Fleury tem prejuízo de R$ 73 milhões no 2º tri e lucro da Engie quase dobra; veja mais destaques

Fleury (divulgação)

SÃO PAULO – A temporada de resultados do segundo trimestre segue agitando o mercado na noite desta quinta-feira (30). Além do destaque da Petrobras, que registrou um prejuízo de R$ 2,7 bilhões entre abril e junho, outras três companhias apresentaram seus balanços, confira:

O grupo de medicina Fleury teve prejuízo de R$ 73,3 milhões no segundo trimestre, revertendo o lucro de R$ 72,6 milhões apresentados um ano antes. O resultado foi afetado pela forte redução das atividades das clínicas diante do isolamento social.

“Com as restrições impostas pela Covid-19, as consultas médicas eletivas apresentaram redução relevante, principalmente, no estágio inicial da pandemia”, afirmou a companhia.

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Já o Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização) ficou em R$ 19,6 milhões entre abril e junho, queda de 90,7% ante o mesmo período de 2019.

Enquanto isso, a receita líquida caiu 37,6%, para R$ 454,9 milhões, puxada pela redução anual de 36,9% dos atendimentos, para cerca de 800 mil, e de 48,9% no de exames, para 6,2 milhões.

Em um outro comunicado divulgado nesta noite, a Fleury anunciou a compra de 18,6% da Prontmed, que faz dados clínicos por meio de prontuários eletrônicos, e 1% da Sweetch, startup israelense de prevenção e gerenciamento de doenças crônicas, sem revelar valores.

A elétrica Engie Brasil registrou lucro líquido de R$ 765,8 milhões no segundo trimestre, uma alta de 98,7% sobre o mesmo período do ano passado.

Segundo a companhia, os números foram positivamente impactados por fatores como o aumento da capacidade instalada e do preço médio líquido de venda, a maior quantidade de energia vendida e efeitos não recorrentes relacionados ao ganho de ações judiciais e indenizações.

Já o Ebitda da empresa ficou em R$ 1,43 bilhão, avanço de 36,1% em um ano, enquanto a receita operacional líquida teve alta de 23,4% na mesma base, a R$ 2,69 bilhões. A dívida líquida, por sua vez, caiu 5,3%, para R$ 10,77 bilhões.

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A empresa citou ainda um ganho de equivalência patrimonial sobre o lucro da Transportadora Associada de Gás (TAG). A Engie Brasil e a canadense CDPQ adquiriram fatia de 90% da Petrobras na TAG no ano passado, e anunciaram em julho um acordo para a aquisição dos 10% restantes.

A construtora Even teve lucro líquido de R$ 26,8 milhões no segundo trimestre, uma alta de 21,8% ante os R$ 22 milhões apresentados um ano antes.

Enquanto isso, a receita líquida de vendas e serviços caiu 37% na mesma base de comparação, para R$ 374,4 milhões, por conta do baixo volume de lançamentos entre abril e junho.

Já o Ebitda ajustado somou R$ 57,7 milhões, enquanto a margem Ebitda ajustada cresceu 1 ponto percentual, para 15,4%.

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Lucro da B3 sobe 25% e CCR reverte prejuízo; Pão de Açúcar faz acordo para venda de imóveis e mais destaques

SÃO PAULO – O noticiário corporativo da noite desta quinta-feira (5) foi bastante agitado, com destaque para a temporada de resultados, com os números do quarto trimestre da B3, Hering, CCR e mais. Além disso, o Pão de Açúcar anunciou um acordo para vende de imóveis. Confira os destaques:

A operadora da Bolsa brasileira B3 fechou o quarto trimestre de 2019 com lucro líquido de R$ 732,9 milhões, o que representa uma alta de 25,7% sobre o mesmo período do ano passado. No acumulado do ano passado, a companhia teve lucro de R$ 2,713 bilhões, avanço de 29,9% sobre 2018.

Já o lucro líquido recorrente da companhia subiu 20,9% e ficou em R$ 864,5 milhões nos três últimos meses do ano passado, enquanto em 2019 fechou em R$ 3,237 bilhões.

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O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recorrente da B3 totalizou R$ 1,179 bilhão no quarto trimestre, avanço de 29,1% sobre a cifra vista um ano antes. Em 2019, a operadora da bolsa viu seu Ebitda subir 24,4%, a R$ 4,259 bilhões.

A margem Ebitda (relação percentual entre a geração operacional e a receita líquida) recorrente da companhia foi de 74,7%, ante 69,6% no quarto trimestre de 2018.

A receita líquida, por sua vez, ficou em R$ 1,578 bilhão entre outubro e dezembro do ano passado. O valor configura uma alta de 20,2% sobre o resultado registrado no mesmo período do ano passado (R$ 1,313 bilhão).

Enquanto as receitas da B3 subiram, as despesas ficaram estáveis, em R$ 656,6 no quarto trimestre. No ano, porém, as despesas aumentaram 10%, para R$ 2,678 bilhões.

O Grupo CCR, dono de concessões de infraestrutura, registrou no quarto trimestre de 2019 um lucro de R$ 392,6 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 307,1 milhões observado um ano antes.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado saltou 180,4% no último trimestre de 2019, para R$ 1,5 bilhão, na comparação anual.

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A receita líquida, por sua vez, cresceu 18,4% no intervalo entre outubro e dezembro de 2019 em relação ao mesmo período do ano anterior, para R$ 2,645 bilhões. Os dados são ajustados pelo critério IFRS e consideram apenas os ativos controlados pelo grupo.

A companhia também divulgou dados “mesma base”, que exclui novos negócios, mudanças de participações e efeitos não recorrentes. Seguindo esses critérios, no quarto trimestre de 2019, em relação ao quarto trimestre de 2018, houve queda de 3% no lucro líquido, para R$ 499,2 milhões. O Ebitda subiu 19,6%, para R$ 1,633 bilhão. A receita líquida avançou 14,4%, para R$ 2,554 bilhões.

De acordo com Marcus Macedo, gestor de Relações com Investidores da CCR, a queda no lucro no critério mesma base pode ser explicada pela aproximação do fim de algumas concessões. “A curva de depreciação dos ativos é maior, apesar do bom resultado operacional”, diz o executivo. Considerando o ano de 2019, o impacto foi ainda maior: queda de 15,2% no lucro líquido mesma base em relação a 2018, para R$ 1,382 bilhão. Entre os contratos de concessão próximos do fim estão CCR NovaDutra (contrato encerra em fevereiro de 2021) e a CCR RodoNorte (novembro de 2021).

Ainda dentro do critério mesma base, o Ebitda de 2019 subiu 12,7%, para R$ 5,511 bilhões. No mesmo intervalo, a receita líquida avançou 8,8%, para R$ 8,656 bilhões.

Dentro do critério IFRS, de 2018 para 2019, houve alta de 83,8% no lucro líquido, para R$ 1,438 bilhão. O Ebitda ajustado avançou 42,2%, para R$ 5,790 bilhões. A receita líquida cresceu 16,7%, para R$ 9,494,4 bilhões.

A dívida líquida da companhia subiu 1,5%, de R$ 13,7 bilhões no quarto trimestre de 2018 para R$ 13,9 bilhões no último trimestre de 2019. A relação dívida líquida/Ebitda passou de 2,8 vezes para 2,4 vezes no intervalo. “Com endividamento razoavelmente baixo, a CCR busca novos negócios este ano, seja por meio de leilões ou aquisições”, diz Macedo.

No mês passado, a CCR venceu a disputa pela concessão da BR-101/SC, trecho que faz ligação com a Rodovia de Integração Sul (RIS), arrematada pela empresa em um leilão no ano passado, que passou a ser administrada pela CCR ViaSul.

Cia. Hering (HGTX3)

A varejista Cia Hering fechou o quarto trimestre com lucro líquido de R$ 63,2 milhões, uma queda de 34% sobre o mesmo período de 2018. O resultado foi pressionado pela fraqueza nas vendas da companhia no país.

No acumulado do ano, a companhia teve lucro de R$ 214,7 milhões, um recuo de 10,3% em relação aos R$ 239,5 milhões registrado em 2018.

Enquanto isso, a geração de caixa medida pelo Ebitda recuou 6,9%, para R$ 82,7 milhões Já a margem bruta recuou para 43,4% nos três últimos trimestres de 2019, contra 44,3% no mesmo período de 2018.

No ano passado, a receita líquida da companhia subiu de R$ 1,54 bilhão para R$ 1,55 bilhão. No ano passado, as vendas no mercado interno subiram 1%, para R$ 1,7 bilhão, enquanto as vendas no mercado externo caíram 15,1%, a R$ 42,1 milhões.

Pão de Açúcar (PCAR3)

O Grupo Pão de Açúcar anunciou um acordo com fundos geridos pela TRX para vender 43 imóveis onde opera lojas de várias bandeiras de mercados por cerca de R$ 1,25 bilhão, com combinações para alugá-los por 15 anos.

Os contratos poderão ser renovados por 15 anos e o aluguel será equivalente a R$ 24 por metro quadrado por mês, informou a rede de varejo. Os imóveis vendidos incluem 2 lojas Extra Hiper, 6 lojas Mercado Extra, 22 lojas Pão de Açúcar e 13 lojas Assaí e ocupam área de 541.675 metros quadrados e possuem 295.266 metros quadrados construídos.

(Com Agência Estado)

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Queda no faturamento da Hering, prévias operacionais de Cyrela e Even e mais destaques corporativos

SÃO PAULO – O pós-fechamento do mercado brasileiro nesta segunda-feira (20) teve um noticiário corporativo bastante agitado, com destaque para as prévias operacionais das construtoras Even e Cyrela. Confira:

Cia. Hering (HGTX3)

A Cia Hering registrou queda de 5,2% em seu faturamento bruto do quarto trimestre na comparação anual, atingindo R$ 502,9 milhões. Segundo a empresa, o impacto veio de uma redução acima do esperado nas vendas pós-Black Friday.

Enquanto isso, as vendas mesmas lojas (lojas abertas a mais de 12 meses) registrou queda de 4% entre outubro e dezembro de 2019.

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“A ressaca de vendas após a Black Friday já era esperada em razão da antecipação de parte das compras, entretanto este movimento se estendeu mesmo após a segunda quinzena de dezembro”, afirmou a empresa em comunicado.

A Klabin informou à Bloomberg que vai elevar o preço da celulose de fibra longa e de fibra curta para a China em US$ 20/tonelada.

O novo preço entrará em vigor em 1º de fevereiro.

M. Dias Branco (MDIA3)

O conselho de administração da M. Dias Branco aprovou a recompra de 8,5 milhões de ações ordinárias da companhia no período de 18 meses. A quantidade representa 10% do total de papéis em circulação.

Em comunicado, a empresa explicou que a efetiva recompra do número total de ações dependerá, dentre outros aspectos, do número de ações em tesouraria mantidas pela companhia no momento da negociação e o saldo das reservas disponíveis.

A construtora Even registrou, no quarto trimestre do ano passado, valor geral de vendas (VGV) de lançamentos de R$ 935 milhões, o que representa uma alta de 25,1% em um ano.

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Nos últimos três meses de 2019 foram lançados oito empreendimentos, em que parcela da Even somou R$ 825 milhões no período, alta de 36%.

Enquanto isso, as vendas líquidas ficaram em R$ 583 milhões entre outubro e dezembro, avanço de 73,5% sobre o mesmo período de 2018.

Já os distratos somaram R$ 70 milhões, recuando 44% ante os R$ 125 milhões registrados no quarto trimestre do ano anterior.

A Cyrela também apresentou sua prévia operacional, mostrando uma queda em vendas e lançamentos de imóveis residenciais no quarto trimestre, sendo que a maior parte do volume comercializado correspondeu a lançamentos.

Nos três últimos meses do ano passado houve uma queda de 15,5% nas vendas na comparação anual, a R$ 2,06 bilhões, sendo R$ 1,08 bilhão em lançamentos.

Enquanto isso, os lançamentos recuaram 11,7% no mesmo período, para R$ 2,39 bilhões, dos quais R$ 1,02 bilhão foram no Minha Casa Minha Vida faixas 2 e 3. No último trimestre, a companhia fez 27 lançamentos.

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