Taurus se aproxima de joint venture no setor automotivo

SÃO PAULO (Reuters) – A fabricante brasileira de armamentos Taurus (TASA3;TASA4) informou nesta terça-feira que seu conselho de administração aprovou mais prazo para o acerto de uma joint venture com uma companhia brasileira do setor automotivo.

A companhia não informou o nome da empresa com quem discute a parceria, mas afirmou que trata-se de uma “importante empresa brasileira do ramo automotivo, atuante no mercado nacional” e que parceria envolve “fabricação de acessórios de armas leves ao mercado nacional e internacional”.

O conselho de administração da Taurus aprovou mais 10 dias de prazo para a conclusão das negociações, iniciadas mais cedo neste ano, segundo fato relevante.

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“As negociações estão muito adiantadas, faltando apenas detalhes técnicos para finalização do acordo, que acreditamos que acontecerá nos próximos dias”, afirmou a Taurus.

Segundo a companhia, a joint-venture “trará para Taurus um novo posicionamento estratégico global, consolidando a empresa em uma posição de destaque no mercado mundial de armas e alinhada aos movimentos do setor, bem como promoverá a entrada em um novo segmento de negócio, dentro do nosso negócio de armas leves”.

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Salão do automóvel de São Paulo é adiado

Depois de Pequim (China) e Genebra (Suíça) cancelarem a realização dos respectivos salões de automóvel deste ano, agora é o Brasil que decide adiar o evento que ocorreria em São Paulo de 12 a 22 de novembro. No caso brasileiro, o motivo não é a epidemia do coronavírus, mas o alto investimento que as empresas precisam desembolsar em locação e montagem de estandes, além de contratação de pessoal. Segundo fontes do mercado, os custos podem variar de R$ 1 milhão a R$ 20 milhões, dependendo do tamanho da área e da infraestrutura utilizada.

A suspensão do evento que ocorre a cada dois anos desde 1960 será anunciada hoje pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). A nova data está prevista para 2021, mas não se sabe ainda quando pois há um calendário oficial de salões coordenado pela entidade internacional do setor, a Oica.

Nos bastidores, há quem diga que a alta do dólar também tem sua parcela de culpa. Desde o início do ano, 15 marcas, entre as quais General Motors, Toyota e Hyundai já haviam anunciado que não participariam. A Volkswagen dizia que só estaria presente se houvesse mudanças no formato da feira, com estandes menores, mais tecnologia e possibilidade de vendas de produtos, como ocorre com a Fenatran, a feira de caminhões.

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Limite de gasto. “O custo do evento sempre foi alto, mas quando a situação das empresas estava boa, ninguém reclamava”, diz o executivo de uma grande montadora. “Agora, como estão no prejuízo e ainda tem esse câmbio desastroso, chegou-se ao ponto de ter de cancelar o salão.”

Ainda não há definições sobre data, local e tamanho do evento para 2021, mas certamente será menor. Há, inclusive, uma proposta de limite de gastos para cada estande, para evitar distorções. “Como há muita concorrência, se uma marca faz algo grandioso a outra não quer ficar atrás”, diz o executivo.

Também há reivindicação de que o custo da locação cobrado pela Reed Exhibitions, promotora do evento, seja reduzido em 50%. Há ainda quem defenda a mudança do local, hoje no São Paulo Expo, que é espaçoso mas de difícil acesso.

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Produção de veículos tem alta de 2,3% em 2019, diz Anfavea

A produção de veículos cresceu 2,3% em 2019, informou nesta terça-feira, 7, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Foram 2,94 milhões de unidades fabricadas, em soma que considera os segmentos de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. É o maior volume anual desde 2014, primeiro ano antes da crise econômica, quando as montadoras produziram 3,15 milhões de veículos.

É o terceiro ano seguido de crescimento. O avanço, desde 2018, tem sido impulsionado apenas pelo aumento da demanda no mercado interno. As vendas para o consumidor brasileiro cresceram 8,6% em 2019, para 2,79 milhões de unidades.

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A maior parte da expansão do mercado foi puxada pelo cliente pessoa jurídica, como locadoras, produtores rurais e frotistas em geral, que compram diretamente das montadoras, sem passar pelas concessionárias e, com isso, conseguem descontos mais vantajosos.

O avanço da produção só não foi maior por causa da queda das vendas para outros países, que ocorreu pelo segundo ano seguido. Com a crise da Argentina, principal destinos das exportações brasileiras de veículos, o volume vendido ao exterior caiu 31,9% em 2019, para 428,2 mil unidades, o menor nível desde 2015, quando as exportações somaram 416,9 mil unidades.

Mesmo com o crescimento no volume produzido em 2019, as montadoras mais demitiram do que contrataram no ano passado. Foram 4.013 vagas de emprego fechadas, a maior parte em razão do fim da operação da fábrica da Ford em São Bernardo do Campo. Só em dezembro, foram eliminados 842 postos de trabalho. O setor fechou o ano com 125.596 funcionários espalhados pelo Brasil.

Dezembro

No último mês do ano, as fábricas produziram 170,5 mil unidades, queda de 3,9% em relação a igual mês de 2018 e de 25% na comparação com novembro.

No mercado interno, foram comercializadas 262,6 mil unidades, aumento de 12% ante igual mês do ano anterior e de 8,4% sobre o resultado de novembro. Na exportação, foram 29 mil vendas, baixa de 8,5% na comparação com dezembro de 2018 e de 8,6% em relação a novembro.

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