Morar na universidade? Por que a Ânima se uniu a uma aposta de R$ 800 milhões em residências estudantis

Edifício que a Uliving vai construir em Santos, perto da Universidade São Judas (Divulgação) Edifício que a Uliving vai construir em Santos, perto da Universidade São Judas (Divulgação)

SÃO PAULO – Mesmo com um retorno ainda tímido para classes após meses de aulas virtuais, a Ânima Educação (ANIM3) está apostando forte na educação presencial. Em parceria com uma startup, a rede de ensino superior busca trazer o hábito americano e europeu de moradia nos campi universitários para o ensino superior privado brasileiro. A Ânima Educação firmou uma parceria com a Uliving, startup que opera moradias estudantis desde 2012.

Fundada em 2003, a Ânima Educação tem 330 mil estudantes espalhados por 18 instituições de ensino superior, com marcas como Anhembi Morumbi e São Judas. A empresa afirma ser a quarta maior organização educacional privada no país em número de estudantes e a terceira em receita líquida. São mais de 100 campi universitários. A Uliving pode captar até R$ 800 milhões para a construção de edifícios próximos a essas instituições, com uma oferta inicial de 5 mil camas em 15 empreendimentos. Essas construções levarão entre cinco a sete anos.

O objetivo é atender principalmente alunos que se mudam das cidades natais para cursar o ensino superior. Essa mudança é comum em cursos concorridos e com alta dedicação presencial, como Medicina. Segundo o Ministério da Educação, o Brasil tem cerca de 8,5 milhões de universitários. Estima-se que um quinto tenha saído da casa da família para estudar.

“Acreditamos que o estudante escolhe o melhor que conseguir, dependendo de sua capacidade financeira e de mobilidade. Queremos criar um mercado e trazer a cultura de moradia estudantil para o país, permitindo que as famílias possam enviar os filhos para estudarem em outras cidades com comodidade e segurança. Pensamos naquele jovem do interior que acabou o ensino médio e vai se mudar para uma cidade maior, e agora vai poder morar dentro ou próximo do campus universitário”, afirmou Marcelo Bueno, CEO da Ânima Educação, ao InfoMoney.

Marcelo Bueno, CEO da Ânima Educação (Divulgação)

Marcelo Bueno, CEO da Ânima Educação (Divulgação)

A Uliving tem cinco prédios em funcionamento em São Paulo e no Rio de Janeiro, com 1.500 apartamentos ao todo. A startup faz parte de uma holding que inclui a VBI Real Estate, gestora que capta recursos com investidores para investir no mercado imobiliário brasileiro – incluindo aportes nas moradias da Uliving.

“Embora a moradia estudantil tenha provado sua resiliência como classe de ativos imobiliários institucionais na América do Norte, na Europa, na Austrália e outros lugares, a oferta de acomodação institucional e uma experiência universitária holística está apenas iniciando no mercado brasileiro”, afirmou em comunicado sobre a parceria Ken Wainer, sócio-fundador da VBI Real Estate.

“A formação do jovem não está apenas no que acontece dentro das salas e dos laboratórios. Experiências como atléticas, congressos, diretórios acadêmicos, empresas juniores, estágios e relacionamento com estudantes e professores são fundamentais. A moradia conectada com o campus permite vivenciar melhor tudo isso”, completou na mesma entrevista Juliano Antunes, cofundador e presidente da Uliving.

Juliano Antunes, cofundador da Uliving (Divulgação)

Juliano Antunes, cofundador da Uliving (Divulgação)

A Uliving como um todo espera chegar a 2.000 apartamentos até janeiro de 2022. A ocupação nos prédios da startup chegou a cair de 80% para 65% nos piores meses da pandemia, com a adoção de aulas remotas e muitos alunos voltando às suas cidades natais. Mas a Uliving viu uma retomada expressiva em julho deste ano e espera alcançar uma ocupação como a dos meses pré-pandemia até o começo de 2022.

O primeiro prédio fruto da parceria entre Ânima Educação e Uliving será inaugurado no final de agosto, próximo da Universidade São Judas em Santos (São Paulo). Serão 218 suítes individuais, combinadas a áreas comuns como cozinha, coworking, lavanderia e sala de jogos. O aluno não precisará de fiador para assinar o contrato, e contas como água, internet e luz estão inclusas.

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O foco inicial está nos estudantes de Medicina, mas a Ânima espera no futuro ampliar a oferta para estudantes de todos os cursos. As locações partirão de R$ 1,2 mil por mês no Uliving de Santos.

A Ânima Educação fornecerá a primeira originação para os prédios, indicando seus estudantes. Mas os edifícios também poderão abrigar alunos de instituições que não fazem parte da rede. A empresa está estudando oferecer condições especiais aos seus alunos, como formas diferenciadas de pagamento e subsídios para os melhores alunos. A Ânima Educação ainda não divulga mais detalhes sobre essas condições.

Essa é uma aposta da Ânima na volta forte do ensino presencial, mesmo com a expansão do ensino a distância (EAD) durante a pandemia do novo coronavírus. “Estamos preparados para voltar às classes desde agosto de 2020. Não voltamos até o momento diante de novas ondas de contágio. Neste mês, voltaremos em esquema de rotação das turmas entre atividades digitais e salas e laboratórios físicos”, diz Bueno. “A vida será híbrida. Acreditamos em oferecer uma experiência única de convivência como diferencial, junto a uma educação de qualidade. Dormitório e sala de aula devem ser integrados dentro do ecossistema da Ânima.”

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Anima entra no setor de moradia estudantil e planeja investir R$ 800 milhões

Miniatura de casas vistas com uma lupa (Getty Images)

A gestora de recursos imobiliários VBI Real Estate e o grupo Ânima Educação acertaram nesta semana o maior acordo já registrado no jovem mercado brasileiro de moradias estudantis. A parceria prevê que a VBI vai construir até 15 prédios de residências, com 5 mil camas nos próximos sete anos, com um investimento que poderá totalizar R$ 800 milhões.

Juntas, as empresas selecionaram uma lista de quatro cidades – não reveladas por enquanto – que receberão os primeiros empreendimentos. Em média, cada imóvel terá cerca de 250 quartos. O aluguel é cobrado por cama e vai de R$ 1,5 mil (cômodo coletivo) a R$ 3 mil (individual).

Os desembolsos nos projetos serão feitos pela VBI e colocados em prática pela Uliving, empresa de moradias estudantis fundada em 2012 pelos empreendedores Celso Martineli e Juliano Antunes. A startup tem como sócias a própria VBI, além da britânica Grosvenor Group. Uma unidade já pronta da Uliving em Santos (SP) também será incluída no pacote.

Caberá à Ânima garantir a demanda, encaminhando seus estudantes para esses imóveis. A companhia pode, inclusive, bancar o aluguel das unidades caso não apresente os inquilinos esperados. O grupo é dono da São Judas, do Centro Universitário Una e do UniBH, entre outros, reunindo 330 mil estudantes – escala de que o negócio precisa.

Inédito

É a primeira vez no Brasil que um grupo educacional fecha parceria dessa magnitude para oferecer moradias a universitários – algo bastante comum nos EUA e na Europa. Segundo o Ministério da Educação, o Brasil tem cerca de 8,5 milhões de universitários. Estima-se que um quinto tenha saído da casa da família para estudar – é justamente esse o mercado em que as empresas estão de olho.

“Essa aliança é totalmente inédita e exclusiva no Brasil”, destacou o CEO da Ânima, Marcelo Bueno. Segundo ele, a inovação atenderá um público cada vez maior de alunos da companhia, especialmente nos cursos de Medicina e Saúde, além dos jovens que mudaram de cidade.

A Uliving é pioneira no ramo e tem cinco edifícios em operação, com 2,3 mil leitos. Se a parceria com a Ânima for cumprida na íntegra, a Uliving vai triplicar o seu portfólio. “É uma parceria estratégica, porque ainda estamos desbravando um mercado pouco explorado”, disse o sócio da VBI, Rodrigo Abbud.

Como faltam dados sobre o funcionamento local desse mercado, o acordo só foi possível porque a Ânima abraçou a ideia e se dispôs a compartilhar dados sobre sua base de alunos.

O setor ainda tem poucos grupos organizados. Outro nome em crescimento é a Share, da incorporadora Mitre Realty em parceria com a Redstone Residential. A empresa tem três edifícios universitários, nos bairros da Consolação, Vila Mariana e Butantã – nas vizinhanças de Mackenzie, ESPM e USP, respectivamente.

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Ação do Mater Dei salta 6% após compra de rede de hospitais; Vale segue em alta, enquanto petroleiras viram para queda

Mater Dei (Foto: Divulgação)

SÃO PAULO – Com os mercados à espera pela divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve, que deve dar novos sinais sobre o movimento de aperto monetário nos Estados Unidos, investidores monitoram na Bolsa brasileira nesta quarta-feira (7) os fortes ganhos da Mater Dei (MATD3).

O Hospital Mater Dei anunciou que seu Conselho de Administração aprovou a compra do Grupo Porto Dias, maior rede de hospitais da região Norte do país, em uma transação que envolve R$ 800 milhões, além da emissão de ações. Os papéis MATD3 apresentavam ganhos de 6,14% por volta das 10h30.

O movimento positivo também era visto no restante do índice. Companhias voltadas à reabertura econômica, como aéreas e educacionais, que recuaram na véspera, em meio ao avanço da variante delta do coronavírus no Brasil e com maiores incertezas sobre a recuperação econômica global, apresentavam altas nesta manhã. Os papéis da Gol ([GOLL4]) tinham alta de 0,7% por volta das 10h15, enquanto os da Cogna subiam perto de 0,5%.

Já a Ânima Educação (ANIM3), que abriu o pregão em alta após anunciar a aquisição de participação de 55,78% na edtech Gama Academy por R$ 33,8 milhões, operava perto da estabilidade, entre perdas e ganhos por volta das 10h15.

Nas commodities, a Petrobras (PETR3;PETR4) apresentava alta de até 1,5% em uma sessão de recuperação após a forte baixa da véspera e em um dia que apontava para ser de recuperação para o petróleo. Contudo, os papéis amenizaram os ganhos, com PETR4 em alta de cerca de 0,7% e PETR3 praticamente estável. Já as ações da PetroRio (PRIO3), após avançarem cerca de 2%, passaram a ter queda de 1%. O movimento coincidiu também com a virada do petróleo, que passou a ter leves perdas com as incertezas sobre a oferta da Opep+ predominando.

Na segunda-feira, os ministros da Opep+, que inclui a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Rússia e outros produtores, abandonaram conversas após não conseguirem serem bem-sucedidos nas negociações entre a Arábia Saudita, maior produtor da Opep, e os Emirados Árabes Unidos. Inicialmente, o petróleo obteve fortes altas nos fins das negociações, porém os preços recuaram, pois os traders se concentraram na possibilidade de alguns produtores “abrirem as torneiras” e começarem a exportar mais barris.

Já a Vale (VALE3), uma das poucas ações a subirem na véspera, segue em alta com a continuidade da variação positiva da cotação do minério.

Confira os principais destaques desta quarta-feira (7):

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A sessão desta quarta-feira marca o leilão da InfraCo da Oi, o último dos grandes ativos colocados à venda pela companhia. Apenas uma proposta – a dos fundos do BTG Pactual em conjunto com a Globenet Cabos Submarinos – teria sido apresentada.

“O leilão da InfraCo não deve ter novidade. A chance é quase zero de o BTG tirar a oferta. Se houver alguma surpresa, é mais provável que seja positiva, de aparecer um forasteiro, como uma Digital Colony, mas é uma chance muito baixa”, destacou no mês passado ao InfoMoney Luiz Guerra, CIO da Logos Capital.

A ideia inicial era leiloar 51% da InfraCo, mas a Oi aceitou a proposta revisada do BTG para vender 57,9% da InfraCo, por R$ 12,9 bilhões. Veja mais clicando aqui e aqui.

A Ambipar anunciou uma nova aquisição: a companhia informou na noite da véspera que comprou integralmente a Swat Consulting Inc., por meio de sua controlada indireta Ambipar Holding USA. A empresa faturou US$ 7,5 milhões em 2020.

A Petrobras informou na terça que vai promover um aumento de 7% nos preços de venda de gás natural para as distribuidoras a partir de 1º de agosto. A empresa cita a valorização do petróleo no segundo trimestre deste ano. Os reajustes da companhia são realizados trimestralmente, com variações que decorrem da aplicação de fórmulas negociadas nos contratos de fornecimento.

Na véspera, as ações da Petrobras fecharam em queda de mais de 3%. No radar da companhia, estão a pressão dos caminhoneiros para que empresa reveja aumentos de combustíveis anunciados na segunda-feira e a visão de que o ajuste foi insuficiente para fechar o gap ante valores no mercado internacional.

A terça foi de forte volatilidade para os mercados de petróleo, com os futuros de commodity revertendo alta com preocupações de que o fracasso da Opep+ em ratificar um acordo pode levar os produtores a perderem a disciplina na oferta diante do aumento da demanda.

Mesmo com o reajuste recente da petrolífera, o Bradesco BBI vê os preços da gasolina e do diesel com um desconto de 9% e 4%, respectivamente, em relação aos preços internacionais, segundo o analista Vicente Falanga.

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A companhia ainda informou nesta quarta-feira que recebeu indicações de candidatos para o Conselho de Administração, caso adotado o procedimento de voto múltiplo para eleição na próxima assembleia geral extraordinária, a ser oportunamente convocada.

Os nomes indicados pelas gestoras Absolute Gestão de Investimentos, Moat Capital Gestão de Recursos e Banco Clássico são: José João Abdalla Filho; Marcelo Gasparino da Silva; e Pedro Rodrigues Galvão de Medeiros.

O anúncio ocorre após a efetivação da renúncia de Gasparino ao cargo de conselheiro. Representante dos minoritários, ele anunciou em abril que deixaria o posto para provocar nova eleição, alegando problemas nos procedimentos da assembleia que o elegeu.

Vale (VALE3) e siderúrgicas

Os contratos futuros do aço negociados na China dispararam nesta quarta-feira, com o vergalhão para construção e as bobinas laminadas a quente fechando em alta de mais de 3%, impulsionados por expectativas de cortes de produção.

“Recentemente, a antecipação da redução de produção de aço voltou à tona”, disse a SinoSteel Futures em nota, acrescentando que alguns governos locais emitiram documentos relacionados ao tema, embora detalhes ainda não tenham sido divulgados.

Já a referência do minério de ferro, para entrega em setembro, recuperou-se de perdas registradas na parte matutina da sessão e fechou em alta de 1%, a 1.244 iuanes por tonelada.

No radar da Vale, a companhia apresentou recurso na Justiça do Trabalho contra a decisão que fixou indenização de R$ 1 milhão por danos morais para cada empregado da mineradora que morreu na tragédia de Brumadinho, em Minas Gerais.

A sentença de primeira instância, publicada no início do mês passado, contemplou 131 funcionários. A mineradora alega, no entanto, que o valor é “absurdo” e “exorbitante” e que é “astronômico” o total de R$150 milhões arbitrado na decisão. Veja mais clicando aqui. 

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A Méliuz espera precificar em 15 de julho uma oferta bilionária de ações, com esforços restritos, segundo fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta quarta-feira.

A operação consiste na distribuição primária de 7.500.000 papéis e secundária de inicialmente 6.010.645 ações, sendo os acionistas vendedores Ofli Campos Guimarães e fundos da Endeavor Catalyst e da Monashees Capital.

A oferta secundária poderá ser elevada em até 50% para atender eventual excesso de demanda. BTG Pactual, Itaú BBA, Morgan Stanley e UBS BB são os coordenadores da oferta.

Com base no preço de fechamento da ação na terça-feira, de R$ 55,44, a oferta alcança R$ 1,1 bilhão, considerando a colocação da totalidade das ações adicionais.

Os recursos com a oferta primária serão usados para ampliar a participação da companhia em marketplace e serviços financeiros, além de potenciais aquisições de empresas consideradas estratégicas.

A companhia de alimentos BRF anunciou o investimento de US$ 2,5 milhões na startup israelense Aleph Farms, e quer produzir carne cultivada a partir de células bovinas não geneticamente modificadas em 2024, disse à Reuters um executivo da empresa.

A produção deste tipo de carne começa com a obtenção de células de alta qualidade de animais, porém sem o abate. As células são cultivadas fora do corpo do animal com o fornecimento de nutrientes e ambiente propício para seu desenvolvimento.

Ainda em fase de testes, a proteína poderá chegar ao mercado brasileiro na forma de hambúrguer, almôndegas, embutidos como salsicha ou steaks.

O investimento fez parte da segunda rodada de captações da startup israelense que levantou US$ 105 milhões entre diversas companhias pelo mundo.

Somando os aportes obtidos na primeira rodada, o montante obtido chega a US$ 118 milhões.

De acordo com comunicado da BRF, os recursos obtidos pela Aleph serão aplicados para executar planos de comercialização de carne cultivada em larga escala global e expansão do portfólio. “Estudos realizados com base na metodologia de Análise do Ciclo de Vida apontam que a produção de carne cultivada tem potencial para reduzir significativamente a emissão de gases do evento estufa, além de diminuir o uso de terras para criação de animais em mais de 90% e o uso de água em até 50%.”

Mater Dei (MATD3)

O Hospital Mater Dei informou na terça-feira que seu conselho de administração aprovou compra do Grupo Porto Dias, maior rede de hospitais da região Norte do país, em uma transação que envolve R$ 800 milhões, além da emissão de ações. O acordo foi acertado sobre uma participação de 70% do Grupo Porto Dias e a Mater Dei vai emitir 27,27 milhões de papéis como parte do pagamento, cerca de 7,1% do capital social total da companhia.

O banco ressalta que o ativo tem, no momento, 388 leitos em operação, e que deve atingir 592 em 2022. O Mater Dei tem atualmente 624 leitos, e as previsões para fusões e aquisições feitas pelo Itaú são de 300 camas em 2022. O Itaú BBA mantém avaliação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado), e preço-alvo de R$ 22 para o papel.

A Hapvida anunciou nesta quarta-feira acordos para duas aquisições nas regiões Sudeste e Nordeste do Brasil no total de R$ 475 milhões, seguindo sua estratégia de expansão e consolidação nacional e aumento da verticalização.

Em São Paulo, a companhia assinou proposta vinculante para a compra de até 100% do grupo Grupo HB Saúde de São José do Rio Preto por R$ 450 milhões – considerando a totalidade das ações.

Na Bahia, a subsidiária Ultra Som Serviços Médicos assinou contrato para a aquisição do Hospital Dia Cetro em Alagoinha por 25 milhões de reais, em operação que inclui o imóvel com terreno.

O Bradesco BBI iniciou a cobertura da Locaweb com recomendação outperform e preço-alvo de R$ 37 para 2022, ou potencial de valorização de 46% em relação ao fechamento da terça-feira.

A empresa oferece serviços de tecnologia de internet, focada em pequenas e médias empresas. O banco diz ver espaço para valorização devido à penetração relativamente pequena do mercado, amplo leque de produtos com vantagens competitivas, e espaço para aquisições.

O Bradesco ressalta que nos últimos 18 meses a empresa fez cerca de 10 aquisições. O banco avalia que atores globais mesmo setor registram crescimento e monetização de clientes, e afirma que a Locaweb pode estar nos estágios iniciais do setor no Brasil, com espaço para expansão e melhora da monetização nos próximos anos.

O banco ressalta que, entre 2018 e 2020, a empresa obteve uma taxa anual de crescimento composta de 25% em sua receita.

A agência de classificação de risco Standard and Poor’s Global Ratings elevou o rating da Companhia na Escala Nacional Brasil da Even de brAA para brAA+, com perspectiva positiva.

A companhia de alimentos Minerva Foods, maior exportadora de carne bovina da América do Sul, lançou e concluiu na quarta-feira, por meio de sua subsidiária em Luxemburgo, a precificação de títulos de dívida no valor total de US$ 400 milhões, informou a empresa em comunicado ao mercado.

Segundo a Minerva, os “bonds” têm taxa de juros de 4,375% ao ano e vencimento em 2031 adicionais, originalmente emitidos em março deste ano. “A emissão das Notas Adicionais faz parte do processo de ‘liability management’ da Minerva, cujo objetivo é o de alongar o perfil dívida da companhia e reduzir o custo da estrutura de capital”, afirmou a empresa.

Os recursos, de acordo com a Minerva, serão utilizados no pagamento antecipado de dívidas da companhia e em usos gerais. A operação recebeu classificação de risco em moeda estrangeira “BB” pelas agências S&P e Fitch Ratings.

(com Reuters, Bloomberg e Estadão Conteúdo)

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Ser Educacional desiste de adquirir faculdades da Ânima

(Getty Images)

SÃO PAULO – A Ser Educacional (SEER3) informou nesta terça-feira (6) que desistiu de adquirir três ativos localizados na região Nordeste do país e que haviam sido vendidos pela Ânima Educação (ANIM3) em dezembro, por R$ 180 milhões. São eles Faculdade Internacional da Paraíba (FPB), Centro Universitário dos Guararapes (UNIFG) e CEDEPE Business School.

Os ativos faziam parte do acordo firmado entre as companhias na transação de aquisição da Laureate Brasil.

De acordo com comunicado enviado ao mercado, o distrato “foi celebrado de forma amigável e por mútuo acordo, com outorga de quitação geral de parte a parte”.

“A Ser Educacional seguirá com sua estratégia focada em construir seu ecossistema de ensino superior, combinando iniciativas de crescimento orgânico com aquisições e continuará constantemente avaliando oportunidades de operações estratégicas visando a geração de valor a seus acionistas e stakeholders em geral”, escreveu a companhia, no documento.

Com o distrato, a Ânima permanece detentora de 100% dos ativos brasileiros do Grupo Laureate, instituições essas que, segundo a companhia, são referência em seus mercados de atuação e se destacam pela qualidade de ensino, infraestrutura e pelo completo portfólio de cursos, além de estarem em localização privilegiada.

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Ser Educacional anuncia aquisição para fortalecer curso de veterinária; analistas veem compra como positiva, ainda que “pequena”

Em relatório divulgado nesta terça, a XP destaca que, para a Ânima, o anúncio é neutro, dado que esses ativos são referência em seus mercados e que são complementares do ponto de vista de exposição geográfica. Por outro lado, a venda dos ativos ajudaria a empresa a se desalavancar mais rapidamente, aponta a casa.

Quanto à Ser Educacional, os analistas da XP veem o comunicado como um movimento positivo e em linha com a estratégia da companhia e com seu foco principal, de aumentar a exposição ao ensino à distância em detrimento do ensino presencial.

A XP manteve recomendação de compra para a Ânima, com preço-alvo de R$ 15 por ação. Já para a Ser Educacional, a XP tem posição neutra, com preço-alvo estimado de R$ 17 por papel.

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CCR encerra longa disputa com SP e pagará R$ 1,2 bi; BB Seguridade indica novo CEO, notícias de Oi, Petrobras, CSN, Ambipar e mais

SÃO PAULO – Em destaque no radar corporativo, o presidente da Petrobras, general da reserva Joaquim Silva e Luna, se reuniu na terça na sede da estatal com a diretoria do Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC), grupo que reúne representantes de caminhoneiros, para ouvir demandas da entidade. Ainda no radar da petroleira, ela se desfaz das ações que ainda detém na BR Distribuidora nesta data.

A CCR assinou nesta terça-feira acordo preliminar sobre disputas judiciais com o Estado de São Paulo envolvendo aditivos de concessões acertados em 2006. Pelo acordo, controladas da companhia se comprometeram com pagamento total de R$ 1,2 bilhão ao governo paulista. A Localiza assinou acordo de leniência com MPF sobre controlada Car Rental. Já a Ânima anunciou na terça-feira venda de três escolas em Santa Catarina para a Bahema Educação.

Já a BB Seguridade comunicou que Marcio Hamilton Ferreira apresentou na véspera pedido de renúncia aos cargos de Diretor-Presidente e de membro do Conselho de Administração, com efeitos a partir de 1 de julho de 2021. Confira os destaques:

A CCR assinou nesta terça-feira acordo preliminar sobre disputas judiciais com o Estado de São Paulo envolvendo aditivos de concessões acertados em 2006. Pelo acordo, controladas da companhia se comprometeram com pagamento total de R$ 1,2 bilhão ao governo paulista.

O pagamento, dividido em R$ 352 milhões pela AutoBAn, R$ 263 milhões pela SPVias e R$ 585 milhões pela ViaOeste, deverá ocorrer em 15 dias.

Segundo a CCR, o acordo prevê encerramento das ações judiciais envolvendo os contratos aditivos e confirma prazo da concessão das rodovias dos Bandeirantes e Anhnaguera (AutoBAn) até o final de janeiro de 2037.

O acordo preliminar estabelece que a agência reguladora estadual Artesp terá nove meses para confirmar os cálculos de reequilíbrio econômico das concessões da CCR antes da assinatura de um acerto definitivo.

A CCR afirmou que o acordo prevê também “a redução da taxa interna de retorno (TIR) contratual nos cálculos dos desequilíbrios que lhes são desfavoráveis”. Além disso, para o cálculo da recomposição do equilíbrio da concessão da AutoBAn, “serão adotadas reduções das TIRs” para os eventos de desequilíbrio ocorridos depois do acerto dos contratos de 2006, “em substituição às taxas pactuadas originalmente no contrato de concessão”.

A companhia também afirmou que a ViaOeste se comprometeu a realizar novos investimentos que serão passíveis a reequilíbrio da concessão a depender da avaliação da Artesp.

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Na avaliação do Itaú BBA, a assinatura é um marco crucial para a CCR, por mitigar o risco regulatório e abrir espaço para novas mudanças contratuais no futuro. O acordo indica um valor presente líquido de R$ 3,50 por ação, acima da estimativa anterior do banco, de R$ 3 por ação (também em linha com a projeção do mercado).

A XP estima R$ 8,5 bilhões de Valor Presente Líquido (VPL) para a CCR, ou R$ 4,20 por ação, um pouco abaixo do caso-base anterior dos analistas da casa, de R$ 4,60 por ação. Apesar do leve downside de cerca de 3% em relação ao preço-alvo, os analistas veem o anúncio como uma grande notícia positiva (o principal catalisador que eles esperavam para a convergência das ações para seu valor justo). Os analistas reiteraram visão positiva para a CCR.

Na avaliação do Credit, a CCR fechou um acordo que deve gerar valor para os acionistas. O banco estima um valor presente líquido de R$ 8,2 bilhões, e avalia que o acordo reduz o risco do investimento e permite à empresa focar em projetos futuros. O banco diz que esperava mais compromissos de investimento do que os anunciados. Na avaliação do Credit, o acordo possibilita à CCR que adicione investimentos aos contratos atuais, com a assinatura de novas emendas, e que foque em projetos futuros.

A CSN informou que a CSN Cimentos, companhia controlada pela CSN, celebrou, em 29 de junho de 2021, contrato pelo qual pretende adquirir o controle da Elizabeth Cimentos e da Elizabeth Mineração.

O negócio, que foi avaliado em R$ 1,08 bilhão, envolve pagamento em caixa, aporte de capital e assunção de dívidas. A companhia destacou que o fechamento da operação está sujeito a condições precedentes usuais em operações desta natureza, inclusive a aprovação por parte das autoridades concorrenciais.

“A aquisição das sociedades adiciona uma capacidade produtiva para a CSN Cimentos de 1,3 milhões de toneladas por ano através de equipamentos modernos, além de substanciais reservas de calcário de alta qualidade. São esperadas relevantes sinergias operacionais, logísticas, de gestão e comerciais, com espaço para evolução de mix de produtos e
expansão da base de clientes”, afirmou a empresa.

O movimento, destacou a empresa, se insere na estratégia de expansão da CSN Cimentos em meio à recuperação do
consumo de cimento no Brasil, demonstrando a capacidade da empresa de assumir papel de destaque na consolidação do setor. Com o fechamento da operação, a CSN Cimentos passará a ter uma capacidade total de 6,0MTPA e presença cada vez mais abrangente no território nacional como um produtor relevante e de baixo custo.

A empresa manterá seus acionistas e o mercado em geral devidamente informados dos desdobramentos da operação, nos termos da legislação aplicável.

G2D ([ativo=G2DI33])

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A XP iniciou a cobertura de G2D com recomendação de Compra e preço-alvo de R$ 7 por ação. Considerando o acesso ainda limitado ao mercado de Venture Capital (VC), os analistas acreditam que a G2D seja um ótimo veículo para pessoas físicas ganharem exposição a empresas em estágio inicial e pré-IPO com liquidez.

“Nossa visão positiva é baseada no portfólio de alto crescimento da G2D, embora compensado pelos riscos do mercado de Venture Capital (VC) e da empresa, que acreditamos que deve levar seu desconto ao Valor Líquido dos Ativos (NAV) para 0%, versus desconto atual de 4,0%”, apontam os analistas.

Segundo a coluna do Broadcast, no Estadão, a Oi avançou uma casa na batalha jurídica que se estende desde a aprovação de seu novo plano de recuperação judicial na assembleia de credores em setembro. O processo vinha sendo contestado por Santander, Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste. A 8ª Câmara do Tribunal de Justiça do Rio concluiu nesta terça, 29, o julgamento dos recursos e confirmou, por unanimidade, o voto da desembargadora relatora, Monica de Piero, e do juiz do processo de recuperação, Fernando Viana, no sentido de homologar a decisão da assembleia de credores – conforme apurou a Coluna com fontes a par do assunto. O documento com a decisão deve ser expedido ainda nesta semana.

Vale (VALE3) e siderúrgicas 

Os contratos futuros do minério de ferro negociados em Dalian caminham para o sétimo trimestre consecutivo de ganhos, embora uma queda nas margens de lucros das usinas siderúrgicas chinesas tenha pressionado as cotações nas últimas sessões de junho.

Nesta quarta-feira, o contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian, para entrega em setembro, fechou em queda de 0,7%, a 1.165 iuanes (US$ 180,50) por tonelada, acumulando perda de 14,2% desde a máxima recorde atingida em 12 de maio.

Ainda assim, o preço do minério caminha para terminar o trimestre com ganho de cerca de 20%, ajudado pelo rali de maio.

A demanda robusta pela matéria-prima siderúrgica na China, maior produtora de aço do mundo, empurrou os preços do minério de ferro para máximas recordes, em um rali também desencadeado pelo que autoridades chinesas classificaram como um excesso de especulações no mercado.

Agora, o alto custo das matérias-primas, combinado com a redução da demanda por produtos de aço na China, estão pressionando as margens de lucro das siderúrgicas, disseram analistas.

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“Os preços do aço caíram de forma acentuada desde as máximas de maio”, disse Robert Rennie, head de estratégias em mercados financeiros da Westpac. “Com o carvão coque em máximas de dois anos e o minério de ferro perto de níveis recordes, a lucratividade das usinas colapsou.”

A Ânima anunciou na terça-feira venda de três escolas em Santa Catarina para a Bahema Educação, em uma operação que incluiu compromisso de sublocação de espaços em campi da companhia de ensino superior.

O preço de venda acertado das Escolas Internacionais de Florianópolis e de Blumenau e do Colégio Tupy, em Joinville, é de R$ 36,45 milhões.

O compromisso da Bahema de sublocação de espaços nos campi de ensino superior da Ânima em Joinville, Blumenau e Florianópolis envolve a abertura de escolas da própria Bahema. O valor a ser pago por ano é de R$ 816 mil, corrigidos por IPCA. O prazo mínimo é de 10 anos.

Além destes espaços, a Bahema também tem que locar espaços em outros campi da Ânima. “Estima-se, em um cenário base, a sublocação de 15 espaços adicionais, a um valor presente líquido (VPL) R$ 54,27 milhões, considerando fluxo dos 20 primeiros anos dos contratos de locação”, afirmou a Ânima em comunicado ao mercado.

“Caso a Bahema não subloque ao menos cinco outros espaços nas instituições de ensino superior da Ânima Educação até 2025, será devida uma multa de R$ 1 milhão para cada espaço que deixar de ser sublocado”, acrescentou a companhia.

O Itaú BBA classificou o negócio anunciado pela Anima como positivo, por avaliar que permitirá à empresa focar em seu negócio principal, que é o setor de ensino superior. O  negócio faz parte do esforço da empresa de reduzir o endividamento após a compra de ativos da Laureate. Também avalia que a sublocação dos campi da Anima é um bom uso dos espaços em horários ociosos. O banco mantém recomendação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 19, frente à cotação de R$ 13,92 de fechamento na terça.

O presidente da Petrobras, general da reserva Joaquim Silva e Luna, se reuniu na terça na sede da estatal com a diretoria do Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC), grupo que reúne representantes de caminhoneiros, para ouvir demandas da entidade, informou a petroleira em nota à imprensa. Em maio, o CNTRC havia defendido em carta aberta ao presidente Jair Bolsonaro que o governo deveria taxar exportações de petróleo e utilizar a arrecadação para reduzir impostos sobre combustíveis.

Ainda no radar da petroleira, está prevista nesta sessão a precificação da oferta de sua participação nas ações da BR Distribuidora (BRDT3).

BB Seguridade (BBSE3)

A BB Seguridade Participações comunicou que Marcio Hamilton Ferreira apresentou na véspera pedido de renúncia aos cargos de Diretor-Presidente e de membro do Conselho de Administração, com efeitos a partir de 1 de julho de 2021.

Ferreira vai para exercer novas funções no conglomerado Banco do Brasil.

Ele será substituído por Ullisses Christian Silva Assis, atual Diretor Comercial e de Marketing da Brasilprev, para completar os mandatos 2021-2023 como Diretor-Presidente e como membro do Conselho de Administração.

Segundo o Bradesco BBI, a mudança foi inesperada, já que Ferreira assumiu o cargo de CEO em outubro de 2020. “No entanto, não esperamos qualquer interrupção na estratégia da BB Seguridade neste momento”, apontam os analistas.

O Credit Suisse aponta que o impacto da notícia é neutro. Hamilton renunciou para assumir uma nova função no Banco do Brasil, enquanto o novo CEO tem boas credenciais, como carreira de 21 anos no BB.

A Ambipar fechou mais uma aquisição nesta semana, da empresa EMS Environmental, dos Estados Unidos. A companhia é focada em emergências ambientais e remediação do solo e possui três bases operacionais, tendo faturado US$ 3 milhões de em 2020.

Magazine Luiza (MGLU3)

O Magazine Luiza irá abrir pelo menos 50 lojas no Estado do RJ nas próximas semanas, um mercado responsável por 15% do varejo nacional. O movimento será feito em três ondas, sendo abertas 23 novas lojas no início de julho. Hoje, a companhia possui apenas quiosques dentro de lojas Marisa e lojas virtuais (sem estoque) e, portanto, marca a entrada efetiva da Magalu no Estado.

A campanha de marketing irá incluir 44 mil guarda-sóis adesivados assim como todos quiosques da orla, colar a marca no BRT com wifi gratuito nos próximos 6 meses e um laser a partir do Cristo para as 23 lojas em sua noite de inauguração.

“Vemos o movimento como positivo para Magalu, pois agrega capilaridade à companhia em um estado com forte concentração de renda. Acreditamos que o papel deva reagir positivamente à notícia, enquanto outros players podem sofrer devido ao aumento de concorrência em um estado com forte participação no varejo”, aponta a XP.

A Klabin informou nesta terça-feira que seu conselho de administração aprovou 23 projetos especiais e expansões de capacidade em suas instalações que devem consumir investimentos totais de R$ 342 milhões entre este ano e 2022.

Do total orçado, R$ 125 milhões serão desembolsados este ano e o restante será em 2022, afirmou a fabricante de papel para embalagens e celulose.

Segundo a companhia, a maior parte dos recursos dos projetos será aplicado em aumento de capacidade de conversão de papéis em embalagens. Com isso, as fábricas da empresa em Betim (MG) e Goiana (PE) receberão duas novas impressoras e a unidade fabril da empresa em Lages (SC) terá uma nova linha de sacos “para miscelânea”.

“Os demais projetos estão distribuídos em todos os segmentos de atuação da Klabin e focados substancialmente na otimização de custos”, afirmou a companhia.

A empresa acrescentou que os projetos “contam com rápido e alto retorno”, uma vez que o “baixo investimento em relação à geração de caixa esperada… faz com que a sua implementação contribua para a aceleração da desalavancagem da companhia no atual ciclo de crescimento”.

A XP vê o anúncio como positivo, uma vez que contribui para o ciclo de crescimento e aceleração da desalavancagem da Klabin. A recomendação é de compra, com preço-alvo de R$ 32 por ação.

Localiza (RENT3)

A Localiza assinou acordo de leniência com MPF sobre controlada Car Rental. A companhia disse que o acordo envolve a fatos relacionados à controlada em 2010 e não implica em pagamento adicional de valores.

Banco Inter (BIDI11)

O Conselho de administração do Banco Inter aprovou o pagamento de proventos de R$ 31,1 milhões em forma de juros sobre capital próprio (JCP).

Elétricas

A Aneel realizou na véspera  uma reunião de diretoria extraordinária para discutir o aumento da tarifa para a Bandeira Vermelha 2. A agência decidiu por um aumento provisório da tarifa para R$ 9,49/100KWh (aumento de 52%) para julho e agosto, enquanto uma consulta pública é realizada nos próximos 30 dias. Somente após a consulta uma tarifa será decidida para o resto do ano.

Embora seja relevante para a inflação, a XP não acredita que isso afete diretamente as empresas de energia. O aumento tarifário pode incentivar alguma redução no consumo de energia, mas isso tem impacto limitado sobre as empresas de distribuição, afirma a equipe de análise.

Por outro lado, o fato dessa medida ser necessária sinaliza uma hidrologia desafiadora à frente, o que pode impactar algumas empresas de geração como CESP, Engie e AES.

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Cogna: com reestruturação da Kroton começando a dar frutos e novo “vilão” no balanço, analistas mantêm cautela com ação

Kroton passa a se chamar Cogna NOVA EMPRESA: Kroton passa a se chamar Cogna, holding reunindo quatro companhiar

SÃO PAULO – A continuidade da pandemia segue impactando os números da Cogna (COGN3), mas os sinais da reestruturação já começam a ser sentidos, levando a uma alta das ações COGN3 nesta sexta-feira (14). Cabe destacar que a concorrente Yduqs (YDUQ3), que subiu quase 10% ontem após o balanço, também registra ganhos expressivos na sessão, assim como outras empresas do setor.

Os ativos da Cogna subiram 2,84%, a R$ 3,98, após chegarem a subir 5,94% na máxima. Registrando um desempenho ainda mais forte, YDUQ3 avançou 6,04%, a R$ 31,76, após chegar a subir 6,48%. A Ser (SEER3) avançou 4,37%, a R$ 14,09, acelerando os ganhos na reta final e fechando perto das máximas, enquanto Ânima (ANIM3) subiu 1,11% (R$ 11,85) após chegar a ter alta de 2,99%, também após  a divulgação dos balanços.

Conforme apontam os analistas do Bradesco BBI, os resultados da Cogna seguiram pressionados, mas os impactos positivos das mudanças, em especial no ensino superior com a Kroton – anunciadas no ano passado como o curso híbrido (mesclando presencial e online) e maior foco no segmento premium, como medicina, com tíquete médio mais alto – já aparecem.

Já a XP aponta que os resultados foram fracos mas, desta vez, houve um novo “ofensor” no balanço: a Vasta, subsidiária voltada para o fornecimento de conteúdo digital a escolas, enquanto a Kroton, de graduação, apresentou números melhores.

O BBI também reitera que houve um aumento considerável nas margens da Kroton, enquanto a Vasta desapontou. Já a receita líquida ficou em linha com a estimativa do banco. Em termos de lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda), apesar de um sólido desempenho na Kroton, com alta de 18% na base anual, os fracos desempenhos na Vasta e Saber impactaram o consolidado.

“A captação do ensino presencial continuou bastante pressionada, impactando negativamente a receita da Kroton. O ensino básico registrou os maiores impactos da pandemia até então, uma vez que o recrudescimento da pandemia ocorreu de forma aguda no começo de 2021, precisamente durante o pico do período de matrículas para o ano letivo. Com isto, as escolas Saber e as escolas parceiras da Vasta registraram redução no número de alunos, o que trouxe um cenário desafiador para o crescimento de receitas”, apontou a Cogna no comunicado de divulgação de resultados.

A Cogna teve prejuízo líquido de R$ 90,975 milhões no primeiro trimestre, um salto de 132,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Mas, pontuou a companhia, o resultado foi impacto por efeitos não recorrentes (que totalizaram R$ 130,037 milhões), justamente em função dos gastos com a reestruturação da Kroton e impairment na Saber.

Em termos ajustados pela amortização do intangível, mais valia de estoques e impairment (todos efeitos não-caixa), a Cogna apurou lucro líquido de R$ 6,495 milhões no período, ainda uma forte queda de 86,1% frente ao primeiro trimestre do ano passado.

Já a receita líquida caiu 22,4%, para R$ 1,262 bilhão, enquanto as despesas operacionais recuaram apenas 1,6%, para R$ 230,546 milhões.

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O Ebitda recorrente somou R$ 365,814 milhões, declínio de 16,9% ano a ano. Porém, um ponto de atenção fica para a margem, que subiu 1,9 ponto percentual, para 29%.

Apesar da queda na receita líquida, os impactos positivos da recente reestruturação geraram aumento de margem no comparativo anual. Com ela, a margem Ebitda do segmento Kroton teve expansão de 9,3 pontos percentuais.

Com relação à captação de alunos no primeiro trimestre, a alta foi de 5%, com destaque para o digital, que aumentou 42% em volume e 43% em receita. Já na mobilidade de cursos híbridos, o volume caiu 1%, enquanto a receita teve alta de 15%. No ensino presencial, o volume e a receita recuaram 40% na comparação anual.

A base total de alunos teve uma queda de 0,1%. O ensino presencial teve uma forte baixa, de 29%, a  225 mil, enquanto o número de unidades de ensino foi de 176 para 131 no período de um ano. Já no ensino à distância, a base de alunos teve alta de 15,1% para 695 mil.

Já o tíquete da Kroton teve baixa de 12%, para R$ 336 mensais. Enquanto o preço médio das mensalidades subiu 11% no ensino presencial, para R$ 783 mensais, teve baixa de 13,5% no EAD, para R$ 191 em 2021. “Os menores custos de ocupação, associados ao menor número de unidades em funcionamento e redução da área útil de outras unidades, gerou uma diminuição em custos e despesas gerais e administrativas. O custo docente reduziu 30%, em função do maior uso de EAD no currículo presencial, da maior presença de alunos digitais na base e da menor quantidade de turmas de calouros devido à menor captação de alunos presenciais”, afirmou a companhia.

Olhando os números gerais, o Bradesco BBI aponta que os resultados ficaram um pouco acima do esperado pelos analistas, mas ligeiramente abaixo do consenso de mercado. E, apesar de verem os números da Kroton mostrando impactos positivos das mudanças (enquanto a Vasta foi o destaque negativo do trimestre), os analistas seguem cautelosos com a ação.

“No geral, acreditamos que os impactos positivos da reestruturação devam acontecer no longo prazo, enquanto os resultados da Vasta e os números de captação da Kroton devam começar a se recuperar com a redução das restrições à mobilidade”. Contudo, os analistas seguem com recomendação neutra para as ações; o preço-alvo para o papel é de R$ 5,20, um potencial de valorização de 34% em relação ao fechamento de quinta-feira.

Também avaliando que os resultados estão começando a mostrar melhora, principalmente no ensino superior, o Morgan Stanley também adota cautela quando o tema é comprar ações da companhia. A recomendação para os ativos segue em equalweight (exposição em linha com a média do mercado), com preço-alvo de R$ 6 por ação da companhia.

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Javier Martinez, Caio Moscardini e Daniela Santoro, analistas do Morgan, reforçam que os resultados do Cogna estão começando a melhorar, com a reestruturação já mostrando melhorias nas margens do ensino superior. Este segmento proporcionou maior eficiência em custos e forte gerenciamento de despesas. O ensino fundamental e médio continuam enfrentando o impacto da redução da base de alunos devido à pandemia e as receitas foram pressionadas. “Em suma, os resultados da Cogna estiveram amplamente em linha com nossas estimativas para receitas e Ebitda”, avaliam os analistas do banco.

Contudo, apontam preferência por empresas de educação com maior exposição a cases de fusões e aquisições, medicina e ensino à distância e, desta forma, avaliam que Afya, Vitru, cujas ações são negociadas na Nasdaq, e Yduqs (essa última com preço de R$ 44) são os melhores players para transitar por essas tendências durante 2021.

A Cogna também segue com recomendação neutra para a XP, com um preço-alvo de R$ 5,10 por ação (alta de 32%); a avaliação é de que, apesar da alta do Ebitda no segmento Kroton, 45% dele são de itens não recorrentes que devem ser monitorados. “Com o lucro ainda pressionado e resultados poluídos com itens não recorrentes, permanecemos com a recomendação neutra”, afirma o analista Vitor Pini.

Cabe ressaltar que, de treze casas que cobrem o papel COGN3, apenas uma recomenda compra, sendo que dez recomendam manutenção e duas recomendam venda, de acordo com compilação da Refinitiv. Isso ainda que o preço-alvo médio seja de R$ 6,13, valor 58% superior ao fechamento da véspera.

A Yduqs, por sua vez, conta também com treze casas cobrindo o papel, sendo que nove têm recomendação de compra e quatro de manutenção, com preço-alvo médio de R$ 42,47, o que configura um potencial de valorização de 42% em relação ao fechamento da véspera. Assim, ainda que muitos analistas vejam progressos com a Cogna, a expectativa é de um caminho mais tranquilo para a Yduqs já a partir do segundo semestre, em que veem um ponto de virada para a companhia.

Ser e Ânima no radar do setor

Vale ressaltar que outras companhias do setor também repercutem seus resultados nesta sessão, como a Ser e a Ânima.

A Ser Educacional registrou lucro líquido de R$ 30,068 milhões no primeiro trimestre deste ano, alcançando alta de 79,3% na comparação com o mesmo período do ano passado. O lucro líquido ajustado, por sua vez, ficou em R$ 36,221 milhões, alta de 23% em um ano. O grupo aponta que teve crescimento de 32,8% na captação de alunos, adicionando 77 mil estudantes. A base estudantil cresceu 17,8% na comparação anual, totalizando 218,1 mil.

Já a Ânima Educação encerrou o primeiro trimestre de 2021 com lucro líquido ajustado de R$56,3 milhões, 28,5% a mais na comparação anual. Houve um aumento de base de alunos de 11,3%, com um ticket líquido médio superior em 12,1% em relação ao primeiro trimestre de 2020. Além disso, a taxa de evasão da graduação no primeiro trimestre de 2021 foi de 7,0%, representando 0,5% inferior ao mesmo período do ano anterior.

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De acordo com a XP, a Ser postou resultados bastante impressionantes na frente de ensino à distância, com alta na base de alunos de 123% (embora a receita tenha sido apenas 6% maior, devido ao tíquete médio inferior). No entanto, o presencial ainda está sob pressão: a base de alunos caiu 9% no comparativo anual e ficou 8% abaixo do esperado pelo analista, resultando em uma queda de 1% na receita consolidada e também 1% abaixo do projetado.

“Apesar do desempenho positivo no segmento de EAD, continuamos com recomendação neutra para SEER3 e reiteramos nosso preço alvo de R$17 por ação devido ao desempenho ainda fraco do presencial. Também estamos cautelosos com relação às tendências do tíquete médio de EAD e devemos observar que houve uma melhora de 2,0 pontos percentuais na margem bruta relacionada às menores despesas com ocupação, que deve subir novamente com a retomada das aulas presenciais”, avalia Pini.

Já sobre o Ânima, a projeção é mais otimista, com o analista reiterando recomendação de compra e preço-alvo de R$ 15 por ação. “A Ânima conseguiu nos surpreender em meio ao ambiente difícil do trimestre com receita acima do esperado (tíquete médio maior), margens maiores e uma nova estimativa de sinergias relacionadas à aquisição da Laureate de R$ 350 milhões, comparado a R$ 230 milhões anteriormente. Também acreditamos que estamos chegando em um ponto de inflexão no que diz respeito ao impacto negativo da pandemia no setor e esperamos que o ciclo de captação do 2S21 seja mais promissor”, avalia.

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Prejuízo de R$ 138 milhões da C&A, lucro de R$ 961 milhões da CPFL e mais 12 resultados

(Shutterstock)

SÃO PAULO – Depois de uma sessão de alta da Bolsa, esta quinta-feira (13) foi agitada por uma bateria de mais de 30 resultados divulgados após o fechamento da B3. Fora os números de Petrobras (PETR3; PETR4), Magazine Luiza (MGLU3), Lojas Renner (LREN3), Cyrela (CYRE3) e CCR (CCRO3) ainda saíram diversos balanços de empresas cujas ações fazem parte do Ibovespa, o principal benchmark do mercado brasileiro.

Confira os principais resultados desta quinta:

No setor de educação, a Anima registrou um lucro líquido de R$ 56,3 milhões no primeiro trimestre de 2021, o que representa um crescimento de 28,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) da empresa totalizou R$ 146,5 milhões, em uma expansão de 23,9% na mesma base de comparação. Já a receita líquida atingiu R$ 416 milhões, em incremento de 22,8%.

BR Malls (BRML3)

O lucro da administradora de shopping centers BR Malls foi de R$ 76,02 milhões no primeiro trimestre de 2021, em uma contração de 41,5% ante o mesmo período do ano anterior. Ao mesmo tempo, o Ebitda da empresa chegou a R$ 171,12 milhões, o que representa uma queda de 17,2% na comparação anual. A receita líquida de R$ 241,1 milhões foi uma baixa de 18,5% nessa mesma base.

C&A Modas (CEAB3)

Rede de lojas varejista de vestuário, a C&A teve um prejuízo líquido de R$ 138,5 milhões no primeiro trimestre de 2021, perda que foi três vezes maior que o prejuízo de R$ 55,4 milhões registrado nos primeiros três meses de 2020. O Ebitda ajustado da companhia foi negativo em R$ 133,8 milhões, depois da empresa ter reportado um Ebitda positivo de R$ 4,2 milhões no mesmo período do ano passado. A receita líquida da C&A totalizou R$ 776,1 milhões, o que representa uma queda de 20,6% na comparação anual.

A companhia de energia elétrica CPFL teve lucro líquido de R$ 961 milhões no primeiro trimestre de 2021, número 6,3% maior que o registrado no mesmo período do ano passado. Já o Ebitda da companhia foi de R$ 1,966 bilhão, valor 15,9% superior ao do primeiro trimestre de 2020. A receita líquida, por sua vez, totalizou R$ 8,288 bilhões, em uma expansão de 13,8% na comparação anual.

Ecorodovias (ECOR3)

Concessionária de rodovias, a Ecorodovias teve um lucro líquido de 88 milhões no primeiro trimestre de 2021, valor 11,9% menor que o do mesmo período do ano passado. O Ebitda da empresa somou R$ 575,4 milhões, em crescimento de 8,5% ante o primeiro trimestre de 2020. A receita líquida, por sua vez, atingiu R$ 836,3 milhões, o que corresponde a um avanço de 8,9% na base anual.

A construtora/incorporadora Eztec reportou um lucro líquido de R$ 72,9 milhões, o que representa uma queda de 6% em comparação com os números do primeiro trimestre de 2020. O Ebitda somou R$ 38,9 milhões, em uma retração de 28% sobre o mesmo período do ano passado. Por fim, a receita líquida atingiu R$ 194,97 milhões, um resultado que corresponde a uma queda de 22% na base anual de comparação.

Na construção/incorporação, a Even teve lucro líquido de R$ 83,6 milhões, Ebitda de R$ 111,46 milhões e receita líquida de R$ 683,38 milhões, em crescimentos de 130%, 87,5% e 68% respectivamente na comparação com o primeiro trimestre de 2020.

Grupo Mateus (GMAT3)

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A rede varejista Grupo Mateus reportou um lucro líquido de R$ 157 milhões no primeiro trimestre deste ano, em um crescimento de 53,9% em relação ao mesmo período do ano passado. O Ebitda foi de R$ 220 milhões, em avanço de 41,6% e a receita líquida somou R$ 3,362 bilhões, o que representa uma expansão de 39,6% sobre os primeiros três meses de 2020.

Mais uma construtora e incorporadora, a Lavvi teve um lucro líquido de R$ 17,05 milhões, o que equivale a um crescimento de 89% ante o mesmo período do ano passado. A receita líquida da empresa totalizou R$ 90,43 milhões, em expansão de 113% na base anual de comparação.

No setor de distribuição de energia elétrica, a Light registrou prejuízo líquido de R$ 40,83 milhões, nos primeiros três meses deste ano depois de ter lucrado R$ 166,7 milhões no primeiro trimestre de 2020. O Ebitda da empresa foi de R$ 419,8 milhões, em uma retração de 9,9% na base anual. A receita líquida bateu R$ 3,51 bilhões, crescendo 21,2% na comparação anual.

Especializada em implementos rodoviários, a Randon somou lucro líquido de R$ 134,1 milhões, o que corresponde a um crescimento de 4378,3% sobre o mesmo período do ano passado. O Ebitda ajustado foi de R$ 334,07 milhões, em alta de 122,7% na comparação anual e a receita líquida bateu R$ 1,913 bilhão, o que representa um aumento de 63,8% na mesma base de comparação.

Atuando no ramo de logística, a Rumo teve um lucro de R$ 175 milhões no primeiro trimestre de 2021, revertendo um prejuízo de R$ 274 milhões no mesmo período do ano passado. O Ebitda da empresa totalizou R$ 832 milhões, um crescimento de 44,2% na comparação anual. Já a receita líquida da companhia somou R$ 1,746 bilhão, o que representa um incremento de 22,6% ante os primeiros três meses de 2020.

A Sanepar teve um lucro líquido de R$ 246,5 milhões no primeiro trimestre de 2021, valor que representa uma queda de 3,7% em relação ao mesmo período do ano passado. O Ebitda somou R$ 522,7 milhões, em crescimento de 0,3% na base anual de comparação. A receita líquida totalizou R$ 1,226 bilhão, o que corresponde a uma queda de 1,6% ano a ano.

A incorporadora Tecnisa teve prejuízo líquido de R$ 26 milhões no primeiro trimestre de 2021, uma melhora de 55% em relação ao prejuízo líquido de R$ 58 milhões no primeiro trimestre de 2020. O Ebitda foi negativo em R$ 10,56 milhões, ante R$ 50,58 milhões de perda no mesmo período do ano passado. A Receita Líquida totalizou R$ 33 milhões no período, em redução de 26% em relação aos primeiros três meses de 2020.

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Como a vertical de medicina ajudou a Ânima Educação na pandemia: pode virar um negócio listado na Nasdaq?

SÃO PAULO — A pandemia de coronavírus causou “uma separação do joio e do trigo” no setor de educação no Brasil, na visão do CEO da Ânima (ANIM3), Marcelo Bueno. Segundo ele, quem já tinha se preparado com o modelo híbrido, que envolve parte das aulas presenciais e parte online, encontrou menos dificuldades em meio à disseminação da Covid-19, que obrigou todo mundo a ficar em casa e estudar pela internet.

A empresa conseguiu ampliar o número de alunos em 2020 para mais de 145.000 ao todo, com redução da evasão e avanço de 20,4% da receita líquida na comparação com 2019, para R$ 1,42 bilhão. O aumento do tíquete médio com a nova vertical de medicina (cursos mais caros e com duração maior) também beneficiou a Ânima, que segue vendo este segmento como altamente promissor para o grupo.

“Fiduciariamente nós temos que analisar todas as possibilidades que gerem valor aos nossos acionistas e aos nossos stakeholders. Se você fizer uma comparação da resultante da vertical de medicina da Ânima, a Inspirali, após a aprovação do Cade, é uma rede que talvez nunca mais possa ser feita. Teremos curso de medicina de qualidade nas principais cidades do Brasil. Se você comparar isso com um player que é listado na Nasdaq, nós temos obrigação fiduciária de analisar essa alternativa sim”, disse Bueno em live do InfoMoney na terça-feira (7).

A entrevista faz parte do projeto Por Dentro dos Resultados, no qual CEOs e outros executivos importantes de empresas da Bolsa comentam os balanços do quarto trimestre de 2020 e o desempenho anual das companhias, e falam também sobre perspectivas. Para não perder as próximas lives, que acontecem até o início de abril, se inscreva no canal do InfoMoney no YouTube.

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A aprovação do Cade a que o CEO se refere é a compra da Laureate em novembro do ano passado e que deve ser aprovada pelo órgão antitruste “entre abril e maio”, segundo Bueno. O CFO do grupo, André Tavares, citou que apesar de a vertical de medicina ter potencial para ser separada em um negócio independente no futuro, esse valor que ela representa ainda está dentro da Ânima.

“Esse valor já está aqui dentro, independente de você fazer uma listagem separada dos ativos de medicina ou não. Nós concluímos 2020 com 2.400 alunos de medicina. Com a entrada da Unisul e da Laureate, vamos para 11.000 alunos de medicina. A Ânima se torna, se não a empresa mais relevante por conta das geografias privilegiadas que a gente está nos cursos de medicina, sem dúvida um dos principais players de medicina do Brasil. E esse valor já está aqui dentro”, disse.

Os executivos citaram que a pandemia de coronavírus minimizou um movimento que estava acontecendo de disputa de preços em praças importantes do país. “Isso é ruim, todo mundo perde. Com a Covid, o cenário mudou completamente. Não é o mesmo jogo. Tem escolas fechadas, tem escolas apanhando e não estão conseguindo oferecer educação de qualidade e tem escolas que estão conseguindo oferecer educação boa com uso da tecnologia, que é o nosso caso”, disse Bueno.

“Fizemos o primeiro vestibular de medicina do Brasil através do celular. Isso não se faz do dia para a noite. Agora o jogo é outro: é de quem estava preparado e quem não estava. É hora de separar o joio do trigo. Educação, por ser regulada, é um setor em que eu não acho que vai haver uma Apple de educação no mundo, para fazer a disrupção da educação, nós não vimos isso. Nós temos um modelo curricular por competência híbrido para mais de 145.000 alunos. Ninguém no mundo que eu conheça tem essa escala em uma plataforma híbrida e com qualidade”, completou.

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Bueno e Tavares falaram ainda sobre compra de startups, sobre os dois follow ons que foram feitos para continuar o processo de fusões e aquisições, que é característico da companhia, sobre o impacto da diminuição dos investimentos do governo em programas como o Fies, além de dividendos, investimentos em tecnologia e porque houve prejuízo em 2020, o que deve mudar neste ano. Assista à live completa acima.

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Ações de Multiplan e brMalls saltam 7%, enquanto Petrobras, Vale e bancos sobem até 5%; Ânima cai 2% com follow-on

SÃO PAULO – A continuidade no movimento de rotação de ações de companhias que tiveram um desempenho superior durante o auge dos temores do mercado com a pandemia do coronavírus para papéis que tiveram forte queda durante o período, como bancos, shoppings e petroleiras, foi destaque durante boa parte da sessão desta terça-feira (24). Contudo, no final do pregão, até mesmo os papéis de empresas com exposição ao e-commerce, com forte alta no ano, também subiram nesta terça-feira (24), em uma sessão em que o Ibovespa saltou 2,24%, a 109.786 pontos.

As ações da Petrobras (PETR3, R$ 26,84, +5,34% ;PETR4, R$ 26,35, +4,98%) registraram ganhos que chegaram a ser superiores a 6% no intraday, em meio ao otimismo com o desenvolvimento de vacinas contra o coronavírus e também com boas notícias vindas da empresa no sentido de reduzir a sua dívida, como o resgate antecipado aos investidores de cinco títulos globais com vencimento em 2021 e 2022.

Também no radar da empresa, o Bank of America elevou a recomendação para o ADR (American Depositary Receipts) para a companhia de neutra para compra, com o preço objetivo indo de US$ 10,50 para US$ 14, destacando que a melhora do mercado de petróleo deve ser positivo para o fluxo de caixa, processo de venda de ativos, redução da dívida e eventual pagamento de dividendos. O plano de negócios, a ser divulgado no dia 30, deve destacar o aumento do foco no pré-sal, avalia a equipe de análise.

No mercado de commodities, os preços do petróleo avançaram cerca de 4% nesta terça-feira, atingindo os maiores níveis desde março. Além de uma terceira vacina promissora contra o coronavírus gerar esperanças de recuperação na demanda por combustíveis, o presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, iniciou sua transição para a Casa Branca. O petróleo Brent fechou em alta de3,9%, a US$ 47,86 por barril, enquanto o WTI subiu 4,3%, para  US$ 44,91 o barril, com ambos os valores de referência registrando o mais alto nível de fechamento desde 6 de março.

Bancos também tiveram uma sessão de ganhos, caso de Bradesco (BBDC3, R$ 22,98, +3,84%;BBDC4, R$ 25,74, +5,15%), Santander Brasil (SANB11, R$ 40,20, +3,55%), Banco do Brasil (BBAS3, R$ 35,63, +3,22%) e Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 29,76, 2,98%), com altas que foram de até 5,15%.

Os papéis de shoppings também avançam, com destaque para brMalls (BRML3, R$ 9,99, +7,07%), Iguatemi (IGTA3, R$ 36,30, +5,99%) e Multiplan (MULT3, R$ 23,50, +7,16%). O Credit Suisse atualizou suas estimativas para o setor de shoppings brasileiro, após a divulgação dos dados do terceiro trimestre de 2020 e ressaltou que o setor está se recuperando de forma mais forte do que o esperado pelo mercado. O banco recomenda como top picks no setor as ações de Multiplan e Iguatemi.

As ações de Vale (VALE3, R$ 74,82 4,95%), que abriram em queda, viraram para a alta  forte, renovando máxima histórica. Assim como Petrobras, os papéis da mineradora também são beneficiados com a entrada de fluxo estrangeiro no país. Por aqui, mesmo em meio às dúvidas no cenário fiscal, investidores estrangeiros seguem com ingresso em ações; novembro acumula saldo positivo líquido de R$ 26 bilhões, o maior valor mensal desde pelo menos 2008, destaca a Bloomberg. Siderúrgicas, que também tiveram queda no início da sessão, passaram a registrar fortes altas, caso de Usiminas (USIM5, R$ 12,48, +6,12%), CSN (CSNA3, R$ 22,63, +6,00%), Gerdau (GGBR4, R$ 22,65, +2,72%).

Enquanto isso, os papéis das empresas voltadas ao e-commerce, caso de Magalu (MGLU3, R$ 23,80 1,62%), Via Varejo (VVAR3, R$ 18,46, +3,71%) e B2W (BTOW3, R$ 74,10, 0,32%), conseguiram registrar ganhos, ainda que a última companhia tenha registrado apenas leves ganhos.

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Fora do índice, a ação da Ânima (ANIM3, R$ 30,54, -1,96%) chegou a cair 4,96% após a companhia anunciar que realizará oferta primária de ações (follow on) de até R$ 1,135 bilhão, para financiar parte da aquisição dos ativos da americana Laureate no Brasil. Contudo, fechou com perdas de 1,96%.

Confira os destaques:

Maiores altas

Ativo Variação % Valor (R$)
BRML3 7.3955 10.02
USIM5 6.63265 12.54
MULT3 6.38395 23.33
IGTA3 6.30657 36.41
CSNA3 5.62061 22.55

Maiores baixas

Ativo Variação % Valor (R$)
PRIO3 -2.8166 45.2
TOTS3 -2.27527 26.2
VIVT4 -2.2634 45.34
RADL3 -1.97568 25.8
IRBR3 -1.95258 7.03

Petrobras (PETR3, R$ 26,84, +5,34% ;PETR4, R$ 26,35, +4,98%)

A Petrobras informou na segunda-feira que sua subsidiária integral Petrobras Global Finance enviou notificações de resgate antecipado aos investidores de cinco títulos globais com vencimento em 2021 e 2022.

O valor equivale a US$ 2 bilhões, excluindo juros capitalizados e não pagos, e será financiado com recursos próprios da empresa.

A operação envolve os títulos 3,750% Global Notes, 5,375% Global Notes e 8,375% Global Notes, com vencimento em 2021, e 6,125% Global Notes e 5,875% Global Notes vincendos em 2022, informou a petroleira. A precificação do resgate e a liquidação serão feitas em dezembro deste ano, nos dias 18 e 23, respectivamente.

Conforme destaca a Levante Ideias de Investimentos, o pré-pagamento de dívidas é mais um passo em direção à redução do endividamento da Petrobras. O valor é significativo considerando o valor restante necessária para a empresa atingir a meta endividamento bruto.

No último balanço divulgado (no terceiro trimestre de 2020) a companhia reportou dívida bruta de cerca de US$ 79 bilhões, sendo a meta definida de US$ 60 bilhões. Esse pré-pagamento representa aproximadamente 10% do valor que falta para alcançar um dos principais objetivos da gestão atual da companhia.

“Enxergamos a notícia como positiva para a Petrobras e impacto positivo nas ações (PETR3/PETR4) no curto prazo, embora o otimismo em relação aos preços do petróleo tenha impulsionado o preço das ações nos pregões recentes. A amortização realizada com recursos próprios (caixa da companhia) é um bom indicativo de geração de caixa saudável neste último período do ano”, avaliam os analistas.

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A companhia ainda informou que realizará o Petrobras Day nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro de 2020, quando apresentará seu novo Plano Estratégico de 2021-25.

Por fim, ela informou ter lançado o Programa Mais Valor, ferramenta de soluções financeiras para estimular a cadeia produtiva atingida pela pandemia, com potencial de registrar R$ 3 bilhões em transações por mês.

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Carrefour Brasil (CRFB3, R$ 19,20, -0,52%)

O Carrefour Brasil reiterou, em Fato Relevante divulgado nesta terça-feira, 24, na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que está apurando todos os fatos e tomando as providências cabíveis sobre a morte do soldador João Alberto Silveira Freitas, assassinado em uma loja do grupo em Porto Alegre (RS), na última semana.

“A companhia não compactua com esse tipo de atitude e, como mencionado acima, está adotando todas as medidas cabíveis para responsabilizar os envolvidos nesse ato criminoso”, diz o documento assinado por Sébastien Durchon, diretor vice-presidente de Finanças e Diretor de Relações com Investidores do Carrefour, destacando que foi rescindido o contrato local com a empresa que responde pelos seguranças que cometeram a agressão.

Entre as medidas tomadas pela empresa, está a reversão de todo o resultado das lojas do grupo na última sexta-feira, 20, para projetos de combate ao racismo no Brasil. “Essa quantia obviamente não reduz a perda irreparável de uma vida, mas é um esforço para ajudar a evitar que isso se repita”, comenta. Também reforçaram treinamento com colaboradores próprios e funcionários terceirizados.

O Carrefour destacou a criação de um fundo para promover a inclusão racial e o combate ao racismo, com aporte inicial de R$ 25 milhões, anunciada na noite de ontem, e que está trabalhando em um conjunto adicional de ações e iniciativas em prol da cultura do respeito e da diversidade.

“O Grupo Carrefour Brasil continuará acompanhando os desdobramentos do caso e oferecendo todo suporte para as autoridades locais, e reforça seu compromisso de transparência na divulgação de informações a seus acionistas, investidores e ao mercado em geral”, finaliza a empresa.

Embraer (EMBR3, R$ 8,41, 2,44%)

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A Embraer está negociando com potenciais parceiros para desenvolver uma nova aeronave turboélice, disse o chefe da unidade de aviação comercial da empresa à agência internacional de notícias Reuters.

A terceira maior fabricante de aviões do mundo também está propondo seu jato E2 como uma solução compacta para as companhias aéreas que tentam reduzir o risco durante a pandemia de Covid-19.
“Estamos em negociações ativas sobre parcerias (para turboélice), mas não posso entrar em mais detalhes agora”, disse o presidente-executivo de aviação comercial, Arjan Meijer.

Analistas dizem que tal desenvolvimento pode custar US$ 2 bilhões. Meijer disse que o projeto da Embraer seria movido de forma convencional, mas com emissões e ruído reduzidos. Mas uma decisão de lançamento se estenderia para após 2021, já que a indústria se concentra na sua recuperação.

Um alvo potencial para a parceria, de acordo com fontes da indústria, é a sueca Saab. A companhia parou de fabricar turboélices menores em 1999, mas tem laços próximos com a Embraer por meio da venda de caças JAS-39 Gripen para o Brasil.

A Embraer já havia procurado desenvolver seu turboélice como parte de sua parceria com a Boeing. Agora, a empresa afirma que quer apenas parcerias para projetos específicos e que a unidade de aviação comercial não está à venda.

Rumo (RAIL3, R$ 18,94, -1,35%)

A Rumo fechou na semana passada um memorando de entendimentos com a DP World Brasil, para estudarem a instalação de um terminal de grãos e fertilizantes na área disponível da DP no Porto de Santos.

Estudos preliminares realizados pelas empresas mostram que o terminal poderá ter capacidade de movimentação aproximada de 11 milhões de toneladas por ano, sendo 8 milhões de toneladas de grãos e 3 milhões de toneladas de fertilizantes.

Segundo a Rumo informa em comunicado, o objetivo é aumentar a capacidade e eficiência portuária em Santos, “além de aumentar a predominância do modal ferroviário na recepção de fertilizantes e despacho de grãos, suportando as expectativas decrescimento do agronegócio do Centro Oeste do Brasil e suas exportações”.

Segundo a Levante, o acordo firmado para a construção do terminal vai em linha com a estratégia de longo prazo da companhia de capturar o crescimento projetado do mercado agropecuário brasileiro, aumentando sua capacidade de escoamento na sua principal rota: o trajeto até o Porto de Santos.

Usiminas (USIM5, R$ 12,48, +6,12%), CSN (CSNA3, R$ 22,63, +6,00%), Gerdau (GGBR4, R$ 22,65, +2,72%)

O Inda (Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço) divulgou dados que indicam que as exportações totalizaram 372 mil toneladas em outubro, uma queda de 8% frente o mês anterior, mas aumento de 17% frente o mesmo mês de 2019. O volume ficou levemente abaixo da expectativa do Inda, de 383 mil toneladas.

A média diária de exportações foi de 17,7 mil toneladas, queda de 8% frente o mês anterior, e aumento de 28% frente o mesmo período do ano anterior.

A expectativa do Inda é de que as exportações e compras caiam 5% entre outubro e novembro. Assim, as exportações chegariam a 353 mil toneladas, ou uma média de 17,7 mil toneladas por dia, um aumento de 20% na comparação anual.

O Bradesco BBI avaliou que o mercado de aço brasileiro teve uma recuperação forte em outubro, mesmo com a queda em relação a setembro. O banco avalia que os distribuidores estão se beneficiando da demanda acima do esperado.

No curto prazo, há motivos para otimismo, e afirma que a Gerdau é sua top pick para o setor de aço no Brasil. O banco mantém avaliação de outperform para a empresa, com preço-alvo de R$ 26, frente os R$ 22 atuais. O banco mantém avaliação neutra para a Usiminas, com preç0-alvo de R$ 12, frente os R$ 11,76 atuais.

 brMalls (BRML3, R$ 9,99, +7,07%), Iguatemi (IGTA3, R$ 36,30, +5,99%) e Multiplan (MULT3, R$ 23,50, +7,16%)

O Credit Suisse atualizou suas estimativas para o setor de shoppings brasileiro, após a divulgação dos dados do terceiro trimestre de 2020. O banco avalia que a indústria está se recuperando mais forte do que o esperado pelo mercado.

Os analistas destacam que as vendas reportadas estão entre 80% e 85% do nível pré-covid, a vacância subiu apenas 2%, a inadimplência tem tendência de baixa, e não há queima de caixa operacional.

O banco estima que, em outubro, em alguns casos de shoppings voltados ao público mais rico ou mais pobre e, portanto, mais exposto ao auxílio do governo, o consumo chegou a ser maior do que o nível pré-covid.

Se a recuperação se confirmar, o banco acredita que descontos no aluguel podem cair, e os preços, se normalizarem até o início da segunda metade de 2021.

Caso haja uma segunda onda de covid, o banco espera que ela seja mais fraca e menos duradoura.
O banco avalia que, apesar de sinais positivos do mercado, as ações não têm se valorizado desde abril, mantendo-se 42% abaixo do nível de um ano antes. O banco acredita que a alta no valor das ações pode ocorrer apenas após o fim da preocupação com uma potencial segunda onda de covid.

O banco recomenda como top picks no setor as ações de Multiplan e Iguatemi.

E mantém a avaliação do brMalls como neutra, por avaliar que suas ações já estão razoavelmente valorizadas, sem perspectiva de fatores que poderiam levar a novas altas no longo prazo.

Ânima Educação (ANIM3, R$ 30,54, -1,96%)

A Ânima anunciou que realizará oferta primária de ações (follow on) de até R$ 1,135 bilhão, para financiar parte da aquisição dos ativos da americana Laureate no Brasil.

O valor considera a cotação de fechamento de ontem dos papéis, R$ 31,15, sendo colocada a totalidade das ações. A empresa planeja vender inicialmente 27 milhões de ações ordinárias. A oferta poderá ser acrescida em até 35%, em até 9,45 milhões de unidades, chegando a R$ 1,135 bilhão.

O preço em que os ativos serão vendidos será anunciado em 3 de dezembro e as novas ações começarão a ser negociadas no dia 7.

Conforme ressalta a Levante, a notícia já era esperada. Porém, o anúncio pode pressionar as cotações das ações da empresa para baixo no curto prazo, de modo que em um follow-on os acionistas atuais necessitam comprar ações proporcionalmente à sua participação para não serem diluídos, sendo comum precificar as ações em um patamar abaixo do negociado recentemente e deixar a transação mais vantajosa para os participantes da oferta.

Olhando para período mais longo, caso a oferta e a aquisição seja bem sucedida, a empresa poderia dobrar de tamanho e capturar sinergias significativas devido à qualidade dos ativos adquiridos (FMU e Anhembi Morumbi), avalia a equipe de análise.

Klabin (KLBN11, R$ 23,37, -0,34%)

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está se preparando para vender a fatia de 7,5% que detém na Klabin, segundo o Valor. Às vésperas da assembleia que deve pôr fim ao pagamento de royalties por uso da marca pela companhia, potenciais compradores também começaram a enviar sinais de interesse nas ações. Ao preço atual da unit, que sobe 27,5% neste ano, o banco levantaria cerca de R$ 2 bilhões.

Vitru Education (NASDAQ: VTRU)

O lucro líquido da Vitru Education, voltada ao ensino a distância, caiu 55% no terceiro trimestre em comparação com o mesmo período do ano anterior, para R$ 1,8 milhão. É a primeira divulgação de resultado da holding da Uniasselvi desde que abriu capital na Nasdaq em Nova York, em setembro.

O Itaú BBA avaliou os resultados como positivos. O banco destacou aumento de 15% no faturamento bruto, na comparação anual, superando a expectativa de aumento de 9%. O Ebitda ajustado está em linha com suas expectativas, de se manter estável na comparação anual.

O banco avalia que o aumento do ensino a distância levou a alta de alunos, e taxas de evasão estáveis. Houve, por outro lado, gastos maiores no setor de vendas, devido a estratégias de mídias sociais.
O banco diz que a perspectiva para o fechamento de 2021 é positiva, e mantém avaliação em outperform, com preço-alvo de US$ 18, frente os US$ 14,23 atuais.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

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CSN religa alto forno, CVC conclui reestruturação de R$ 1,5 bi em dívidas, Copasa paga dividendo de R$ 6,4 por ação e mais

SÃO PAULO – A Companhia Siderúrgica Natural anunciou na quinta-feira que religou o alto-forno de Volta Redonda (RJ), com o objetivo de atender a alta da demanda do mercado por ferro gusa.

A CVC Brasil informou os detalhes da reestruturação de sua dívida por emissão de debêntures no valor de R$ 1,5 bilhão. Dividendo da Copasa, além do desdobramento das ações da estatal e da Hapvida, o noticiário de recomendações e mais destaques abaixo:

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) retomou a produção do seu Alto-Forno 2, que teve sua paralisação temporária definida pela siderúrgica em maio. Este alto-forno tem capacidade nominal de 1,5 milhão de toneladas por ano, e segundo a CSN, a sua retomada “visa adequação da produção à demanda do mercado”.

Além disso, a companhia afirma que continuará monitorando os desdobramentos e eventuais impactos da pandemia de covid-19.

O Credit Suisse afirmou que encara a reativação do alto forno da CSN como um novo sinal de forte demanda no Brasil, e que espera que o cenário se mantenha no Brasil pelos próximos dois trimestres.

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CVC Brasil (CVCB3)

A CVC Brasil informou na quinta-feira à noite que restringirá o pagamento de dividendos, exceto o mínimo obrigatório, até 31 de dezembro de 2020, ou até que a razão entre dívida líquida e Ebitda seja igual ou menor do que 3,5.

A CVC Brasil também informou na noite de quinta que concluiu a reestruturação de dívidas oriundas da segunda, da terceira e da quarta emissão pública de debêntures, que têm valor de face em aberto de R$ 1,5 bilhão.

A dívida de curto prazo, relacionada à segunda emissão pública de debêntures, teve prazo alongado por um ano, de 21 de novembro de 2020 para 21 de novembro de 2021.

A empresa diz que pretende pagar 10% do total de dívidas em 23 de novembro de 2020.

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No caso da CVCB12, o pagamento será de 57% do total. A amortização ocorrerá mensalmente, a partir de março de 2021, até a data do vencimento.

A terceira emissão pública, CVCB13, terá pagamento de R$ 51 milhões em março de 2021, e o restante em parcelas mensais, a partir de julho de 2021 até a data de vencimento.

Santander Brasil (SANB11)

O Santander Brasil anunciou condições especiais para financiamento de carros híbridos e elétricos no país, em conjunto com o seu portal online de classificados de veículos Webmotors.

O braço de financiamentos da instituição oferecerá taxas a partir de 0,77% ao mês para compras desses carros, com planos de pagamento de 24 a 60 parcelas, informou o banco.

Copasa (CSMG3

O conselho administrativo da Copasa aprovou o desdobramento de 1 ação para 3 com o objetivo, segundo a companhia, de tornar a ação mais acessível aos investidores e elevar a liquidez.

Terão direito ao recebimento das ações os detentores de ações em 25 de novembro. Assim, a partir do dia 26, os papéis passam a ser negociadas “ex-desdobramento”.

Além disso, o Conselho aprovou a distribuição de dividendos extraordinários em reunião nesta quinta-feira no valor total de R$ 820 milhões, segundo comunicado. O valor do dividendo por ação será de R$ 6,4876594827. O pagamento será em moeda corrente nacional e deverá ocorrer ainda no exercício social de 2020, disse a empresa.

A data de corte para identificação do direito ao recebimento foi nesta quinta-feira (19). Desse modo, a data de ex-dividendos será essa sexta-feira (20), um dia após a divulgação da ata da AGE da Copasa.

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A Copasa também anunciou a aprovação da emissão de até R$ 500 milhões em debêntures não conversíveis em ações, com os recursos sendo destinados à execução de parte do programa de investimentos da companhia.

O conselho de administração da Hapvida aprovou o desdobramento das ações na proporção de 1 para 5, com a manutenção do capital social.

As ações passarão a ser negociadas “ex-desdobramento” a partir do dia 25 de novembro. “As ações resultantes do referido desdobramento serão creditadas aos acionistas no dia 27 de novembro de 2020”, comunicou a empresa.

A Cielo comprou a participação de 8,56% que restava na Multidisplay para deter a totalidade do capital social da controlada, com os acionistas minoritários da empresa exercendo a opção de venda de sua participação.

A operação foi aprovada pelo Banco Central (BC). O valor foi de R$ 29,8 milhões.

A Ânima anunciou a compra da startup de tecnologia Medroom, por valor não revelado. A companhia desenvolve soluções de realidade virtual para educação médica.

A companhia afirmou que a Medroom se tornará um dos componentes de uma “plataforma completa de educação médica”.

A empresa também anunciou a criação de um centro de inovação que vai abrigar startups, “além de escolas de mindfulness e de programação”.

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A Petrobras iniciou fase não-vinculante para vender Polo Carmópolis, conjunto de 11 concessões de campos de produção terrestres com instalações integradas localizado em Sergipe, disse a companhia em comunicado.

Potenciais compradores habilitados para essa fase não- vinculante receberão instruções sobre o processo de desinvestimento. O Polo Carmópolis também agrega o Polo Atalaia.

Recomendações

Em destaque entre as recomendações, a AES Tietê (TIET11) foi rebaixada a venda pelo Goldman Sachs, com  preço-alvo R$ 15,10, com preço-alvo de R$ 15,10, o que implica potencial de baixa de 5,3% em relação ao último fechamento.

Já o Santander iniciou a cobertura de Grupo Mateus (GMAT3) como compra, com preço-alvo de R$ 11, o que implica potencial de alta de 27% em relação ao último fechamento.

O Itaú (ITUB4), por sua vez, teve a recomendação elevada de manutenção a compra por HSBC, com preço-alvo de R$ 36, que implica potencial de alta de 25% em relação ao último fechamento. Veja mais recomendações de analistas clicando aqui.

Papel e celulose

O Credit Suisse manteve a Suzano (SUZB3) como top pick do setor de celulose com preço-alvo de R$ 65 por ação, elevou o preço-alvo de Irani (RANI3) de R$ 6,50 para R$ 7,20 por ação com recomendação outperform e manteve recomendação neutra para Klabin (KLBN11), com preço-alvo de R$ 26,50 por unit.

Os analistas destacam que, após quase um ano e meio do preço das commodities abaixo da curva de custo, as cotações voltaram a subir desde o início de setembro, o que deve continuar em 2021, com a recuperação devendo ser apoiada principalmente pela demanda e não pela oferta.

Eles apontam ainda que a maioria da indústria acredita que o pior ficou para trás e que o aumento do preço deve continuar no primeiro trimestre de 2021. Contudo, ainda há algumas questões como o nível de celulose nos portos ainda bastante alto e algumas companhias de papéis segurando um estoque acima da média, além dos possíveis aumentos de capacidade. Por fim, uma segunda onda global de lockdowns poderia prejudicar a recuperação da demanda.

No Brasil, desde julho, o papelão ondulado tem visto demanda bem forte batendo recorde propulsionada pelo crescimento de deliveries e e-commerce, demanda resiliente da indústria de bens e o retorno dos bens de consumo duradouros. A recuperação parece sustentável ate pelo menos a primeira metade de 2021, apontam os analistas.

Ainda no radar do mercado, os preços da celulose de fibra curta tiveram mais uma leve alta na semana (+US$ 0,90 a tonelada), para US$ 460,31 a tonelada, segundo dados do Foex.

Após reunião com o CEO da Oi Rodrigo Abreu e a CFO Camille Faria, o Bradesco BBI divulgou uma série de avaliações e informações sobre a companhia, que passa por recuperação judicial.

A Oi afirmou que o plano de recuperação aprovado não vem sofrendo questionamentos, e que a probabilidade de que passa por mudanças é baixa.

Na quarta-feira, o jornal Valor publicou, no entanto, que os bancos Itaú, Santander, Banco do Brasil e Caixa buscam na Justiça suspender a venda de ativos da Oi, ou bloquear recursos dessas vendas. No total, a operadora pretende vender cinco grandes blocos de ativos e estima que possa arrecadar R$ 26,9 bilhões.

A Oi afirmou ao Bradesco BBI que espera poupar entre R$ 200 milhões e R$ 300 milhões em gastos administrativos gerais, com o programa de demissão de cerca de 2.000 funcionários.

Além disso, o Bradesco BBI afirma que a Oi vem realizando mais rápido do que o esperado a expansão das redes no modelo “da fibra para o local”, em que a conexão de internet é fornecida por meio de um cabo de fibra óptica que vai do operador até o cliente. É uma internet mais rápida e segura.

A Oi está adicionando 150 mil novos lares ao modelo por mês, um ritmo superior ao de seu plano inicial. O Bradesco atribui o movimento a uma demanda maior por serviços de alta qualidade devido à expansão do home office e das teleaulas como resultado da pandemia. A empresa afirma que conseguiu reduzir o preço de implementação da tecnologia de R$ 1.200 para R$ 900 por local.

A taxa de adesão ao modelo chegou a 22% no terceiro trimestre e deve mirar na faixa de 30% no médio prazo. A Oi atribui 80% da expansão do modelo à inclusão de novos clientes que optam pela nova tecnologia, enquanto apenas 20% da expansão se deve a clientes antigos que migram de modelo.

O Bradesco BBI afirmou que a mensagem geral da Oi foi “bastante positiva”, com destaque para a ampliação do modelo “da fibra para o local”, que deve levar à receita residencial a crescer em 2021.

O banco reafirmou a posição da Oi entre suas top picks (principais recomendações de compra) entre empresas de telecomunicações na América Latina, com uma avaliação de outperform (desempenho acima da média do mercado), com preço-alvo de R$ 3,10, alta de 71% frente os R$ 1,81 do fechamento da véspera.

Planos de saúde

Em agosto, a ANS (Agência Nacional de Saúde) decidiu que os ajustes anuais dos planos de saúde deveriam ser suspensos em 2020, devido às dificuldades causadas pela pandemia. Nesta quinta-feira, a empresa afirmou que os ajustes devem ser parcelados em 12 vezes em 2021.

A decisão afeta 20,2 milhões de beneficiários que, em condições normais, teriam tido ajuste em 2020. E 5,3 milhões de beneficiários que teriam ajustes devido à idade. A ANS também estabeleceu que o ajuste máximo deverá ser de 8,4%.

Na avaliação do Bradesco BBI, a decisão anunciada na quinta-feira traz mais certeza para o mercado sobre como o ajuste deverá ocorrer. O banco avaliou a correção de até 8,4% como razoável, e próximo ao observado em períodos anteriores.

Ainda no radar do setor, a empresa focada em planos de saúde Amil pretende vender portifólios de planos de saúde individuais em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, informa o jornal Valor. A negociação envolve os hospitais Paulistano, Caieiras e Sumaré, na cidade de São Paulo, e o hospital Vitória, localizado em Curitiba. A ideia é vender os ativos conjuntamente.

O portfólio a venda representa 370 mil dos 465 mil beneficiários da Amil, ou 80% do total. Representa um lucro operacional de R$ 264 milhões. O banco contratado para viabilizar a operação é o BTG Pactual, que afirma que já conversou com 15 potenciais compradores, mas que a transação não tem avançado.

Segundo fontes consultadas pelo Valor, um ponto negativo dos ativos é a alta sinistralidade, ou seja, o valor gasto por serviços e equipamentos do plano de saúde para cada segurado. No portfólio de São Paulo, que tem 272 mil vidas, a sinistralidade em 2019 foi de entre 91% e 112%. No Rio de Janeiro, que tem 95 mil clientesa faixa foi de entre 78% e 82%. Em Curitiba, com 26 mil vidas, foi de entre 90% e 109%. Isso significa que parte dos negócios é deficitária.

O Bradesco BBI avalia que o negócio não é novidade para o mercado, mas afirma que é interessante saber detalhes da operação. Em sua avaliação, há um número limitado de operadoras com apetite por planos individuais de saúde.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

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