Cogna, Yduqs, Ânima, Afya e mais: é a hora da recuperação do setor de educação na Bolsa? Confira as expectativas dos analistas

SÃO PAULO – Os resultados das empresas de educação do primeiro trimestre mostraram que muitas das estratégias para recuperação em meio à pandemia do coronavírus estão se mostrando acertadas, como o foco no digital e cursos considerados premium (com tíquete médio mais alto). Porém, muitas das companhias ainda têm um longo caminho a percorrer até apresentarem números que realmente empolguem os investidores.

Desta forma, apesar da valorização recente de muitas ações, principalmente com as perspectivas mais positivas para a economia com a aceleração da vacinação – como foi o caso da Cogna (COGN3), com alta de cerca de 10% e Yduqs (YDUQ3) com ganhos de 5% no acumulado de junho -, muitos analistas seguem seletivos sobre quais são os papéis promissores do setor. Apesar da alta recente, COGN3 tem ganhos modestos em 2021, de 0,65%, após cair 59,5% em 2020, enquanto YDUQ3 avança 5,22%.

Os analistas do Itaú BBA reiniciaram a cobertura para as ações do setor de educação com estimativa para oito empresas, em que destacam as oportunidades de consolidação no espaço de graduação médica, o impacto da pandemia nas taxas de admissão de empresas de ensino superior e uma visão geral do ensino fundamental e médio.

Eles avaliam que os melhores players no setor, atualmente, são Ânima (ANIM3) e Afya (negociada na Nasdaq), mas também temos uma visão construtiva sobre Vitru, Arco e Vasta, esta última subsidiária da Cogna voltada para o fornecimento de conteúdo digital a escolas. Por outro lado, “preferem ficar à margem”, ou ter recomendação neutra, para Yduqs, Ser (SEER3) e Cogna.

Gustavo Miele, Emerson Vieira e Lucca Marquezini, analistas do BBA, ainda veem espaço para consolidação no espaço da graduação médica, apesar dos crescentes múltiplos de fusões e aquisições.

Os analistas apontam que os cursos de graduação em medicina atraíram muitos players nos últimos anos, que encontraram uma importante alavanca de crescimento neste segmento. “Notamos que várias aquisições ocorreram no setor, permitindo que empresas de ensino superior aumentassem sua exposição a este segmento. No entanto, dada a oferta limitada devido a especificações regulatórias, a alta demanda levou a uma elevação de múltiplos de avaliação”, destacam.

Porém, mesmo assim, eles acreditam que ainda há espaço para novas consolidações, amparadas por consideráveis
oportunidades disponíveis no mercado que poderiam ser alvos potenciais para consolidadores no mercado como a Afya.

No geral, contudo, os analistas esperam que as empresas de ensino superior enfrentem um momento desafiador de ganhos no restante do ano.  “Desde o início da pandemia, vimos empresas de ensino superior lutando com um ingresso menor de alunos”, apontam.

Contudo, essa volatilidade na base de alunos das empresas vem acontecendo desde que as regras do FIES começaram a mudar – desde o início de 2016, Yduqs, Ser e Cogna perderam 26%, 8% e 49% de suas respectivas bases (considerando alunos de graduação e pós-graduação apenas no campus), enquanto a base da Ânima aumentou 37% (mais qualidade levando mais resiliência em meio ao cenário macroeconômico mais complexo).

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Os analistas acreditam que o setor pode continuar lutando com uma menor entrada de novos alunos enquanto as restrições à pandemia continuarem afetando o Brasil, potencialmente afetando o lucro até o final do ano.

Ao fazerem uma análise estimando os passos para a recuperação da taxa de matrícula, os analistas veem que, do ponto de vista relativo, a Cogna terá um caminho mais difícil para se recuperar e voltar aos níveis pré-pandêmicos, de 2019, enquanto
a Ânima deverá ter uma dificuldade menor para tanto.

Mudando de segmento, Miele, Vieira e Marquezini possuem uma visão construtiva sobre o ensino voltado à educação infantil até o ensino médio, destacando que é uma alternativa atrativa no espaço da educação, especialmente diante dos desafios do setor de educação além dos cursos de medicina.

Eles veem as empresas neste segmento desfrutando de i) fluxos de caixa mais previsíveis em contratos de baixa rotatividade e de longo prazo; ii) um ambiente mais benigno para aumento de ingressos; iii) dinâmica de mercado atrativa devido à ainda baixa penetração dos sistemas de aprendizagem; e iv) mais espaço para crescimento no mercado total endereçável das empresas.

Esses pontos, combinados com as baixas participações de mercado da Arco e da Vasta, de 6,6% e 4,9%, respectivamente, em 2020, são um bom presságio para um crescimento robusto adiante, seja de forma orgânica ou inorgânica. Esta é uma das razões pelas quais os analistas possuem recomendação outperform (desempenho acima da média) para ambas as companhias.

As preferidas do Itaú BBA do setor são Ânima, com preço-alvo de R$ 19 por ação para 2022 (potencial de alta de 54%) e Afya, negociada na Nasdaq e com preço-alvo de US$ 38 (upside de 46,7%). “Acreditamos que a melhor execução da Ânima em seu segmento e o aumento dos lucros esperados proveniente da integração da Laureate podem fornecer alguma resiliência versus outros cases de ensino superior”, destacam. A Afya, por sua vez, apontam os analistas, possui uma posição ímpar no setor, com uma larga avenida pela frente de consolidação no espaço médico-educacional.

Eles também possuem recomendação outperform para as ações da Vitru, com preço-alvo de US$ 24 por ação (alta de 45,5%), para a Arco, com preço-alvo de US$ 47 (alta de 45,4%) e para a Vasta, com preço-alvo de US$ 16 (ou potencial de alta de 85,2%).

A Vitru, apontam os analistas, possui um modelo acadêmico de educação digital diferenciado, ressaltando que ela é líder no segmento de ensino digital, que está no centro das atenções principalmente com aceleração da tendência no pós-pandemia, sendo que ela deve persistir no próximos anos. “A Vitru combina uma marca sólida e respeitada com um modelo híbrido altamente escalável”, apontam.

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A equipe de análise ressalta ainda que a Arco desenvolveu um produto focado em tecnologia que pode entregar educação de alta qualidade em escala, aproveitando uma vasta experiência em metodologias de sucesso para escolas particulares associado a um sólido histórico de  excelência acadêmica. “O desenvolvimento de um conteúdo dinâmico da Arco é um diferencial fundamental em um setor altamente competitivo”, ressaltam.

Já a Vasta, além de oferecer um grande e reconhecido portfólio de marcas de ensino fundamental e médio privado, possui soluções que incluem tradicionais sistemas de aprendizagem, atendendo também as preferências de escolas parceiras. Além disso, conta com uma equipe de vendas integrada e estratégia diferenciada ao visar buscar clientes por meio de vários canais.

Por outro lado, os analistas do BBA estão mais cautelosos com três ações: i) Yduqs, possuindo preço-alvo de R$ 45 (ou upside de 29,4%) para os ativos, ii) Ser, com preço-alvo de R$ 22 (alta de 20,9%) e iii) Cogna, com preço-alvo de R$ 6 (com projeção de alta de 29,3%).

A recomendação neutra para Yduqs leva em conta a exposição significativa da empresa no segmento presencial, que pode se traduzir em um cenário desafiador para os resultados para o restante do ano. Já para a Ser, além da alta exposição ao segmento presencial, os analistas também destacam que a ação não está mais tão barata aos atuais níveis.

Para a Cogna, os analistas ainda apontam o alto grau de alavancagem da companhia, destacando que a transição para a educação digital é crucial. Eles lembram que, em 2020, a Kroton (braço de ensino superior da Cogna) anunciou uma reviravolta completa que incluiu a otimização do portfolio de cursos e da infraestrutura imobiliária, bem como da estrutura de custos. Além disso, a empresa fechou 45 unidades. “Como uma resposta ao ambiente desafiador para os cursos de graduação presenciais nos últimos anos, o turnaround provavelmente será importante para a Kroton recuperar a lucratividade. A empresa espera que os resultados sejam refletidos já a partir deste ano”, destacam.

Cabe destacar que, enquanto os analistas no geral ainda mostram mais ceticismo com a Cogna, as recomendações divergem para os outros papéis do setor.

Em relatório do final de maio, o Morgan Stanley apontou que, levando em conta os resultados do primeiro trimestre do setor, estão atentos aos preços e às taxas de retenção das empresas de educação. Os analistas afirmam seguirem preferência por papéis expostos a fusões e aquisições, medicina e com exposição ao ensino digital.

Desta forma, os analistas destacam preferência por Afya e Vitru, com recomendação overweight (exposição acima da média do mercado), mas também possuem essa recomendação para a Yduqs, considerando as companhias os “melhores veículos para navegar pelo ainda complexo ano de 2021”.

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Na esteira do anúncio da compra da QConcursos pela Yduqs, os analistas do Bradesco BBI também reiteraram a recomendação outperform para YDUQ3, com preço-alvo de R$ 45. A Qconcursos é uma sociedade 100% digital da área de educação continuada que oferta cursos preparatórios, guias de estudos, simulados e provas para concursos. “Com essa aquisição, a Yduqs ultrapassa a marca de 1 milhão de alunos e amplia seus serviços e sua presença no ecossistema de educação digital”, afirmou a empresa de educação em fato relevante.

Já para a Cogna, os analistas seguem com recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 5,20 (ou alta de 11,6%), avaliando que, no geral, acreditam que os impactos positivos da reestruturação devam acontecer no longo prazo, enquanto os resultados da Vasta e os números de captação da Kroton devam começar a se recuperar com a redução das restrições à mobilidade.

Atualmente, os analistas do Morgan também possuem recomendação neutra para Cogna, com preço-alvo de R$ 6, ou alta de 29%: eles destacam que a reestruturação da Cogna é uma estratégia correta, mas cria ventos contrários de crescimento de curto prazo adicionais, além de verem uma fraca dinâmica de lucros no curto prazo. O valuation ainda é visto como acima dos múltiplos da média histórica e acima dos pares locais. Além disso, preferem operar diretamente com a subsidiária Vasta.

Confira abaixo as recomendações para as ações das empresas do setor de educação de acordo com compilação feita pela Refinitiv com casas de análises que cobrem os ativos:

Empresa Recomendações de compra Recomendações neutra Recomendações de venda  Preço-alvo médio Upside**
Ânima 7 1 1 R$ 15,54 25,32%
Afya* 6 1 0 US$ 26,73 2,14%
Vitru* 6 1 0 US$ 19,34 17,21%
Arco* 7 2 0 US$ 40,17 24,37%
Vasta* 5 2 0 US$ 16,36 91,35%
Yduqs 8 5 0 R$ 41,90 20,96%
Ser 6 5 1 R$ 19,44 5,94%
Cogna 0 12 0 R$ 5,45 16,95%
**empresas cujos ativos são negociados na Nasdaq
*em relação ao fechamento de 17 de junho de 2021

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Afya faz acordo de R$ 700 milhões para compra da Unigranrio, acordo da Tecnisa, Ecorodovias analisa oferta de ações e mais

(Getty Images)

SÃO PAULO – Em destaque, a Afya anunciou nesta quinta-feira acordo para comprar a Unigranrio, a Tecnisa comunicou ao mercado que a sua controlada Brest Investimentos Imobiliários celebrou com a Companhia de Participações e Empreendimentos (CPE) acordos para encerrar processos judiciais.

Afya

A Afya, cujas ações são negociadas na Nasdaq, anunciou nesta quinta-feira acordo para comprar a Unigranrio, avaliando a companhia em R$ 700 milhões. O valor será pago 60% em dinheiro e o restante em quatro parcelas iguais anuais.

A Tecnisa comunicou ao mercado que a sua controlada Brest Investimentos Imobiliários celebrou com a Companhia de Participações e Empreendimentos (CPE) acordos para encerrar processos judiciais.

Os processos estão relacionados às discussões da Brest e da CPE a respeito da aquisição, pela Brest, de um terreno em São Paulo. A Brest ajuizou a ação com a petição para que fosse reconhecida a perda do objeto das escrituras firmadas entre as partes relacionadas à aquisição do terreno. O acordo envolve um valor total de R$ 107 milhões.

O terreno em questão faz parte do banco de terrenos da Tecnisa.  “Espera-se que a celebração do acordo tenha impacto negativo da ordem de R$ 42 milhões nos resultados da companhia. Com a implementação do acordo, os processos judiciais são encerrados para as partes. A administração da companhia entende, com base no parecer de assessor externo, que a celebração do acordo é benéfica para a companhia”, disse a empresa.

O Credit Suisse avalia que após a alta de 56% na China para madeira de coníferas desde o início do ano, a US$ 780 por tonelada, e de 46% para madeira de folhosas, a US$ 980 por tonelada, os preços atingiram seu pico. Agora, fabricantes de papel na China enfrentam problemas de lucratividade, que têm impactado negativamente a produção, em uma tentativa de reduzir estoques e evitar a deterioração de preços.

Empresas de lenços de papel na China estão operando com 50% de sua capacidade. Lenços de papel correspondem por entre 40% e 45% da demanda por celulose. Além disso, há perspectiva de suprimento significativo de celulose a partir de quarto trimestre de 2021, com o início da operação do moinho da Bracell e do projeto Mapa, da Arauco.

Esses fatores devem gerar pressão sobre o setor de celulose até o terceiro trimestre de 2021, um processo que deve se acelerar no quarto trimestre de 2021 até 2023, levando o preço de folhosas a US$ 550 por tonelada em 2022 e coníferas a US$ 720 por tonelada.

Apesar disso, o banco acredita que os papéis de Suzano, Klabin e CMPC já precificam esse cenário. O banco mantém Suzano e Irani como suas top picks (escolhas favoritas), com avaliação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado) para ambas. O banco elevou seu preço-alvo para a Suzano de R$ 86,5 para R$ 92. E elevou o preço-alvo da Irani de R$ 8,10 para R$ 10,10. O banco mantém perspectiva neutra (valorização dentro da média) para a Klabin, e mantém o preço-alvo em R$ 31,50.

Ecorodovias (ECOR3)

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A Ecorodovias aponta que uma eventual realização da potencial oferta restrita está sob análise da empresa e de seus acionistas, sendo que, até a presente data, não há definição sobre o volume efetivo a ser captado, o preço por
ação e o cronograma para a sua implementação.

Blau Farmacêutica (BLAU3)

A Blau, empresa farmacêutica com produtos de alta complexidade focada no institucional / hospitalar, teve a cobertura de sua ação iniciada pelo Bradesco BBI com recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 59, implicando um potencial de valorização de 36% frente o fechamento de quinta-feira.

Os analistas esperam um crescimento acelerado contínuo, com a expectativa de um crescimento médio anual composto (CAGR) da receita de 24% entre 2021 e 2025, sendo os medicamentos oncológicos um dos principais catalisadores da expansão, passando de 5% da receita líquida em 2020 para mais de 15% em 2025.

Já a expansão internacional com centros de coleta de plasma deve dar à Blau maior capacidade de negociação com redes globais.

Natura & Co (NTCO3)

A Natura &Co informou que, por meio de sua subsidiária Fable Investments, realizou o investimento inaugural na empresa Perfumer H, da perfumista britânica Lyn Harris.

“Os objetivos de investimento da Fable estão pautados na ética e nos princípios operacionais da Natura &Co, que sustentam as marcas de sucesso e líderes mundiais Avon, Natura, The Body Shop e Aesop”, disse a empresa em comunicado.

Segundo o comunicado, a Fable reúne expertise operacional, de marca, financeira e de investimento, “além de ter acesso ao conhecimento e histórico comprovado da Natura &Co em escalar com sucesso marcas premium, de nicho e de propósito, ao mesmo tempo em que honra sua autonomia e identidade única”.

Hidrovias do Brasil (HBSA3)

A Hidrovias do Brasil comunicou a realização de uma parceria com a VLI, empresa controladora da Ferrovia Centro-Atlântica e que também realiza operações logísticas no corredor Centro-Norte.

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A parceria foi celebrada por meio de Memorando de Entendimentos não-vinculante, para realizar uma avaliação técnica conjunta do projeto Ferrogrão –que visa impulsionar o escoamento de grãos pelo Arco Norte, contemplando uma linha de 993 quilômetros entre Sinop (MT) e Miritituba (PA).

Essa parceria permite que a VLI e Hidrovias unam suas respectivas expertises para o estudo de uma solução logística multimodal para a Ferrogrão. Também tem como intenção a busca de parceiro investidor para atuação conjunta no prosseguimento do projeto.

Multiplan (MULT3)

A Multiplan comunicou ao mercado que, conforme orientação das autoridades locais, apenas se mantém permitido o funcionamento de operações de serviços essenciais à sociedade nos shopping centers em Ribeirão Preto (SP) a partir de 27 de maio de 2021. Assim, as lojas da unidade do Iguatemi em Ribeirão Preto estarão fechadas até o dia 31 de maio para seguir a uma determinação da prefeitura da cidade.

A Mitre informou que foi consolidado o controle societário detido pelo grupo formado pelos acionistas majoritários Fabricio Mitre, Jorge Mitre, Star Mitre Empreendimentos e Participações e Mitre Partners.

Assim, o grupo de Controle aumentou sua posição de 48,92% do total de ações de emissão para 50,02% do total de ações da companhia.

Dotz

A Dotz precificou seu IPO, levantando R$ 420 milhões e com a ação precificada a R$ 13,20. O papel começa a negociar na segunda (31) sob o ticker DOTZ3.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Ações da brasileira Afya disparam mais de 10% na Nasdaq após investimento do Softbank

(Reuters) – As ações da empresa brasileira de educação médica Afya saltam mais de 10% na Nasdaq após a companhia anunciar que recebeu um investimento de R$ 822 milhões do SoftBank, numa operação envolvendo a compra de ações preferenciais conversíveis Série A da companhia.

A Afya afirmou que pretende usar os recursos para financiar futuras aquisições e investimentos em negócios, produtos ou tecnologias complementares. Às 12h58 (horário de Brasília), os ativos saltavam 11,51%, a US$ 24,32.

Além disso, o fundo de investimento Crescera Educacional II e a Família Esteves concordaram em vender 2.270.208 ações ordinárias classe A para a SoftBank, que passará a ter o equivalente a 8,4% das ações da Afya.

Em conexão com a venda, Paulo Passoni da Softbank será nomeado membro do conselho da Afya nos próximos 30 dias.

O Softbank já havia feito em 2020 um investimento na fornecedora de software de gerenciamento de práticas médicas iClinic, hoje controlada da Afya.

O Bradesco BBI avalia que a a transação com a Softbank, que tem um forte histórico no negócio de tecnologia e recentemente vendeu participação da iClinic para a Afya, reforça sua estratégia de expandir os serviços digitais relacionados ao segmento médico e deve abrir parcerias potenciais interessantes para o futuro.

Os recursos primários também devem conceder à Afya uma posição de liquidez ainda melhor para continuar sua forte atividade recente na esfera de fusões e aquisições, especialmente para serviços digitais.

No momento, o BBI possui recomendação neutra para Afya, com um preço-alvo de US$ 28. Contudo, os analistas apontam que podem se tornar mais otimistas se virem mais evidências da capacidade da empresa de extrair valor de longo prazo para os seus clientes atuais.

(com Reuters)
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Cogna reverte lucro e tem prejuízo ajustado de R$ 140 milhões; Afya faz aquisição e mais notícias

Kroton passa a se chamar Cogna NOVA EMPRESA: Kroton passa a se chamar Cogna, holding reunindo quatro companhiar

SÃO PAULO – A reta final da temporada de resultados ganha destaque na sessão desta sexta-feira (21), com a Cogna registrando prejuízo líquido ajustado de R$ 140 milhões no segundo trimestre. A Alliar também divulgou os seus números para o período.

Já o Banco Pan divulgou fato relevante para confirmar que vai fazer uma oferta pública de ações, com esforços restritos, de 89,60 milhões de ações preferenciais.

Em entrevista ao Valor, o investidor Nelson Tanure afirmou que a fusão entre Gafisa e Tecnisa, se concluída, pode tornar a combinação das duas incorporadoras uma “nova AmBev” do setor. Confira mais destaques:

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A empresa de educação Cogna registrou um prejuízo líquido ajustado de R$ 140 milhões no segundo trimestre, ante lucro de R$ 267 milhões em igual período de 2019.

O resultado da empresa foi afetado pela queda da receita, evasão escolar e aumento da inadimplência.

No comparativo anual, a receita líquida recuou 21%, para R$ 1,37 bilhão. Já o Ebitda foi negativo em R$ 139,5 milhões, ante positivo de R$ 267 milhões entre abril e junho do ano passado.

O Credit Suisse destacou a perda de alunos nos campus de ensino superior, que foi de 17% no segundo trimestre em igual período de 2019. A instituição financeira lembrou que a administração da empresa quer recuperar essas matrículas com o investimento em um modelo híbrido e plataformas de aprendizagem.

A Cogna também registrou evasão de aluno do ensino fundamental e médio. “A empresa declara não ter reduzido o quadro de professores, o que levanta uma bandeira vermelha de um possível excesso de custos nos próximos trimestres”, avaliaram, em relatório, os analistas do Credit Suisse.

Os analistas viram como positiva a decisão da Cogna de evitar matrículas com renovação de dívidas antiga, o que elevou a evasão e as provisões para devedores duvidosos, mas também “melhorou a qualidade da base de alunos restante”.

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A Alliar registrou prejuízo líquido de R$ 84,6 milhões no segundo trimestre de 2020, revertendo lucro de R$ 9,6 milhões no ano passado. A receita líquida caiu 48,5%, a R$ 140,3 milhões.

O Ebitda ajustado ficou negativo em 26,5 milhões, ante dado positivo de R$ 73,1 milhões em igual período do ano passado. Sem ajustes, o Ebitda ficou negativo em R$ 34,4 milhões. No segundo trimestre do ano passado, o Ebitda foi positivo em R$ 65,3 milhões.

A margem Ebitda ajustada foi negativa em 18,9%, ante dado positivo de 26,9% no mesmo período de 2019. A margem Ebitda ficou negativa em 24,5%. No segundo trimestre do ano passado, era positiva em 24%.

O Itaú BBA classificou como negativo os resultados da Alliar, com um Ebitda pior do que o esperado.

A empresa foi prejudicada pelas medidas de isolamento social implementadas para conter o avanço das contaminações pela Covid-19, em especial nos meses de abril e maio.

“A receita líquida caiu 49% no comparativo anual, com volumes fracos, principalmente em abril e maio. No entanto, houve sinais de normalização perto do final do trimestre”, avaliaram, em relatório, os analistas da instituição financeira.

Banco Pan (BPAN4)

O Banco Pan divulgou fato relevante para confirmar que vai fazer uma oferta pública de ações, com esforços restritos, de 89,60 milhões de ações preferenciais. Com base no valor de fechamento da ação do dia 20, a operação tem potencial de levantar R$ 783,1 milhões.

Esses recursos não vão para o caixa do banco e sim para o acionista vendedor, a Caixa.

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BTG Pactual, Caixa, Credit Suisse e Itaú BBA estão entre os coordenadores da operação.

Afya

A Afya anunciou a compra da Faculdade Ciências Médicas de Paraíba, em uma transação que adiciona 157 vagas de medicina a seu porftólio. Por isso, a empresa vai pagar R$ 380 milhões.

Desse total, metade será pago no fechamento da transação e o restante em quatro parcelas anuais ajustadas pelo CDI.

Para o Credit Suisse, a aquisição está dentro da expectativa de crescimento não orgânico da Afya.

Já para o Itaú BBA, a aquisição foi positiva e estratégica, uma vez que é mais um passo para a Afya se consolidar no mercado de medicina e ampliar sua presença geográfica no país. “Essa aquisição, combinada com as anteriores, coloca a Afya em 57% de sua meta de expansão de vagas para a faculdade de medicina, de 1.000 assentos adicionais após o IPO.”

A PGR pediu informações sobre suposto pagamento da JBS a Wassef – advogado ligado à família do presidente Jair Bolsonaro, segundo comunicado no site da PGR. A nota da PGR foi divulgada após reportagem da Crusoé afirmar que JBS pagou R$ 9 milhões a Wassef de 2015 a 2020 e que Bolsonaro pediu para Aras encontrar Wassef para discutir o acordo de delação premiada, que está sob avaliação do STF.

Aras negou ter recebido qualquer tipo de solicitação de Bolsonaro e disse, em nota, que não participou de nenhum dos contatos que trataram de eventual proposta de repactuação do acordo de delação da JBS com envolvimento de Wassef.

Já a empresa disse que os serviços prestados pelo escritório de Wassef tiveram como finalidade atuação em inquéritos na esfera policial e que esses serviços foram prestados e pagos mediante emissão de notas fiscais, a última referente ao ano de 2019.

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O maior produtor mundial de celulose vê os preços se recuperando em algum momento, embora provavelmente não no curto prazo, disse o diretor financeiro da Suzano, Marcelo Bacci, em entrevista à Bloomberg Asia TV.

A demanda tem sido forte na China e nos EUA, embora “as coisas estejam um pouco mais lentas” na Europa, disse ele. A crescente demanda por tissue na pandemia tem compensado uma
queda nos mercados de papel gráfico.

PagSeguro

A PagSeguro, que tem ações listadas nos Estados Unidos, anunciou a aquisição de 100% da Wirecard Brasil. Os detalhes da operação não foram divulgados pela companhia.

Gafisa (GFSA3) e Tecnisa (TCSA3)

A fusão entre Gafisa e Tecnisa, se concluída, pode tornar a combinação das duas incorporadoras uma “nova AmBev” do setor, segundo avaliação do investidor Nelson Tanure ao jornal “Valor Econômico”.

Tanure, que é conhecido por sua atuação em empresas em processo de reestruturação financeira ou recuperação judicial, participa do capital da Gafisa por meio da Planner Redwood Asset Management gestora que é a maior acionista da incorporadora, com uma participação de 30%.

Na quarta-feira, a Tecnisa divulgou ter recebido proposta não solicitada da Gafisa de combinação de negócios das duas empresas. Segundo Tanure, a motivação para a busca da associação seguiu lógica de mercado e econômica, uma vez que, juntas, conseguiriam reduzir em quase R$ 100 milhões as despesas e fazer captações com taxas de juros menores.

Bancos e B3 (B3SA3)

Conforme informa o Valor Econômico, a Câmara de Municipal de São Paulo aprovou na quarta-feira, em primeira votação, o projeto de lei 309/2020, que eleva o Imposto Sobre Serviços (ISS) para bancos. O projeto prevê a suspensão temporária de benefícios fiscais concedidos às empresas de leasing e de cartão de crédito em decorrência da crise financeira provocada pela pandemia na cidade de São Paulo.

Se aprovado em definitivo, será alterada a alíquota de ISS de 2% para 5% a partir da data em que a proposta entrar em vigor até 31 de dezembro de 2020, e de 2% para 4% em 2021. O benefício fiscal volta a ser concedido em 1° de janeiro de 2022, quando a alíquota voltaria para 2%.

De acordo com o BBI, embora seja um pouco negativo para os bancos, esse projeto de lei pode pesar mais significativamente sobre o B3, uma vez que suspende o benefício fiscal para a empresa até 2022.

“Em outras palavras, o imposto sobre vendas do B3 aumentaria para 5% até dezembro de 2020, e iria estar em 4% para 2021, antes que possa voltar a 2% em 2022. O projeto ainda precisa ser votado novamente na Câmara Municipal para ser sancionado pelo prefeito. Ainda há expectativa de que a decisão seja reavaliada pela Câmara Municipal na próxima votação ou não seja sancionada. Se aprovado, seria um fator negativo de curto prazo para B3”, avalia o BBI.

Recomendações

O destaque no radar de recomendações fica para as ações de elétricas. O Bradesco BBI destacou a Ômega (OMGE3) como  a “top pick” do setor, com recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 54. Já a Engie (EGIE3) foi rebaixada de neutra para underperform (desempenho abaixo da média do mercado), com preço-alvo de R$ 43. No caso da Eneva (ENEV3), a empresa foi mantida com recomendação neutra, a R$ 52 o preço-alvo para 2021.

No caso da Ômega, o Bradesco BBI vê que os novos projetos podem beneficiar a empresa no futuro, destacando a recente aquisição do complexo eólico do Chuí (antes pertencente à Eletrobras), que deve ajudar a reduzir a volatilidade nesse segmento (os demais de eólica estão no Nordeste).

A justificativa para o rebaixamento da Engie está relacionado ao desempenho recente do papel. Além disso, “com o grande tamanho da capitalização de mercado da Engie, será difícil atender às expectativas de crescimento”.

No caso da Eneva, o Bradesco BBI reconhece que a empresa tem um bom histórico de acumulação de projetos, mas a maior parte do crescimento futuro já estaria no preço do papel.

Já o JPMorgan elevou Alupar (ALUP11) para overweight, com preço-alvo de R$ 29 e rebaixou Cemig (CMIG4) e Taesa (TAEE11) para neutra, com preços-alvos respectivos de R$ 12 e R$ 31.

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Executivos da Afya comentam o balanço do 1º trimestre e o impacto do coronavírus na educação médica

SÃO PAULO — Criada a partir da fusão da NRE Educacional, maior grupo de faculdade de medicina do país, com a Medcel, marca de cursos digitais preparatórios para provas de residência médica, em 2019, a Afya tem se consolidado no setor de educação médica no Brasil.

A empresa abriu capital nos EUA no ano passado, numa oferta de ações que levantou US$ 300 milhões na Nasdaq. O InfoMoney vai entrevistar o CEO do grupo, Virgilio Gibbon, e o CFO, Luis André Blanco, nesta sexta-feira (29), às 19h (de Brasília).

A transmissão será feita no canal do InfoMoney no YouTube. Por lá, será possível fazer perguntas para os executivos através do chat da live.

Eles vão comentar o balanço da companhia no primeiro trimestre de 2020 e falar sobre as perspectivas de longo prazo para o grupo — como a crise do coronavírus afetou o setor de educação médica?

Hoje, a Afya está em 18 cidades e em 8 estados: Pará, Piauí, Bahia, MInas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Tocantins e Rondônia. São 21 unidades, sendo 13 faculdades e 6 centros universitários.

O grupo também tem uma plataforma online da Medcel que oferece a alunos de todo o país cursos preparatórios para prova de residência médica, títulos e especializações. Ao todo, a Afya tem mais de 36 mil alunos apenas na graduação.

Desde 2016, o fundo Crescera, anteriormente chamado Bozano, é sócio da NRE Educacional e da Medcel. O ministro da Economia, Paulo Guedes, fez parte do quadro executivo do Crescera até dezembro de 2018, mas deixou a sociedade na gestora para fazer parte do governo, antes do IPO da Afya.

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Ações de empresas que fizeram IPO sobem até 185%; veja as maiores altas (e a única baixa)

IPO da Centauro em abril de 2019 (Divulgação) IPO da Centauro em abril de 2019 (Divulgação)

SÃO PAULO – Com recorde atrás de recorde, o Ibovespa superou os 117 mil pontos nesta semana, acumulando um retorno de mais de 33% no ano. Mas quem investiu nas empresas que estrearam na Bolsa em 2019 teve, na maioria dos casos, um retorno acima do principal índice acionário.

Das sete companhias brasileiras que abriram seu capital no Brasil e no exterior, apenas o banco BMG teve queda nos seus papéis no período. Todas as demais ações acumulam valorizações acima de seus principais índices de referência: o Ibovespa, no caso do Brasil, e o S&P 500, no caso dos Estados Unidos.

A comparação com os índices é importante porque as companhias fizeram suas ofertas de ações em datas diferentes.

A novata que mais valorizou neste ano foi a varejista de artigos esportivos Centauro (CNTO3), que teve alta de 185% desde que abriu seu capital em abril. No mesmo período, o Ibovespa subiu 24%. Desde o seu IPO, a varejista apresentou um crescimento acelerado de vendas nas lojas físicas e no e-commerce, o que animou investidores.

“Continuamos a enxergar um crescimento forte de lucro para a Centauro nos próximos trimestres e anos, caso se confirme a ótima execução do plano de expansão. Os níveis de valuation do setor de consumo no Brasil estão esticados e a Centauro aparece como um papel “menos esticado” em P/E [preço/lucro, na sigla em inglês]”, afirmaram analistas do banco Credit Suisse em relatório divulgado no último mês.

Depois da Centauro, a segunda maior valorização desde o IPO é a da Neoenergia (NEOE3). Suas ações subiram 57,5% desde a abertura, em junho, ante os 16% acumulados pelo Ibovespa no mesmo período.

A lista das maiores altas é seguida pela fabricante de joias Vivara (21,8% desde 10 outubro, ante os 15,11% do Ibovespa) e pela varejista C&A (10,8% desde 28 de outubro, ante os 9,2% do Ibovespa).

Do lado negativo, o banco BMG — que fez seu IPO no fim de outubro — decepcionou investidores em sua primeira divulgação de resultados após a abertura de capital. As ações do banco (BMGB4) caíram 17,4%, enquanto o Ibovespa acumula valorização de 8,3% no intervalo.

Com a baixa, o BMG anunciou, em 11 de dezembro, a recompra de cerca de 10% do total de papéis em circulação até dezembro de 2020. Segundo o banco, a recompra tem como objetivo melhorar a geração de calor para os acionistas.

As brasileiras na Nasdaq

Das sete aberturas de capital de empresas brasileiras neste ano, duas ocorreram no Estados Unidos e tiveram forte valorização desde então. A empresa de educação Afya estreou na Nasdaq e suas ações subiram 46,8% desde então. O índice S&P 500 teve alta de 8,9% no mesmo período, enquanto o principal índice da Nasdaq, o Nasdaq Composite, valorizou 10,7%.

A XP Inc, que fez sua estreia no dia 11 de dezembro, acumula uma valorização de 43,20% em seus papéis, ante a alta de 4,2% do Nasdaq Composite e de 3,1% do S&P 500.

Ano recorde para oferta de ações

Somando IPOs e follow-ons (ofertas de ações de companhias que já têm capital aberto), o ano de 2019 foi o melhor para operações do tipo na história da Bolsa brasileira. Já contabilizando os follow-ons de Marfrig, Unidas e Le Lis Blanc – as últimas ofertas de dezembro –, o volume das emissões ma B3 totalizou R$ 89,6 bilhões.

O maior volume até então havia sido registrado em 2007, de R$ 70 bilhões. As comparações desconsideram a megacapitalização feita pela Petrobras em 2010, no valor de R$ 120 bilhões, que distorce a série histórica.

Em número de transações, no entanto, 2007 continua com o recorde. Naquele ano, 76 empresas ofertaram seus papéis, enquanto em 2019 foram 42 empresas.

Novo recorde em 2020?

Com o mercado acionário aquecido, Gilson Finkelsztain, presidente da B3, afirmou em entrevistas que a Bolsa espera um novo recorde em termos de volume de oferta de ações em 2020.

Quatro companhias já protocolaram seus pedidos para a abertura de capital junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM): a empresa de tecnologia Locaweb, a Companhia de Água e Esgoto do Ceará e as construtoras Mitre e a Moura Dubeux.

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Ação da brasileira Afya dispara cerca de 10% na Nasdaq após resultado do 3º trimestre

SÃO PAULO – A Afya – maior grupo de educação médica do Brasil – vê suas ações dispararem na Nasdaq, chegando a ter alta de até 18%, após a divulgação dos números do terceiro trimestre de 2019. Às 12h13 (horário de Brasília), os ativos subiam 10,13%, a US$ 30,33.

A companhia divulgou ganhos de R$ 72 milhões no período, alta de 155% na base de comparação anual. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) foi de R$ 80,93 milhões, enquanto a receita totalizou R$ 206,71 milhões, 123,7% acima do mesmo período de 2018.

De acordo com o Morgan Stanley, a Afya apresentou fortes resultados neste trimestre e o guidance reafirmado para as receitas e Ebitda parece factível, considerando que o quarto trimestre é sazonalmente mais forte que o terceiro trimestre.

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“A história se desenrola como esperado com: (i) forte crescimento e visibilidade, (ii) expansão da margem Ebitda e (iii) geração de caixa”, afirmam os analistas do Morgan.

Já para o Itaú BBA, a receita foi em linha com as estimativas e do consenso. Já o valor do Ebitda não apresentou desvio significativo do consenso, mas ficou um pouco abaixo das estimativas dos analistas do banco uma vez que, segundo eles, foi subestimada a fraca sazonalidade do período.

Segundo os analistas do Itaú BBA, as comparações anuais não são aplicáveis, pois a empresa realizou várias aquisições no período.

“Observamos que o terceiro trimestre é fraco sazonalmente, uma vez que o reconhecimento de receita dos cursos preparatórios está concentrado no primeiro e quarto trimestres”, afirma a equipe de análise.

A Afya ainda reafirmou o seu guidance para o segundo semestre de 2019 e para o ano. A empresa espera que a receita líquida da segunda metade do ano alcance entre R$ 415 e 430 milhões, enquanto o Ebitda/receita líquida é estimado entre 38% e 40%.

Para o ano como um todo, a receita líquida pró-forma deverá ficar entre R$ 817 e R$ 832 milhões e o Ebitda ajustado pró-Forma e R$ 308 e R$ 322 milhões.

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A ação da Afya estreou na Nasdaq em julho de 2019 e, desde então, já disparou cerca de 60%. A companhia fez o IPO em busca de recursos para comprar escolas, entrar em novos mercados e desenvolver produtos, segundo o prospecto da oferta. Além de programas tradicionais de graduação, a Afya oferece educação médica continuada por meio de canais digitais e físicos.

O grupo conta com 25 mil alunos, sendo 5,7 mil deles matriculados em cursos de medicina. O projeto foi idealizado por Paulo Guedes, atualmente ministro da Economia, na época em que era do Bozano.

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