Alibaba: queda de 40% do BDR virou oportunidade de compra?

(CONDADO DA FARIA LIMA) – Conhecida como “Amazon chinesa” a Alibaba é uma das empresas com números mais superlativos do e-commerce mundial. Para se ter uma ideia: apenas no “singles day” (tradução livre: dia do solteiro), comemorado dia 11 de novembro na China, o Alibaba vendeu US$ 38 bilhões em produtos em 2019, mais de 5x o que a “Amazon original” vendeu no “Prime Day”.

Em 2020, ano que muita gente foi obrigada a usar a compra online, o número é ainda mais impressionante: US$ 64bi vendidos pela Baba no Singles Day, contra US$ 10bi da Amazon no Prime Day.

Apesar disso, o Alibaba vem sofrendo na bolsa desde novembro: o BDR negociado na B3 (código: BABA34) acumula queda de 40% de novembro pra cá. O principal motivo disso: problemas entre o controlador da empresa, Jack Ma, e o governo chinês. Lá na China as coisas são um pouco diferentes daqui, então quando falamos de “problemas”, isso na prática significou a suspensão do IPO da AntGroup (empresa do Jack Ma) e até o “sumiço” do empresário por um bom tempo.

Para Jennie Li, estrategista internacional da XP, essa queda é muito exagerada, tendo em vista que os fundamentos da Alibaba não mudaram desde então. “Eu acho que é uma oportunidade de compra: ela foi penalizada exageradamente pelos investidores, não só Baba como outras ações chinesas”, disse Jennie ao Coffee & Stocks desta sexta-feira, 18 (confira a entrevista completa no vídeo acima ou em nosso canal no youtube).

Uma novidade: Jennie Li será também a apresentadora oficial da edição de terça-feira do “Coffee & Stocks”, dia em que falamos de ações globais. A estreia dela como apresentadora será já nesta terça (22/6), quando ela receberá o gestor de ações globais do Opportunity, Vinicius Ferreira.

O Coffee & Stocks é transmitido ao vivo de segunda a sexta, das 8:00 às 8:30 da manhã, no Youtube do Stock Pickers. Em cada dia da semana, um tema diferente:
Segunda = Análise Técnica
Terça = Ações Globais
Quarta = Papo Com Gestor
Quinta = Ações brasileiras
Sexta = Tema Livre

Governo da China obriga Ant Group, de Jack Ma, a se tornar uma holding financeira

Ant Group (Foto: Reuters)

SÃO PAULO – O governo chinês determinou nesta segunda-feira (12) uma grande reestruturação da Ant Group, comandada por Jack Ma (dono da Alibaba), que passará a ser uma holding financeira.

A notícia ocorre após o grupo ter sua Oferta Pública Inicial de ações (IPO) de US$ 37 bilhões suspensa por conta de pressões do governo da China, que por sua vez, nos últimos dias, multou em US$ 2,75 bilhões a gigante de comércio eletrônico Alibaba, da qual a Ant é filiada.

Segundo os termos do acordo, informado pelo Banco Central chinês, a Ant se reestruturará como uma holding financeira, um movimento que, junto com outras restrições impostas, deve conter sua lucratividade e o valuation.

“A Ant Group atribui grande importância à seriedade da retificação”, disse a empresa em um comunicado, acrescentando que planeja abrir um negócio de relatórios de crédito pessoal e incorporar seus dois principais negócios de crédito em sua empresa de financiamento ao consumidor.

A reforma sujeita a Ant a uma supervisão regulatória e exigências de capital mais rígidas e exige que ela corte os vínculos entre seu aplicativo de pagamentos altamente popular Alipay e seus outros negócios – que foram vistos como uma grande vantagem devido à grande base de dados de clientes.

Segundo a autoridade monetária do país, essa reestruturação fará com que o grupo corte a ligação “imprópria” entre o serviço de pagamentos AliPay, a empresa de cartão de crédito virtual Jiebei e a unidade de crédito ao consumidor Huabei.

Além disso, o BC pediu que a Ant rompesse seu “monopólio da informação e cumprisse estritamente as exigências da regulamentação de negócios de informações de crédito”. Também foi determinado que o grupo controle a alavancagem e riscos de produto, controle o risco de liquidez de seus principais produtos de fundos e “reduza ativamente” o tamanho do enorme fundo Yu’eBao.

A Ant, que começou como um braço de pagamentos do Alibaba, se aproveita de uma enorme base de dados de consumidores. Essa é a espinha dorsal das plataformas de internet da China, com empresas que oferecem produtos financeiros, desde empréstimos ao consumidor até produtos de investimento por meio de smartphones.

A Alipay tem mais de 730 milhões de usuários mensais na China e lida com mais transações por ano do que Mastercard ou Visa.

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China aplica multa de US$ 2,8 bilhões ao Alibaba

(Getty Images)

O regulador antitruste da China impôs uma multa equivalente a US$ 2,8 bilhões contra o Alibaba Group Holding por abuso de posição dominante sobre rivais e comerciantes em suas plataformas de comércio eletrônico. A penalidade recorde no país, de 18,2 bilhões de yuans, equivale a 4% das vendas domésticas anuais da companhia, e surge em meio a uma onda de escrutínio sobre o império empresarial do fundador da empresa, Jack Ma.

A Administração Estatal da China para Regulação do Mercado informou neste sábado (10) que o Alibaba puniu certos comerciantes que vendiam produtos tanto em sua plataforma quanto em plataformas rivais, uma prática que apelidou de “er xuan yi” – ou “escolha um entre dois”.

De acordo com o regulador, as práticas comerciais do Alibaba limitaram a concorrência, afetaram a inovação, infringiram os direitos dos comerciantes e prejudicaram os interesses dos consumidores.

Como parte da penalidade, os reguladores exigirão que o Alibaba realize uma reformulação abrangente de suas operações e apresente um “relatório de autoexame de conformidade” dentro dos próximos três anos.

“O Alibaba aceita a penalidade com sinceridade e garantirá sua conformidade com a determinação”, declarou a empresa. “Para cumprir sua responsabilidade para com a sociedade, o Alibaba operará de acordo com a lei com o máximo de diligência, continuará a fortalecer seus sistemas de conformidade e desenvolverá o crescimento por meio da inovação.”

A multa aplicada ao Alibaba, que registrou receita de US$ 72 bilhões em seu ano fiscal mais recente, encerrado em março de 2020, superou em muito as penalidades regulatórias chinesas anteriores em termos absolutos. Em 2015, a Qualcomm Inc. pagou uma penalidade de US$ 975 milhões, equivalente a 8% das vendas domésticas, após uma investigação de um ano sobre supostas violações da lei antimonopólio da China. Pelas regras chinesas, as multas antitruste são limitadas a 10% das vendas anuais de uma empresa.

“É muito dinheiro, mas não vai atrapalhar seu desenvolvimento”, disse o ex-professor da Escola de Administração Guanghua da Universidade de Pequim, Jeffrey Towson. “Parece um nível apropriado para ação corretiva.”

“A punição do regulador ao Grupo Alibaba é um movimento para padronizar o desenvolvimento da empresa e colocá-la no caminho certo, para purificar a indústria e proteger vigorosamente a concorrência justa no mercado”, disse o jornal do Partido Comunista, o Diário do Povo, em um comentário sobre a declaração do regulador, acrescentando que a multa é “também uma espécie de amor”.

A penalidade não pretende negar a importância da plataforma para o desenvolvimento da China e não significa uma mudança no apoio do Estado ao seu crescimento, disse o jornal.

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A punição foi anunciada menos de quatro meses depois que o principal regulador da China lançou uma investigação antitruste sobre o Alibaba, com foco nas alegações de fornecedores de que o Alibaba os pressionou a vender exclusivamente em sua plataforma de e-commerce.

O Alibaba ficou sob escrutínio regulatório depois que Ma irritou autoridades governamentais, incluindo o presidente Xi Jinping, com suas críticas de que as restrições regulatórias estavam impedindo a inovação. Os comentários de Ma também atrapalharam a muito esperada oferta pública inicial do Ant Group.

Desde que a investigação foi anunciada, o Alibaba tem feito gestos conciliatórios, como o estabelecimento de uma força-tarefa para revisar seus negócios internamente e dizendo que arcará com mais responsabilidade social.

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China estuda joint venture para acessar dados de gigantes de tecnologia

Bandeiras da China ao vento (Shutterstock)

(Bloomberg) – O governo da China planeja criar uma joint venture com gigantes de tecnologia do país que supervisionaria os lucrativos dados coletados de centenas de milhões de consumidores, de acordo com pessoas a par do assunto.

O plano preliminar, coordenado pelo Banco Popular da China, marcaria uma escalada significativa nas tentativas dos reguladores de aumentar o controle sobre o setor de Internet do país. O projeto prevê a criação de uma entidade apoiada pelo governo juntamente com algumas das maiores plataformas de comércio eletrônico e pagamentos da China, disseram as pessoas, que não quiseram ser identificadas.

As empresas online seriam os acionistas iniciais da joint venture, embora executivos no comando precisem ser aprovados pelo regulador, disseram as fontes. O banco central não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

A proposta está entre uma série de opções sendo consideradas para cristalizar a meta do governo de Pequim de obter maior controle sobre os dados coletados por gigantes online como Alibaba e Tencent ou startups como ByteDance e Meituan. Neste mês, empresas foram incentivadas a fornecer dados em áreas como e-commerce a redes sociais para promover o desenvolvimento saudável das economias online e de compartilhamento em relatório que delineou as prioridades do Partido Comunista.

Mudanças das regras

Um dos principais obstáculos para tal joint venture seriam as regras existentes sobre privacidade de dados, que dão aos indivíduos o direito de decidir como suas informações são usadas, disse uma das pessoas. Colocar dados dos consumidores sob a supervisão de uma empresa ou do governo exigiria mudanças na lei, disse a fonte.

Ainda não está claro qual seria o escopo geral da nova entidade, que tipos de dados a empresa gerenciaria e de quais fontes. Uma parte da proposta prevê a formação de alianças estratégicas com instituições estatais para facilitar o compartilhamento de dados, disse uma das pessoas, sem fornecer mais detalhes.

O Partido Comunista recentemente sinalizou a intenção de aumentar o controle dos setores de Internet, comércio eletrônico e finanças digitais após décadas de uma abordagem relativamente independente que criou uma geração de bilionários.

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Bilionário Jack Ma faz a sua primeira aparição pública em quase três meses; ações do Alibaba saltam 8,5% em Hong Kong

O bilionário Jack Ma, fundador do Alibaba, fez nesta quarta-feira (20) a sua primeira aparição pública em quase três meses, ao falar por meio de um link de vídeo em evento filantrópico, informou a imprensa da China. Porta-vozes da Jack Ma Foundation e do Ant Group, o gigante de tecnologia financeira comandado por Ma, confirmaram a notícia.

“Jack Ma participou na cerimônia online do evento anual Iniciativa Professor Rural, em 20 de janeiro”, disse a fundação do bilionário em comunicado ao Wall Street Journal.

O ressurgimento de Ma pode reduzir os rumores sobre seu destino, enquanto Pequim continua as investigações sobre a reorganização do Ant Group e do Alibaba, na mira dos órgãos antitruste.

Com a reaparição, a ação do Alibaba subiu fortemente na Bolsa de Valores de Hong Kong, fechando com ganhos de 8,52% e impulsionando o índice Hang Seng, que teve alta de 1,08%.

O fato de que ele veio a público foi interpretado como sinal de que há riscos menores para a companhia, alvo de investigações recentes de Pequim no setor de tecnologia. Reguladores chineses se voltaram contra o Alibaba após Jack Ma ter feito um discurso crítico ao governo chinês no fim de outubro.

Na ocasião, Ma fez um discurso controverso em um fórum financeiro em Xangai, criticando reguladores por supostamente atrapalharem a inovação financeira e tecnológica. As declarações geraram irritação na liderança chinesa e levaram o presidente Xi Jinping a decidir pessoalmente cancelar a oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de ações do Ant Group, que estava prestes a ser realizada em Hong Kong e Xangai.

(Com Dow Jones)

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Jack Ma perde US$ 11 bilhões em 2 meses com maior controle da China

(Bloomberg) — A fortuna de Jack Ma encolheu quase US$ 11 bilhões desde o final de outubro em meio ao maior controle do governo da China sobre o império do bilionário e gigantes de tecnologia do país.

O patrimônio líquido do ex-professor de inglês de 56 anos – frequentemente associado à ascensão meteórica do setor de Internet na China – havia atingido um pico de US$ 61,7 bilhões neste ano, e Ma estava prestes a recuperar o posto de pessoa mais rica da Ásia. Agora, com fortuna de US$ 50,9 bilhões, Ma caiu para o 25º lugar no Índice de Bilionários da Bloomberg, uma lista com as 500 pessoas mais ricas do mundo.

Embora o cofundador do Alibaba tenha sido alvo da ofensiva, não é o único a sentir o aperto.

O maior escrutínio do governo leva investidores a repensarem suas posições depois que a forte demanda por serviços online como resultado das restrições do coronavírus fez com que essas ações disparassem no início deste ano. Nas últimas semanas, gigantes de tecnologia da China perderam centenas de bilhões de dólares em valor de mercado. As ações da Tencent, de Pony Ma, caíram 15% desde o início de novembro, e os papéis da gigante de entrega de comida Meituan, controlada por Wang Xing, perderam quase 20% em relação à máxima no mês passado. Os recibos de depósito americanos do Alibaba acumulam queda de mais de 25% desde o final de outubro.

“Há uma onda de sinais semelhantes mostrando que gigantes da tecnologia da China permanecem no radar das autoridades”, disse Bruce Pang, responsável por pesquisa macro e estratégia da China Renaissance Securities Hong Kong. “A diretriz preliminar antimonopólio e a revisão antitruste são apenas dois desses sinais.”

Os problemas de Ma começaram quando o executivo se preparava para abrir capital da empresa de pagamentos Ant. Mas reguladores chineses suspenderam o que teria sido a maior oferta pública inicial do mundo apenas dois dias antes da estreia programada em novembro.

A suspensão do IPO de US$ 35 bilhões da Ant foi um dos primeiros sinais da maior vigilância da China em um setor que ganhou influência na vida diária de centenas de milhões. Depois disso, as autoridades do país impuseram mais restrições ao setor de crédito ao consumidor, propuseram novas regras para conter o domínio de gigantes da Internet e multaram o Alibaba e uma unidade da Tencent sobre aquisições realizadas anos atrás. A maior supervisão do governo de fusões e aquisições pode trazer mais incerteza ao crescimento das gigantes de Internet.

“Se acordos semelhantes acontecerem nos EUA ou na Europa – por exemplo, se o Facebook se unir ao Google amanhã -, suas autoridades também serão cautelosas”, disse Liu Cheng, sócio do escritório de advocacia King & Wood Mallesons, em Pequim. “As gigantes de tecnologia precisam prestar mais atenção à conformidade de suas operações diárias.”

Apesar da queda recente, os magnatas da Internet na China conseguiram aumentar as fortunas devido à valorização das ações de suas empresas no início do ano. Os 21 bilionários de tecnologia rastreados pelo índice Bloomberg no país ganharam US$ 187 bilhões em 2020. Até o patrimônio líquido de Ma aumentou US$ 4,3 bilhões.

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Volume negociado de BDRs salta 80% após liberação para pessoa física; Mercado Livre é o mais líquido

SÃO PAULO – Um mês após entrar em vigor a nova regra que permite que qualquer investidor possa comprar Brazilian Depositary Receipts (BDRs) na bolsa brasileira, o valor diário negociados por esses ativos saltou quase 80%, chegando a R$ 212 milhões de média.

Segundo um levantamento feito pela equipe da XP Investimentos, considerando apenas os 40 principais BDRs disponíveis, o aumento no volume chegou a 111%, com este grupo passando a representar 87% da liquidez total.

Enquanto isso, um quarto de todo o volume negociado por BDRs nos últimos 30 dias veio apenas de cinco empresas: Facebook (FBOK34), Apple (AAPL34), Amazon (AMZO34), Microsoft (MSFT34) e Google (GOGL34), grupo conhecido por FAAMG. Estes ativos movimentaram o dobro do que costumavam antes da nova regra, chegando agora a R$ 58 milhões por dia.

Apesar disso, a empresa que mais tem BDRs negociados atualmente é a Mercado Livre, com volume de R$ 22 milhões por dia, de acordo com o levantamento da XP.

Entre outros ativos que chamaram atenção neste primeiro mês de nova regra está o da Tesla, que quase triplicou sua liquidez, para R$ 19 milhões diários de média, favorecida ainda pelo anúncio de sua inclusão no índice S&P 500 a partir de dezembro.

O desempenho desses ativos também chama atenção. Os quatro BDRs com maior liquidez atualmente acumulam ganhos de mais de 100% em 2020, com destaque para a Tesla, que saltou 703%.

Veja os BDRs mais líquidos atualmente e seus desempenhos no ano:

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A XP ainda levantou dados considerando a sua carteira Top 10 de BDRs (clique aqui para saber mais). Na lista, o destaque ficou para a Alibaba, cuja liquidez saltou 361%, o que segundo o estrategista internacional Guilherme Giserman e o analista Vinicius Araújo, mostra o grande interesse do mercado pela gigante chinesa.

Outro destaque foram os BDRs da Disney, que ultrapassaram os R$ 5 milhões negociados por dia, impulsionado pelo resultado positivo do serviço de streaming Disney+, que completou 1 ano recentemente com 74 milhões de assinantes, acima das expectativas mais otimistas.

Considerando a Top 10 da XP, a liquidez subiu 124% neste primeiro mês de liberação dos BDRs, alcançando R$ 68 milhões por dia, enquanto, antes da abertura, o volume era de apenas R$ 30 milhões.

Da carteira, as mais negociadas foram a Amazon, Alibaba e Google, sendo que todos os nomes tiveram aumento de liquidez superior a 40% no período.

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Maior do mundo, IPO da Ant é suspenso em Xangai e Hong Kong; ações da Alibaba caem forte

Ant Group (Foto: Reuters)

SÃO PAULO – Com estreia de suas ações esperada para o próximo dia 5, a Ant Group teve a oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) suspensa em Xangai e em Hong Kong. Com isso, as ações da Alibaba, controladora da Ant Group, chegaram a cair mais de 9% na Nasdaq. Às 12h26 (horário de Brasília), a queda era de 7,18%, a US$ 288,72.

Num primeiro momento, foi a bolsa de Xangai que anunciou a suspensão do “maior IPO do mundo”, que poderia chegar a US$ 37 bilhões, sendo seguida pela de Hong Kong.

Segundo a Ant, a oferta foi suspensa por Xangai depois que o controlador da empresa, Jack Ma, e outros executivos foram convocados para uma reunião com reguladores na segunda (2), ao mesmo tempo em que a mídia estatal emitiu recentemente alertas sobre a potencial instabilidade financeira que pode resultar do rápido crescimento do Ant Group.

Os reguladores afirmaram que a companhia pode não atender aos requisitos de listagem e de transparência, também citando mudanças recentes no ambiente regulatório da área de fintechs.

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A reunião ocorreu no momento em que autoridades chinesas publicavam um projeto para novas regras sobre empréstimos online.

No final do mês passado, Ma havia considerado a regulação desatualizada e inadequada para empresas que tentavam usar a tecnologia para impulsionar a inovação financeira, enquanto Pequim ficou desconfortável com os bancos que usam intensamente plataformas de tecnologia de terceiros como a Ant para conceder empréstimos ao consumidor, com receio de inadimplência alta e deterioração da qualidade dos ativos.

Em comunicado, a bolsa de Xangai disse que a empresa reportou “questões significativas”, como as mudanças no ambiente regulatório da tecnologia financeira. Esses problemas, segundo a bolsa, podem fazer com que empresa “não atenda às condições de listagem ou aos requisitos de divulgação de informações”.

O Ant Group é a unidade de pagamentos digitais do Alibaba, do bilionário Jack Ma. Ela possui mais de 1 bilhão de usuários ativos em sua plataforma Alipay, o grupo se tornou o maior conglomerado empresarial de finanças e comércio digital chinês.

O tão aguardado IPO da empresa deveria superar a oferta inicial da Saudi Aramco, de US$ 29 bilhões, no ano passado. A fintech precificou suas ações em Xangai a 68,8 yuans (US$ 10,27) cada e os papéis de Hong Kong a 80 dólares de Hong Kong (US$ 10,32) cada na última semana, podendo fazer com que o seu valor de mercado chegasse a US$ 320 bilhões (veja mais clicando aqui).

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(com agências)

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Por que este pode ser o início da década dos mercados emergentes

ações bolsa mercado stocks índices gráficos (Shutterstock)

NOVA YORK – A década que se encerra em 31 de dezembro marca um dos períodos mais formidáveis da história da economia americana.

A performance das bolsas dos Estados Unidos superou todos os outros mercados ao redor do mundo, e os indicadores econômicos continuam causando surpresa mais de dez anos depois do estouro da bolha imobiliária.

Os números mais recentes de desemprego (3,5%) igualaram o índice mais baixo registrado nos últimos 50 anos, e em novembro os salários subiram 3,1% na comparação com mesmo mês do ano anterior.

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Nem sequer as turbulências do impeachment do presidente Donald Trump e a guerra comercial com a China parecem suficientes para abalar a confiança dos investidores.

Mas períodos de bonança nunca duram para sempre, e parece consenso entre os economistas que esse ciclo esteja muito próximo do seu fim. Eis a pergunta na cabeça de muitos investidores mundo afora: será que a próxima década será dos emergentes?

Segundo um relatório recente da empresa de pesquisas Research Affiliates, a resposta é um enfático “sim”. A companhia estima que o índice MSCI EAFE, que mede a performance das bolsas dos países ricos, ofereça retorno anualizado de 5,3% nos próximos dez anos.

Já as bolsas dos países emergentes, segundo a Research Affiliates, terão um ganho de 7,3%.

Uma comparação: nos anos 2010 (período que vai de janeiro de 2010 a dezembro de 2019), o índice S&P 500 quase triplicou, enquanto o fundo MSCI Emerging Markets registrou ganho de 7% em dez anos.

Os analistas da gestora britânica Schroders pensam da mesma maneira: para eles, os investimentos em ações nos mercados emergentes serão a melhor aposta até 2029.

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A companhia estima retornos anuais médios de 9% para as economias em ascensão, contra 6% nos Estados Unidos, 4,1% na zona do euro e 3% no Reino Unido.

A mensagem é clara: ninguém espera que performances espetaculares como a do índice S&P 500 neste ano – uma valorização de mais de 20% até aqui — se repitam tão cedo. Historicamente, o S&P 500 sobe pouco mais de 11% nos anos seguintes aos de ganhos acima dos 20%.

Somem-se a isso as incertezas que em relação à eleição presidencial americana do ano que vem, a margem estreita de manobra do Federal Reserve (o banco central dos Estados Unidos) e a expectativa de um enfraquecimento do dólar e está completo o cenário para que as economias emergentes fiquem mais interessantes do ponto de vista dos investidores – também em razão de seus próprios méritos.

Big techs fora dos EUA

Há dez anos, Ruchir Sharma, estrategista global chefe do Morgan Stanley, recomendava cautela com o auê feito em torno dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China). Sua perspectiva mudou.

“Estamos perto de um ponto de inflexão. A diferença entre a performance dos Estados Unidos e do resto do mundo será menor na próxima década”, disse ele numa entrevista recente.

Sharma aponta que as gigantes da tecnologia, sem dúvida as estrelas das bolsas americanas, devem perder atratividade, pois estão maturando e são alvo de pressão cada vez maior das autoridades reguladoras.

As multinacionais podem sofrer com a ascensão do discurso antiglobalização, cristalizado na vitória avassaladora do pró-Brexit Boris Johnson na eleição parlamentar britânica.

A lógica segundo a qual o boom das commodities fosse se traduzir em crescimento da classe média entre os emergentes – e consequentemente impulsionasse as economias em desenvolvimento — não se realizou completamente na década que está terminando.

Mas foram plantadas algumas sementes importantes, entre elas a sofisticação tecnológica. As ações da gigante do comércio eletrônico Alibaba dobraram nos últimos cinco anos, e as da Tencent Holdings, dona da rede social WeChat, triplicaram.

O Mercado Livre teve um dos melhores desempenhos dos papeis tecnológicos da América Latina, e as varejistas brasileiras estão provando para a Amazon que a competição local é muito aguerrida.

A Índia, um país de sistema bancário comparativamente rudimentar, está mostrando ao mundo as possibilidades dos pagamentos digitais. Graças aos smartphones, consumidores e lojistas indianos estão pulando a fase dos cartões de plástico.

Brasil entre os destaques

Numa pesquisa com 57 gestores de recursos americanos, a Bloomberg detectou otimismo em relação aos mercados emergentes. No que diz respeito às oportunidades fora dos Estados Unidos, 60% afirmaram esperar crescimento significativo na economia brasileira no próximo ano.

O otimismo é ainda maior em relação à Turquia (64% dos entrevistados esperam aumento do PIB). Quanto à China, as perspectivas são menos animadoras: somente 13% esperam bons resultados em 2020.

A cautela em relação à China é compreensível. A guerra comercial com os Estados Unidos ainda está longe de ser resolvida, e as tensões em Hong Kong seguem dominando o noticiário. O PIB chinês cresceu 6% no terceiro trimestre, na faixa inferior da meta definida pelo governo, um dos ritmos mais lentos das últimas três décadas.

As autoridades chinesas foram forçadas a tomar medidas de estímulo ao consumo. “No ano que vem, o desenvolvimento econômico da China provavelmente vai enfrentar mais pressão para baixo e um ambiente internacional mais complicado”, disse Li Keqiang, primeiro-ministro e responsável pela economia chinesa.

A Índia, o outro gigante emergente, até o ano passado detinha a economia que mais crescia no mundo. Não mais. Este ano, a expectativa é que o PIB cresça 5%, um número considerado baixo demais em um país que conta seus pobres na casa das centenas de milhões.

O recém-reeleito presidente Narendra Modi parece ter desviado o foco das reformas econômicas para a política – o que vem gerando enormes tensões entre a maioria hindu e os 200 milhões de muçulmanos do país.

Os contratempos dos dois gigantes emergentes – que são estruturais e levarão tempo para ser solucionados – podem representar uma boa notícia para o Brasil.

“Há pouco espaço para surpresas no Brasil. Há muita capacidade ociosa [na indústria], a moeda está desvalorizada e não há grandes desequilíbrios nas contas externas”, escreve Martin Castellano, responsável pelas pesquisas de América Latina do Institute of International Finance, uma organização que reúne bancos e instituições financeiras de todo o mundo.

Tensões políticas podem atrapalhar

É claro que, como aconteceu na década que está terminando, a promessa dos mercados emergentes pode não se concretizar. Com exceção da Rússia, comandada com mão de ferro por Vladimir Putin, os outros três Brics vivem tensões políticas internas que podem se alastrar para a economia.

“Embora o PIB tenha crescido na maioria dos mercados emergentes, a riqueza segue concentrada nas mãos de poucos, e a desigualdade pode causar tensões”, escreveu num relatório recente Scott Helfstein, estrategista do Morgan Stanley.

Helfstein também aponta que as críticas ao capitalismo estão se intensificando mundo afora, de mãos dadas com a ideia de que as empresas pensam demais em seus acionistas e de menos em todos os outros stakeholders.

Por fim, apesar dos sinais de que o banco central americano não vá aumentar as taxas de juros tão cedo, em caso de incerteza os investidores sempre podem se abrigar nos títulos do Tesouro americano – um eterno concorrente dos países em desenvolvimento.

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IPO da XP é o 9º maior do mundo em 2019; veja o ranking

Guilherme Benchimol, durante IPO XP Inc Guilherme Benchimol, durante IPO XP Inc (Foto: Matheus Detoni/Divulgação)

SÃO PAULO – A oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da XP Inc foi a nona maior entre as principais bolsas ao redor do mundo em 2019. A informação é da rede de notícias CNBC, segundo dados compilados pelo FactSet em um universo de 250 empresas.

Com o IPO realizado em 11 de dezembro, a XP captou US$ 2,25 bilhões na bolsa americana Nasdaq. Na estreia, foi avaliada em US$ 14,9 bilhões.

Desde então, as ações subiram 11,7%, o que elevou o valor de mercado da empresa para US$ 21,2 bilhões, o maior valor de uma empresa brasileira listada nos EUA.

Leia também: como investir em ações da XP na Nasdaq

A petrolífera Saudi Aramco foi a responsável pela maior oferta do ano – e também da história. A empresa companhia US$ 25,6 bilhões na bolsa de Riad, na Arábia Saudita, avaliando-a em US$ 1,7 trilhão em 5 de dezembro. Desde então, seu valor de mercado subiu para US$ 2 trilhões.

A número dois do ranking foi a gigante do e-commerce Alibaba, com uma oferta de US$ 12,9 bilhões em seu IPO em Hong Kong, em novembro. Os papéis já acumulam alta de 13,4% desde então.

O aplicativo de transportes Uber ficou em terceiro lugar com sua oferta de US$ 8,1 bilhões. Ao contrário das empresas anteriores, no entanto, a Uber acumula uma queda de 33% em seus papéis desde então.

Outro destaque da lista é a estreia da marca de cerveja Budweiser, que faz parte do conglomerado da AB InBev, na bolsa de Hong Kong. Esse IPO foi o quarto entre os maiores do ano, com uma captação de US$ 5,7 bilhões.

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