Analista enxerga Ibovespa chegando até 125 mil pontos, mas recomenda cautela a sinais de reversão

(Shutterstock)

SÃO PAULO – O Ibovespa bateu nesta quarta-feira (25) os 110 mil pontos pela primeira vez desde fevereiro, furando um teto psicológico que parecia muito persistente após sucessivas caminhadas aos 105 mil e 106 mil pontos seguidas por correções.

De acordo com Gilberto Coelho, analista técnico da XP Investimentos, a projeção de Fibonacci no gráfico do benchmark indica que esse movimento de alta pode continuar até os alvos de 113.300 pontos ou 125 mil pontos.

No entanto, a tendência de alta precisa ser acompanhada com cuidado, pois a perda de volume e de fôlego das altas podem indicar acender o alerta de que uma correção está por vir.

Giba Coelho destaca que o índice tem suportes – regiões de preço que geralmente atraem vendedores – nos 107.800 e nos 105.500 pontos. Portanto, o investidor deve ficar bastante atento a esses patamares, que uma vez perdidos poderiam indicar uma reversão de tendência – ao menos no curto prazo.

Análise técnica

Chamada de análise gráfica por alguns, ela parte do pressuposto de que tudo o que pode ser medido acerca do desempenho futuro de uma ação já está precificado.

Desse modo, os movimentos diários do papel teriam um componente muito maior de percepção psicológica dos investidores sobre se está caro ou barato, subiu demais ou caiu demais, do que de fundamentos.

As operações em análise técnica, então, são guiadas a partir de um estudo do gráfico do preço da ação, verificando quais patamares de preço geralmente atraem vendas (resistências) e quais outros atraem compras (suportes).

Outras ferramentas da análise técnica incluem o Índice de Força Relativa (IFR), projeção de Fibonacci e análise de médias móveis.

PUBLICIDADE

Para ter acesso a mais análises, participe do grupo de Telegram do InfoMoney. Use o link de acesso para entrar no grupo e faça parte da nossa base de mais de 130 mil investidores que já acompanham o grupo.

Invista no ativo com maior potencial de valorização: o seu conhecimento. Aproveite descontos de até R$ 1.319 nos cursos do InfoMoney e Xpeed – vagas limitadas!

CVM explica como analisa atividade de influenciadores no mercado financeiro

(Divulgação CVM)

O “boom” de investidores pessoa física na Bolsa aumentou a procura por informação sobre o mercado de ações e também a presença de “especialistas” em investimentos nas redes sociais.

Destinatária de reclamações de investidores, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) resolveu explicar ao público o que caracteriza a atividade irregular de análise de valores mobiliários, a ser reprimida pela autarquia.

O regulador do mercado de capitais divulgou na quarta-feira, 11, ofício circular em que explica o que caracteriza a profissão de analista. O objetivo é deixar claro quem está na mira da autarquia.

“Sinto que existe uma expectativa de alguns investidores de que a CVM seja quase um órgão de censura. A internet é um ambiente livre. O que nos interessa (monitorar) é a atividade profissional, que exige capacitação e credenciamento”, disse o superintendente de relações com investidores institucionais da CVM, Daniel Maeda.

O fato de alguém dar palpite sobre uma ação não é, em princípio, suficiente para ser enquadrado pela CVM como exercício irregular de atividade. Para isso, é preciso que o indivíduo faça análises em caráter profissional e receba alguma remuneração, ainda que indireta, para esse fim.

A comprovação do exercício irregular da profissão de analista do mercado de capitais pode gerar penalidades. A Lei 6.385/76 inclui a conduta entre os potenciais crimes contra o mercado de capitais, que pode se punido com detenção de seis meses a dois anos, além de multa.

InfoMoney premia as melhores empresas da Bolsa em 2020; confira a programação completa da premiação e inscreva-se, gratuitamente, para participar do evento.

Ibovespa tem bons sinais gráficos e pode testar os 100 mil pontos no curto prazo e 120 mil até o fim do ano, dizem analistas técnicos

bolsa ações mercados alta up sobe índices Foto: reprodução

SÃO PAULO – O Ibovespa engatou uma sequência de seis altas e muitos investidores já devem estar se questionando se é hora de vender e realizar ganhos. Por análise técnica, especialistas afirmam que ainda não, pois o gráfico do índice continua mostrando boas perspectivas aos comprados.

Segundo Gilberto Coelho, analista técnico da XP Investimentos, o benchmark da B3 está com uma trajetória consistente de valorização e deve alçar voos ainda mais altos.

“O Ibovespa bateu o fundo deste ano nos 63 mil pontos e nesse movimento de alta forte posterior eu consigo projetar um teste dos 99 mil pontos ou 107.900 pontos. Seria a expansão para o curto prazo, mas em um prazo maior, como o final do ano, pode bater até 110 mil ou 120 mil pontos novamente”, afirma Giba.

PUBLICIDADE

O sinal de alta, na avaliação dele, só perderia força caso o índice caísse abaixo da média móvel de 21 dias, de modo que mesmo uma queda de volta aos 85 mil pontos poderia ser ainda apenas uma correção, não uma reversão de tendência.

Já Pamela Semezzato, analista técnica da Rico Investimentos, ressalta que o Ibovespa na grande queda de março rompeu vários suportes sem dar sinais de desaceleração, o que assusta, mas já voltou uma boa parte do caminho, passando por todos os pontos de retração da projeção de Fibonacci traçada sobre a queda.

“Está voltando com volume e com candles compradores. Eu gosto da formação e acho que tem tudo para retomar a alta a partir de agora”, explica.

Para Pam, um bom sinal é que o índice rompeu a cunha baixista que se formava a partir dos pregões anteriores, o que é um bom sinal. Para não ficar esticado demais, a analista entende que uma correção seria bem-vinda até uma região de média, mas isso não muda o fato de que o alvo do Ibovespa agora é a região dos 100 mil pontos, que é a próxima resistência gráfica.

No longo prazo, a analista acredita que o Ibovespa possa buscar os 120 mil pontos.

Confira abaixo o gráfico semanal do Ibovespa

PUBLICIDADE

Confira abaixo o gráfico diário do Ibovespa

Análise técnica

Chamada de análise gráfica por alguns, ela parte do pressuposto de que tudo o que pode ser medido acerca do desempenho futuro de uma ação já está precificado.

Desse modo, os movimentos diários do papel teriam um componente muito maior de percepção psicológica dos investidores sobre se está caro ou barato, subiu demais ou caiu demais, do que de fundamentos.

As operações em análise técnica, então, são guiadas a partir de um estudo do gráfico do preço da ação, verificando quais patamares de preço geralmente atraem vendas (resistências) e quais outros atraem compras (suportes).

Outras ferramentas da análise técnica incluem o Índice de Força Relativa (IFR), projeção de Fibonacci e análise de médias móveis.

Quer aprender a operar na Bolsa com a metodologia do Giba? Clique aqui e conheça o curso do melhor analista do Brasil.

XP registra o triplo de acessos em sua plataforma de conteúdo em meio à pandemia

paulo guedes live xp

SÃO PAULO — Desde o início da pandemia de coronavírus, a XP Conteúdos, plataforma gratuita que reúne informações e análises sobre investimentos da XP Inc., cresceu em números de acessos diários – registrando, em média, o triplo de usuários ativos em relação aos meses anteriores.

Lançada em julho do ano passado, a plataforma reúne conteúdos sobre cerca de 250 ativos, incluindo ações, títulos de renda fixa, fundos de investimento, imobiliários e de previdência, além de análises econômicas e setoriais, sugestões de aplicação para variados perfis, recomendação de carteiras, guias de comparações de investimentos e dados de mercado em tempo real.

Segundo Fernando Ferreira, estrategista-chefe da XP Investimentos, os resultados alcançados atestam o bom caminho editorial tomado pela equipe e indicam que a crise despertou nas pessoas um maior interesse por informações financeiras.

PUBLICIDADE

“No último mês, tivemos um crescimento exponencial e estamos conseguido manter o nível de acessos e usuários ativos em patamar elevado, por mais que o mercado tenha dado uma estabilizada.  Os números indicam que não foi um aumento pontual durante os circuit breakers nas primeiras semanas de março, o que mostra que os investidores estão buscando cada vez mais conteúdos de qualidade”, revela.

Com o avanço da Covid-19, a equipe de mais de 40 profissionais intensificou a produção e também deu prioridade à criação de conteúdo com transmissões ao vivo para dar mais agilidade na forma com que as informações são passadas para o investidor.

Ferreira aponta que a plataforma tem realizado, em média, três lives por dia, com profissionais do mercado financeiro nacional e internacional, executivos de empresas e membros do governo.

O ministro da economia, Paulo Guedes, o fundador da Oaktree Capital Management, Howard Marks, e a presidente da Microsoft Brasil, Tania Cosentino, por exemplo, já participaram dos debates promovidos pela XP desde o início da pandemia.

“Já fizemos mais de 70 lives, por meio do Zoom ou Youtube, e elas estão disponíveis, na íntegra, na nossa plataforma, com o resumo das principais informações”, afirma Ferreira.

Mudanças profundas

Mesmo com a pior queda mensal do Ibovespa em mais de 20 anos, o número de investidores individuais pessoa física registrados na B3 bateu novo recorde, com mais de 2 milhões de CPFs em março.

PUBLICIDADE

Para o estrategista-chefe da XP, a crise revela uma mudança de paradigma por parte do investidor brasileiro, que, mesmo com a oscilação do mercado, continua aplicando em renda variável e assumindo certos riscos em sua carteira.

Nesse contexto, Ferreira avalia que o trabalho de produzir conteúdo se torna ainda mais valioso, tendo em vista que os investidores individuais costumavam ser os primeiros a vender seus ativos quando a bolsa caía e, com isso, acabavam perdendo grandes oportunidades nos momentos de recuperação do mercado.

“Levar informação de qualidade e precisa tem ajudado as pessoas a ver essa queda da bolsa como uma oportunidade de aumento de exposição à renda variável. Hoje em dia, todo esse trabalho que estamos fazendo na área de conteúdo, alinhado com os nossos influenciadores nas redes sociais, políticos e gestores, que têm falado diretamente com o mercado através de nós, faz com que mesmo o investidor iniciante tenha acesso à opiniões relevantes de pessoas experientes do mercado de forma rápida, o que antes era impossível”, aponta.

Newsletter InfoMoney
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro, todos os dias no seu email:

Petrobras: após queda de quase 50% em menos de 2 semanas, o que fazer com as ações?

SÃO PAULO – A pandemia global de coronavírus mudou completamente o cenário global para as ações. Se no começo do ano os analistas eram praticamente unânimes no otimismo, agora o pânico toma conta dos mercados e quanto mais um papel está exposto a riscos sistêmicos na economia, mais ele sofre. É o caso de Petrobras (PETR3; PETR4).

As ações da maior petroleira do Brasil desabaram cerca de 48% desde que a crise do Covid-19, que reduziu bruscamente a demanda por petróleo, teve um desdobramento inesperado: a guerra de preços de petróleo entre a Arábia Saudita e a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), fazendo com que as ações da Petrobras caíssem cerca de 30% apenas no fatídico pregão de 9 de março. Para o analista Regis Cardoso, do Credit Suisse, os sauditas parecem querer dar um choque nos mercados como aconteceu durante a década de 1980 e, mais recentemente em 2014, quando a Opep enfrentou os produtores de xisto nos Estados Unidos.

Atualmente, a Arábia Saudita tem inundado o mercado com barris de petróleo a US$ 25, em uma tentativa de forçar a Rússia a reduzir sua produção. Soma-se a isso o agravamento da pandemia do coronavírus em várias partes do mundo, levando a perspectivas de uma desaceleração econômica global e reduzindo a demanda por petróleo.

PUBLICIDADE

Nesta quinta, o barril do Brent, usado como referência pela Petrobras, fechou na casa dos US$ 28, enquanto o WTI fechou na casa dos US$ 25, com uma forte alta percentual de 13% para o primeiro e de 23% para o segundo. Isso ajudou na alta da Petrobras, mas foi apenas um repique após a forte derrocada da véspera, que levou a uma forte perda dos ativos da estatal – e trouxe o panorama de volatilidade para as ações da estatal.

Diante dessa situação, muitos investidores que compraram papéis PETR3 e PETR4 nas máximas do ano, perto dos R$ 30, imaginam que a estatal jamais irá recuperar seu valor de mercado, e portanto, só resta vender as ações e embolsar o prejuízo. Enquanto isso, outros se questionam se é melhor esperar. Afinal, para o pequeno investidor que comprou as ações de olho na venda de ativos, no aumento da produção e no que fazer com ativos, o que fazer com os papéis em meio à forte queda?

Conforme destacou Fernando Fontoura, gestor da Persevera, em entrevista ao InfoMoney, os investidores que têm posição em Petrobras devem ajustar os seus horizontes de investimentos para um prazo mais longo.

Ele destaca que é difícil fazer uma previsão de quando o petróleo voltará aos níveis de antes da crise, uma vez que dependerá muito de como se desenrolará a questão entre Arábia Saudita e Rússia, além da retomada da atividade econômica mundial, duramente afetada pelo coronavírus. Contudo, a cotação atual do barril (na quarta-feira, o WTI chegou a US$ 22, no menor valor em 18 anos), não é sustentável, podendo ameaçar boa parte das produtoras de petróleo de xisto nos EUA.

Dito isto, até o momento, não há nenhuma perspectiva da Petrobras ter problemas de liquidez, solvência, avalia o gestor. Fontoura avalia que, obviamente, a geração de caixa desse ano ficou comprometida e muito provavelmente vai haver um corte na distribuição de dividendos – mas que não deve haver uma crise de solvência ou uma necessidade de aumento de capital.

“Assim, para o investidor que não estiver precisando do dinheiro no momento, o melhor que ele faz é segurar a posição. Ele deve estar ciente de que a recuperação pode demorar mas, num horizonte de investimento um pouco mais longo – que é o adequado para investimentos de renda variável – a Petrobras tende a se recuperar”, afirma o gestor.

PUBLICIDADE

Pontos positivos…

Mantenha a calma e siga em frente. Essa também é a recomendação dos analistas André Hachem e Leonardo Marcondes, do Itaú BBA. Em relatório, eles mantiveram recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) para a Petrobras, mas reduziram o preço-alvo das ações preferenciais PETR4 de R$ 40,00 para R$ 29,00.

A explicação é que os valores atuais das ações da companhia refletem preços de petróleo bem mais deprimidos no horizonte do que indicam as curvas dos contratos futuros de petróleo. “Analisando o múltiplo valor de mercado da empresa sobre o Ebitda [lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações, na sigla em inglês], os barris de petróleo da Petrobras estão sendo precificados em US$ 33 para 2020, abaixo da curva dos futuros, que precifica US$ 35”, calculam Hachem e Marcondes.

“Para 2021, as ações da Petrobras estão assumindo um barril de petróleo de US$ 30, enquanto a curva dos contratos futuros da commodity aponta para US$ 43 para o mesmo período.”

Na mesma linha, a equipe de análise do Credit Suisse projeta preços do barril de petróleo em US$ 42 para 2020, US$ 50 para 2021 e US$ 60 no longo prazo. “Nestes níveis, o case de Petrobras nos parece entregar vários pontos interessantes em valuation nos níveis atuais e acreditamos que a empresa conseguira navegar este ambiente difícil”, aponta research do banco suíço.

Em outro ponto do relatório, os analistas do Itaú BBA escrevem que os fatores essenciais a serem considerados na precificação da Petrobras, além das receitas, são as taxas especiais de participação, que compõem os custos da empresa e mudam significativamente em diferentes cenários para os preços do petróleo. “Os impostos especiais de participação operam sob uma taxa progressiva que varia de 0% a 40%, dependendo da profundidade do campo, da produtividade, da idade de produção e, mais importante, dos preços do petróleo”, explicam.

Também foi ressaltado pela equipe do Itaú que aproximadamente 60% dos custos da estatal, excluindo as despesas com leasing, são atrelados ao real e não ao dólar, de modo que a depreciação da moeda brasileira gera benefícios do lado dos custos.

Já a geração de fluxo de caixa de fato será prejudicada com o barril do Brent abaixo de US$ 50, podendo chegar a zero. Entretanto, esses cálculos não levam em consideração as vendas de ativos promovidas pela estatal, que quando acabar a crise do coronavírus devem ser retomados.

Por fim, a Petrobras hoje tem uma grande vantagem quando comparada a outros momentos recentes: a sua posição financeira confortável, com vencimentos de dívidas espalhados por prazos mais longos. “A Petrobras também possui aproximadamente US$ 5 bilhões em saldos em aberto, ou seja, ativos que já foram vendidos, mas ainda não foram pagos. Isso daria à Petrobras outra ajuda para enfrentar os preços do petróleo”, avaliam.

Também otimista com Petrobras, mas também fazendo ponderações em meio a esse cenário desafiador para o mercado de petróleo, o Morgan Stanley manteve a recomendação overweight para os American Depositary Receipts (ADRs, ou recibos de ações das companhias negociados na Bolsa de Nova York) PBR, equivalente aos ordinários, mas cortando o preço-alvo de US$ 24 para US$ 11,40 pro ativo, um potencial de valorização de 165% frente o fechamento do dia 18. Ela é a única com essa recomendação dentre as petroleiras da América Latina sob cobertura do Morgan Stanley.

Segundo os analistas do banco, comparada com a última forte queda de preços do petróleo, no final de 2014, a Petrobras está em uma posição financeira muito melhor e conta com um portfólio resiliente com uma alta exposição aos campos do pré-sal (provavelmente o mais competitivo no cenário offshore atualmente). “Acreditamos que a empresa será capaz de surpreender com a resiliência de seu fluxo de caixa. Além disso, o crescimento da produção no curto prazo é totalmente contratado, não dependendo de novos investimentos externos.

A venda de ativos, por sua vez, por mais que seja mais difícil, com a participação de grandes empresas do setor mais incerta, a venda de alguns ativos, como refinarias, ainda podem ocorrer no atual ambiente de mercado, passada a volatilidade inicial, avaliam.

…mas o cenário é incerto

De qualquer forma, há também quem tenha recomendado cautela com a Petrobras desde o dia 9 de março, quando eclodiu a disputa entre Arábia Saudita e Rússia. O Bradesco BBI reduziu a recomendação para os ativos da companhia, avaliando que seria difícil saber quando a guerra de preços entre os dois países iria terminar, mas prevendo dias bem negativos para o petróleo no curto prazo, o que se concretizou nas sessões seguintes.

O preço-alvo foi reduzido de R$ 23,50 para R$ 16,00. Segundo os analistas, distribuição de combustíveis é um negócio estruturalmente melhor atualmente do que exploração, produção e refino, que são os focos da Petrobras. “Nós vemos preços mais baixos de petróleo como uma oportunidade para que distribuidoras recuperem margens.”

Assim, é importante ficar atento aos próximos desdobramentos geopolíticos e também da Petrobras. Ela também deve reagir ao cenário de queda de demanda e maior oferta de petróleo, conforme ganha força no noticiário as informações de que ela avalia mudar seu plano de negócios, mas vendo normalização no médio prazo.

O cenário aponta para forte volatilidade de curto prazo para os ativos da companhia e dias desafiadores para empresa. Contudo, na visão dos especialistas, os investidores que conseguirem ter uma visão de longo prazo podem passar pela turbulência.

Depois do estresse de 2019, chegou a hora dos fundos de crédito privado?

SÃO PAULO – Assim como no mercado das debêntures, os fundos de crédito privado também assustaram investidores no ano passado com as fortes quedas na marcação a mercado.

É sobre as perspectivas para esse tipo de investimento que os analistas da Nord Research, Marx Gonçalves e Luiz Felippo falarão no Analistas Sem Censura desta terça-feira (18).

PUBLICIDADE

O programa é exibido ao vivo no IMTV todas as terças-feiras às 15h (horário de Brasília).

Quer investir melhor o seu dinheiro? Clique aqui e abra a sua conta na XP Investimentos

Empiricus fecha acordo com CVM e vai credenciar analistas na Apimec

A Empiricus Research, que era investigada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por suspeita de fazer análises de investimento sem autorização, firmou na terça-feira, 11, um acordo com a autarquia.

Em nota, o CEO da empresa, Caio Mesquita, afirmou que o termo de compromisso “traz segurança jurídica para o nosso negócio e nos deixa ainda mais otimistas com o seu futuro”.

O termo prevê o fim do litígio judicial entre Empiricus e CVM, com a renúncia pela empresa de uma ação que discutia se negócios da área editorial deveriam estar sujeitos à regulação da autarquia, e o credenciamento dos analistas da Empiricus na Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento no Mercado de Capitais (Apimec).

PUBLICIDADE

Segundo a Empiricus, um ofício-circular divulgado pela CVM em 2019 deu clareza sobre quais restrições se aplicam às peças publicitárias divulgadas pelos regulados da autarquia.

“Nós já vínhamos fazendo ajustes em nosso marketing e, analisando as novas diretrizes, manifestamos à autarquia nosso desejo de resolver a questão”, disse Caio, por meio da nota. “No final do dia, ampliar o acesso à informação para o investidor pessoa física sempre foi um objetivo comum.”

Haverá ainda um desembolso de R$ 3 milhões em nome da Empiricus, de R$ 500 mil em nome da Inversa (empresa que compartilha sócios com a Empiricus) e de R$ 50 mil em nome de cada um dos 15 analistas listados no termo.

Segundo a Empiricus, trata-se de uma desembolso atrelado ao tempo em que analistas não estiveram credenciados na autarquia, mas não se trata de multa, porque o recolhimento do valor não implica qualquer reconhecimento de culpa ou má conduta, e não houve qualquer processo administrativo sancionador.

O credenciamento na Apimec será feito em até 60 dias, afirma a Empiricus. “Não haverá alteração nos nossos produtos: as sugestões de investimentos feitas por nós tiveram rentabilidades extraordinárias em 2019, o que muito nos orgulha. Nosso marketing já foi ajustado desde o meio do ano passado, com a consolidação da área de compliance. O que o acordo com a CVM representa é um passo muito importante na institucionalização da Empiricus. Acreditamos que 2020 será um ótimo ano para a empresa e para a economia do país em geral”, afirmou Caio.

Invista melhor seu dinheiro: abra uma conta gratuita na XP

Os melhores fundos de ações estão fechando, e agora?

SÃO PAULO – Depois de um boom nos últimos anos, os fundos de investimentos em ações estão fechando para captações, o que deve deixar diversos investidores órfãos na hora de decidir onde aplicar aquela renda extra.

Para sanar essa dúvida, os analistas Renato Breia e Luiz Felippo explicam quais são as alternativas mais atrativas para o investidor no atual cenário.

PUBLICIDADE

Assista ao vivo no Analistas sem Censura desta terça-feira (11). O programa vai ao ar todas as terças às 15h (horário de Brasília).

Quer investir melhor o seu dinheiro? Clique aqui e abra a sua conta na XP Investimentos

Os impactos do Copom no mercado e para onde vai o IRB segundo analistas da Nord

SÃO PAULO – Nesta terça-feira (4) começa a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que decidirá se a Selic será cortada em mais 0,25 ponto percentual. Os analistas da Nord Research, Marx Gonçalves e Bruce Barbosa, comentam o que esperar e ainda informam o que está acontecendo com o Instituto Brasileiro de Resseguros (IRBR3).

Assista no Analistas Sem Censura desta terça-feira (4). O programa vai ao ar todas as terças às 15h (horário de Brasília).

PUBLICIDADE

Quer investir melhor o seu dinheiro? Clique aqui e abra a sua conta na XP Investimentos

Fernando Ferreira é o novo estrategista-chefe da XP

(Crédito: Divulgação)

SÃO PAULO – Fernando Ferreira assume nesta segunda-feira (3) o cargo de estrategista-chefe da XP Investimentos. Ele será responsável por toda a área de análise e elaboração de relatórios.

Ferreira entra no lugar de Karel Luketic, que passa a liderar as áreas de marketing e conteúdo digital da XP Inc.

Fernando Ferreira foi analista de ações de empresas do setor de consumo, agronegócios, mineração e siderurgia no Bank of American Merrill Lynch, tendo trabalhado por 16 anos na instituição. Ele trabalhou no banco em Londres, no Reino Unido.

PUBLICIDADE

O especialista é formado em administração pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP) e credenciado pelo CFA, sendo considerado um dos melhores analistas de ações do mundo pela revista Institutional Investor.

“Acredito que a minha experiência atuando com investidores institucionais vai ao encontro dos planos da companhia de munir os mais variados públicos com dados e conteúdos estratégicos de primeira linha”, disse Ferreira, conforme comunicado da XP.

Quer investir melhor o seu dinheiro? Clique aqui e abra a sua conta na XP Investimentos