Com destaque para atacarejo, Assaí registra números mais fortes do que o Carrefour no 2º tri, apontam analistas

All your necessities stored in one place (AJ_Watt/Getty Images)

SÃO PAULO – O Assaí (ASAI3) e o Carrefour Brasil (CRFB3) reportaram na noite da última terça-feira (27) resultados acima do esperado no segundo trimestre de 2021. No período, o destaque de ambas as companhias ficou por conta do segmento de “atacarejo”, que une o varejo ao atacado.

Na avaliação da XP, a operação de atacarejo apresentou uma performance sólida de vendas mesmas lojas, apesar de maiores restrições impostas pela Covid-19 no semestre e de uma base de comparação mais forte no mesmo período de 2020, quando houve o movimento de abastecimento por parte dos consumidores em meio ao início da pandemia.

“Esperamos que o segmento siga com uma performance positiva pela frente, uma vez que a reabertura e aceleração da vacinação deve impulsionar a demanda do segmento B2B (bares, restaurantes, transformadores e utilizadores), enquanto esperamos que parte do movimento de pessoa física para o canal seja estrutural”, escrevem os analistas em relatório.

Para a XP, o resultado do Assaí foi mais forte por conta da combinação de um forte crescimento de receita e melhor rentabilidade entre os meses de abril e junho.

O segmento de varejo do Carrefour reportou resultados fracos por conta de uma base forte de comparação, enquanto o Banco Carrefour foi um destaque positivo, com os resultados voltando para os níveis pré-pandemia, escreve o time de análise da XP.

Nesta quarta-feira (28), por volta das 12h, os papéis ASAI3 e CRFB3 apresentavam queda de mais de 2% na Bolsa, negociados a R$ 87,14 e R$ 19,26, respectivamente.

Assaí: uma história de crescimento

Na XP, os papéis ASAI3 são os preferidos no setor de varejo alimentar. Com a expectativa de que a companhia continue a entregar resultados sólidos nos próximos trimestres, a casa tem recomendação de compra para os papéis e preço-alvo de R$ 120 – o que implica potencial de alta de 34,8% ante o fechamento do último pregão (27).

A avaliação é compartilhada pelo Bradesco BBI, que vê as ações entre as mais atraentes do setor, negociando com múltiplo preço sobre lucro (P/L) para 2022 de 16 vezes, enquanto oferece uma taxa média de crescimento ponderado (CAGR) de três anos para o lucro de 18%.

Leia também:
Assaí lucra R$ 305 milhões no 2º trimestre e vê receita crescer 22%

PUBLICIDADE

Segundo os analistas, o Assaí segue apresentando forte crescimento de dois dígitos, sustentado por sua exposição de 100% ao segmento de C&C (Cash & Cary), de alto crescimento e rápida expansão de lojas.

“Com 19 inaugurações nos últimos 12 meses e aproximadamente mais 25 até o final do ano, continuamos convencidos de que há muito potencial de crescimento por meio de lojas adicionais”, avalia o banco.

O Bradesco BBI manteve sua recomendação de compra para os papéis ASAI3 e elevou sua projeção de preço-alvo para 2022 de R$ 125 para R$ 130 (upside de 46,1%), dado que aumentou suas estimativas de lucro líquido para o período de 2021 a 2023 em cerca de 3% a 4%.

Assaí também é destaque entre as companhias acompanhadas pelo Itaú BBA, uma vez que o banco espera ver um crescimento ameno de receita e/ou uma rentabilidade mais pressionada no confronto anual para os demais operadores do segmento.

Os analistas permanecem confiantes e com recomendação de compra para os papéis da companhia, principalmente porque o cenário sugere uma contração mais rápida do preço sobre lucro em relação aos pares.

O banco estima um preço-alvo de R$ 100 para as ações do Assaí, o que implica potencial de alta de 12,4% ante os patamares atuais.

Já o Morgan Stanley destaca, em relatório, que o formato de cash & carry ainda é relativamente pouco penetrado nos mercados endereçáveis da vareijsta.

No segmento de B2C, C&C representa apenas 15% da indústria, enquanto no B2B corresponde a 21% das vendas totais. “Nesses níveis, vemos espaço para uma continuidade do crescimento nesse formato”, escreve.

Carrefour: foco no Atacadão

PUBLICIDADE

Com relação ao Carrefour, o Bradesco BBI escreve que, embora uma queda nos lucros (de 4% no Ebitda na base anual e de 17% no lucro líquido) seja sempre decepcionante, as taxas de crescimento de dois anos (levando em consideração a base de comparação mais forte) são saudáveis, embora não espetaculares.

Leia mais:
Carrefour registra queda de 16,8% no lucro no 2º tri

Segundo os analistas, o principal motor de crescimento e retorno (Atacadão) continua apresentando forte crescimento, mesmo com o indicador de vendas mesmas lojas (SSS, na sigla em inglês) mais baixo dada uma base de comparação anual mais forte.

O Atacadão também deve se beneficiar via expansão, avalia o BBI, com as lojas Makro adquiridas começando agora a dar uma contribuição significativa – o que permite a visão de que há espaço para expansão adicional.

O time de análise chama atenção ainda para a aquisição do Grupo BIG, que está sob análise das autoridades de defesa da concorrência, e que oferece, segundo o Bradesco BBI, “espaço significativo para a criação de valor”.

Com isso, o banco escreve que continua vendo bom valuation oferecido pelos papéis do Carrefour, com múltiplo preço sobre lucro (P/L) para 2022 de 14 vezes. O BBI tem recomendação de compra para as ações CRFB3, com preço-alvo de R$ 28 – potencial de upside de 41,4%.

A XP, por sua vez, manteve sua recomendação neutra para as ações de Carrefour Brasil, uma vez que avalia que as margens devem seguir pressionadas por conta da estratégia da companhia. A casa vê ainda que o segmento do varejo pode continuar a enfrentar alguns desafios de curto prazo por conta da retomada econômica.

Já os analistas do Itaú BBA destacam a operação de “atacarejo” e a aceleração do resultado operacional do Banco Carrefour, que apresentou crescimento no Ebitda de 35% na comparação anual.

PUBLICIDADE

Transformar a Bolsa de Valores em fonte recorrente de ganhos é possível. Assista a aula gratuita do Professor Su e descubra como.

Varejistas vão às compras: as principais apostas no mercado de fusões e aquisições, segundo a XP

SÃO PAULO – Depois de anunciar um aumento de capital no valor de R$ 4 bilhões, a Lojas Renner (LREN3) tem ganhado o holofote do mercado financeiro, com os investidores de olho em quem será a próxima empresa no carrinho da varejista. A companhia, contudo, não está sozinha em um mercado de fusões e aquisições (M&A) que movimentou cerca de R$ 155 bilhões apenas nos três primeiros meses do ano.

Em relatório publicado nesta segunda-feira (28), a XP afirma que a Arezzo (ARZZ3) é outra empresa que deve se mostrar ativa em busca de novas oportunidades nativas digitais no segmento de vestuário, como a recém adquirida BAW, a Pantys e Haight, bem como marcas mais tradicionais, caso de Shoulder, Mixed e Yogini.

Há ainda espaço para a Vivara (VIVA3) consolidar seu mercado, escrevem, principalmente por meio de marcas que complementem seu portfólio em relação ao público alvo, caso da H. Stern.

Finalmente, a C&A (CEAB3) parece estar em uma frente mais reativa, avaliam os analistas, enquanto o Grupo Soma (SOMA3) deve focar na integração com a Hering (HGTX3), em uma operação de R$ 5,1 bilhões. Leia mais aqui.

Na mira da Renner

De acordo com o relatório da XP, após aumento de capital da Lojas Renner, a candidata preferida a ser incluída na carteira é a Dafiti, que tem um portfólio com mais de seis mil marcas e mais de 400 mil produtos à venda em seu site.

Com faturamento de R$ 3,4 bilhões em 2020, a varejista tem operações em diversos países da América Latina, como Brasil, Argentina, Chile e Colômbia.

A Dafiti conta ainda com um serviço de assinatura (Dafiti Prime), em que oferece frete grátis sem valor mínimo de compra e coleta para trocas, e possui um cartão de crédito próprio (Dafiti Card), que pode ser usado em outros estabelecimentos comerciais.

Leia também:
Como a Bolsa, mercado de fusões e aquisições está nas máximas: isso se reflete em valorização das empresas?

Ainda que a empresa seja a mais cotada, os analistas da XP dizem ver desafios em relação ao interesse do controlador (GFG) em vender o ativo, “o que poderia levar a um valuation mais esticado”.

PUBLICIDADE

Neste contexto, o time de análise afirma que vê a Renner buscando outras companhias digitais, como a Amaro. Privalia também estaria na lista, mas protocolou recentemente uma nova tentativa de IPO.

“Vemos aquisições de pequenas empresas digitais/fintechs que complementam a proposta de valor de se tornar um ecossistema como as mais prováveis de ocorrerem no curto prazo”, escrevem os analistas.

E-commerce na dianteira

Com um mercado agitado de M&A, a avaliação da XP é de que os players de e-commerce são os que devem se comportar de forma mais ativa em busca de oportunidades, principalmente em meio à adição de novas categorias no 1P (estoque próprio), com setores como casa e decoração e vestuário sendo os mais prováveis de irem às compras.

Além do crescimento em meio à pandemia, são setores que procuram por capacidades e funcionalidades que complementem seu ecossistema, como fintechs, players logísticos ou de conteúdo, destacam.

Farmácias e supermercados desaceleram

Enquanto nomes do e-commerce lideram a corrida de fusões e aquisições no mercado brasileiro, os setores de farmácia e supermercados seguem menos aquecidos.

Para os analistas da XP, é pouco provável que aconteça alguma aquisição em farmácia, principalmente dado que Pague Menos (PGMN3) já adquiriu recentemente a Extrafarma, acelerando seu plano de expansão e sua atuação nas regiões Norte e Nordeste, e a RaiaDrogasil (RADL3) é mais focada em crescimento orgânico.

Já em supermercados, a avaliação é de que o fluxo de notícias deve se concentrar ao redor dos desinvestimentos do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3), apesar de o time ver Carrefour Brasil como um potencial interessado na marca Pão de Açúcar. Nos últimos dias, ganhou destaque a notícia, depois negada pela companhia, de que o grupo Casino teria começado a se estruturar para vender sua parte no GPA.

Além disso, a XP destaca que o Assaí (ASAI3) e o Grupo Mateus (GMAT3) podem olhar para oportunidades de aquisição de “atacarejos” regionais, embora sejam focados em crescimento orgânico.

PUBLICIDADE

As estratégias dos melhores investidores do país e das melhores empresas da Bolsa, premiadas num ranking exclusivo: conheça os Melhores da Bolsa 2021

Carteira gráfica da XP tem 3 das 5 ações trocadas esta semana; veja as mudanças

(Pixabay)

*Notícia atualizada às 14h34 (horário de Brasília) para atualização de informações. 

SÃO PAULO – A XP divulgou a “Top Picks”, sua carteira semanal de análise gráfica, para o período de 25 de junho a 2 de julho. Para esta semana foram trocados três dos cinco ativos do portfolio.

Saíram Cyrela (CYRE3), Locaweb (LWSA3) e Multiplan (MULT3) para a entrada de Suzano (SUZB3), Usiminas (USIM5) e Assaí (ASAI3).

Segundo Gilberto Coelho, o Giba, analista técnico responsável pela carteira, as ações da Suzano passam a fazer parte do portfolio porque fecharam a semana com engolfo de alta após uma série de baixas, o que sugere um teste dos R$ 65,00 ou dos R$ 73,00. O suporte para colocar stop loss fica em R$ 55,25.

Já Usiminas entra por ter retomado a tendência de alta no curto prazo com projeções de chegar aos níveis de R$ 20,50 ou R$ 24,00. Os suportes estão nos patamares de R$ 17,50 e R$ 15,75.

Por fim, os papéis do Assaí foram incluídos por estarem em tendência de alta com projeções por Fibonacci de chegar em R$ 91,30 ou R$ 106,00. O suporte fica nos R$ 81,23.

Divulgada semanalmente, a carteira Top Picks XP é composta por cinco ativos, tendo cada um peso de 20%. A seleção busca retorno a curto prazo, alinhando fluxo e movimentação das ações ao cenário político e macroeconômico.

Giba calcula a rentabilidade da carteira entrando nas ações no leilão das sextas-feiras. O objetivo é de que a média do retorno dos ativos supere o Ibovespa ao fim da semana.

Desempenho

Na semana passada, a carteira Top Picks caiu 3,57% (segundo cotação de fechamento da sexta-feira passada), enquanto o Ibovespa teve uma desvalorização de 0,9%.

PUBLICIDADE

As maiores quedas no portfolio foram dos papéis de Cyrela e Multiplan, que recuaram 5,38% e 6,68% respectivamente.

Já as ações da Hapvida caíram 1,03% e os papéis da Intermédica recuaram 1,87%. As ações da Locaweb terminaram em desvalorização de 2,88%.

No ano de 2021, a Top Picks sobe 8,93% ao mesmo tempo em que o benchmark da B3 tem alta de 8,2%.

Invista em ações com taxa ZERO: abra uma conta gratuita de investimentos na XP!

Confira, abaixo, as recomendações para esta semana:

Empresa Ticker Peso
Grupo Notre-Dame Intermédica GNDI3 20%
Hapvida HAPV3 20%
Suzano SUZB3 20%
Usiminas USIM5 20%
Assaí ASAI3 20%

As estratégias dos melhores investidores do país e das melhores empresas da Bolsa, premiadas num ranking exclusivo: conheça os Melhores da Bolsa 2021

Possível cisão da Éxito: mais uma boa oportunidade para o Pão de Açúcar destravar valor na Bolsa

SÃO PAULO – Mais um spin-off (cisão) está no radar do GPA, ou Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) que, ainda com algumas diferenças, guarda muitos paralelos com a cisão do Assaí (ASAI3) no início de março de 2021.

De acordo com duas fontes ouvidas pela agência Reuters, o GPA está considerando se separar de sua unidade colombiana Almacenes Éxito, numa operação que entregaria ações da subsidiária aos acionistas do GPA, incluindo o francês Casino Guichard Perrachon.

Seria uma transação similar ao recente “spin off” da unidade de atacarejo do GPA, Assaí, e faria parte de uma estratégia do grupo francês Casino de simplificar sua estrutura na América Latina e aumentar o valor atribuído às suas empresas na região. O GPA tem mais de 97% do Éxito, que é listado na Colômbia, com um valor de mercado de cerca de US$ 1,5 bilhão. A empresa tem 515 supermercados na Colômbia e emprega 35 mil pessoas, além de controlar subsidiárias no Uruguai e Argentina.

Atualmente o GPA vale R$ 10,51 bilhões, considerando o último preço de fechamento de suas ações, ou seja, a participação do GPA no Éxito vale cerca de 70% de todo o valor de mercado da companhia.

Vale ressaltar que há alguns formatos para a transação que podem ser considerados: a distribuição das ações do Éxito aos atuais acionistas do GPA, como ocorreu com Assaí, não é possível. Está sendo estudada a possibilidade de listar Brazilian Depositary Receipts (ou BDRs, certificados de depósito de valores mobiliários emitidos no Brasil que representam valores mobiliários de emissão de companhias abertas com sede no exterior) da empresa na Colômbia, ou a migração de capital para uma bolsa de valores nos EUA e uma listagem posterior.

Cabe ressaltar que a recente cisão do Assaí do GPA resultou num aumento imediato de 10% do valor de mercado combinada. O Assaí atualmente vale R$ 22,59 bilhões, mais que o dobro do que o GPA.

A Levante Ideias de Investimentos aponta que o GPA pode ser visto como uma das empresas mais mal precificadas na Bolsa, se for considerar a participação detida no Éxito e também na Cnova, esta última listada na Europa. A somatória do valor de mercado de Éxito e Cnova, considerando a participação do GPA em cada uma já chega a mais de R$ 14 bilhões, quase 40% acima do valor de mercado total do GPA hoje.

Isso implica, avaliam os analistas da casa de research, que as operações brasileiras do GPA, com marcas fortes como Extra e Pão de Açúcar, tem valor negativo, mesmo com receita líquida de mais de R$ 30 bilhões anuais e geração de caixa operacional bilionário. Assim, mais uma possibilidade de destravar valor de mercado deve ser positiva para a companhia.

Para os analistas da Levante, um dos pontos que esbarram na correta precificação das ações da GPA é a liquidez das empresas subsidiárias e também na oscilação do câmbio, que adiciona uma volatilidade forte na conversão do valor de mercado em reais.

PUBLICIDADE

Na avaliação de Luís Sales, analista da Guide Investimentos, a operação deve destravar valor para os acionistas do GPA, cujo valor de mercado atual representa uma subavaliação do valor atribuído à unidade colombiana.

A Levante lembra ainda que o GPA já manifestou interesse em uma possível oferta secundária de ações da Cnova, que já notificou o mercado que estuda um follow-on (oferta de ações) na Europa, o que pode destravar parte do valor embutido na companhia, monetizando esse capital investido na varejista europeia. No caso do Éxito não há motivos para que esta participação seja precificada como um simples resultado de equivalência patrimonial, dado que nos resultados totais apresentados trimestralmente, o resultado completo de Éxito está incorporado ao do GPA, ressaltam.

De acordo com consenso da Refinitiv, de treze casas que possuem recomendação para o ativo PCAR3, nove possuem recomendação de compra e quatro possuem recomendação neutra.

(com informações da Reuters)

Analista Wilson Neto apresenta os segredos das 5% das pessoas que são bem sucedidas no day trade. Inscreva-se no curso gratuito Desafio dos 5%.

Ações da Gerdau saltam, Assaí e Iguatemi têm ganhos após resultados; Cielo avança mais de 3%

SÃO PAULO – A temporada de resultados segue sendo destaque na sessão desta quarta-feira (5). O destaque positivo fica para a Gerdau (GGBR4), que registra alta de mais de 5% na esteira do balanço do primeiro trimestre, registrando alta de 11 vezes do seu lucro na base de comparação anual. Outras ações de commodities, tanto de mineradoras quanto de siderúrgicas e petroleiras, caso de Petrobras (PETR3;PETR4), também sobem forte na sessão.

Quem também sobe, mais de 3%, é o Assaí (ASAI3), que dobrou o seu lucro, enquanto o Iguatemi (IGTA3) avança mais de 3% após triplicar a linha do resultado.

Bradesco (BBDC4), por sua vez, mesmo tendo resultado elogiado pelos analistas, tem queda de suas ações em continuidade ao movimento da véspera (veja análise clicando aqui).

Cielo tem alta de suas ações de mais de 3%: cabe destacar que, na véspera, o WhatsApp (FBOK34) anunciou que desde a última terça-feira (4) o serviço de pagamentos estará liberado em sua plataforma, permitindo que usuários do aplicativo transfiram dinheiro para outras pessoas, como amigos ou familiares. Analistas apontaram no fim de março que a liberação do WhatsApp Pay seria uma notícia positiva para a Cielo (veja aqui), empresa cuja ação cai 11% em meio ao aumento da competição no setor.

Após o fechamento, atenção para os números da AES, Braskem, BR Properties, Pão de Açúcar, Copel, Engie, Quero-Quero, Taesa, Tenda, TIM e Totvs. Confira os destaques:

A Gerdau registrou lucro líquido de R$ 2,471 bilhões no primeiro trimestre de 2021, alta de 1.016% na comparação anual, ou ganhos de 134% frente os R$ 1,057 bilhão do quarto trimestre de 2020, em desempenho beneficiado pela recuperação econômica da pandemia, alta no preço do aço e taxa de câmbio favorável. As vendas de aço cresceram 15% ano a ano, mas a produção de aço bruto caiu 1%.

A receita líquida somou R$ 16,3 bilhões, alta de 77% ante o mesmo período de 2020, ajudada pela apreciação do dólar frente ao real, que impactou positivamente as receitas das operações da companhia na América do Norte. A alta foi de 20% frente o quarto trimestre de 2020.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado mais do que triplicou, para R$ 4,318 bilhões, com a margem avançando para 28,4%, de 12,8% no primeiro trimestre de 2020.

Previsões de analistas compiladas pela Refinitv apontavam, na média, lucro líquido de R$ 1,758 bilhão e Ebitda de R$ 3,373 bilhões.

PUBLICIDADE

A XP ressalta que os principais destaques foram os preços mais fortes em todas as unidades de negócios, resultando em margens saudáveis em praticamente todas as linhas. O Fluxo de Caixa Livre foi de R$ 1,1 bilhão, com o forte resultado operacional sendo parcialmente compensado pela recomposição do capital de giro (queda de R$ 2,6 bilhões). A dívida líquida atingiu R$ 10,8 bilhões (de R$ 9,9 bilhões no quarto trimestre), enquanto a alavancagem, medida pela razão entre dívida Líquida e o Ebitda, caiu para 0,98 vez, contra 1,25 vez no quarto trimestre.

Adicionalmente, a empresa anunciou dividendos de R$ 0,40 por ação (retorno de 1,2%, com data ex em 17 de maio). Os analistas da XP possuem recomendação de compra para a ação.

O Bradesco divulgou um lucro líquido recorrente de R$ 6,5 bilhões no primeiro trimestre de 2021, uma queda de 4,2% na comparação com o quarto trimestre de 2020, porém aumento de 73,6% em relação ao mesmo período do ano passado. O lucro líquido contábil foi de R$ 6,15 bilhões. A média das projeções dos analistas do mercado financeiro para o lucro do banco era de R$ 6,02 bilhões, de acordo com dados compilados pela Refinitiv.

No que se refere ao crédito, o Bradesco viu sua carteira expandida avançou 2,6% nos três primeiros meses deste ano e alcançou R$ 705,2 bilhões, saldo 7,6% superior ao verificado no fim de março de 2020.

A despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa, mais conhecidas pela sigla PDD, cederam 14,5% na comparação com o período imediatamente anterior e ficaram em R$ 3,9 bilhões, 41,8% abaixo em relação ao primeiro trimestre do ano passado. O estoque de provisões, no entanto, chegou a R$ 46 bilhões, uma alta de 11,3% sobre o resultado pouco acima de R$ 40 bilhões registrado há um ano.

Os últimos 12 meses foram de ajustes na operação do Bradesco, de acordo com o balanço divulgado ontem. No período, o banco fechou 1.088 agências e demitiu cerca de 8,5 mil funcionários. Apenas nos primeiros três meses de 2021, foram encerrados 83 pontos de atendimento e fechados 888 postos de trabalho.

O Bradesco manteve as projeções de desempenho para 2021, os chamados guidances, divulgadas no início deste ano. O banco espera que sua carteira de crédito cresça de 9% a 13% neste ano. No primeiro trimestre, os empréstimos tiveram incremento de 7,6%. O banco espera ainda que sua receita de prestação de serviços tenha aumento de 1% a 5% neste ano ante 2020. No primeiro trimestre, esse faturamento, porém, encolheu 2,6%.

Nas despesas, o Bradesco promete seguir com austeridade no corte de custos e vê a possibilidade de seus gastos operacionais se reduzirem em até 5%, no melhor cenário. No mínimo, devem cair 1%. De janeiro a março, o corte foi de 4,7%.

PUBLICIDADE

O Credit Suisse destacou que Bradesco reportou bons resultados, com um ROE de 18,1% e registrando um balanço de boa qualidade, o que deixa a equipe de análise confiante de que a companhia está caminhando para um 2021 robusto, considerando a menor contribuição da margem financeira (NII, na sigla em inglês) com o mercado e a criação de provisões adicionais.

Para os analistas, embora alguns possam ver a margem do cliente estável como um ponto de preocupação, a equipe espera que acelere nos próximos trimestres, à medida que os volumes de crédito continuam a aumentar e o mix de empréstimos melhore com a maior participação de crédito de varejo e o retorno das linhas de credito rotativo.

O lucro líquido gerencial ficou 6% acima do consenso e 9% acima do esperado pelo Credit. O custo de risco ficou menor do que o esperado, grande queda em opex e resultados de seguro mais sólidos foram os principais destaques positivos. Os analistas reiteraram recomendação de outperform (desempenho acima da média do mercado), com preço-alvo de R$ 30,91.

A Minerva registrou um lucro líquido de R$ 259,5 milhões no primeiro trimestre de 2021. O valor foi bem acima dos R$ 39 milhões esperados pelo mercado segundo dados compilados pela Refinitiv, mas ficou 4,3% abaixo do reportado no mesmo período do ano passado. Na comparação com o trimestre anterior o resultado dos três primeiros meses deste ano veio 127,4% melhor.

O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) da Minerva foi de R$ 484,9 milhões, o que representa um crescimento de 27,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Houve um recuo de 21,4% na comparação trimestral. A expectativa dos analistas para o Ebitda do frigorífico era que o indicador ficasse em R$ 409 milhões.

A receita líquida, por sua vez, somou R$ 5,8 bilhões, uma expansão de 39,3% sobre o mesmo período do ano passado e de 1,8% na comparação com o quarto trimestre de 2020. As estimativas dos analistas apontavam para um faturamento de R$ 4,72 bilhões.

O fluxo de caixa livre foi positivo pelo décimo terceiro trimestre consecutivo e, após o resultado do hedge cambial, alcançou aproximadamente R$ 309 milhões no primeiro trimestre de 2021, totalizando R$ 1,3 bilhão nos últimos doze meses.

A bandeira de atacarejo Assaí, do grupo francês Casino, divulgou lucro líquido de R$ 240 milhões para o primeiro trimestre, mais do que o dobro (alta de 113%) em relação ao desempenho obtido no mesmo período do ano passado. O Ebitda cresceu 44%, para R$ 640 milhões.

PUBLICIDADE

A companhia informou receita líquida de 9,45 bilhões de reais de janeiro a março, alta de 21% no comparativo anual.

As despesas com vendas, gerais e administrativas como parcela da receita líquida subiram de 9,2% para 9,5%. A margem bruta avançou de 15,6% para 16%.

Segundo o Assaí, as vendas mesmas lojas subiram 11,4% no período, apesar de “boa parte de nossas lojas terem tido restrições no fluxo de clientes e no horário de funcionamento, incluindo até o fechamento de algumas unidades durante os finais de semana”. No primeiro trimestre de 2020, as vendas mesmas lojas tinham crescido 7,1%, informou a empresa no balanço.

A empresa disse que o primeiro trimestre foi “positivamente impactado pelo forte movimento de estocagem da última quinzena de março”, em meio a ações de flexibilização de medidas de isolamento social tomadas por prefeituras e governos estaduais. A inflação dos alimentos do período também apoiou o desempenho.

O Assaí abriu em 12 meses até março 18 lojas e informou que está mantendo o plano de 25 a 28 aberturas neste ano.

A XP destacou que os resultados foram sólidos, em linha com as estimativas de Ebitda, mas acima das projeções de lucro, por conta de uma menor despesa financeira.

“Apesar de uma base de comparação muito difícil e de um cenário bastante desafiador no primeiro trimestre, a companhia apresentou um sólido crescimento de receita total de 21% na comparação anual, explicado por um crescimento de vendas mesmas lojas de 11,4% na base anual e expansão de lojas (mais 18 lojas nos últimos 12 meses). Além disso, a companhia apresentou expansão de margem bruta e Ebitda”, destacam os analistas.

Os analistas acreditam que os resultados de curto prazo permaneçam sólidos, enquanto veem o setor estruturalmente melhor no “novo normal” do que antes da pandemia devido a políticas flexíveis de home office e novos hábitos de consumo.

“Além disso, vemos o canal de Atacarejo como o formato que deve se beneficiar mais da retomada à normalidade, por ter um exposição ao segmento de bares, restaurantes e transformadores (B2B) que tem sofrido mais com as restrições, além de ser um canal que oferece um melhor custo benefício em meio ao aumento de inflação e uma renda mais fragilizada”, apontam. A XP mantém a recomendação de compra e preço alvo de R$ 120,0 por ação para o fim de 2021, reiterando o papel como preferência no setor.

O Morgan Stanley destacou que a receita líquida ficou 3% abaixo de suas estimativas e em linha com o consenso do mercado. A alta nas vendas em mesmas lojas, de 9,2%, ficou 5 pontos percentuais abaixo das estimativas do banco. O Morgan Stanley destaca a desaceleração da inflação dos alimentos, frente aos níveis altos do quarto trimestre e o cancelamento das festas de Carnaval como obstáculos enfrentados pelo setor no primeiro trimestre.

O Ebitda ajustado ficou em linha com o consenso do mercado, mas 3% abaixo da estimativa do Morgan Stanley.  O banco mantém a recomendação overweight para a empresa, e vê potencial de expansão do número de lojas e oportunidades para o Assaí tanto nos estados em que está presente como em novas regiões, incluindo Norte e Sul. O Morgan Stanley mantém preço-alvo em R$ 101.

Iguatemi (IGTA3)

O Iguatemi mais que triplicou seu lucro do primeiro trimestre, uma vez que a forte redução das despesas financeiras e do volume de impostos compensou na última linha a piora operacional com novo fechamento dos shoppings devido à pandemia.

A companhia anunciou seu lucro líquido de janeiro a março somou R$ 39,84 milhões, um salto de 220% em relação a igual etapa de 2020, quando o setor já havia sido afetado por um primeira onda de medidas de isolamento social que fecharam seus shoppings por meses.

O Iguatemi viu a receita bruta cair 4,6% ano a ano, para R$ 193,1 milhões. Já o faturamento líquido subiu 7,6%, devido sobretudo a uma política de escalonamento dos descontos para lojistas nos aluguéis.

Também refletindo redução de despesas operacionais, o resultado da companhia medido pelo Ebitda no trimestre teve queda de apenas 0,7%, a R$ 100,3 milhões. Mas a margem Ebitda caiu 5,1 pontos percentuais, para 60,2%.

A companhia viu seu índice de inadimplência líquida saltar 7,6 pontos percentuais sobre um ano antes, para 11,3%. A taxa de ocupação caiu quase quatro pontos, para 90,3%.

A empresa afirmou que tem atualmente 100% das suas unidades abertas e funcionamento em regime de 8 a 12 horas diárias, com capacidade de utilização de 73,5%.

De acordo com a XP, a Iguatemi divulgou resultado ligeiramente acima do que o esperado, com melhora nos resultados financeiros em comparação ao mesmo período do ano passado, apesar do maior impacto da pandemia. No lado operacional, a taxa de vacância subiu para 9,7%, com as vendas nas mesmas lojas caindo 25,6%. Por outro lado, o aluguel nas mesmas lojas mostrou certa resiliência e caiu somente 4,2% ano contra ano. Nos resultados financeiros, o FFO foi de R$77 milhões, em linha com nossas estimativas, mas acima do consenso de mercado.

“Vale ressaltar que todos os ativos da Iguatemi estão em operação (cerca de 86% de sua capacidade de horas), o que permite os lojistas aumentarem suas vendas nos próximos meses e deve ajudar a reverter o índice de inadimplência da companhia. Reiteramos a Iguatemi como o nosso nome preferido no setor de shopping centers (recomendação de compra e preço-alvo de R$ 41 por ação)”, destacam.

O Credit Suisse classificou os resultados divulgados pelo Iguatemi como neutros, prejudicados pelo fechamento de shoppings, mas em linha com suas estimativas. A performance operacional deteriorou, como esperado. O banco avalia que o portfólio de qualidade do Iguatemi contribuiu para impulsionar os resultados. A declaração sobre perdas e lucros veio em linha com a expectativa do Credit e refletiu a força do portfólio da empresa. O banco espera que a empresa se recupere mais cedo da crise, devido à dominância de seus shoppings e à sua exposição a um público de maior poder aquisitivo. Assim, mantém recomendação outperform para os papéis e preço-alvo de R$ 45.

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) registrou lucro líquido de R$ 219,787 milhões no primeiro trimestre de 2021, alta de 36,7% sobre o mesmo intervalo do ano passado.

O Ebitda somou no período R$ 520,197 milhões, avanço de 9,5% sobre o primeiro trimestre de 2020.

Entre janeiro e março, o resultado financeiro ficou negativo em R$ 47,769 milhões, uma melhora em relação ao resultado financeiro negativo de R$ 92,688 milhões de igual período do ano passado. A receita líquida atingiu R$ 1,282 bilhão, alta de 6% sobre o mesmo intervalo de 2021.

Em março de 2021, a Copasa somava 640 concessões para a prestação dos serviços de abastecimento de água e 310 concessões para a prestação dos serviços de esgotamento sanitário.

De acordo com a companhia, ao fim do primeiro trimestre, 77,5% das receitas líquidas de água e esgoto eram provenientes de concessões cujos prazos de vencimentos ocorrem após janeiro de 2034. Na mesma data, encontravam-se vencidas concessões referentes a 69 municípios, representando cerca de 3,2% das receitas de água e esgoto.

O Credit Suisse destacou que a Copasa entregou um resultado muito melhor do que o esperado para o primeiro trimestre de 2021, impulsionado principalmente pelo impacto do ajuste de tarifas, aumento de volume e provisões mais baixas do que o esperado para inadimplência. Os resultados começaram a refletir um cenário melhor em relação ao pico da pandemia, e a taxa de inadimplência voltou aos níveis normalizados. A recomendação do Credit é neutra, com preço-alvo de R$ 17,03.

Na véspera, o WhatsApp Pay foi finalmente lançado no Brasil, permitindo aos usuários transferir dinheiro dentro da plataforma por valores entre R$ 1 a R$ 1000, por enquanto. A funcionalidade deve ser inicialmente apenas para transações P2P, com 9 instituições participantes (Banco do Brasil, Inter, Next, Itaú Unibanco, Mercado Pago, Nubank, Sicredi e Woop Sicredi).

De acordo com o BBI, embora restrito a transações P2P neste momento, não se espera uma mudança significativa na cadeia de valor do setor de pagamentos, principalmente levando em consideração que o PIX já é uma alternativa gratuita desde novembro de 2020. No entanto, isso pode colocar uma pressão adicional no negócio de adquirência se ou quando a plataforma atingir outros públicos, apontam os analistas.

A plataforma de comércio eletrônico B2W informou que fechou acordo com a plataforma OOOOO, especializada em live commerce, que usa streaming de lives para alavancar vendas. O acordo prevê o lançamento de um aplicativo de social commerce ainda neste mês e a opção de formar uma joint-venture mais adiante.

Segundo a B2W, a OOOOO tem o aplicativo de compras mais baixado da Inglaterra nos últimos meses e usa o conceito de ‘entertainment first, shopping later’ (diversão primeiro, depois as compras, em tradução livre).

“A parceria vai permitir a aceleração das verticais de advertising e entretenimento da companhia”, afirmou a B2W, afirmando que o live commerce representa 10% das vendas de comércio eletrônico na China.

Dona de sites de comércio eletrônico do país, como Submarino e Americanas.com, a B2W anunciou na semana passada aparovação de um plano de reestruturação societária com sua controladora Lojas Americanas, que pode incluir uma listagem em bolsa nos Estados Unidos.

A petroleira brasileira PetroRio permanece na disputa pelo campo de Albacora, na Bacia de Campos, colocado à venda pela Petrobras, mas também avalia a compra de outros ativos marítimos no mercado, disse na terça o presidente da companhia, Roberto Monteiro em conferência com analistas. A previsão é que uma fase de ofertas por Albacora ocorra em julho.

Petrobras

Em comunicado nesta quarta, a Petrobras informou que o conselho de administração da empresa deliberou, por maioria, não convocar a assembleia para eleição de um novo conselheiro após a renúncia de Marcelo Gasparino da Silva, anunciada em 16 de abril.

A Petrobras destaca que a renúncia só terá efeito a partir de 31 de maio. Assim, não há vaga no conselho de administração no momento.

E afirmou que, pelo estatuto social da empresa, a vaga do conselheiro de administração eleito por voto múltiplo poderá ser preenchida por um substituto eleito pelo colegiado até que seja realizada uma nova assembleia geral de acionistas.

A empresa também comentou os questionamentos sobre o processo de votação na eleição para o conselho de administração. A empresa diz que “entende ser pertinente prosseguir com a análise dos fatos ocorridos”, que, diz, continuam sob avaliação.

A CSN anunciou a aprovação do pagamento de dividendos de R$ 0,65 por ação (yield de 1,4%), totalizando R$ 901 milhões. Os detentores das ações deverão receber o pagamento dos dividendos no dia 12 de maio de 2021 (data ex em 3 de maio).

Em comunicado, a BRF, maior processadora de carne de frango do Brasil, anunciou que vai investir R$ 292 milhões no estado do Paraná até 2022, além de retomar a produção de peru em sua fábrica de Francisco Beltrão.

A C&A informou que vai emitir R$ 500 milhões em debêntures para reforçar caixa.

Hapvida (HAPV3) e Grupo Notre Dame (GNDI3)

O Credit Suisse atualizou os modelos para a Hapvida e para o Grupo Notre Dame, de forma a refletir a fusão entre os dois. O preço-alvo da Hapvida foi elevado de R$ 15,2 para R$ 20. O preço-alvo do Grupo Notre Dame foi elevado de R$ 76 para R$ 105.

O banco incorporou dados de 2020 e revisou as estimativas para ambas as empresas devido à segunda onda de Covid, mudanças no cenário macroeconômico e o acordo de fusão. O banco mantém avaliação de outperform (expectativa de valorização acima da média do mercado) para a Hapvida, e elevou a do Grupo Notre Dame de neutra (em linha com a média do mercado) para outperform.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

Quer viver de renda? Estes 3 ativos podem construir uma carteira poderosa. Assista no curso gratuito Dominando a Renda Passiva.

Assaí lucra o dobro no 1º tri, lucro do Iguatemi triplica, Bradesco, Copasa e mais balanços; B2W faz aquisição e outros destaques

Uma das unidades do Assaí (Divulgação) Uma das unidades do Assaí (Divulgação)

A temporada de resultados segue sendo destaque no noticiário corporativo, com a repercussão dos resultados do Bradesco, Minerva, Assaí, Iguatemi e Copasa.

Gerdau divulgou resultado antes da abertura do mercado. Após o fechamento, atenção para os números da AES, Braskem, BR Properties, Pão de Açúcar, Copel, Engie, Quero-Quero, Taesa, Tenda, TIM e Totvs.

Fora da temporada, a plataforma de comércio eletrônico B2W informou que fechou acordo com a plataforma OOOOO, especializada em live commerce, que usa streaming de lives para alavancar vendas. Confira os destaques:

A Gerdau registrou lucro líquido de R$ 2,471 bilhões no primeiro trimestre de 2021, alta de 1.016% na comparação anual, ou ganhos de 134% frente os R$ 1,057 bilhão do quarto trimestre de 2020, em desempenho beneficiado pela recuperação econômica da pandemia, alta no preço do aço e taxa de câmbio favorável. As vendas de aço cresceram 15% ano a ano, mas a produção de aço bruto caiu 1%.

A receita líquida somou R$ 16,3 bilhões, alta de 77% ante o mesmo período de 2020, ajudada pela apreciação do dólar frente ao real, que impactou positivamente as receitas das operações da companhia na América do Norte. A alta foi de 20% frente o quarto trimestre de 2020.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado mais do que triplicou, para R$ 4,318 bilhões, com a margem avançando para 28,4%, de 12,8% no primeiro trimestre de 2020.

Previsões de analistas compiladas pela Refinitv apontavam, na média, lucro líquido de R$ 1,758 bilhão e Ebitda de R$ 3,373 bilhões.

A XP ressalta que os principais destaques foram os preços mais fortes em todas as unidades de negócios, resultando em margens saudáveis em praticamente todas as linhas. O Fluxo de Caixa Livre foi de R$ 1,1 bilhão, com o forte resultado operacional sendo parcialmente compensado pela recomposição do capital de giro (queda de R$ 2,6 bilhões). A dívida líquida atingiu R$ 10,8 bilhões (de R$ 9,9 bilhões no quarto trimestre), enquanto a alavancagem, medida pela razão entre dívida Líquida e o Ebitda, caiu para 0,98 vez, contra 1,25 vez no quarto trimestre.

Adicionalmente, a empresa anunciou dividendos de R$ 0,40 por ação (retorno de 1,2%, com data ex em 17 de maio). Os analistas da XP possuem recomendação de compra para a ação.

PUBLICIDADE

O Bradesco divulgou um lucro líquido recorrente de R$ 6,5 bilhões no primeiro trimestre de 2021, uma queda de 4,2% na comparação com o quarto trimestre de 2020, porém aumento de 73,6% em relação ao mesmo período do ano passado. O lucro líquido contábil foi de R$ 6,15 bilhões. A média das projeções dos analistas do mercado financeiro para o lucro do banco era de R$ 6,02 bilhões, de acordo com dados compilados pela Refinitiv.

No que se refere ao crédito, o Bradesco viu sua carteira expandida avançou 2,6% nos três primeiros meses deste ano e alcançou R$ 705,2 bilhões, saldo 7,6% superior ao verificado no fim de março de 2020.

A despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa, mais conhecidas pela sigla PDD, cederam 14,5% na comparação com o período imediatamente anterior e ficaram em R$ 3,9 bilhões, 41,8% abaixo em relação ao primeiro trimestre do ano passado. O estoque de provisões, no entanto, chegou a R$ 46 bilhões, uma alta de 11,3% sobre o resultado pouco acima de R$ 40 bilhões registrado há um ano.

Os últimos 12 meses foram de ajustes na operação do Bradesco, de acordo com o balanço divulgado ontem. No período, o banco fechou 1.088 agências e demitiu cerca de 8,5 mil funcionários. Apenas nos primeiros três meses de 2021, foram encerrados 83 pontos de atendimento e fechados 888 postos de trabalho.

O Bradesco manteve as projeções de desempenho para 2021, os chamados guidances, divulgadas no início deste ano. O banco espera que sua carteira de crédito cresça de 9% a 13% neste ano. No primeiro trimestre, os empréstimos tiveram incremento de 7,6%. O banco espera ainda que sua receita de prestação de serviços tenha aumento de 1% a 5% neste ano ante 2020. No primeiro trimestre, esse faturamento, porém, encolheu 2,6%.

Nas despesas, o Bradesco promete seguir com austeridade no corte de custos e vê a possibilidade de seus gastos operacionais se reduzirem em até 5%, no melhor cenário. No mínimo, devem cair 1%. De janeiro a março, o corte foi de 4,7%.

O Credit Suisse destacou que Bradesco reportou bons resultados, com um ROE de 18,1% e registrando um balanço de boa qualidade, o que deixa a equipe de análise confiante de que a companhia está caminhando para um 2021 robusto, considerando a menor contribuição da margem financeira (NII, na sigla em inglês) com o mercado e a criação de provisões adicionais.

PUBLICIDADE

Para os analistas, embora alguns possam ver a margem do cliente estável como um ponto de preocupação, a equipe espera que acelere nos próximos trimestres, à medida que os volumes de crédito continuam a aumentar e o mix de empréstimos melhore com a maior participação de crédito de varejo e o retorno das linhas de credito rotativo.

O lucro líquido gerencial ficou 6% acima do consenso e 9% acima do esperado pelo Credit. O custo de risco ficou menor do que o esperado, grande queda em opex e resultados de seguro mais sólidos foram os principais destaques positivos. Os analistas reiteraram recomendação de outperform (desempenho acima da média do mercado), com preço-alvo de R$ 30,91.

A Minerva registrou um lucro líquido de R$ 259,5 milhões no primeiro trimestre de 2021. O valor foi bem acima dos R$ 39 milhões esperados pelo mercado segundo dados compilados pela Refinitiv, mas ficou 4,3% abaixo do reportado no mesmo período do ano passado. Na comparação com o trimestre anterior o resultado dos três primeiros meses deste ano veio 127,4% melhor.

O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) da Minerva foi de R$ 484,9 milhões, o que representa um crescimento de 27,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Houve um recuo de 21,4% na comparação trimestral. A expectativa dos analistas para o Ebitda do frigorífico era que o indicador ficasse em R$ 409 milhões.

A receita líquida, por sua vez, somou R$ 5,8 bilhões, uma expansão de 39,3% sobre o mesmo período do ano passado e de 1,8% na comparação com o quarto trimestre de 2020. As estimativas dos analistas apontavam para um faturamento de R$ 4,72 bilhões.

O fluxo de caixa livre foi positivo pelo décimo terceiro trimestre consecutivo e, após o resultado do hedge cambial, alcançou aproximadamente R$ 309 milhões no primeiro trimestre de 2021, totalizando R$ 1,3 bilhão nos últimos doze meses.

A bandeira de atacarejo Assaí, do grupo francês Casino, divulgou lucro líquido de R$ 240 milhões para o primeiro trimestre, mais do que o dobro (alta de 113%) em relação ao desempenho obtido no mesmo período do ano passado. O Ebitda cresceu 44%, para R$ 640 milhões.

A companhia informou receita líquida de 9,45 bilhões de reais de janeiro a março, alta de 21% no comparativo anual.

PUBLICIDADE

As despesas com vendas, gerais e administrativas como parcela da receita líquida subiram de 9,2% para 9,5%. A margem bruta avançou de 15,6% para 16%.

Segundo o Assaí, as vendas mesmas lojas subiram 11,4% no período, apesar de “boa parte de nossas lojas terem tido restrições no fluxo de clientes e no horário de funcionamento, incluindo até o fechamento de algumas unidades durante os finais de semana”. No primeiro trimestre de 2020, as vendas mesmas lojas tinham crescido 7,1%, informou a empresa no balanço.

A empresa disse que o primeiro trimestre foi “positivamente impactado pelo forte movimento de estocagem da última quinzena de março”, em meio a ações de flexibilização de medidas de isolamento social tomadas por prefeituras e governos estaduais. A inflação dos alimentos do período também apoiou o desempenho.

O Assaí abriu em 12 meses até março 18 lojas e informou que está mantendo o plano de 25 a 28 aberturas neste ano.

A XP destacou que os resultados foram sólidos, em linha com as estimativas de Ebitda, mas acima das projeções de lucro, por conta de uma menor despesa financeira.

“Apesar de uma base de comparação muito difícil e de um cenário bastante desafiador no primeiro trimestre, a companhia apresentou um sólido crescimento de receita total de 21% na comparação anual, explicado por um crescimento de vendas mesmas lojas de 11,4% na base anual e expansão de lojas (mais 18 lojas nos últimos 12 meses). Além disso, a companhia apresentou expansão de margem bruta e Ebitda”, destacam os analistas.

Os analistas acreditam que os resultados de curto prazo permaneçam sólidos, enquanto veem o setor estruturalmente melhor no “novo normal” do que antes da pandemia devido a políticas flexíveis de home office e novos hábitos de consumo.

“Além disso, vemos o canal de Atacarejo como o formato que deve se beneficiar mais da retomada à normalidade, por ter um exposição ao segmento de bares, restaurantes e transformadores (B2B) que tem sofrido mais com as restrições, além de ser um canal que oferece um melhor custo benefício em meio ao aumento de inflação e uma renda mais fragilizada”, apontam. A XP mantém a recomendação de compra e preço alvo de R$ 120,0 por ação para o fim de 2021, reiterando o papel como preferência no setor.

O Morgan Stanley destacou que a receita líquida ficou 3% abaixo de suas estimativas e em linha com o consenso do mercado. A alta nas vendas em mesmas lojas, de 9,2%, ficou 5 pontos percentuais abaixo das estimativas do banco. O Morgan Stanley destaca a desaceleração da inflação dos alimentos, frente aos níveis altos do quarto trimestre e o cancelamento das festas de Carnaval como obstáculos enfrentados pelo setor no primeiro trimestre.

O Ebitda ajustado ficou em linha com o consenso do mercado, mas 3% abaixo da estimativa do Morgan Stanley.  O banco mantém a recomendação overweight para a empresa, e vê potencial de expansão do número de lojas e oportunidades para o Assaí tanto nos estados em que está presente como em novas regiões, incluindo Norte e Sul. O Morgan Stanley mantém preço-alvo em R$ 101.

Iguatemi (IGTA3)

O Iguatemi mais que triplicou seu lucro do primeiro trimestre, uma vez que a forte redução das despesas financeiras e do volume de impostos compensou na última linha a piora operacional com novo fechamento dos shoppings devido à pandemia.

A companhia anunciou seu lucro líquido de janeiro a março somou R$ 39,84 milhões, um salto de 220% em relação a igual etapa de 2020, quando o setor já havia sido afetado por um primeira onda de medidas de isolamento social que fecharam seus shoppings por meses.

O Iguatemi viu a receita bruta cair 4,6% ano a ano, para R$ 193,1 milhões. Já o faturamento líquido subiu 7,6%, devido sobretudo a uma política de escalonamento dos descontos para lojistas nos aluguéis.

Também refletindo redução de despesas operacionais, o resultado da companhia medido pelo Ebitda no trimestre teve queda de apenas 0,7%, a R$ 100,3 milhões. Mas a margem Ebitda caiu 5,1 pontos percentuais, para 60,2%.

A companhia viu seu índice de inadimplência líquida saltar 7,6 pontos percentuais sobre um ano antes, para 11,3%. A taxa de ocupação caiu quase quatro pontos, para 90,3%.

A empresa afirmou que tem atualmente 100% das suas unidades abertas e funcionamento em regime de 8 a 12 horas diárias, com capacidade de utilização de 73,5%.

De acordo com a XP, a Iguatemi divulgou resultado ligeiramente acima do que o esperado, com melhora nos resultados financeiros em comparação ao mesmo período do ano passado, apesar do maior impacto da pandemia. No lado operacional, a taxa de vacância subiu para 9,7%, com as vendas nas mesmas lojas caindo 25,6%. Por outro lado, o aluguel nas mesmas lojas mostrou certa resiliência e caiu somente 4,2% ano contra ano. Nos resultados financeiros, o FFO foi de R$77 milhões, em linha com nossas estimativas, mas acima do consenso de mercado.

“Vale ressaltar que todos os ativos da Iguatemi estão em operação (cerca de 86% de sua capacidade de horas), o que permite os lojistas aumentarem suas vendas nos próximos meses e deve ajudar a reverter o índice de inadimplência da companhia. Reiteramos a Iguatemi como o nosso nome preferido no setor de shopping centers (recomendação de compra e preço-alvo de R$ 41 por ação)”, destacam.

O Credit Suisse classificou os resultados divulgados pelo Iguatemi como neutros, prejudicados pelo fechamento de shoppings, mas em linha com suas estimativas. A performance operacional deteriorou, como esperado. O banco avalia que o portfólio de qualidade do Iguatemi contribuiu para impulsionar os resultados. A declaração sobre perdas e lucros veio em linha com a expectativa do Credit e refletiu a força do portfólio da empresa. O banco espera que a empresa se recupere mais cedo da crise, devido à dominância de seus shoppings e à sua exposição a um público de maior poder aquisitivo. Assim, mantém recomendação outperform para os papéis e preço-alvo de R$ 45.

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) registrou lucro líquido de R$ 219,787 milhões no primeiro trimestre de 2021, alta de 36,7% sobre o mesmo intervalo do ano passado.

O Ebitda somou no período R$ 520,197 milhões, avanço de 9,5% sobre o primeiro trimestre de 2020.

Entre janeiro e março, o resultado financeiro ficou negativo em R$ 47,769 milhões, uma melhora em relação ao resultado financeiro negativo de R$ 92,688 milhões de igual período do ano passado. A receita líquida atingiu R$ 1,282 bilhão, alta de 6% sobre o mesmo intervalo de 2021.

Em março de 2021, a Copasa somava 640 concessões para a prestação dos serviços de abastecimento de água e 310 concessões para a prestação dos serviços de esgotamento sanitário.

De acordo com a companhia, ao fim do primeiro trimestre, 77,5% das receitas líquidas de água e esgoto eram provenientes de concessões cujos prazos de vencimentos ocorrem após janeiro de 2034. Na mesma data, encontravam-se vencidas concessões referentes a 69 municípios, representando cerca de 3,2% das receitas de água e esgoto.

O Credit Suisse destacou que a Copasa entregou um resultado muito melhor do que o esperado para o primeiro trimestre de 2021, impulsionado principalmente pelo impacto do ajuste de tarifas, aumento de volume e provisões mais baixas do que o esperado para inadimplência. Os resultados começaram a refletir um cenário melhor em relação ao pico da pandemia, e a taxa de inadimplência voltou aos níveis normalizados. A recomendação do Credit é neutra, com preço-alvo de R$ 17,03.

Na véspera, o WhatsApp Pay foi finalmente lançado no Brasil, permitindo aos usuários transferir dinheiro dentro da plataforma por valores entre R$ 1 a R$ 1000, por enquanto. A funcionalidade deve ser inicialmente apenas para transações P2P, com 9 instituições participantes (Banco do Brasil, Inter, Next, Itaú Unibanco, Mercado Pago, Nubank, Sicredi e Woop Sicredi).

De acordo com o BBI, embora restrito a transações P2P neste momento, não se espera uma mudança significativa na cadeia de valor do setor de pagamentos, principalmente levando em consideração que o PIX já é uma alternativa gratuita desde novembro de 2020. No entanto, isso pode colocar uma pressão adicional no negócio de adquirência se ou quando a plataforma atingir outros públicos, apontam os analistas.

A plataforma de comércio eletrônico B2W informou que fechou acordo com a plataforma OOOOO, especializada em live commerce, que usa streaming de lives para alavancar vendas. O acordo prevê o lançamento de um aplicativo de social commerce ainda neste mês e a opção de formar uma joint-venture mais adiante.

Segundo a B2W, a OOOOO tem o aplicativo de compras mais baixado da Inglaterra nos últimos meses e usa o conceito de ‘entertainment first, shopping later’ (diversão primeiro, depois as compras, em tradução livre).

“A parceria vai permitir a aceleração das verticais de advertising e entretenimento da companhia”, afirmou a B2W, afirmando que o live commerce representa 10% das vendas de comércio eletrônico na China.

Dona de sites de comércio eletrônico do país, como Submarino e Americanas.com, a B2W anunciou na semana passada aparovação de um plano de reestruturação societária com sua controladora Lojas Americanas, que pode incluir uma listagem em bolsa nos Estados Unidos.

A petroleira brasileira PetroRio permanece na disputa pelo campo de Albacora, na Bacia de Campos, colocado à venda pela Petrobras, mas também avalia a compra de outros ativos marítimos no mercado, disse na terça o presidente da companhia, Roberto Monteiro em conferência com analistas. A previsão é que uma fase de ofertas por Albacora ocorra em julho.

Petrobras

Em comunicado nesta quarta, a Petrobras informou que o conselho de administração da empresa deliberou, por maioria, não convocar a assembleia para eleição de um novo conselheiro após a renúncia de Marcelo Gasparino da Silva, anunciada em 16 de abril.

A Petrobras destaca que a renúncia só terá efeito a partir de 31 de maio. Assim, não há vaga no conselho de administração no momento.

E afirmou que, pelo estatuto social da empresa, a vaga do conselheiro de administração eleito por voto múltiplo poderá ser preenchida por um substituto eleito pelo colegiado até que seja realizada uma nova assembleia geral de acionistas.

A empresa também comentou os questionamentos sobre o processo de votação na eleição para o conselho de administração. A empresa diz que “entende ser pertinente prosseguir com a análise dos fatos ocorridos”, que, diz, continuam sob avaliação.

A CSN anunciou a aprovação do pagamento de dividendos de R$ 0,65 por ação (yield de 1,4%), totalizando R$ 901 milhões. Os detentores das ações deverão receber o pagamento dos dividendos no dia 12 de maio de 2021 (data ex em 3 de maio).

Em comunicado, a BRF, maior processadora de carne de frango do Brasil, anunciou que vai investir R$ 292 milhões no estado do Paraná até 2022, além de retomar a produção de peru em sua fábrica de Francisco Beltrão.

A C&A informou que vai emitir R$ 500 milhões em debêntures para reforçar caixa.

Hapvida (HAPV3) e Grupo Notre Dame (GNDI3)

O Credit Suisse atualizou os modelos para a Hapvida e para o Grupo Notre Dame, de forma a refletir a fusão entre os dois. O preço-alvo da Hapvida foi elevado de R$ 15,2 para R$ 20. O preço-alvo do Grupo Notre Dame foi elevado de R$ 76 para R$ 105.

O banco incorporou dados de 2020 e revisou as estimativas para ambas as empresas devido à segunda onda de Covid, mudanças no cenário macroeconômico e o acordo de fusão. O banco mantém avaliação de outperform (expectativa de valorização acima da média do mercado) para a Hapvida, e elevou a do Grupo Notre Dame de neutra (em linha com a média do mercado) para outperform.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

Quer viver de renda? Estes 3 ativos podem construir uma carteira poderosa. Assista no curso gratuito Dominando a Renda Passiva.

“Não vemos impacto significativo da fusão entre Carrefour e BIG para o nosso negócio”, diz CEO do Assaí

SÃO PAULO — Fruto de uma cisão recente do GPA (PCAR3), o gigante do atacarejo Assaí (ASAI3) está otimista com 2021, apesar da pandemia de coronavírus. A rede já tem 184 lojas espalhadas pelo país e planeja abrir de 25 a 28 outras unidades ainda este ano.

Segundo o CEO da companhia, Belmiro Gomes, é esperada para 2021 uma retomada da demanda vinda de pequenos e médios comércios que se abasteciam através do Assaí e que tinham ficado fechados ou sem reposição em 2020 por causa das restrições de circulação de pessoas, que por sua vez afetaram as vendas.

Leia também: 

“São cerca de 1,8 milhão de pequenos e médios comerciantes que fazem reposição de seus estoques comprando em nossas lojas”, disse o executivo em live do InfoMoney na sexta-feira (26). “Por outro lado, vimos um aumento considerável de pessoas físicas em nossas unidades, já que o atacarejo é conhecido por ter preços mais baixos”, completou.

A entrevista faz parte do projeto Por Dentro dos Resultados, no qual CEOs e outros executivos importantes de empresas da Bolsa comentam os balanços do quarto trimestre de 2020 e o desempenho anual das companhias, e falam também sobre perspectivas. Para não perder as próximas lives, que acontecem até o início de abril, se inscreva no canal do InfoMoney no YouTube.

Por Dentro dos Resultados
Participe do evento e baixe um ebook gratuito para aprender a identificar as melhores empresas da Bolsa:

Apenas no ano passado, em plena pandemia de Covid, o Assaí conseguiu inaugurar 19 novas lojas — e as movimentações da concorrência não assustam a companhia. Nesta semana, o rival Carrefour anunciou a compra da rede BIG por R$ 7,5 bilhões.

“O que a gente imagina é que algumas lojas devem ser transformadas em Atacadão [braço de atacarejo do Grupo Carrefour], mas lojas que já existem, e em muitas delas já estamos próximos, então não vemos um impacto significativo dessa fusão sobre nosso negócio”, avaliou Gomes.

O CEO destacou que o Assaí está entre as 15 maiores companhias brasileiras por faturamento bruto anual e entre as 10 maiores em números de funcionários: “ficamos tão grandes que já éramos maiores que o GPA, por isso nosso controlador, Casino, resolveu pela cisão”, explicou.

PUBLICIDADE

Ele comentou ainda que, além da expansão de lojas, a rede também deve investir em tecnologia — o que inclui um possível e-commerce para que pequenos e médios comércios possam reabastecer seus toques, descartando uma iniciativa do tipo, por ora, para o consumidor final, pessoa física. “A operação de delivery de alimentos é muito complexa”, disse.

Daniella Sabbag, CFO do Assaí, destacou as iniciativas ESG da marca — entre elas os painéis de energia fotovoltaica nas lojas e os cargos de liderança para mulheres na hierarquia da companhia. A executiva também falou sobre remuneração aos acionistas.

“Temos a política de pagamento de 25% do lucro em dividendos. A medida que a gente vai desalavancando a companhia, e com a nossa forte geração de caixa isso deve acontecer rapidamente, aí teríamos espaço para aumentar. Mas não é uma discussão que está na mesa hoje”, afirmou.

O endividamento da empresa é herança da cisão do GPA. “Quando o GPA adquiriu o grupo Éxito, ele ficou bastante alavancado. Na cisão, metade veio para nós e metade ficou com eles”, explicou Gomes. Os executivos falaram ainda sobre gestão de estoques da marca e como ela foi alterada por causa da demanda na pandemia. Assista à live completa acima.

Por Dentro dos Resultados
Participe do evento e baixe um ebook gratuito para aprender a identificar as melhores empresas da Bolsa:

Pão de Açúcar ou Assaí: qual ação está mais atrativa após a sessão de extremos na segunda-feira?

Pão de açúcar supermercado loja varejo (Divulgação)

SÃO PAULO – Depois da emocionante sessão da última segunda-feira (1) para as ações da Sendas (ASAI3), controladora do atacarejo Assaí, que saltaram 386% (R$ 71,40) em sua estreia após a cisão, e para os papéis do Pão de Açúcar (PCAR3), que tiveram baixa de 66% (R$ 23,33), uma pergunta que muitos investidores passaram a fazer é: o que esperar para as duas ações na B3 a partir de agora?

Vale lembrar que a oscilação da véspera, apesar de assustadora num primeiro momento, já era em grande parte esperada pelo mercado (veja a análise). E, ao contrário do que poderia parecer, quem segurou o investimento em PCAR3 entre sexta-feira e segunda viu uma rentabilidade de cerca de 14%.

Isso porque, com o movimento de cisão ocorrido na última sexta-feira,  todas as ações compradas e detidas de PCAR3 na ocasião tiveram direito de receber ações ASAI3 na mesma proporção. Isso significa que o investidor que detinha, por exemplo, 100 ações PCAR3 na sexta, continuou com essas 100 ações nesta segunda e ganhou 100 ações ASAI3 também. Na sexta, as ações PCAR3 fecharam a R$ 83 por ativo.

Após a sessão de ontem, a primeira com a negociação de ASAI3 e PCAR3 separadamente, os dois papéis somaram R$ 94,73 (ou uma alta de 14,13%). Ou seja, separados, os negócios passaram a valer mais do que combinados. E a perspectiva ainda é de alta, especialmente para a rede de atacarejo. Vale destacar que, na reta final da sessão desta sexta, por volta das 17h20 (horário de Brasília), enquanto PCAR3 caía cerca de 3%, ASAI3 registrava o movimento oposto, com alta de cerca de 3%.

Analistas da XP Investimentos, Danniela Eiger, Thiago Suedt e Marco Nardini explicaram que a forte queda de GPA foi justificada, uma vez que o valor relacionado ao Assaí estava concentrado no grupo.

Para Luis Sales, da Guide Investimentos, a divisão foi um movimento positivo: “A separação da companhia em seu braço de varejo e de atacado ocorre com o objetivo de permitir que as empresas passem a operar de forma autônoma e com equipes de gestão individuais, o que promove maior desenvolvimento e crescimento de cada uma delas. (…) E facilita a mensuração de valor de mercado de cada um dos negócios.”

Após a cisão, a XP Investimentos iniciou a cobertura para ASAI3 com recomendação de compra e preço alvo de R$ 120 por ação para o fim de 2021, ou um potencial de alta de 68% em relação ao fechamento da véspera (veja o relatório clicando aqui). Além disso, destacou a companhia como preferência no setor por conta de um valuation muito atrativo. Ou seja, a ação, na avaliação da equipe de análise, está muito barata para ser ignorada, sendo negociada a um múltiplo de 15 vezes o preço sobre o lucro esperado (P/L) esperado para 2021, um desconto de 35% na comparação com os seus pares internacionais, enquanto vê muito potencial de crescimento a ser entregue.

Os analistas Danniela Eiger, Thiago Suedt e Marco Nardini, veem cinco principais destaques da tese de investimento para a companhia, com 184 lojas espalhadas em 23 Estados diferentes e contando com 10 centros de distribuição. Os motivos estão listados a seguir:

i) Perspectiva de crescimento sólida, puxado por planos de expansão (expectativa de 100 novas lojas até 2025) e expansão de margem Ebitda (Ebitda sobre receita líquida) decorrente de alavancagem operacional e desalavancagem;

PUBLICIDADE

ii) Forte geração de caixa, com uma conversão média de Ebitda em caixa em torno de 30% nos próximos 5 anos;

iii) Estratégia de expansão assertiva, com uma estrutura de líderes regionais que permite a companhia competir regionalmente enquanto também entregando a maior produtividade de loja (receita bruta por metros quadrados) entre as empresas listadas;

iv) Vasta experiência da diretoria, com mais de 20 anos de experiência no varejo alimentar; e

v) Riscos positivos da frente de serviços financeiros, digitalização e potencial entrada no atacado de distribuição.

Já entre os riscos, os analistas destacam os listados a seguir:

i) Redução do auxílio emergencial, que pode pressionar os resultados de curto prazo, uma vez que os clientes do Assaí são em sua grande maioria de classes mais baixas (75% sendo das classes C/D/E). “Entretanto, alimentos não é uma categoria que pode simplesmente ser eliminada e, portanto, acreditamos que o impacto mais provável será em uma piora no mix de produtos e/ou uma mudança de canal para o Atacarejo, o que inclusive favoreceria o Assaí”, avaliam.

ii) Aumento das restrições de Covid-19 impactando negativamente a recuperação de bares, restaurantes e transformadores o que, por sua vez, impacta a demanda de B2B (ou venda para as empresas). Na avaliação dos analistas, isso pode ser compensado por uma demanda ainda resiliente de pessoa física, enquanto esse impacto deve ser temporário e a retomada deve vir com a vacinação mais acelerada e/ou queda dos casos de Covid-19.

iii) Competição, uma vez que que as empresas podem enfrentar concorrência em cidades/estados específicos. Contudo, os analistas veem esse risco mitigado pela estrutura de líderes regionais do Assaí combinado com um histórico sólido de execução.

PUBLICIDADE

As perspectivas da XP para o Pão de Açúcar também são positivas, com os analistas mantendo recomendação de compra e ajustando o preço-alvo após a cisão de R$ 103 por ação para R$ 28 para o fim de 2021 – ou seja, com um potencial de alta de 20% em relação ao fechamento da véspera, menor na comparação com o Assaí.

Assim como para o Assaí, os analistas da XP destacaram cinco principais pontos que sustentam a visão positiva no papel:

i) Manutenção de margem Ebitda em níveis sólidos sustentada por melhorias operacionais, como projeção de expansão de 0,4 ponto percentual na margem EBITDA até 2025 explicada pelas conversões das lojas, implementação de novos conceitos em mais lojas e alavancagem operacional.

ii) Digitalização como um ponto positivo: “vemos a estratégia de e-commerce do GPA como positiva, pois o principal foco deles permanece no varejo alimentar no curto prazo, que é uma das categorias que, na nossa visão, entendemos que demanda um marketplace de nicho, enquanto a companhia está aberta para parcerias com outros marketplaces (como o Mercado Livre) para alavancar o seu”. Além disso, eles acreditam que o GPA conta com vantagens competitivas como forte posicionamento de marca, capilaridade das lojas, capacidade de última milha, alta frequência de compra (3 vezes a 4 vezes por mês) e base de clientes sólida.

iii) Pouca atenção dada para o Grupo Éxito, apesar de que têm marcas muito reconhecidas na Colômbia e Uruguai, contam com uma penetração de marcas próprias de 17% (alimentar) e 34% (não-alimentar) e plataforma multicanal sólida;

iv) Riscos positivos interessantes, como o aumento de produtividade de loja impulsionado pelo programa de fidelidade; as iniciativas na frente financeira e monetização de créditos fiscais totalizando R$1,0 bilhão (em 5 anos) relacionado à exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins.

v) Potencial de valorização, uma vez que a companhia possui algumas reservas de valor que podem ser destravadas ao longo do tempo, como a participação na Cnova (listada na Euronext), com valor de mercado atual de R$ 5,4 bilhões. “A companhia já vocalizou seu interesse em desinvestir nesse ativo, porém vemos um entrave de liquidez para que isso seja concretizado. Além disso, a companhia tem enfrentado um cenário competitivo mais duro, liderado pela Amazon, o que tem prejudicado seu perspectiva de crescimento”, apontam os analistas.

Vale destacar que, na véspera, o Itaú BBA havia divulgado relatório em que traçava as suas estimativas para as ações de ambas as companhias, também com recomendação equivalente à compra (no caso, outperform, ou desempenho acima da média) para as ações delas. Contudo, o preço-alvo para ASAI3 é de R$ 75, uma alta modesta de 5% frente o fechamento da véspera, enquanto para PCAR3 é de R$ 39, uma valorização mais expressiva em relação ao fechamento de ontem, da ordem de 67%.

PUBLICIDADE

“Estamos iniciando a cobertura do ASAI3 com uma visão construtiva com base na excelente qualidade financeira da empresa
histórico e seu plano de abrir pelo menos 78 novas lojas entre 2021 a 2023. Os principais riscos para a nossa tese de investimento são um ambiente competitivo mais difícil e incerteza do cenário macroeconômico”, apontaram os analistas do BBA.

Já sobre PCAR3, o banco acredita que o valor do braço de varejo no Brasil e as operações da Éxito e da CNova serão melhores refletidos nas ações após a cisão do Assaí. A virada no multivarejo e a transformação digital devem ser a principal via de crescimento nos próximos trimestres, apontam, mas vendo o risco de execução e a incerteza macro como os principais riscos do case.

Os analistas do Bank of America, por sua vez, destacaram em relatório datado do último dia 26 de fevereiro (ou seja, na sexta-feira antes da cisão) que permaneceram com o GPA carregam alguns problemas, como o risco de governança e contingências atualmente estimadas em R$ 12,5 bilhões.

Desafios no radar

Em entrevista ao Broadcast, Julia Monteiro, analista da MyCap, destacou que o Assaí (assim como o Atacadão, parte do grupo Carrefour) é visto pelo pelo mercado como a “joia da coroa” da varejista, o que confere um maior potencial de alta para as ações. Na visão da MyCap, para o fim de 2021, a ação do Assaí pode valer entre R$ 104 e R$ 105 (potencial de valorização entre 45,7% e 47%), enquanto a previsão para o GPA (que ficou com bandeiras como Extra e Pão de Açúcar) é de R$ 30 por papel (alta de 28,6%).

Apesar da ação da companhia de atacarejo ser, no princípio, mais atrativa aos olhos dos investidores, o mercado também está de olho em um desafio: o avanço da companhia nos meios digitais, que deve ser observado com atenção por Belmiro Gomes, que preside o Assaí.

Na semana passada, em sua primeira teleconferência com investidores separada do Grupo Pão de Açúcar, o executivo foi questionado da presença praticamente inexistente da companhia no mundo online. Ele afirmou que a empresa deve trazer novidades nesse sentido ainda neste ano. Belmiro Gomes disse ainda ao Broadcast que trabalha para “ter alguma coisa no segundo semestre, no terceiro ou no quarto trimestre”.

Enquanto isso, com relação à ação do Pão de Açúcar, o Morgan Stanley revisou as suas projeções de preço-alvo para a ação, com target de R$ 28 (potencial de alta de 20%), mas com recomendação equal-weight (expectativa de valorização dentro da média do mercado).

Para as operações de multivarejo e Éxito, o banco diz ver um cenário negativo em 2021. Os analistas da instituição afirmam, contudo, que, se a operação de multivarejo entregar bons indicadores de vendas em mesmas lojas em 2021, isso impulsionaria sua convicção de que uma mudança no comportamento do consumidor mais estrutural, e que haveria tendência de alta dos preços das ações.

Saiba mais sobre a estreia de Assaí na B3 na última segunda-feira assistindo ao vídeo abaixo: 

(Com Estadão Conteúdo)

Como um trader ganha dinheiro, controla perdas, equilibra o emocional e multiplica capital? Assista na Imersão Trader Estratégico, treinamento gratuito do analista Charlles Nader.

Ação do Assaí (ASAI3) estreia na B3 em alta de 400% após cisão, enquanto Pão de Açúcar (PCAR3) cai mais de 70%: por que movimentos tão bruscos?

As ações da Sendas (ASAI3), subsidiária que controla o Assaí, – estreiam na B3 na sessão desta segunda-feira (1) depois da cisão com o Pão de Açúcar (PCAR3 ) na última sexta-feira (26). Após uma hora de leilão, por volta das 11h (horário de Brasília), os papéis de ASAI3 e de PCAR3 abriram com movimentos bastante distintos.

Às 12h38 (horário de Brasília), os ativos ASAI3 subiam 379,81%, a R$ 70,53, enquanto os papéis PCAR3 tinham baixa de 72,55%, a R$ 20,50. Na máxima do dia, os papéis ASAI3 chegaram a saltar 406,54%, a R$ 74,41, enquanto PCAR3 chegou a cair 73,31% na mínima, a R$ 17,41.

A cisão aconteceu na última sexta-feira: todas as ações compradas e detidas de PCAR3 na ocasião tiveram direito de receber ações ASAI3 na mesma proporção.

O preço inicial do leilão, que teve início às 9h45 desta segunda, foi definido com base no capital social de cada companhia. O preço de ASAI3 foi definido a R$ 14,69, correspondentes a 17,7% que a empresa possuía no capital do GPA, e o de PCAR3 em R$ 68,30, equivalente a 82,3% do capital social do grupo. Na sexta, os ativos PCAR3 fecharam a R$ 83.

De acordo com a XP Investimentos, o movimento brusco das duas ações já era amplamente esperado (veja mais clicando aqui)  apontando ser preciso ter cuidado ao olhar o comportamento dos preços das duas ações nesta segunda-feira.

“Para entender o real resultado do seu investimento em PCAR3, deve-se somar os preços das duas ações (PCAR3 e ASAI3) e comparar com o preço de fechamento da ação PCAR3 na última sexta-feira [de R$ 83]”, avaliam os analistas.

Em primeiro lugar, o preço de PCAR3 tem uma forte queda uma vez que antes refletia a soma de duas companhias, enquanto nesta segunda-feira passa a refletir de apenas uma: “PCAR3 cair não significa que a ação é ruim: é apenas um movimento natural para refletir a saída das operações de Assaí”, apontam. Assim, a melhor forma de interpretar o novo preço de PCAR3 será olhar para o seu múltiplo negociado de preço sobre lucro esperado para 2021 e perspectivas do negócio.

A XP aponta que segue otimista com a perspectiva das duas operações e, portanto, reitera recomendação de compra para os dois ativos com um preço alvo de R$ 103,0 por ação, comparável à soma dos preços de ASAI3 e PCAR3 na segunda-feira: no final da manhã, os papéis, juntos, estavam cotados em cerca de R$ 91, ainda configurando um potencial de valorização de cerca de 13%.

PUBLICIDADE

Na sexta-feira, a equipe de analistas apontou que o preço da ação seria definido com base no valor atribuído pelos investidores a cada companhia. E, ao assumir que a ação ASAI3 irá negociar em linha com o múltiplo atual do Grupo Mateus (GMAT3), estimava-se um preço em torno de R$ 71,90 por ação, o que é o preço de uma realidade puramente contábil (capital social da companhia) para uma realidade de valor de mercado. Já para PCAR3, o preço da ação esperado seria em torno de R$ 11,10, de acordo com estimativas estabelecidas pela equipe de análise na ocasião.

Leia mais:
Acionistas do Pão de Açúcar receberam papéis do atacarejo Assaí nesta sexta-feira: é um bom negócio?

Nesta segunda-feira, o Itaú BBA também revisou as suas estimativas para PCAR3 em meio à cisão, com um novo preço-alvo de R$ 39 para o papel (ante R$ 95 antes da cisão) e com um preço justo de R$ 75 para os ativos ASAI3.

“Portanto, as duas companhias juntas têm um preço justo para o ano de 2021 de R$ 114 por ação, e estamos mantendo nosso rating de outperform para as ações”, avaliam os analistas do BBA.

Quem é o Assaí e o que esperar de PCAR3

Os analistas da XP Investimentos destacam que o Assaí é atualmente a maior marca operada pelo Casino no mundo, destacando ainda a força do atacarejo (faz o papel de loja e de atacadista), que é o principal canal utilizado pelas famílias brasileiras (62% das cidades brasileiras). A sua participação de mercado é de 29% atualmente, com expansão de 9 pontos percentuais nos últimos 5 anos, possui 184 lojas em 23 estados brasileiros (não estão presentes somente no Espírito Santo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Acre) e com 10 centros de distribuição localizados nas regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste.

Além disso, avaliam, a estrutura dos líderes regionais independentes permite que a companhia adapte o sortimento, modelo de negócios e comunicação para atender às necessidades locais. O Passaí (marca própria de cartão) foi lançado há 2 anos e já representa 5% do faturamento bruto – o que os analistas veem como positivo em termos de produtividade das lojas (ticket médio 40% acima da média) e receita financeira.

A companhia ainda está revisitando sua estratégia digital e deve lançar uma iniciativa voltada para clientes B2B, além de estudar uma eventual expansão da sua atuação para o atacado de distribuição. Mas o foco está primeiro em alcance de capilaridade, para que a diluição das despesas compense o impacto nas margens brutas.

Já com relação ao Pão de Açúcar, os analistas da XP destacam que é um velho conhecido, mas com iniciativas positivas em andamento.

PUBLICIDADE

Eles ressaltam que o GPA é uma companhia focada no varejo alimentar na América Latina, com 1,5 mil lojas no Brasil (55% do Ebitda), Colômbia (35% do Ebitda), Uruguai (9% do Ebitda) e Argentina (1% do Ebitda), sendo o oitavo maior varejista brasileiro, com vendas brutas totais de R$ 31,1 bilhões em 2020 (R$ 55,7 bilhões considerando as operações fora do Brasil).

“Nós destacamos que as preocupações dos investidores se concentram mais nessa companhia e, portanto, pode haver alguma volatilidade na performance do papel depois da cisão. No entanto, diversas iniciativas foram implementadas para otimizar as operações, enquanto vemos o e-commerce como um risco positivo”, apontam.

Para eles, há quatro principais destaques da tese de investimento. Em primeiro lugar, está a expansão de margem Ebitda sustentada por melhorias operacionais, como o ajuste na proposta de valor dos hipermercados, conversões de lojas do GPA e introdução de novos conceitos no Grupo Éxito (Éxito WoW e Carulla) e GPA Brasil (conceito G7, ou sétima geração, no Pão de Açúcar, promovendo nas experiências para os clientes).

A digitalização é vista como um ponto positivo, pois o principal foco permanece no varejo alimentar no curto prazo, que é uma das categorias que, na visão dos analistas, demanda um marketplace de nicho, enquanto a companhia está aberta para parcerias com outros marketplaces para alavancar o seu. “Além disso, nós acreditamos que o GPA conta com vantagens competitivas como forte posicionamento de marca, capilaridade das lojas, capacidade de última milha, alta frequência de compra (3 a 4 vezes por mês) e base de clientes sólida, para nomear alguns”, apontam.

Apesar da pouca atenção dada para o Grupo Éxito, os analistas apontam que eles têm marcas muito reconhecidas na Colômbia e Uruguai, contam com uma penetração de marcas próprias de 17% (alimentar) e 34% (não-alimentar) e plataforma multicanal sólida.

Além disso, há riscos positivos interessantes, como o aumento de produtividade de loja impulsionado pelo programa de fidelidade; as iniciativas na frente financeira e monetização de créditos fiscais, totalizando R$1,2 bilhão (em 5 anos) relacionado à exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins.

Como um trader ganha dinheiro, controla perdas, equilibra o emocional e multiplica capital? Assista na Imersão Trader Estratégico, treinamento gratuito do analista Charlles Nader.

Acionistas do Pão de Açúcar receberão papéis do atacarejo Assaí nesta sexta-feira: é um bom negócio?

SÃO PAULO – Nessa sexta-feira (26), depois do fechamento do mercado, os acionistas do Pão de Açúcar (PCAR3) vão receber ações do Assaí (ASAI3) – ou Sendas – na mesma proporção da sua participação no GPA com a cisão das companhias. Assim, a partir da próxima segunda-feira (1), as ações ASAI3 vão passar a ser negociadas na B3. Todas ações compradas e detidas de PCAR3 até esta sexta-feira terão direito de receber ações ASAI3 na mesma proporção.

Ou seja, conforme destacam Danniela Eiger, Marco Nardini e Thiago Suedt, analistas da XP, em relatório chamado “Compre um, leve dois; mas a oferta é limitada para essa semana”, quem tiver uma ação da PCAR3 nesta sexta amanhecerão na segunda com duas ações, uma PCAR3 e outra ASAI3.

E essa pode ser uma grande oportunidade, ainda mais em um ambiente em que cada vez mais analistas veem a ação PCAR3 como barata e com bom potencial de alta, principalmente com os bons resultados reportados do quarto trimestre nesta semana e com o gatilho de curto prazo a partir da cisão do Assaí.

Os analistas apontam que o Assaí é atualmente a maior marca operada pelo Casino no mundo, destacando ainda a força do atacarejo (faz o papel de loja e de atacadista), que é o principal canal utilizado pelas famílias brasileiras (62% das cidades brasileiras). A sua participação de mercado é de 29% atualmente, com expansão de 9 pontos percentuais nos últimos 5 anos, possui 184 lojas em 23 estados brasileiros (não estão presentes somente no Espírito Santo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Acre) e com 10 centros de distribuição localizados nas regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste.

Além disso, avaliam, a estrutura dos líderes regionais independentes permite que a companhia adapte o sortimento, modelo de negócios e comunicação para atender às necessidades locais. O Passaí (marca própria de cartão) foi lançado há 2 anos e já representa 5% do faturamento bruto – o que os analistas veem como positivo em termos de produtividade das lojas (ticket médio 40% acima da média) e receita financeira.

A companhia ainda está revisitando sua estratégia digital e deve lançar uma iniciativa voltada para clientes B2B, além de estudar uma eventual expansão da sua atuação para o atacado de distribuição. Mas o foco está primeiro em alcance de capilaridade, para que a diluição das despesas compense o impacto nas margens brutas.

Pão de Açúcar: velho conhecido, mas com potencial 

Com relação ao Pão de Açúcar, os analistas destacam que é um velho conhecido, mas com iniciativas positivas em andamento.

Danniela, Nardini e Suedt ressaltam que o GPA é uma companhia focada no varejo alimentar na América Latina, com 1,5 mil lojas no Brasil (55% do Ebitda), Colômbia (35% do Ebitda), Uruguai (9% do Ebitda) e Argentina (1% do Ebitda), sendo o oitavo maior varejista brasileiro, com vendas brutas totais de R$ 31,1 bilhões em 2020 (R$ 55,7 bilhões considerando as operações fora do Brasil).

PUBLICIDADE

“Nós destacamos que as preocupações dos investidores se concentram mais nessa companhia e, portanto, pode haver alguma volatilidade na performance do papel depois da cisão. No entanto, diversas iniciativas foram implementadas para otimizar as operações, enquanto vemos o e-commerce como um risco positivo”, apontam.

Para eles, há quatro principais destaques da tese de investimento. Em primeiro lugar, está a expansão de margem Ebitda sustentada por melhorias operacionais, como o ajuste na proposta de valor dos hipermercados, conversões de lojas do GPA e introdução de novos conceitos no Grupo Éxito (Éxito WoW e Carulla) e GPA Brasil (conceito G7, ou sétima geração, no Pão de Açúcar, promovendo nas experiências para os clientes).

A digitalização é vista como um ponto positivo, pois o principal foco permanece no varejo alimentar no curto prazo, que é uma das categorias que, na visão dos analistas, demanda um marketplace de nicho, enquanto a companhia está aberta para parcerias com outros marketplaces para alavancar o seu. “Além disso, nós acreditamos que o GPA conta com vantagens competitivas como forte posicionamento de marca, capilaridade das lojas, capacidade de última milha, alta frequência de compra (3 a 4 vezes por mês) e base de clientes sólida, para nomear alguns”, apontam.

Apesar da pouca atenção dada para o Grupo Éxito, os analistas apontam que eles têm marcas muito reconhecidas na Colômbia e Uruguai, contam com uma penetração de marcas próprias de 17% (alimentar) e 34% (não-alimentar) e plataforma multicanal sólida.

Além disso, há riscos positivos interessantes, como o aumento de produtividade de loja impulsionado pelo programa de fidelidade; as iniciativas na frente financeira e monetização de créditos fiscais, totalizando R$1,2 bilhão (em 5 anos) relacionado à exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins.

Ao fazer uma análise de sensibilidade para entender o potencial de alta dos ativos, os analistas assumiram que o Assaí vai negociar em linha com o múltiplo atual do varejista Grupo Mateus (GMAT3) depois da cisão, em 19,2 vezes a relação preço sobre lucro (P/L) esperado para 2021.

Já os preços atuais da PCAR3 hoje refletem um múltiplo de 7 vezes o preço sobre lucro esperado para 2021, muito mais baixo quando comparado a uma média ponderada dos pares da América Latina de 22,3 vezes o P/L esperado para o ano. Em meio a esse cenário, os analistas mantêm recomendação de compra para as ações PCAR3, com preço-alvo de R$ 103 por ação.

Vale ressaltar que, logo após a divulgação do resultado do quarto trimestre de 2020, na última terça-feira, o Credit Suisse divulgou análise sobre o Pão de Açúcar apontando que a ação tem aparecido em conversas com investidores como uma das maiores assimetrias da Bolsa.

PUBLICIDADE

Na ocasião, os analistas destacaram ver justamente um gatilho de curto prazo com a listagem do Assaí na Bolsa que, por si só, pode valer praticamente todo o valor de mercado atual do Pão de Açúcar, atualmente em R$ 22,75 bilhões (levantamento em conta o fechamento das ações na véspera).

No relatório, Victor Saragiotto e Pedro Pinto também destacaram que o portfolio mais defensivo do Pão de Açúcar, uma vez que ele está inserido no varejo alimentar, é um ponto atrativo, ainda mais levando em conta a incerteza relacionada ao consumo em 2021. Com isso, os analistas do Credit reforçaram a recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) para PCAR3, com preço-alvo de R$ 112 para os ativos.

Na mesma linha, logo após o resultado, a Safra Corretora apontou o Pão de Açúcar como preferido do setor de varejo alimentar, tendo apresentado bons números no quarto trimestre às vésperas de listar o Assaí, evidenciando uma sólida execução. Entre os pontos positivos, a melhoria consistente com a série de iniciativas para reformular a bandeira Pão de Açúcar e aprimorar a proposta de valor do hipermercado Extra.

O Safra aponta que a empresa apresentou uma alavancagem operacional positiva, com uma melhora significativa nas margens, além do crescimento contínuo do varejo online, atingindo vendas totais de R$ 1,1 bilhão em 2020, um aumento de três vezes em relação ao ano anterior. As operações da Éxito também apresentaram melhora gradual nas lojas.

Ao falar sobre a cisão do Assaí os analistas da corretora que estarão prestando muita atenção à avaliação das operações do multivarejo, pois pode haver um descasamento quando PCAR3 começar a ser negociada separadamente a ASAI3, na próxima segunda. Já a XP Investimentos aponta que, geralmente, a reavaliação das ações acontece de forma rápida nesses tipos de eventos e, portanto, veem a cisão como um evento para isso se materializar.

Como um trader ganha dinheiro, controla perdas, equilibra o emocional e multiplica capital? Assista na Imersão Trader Estratégico, treinamento gratuito do analista Charlles Nader.