Receita da Amazon sobe para US$ 113 bi no 2º trimestre, mas decepciona e ações caem na Nasdaq

SÃO PAULO – A Amazon divulgou nesta quinta-feira (29) resultados mistos no segundo trimestre de 2021, levando as ações a apresentarem queda na Bolsa de Nova York após o fechamento do pregão.

Isso porque, apesar de ter superado as expectativas do mercado em relação aos ganhos, reportou dados abaixo do esperado na receita e divulgou projeções mais fracas para o terceiro trimestre deste ano.

Entre abril e junho, a receita da Amazon somou US$ 113,1 bilhões, aumento de 27% em relação ao mesmo período de 2020, mas abaixo dos US$ 115,2 bilhões projetados por economistas consultados pela Refinitiv.

Excluindo o impacto favorável de US$ 2,5 bilhões das mudanças ano a ano nas taxas de câmbio ao longo do último trimestre, as vendas líquidas aumentaram 24% em comparação com o segundo trimestre de 2020.

Com o resultado, os papéis da companhia, negociados na Nasdaq, nos Estados Unidos, caíam cerca de 6% no after market (após o fechamento do pregão), a US$ 3.379.

Já o lucro líquido da varejista somou US$ 7,8 bilhões no período, aumento de 50% ano a ano, o que corresponde a um lucro de US$ 15,12 por ação – acima dos US$ 12,30 por papel esperados pelos economistas ouvidos pela Refinitiv.

“Nos últimos 18 meses, nosso braço de consumo da companhia foi responsável por entregar um número sem precedentes de itens, incluindo equipamentos de proteção individual, alimentos e outros produtos que ajudaram comunidades em todo o mundo a lidar com as difíceis circunstâncias da pandemia. Ao mesmo tempo, a Amazon Web Services (AWS) ajudou muitas empresas e governos a manterem a continuidade dos negócios, e vimos o crescimento da AWS acelerar à medida que mais empresas apresentaram planos para transformar seus negócios e migrar para a nuvem ”, disse Andy Jassy, CEO da Amazon, em nota.

O segundo trimestre representa o último sob o comando de Jeff Bezos como CEO. Em 5 de julho, Bezos passou o bastão de presidente da Amazon para Andy Jassy, que antes comandava a AWS, divisão de computação em nuvem da Amazon.

Para o terceiro trimestre, a companhia projeta vendas entre US$ 106 bilhões e US$ 112 bilhões, o que representa um crescimento de 10% a 16% em relação ao mesmo período de 2020. Analistas consultados pela StreetAcount projetavam receita de US$ 119,2 bilhões.

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Amazon nega que passará a aceitar Bitcoin como meio de pagamento

Amazon (Shutterstock)

SÃO PAULO – Após uma segunda-feira (26) de euforia no mercado de criptomoedas, puxado, entre outros fatores, por rumores de que a Amazon poderia passar a aceitar pagamento em Bitcoin ainda este ano, a gigante varejista negou a informação.

“Apesar de nosso interesse no assunto, as especulações que surgiram em torno de nossos planos específicos para criptomoedas não são verdadeiras”, disse um porta-voz da empresa.

“Continuamos focados em explorar como isso pode parecer para os clientes que compram na Amazon”, completou.

A fala ocorre após o jornal City A.M., de Londres, citar uma fonte anônima para dizer que a companhia fundada por Jeff Bezos poderia incluir o Bitcoin em seus meios de pagamento em breve.

Essa possibilidade foi sustentada também porque na última sexta-feira (23) a Amazon abriu uma vaga para líder de estratégia em moedas digitais e blockchain.

Ainda ontem, o porta-voz da Amazon disse que a empresa está “inspirada pela inovação que está acontecendo no espaço das criptomoedas e está explorando como isso poderia ser na Amazon”.

Os rumores fizeram o Bitcoin chegar a saltar 15% no acumulado de 24 horas na manhã de segunda, encostando na marca de US$ 40 mil na máxima do dia, antes de amenizar a valorização durante a tarde.

Além da notícia, especialistas chegaram a apontar que a alta na véspera podia ser puxada também por um “short squeeze”, quando investidores que estão apostando na queda de um ativo são obrigados a zerarem suas posições quando esse ativo inicia uma alta, acabando por impulsionar o movimento positivo.

Apesar da negativa da Amazon, a maior moeda digital do mundo se mantém próxima da marca de US$ 38 mil, 10% acima dos cerca de US$ 34.500 que operava até a noite de domingo quando iniciou o rali.

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Às 9h30 (horário de Brasília) desta terça-feira (27), o Bitcoin tinha leve queda de 1,66%, cotado a US$ 38.056, voltando a ter ganhos no acumulado do ano, que agora é de 29%. Em reais, a moeda digital cai 2,02%, a R$ 197.054.

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Bitcoin salta e chega a superar US$ 39 mil em recuperação a sell-off e com rumores de que Amazon poderá aceitar a moeda

SÃO PAULO – O Bitcoin salta 12,07% na manhã desta segunda-feira (26), tendo superado na máxima do dia os US$ 39 mil pela primeira vez desde meados de junho, recuperando-se do sell-off recente.

A disparada vem na esteira também de rumores de que a Amazon está avaliando começar a aceitar pagamentos com a criptomoeda até o fim do ano.

Em reais, o Bitcoin avança 11,95% a R$ 200.305 às 8h23 (horário de Brasília). Em dólares, a moeda vale agora US$ 38.498.

A informação foi divulgada pelo jornal City A.M., de Londres depois de depoimento de uma fonte anônima. Na última sexta-feira (23) a Amazon abriu uma vaga para líder de estratégia em moedas digitais e blockchain.

Vale lembrar que na última terça-feira (20), o Bitcoin havia caído abaixo de US$ 30 mil depois de uma maior repressão da China à mineração e negociação de moedas digitais e da declaração da secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, de que o governo americano iria estabelecer uma estrutura regulatória para as stablecoins.

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Após viagem especial com sucesso de Jeff Bezos, Blue Origin entra no mapa

(Divulgação)

Nesta terça-feira, 20, o homem mais rico do mundo foi para o espaço – e voltou com as mãos sobre um novo negócio. Fundador da Amazon, Jeff Bezos embarcou no primeiro voo com seres humanos a bordo da Blue Origin, sua empresa de exploração espacial.

Com o feito atingido com sucesso, o bilionário se coloca de vez na corrida espacial, uma área na qual vinha comendo poeira de rivais como Elon Musk, da SpaceX, e Richard Branson, da Virgin Galactic.

Em apenas 10 minutos e 10 segundos, a viagem foi concretizada com sucesso: a nave tocou o solo terráqueo às 10h22. O lançamento ocorreu às 10h12.

A separação da cápsula ocorreu às 10h16 e o lançador voltou à Terra e tocou o solo às 10h19 – o voo atingiu velocidade máxima de 3.595 km/h. Os paraquedas da nave se abriram por volta das 10h20. Ainda perto do local de pouso, a equipe comemorou com champanhe o sucesso da viagem.

A tripulação do primeiro voo com humanos da Blue Origin, empresa de exploração espacial de Jeff Bezos, embarcou no foguete New Shepard, testou os comandos de comunicação com a base na Terra e depois a cápsula foi fechada.

Então, os viajantes aguardaram a contagem regressiva para a decolagem – os últimos dois minutos antes da decolagem foram controlados inteiramente pelos sistemas autônomos da nave.

A plataforma de acesso se desprendeu por volta das 10h10, faltando 1 minuto para decolagem. Com todos a bordo, a tripulação aguardou as checagens finais, o que atrasou em alguns minutos o lançamento. A decolagem estava marcada para às 10h (horário de Brasília) – o lançamento aconteceu no oeste do Texas (EUA), próximo à cidade de Van Horn.

Na manhã desta terça, a Blue Origin indicou que o voo estava confirmado para o horário programado – condições climáticas sempre podem alterar a programação de viagens espaciais, o que não foi o caso desta vez. A viagem teve transmissão pela internet.

O foguete New Shepard foi lançado com quatro passageiros: Jeff Bezos, o irmão Mark Bezos, Wally Funk (pioneira do setor aeroespacial de 82 anos) e Oliver Daemen (estudante de física de 18 anos).

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Foram cerca de 10 minutos de viagem, que teve três etapas: o lançamento do foguete, a separação da cápsula com os passageiros e o retorno da tripulação à Terra em queda livre com paraquedas em direção à mesma região de onde partiu.

Faltando 45 minutos para o lançamento, a equipe seguiu em direção rumo ao foguete para o embarque, o que inclui um trajeto de duas milhas de carro e a subida na estação de embarque.

Após a realização da viagem do patrão com sucesso, a Blue Origin comemorou o feito no Twitter.

No evento após o voo, que contou com as filhas do astronauta Alan Shepard, os quatro receberam o broche dedicado apenas a astronautas, uma tradição americana relacionada à exploração espacial.

“Quero agradecer os engenheiros da Blue Origin, que fizeram um trabalho incrível em construir o mais confiável e divertido veículo, a cidade de Van Horn e a cada funcionário e cliente da Amazon. Vocês pagaram por isso aqui”, disse Bezos.

“Minhas expectativas eram altas, mas foram dramaticamente superadas. A gravidade zero parecia algo natural. A parte mais profunda da viagem foi olhar a Terra. Todo astronauta diz que isso muda a perspectiva quando você olha toda beleza e fragilidade da Terra”, disse.

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Diferentemente dos voos para a Estação Espacial Internacional, que está em órbita a 408 km de distância da Terra, a nave New Shepard fez uma viagem suborbital: o objetivo era cruzar a linha de Karman, a 100 km de altitude, que, por convenção internacional, marca o início do espaço sideral. A cápsula atingiu a marca com sucesso e bateu 107 km de altitude.

A viagem colocou a Blue Origin no mapa da exploração espacial privada, uma disputa que vê outras empresas na dianteira.

Entre elas estão a SpaceX, de Elon Musk, e a Virgin Galactic – a empresa capitaneada por Richard Branson realizou com sucesso no último dia 11 um voo suborbital com a presença do bilionário de 71 anos de idade. Na madrugada desta terça, Elon Musk enviou uma mensagem de boa sorte à tripulação da Blue Origin.

Após o voo, Richard Branson, da Virgin Galactic, congratulou a equipe da empresa rival.

Os preços de um assento em uma nave da Blue Origin ainda são um mistério – a empresa ainda não revelou os valores oficiais dos voos. Oliver Daemen, estudante de física que comprou seu lugar no foguete, não divulgou o quanto pagou.

Por enquanto, o parâmetro do preço para um assento na nave é um leilão de US$ 28 milhões, abocanhado no mês passado por um milionário desconhecido, que acabou desistindo desta viagem por motivos de “agenda”. Já a Virgin Galactic irá comercializar os seus voos por US$ 250 mil.

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A Blue Origin anunciou nesta manhã que deve fazer mais dois voos tripulados ainda neste ano, mas os preços não foram revelados. Os interessados devem mandar e-mails para a empresa.

Feito coloca Blue Origin na disputa do setor

Depois da Virgin Galactic preparar o terreno na semana passada, a Blue Origin mostrou nesta terça uma outra tecnologia para voos suborbitais, com uso de foguete – a viagem de Branson foi executada com um avião.

“Com esse feito, certamente avançamos em turismo espacial. Até então, só astronautas muito treinados conseguiam fazer uma viagem como essa. Eles estão demonstrando que pessoas comuns (bilionários, por enquanto) conseguem também. É um novo mercado que está surgindo, e que, se tiver cliente, será promissor”, diz Annibal Hetem, professor de propulsão espacial da Universidade Federal do ABC (UFABC).

Para Alexandre Zabot, professor de Engenharia Aeroespacial da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o voo da Blue Origin marca uma nova era de concretização do turismo espacial: “O grande momento agora é passar da fase de sonhos e planejamentos para a realidade”, afirma.

Existe, porém, um longo caminho a ser percorrido para esse tipo de viagem se tornar frequente e acessível.

“O principal desafio para o turismo espacial se tornar realidade é o custo, porque está no começo da indústria – com os carros também foi assim. O motor e o sistema de pouso são os pontos mais críticos para barateamento, por conta da validação para viagens com seres humanos”, diz Cassio Leandro Dal Ri Barbosa, astrônomo e professor do Centro Universitário da FEI.

Segundo Bezos, cada nave pode fazer entre 25 e 100 voos.

Foguete não tem piloto

Em testes desde 2015, o foguete da Blue Origin já realizou 15 voos, mas nenhum com passageiros a bordo.

Seu diferencial tecnológico é um sistema de inteligência artificial (IA): o veículo é totalmente autônomo, o que significa que todos a bordo são passageiros, sem pilotos no comando.

Além disso, mirando o barateamento das viagens espaciais, a Blue Origin usa uma técnica de reutilização de foguete, em que o lançador desce verticalmente para a Terra depois de cumprir o objetivo de lançar a cápsula – é um método também explorado pela SpaceX.

A New Shepard é composta por um lançador de quase 16 metros de altura e uma cápsula semi-oval na ponta. Atinge uma aceleração superior a Mach 3, ou seja, três vezes a velocidade do som.

A cápsula tem seis poltronas reclináveis de couro com acessos para janelas de 110 de altura por 73 cm.

“A viagem é uma demonstração de confiança de Jeff Bezos no produto dele. É uma propaganda que pode trazer recursos para a empresa no longo prazo”, diz Annibal Hetem, professor de propulsão espacial da Universidade Federal do ABC (UFABC).

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Ação da Amazon sobe 4,7% e renova máxima histórica um dia após a posse do novo CEO

Amazon Mobile (Shutterstock)

SÃO PAULO – As ações da Amazon fecharam o pregão desta terça-feira (6) com ganhos de 4,7% na Nasdaq, nos EUA, a US$ 3.675,74. Com isso, os papéis renovaram a máxima histórica antes atingida em setembro de 2020, quando fecharam a US$ 3.531,45.

O rali, que representou o maior ganho do índice S&P 500 no dia, corresponde ao maior ganho diário para os papéis desde 4 de novembro de 2020, um dia após as eleições presidenciais americanas, quando as ações tiveram alta de 6,3%. No ano, os papéis sobem 12,9%.

Com o resultado de hoje, a Amazon encerrou o dia com valor de mercado de US$ 1,85 trilhão.

O marco veio um dia após a posse do novo CEO, Andy Jassy, que assumiu na segunda-feira (5) o cargo de Jeff Bezos, fundador da gigante do varejo eletrônico sediada na cidade de Seattle, nos EUA.

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Fim de uma era: o que esperar da Amazon sem Jeff Bezos?

O movimento foi impulsionado pela decisão do Pentágono de cancelar o contrato para o projeto de computação em nuvem JEDI, assinado com a Microsoft, avaliado em US$ 10 bilhões. Em vez disso, buscará um acordo com a Microsoft e com a Amazon.

Criado em março de 2018, o projeto Joint Enterprise Defense Infrastructure (JEDI) era um contrato inicial de dois anos no qual uma empresa de tecnologia seria responsável por gerenciar os mais de 500 sistemas de nuvem do Pentágono.

O projeto foi alvo de contestações legais desde que foi concedido à Microsoft, em outubro de 2019. A Amazon, que perdeu a licitação, foi à Justiça argumentando que o processo era falho e injusto.

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Fim de uma era: o que esperar da Amazon sem Jeff Bezos?

(Divulgação/Amazon – montagem/IM)

SÃO PAULO – Nesta segunda-feira (5), Jeff Bezos oficialmente deixou de ser o CEO da Amazon. A multinacional de comércio eletrônico terá agora a liderança para Andy Jassy, até então CEO do serviço de hospedagem em nuvem Amazon Web Services (AWS).

Aos 57 anos de idade, Bezos é o homem mais rico do mundo. Sua fortuna é estimada em US$ 203 bilhões, segundo o Bloomberg Billionaires Index.

A Amazon, que começou como uma livraria na década de 90, é hoje uma gigante da tecnologia que vale cerca de US$ 1,7 trilhão na Bolsa de Valores americana Nasdaq. A empresa comercializa de eletrônicos e produtos de higiene a alimentos e bebidas, tudo online. Também investe em frentes que vão de computação até entretenimento e saúde. Assim, já ultrapassou a marca de US$ 100 bilhões em receita trimestral em 2020.

Após ir de livraria a uma empresa bilionária, o que esperar da nova fase da Amazon, sem Bezos? O InfoMoney conversou com alguns especialistas para entender. Confira:

Quem é o novo CEO?

Para entender a nova fase da empresa, é necessário entender quem é Andy Jassy. O norte-americano de 53 anos de idade participou da criação e desenvolvimento da plataforma online de armazenamento e processamento de dados AWS a partir de 2003. Em 2016, Jassy passou a ter o título de CEO da AWS. Antes, o executivo era vice-presidente sênior de Serviços Web da Amazon.

Homem de confiança de Bezos, Jassy é descrito como um sujeito simpático, em contraste com a personalidade dura de seu antecessor. No entanto, é bastante exigente: traça grandes expectativas para sua equipe e espera que seus colaboradores estejam à altura. Ao contrário de outros executivos do setor, ele não é formado em engenharia ou computação – é um administrador.

Além disso, é conhecido por se manifestar publicamente sobre questões políticas, sociais e sobre a concorrência. Jassy já fez declarações públicas contra políticas de imigração dos EUA e a favor de direitos LGBTQ+.

O InfoMoney preparou um perfil completo de Jassy e sua história – saiba mais aqui.

Grande fase da Amazon

Os negócios da Amazon (AMZO34) foram muito bem durante a pandemia. No primeiro trimestre deste ano, as vendas aumentaram 44% em relação ao mesmo período do ano anterior – a melhor taxa de crescimento trimestral da empresa desde 2011. O lucro líquido foi de US$ 8,1 bilhões, seu maior lucro trimestral de todos os tempos.

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Com o aumento da demanda, a Amazon contratou mais de 500 mil pessoas em 2020, aumentando seu quadro total de funcionários para mais de 1,3 milhão de pessoas ao redor do mundo.

As vendas da AWS cresceram 32% no primeiro trimestre, para US$ 13,5 bilhões. Isso torna a Amazon uma das maiores empresas de computação em nuvem do mundo – maior do que a Oracle, a SAP ou a Salesforce.

O negócio de varejo online da Amazon teve receita de US$ 52,9 bilhões, um aumento de 41%. Os serviços de terceiros, como atendimento e logística, aumentaram 60%, para US$ 23,7 bilhões (aproximadamente o tamanho da FedEx, empresa americana de entrega de produtos que é uma espécie de versão privada dos Correios).

Os serviços de assinatura, que têm como principal representante o Amazon Prime (concorrente da Netflix), tiveram receita de US $ 7,6 bilhões, um aumento de 36%. Ainda, a receita de “outros negócios”, que inclui a área de publicidade, atingiu US$ 6,9 bilhões, aumento de 77%.

O valor de mercado da Amazon é de US$ 1,7 trilhão, atrás apenas da Apple (AAPL34) e da Microsoft (MSFT34) entre as empresas listadas nos EUA.

Mudanças e desafios andam juntos

O consenso entre os especialistas consultados pelo InfoMoney é de que a chegada de Jassy na cadeira de CEO deve trazer algumas mudanças e novos desafios – mas o cenário ainda é positivo.

Para Vinicius Araujo, analista de ações globais da XP, a figura do CEO é muito importante para os investidores. “A perspectiva de que líderes capacitados podem trazer melhores resultados para a empresa é realidade”, diz. Mas, segundo ele, essa transição de Bezos para Jassy não dá a impressão de perda de qualidade para o mercado.

“Não foi uma troca radical. O Jassy já está na empresa há mais de 25 anos, era CEO da AWS e conhece muito bem o negócio”, avalia. “A principal mudança que deve acontecer é um direcionamento ainda mais forte no segmento de Cloud, da AWS. E isso é positivo, porque esse segmento é o principal gerador de lucro operacional hoje e um dos segmentos mais importantes para a empresa. Ao colocar um cara especialista dessa área na liderança geral, a empresa dá um recado de que há uma intenção em expandir ainda mais os negócios nessa direção, que já é muito lucrativa.”

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Ainda segundo o analista, a expectativa é de que a empresa comece a agir mais no sentido dos princípios ESG, que representa a busca por melhores práticas ambientais, sociais e de governança. A sigla se tornou conhecida inclusive no mundo dos investimentos. “O que devemos ver são mais ações focadas nos quesitos ESG, a fim de criar um ambiente de trabalho com mais empatia e com cultura mais inclusiva”, diz.

Mas aí também surge o primeiro desafio. Segundo Araujo, a empresa está buscando melhorar a qualidade de vida do funcionário em decorrência de vários processos trabalhistas. “Há a meta, inclusive, de ser o melhor lugar do mundo para trabalhar, com satisfação dos funcionários altíssima. Então, imagino que a chegada de Jassy ajude nessa promoção dos aspectos sociais, de governança e ambientais”, avalia.

Durante a pandemia, à medida que sua cadeia de suprimentos se estabiliza, a empresa passou a reverter as políticas de aumento de salário introduzidas no início de 2020 para manter seus funcionários trabalhando durante a crise sanitária. Mas, segundo relatos de funcionários, as medidas adotadas caíram enquanto o vírus avançava pelos armazéns da Amazon na Europa e nos EUA.

Também há preocupações de que o crescimento do comércio eletrônico da Amazon desacelere com a reabertura da economia, e esse é mais um desafio para Jassy, que vai precisar projetar uma retomada sólida e impulsionar o crescimento em outras áreas e compensar qualquer desaceleração do varejo online.

Outra preocupação tem relação com o escrutínio regulatório que continua assombrando a Amazon. “A comissão antitruste e os órgãos reguladores locais olham muito de perto essas gigantes de tecnologia e tentam criar regulações para impedir práticas anticompetitivas. No caso da Amazon, no entanto, não há comprovação de qualquer tipo de monopólio. A empresa tem muitos braços, e até agora nenhum deles parece apresentar características monopolistas, mas todos ficam de olho nos próximos passos”, diz o analista da XP.

Existe um receio de que o maior foco regulatório possa prejudicar a capacidade da Amazon de crescer por meio de aquisições. A empresa está recebendo atenção considerável dos reguladores e legisladores pela aquisição pendente de US$ 8,5 bilhões pelo estúdio cinematográfico MGM.

É verdade que estar no centro dos holofotes nesse contexto não é exatamente bom, mas segundo Fernando Martin, analista da Levante Investimentos, a aquisição foi um negócio caro. “Não animou o mercado, nem é determinante para o sucesso do Prime Video. Então acreditamos que, se não der certo, vida que segue. Não é uma aquisição crucial”, diz.

O resultado da transação MGM pode servir como um teste. Se aprovada, a aquisição deverá levar obras audiovisuais conhecidas do MGM para os consumidores da Amazon. O movimento é um caminho para levar robustez ao catálogo da Amazon e competir com outras empresas de transmissão online de conteúdo, como Disney e Netflix.

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De um jeito ou de outro, a expectativa dos analistas consultados é positiva. “Acreditamos que a história deve ser bem-sucedida, devido à mentalidade de Bezos que deve continuar e também à história das big techs que passaram por isso e conseguiram manter uma operação eficiente”, diz Martin.

Efeito nas ações

Apesar dos bons resultados diante da pandemia, as ações da Amazon não acompanham no mesmo ritmo. Nos últimos 12 meses, os papéis subiram 14,85%, enquanto seu benchmark, o S&P500, subiu 36,88% no mesmo período.

Entre os motivos para a cautela do investidor está a rotatividade do CEO. Grandes empresas de tecnologia têm um histórico misto no que diz respeito à substituição de CEOs fundadores. A história de sucesso mencionada pelos entrevistados é de Tim Cook, atual CEO da Apple, que assumiu o cargo de Steve Jobs em 2011. As ações da Apple subiram 1.000% desde que ele assumiu.

A história menos bem-sucedida é da Microsoft, na qual Steve Ballmer sucedeu Bill Gates como CEO em janeiro de 2000 e permaneceu no cargo por 14 anos. As vendas da Microsoft triplicaram com Ballmer no comando, mas as ações não acompanharam. Desde 2014, o CEO da Microsoft é Satya Nadella.

“As ações da Amazon estão de lado desde fevereiro, quando foi anunciada a mudança, e embora não tenham subido de forma super positiva, dá para afirmar que o anúncio não foi visto como negativo pelo mercado. Há investidores que ainda se importam com essa figura de liderança e estão em uma espécie de compasso de espera para entender como vai funcionar”, avalia Araujo, da XP.

No caso da Apple, segundo Araujo, o perfil de Cook foi complementar ao de Jobs. Se Jobs era o gênio do produto, a visão de negócio e mercado de Cook ajudou e alavancou a Apple.

“A Amazon pode surpreender positivamente nesse sentido, uma vez que o Bezos teve genialidade de criar e o Jassy pode trazer um crescimento exponencial. Há uma pressão enorme em ser o sucessor de Bezos, e manter os patamares atuais já é difícil, mas entendemos que Jassy tem experiência”, diz.

Mais que isso, Martin, analista da Levante Investimentos, pontua que nos casos citados a transição foi bem feita, o que no longo prazo deu resultados mesmo sem um boom nas ações.

“Na Microsoft, Bill Gates saiu de CEO para o conselho, como o Bezos agora. Mas nesse contexto, a visão do fundador ainda estará presente na alma da companhia e ele vai participar das grandes decisões que virão. Avaliamos essa transição de maneira positiva. Aparentemente, está sendo bem feita. Bezos está saindo, mas a cultura que criou e ajudou a manter vai ficar na empresa”, diz.

Segundo ele, há uma forte associação entre Amazon e varejo, “mas grande parte do lucro operacional vem da AWS, operação administrada por Jassy por anos”. “Mesmo com as ações performando abaixo do seu principal benchmark, é uma boa oportunidade e um caso interessante para investimentos. Somos compradores do papel”, afirma Martin.

Nesta segunda, às 15h30 do horário de Brasília, os papéis da empresa subiam 2,3%, cotados a US$ 3.510. Enquanto isso, os BDRs (#AMZO34) subiam 0,03%, cotados a R$ 112,99 no mesmo horário.

E os próximos passos de Bezos?

Para Bezos, deixar o cargo de CEO da Amazon não necessariamente significa menos trabalho. Além da varejista, o executivo tem outros projetos em andamento – como a empresa aeroespacial Blue Origin e a Amazon Studios, divisão da empresa que desenvolve e produz programas, filmes e séries.

Blue Origin 

No próximo dia 20, Bezos vai participar de um voo espacial durante a primeira viagem tripulada da Blue Origin – que deve se tornar a segunda empresa privada a realizar o feito depois da Virgin Galactic, do também bilionário Richard Branson, que espera fazer a viagem para o espaço uma semana antes.

No entanto, o fundador da Amazon foi o primeiro a anunciar seus planos para uma viagem espacial na cápsula espacial New Shepard da Blue Origin, junto com seu irmão Mark Bezos.

Os investimentos na empresa foram bilionários com o objetivo de promover o turismo e a infraestrutura no espaço. “Desde os cinco anos de idade, sonhava em viajar para o espaço”, disse Bezos em uma postagem na rede social Instagram. “Vou fazer essa viagem com meu irmão. A maior aventura, com o meu melhor amigo”, acrescentou.

Além da dupla, também estarão presentes no voo convidados como Wally Funk, uma astronauta de 82 anos, e passageiros que compraram assentos em um leilão. Um dos lances chegou a US$ 28 milhões, disse a empresa.

Amazon Studios

Na última semana, Bezos repostou no Instagram uma selfie com o ator Dwayne ‘The Rock’ Johnson, anunciando uma parceria entre a Amazon Studios e a Seven Bucks Productions, produtora do ator, para novos filmes.

“Uma semana emocionante chegando, pois a Amazon Studios e o Seven Bucks Production se reúnem para um grande anúncio que proporcionará diversão às famílias em todo o mundo. Paixões compartilhadas e sempre trabalhando duro com as próprias mãos. Estou ansioso por este. Teremana está a caminho!”, escreveu o ator no post. Teremana pode ser o nome da nova produção em conjunto.

Outros interesses

Bezos também deve se concentrar mais no jornal The Washington Post, que ele comprou por US$ 250 milhões em 2013. Ele é creditado por modernizar o jornal e conduzi-lo para o ambiente digital, depois de um período de declínio por décadas.

Outro interesse do bilionário é a filantropia: no ano passado, anunciou a criação do chamado Bezos Earth Fund (“Fundo Bezos para a Terra”, em tradução livre), de US$ 10 bilhões, que visa “acelerar a transição para 100% de energia limpa e acesso equitativo a ar, água e terra saudáveis.”

No entanto, vale lembrar que ele é uma das cinco pessoas mais ricas do mundo que não se comprometeram com o Giving Pledge, iniciativa filantrópica criada por Bill Gates e Warren Buffett para encorajar bilionários a direcionar pelo menos metade de sua fortuna para caridade.

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Ações de gigantes de tecnologia estão baratas, diz estrategista do Barclays

big techs (Getty Images)

(Bloomberg) — Comprar ações negociadas a 40 vezes o lucro pode não parecer um bom negócio. Mas é exatamente isso o que Maneesh Deshpande está recomendando aos clientes.

O chefe de estratégia de derivativos de ações do Barclays acaba de elevar sua recomendação para a ação da Apple e de outras gigantes da tecnologia, aconselhando investidores a comprarem mais papéis dessas empresas. Conhecido como FAAMG (Facebook, Amazon, Apple, Microsoft e Google, controlado pela Alphabet), o grupo consegue uma trégua depois de ficar para trás em relação ao mercado desde outubro.

Com o alto preço das ações do grupo – um prêmio de 35% sobre o índice S&P 500 -, Deshpande diz que julgar os valuations com base em um nível absoluto ou compará-los com o resto do mercado não funciona, porque isso não reconhece a vantagem de crescimento que essas gigantes da tecnologia oferecem no longo prazo. Em outras palavras, essas empresas merecem um múltiplo mais alto por causa de seu poder de lucro superior.

Uma abordagem mais apropriada, diz Deshpande, seria avaliar as ações em relação à sua própria história. A valorização dos papéis do FAAMG está atualmente no mesmo nível observado antes da pandemia. Em contraste, o S&P 500 mostra um prêmio em relação ao patamar em dezembro de 2019.

“É como dizer que os imóveis de Nova York estão baratos agora, mas não nunca serão tão baratos quanto em Montana. É mais barato em relação ao nível em que estava”, disse Deshpande, em entrevista por telefone.

Leia também:
Para Márcio Appel, da Adam, “big techs” americanas estão inexplicavelmente baratas

As gigantes de tecnologia, antes estrelas no topo do ranking, tiveram um começo de ano difícil. O valor de mercado total das empresas subiu menos de 8% nos primeiros cinco meses, enquanto os índices que rastreiam commodities e ações financeiras avançaram mais de 20%. O fraco desempenho coincidiu com as crescentes discussões em Washington sobre regulamentos e impostos e com a ameaça de taxas de juros mais altas sobre ações muito caras.

Agora, as expectativas de inflação começam a diminuir e as ações do FAAMG recuperam terreno. O grupo acumula alta de 6,3% neste mês, ganho que nenhum dos 11 principais setores do S&P 500 foi capaz de superar. Sem elas, a alta de 0,9% do índice teria sido revertida para uma perda de 0,4%.

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Alibaba: queda de 40% do BDR virou oportunidade de compra?

(CONDADO DA FARIA LIMA) – Conhecida como “Amazon chinesa” a Alibaba é uma das empresas com números mais superlativos do e-commerce mundial. Para se ter uma ideia: apenas no “singles day” (tradução livre: dia do solteiro), comemorado dia 11 de novembro na China, o Alibaba vendeu US$ 38 bilhões em produtos em 2019, mais de 5x o que a “Amazon original” vendeu no “Prime Day”.

Em 2020, ano que muita gente foi obrigada a usar a compra online, o número é ainda mais impressionante: US$ 64bi vendidos pela Baba no Singles Day, contra US$ 10bi da Amazon no Prime Day.

Apesar disso, o Alibaba vem sofrendo na bolsa desde novembro: o BDR negociado na B3 (código: BABA34) acumula queda de 40% de novembro pra cá. O principal motivo disso: problemas entre o controlador da empresa, Jack Ma, e o governo chinês. Lá na China as coisas são um pouco diferentes daqui, então quando falamos de “problemas”, isso na prática significou a suspensão do IPO da AntGroup (empresa do Jack Ma) e até o “sumiço” do empresário por um bom tempo.

Para Jennie Li, estrategista internacional da XP, essa queda é muito exagerada, tendo em vista que os fundamentos da Alibaba não mudaram desde então. “Eu acho que é uma oportunidade de compra: ela foi penalizada exageradamente pelos investidores, não só Baba como outras ações chinesas”, disse Jennie ao Coffee & Stocks desta sexta-feira, 18 (confira a entrevista completa no vídeo acima ou em nosso canal no youtube).

Uma novidade: Jennie Li será também a apresentadora oficial da edição de terça-feira do “Coffee & Stocks”, dia em que falamos de ações globais. A estreia dela como apresentadora será já nesta terça (22/6), quando ela receberá o gestor de ações globais do Opportunity, Vinicius Ferreira.

O Coffee & Stocks é transmitido ao vivo de segunda a sexta, das 8:00 às 8:30 da manhã, no Youtube do Stock Pickers. Em cada dia da semana, um tema diferente:
Segunda = Análise Técnica
Terça = Ações Globais
Quarta = Papo Com Gestor
Quinta = Ações brasileiras
Sexta = Tema Livre

Por que Wall Street não se anima apesar dos resultados fortes das big techs?

New York Stock Exchange nyse bolsa americana mercado ações wall street (Getty Images)

SÃO PAULO – Amazon, Apple, Facebook, Google, Microsoft e Tesla. Todas reportaram resultados considerados muito positivos pelos analistas do mercado, com lucros e receitas recordes depois de um ano de pandemia.

No entanto, nesta semana o principal índice acionário dos Estados Unidos, o S&P 500, registra apenas leves ganhos de 0,12%. Já o Nasdaq, que é um índice focado nas ações de empresas de tecnologia, caminha para encerrar a semana praticamente estável.

A pergunta que fica diante disso é: se os números vieram melhor do que o esperado, por que isso não se refletiu em um otimismo maior nas bolsas americanas?

Segundo Roberto Attuch, CEO da Ohmresearch, atualmente as preocupações com a inflação nos EUA e o ritmo da vacinação globalmente limitam qualquer possibilidade de uma euforia desencadeada pelos resultados corporativos.

Para ele, o número forte do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA divulgado na véspera acabou aumentando as preocupações com a inflação no país. A economia americana cresceu 6,4% no primeiro trimestre, acima dos 6,1% esperados pelos economistas do mercado financeiro de acordo com dados compilados pela Refinitiv.

“Esse PIB provocou a alta de taxas de juros longas e impediu que o mercado refletisse os espetaculares resultados de Apple e outras tech. Ou seja, vamos agora para o verdadeiro teste de fogo dos mercados: inflação”, afirma Attuch.

Com a aceleração econômica do país movida principalmente pelo gasto estatal em programas de estímulo trilionários que o presidente Joe Biden conseguiu aprovar no Congresso é esperado que a inflação aumente, principalmente se somarmos esse movimento interno dos EUA com a valorização internacional das commodities.

“O Federal Reserve [banco central dos EUA] já deixou absolutamente claro que vai deixar a inflação acima de 2% por alguns anos. A pergunta de US$ 1 trilhão é qual o nível de inflação que começa a incomodar a autoridade monetária. Muitos falam de algo próximo a 3%. Tão ou mais importante que isso é o que acontecerá com expectativas e principalmente se as camadas da população com menor poder de barganha começarem a ter aumentos de salários”, explica o economista.

Para saber mais escute no Telegram do InfoMoney o áudio de Roberto Attuch sobre as bolsas internacionais. O economista faz boletins todas as segundas e sextas-feiras no nosso canal. Inscreva-se gratuitamente para receber uma cobertura do mercado em tempo real.

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Amazon tem lucro muito acima do esperado e ações sobem no after-market de NY

Amazon corporate office building in Sunnyvale, California

SÃO PAULO – A Amazon reportou um lucro líquido de US$ 8,11 bilhões no primeiro trimestre de 2021 e nos 12 meses encerrados em março totalizou um resultado líquido de US$ 26,9 bilhões. Este último valor é maior que os lucros da varejista digital nos últimos três anos cheios.

O principal negócio da empresa, o e-commerce, foi impulsionado de maneira sem precedentes neste ano de pandemia, uma vez que um número recorde de pessoas passou a fazer compras online.

No primeiro trimestre a Amazon teve um aumento de 44% nas vendas, chegando a US$ 108,5 bilhões. Foi o segundo trimestre consecutivo em que a big tech teve mais de US$ 100 bilhões de faturamento.

Os dados foram muito acima das expectativas dos analistas. Segundo a Refinitiv, a média das estimativas do mercado financeiro era de uma receita líquida de US$ 104,46 bilhões. O lucro por ação esperado era de US$ 9,54, bem abaixo dos US$ 15,79 efetivamente reportados.

As ações da Amazon sobem 3,68% a US$ 3.598 no after-market da Bolsa de Valores de Nova York.

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