Com mais de 80% do mercado de agentes autônomos, XP inova em modelos de parceria e abre números do setor

SÃO PAULO – A XP Inc. destacou em comunicado ao mercado enviado à Securities and Exchange Commission (SEC, a CVM americana) nesta quarta-feira (2) a evolução do mercado de agentes autônomos e as iniciativas que vêm tomando para continuar expandindo sua rede de AAIs.

De acordo com a companhia, o forte crescimento da indústria de investimentos fora dos bancos é propício para o desenvolvimento de outras formas de empreendedorismo que vão além do modelo de AAI.

Uma das alternativas é a criação de Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM) com participação minoritária da XP. Assim, a companhia passou a ser prestadora de serviço na oferta de produtos e também sócia estratégica na construção do negócio.

“Uma das grandes vantagens desse modelo de sociedade entre AAI e XP é a continuidade do negócio sem qualquer fricção na experiência do cliente”, destaca a empresa no comunicado.

“Os diferentes modelos de empreendedorismo certamente coexistirão uma vez que eles contemplam, na sua essência, a visão de longo prazo do empreendedor com a customização da prestação de serviço para o cliente final. Essa diversidade de estruturas de atendimento é o grande diferencial com relação ao tradicional modelo das agências bancárias”, apontou a companhia.

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A XP também afirmou, no comunicado, ser um processo normal a ocorrência de saídas de escritórios da plataforma, considerando a rede de cerca de 9 mil assessores vinculados à XP, além de atribuir o movimento à dificuldade encontrada pelos concorrentes em construir organicamente sua estrutura de distribuição.

A companhia mostrou os dados de retenção de custódia diante do descredenciamento de alguns escritórios de agentes autônomos da XP. O valor de ativos sob custódia (AUC, na sigla em inglês) retido ficou em 80%, conforme destacado no gráfico abaixo:

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A rede de agentes autônomos parceiros da XP teve alta de 6,02% no primeiro trimestre de 2021 na comparação com o quarto trimestre de 2020, totalizando 8,8 mil profissionais, ou cerca de 80% do mercado total, informa o comunicado.

No quarto trimestre de 2017, o número era de 2,7 mil profissionais associados à XP, o que constituiu um crescimento médio anual composto (CAGR) de 45% no período, conforme destacado pelo gráfico abaixo:

“O cenário atual de redução de custos dos bancos incumbentes, com redução do número de agências, e a busca por melhores opções de investimento por parte dos brasileiros, é favorável para o crescimento acelerado da profissão de AAI [agentes autônomos de investimentos] nos próximos anos. Neste contexto, a XP tem sido o destino principal de novos profissionais e seguirá investindo para cada vez mais se consolidar como a melhor plataforma para empreendedores”, afirma a XP no comunicado.

A companhia destaca que, enquanto há uma redução no número de agências bancárias no Brasil, que passou de 21,8 mil no quarto trimestre de 2017 para 18,9 mil no primeiro trimestre de 2021, uma queda de 13,3% no período, houve um forte aumento do número de agentes autônomos, de 3,5 mil para 11,1 mil no total da indústria, ou uma alta de 217%.

No ano de 2020, dos 2,3 mil profissionais que ingressaram no mercado, 1,8 mil deles (ou 78,2%) são associados à XP. Confira no gráfico abaixo:

“Reforçamos nosso comprometimento de longo prazo com todos os empreendedores do Brasil, especialmente com os AAI, que junto conosco vêm desafiando o status quo da indústria financeira e incomodando as instituições que preferem a manutenção da alta concentração e dos preços exagerados”, afirmou a XP.

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Transparência na remuneração do assessor é necessária – e bancos deveriam acompanhar, diz associação

Mão segura um celular e consulta um gráfico em frente a um painel de movimentação de ações em Bolsa - mercado fracionário (scyther5/Getty Images)

SÃO PAULO – Lider no mercado de agentes autônomos do Brasil, a XP Investimentos está se movimentando para deixar o modelo de remuneração desses profissionais mais transparente.

A partir deste mês, escritórios vinculados à XP devem apresentar aos clientes a remuneração obtida em cada fundo de investimento e de previdência, com a abertura do percentual das taxas de administração (conhecido como rebate) repassado na distribuição dos produtos.

Esses profissionais são comissionados. Assim, pode haver dúvidas sobre se eles estão oferecendo o melhor produto para o cliente ou o que rende a maior remuneração, diz Eduardo Siqueira, vice-presidente da Associação Brasileira de Agentes Autônomos Independentes (ABAAI) e sócio do escritório de agentes autônomos Acqua Investimentos, ligado à XP.

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“A posição da associação é de transparência total. Quanto maior, melhor para o mercado e para os investidores. E todos os players deveriam abrir os seus conflitos de interesse”, defende.

O projeto é piloto, diz Siqueira. Segundo ele, a intenção é que em breve todas as taxas envolvidas no processo sejam expostas, como as de negociação de ações e investimento em fundos imobiliários e produtos de renda fixa.

Siqueira acrescentou que a XP está se antecipando a uma resolução do mercado, que tem discutido a modernização da norma que dispõe sobre os agentes autônomos de investimento e o aprimoramento da atividade em consulta pública da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

À medida que a transparência evolua no segmento, o vice-presidente da associação de agentes autônomos cobra a ampliação das informações sobre a remuneração no setor como um todo, inclusive nos bancos tradicionais. “Não preciso saber qual é o salário de um gerente. Mas gostaria de saber qual é a sua meta e seus incentivos financeiros”, diz.

Em manifestação feita em agosto na consulta, a XP afirmou: “O potencial conflito de interesse que existe na atividade de distribuição de investimentos pode ser mitigado pela transparência do processo de vendas. Esse é um movimento que fortalece a imagem do Agente Autonomo de Investimento, e traz para a mesa um debate amplamente discutido no mundo todo, além de reforçar o alinhamento do processo de distribuição, que já é feito com base no perfil de risco do cliente (suitability) e a recomendação de produtos da corretora”.

No universo dos fundos de investimento, a remuneração do AAI muda dependendo do fundo e da corretora. Já na renda variável, a comissão repassada por uma corretora aos seus escritórios de agentes autônomos oscila de acordo com a corretagem paga pelo cliente em suas operações.

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De acordo com o vice-presidente da ABAAI, há hoje cerca de 7 mil agentes autônomos ativos no Brasil e a comissão sobre os produtos ofertados responde integralmente pela remuneração dos profissionais.

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Customer Experience: como a Monte Bravo fideliza seus clientes

Monte Bravo Os sócios-fundadores Pier Mattei e Filipe Portella com o prêmio de Melhor Atendimento do país

Mais uma vez a Monte Bravo desponta em relação aos escritórios de investimentos do País.

Buscando se tornar uma referência na qualidade e encantamento de clientes, a empresa criou um projeto de customer experience para oferecer a melhor experiência para seus investidores.

Em meio a turbulência causada no mercado financeiro pelo impacto do coronavírus, toda a equipe de customer experience, assessores, mesa de ações e outras áreas de empresa se uniram em uma força-tarefa com o objetivo de acalmar os clientes.

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O resultado não poderia ser melhor, já que a palavra de especialistas foi fundamental para quem estava perdido com informações desencontradas após tantos ‘circuit breakers’.

Conselho de clientes

As ações, no entanto, não se resumem a temas pontuais.

Umas das principais atividades promovidas pelo time de customer experience é o conselho de clientes.

“Convidamos cinco clientes de perfis distintos para eles nos contarem o que acreditam que pode ser melhorado em todo o nosso processo”, explica Kinley Vasconcellos, responsável pelo CX da Monte Bravo.

A ideia é que esses encontros sejam feitos bimestralmente e que os colaboradores recebam feedback dos pontos apresentados.

Pioneirismo

O projeto, idealizado pelos dois sócios-fundadores —  Pier Mattei e Filipe Portella — segue alguns exemplos do que já é feito em empresas de private banking no exterior, mas é pioneiro entre os escritórios de investimentos do País.

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A decisão de trabalhar com a experiência do cliente faz parte de toda estratégia de transformação digital que a Monte Bravo está passando.

“CX é um ponto que se integra à transformação digital da empresa. Estamos automatizando e, com isso, tornando mais ágil toda a jornada do nosso cliente”, comenta Vasconcellos.

É por isso que a opinião do investidor que é assessorado pela Monte Bravo é importante.

“Usamos esses insumos para melhorar nossos treinamentos, a experiência interna dos nossos colaboradores e nossos produtos”, complementa.

Dessa maneira, a Monte Bravo, que ganhou quatro vezes como o melhor atendimento de toda rede filiada à XP, busca novamente levar o prêmio para a casa.

Kinley Vasconcellos, responsável pelo CX da Monte Bravo.

Monte Bravo

A Monte Bravo, filiada à XP Investimentos, completa 10 anos em 2020.

Com grupo dedicado, possui R$ 7 bilhões sob custódia e mais de 7 mil clientes.

A empresa possui escritórios em São Paulo, Porto Alegre Rio de Janeiro, Goiânia, Belo Horizonte, Caxias do Sul e Santa Maria, e tem um time composto por mais de 200 profissionais.

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