G2Day explica como aplicar em empresas globais com alto potencial de crescimento

A G2D realizará na próxima sexta-feira (20), das 10h às 12h, o G2Day – Como investir em Venture Capital global a partir do Brasil. Esta é uma das estratégias de investimento que mais deu retorno nas últimas décadas, porém era acessível a menos de 1% dos investidores. O evento será online e com inscrições gratuitas, mas vagas limitadas.

“Esse tipo de investimento permite ao investidor pessoa física estar no mesmo jogo dos grandes milionários. Não tem nada parecido. É algo realmente revolucionário”, explica Fersen Lambranho, presidente do conselho administrativo da GP Investments, uma gestora de fundos de investimentos, principalmente de private equity.

Com o objetivo de explicar ao investidor como funciona a operação, o evento contará com a participação de Antônio Bonchristiano, Carlos Pessoa, Danilo Gamboa, Eduardo Coutinho, Fersen Lambranho, João Junqueira e Rodrigo Boscolo. Eles irão contar no detalhe o case da G2D desde o IPO.  Ainda haverá participações especiais do time da The Craftory, Mercado Bitcoin, CERC e Blu.

A G2D realizou um IPO na B3, em maio deste ano, permitindo que qualquer investidor, independente do tamanho de bolso, possa investir em empresas de alto crescimento em nível global, mas que ainda não chegaram à Bolsa.

Trata-se de uma companhia global de investimentos em empresas de tecnologia do Brasil, Estados Unidos e Europa, em estágio Pré-IPO, e já conta com 40 empresas de altíssimo crescimento no portfólio, incluindo oito unicórnios (empresas com valor de mercado de US$ 1 bilhão ou mais).

“Dos ativos que foram apresentados para o IPO, em alguns deles já tivemos valorização de mais de 100%”, destaca Fersen, lembrando que algumas dessas empresas receberam aportes milionários de gigantes que já enxergam seus respectivos potencial de crescimento.

Para saber mais, faça sua inscrição gratuita para o evento clicando aqui.

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Lucro de empresas listadas na B3 dispara 1.615% no 2º trimestre

moeda de R$ 1 notas de R$ 50 e R$ 100 real dinheiro (Shutterstock)

O avanço da vacinação e a reabertura gradual de economias pelo mundo abriram espaço para uma forte alta nos lucros das empresas brasileiras listadas na Bolsa. As companhias não financeiras da B3 tiveram crescimento de 1.026% no lucro, na comparação com igual período de 2020, para R$ 74 bilhões, em conta que exclui as gigantes Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3; PETR4).

Quando a petroleira e a mineradora são incluídas, o avanço salta para 1.615%, chegando a R$ 157 bilhões, ante R$ 9 bilhões do ano passado. As informações fazem parte de um levantamento feito pela Economatica, obtido com exclusividade pelo Estadão/Broadcast.

“Até 2019, estava começando uma recuperação bem relevante (das empresas brasileiras), destruída em 2020 pela pandemia”, diz Einar Rivero, gerente de relacionamento institucional da Economatica, que destaca também o avanço das empresas não financeiras em relação aos bancos. “As empresas estão voltando a andar, os resultados são muito alentadores e a expectativa para o ano, também.”

Embora também tenham recuperado parte do impacto da pandemia, os bancos viram seus lucros registrarem um avanço mais tímido no segundo trimestre. As 21 empresas do setor somaram ganhos de R$ 26 bilhões, alta de 89% em relação a igual período do ano passado.

Além de Vale e Petrobras, é possível notar o efeito positivo do preço das commodities e do dólar alto nos resultados. Setores como siderurgia, química e papel e celulose viram os lucros dispararem no período.

De 24 setores analisados, apenas o de educação, com quatro empresas, registrou prejuízo no segundo trimestre, ainda que menor do que em 2020.

Cautela

Para Claudia Yoshinaga, coordenadora do Centro de Estudos em Finanças da FGV/ Eaesp, os resultados do trimestre são uma fotografia do passado e ainda estão bastante contaminados por efeitos como commodities e dólar. Embora reconheça os impactos potenciais positivos para a economia, ela afirma que é preciso ter cautela porque há efeitos não duradouros e ainda muita desigualdade no desempenho entre setores. “Começam a aparecer sinais positivos e está diminuindo a desgraça que foi a pandemia, mas não dá para dizer que é recuperação de todo mundo.”

Ela lembra que o resultado das companhias listadas é diferente da realidade das empresas pequenas – muitas das quais não conseguiram sobreviver à crise. Além disso, há riscos ainda presentes nos próximos meses, como o ritmo de vacinação e as novas variantes da covid-19. Analistas também têm destacado com mais preocupação temas como a saúde fiscal do País e a crise política.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Ação da Via VIIA3 “estreia” em queda; Vale, Petrobras e siderúrgicas caem com dados da China; Enjoei e Méliuz despencam após balanços

SÃO PAULO  – O dia é negativo para a maior parte das ações do Ibovespa nesta segunda-feira (16), repercutindo os dados fracos da economia da China, além dos resultados.

O crescimento da produção industrial e das vendas no varejo da China desacelerou com força e ficou abaixo das expectativas em julho, uma vez que novos surtos de Covid-19 e enchentes prejudicaram as operações das empresas, ampliando os sinais de que a recuperação econômica está perdendo força. Veja mais clicando aqui. 

Vale (VALE3) tem baixa de 2% de suas ações, Gerdau (GGBR4) tem perdas de cerca de 2,5%, enquanto CSN (CSNA3) tem baixa de mais de 3% e Usiminas (USIM5) registra desvalorização de mais de 4%, com essas duas últimas também na esteira do rebaixamento da recomendação pelo Itaú BBA.

As ações de Petrobras (PETR3;PETR4) e PetroRio (PRIO3) também caem forte em um dia de queda de 3% do petróleo com os temores sobre a demanda com os dados da China.

A Via (VIIA3), ex-Via Varejo, estreia novo ticker VIIA3 (antes VVAR3) em queda, na sequência da baixa da semana passada pós-resultado, ainda que menos expressiva, de cerca de 2% e também acompanhando a baixa de outras empresas de e-commerce.

No radar de resultados, Vivara (VIVA3) se destaca positivamente com alta de 3%, enquanto Méliuz (CASH3) tem baixa de mais de 10% e Enjoei (ENJU3) tem queda de cerca de 7%, assim como a Ambipar (AMBP3). Ultrapar (UGPA3) abriu em alta após anunciar a venda da Oxiteno para Indorama Ventures por US$ 1,3 bilhão, mas virou para baixo acompanhando o mau humor do mercado.

As ações AALR3 disparam até 18%: o grupo de hospitais Rede D’Or ([ativo=RDOR3) informou que o seu conselho de administração aprovou a realização de uma oferta pública de aquisição (OPA) das ações do Centro de Imagem Diagnósticos Alliar.

Os papéis ([ativo=VVEO3]) tinham valorização de 2% após revelar que acertou a compra da Profarma Specialty, empresa de distribuição e farmácia de especialidades e da Cirúrgica Mafra, por um valor total de cerca de R$ 900 milhões.

Já a Bemobi (BMOB3) recuava 1%. A companhia anunciou também nesta manhã a comprou o grupo chileno Tiaxa por até US$ 48 milhões.

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Confira mais destaques:

A operadora de viagens CVC reportou prejuízo líquido de R$ 175,570 milhões no segundo trimestre deste ano, perda 30,4% menor que a registrada um ano antes, de R$ 252,129 milhões (veja mais clicando aqui).

Em comentários da administração que acompanham o informe de resultados, a empresa atribui o desempenho do período aos efeitos produzidos pela pandemia da covid-19 em suas operações, especialmente no Brasil. “Permanecemos otimistas com os prognósticos para o segundo semestre e início de 2022 e atentos aos eventuais desdobramentos da pandemia”, acrescenta a CVC. No acumulado do semestre, o prejuízo diminuiu de R$ 1,403 bilhão para R$ 257 milhões.

Na mesma base de comparação, a empresa obteve lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado negativo de R$ 130,834 milhões, contra Ebitda também negativo de R$ 164,366 milhões no mesmo período de 2020. No semestre, o Ebitda ajustado ficou negativo em R$ 194,279 milhões, ante R$ 189,769 milhões de um ano antes.

Já a receita líquida ficou em R$ 115,6 milhões no segundo trimestre, ante R$ 3 milhões informado um ano antes. O avanço se deve à retomada das atividades, afirma a companhia, mesmo com a segunda onda de covid tendo impactado o trimestre.

A CVC ainda nomeou Marcelo Kopel, ex-Itaú Unibanco, como novo diretor de finanças e relações com investidores. A companhia ainda elevou a participação na VHC Hospitality, de 69% para 100%.

Na avaliação do Bradesco BBI, os resultados foram mistos com uma tendência mais forte do que o esperado nas reservas, mas por outro lado com uma taxa de aquisição fraca.

Para os analistas, o problema da take rate (percentual da receita liquida sobre as reservas) parece temporário, visto que um dos motivadores foi o embarque de reservas anteriores à Covid que haviam sido adiadas, embora possa haver algum empecilho adicional durante o próximo trimestre.

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“Há um impulso positivo por trás das reservas, com crescimento sequencial de 25% (embora de uma base relativamente baixa no primeiro trimestre de 2021) e a CVC observa que as reservas de junho (queda de 50% versus 2019) foram melhores do que o trimestre como um todo (queda de 61%)”, apontam.

Essa queda em relação a 2019 está amplamente em linha com o número de passageiros e a capacidade disponível de
assentos informados pela companhia aérea Gol no segundo trimestre de 2021.

O progresso do plano de vacinação deve ajudar esse impulso positivo a continuar no segundo semestre, embora os riscos claramente ainda permaneçam com o potencial de impactos negativos da nova variante delta.

“Portanto, embora o ímpeto esteja melhorando, a visibilidade permanece limitada e as ações são negociadas a um forte P/L [preço sobre o lucro] de 38 vezes estimado para 2023”, avalia. O BBI mantém a recomendação neutra, com um novo preço-alvo de R$ 25 (estimado para 2022) contra nosso antigo preço-alvo de R$ 24.

A Cosan teve lucro líquido ajustado de R$ 750 milhões entre abril e junho, forte alta de 3.105% frente o ganho de R$ 23,4 milhões registrado em igual período de 2020.

A receita líquida totalizou R$ 25,267 bilhões no segundo trimestre de 2021, ante R$ 13,583 bilhões no mesmo intervalo do ano anterior, aumento de 85,9%.

Boa Safra (SOJA3)

A Boa Safra Sementes teve lucro líquido de R$ 8,862 milhões no segundo trimestre de 2021, alta de 314,6% na base anual.

O Ebitda foi de R$ 17,966 milhões, alta de 103% na comparação anual.

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A receita líquida teve queda de 17,6% entre abril e junho, a R$ 41 milhões.

“Todos os contratos de vendas ainda não faturados, principal KPI do que está por vir, atingiram a soma de R$ 546 milhões, um aumento de 188% em relação ao ano anterior. Continuamos otimistas com a Boa Safra e reiteramos nossa recomendação de compra com preço-alvo de R$ 18 por ação até 2021”, aponta a XP.

No segundo trimestre, a Vivara  viu seu lucro líquido atingir R$ 81,7 milhões, mais do que dobrando em relação ao mesmo período de 2019, ainda antes da pandemia. Na comparação com 2020, a companhia conseguiu reverter um prejuízo.

Saiba mais: Com lucro em alta, Vivara diz estar pronta para ir às compras

Segundo o Itaú BBA, a Vivara apresentou ótimos números referentes ao segundo trimestre. As receitas da companhia cresceram 19,3% na comparação com o segundo trimestre de 2019 (cenário pré-pandêmico), com avanço das vendas no conceito mesmas lojas (SSS) de 13,8%.

Em termos operacionais, o destaque do segundo trimestre foi o desempenho do e-commerce: a companhia tem sido capaz de dar escala às operações digitais e diversificar suas vendas desse canal. Historicamente, os produtos mais vendidos no on-line sempre foram relógios e acessórios, que possuem preço inferior às joias. No entanto, no segundo trimestre, cerca de metade das vendas do e-commerce foram joias, uma boa indicação para a rentabilidade no longo-prazo, avaliam os analistas.

Além disso, a Vivara sinalizou que o forte crescimento de vendas visto no segundo trimestre já está sendo verificado também no início deste terceiro trimestre. Ou seja, o bom desempenho operacional da companhia deve ter continuidade.

Do ponto de vista financeiro, a Vivara foi capaz de entregar uma margem bruta de 68% e uma margem Ebitda de 24,5%, refletindo uma maior diversificação de receitas da companhia e a otimização de despesas. O Ebitda da companhia, de R$ 89 milhões, foi 29% superior ao esperado, enquanto lucro líquido, de R$ 82 milhões, veio 64% acima da projeção dos analistas.

O Enjoei teve alta do prejuízo em 10,9 vezes no segundo trimestre, para R$ 30,040 milhões.

A receita líquida do Enjoei  teve alta de 100%, a R$ 26,4 milhões no segundo trimestre. O volume bruto de mercadoria (GMV) teve alta de 82% na mesma base de comparação, a R$ 205 milhões.

A XP aponta que a Enjoei reportou resultados mistos, referentes ao segundo trimestre de 2021, com a receita líquida 8% acima das estimativas devido a uma taxa de comissão (take-rate) melhor do que esperado.

Em termos de rentabilidade, a companhia registrou queda expressiva na margem bruta (-20,5p.p na base anual), devido a maiores custos com frete e logística, e também com queda de Ebitda ajustado (em R$ 19 milhões negativos), frente a maiores despesas de vendas. Com isso, o prejuízo líquido (excluindo-se o efeito do plano de remuneração em ações) totalizou R$ 18 milhões, versus a estimativa da XP de R$ 15 milhões.

Já o BBI revisou as estimativas, com GMV subindo 1-5% (estimado no período 2021-23), mas as vendas líquidas caindo 12-24% devido à menor taxa de compra.

“Isso posterga o ano em que a Enjoei atinge o ponto de equilíbrio na linha Ebitda em um ano, de 2023 anteriormente a 2024 em nosso modelo mais recente”, apontam os analistas.

Apesar das “dores de crescimento” que os analistas do BBI viram nos últimos trimestres – ou seja, a necessidade de ajustar a estratégia da Enjoei para garantir o crescimento futuro – os analistas mantiveram recomendação de compra à medida que continuam a ver a empresa como a melhor colocada no crescente mercado de revenda. Já o preço-alvo caiu de R$ 23 (para o final de 2021) para R$ 17 (no final de 2022).

O Méliuz teve prejuízo líquido da Méliuz atribuído a controladores de R$ 6,692 milhões no segundo trimestre de 2021. O valor, 2,95% acima frente o segundo trimestre de 2020, quando o prejuízo foi de R$ 6,5 milhões.

O Méliuz reportou o crescimento de 120% na receita líquida, em comparação ao segundo trimestre de 2020. Além disso, abriu, em média, 39 mil novas contas por dia útil no segundo trimestre de 2021 e apresentou um aumento de 265% no número de usuários ativos, também em relação ao 2T20.

A companhia finalizou o trimestre com um total de 18,8 milhões de contas cadastradas, um crescimento de mais de 2,3 milhões de usuários ou 14,6% em relação ao primeiro trimestre e quase dobrou a base de usuários, em comparação com os últimos 12 meses, findo em 30 de junho de 2020, quando possuía 10 milhões de contas cadastradas.

A Tecnisa teve prejuízo líquido de R$ 54 milhões no segundo trimestre de 2021, um aumento de 33% em relação ao prejuízo de R$ 40 milhões no mesmo período de 2020.

O balanço foi afetado por uma perda de R$ 42 milhões proveniente de um acordo anunciado em maio com a Companhia de Participações e Empreendimentos (CPE) para extinção de um processo que discutia um contrato de compra de terreno.

A Tecnisa ajuizou ação para anular o contrato após o terreno acabar sendo desapropriado pela Prefeitura de São Paulo.

A previsão original era que a Tecnisa pagaria pelo terreno à CPE com as vendas de unidades do futuro empreendimento, que acabou inviabilizado. As partes então optaram por um acordo. Além disso, a Tecnisa espera indenização pela desapropriação.

O Ebitda ajustado ficou negativo em R$ 42,3 milhões, piora de 60% no resultado. A receita líquida totalizou R$ 65 milhões, crescimento de 94%, devido à expansão de lançamentos e vendas nos últimos meses, além da venda de três terrenos considerados não estratégicos por R$ 19 milhões.

O Itaú BBA avalia os dados resultados pela Tecnisa como fracos e dentro do esperado. O banco ressalta que a empresa lançou um projeto no segundo semestre, com valor potencial de venda (PSV em inglês) de R$ 165 milhões, do qual 23% já foi vendido, e anunciou em julho a abertura de estandes de vendas de dois outros projetos com PSV de R$ 290 milhões.

O Itaú também ressalta forte queima de caixa, de R$ 156 milhões, afetados negativamente pelo acordo com a CPE, de R$ 102 milhões, e desembolso para compra de terrenos, de R$ 30 milhões. O banco mantém avaliação underperform (perspectiva de valorização abaixo da média do mercado), e preço-alvo para 2021 de R$ 9,4, frente à cotação de sexta de R$ 6,34.

A Ânima Educação registrou lucro líquido ajustado de R$ 18,7 milhões no segundo trimestre de 2021, alta de 42,3% ante o mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, o indicador teve avanço de 31,7%, para R$ 75,1 milhões. No critério sem ajustes, o lucro foi de R$ 4,9 milhões no trimestre, ante R$ 9,5 milhões em 2020.

O Ebitda foi de R$ 150,1 milhões no trimestre e R$ 287,8 milhões no semestre, alta de 74,7% e 107,7% em relação ao mesmo intervalo de 2020. O Ebitda ajustado foi de R$ 169,2 milhões entre abril e junho e R$ 315,6 milhões, crescimento anual de 84,4% e 50,3%.

A margem Ebitda do segundo trimestre avançou 1,5 ponto porcentual, para 25,6%, enquanto a semestral teve crescimento de 8,8 p.p, para 28,7%.

A empresa atingiu aumento de 64,5% na receita líquida do trimestre, para R$ 586 milhões, e de 44,2% no primeiro semestre, totalizando R$ 1,001 bilhão. A companhia tem ainda contas a receber líquido de R$ 669,6 milhões, R$ 340,9 a mais que na comparação anual por conta das aquisições e dos efeitos de renegociações com estudantes.

A Ambipar registrou um lucro líquido de R$ 41,3 milhões no segundo trimestre de 2021, um crescimento de 241,3% versus igual período de 2020 e 28,0% comparado ao primeiro trimestre de 2021. A margem líquida atingiu 11,9%.

No trimestre, a receita líquida registrou R$165,9 milhões, um aumento de 119,1% na base anual e de 40,5% comparado ao primeiro trimestre de 2021.

Esse crescimento é oriundo principalmente do aumento no número de contratos de gestão total de resíduos com foco na valorização (17 no segundo trimestre de 2020, 66 no primeiro trimestre de 2021 e 69 no segundo trimestre de 2021). O aumento de 44 contratos (no primeiro trimestre) é resultado da incorporação da AFC, empresa adquirida em janeiro de 21, a Metal Ar adicionou 6 novos contratos e adição de 3 novos contratos da Environment, afirmou a companhia.

OceanPact (OPCT3)

A OceanPact teve lucro líquido de R$ 18,5 milhões no segundo trimestre de 2021, ante prejuízo de R$ 20,1 milhões do primeiro trimestre do ano, com melhora do resultado operacional e pelo efeito positivo não caixa de variação cambial sobre a dívida em dólar junto ao BNDES.

A receita líquida foi a R$ 197,1 milhões.

Segundo o BBA, a prestadora de serviços em ambiente marinhoapresentou resultados fracos referentes ao
segundo trimestre, porém, em linha com o esperado. O Ebitda foi de R$ 35 milhões no período.

A empresa também divulgou projeções (ou guidance) do EBITDA para 2021 e 2022. As estimativas da companhia são de R$ 160 – R$ 180 milhões para este ano, 42% abaixo da expectativa do banco; e de R$ 320 -R$ 380 milhões para o ano que vem, 30% inferior aos números dos analistas.

“As novas projeções divulgadas pela Oceanpact estão abaixo dos números discutidos durante o processo de abertura de capital, mas acreditamos que os dados piores já estejam incorporados no atual preço da ação, dado que OPCT3 caiu 65% desde o IPO da companhia, em fevereiro deste ano”, apontou.

Hermes Pardini (PARD3)

O lucro líquido da Hermes Pardini atingiu R$ 70,8 milhões no segundo trimestre de 2021, um novo recorde para a companhia, apresentando aumento de 906,8% quando comparado com o segundo trimestre de 2020, informou a companhia. A margem líquida foi de 13,6% no 2T21, aumento de 1.087 bps . A  alíquota efetiva de IR/CSLL foi de
31,4% no trimestre, sendo de 39,6% no mesmo período do ano passado.

A Priner reverteu parcialmente o prejuízo de R$ 16,7 milhões no segundo trimestre de 2020 e teve lucro de R$ 6,2 milhões no segundo trimestre de 2021.

A receita líquida avançou 131,4% entre abril e junho, para R$ 111,5 milhões.

De acordo com a XP, a Priner divulgou um forte segundo trimestre, marcado pelo robusto crescimento de receitas, em linha com a prévia operacional divulgada pela companhia em julho.

Além do aumento das vendas, destaque para o incremento substancial de margem bruta no período, impulsionado por uma combinação de menores custos relacionados à Covid-19 e melhoria de performance em todos os serviços oferecidos, principalmente naqueles de maior valor agregado (pintura, isolamento térmico e inspeções).

A Priner também entregou um Ebitda e um Lucro Líquido bem acima de nossas expectativas e indicou que o bom momento operacional deve continuar, ao celebrar um volume de novos contratos de R$ 219,9 milhões no trimestre. “Com isso, reiteramos nossa recomendação de compra em PRNR3, com preço-alvo de R$13,40 por ação”, destacam os analistas.

De acordo com a XP, a G2D reportou resultado em linha com o esperado e sem grandes surpresas no segundo trimestre de 2021, uma vez que os principais eventos já haviam sido comunicados.

O Valor Líquido dos Ativos (NAV) atingiu R$ 640 milhões no trimestre, considerando os eventos subsequentes ao trimestre, um Valor Presente Líquido de R$ 1,062 bilhão.

Os principais eventos do período foram: i) Reavaliação da Blu; ii) Reavaliação do Mercado Bitcoin; iii) Reavaliação da NotCo; iv) Venda de participação na Coinbase; v) Investimento na Seed Health e na Freddie’s Flowers.

Com isso, a XP revisou o preço-alvo para R$ 11 por ação (versus R$ 9 por ação anteriormente), pois acreditam que a empresa deva negociar com 0% de deságio em relação ao Valor Presente Líquido.

Ultrapar (UGPA3)

A Ultrapar fechou acordo para vender 100% de sua empresa de químicos especiais Oxiteno para o grupo tailandês de produtos químicos Indorama Ventures por US$ 1,3 bilhão, informaram as companhias nesta segunda-feira.

Rede D’Or (RDOR3) e Alliar (AALR3)

O grupo de hospitais Rede D’Or informou que o seu conselho de administração aprovou a realização de uma oferta pública de aquisição (OPA) das ações do Centro de Imagem Diagnósticos Alliar.

Segundo fato relevante, o objetivo da OPA é adquirir a totalidade das 118.292.816 ações ordinárias da Alliar, a um preço equivalente a R$ 11,50 por papel – o que avaliaria o negócio em R$ 1,35 bilhão.

Para a XP, esta transação como um movimento muito interessante para a Rede D’Or, pois amplia seu portfólio de serviços oferecidos com uma sobreposição de operações entre as empresas em 7 Estados dos 12 Estados que a Rede D’Or opera atualmente. Além disso, aumentar sua exposição a diagnósticos ajuda a Rede D’Or a criar um ecossistema de saúde mais forte.

A oferta pública ainda está sujeita à aprovação da CVM. Em seguida, será publicado o edital da OPA estabelecendo os prazos da oferta. Após a publicação do edital da OPA o Conselho de Administração da Alliar terá 15 dias para apresentar sua opinião sobre a oferta aos seus acionistas, recomendando-lhes que aceitem ou não a oferta.

“Reiteramos nossa recomendação de Compra para a Rede D’Or e o preço-alvo de R$ 88 por ação. Para a Alliar, mantemos nossa recomendação neutra e preço alvo de R$ 10 por ação”, afirmam os analistas.

O Itaú BBA atualizou seus modelos para empresas dos setores de aço e mineração sob sua cobertura, apresentando o preço-alvo de 2022, que incorpora os resultados do segundo trimestre de 2021, as previsões sobre PIB e câmbio da equipe macro e as presunções mais altas da equipe de estratégia sobre custo de capital. A previsão para o preço médio do minério de ferro subiu levemente, de US$ 155 por tonelada para US$ 170 por tonelada.

O banco diz que vê um momento desafiador para a commodity, por conta de dados que indicam redução da produção de aço na China. E diz que as perspectivas de valorização da CSN e da Usiminas não representam proposições atraentes de risco e recompensa. Assim, o banco rebaixou ambos os papéis de outperform para market perform (perspectiva de valorização dentro da média do mercado).

Mas manteve as recomendações outperform para Vale e Gerdau, que são suas escolhas favoritas (top picks em inglês) no setor. Para a Vale, o banco apresenta preço-alvo para 2022 em US$ 25, frente ao fechamento de US$ 20,64 de sexta para os papéis VALE na Bolsa de Nova York; para a CSN, de R$ 48, frente a R$ 42,61 de sexta; para Usiminas, R$ 24, frente a R$ 21,15 de sexta para os papéis USIM5; para a Gerdau, R$ 31,32, frente a R$ 40 para os papéis GGBR4.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Ação da Kora Saúde (KRSA3) estreia na B3 com forte alta

SÃO PAULO – A sessão desta sexta-feira marca a estreia das ações da rede de hospitais Kora Saúde (KRSA3) na B3.

Às 10h40 (horário de Brasília), os ativos estavam em leilão após chegarem a subir até 18,89% no início das negociações. Os ativos saíram do leilão por volta das 10h48 e, naquele horário, subiam 8,33%, a R$ 7,80.

A ação da companhia foi precificada a R$ 7,20 na oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês), no piso da faixa indicativa.

Com isso, a empresa levantou R$ 769,9 milhões, considerando a oferta base e a venda de cerca de 10% de ações adicionais. O montante desconsidera a eventual venda de lote suplementar.

Metade do valor arrecadado, segundo prospecto, deve ser usado em aquisições, enquanto o restante será destinado à expansão orgânica.

Os coordenadores do IPO foram Itaú BBA (líder), Bradesco BBI, XP Investimentos, Santander Brasil, JPMorgan e Safra.

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De “remota” para “possível”: a contingência da B3 de R$ 31,2 bi que fez a ação cair 7,7% apesar do bom resultado

SÃO PAULO – Por mais um trimestre, a operadora da Bolsa brasileira B3 (B3SA3) registrou um resultado considerado sólido.

A B3 apresentou lucro líquido recorrente de R$ 1,231 bilhão no segundo trimestre, uma alta de 21,6% sobre os R$ 1,012 bilhão de lucro registrados um ano antes. Na comparação com o primeiro trimestre houve uma queda de 7,9%.

O resultado foi puxado pela forte atividade dos mercados brasileiros de ações e de dívida, fazendo com que a companhia superasse as projeções dos analistas consultados pela Refinitiv, que, na média, esperavam lucro de R$ 1,19 bilhão.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) recorrente registrou alta de 30,6% em um ano, para R$ 1,853 bilhão entre abril e junho deste ano, com a margem Ebitda indo para 80,9%, avanço de 6,58 pontos percentuais.

Enquanto isso, a receita líquida da companhia ficou em R$ 2,417 bilhões, valor 26,7% maior que os R$ 2,129 bilhões apresentados no segundo trimestre de 2020, e praticamente estável na comparação trimestral.

Conforme destaca a XP, a empresa continua a se beneficiar de: i) um Volume Médio de Negociações Diárias (ADTV) elevado, expandindo 17,1% na base anual; ii) atividade recorde de Ofertas de Ações (ECM), totalizando 13 IPOs e 10 follow-ups no trimestre; e iii) aumento de receitas em todos os segmentos.

Contudo, a sessão desta quinta-feira pós-resultado foi de forte baixa para as ações da B3: os papéis B3SA3 fecharam em queda de 7,71%, a R$ 13,89.

Isso porque, mais do que os resultados, os analistas e investidores de mercado estão de olho em outro anúncio feito pela companhia juntamente com os resultados da empresa.

A B3 revisou a classificação de risco de uma contingência legal de “remota” para “possível”. Esta contingência está relacionada a uma ação na qual B3 é acusada de supostamente causar prejuízos em operações de mercado futuro de dólar conduzidas pelo Banco Central em janeiro de 1999.

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Desde então, a empresa recebeu uma decisão desfavorável em 2012 e uma decisão favorável em 2017, e agora aguarda o julgamento do processo pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ).

Recentemente, o Ministério Público Federal (MPF) apresentou parecer adverso a ser considerado na decisão do STJ, o que levou a empresa a alterar sua classificação de risco para possível. Atualmente, o valor atualizado da contingência é de R$ 31,2 bilhões (incluindo juros e multas).

Para o Itaú BBA, esta discussão – e o montante considerável a ela associada – não estava no radar dos investidores.

“Precisamos obter mais detalhes da administração da companhia sobre: ​​i) os próximos passos na discussão; ii) quais os gatilhos que levariam a empresa a mudar o risco de possível para provável – o que seria contabilizado no resultado; e iii) caso a decisão seja desfavorável a B3, quais os termos e as possíveis negociações para o pagamento”, afirmam os analistas do BBA.

A avaliação dos analistas é de que o mercado não estava esperando uma mudança na recomendação legal associada a uma contingência jurídica relacionada à BM&F, o que teria sim um impacto negativo nos papéis apesar dos sólidos resultados do segundo trimestre de 2021.

Durante teleconferência, executivos da companhia apontaram obter resultado favorável sobre essa contingência jurídica.

Daniel Sonder, vice-presidente financeiro da B3, destacou: “É um caso no qual o último julgamento foi favorável à B3, em que conseguimos demonstrar que atuamos com absoluta correção, fomos corréus junto com sócios e administradores de dois bancos, de ter levado um investidor ao prejuízo. Mostramos para as autoridades que dissemos que havia risco
financeiro, mas tivemos uma recomendação dos nossos consultores jurídicos de que seria prudente fazer essa provisão e de tornar isso público aos nossos acionistas, mas estamos confiantes de ter um resultado favorável nessa ação”.

Além desse fator, a XP também cita algumas outras surpresas negativas no balanço.

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As despesas de pessoal e encargos tiveram aumento de 32,6% na base anual, impulsionado por reajustes salariais, bônus e despesas não recorrentes. Já com relação ao processamento de dados, esse foi outro destaque negativo, com um aumento de 43,2% na base anual, devido à intensificação dos projetos de aumento de capacidade e novas funcionalidades nas plataformas B3.

A empresa anunciou um aumento de seu guidance (projeção) de despesas operacionais ajustadas para o ano sendo agora uma expectativa de R$ 1,295 bilhão a R$ 1,345 bilhão (anteriormente era de R$1,225 bilhão a R$ 1,275 bilhão).

Os analistas da XP avaliam que, apesar das surpresas negativas, os resultados vieram bons, ainda que reiterando   recomendação neutra e preço-alvo de R$ 21,70 por ação.

Já no momento, os analistas do Itaú BBA destacaram que ainda mantêm recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado), com o preço-alvo de R$ 22.

Cabe destacar que essa incerteza sobre a contingência legal é uma notícia negativa em um cenário já de queda para as ações, de 24% em 2021 (até o fechamento de quarta-feira), refletindo temores do mercado quanto à possibilidade de uma nova bolsa, tirando o monopólio da companhia.

Nesse sentido, a Levante Ideias de Investimentos avalia que, apesar de enxergar a possibilidade de novos tipos de negociação no mercado financeiro que excluam a B3 do processo – em que as corretoras realizem a compra e venda de ativos internamente, semelhante ao que já fazem para contratos de mini índice -, acha improvável o surgimento de uma nova bolsa de valores no curto prazo devido à dificuldade de entrada neste mercado.

E, mesmo sem uma pressão competitiva direta, isso é, sem nenhuma outra bolsa de valores no país, a companhia entende que deve melhorar continuamente para não perder sua relevância no mercado.

“O lançamento de uma gama maior de BDRs na segunda metade de 2020 é um exemplo da melhoria contínua nos seus produtos e serviços que a companhia vem implementando, para 2021 esperamos o lançamento de mais produtos que ajudem a companhia a aumentar o volume de negócios”, avalia a Levante.

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Além disso, para tentar mostrar novas avenidas de crescimento, a companhia anunciou recentemente uma parceria
com a Totvs (TOTS3), com um aporte de R$ 600 milhões na TSF Soluções em Software – subsidiária da Totvs – que passará a deter participação minoritária de 37,5% no capital social da TSF. “Investindo no mercado de soluções de software para instituições financeiras, diversificando suas fontes de receita para um mercado adjacente, se aproveitando da inteligência de dados única que já possui”, apontam os analistas da casa de research.

Na teleconferência com analistas, Sonder ressaltou que a B3 está preparada para a concorrência e, que atualmente já têm competidores. “Atuamos num ambiente competitivo, há escolha para os investidores e não há problema.”

De acordo com consenso Refinitiv, de 13 casas que cobrem o papel, 9 possuem recomendação de compra para B3SA3, 3 de manutenção e 1 de venda. O preço-alvo médio é de R$ 21,16, alta de 40,6% em relação ao fechamento da véspera.

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Vejo investimentos. O tempo todo

Mercado – ações (Foto: Getty Images)

A análise de uma ação é até bem parecida com o pensamento que você tem quando passa pela barraca de água de coco do lado do parque e ela está cheia de pessoas correndo querendo se hidratar após a corrida no domingo ensolarado.

Quando você se pergunta “Quanto será que esse cara fatura? E no inverno? Será que faz dinheiro para o ano todo?”, está se fazendo questões básicas e bem parecidas com os principais pontos analisados em qualquer tese de investimento.

A diferença é que investir na barraca de água de coco pode ser menos líquido que colocar dinheiro em ações. Ou seja, se você quiser deixar de ser sócio da barraca, talvez seja mais difícil.

Esse pensamento se repete em minha cabeça várias vezes ao longo do dia: “Quanto será que fatura?”; “Mas será que esse negócio se paga?”; “Seria um bom investimento?”. O ponto positivo de ter esses pensamentos em 2021 é que grande parte das marcas e empresas que estão por trás dos produtos e serviços que consumimos estão listadas na Bolsa de Valores.

Ou seja, meus questionamentos podem de fato se concretizar em investimentos através da compra e venda de ações. Importante dizer que não foi sempre assim, ainda mais no Brasil.

Nosso mercado de ações está em desenvolvimento. Qualquer semelhança com o termo usado para descrever a classe de países que o Brasil se encontra não é mera coincidência.

Começamos os anos 1990 com um número próximo a 100 ações listadas na Bolsa de Valores, ou seja, o investidor daquela época tinha aproximadamente 100 alternativas para alocar dinheiro quando olhava para o mercado acionário brasileiro. Entramos nos anos 2000 beirando as 250. Hoje, são mais de 550 ações* listadas na B3.

Em termos práticos, isso quer dizer que, entre você tomar o seu suco da manhã, que tem grandes chances de ser da Ambev (listada na bolsa como ABEV3), malhar na SmartFit (recém chegada na bolsa como SMTF3), se vestir para trabalhar — podendo ser desde uma camiseta Hering básica (negociada na bolsa com o código HGTX3) a um salto alto da Arezzo (ação ARZZ3) —, entrar no seu carro abastecido com combustível da Petrobras (a famosa PETR4) e chegar no trabalho, você deve ter consumido os produtos ou serviços de pelo menos dez empresas negociadas na Bolsa de Valores.

Fora da lista, ficaram empresas de energia, saneamento, infraestrutura, comunicação e outros serviços básicos que estão presentes no dia a dia de todos.

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Mas o movimento que quero mostrar neste artigo é justamente a chegada de novas ações na Bolsa.

Vimos recentemente diferentes negócios que passaram a ter suas ações negociadas, colocando na Bolsa setores que até então não estavam presentes na B3. Isso possibilita ao investidor ter cada vez mais alternativas.

Só neste ano, foram mais de 30 IPOs (Initial Public Offering), ou seja, mais de 30 empresas chegaram à Bolsa para que suas ações pudessem ser negociadas por qualquer pessoa.

Esse movimento também aproxima a Bolsa de Valores do brasileiro. A nossa B3 é hoje composta de diferentes empresas, que todos conhecem e consomem, que gostam das marcas e sabem o que fazem.

Diferente de como era nos anos 1990, quando o investidor tinha pouco menos de 100 alternativas, sendo a maioria ações de empresas que pouco se conectavam no dia a dia de consumo.

Vamos combinar que, ao investir na academia que está na esquina da sua casa, como a SmartFit, fica bem tangível e fácil de entender no que você está investindo do que quando a Bolsa era formada basicamente por Petrobras, Vale, Gerdau e grandes bancos.

Logo, quando me vem à cabeça os questionamentos “Será que esse negócio é rentável?” ou “Será que essa marca é um bom investimento?”, sobre produtos e serviços que estão no meu cotidiano e são negociados na Bolsa de Valores, eles já criam uma curiosidade natural de olhar o desempenho da ação.

Essas perguntas que surgem na nossa cabeça podem ser ótimos pontos de partida para analisarmos as ações de empresas que temos curiosidade em saber o resultado financeiro e, inclusive, se concretizar em um investimento em ações.

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Cheguei à conclusão de que, sim, eu vejo investimentos. O tempo todo.

*fonte: Economática

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Ações de B3 caem 7%, Via tem baixa de 8%, Ultrapar desaba mais de 10% e outras reações a balanços; Qualicorp segue em forte queda

SÃO PAULO – A temporada de balanços segue sendo destaque entre as principais reações na sessão desta quinta-feira (12).

Entre as ações do Ibovespa, Hapvida (HAPV3) avança mais de 3% após o resultado, enquanto Locaweb (LWSA3) zerou os ganhos após abrir em alta.

Já as baixas são mais expressivas, com Ultrapar (UGPA3) caindo mais de 10% depois de resultados considerados fracos, enquanto Via Varejo (VVAR3) tem baixa de cerca de 8%.

A B3 (B3SA3) tem queda de cerca de 7% de suas ações. O resultado foi considerado positivo, com lucro recorrente de R$ 1,23 bi (versus R$ 1,15 bilhão do consensus Eikon), mas algumas contingências desagradaram o mercado.

A companhia informou que, de acordo com a recomendação de seus consultores jurídicos, revisou de “remoto” para “possível” o prognóstico de perda de uma contingência legal. Ele se refere ao caso oriundo da BM&F, relacionado a supostos prejuízos por conta de transações realizadas pelo Banco Central em janeiro de 1999 no mercado futuro de dólar. O valor atual da contingência é de R$ 31,212 bilhões, “que possivelmente poderá ser deduzido dos ganhos que o Banco Central obteve em razão da não utilização de reservas internacionais e dos seus efeitos tributários”.

Os ativos da Copel (CPLE6) também caem forte, mais de 4%, após o balanço, enquanto JBS (JBSS3) tem perdas menos significativas, por volta de 2%, e Azul (AZUL4) cai 1,5%.

Fora do Ibovespa, Aeris (AERI3) reage mal ao pós-balanço, caindo cerca de 8%, enquanto Simpar (SIMH3) avança cerca de 2%. A Iochpe-Maxion (MYPK3), por sua vez, avança cerca de 4% na esteira de resultados positivos.

Já a Qualicorp (QUAL3), que divulgou seus resultados na véspera e viu as ações caírem mais de 15%, segue em baixa, de mais de 6%. A ação companhia teve a recomendação reduzida pelo Credit Suisse para neutra. Nesta manhã, ela anunciou a aquisição da totalidade do Grupo Elo por R$ 129,5 milhões.

A companhia também assinou um acordo de direitos de comercialização com a Seguros Unimed e a Central Nacional Unimed (CNU), pelo qual pagará R$ 45 milhões e possibilitará a venda de diversos produtos das duas operadoras de saúde. Para o Credit Suisse, a compra foi prematura, uma vez que a companhia teve fluxo de caixa negativo.

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Depois do fechamento, a temporada segue bastante movimentada. Entre outros balanços, serão divulgados os do Magazine Luiza (MGLU3), Americanas (AMER3), Renner (LREN3), BRF (BRFS3) e Cyrela (CYRE3).

Além da temporada, atenção para a Americanas (AMER3). As ações sobem entre 1% e 2% após anunciar um acordo para comprar 100% da rede de hortifruti Natural da Terra por um total de R$ 2,1 bilhões. Esse é mais um avanço do grupo em um segmento considerado estratégico por impulsionar a recorrência de compras online.

Ainda no radar, a Minerva (BEEF3) prestou esclarecimentos ao mercado e negou que pretende fechar capital. As ações caem forte, chegando a ter baixa de mais de 8%. Confira os destaques:

O frigorífico JBS registrou lucro líquido de R$ 4,4 bilhões no segundo trimestre deste ano, uma alta de 29,7% em relação ao mesmo período de 2020, o maior lucro trimestral da história da companhia.

O desempenho no período foi impulsionado, segundo a empresa, pelo desempenho das operações na América do Norte.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado também foi recorde, em R$ 11,7 bilhões, uma alta de 10,3% na comparação anual.

Já a receita líquida consolidada teve alta de 26,7%, para R$ 85,6 bilhões entre abril e junho deste ano.

O Credit Suisse mantém uma visão positiva sobre a JBS, afirmando que seu ritmo operacional deve continuar sólido. A USA Beef da JBS deve se beneficiar da oferta favorável de gado, diz o banco. O Credit mantém preço-alvo de R$ 45, frente à cotação de quinta de R$ 33,01.

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Veja mais sobre o balanço clicando aqui.

A operadora da Bolsa brasileira, B3 apresentou lucro líquido recorrente de R$ 1,231 bilhão no segundo trimestre, uma alta de 21,6% sobre os R$ 1,012 bilhão de lucro registrados um ano antes. Na comparação com o primeiro trimestre houve uma queda de 7,9%.

O resultado foi puxado pela forte atividade dos mercados brasileiros de ações e de dívida, fazendo com que a companhia superasse as projeções dos analistas consultados pela Refinitiv, que, na média, esperavam lucro de R$ 1,19 bilhão.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) recorrente registrou alta de 30,6% em um ano, para R$ 1,853 bilhão entre abril e junho deste ano, com a margem Ebitda indo para 80,9%, avanço de 6,58 pontos percentuais.

Enquanto isso, a receita líquida da companhia ficou em R$ 2,417 bilhões, valor 26,7% maior que os R$ 2,129 bilhões apresentados no segundo trimestre de 2020, e praticamente estável na comparação trimestral.

O Itaú BBA comentou os resultados divulgados pela B3, que revisou o risco de classificação de uma contingência legal como entre remoto para possível. A contingência está ligada a um processo em que a B3 é acusada de supostamente causar perdas ao Tesouro brasileiro em operações no mercado futuro em dólar conduzidas pelo Banco Central em 1999. O Itaú ressalta que a empresa recebeu em 2012 uma decisão desfavorável do STJ. E recentemente o MPF apresentou uma opinião adversa que deverá ser considerada pela decisão do STJ, o que levou a B3 a reclassificar o risco. O banco diz que o valor atualizado da contingência é de R$ 31,2 bilhões.

O banco avalia que essa questão não estava no radar dos investidores, e diz que busca mais detalhes junto à gestão. Assim, o banco espera que o anúncio pese sobre a cotação da empresa nesta quinta, apesar de bons resultados trimestrais, mas manteve a recomendação em outperform e o preço-alvo para 2021 em R$ 22.

Clique aqui para ver outros detalhes do balanço.

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A companhia de papel e celulose Suzano registrou lucro líquido de R$ 10,036 bilhões no segundo trimestre deste ano, revertendo o prejuízo de R$ 2,052 bilhões apresentados um ano antes.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado, por sua vez, teve uma alta de 42% na comparação anual, para R$ 5,941 bilhões. Segundo a companhia, o resultado foi recorde nessa linha.

Analistas, porém esperavam que a Suzano reportasse Ebitda de R$ 6,66 bilhões, em média, segundo dados da Refinitiv.

Já a receita líquida de vendas da empresa ficou em R$ 9,844 bilhões entre abril e junho, um avanço de 23% ante os R$ 7,995 bilhões registrados um ano antes.

Para ver mais do resultado, clique aqui.

Via Varejo (VVAR3)

A Via Varejo registrou alta de 103% em seu lucro líquido do segundo trimestre na comparação com o mesmo período de 2020, para R$ 132 milhões, sustentada pelo forte crescimento no comércio eletrônico por conta do isolamento social.

A companhia, dona das redes Casas Bahia e Ponto, teve receita bruta no conceito GMV de R$ 11,4 bilhões, um avanço de 51% ante o segundo trimestre do ano passado.

Segundo a empresa, cerca de 65% do GMV deveu-se às vendas digitais, que corresponderam a cerca de R$ 7,5 bilhões, incremento de 35,7% na base anual.

O resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado ficou em R$ 485 milhões, queda de 12,6% em um ano, com a margem recuando 4,4 pontos, para 6,2%.

O Itaú BBA avalia os resultados da Via Varejo, dona da Casas Bahia, como sólidos e dentro do esperado. O volume bruto de mercadorias (GMV em inglês) cresceu impulsionado pela reabertura de lojas físicas e forte desempenho das vendas on-line. A empresa teve alta de 47% em gastos gerais, administrativos e com serviços, por conta de maior esforço com marketing. O banco mantém recomendação outperform e preço-alvo para 2022 de R$ 16,50.

O Bradesco BBI apontou que a Via mostra um momento de crescimento em várias áreas de negócios, incluindo 3P, logística e serviços financeiros, bem como pontuações de atendimento ao cliente. A principal conclusão positiva é que a GMV de mercado está agora se acelerando e isso tem um papel estratégico importante – preencher a lacuna de variedade em relação aos concorrentes.

O crescimento em “novas” categorias será fundamental para que a Via continue a ganhar participação no mercado, e
ter uma operação de mercado escalável é claramente um elemento-chave disso. Na área de logística, 65% das entregas estão sendo feitas em 48 horas, o que coloca a Via em linha com seus três principais concorrentes no Brasil, mostrando que houve um catch up (redução do gap) significativo nos últimos dois anos.

“O único ponto fraco nos resultados foi a margem Ebitda, que veio 0,80 p.p abaixo do estimado pelo BBI e 1,00 p.p abaixo do consenso da Bloomberg. Parece que um dos motivadores disso foram as provisões mais altas no setor de serviços financeiros”, avaliam os analistas, que possuem recomendação neutra antes de uma revisão completa.

Veja mais sobre o resultado clicando aqui.

A Locaweb registrou lucro líquido ajustado de R$ 23,7 milhões no segundo trimestre, alta de 87,7% ante o mesmo período de 2020, com aumento de receita e melhora do resultado financeiro.

A receita operacional líquida da empresa especializada em hospedagem de sites e computação em nuvem somou R$ 184,3 milhões, alta de 57,1%, com o segmento commerce registrando um salto de 159,3% na receita, para R$ 84,8 milhões.

O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 900 mil, montante bem abaixo da despesa líquida de R$ 3,9 milhões um ano antes, beneficiado pela receita financeira com o follow-on em meados de fevereiro.

O Ebitda ajustado cresceu 28,8%, para R$ 41,3 milhões, mas a margem Ebitda ajustada caiu de 27,3% para 22,4% na mesma comparação.

A companhia atribuiu o declínio na margem, principalmente, à consolidação dos resultados das empresas adquiridas, que possuem margem Ebitda inferior às apresentadas no grupo.

O Bradesco BBI destacou que a composição dos resultados está acima de sua expectativa, com o segmento de comércio ganhando relevância em um ritmo mais rápido do que o esperado. O banco acredita que o mercado tomará os resultados da Locaweb como positivos, por conta da continuidade do crescimento das receitas e novas aquisições indicando sinais positivos.

O Bradesco reforçou sua avaliação outperform (perspectiva de crescimento acima da média do mercado) para a empresa, que é sua escolha preferida no setor de tecnologia, e preço-alvo para 2022 de R$ 37.

A Oi apresentou lucro líquido de R$ 1,139 bilhão no segundo trimestre de 2021, revertendo o prejuízo de R$ 3,409 bilhões em igual intervalo de 2020.

O Ebitda de rotina somou R$ 1,284 bilhão, recuo de 5,5% na mesma base de comparação. A margem Ebitda baixou 0,6 ponto porcentual, para 29,3%. A receita líquida totalizou R$ 4,389 bilhões, queda de 3,4%.

O encolhimento do Ebitda foi explicado principalmente pela redução da receita, em especial no segmento móvel pré-pago, que compõe as receitas de operações descontinuadas (estão sendo vendidas para o grupo Vivo, Claro e TIM), e no segmento corporativo.

O que ajudou a Oi a voltar para o azul de fato foi o efeito do resultado financeiro no balanço, ficando positivo em R$ 1,199 bilhão ante um dado negativo de R$ 3,127 bilhões um ano antes.

Segundo a operadora, esse resultado positivo veio graças à valorização do real sobre o dólar no trimestre, o que ajudou turbinar as linhas de “resultado cambial líquido” e “amortização do ajuste a valor justo”. Já nos trimestres anteriores, houve desvalorização do real, afetando negativamente o balanço.

Ainda dentro do resultado financeiro, a companhia reportou uma queda expressiva, de 85%, nas suas despesas financeiras, que nos trimestres anteriores havia sido maior devido ao aditamento do processo de recuperação judicial.

Ultrapar (UGPA3)

A Ultrapar registrou lucro líquido ajustado de R$ 290 milhões no segundo trimestre, resultado que não inclui o efeito de uma baixa contábil realizada na rede de farmácias Extrafarma, que teria levado a um prejuízo de R$ 18 milhões.

A companhia afirmou no balanço que baixa contábil na Extrafarma registrada no segundo trimestre foi de R$ 395 milhões, sem efeito caixa. O grupo acertou a venda da rede de farmácias para a Pague Menos em maio, por R$ 700 milhões.

Analistas, em média, esperavam que a Ultrapar apurasse lucro ajustado de R$ 329,6 milhões, segundo dados da Refinitiv.

O resultado operacional recorrente medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ficou em R$ 898 milhões no segundo trimestre.

O valor recorrente, que não inclui o impairment da Extrafarma, representa um crescimento de 50% sobre o segundo trimestre do ano passado. Incluindo o efeito, o Ebitda cai para R$ 503 milhões, recuo de 18% ano a ano.

Após o resultado, considerado fraco pelo BBI, o banco reduziu a recomendação para neutra, cortando o preço-alvo de R$ 26 em 2021 para R$ 21 para 2022.

“Embora a indústria tenha sido impactada pelas medidas de restrição e aumento do preço do combustível da Petrobras no trimestre, a perda na Ipiranga foi significativamente maior quando comparada ao segundo trimestre de 2021 do seu concorrente. Como resultado, não acreditamos mais que nossa curva de margem anterior para a Ipiranga seja alcançável, por isso reduzimos as margens futuras e aproveitamos para incorporar taxas de juros mais altas no Brasil. No geral, nossa perspectiva de lucro diminuiu”, avaliam.

Além do resultado abaixo do esperado, os analistas veem direcionadores limitados de curto prazo. Embora a venda da Oxiteno seja amplamente esperada pelo mercado, uma potencial aquisição da REFAP pode representar um fluxo de notícias negativo.

A construtora MRV fechou o segundo trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 203 milhões, uma alta de 86,1% sobre o mesmo período de 2020 e 48,5% maior que os três primeiros meses deste ano.

Segundo a companhia, a melhora do lucro refletiu o mercado imobiliário ainda aquecido no Brasil, além de uma melhora na linha “outras receitas (despesas) operacionais”, que ficou positiva em R$ 56 milhões, ante R$ 31 milhões negativos um ano antes.

Já a receita líquida da companhia ficou em R$ 1,82 bilhão, uma alta de 9,7% na comparação anual. Por outro lado, a margem bruta caiu 2,8 pontos percentuais, para 25,4%, o que a companhia atribuiu ao forte aumento de custo com matérias-primas.

Clique aqui e veja outros números do resultado.

Moura Dubeux (MDNE3)

A Moura Dubeux teve lucro líquido de R$ 26 milhões no segundo trimestre de 2021, ante prejuízo líquido de R$ 95 milhões registrado no segundo trimestre de 2020.

Já a receita líquida teve alta de 167%, para R$ 155 milhões.

A Hapvida informou na quarta lucro líquido ajustado de R$ 269,8 milhões de abril a junho, queda de 29,5% ante a mesma etapa de 2020.

Já o lucro líquido foi de R$ 104,6 milhões no segundo trimestre de 2021, queda de 62,5% ante o mesmo período do ano passado.

A receita líquida do Hapvida atingiu R$ 2,402 bilhões no intervalo entre abril e junho, alta anual de 15,7%. A sinistralidade total atingiu 70,7% no trimestre, representando avanço de 16,2 pontos porcentuais em relação ao período em 2020. A sinistralidade caixa atingiu 66,6%, crescimento de 14,2 pontos porcentuais.

O número de beneficiários de planos de saúde ao fim do junho apresentou crescimento de 16,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior, totalizando 4,084 milhões. Entre os planos odontológicos, houve crescimento de 12,5%, para R$ 3,113 milhões.

O Itaú BBA avaliou os resultados da Hapvida no segundo trimestre como neutros, com Ebitda ajustado de R$ 312 milhões, queda de 49% na comparação anual, e 9% abaixo da expectativa do banco. As adições líquidas de usuários ficaram levemente acima da expectativa do Itaú, e as receitas, em linha com as expectativas. A margem Ebitda contraiu 7,1 pontos percentuais no trimestre e 16,3 pontos percentuais no ano. O banco mantém avaliação outperform para a Hapvida, e preço-alvo para 2021 de R$ 17.

SulAmérica (SULA11)

A SulAmérica registrou lucro líquido das operações continuadas de R$ 29,6 milhões no segundo trimestre, queda de 92,6% em relação ao mesmo período do ano passado, por conta da maior sinistralidade nos segmentos de saúde e vida, refletindo o número ainda elevado de casos de Covid e mais procedimentos eletivos.

A sinistralidade consolidada subiu para 85,8% no período de abril a junho, de 69,1% um ano antes, com a taxa em vida e acidentes pessoais passando de 55,8% para 90,6%.

Tal resultado, segundo a SulAmérica, refletiu o ainda elevado volume de casos de Covid-19 e frequência de procedimentos eletivos mais próxima à normalidade no segmento de saúde, além do maior número de óbitos relacionados à pandemia.

As receitas operacionais totais cresceram 8,6% ano a ano, para R$ 5,2 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado ficou negativo em R$ 32,5 milhões, ante resultado positivo de R$ 610,8 milhões um ano antes.

No trimestre, houve adição de mais de 503 mil beneficiários em planos coletivos de saúde e odonto (+13,6%) na comparação com o segundo trimestre de 2020, atingindo 4,2 milhões de segurados.

Caixa Seguridade (CXSE3)

A Caixa Seguridade, holding de seguros da Caixa Econômica Federal, registrou lucro líquido recorrente de R$ 426,6 milhões no segundo trimestre deste ano, cifra 8,3% maior em relação há um ano. Se comparado com os três meses imediatamente anteriores, quando o resultado foi recorde para o período, foi identificada baixa de 1,2%.

O crescimento observado no comparativo ano a ano foi ancorado sobretudo na elevação das receitas de corretagem. No acumulado do primeiro semestre, o crescimento foi de 6,2% frente ao mesmo período do ano anterior. “O resultado reflete a recuperação das receitas operacionais, que foram expressivamente impactadas no primeiro semestre de 2020 pela primeira onda da Covid-19 e pelo foco da rede Caixa no pagamento do auxílio emergencial naquele período”, explicou a companhia, em nota.

O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) da Caixa Seguridade foi de 38,7% no segundo trimestre contra 42,9% no primeiro. Há um ano, quando ainda tinha capital fechado, sua rentabilidade era de 30,7%. “A variação entre 2020 e 2021 é devida à performance positiva do lucro líquido do primeiro trimestre, que reforça o numerador do indicador, e à redução do patrimônio líquido, proveniente do pagamento de dividendos, sensibilizando o denominador do ROE”, pontuou a empresa.

A receita operacional da Caixa Seguridade foi a R$ 541,5 milhões no segundo trimestre deste ano, avanço de 16,5% na comparação com a cifra vista em idêntico intervalo de 2020. O desempenho dos negócios de distribuição, formado pelas receitas de acesso à rede e uso da marca (BDF), e agora também pelas receitas da Caixa Corretora, somou R$ 214,3 milhões neste trimestre, crescimento de 36,4% comparativamente ao segundo trimestre de 2020.

O grupo Simpar, que controla empresas como JSL e Movida, registrou lucro líquido recorde de R$ 391,8 milhões no segundo trimestre, alta de 186,4% na comparação anual.

Assim como o resultado líquido, o Ebitda também foi recorde de abril a junho, alcançando R$ 965 milhões, avanço de 105,1% sobre igual intervalo do ano passado. A margem Ebitda foi de 39,6% no segundo trimestre de 2021, aumento de 4,3 pontos porcentuais na mesma base de comparação.

No segundo trimestre, a receita líquida do grupo atingiu R$ 3,14 bilhões, aumento de 43,3% sobre o mesmo período do ano passado. Do total reportado no período, R$ 2,43 bilhões foram provenientes de serviços e, o restante, de venda de ativos.

O Itaú BBA avaliou os resultados relativos ao segundo trimestre divulgados pelo Itaú BBA como sólidos. O banco ressalta que a relação entre dívida líquida e lucro Ebitda foi reduzida de 3,7 vezes no primeiro trimestre para 3,3 vezes no segundo.

Na divisão CS Brasil o Ebitda subiu 14% no trimestre e 24% na comparação anual, impulsionado por desempenho forte nas divisões de Seminovos e GTF. A receita líquida cresceu 7% no trimestre e 74% na comparação anual. O banco diz que fusões e aquisições e novos contratos fazem com que o grupo mantenha uma visão positiva sobre as perspectivas no futuro. O banco mantém avaliação outperform para a Simpar e preço-alvo para 2021 de R$ 12,80.

A petroleira Enauta reportou na noite de quarta-feira lucro líquido de R$ 635,7 milhões no segundo trimestre de 2021, salto de 464,2% na comparação anual e maior resultado da história da companhia, puxado pela incorporação de uma fatia adicional de 50% no Campo de Atlanta, no valor de 542,1 milhões de reais.

O lucro líquido obtido no período, que também reverte prejuízo de R$ 15,8 milhões visto no primeiro trimestre deste ano, ainda refletiu aumento do resultado operacional, principalmente no Campo de Atlanta, disse a companhia.

Segundo a empresa, o Ebitda alcançou R$ 1,067 bilhão no período, alta de 241,7% em relação à mesma etapa de 2020, também influenciado pela incorporação da participação adicional em Atlanta.

A receita líquida da Enauta no segundo trimestre apresentou aumento de 43,3% em comparação anual, a R$ 349,4 milhões, puxada por um salto de 300% na receita do Campo de Manati e pela alta do petróleo Brent, enquanto a posição de caixa líquido avançou em 27,3%, para 2,03 bilhões de reais.

A dívida líquida da empresa cresceu 35,1%, para R$ 1,84 bilhão, com a alavancagem medida pela relação entre dívida líquida e Ebitdax (Ebitda + despesas de exploração com poços secos ou subcomerciais) atingindo 1,2 vez, versus 1,4 vez ao final do segundo trimestre do ano passado.

Em termos operacionais, a Enauta reportou produção total de 1,56 milhão de barris de óleo equivalente, alta de 8,7% no ano a ano, com um salto de 211,4% na produção de gás compensando queda de 42,1% no bombeamento de petróleo.

A empresa ainda comunicou revisão na projeção de produção do Campo de Atlanta em 2021, que passou de 7 mil para 10 mil barris de óleo por dia, com margem de variação positiva ou negativa de 10%, após a incorporação dos 50% adicionais da Enauta em Atlanta.

O Morgan Stanley destaca que o Ebitda da Enauta no segundo trimestre ficou 7,5% acima de sua expectativa por conta de preços maiores do petróleo, que foram apenas parcialmente ofuscados por custos mais altos e despesas gerais e administrativas (SG&A na sigla em inglês).

O banco diz que está monitorando com as operações em Atlanta, nos Estados Unidos, que deve se tornar o único ativo operacional da Enauta após a Barra Energia não conseguir encontrar compradores de sua participação de 50% no campo. O Morgan Stanley mantém recomendação equal-weight (perspectiva de valorização dentro da média do mercado) e preço-alvo de R$ 17,50.

Aliansce Sonae (ALSO3)

A administradora de shoppings Aliansce Sonae registrou lucro atribuível aos acionistas controladores de R$ 56,7 milhões, alta de 58,7% na base de comparação anual. Levando em conta os resultados a acionistas não controladores, o lucro líquido foi de R$ 68,3 milhões, alta de 22,6%.

A receita líquida subiu 25,6%, para R$ 216,4 milhões. A receita bruta de aluguel e serviços teve alta de 25,4%, para R$ 227,4 milhões.

A Azul reportou nesta quinta-feira lucro líquido de R$ 1,16 bilhão para o segundo trimestre, revertendo prejuízo de R$ 1,62 bilhão sofrido um ano antes, ajudado pela aceleração da vacinação no Brasil e efeito cambial.

A receita líquida total cresceu quatro vezes no período, para R$ 1,7 bilhão, enquanto o total de custos e despesas operacionais subiu 72,1%, para 2,1 bilhões de reais, refletindo a retomada de voos conforme medidas de isolamento social são retiradas.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado ficou negativo em R$ 50,9 milhões, ante resultado negativo de R$ 324,3 milhões um ano antes.

A Azul registrou um ganho não-monetário em moeda estrangeira de R$ 2,3 bilhões no período, principalmente devido à apreciação do real em relação ao dólar, resultando em uma diminuição nas dívidas denominadas em moeda estrangeira.

Iochpe-Maxion (MYPK3)

A Iochpe-Maxion teve lucro de R$ 214,8 milhões no segundo trimestre deste ano, ante prejuízo de R$ 352,3 milhões registrado no mesmo período de 2020.

A receita líquida teve forte alta de 171,7% no comparativo trimestral, para R$ 3,18 bilhões.

O Itaú BBA avaliou os resultados apresentados pela Iochpe Maxion como positivos. O crescimento do Ebitda ajustado ficou em 9% na comparação trimestral.

A relação entre dívida líquida e lucro Ebitda foi de 5,7 vezes no primeiro trimestre para 2,7 vezes.

O banco diz que os volumes parecem estar se recuperando junto com a demanda global, mas a falta de componentes na indústria automotiva prejudica a produção o que, junto a um câmbio menos favorável, contribui para explicar o faturamento bruto estável na comparação trimestral. O banco mantém recomendação market perform (perspectiva de valorização dentro da média do mercado), com preço-alvo para 2021 em R$ 19.

Banco Inter (BIDI11)

O Banco Inter mais do que dobrou sua carteira de empréstimos no segundo trimestre, refletindo o foco do banco em expansão enquanto avança nos planos de listagem na Nasdaq até o início de 2022.

O grupo, que mescla operações de banco e marketplace, anunciou nesta quarta-feira que fechou junho com estoque de crédito ampliado de R$ 13,3 bilhões, 118% maior em 12 meses.

Ano a ano, as receitas com crédito evoluíram 87,1%, para R$ 331,4 milhões, representando cerca de 50% das receitas totais. O índice de inadimplência acima de 90 dias ficou em 2,82%, queda de 1,4 ponto percentual contra um ano antes.

A receita bruta total de vendas (GMV) no trimestre cresceu 531%, para R$ 774,4 milhões, alcançando R$ 1,45 bilhão no semestre. A previsão do Banco Inter é de que no acumulado de 2021, o GMV atinja R$ 3,5 bilhões.

O banco teve lucro líquido de R$ 18,2 milhões de abril a junho, alta de 579% sobre um ano antes. No entanto, a rentabilidade sobre o patrimônio líquido ficou em apenas 0,8%, diante do foco do banco no momento de crescimento.

A elétrica paranaense Copel registrou lucro líquido de R$ 1 bilhão no segundo trimestre, queda de 37% na comparação anual, principalmente pelos efeitos da decisão judicial que excluiu o ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins no mesmo período do ano passado.

O resultado líquido divulgado na noite de quarta-feira inclui efeitos de operações descontinuadas, como a Copel Telecom. Sem ele, teria caído mais, para R$ 957 milhões.

No período, a Copel registrou a conclusão do desinvestimento da Copel Telecom, no valor de R$ 2,5 bilhões, que já foi transferido para a companhia, mas que será reconhecido contabilmente no terceiro trimestre, no montante de R$ 1,2 bilhão.

O indicador de geração de caixa Ebitda ajustado (excluídos os itens não recorrentes) atingiu R$ 1,43 bilhão no segundo trimestre, montante 47,1% superior ao visto no mesmo período do ano passado, principalmente pela comercialização de 507 GWh de energia produzida pela UTE Araucária.

Incluindo todos os fatores, o Ebitda caiu 12,1%, para R$ 1,5 bilhão.

A Copel ainda viu aumento da receita de disponibilidade da rede elétrica (TUSD/TUST), com o crescimento de 12,2% do mercado fio da distribuidora e do aumento na remuneração sobre ativos de transmissão decorrente da maior inflação e da revisão tarifária periódica aplicada aos contratos de transmissão.

A transmissora de energia Taesa registrou lucro líquido de R$ 697,9 milhões no segundo trimestre de 2021, alta de 50,3% ante igual período do ano passado, impulsionado principalmente pelo aumento de índices maecroeconômicos como o IGP-M.

A companhia, que tem a mineira Cemig e a colombiana Isa entre os principais acionistas, também reportou Ebitda regulatório de R$ 331,1 milhões, avanço de 4,5% na comparação anual.

Segundo a empresa, os maiores índices macroecônomicos no período, com destaque para a inflação medida pelo IGP-M, tiveram efeito positivo de 363,1 milhões de reais, refletindo na receita de correção monetária, além disso de terem levado a um aumento de 89,5% na equivalência patrimonial.

Equatorial Energia (EQTL3)

A Equatorial Energia, informou na quarta-feira lucro líquido ajustado de R$ 447 milhões no segundo trimestre de 2021, alta de 15,4% em relação a igual período do ano passado.

O Ebitda ajustado somou R$ 1,223 bilhão no período, avanço de 42,7% na comparação anual, impulsionado pelo segmento de distribuição.

Guararapes (GUAR3)

A Guararapes, dona da Riachuelo, teve lucro líquido de R$ 46,1 milhões no segundo trimestre, ante o prejuízo de R$ 296,2 milhões um ano antes.

O Ebitda ajustado foi a R$ 204,3 milhões no segundo trimestre, ante prejuízo operacional de R$ 291 milhões em igual intervalo de 2020.

Já a receita líquida consolidada no trimestre subiu  88,8% na base de comparação anual, para R$ 1,6 bilhão.

O Itaú BBA classificou os resultados da Guararapes como em linha com suas estimativas. A divisão de varejo continuou a se recuperar, diz o banco, que ressalta que a margem Ebitda continua abaixo do nível pré-pandemia por conta de investimentos na operação digital. As vendas em mesmas lojas (SSS na sigla em inglês) subiram 8,3% em julho em relação ao mesmo período de 2019, antes dos efeitos da pandemia, e a receita líquida de R$ 1,3 bilhão no segundo trimestre representa alta de 2,4% frente ao mesmo período de 2019.

A Eletrobras obteve lucro líquido de R$ 2,5 bilhões no segundo trimestre do ano, alta de 439% na comparação anual. O lucro líquido recorrente, que considera ajustes não mencionados nos destaques, teve alta de 601% no período, para R$ 4,5 milhões na mesma base de comparação.

Segundo a estatal, o resultado foi impactado positivamente pelo segmento de transmissão em decorrência da revisão tarifária periódica, com efeitos a partir de julho de 2020, e pela melhora nos resultados da geração.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) no segundo trimestre somou R$ 3,3 bilhões, alta de 64% ante igual período do ano anterior.

A receita operacional líquida atingiu R$ 7,9 bilhões no período, 49% superior à observada no mesmo intervalo de 2020.

O Credit Suisse avaliou os resultados da Eletrobras como moderados, com lucro Ebitda ajustado pior do que o esperado, principalmente por conta de custos maiores de compra de energia e combustíveis gastos maiores com pessoal, material, serviços de terceiros e outros (PMSO em inglês) e provisões. Em uma base anual, o negócio se beneficiou de impactos da revisão tarifária e ajustes anuais, diz o Credit. O banco diz avaliar que os investidores manterão mais atenção ao processo de privatização. O Credit mantém preço-alvo de R$ 45 e recomendação neutra (perspectiva de valorização dentro da média do mercado).

A Aeris teve lucro líquido de R$ 18,7 milhões no segundo trimestre, 23,6% abaixo na comparação anual.

Já a receita líquida operacional foi de R$ 591,9 milhões, alta de 27,6%.

d1000 (DMVF3)

A rede de farmácias, que tem as marcas Drogasmil, FarmaLife, Rosário e Tamoio no portfólio, teve prejuízo de R$ 2,9 milhões no segundo trimestre, queda de 78% na base anual. A receita líquida foi R$ 274,8 milhões, alta de 27,5%.

Allpark Estapar (ALPK3)

A Allpark teve prejuízo de R$ 60,7 milhões no segundo trimestre, alta de 7,3% na base anual. A receita cresceu 104%, para R$ 175,6 milhões.

Veja mais resultados clicando aqui.

Americanas (AMER3)

A Americanas anunciou um acordo para comprar 100% da rede de hortifruti Natural da Terra por um total de R$ 2,1 bilhões. Esse é mais um avanço do grupo em um segmento considerado estratégico por impulsionar a recorrência de compras online.

A Americanas afirmou em comunicado que o preço da aquisição equivale a 9 vezes o múltiplo do valor da empresa sobre o lucro antes juros, impostos, depreciações e amortizações (EV/Ebitda) estimado do Natural da Terra para 2021.

No comunicado, a Americanas afirma que a rede Natural da Terra é a maior varejista especializada em produtos frescos com foco em frutas, legumes e verduras do Brasil, possuindo uma rede de 73 lojas em 4 Estados (RJ, SP, MG e ES) e sendo referência digital do setor no país, com as vendas online representando 16% do total.

Veja mais detalhes da operação clicando aqui.

A Minerva foi questionada pela B3 e CVM sobre a forte oscilação de suas ações. Na reta final da Bolsa na véspera, as ações BEEF3 saltaram e fecharam com ganhos de quase 14,65%, após o Valor noticiar que os controladores da empresa começaram a discutir a possibilidade de fechar o capital da companhia. 

A companhia esclareceu em comunicado que não há nenhum ato ou fato relevante passível de divulgação e que poderia justificar as oscilações na cotação e no volume de negociação das ações de sua emissão.

“A companhia ressalta, contudo, ter tomado conhecimento de notícia veiculada na mídia nesta data sobre supostas discussões envolvendo seu possível fechamento de capital, podendo esses rumores ter contribuído para afetar as negociações e dado ensejo às oscilações verificadas. Nesse contexto, a companhia reforça que não há qualquer informação passível de divulgação sobre o assunto objeto dos rumores e que não pretende fechar o seu capital”, afirmou.

A Minerva destacou que manterá os seus acionistas e o mercado em geral informados a respeito deste e de qualquer outro assunto relevante.

Qualicorp (QUAL3)

O Credit Suisse reduziu a recomendação para a Qualicorp de outperform (desempenho acima da média do mercado) para neutra, com o preço-alvo sendo reduzido de R$ 34 para R$ 27.

“Acompanhando os resultados do segundo trimestre, estamos revisando nossas projeções para a Qualicorp, incorporando as incertezas em torno das adições líquidas causadas pelo persistente alto churn (taxa de cancelamento)”, destacam os analistas do banco suíço. Na véspera, as ações caíram mais de 15% na esteira dos resultados do segundo trimestre.

A Sendas Distribuidora, detentora da marca Assaí, informou que acionistas reunidos em Assembleia Geral Extraordinária da companhia realizada na véspera aprovaram a proposta de desdobramento da totalidade das ações ordinárias de emissão da companhia na proporção de um para cinco, sem a modificação do valor do capital social.

Com o Desdobramento, o capital social permanece no montante de R$ 786,73 milhões e passa a ser dividido em 1.346.499.295 ações ordinárias.

A data-base do desdobramento na B3 será 11 de agosto de 2021, sendo que as ações serão negociadas ex-desdobramento na B3 a partir desta quinta-feira, informou.

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Ação da Oncoclínicas (ONCO3) estreia na Bolsa em queda

Oncoclínicas (Foto:Divulgação)

A rede de oncologia clínica Oncoclínicas (ONCO3) faz a sua estreia na B3 na sessão desta terça-feira (10). Às 10h21 (horário de Brasília), os papéis ONCO3 caíam 7,14%, a R$ 18,34. Contudo, posteriormente, os papéis amenizaram a baixa: às 10h34, os ativos tinham baixa de 1,77%, a R$ 19,40.

A companhia precificou sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) a R$ 19,75 por papel em operação que movimentou cerca de R$ 2,67 bilhões, de acordo com o prospecto definitivo da operação.

O preço estabelecido para a ação da rede de clínicas de tratamento contra o câncer ficou abaixo da faixa estimada de preço para o IPO, entre R$ 22,21 e R$ 30,29.

A oferta compreendeu distribuição primária de 90.049.527 ações ordinárias e secundária de 45.024.764 ações de acionistas vendedores – FIPs Josephina e Josephina II.

Os recursos da oferta primária serão destinados para projetos de investimento, aquisições futuras e em andamento, além de capital de giro.

Goldman Sachs, Itaú BBA, Citi, UBS BB, JPMorgan, Santander e XP foram coordenadores da oferta.

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Com impulso do agro, Bolsa ganha mais empresas de fora do eixo Rio-São Paulo

Bioeconomia, agronegócio Getty Images

Maior produtora de sementes de soja no Brasil, a Boa Safra (SOJA3) abriu o capital neste ano na Bolsa e atraiu grandes investidores que viram a possibilidade de ampliar a diversificação regional de seu portfólio.

A oferta poderia ser só mais uma entre as dezenas de novatas na Bolsa brasileira neste ano. No entanto, há um diferencial: a Boa Safra é apenas a terceira companhia de Goiás listada na B3.

A segunda, a produtora de soja Jalles Machado (JALL3), chegou meses antes. Esses casos refletem uma mudança sutil no perfil da Bolsa brasileira, que começa a ter mais representantes de fora do eixo Rio-São Paulo.

Para a Boa Safra, a meta de fazer uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) existia desde a gênese do negócio. “Já iniciei a empresa com o sonho de abrir capital”, diz Marino Colpo, presidente da companhia, que fundou a empresa ao lado da irmã, em 2009.

Segundo o empresário, a ideia desde o início foi pavimentar o caminho para um IPO e, por isso, alguns ritos foram seguidos. Desde 2016, por exemplo, o balanço da Boa Safra é auditado pela KPMG.

Leia também:
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A oferta chegou até antes do planejado. Com o mercado ávido por negócios fora do padrão tradicional da B3, a decisão do IPO foi tomada em 2020, junto com a XP, que coordenou a oferta.

Antes de lançar a operação, a decisão foi de levar gestores de fundos para visitar a fazenda, para ajudar no entendimento da empresa, visto que poucos analistas conhecem o setor.

“Existe essa distância entre a Faria Lima e o agronegócio. Muitos gestores não conheciam o setor, mas percebo que as coisas têm mudado rápido”, diz Colpo.

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Essas empresas, antes desconhecidas do centro financeiro paulista, sentiam uma barreira na hora de acessar o mercado de capitais. Não é por menos: das quase 500 empresas com ações listadas na B3, cerca de 300 têm sede no Estado de São Paulo.

O que chama também a atenção é que oito estados brasileiros não têm representantes, um reflexo da estrutural concentração da economia nacional no eixo Rio-SP.

Agora, com um juro ainda em um dígito, a história começou a mudar. O processo de descoberta das empresas no interior do Brasil ganhou dimensão após um dos IPOs icônicos no ano passado: o do Grupo Mateus (GMAT3), gigante varejista do Maranhão, uma das três empresas do Estado presentes na B3.

Apesar de muitos estados terem representantes listados, grande parte das empresas do interior do país não tem liquidez na Bolsa – boa parte chegou ao mercado há décadas, aproveitando benefícios fiscais que incentivavam a abertura de capital.

Agora, a situação é outra. O pano de fundo atual para a chegada de empresas de outras regiões do país na Bolsa, diz o diretor de relacionamento com clientes da B3, Rogério Santana, é a maior funcionalidade do mercado brasileiro.

“Há mais investidores olhando IPOs, gestores querendo ouvir histórias diferentes novas e fundos de investimento captando recursos.”

Sócio responsável pelo banco de investimento da XP, Pedro Mesquita diz que a tentativa de desbravar o interior do país visando a futuros IPOs é consciente. “Vemos muitas empresas com potencial”, diz ele, ponderando que, na maioria das vezes, a chegada à Bolsa exige um trabalho de longo prazo.

Para além do agronegócio, em julho, mês cheio de ofertas na B3, provedoras de internet como a Brisanet (BRIT3) e a Unifique (FIQE3), que têm forte atuação no Nordeste e no Sul do Brasil, respectivamente, estrearam no pregão.

Na fila

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Olhando adiante, a lista de empresas de outros estados deve continuar crescendo, impulsionada pelos recentes casos de sucesso.

Uma delas é a São Salvador Alimentos (de Goiás e dona da marca Super Frango). A oferta pode girar até R$ 1,5 bilhão. Estava prevista para o primeiro semestre, mas foi adiada porque o negócio ainda é desconhecido de bancos de investimento de São Paulo.

Com pedidos de registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) estão a paranaense Conasa (de saneamento), a Rio Branco Alimentos, dona da marca Pif Paf (de Minas Gerais), e a também goiana Nova Harmonia (de construção).

A expansão de negócios fora do eixo Rio-São Paulo na Bolsa também deve ganhar um impulso “tech”, afirma o responsável global pelo banco de investimento do Itaú BBA, Roderick Greenless. “Há muitos polos de tecnologia no Brasil, como em Recife, Belo Horizonte e Florianópolis.”

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Ação da Viveo (VVEO3) estreia na B3 com alta de mais de 10%

Viveo (Foto: Divulgação)

A sessão desta segunda-feira (9) marca a estreia das ações da Viveo (VVEO3). Às 10h25 (horário de Brasília), os papéis  ‘VVEO3’ registravam alta de 12,95%, a R$ 22,50. Na máxima no início do pregão, os ativos avançaram 15,36%, a R$ 22,98.

A companhia precificou na quinta-feira da semana passada (5) sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) a R$ 19,92 por papel.

A Viveo é uma distribuidora de produtos médicos. A companhia foi fundada em 1996 pela família Mafra, que hoje controla o negócio juntamente com a família Bueno, fundadora do grupo Amil.

A empresa, cujo nome oficial é CM Hospitalar e tem sede em Ribeirão Preto (SP), surgiu com foco em exportação e importação de medicamentos.

A partir de 2017, o seu crescimento foi acelerado por meio de aquisições, incluindo o grupo de higiene pessoal Flexicotton, e empresas como Biogenetix, Vitalab, Byogene, de produtos hospitalares; além de uma fatia da Far.Me, de farmacoterapia. A lista de compras incluiu ainda a fabricante de vacinas Tecnocold e a de fraldas e descartáveis Cremer.

O grupo se apresenta como líder na distribuição de materiais médico-hospitalares e medicamentos no Brasil e conta com uma participação de mercado de 7%, destacou a empresa no prospecto preliminar da oferta que tem 15 centros de distribuição no país.

A operação de abertura de capital foi realizada em agosto e captou recursos de R$ 1,8 bilhão para investir em crescimento e para aquisições, além de permitir que sócios no negócio vendam participações.

(com Reuters)

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