaliar que os investidores manterão mais atenção ao processo de privatização. O Credit mantém preço-alvo de R$ 45 e recomendação neutra (perspectiva de valorização dentro da média do mercado).

A Aeris teve lucro líquido de R$ 18,7 milhões no segundo trimestre, 23,6% abaixo na comparação anual.

Já a receita líquida operacional foi de R$ 591,9 milhões, alta de 27,6%.

d1000 (DMVF3)

A rede de farmácias, que tem as marcas Drogasmil, FarmaLife, Rosário e Tamoio no portfólio, teve prejuízo de R$ 2,9 milhões no segundo trimestre, queda de 78% na base anual. A receita líquida foi R$ 274,8 milhões, alta de 27,5%.

Allpark Estapar (ALPK3)

A Allpark teve prejuízo de R$ 60,7 milhões no segundo trimestre, alta de 7,3% na base anual. A receita cresceu 104%, para R$ 175,6 milhões.

Veja mais resultados clicando aqui.

Americanas (AMER3)

A Americanas anunciou um acordo para comprar 100% da rede de hortifruti Natural da Terra por um total de R$ 2,1 bilhões. Esse é mais um avanço do grupo em um segmento considerado estratégico por impulsionar a recorrência de compras online.

A Americanas afirmou em comunicado que o preço da aquisição equivale a 9 vezes o múltiplo do valor da empresa sobre o lucro antes juros, impostos, depreciações e amortizações (EV/Ebitda) estimado do Natural da Terra para 2021.

No comunicado, a Americanas afirma que a rede Natural da Terra é a maior varejista especializada em produtos frescos com foco em frutas, legumes e verduras do Brasil, possuindo uma rede de 73 lojas em 4 Estados (RJ, SP, MG e ES) e sendo referência digital do setor no país, com as vendas online representando 16% do total.

Veja mais detalhes da operação clicando aqui.

A Minerva foi questionada pela B3 e CVM sobre a forte oscilação de suas ações. Na reta final da Bolsa na véspera, as ações BEEF3 saltaram e fecharam com ganhos de quase 14,65%, após o Valor noticiar que os controladores da empresa começaram a discutir a possibilidade de fechar o capital da companhia. 

A companhia esclareceu em comunicado que não há nenhum ato ou fato relevante passível de divulgação e que poderia justificar as oscilações na cotação e no volume de negociação das ações de sua emissão.

“A companhia ressalta, contudo, ter tomado conhecimento de notícia veiculada na mídia nesta data sobre supostas discussões envolvendo seu possível fechamento de capital, podendo esses rumores ter contribuído para afetar as negociações e dado ensejo às oscilações verificadas. Nesse contexto, a companhia reforça que não há qualquer informação passível de divulgação sobre o assunto objeto dos rumores e que não pretende fechar o seu capital”, afirmou.

A Minerva destacou que manterá os seus acionistas e o mercado em geral informados a respeito deste e de qualquer outro assunto relevante.

Qualicorp (QUAL3)

O Credit Suisse reduziu a recomendação para a Qualicorp de outperform (desempenho acima da média do mercado) para neutra, com o preço-alvo sendo reduzido de R$ 34 para R$ 27.

“Acompanhando os resultados do segundo trimestre, estamos revisando nossas projeções para a Qualicorp, incorporando as incertezas em torno das adições líquidas causadas pelo persistente alto churn (taxa de cancelamento)”, destacam os analistas do banco suíço. Na véspera, as ações caíram mais de 15% na esteira dos resultados do segundo trimestre.

A Sendas Distribuidora, detentora da marca Assaí, informou que acionistas reunidos em Assembleia Geral Extraordinária da companhia realizada na véspera aprovaram a proposta de desdobramento da totalidade das ações ordinárias de emissão da companhia na proporção de um para cinco, sem a modificação do valor do capital social.

Com o Desdobramento, o capital social permanece no montante de R$ 786,73 milhões e passa a ser dividido em 1.346.499.295 ações ordinárias.

A data-base do desdobramento na B3 será 11 de agosto de 2021, sendo que as ações serão negociadas ex-desdobramento na B3 a partir desta quinta-feira, informou.

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Aeris: Na corrida da energia eólica, ganha dinheiro quem vende pás

Os ventos “macro-ESG” estão favoráveis para quem está no mercado de energia eólica. Ele deve crescer 6% ao ano até 2050 e chegar a 21% da energia gerada no mundo, contra 7%). A Aeris (AERI3), uma das maiores produtoras de pás eólicas independentes do mundo, estreou na bolsa ano passado (2020) e chegou a subir 130% desde seu IPO.

Apesar do forte crescimento das receitas (166% no ano contra ano), demonstrados no último balanço, o lucro foi afetado por níveis de eficiência abaixo do ideal e por perdas cambiais. Por isso, a ação já caiu 12% desde então (da máxima histórica de janeiro desse ano até hoje, a queda é de 25%).

Mas, para Bruno Mauad, gestor de ações da Kapitalo (clique aqui para conhecer o fundo), nosso convidado do Coffee & Stocks de hoje, o cenário para a empresa é muito favorável devido principalmente à forte demanda por pás dentro do setor. Confira abaixo os principais trechos da conversa.

Por que Aeris subiu tanto após o IPO?

Além das notícias positivas que surgiram no setor, a eleição de Joe Biden é uma delas ajudou. Ele tem um programa de isenção tributária para empresas de energias renováveis, e no dia que anunciou isso as ações destas empresas subiram muito. Isso chamou atenção do mercado não só aqui no Brasil.

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Por que caiu tanto após o resultado?

A receita cresceu forte e em linha com o esperado, o impacto foi no aumento do custo. Para nós, isso foi um “susto esperado”, porque é normal nessa indústria. Quando é necessário construir uma pá nova, tem muito custo e pouca receita para criar esse novo molde, mas depois isso estabiliza. O mercado só não sabia que esse susto já vinha agora nesse trimestre.

Os riscos de investir em Aeris

O cenário é muito favorável, mas há riscos. O primeiro é que ela tem poucos clientes grandes, caso da Siemens Gamesa. Se um grande cliente deixa de comprar suas pás ou começa a produzir por conta própria, é um risco para o seu negócio. Mas esse risco não está no radar, pois o mercado ainda está muito favorável para quem vende pá: faltam pás no mundo todo. Os chineses não estão conseguindo produzir tudo que a demanda pede. Recentemente uma reportagem na The Economist mostrou que a madeira usada para produção dessas pás, que existe no Equador, está em falta.

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Ações da Ultrapar caem com recomendação; Petrobras sobe, varejistas recuam e Aeris tem baixa de 7% após resultado

SÃO PAULO – Em uma sessão de queda para o Ibovespa, as ações da Ultrapar (UGPA3, R$ 23,71, -2,79%) registraram uma das maiores quedas desta quarta-feira (10) após terem sua recomendação reduzida para equivalente à neutra pelo Credit Suisse, com preço-alvo de R$ 24.

Atenção ainda para a temporada de resultados: a ação da Aeris (AERI3, R$ 11,00, -7,17%) caiu forte após o lucro abaixo do esperado, enquanto a Klabin (KLBN11) subiu após a divulgação dos números da companhia.

Papéis de varejistas, como Magazine Luiza (MGLU3, R$ 25,30, -3,58%), Lojas Americanas (LAME4, R$ 23,82, -1,85%) e B2W (BTOW3, R$ 82,54, -0,55%) registraram baixa. Em destaque, estão os números de vendas do varejo apresentados pelo IBGE de dezembro e de 2020.

As vendas terminaram 2020 com alta pelo quarto ano consecutivo, mas no ritmo mais fraco nesse período em meio às medidas de contenção ao coronavírus, depois de despencarem em dezembro. Em dezembro, as vendas despencaram 6,1% na comparação com novembro, contra expectativa em pesquisa da Reuters de recuo de apenas 0,5%.

Após duas sessões de queda na esteira da polêmica sobre a alteração da política de preços da estatal anunciada na sexta, a Petrobras (PETR3, R$ 28,05, +1,23%; PETR4, R$ 27,80, +0,94%) teve alta de cerca de 1% de suas ações.

No radar do mercado, os contratos futuros de petróleo fecharam em alta pelo oitavo pregão seguido, com impulso de números abaixo do esperado por especialistas para os estoques nos Estados Unidos na última semana. Além disso, as constantes sinalizações de cortes na produção por parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) seguem apoiando a retomada dos preços.

Nesta quarta, o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) dos EUA divulgou que os estoques tiveram recuo de 6,645 milhões de barris, contrariando previsão de analistas ouvidos pelo Wall Street Journal, que esperavam alta de 100 mil barris. O petróleo WTI para março encerrou a sessão com ganho de 0,55%, a US$ 58,68 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). O Brent para abril avançou 0,62%, a US$ 61,47 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

Contudo, essa alta da commodity pode levar a uma maior pressão sobre a Petrobras em meio à polêmica sobre a política de. A mudança da política de preços da Petrobras, anunciada em fato relevante na sexta, mas na verdade modificada no primeiro semestre de 2020, pegou o mercado de surpresa. A estatal informou após matéria da Reuters que alterou a política de preços de trimestral para anual “estritamente para fins de gestão e diagnóstico interno” em março de 2020, mas que isso nada interfere nas decisões sobre ajuste de preços, que continuam a seguir a paridade internacional.

O analista de petróleo e gás da consultoria StoneX, Thadeu Silva, destacou ao Broascast que o aumento de prazo para avaliação de ajustes pode ser uma política danosa para a empresa, principalmente diante dos preços defasados que mantém no mercado interno: “Ela não comunicou ao mercado. Do ponto de vista econômico o prazo de até 12 meses para seguir o preço internacional, é um prazo muito longo, não existe isso no mercado.” Segundo Silva, com os preços defasados atuais, a estatal é obrigada a abastecer todo o mercado com prejuízo. “Ela (Petrobras) falar que está seguindo o mercado internacional em até 12 meses é a mesma política da Dilma (Rousseff, ex-presidente da República). Vai reajustar o preço de vez em nunca, e é um mercado grande, que está crescendo, e vai ter de importar mais”, explicou.

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A ação da Sabesp (SBSP3, R$ 41,20, -3,20%) fechou em queda após a disparada de 7% da véspera após a reguladora Arsesp divulgar proposta de reajuste tarifário.

A agência divulgou as notas técnicas propondo uma tarifa média de R$ 4,84 / m3 (o reajuste final implícito ainda não foi divulgado porque o regulador também está propondo uma mudança na estrutura tarifária). A proposta será discutida de 9 de fevereiro a 8 de março e os resultados finais deverão ser implementados até 9 de abril de 2021.

A base de ativos regulatórios (RAB), um dos fatores determinantes para o reajuste, na avaliação do Credit Suisse, é positiva, com um aumento maior do que o esperado. RAB corresponde ao valor dos investimentos realizados por uma empresa de saneamento em sua área de concessão, e que embasa às tarifas cobradas dos usuários após contabilização em revisões tarifárias.

A ação da Bemobi (BMOB3, R$ 21,40, -2,73%) estreou na sessão desta quarta. Na última segunda-feira, a Bemobi realizou sua Oferta Inicial de Ações (IPO), com os papéis a R$ 22, próximo do teto da faixa indicativa, que ia de R$ 17,60 até R$ 23,10, movimentando assim R$ 1,26 bilhão.

Confira mais destaques:

TIM Brasil (TIMS3, R$ 13,81, +0,95%)

A TIM Brasil fechou o quarto trimestre de 2020 com lucro líquido de R$ 1,013 bilhão, uma alta de 10,4% em relação ao mesmo período de 2019, de acordo com balanço publicado nesta terça-feira, 9. No ano inteiro, o lucro líquido totalizou R$ 1,844 bilhão, baixa de 49,1% em relação ao ano anterior.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 2,353 bilhões no trimestre, avanço de 1,8%. A margem Ebitda ficou praticamente estável no trimestre, com leve recuo de 0,1 ponto porcentual, para 50,3%. No acumulado do ano, o Ebitda totalizou R$ 8,342 bilhões, queda de 13,5%.

A receita líquida no trimestre foi de R$ 4,678 bilhões, crescimento de 2%, enquanto no ano chegou a R$ 17,268 bilhões, diminuição de 0,6%.

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A operadora conseguiu incrementar o faturamento das receitas de serviços fixos (8,0%) e móveis (1,5%).

Mas o que impulsionou o lucro no trimestre foram os ganhos oriundos da sua participação no C6. O banco digital gerou para a tele uma receita financeira pela contabilização da marcação a mercado do bônus de subscrição que dá à TIM direito a uma parcela de 1,4% no C6.

A TIM teve uma receita financeira de R$ 240 milhões no trimestre, um salto de 1.128% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foi de R$ 20 milhões. Com isso, o resultado financeiro líquido no trimestre foi uma despesa de apenas R$ 44 milhões, uma baixa de 81,2%, correspondente a uma diferença de R$ 191 milhões na mesma base de comparação.

O avanço do lucro líquido no trimestre também contou com uma contribuição fiscal. A linha de imposto de renda e contribuição social teve um crédito de R$ 83 milhões ante uma despesa de R$ 97 milhões um ano antes. A melhora foi explicada pelo maior volume declarado de juros sobre o capital próprio.

O Bradesco BBI destaca que a alta de 2% no faturamento em 2020, frente ao ano anterior, e de 3% no lucro Ebitda estão em linha com suas estimativas. A alta de 2% na receita, a R$ 4,7 bilhões, frente a estimativa de R$ 4,6 bilhões do Bradesco, foi impulsionada por alta de 1,5% na receita mobile, frente a estimativa do banco de alta de 0,7%. O Bradesco afirma que isso se deve ao foco em lucrabilidade, apoiada pela alta na receita por usuário, com a migração de clientes para planos mais caros.

A alta do Ebitda de 3% na comparação anual, a R$ 2,4 bilhões, está em linha com a estimativa do Bradesco. Na avaliação do banco, os resultados são “sólidos” e em linha com suas estimativas. Mas o banco avalia que a TIM fica atrás da concorrência em termos de adição de novos clientes. O banco avalia que a TIM Live, que responde 3,7% das receitas e 11% dos investimentos, deve ser acelerada com o projeto do spinoff (cisão em um novo negócio), que pode gerar valorização de R$ 1,5 por ação da TIM. O banco reitera sua avaliação de outperform para a TIM, com preço-alvo de R$ 19,5, frente os R$ 13,68 de fechamento na terça.

Klabin (KLBN11, R$ 28,08, +0,79%)

A Klabin, maior fabricante de papel para embalagens do país, teve lucro líquido de R$ 1,3 bilhão no quarto trimestre, mais do que dobrando o resultado do mesmo período de 2019, com o maior volume de vendas, recuperação de preços e a depreciação cambial beneficiando as receitas.

“Além do aumento no volume de vendas totais e o impacto positivo da desvalorização do real no período, ocorreram novos aumentos de preços em celulose, papéis e embalagens, em decorrência da forte demanda tanto no mercado local quanto no externo”, explicou a companhia em comunicado sobre o balanço divulgado nesta quarta-feira.

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A receita líquida somou R$ 3,3 bilhões de outubro a dezembro, crescimento de 22% na comparação ano a ano, com o mercado interno respondendo por 65%. O volume de vendas somou 941 mil toneladas, de 927 mil um ano antes.

Segundo a XP, a Klabin reportou números operacionais levemente abaixo do esperado no quarto trimestre. O Ebitda recorrente de R$ 1,1 bilhão, excluindo R$ 206 milhões referentes aos ganhos provenientes da aquisição da International Paper, foi 5% abaixo da estimativa da XP e do consenso, aponta a XP. Já o principal destaque positivo foi o volume de papel sinalizando uma continuidade da recuperação em mais setores da economia. Do lado negativo, custos mais altos contribuíram para o Ebitda pior do que o esperado. “Além disso, volumes de celulose vieram em linha com a nossa previsão e os preços realizados foram 6% acima da nossa projeção com um melhor mix (fluff)”, apontam os analistas, que mantêm recomendação de compra para os ativos com preço-alvo de R$ 32 por ação.

Neoenergia (NEOE3, R$ 19,18, +2,57%)

A elétrica Neoenergia registrou lucro líquido de R$ 996 milhões no quarto trimestre de 2020, alta de 61% em comparação com igual período do ano anterior, informou nesta terça-feira a empresa, controlada pela espanhola Iberdrola.

O Ebitda da companhia atingiu R$ 2,1 bilhões no último trimestre do ano passado, versus R$ 1,5 bilhão na mesma etapa de 2019. Em seu balanço, a empresa destacou a recuperação do mercado de energia após o forte impacto causado pelas medidas restritivas relacionadas à pandemia de Covid-19 no segundo trimestre.

Para o Credit Suisse, os resultados de geração de energia estiveram levemente acima do estimado devido a performance melhor do que o esperado da TermoP. Pelo lado negativo, novas resoluções regulatórias mudaram o ciclo de cobrança de clientes do grupo A.

As receitas consolidadas cresceram 29,3% na comparação anual, frente projeção de 20,9%, principalmente devido a maiores receitas de unidades de distribuição, ajustes tarifários de 1,3% no ano e boa performance do segmento de renováveis, com contribuição positiva tanto de usinas hidrelétricas quanto eólicas.

Os custos totais subiram 36,2% na comparação anual, devido a custos maiores de energia, 52,2% na comparação anual. As provisões para inadimplência caíram 6,2% na comparação anual, frente a expectativa de 2,2% da expectativa da Credit Suisse, refletindo gastos menores com inadimplência.

O banco mantém avaliação de outperform, com preço-alvo de R$ 24,10, frente ao preço de R$ 18,7 negociado de fechamento da véspera.

Varejistas

Apresentados na manhã desta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os dados de varejo de dezembro de 2020 não foram nada animadores, com uma forte queda de 6,1% na base de comparação mensal, enquanto o consenso de mercado da Bloomberg apontava para baixa de 0,7%. A baixa foi a maior para meses de dezembro da série histórica da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), iniciada em 2000.

A principal surpresa negativa ficou para a categoria de semi-duráveis (móveis e eletrodomésticos) e a principal surpresa positiva para a categoria de alimentos/supermercados, apesar de também ter apresentado queda versus novembro de 2020.

A equipe de análise de varejo da XP, formada por Daniella Eiger, Marco Nardini e Thiago Suedt, destacou entender que o desempenho fraco em dezembro reflete a antecipação de consumo ao longo do ano com as pessoas ficando mais em casa e investindo em sua renovação, além do impacto positivo do auxílio emergencial.

Contudo, apontam ainda ter uma visão construtiva em relação à demanda de linha branca e eletrônicos por dois motivos. O primeiro, é que a indústria enfrentou dificuldades no fornecimento dos produtos devido aos impactos da pandemia na cadeia de abastecimento em 2020, o que deve ser normalizado ao longo de 2021. O segundo ponto é que esta é uma categoria favorecida por baixas taxas de juros, o que deve continuar o caso no futuro próximo, enquanto o mercado de crédito deve seguir expansionista, principalmente à medida que o emprego formal recupere.

“No entanto, notamos que a dinâmica de curto prazo da categoria pode seguir desafiadora decorrente do fim do auxílio emergencial (que mesmo que seja postergado, deve ser feito de uma maneira muito mais restrita e com um valor inferior) e por conta dos preços da categoria seguirem elevados decorrente da desvalorização do real”, avaliam.

A preferência no segmento é a Lojas Americanas (LAME4), com recomendação de compra e preço alvo de R$ 36 e para B2W (BTOW3), com recomendação de compra e preço alvo de R$ 121.

Aeris (AERI3, R$ 11,00, -7,17%)

A fabricante de pás eólicas Aeris registrou lucro líquido de R$ 15,629 milhões no quarto trimestre de 2020, queda de 61,2% em relação ao observado em igual período de 2019. No acumulado do ano, o lucro líquido aumentou 27,6%, para R$ 113,2 milhões.

O Ebitda caiu 33,8% em base anual de comparação com o quarto trimestre de 2019, para R$ 45,475 milhões. Considerando os 12 meses de 2020, o Ebitda ficou em R$ 243,2 milhões, alta de 45,4%.

Já a receita líquida do quarto trimestre foi de R$ 749,9 milhões, representando alta de 6,2% em relação à observada no final de 2019. No ano, a receita foi de R$ 2,208 bilhões, crescimento de 164%.

A XP destaca que a Aeris reportou resultados do quarto trimestre mais fracos do que o esperado, com lucro líquido ajustado (excluindo o impacto de perdas cambiais não recorrentes e sem efeito caixa) 33% e 42% abaixo das estimativas da equipe de análise e estimativas de consenso, respectivamente, com o principal destaque negativo atribuído à contração de margem Ebitda em cerca de 14 pontos percentuais na base anual e cerca de 3 pontos abaixo das expectativas da XP.

“Apesar do forte desempenho de receita (alta de 166% na base anual) confirmando o perfil de alto crescimento da Aeris, destacamos que o lucro líquido foi pressionado por: (i) níveis de eficiência abaixo do ideal, devido a linhas de produção recém-implementadas e a descontinuidade de cinco linhas maduras; e (ii) perdas cambiais não recorrentes (e sem efeito caixa) que afetaram negativamente os resultados financeiros. Apoiada por sólidas expectativas de crescimento à medida que a energia eólica continue ganhando relevância na matriz energética global, reforçamos nossa visão positiva de longo prazo para a Aeris, reiterando nossa recomendação de compra e preço alvo de R$15 por ação”, avaliam os analistas.

Romi (ROMI3, R$ 21,19, +14,54%)

A Indústrias Romi lucrou R$ 86,4 milhões no quarto trimestre de 2020,  alta de 353,2% ante o mesmo período de 2019. No ano, o lucro foi de R$ 174,7 milhões, alta de 34,5% no comparativo anual.

Já a receita da companhia subiu 56,5% no comparativo trimestral, para R$ 360,6 milhões. A Romi afirma que o resultado foi recorde e destaca a alta de 102,3% da receita da Unidade de Fundidos e Usinados, puxada pelas entrega de peças de grande porte. A receita anual da companhia foi de R$ 973,1 milhões, 27,1% superior na base anual.

Log (LOGG3, R$ 33,11, -1,66%)

A Log Commercial Properties lucrou R$ 36,8 milhões no quarto trimestre de 2020, 9,4% menor frente 2019. Em 2020, a empresa teve R$ 142 milhões, alta de 52,8% em relação a 2019, puxado pela forte expansão do e-commerce.

A receita líquida ficou em R$ 36,3 milhões, alta de 4,8%.

O Ebitda, que mede o resultado operacional, somou R$ 50,4 milhões, redução de 13,9%, enquanto a margem Ebitda foi de 138,7%, queda de 30,1 pontos percentuais.

BrasilAgro (AGRO3, R$ 23,18, -3,22%)

A BrasilAgro, por sua vez, teve prejuízo de R$ 23,5 milhões, revertendo lucro de R$ 20,4 milhões na base anual.

Recomendações

Entre as mudanças de recomendação no radar, o ABC Brasil foi elevado a outperform por Bradesco BBI, enquanto a Engie Brasil foi elevada a neutra pelo mesmo banco, com preço-alvo de R$ 48. O BBI também reduziu a recomendação de Gol para neutra, com preço-alvo de R$ 25, citando o valuation.

O Bradesco BBI atualizou a avaliação da Engie de underperform (perspectiva de valorização abaixo da média do mercado) para neutra, por avaliar que, desde que rebaixou a nota em agosto, as ações da empresa já atingiram um patamar justo. O banco afirma que a mudança reflete a alta contínua da inflação medida pelo IGPM, a solução proposta ao imbróglio GSF, e o fato de que os resultados do terceiro trimestre não foram diferentes das estimativas do Bradesco.

O banco estabelece o preço-alvo da Engie em 2021 em R$ 48, frente os R$ 44,87 de fechamento na terça. Mas o Bradesco BBI afirma que suas ações favoritas no setor são Cesp (Companhia Energética de São Paulo), com avaliação de outperform, e preço-alvo de R$ 40 em 2021, frente os R$ 28,56 negociados na terça. E Omega Geração, com avaliação em outperform e preço-alvo de R$ 55 em 2021, frente R$ 43,36 negociados na terça.

Sobre a Gol, o Bradesco BBI destaca que as ações de companhias aéreas tiveram alta de mais de 60% desde novembro, com a aprovação da primeira vacina contra covid no mundo. Com base na análise de mais de 65 empresas de aviação listadas na América Latina, o banco diz avaliar que, apesar de perspectiva de melhora no setor no segundo semestre de 2021, vê sinais de que o orçamento de viagens foi permanentemente cortado em 24%.

Com isso, o banco rebaixou a avaliação das ações da GOL para neutra, por avaliar que o valor já considera a perspectiva de valorização com a recuperação do Ebitda em 2022. Por isso, o banco rebaixou sua avaliação de outperform para neutra, com preço-alvo das ações GOLL4 em 2021 em R$ 25, exatamente o fechamento da véspera.

O mesmo banco revisou sua estimativa para o lucro líquido do Banco ABC em 3% em 2021, para R$ 450 milhões. A equipe de análise avalia que iniciativas no segmento médio têm começado a dar resultados, o que permite capturar juros e margens financeiras líquidas maiores. A previsão sobre o retorno sobre o capital investido foi elevado a 14%, frente 13% anteriores. E o banco reduziu a previsão sobre crescimento de longo prazo de 6,5% para 5,6%. O Bradesco elevou a avaliação do ABC de neutra para outperform, com preço-alvo de R$ 19 para as ações ABCB4, frente os R$ 15,70 de fechamento na terça.

O Credit Suisse, por sua vez, reduziu a recomendação para a ação da Ultrapar para neutra, com preço-alvo de R$ 24.

O banco destaca que as ações da empresa avançaram 42% desde a divulgação dos resultados do terceiro semestre. Agora, afirma não ver novos fatores que tragam perspectiva de valorização.

O banco estima que o Ebitda consolidado da Ultrapar no quarto trimestre de 2020 deve vir em R$ 951 milhões, alta de 11% na comparação anual, e queda de 7% na comparação trimestral. A queda sequencial inclui uma margem Ebitda de R$ 93 por metro cúbico para a Ipiranga no quarto trimestre, em comparação com R$ 100 por metro cúbico no trimestre anterior.
A receita líquida deve ser de R$ 451 milhões, alta de 63% na comaração anual, impactada por receita financeira.

Petrobras (PETR3, R$ 28,05, +1,23%; PETR4, R$ 27,80, +0,94%)

A Petrobras, por meio da sua subsidiária Petrobras Biocombustível (Pbio), concluiu a venda de sua participação de 50% na BSBios. Pela operação, a estatal recebeu um total de R$ 253 milhões na última terça.

Além deste montante, serão mantidos mais R$ 67 milhões em conta vinculada para indenização de eventuais contingências e liberados conforme o previsto em contrato.

Foram também recebidos R$ 2 milhões antecipados em forma de Juros sobre Capital Próprio. Assim, o total da operação é de R$ 322 milhões.

A BSBios é proprietária de duas usinas de biodiesel. Uma em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, com capacidade de produção de 414 mil m³/ano, capacidade de esmagamento de 1.152 mil toneladas/ano e capacidade de armazenamento de 120 mil toneladas de grãos, 60 mil toneladas de farelo e 7,5 mil m³ de biodiesel. A outra, em Marialva, no Paraná, tem capacidade de produção de 414 mil m³/ano e capacidade de armazenamento de 3 mil m³ de óleo vegetal, 1,5 mil m³ de gordura animal e 4,5 mil m³ de biodiesel.

Ainda no radar, um consórcio entre Talos Energy, EIG Global Energy Partners, Enauta (ENAT3) e 3R Petroleum Óleo e Gás (RRRP3) apresentou oferta não vinculante pelos campos de Albacora e Albacora Leste, da Petrobras, disseram à Reuters quatro fontes familiarizadas com o assunto.

O preço exato da proposta não estava claro, embora o ativo provavelmente chegue a bilhões de dólares, disseram duas das fontes, que pediram anonimato para discutir assuntos confidenciais. A oferta foi oficialmente apresentada na segunda-feira, disse uma das fontes.

As propostas pelos dois campos, que são responsáveis pela produção de 77 mil barris de óleo equivalente por dia, de acordo com documentos divulgados pela Petrobras, acontecem em um momento em que a estatal busca reduzir dívida rapidamente com a venda de ativos não essenciais.

Kepler Weber (KEPL3, R$ 43,98, +15,74%)

O BB-BI anunciou nesta terça-feira que praticamente zerou sua participação na Kepler Weber, ao reduzir sua fatia na empresa do agronegócio de 17,45% para 0,002%, passando a deter apenas 438 ações. O banco não informou o valor da transação.

IPOs

A ação da Bemobi (BMOB3, R$ 21,40, -2,73%) estreia na sessão desta quarta. Na última segunda-feira, a Bemobi realizou sua Oferta Inicial de Ações (IPO), com os papéis a R$ 22, próximo do teto da faixa indicativa, que ia de R$ 17,60 até R$ 23,10, movimentando assim R$ 1,26 bilhão.

Do montante total, R$ 1,09 bilhão foi da oferta primária, e com esse dinheiro a empresa planeja quitar obrigações decorrentes da organização societária, o pagamento de dividendos de exercícios passados e aquisição de novos ativos.

Os coordenadores da oferta foram BTG Pactual, Morgan Stanley, XP Investimentos e Itaú BBA. A empresa é focada na distribuição e monetização de aplicativos, games e serviços digitais móveis para países emergentes.

A companhia opera em um modelo de B2B2C, ou seja, oferece serviços a uma empresa que, por sua vez, o disponibiliza aos clientes finais. Com isso, a Bemobi atua em parceria com operadoras de telefonia móvel, sendo que hoje já tem integração com mais de 70 operadoras no mundo, incluindo as maiores brasileiras, TIM, Vivo, Oi e Claro. Até o fim do terceiro trimestre de 2020, a companhia tinha 34,6 milhões de assinantes distribuídos em 37 países.

Ainda em destaque, a Westwing precificou o IPO a R$ 13 por ação, perto de topo da faixa.

Já o grupo privado de ensino superior Cruzeiro do Sul saiu a R$ 14 por papel, abaixo do esperado, e movimentou R$ 1,23 bilhão, segundo publicado nesta terça-feira na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A faixa estimativa fixada pelos coordenadores, que inclui BTG Pactual, Bradesco BBI, Bank of America, Morgan Stanley e Santander, era de R$ 16,40 a R$ 19,60 por ação.

Do montante total, R$ 1,07 bilhão correspondem à emissão de ações novas, cujos recursos irão para o caixa da companhia, que pretende usá-los para comprar rivais no setor. Outros R$ 160,65 milhões  são da venda de ações detidas por sócios da Cruzeiro do Sul, incluindo fundos geridos pela BRL Trust e pela Magnetis. A estreia das ações da empresa na Bovespa acontecerá na próxima quinta, sob o ticker “CSED3”.

Cosan (CSAN3, R$ 83,95, +0,44%)

O Credit Suisse publicou suas estimativas para a Cosan. O banco estima Ebitda consolidado de R$ 1,67 bilhão para a Cosan no quarto trimestre de 2020, queda de 7% na comparação com o trimestre imediatamente anterior, e alta de 21% na comparação anual.

Os resultados do quarto trimestre devem ser impulsionados pela melhora da subsidiária Raízen Combustíveis e pela performance forte da subsidiária Raízen Energia.

Os resultados são mais fracos na comparação trimestral para a subsidiária Comgás, devido à sazonalidade; e para a subsidiária Moove devido a volumes menores. Mas devem ser maiores na comparação anual para a subsidiária Energia. O banco estima lucro líquido de R$ 863 milhões, com a receita financeira positivamente impactada pela valorização do real.
O banco mantém avaliação neutra para a Cosan, com preço-alvo de R$ 80, frente os R$ 83,29 de fechamento na terça (9).

(Com Reuters, Bloomberg e Agência Estado)

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Lucro da TIM sobe e vai a R$ 1,013 bi, Aeris lucra 61% menos e outros balanços; recomendações, estreia da Bemobi e mais

(Divulgação/TIM)

SÃO PAULO – A temporada de resultados do quarto trimestre de 2020 continua, com destaque para os números da TIM Brasil, Aeris Energy, Neoenergia, entre outras companhias. A sessão também marca a estreia da Bemobi na B3.

Entre as mudanças de recomendação no radar, o ABC Brasil foi elevado a outperform por Bradesco BBI, enquanto a Engie Brasil foi elevada a neutra pelo mesmo banco, com preço-alvo de R$ 48. O BBI também reduziu a recomendação de Gol para neutra, com preço-alvo de R$ 25, citando o valuation. O Credit Suisse, por sua vez, reduziu a recomendação para a ação da Ultrapar para neutra, com preço-alvo de R$ 24.

No radar da Petrobras, em mais um a venda como parte do processo de enxugamento de seu portfólio, a estatal informou na terça que sua subsidiária PBio finalizou a venda da totalidade das suas ações de emissão da BSBios Indústria e Comércio de Biodiesel Sul Brasil para a RP Participações em Biocombustíveis. A Petrobras detinha 50% dos papéis da BSBios.

A ação da Bemobi (BMOB3) estreia na sessão desta quarta. Na última segunda-feira, a Bemobi realizou sua Oferta Inicial de Ações (IPO), com os papéis a R$ 22, próximo do teto da faixa indicativa, que ia de R$ 17,60 até R$ 23,10, movimentando assim R$ 1,26 bilhão.

Confira mais destaques:

TIM Brasil (TIMS3)

A TIM Brasil fechou o quarto trimestre de 2020 com lucro líquido de R$ 1,013 bilhão, uma alta de 10,4% em relação ao mesmo período de 2019, de acordo com balanço publicado nesta terça-feira, 9. No ano inteiro, o lucro líquido totalizou R$ 1,844 bilhão, baixa de 49,1% em relação ao ano anterior.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 2,353 bilhões no trimestre, avanço de 1,8%. A margem Ebitda ficou praticamente estável no trimestre, com leve recuo de 0,1 ponto porcentual, para 50,3%. No acumulado do ano, o Ebitda totalizou R$ 8,342 bilhões, queda de 13,5%.

A receita líquida no trimestre foi de R$ 4,678 bilhões, crescimento de 2%, enquanto no ano chegou a R$ 17,268 bilhões, diminuição de 0,6%.

A operadora conseguiu incrementar o faturamento das receitas de serviços fixos (8,0%) e móveis (1,5%).

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Mas o que impulsionou o lucro no trimestre foram os ganhos oriundos da sua participação no C6. O banco digital gerou para a tele uma receita financeira pela contabilização da marcação a mercado do bônus de subscrição que dá à TIM direito a uma parcela de 1,4% no C6.

A TIM teve uma receita financeira de R$ 240 milhões no trimestre, um salto de 1.128% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foi de R$ 20 milhões. Com isso, o resultado financeiro líquido no trimestre foi uma despesa de apenas R$ 44 milhões, uma baixa de 81,2%, correspondente a uma diferença de R$ 191 milhões na mesma base de comparação.

O avanço do lucro líquido no trimestre também contou com uma contribuição fiscal. A linha de imposto de renda e contribuição social teve um crédito de R$ 83 milhões ante uma despesa de R$ 97 milhões um ano antes. A melhora foi explicada pelo maior volume declarado de juros sobre o capital próprio.

O Bradesco BBI destaca que a alta de 2% no faturamento em 2020, frente ao ano anterior, e de 3% no lucro Ebitda estão em linha com suas estimativas. A alta de 2% na receita, a R$ 4,7 bilhões, frente a estimativa de R$ 4,6 bilhões do Bradesco, foi impulsionada por alta de 1,5% na receita mobile, frente a estimativa do banco de alta de 0,7%. O Bradesco afirma que isso se deve ao foco em lucrabilidade, apoiada pela alta na receita por usuário, com a migração de clientes para planos mais caros.

A alta do Ebitda de 3% na comparação anual, a R$ 2,4 bilhões, está em linha com a estimativa do Bradesco. Na avaliação do banco, os resultados são “sólidos” e em linha com suas estimativas. Mas o banco avalia que a TIM fica atrás da concorrência em termos de adição de novos clientes. O banco avalia que a TIM Live, que responde 3,7% das receitas e 11% dos investimentos, deve ser acelerada com o projeto do spinoff (cisão em um novo negócio), que pode gerar valorização de R$ 1,5 por ação da TIM. O banco reitera sua avaliação de outperform para a TIM, com preço-alvo de R$ 19,5, frente os R$ 13,68 de fechamento na terça.

A Klabin, maior fabricante de papel para embalagens do país, teve lucro líquido de R$ 1,3 bilhão no quarto trimestre, mais do que dobrando o resultado do mesmo período de 2019, com o maior volume de vendas, recuperação de preços e a depreciação cambial beneficiando as receitas.

“Além do aumento no volume de vendas totais e o impacto positivo da desvalorização do real no período, ocorreram novos aumentos de preços em celulose, papéis e embalagens, em decorrência da forte demanda tanto no mercado local quanto no externo”, explicou a companhia em comunicado sobre o balanço divulgado nesta quarta-feira.

A receita líquida somou R$ 3,3 bilhões de outubro a dezembro, crescimento de 22% na comparação ano a ano, com o mercado interno respondendo por 65%. O volume de vendas somou 941 mil toneladas, de 927 mil um ano antes.

Neoenergia (NEOE3)

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A elétrica Neoenergia registrou lucro líquido de R$ 996 milhões no quarto trimestre de 2020, alta de 61% em comparação com igual período do ano anterior, informou nesta terça-feira a empresa, controlada pela espanhola Iberdrola.

O Ebitda da companhia atingiu R$ 2,1 bilhões no último trimestre do ano passado, versus R$ 1,5 bilhão na mesma etapa de 2019. Em seu balanço, a empresa destacou a recuperação do mercado de energia após o forte impacto causado pelas medidas restritivas relacionadas à pandemia de Covid-19 no segundo trimestre.

A fabricante de pás eólicas Aeris registrou lucro líquido de R$ 15,629 milhões no quarto trimestre de 2020, queda de 61,2% em relação ao observado em igual período de 2019. No acumulado do ano, o lucro líquido aumentou 27,6%, para R$ 113,2 milhões.

O Ebitda caiu 33,8% em base anual de comparação com o quarto trimestre de 2019, para R$ 45,475 milhões. Considerando os 12 meses de 2020, o Ebitda ficou em R$ 243,2 milhões, alta de 45,4%.

Já a receita líquida do quarto trimestre foi de R$ 749,9 milhões, representando alta de 6,2% em relação à observada no final de 2019. No ano, a receita foi de R$ 2,208 bilhões, crescimento de 164%.

A XP destaca que a Aeris reportou resultados do quarto trimestre mais fracos do que o esperado, com lucro líquido ajustado (excluindo o impacto de perdas cambiais não recorrentes e sem efeito caixa) 33% e 42% abaixo das estimativas da equipe de análise e estimativas de consenso, respectivamente, com o principal destaque negativo atribuído à contração de margem Ebitda em cerca de 14 pontos percentuais na base anual e cerca de 3 pontos abaixo das expectativas da XP.

“Apesar do forte desempenho de receita (alta de 166% na base anual) confirmando o perfil de alto crescimento da Aeris, destacamos que o lucro líquido foi pressionado por: (i) níveis de eficiência abaixo do ideal, devido a linhas de produção recém-implementadas e a descontinuidade de cinco linhas maduras; e (ii) perdas cambiais não recorrentes (e sem efeito caixa) que afetaram negativamente os resultados financeiros. Apoiada por sólidas expectativas de crescimento à medida que a energia eólica continue ganhando relevância na matriz energética global, reforçamos nossa visão positiva de longo prazo para a Aeris, reiterando nossa recomendação de compra e preço alvo de R$15 por ação”, avaliam os analistas.

A Indústrias Romi lucrou R$ 86,4 milhões no quarto trimestre de 2020,  alta de 353,2% ante o mesmo período de 2019. No ano, o lucro foi de R$ 174,7 milhões, alta de 34,5% no comparativo anual.

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Já a receita da companhia subiu 56,5% no comparativo trimestral, para R$ 360,6 milhões. A Romi afirma que o resultado foi recorde e destaca a alta de 102,3% da receita da Unidade de Fundidos e Usinados, puxada pelas entrega de peças de grande porte. A receita anual da companhia foi de R$ 973,1 milhões, 27,1% superior na base anual.

A Log Commercial Properties lucrou R$ 36,8 milhões no quarto trimestre de 2020, 9,4% menor frente 2019. Em 2020, a empresa teve R$ 142 milhões, alta de 52,8% em relação a 2019, puxado pela forte expansão do e-commerce.

A receita líquida ficou em R$ 36,3, alta de 4,8%.

O Ebitda, que mede o resultado operacional, somou R$ 50,4 milhões, redução de 13,9%, enquanto a margem Ebitda foi de 138,7%, queda de 30,1 pontos percentuais.

BrasilAgro (AGRO3)

A BrasilAgro, por sua vez, teve prejuízo de R$ 23,5 milhões, revertendo lucro de R$ 20,4 milhões na base anual.

Recomendações

Entre as mudanças de recomendação no radar, o ABC Brasil foi elevado a outperform por Bradesco BBI, enquanto a Engie Brasil foi elevada a neutra pelo mesmo banco, com preço-alvo de R$ 48. O BBI também reduziu a recomendação de Gol para neutra, com preço-alvo de R$ 25, citando o valuation.

O Bradesco BBI atualizou a avaliação da Engie de underperform (perspectiva de valorização abaixo da média do mercado) para neutra, por avaliar que, desde que rebaixou a nota em agosto, as ações da empresa já atingiram um patamar justo. O banco afirma que a mudança reflete a alta contínua da inflação medida pelo IGPM, a solução proposta ao imbróglio GSF, e o fato de que os resultados do terceiro trimestre não foram diferentes das estimativas do Bradesco.

O banco estabelece o preço-alvo da Engie em 2021 em R$ 48, frente os R$ 44,87 de fechamento na terça. Mas o Bradesco BBI afirma que suas ações favoritas no setor são Cesp (Companhia Energética de São Paulo), com avaliação de outperform, e preço-alvo de R$ 40 em 2021, frente os R$ 28,56 negociados na terça. E Omega Geração, com avaliação em outperform e preço-alvo de R$ 55 em 2021, frente R$ 43,36 negociados na terça.

Sobre a Gol, o Bradesco BBI destaca que as ações de companhias aéreas tiveram alta de mais de 60% desde novembro, com a aprovação da primeira vacina contra covid no mundo. Com base na análise de mais de 65 empresas de aviação listadas na América Latina, o banco diz avaliar que, apesar de perspectiva de melhora no setor no segundo semestre de 2021, vê sinais de que o orçamento de viagens foi permanentemente cortado em 24%.

Com isso, o banco rebaixou a avaliação das ações da GOL para neutra, por avaliar que o valor já considera a perspectiva de valorização com a recuperação do Ebitda em 2022. Por isso, o banco rebaixou sua avaliação de outperform para neutra, com preço-alvo das ações GOLL4 em 2021 em R$ 25, exatamente o fechamento da véspera.

O mesmo banco revisou sua estimativa para o lucro líquido do Banco ABC em 3% em 2021, para R$ 450 milhões. A equipe de análise avalia que iniciativas no segmento médio têm começado a dar resultados, o que permite capturar juros e margens financeiras líquidas maiores. A previsão sobre o retorno sobre o capital investido foi elevado a 14%, frente 13% anteriores. E o banco reduziu a previsão sobre crescimento de longo prazo de 6,5% para 5,6%. O Bradesco elevou a avaliação do ABC de neutra para outperform, com preço-alvo de R$ 19 para as ações ABCB4, frente os R$ 15,70 de fechamento na terça.

O Credit Suisse, por sua vez, reduziu a recomendação para a ação da Ultrapar para neutra, com preço-alvo de R$ 24.

O banco destaca que as ações da empresa avançaram 42% desde a divulgação dos resultados do terceiro semestre. Agora, afirma não ver novos fatores que tragam perspectiva de valorização.

O banco estima que o Ebitda consolidado da Ultrapar no quarto trimestre de 2020 deve vir em R$ 951 milhões, alta de 11% na comparação anual, e queda de 7% na comparação trimestral. A queda sequencial inclui uma margem Ebitda de R$ 93 por metro cúbico para a Ipiranga no quarto trimestre, em comparação com R$ 100 por metro cúbico no trimestre anterior.
A receita líquida deve ser de R$ 451 milhões, alta de 63% na comaração anual, impactada por receita financeira.

A Petrobras, por meio da sua subsidiária Petrobras Biocombustível (Pbio), concluiu a venda de sua participação de 50% na BSBios. Pela operação, a estatal recebeu um total de R$ 253 milhões na última terça.

Além deste montante, serão mantidos mais R$ 67 milhões em conta vinculada para indenização de eventuais contingências e liberados conforme o previsto em contrato.

Foram também recebidos R$ 2 milhões antecipados em forma de Juros sobre Capital Próprio. Assim, o total da operação é de R$ 322 milhões.

A BSBios é proprietária de duas usinas de biodiesel. Uma em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, com capacidade de produção de 414 mil m³/ano, capacidade de esmagamento de 1.152 mil toneladas/ano e capacidade de armazenamento de 120 mil toneladas de grãos, 60 mil toneladas de farelo e 7,5 mil m³ de biodiesel. A outra, em Marialva, no Paraná, tem capacidade de produção de 414 mil m³/ano e capacidade de armazenamento de 3 mil m³ de óleo vegetal, 1,5 mil m³ de gordura animal e 4,5 mil m³ de biodiesel.

Ainda no radar, um consórcio entre Talos Energy, EIG Global Energy Partners, Enauta (ENAT3) e 3R Petroleum Óleo e Gás (RRRP3) apresentou oferta não vinculante pelos campos de Albacora e Albacora Leste, da Petrobras, disseram à Reuters quatro fontes familiarizadas com o assunto.

O preço exato da proposta não estava claro, embora o ativo provavelmente chegue a bilhões de dólares, disseram duas das fontes, que pediram anonimato para discutir assuntos confidenciais. A oferta foi oficialmente apresentada na segunda-feira, disse uma das fontes.

As propostas pelos dois campos, que são responsáveis pela produção de 77 mil barris de óleo equivalente por dia, de acordo com documentos divulgados pela Petrobras, acontecem em um momento em que a estatal busca reduzir dívida rapidamente com a venda de ativos não essenciais.

Kepler Weber (KEPL3)

O BB-BI anunciou nesta terça-feira que praticamente zerou sua participação na Kepler Weber, ao reduzir sua fatia na empresa do agronegócio de 17,45% para 0,002%, passando a deter apenas 438 ações. O banco não informou o valor da transação.

IPOs

A ação da Bemobi (BMOB3) estreia na sessão desta quarta. Na última segunda-feira, a Bemobi realizou sua Oferta Inicial de Ações (IPO), com os papéis a R$ 22, próximo do teto da faixa indicativa, que ia de R$ 17,60 até R$ 23,10, movimentando assim R$ 1,26 bilhão.

Do montante total, R$ 1,09 bilhão foi da oferta primária, e com esse dinheiro a empresa planeja quitar obrigações decorrentes da organização societária, o pagamento de dividendos de exercícios passados e aquisição de novos ativos.

Os coordenadores da oferta foram BTG Pactual, Morgan Stanley, XP Investimentos e Itaú BBA. A empresa é focada na distribuição e monetização de aplicativos, games e serviços digitais móveis para países emergentes.

A companhia opera em um modelo de B2B2C, ou seja, oferece serviços a uma empresa que, por sua vez, o disponibiliza aos clientes finais. Com isso, a Bemobi atua em parceria com operadoras de telefonia móvel, sendo que hoje já tem integração com mais de 70 operadoras no mundo, incluindo as maiores brasileiras, TIM, Vivo, Oi e Claro. Até o fim do terceiro trimestre de 2020, a companhia tinha 34,6 milhões de assinantes distribuídos em 37 países.

Ainda em destaque, a Westwing precificou o IPO a R$ 13 por ação, perto de topo da faixa.

Já o grupo privado de ensino superior Cruzeiro do Sul saiu a R$ 14 por papel, abaixo do esperado, e movimentou R$ 1,23 bilhão, segundo publicado nesta terça-feira na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A faixa estimativa fixada pelos coordenadores, que inclui BTG Pactual, Bradesco BBI, Bank of America, Morgan Stanley e Santander, era de R$ 16,40 a R$ 19,60 por ação.

Do montante total, R$ 1,07 bilhão correspondem à emissão de ações novas, cujos recursos irão para o caixa da companhia, que pretende usá-los para comprar rivais no setor. Outros R$ 160,65 milhões  são da venda de ações detidas por sócios da Cruzeiro do Sul, incluindo fundos geridos pela BRL Trust e pela Magnetis. A estreia das ações da empresa na Bovespa acontecerá na próxima quinta, sob o ticker “CSED3”.

O Credit Suisse publicou suas estimativas para a Cosan. O banco estima Ebitda consolidado de R$ 1,67 bilhão para a Cosan no quarto trimestre de 2020, queda de 7% na comparação com o trimestre imediatamente anterior, e alta de 21% na comparação anual.

Os resultados do quarto trimestre devem ser impulsionados pela melhora da subsidiária Raízen Combustíveis e pela performance forte da subsidiária Raízen Energia.

Os resultados são mais fracos na comparação trimestral para a subsidiária Comgás, devido à sazonalidade; e para a subsidiária Moove devido a volumes menores. Mas devem ser maiores na comparação anual para a subsidiária Energia. O banco estima lucro líquido de R$ 863 milhões, com a receita financeira positivamente impactada pela valorização do real.
O banco mantém avaliação neutra para a Cosan, com preço-alvo de R$ 80, frente os R$ 83,29 de fechamento na terça (9).

(Com Reuters, Bloomberg e Agência Estado)

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XP vê mais alta para ação da Aeris e Credit para Neogrid mesmo com salto desde IPOs; Bradesco BBI rebaixa bancos

SÃO PAULO – As recomendações ganham destaque no noticiário corporativo, tanto para o início de cobertura de empresas “novatas” na Bolsa quanto para de companhias já tradicionais na B3.

Nesta terça-feira (26), destaque para o início de cobertura das ações da Aeris Energy (AERI3), que estreou na B3 em 11 de novembro, pela XP Investimentos, enquanto a Neogrid (NGRD3), que estreou em 17 de dezembro, também teve a cobertura iniciada com recomendação equivalente à compra (outperform) pelo Credit Suisse.

Por outro lado, o Bradesco BBI cortou a recomendação de Itaú Unibanco (ITUB4 ) e Santander Brasil (SANB11) para neutra, além de reduzir os preços-alvos das ações e também para Banco do Brasil (BBAS3), para quem já tinha recomendação neutra. Confira mais detalhes abaixo:

Aeris Energy (AERI3)

Os papéis da Aeris, uma das principais fabricantes independentes de pás para turbinas eólicas no mundo, já saltaram 122,70% desde a estreia na B3 em novembro, quando foram precificados a R$ 5,55, até o fechamento de sexta-feira (22), quando chegou a R$ 12,36.

Porém, para a XP Investimentos, a companhia tem ainda mais espaço para subir, com os analistas Lucas Laghi, Pedro Bruno e Marcella Ungaretti iniciando em relatório cobertura para os ativos com recomendação de compra e preço-alvo e de R$ 15 por ação para o final de 2021, ou potencial de alta de 21,36% frente o último fechamento.

“Acreditamos que a Aeris combina (i) fortes fundamentos setoriais, se beneficiando pela contínua evolução de participação da energia eólica, uma vez que o mundo caminha para fontes de energia limpas; (ii) sólido posicionamento da companhia, haja vista as altas barreiras de entrada impostas devido ao seu domínio no mercado eólico nacional, aliado com sua estrutura verticalizada e planta altamente tecnológica; e (iii) valuation atrativo em termos relativos – a 30 vezes o preço sobre o lucro em 2021, Aeris negocia em linha com empresas expostas ao segmento de energia renovável, o que, em nossa visão, não reflete o posicionamento mais forte da empresa tanto para crescimento quanto para retornos”, avaliam os analistas.

Eles destacam que, promovida por iniciativas que visam uma maior representatividade de energias mais limpas em meio à matriz energética global, a energia eólica tem potencial de ser um dos mais importantes impulsionadores de crescimento das fontes renováveis de energia no futuro.

“Nesse sentido, prevemos que a capacidade eólica global crescerá cerca de 6% ao ano, aumentando sua participação para cerca de 21% até 2050 – contra apenas cerca 7% atualmente. Além disso, a mudança contínua para a terceirização de pás eólicas por parte dos fabricantes também deve promover ganhos de participação de mercado para produtores independentes de pás”, apontam.

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Assim, não veem apenas perspectivas positivas para a capacidade eólica globalmente, mas também no Brasil. Atualmente representando cerca de 9% da matriz energética brasileira, de acordo com o EPE, (Escritório de Pesquisa Energética) espera-se que a energia eólica duplique sua participação até 2029, chegando a cerca de 17%. Além disso, o fator de capacidade brasileiro superior à média global apresenta uma das taxas de retorno mais atrativas do mundo para geradores de energia eólica.

Os analistas ainda apontam que houve um salto das ações da Aeris desde o início de novembro de 2020, mas ela não está sozinha. Olhando em todo o setor, houve uma forte reação de preços de outras empresas expostas à energia eólica, como a TPI Composites, concorrente mais comparável da Aeris, que subiu 80% no mesmo período, e a Nordex, um dos seus clientes mais importantes, com suas ações valorizando 71% desde novembro.

“Vemos o resultado das eleições nos EUA como um importante gatilho para empresas do setor, dado o recente anúncio de Joe Biden de um plano climático de US$ 2 trilhões. Um elemento importante de seu plano incluirá traçar um caminho para a poluição zero de carbono do setor elétrico dos E.U.A. até 2035. Além disso, oficiais de campanha disseram que esperam atingir a meta encorajando a instalação de ‘milhões de novos painéis solares e dezenas de milhares de turbinas eólicas’. O plano também prevê investimentos em captura de carbono e tecnologia de baterias para gás natural”, ressaltam.

Os analistas apontam que a empresa possui duas unidades industriais localizadas em Pecém, na região Nordeste do Brasil, empregando mais de 5.000 funcionários, distribuídas em uma área total de aproximadamente 1.280.000 m² e uma área construída de mais de 90.000 m². Com relação à capacidade de produção, a Aeris é capaz de entregar mais de 4.000 pás por ano, o equivalente a mais de 4,5 GW em uma base anual – eles observam que, após a fase de expansão da empresa, a capacidade pode chegar a até 9,0 GW ao ano em 2021 em diante.

A maior parte de sua receita deriva da venda de pás eólicas (cerca de 97% do total esperado para 2020 – com cerca de dois terços esperados para entrega no mercado doméstico), com relacionamento de longo-prazo com os maiores fabricantes de turbinas eólicas do mundo. Além disso, em 2013 a empresa iniciou suas operações de serviços (os restantes cerca de 3% da receita), prestando serviços de inspeção e reparos de equipamentos para as fabricantes de turbinas, contando com equipes especializadas no Brasil, Estados Unidos, México e Argentina.

Eles ressaltam a importância estratégica de sua localização, uma vez que (i) ~50% da capacidade eólica brasileira está a um raio de cerca 500km de sua planta, com (ii) o Porto de Pecém a apenas 20km de suas instalações, o que ajuda a otimizar gargalos logísticos, tanto no recebimento de matéria-prima importada, quanto no embarque de mercadorias para exportação.

A expectativa é de que, no longo prazo, a empresa atinja entre 17% e 18% de participação de mercado no longo prazo, contra 7% em 2020, com receitas esperadas para crescer cerca de 25% ao ano considerando o horizonte de 2020 a 2025, impactando positivamente as margens operacionais da companhia, à medida que a empresa se beneficia de alavancagem operacional.

A Aeris deverá investir cerca de R$ 800 milhões em 2020 para viabilizar seu plano de crescimento – tanto por meio de (i) consumo de capital de giro (cerca 60%), principalmente devido ao aumento significativo no estoque, necessário para suprir os níveis de produção mais elevados; e (ii) alocação de investimentos (cerca de 40%), avançando em seus planos de expansão de capacidade. “Acreditamos que, uma vez que os requisitos de capital finais sejam alocados em até 2021, a Aeris deve apresentar melhorias significativas no ROIC nos próximos anos, com investimentos marginais menores caso necessite expandir sua capacidade futuramente”, apontam.

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O Credit Suisse iniciou a cobertura da Neogrid, empresa de software focada em serviços em nuvem, e líder em programas de gerenciamento de operações de cadeia de fornecedores no Brasil, com recomendação outperform (desempenho acima da média) e preço-alvo de R$ 14, o que corresponde a um potencial de valorização de 20,79% em relação ao fechamento de R$ 11,59 de sexta-feira (22).

O banco destaca que o valor das ações da empresa aumentou 157% desde sua oferta pública inicial de ações, há 40 dias. E avalia que as ações estão negociando a um prêmio maior do que as de Totvs e Sinqia, mas ainda assim abaixo daquela de Locaweb.

Os analistas afirmam que a companhia parece estar preparada para crescer em seu negócio de software e explorar necessidades adicionais, assim como o mercado B2B, avaliando ainda acreditar que a Neogrid buscará novos negócios ainda neste ano.

O Credit destaca que a Neogrid tem relevância em outros países, que respondem por 18% de seus negócios. Com suas soluções de software, a empresa conecta mais de 40 mil negócios, incluindo grandes varejistas e distribuidores, além de milhares de outras pequenas empresas.

O negócio principal da Neogrid usa big data, data analytics e inteligência artificial e entrega soluções que realmente tem valor agregado para as empresas, afirma o Credit, apontando que uma das provas deste ponto pode ser considerada a capacidade de uma empresa brasileira de exportar tecnologia para Europa e EUA.

“A Neogrid tem potencial para aumentar a receita em outras frentes como produtos financeiros e habilitar marketplace B2B”, destaca a equipe de análise avaliando que, a empresa passou  anos ajustando a casa, investindo em tecnologia e pessoas e agora parece bastante preparada para crescer e entregar resultados.

O banco estima que a receita orgânica com software vai crescer 10% em 2020, 17% em 2021 e 18% em 2022. Fusões e aquisições com os R$ 319 milhões levantados na oferta pública inicial de ações também devem impulsionar o preço-alvo da empresa. As receitas devem ser impulsionadas em cerca de R$ 100 milhões nos próximos anos, devido a fusões e aquisições. Na avaliação do banco, os investimentos da Neogrid em pessoas e tecnologia têm dados resultados. A margem Ebitda cresceu de 11% em 2017 para 24% no terceiro trimestre de 2020. O banco diz esperar uma alta a 27% em 2021.

Bancos: BBI rebaixa recomendações para Santander Brasil e Itaú Unibanco 

Por outro lado, em relatório, o Bradesco BBI destacou não ter uma visão mais tão positiva para os grandes bancos brasileiros.

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Victor Schabbel e Sofia Viotti, analistas do banco, cortaram de outperform para neutra a recomendação de papéis de Itaú Unibanco e Santander Brasil, assim como os preços-alvos foram reduzidos de R$ 37 para R$ 33 e de R$ 52 para R$ 44, respectivamente. Para o Banco do Brasil, cuja recomendação ‘neutra’, teve preço-alvo reduzido de R$ 47 para R$ 44.

Os analistas voltaram a ter uma recomendação mais cautelosa para o setor por três motivos: o recente rali do preço das ações, o espaço limitado para revisões adicionais de lucros pelo mercado e valuations em níveis razoáveis.

O Bradesco BBI espera que o Itaú tenha lucro líquido de cerca de R$ 25,7 bilhões em 2021, 7% abaixo de sua última estimativa. O Santander deve ter ganhos de R$ 14,7 bilhões, diz o Bradesco, 5% abaixo de sua última previsão. E o Banco do Brasil deve ter lucro líquido de R$ 17,2 bilhões.

Com relação ao Itaú, os analistas veem o preço refletindo melhor lucratividade e modesto crescimento à frente. Em relação ao Santander, avaliam que a execução de primeira linha já está embutida no preço. Já sobre o Banco do Brasil, há um potencial atrativo, com upside de 31% dos ativos em relação ao último fechamento: contudo, incertezas e riscos de execução continuam pesando nos papéis do banco, único de controle estatal entre os três.

“No espaço financeiro, empresas de mercado de capital, como B3, por exemplo, são nossas escolhas preferidas. Entre os bancos, nós classificamos nossa preferência na seguinte ordem: Banco do Brasil, Itaú e Santander Brasil.”

No último trimestre de 2020, as preferenciais do Itaú subiram 41%, as ações ON do BB avançaram 32% e as units do Santander Brasil valorizaram-se 62%. Neste ano, esses papéis acumulavam perdas de 7%, 13% e 9%, respectivamente.

Na sexta-feira, o Itaú fechou a R$ 29,27, BB a R$ 33,69 e Santander Brasil a R$ 40,60. Bradesco PN, que não entrou na revisão divulgada por Schabbel e Viotti, fechou o último pregão a R$ 25,01, acumulando em janeiro declínio de quase 8%, após ter apresentando alta de 42% nos últimos três meses de 2020.

(com informações da Reuters)

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Ações de Magalu, B2W e Via Varejo sobem, enquanto Petrobras cai após salto em 2 pregões; Aeris estreia na B3 com disparada

SÃO PAULO – Após duas sessões de forte queda com os investidores saindo de ações de empresas voltadas ao e-commerce para papéis da chamada “velha economia” em meio ao otimismo com a vacina da Pfizer-Biontech, as ações de B2W (BTOW3), Via Varejo (VVAR3) e Magazine Luiza (MGLU3) voltaram a subir entre 2% e 3,5%, assim como os papéis de Totvs (TOTS3) e de exportadoras como siderúrgicas e exportadoras.

Já as ações da Petrobras (PETR3; PETR4), após saltarem até 19% em dois pregões, passaram a cair mais de 2%, apesar da alta do petróleo.

O barril do Brent – usado como referência pela Petrobras – tem alta de 2,61% a US$ 44,75 e o barril do WTI avança 2,61% a US$ 42,44.

No radar de resultados, mesmo com os números sendo vistos como positivos (apesar da alta do prejuízo), as ações da Braskem caem cerca de 5%. Na véspera, contudo, vale ressaltar, o papel saltou 5,17%. Fora do Ibovespa, os papéis do Banrisul (BRSR6) caem mais de 6% com os resultados negativos.

Também em destaque, está a estreia da Aeris (AERI3) na B3 em forte alta. Às 10h40 (horário de Brasília), os papéis subiam 10,81%, a R$ 6,15.  Confira os destaques:

Com uma provisão adicional de R$ 3,5 bilhões por conta do problema geológico em Alagoas, a Braskem registrou prejuízo líquido de R$ 1,4 bilhão no terceiro trimestre, alta de 59% no comparativo anual.

Além da provisão adicional, teve influência o impacto negativo da variação cambial em US$ 2,6 bilhões de dívida.

A receita da petroquímica teve alta de 19% no trimestre, para R$ 15,99 bilhões. Já o Ebitda totalizou R$ 3,7 bilhões, alta de 129%.

A geração livre de caixa da Braskem foi positiva em R$ 747 milhões no trimestre, com o maior resultado operacional e do monetização de créditos de PIS e Cofins no valor de R$ 332 milhões.

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“A melhora de volumes, spreads e o benefício do ciclo de compra de nafta contribuíram para um trimestre bastante forte. Os resultados e a baixa do ciclo parecem estar no espelho retrovisor e, embora acreditemos que o terceiro trimestre foi positivo por conta de fatores extraordinários, esperamos que os resultados saudáveis sejam sustentados nos próximos trimestres”, avalia o Morgan.

BR Distribuidora (BRDT3)

A BR Distribuidora registrou lucro líquido de R$ 335 milhões no terceiro trimestre, queda de 74,9% ante o mesmo período do ano anterior, com vendas afetadas pela pandemia. Na comparação com o segundo trimestre, houve recuperação.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado da maior distribuidora de combustíveis do país aumentou 1,8% no período na comparação com 2019, para R$ 834 milhões, e avançou 2,2% ante o trimestre anterior.

O volume de vendas da BR distribuidora caiu 9,8% no terceiro trimestre versus o mesmo período do ano passado, para 9,455 bilhões de litros, mas aumentou 20,8% em relação ao segundo trimestre, principalmente com crescimento das vendas do ciclo otto (31,4%) e diesel (18,2%).

A receita líquida apresentou redução de 13,2% em comparação com o mesmo período do ano passado, para R$ 21,1 bilhões, em função, principalmente, da queda no volume dos produtos vendidos e redução do preço médio de realização.

O Credit Suisse afirmou que os resultados da BR Distribuidora estão de acordo com as expectativas. O lucro Ebitda recorrente está em linha com as expectativas do banco, impulsionado pelos cortes de custos pela companhia. O lucro líquido de R$ 335 milhões ficou, no entanto, abaixo da estimativa do banco, de R$ 488 milhões, impactado por provisões para aquisição de créditos de descarbonização. O banco manteve recomendação outperform para a empresa, com preço-alvo de R$ 32, frente os R$ 22,6 atuais.

O Morgan Stanley afirmou que os resultados da BR Distribuidora estão de acordo com sua expectativa, com os ganhos por ação levemente abaixo de seu modelo. O banco afirma que o consumo de combustível deve se recuperar mais rápido do que se esperava, beneficiando-se de iniciativas da empresa para aumentar lucratividade. O Morgan Stanley avalia que a margem pode se expandir nos próximos trimestres. O banco manteve recomendação overweight para as ações, com preço-alvo de R$ 30, frente os 22,6 do fechamento da véspera.

O Bradesco BBI classificou os resultados da BR Distribuidora como sólidos, quase em linha com a concorrência. Excluindo provisões não recorrentes com créditos de descarbonização, o Ebitda seria de R$ 96 por metro cúbico, em linha com concorrentes. Por isso, o banco reafirma estimativa de R$ 99 por metro cúbico em 2021. O banco avalia que o desempenho da gestão é positivo, elevando a profitabilidade da empresa ao patamar da concorrência. O banco mantém a recomendação outperform, com preço-alvo de R$ 28, frente os atuais R$ 22,60.

Carrefour Brasil (CRFB3)

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O Carrefour Brasil anunciou na terça lucro líquido ajustado de R$ 757 milhões no terceiro trimestre de 2020, alta de 73,1% ante o mesmo período de 2019, com forte crescimento de vendas e controle de custos.

No período, o resultado operacional medido pelo Ebitda consolidado ajustado cresceu 18,6%, para R$ 1,34 bilhão, enquanto a margem cedeu para 7,7%, frente 8,2% um ano antes, em razão de provisões excepcionais adicionadas no banco do grupo.

Na unidade Atacadão, o Ebitda ajustado atingiu R$ 984 milhões, alta de 51,4% ano a ano, com a margem subindo de 6,9% para 8%. A divisão de Varejo apurou alta de 62,1% no Ebitda ajustado, para 410 milhões de reais, com expansão da margem de 2,2 pontos percentuais, para 8%.

No final de outubro, o Carrefour Brasil já havia divulgado crescimento de 29,9% nas vendas brutas, excluindo combustível, no terceiro trimestre ante mesmo período de 2019, para R$ 18,76 bilhões. As vendas mesmas lojas da rede cresceram 26,6%.

No terceiro trimestre, as despesas com vendas, gerais e administrativas somaram R$ 2,1 bilhões, contra R$ 1,9 bilhão um ano antes, afetadas principalmente por despesas com Covid-19. Mas em relação às vendas líquidas caíram de 14,1% para 12,1%, com maior volume de vendas e ganhos de produtividade.
Nas operações de comércio eletrônico, conforme já divulgado, as vendas pela métrica GMV cresceram 86,1% ano a ano, incluído o serviço de entrega rápida, apoiadas principalmente no crescimento de 202,4% do ecommerce alimentar, mas também na alta de 69,1% nas vendas online do segmento não alimentar. As vendas do marketplace subiram 61,7% e representaram 21,6% do GMV total.

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O Banco Carrefour mostrou crescimento de 16% no faturamento do terceiro trimestre na comparação anual, para R$ 9,7 bilhões. O cartão Carrefour apresentou crescimento de 12,1%, enquanto o cartão Atacadão aumentou 29,6%. A carteira de crédito atingiu R$ 12,3 bilhões, acréscimo de 19,8% ano a ano.
O Carrefour Brasil afirmou que houve melhora sequencial na qualidade da carteira, com o percentual dos empréstimos vencidos acima de 90 dias caindo para 11,8% de 13,1% no segundo trimestre, mas ainda assim, “considerando o ambiente volátil e incerto” optou em fazer uma provisão adicional de R$ 180 milhões, elevando o total provisionado para R$ 3,8 bilhões.

O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 121 milhões, ante resultado negativo de R$ 135 milhões um ano antes, com menor volume de descontos de recebíveis no trimestre.

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Os investimentos no terceiro trimestre somaram R$ 305 milhões, queda de 20,8% ano a ano, reflexo dos efeitos da pandemia de Covid-19. A rede total de lojas do Grupo Carrefour Brasil atingiu 699 pontos de venda ao final de setembro de 2020.

O Bradesco BBI classificou os resultados do Carrefour Brasil como “muito fortes”, com o Ebitda 16% superior a suas projeções, e a receita 8% superior. O Ebitda está em linha com a projeção do Bradesco BBI.

O banco avalia que as ações do Carrefour têm tido desempenho relativamente fraco, levando em consideração seus resultados, “uma questão que continua a espantar muitos investidores com quem conversamos”. A explicação principal é de que 2021 deve ser um ano de crescimento relativamente fraco.

O Bradesco BBI afirma, no entanto, que espera que o Carrefour mantenha ganhos em participação de mercado, devido ao aumento das vendas de comida, com consumidores passando mais tempo em casa. O banco mantém a recomendação das ações em outperform, e preço-alvo de R$ 27, frente a cotação atual de R$ 19,64.

A locadora de veículos Movida registrou lucro líquido no terceiro trimestre R$ 37 milhões, queda de 38% frente o mesmo período de 2019. O resultado foi, no entanto, 14 vezes maior do que o do trimestre imediatamente anterior, que fora de R$ 2,6 milhões.

O Ebitda foi de R$ 213,2 milhões, alta de 14% na comparação anual. A margem Ebitda foi de 20,6%, alta de 1,8 ponto percentual frente o mesmo período do ano anterior.

No terceiro trimestre, a receita líquida teve alta de, 3,6%, para R$ 1 bilhão. Desse valor, R$ 641 milhões vêm do segmento de seminovos, cujas vendas se desaceleraram, mas cujos preços médios por veículo tiveram alta de 12,6%, para R$ 45,3 mil. A receita do segmento cresceu 9,6% frente o mesmo período do ano anterior.

A receita de locação, que reúne a divisão de locação no varejo, gestão e terceirização de frota, foi de R$ 395 milhões, 4,9% menor do que um ano antes. Houve melhora de 32% frente o segundo trimestre. A taxa de ocupação chegou a 82,7%, um recorde para a empresa. Houve, por outro lado, um aumento de 15% nos custos da locação no varejo, devido ao aumento da depreciação anual no período, de R$ 3.424 por carro.

O Credit Suisse afirmou que os dados da Movida indicam uma recuperação sólida. O Ebitda consolidado bate a expectativa em 3%. A renda líquida foi 15% menor do que a estimativa do banco. A RAC (sigla em inglês para locação no varejo) Ebitda foi 7% superior à expectativa do banco, impulsionada pela taxa de ocupação de 82,7%.

O Credit destaca que, diferente da concorrência, a empresa ampliou sua frota no trimestre, com a aquisição de 18,2 mil carros, reduzindo a diferença entre sua frota e a de concorrentes. O banco manteve avaliação neutra, com preço-alvo em R$ 22 por ação, frente os R$ 19,62 do fechamento da véspera.

Banrisul (BRSR6)

O Banrisul (Banco do Estado do Rio Grande do Sul) divulgou nesta terça-feira seu balanço referente ao terceiro trimestre, indicando lucro líquido de R$ 117,8 milhões, frente R$ 291,9 milhões em 2019.

O retorno sobre patrimônio líquido foi de 5,7% no fim do terceiro trimestre. A carteira de crédito, no conceito ampliado, foi de R$ 36,470 bilhões em setembro. Excluindo garantias prestadas, o saldo foi de R$ 36,257 bilhões em setembro, uma alta de 4,6% em 12 meses.

Entre janeiro e setembro de 2020, o lucro líquido foi de R$ 495,1 milhões, uma queda de 46% frente o lucro líquido ajustado do mesmo período de 2019.

O índice de inadimplência de 90 dias foi de 2,98% no terceiro trimestre, uma alta de 0,14 ponto percentual em 12 meses. A receita de prestação de serviços e de tarifas bancárias foi de R$ 472,1 milhões entre julho e setembro de 2020, frente R$ 520,2 milhões no mesmo período do ano anterior.

O Credit Suisse avaliou que os dados do terceiro trimestre do Banrisul foram fracos, com lucro líquido 26% abaixo do consenso. A perspectiva é negativa.

A XP Investimentos destaca que o resultado foi afetado principalmente por: i) menor margem financeira, devido ao pior mix de crédito que deteriorou o spread; e ii) maiores custos, impactados tanto por ações cíveis quanto trabalhistas.

“O resultado foi especialmente ruim se considerarmos que o banco fez menos provisões do que o previsto, implicando em um pior lucro operacional ex-custo do crédito”, aponta a XP.

No entanto, a XP reitera  recomendação de compra e preço-alvo de R$ 19 por ação, uma vez que acredita que o banco está operacionalmente defendido com uma carteira com mais de 40% do crédito consignado, o que é positivo no atual cenário de crise, e com múltiplos atrativos, como o múltiplo de preço por patrimônio líquido implicando em um desconto de cerca de 30% sobre o valor contábil.

O Bradesco BBI avalia que os resultados do Banrisul ficaram muito atrás do consenso, mas foram positivamente impactados por forte queda nos gastos com provisões. O Bradesco vê uma perspectiva modesta quanto à lucratividade, mas atualizou sua previsão quanto à receita do Banrisul, para R$ 594 milhões em 2020, ajuste de 25%, e R$ 729 milhões em 2021, ajuste de 5%. O Bradesco se mantém neutro quanto ao Banrisul, com preço-alvo de R$ 16, frente os R$ 13,35 da véspera.

O Banrisul também afirmou que seu plano de desligamento voluntário (PDV) lançado recentemente terá impacto de R$ 180 milhões com os custos de implementação, e uma economia anual estimada de R$ 160 milhões partir de 2021.

A instituição havia avisado em setembro um PDV negociado com sindicato envolvendo até 1.500 empregados, mas que teve adesão de 903 funcionários.

O banco informou nesta terça-feira que seu plano de desligamento voluntário (PDV) lançado recentemente terá impacto de R$ 180 milhões com os custos de implementação, e uma economia anual estimada de R$ 160 milhões partir de 2021.

A instituição havia avisado em setembro um PDV negociado com sindicato envolvendo até 1.500 empregados, mas que teve adesão de 903 funcionários.

Santos Brasil (STBP3)

A Santos Brasil Participações divulgou na terça-feira prejuízo de R$ 5,4 milhões no terceiro trimestre. No mesmo período de 2019, reportara lucro líquido de R$ 7,7 milhões.

A receita líquida dos serviços fechou o terceiro trimestre de 2020 em R$ 220,3 milhões, uma queda de 11,9% frente o terceiro trimestre em 2019. Na época, o indicador ficou em R$ 250,1 milhões.

O Ebitda foi de R$ 49,7 milhões no terceiro trimestre, um patamar 16,4% menor do que o do mesmo período de 2019, que fora de R$ 59,4 milhões.

A empresa informou que, em decorrência do impacto da pandemia sobre as importações no Porto de Santos, o número de contêineres armazenados na Santos Brasil Logística caiu 27,5% no terceiro trimestre de 2020.

A empresa captou R$ 790 milhões com a emissão primária de ações em setembro, que atingiu a marca de 192,68 milhões de papéis.

O Bradesco BBI avalia que o Ebitda da Santos Brasil superou sua expectativa de R$ 35 milhões e está em linha com a expectativa do mercado. O banco ressalta a queda no volume de contêineres, a queda da margem Ebitda, e uma estrutura confortável de capital, com R$ 1,1 bilhão em capital, R$ 655 milhões em capital líquido.

Isso dá espaço para a empresa concluir seu plano de reformar o terminal Tecon Santos e buscar novas oportunidades de crescimento em terminais de contêineres, operadores de logística e terminais de cargas sólidas e a granel. O banco mantém avaliação em outperform, com preço-alvo de R$ 7, frente os R$ 4,35 do fechamento da véspera.

A empresa especializada em soluções de tecnologia para o mercado financeiro Sinqia divulgou balanço do terceiro trimestre de 2020 nesta terça-feira, indicando lucro líquido de R$ 851 milhões, queda de 25,8% frente o mesmo período de 2019. Na comparação com o segundo trimestre houve alta de 46,7%.

O Ebitda foi de R$ 8,798 milhões, um recorde. Na comparação com o mesmo período de 2019, houve alta de 46,3%. A margem Ebitda foi de 16,7%, frente 13% no mesmo período de 2019.

O lucro bruto foi de R$ 17,453 milhões, alta de 11% na comparação com o mesmo período de 2019.
As despesas gerais e administrativas caíram 12,5% no trimestre, quando comparado com o mesmo período de 2019, atingindo a marca de R$ 8,6 milhões, o que equivale a 16,1% da receita líquida total.

A ação da Aeris estreia nesta quarta-feira na B3. A companhia é uma produtora de pás para turbinas de energia eólica, sendo a maior fabricante do país, criada em 2010.

Cada papel saiu por R$ 5,5, abaixo da faixa estimada pelos coordenadores da operação, que variava entre R$ 6,50 a R$ 8,10.

A companhia tem duas fábricas no complexo de Pecém (CE). Segundo a Aeris, cerca de 70% do potencial eólico do Brasil está a menos de 500 quilômetros dessas unidades, onde produz equipamentos para Vestas, General Electric, Nordex e WEG.

A oferta de novas ações girou R$ 834,6 milhões; a empresa informou que o montante será destinado para modernizar suas duas fábricas e elevar sua capacidade, atualmente na casa das quatro mil pás por ano, parte disso voltada para exportação.

Além disso, acionistas pessoa física venderem fatias correspondentes a R$ 294,6 milhões na oferta secundária. Com isso, a transação movimentou R$ 1,13 bilhão.

Segundo o prospecto preliminar do IPO, a companhia quer aproveitar o crescimento da geração de energia eólica no mundo, que pode apresentar um avanço anual de 4% de 2019 a 2029, de acordo com pesquisa da Wood Mackenzie. A Aeris também acredita no fato de o Brasil ser indicado como detentor de umas das melhores condições geográficas do planeta para geração de energia pelo movimento dos ventos.

A Aeris totalizou uma receita líquida de R$ 753 milhões no primeiro semestre de 2020, equivalente a uma alta de 27% ante mesmo período do ano anterior. Além disso, afirmou que, em 2023, pretende ser uma das 500 maiores empresas do Brasil.

O edital de venda dos ativos móveis da Oi foi publicado na última terça-feira, estabelecendo 10 de dezembro como prazo de entrega de envelopes com propostas. O leilão está marcada para 14 de dezembro. Claro, Telefônica e TIM Brasil fizeram oferta vinculante de R$ 16,53 bilhões pelos ativos, e têm até 16 de dezembro para informar se irão cobrir eventual oferta concorrente.

Transmissão de energia

A diretoria da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou em reunião nesta terça-feira o edital com regras para seu próximo leilão de concessões para novos projetos de transmissão de energia, agendado para 17 de dezembro.

O certame oferecerá a investidores contratos de 30 anos para a construção e futura operação dos empreendimentos, que compreenderão linhas de energia e subestações em nove Estados.
A aprovação das regras veio na sequência de pronunciamento do TCU (Tribunal de Contas da União) sobre a licitação, de acordo com a agência reguladora.

CCR (CCRO3) e Amerisolar

A operadora de concessões de infraestrutura CCR anunciou nesta terça-feira que a fabricante de equipamentos de energia solar Amerisolar se instalou no aeroporto industrial, que fica nas imediações do terminal de Confins (MG).

A previsão é que as operações da Amerisolar comecem no primeiro trimestre de 2021.A linha terá capacidade para fabricar 30 mil painéis por mês, com cerca de 50% exportada para América Latina.

A Unilever anunciou na terça no Brasil sua estreia mundial em produtos para cuidados com animais de estimação. Batizada no país como “Cafuné”, a marca inclui produtos para higiene de cães e gatos e para a casa de seus donos e foi desenvolvida junto com veterinários.

Telefônica Brasil (VIVT4)

A Telefônica Brasil informou que negociará apenas ações ON a partir de 23 de novembro. O dia 20 será o último de negociações das ações VIVT4 após conversão.

A CSN Inova Ventures, fundo de investimento da CSN, precificou nesta terça-feira uma reabertura de bônus de 300 milhões de dólares e vencimento em 2028 a 6,45%, informou o IFR, serviço da Refinitiv.

A operação foi coordenada por Bradesco, BTG Pactual, JP Morgan, Morgan Stanley e UBS e os recursos serão usados para refinanciamento de dívida e propósitos corporativos gerais.

Cerca de US$ 250 milhões serão adicionados às notas atuais em circulação.

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