Ambev: queda de 56% no lucro é apenas uma prévia do que há por vir

(shutterstock)

SÃO PAULO – A queda de 55,9% no lucro líquido da Ambev (ABEV3), maior fabricante de cerveja e refrigerantes da América Latina, no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2019, é apenas uma prévia dos efeitos da Covid-19 que a empresa deve sentir daqui para frente, apostou o analista André Hachem, do Itaú BBA em relatório publicado na manhã desta quinta-feira (7), logo após a publicação do balanço.

Betina Roxo, da XP, afirma que a ação da companhia deve permanecer pressionada no curto prazo. Na visão de Pinar Ergun, do Morgan Stanley, o segundo trimestre irá “deteriorar” e, para Leandro Fontanesi, do Bradesco BBI, a recuperação da empresa parece ainda mais difícil após os números apresentados.

O lucro líquido da companhia R$ 1,211 bilhão no primeiro trimestre deste ano. O lucro líquido ajustado, que exclui itens extraordinários, totalizou R$ 1,227 bilhão, 55,6% menor na comparação anual.

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“Num contexto global de diminuição do consumo de bebidas alcoólicas por conta do COVID-19, a Ambev teve leve redução de 1,6% em sua receita líquida consolidada em comparação ao primeiro trimestre do ano anterior, totalizando R$ 12,6 bilhões. O volume consolidado da companhia, em comparação ao mesmo período de 2019, teve queda de 5,6%”, destacou a empresa no release de resultados, informando que os números antes da pandemia vieram em linha com o esperado.

Se os problemas advêm do contexto de pandemia, natural que estejam apenas no começo, já que os efeitos da Covid-19 nas principais regiões de de atuação não começaram antes da segunda quinzena de março e, portanto, afetarão com força consideravelmente mais significativa os números a partir de abril. A própria Ambev antecipou na divulgação do balanço que apresentou queda de 27% no volume de cervejas vendidas no mês passado.

“O impacto total da pandemia da covid-19 em nossos resultados futuros permanece bastante incerto, mas esperamos que o impacto nos nossos resultados do segundo trimestre de 2020 seja materialmente pior do que no primeiro trimestre de 2020”, diz a companhia. Além disso, com a queda do volume e a mudança em direção ao canal off-trade (vendas fora de bares e restaurantes), a empresa espera um grande impacto na rentabilidade em razão da baixa alavancagem deste movimento.

Brasil mais pressionado

O faturamento no Brasil teve queda de 9,6% no 1º trimestre, a R$ 6,5 bilhões, enquanto o volume total de vendas (cerveja + não alcoólicos) foi 9,1% menor. No segmento Cerveja Brasil, os volumes caíram 11,5% na base anual, acima da estimativa do consenso de 10%.

E a pandemia não é o único problema da companhia no âmbito nacional. Betina Roxo, da XP Research, mantém o ambiente competitivo como uma das maiores preocupações para uma empresa pressionada por novos players, crescimento de nomes como a Heineken no país e mudanças nos hábitos de consumo da população.

“Os volumes foram impactados por uma indústria fraca e por um mix desfavorável, uma vez que o segmento premium, no qual a empresa tem menor participação de mercado, teve um desempenho consideravelmente melhor que a indústria total”, avalia Betina. O surto de Covid-19 resultou no fechamento da maior parte do canal on-trade (bares e restaurantes) a partir de meados de março, levando a uma redução no volume de 29,1% naquele mês. De acordo com a Nielsen, a indústria cervejeira caiu um dígito médio no trimestre.

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Para Fontanesi, do BBI, o tamanho da queda no Brasil é o dado “mais preocupante” do balanço, dado que a queda nas vendas de bares e restaurantes, que em março foi de 35%, dobrou para 70% no início do segundo trimestre, conforme dados da Elo. “Como resultado, nossa estimativa [anterior] de declínio de 38% em volume de vendas de cervejas no Brasil no segundo trimestre parece muito otimista”, opinou.

O analista lembra que a companhia tem presença muito mais forte que seus competidores neste segmento, estimando um alcance de 1 milhão de pontos de venda, contra algo entre 600 e 700 mil para Heineken e Brasil Kirin. Também aposta na possibilidade de uma mudança mais profunda no consumo, caso o hábito de ficar em casa cresça após a pandemia.

Na tentativa de driblar o problema, a companhia vem apostando em online com o site Cerveja.com.vc, um novo ecommerce de bebidas, além de fortalecer os canais Zé Delivery, Empório da Cerveja e Sempre Em Casa. “Mesmo que, em volume, ainda estejam muito distantes do equivalente aos canais tradicionais, foram fundamentais para que as marcas da companhia se mantivessem próximas aos consumidores. Em março, foram mais de 600 mil entregas realizadas pelo Zé Delivery, número que aumentou para 1 milhão em abril”, disse a companhia.

Outros mercados

Já nos mercados internacionais, a Ambev apresentou aumento no volume de vendas na região LAS (Latin America South) e no Canadá, de 6,4% e 3,1%, respectivamente. Na zona CAC (Central America and the Caribbean), o volume atingiu 2,7 milhões de hectolitros, uma queda em comparação aos 3,1 registrados no primeiro trimestre de 2019.

Há alguns motivos para esse resultado. Na região da América Latina, houve aumento de preços e a base de comparação mais fraca no ano anterior ajudou a impulsionar o crescimento. Na região do Canadá, além de uma mudança para marcas premium recente, há uma preferência pelo consumo dos produtos Ambev diretamente em supermercados, e a corrida por compras no início da pandemia veio a calhar neste sentido.

Na América Central e Caribe, a quarentena foi mais severa desde o início, e outras pressões de custos foram sentidas devido à maior participação de produtos importados no portfólio da região.

Lado bom

Os números da companhia não foram de todo negativo, lembram analistas do Morgan Stanley.  O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), foi de R$ 4,23 bilhões no 1º trimestre deste ano, um recuo de 18% em comparação ao ano passado, mas o Ebitda Normalizado caiu 13,7%, superando a expectativa média do mercado (queda de 14,7%).

A margem Ebitda recuou de 40,5% para 33,6% no trimestre. Segundo a empresa, isso ocorreu por fatores cambiais (depreciação do real) e à “desalavancagem operacional devido a menores volumes de vendas”. O fluxo de caixa operacional foi de R$ 1,54 bilhão, queda de 25,8%, enquanto os investimentos cresceram 146,6% para R$ 1,34 bilhão. A receita líquida da Ambev no 1º trimestre foi de R$ 12,60 bilhões, queda de -0,3% em comparação ao 1º trimestre de 2019.

Por isso, os resultados dos primeiros três meses do ano foram classificados como “mistos” pelo analista Pinar Ergun, do Morgan. Para os analistas do BBA, liderados por André Hachem, “os resultados futuros devem ser impactados de forma mais severa e há pouca visibilidade atualmente”.

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Lucro do Banco do Brasil cai 20% e vai a R$ 3,4 bi; Ambev lucra 56% menos no 1º tri e mais resultados no radar

A temporada de resultados é movimentada nesta quinta-feira (7), com destaque para o Banco do Brasil, que viu seu lucro cair 20%, enquanto a Ambev teve queda de 56% do lucro em meio ao impacto da pandemia do coronavírus.

Já a AES Tietê reportou um lucro líquido de R$ 75 milhões no período, uma expansão de 21,5% sobre igual trimestre de 2019. A empresa justificou os motivos para não ter aceito a oferta hostil da Eneva Energia e informou que pagará dividendos de R$ 89 milhões aos acionistas em 20 de maio. Já o GNDI – Grupo Notre Dame Intermédica – também divulgou resultados e reportou lucro líquido de R$ 208 milhões no 1º trimestre, um crescimento de 40,9% sobre igual período do ano passado. Confira os destaques:

Banco do Brasil (BBAS3)

O Banco do Brasil informou na manhã de hoje que obteve um lucro líquido ajustado de R$ 3,40 bilhões no 1º trimestre de 2020, uma queda de 20,1% em comparação a igual trimestre do ano passado. O banco informou que, devido ao cenário desafiador com a epidemia da Covid-19, realizou provisões de R$ 2 bilhões no período, o que provocou a queda no lucro líquido. O banco calculou que, sem levar em conta as provisões, houve crescimento estrutural de 15,4% sobre o 1º trimestre do ano passado.

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Do total de provisões, foram R$ 1,17 bilhão no segmento pessoa física, R$ 824 milhões para a carteira de empresas e R$ 46 milhões no agronegócio. Segundo o banco, o reforço foi “prudencial” diante do “atual cenário desafiador para todo o sistema”.

A carteira de crédito avançou 5,8% sobre o 1º trimestre do ano passado, para R$ 725 bilhões no 1º trimestre deste ano. A carteira pessoa física teve o maior avanço, de 9%; a carteira pessoa jurídica cresceu 5,9%; a carteira rural cresceu 2,5%. Segundo o BB, os empréstimos consignados puxaram o avanço da carteira pessoa física, crescendo pouco mais de 16%. O BB informou que o índice de inadimplência superior a 90 dias sofreu redução de 10 pontos porcentuais em comparação ao 4º trimestre de 2019, ficando em 3,17% no fim de março.

As despesas administrativas cresceram 2,7% em doze meses e segundo o banco estatal estão sob controle. Como destaque, o BB afirma que a chegada da epidemia do coronavírus acelerou o uso do app do banco a partir de março, com 1,5 milhão de novos usuários na plataforma, que chegou a 15,8 milhões de clientes. “Em abril, a média diária de clientes que passaram a usar o app foi 358% superior aos últimos seis meses”, informou o BB.

O reforço nas provisões por conta da pandemia se refletiu na rentabilidade da instituição, que vinha melhorando até então como resultado da estratégia do banco de atuar em segmentos de melhores margens. O retorno sobre o patrimônio líquido médio no critério mercado, chamado de RSPL pelo BB, caiu a 12,5% no primeiro trimestre ante 17,7% no anterior. No conceito ajustado, o indicador ficou em 10,5% contra 14,7%, respectivamente.

O BB fechou março com patrimônio líquido de R$ 112,315 bilhões, 6,9% maior em um ano. Em relação aos três meses anteriores subiu 3,5%.

Em ativos totais, o BB alcançou R$ 1,580 trilhão em ativos, aumento de 4,2% em um ano, impulsionado pelo aumento do crédito em meio à crise da covid-19. Ante o trimestre imediatamente anterior teve elevação de 7,6%.

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Segundo o Morgan Stanley, o Banco do Brasil teve um trimestre “difícil” e seus resultados foram afetados pelas provisões de R$ 2 bilhões, que impactaram o lucro líquido. “A queda no lucro líquido, em grande parte, aconteceu por causa das provisões mais altas. Excluindo as provisões, os resultados não parecem tão ruins. Houve crescimento de 4% no portfólio expandido de empréstimos e um maior controle das despesas”, avalia o Morgan Stanley. O banco americano mantém a nota overweight – peso acima da média do mercado, com preço-alvo de R$ 48,00 para a ação BBAS3 em 2020.

A Ambev, maior fabricante de cerveja e refrigerantes da América Latina, teve lucro líquido de R$ 1,211 bilhão no primeiro trimestre deste ano, queda de 55,9% em relação aos 3 primeiros meses de 2019 (R$ 2,7 bilhões).

O lucro líquido ajustado, que exclui itens extraordinários, totalizou R$ 1,227 bilhão,  55,6% menor na comparação anual.

“Num contexto global de diminuição do consumo de bebidas alcoólicas por conta do COVID-19, a Ambev teve leve redução de 1,6% em sua receita líquida consolidada em comparação ao primeiro trimestre do ano anterior, totalizando R$ 12,6 bilhões. O volume consolidado da companhia, em comparação ao mesmo período de 2019, teve queda de 5,6%”, destacou a empresa no release de resultados.

O  faturamento no Brasil teve queda de 9,6% no 1º trimestre, a R$ 6,5 bilhões, enquanto o volume total de vendas (cerveja + não alcoólicos) foi 9,1% menor.

No segmento Cerveja Brasil, os volumes caíram 11,5% na base anual, acima da estimativa do consenso de 10%. Conforme destaca a XP Investimentos, isso pode manter as ações pressionadas, uma vez que o ambiente competitivo continua sendo uma das principais preocupações.

“Os volumes foram impactados por uma indústria fraca e por um mix desfavorável, uma vez que o segmento premium, no qual a empresa tem menor participação de mercado, teve um desempenho consideravelmente melhor que a indústria total. O surto de COVID-19 resultou no fechamento da maior parte do canal on-trade (bares e restaurantes) a partir de meados de março, levando a uma redução no volume de 29,1% naquele mês. De acordo com a Nielsen, a indústria cervejeira caiu um dígito médio no trimestre”, avalia.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), foi de R$ 4,23 bilhões no 1º trimestre deste ano, um recuo de 18% em comparação ao ano passado.

A margem Ebitda recuou de 40,5% para 33,6% no trimestre. Segundo a empresa, a margem Ebitda recuou por fatores cambiais (depreciação do real) e à “desalavancagem operacional devido a menores volumes de vendas”. O fluxo de caixa operacional foi de R$ 1,54 bilhão, queda de 25,8%, enquanto os investimentos cresceram 146,6% para R$ 1,34 bilhão. A receita líquida da Ambev no 1º trimestre foi de R$ 12,60 bilhões, queda de -0,3% em comparação ao 1º trimestre de 2019.

Em seu relatório de resultados, a Ambev já antecipou um dado do impacto da crise com o novo coronavírus. Em abril, o volume de cerveja vendido caiu 27% em bases consolidadas de suas operações.

“O impacto total da pandemia da covid-19 em nossos resultados futuros permanece bastante incerto, mas esperamos que o impacto nos nossos resultados do segundo trimestre de 2020 seja materialmente pior do que no primeiro trimestre de 2020”, diz a companhia.

A empresa avalia que, com a queda do volume e a mudança em direção ao canal off-trade, haverá um grande impacto na rentabilidade em razão da baixa alavancagem deste movimento.

AES Tietê (TIET11)

A concessionária de energia AES Tietê divulgou resultados do 1º trimestre de 2020 e comunicou que obteve um lucro líquido de R$ 75 milhões no período, uma expansão de 21,5% sobre igual período do ano passado. A receita líquida da empresa teve uma pequena expansão de 1,6% no 1º trimestre deste ano, para R$ 494 milhões. O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi de R$ 312,8 milhões, crescimento de 18% sobre o 1º trimestre de 2019. A margem Ebitda da AES Tietê avançou 9 pontos porcentuais sobre o 1º trimestre do ano passado, para 63,3%.

A empresa informou que reduziu sua dívida líquida de R$ 3 bilhões para R$ 2,86 bilhões. A relação dívida líquida sobre o Ebitda recuou de 2,93 vezes (2,93x) no 1º trimestre de 2019 para 2,64 vezes (2,64x) no 1º trimestre deste ano. O destaque da AES Tietê no período foi ter recebido uma oferta hostil da Eneva Energia, que ofereceu R$ 2,75 bilhões pela empresa paulista, mais uma troca de ações. A oferta foi rechaçada após 45 dias. O Conselho de Administração da AES Tietê explicou no balanço que estudou a proposta “com cuidado” mas concluiu que os perfis e planos estratégicos das empresas são diferentes.

A AES Tietê afirma que gastou R$ 32 milhões no estudo da oferta e comunicou que este valor impactará seus resultados no 2º trimestre. Em outro comunicado, a AES Tietê informou que pagará dividendos de R$ 89 milhões acionistas no dia 20 de maio. A data de corte será 11 de maio e as ações da empresa serão negociadas “ex-dividendos” a partir do dia 12.

A XP Investimentos destacou que a companhia divulgou fortes resultados, com Ebitda ajustado acima das expectativas, refletindo uma estratégia de compra a venda de energia eficiente, além dos impactos positivos da diversificação de portfolio para fontes renováveis não convencionais. Ainda houve a distribuição de 118% do lucro como dividendos (dividend yield de 1,55%), “o que reforça a nossa visão de que a a AES Tietê deve ser uma das poucas no setor a proporcionar dividendos atrativos a acionistas no atual ambiente de incerteza devido à pandemia da Covid-19”, aponta o analista Gabriel Fonseca.

A Totvs teve lucro ajustado de R$ 62,9 milhões no primeiro trimestre de 2020, alta de 43,5% em relação a igual período de 2019. O Ebitda ajustado foi de R$ 126,9 milhões, alta de 10,6%.

A receita líquida da companhia subiu 6,7% sobre o primeiro trimestre do ano passado, para R$ 601,4 milhões, “mesmo com o início da crise da Covid-19 na segunda quinzena de março”.

A companhia reduziu 37,8% sua provisão para inadimplência ante o primeiro trimestre do ano passado, para R$ 5,56 milhões, com o menor volume de atraso de clientes no início de ano. Ela ainda destacou não ter visto impacto relevante no risco de crédito devido aos efeitos econômicos da epidemia entre seus clientes.

Notre Dame (GNDI3

O Grupo Notre Dame Intermédica divulgou balanço do 1º trimestre de 2020 e informou que obteve lucro líquido de R$ 208 milhões no período, uma expansão de 40,9% sobre igual período de 2019.

A empresa de planos de saúde teve como destaques no trimestre a reinauguração do seu hospital-sede Intermédica no ABC Paulista, além da aquisição da Ecole, uma pequena operadora de planos de saúde na Região Metropolitana de São Paulo, e do laboratório LabClin, em Americana (SP). É importante lembrar que os resultados do GNDI3 incluem os do grupo Clinipam, que atua no Paraná e Santa Catarina e foi adquirido em novembro de 2019, e do Hospital São Lucas, de Americana, também comprado pela empresa no ano passado. O GNDI obteve no 1º trimestre deste ano um avanço de 34,9% na receita líquida, sobre igual período do ano passado, para R$ 2,5 bilhões. O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foi de R$ 408,5 milhões, um crescimento de 40,4% sobre igual período de 2019.

O grupo informou que sua carteira de clientes de planos médicos e odontológicos atingiu 6,1 milhões de pessoas, uma expansão de 31,6% sobre o 1º trimestre do ano passado. No intervalo de um ano, o GNDI passou a operar quatro novos hospitais, incluído o reinaugurado em São Bernardo do Campo (SP), totalizando 23 unidades. Com a chegada da epidemia do coronavírus ao Brasil, o grupo montou um Comitê de Gestão de Crises, isolando áreas para possíveis pacientes, comprando equipamentos e reagendando cirurgias não emergenciais de outros pacientes, para reduzir os riscos do contágio.

Brasil Agro (AGRO3)

A BrasilAgro, Companhia Brasileira de Propriedades Agrícolas, publicou o andamento da safra 2019/2020 após o encerramento do 1º trimestre. “Nesse trimestre, concluímos o plantio do milho safrinha em uma área de 17.894 hectares, totalizando uma superfície plantada de mais de 153,0 mil hectares nessa safra”, informou a empresa.

A produção de soja estimada para a safra 19/20 está em 158,6 toneladas, 2,7% superior à safra anterior; a produção de milho safra está estimada em 29,8 toneladas, 89,2% superior à safra anterior; a produção de milho safrinha está estimada em 10,15 toneladas, 73,8% superior à safra anterior; a produção de feijão safrinha está estimada em 7,8 toneladas, enquanto a de algodão em 8,2 toneladas (67,2% a mais que na safra anterior).

No total, a BrasilAgro projeta uma safra de 305,9 toneladas de grãos em 19/20, uma expansão de 31% sobre a safra anterior. “Esperamos aumentar a produção de soja em 2,3%, de milho em 38,7% e de milho safrinha em 7,7% em relação à estimativa inicial divulgada na safra. As decisões que ocasionaram tais alterações são decorrentes da reavaliação que fazemos conforme o decorrer da safra e de acordo com impactos climáticos”, informou a empresa.

A Duratex, fabricante de louças sanitárias, metais para banheiros e pisos, reportou um lucro líquido de R$ 50,5 milhões no 1º trimestre de 2020, uma expansão de 117% sobre igual período de 2019. O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado avançou 16,4% sobre o primeiro trimestre do ano passado, para R$ 266 milhões no 1º trimestre deste ano. A receita líquida avançou 8,3% sobre o 1º trimestre de 2019, para R$ 1,16 bilhão no 1º trimestre de 2020.

O banco Bradesco BBI considerou os resultados da Duratex “mais fortes que os esperados” tanto pelo banco como pelo mercado. “O Ebitda recorrente avançou 22% sobre igual trimestre do ano passado para R$ 217 milhões”, destacou o BBI. Como aspecto positivo, o banco comentou que a Duratex reforçou sua posição de caixa em R$ 1,4 bilhão até o final de abril, “antes que o pior da tempestade chegue”. O aspecto negativo foi o crescimento da dívida líquida da empresa para R$ 2 bilhões no final de março, alcançando uma relação dívida líquida sobre o Ebitda de 2,20 vezes (2,2x). O Bradesco BBI mantém a recomendação outperform – acima da média de mercado, para a ação DTEX3, com preço-alvo de R$ 14,00 para 2020, uma alta de 44% sobre o valor de ontem na B3.

Banco Pan (BPAN4

O banco Pan divulgou os resultados do 1º trimestre deste ano e reportou um lucro líquido de R$ 170 milhões, uma expansão de 77% sobre igual período de 2019. O banco, que opera majoritariamente em plataforma digital, afirma que houve melhoria do resultado financeiro e controle de despesas.

O Pan informou que o retorno sobre o patrimônio líquido médio foi de 13,7% no 1º trimestre de 2020, ante 9,3% em igual trimestre do ano passado. O banco informou que a receita com intermediação financeira foi de R$ 2,4 bilhões no 1º trimestre de 2020 – no mesmo período do ano passado, atingiu R$ 1,77 bilhão. A carteira de crédito do banco avançou 15% sobre o 1º trimestre do ano passado, para R$ 25 bilhões no 1º trimestre de 2020. Além de crédito em plataforma digital para as classes C, D e E, o banco passou a oferecer financiamentos apenas pela Internet para a compra de motos novas e carros usados.

BR Properties (BRPR3

A BR Properties publicou na noite de ontem os resultados do 1º trimestre de 2020, avaliados como “sólidos” pelo banco Bradesco BBI. A empresa informou uma receita líquida de R$ 76 milhões, um crescimento de 18% sobre o 1º trimestre de 2019, levando-se em conta as propriedades comerciais vendidas no ano passado. O lucro líquido avançou de R$ 9 milhões no 1º trimestre de 2019 para R$ 46 milhões no 1º trimestre deste ano.

Segundo o Bradesco BBI, o forte impulso no lucro ocorreu porque a BR Properties reduziu as suas despesas financeiras em 90%. O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) cresceu 25% para R$ 54 milhões, também com a exclusão, no resultado, das propriedades vendidas no ano passado. Em outro comunicado publicado ontem, a BR Properties informou que pagará dividendos de R$ 42 milhões aos acionistas no dia 15 de maio. Segundo a empresa, o pagamento levará em conta a posição de cada acionista na companhia no final do dia 24 de abril deste ano.

O BNDES e Bradesco estruturaram o pacote de financiamento às companhias aéreas e esperam que um acordo seja
atingido até o fim da semana que vem, diz o Brazil Journal, citando uma pessoa não identificada que participa do plano.

A exposição combinada do BNDES e do mercado a Gol, Latam e Azul será de no máximo R$ 6 bilhões, com a Embraer podendo receber US$ 500 milhões adicionais e outros US$ 500 milhões em linhas de export finance tradicionais do banco.

O  BNDES diz que não fará desembolso sem que o mercado subscreva pelo menos um terço da dívida a ser emitida pelas empresas. O desembolso deve acontecer na segunda metade de junho.

O negócio deve envolver oferta das debêntures indexadas ao CDI ede warrants, num processo de bookbuilding no qual o retorno máximo para o investidor deve ser fixado em CDI +14%. O  BNDES e Bradesco ainda estão acertando a mecânica do leilão. O exercício dos warrants deve levar a uma diluição dos acionistas atuais entre 20% e 25%.

Conforme destaca a XP Investimentos, caso cada empresa tivesse acesso ao mesmo montante de financiamento dentro dos R$ 6 bilhões, cada uma teria acesso a R$ 2 bilhões (versus os cerca de R$ 3 bilhões anteriores). Apesar de se tratar de uma fonte de liquidez importante para as companhias, o preço definido poderá gerar diferentes cenários de diluição para os acionistas.

“Dentro de um intervalo de preços das ações entre o nível atual e um preço cerca de 70% acima, e assumindo que cada companhia tivesse acesso a R$ 2 bi em financiamento, estimaríamos uma diluição potencial para os acionistas entre 19% e 28% para a Azul e 22% e 33% para a Gol (sendo que quanto menor o preço, maior a diluição)”, avalia a equipe de análise.

O Bradesco BBI elevou a recomendação para as ações da Suzano de neutro para outperform (desempenho acima da média do mercado), com a expectativa de uma geração de fluxo de caixa livre robusta, de R$ 8 bilhões em 2021, e maior desalavancagem para a companhia.

Segundo os analistas, a combinação de (1) real mais fraco num contexto de taxa de juros mais baixa e (2) os esforços para reduzir custos operacionais, serão difíceis de serem ignorados, enquanto preços de celulose parecem ter chegado ao fundo e com recuperação que deve ser gradual.

Por outro lado, eles continuam mais conservadores sobre um rali sustentável de preço de celulose nos próximos meses especialmente pela visão de que os estoques de celulose estão nos níveis normais/altos.

A Klabin permanece como top pick no setor para a equipe de análise, que aumentou o preço-alvo para R$ 27,  com modelo de negócios resiliente, momentum de maiores lucros e balanço sólido.

Centauro (CNTO3

O Grupo SBF, que controla as Lojas Centauro, aumentou o seu capital social em R$ 3,49 milhões para R$ 1,014 bilhão. Com o aumento de capital, foram emitidas pouco mais de 874 mil ações ordinárias. Com o aumento, o capital social da empresa passou a ser composto por 211 milhões de ações ordinárias. Em comunicado enviado à CVM, o grupo detalhou que lançou um programa de compra das ações, para o qual serão convidados apenas integrantes do Conselho de Administração.

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(Com Agência Estado e Bloomberg)

E se ficar em casa for o novo normal? Bradesco BBI estima impactos para Ambev e frigoríficos

SÃO PAULO – Na Segunda Guerra Mundial, a ocupação de postos de trabalho masculinos por mulheres era para ser uma situação temporária, enquanto os homens estavam nos campos de batalha. Tornou-se uma condição permanente – e os analistas do Bradesco BBI temem que algo semelhante possa acontecer após o término da pandemia da Covid-19.

Leandro Fontanesi, especialista em análise dos setores de alimentos e bebidas, disse, em relatório de 14 páginas, que o cenário-base da instituição é que o consumo de alimentos e bebidas fora de casa retome os patamares pré-crise, mas existe uma “preocupação” com uma mudança mais permanente de hábitos, com base em eventos passados e pesquisas.

“A epidemia de SARS entre 2002 e 2004 levou a um aumento significativo nas assinaturas de banda-larga e um impulso duradouro para o e-commerce”, exemplifica a publicação. Uma pesquisa da Nielsen na China, onde começa uma reabertura após o período mais grave de contaminação,  mostrou que 86% das pessoas planejam comer mais frequentemente em casa na comparação com o período antes da Covid-19.

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Os efeitos

Um cenário com 50% menos consumo de alimentos e bebidas fora de casa levaria, por exemplo, a uma queda de 21% nas vendas de cerveja no Brasil, estima Fontanesi. Nacionalmente, 58% das pessoas preferem beber cerveja quando estão fora de casa, mas apenas 19% têm preferência pela bebida domesticamente.

Por outro lado, o mesmo cenário levaria a um aumento de 11% no consumo de bebidas não alcoólicas, pelos cálculos do BBI. O impacto para a Ambev (ativo=ABEV3]) seria de queda de 3% no Ebitda no caso mais moderado (diminuição de 10% nas atividades fora de casa) e de 14% no caso mais extremo (redução de 50%), estima o analista.

-10% no consumo externo -20% -30% -40% -50%
Impacto no Ebitda Ambev -3% -6% -8% -11% -14%

Do ponto de vista de alimentos, o estudo do BBI aponta para uma queda de 4% no consumo de proteínas na soma de Estados Unidos, China e Brasil em um cenário de reclusão de 50% – o que afetaria em cheio as empresas de proteínas listadas na B3. De forma segmentada, espera-se queda de 25% no consumo de peixe, 60% para porco e 15% alimentos processados.

“Dado que os mercados de proteínas são interconectados (Brasil, China e EUA correspondem a cerca de 50% do comércio mundial de proteína), nos preocupamos que os preços para carne e frango globalmente sofram com tal queda na demanda”, escreve Fontanesi. É esperada, nesse cenário, queda de 12% para o Ebitda da BRF (BRFS3), 9% para a JBS (JBSS3) e 8% para Marfrig (MRFG3).

Confira os impactos para as ações avaliadas em cada cenário:

-10% no consumo externo -20% -30% -40% -50%
JBS -2% (Ebitda) -4% -5% -7% -9%
BRF -2% -5% -7% -10% -12%
Marfrig -2% -3% -5% -6% -8%
Média -2% -4% -6% -8% -10%
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Taurus mantém operações por ser “atividade essencial”, CVC toma medidas para garantir saúde financeira e mais notícias

Loja franqua da CVC (Roberto Tamer / Divulgação)

O coronavírus segue sendo destaque no noticiário corporativo, com a Hering, Mahle-Metal Leve e Weg anunciando mudanças nas operações por causa da pandemia que avança no Brasil. Já a CVC destacou que vem tomando medidas para preservar a sua saúde financeira.

A construtora e incorporadora Moura Dubeux Engenharia, umas das maiores do Nordeste, publicou ontem uma prévia dos resultados do quarto trimestre de 2019 e do ano passado inteiro. A empresa obteve uma expansão de 1,2% no Valor Geral de Vendas (VGV) dos lançamentos, para R$ 282 milhões, com dois empreendimentos em Salvador (BA) e dois no Recife (PE).

A Taurus informou que a sua sua atividade foi qualificada como essencial, nos termos do inciso IV do art. 3º do Decreto n.º 10.282, de 20 de março de 2020. Nessas condições, deverá manter suas operações de forma responsável e observando todas as limitações impostas pelo Poder Executivo Federal, Estadual e Municipal.

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Em comunicado, ela informou ainda que está acompanhando com toda a atenção a evolução da
pandemia do Covid-19 e que está adotando todas as medidas necessárias para lidar de forma responsável e eficaz com essa situação. “A prioridade da companhia, nesse momento, é proteger a saúde e o bem-estar de seus colaboradores, ao mesmo tempo em que deve procurar minimizar os riscos decorrentes da pandemia do Covid-19 para o seu negócio”.

Ela comunicou estar  realizando ajustes na sua operação, de forma a reduzir fluxo, contato e aglomerações de trabalhadores, bem como fornecendo instruções sobre cuidados que devem ser tomados, reforçando medidas de limpeza e disponibilizando material de higiene, entre outras medidas.

Além disso, algumas atividades foram direcionadas para o regime de home office e, também, para os
próximos 15 dias serão adotados sistemas de escalas, de revezamento de turnos e alterações de
jornadas, visando um equilíbrio da produção como fluxo de pessoas, para mitigar os riscos de transmissão do vírus e preservar os interesses sociais, econômicos e financeiros.

“As medidas adotadas até o momento visam preservar a atividade industrial com menor impacto social,
econômico e financeiro e estão válidas até 06 de abril de 2020. A companhia está preparada para minimizar todos os impactos causados pela pandemia do Covid-19. Após essa data, a Taurus fará uma nova avaliação da situação e manterá seus acionistas e o mercado devidamente informados”, conclui.

A CVC disse que vem tomando medidas para preservar sua saúde financeira, segundo comunicado.
As medidas incluem redução da jornada de trabalho de 50% a partir de 1° de abril para todos os colaboradores, exceto em casos pontuais, de pessoas que estejam atuando em temas emergenciais.

Trata-se de: redução de 50% de salário da diretoria executiva e conselho, suspensão de novas contratações e promoções, postergação de todos projetos e investimentos não prioritários, a renegociação de termos e prazos de pagamentos a fornecedores e a devolução de todos fretamentos até 31 de maio de 2020.

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O Bradesco BBI comentou as medidas anunciadas ontem pela operadora turística, avaliando que, entre as medidas certas estão a redução das horas de trabalho em 50%; a redução dos salários dos executivos e diretores da empresa em 50%; a suspensão total de contratações, promoções e o cancelamento de férias; suspensão total de investimentos e atividades de marketing; renegociação com fornecedores e volta dos voos charter até 31 de maio de 2020.

“Colocadas em conjunto, essas medidas significam que as despesas operacionais cairão para R$ 50 milhões por mês, o que equivalerá a R$ 150 milhões para o segundo trimestre de 2020. Se alcançada, a meta reduzirá as despesas em mais de 50%”, avalia o BBI. A CVC publicará balanço de 2019 na próxima semana e prevê ter fechado 2019 com um caixa de R$ 365 milhões. O BBI lembra que se confirmado o número pode superar a estimativa do banco.

“É possível que tenha sido alcançado e pode ter sido alavancado pelo desconto de recebíveis”, comenta o BBI. “Neste momento, estamos confortáveis com a liquidez da CVC, dada a flexibilidade que possui para descontar recebíveis”, avalia o BBI, que mantém a nota “outperform” – acima da média, para o papel CVCB3, com preço-alvo de R$ 42,00 na ação, uma alta de 452% sobre o fechamento de ontem aos R$ 7,61 na B3.

Tendo em vista a incerteza, a volatilidade e o rápido desenvolvimento da pandemia em mercados, A Ambev disse que está impossibilitada de estimar de forma fidedigna os impactos do COVID-19 e retirou a sua projeção dada para o ebitda no primeiro trimestre de 2020, segundo comunicado. A empresa também retirou como qualquer outra expectativa futura para 2020.

A Ambev teve a recomendação reduzida para underweight (exposição abaixo da média do mercado) pelo JPMorgan, com preço-alvo de R$ 10,50.

A Vale informou hoje que realizará o desembolso de US$ 5 bilhões (R$ 25,6 bilhões) nas suas linhas de crédito rotativo com vencimento em junho de 2022 (US$ 2 bilhões) e em dezembro de 2024 (US$ 3 bilhões). A mineradora comentou que na tomada da decisão pesou o maior risco ao negócio apresentado pela epidemia do coronavírus. “A Vale concluiu ser prudente utilizar a solidez do seu balanço para navegar os próximos poucos meses com maiores reservas de caixa”, informou a empresa.

Em outro comunicado, a Vale anunciou que antecipará os pagamentos aos seus fornecedores para ajudá-los a atravessar a crise provocada pela epidemia. “A expectativa é que a empresa injete R$ 160 milhões nos próximos dias somente com a antecipação do pagamento às pequenas e médias empresas”, informou a mineradora. A gigante da mineração estima que a medida ajudará mais de mil pequenas e médias empresas em todo o Brasil. “Além disto, nos próximos 30 dias a Vale reduzirá em até 85% o prazo de pagamento de serviços e materiais que ainda serão faturados para cerca de 3 mil fornecedores de pequeno e médio portes”, informou a Vale. Finalmente, a Vale informou que suportará financeiramente trabalhadores da construção civil e empresas que participam de projetos que a mineradora está suspendendo para evitar a propagação do Covid-19.

Moura Dubeux (MDNE3

A construtora e incorporadora Moura Dubeux, uma das maiores do Nordeste, apresentou ontem uma prévia dos seus resultados do quarto trimestre de 2019 e do ano passado inteiro. A empresa informou que no quarto trimestre seu Valor Geral de Vendas (VGV) de lançamentos foi de R$ 83,6 milhões, uma queda de 70,1% em comparação a igual período de 2018. No ano inteiro de 2019, o VGV de lançamentos da empresa foi de R$ 282 milhões, em leve crescimento de 1,2% sobre 2018. No total, a empresa lançou em 2019 dois edifícios de alto padrão em Salvador (BA) e dois no Recife (PE).

Cia. Hering (HGTX3)

A Hering comunicou ontem à noite que fechou todas as suas lojas próprias no Brasil por causa da epidemia do coronavírus no país. A empresa também adotou outras medidas, como passar parte do pessoal da área administrativa para o home office; na área industrial, deu férias coletivas de 15 para os funcionários das fábricas em Blumenau (SC) e em Goiás e no Rio Grande do Norte. A empresa recomendou aos franqueados que fechem as lojas. Houve redução dos volumes de compras para o segundo trimestre e o replanejamento para o terceiro e quarto trimestres. A varejista e fabricante de vestuário também informou que houve contingenciamento das despesas e investimentos até o final do segundo trimestre.

Localiza (RENT3)

A Localiza informou que, desde a noite do dia 22 de março de 2020, a companhia e suas subsidiárias
sofreram interrupção do funcionamento de diversos dos seus sistemas. As atividades vêm sendo desenvolvidas de forma contingencial até que o ambiente de Tecnologia da Informação seja estabilizado e a origem do problema conhecida e remediada.

“O time de TI está atuando com nossos fornecedores e dedicando todos os esforços para normalizar
suas operações”, destacou a companhia.

A companhia ainda informou que, frente à proliferação do coronavírus e, em alinhamento com as
recomendações das autoridades públicas, procederam o fechamento de todas as lojas da Localiza Seminovos para atendimento ao público, por tempo indeterminado.

“Além disso, concentraremos o nosso atendimento do aluguel de carros em apenas algumas agências selecionadas, com horário e número de colaboradores reduzido, observando todas as recomendações
sanitárias. Entendemos a importância em dar continuidade ao funcionamento de algumas agências de aluguel de carros para o atendimento de clientes que prestam serviços essenciais ou precisam de transporte privado no cenário da pandemia”, destacou.

A companhia ainda informou que intensificou as medidas de higienização e os protocolos de saúde e segurança em todas as instalações, assim como em carros e vans, para garantir a segurança dos colaboradores, clientes e todos com quem interagem.

“Atentos aos desafios do momento, fomos ágeis em oferecer isenção das taxas de retorno em
todo o território nacional, além de condições especiais no aluguel de carros para profissionais da saúde e empresas de serviços essenciais. Com o objetivo de minimizar a interação social, a grande maioria dos nossos colaboradores administrativos estão trabalhando em home office”, completou.

A Gol reduziu a malha aérea para 50 voos diários, tendo Guarulhos como hub. A readequação da malha doméstica por queda na demanda começa em 28 de março e se estende até 3 de maio, enquanto o atendimento às capitais brasileiras será mantido.

As operações regionais e internacionais regulares serão suspensas, com possibilidade de voos extras para atender eventuais demandas específicas nesses destinos.

A nova malha resulta na redução da oferta da Gol, desde o início da crise do COVID-19, de aproximadamente 92% nos mercados domésticos e 100% nos internacionais.

A Azul anunciou redução da sua capacidade total em 90% entre 25 de março e 30 de abril. No período, a Azul vai operar 70 voos diretos por dia, para 25 cidades, o que representa uma redução de 90% da
capacidade total em relação ao planejado, segundo comunicado ao mercado.

A empresa também está reduzindo custos e despesas com folha de pagamento em aproximadamente 65% em abril de 2020, a partir de iniciativas que incluem programa de licença não-remunerada e
redução salarial de 50% para os membros do comitê executivo e de 25% para gerentes.

A siderúrgica Gerdau estruturou comitês de crise para avaliar e combater o avanço do coronavírus nos vários países onde atua. Segundo a empresa, as operações na Argentina e no Peru foram totalmente suspensas, após os governos dos países vizinhos terem declarado calamidade pública e quarentena.

“Nos Estados Unidos, as operações industriais de Aços Especiais estão paralisadas, em virtude da desaceleração do setor automotivo. Entregas de produtos aos nossos clientes serão mantidas conforme as suas necessidades”, informou a Gerdau.

“No Brasil, temos tido impacto nas nossas operações devido às decisões de alguns estados da federação de implantarem leis de quarentena. O abastecimento aos clientes está sendo feito, respeitando as leis”, comentou a siderúrgica.

A Gerdau também informou que devido à situação da epidemia mundial, as iniciativas para o CAPEX em 2020 estão sendo cuidadosamente postergadas. A siderúrgica lembrou que encerrou 2019 com posição de caixa de R$ 6,3 bilhões e pode usar linhas de crédito já contratadas de R4 4 bilhões e por isto está “preparada para este momento de volatilidade” na economia. “Para a Gerdau, nada é mais importante que a vida das pessoas”.

A Administração da Indústrias Romi, diante desse cenário de evolução da pandemia, decidiu estabelecer a suspensão de todas as operações do Brasil, a princípio até o dia 21 de abril, através deférias, banco de horas e troca de feriados, com início em 24 de março para o grupo de risco e 30 de março para os demais colaboradores.

“Reafirmando o nosso compromisso com os nossos clientes e com a sociedade em geral, reforçamos as nossas equipes de Assistência e Venda de Peças de Reposição, que trabalharão em regime especial, atendendo remotamente. Para os clientes que atuam em setores essenciais à saúde pública a ao combate da pandemia, tais como equipamentos médico, hospitalar, farmacêutico, alimentício, embalagens, logístico, entre outros, esses terão atendimento diferenciado e prioritário”, destaca a companhia.

Mahle-Metal Leve (LEVE3)

A indústria de autopeças Mahle-Metal Leve também anunciou medidas por causa da epidemia do coronavírus. Segundo a empresa, parte do pessoal administrativo trabalha em home office a partir desta semana, enquanto nas fábricas a Mahle-Metal Leve “adotará o regime de férias coletivas e seletivas a partir desta semana”. A Mahle-Metal Leve prevê que a situação das medidas para enfrentar o coronavírus dure até meados de abril. “Com base nos dados disponíveis neste momento, nossa melhor expectativa é a de que essa interrupção perdure pelo menos até a semana de 13 a 18 de abril”, avalia a Mahle-Metal Leve. Segundo a empresa, a subsidiária na Argentina ficará fechada até abril, seguindo a quarentena obrigatória decretada pelo governo do país vizinho.

A Weg comunicou que reduziu em 50% o pessoal que trabalha em cada turno na sua fábrica de Santa Catarina. A fabricante de motores informou que a medida foi tomada para evitar a propagação do coronavírus no país.

A Weg tem quatro fábricas na China, com um total de 1.986 colaboradores, e afirmou que nenhum foi contaminado pelo Covid-19 no país asiático, onde a epidemia começou em dezembro do ano passado. “A Weg informa que, com muita disciplina, atenção e seguindo à risca as recomendações e órgãos de saúde locais, conseguiu manter suas quatro fábricas na China operando desde 11 de fevereiro sem registrar qualquer transmissão de casos de Covid-19 entre seus 1.986 colaboradores. A Weg trabalha exaustivamente para transferir as experiências que teve na China às outras unidades no mundo”, detalhou a empresa.

A IMC adiou o guidance de abertura de lojas de 2020 para 2021, mantendo o prazo de 5 anos para sua
implementaçao, devido ao cenário macroeconômico adverso, disse a empresa em comunicado na noite desta segunda-feira.

A IMC estima abrir em até 5 anos, a partir de 2021, 415 lojas no Brasil das marcas Pizza Hut, KFC e Frango Assado, com abertura mínima por ano de 83 lojas. Nos EUA, previsão é abrir 15 lojas das marcas
Margaritaville/LandShark em até 5 anos a partir de 2021, com abertura mínima por ano de 3 lojas.

Em outro comunicado, o IMC diz que, entre as medidas de enfrentamento do novo coronavírus, está reforçando delivery nas marcas Pizza Hut, KFC, Olive Garden e Viena.

A modalidade delivery na empresa apresentou crescimento de mais de 20% no fim de semana de 20-22/março em relação ao período 6-8 de março.

A empresa reduziu quadro de empregados no Brasil em aproximadamente 30% em função do fechamento de lojas e deu férias para parte dos funcionários, sendo que alguns terão contratos de trabalho suspensos. Todos os novos projetos de investimento que não estivessem em fase avançada de conclusão foram temporariamente suspensos. A posição de caixa não auditada em 31 de dezembro de 2019 era de aproximadamente R$ 332,8 milhões, e a dívida bruta era R$ 600 milhões.

O lucro líquido da Eneva teve baixa de 32,2% em 2019 na comparação anual, indo de R$ 886,2 milhões para R$ 600,8 milhões.

Já a receita operacional líquida teve queda de 5% no período e totalizou R$ 3,1 bilhões, ante R$ 3,3 bilhões em 2018.

Aura Minerals

A Aura Minerals suspendeu o seu plano de fazer uma oferta pública de ações (IPO) na B3 e de ter seus papéis listados no Ibovespa, informou a empresa na manhã de hoje. A decisão da mineradora canadense ocorreu por causa do avanço da epidemia do corona no mundo.

A Aura é dona de sete minas de ouro e cobre em países da América Latina, inclusive no Brasil. A intenção da empresa, segundo fontes do mercado, era realizar o IPO em abril e levantar uma soma ao redor de R$ 800 milhões. Importante notar que a empresa suspendeu, mas não cancelou o plano.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

As 5 ações do Ibovespa que caíram mais de 20% em fevereiro – e as 4 únicas que conseguiram subir no mês

SÃO PAULO – Fevereiro foi marcado por uma forte queda do Ibovespa, de 8,43%, na maior queda mensal desde maio de 2018, quando o índice recuou 10,87% por conta da greve dos caminhoneiros no Brasil.

Desta vez, a questão que levou à forte baixa do mercado não foi interna, mas global. Boa parte das maiores quedas do Ibovespa tem relação com o surto de coronavírus, que atingiu novo patamar como fonte de preocupação nos mercados com o caso da Covid-19 se espalhando fortemente por países fora a China, com destaque na Europa para o aumento na Itália,

A pior queda do índice no mês ficou com a CVC (CVCB3), com baixa de 29,51%, conforme dados da Economatica. Também entre as maiores baixas do mês, estiveram as ações da Gol (GOLL4, -25,26%) e da Azul (AZUL4, -25,01%), refletindo justamente esse período de incerteza sobre o impacto da doença na demanda de viagens. Apesar de serem poucos

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Os papéis das três empresas tiveram expressiva queda especialmente nos últimos três pregões do mês, com a expectativa de que os resultados das companhias possam ser deteriorados também a depender do impacto da doença para a economia brasileira.

Segundo Betina Roxo, analista da XP Investimentos, o setor aéreo sofre como um todo. Contudo, pondera, no Brasil, ainda não se vê um impacto tão direto porque a economia ainda não está sofrendo, como aconteceu na China, por exemplo, onde houve cancelamento de voos.

“Além disso, essas empresas aéreas nacionais não têm participação no mercado lá fora, mas são empresas que 50% do custo são dolarizados”, explica a analista. “Estamos falando de empresas que cada 5% de depreciação do real, a margem cai 1 ponto percentual, o que atrapalha bastante os resultados”.

Em relatório do fim de janeiro, o Bradesco BBI havia apontado esperar que o coronavírus tivesse impacto primeiramente sobre a demanda de tráfego internacional. “Também acreditamos que preocupações crescentes com viagens internacionais podem desviar a demanda para viagens domésticas de lazer, beneficiando empresas como Gol, Azul e e CVC. No entanto, se novos casos de coronavírus forem confirmados em mais países, a demanda doméstica também pode estar em risco”, afirmaram os analistas.

No caso da CVC, o analista Richard Cathcart ressaltou ainda que o impacto dependeria também se o surto se tornasse uma pandemia (e em que regiões) e que as viagens domésticas poderiam ganhar força ante viagens internacionais.  A ponderação foi que, caso fosse confirmada a doença no Brasil (o que ocorreu efetivamente na quarta-feira, 26), o cenário seria mais negativo. “No auge do zika em 2015-16, o tráfego aéreo doméstico e as vendas nas mesmas lojas da CVC enfraqueceram, embora seja difícil saber exatamente quanto disso foi causado pelo zika e quanto se deve ao enfraquecimento da economia”, avaliou.

Outra ação que é impactada fortemente pelo surto de coronavírus, assim como todo o setor dela, é a JBS (JBSS3), com baixa de 17,69% em fevereiro, que sofreu com o impacto do coronavírus no consumo de carnes global (e especialmente da China). Conforme relatório do Rabobank divulgado nesta sexta, as importações de carne bovina pela China recuarão no primeiro semestre deste ano devido à doença, com potencial de reprimir o movimento positivo recente das exportações de carne por conta da peste suína africana no gigante asiático.

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Amplos estoques chineses de carne bovina congelada, armazenados em mercados locais em meio aos preparativos para o feriado do Ano Novo Lunar, não foram consumidos em janeiro por causa do coronavírus, destacou o banco em análise.

Minerva, JBS e Marfrig estão entre alguns dos principais exportadores de carne bovina do Brasil. Enquanto Minerva (BEEF3) teve baixa, mas não tão expressiva, a JBS também foi de longe a pior ação do setor.

Além do cenário com o coronavírus e da forte alta recente dos ativos, algumas notícias da companhia também impactaram a visão dos investidores. No último dia 21, a Pilgrim’s Pride (PPC), da JBS, divulgou resultado do quarto trimestre, com receita líquida de US$ 3,06 bilhões (alta de 15,3% na base de comparação anual) e Ebitda em US$ 162 milhões (alta de 45,6% na comparação anual).

A receita líquida ficou 5% acima do consenso enquanto que, por outro lado, o Ebitda ficou 16% abaixo do consenso. A PPC apresentou uma margem Ebitda de 5,3% (alta de 1,1 ponto percentual), 1,4 ponto abaixo do consenso.

“Comentando os aspectos negativos do trimestre, a PPC destacou que os preços no México estavam abaixo das expectativas sazonais, dadas as fracas condições macroeconômicas”, destacou o Bradesco BBI, também avaliando que, após olhar os números da subsidiária americana da companhia, a avaliação é de que estavam um pouco otimistas em relação ao resultado do quarto trimestre da JBS, embora isso não mudasse a visão positiva sobre as ações.

Além disso, o Credit Suisse destacou que os números do quarto trimestre a serem apresentados pela JBS, no dia 25 de março, não serão tão positivos. “A operação local deve sofrer com o aumento de preços de gado em dezembro e de negociações mais difíceis com os operadores de China. Enxergamos o nível de margem próximo de 6,3%, contração frente aos 8,5% do terceiro trimestre de 2019”, afirmaram os analistas do banco suíço em relatório.

“De forma geral, houve uma combinação pouco favorável da [concorrente] Tyson voltando a operar a planta de Kansas, preços de porco em dólar retornando a preços normalizados, produção de aves nos Estados Unidos maior que a demanda e preços de gado no Brasil acima do patamar de 1 ano atrás. A Seara também deve sofrer um pouco com preços de grãos mais altos. O primeiro trimestre não deve ser muito fácil para a JBS, mas continuamos com o nosso call positivo para o papel”, disseram.

Saindo um pouco do noticiário sobre coronavírus, quem esteve nos holofotes dos investidores em fevereiro, e fechou o mês com forte queda, foi o IRB (IRBR3), com forte baixa de 25,83%. Os ativos foram fortemente impactados por duas cartas da gestora Squadra, que apontou inconsistências nos números da companhia, ao falar que existem indícios que reforçam que os lucros normalizados (recorrentes) estão significativamente inferiores aos lucros contábeis reportados nas demonstrações financeiras do IRB.

No dia 19, a resseguradora apresentou seus números de 2019, registrando um lucro 44,7% no ano passado maior que o registrado em 2018. Em teleconferência após o balanço, José Carlos Cardoso, CEO da empresa, afirmou: “Não temos dúvidas de que o guidance [expectativa para o ano] será atingido e que 2020 será o melhor ano da companhia”.

Mas o grande foco estava nas explicações da companhia sobre o caso Squadra. Até então, o IRB havia se pronunciado, mas sem grandes detalhes, pois estava em período de silêncio antes da divulgação do balanço. Os resultados do trimestre vieram com informações adicionais sobre alguns dos pontos questionados pela Squadra, como mais detalhes sobre sinistros, salvados e ressarcidos e compra e venda de shopping centers. Também foram auditados por duas das Big Four (as empresas contábeis especializadas em auditoria mais prestigiosas do mundo): PwC e Ernst & Young.

Nos últimos dias do mês, o IRB voltou a ganhar destaque por conta de duas notícias. No dia 27, os ativos subiram 6,66% com a notícia do jornal O Estado de S. Paulo (não confirmada) de que a Berkshire Hathaway, do megainvestidor Warren Buffett, teria triplicado sua posição na resseguradora brasileira. De acordo com a publicação, as compras teriam ocorrido entre os dias 6 e 18 de fevereiro.

Ainda ontem, foi veiculado no Valor a notícia de que o presidente do Conselho de Administração do IRB, Ivan Monteiro, teria pedido demissão do cargo no último dia 20, um dia após a teleconferência de resultados da empresa. Monteiro estaria “desconfortável” com a administração da companhia. Apesar da empresa ter divulgado um fato relevante na noite de ontem negando a renúncia do presidente do Conselho de Administração, a notícia teria sido confirmada por fontes próximas do jornal.

“A forte queda das ações em 2020 após as cartas da Squadra pode ter significado uma oportunidade de entrada para quem ainda permanece confiante na empresa. No entanto, entendemos que IRB manterá a alta volatilidade no curto prazo diante da maior incerteza sobre a veracidade de seus números contábeis e da menor previsibilidade dos lucros no futuro”, destaca a Levante Ideias de Investimento.

Outro papel com forte queda no mês foi a Ultrapar (UGPA3), com queda de 23,51%. Além da maior aversão ao risco do mercado, as ações UGPA3 sofreram com os resultados do quarto trimestre, revelados no dia 19 de fevereiro e que fizeram com que os papéis caíssem mais de 7% após o balanço.

A Ultrapar teve um prejuízo de R$ 259,5 milhões no quarto trimestre do ano passado, após ter tido lucro líquido de R$ 495 milhões em igual período do ano anterior. Embora o desempenho da Ipiranga, Ultragaz e Oxiteno tenha se mantido na média, o grupo teve uma redução do valor recuperável de ativos (“impairment”) de R$ 593 milhões na Extrafarma, o que prejudicou o Ebitda e outros resultados da holding.

Já a Ambev (ABEV3) fechou em forte queda no mês em meio aos temores de maior concorrência e de desafios para precificação que podem levar à compressão de margens. Os receios foram confirmados depois com o resultado do quarto trimestre, que fez a empresa perder R$ 20,7 bilhões em valor de mercado. Veja mais clicando aqui.

Confira as 5 maiores quedas do Ibovespa em fevereiro:

Empresas Ticker Cotação  Queda no mês
CVC Brasil CVCB3 R$ 25,73 -29,51%
IRB IRBR3 R$ 33,25 -25,83%
Gol GOLL4 R$ 25,60 -25,26%
Azul AZUL4 R$ 44,44 -25,01%
Ultrapar UGPA3 R$ 19,08 -23,51%

Apenas 4 altas no mês

Ironicamente, uma das únicas altas ficou com a ação de um frigorífico: trata-se da Marfrig (MRFG3), que viu seus papéis subirem na expectativa por um resultado bastante positivo, que foi divulgado no dia 19. A companhia registrou lucro líquido de R$ 27 milhões no quarto trimestre de 2019, ante prejuízo líquido de R$ 1,257 bilhão em igual período de 2018. No acumulado do ano, o lucro líquido caiu para R$ 218 milhões, ante R$ 1,4 bilhão no ano anterior.

Outra ação que subiu forte em um mês de queda do Ibovespa foi a Weg (WEGE3), na esteira de revisões de recomendações. No final de janeiro, o HSBC elevou a recomendação para a ação de manutenção para compra, enquanto o JPMorgan elevou a recomendação de venda para neutra no dia 21, destacando que a companhia poderia se beneficiar da tendência mundial de eletrificação, como veículos elétricos e automação, que deve ajudar a empresa a continuar crescendo a taxas fortes.

A equipe do JP diz acreditar que o desempenho recente da companhia mostra que os investidores devem comparar a companhia às empresas de alta qualidade e crescimento da B3, devido ao seu histórico e execução. “Ainda que a Weg não seja totalmente comparável a qualquer empresa doméstica, vemos que sua avaliação continuará acompanhando de perto os pares domésticos (qualidade e crescimento) e não os estrangeiros, que são maiores e têm negócios mais complexos que a Weg, limitando seu potencial crescimento”, apontam os analistas.

Antes do relatório do JP, contudo, a companhia divulgou os resultados do quarto trimestre, considerados fortes. O lucro líquido da empresa cresceu 49,3% para R$ 500 milhões no período – sobre igual trimestre de 2018. A receita líquida de vendas avançou 20,9% para R$ 3,77 bilhões, expansão de 20,9% sobre igual trimestre do ano anterior.

“A WEG reportou avanços significativos e vem sequencialmente reforçando sua capacidade de gerar valor tanto via as aquisições quanto de forma orgânica. Apesar de reconhecermos o histórico sólido de execução da companhia, que continua a se reforçar ao longo do tempo, nós mantemos preferência relativa por nomes que (i) negociam em níveis de valuation mais atrativos e (ii) possuem uma alavancagem mais direta à atividade econômica local dentro do universo de cobertura”, ressaltou a XP Investimentos em relatório de análise do balanço da companhia.

Em seguida, mas com altas menos expressivas, estiveram a Equatorial (EQTL3), com alta de 3,44%, enquanto o Itaú Unibanco (ITUB4) conseguiu fechar no azul, com ganhos de 0,26%.

Confira as 4 altas do Ibovespa em fevereiro: 

Empresas Ticker Cotação  Alta no mês
Marfrig MRFG3 R$ 12,07 +10,03%
Weg WEGE3 R$ 43,15 +9,86%
Equatorial EQTL3 R$ 24,66 +3,44%
Itaú Unibanco ITUB4 R$ 32,00 +0,52%

Ambev perde R$ 20,7 bilhões de valor após balanço: o que decepcionou tanto (e o que esperar para 2020)

SÃO PAULO – O resultado do quarto trimestre de 2019 era esperado com ansiedade pelos investidores da Ambev (ABEV3), em meio aos sinais de que a companhia, apesar do aumento de volume das vendas, poderia perder espaço e rentabilidade em meio ao aumento da concorrência e com o cenário macroeconômico ainda desafiador.

Os números divulgados nesta quinta-feira (27) trouxeram algumas respostas para os investidores sobre o ambiente para a companhia, a maior parte delas não muito agradáveis: os dados revelados não animaram, fazendo com que as ações chegassem a cair 9,73% na mínima da sessão e fechando em baixa de 8,34%, a R$ 14,50. Em termos de valor de mercado, a empresa perdeu R$ 20,77 bilhões na bolsa em apenas um pregão, passando de R$ 248,9 bilhões de valor de mercado para R$ 228,136 bilhões.

À primeira vista, os dados poderiam se apresentar como positivos. A Ambev registrou lucro líquido atribuído ao controlador de R$ 4,099 bilhões no quarto trimestre de 2019, alta de 22% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano de 2019, o montante foi de R$ 11,780 bilhões, número 7,13% maior do que em 2018.

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Contudo, o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) ajustado de R$ 6,925 bilhões no quarto trimestre, teve queda de 9% na base de comparação anual, ficando abaixo do esperado pelo mercado. A margem Ebitda foi a menor nos últimos quinze anos para o quarto trimestre, passando de 47,6% nos últimos três meses de 2018 para 43,6% neste ano.

Enquanto isso, no quarto trimestre de 2019, o volume total de vendas (cerveja + não alcoólicos) cresceu em 4,7% na base de comparação anual, para 31,4 milhões de hectolitros, com queda de 1,8% na receita por hectolitro, elevando as preocupações com a rentabilidade. Em cerveja, o volume de vendas aumentou em 1,4% para 23,6 milhões de hectolitros, na faixa mais baixa do consenso do mercado, que esperava crescimento entre 1% e 3%.

A receita líquida da venda de cerveja cresceu 1,2% e atingiu R$ 7,6 bilhões, e a receita por hectolitro decresceu ligeiramente em 0,2%. No segmento de bebidas não alcoólicas, o volume de venda cresceu 16% no trimestre, com alta de 13% na receita líquida.

O grande destaque negativo ficou para o segmento de vendas de cerveja no Brasil. Além do aumento do volume de apenas 1,4%, o Ebitda do segmento caiu 13% em relação ao ano passado, para R$ 3,4 bilhões.

O Bradesco BBI destacou que a Ambev reportou um Ebitda 2% abaixo do consenso do mercado para o quarto trimestre de 2019. “Os resultados do quarto trimestre mostram que a Ambev praticou descontos no Brasil e eles foram maiores do que esperávamos”, avaliaram os analistas do banco. No começo de fevereiro, os analistas do banco já haviam destacado, através de um “rastreador de preços” em grandes varejistas, que a companhia teria aplicado descontos em outubro de 2019, sugerindo que os preços poderiam frustrar as expectativas do mercado. Os preços, deste modo, frustrando as estimativas já baixas dos analistas.

Na ocasião, o banco destacou que os preços mais baixos ocorreriam no contexto de i) período prolongado de preços mais baixos da Heineken, sendo que a empresa elevou os preços posteriormente e ii) um mercado brasileiro ainda desafiador em termos de crescimento de volume. As preocupações se estenderiam, apontou o Bradesco BBI, uma vez que tanto a Heineken quanto a Petropólis podem aumentar a sua capacidade de produção a partir do segundo semestre de 2020, mantendo os preços pressionados.

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Ao comentar os resultados do quarto trimestre, Betina Roxo, analista da XP Investimentos, também destacou: “tal resultado abaixo do esperado pode manter as ações pressionadas, já que o ambiente competitivo continua sendo uma das principais preocupações do setor”.

Em entrevista ao InfoMoney, Fernando Tennenbaum, vice-presidente financeiro e de relações com investidores, apontou que o mercado brasileiro sempre foi concorrido, mas que os ajustes de preços do trimestre ocorreram principalmente em um contexto macroeconômico ainda desafiador no Brasil.

Saudando o aumento da receita total em 2019, Tennebaum também destacou o crescimento do volume de vendas de cerveja, avaliando que a pressão de custos ocorreu por conta da alta da matéria-prima e por conta da pressão cambial. O cenário de pressões de custos, por sinal, deve continuar afetando os números da companhia em 2020, um dos motivos para os investidores ficarem pessimistas com os ativos após a divulgação do balanço.

O segmento de cerveja no Brasil deve continuar pressionado, uma vez que a taxa média de hedge cambial para 2020 passou de R$ 3,61 por dólar em 2019 para R$ 3,96 por dólar em 2020, embora em menor proporção do que no ano passado devido aos menores preços das commodities.

A companhia espera retomar o crescimento do Ebitda, mas a maior pressão de custos deve ser enfrentada no primeiro trimestre de 2020. Em meio aos investimentos em vendas e marketing mais concentrados no início do ano, isso deve gerar uma redução do Ebitda de cerveja Brasil entre 17% e 20% nos três primeiros meses do ano.

Contudo, ao longo do ano, a Ambev espera melhorar gradualmente seu resultado, à medida que o custo dos produtos vendidos diminui e as despesas de vendas e marketing gradualmente se normalizam.

Porém, enquanto o executivo espera por uma recuperação econômica no Brasil, um fator de preocupação dos investidores reside no impacto do coronavírus para a atividade nacional, mais um problema em meio às revisões já baixistas para o PIB.

A AB Inbev, controladora da Ambev e que também divulgou os seus resultados nesta quinta-feira, alertou que perdeu US$ 170 milhões em lucro nos primeiros dois meses de 2020 por causa dos efeitos da epidemia de coronavírus, além de uma perda de receita de US$ 285 milhões. Tennenbaum, contudo, apontou ser difícil fazer uma previsão no momento sobre o impacto da Covid-19 para as vendas da Ambev no Brasil, que teve o seu primeiro caso confirmado da doença nesta semana.

Pontos positivos, mas desafios são grandes…

Nem tudo foi negativo no quarto trimestre para a companhia. Como destaques positivos, o Itaú BBA indicou o crescimento de 16% nas vendas das bebidas não alcoólicas da companhia no Brasil. Sobre o segmento, a XP Investimentos apontou que o volume superou a estimativa da casa, de 7%, mas que os preços médios ficaram 10% abaixo do esperado. Em 2019, os volumes da Ambev aumentaram 11%, enquanto o setor cresceu 2,7%, segundo a Nielsen.

Já o Ebitda de R$ 603 milhões ficou acima dos R$ 482 milhões esperados pela XP e a margem Ebitda subiu para 45,3%, contra 33,7% no ano passado e da estimativa de 35,4%, uma vez que o custo dos produtos vendidos declinou 7,1%. Isso embora as despesas gerais e administrativas tenham aumentado com maiores despesas de distribuição relacionadas ao crescimento de volume e investimentos de marca.

A Ambev ressaltou que, em 2020, a empresa continuará investindo na expansão do premium e em inovações de saúde e bem-estar para continuar gerando um crescimento saudável da receita, como a expansão de refrigerantes sem conservantes, além de destacar o bom desempenho da marca “suco do bem”.

Os resultados da América Latina Sul, ou LAS, que inclui as operações na Argentina, Bolívia, Paraguai, Uruguai e Chile,  foram positivos, com Ebitda acima do esperado pela XP principalmente devido a preços mais altos compensando volumes abaixo do esperado. Anualmente, os volumes ficaram praticamente estáveis devido às tensões sociais na Bolívia e no Chile, que afetaram as receitas da empresa. A companhia, por sua vez, enxerga melhora nas tendências para a receita em 2020, apesar de o cenário macroeconômico na Argentina permanecer volátil, enquanto as pressões sobre o custo se mantêm, devido à taxa de câmbio e a pressões inflacionárias.

Em meio à maior concorrência no segmento de cervejas, a Ambev também procura ampliar a sua participação em outros segmentos do mercado de bebidas. Uma grande aposta foi o aumento das opções da família Skol Beats que contemplam uma série de bebidas alcoólicas mistas. No início deste ano, a Ambev incluiu na gama de produtos a nova tendência de drinks prontos em lata, com destaque para a Skol Beats GT, baseado na combinação entre gin e tônica.

Tennenbaum destacou o sucesso da bebida durante o Carnaval, apontando que cada vez mais é importante ter um portfólio focado no consumidor e nas ocasiões específicas de consumo para cada uma delas. “Continuaremos investindo e cada vez mais focados na necessidade do consumidor”, apontou o executivo.

Apesar das expectativas da companhia de que os números devam melhorar ao longo de 2020, a percepção do mercado é de um ambiente cada vez mais competitivo, o que deve levar a mais promoções e pressão de margens. Com isso, de 18 casas de análise que cobrem o papel, 11 recomendam manutenção, 2 venda e 5 apenas recomendam compra para os ativos. As expectativas de um ambiente desafiador para este ano segundo a própria companhia e as revisões para baixo da economia global com o coronavírus levam ainda a um cenário de forte cautela para os investidores da empresa.

Ação da Gol cai 22% em dois dias; Vale e Petrobras estendem perdas com commodities

SÃO PAULO – A sessão foi novamente de aversão ao risco para a bolsa brasileira, com a continuidade dos temores sobre o coronavírus. Os casos da Covid-19, apesar de terem diminuído o ritmo de crescimento na China, estão se expandindo em outros países e gerando novos alertas de empresas de impacto sobre os resultados.

No mercado de commodities, o petróleo WTI teve a quinta sessão de baixa seguida, para menos de US$ 48, com receio de que uma pandemia afete o crescimento global, enquanto os metais recuaram em Londres e minério de ferro teve a 4ª baixa em Cingapura. No mercado futuro de Dalian, o minério de ferro tem baixa de 3,5%. Com isso, ativos da Petrobras desabaram mais de 3%, enquanto a Vale recuou cerca de 1%.

Já a Ambev registrou forte queda de 8,3% após dados fracos do quarto trimestre, assim como um guidance que não agradou o mercado.

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A maior queda do dia, porém, ficou pela segunda vez seguida com a Gol, que hoje caiu 8,9% após perder 14% na véspera, acumulando 21,94% de queda em dois dias. O setor aéreo é apontado por analistas como um dos mais prejudicados pelos efeitos do coronavírus já que a tendência é que as pessoas evitem viajar.

Além disso, pesa o fato da companhia ter grande parte de seus custos em dólar. Nesta quinta, a moeda americana subiu 0,7% e renovou mais uma vez sua máxima histórica, cotada a R$ 4,4751 na venda.

Confira os destaques:

Bancos

Bancos, por sua vez, abriram em baixa, mas se recuperaram e variaram entre leve alta (caso do Itaú e Banco do Brasil) e leve queda (caso do Bradesco e Santander). No noticiário do setor, o Banco Central divulgou dados de crédito de janeiro. Os dados de empréstimos bancários mostraram que as condições gerais de crédito melhoraram em janeiro, principalmente com relação ao crédito para pessoas físicas, destaca análise do Goldman Sachs.

O crédito alocado livremente a pessoas físicas teve alta de 12,2% em janeiro na base anual, ante alta de 11,9% em dezembro de 2019. As taxas de empréstimos para empresas aumentaram 130 pontos-base em janeiro (para 17,6%). “Os empréstimos de bancos públicos e o crédito a empresas permanecem fracos (principalmente o crédito direcionado), mas destacamos que as empresas vêm substituindo o crédito bancário por outras fontes de financiamento baseadas no mercado de capitais. Finalmente, as inadimplências de empréstimos corporativos aumentaram 20 pontos-base, para 2,3%, ainda baixos, mas as inadimplências de empréstimos a pessoas físicas caíram 10 pontos-base, para 4,9%”, avalia o banco.

Assim, o banco espera que as condições de crédito melhorem levemente nos próximos meses, à medida que o risco de crédito modere com a recuperação econômica gradual prevista, e a demanda de crédito seja sustentada pela melhoria gradual prevista no cenário do mercado de trabalho e por um declínio nas taxas.

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Confira os destaques:

A Ambev registrou lucro líquido atribuído ao controlador de R$ 4,099 bilhões no quarto trimestre de 2019, alta de 22% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano de 2019, o montante foi de R$ 11,780 bilhões, número 7,13% maior do que em 2018. A melhor performance é atribuída, principalmente, a expansão do Ebitda, menor alíquota efetiva de imposto de renda e menores despesas financeiras.

O lucro líquido ajustado da fabricante de bebidas foi de R$ 4,633 bilhões no quarto trimestre de 2019, 24,4% acima do registrado em igual período do ano passado. Em informe de resultados, a companhia afirma que a alta se deve a uma menor despesa de imposto de renda. No acumulado de 2019, o lucro líquido ajustado cresceu 8,5% ante 2018, atingindo R$ 12,549 bilhões.

O lucro consolidado do quarto trimestre foi de R$ 4,219 bilhões, alta de 21,80% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado de 2019, o montante foi de R$ 12,188 bilhões. Veja mais sobre o balanço clicando aqui.

O Credit Suisse destacou que os números da Ambev foram fracos, com o crescimento de volume de 3,4% na base de comparação anual sendo mais que compensado do lado negativo pela queda de 4,2% de receita por hectolitro.

Para 2020, a companhia espera i) pressão de custo pelo câmbio; ii) Ebitda do segmento de cerveja no Brasil reduzindo entre 17% e 20% na base de comparação anual no primeiro trimestre de 2020 e que deve ir gradualmente se recuperando ao longo do ano e iii) tendência de receita favorável para LAS (América Latina Sul).

Os analistas destacam reação negativa do mercado considerando principalmente o guidance de 2020 menos detalhado e a indicação de uma menor rentabilidade para o segmento de cerveja no Brasil no primeiro trimestre de 2020, sem a clareza de que isso levará a uma melhora de volume.

O Bradesco BBI destacou que a Ambev reportou um Ebitda 2% abaixo do consenso do mercado para o quarto trimestre de 2019, embora o lucro tenha sido 6% superior às estimativas do banco. “Os resultados do quarto trimestre mostram que a Ambev praticou descontos no Brasil e eles foram maiores do que esperávamos. Os desafios permanecem para 2020 porque Heineken e Petrópolis têm aumento da capacidade de produção”, avalia o BBI. O banco observa que o guidance para 2020 indica custos maiores já para o começo deste ano.

A avaliação do Itaú BBA destaca que os resultados foram mais fracos que os projetados para a divisão de cervejas, com um Ebitda 4% abaixo das estimativas do banco. Como destaques positivos, o BBA indicou o crescimento de 16% nas vendas das bebidas não alcoólicas da Ambev e o lucro líquido 1% superior às projeções.

O cenário para 2020, contudo, não é positivo, porque são esperadas maiores pressões de custos e competição no mercado brasileiro de cervejas. O Itaú BBA manteve a nota “market perform” (média do mercado) para o papel ABEV3, com preço-alvo de R$ 22,00 para ação – uma alta de 39,1% sobre R$ 15,82.

As ações da Biosev registraram forte alta em um dia de queda para o Ibovespa. Os ativos chegaram a avançar 26,19%, fechando com ganhos de 15,48%. Contudo, não há nenhuma notícia recente sobre a companhia.

A companhia reportou no último dia 14 de fevereiro o resultado do terceiro trimestre do ano-safra 2019/20, entre outubro e dezembro do ano passado. A companhia, braço sucroenergético do Grupo Louis Dreyfus, voltou a dar lucro líquido, reportando resultado de R$ 2,857 milhões – o resultado leva em conta os impactos da norma IFRS 16, sem a qual a companhia teria registrado lucro líquido de R$ 22,679 milhões. No mesmo trimestre da safra anterior, a companhia havia registrado prejuízo líquido de R$ 230,552 milhões.

Marcopolo (POMO4

O lucro líquido da Marcopolo cresceu 11% em 2019, sobre 2018, para R$ 220 milhões, informou a fabricante de ônibus e carroçarias na manhã de hoje. A empresa teve uma receita líquida de R$ 4,3 bilhões no ano inteiro de 2019, uma leve expansão de 2,8% sobre os R$ 4,19 bilhões de 2018. Já o lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (EBITDA) caiu 6,7% em 2019, para R$ 338 milhões.

Embora a receita líquida obtida no Brasil no ano passado tenha crescido 17,6% para R$ 2,25 bilhões, o faturamento líquido com as exportações teve queda de 25,4% para R$ 1,01 bilhão, indicando a recessão na Argentina, grande compradora de ônibus brasileiros, e as crises políticas no Chile e no Peru. A Marcopolo destaca que no mercado interno a demanda por ônibus urbanos foi maior que a por ônibus rodoviários e por micro-ônibus, segmentos onde a empresa é mais forte com o ônibus compacto Volare.

De qualquer maneira, a empresa informou que as vendas ao varejo, com a renovação da frota em São Paulo, compensou em parte a menor demanda por ônibus rodoviários. A Marcopolo, que tem sede em Caxias do Sul (RS), destacou que suas fábricas no México e África do Sul compensaram em parte a queda nas exportações brasileiras para países sul-americanos.

Em julho do ano passado, a Marcopolo comprou o controle da encarroçadora argentina de ônibus Metalsur e deixou de produzir ônibus urbanos no Brasil, concentrando a produção na fábrica argentina para otimizar as operações. No Brasil foram produzidos em 2019 um total de 13.330 ônibus, queda de 4,5% sobre 2018. Já no exterior a empresa fabricou 2.411 ônibus, um avanço de 12,4% sobre o ano anterior, com destaque para as fábricas mexicana e sul-africana. A Marcopolo encerrou 2019 com market-share de 49,8% do mercado brasileiro de ônibus, praticamente a metade – em 2018, a empresa tinha 56% do mercado. No Brasil, a Marcopolo concorre com a Mercedes-Benz, Volvo e Scania como fabricante de chassis, e com a Caio, Busscar e Irizar como encarroçadora.

O Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) recomendou a exclusão da Eletrobras Participações S.A. – Eletropar – do Programa Nacional de Desestatização (PND). A Resolução com a recomendação está publicada na edição desta quarta-feira (26) do Diário Oficial da União.

Segundo o texto da Resolução, a decisão do Conselho considerou o fato de a Eletropar ser uma empresa controlada pela Eletrobras, que aguarda aprovação do Congresso Nacional para que seja capitalizada, e levou em conta ainda a estratégia de reorganização da Eletrobras e os impactos de gestão trazidos pela manutenção da Eletropar no PND. A recomendação será submetida à deliberação do presidente da República.

A recomendação de exclusão da Eletropar do PPI deverá agora ser alvo de deliberação de Bolsonaro.

A Eletropar possui ações na transmissora de energia Cteep, na geradora Emae, controlada pelo governo paulista, na EDP Energias do Brasil, na Light e na Eletronet, segundo formulário de referência da companhia.

Notre Dame (GNDI3

O Bradesco BBI publicou uma breve avaliação sobre as operadoras de planos de saúde no Brasil e a chegada do coronavírus no país. O destaque foi para a Notre Dame Intermédica, que já tinha um plano de contingência que foi revisado após o primeiro caso da doença ser confirmado na terça-feira em São Paulo. “A empresa planeja aumentar o estoque de luvas, máscaras e sedativos, além de reservar 30 leitos hospitalares”, informa o BBI. “A Amil tem feito comunicados aos pacientes nos hospitais e aos clientes sobre o problema”.

Segundo o banco, o impacto do coronavírus no Brasil para o setor será pequeno, “semelhante ao do vírus H1N1 em 2009, que teve custo baixo para as empresas”. O BBI se diz cauteloso com o possível impacto do coronavírus no Hemisfério Sul do planeta. “Estamos monitorando de perto a situação”, comenta o banco.

Banco do Nordeste (BNBR3

O Banco do Nordeste planeja aumentar o seu capital social em R$ 1,7 bilhão para R$ 5,5 bilhões, informou ontem em comunicado o banco estatal. Segundo o banco, não ocorrerá emissão de novas ações e o aumento ocorrerá com a incorporação de reservas estatutárias, que são provenientes de lucros apurados nos exercícios anteriores.

O banco declarou que em 31 de dezembro do ano passado atingiu reservas de lucros no valor de R$ 2,65 bilhões. O aumento de capital precisa ser aprovado na Assembleia Geral Extraordinária de 27 de março, que acontecerá na sede em Fortaleza (CE).

A mineradora Vale informou que o navio cargueiro Stellar Banner, que transportava um carregamento de minério de ferro da empresa do porto de São Luís (MA) para a China, foi encalhado na noite da segunda-feira na costa do Maranhão. Segundo a empresa, a embarcação “sofreu uma avaria na proa, após deixar o terminal marítimo da Ponta da Madeira” e o capitão achou prudente efetuar a manobra, após os 20 tripulantes serem retirados do navio. O encalhe ocorreu a cerca de 100 quilômetros de São Luís. O navio é da empresa sul-coreana Polaris. A Vale informou que está auxiliando no suporte técnico-operacional ao navio encalhado.

A Locaweb comunicou ontem que o Fundo Soberano de Cingapura – GIC Private Limited (GIC) passou a deter 6,49% das ações ordinárias da empresa. O aumento da participação, segundo a Locaweb, não representa uma tomada de controle. A Locaweb é uma empresa brasileira de hospedagem de sites, que levantou R$ 1,2 bilhão em oferta primária e secundária de ações na B3 no começo de fevereiro. O fundo GIC informou ontem que passou a deter de forma consolidada 8,1 milhões de ações ordinárias LWSA3. O Fundo Soberano de Cingapura tem ativos superiores a US$ 100 bilhões, investidos em vários países.

Recomendações

A SulAmerica (SULA11) teve a recomendação reduzida de neutra para underweight (exposição abaixo da média) pelo JPMorgan. O Burger King Brasil (BKBR3), por sua vez, teve a recomendação iniciada como compra pelo HSBC. Em janeiro, a recomendação da rede de fast-food foi iniciada como underweight pelo Morgan Stanley, e rebaixada pelo JPMorgan, Bradesco BBI e Goldman Sachs. A Transmissão Paulista (TRPL4), por sua vez, teve a recomendação elevada a compra pelo HSBC, com preço-alvo de R$ 25

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AB InBev tem queda no lucro do 4º tri e faz alerta sobre impacto do coronavírus no início de 2020

A Anheuser-Busch InBev (AB InBev), maior cervejaria do mundo, divulgou nesta quinta-feira que teve lucro líquido de US$ 114 milhões no quarto trimestre de 2019, bem menor do que o ganho de US$ 456 milhões apurado em igual período de 2018.

A empresa também alertou que perdeu US$ 170 milhões em lucro nos primeiros dois meses de 2020 por causa dos efeitos da epidemia de coronavírus.

A receita da AB InBev, controladora da AmBev (ABEV3) no Brasil, totalizou US$ 13,33 bilhões entre outubro e dezembro, ante US$ 13,79 bilhões no quarto trimestre do ano anterior. Analistas consultados pela FactSet previam receita um pouco maior, de US$ 13,67 bilhões.

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Também em razão do Covid-19, como é conhecido o coronavírus, a AB InBev estima que perdeu US$ 285 milhões em receita no primeiro bimestre deste ano.

O Ebitda normalizado da AB InBev – medida preferida da empresa que exclui itens extraordinários – caiu de US$ 6,02 bilhões para US$ 5,43 bilhões na mesma comparação trimestral. Também neste caso, a projeção da FactSet era de um resultado maior nos três meses até dezembro, de US$ 5,69 bilhões.

Leia também: Ambev lucra R$ 11,78 bilhões em 2019, alta de 7%; volume de vendas de cerveja sobe 1,4% no 4º trimestre

O volume de vendas de cerveja da AB InBev teve expansão orgânica anual de 1,6% no trimestre, a 142 milhões de hectolitros. Apenas na América do Norte, houve aumento de 2,8% no volume de cerveja.

(Dow Jones Newswires)

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PPI recomenda excluir Eletrobras Participações do programa de desestatizações; resultados e mais destaques

(Divulgação/Eletrobras)

A Eletrobras comunicou na noite de ontem que o CPPI, órgão federal ligado à presidência da República, recomendou que a Eletrobras Participações seja excluída do Plano Nacional de Desestatização, comandado pelo Ministério da Economia. Segundo a empresa, a recomendação foi publicada na Resolução 109 de 19 de fevereiro. Já o Banco do Nordeste informou que planeja aumentar o seu capital social em R$ 1,7 bilhão, com a incorporação de lucros dos exercícios anteriores. A medida depende de aprovação em Assembleia no dia 27 de março.

O Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) recomendou a exclusão da Eletrobras Participações S.A. – Eletropar – do Programa Nacional de Desestatização (PND). A Resolução com a recomendação está publicada na edição desta quarta-feira (26) do Diário Oficial da União.

Segundo o texto da Resolução, a decisão do Conselho considerou o fato de a Eletropar ser uma empresa controlada pela Eletrobras, que aguarda aprovação do Congresso Nacional para que seja capitalizada, e levou em conta ainda a estratégia de reorganização da Eletrobras e os impactos de gestão trazidos pela manutenção da Eletropar no PND. A recomendação será submetida à deliberação do presidente da República.

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A recomendação de exclusão da Eletropar do PPI deverá agora ser alvo de deliberação de Bolsonaro.

A Eletropar possui ações na transmissora de energia Cteep, na geradora Emae, controlada pelo governo paulista, na EDP Energias do Brasil, na Light e na Eletronet, segundo formulário de referência da companhia.

Banco do Nordeste (BNBR3

O Banco do Nordeste planeja aumentar o seu capital social em R$ 1,7 bilhão para R$ 5,5 bilhões, informou ontem em comunicado o banco estatal. Segundo o banco, não ocorrerá emissão de novas ações e o aumento ocorrerá com a incorporação de reservas estatutárias, que são provenientes de lucros apurados nos exercícios anteriores.

O banco declarou que em 31 de dezembro do ano passado atingiu reservas de lucros no valor de R$ 2,65 bilhões. O aumento de capital precisa ser aprovado na Assembleia Geral Extraordinária de 27 de março, que acontecerá na sede em Fortaleza (CE).

A mineradora Vale informou que o navio cargueiro Stellar Banner, que transportava um carregamento de minério de ferro da empresa do porto de São Luís (MA) para a China, foi encalhado na noite da segunda-feira na costa do Maranhão. Segundo a empresa, a embarcação “sofreu uma avaria na proa, após deixar o terminal marítimo da Ponta da Madeira” e o capitão achou prudente efetuar a manobra, após os 20 tripulantes serem retirados do navio. O encalhe ocorreu a cerca de 100 quilômetros de São Luís. O navio é da empresa sul-coreana Polaris. A Vale informou que está auxiliando no suporte técnico-operacional ao navio encalhado.

A Locaweb comunicou ontem que o Fundo Soberano de Cingapura – GIC Private Limited (GIC) passou a deter 6,49% das ações ordinárias da empresa. O aumento da participação, segundo a Locaweb, não representa uma tomada de controle. A Locaweb é uma empresa brasileira de hospedagem de sites, que levantou R$ 1,2 bilhão em oferta primária e secundária de ações na B3 no começo de fevereiro. O fundo GIC informou ontem que passou a deter de forma consolidada 8,1 milhões de ações ordinárias LWSA3. O Fundo Soberano de Cingapura tem ativos superiores a US$ 100 bilhões, investidos em vários países.

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A Ambev registrou lucro líquido atribuído ao controlador de R$ 4,099 bilhões no quarto trimestre de 2019, alta de 22% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano de 2019, o montante foi de R$ 11,780 bilhões, número 7,13% maior do que em 2018. A melhor performance é atribuída, principalmente, a expansão do Ebitda, menor alíquota efetiva de imposto de renda e menores despesas financeiras.

O lucro líquido ajustado da fabricante de bebidas foi de R$ 4,633 bilhões no quarto trimestre de 2019, 24,4% acima do registrado em igual período do ano passado. Em informe de resultados, a companhia afirma que a alta se deve a uma menor despesa de imposto de renda. No acumulado de 2019, o lucro líquido ajustado cresceu 8,5% ante 2018, atingindo R$ 12,549 bilhões.

O lucro consolidado do quarto trimestre foi de R$ 4,219 bilhões, alta de 21,80% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado de 2019, o montante foi de R$ 12,188 bilhões. Veja mais sobre o balanço clicando aqui.

O Credit Suisse destacou que os números da Ambev foram fracos, com o crescimento de volume de 3,4% na base de comparação anual sendo mais que compensado do lado negativo pela queda de 4,2% de receita por hectolitro.

Para 2020, a companhia espera i) pressão de custo pelo câmbio; ii) Ebitda do segmento de cerveja no Brasil reduzindo entre 17% e 20% na base de comparação anual no primeiro trimestre de 2020 e que deve ir gradualmente se recuperando ao longo do ano e iii) tendência de receita favorável para LAS.

Os analistas destacam reação negativa do mercado considerando principalmente o guidance de 2020 menos detalhado e a indicação de uma menor rentabilidade para o segmento de cerveja no Brasil no primeiro trimestre de 2020, sem a clareza de que isso levará a uma melhora de volume.

Ambev lucra R$ 11,78 bilhões em 2019, alta de 7%; volume de vendas de cerveja sobe 1,4% no 4º trimestre

A Ambev (ABEV3) registrou lucro líquido atribuído ao controlador de R$ 4,099 bilhões no quarto trimestre de 2019, alta de 22% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano de 2019, o montante foi de R$ 11,780 bilhões, número 7,13% maior do que em 2018. A melhor performance é atribuída, principalmente, a expansão do Ebitda, menor alíquota efetiva de imposto de renda e menores despesas financeiras.

O lucro líquido ajustado da fabricante de bebidas foi de R$ 4,633 bilhões no quarto trimestre de 2019, 24,4% acima do registrado em igual período do ano passado. Em informe de resultados, a companhia afirma que a alta se deve a uma menor despesa de imposto de renda. No acumulado de 2019, o lucro líquido ajustado cresceu 8,5% ante 2018, atingindo R$ 12,549 bilhões.

O lucro consolidado do quarto trimestre foi de R$ 4,219 bilhões, alta de 21,80% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado de 2019, o montante foi de R$ 12,188 bilhões.

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Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da Ambev atingiu R$ 6,924 bilhões no quarto trimestre, recuo de 9,3% ante o mesmo período do ano anterior. Na comparação de 2019 com 2018, a queda foi de 2,5%, para R$ 21,147 bilhões.

A empresa reportou uma margem Ebitda do quarto trimestre de 2019 de 43,7%, contração de 390 pontos-base em relação ao quarto trimestre de 2018. “A margem Ebitda foi impactada principalmente pelo maior custo do produto vendido decorrente de preços de commodities e taxa de câmbio significativamente desfavoráveis”, diz o relatório da empresa.

A receita líquida da Ambev teve queda de 1% no quarto trimestre de 2019 ante quarto trimestre de 2018, montante de R$ 15,856 bilhões. No acumulado de 2019 ante 2018, o indicador teve alta de 4,7%, somando R$ 52,599 bilhões.

No documento, a administração da empresa afirma que “o crescimento decorrente da contínua expansão do segmento premium foi parcialmente compensado pelo avanço da estratégia de acessibilidade inteligente e pelo mix geográfico”.

No ano, o volume de vendas no Brasil teve alta de 5,1%: o volume de cerveja vendido no Brasil cresceu 3,2%, alcançando 80,3 milhões de hectolitros. Incluindo não alcoólicos, esse índice cresceu 5,1%, chegando aos 106,8 milhões de hectolitros. A receita líquida da operação brasileira no ano somou R$ 28,7 bilhões e cresceu 7,1%. Já as vendas de bebidas não alcoólicas tiveram aumento de 11,3% no volume e 16,1% na receita líquida em 2019.

O volume vendido na região CAC (América Central e Caribe) aumentou 5,3% no ano, enquanto seu EBITDA anual atingiu R$ 3 bilhões – um aumento de 22% na comparação com 2018. Já a zona LAS (Latin America South) teve queda de 3,5% no volume de vendas e cresceu o EBITDA em 12,3%.

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No quarto trimestre de 2019, o volume total de vendas (cerveja + não alcoólicos) cresceu em 4,7% na base de comparação anual, para 31,4 milhões de hectolitros, com queda de 1,8% na receita por hectolitro. Em cerveja, o volume de vendas aumentou em 1,4% para 23,6 milhões de hectolitros. A receita líquida da venda de cerveja cresceu 1,2% e atingiu R$ 7,6 bilhões, e a receita por hectolitro decresceu ligeiramente em 0,2%. No segmento de bebidas não alcoólicas, o volume de venda cresceu 16% no trimestre, com alta de 13% na receita líquida.

O Credit Suisse destacou que os números da Ambev foram fracos, com o crescimento de volume de 3,4% na base de comparação anual sendo mais que compensado do lado negativo pela queda de 4,2% de receita por hectolitro.

Para 2020, a companhia espera i) pressão de custo pelo câmbio; ii) Ebitda do segmento de cerveja no Brasil reduzindo entre 17% e 20% na base de comparação anual no primeiro trimestre de 2020 e que deve ir gradualmente se recuperando ao longo do ano e iii) tendência de receita favorável para LAS.

Os analistas destacam reação negativa do mercado considerando principalmente o guidance de 2020 menos detalhado e a indicação de uma menor rentabilidade para o segmento de cerveja no Brasil no primeiro trimestre de 2020, sem a clareza de que isso levará a uma melhora de volume.

Números da AB InBev e alerta sobre coronavírus

A Anheuser-Busch InBev, controladora da Ambev e maior cervejaria do mundo, divulgou lucro líquido de US$ 114 milhões no quarto trimestre de 2019, bem menor do que o ganho de US$ 456 milhões apurado em igual período de 2018. A empresa também alertou que perdeu US$ 170 milhões em lucro nos primeiros dois meses de 2020 por causa dos efeitos da epidemia de coronavírus.

A receita da AB InBev totalizou US$ 13,33 bilhões entre outubro e dezembro, ante US$ 13,79 bilhões no quarto trimestre do ano anterior. Analistas consultados pela FactSet previam receita um pouco maior, de US$ 13,67 bilhões.

Também em razão do Covid-19, como é conhecido o coronavírus, a AB InBev estima que perdeu US$ 285 milhões em receita no primeiro bimestre deste ano.

O Ebitda normalizado da AB InBev – medida preferida da empresa que exclui itens extraordinários – caiu de US$ 6,02 bilhões para US$ 5,43 bilhões na mesma comparação trimestral. Também neste caso, a projeção da FactSet era de um resultado maior nos três meses até dezembro, de US$ 5,69 bilhões.

O volume de vendas de cerveja da AB InBev teve expansão orgânica anual de 1,6% no trimestre, a 142 milhões de hectolitros. Apenas na América do Norte, houve aumento de 2,8% no volume de cerveja.

(Com Agência Estado e Dow Jones Newswires)

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