Do mercado de bairro aos pés de atletas na Olimpíada: há espaço para a dona da Havaianas continuar crescendo?

SÃO PAULO — Quem assistiu à cerimônia de abertura da Olimpíada de Tóquio 2020 deve ter visto os atletas brasileiros Bruno Rezende (vôlei) e Ketleyn Quadros (judô) entrando no estádio da maneira mais brasileira possível: de Havaianas nos pés. Essa ligação afetiva que os brasileiros têm com a marca tem garantido anos e anos de crescimento para a controladora Alpargatas (ALPA4) — mas esse desempenho é sustentável?

Roberto Funari, CEO do grupo, garante que sim: “no Brasil, a gente é líder em calçados, com uma parcela de somente 13% do mercado. E lá fora, se a gente pegar apenas o segmento de chinelos, que é um mercado de 900 milhões de pares, considerando o mercado endereçável de [chinelos] acima de US$ 10 por par, a gente tem somente 3%. Há países que a nossa participação está acima de 20%. Nossa missão é ver o que funciona nesses países e transferir para os demais mercados para essa participação de 3% subir para o duplo dígito no agregado”, disse em live do InfoMoney nesta terça-feira (10).

A live faz parte do projeto Por Dentro dos Resultados, em que o InfoMoney entrevista CEOs e diretores de importantes companhias de capital aberto, no Brasil ou no exterior. Eles falam sobre o balanço do segundo trimestre de 2021 e sobre perspectivas. Para acompanhar todas as entrevistas da série, se inscreva no canal do InfoMoney no YouTube.

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Somente no segundo trimestre de 2021, a Alpargatas vendeu mais de 58 milhões de pares e peças da marca Havaianas, sendo que metade da receita veio do Brasil e a outra metade das vendas no exterior. Segundo o executivo, a estratégia vai continuar privilegiando esse balanceamento entre vendas internas e exportação, o que garante um perfil defensivo ao negócio.

Funari destacou ainda que as vendas cresceram não somente pelas parcerias de sucesso da empresa com lojistas, que vão desde grandes varejistas até pequenos comércios regionalizados, mas também pelos investimentos em vendas online, através de site próprio e parceiros, e também pelas maciças campanhas de marketing — como o patrocínio ao COB (Comitê Olímpico do Brasil).

“São medidas que reforçam a força da marca Havaianas, que é referência também fora do Brasil”, disse. O executivo destacou uma pesquisa realizada a pedido da companhia que identificou que 58% dos brasileiros (cerca de 116 milhões de pessoas) são “havalovers”, consomem com frequência e têm alto interesse pelos produtos da marca.

Funari afirmou ainda que o principal foco da Havaianas vai continuar sendo em chinelos, mas que o desenvolvimento de novos produtos também é uma iniciativa que a companhia mantém — inclusive a marca vai lançar uma linha de sneakers, tênis casuais, além das famosas alpargatas, por exemplo. Outro forte destacado pelo CEO são os produtos licenciados e as linhas especiais, como a de diversidade e a glitter.

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Já sobre a marca Osklen, Funari destacou que a companhia conseguiu reduzir o tamanho negativo da margem Ebitda (relação percentual entre a receita líquida e o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) no segundo trimestre deste ano, e que algumas medidas foram tomadas para tentar trazer de volta o balanço do segmento para o azul.

O CEO da Alpargatas falou sobre as medidas de reciclagem de chinelos, ações ESG, experimentação da loja modelo beyond core em shopping de São Paulo, estrutura societária, entre outros assuntos. Assista à live completa acima, ou clique aqui.

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Os setores que estão no radar de investimentos da Itaúsa, que segue interessada em expandir seu portfólio

Itaúsa (Foto: Divulgação)

SÃO PAULO – O presidente-executivo da Itaúsa (ITSA4), Alfredo Setubal, holding que tem participação no Itaú Unibanco (ITUB4) e em outras companhias, destacou em teleconferência com jornalistas nesta terça-feira (10) que a empresa está atenta a possíveis investimentos no agronegócio e também em energia, mas que não tem um negócio no radar para ser fechado nos próximos meses.

Desde o final do ano passado, a holding anunciou diversas aquisições, como a compra de 8,53% da empresa de saneamento básico Aegea – que, após arrematar dois dos quatro blocos do leilão da Cedae em abril tornou-se a maior empresa de saneamento do País –  e também fatia na Nova Transportadora do Sudeste (NTS).

“Vamos continuar perseguindo bons investimentos, que gerem retorno para os acionistas”, afirmou Setúbal, reiterando que segue interesse em ampliar o portfólio da Itaúsa. Além desses investimentos, a holding também tem participação na fabricante de calçados Alpargatas (ALPA4) e na Dexco (DTEX3) – ex-Duratex, de louças e painéis de madeira -, além de XPart e Copa Energia.

Os números das companhias levaram a Itaúsa a registrar lucro líquido de R$ 3,5 bilhões no segundo trimestre deste ano, valor 487% superior ao apresentado um ano antes. O lucro líquido recorrente, por sua vez, foi de R$ 2,86 bilhões no período, alta de 99% sobre o mesmo período de 2020.

A alta do lucro foi impactada, principalmente pelo resultado de seu principal ativo, o Itaú, além de um ganho de R$ 476 milhões com a reavaliação de crédito tributário com a majoração da alíquota da CSLL.

Com relação aos possíveis investimentos no agronegócio, Setúbal apontou que até o momento não foi encontrada nenhuma oportunidade. “Mas é um setor que sem dúvida nenhuma gostaríamos de participar, faz falta no nosso portfólio”. Já no setor de energia, o segmento em que a Itaúsa está de olho é em renováveis e também em distribuição.

Além desses segmentos, Setúbal apontou que a Itaúsa avalia entrar em outros setores de concessões públicas, além de saneamento.

O CEO ainda apontou que a Itaúsa está se preparando para lidar com uma eventual crise energética. “Estamos nos preparando principalmente para evitar que as agências tenham problemas, eventualmente com uso de geradores”, apontou.

Ele destacou que alguns ativos industriais nos quais a Itaúsa tem participação já possuem autogeração de energia, mas que opções adicionais estão sendo discutidas.

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Sobre as discussões sobre a reforma do Imposto de Renda, que prevê o fim dos juros sobre o capital próprio e a taxação de dividendos, o CEO da holding avalia que ainda é cedo para falar sobre o tema, uma vez que pode estar sujeito a muitas mudanças. Contudo, ele aponta que, se por um lado, os proventos serão taxados, por outro haverá redução também do imposto de renda sobre as empresas, que pode impactar positivamente no resultado.

De acordo com Setúbal, o relator da proposta, deputado Celso Sabino (PSDB-PA), tem se mostrado aberto a ouvir as demandas e procurar soluções que não gerem aumento da carga tributária e nem complique o sistema.

Quer fazer perguntas aos CEOs das empresas que se destacam na Bolsa? Acompanhe a série Por Dentro dos Resultados no YouTube do InfoMoney

Alpargatas: com resultados do 2º tri impulsionados pela alta demanda no exterior, ações sobem cerca de 17% na Bolsa

SÃO PAULO – A fabricante de calçados Alpargatas (ALPA4), dona da marca Havaianas, registrou lucro líquido recorrente de R$ 111,4 milhões no segundo trimestre de 2021, um salto de 228,7% ante o mesmo período do ano anterior.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) recorrente subiu 163% e chegou a R$ 196,7 milhões entre abril e junho deste ano, na base de comparação anual. Já a margem Ebitda recorrente cresceu 6,3 pontos porcentuais, para 18%.

A receita líquida da companhia saltou 71,4% sobre igual intervalo de 2020, para R$ 1,1 bilhão, ao mesmo tempo em que os volumes registraram crescimento de 57%.

Também houve crescimento no resultado financeiro, que somou R$ 44,6 milhões no trimestre, ante R$ 10,9 milhões no mesmo trimestre de 2020, alta de 310%, com as despesas financeiras recuando 83,9%, para R$ 8,15 milhões.

No comentário dos resultados, a empresa destaca o avanço da marca Havaianas, com aumento de 68% na receita líquida, impulsionado pela demanda dos mercados internacionais, aceleração dos canais online e inovações do produto.

Segundo Julian Garrido, CFO da companhia, a execução das áreas de excelência de RGM (Revenue Growth Management) e orçamento base zero influenciaram positivamente na rentabilidade da empresa. A geração de caixa chegou a R$ 176 milhões no primeiro semestre, enquanto a posição financeira líquida foi de R$ 637 milhões.

A notícia foi bem interpretada pelo mercado financeiro, levando as ações ALPA4 a encerrarem o pregão com alta de 16,65%, a R$ 60,03.

Em relatório, o Bradesco BBI avalia que os resultados vieram sólidos, impulsionados principalmente por maiores volumes de vendas no mercado internacional.

Os analistas destacam que os volumes dos negócios internacionais vieram dois terços acima do registrado no segundo trimestre de 2019, fruto de novas contratações, mudanças estruturais, maiores investimentos e de uma estratégia que tem sido implementada nos últimos três anos.

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O time de análise destaca a região dos Estados Unidos, com aumento de 41% nas vendas em relação ao mesmo período de 2019, por ser uma região historicamente mais difícil dado o mercado mais competitivo.

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“Sempre acreditamos no potencial da marca Havaianas, mas também sempre relutamos em incluir volumes mais altos de longo prazo em nosso modelo antes que pudéssemos ver a evidência de um ponto de inflexão. Embora ainda haja muito a ser feito até que a administração possa declarar “missão cumprida”, achamos que o Alpargatas está agora perto desse ponto de inflexão”, avalia o Bradesco BBI.

Com isso, o banco revisou suas estimativas, incluindo um maior volume internacional, e elevou o preço-alvo estimado para 2022 de R$ 46 por papel para R$ 65 – o que implica potencial de alta de 26% em relação ao fechamento de sexta-feira (30). O Bradesco BBI tem recomendação de outperform (performance acima da média do mercado) para os papéis ALPA4.

“Os resultados reforçam e aumentam nossa confiança no case de investimento da Alpargatas. O Brasil continua crescendo, impulsionado pelo volume e mix, bem como pela ferramenta tradicional de precificação. No médio e longo prazo, ainda esperamos expansão de margem, apesar da pressão no segundo trimestre”, escrevem os analistas.

E completam: “O crescimento dos lucros é alto, o momentum é forte e ainda há riscos de alta para nossas estimativas (atingir ambições internacionais mais rapidamente, novas categorias de produtos, potencial M&A).”

A avaliação é compartilhada pela Guide Investimentos, que também vê como grande destaque nos resultados trimestrais a operação no exterior, além da aceleração de canais online e expansão do portfólio da companhia.

“Vemos a empresa bem posicionada, realizando boa execução, o que garantiu uma boa geração de caixa no trimestre. Seguimos confiantes na expansão internacional da companhia, que segue focando na Europa, EUA e China. Com ticket médio mais elevado nesses mercados, vemos o avanço das vendas como o principal trigger para a companhia nos próximos trimestres”, escrevem os analistas.

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Ação da Vale avança após queda na sexta, B3 e bancos sobem forte; Irani e Alpargatas saltam, BB Seguridade cai 2% após balanços

A sessão é de recuperação para o Ibovespa após a forte queda de cerca de 3% registrada na última sexta-feira (2). As ações da Vale (VALE3), após despencarem 5,89% na sexta em meio às regulações na China abalando os preços do minério, registram ganhos de mais de 1% também com a alta de cerca de 1% do contrato futuro do minério em Dalian.

Repercutindo os resultados, Irani (RANI3) avança 5%, Alpargatas (ALPA4) salta 8%, enquanto BB Seguridade (BBSE3) cai cerca de 2%.

Na sexta-feira, a Alpargatas, dona da marca Havaianas, divulgou ter registrado no segundo trimestre de 2021 lucro líquido recorrente de R$ 111,4 milhões, um salto de 228,7% ante o segundo trimestre de 2020. Já a Irani Papel e Embalagem registrou lucro líquido de R$ 68 milhões no segundo trimestre, avanço de 342% na comparação com o mesmo período de 2020. Antes da abertura, o BB Seguridade divulgou que seu lucro líquido ajustado atingiu R$ 754 milhões no segundo trimestre de 2021, queda de 23%.

Depois do fechamento, Itaú, Cielo, Copasa, Pague Menos, Marcopolo e PetroRio revelam seus balanços trimestrais. As ações do Itaú sobem forte, cerca de 4%, antes do balanço. Outros bancos também registram alta expressiva.

Já os papéis da B3 (B3SA3) saltam 4%. O Credit Suisse reformou recomendação outperform para a B3 e preço-alvo de R$ 22, frente à cotação de R$ 15,25 de sexta.

Confira os destaques:

BB Seguridade (BBSE3)

A BB Seguridade registrou lucro ajustado de R$ 754 milhões no segundo trimestre, 23,2% menor frente igual período do ano anterior, quando lucrou R$ 982 milhões. Frente o primeiro trimestre (quando lucrou R$ 977 milhões), houve baixa de 22,9%.

Os prêmios emitidos na subsidiária BrasilSeg foram de R$ 3,150 bilhões, baixa anual de 22,2% e com alta de 36,0% na margem. As reservas de previdência totalizaram R$ 5 bilhões e a arrecadação com títulos de capitalização ficou em R$ 955 milhões.

A XP destaca que o resultado foi impactado principalmente por: i) a operação de seguros, que ficou 50% abaixo numa comparação trimestral e 55% abaixo versus o mesmo período do ano anterior atingindo R$ 235 milhões, impulsionada por maiores sinistros de seguro de vida impactados pela pandemia Covid-19; e ii) pelo segmento de previdência, que apresentou resultado 80% inferior ao trimestre anterior e 82% ao ano, chegando a R$ 39 milhões, justificado pela diferença entre os índices de ativos e passivos que impactou o resultado financeiro do trimestre.

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Impulsionada pela segunda onda Covid-19, a seguradora revisou para baixo sua orientação para 2021, com resultados operacionais revisados de entre 8% a 13% para entre 1% a 6% de crescimento. A revisão implica em um índice de sinistralidade maior, uma vez que os prêmios devem crescer acima das expectativas.

“No geral, esperamos uma reação negativa do mercado, no entanto, mantemos nossa classificação de compra e R$35 de preço-alvo, pois vemos as ações como subvalorizadas e com um rendimento de dividendos atraente”, apontam os analistas da XP.

Alpargatas (ALPA4)

A fabricante de calçados Alpargatas, dona da marca Havaianas, registrou no segundo trimestre de 2021 lucro líquido recorrente de R$ 111,4 milhões, um salto de 228,7% ante o segundo trimestre de 2020.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) recorrente subiu 163% e chegou a R$ 196,7 milhões entre abril e junho desse ano sobre o mesmo período do ano passado. A margem Ebitda recorrente cresceu 6,3 pontos porcentuais e ficou em 18%.

A receita líquida da companhia saltou 71,4% sobre igual intervalo de 2020, para R$ 1,095 bilhão, ao mesmo tempo em que os volumes registraram crescimento de 57%.

O resultado financeiro no trimestre foi de R$ 44,6 milhões, ante R$ 10,9 milhões do segundo trimestre de 2020, alta de 310%, com as despesas financeiras recuando 83,9%, para R$ 8,15 milhões.

No comentário dos resultados, a empresa destaca o avanço da marca Havaianas, com aumento de 68% na receita líquida, impulsionado pela demanda dos mercados internacionais, aceleração dos canais online e inovações do produto.

Segundo o CFO da companhia, Julian Garrido, a execução das áreas de excelência de RGM (Revenue Growth Management) e orçamento base zero influenciaram positivamente na rentabilidade da empresa. A geração de caixa chegou a R$ 176 milhões no primeiro semestre, enquanto a posição financeira líquida foi de R$ 637 milhões.

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O Bradesco BBI avaliou os resultados relativos ao segundo trimestre divulgados pela Alpargatas como fortes, com receita líquida 55% maior do que aquela do mesmo período de 2019, 19% acima da expectativa do Bradesco. E lucro Ebitda consolidado 15% acima de sua expectativa, com ganho de 2 pontos percentuais na margem Ebitda em comparação com 2019. O volume de pares no Brasil foi de 4 milhões, 10% acima da expectativa do banco. Internacionalmente, o volume foi de 3 milhões de pares, 38% acima da expectativa do banco.

A lucratividade no Brasil ficou abaixo da estimativa do Bradesco, mas a internacional foi mais forte. O banco diz acreditar que a margem menor no Brasil foi causada por custos maiores, que o banco diz não ver como um problema estrutural.

Assim, o banco elevou suas estimativas para o volume internacional de longo prazo, e ajustou o preço-alvo de 2022 para R$ 65, frente ao patamar anterior, de R$ 46. O banco mantém avaliação outperform para a empresa, que é uma top pick (ação preferida).

A Irani Papel e Embalagem teve lucro líquido de R$ 68 milhões no segundo trimestre, uma forte alta de 342% frente igual período de 2020. Já o lucro bruto, incluindo variação do valor justo dos ativos biológicos, saltou de 94,7% frente o mesmo trimestre do ano anterior, para R$ 153,7 milhões.

A receita líquida teve alta de 67% na base anual, a R$ 403 milhões. A companhia destaca os ganhos graças à alta do preço dos produtos na divisão de embalagem de papelão ondulado, além da taxa de câmbio favorável para as exportações.

O Ebitda do segundo trimestre de 2021 ficou em R$ 119 milhões, alta de 19% na comparação trimestral e de 114% na anual, 14% acima da estimativa do Credit Suisse. A margem Ebitda subiu de 28% no primeiro trimestre a 30%. E a geração de fluxo livre de caixa ficou em R$ 5 milhões, que o banco aponta como resultado de investimento em Gaia I e II. A dívida líquida subiu de R$ 217 milhões no primeiro trimestre para R$ 260 milhões.

O Credit mantém avaliação outperform da Irani, que diz enxergar como um investimento defensivo, com previsibilidade dos lucros, já que 80% de seus produtos se direcionam a clientes de setores mais protegidos, e seus preços costumam seguir a inflação. O banco esperar que os investimentos da empresa levem a incremento de entre 5% e 7% nas margens Ebitda, em comparação com o patamar de 2019. O preço-alvo é de R$ 10,10.

As cimenteiras brasileiras CSN Cimentos, subsidiária da Cia Siderúrgica Nacional, Cimentos Mizu and Cimento Apodi, na qual a Titan Cement International tem uma participação, estão entre os interessados nos ativos da LafargeHolcim, segundo duas pessoas com conhecimento do assunto ouvidas pela agência internacional de notícias Reuters. As maiores cimenteiras brasileiras, Votorantim Cimentos SA e Intercement Brasil SA, também apresentaram ofertas, mas apenas por partes do negócio que tem permissão para adquirir por questões concorrenciais. A Votorantim apresentou oferta por unidades no Nordeste e a Intercement, por unidades no Rio, Espírito Santo e Minas Gerais, segundo as fontes.

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Em entrevista veiculada no Programa do Ratinho, na SBT, na noite de sexta-feira, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a Petrobras tem uma reserva de R$ 3 bilhões para custear as despesas com o pagamento de um vale-gás para a população de baixa renda, no momento em que o governo tem sido alvo de críticas em razão do elevado preço do produto. “O novo presidente da Petrobras, o general (Joaquim) Silva e Luna, está com uma reserva de aproximadamente R$ 3 bilhões para atender realmente esses mais necessitados”. O presidente não deu qualquer detalhe sobre como seria o critério para os beneficiários do repasse ou sobre a reserva que a Petrobras teria para esse objetivo.

Já a Petrobras informou que “não há definição” quanto à implementação e o montante de participação em eventuais programas e que qualquer decisão estará “sujeita à governança de aprovação e em conformidade com as políticas internas da companhia”.

O Credit Suisse diz que a queda de volume da Heineken no Brasil no primeiro semestre confirma os fortes ganhos de participação da AmBev no primeiro semestre, com alta de 14% nos volumes de cerveja na comparação anual, e de 13% no segundo trimestre.

A elétrica Cemig informou na sexta-feira que o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) indeferiu um pedido de liminar que pleiteava a suspensão do processo de desinvestimento da companhia na transmissora de energia Taesa. Segundo fato relevante divulgado pela companhia mineira, o tribunal também revogou uma recomendação anterior para que a Cemig se abstivesse de realizar qualquer ato relacionado à alienação das ações da Taesa.

Primeira prévia do Ibovespa

A B3 divulgou nesta segunda-feira a primeira prévia da nova carteira do Ibovespa, que vigorará entre setembro e dezembro de 2021. Houve a entrada de Alpargatas, papéis ON do Banco Inter (BIDI4), Banco Pan (BPAN4), Méliuz (CASH3) e Rede D’Or (RDOR3).

Dados divulgados pela CCR indicam queda de 3% no movimento do portfólio de estradas com pedágio na semana de 23 de julho, em comparação com o mesmo período de 2019, antes dos efeitos da pandemia, e queda de 0,7% em comparação com a semana imediatamente anterior. O tráfego de passageiros em concessões urbanas caiu 41% na comparação com 2019 e 0,8% na semanal, e o tráfego em concessões de aeroportos caiu 38% na comparação com 2019 e 0,1% na semanal. O Bradesco BBI mantém recomendação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado), e preço-alvo de R$ 22, frente à cotação de R$ 13 de sexta.

A Eletrobras, tem um programa de R$ 8,3 bilhões, entre 2021 e 2025, que inclui a compra de equipamentos mais atuais e a modernização e digitalização das usinas. Os projetos incluem grandes unidades do grupo, como Paulo Afonso IV, Sobradinho, Xingó, Marimbondo, Itumbiara e Tucuruí. Em nota ao Estadão, a estatal afirmou que o objetivo é minimizar os riscos de interrupções na operação das hidrelétricas.

A SLC Agrícola e a Terra Santa Agro (TESA3) anunciaram nesta segunda-feira que foram concluídos os atos de confirmação do fechamento da combinação dos negócios das empresas, o que formará uma gigante de produção agrícola no Brasil.

Dessa forma, o ciclo de 2021/22 será o primeiro da SLC com a incorporação da Terra Santa. O plantio da companhia deverá passar de 470 mil hectares em 2020/21 para 660 mil hectares na temporada atual.

A operação consistiu na incorporação pela SLC da operação agrícola da Terra Santa (excluindo terras e benfeitorias), em acordo que envolveu ações.

As companhias informaram que a relação de troca, considerando uma maior abertura das casas decimais, foi equivalente a 3,32367074 ações da TS Agro para cada ação da Terra Santa para fins da redução de capital; e para fins da incorporação de ações, 0,08588495 ação da SLC para cada ação da Terra Santa e de 0,46060000 ação da SLC para cada bônus de subscrição da Terra Santa remanescente.

Renova Energia (RNEW3)

Investigada por suspeitas de desvios de dinheiro no setor elétrico, a empresa Renova Energia perdeu uma ação no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) em que tentava impedir acionistas minoritários de produzir provas contra a própria empresa. Uma decisão da 1ª Câmara Reservada de Direito Empresarial do tribunal, na última quarta-feira, 28, determinou que a diretoria da Renova apresente contratos e comprovantes de pagamento que, até então, eram negados aos acionistas minoritários. Os documentos devem passar por perícia, e a intenção dos acionistas é saber se a companhia cometeu crimes ou irregularidades que possam causar prejuízos a possui tem ações da Renova.

A empresa foi alvo da Operação ‘E o Vento Levou’, da Polícia Federal, ao longo de 2019. A investigação apura desvios de dinheiro da Cemig Geração e Transmissão, que fez um aporte de R$ 850 milhões na Renova.

Os acionistas minoritários dizem que, do valor do aporte, podem ter sido desviados ao menos R$ 115 milhões – montante que poderia chegar a mais de R$ 650 milhões. Os desvios teriam ocorrido por meio de supervalorização de contratos, operações simuladas. Os acionistas citam a delação premiada do ex-diretor jurídico Ricardo Assaf, da Renova, para embasar os valores sob suspeita.

A Azul atualizou seus planos de parceria estratégica com a Lilium GmbH para construir uma malha exclusiva com aeronaves “eVTOL” no Brasil. Essa potencial parceria pode ter um valor total de até US$ 1 bilhão e inclui uma frota de 220 aeronaves eVTOL, com operação prevista a partir de 2025.

Esta aliança estratégica e pedido de aeronaves permanecem sujeitas à finalização dos termos comerciais entre as partes e documentação definitiva relacionada ao acordo. Por meio dessa potencial malha aérea, a Azul pretende aumentar a conectividade no Brasil. Segundo a companhia aérea, a parceria reforça a estratégia da Azul em acelerar seus compromissos “ESG” por meio de uma aeronave 100% elétrica e com emissão zero de carbono.

Carrefour Brasil (CRFB3)

De acordo com notícia do Valor, o grupo controlador do Carrefour está analisando uma fusão com Auchan, o segunda maior varejista de alimentos da França. Auchan tem 4 mil lojas em 13 países, mas não possui operações no Brasil.

As conversas são ainda iniciais, de acordo com fontes ouvidas pelo jornal, enquanto a estrutura societária complexa da Auchan pode ser um desafio.

“Nós vemos a notícia como neutra para Carrefour Brasil uma vez que, apesar ela pode motivar uma reavaliação das ações a depender do valuation, parece ser pouco provável que ela se materialize no curto prazo enquanto o foco do grupo com a potencial transação é acelerar o crescimento e consolidação do mercado europeu. Mantemos nosso neutro e preço alvo de R$ 28,0 por ação”, destaca a XP.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Primeira prévia de carteira do Ibovespa traz 5 novas ações, incluindo Alpargatas, Méliuz e Rede D’Or: confira mudanças

A B3 divulgou nesta segunda-feira (2) a primeira prévia da nova carteira do Ibovespa, que vigorará entre setembro e dezembro de 2021.

Houve a entrada de cinco papéis, sem a exclusão de nenhum papel. Assim, quase essas entradas se efetivem, o Ibovespa passará a ter 89 ativos. Mais duas prévias serão divulgadas ao longo do mês.

As entradas são das ações PN da Alpargats (ALPA4), com fatia de 0,372%, dos ativos PN do Banco Inter (BIDI4), com participação de 0,107%, dos papéis PN do Banco Pan (BPAN4), com participação de 0,302%. Além disso, Méliuz (CASH3) está na carteira com uma fatia de 0,264%, enquanto Rede D’Or (RDOR3) aparece com uma participação de 0,719%.

Vale (VALE3) segue sendo a maior participação, com fatia de 14,025%, enquanto Itaú (ITUB4), Petrobras PN (PETR4), Bradesco PN (BBDC4), B3 (B3SA3), Petrobras ON (PETR3) e Ambev (ABEV3) aparecem na sequência, com participações respectivas de 6,222%, 5,282%, 4,914%, 3,985%, 3,982% e 3,118%.

Metodologia

A cada quatro meses, em janeiro, maio e setembro de cada ano, a B3 faz uma reavaliação das ações que compõem a carteira do Ibovespa para verificar se os ativos atendem aos seus critérios.

Entre as exigências estão: serem ativos negociados com regularidade e terem volume financeiro relevante (participação de pelo menos 0,1% do volume negociado durante o período de vigência das três carteiras anteriores).

Além disso, as ações não podem ser “penny stocks“, que são aquelas negociadas a valores inferiores a R$ 1,00.

Monitorar quais empresas devem sair ou entrar do índice pode ser importante, dado que os papéis incluídos no Ibovespa no passado valorizaram, em média, 10,4% um mês antes do rebalanceamento, destacou a XP, em relatório.

Isso porque as ações passam a ganhar atenção de fundos de investimento (gestão ativa e passiva, como os ETFs – os fundos de índice), além de o fato de a inclusão no índice aumentar o interesse por parte de investidores de forma geral.

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BB Seguridade tem queda de 23% no lucro no 2º tri, a R$ 754 mi; Alpargatas e Irani veem lucro saltar; CSN, Petrobras e mais destaques

A temporada de resultados segue em destaque. Na sexta-feira, a Alpargatas, dona da marca Havaianas, divulgou ter registrado no segundo trimestre de 2021 lucro líquido recorrente de R$ 111,4 milhões, um salto de 228,7% ante o segundo trimestre de 2020. Já a Irani Papel e Embalagem registrou lucro líquido de R$ 68 milhões no segundo trimestre, avanço de 342% na comparação com o mesmo período de 2020. Antes da abertura, o BB Seguridade divulgou que seu lucro líquido ajustado atingiu R$ 754 milhões no segundo trimestre de 2021.

Depois do fechamento, Itaú, Cielo, Copasa, Pague Menos, Marcopolo e PetroRio revelam seus balanços trimestrais.

Já segundo fontes ouvidas pela Reuters, as cimenteiras brasileiras CSN Cimentos, subsidiária da Cia Siderúrgica Nacional, Cimentos Mizu and Cimento Apodi, na qual a Titan Cement International tem uma participação, estão entre os interessados nos ativos da LafargeHolcim.

A elétrica Cemig, por sua vez, informou na sexta-feira que o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) indeferiu um pedido de liminar que pleiteava a suspensão do processo de desinvestimento da companhia na transmissora de energia Taesa.

Confira os destaques:

BB Seguridade (BBSE3)

A BB Seguridade registrou lucro ajustado de R$ 754 milhões no segundo trimestre, 23,2% menor frente igual período do ano anterior, quando lucrou R$ 982 milhões. Frente o primeiro trimestre (quando lucrou R$ 977 milhões), houve baixa de 22,9%.

Os prêmios emitidos na subsidiária BrasilSeg foram de R$ 3,150 bilhões, baixa anual de 22,2% e com alta de 36,0% na margem. As reservas de previdência totalizaram R$ 5 bilhões e a arrecadação com títulos de capitalização ficou em R$ 955 milhões.

A XP destaca que o resultado foi impactado principalmente por: i) a operação de seguros, que ficou 50% abaixo numa comparação trimestral e 55% abaixo versus o mesmo período do ano anterior atingindo R$ 235 milhões, impulsionada por maiores sinistros de seguro de vida impactados pela pandemia Covid-19; e ii) pelo segmento de previdência, que apresentou resultado 80% inferior ao trimestre anterior e 82% ao ano, chegando a R$ 39 milhões, justificado pela diferença entre os índices de ativos e passivos que impactou o resultado financeiro do trimestre.

Impulsionada pela segunda onda Covid-19, a seguradora revisou para baixo sua orientação para 2021, com resultados operacionais revisados de entre 8% a 13% para entre 1% a 6% de crescimento. A revisão implica em um índice de sinistralidade maior, uma vez que os prêmios devem crescer acima das expectativas.

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“No geral, esperamos uma reação negativa do mercado, no entanto, mantemos nossa classificação de compra e R$35 de preço-alvo, pois vemos as ações como subvalorizadas e com um rendimento de dividendos atraente”, apontam os analistas da XP.

Alpargatas (ALPA4)

A fabricante de calçados Alpargatas, dona da marca Havaianas, registrou no segundo trimestre de 2021 lucro líquido recorrente de R$ 111,4 milhões, um salto de 228,7% ante o segundo trimestre de 2020.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) recorrente subiu 163% e chegou a R$ 196,7 milhões entre abril e junho desse ano sobre o mesmo período do ano passado. A margem Ebitda recorrente cresceu 6,3 pontos porcentuais e ficou em 18%.

A receita líquida da companhia saltou 71,4% sobre igual intervalo de 2020, para R$ 1,095 bilhão, ao mesmo tempo em que os volumes registraram crescimento de 57%.

O resultado financeiro no trimestre foi de R$ 44,6 milhões, ante R$ 10,9 milhões do segundo trimestre de 2020, alta de 310%, com as despesas financeiras recuando 83,9%, para R$ 8,15 milhões.

No comentário dos resultados, a empresa destaca o avanço da marca Havaianas, com aumento de 68% na receita líquida, impulsionado pela demanda dos mercados internacionais, aceleração dos canais online e inovações do produto.

Segundo o CFO da companhia, Julian Garrido, a execução das áreas de excelência de RGM (Revenue Growth Management) e orçamento base zero influenciaram positivamente na rentabilidade da empresa. A geração de caixa chegou a R$ 176 milhões no primeiro semestre, enquanto a posição financeira líquida foi de R$ 637 milhões.

O Bradesco BBI avaliou os resultados relativos ao segundo trimestre divulgados pela Alpargatas como fortes, com receita líquida 55% maior do que aquela do mesmo período de 2019, 19% acima da expectativa do Bradesco. E lucro Ebitda consolidado 15% acima de sua expectativa, com ganho de 2 pontos percentuais na margem Ebitda em comparação com 2019. O volume de pares no Brasil foi de 4 milhões, 10% acima da expectativa do banco. Internacionalmente, o volume foi de 3 milhões de pares, 38% acima da expectativa do banco.

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A lucratividade no Brasil ficou abaixo da estimativa do Bradesco, mas a internacional foi mais forte. O banco diz acreditar que a margem menor no Brasil foi causada por custos maiores, que o banco diz não ver como um problema estrutural.

Assim, o banco elevou suas estimativas para o volume internacional de longo prazo, e ajustou o preço-alvo de 2022 para R$ 65, frente ao patamar anterior, de R$ 46. O banco mantém avaliação outperform para a empresa, que é uma top pick (ação preferida).

A Irani Papel e Embalagem teve lucro líquido de R$ 68 milhões no segundo trimestre, uma forte alta de 342% frente igual período de 2020. Já o lucro bruto, incluindo variação do valor justo dos ativos biológicos, saltou de 94,7% frente o mesmo trimestre do ano anterior, para R$ 153,7 milhões.

A receita líquida teve alta de 67% na base anual, a R$ 403 milhões. A companhia destaca os ganhos graças à alta do preço dos produtos na divisão de embalagem de papelão ondulado, além da taxa de câmbio favorável para as exportações.

O Ebitda do segundo trimestre de 2021 ficou em R$ 119 milhões, alta de 19% na comparação trimestral e de 114% na anual, 14% acima da estimativa do Credit Suisse. A margem Ebitda subiu de 28% no primeiro trimestre a 30%. E a geração de fluxo livre de caixa ficou em R$ 5 milhões, que o banco aponta como resultado de investimento em Gaia I e II. A dívida líquida subiu de R$ 217 milhões no primeiro trimestre para R$ 260 milhões.

O Credit mantém avaliação outperform da Irani, que diz enxergar como um investimento defensivo, com previsibilidade dos lucros, já que 80% de seus produtos se direcionam a clientes de setores mais protegidos, e seus preços costumam seguir a inflação. O banco esperar que os investimentos da empresa levem a incremento de entre 5% e 7% nas margens Ebitda, em comparação com o patamar de 2019. O preço-alvo é de R$ 10,10.

As cimenteiras brasileiras CSN Cimentos, subsidiária da Cia Siderúrgica Nacional, Cimentos Mizu and Cimento Apodi, na qual a Titan Cement International tem uma participação, estão entre os interessados nos ativos da LafargeHolcim, segundo duas pessoas com conhecimento do assunto ouvidas pela agência internacional de notícias Reuters. As maiores cimenteiras brasileiras, Votorantim Cimentos SA e Intercement Brasil SA, também apresentaram ofertas, mas apenas por partes do negócio que tem permissão para adquirir por questões concorrenciais. A Votorantim apresentou oferta por unidades no Nordeste e a Intercement, por unidades no Rio, Espírito Santo e Minas Gerais, segundo as fontes.

Em entrevista veiculada no Programa do Ratinho, na SBT, na noite de sexta-feira, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a Petrobras tem uma reserva de R$ 3 bilhões para custear as despesas com o pagamento de um vale-gás para a população de baixa renda, no momento em que o governo tem sido alvo de críticas em razão do elevado preço do produto. “O novo presidente da Petrobras, o general (Joaquim) Silva e Luna, está com uma reserva de aproximadamente R$ 3 bilhões para atender realmente esses mais necessitados”. O presidente não deu qualquer detalhe sobre como seria o critério para os beneficiários do repasse ou sobre a reserva que a Petrobras teria para esse objetivo.

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Já a Petrobras informou que “não há definição” quanto à implementação e o montante de participação em eventuais programas e que qualquer decisão estará “sujeita à governança de aprovação e em conformidade com as políticas internas da companhia”.

O Credit Suisse diz que a queda de volume da Heineken no Brasil no primeiro semestre confirma os fortes ganhos de participação da AmBev no primeiro semestre, com alta de 14% nos volumes de cerveja na comparação anual, e de 13% no segundo trimestre.

A elétrica Cemig informou na sexta-feira que o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) indeferiu um pedido de liminar que pleiteava a suspensão do processo de desinvestimento da companhia na transmissora de energia Taesa. Segundo fato relevante divulgado pela companhia mineira, o tribunal também revogou uma recomendação anterior para que a Cemig se abstivesse de realizar qualquer ato relacionado à alienação das ações da Taesa.

Primeira prévia do Ibovespa

A B3 divulgou nesta segunda-feira a primeira prévia da nova carteira do Ibovespa, que vigorará entre setembro e dezembro de 2021. Houve a entrada de Alpargatas, papéis ON do Banco Inter (BIDI4), Banco Pan (BPAN4), Méliuz (CASH3) e Rede D’Or (RDOR3).

Dados divulgados pela CCR indicam queda de 3% no movimento do portfólio de estradas com pedágio na semana de 23 de julho, em comparação com o mesmo período de 2019, antes dos efeitos da pandemia, e queda de 0,7% em comparação com a semana imediatamente anterior. O tráfego de passageiros em concessões urbanas caiu 41% na comparação com 2019 e 0,8% na semanal, e o tráfego em concessões de aeroportos caiu 38% na comparação com 2019 e 0,1% na semanal. O Bradesco BBI mantém recomendação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado), e preço-alvo de R$ 22, frente à cotação de R$ 13 de sexta.

A Eletrobras, tem um programa de R$ 8,3 bilhões, entre 2021 e 2025, que inclui a compra de equipamentos mais atuais e a modernização e digitalização das usinas. Os projetos incluem grandes unidades do grupo, como Paulo Afonso IV, Sobradinho, Xingó, Marimbondo, Itumbiara e Tucuruí. Em nota ao Estadão, a estatal afirmou que o objetivo é minimizar os riscos de interrupções na operação das hidrelétricas.

Renova Energia (RNEW3)

Investigada por suspeitas de desvios de dinheiro no setor elétrico, a empresa Renova Energia perdeu uma ação no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) em que tentava impedir acionistas minoritários de produzir provas contra a própria empresa. Uma decisão da 1ª Câmara Reservada de Direito Empresarial do tribunal, na última quarta-feira, 28, determinou que a diretoria da Renova apresente contratos e comprovantes de pagamento que, até então, eram negados aos acionistas minoritários. Os documentos devem passar por perícia, e a intenção dos acionistas é saber se a companhia cometeu crimes ou irregularidades que possam causar prejuízos a possui tem ações da Renova.

A empresa foi alvo da Operação ‘E o Vento Levou’, da Polícia Federal, ao longo de 2019. A investigação apura desvios de dinheiro da Cemig Geração e Transmissão, que fez um aporte de R$ 850 milhões na Renova.

Os acionistas minoritários dizem que, do valor do aporte, podem ter sido desviados ao menos R$ 115 milhões – montante que poderia chegar a mais de R$ 650 milhões. Os desvios teriam ocorrido por meio de supervalorização de contratos, operações simuladas. Os acionistas citam a delação premiada do ex-diretor jurídico Ricardo Assaf, da Renova, para embasar os valores sob suspeita.

A Azul atualizou seus planos de parceria estratégica com a Lilium GmbH para construir uma malha exclusiva com aeronaves “eVTOL” no Brasil. Essa potencial parceria pode ter um valor total de até US$ 1 bilhão e inclui uma frota de 220 aeronaves eVTOL, com operação prevista a partir de 2025.

Esta aliança estratégica e pedido de aeronaves permanecem sujeitas à finalização dos termos comerciais entre as partes e documentação definitiva relacionada ao acordo. Por meio dessa potencial malha aérea, a Azul pretende aumentar a conectividade no Brasil. Segundo a companhia aérea, a parceria reforça a estratégia da Azul em acelerar seus compromissos “ESG” por meio de uma aeronave 100% elétrica e com emissão zero de carbono.

Carrefour Brasil (CRFB3)

De acordo com notícia do Valor, o grupo controlador do Carrefour está analisando uma fusão com Auchan, o segunda maior varejista de alimentos da França. Auchan tem 4 mil lojas em 13 países, mas não possui operações no Brasil.

As conversas são ainda iniciais, de acordo com fontes ouvidas pelo jornal, enquanto a estrutura societária complexa da Auchan pode ser um desafio.

“Nós vemos a notícia como neutra para Carrefour Brasil uma vez que, apesar ela pode motivar uma reavaliação das ações a depender do valuation, parece ser pouco provável que ela se materialize no curto prazo enquanto o foco do grupo com a potencial transação é acelerar o crescimento e consolidação do mercado europeu. Mantemos nosso neutro e preço alvo de R$ 28,0 por ação”, destaca a XP.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Inter, Rede D’Or e Alpargatas: as principais apostas dos analistas para a nova carteira do Ibovespa

SÃO PAULO – Banco Inter (BIDI4), Rede D’Or (RDOR3) e Alpargatas (ALPA4). Essas são as principais apostas de analistas do mercado financeiro como novas candidatas a entrarem na atualização da carteira teórica do Ibovespa, que passará a vigorar a partir de 6 de setembro até dezembro.

Em relatórios divulgados nesta semana, Itaú BBA, Morgan Stanley e XP Investimentos destacaram os papéis como os mais prováveis para compor a nova seleção, que terá três prévias, com a primeira delas divulgada no dia 2 de agosto. Nenhuma das casas espera a saída de ações do benchmark.

Na avaliação da XP, a entrada de RDOR3 deve representar 2,5% do índice, podendo ter impacto significativo no volume negociado do papel.

Banco Inter e Alpargatas, por sua vez, teriam posição de 1,0% e 0,3%, respectivamente, levando em consideração a capitalização de mercado do free float (percentual das ações de uma empresa que está em circulação na Bolsa) de cada companhia.

Já o Morgan Stanley vê um peso de 0,7% de BIDI4 no índice e de 0,4% de ALPA4.

Outras candidatas para compor o Ibovespa, ainda que com menor probabilidade de inclusão, são as ações de Petz (PETZ3), Méliuz (CASH3) e Banco Pan (BPAN4), segundo os analistas.

De acordo com a B3, uma das condições para que um ativo entre no Ibovespa é ter ações negociadas em pelo menos 95% dos pregões durante os últimos períodos de vigência das três carteiras anteriores ao rebalanceamento.

“Como a Rede D’Or fez a oferta pública no dia 10 de dezembro, ela é, portanto, elegível para ser incluída no Ibovespa. O mesmo caso se aplica às ações da Petz, que fez IPO em 11 de setembro do ano passado, e ações da Méliuz ,  que começaram a ser negociadas na Bolsa no dia 5 de novembro de 2020”, destaca a XP.

Em relatório, o time de análise do Itaú BBA escreve que, caso os seis papéis sejam incluídos no índice, o número de companhias que fazem parte do Ibovespa vai subir de 84 para 90, levando o número para um novo recorde.

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Com relação aos diferentes segmentos que compõem o índice, o setor financeiro seguiria líder em participação de mercado, subindo de 24,5% para quase 27%, no caso das modificações previstas. As maiores perdas, contudo, estariam no setor de alimentos e bebidas, com a exposição podendo ser reduzida dos atuais 6,4% para 5,0%.

Metodologia

A cada quatro meses, em janeiro, maio e setembro de cada ano, a B3 faz uma reavaliação das ações que compõem a carteira do Ibovespa para verificar se os ativos atendem aos seus critérios.

Entre as exigências estão: serem ativos negociados com regularidade e terem volume financeiro relevante (participação de pelo menos 0,1% do volume negociado durante o período de vigência das três carteiras anteriores).

Além disso, as ações não podem ser “penny stocks“, que são aquelas negociadas a valores inferiores a R$ 1,00.

Monitorar quais empresas devem sair ou entrar do índice pode ser importante, dado que os papéis incluídos no Ibovespa no passado valorizaram, em média, 10,4% um mês antes do rebalanceamento, destaca a XP, em relatório.

Isso porque as ações passam a ganhar atenção de fundos de investimento (gestão ativa e passiva, como os ETFs – os fundos de índice), além de o fato de a inclusão no índice aumentar o interesse por parte de investidores de forma geral.

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Em busca de inovação, grandes empresas batem recorde de aquisições de startups

A velocidade das transformações digitais, acelerada pela pandemia da covid-19, criou uma cultura de urgência dentro das empresas em busca de inovação. Para não ficar para trás e não perder espaço para a concorrência, muitas delas, como Magazine Luiza (MGLU3), Via (VVAR3), B2W (BTOW3) e Alpargatas (ALPA4), têm ido às compras à procura de soluções para problemas do dia a dia. A preferência tem sido pelas startups, empresas novatas com mais agilidade no desenvolvimento de produtos e com mão de obra qualificada.

Só no primeiro quadrimestre deste ano, o número de aquisições de startups cresceu 120% – um recorde para o segmento. Foram 77 negócios ante 35 em igual período do ano passado, segundo dados da plataforma de inovação Distrito. O movimento começou a se intensificar no terceiro trimestre do ano passado, quando aumentou a corrida pela digitalização para amenizar os efeitos da crise. Para se ter ideia do apetite das empresas, o número de aquisições entre janeiro e abril deste ano foi maior que o de 2019 inteiro.

“A pandemia acelerou a transformação das empresas diante de uma mudança forte no comportamento dos consumidores. Elas entenderam que precisavam ter novos canais para atender a esse cliente”, afirma o cofundador da Distrito, Gustavo Gierun. Para ele, as aquisições de startups se mostraram o caminho mais rápido para encurtar o tempo da digitalização.

“Todos os dias temos de decidir se vamos construir as soluções ou vamos procurar fora”, diz o vice-presidente de negócios do Magalu, Eduardo Galanternik. No primeiro quadrimestre, a estratégia foi buscar no mercado: a empresa comprou cinco startups e continua com forte apetite. “Procuramos negócios que vão resolver nossos problemas nas áreas de tecnologia, logística e pagamentos”, diz Galanternik, destacando que o objetivo é acompanhar os novos hábitos de clientes cada vez mais conectados.

Outras varejistas acompanharam a estratégia do Magalu. Neste ano, a venda de startups com soluções voltadas para o setor ficou em primeiro lugar no ranking de fusões e aquisições, com 14% das operações, segundo a Distrito. Em 2020, as fintechs estavam na liderança, com 16%, e o varejo em quarto lugar, com 11%. Para Gierun, as empresas do setor entenderam que avanços na parte de serviços, operações, clientes e na cadeia logística serão essenciais para o crescimento.

O vice-presidente de inovação digital da Via (ex-Via Varejo), Helisson Lemos, concorda. O grupo tem buscado startups que incrementem seus serviços, como a compra da empresa de logística Asap Log. Em menos de um ano, conseguiu elevar de 28% para 42% o número de entregas feitas em 24 horas e de 47% para 65%, em 48 horas. Em abril, a Via comprou a fintech Celer, que vai compor os trabalhos de outra aquisição: o banco digital BanQi, com dois milhões de clientes. “É inimaginável fazer isso em casa na mesma velocidade.” Para ele, a aquisição tem efeito imediato nos resultados.

A velocidade das mudanças num mundo em forte disrupção reforça o movimento de compra de startups em vez de começar um projeto do zero. “Hoje em dia a tecnologia se torna obsoleta rapidamente. Enquanto uma empresa desenvolve uma solução, outras surgem e superam as demais”, afirma o sócio da consultoria PwC, Leonardo Dell’Oso, líder da área de fusões e aquisições.

Além da urgência do digital, o cenário tem sido favorável às aquisições. Com a queda dos juros e abertura de capital na bolsa, há muito dinheiro em circulação que precisa ser alocado em algum lugar, diz o sócio-fundador da butique de fusões e aquisições Solstic Advisors, Flávio Batel. “Só nas últimas três semanas, recebemos cinco novos mandatos de negócios que envolvem busca de soluções para empresas tradicionais.”

A maioria delas tem criado áreas e fundos dedicados à busca de oportunidades no mercado, como é o caso da Tivit, Porto Seguro e a B2W, que criou o IF – Inovação e Futuro. É essa área que fica à frente das aquisições de empresas do Universo Americanas (Americanas e B2W). De janeiro de 2020 para cá, a companhia já comprou oito startups para reforçar os serviços do grupo. A aquisição mais recente foi a Nexoos, uma plataforma que conecta tomadores de crédito com investidores. “A estratégia é entrar em negócios de novas frequências, novas verticais e que tenham times e conhecimentos para acelerar nosso trabalho”, diz o diretor do IF, Thiago Barreira.

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Ação da Alpargatas, dona da Havaianas, fecha com salto de 14% após resultado forte e aquisição

SÃO PAULO – A fabricante de calçados Alpargatas (ALPA4) divulgou fortes resultados no primeiro trimestre de 2021, o que não passou batido pelos investidores. As ações da companhia dispararam 13,77%, a R$ 45,19, na sessão desta terça-feira (4) pós resultado.

O lucro líquido recorrente da empresa atingiu R$ 135 milhões, valor 73,5% superior ao do mesmo período do ano passado. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) da Alpargatas foi de R$ 175 milhões, mostrando uma forte recuperação depois da companhia ter reportado um Ebitda negativo de R$ 1,3 milhão no primeiro trimestre de 2020.

A receita líquida por sua vez, foi de R$ 901,3 milhões, um dado 32,7% maior que o dos primeiros três meses do ano passado.

Richard Cathcart, João Andrade e Victor Gaspar, analistas do Bradesco BBI, escrevem em relatório que foi positivo o aumento de 18% na comparação anual do volume de vendas, uma vez que isso impulsionou em 33% a receita líquida também na base anual, tornando o faturamento 4% maior do que esperava o banco.

A margem Ebitda, obtida por meio da divisão do Ebitda pela receita líquida, também foi um ponto apontado como forte pela equipe do BBI, expandindo-se em quase 6 pontos percentuais e ficando 1 ponto percentual acima do esperado, em 19,5%.

Na parte de negócios internacionais, a equipe do banco viu com surpresa o volume de vendas, que atingiu seu maior nível para um primeiro trimestre desde 2017, o que demonstra uma recuperação robusta dos impactos do coronavírus em 2020.

Houve um crescimento de 34% no volume, valor 20 pontos percentuais acima do que previa o Bradesco para o período.

“No geral, vemos isso como um forte resultado que mostra o progresso em várias áreas-chave, como mix de preços no Brasil, crescimento de volume na Internacional e expansão da margem Ebitda. A estratégia da administração está, portanto, dando frutos”, avaliam os analistas do Bradesco BBI.

De acordo com os analistas também há uma sensação de ímpeto crescente em toda a empresa e a força do resultado internacional deve dar aos investidores uma confiança cada vez maior de que a Alpargatas está finalmente começando a perceber todo o potencial da marca Havaianas fora do Brasil.

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Os analistas do BBI possuem recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado), com preço-alvo de R$ 46, o que passa a configurar uma alta de apenas 1,79% levando em conta o forte desempenho dos papéis na sessão desta terça-feira. De acordo com compilação da Refinitiv com casas de análise, das quatro que cobrem o papel, três possuem recomendação de compra, enquanto apenas uma tem recomendação neutra no ativo.

Aquisição

Fora o resultado, a companhia anunciou ontem (3) que firmou um memorando de entendimentos para aquisição de 100% do capital social da Ioasys, empresa de software e sistemas de gestão.

O valor atribuído ao ativo é de até R$ 200 milhões, com pagamento ao longo de cinco anos, que será pago parte em dinheiro e parte em ações da Alpargatas.

Em teleconferência, Roberto Funari, presidente da Alpargatas, destacou que a aquisição da Ioasys, tem como principal objetivo dinamizar o potencial de crescimento da marca Havaianas.

A Ioasys seguirá sendo uma empresa independente e atendendo clientes. Funari destaca que já há  uma equipe dedicada à estratégia de Havaianas e que os primeiros resultados devem ser entregues já no segundo trimestre de 2021, tendo três pilares de trabalho: internacional, aceleração de vendas on-line e expansão do portfólio.

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Como a Havaianas, da Alpargatas, bateu recorde de vendas no 4º trimestre, apesar da pandemia

SÃO PAULO — Mesmo a um preço considerado “salgado” para o bolso de muitas famílias brasileiras, principalmente em meio ao cenário de alto desemprego e perda de renda por causa da pandemia de coronavírus, a Havainas, marca de chinelos da Alpargatas (ALPA4) bateu recorde de vendas no último trimestre de 2020. Entre outubro e dezembro, foram vendidos 79 milhões de pares, uma alta de 5% em volume em relação a igual período do ano anterior.

A receita com a marca Havaianas foi de R$ 982 milhões, com margem Ebitda (relação percentual entre a receita líquida e a geração operacional de caixa medida pelo Ebitda) de 25%. “Essa performance consolida a marca no topo do mercado de calçados, tanto brasileiro quanto global”, disse Roberto Funari, CEO da Alpargatas, em live do InfoMoney nesta segunda-feira (1). “Essa marca, que é uma marca de lifestyle, cresce duplo dígito num mercado que cai 20% globalmente e 22% no Brasil.”

A entrevista faz parte do projeto Por Dentro dos Resultados, no qual CEOs e outros executivos importantes de empresas da Bolsa comentam os balanços do quarto trimestre de 2020 e o desempenho anual das companhias, e falam também sobre perspectivas. Para não perder as próximas lives, que acontecem até o início de abril, se inscreva no canal do InfoMoney no YouTube.

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Segundo Funari, o quarto trimestre também foi o melhor da história da Osklen, outra marca do grupo, com receita líquida recorde de R$ 107 milhões, alta de 10% na comparação anual. A margem Ebitda do segmento foi de 33%, com venda de 746.000 peças no período, crescimento de 27% sobre o quarto trimestre de 2019.

“No contexto dessa crise sanitária sem precedentes, nossas ações visaram priorizar as pessoas, a saúde dos negócios, e o apoio à sociedade. Adaptamos as nossas fábricas (…) e estamos apoiando esse crescimento com investimento, contratações e expansão no digital”, afirmou o CEO da Alpargatas.

Funari comentou sobre a estratégia de fechar algumas lojas e ampliar os esforços de vendas no online, o que já representa 40% das vendas de Havaianas tanto no Brasil quanto no exterior. Mesmo assim, a Alpargatas segue com modelo de venda de franquias em expansão.

O executivo destacou a contribuição dos negócios no exterior para o bom desempenho consolidado do grupo. O segmento já representa 28% da receita da empresa, beneficiado pela alta do dólar. Funari falou ainda sobre a alta quantidade de pontos de venda físicos da Havaianas: “a moda tem que ser para todos”.

As iniciativas ESG, o impacto positivo de lançamentos como a linha “Glitter” e de apoio à diversidade, o foco em chinelos mesmo também oferecendo outros tipos de produtos nas lojas, os planos de investimentos e a possibilidade de compra de marcas — tudo foi respondido pelo CEO na entrevista. Assista à live acima.

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