AZ Quest anuncia compra da MZK Investimentos e reforça equipe macro

(CONDADO DA FARIA LIMA) – A AZ Quest acaba de anunciar a compra da MZK Investimentos, gestora criada por Marco Antonio Mecchi. Os valores não foram revelados, mas a aquisição busca unir o melhor das duas casas: a senioridade da equipe de gestores da MZK com o tamanho e alcance que a multigestora AZ Quest tem com diversos investidores. Com o deal, Mecchi passará a ser o head da área macro na nova casa.

A MZK foi fundada em abril de 2018 por Marco Antonio Mecchi, trader com quase 30 anos de experiência no mercado e que foi chefe da mesa de trading do HSBC/Bradesco de 2005 a 2017 (em 2015, o HSBC foi vendido ao Bradesco mas ele continuou no cargo). Saiu em 2017  junto com outros três traders (Danilo Macari, André Kitahara e Gustavo Menezes) para fundar a MZK. O único fundo da casa, o MZK Dinâmico acumula desde sua estreia (7/mai/18) rentabilidade de 17,4%, ou 126% do CDI.

A compra busca unir o melhor das duas casas: a MZK tem a chancela de uma equipe sênior e que trabalha junto há muito tempo, mas atualmente a gestora possuía R$ 700 milhões sob gestão, quantia “modesta” diante do calibre do time. Já a AZ Quest, com R$ 17,3 bilhões em ativos sob gestão, tem acesso a uma rede muito maior de investidores, mas o segmento multimercado responde por apenas R$ 2 bilhões deste montante.

Stock Pickers apurou que a vinda do Mecchi já era um “desejo antigo” da AZ Quest e que, com a união dos dois times, a gestora vai querer competir de igual pra igual com outras grandes casas multimercados, como SPX, Kapitalo, Legacy, entre outras. Ao todo, o time macro será composto por 16 pessoas (sendo 9 da MZK e 7 da AZ Quest).

A compra da MZK já faz parte do pacote de novidades que a AZ Quest trouxe desde semana passada, quando anunciou um novo acordo com seu controlador, o italiano Grupo Azimut, que ampliou sua fatia de participação na gestora para 80% e entregou um “grande pacote de incentivos” para a gestora brasileira reforçar seu time.

No time de ações, a AZ Quest trouxe 5 reforços: João Mamede (ex-Itaú BBA), Fernanda Cunha (ex-head de research do Citi), Hugo Pires e Daniel Namur. Eles responderão para Wellian Wang e Eduardo Carlier, que já estavam na AZ Quest. Outro reforço recente é a chegada de Marcelo Marin, que veio para tocar a estratégia Long & Short da gestora.

Contudo, alguns nomes deixaram a gestora. Um deles é Alexandre Silverio, que ocupava o cargo de CIO e estava na empresa desde 2011. “Nessa nova etapa, as equipes de gestão (renda variável, macro, crédito e arbitragem) terão líderes específicos, todos respondendo diretamente ao CEO da empresa”, disse a AZ Quest em comunicado na época.

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Diversificação e advisory são essenciais para bater a renda fixa no longo prazo, diz CEO da AZ Quest

SÃO PAULO – Com a taxa Selic em torno de 2% ao ano, a renda fixa se torna cada vez menos atrativa para o investidor, mas antes de se aventurar em ativos mais arriscados, é preciso conhecer bem o seu perfil de risco e contar com um advisory (consultoria) competente.

Essas foram as lições trazidas pelo CEO da AZ Quest, Walter Maciel Neto, no painel “Planeje seu futuro: carteira de fundos de previdência e a nova realidade de juros baixos”, da Expert 2020.

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De acordo com Maciel, para focar no longo prazo é essencial ter um advisory que conheça o cliente. “O Mark Zuckerberg [CEO do Facebook] tem 35 anos e US$ 15 bilhões de patrimônio. Ele consegue ter uma carteira só com [ações da] Bolsa. Uma pessoa de 70 anos e com R$ 100 mil na conta não pode fazer isso”, explica.

Para o gestor da AZ, hoje, mais do que nunca, o cidadão médio precisa montar uma carteira de investimentos diversificada e adequada ao seu perfil de risco, uma vez que a renda fixa com rendimento de mais de 10% ao ano não é mais uma realidade.

Maciel analisa que pelos rumos globais e tendências da política econômica brasileira é possível prever que os juros baixos vão continuar por muito tempo ainda. “Já evitamos o caminho perigoso de gerarmos maiores rombos fiscais aproveitando-se da pandemia. Se os jornais estiverem certos e as discussões sobre reforma tributária e redução do tamanho do Estado continuam, então estamos na rota correta e isso se reflete na Selic.”

Ele recomenda, neste cenário, que o investidor aloque parte do seu capital em fundos multimercados macro, como parte de um portfolio focado em ganhos no longo prazo e que combine estratégias de mais risco com investimentos focados apenas na proteção do patrimônio.

Maciel lembrou com uma anedota o quão importante é que o investidor não tente acertar os altos e baixos do mercado, mas busque uma rentabilidade sustentada ao longo de muitos anos.

“A Fidelity fez um estudo nos EUA e chegou à conclusão de que as carteiras que mais deram certo foram aquelas em que o investidor faleceu e os ativos foram para espólio. Isso mostra como a mentalidade de longo prazo funciona.”

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Na opinião do gestor, é importante buscar ajuda em por meio de equipes profissionais que compartilhem da sua visão.

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