Refém de lojas em shoppings, como a rede de farmácias d1000 enfrenta uma batalha para recuperar vendas

SÃO PAULO — Em 2020, a rede de farmácias d1000 (DMVF3) foi fortemente impactada pela pandemia de Covid-19. Embora atue num setor essencial, a maioria de suas lojas estavam dentro de shoppings, que foram fechados para restringir a circulação de pessoas.

Agora, com a reabertura desses estabelecimentos, a companhia corre contra o tempo para recuperar o ritmo de vendas de suas unidades, sejam em marcas premium ou populares. Em live do InfoMoney, o CEO da empresa, Sammy Birmarcker, afirmou que o foco agora é em melhoras operacionais.

A live faz parte do projeto Por Dentro dos Resultados, em que o InfoMoney entrevista CEOs e diretores de importantes companhias de capital aberto, no Brasil ou no exterior. Eles falam sobre o balanço do segundo trimestre de 2021 e sobre perspectivas. Para acompanhar todas as entrevistas da série, se inscreva no canal do InfoMoney no YouTube.

“Quando a gente vê o segundo trimestre de 2020, naquele momento a gente não estava pagando quase nenhum aluguel de shoppings, com as lojas fechadas por conta da pandemia. A gente também tinha conseguido congelar alguns aluguéis de lojas de rua. Então, a comparação nesse sentido é um pouco perversa quando a gente olha para o segundo trimestre deste ano, quando tudo já tinha voltado à normalidade nesse quesito”, disse.

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“A nossa grande questão é seguir com as melhorias operacionais para que a gente possa com o aumento médio de venda por loja diluir essa conta”, completou. O executivo destacou que a companhia tem uma alta concentração de lojas no Rio de Janeiro, que tem uns dos mais caros metros quadrados do país. “Não damos guidance, mas a gente entende que o quarto trimestre deve estar trazendo 100% da recuperação das lojas de shopping.”

Antes da pandemia, 20% das vendas da d1000 vinham de lojas em shoppings e, segundo o executivo, atualmente essas lojas performam cerca de 75% do que performavam em 2019. “Se a gente considerar esse retorno, a gente teria um acréscimo de R$ 14 milhões de receita média por trimestre. Se fizer uma conta de margem bruta de 30%, são R$ 4,2 milhões de Ebitda num trimestre, o que com certeza já seria suficiente para matar esse licro líquido [negativo]”, afirmou.

O executivo falou ainda sobre e-commerce, que hoje representa apenas 3% da receita da companhia. “A gente sabe que não temos ainda a melhor ferramenta. Mas vamos ter a troca por uma que está presente em 8 das 10 melhores redes, muito melhor do que temos agora, então a gente espera que o e-commerce siga crescendo. Junto com o call center e o clique e retire isso passe de 8% de participação do nosso negócio”, disse.

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Birmarcker destacou ainda que revisaram a estrutura logística do delivery e isso melhorou o NPS, a nota de satisfação dos clientes. O CEO falou ainda sobre guidance de abertura de lojas: até o fim do ano, são 30 aberturas de lojas previstas. Até junho, metade da meta já estava concluída, mas 100% do guidance já está contratado. Apenas uma das lojas fica em shopping, mas com abertura direta para rua.

Ele citou que também há 13 ampliações de lojas previstas, o que geralmente resulta em aumento de 40% de vendas na unidade que for expandida. O CEO comentou ainda sobre o ganho de sinergia com a controladora Profarma e como a reforma tributária em discussão no Congresso pode afetar as operações da d1000. Assista à live completa acima, ou clique aqui.

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“Queremos comprar a Latam. O que eu diria aos deputados é: olhem como a Azul mudou o país”, diz CEO

SÃO PAULO — Com seu maior caixa da história e aproveitando a demanda represada por viagens por causa da pandemia de coronavírus, que impulsionou principalmente o turismo doméstico em 2021, a Azul (AZUL4) quer comprar a operação brasileira da Latam. Em live do InfoMoney, John Rodgerson, CEO da aérea, deu um recado aos deputados que estão analisando a possível operação: “olhem como a Azul mudou o país”.

“Não é rumor. Eu tenho sido muito vocal neste sentido [de compra da Latam]. Eu tenho muito interesse. É interesse de todo mundo, nossos clientes, pilotos, comissários, aeroportos. Ter uma empresa aérea forte aqui no Brasil está no interesse de todo mundo. Eu acho que isso deve acontecer. Aqui no Brasil tem muito voo de galinha. Se você trabalhou em uma empresa como Avianca, que começou e depois parou, imagina um piloto que ficou 10, 15 anos na empresa e, de repente, ela vai para recuperação judicial. Imagina o estresse daquela família”, disse o executivo.

“O Brasil precisa de empresas grandes, fortes, que paguem impostos, que comprem aeronaves, que abrem novos destinos, acho que isso é muito bom para o mercado. Você tem que o Brasil é um mercado aberto, qualquer um pode entrar. Por que você não pode ter empresas fazendo fusões aqui no Brasil? Eu acho que isso é saudável para o Brasil e para o setor”, completou.

A live faz parte do projeto Por Dentro dos Resultados, em que o InfoMoney entrevista CEOs e diretores de importantes companhias de capital aberto, no Brasil ou no exterior. Eles falam sobre o balanço do segundo trimestre de 2021 e sobre perspectivas. Para acompanhar todas as entrevistas da série, se inscreva no canal do InfoMoney no YouTube.

Rodgerson destacou o desenvolvimento do setor aéreo nacional, parte estimulado pelos investimentos da Azul nos últimos anos. “Os deputados devem olhar isso [a aquisição da Latam pela Azul] por esse contexto. Se você olha outros países do mundo, Air Canada tem 70% do mercado aéreo canadense, Avianca tem 70% do mercado da Colômbia, a LAN tinha 85% do mercado do Chile. Parem de pensar que isso não pode ser benéfico e vejam as oportunidades”, afirmou o CEO.

Sobre a Latam Brasil, o processo de recuperação judicial impede que a empresa receba propostas de aquisição durante o chamado período de exclusividade, que se encerra em cerca de um mês. “Um deputado acha uma coisa, outro acha outra. O que eu diria a todos os deputados que se importam com emprego aqui no Brasil é que isso [a aprovação da compra da Latam pela Azul] é muito benéfico ao país”, completou Rodgerson.

Alex Malfitani, cofundador e CFO da Azul, que também participou da live, destacou a retomada da empresa em 2021 e o desempenho positivo no segundo trimestre, apesar de ser sazonalmente um período mais fraco para a aviação. Ele citou que as tarifas atuais cobradas pela companhia já estão maiores do que estavam em 2019, antes da pandemia, e a demanda segue forte.

O CFO falou também sobre a Azul Cargo, braço logístico da companhia aérea. “Tem oportunidade para a gente ser mais eficiente ainda, fazendo parcerias ou aquisições no setor rodoviário para a gente completar essa malha e poder cobrir o Brasil de maneira mais eficiente. Mas vamos crescer de maneira asset light, não vamos comprar caminhão, moto. Vamos conectar nosso aéreo com parcerias”, disse.

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O faturamento da Azul Cargo em 2019 foi de cerca de R$ 500 milhões e a empresa se comprometeu a entregar R$ 1 bilhão de faturamento com o braço logístico neste ano. “A pandemia ajudou com demanda, que aumentou muito no período por causa das vendas online, mas atrapalhou muito a operação porque 90% das entregas no pré-pandemia era usando o porão dos voos comerciais”, explicou.

Os executivos falaram ainda sobre o programa de fidelidade Tudo Azul, sobre como a reforma tributária pode afetar a companhia e sobre a recontratação de funcionários que tiveram que ser demitidos por causa da pandemia no ano passado. “11.716 tripulantes se dispuseram no ano passado a doar parte de sua remuneração para ajudar a companhia. Eu não esqueço nunca disso. Dos que tiveram que ser desligados por causa de fechamento de aeroportos, já recontratamos 800”, disse o CEO. Assista à live completa acima, ou clique aqui.

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Lucro de empresas listadas na B3 dispara 1.615% no 2º trimestre

moeda de R$ 1 notas de R$ 50 e R$ 100 real dinheiro (Shutterstock)

O avanço da vacinação e a reabertura gradual de economias pelo mundo abriram espaço para uma forte alta nos lucros das empresas brasileiras listadas na Bolsa. As companhias não financeiras da B3 tiveram crescimento de 1.026% no lucro, na comparação com igual período de 2020, para R$ 74 bilhões, em conta que exclui as gigantes Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3; PETR4).

Quando a petroleira e a mineradora são incluídas, o avanço salta para 1.615%, chegando a R$ 157 bilhões, ante R$ 9 bilhões do ano passado. As informações fazem parte de um levantamento feito pela Economatica, obtido com exclusividade pelo Estadão/Broadcast.

“Até 2019, estava começando uma recuperação bem relevante (das empresas brasileiras), destruída em 2020 pela pandemia”, diz Einar Rivero, gerente de relacionamento institucional da Economatica, que destaca também o avanço das empresas não financeiras em relação aos bancos. “As empresas estão voltando a andar, os resultados são muito alentadores e a expectativa para o ano, também.”

Embora também tenham recuperado parte do impacto da pandemia, os bancos viram seus lucros registrarem um avanço mais tímido no segundo trimestre. As 21 empresas do setor somaram ganhos de R$ 26 bilhões, alta de 89% em relação a igual período do ano passado.

Além de Vale e Petrobras, é possível notar o efeito positivo do preço das commodities e do dólar alto nos resultados. Setores como siderurgia, química e papel e celulose viram os lucros dispararem no período.

De 24 setores analisados, apenas o de educação, com quatro empresas, registrou prejuízo no segundo trimestre, ainda que menor do que em 2020.

Cautela

Para Claudia Yoshinaga, coordenadora do Centro de Estudos em Finanças da FGV/ Eaesp, os resultados do trimestre são uma fotografia do passado e ainda estão bastante contaminados por efeitos como commodities e dólar. Embora reconheça os impactos potenciais positivos para a economia, ela afirma que é preciso ter cautela porque há efeitos não duradouros e ainda muita desigualdade no desempenho entre setores. “Começam a aparecer sinais positivos e está diminuindo a desgraça que foi a pandemia, mas não dá para dizer que é recuperação de todo mundo.”

Ela lembra que o resultado das companhias listadas é diferente da realidade das empresas pequenas – muitas das quais não conseguiram sobreviver à crise. Além disso, há riscos ainda presentes nos próximos meses, como o ritmo de vacinação e as novas variantes da covid-19. Analistas também têm destacado com mais preocupação temas como a saúde fiscal do País e a crise política.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Yduqs: analistas celebram metas atingidas apesar de cenário desafiador e reiteram otimismo; ação fecha em alta de 6,23%

SÃO PAULO – A ação da companhia de educação Yduqs (YDUQ3) abriu entre perdas e ganhos na sessão desta terça-feira (17), apesar dos resultados serem destacados como positivos pelos analistas (ainda que em linha com o esperado). Eles destacaram positivamente o fato da companhia ter atingido o guidance (projeção) para a primeira metade do ano, ainda que em um cenário bastante desafiador para o setor como um todo.

Assim, se o início da manhã foi morno, os papéis foram ganhando força ao longo do dia. Os ativos YDUQ3 fecharam com alta de 6,23%, a R$ 25,24, após chegarem a cair cerca de 1% mais cedo.

Na véspera, a Yduqs informou lucro líquido de R$ 116,5 milhões para o trimestre de abril a junho. Analistas ouvidos pela Refinitiv esperavam resultado positivo de R$ 145,5 milhões.

A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) foi três vezes maior do que o mesmo período de 2020, a R$ 349 milhões entre abril e junho deste ano.

Já a receita líquida no período teve alta de 17%, para R$ 1,161 bilhão, enquanto os custos de serviços prestados avançaram cerca de 13%. As despesas comerciais caíram 22,3%, em meio a uma redução de 30,5% em gastos com provisões para inadimplência. As despesas gerais e administrativas recuaram 7,6%.

Na avaliação do Credit Suisse, a Yduqs reportou notável crescimento no ensino à distância (30% na base anual ex-aquisições) e importância consolidada do segmento premium e EAD nos resultados (sendo já 66% do Ebitda).

“Os resultados foram melhores do que as expectativas do nosso time em muitos aspectos, entregando um Ebitda de R$ 349 milhões (margem de 30%) e um lucro líquido de R$ 116 milhões (margem de 10%)”, apontam os analistas do banco, que avaliam que a performance ainda foi afetada pela queda da receita líquida on campus – OC  (queda de 15% ao ano ex-aquisições), dada a captação ainda baixa da indústria desde o início da crise da Covid-19.

Neste contexto, os analistas destacaram que reconhecem a disciplina da empresa, que continua a navegar na crise da Covid com lucratividade relativamente boa e pouca alavancagem. O crescimento e a lucratividade simultâneos no EAD refletem a eficácia comercial e a escalabilidade do conteúdo, avaliam.

Por outro lado, os analistas seguem cautelosos quanto à captação no ensino presencial, tanto no segundo semestre deste ano quanto em 2022.

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Mesmo assim, reforçam os analistas do banco suíço, a empresa se redesenhou para uma nova realidade, reforçando a tese (case de fluxo de caixa, ainda que crescendo modestamente). Dados os custos fixos no presencial, o retorno de alunos pode ajudar nas margens daqui para frente, avaliam. O Credit tem recomendação outperform para os ativos, com preço-alvo de R$ 38.

Já a XP aponta que o resultado veio estritamente em linha com as estimativas da casa, o que significa que seu guidance para o primeiro semestre foi atingido. A receita líquida ficou apenas 0,5% acima das estimativas da XP, enquanto o Ebitda ajustado ficou 0,4% acima do esperado pela XP.

Vale destacar que os cursos presenciais tradicionais representam atualmente 51% da receita ante 74% no segundo trimestre de 2019 e os analistas esperam que a participação de outros cursos (premium e online) continue crescendo, uma vez que 450 novas vagas de medicina devem ser aprovadas no segundo semestre e que 79% dos polos de ensino à distância da Yduqs ainda estão em maturação, com mais de 55% ainda no primeiro ano de operação.

“Portanto, acreditamos que os fundamentos de longo prazo para a empresa (crescimento da base de alunos – principalmente online – e melhoria de margem – maior participação de cursos online e premium) permanecem intactos, apesar das perspectivas desafiadoras para 2021”, avalia a XP, que reitera recomendação de compra e preço-alvo de R$ 50,70 por ação.

Já o BBI destaca que a receita líquida continuou a se expandir no segmento de ensino à distância, de crescimento ainda rápido, que teve forte captação de 125 mil alunos no trimestre, enquanto o segmento premium continuou a mostrar sua resiliência. Em termos de sua margem Ebitda ajustada, Yduqs permaneceu estável em relação ao ano anterior, com altos números contínuos de provisionamento de inadimplência.

“Em suma, mantemos nossa recomendação outperform, com preço-alvo de R$ 45 para a empresa, pois somos construtivos quanto às suas perspectivas de crescimento nos segmentos de ensino à distância e premium”, avaliam.

O Bank of America ressalta que o trimestre foi em linha para os analistas, sem grandes surpresas. Mas destaca positivamente o fato da companhia ter alcançado seu guidance do semestre, “mostrando compromisso com os investidores e previsibilidade do negócio em meio a um ambiente tão volátil”.

“Em nossa opinião, o destaque positivo foi o desempenho das mensalidades, enquanto os dias de recebíveis e o fluxo de caixa pioraram em relação ao ano anterior. Apesar disso, continuamos a ver a Yduqs elevando a exposição a cursos de medicina e premium combinados com seu negócio de ensino à distância (EAD) de alto crescimento como uma vantagem competitiva contra seus pares”, avaliam.

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Além disso, veem a recente queda das ações YDUQ3 como exagerada, o que implica uma oportunidade de compra particularmente atraente, apontam. Os analistas possuem preço-alvo de R$ 43 por ação. Após o resultado, o Morgan Stanley também reiterou recomendação overweight (exposição acima da média) com preço-alvo de R$ 40 por ativo, destacando que a companhia apresentou bons números e com tendências melhores pela frente.

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Ação do IRB fecha em queda após balanço e atinge mínima histórica: o que não agradou os investidores no resultado?

Fachada do IRB Fachada do IRB (Divulgação)

SÃO PAULO – Mais um resultado do IRB (IRBR3) é recebido com queda de suas ações na Bolsa brasileira, apesar de algumas tendências sendo vistas como positivas no balanço do segundo trimestre de 2021.

As ações do ressegurador chegaram a ter queda de  7,51% nesta terça-feira (17), a R$ 5,05, e renovando a mínima histórica. Anteriormente, a mínima intradiária da companhia tinha sido registrada em 21 de setembro de 2020, quando o papel atingiu R$ 5,33, fechando aquela sessão a R$ 5,41. O papel IRBR3 fechou em baixa de 3,66%, a R$ 5,26. No ano, a queda de IRBR3 é de cerca de 35%.

A companhia reportou na noite da véspera prejuízo líquido de R$ 206,9 milhões no segundo trimestre, 68,5% menor do que a perda de R$ 656,7 milhões um ano antes, mas ante um lucro líquido de R$ 50,8 milhões no primeiro trimestre.

Nos primeiros seis meses de 2021, o prejuízo líquido totalizou R$ 156,1 milhões, ante perdas de R$ 621,7 milhões no ano anterior, ou uma queda nas perdas de 74,9%.

De acordo com a companhia, o resultado do período de abril a junho deste ano foi impactado pela conjuntura econômica que afetou globalmente o setor de resseguros, bem como por sinistros decorrentes de negócios descontinuados (run-off), com efeito de R$ 190,3 milhões. Eles foram parcialmente compensados pelo efeito não recorrentes (one-offs) na ordem de R$ 14,4 milhões – despesa de tributos e administrativas que foram compensadas por crédito em impostos.

Excluindo tais efeitos, run-off e one-off, o IRB disse que teria apresentado um prejuízo líquido normalizado de R$ 31 milhões no segundo trimestre.

Apesar da baixa, os analistas do Credit Suisse veem os resultados do IRB como neutros a ligeiramente positivos para as ações, com melhorias nos índices de retrocessão e de perdas em relação ao segundo trimestre do ano passado.

Eles avaliam que os resultados negativos foram parcialmente precificados pelo mercado em vista de um prejuízo líquido reportado de R$ 49 milhões em abril, divulgado anteriormente na base de dados da Susep. As perdas foram além da estimativa do consenso Bloomberg, de R$ 52 milhões, mas os analistas destacaram que, com os ajustes, o efeito seria um prejuízo menor (de R$ 31 milhões).

Os prêmios continuam a ser impactados pela estratégia de “re-underwriting”  [de limpeza do balanço] da empresa, enquanto os índices de sinistralidade viram um resultado positivo por conta disso.

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Os resultados foram novamente ajudados por um impacto positivo no valor de R $ 27,1 milhões de créditos tributários relacionados a Imposto de PIS/ Cofins no trimestre e pelo resultado financeiro.

Por outro lado, os prêmios emitidos caíram 15,1% na base anual (ante queda de 3,3% no ano a ano no primeiro trimestre de 2021), liderados pelo segmento internacional (queda de 33%), que mais do que compensou o crescimento de 7% no mercado local.

“Os prêmios continuam a ser impactado negativamente pelo plano ‘CFG – Clean, Fix, Growth’ [Limpar, Consertar, Crescer], uma vez que a empresa está descontinuando operações que não são lucrativas, incluindo a maioria dos segmentos internacionais e no segmento rural do Brasil”, apontam o Credit.

A taxa de retrocessão diminuiu para 26,4% (versus 32,8% no segundo trimestre) devido à não-renovação de um contrato emitido no segundo trimestre de 2020 no Brasil e também por conta de ajuste no portfolio.  A retrocessão ocorre quando a resseguradora transfere parte dos seus riscos absorvidos a outros resseguradores ou até mesmo para seguradoras.

Já o índice de sinistralidade total ficou em 95,7%, abaixo dos 135,3% registrados no segundo trimestre do ano passado, mas acima dos 72,1% do primeiro trimestre deste ano, segundo os dados divulgados na noite de segunda-feira.

O prêmio ganho ficou quase estável, a R$ 1,73 bilhão, e o prêmio retido caiu 7%, para R$ 1,59 bilhão, na mesma base de comparação. O resultado financeiro e patrimonial cresceu 81,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, para R$ 89,2 milhões.

Mesmo apontando os números como ligeiramente positivos para a ação, o Credit reiterou a recomendação underperform (perspectiva de desempenho inferior à média do mercado), uma vez que avaliam que as ações continuam a ser negociadas com um valuation injustificado. O preço-alvo para os ativos, contudo, é de R$ 7,50, um potencial de alta de 37% em relação ao último fechamento.

Já para os analistas do Safra, o resultado do IRB foi negativo, levando em conta que a companhia continua reportando perdas significativas com seu legado de contratos inadimplentes que estão em processo de renegociação ou descontinuação.

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Por outro lado, ponderam que os números do IRB sugerem uma tendência de recuperação, principalmente olhando para o resultado ajustado. Contudo, seguem com recomendação neutra para as ações e preço-alvo de R$ 7,80 por papel, ou alta de 43% em relação ao fechamento da véspera.

“Ainda aguardamos uma melhor visibilidade dos resultados, que pode vir no próximo ano”, destacaram Luis F. Azevedo e Silvio Doria, analistas do Safra.

O BTG Pactual aponta que a atual administração que assumiu depois da companhia ter apurado as fraudes que vieram à tona em fevereiro de 2020, tem feito um bom trabalho para recuperar a “saúde” do IRB. Os analistas também destacam que a empresa está bem capitalizada, melhorou a liquidez e consegue gerar caixa. Contudo, “o processo de reestruturação da carteira não é um caminho fácil ou rápido”.

Com a revisão nas carteiras, especialmente no exterior, tem ocorrido quedas nos prêmios fora do Brasil, enquanto a avaliação dos analistas é de que a recuperação segue distante. A recomendação dos analistas para os papéis é neutra.

Destaques da teleconferência

Em teleconferência, a companhia reforçou ter encerrado no segundo trimestre  o processo de revisão de contratos deficitários do portfólio. Wilson Toneto, CEO interino do IRB e vice-presidente executivo técnico e de operações destacou em coletiva com jornalistas que o IRB descontinuou 162 contratos desde julho de 2020, dos quais 17 tiveram impacto significativo sobre os resultados, representando por volta de 8% do portfólio. Por outro lado, também foram firmados cerca de 239 novos negócios com novas taxas.

De qualquer forma, o impacto da revisão desses contratos descontinuados deve continuar até 2023, ainda que com efeitos maiores entre o ano passado e 2021, segundo afirmou Isabel Blazquez Solano, vice-presidente executiva de Resseguros.

Werner Suffert, vice-presidente executivo financeiro e de relações com investidores, ainda destacou as novas regras da Susep que devem liberar capital para a companhia. A empresa não precisará constituir a margem de segurança de 20% sobre o capital mínimo regulatório, sendo substituída por uma declaração detalhada dos processos de controle de riscos e solvência.

Essa medida, associada à alta de juros básicos da economia, a Selic, pode elevar a participação do resultado financeiro nos números gerais do IRB. “A alta do juro básico vai ter impacto significativo para 2021, mas o efeito positivo maior será para os próximos trimestres. Isso principalmente nos períodos que tiveram rodando com a taxa total”, apontou.

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Para os ciclos futuros, a expectativa é de que, no ambiente de aplicações, a companhia tenha uma remuneração maior. “Isso em conjunto junto com a menor despesa financeira por conta da mudança instrumento de garantia que temos no exterior, o resultado financeiro vai ajudar significativamente nos próximos trimestres”, reforçou.

Toneto ainda apontou que a empresa gerou caixa no trimestre, o quarto dado positivo na sequência, o que não ocorria desde 2017. “Antes do processo de reestruturação o caixa tinha um processo negativo. Agora, acumulamos no primeiro semestre em caixa R$ 960 milhões. Em algum momento, o resultado que está aparecendo no caixa irá aparecer no resultado econômico da companhia”, apontou.

Um outro tema que foi destacado foi sobre o processo de escolha do novo CEO. Desde março, com a saída de Antonio Cassio dos Santos, Toneto é o CEO interino do IRB. De acordo com o executivo, após a nomeação do novo conselho e a alteração e consolidação do estatuto social, há condições para finalização do processo, que deve ser concluído e anunciado nas próximas semanas.

Leia mais: Luiz Barsi compra ações e já detém mais de 1,5% do IRB; investidor sugere Schvartsman, ex-Vale, como novo CEO

Além disso, a companhia também destacou que tem claras suas metas e desafios de curto, médio e longo prazo, mas a volta da divulgação do guidance (projeções) segue em avaliação pelo Conselho de Administração.

A reestruturação da companhia após o turbulento ano de 2020 continua, mas os investidores ainda esperam por dados mais consistentes com a recuperação do IRB e sem tantos impactos dos contratos descontinuados. Por enquanto, ainda que haja notícias animadoras, a ordem da maioria dos analistas segue sendo de cautela com IRBR3.

(com informações da Reuters)

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O plano agressivo da Dotz para aumentar a retenção de quase 50 milhões de usuários da plataforma

SÃO PAULO — Capitalizada após seu IPO no fim de maio (numa operação que movimentou mais de R$ 390 milhões), a empresa de tecnologia, dados, fidelização, marketplace e techfin Dotz (DOTZ3) tem um mantra para os próximos trimestres: aumentar engajamento dos quase 50 milhões de usuários de sua plataforma e fazer o cross sell [venda casada] de produtos.

“O nome do jogo é aumento de engajamento e aumento de cross sell. A gente tem a base de clientes, tem os dados, tem o ecossistema. Agora, com esses investimentos, a gente aumenta isso. O engajamento não só traz aumento de receita, mas também aumento de retenção do usuário. Quanto mais o usuário se engaja no nosso sistema, mais blindado ele [o sistema] fica”, disse Roberto Chade, CEO da companhia, em live do InfoMoney.

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Os investimentos mencionados pelo CEO vêm dos recursos que ficaram com a companhia após sua oferta de ações. Otávio Araújo, CFO da empresa e que também participou da live, explicou que há três diferentes frentes de ataque da Dotz: novos produtos, marketing e M&A [fusões e aquisições].

“O primeiro bloco é continuar investindo em nossos produtos digitais. Acelerar e investir em novos produtos. A gente já vem fazendo isso, como a opção do crédito pessoal. Isso é mais engenheiro, mais desenvolvedores e mais cientistas de dados em nossos squads”, disse.

“O segundo bloco é growth, investimento em marketing focado em performance. A gente não fez isso nos últimos anos e chegou a hora de pisar nesse acelerador”, completou. “O terceiro bloco é M&A. Como a gente tem um desafio de trazer gente muito boa em tecnologia que possa monetizar em nossa plataforma, (…) a gente está olhando oportunidades que tragam times muito bons, tecnologias que façam sentido para a gente e produtos que a gente entenda que possam monetizar rapidamente.”

Os executivos falaram ainda sobre o impacto da reforma tributária sobre as operações da empresa, o momento de investimentos e a expectativa de que, por isso, não estão previstos dividendos no curto prazo (os últimos trimestres foram de prejuízo para a companhia, apesar do aumento de receita), além de falarem sobre riscos e bitcoin dentro da plataforma. Assista à live completa acima, ou clique aqui.

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Resultados de Cemig, Mosaico, Yduqs, Gafisa e de outras empresas; Camil faz aquisição no mercado de massas e mais notícias

SÃO PAULO – A temporada de resultados chega na reta final com a divulgação de resultados, com destaque para o IRB (IRBR3), Yduqs (YDUQ3), Cemig (CMIG4), Cruzeiro do Sul (CSED3), Focus Energia (POWE3), Boa Vista (BOAS3), Gafisa (GFSA3), Mosaico (MOSI3), entre outras companhias.

Ainda em destaque, a Camil (CAML3) anunciou na segunda-feira que assinou contrato para aquisição da companhia de massas Santa Amália, por R$ 260 milhões marcando sua entrada no segmento.

Já a Petrobras (PETR3;PETR4) está trabalhando com a companhia japonesa de engenharia Modec para evitar atrasos na implantação da quinta plataforma de produção do campo de Búzios, disse na segunda Marcio Kahn, que é o gerente executivo do ativo na Petrobras. Confira os destaques:

IRB Brasil (IRBR3)

O IRB Brasil RE  registrou prejuízo líquido de R$ 206,9 milhões no segundo trimestre de 2021, o que indica perdas 68,5% menores em relação ao mesmo período de 2020, quando reportou prejuízo de R$ 656,7 milhões. No primeiro trimestre de 2021, o ressegurador teve lucro de R$ 35,1 milhões.

Nos primeiros seis meses de 2021, o prejuízo líquido totalizou R$ 156,1 milhões, ante perdas de R$ 621,7 milhões no ano anterior, ou uma queda nas perdas de 74,9%.

Apesar da baixa, os analistas do Credit Suisse veem os resultados do IRB como neutros a ligeiramente positivos para as ações, com melhorias nos índices de retrocessão e de perda em relação ao segundo trimestre. Eles avaliam que os resultados negativos foram parcialmente precificados pelo mercado em vista de um prejuízo líquido reportado de R $ 49 milhões em abril, divulgado anteriormente na base de dados da Susep.

Os prêmios continuam a ser impactados pela estratégia de “re-underwriting”  [de limpeza do balanço] da empresa, enquanto os índices de perdas viram um resultado positivo por conta disso.

Os resultados foram novamente ajudados por um impacto positivo no valor de R $ 27,1 milhões de créditos tributários relacionados a Imposto de PIS / Cofins no 2T21 e resultado financeiro.

Apesar dos números, o Credit reiterou a recomendação underperform (perspectiva de desempenho inferior), uma vez que avaliam que as ações continuam a ser negociadas com um valuation injustificado.

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A elétrica estatal mineira Cemig  informou lucro líquido de R$ 1,94 bilhão no segundo trimestre de 2021, alta de 80% em relação a igual período do ano anterior.

A variação positiva é devida, basicamente, ao reconhecimento dos ganhos com a repactuação do risco hidrológico, à alienação de ativos mantidos para venda (Light) e ao aumento da margem bruta no primeiro semestre de 2021, informa a empresa.

O Ebitda consolidado apresentou um aumento de 38,8% no segundo trimestre em comparação ao mesmo período de 2020, já o Ebitda ajustado teve elevação de 39,2%. A margem do Ebitda ajustado passou de 17,2% para 18% na comparação anual.

A receita líquida alcançou R$ 7,354 bilhões no período, 33,7% maior que o visto no mesmo intervalo de 2020. A Cemig encerrou junho com R$ 6,99 bilhões disponível em caixa. Ao final do trimestre, a dívida líquida da Cemig era de R$ 6,32 bilhões, queda de 31,4% na comparação anual.

A XP destaca que o lucro líquido atingiu impressionantes R$ 1,942 bilhão, bem acima da estimativa da casa de R$ 276,9 milhões e do consenso da Bloomberg de R$ 685,0 milhões. O resultado foi impulsionado por R$ 909,6 milhões de ganhos não recorrentes com prorrogações de outorgas (lei 14.052 / 2020) e R$ 618,7 milhões. com variação cambial.

“Temos uma avaliação neutra dos resultados da Cemig no trimestre, que vieram acima das nossas projeções de Ebitda ajustado, mas abaixo do consenso de mercado. Mantemos nossa recomendação neutra para as ações, com preço-alvo de R$ 12 por ação”, apontam.

A Yduqs informou lucro líquido de R$ 116,5 milhões para o trimestre de abril a junho. Analistas ouvidos pela Refinitiv esperavam resultado positivo de R$ 145,5 milhões.

A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) foi três vezes maior do que o mesmo período de 2020, a R$ 349 milhões entre abril e junho deste ano.

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Já a receita líquida no período teve alta de 17%, para R$ 1,161 bilhão, enquanto os custos de serviços prestados avançaram cerca de 13%. As despesas comerciais caíram 22,3%, em meio a uma redução de 30,5% em gastos com provisões para inadimplência. As despesas gerais e administrativas recuaram 7,6%.

Na avaliação do Credit Suisse, a Yduqs reportou notável crescimento no ensino à distancia (30% na base anual ex-aquisições) e importância consolidada do Premium e EAD nos resultados (sendo já 66% do Ebitda).

“Os resultados foram melhores do que as expectativas do nosso time em muitos aspectos, entregando um Ebitda de R$ 349 milhões (margem de 30%) e um lucro líquido de R$ 116 milhões (margem de 10%)”, apontam os analistas do banco, que apontam que a performance ainda foi afetada pela queda da receita liquida on campus – OC  (queda de 15% ao ano ex-aquisições), dado o intake baixo que a indústria vem sofrendo desde o inicio da crise da Covid.

Neste contexto, os analistas destacaram que reconhecem a disciplina da empresa, que continua a navegar na crise da Covid com lucratividade relativamente boa e pouca alavancagem. O crescimento e a lucratividade simultâneos no EAD refletem a eficácia comercial e a escalabilidade do conteúdo, avaliam.

Por outro lado, os analistas seguem cautelosos quanto ao intake no ensino presencial, tanto no segundo semestre deste ano quanto em 2022. Mesmo assim, a empresa se redesenhou para uma nova realidade, reforçando a tese (case de fluxo de caixa, ainda que crescendo modestamente). Dados os custos fixos no presencial, o retorno de alunos pode ajudar nas margens daqui para frente, avaliam. O Credit tem recomendação outperform para os ativos, com preço-alvo de R$ 38.

Já a XP aponta que o resultado veio estritamente em linha com as estimativas da casa, o que significa que seu guidance para o primeiro semestre foi atingido. A receita líquida ficou apenas 0,5% acima das estimativas da XP, enquanto o Ebitda ajustado ficou 0,4% acima do esperado pela XP.

Vale destacar que os cursos presenciais tradicionais representam atualmente 51% da receita ante 74% no segundo trimestre de 2019 e os analistas esperam que a participação de outros cursos (premium e online) continue crescendo, uma vez que 450 novas vagas de medicina devem ser aprovadas no segundo semestre e que 79% dos polos de ensino à distância da Yduqs ainda estão em maturação, com mais de 55% ainda no primeiro ano de operação.

“Portanto, acreditamos que os fundamentos de longo prazo para a empresa (crescimento da base de alunos – principalmente online – e melhoria de margem – maior participação de cursos online e premium) permanecem intactos, apesar das perspectivas desafiadoras para 2021”, avalia a XP, que reitera recomendação de compra e preço-alvo de R$ 50,70 por ação.

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Já o BBI destaca que a receita líquida continuou a se expandir no segmento de ensino à distância, de crescimento ainda rápido, que teve forte captação de 125 mil alunos no trimestre, enquanto o segmento premium continuou a mostrar sua resiliência. Em termos de sua margem Ebitda ajustada, Yduqs permaneceu estável em relação ao ano anterior, com altos números contínuos de provisionamento de inadimplência.

“Em suma, mantemos nossa recomendação outperform, com preço-alvo de R$ 45 para a empresa, pois somos construtivos quanto às suas perspectivas de crescimento nos segmentos de ensino à distância e premium”, avaliam.

Jalles Machado (JALL3)

A Jalles Machado teve lucro líquido de R$ 115,7 milhões no primeiro trimestre da temporada 2021/22, revertendo prejuízo de R$ 16,9 milhões obtido no mesmo período da safra anterior.

A receita líquida teve alta 86,8%, para R$ 378,5 milhões, com a aceleração das vendas de etanol. Com os preços elevados do biocombustível, a Jalles antecipou vendas que costumavam ser feitas apenas na entressafra.

A XP ressalta que, enquanto a pior seca em 90 anos afetou a maior parte das lavouras do Centro-Sul do Brasil (seguida também por uma forte geada) e impulsionou o preço das commodities agrícolas, a Jalles aproveitou preços mais altos para o açúcar (alta de 25,5%) e também para o etanol (alta de 90,8%) sem perda de produtividade devido à localização de suas plantas industriais.

“Continuamos otimistas com a Jalles e reiteramos nossa recomendação de compra com preço-alvo de R$ 14/ação. Além disso, JALL3 é atualmente nossa principal escolha para o setor de açúcar e etanol”, avaliam.

Cruzeiro do Sul (CSED3)

A Cruzeiro do Sul Educacional teve lucro líquido de R$ 28 milhões no segundo trimestre deste ano, ante prejuízo de R$ 48,8 milhões apurados em igual intervalo de 2020.

A receita líquida caiu 0,8% na base anual, a R$ 478,2 milhões entre abril e junho, com o impacto negativo da liminar de desconto na Unipê, de R$ 9 milhões. A receita bruta teve alta de 25,4%, para 1,19 bilhão, em meio ao aumento de alunos nos cursos de ensino à distância (EAD).

O Ebitda totalizou R$ 125,3 milhões no trimestre, mais do que o dobro em relação ao mesmo período do ano passado. A margem Ebitda (Ebitda sobre receita líquida) avançou 15,7 pontos percentuais, a 26,2%.

Focus Energia (POWE3)

A Focus Energia registrou lucro de R$ 17,7 milhões no segundo trimestre deste ano, 103,5% acima dos R$ 8,7 milhões registrados no mesmo período de 2020.

A receita líquida teve alta 17,7% no comparativo anual, para R$ 312,6 milhões.

O Ebitda foi de R$ 26,7 milhões, crescimentos de 79,4% e 26,7%, em comparação com o segundo trimestre de 2020 e
o primeiro trimestre de 2021, respectivamente.

Boa Vista (BOAS3)

A Boa Vista Serviços registrou lucro líquido de R$ 22,193 milhões no segundo trimestre, alta de 416,6% na comparação anual.

A receita teve alta anual de 31,1%, a R$ 181,649 milhões.

O Morgan Stanley avalia o mercado se mostrará satisfeito com os resultados e mantém recomendação overweight (perspectiva de valorização acima da média do mercado), e preço-alvo de R$ 16.

Agrogalaxy (AGXY3)

A Agrogalaxy teve prejuízo líquido no segundo trimestre deste ano foi de R$ 51,4 milhões, alta de 140% ante perda líquida de R$ 21,4 milhões entre abril e junho de 2020.

A receita líquida foi de R$ 1,01 bilhão, 25,3% maior que o do mesmo período de 2020.

O Ebitda ajustado foi de R$ 2,5 milhões no segundo trimestre de 2021, com margem positiva de 0,2%. Em 2020, o resultado havia ficado em R$ 18,7 milhões negativos, com margem negativa de 2,3%.

A Gafisa registrou lucro líquido ajustado de R$ 26,404 milhões no segundo trimestre deste ano, ante prejuízo de igual período do ano passado. Sem ajuste, o lucro totalizou R$ 13,108 milhões, ante perda de R$ 23,545 milhões na mesma base de comparação.

O Ebitda ajustado teve alta de quase 10 vezes, indo de R$ 7,7 milhões para R$ 73,36 milhões.

A receita líquida foi de R$ 259,2 milhões no segundo trimestre, três vezes acima dos R$ 83,8 milhões registrados entre abril e junho de 2020.

Segundo o BBI, os resultados do trimestre foram ligeiramente negativos, com o resultado final impactado por fatores exógenos às operações deste ciclo.

“A Gafisa é uma história de turnaround (virada operacional) em evolução e a administração tem muito a mostrar a seu respeito. Mas o aumento das vendas da Gafisa é sobrecarregado por seu legado e a deixa diante de um segundo semestre
desafiador”, avaliam os analistas.

O BBI tem uma visão estrutural que privilegia nomes mais consolidados e encontra melhores propostas de risco-retorno em outros nomes, incluindo a Direcional no segmento de baixa renda e a Trisul no segmento de média / alta renda. “Mantemos uma recomendação Neutra e preço-alvo de R$ 5,50 para GFSA3”, apontam.

Hidrovias do Brasil (HBSA3)

A Hidrovias do Brasil teve lucro líquido de R$ 97,8 milhões no segundo trimestre, ante prejuízo de R$ 7,4 milhões em igual período de 2020. A receita líquida subiu  9,5% na base anual, para R$ 466,9 milhões.

A receita líquida operacional no corredor Sul totalizou R$ 227,2 milhões, crescimento de 141,4% na comparação anual, enquanto a receita no corredor Norte foi de R$ 176,4 milhões, 36% abaixo do apurado em igual trimestre do ano passado. Já a navegação costeira (cabotagem) somou R$ 58,1 milhões em receita líquida, alta de 18,3%.

O Ebitda ajustado foi de R$ 215 milhões, alta de 21% na base anual e ficou 9% acima das estimativas da XP, que apontou que a empresa apresentou bons números no trimestre, ao mesmo tempo em que abordou as preocupações do mercado em relação a uma perspectiva de calado abaixo da média em suas operações no sul (Corredor Sul).

“Com transparência detalhada, a administração da Hidrovias revisou para baixo suas projeções financeiras para 2021, dada (i) a baixa visibilidade dos volumes transportados para o segundo semestre devido às fracas perspectivas da safra de milho (evento limitado à safra deste ano, em nossa visão, não impactando nossas expectativas positivas de demanda no longo prazo), e (ii) cenário de estiagem anormalmente baixo no Corredor Sul”, ressaltam os analistas.

Dado o perfil não-estrutural da revisão de guidance para 2021 (guidance 2025 reiterado pela administração da empresa), os analistas veem como fundamentalmente excessiva a queda de 35% nas ações nos últimos 30 dias. Eles reiteram a recomendação de compra e visão positiva de longo prazo da Hidrovias do Brasil.

A Mosaico, dona de sites como Buscapé e Zoom, teve lucro de R$ 3,7 milhões no segundo trimestre, 73,5% abaixo na comparação anual. A receita teve queda 19,9%, a R$ 47,2 milhões, na comparação anual.

As vendas brutas de mercadoria (GMV, na sigla em inglês) originadas nas plataformas da empresa foram de R$ 902,7 milhões, queda de 17,2%.

A XP apontou que, como esperado, a companhia enfrentou dinâmicas desafiadoras no trimestre em meio a uma forte base de comparação, maior custo de aquisição de clientes devido à competição por tráfego com empresas de e-commerce e fintechs e um ambiente com maiores atividades promocionais através de cashback e cupons.

Como resultado, a receita líquida caiu 20% na base anual, enquanto o Ebitda ajustado veio em R$ 2,6 milhões versus R$ 22,7 milhões no segundo trimestre de 2020.

“Apesar dos fracos resultados, eles já eram esperados. Além disso, a companhia detalhou iniciativas interessantes que já estão implementadas e que devem contribuir para a melhora de resultados à frente. Além do resultado, a Mosaico também anunciou que vai substituir o atual CEO, Thiago Flores, por Mauricio Cascão, um executivo com vasta experiência no segmento de tecnologia, tendo ocupado cargos de liderança em companhias como a AT&T, HP Labs e Mandic Cloud Solutions”, destaca a XP.

O Itaú BBA aponta que a plataforma de comércio eletrônico reportou resultados mais fracos no segundo trimestre – porém, em linha com o esperado. O valor de vendas foi 17% menor em relação ao mesmo período do ano passado, reflexo da substancial queda de 50% nos acessos na comparação anual.

“Vale ponderar que a empresa passa por um momento de expansão acelerada e criação de novos produtos, o que elevou as despesas com pessoal a pressionar a rentabilidade”, avaliam.

Os analistas observam ainda uma pressão adicional em rentabilidade devido aos investimentos da companhia em
seu quadro de funcionários. Para dar um contexto, a Mosaico vem contratando para fazer frente a sua expansão acelerada a à criação de novos produtos. Como consequência, a elevada despesa com pessoal levou a uma contração de margem Ebitda maior do que o estimado pela casa.

“Reconhecemos que os resultados de Mosaico no primeiro semestre colocam pressão nas nossas projeções para o consolidado de 2021 e para o ano que vem. Por ora, mantemos nossa recomendação de outperform (desempenho acima da média do mercado) para as ações da companhia”, aponta o BBA, com preço-alvo de R$ 39.

A Bemobi teve lucro líquido de R$ 18 milhões no segundo trimestre deste ano, alta de 251% na base anual.

A receita líquida teve alta de 8% na base anual, para R$ 62 milhões.

Segundo a XP, a Bemobi divulgou resultados sólidos, embora em linha, no segundo trimestre, com a receita líquida e o Ebitda ajustado crescendo 7,6% e 17,7% na base anual, respectivamente.

Apesar de um trimestre desafiador devido à Covid-19 e seu impacto no segmento pré-pago, a Bemobi registrou um crescimento de receita de 7,6% na base anual.

Além disso, a Bemobi está executando bem sua estratégia de diversificação de serviços e as receitas provenientes de Microfinanças e Comunicação cresceram 37% na base anual e já representam 30,3% da receita total da empresa (29,3% no segundo trimestre de 2020).

“Apesar do resultado sólido do trimestre, acreditamos que todas as atenções serão voltadas agora para entender mais sobre as empresas adquiridas e suas sinergias. Em suma, mantemos nossa recomendação de compra e um preço-alvo de R$ 30 por ação para o final de 2021”, avaliam os analistas.

GetNinjas NINJ3)

A GetNinjas teve prejuízo de R$ 17,8 milhões no segundo trimestre, ante lucro de R$ 282 mil registrado em igual período do ano passado. A receita da companhia teve alta de  55,3%, para R$ 15,5 milhões, com o aumento de 40% no número de clientes utilizando a plataforma.

O Ebitda ficou em R$ 19 milhões negativos, ante dado positivo de R$ 569 mil no segundo trimestre de 2020, face à forte aceleração dos custos, especialmente relacionados com marketing e vendas, de forma a continuar a aumentar o envolvimento com clientes e profissionais da plataforma.

“Com apenas um leve crescimento sequencial nas receitas, o mercado pode ver esses resultados como negativos, já que a aceleração do ecossistema pode demorar mais do que o esperado. Mantemos, no entanto, nossa visão positiva de longo prazo sobre a Getninjas, embora reconheçamos os desafios de curto / médio prazo, pois a empresa continua gerando o efeito de rede necessário para que sua plataforma continue ganhando força”, aponta o BBI.

O lucro líquido da Panvel foi recorde e atingiu R$ 24,2 milhões, aumento de 242,1% em comparação a igual período de 2020.

“A estratégia de expansão de serviços e de novas lojas adotada pela Panvel Farmácias, aliada à retomada do fluxo de clientes nas unidades físicas e ao desempenho crescente das vendas digitais, levaram a empresa a obter resultado recorde no 2º trimestre de 2021”, destaca a empresa.

A receita da Panvel aumentou, no período, 28,9% em relação a 2020, totalizando R$ 766,8 milhões.

O Ebitda ajustado totalizou R$ 39,9 milhões, equivalente a 4,8% da receita bruta e 107,1% acima do 2º trimestre de 2020.

A Panvel inaugurou, no período, 20 lojas, totalizando 494 filiais na Região Sul e em São Paulo e mantém o objetivo de abrir 65 novas unidades em 2021.

“Após um primeiro trimestre de resultado significativo, mas marcado por novas restrições causadas pela pandemia do Covid 19, o segundo trimestre de 2021 deixou clara a capacidade da Panvel de acelerar o seu crescimento, ancorada principalmente em equipes motivadas e em uma operação robusta e preparada para atender nossos clientes com qualidade e agilidade em suas demandas de saúde e bem-estar, seja nas lojas físicas ou por meio dos canais digitais”, afirma o presidente do Grupo Dimed, Julio Mottin Neto, no release de resultados.

HBR Realty (HBRE3)

O Bradesco BBI aponta que os resultados da HBR Realty foram mistos, com Comvem gradualmente aumentando. Já descontos e despesas gerais e administrativas afetam as margens.

A HBR reportou seus resultados mostrando uma boa evolução no plano de negócios da Comvem, apontam os analistas. A taxa de ocupação aumentou 3,4 pontos percentuais no trimestre, encerrando o trimestre em 83,6% mesmo com a entrega de 3.190 m² do empreendimento Comvem Bosque Maia, enquanto a empresa firmou parcerias com a Cury e a Espaçolaser, que contribuirão para alavancar a aceleração das vendas da unidade de negócios.

Do lado negativo, a margem Ebitda ajustada teve um impacto significativo de -22,7 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior, impactado por descontos de aluguel em HBR Malls e Comvem, e também devido a um reforço estrutural em G&A (despesas gerais e administrativas), preparando a empresa para acelerar o crescimento (com diluição esperada ao longo do tempo).

Nas demais unidades de negócios, o BBI aponta que os principais destaques positivos foram relacionados à ainda sólida 3A (unidade de negócios corporativos), 100% ocupada e repassando integralmente o índice de inflação IGP-M nos contratos, enquanto a unidade de negócios Opportunities avançou bem, também impulsionado pela inflação do IGP-M. Os analistas mantiveram recomendação de compra.

A Petrobras está trabalhando com a companhia japonesa de engenharia Modec para evitar atrasos na implantação da quinta plataforma de produção do campo de Búzios, disse na segunda Marcio Kahn, que é o gerente executivo do ativo na Petrobras.

A estatal brasileira propôs nove plataformas para Búzios, seu projeto de águas profundas com ritmo mais acelerado de crescimento, no plano de negócios 2021-2025.

PetroRecôncavo (RECV3)

A PetroRecôncavo fechou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 94,5 milhões, ante prejuízo de R$ 15,1 milhões registrado em igual período de 2020. A receita líquida totalizou R$ 249 milhões, alta de 34% na comparação anual.

O Ebitda foi de  R$ 131,4 milhões no segundo trimestre, alta de 10,4% frente aos R$ 118,9 milhões de igual período de 2020.

O Morgan Stanley comentou os resultados, cujas margens ficaram abaixo da expectativa. O banco diz que enxerga alta de atividade nos próximos trimestres, que contribui para justificar sua nota overweight (perspectiva de valorização acima da média do mercado). O banco diz que o Ebitda ficou abaixo de sua estimativa por conta de receita maior na área Potiguar e contratos menores de serviço e fluxo de receita das operações do Remanso.

O banco mantém avaliação overweight por avaliar que a empresa tem qualidade e seus papéis e perspectiva de valorização com fusões e aquisições. O banco mantém preço-alvo de R$ 25,50.

Já o BBA apontou que a companhia reportou resultados em linha com o esperado no segundo trimestre.

“Aproveitamos para reforçar nossa recomendação de compra para RECV3, ação que estreou na Bolsa em maio deste ano. Nossa tese de investimento é baseada no potencial aumento da produção, nas novas oportunidades que estão sendo criadas por meio de incentivos regulatórios, e na perspectiva de crescimento da empresa via aquisições, na esteira do programa de desinvestimentos da Petrobras”, avaliam os analistas da casa.

A Camil anunciou na segunda-feira que assinou contrato para aquisição da companhia de massas Santa Amália, por R$ 260 milhões marcando sua entrada no segmento.

A comercializadora de energia Comerc pediu na segunda-feira o registro para uma oferta pública inicial de ações, em busca de recursos para financiar seus projetos de expansão.

BRF (BRFS3) e AES Brasil (AESB3)

A BRF comunicou ter firmado acordo de investimento para a constituição de uma joint venture com uma subsidiária da AES Brasil Energia para construção de um parque para auto geração de energia eólica no Complexo Eólico Cajuína, Rio Grande do Norte, com capacidade instalada de 160MWm, gerando 80MWm a serem comercializados com a Companhia por meio de contrato de compra e venda de energia de 15 anos.

Segundo a BRF, o projeto está em consonância com a Visão 2030, com a Política de Sustentabilidade da Companhia e com compromisso de se tornar Net Zero em emissões de gases de efeito estufa (GEE) até 2040, tanto em suas operações como em sua cadeia produtiva. Com essa parceria, a Companhia atenderá cerca de um terço de suas necessidades energéticas no Brasil, e evolui com sua meta de chegar a 2030 com mais de 50% da matriz energética proveniente de fontes renováveis e limpas, além de mitigar riscos de escassez de abastecimento e operar com custos mais competitivos.

O investimento estimado do projeto é de aproximadamente R$ 5,2 milhões/MW instalado, sendo que a BRF investirá diretamente o valor aproximado de R$ 80 milhões, a ser desembolsado durante o desenvolvimento do Projeto. O início das operações do parque está previsto para 2024.

O fechamento desta parceria está sujeito à aprovação das autoridades competentes e à verificação de outras condições usuais em operações dessa natureza.

“A companhia continuará a prospectar oportunidades para investir em fontes alternativas de autoprodução de energia limpa, em conexão com suas metas de longo prazo em sustentabilidade”, aponta a BRF.

Usiminas (USIM5)

O Credit Suisse realizou uma reunião com o CFO da Usiminas, Alberto Ono, e com sua equipe de relações com investidores. O banco diz que foi discutida a perspectiva atual para o setor, e temas centrais da estratégia da Usiminas. O banco afirma que a empresa diz que as condições de demanda no terceiro trimestre parecem ser tão fortes quanto aquelas do trimestre anterior. A empresa diz esperar que as remessas de aço se mantenham em níveis similares. No quarto trimestre, a sazonalidade mais fraca deve se apresentar neste ano, mas sob um ambiente internacional favorável.

De acordo com o banco, a Usiminas afirmou que, em junho, os preços estiveram 4,4% mais fortes do que a média do segundo trimestre, e que ela poderia implementar reajustes adicionais com clientes industriais. Além disso, a Usiminas disse acreditar que volumes mais altos de importação são excepcionais, e que o patamar deve se estabilizar nos próximos trimestres.

O banco mantém recomendação outperform, e diz que a empresa é um forte veículo para se beneficiar do minério de ferro mais caro e dos fortes preços do aço. O banco também acredita que chapas de aço devem ter desempenho superior àquele de aços longos, o que deve beneficiar a Usiminas. O banco prevê que a Usiminas seja negociada por 3,1 vezes a relação entre preço da empresa (EV na sigla em inglês) e lucro Ebitda em 2022, abaixo da média de entre 6 e 6,5 vezes, com Ebitda de R$ 6,7 bilhões e forte geração de caixa, de 21% em 2022.

O banco mantém recomendação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 28,50.

Siderúrgicas

O BBI destaca que novo rumor sobre impostos prejudica as exportações de aço da China. Rumores recentes do mercado de que a China vai impor novos impostos sobre as exportações de aço a partir deste mês reduziram ainda mais a atividade de exportação de aço da China, de acordo com a MySteel.

Caixa Seguridade (CXSE3) e BB Seguridade (BBSE3)

O Itaú BBA  afirma que o número alto de reivindicações de seguros no trimestre relativas à pandemia no Brasil pesou sobre as expectativas para a margem em 2021. Assim, o banco está atualizando suas estimativas para as empresas de seguros sob sua cobertura: Caixa Seguridade, com recomendação outperform, e iniciando a cobertura da BB Seguridade, com avaliação market perform. O novo preço-alvo para 2022 para a Caixa é de R$ 18 e para o BB Seguridade, é de R$ 23.

O desempenho mensal de planos de pensão indica uma aceleração da Caixa Seguridade no segundo semestre, na avaliação do banco.

O banco diz que dá preferência à Caixa Seguridade sobre a BB Seguridade por conta da perspectiva de crescimento.

BR Properties (BRPR3), Syn (CCPR3) e São Carlos Empreendimentos (SCAR3)

O Bradesco BBI retomou a cobertura do segmento de escritórios, com visão especialmente favorável à BR Properties, com recomendação outperform e preço-alvo de R$ 12,50, em detrimento à Syn, antiga CCP, com recomendação neutra (perspectiva de valorização dentro da média) e preço-alvo de R$ 12,60 e à São Carlos Empreendimentos e Participações, com avaliação neutra e preço-alvo de R$ 47.

O banco diz que o setor é negociado com um desconto médio de 40% sobre o valor líquido do ativo (NAV na sigla em inglês). O banco diz que a BR Properties é, no entanto, uma exceção positiva, por conta da estratégia de venda ativa de ativos.

Ainda no radar da companhia, a BR Properties informou por meio de documento enviado ao mercado, que fechou contrato com o Fundo de Investimento Imobiliário VBI Logístico, administrado pelo BTG Pactual Serviços Financeiros, para a venda de uma parte de um galpão logístico em desenvolvimento, por R$ 123,2 milhões, com previsão de término da construção para o segundo trimestre de 2022.

De acordo com a Guide, a notícia é positiva. A BR Properties segue reformulando seu portfólio através da venda de ativos não estratégicos para a companhia. Em todo caso, ainda vemos uma pressão forte no setor imobiliário a curto prazo, com pressão dos juros futuros e ainda os efeitos negativos da pandemia nos setores de shoppings e lajes corporativas.

Alliar (AALR3) e Rede D’Or (RDOR3)

Segundo o Valor, o Pátria e os médicos acionistas que, juntos detém o controle da rede de medicina diagnóstica Alliar, não devem vender seus papéis pelo valor estipulado em R$ 11,50 na oferta pública de aquisição (OPA) proposta pela Rede D’Or, de acordo com fonte ouvida pelo jornal. O fundo possui 20% do capital social atualmente.

Segundo a Guide, a notícia é potencialmente negativa. “Caso a recusa por parte dos acionistas da Alliar seja de fato confirmada em função do baixo valor ofertado, pode levar a Rede D’Or a realizar uma segunda proposta, com prêmio consideravelmente maior ou então desistir da aquisição, fazendo com que o maior grupo hospitalar do país volte a analisar oportunidades a preços mais atrativos”, aponta a casa de análise.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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IRB tem prejuízo líquido de R$ 206,9 milhões no 2º trimestre de 2021, queda de 68,5% nas perdas; Conselho aprova JCP referente a 2019

IRB (Foto: Divulgação)

O IRB Brasil RE (IRBR3) registrou prejuízo líquido de R$ 206,9 milhões no segundo trimestre de 2021, o que indica perdas 68,5% menores em relação ao mesmo período de 2020, quando reportou prejuízo de R$ 656,7 milhões. No primeiro trimestre de 2021, o ressegurador teve lucro de R$ 35,1 milhões. Nos primeiros seis meses de 2021, o prejuízo líquido totalizou R$ 156,1 milhões, ante perdas de R$ 621,7 milhões no ano anterior, ou uma queda nas perdas de 74,9%.

De acordo com a companhia, o resultado de abril a junho foi impactado pela conjuntura econômica que afetou globalmente o setor de resseguros, bem como por sinistros decorrentes de negócios descontinuados (run-off), com efeito de R$ 190,3 milhões, e por eventos não recorrentes (one-offs) de R$ 14,4 milhões.

A partir da exclusão de tais efeitos, run-off e one-off, o IRB teria apresentado um prejuízo líquido normalizado bem menor, destacou a empresa, de R$ 31 milhões no trimestre. Já na primeira metade do ano, com a retirada dos contratos deficitários e dos efeitos não-recorrentes do resultado, a companhia teria registrado um lucro líquido normalizado de R$ 57,1 milhões.

“No segundo trimestre de 2021, a companhia obteve resultado de subscrição superior ao verificado no segundo trimestre de 2020 em quase R$ 700 milhões, reforçando a curva de melhora nos resultados esperada para este ano. Se excluirmos os efeitos do run-off no período avaliado, a melhora no resultado de underwriting é de R$ 889 milhões”, destacou.

O índice de sinistralidade da companhia apresentou uma redução de 39,6 pontos percentuais no trimestre ante igual período do ano anterior, passando de 135,3% para 95,7%. Excluindo-se os sinistros dos negócios descontinuados (run-off), o índice foi 84,7%.

“Seguimos evoluindo para uma operação mais enxuta, eficiente e orientada ao cliente, aprimorando controles e a gestão de riscos para assegurar nossa liderança e a sustentabilidade econômico-financeira no longo prazo. Se olharmos o filme dos resultados no último ano e meio, constatamos uma melhora significativa no desempenho financeiro e operacional, que deve se acentuar nos próximos trimestres, por meio da captura de novas oportunidades no mercado, da redução gradual dos efeitos dos contratos deficitários e da obtenção de melhores margens com os negócios renovados”, explica o CEO interino e COO do IRB Brasil RE, Wilson Toneto.

O volume total de prêmios emitidos pelo IRB apresentou queda de 15,1% quando comparado com o mesmo período de 2020, totalizando R$ 2,16 bilhões. O prêmio emitido no Brasil correspondeu a R$ 1,24 bilhão entre abril e junho, aumento de 6,6% na comparação anual, decorrente do maior volume nas linhas de Vida (alta de 42,9%), Rural (alta de 34%) e outros (alta de 34,5%).

Este acréscimo foi parcialmente compensado pela redução de 50,6% no segmento Aviação, em virtude de ajustes decorrentes da descontinuidade de contratos, e pela queda de 21,6% no segmento Patrimonial. Já os prêmios emitidos no exterior totalizaram R$ 919,3 milhões no trimestre, o que representou redução de 33,3% em relação ao mesmo período de 2020.

Segundo a companhia, esta diminuição, que em moeda constante totalizou 46%, está em linha com a estratégia de re-underwriting amplamente divulgada pela companhia e decorre do menor volume de prêmios emitidos nas linhas de Vida (queda de 54,2%), Rural (queda de 59,6%) e outros (queda de 29,7%).

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O IRB registrou, ao fim do segundo trimestre de 2021, excesso de capital regulatório de R$ 1,2 bilhão, o que equivale a um índice de solvência de 175% (patrimônio líquido ajustado / capital de risco total), ao mesmo tempo em que o índice de solvência total da empresa (geralmente utilizado em outros países) alcança o patamar de 273%. Ambos os indicadores apresentam posições melhores que o último trimestre de 2020, apontou a companhia.

A companhia encerrou o mesmo período com suficiência no enquadramento da liquidez regulatória de R$ 335,5 milhões, em comparação aos R$ 167,5 milhões verificados em 31 de dezembro de 2020. Excluindo-se a margem adicional de 20% sobre o capital de risco, o ressegurador registrou, em 30 de junho deste ano, uma suficiência de ativos elegíveis para garantia das provisões técnicas de R$ 644,1 milhões, em comparação a de R$ 542,6 milhões, em 31 de dezembro de 2020.

“Os índices se mantiveram positivos no trimestre e mostraram reversão da insuficiência observada ao longo do ano passado”, destacou a empresa no release de resultados.

A companhia destacou ainda que, no campo regulatório, a publicação pela Susep, em julho, da Circular 634, que regulamentou a Resolução CNSP 412, abrirá novas perspectivas às resseguradoras no Brasil.

“A partir deste mês, o regulador permitirá a utilização de determinados ativos como redutores de provisões técnicas nas garantias das operações internacionais. Além disso, a partir de dezembro deste ano, haverá a eliminação da exigência da margem de liquidez de 20% do capital de risco, o que também é positivo”, aponta.

O vice-presidente de Riscos, Conformidade e Jurídico do IRB Brasil RE, Carlos Guerra, destaca: “As ações adotadas durante o ano anterior, bem como a maior eficiência nos processos de cobrança, gestão do fluxo de caixa, resultado técnico com efeitos da re-subscrição realizada, e os avanços na regulamentação do setor, permitirão manter a companhia com índices robustos, melhorando nossas securities e dando aos nossos clientes maior nível de tranquilidade quanto à capacidade financeira do IRB”.

O IRB também destacou que, considerada a principal ação estrutural iniciada pela companhia, o processo de revisão das condições e cancelamento dos principais contratos deficitários de resseguros existentes, denominado re-underwriting, teve seu início em julho de 2020 e foi concluída em julho deste ano.

No período, foram cancelados 17 grandes contratos, quase que exclusivamente de negócios oriundos do exterior, que seguem impactando os resultados financeiros atuais (negócios descontinuados). “O trabalho também gerou ampla limpeza em contratos de menor magnitude com o cancelamento de mais de 160 contas neste período”, apontou o IRB.

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“Concluímos parte importante de nosso re-underwriting e, agora, entraremos em um ciclo normal de nossa subscrição. Foi uma fase complexa, mas conseguimos renovar mais de 85% das contas que desejamos manter em nossa carteira, além de conquistar novos negócios, em ambos os casos ajustando termos e condições de forma adequada”, comenta a vice-presidente de Resseguros do IRB Brasil RE, Isabel Blazquez Solano.

O IRB também apontou que, pelo quarto trimestre consecutivo, apresentou uma geração de caixa operacional positiva. No semestre foram R$ 528 milhões e no trimestre R$ 352 milhões.

O executivo destaca ainda a redução das despesas totais com retrocessão no segundo trimestre de 2021, que tiveram uma queda de 31,6% na comparação com o segundo trimestre de 2020, passando de R$ 833 milhões no ano passado para R$ 570 milhões em igual período de 2021.

Já o índice de retrocessão caiu de 32,8% no segundo trimestre de 2020 para 26,4% no mesmo período de, uma diminuição de 6,4 pontos percentuais. A companhia aponta ser importante ressaltar que houve uma melhora significativa em todos os indicadores em relação a 2020 e que o segundo trimestre de 2021 ainda veio bastante afetado pelos negócios descontinuados a partir de julho do ano passado. “Este efeito, porém, começa a perder força, enquanto os prêmios dos contratos mantidos e dos novos vão melhorando o resultado”.

Pagamento de proventos

O IRB também comunicou que, em reunião extraordinária, o Conselho de Administração aprovou o pagamento aos acionistas de Juros sobre Capital Próprio referentes ao exercício social findo em 31 de dezembro de 2019. Serão pagos no total R$ 27.276.432,54, correspondendo a R$ 0,02953635375 de valor bruto por ação e um valor atualizado de R$ 0,03091745378.

Os beneficiários do pagamento dos referidos proventos são os acionistas detentores de ações da empresa com base na posição acionária existente no fechamento do pregão do dia 14 de agosto de 2020.

Os valores dos proventos serão atualizados de acordo com a variação da Selic, a partir do encerramento do exercício social até o dia do efetivo pagamento, quando será divulgado novo Aviso aos Acionistas com o valor atualizado.

O pagamento correspondente aos Juros sobre Capital Próprio será efetuado no dia 8 de setembro de 2021.

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Yduqs reverte prejuízo e tem lucro de R$ 116 milhões no 2º trimestre

SÃO PAULO – A companhia de educação Yduqs (YDUQ3) reverteu o prejuízo apresentado um ano atrás e registrou lucro de R$ 116,5 milhões no segundo trimestre de 2021. O resultado, porém, ficou abaixo dos R$ 145,5 milhões esperados pelos analistas consultados pela Refinitiv.

A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) foi três vezes maior do que o mesmo período de 2020, a R$ 349 milhões entre abril e junho deste ano.

Já a receita líquida no período teve alta de 17%, para R$ 1,161 bilhão, enquanto os custos de serviços prestados avançaram cerca de 13%. As despesas comerciais caíram 22,3%, em meio a uma redução de 30,5% em gastos com provisões para inadimplência. As despesas gerais e administrativas recuaram 7,6%.

A Yduqs também viu sua base de alunos subir 9,5% no segundo trimestre, para 824,1 mil, com o ensino presencial recuando 15,3% e o digital avançando 32,1%, reflexo das medidas de isolamento social por conta da pandemia.

Já o valor médio das mensalidades cobradas dos alunos subiu cerca de 5% no primeiro semestre no segmento premium, que inclui graduação de medicina e a escola de negócios Ibmec. No ensino digital, os valores ficaram praticamente estáveis e no presencial houve aumento de 8,4%.

(Com Reuters)

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Enjoei e Méliuz: resultados decepcionam e ações fecham com queda de mais de 10%, mas por que os analistas seguem otimistas?

Méliuz (Reprodução: Instagram)

SÃO PAULO – A sessão desta segunda-feira (16) foi de forte queda para o Ibovespa sendo que, fora do índice, duas ações registram baixa ainda mais expressiva.

As ações da Enjoei (ENJU3) chegaram a ter queda de 16,67%, a R$ 5,75, enquanto Méliuz (CASH3) chegou a ter perdas de 15,23%, a R$ 47,47. E os ativos não fugiram tanto das mínimas: ENJU3 fechou o pregão em forte baixa de 15,80%, a R$ 5,81, enquanto CASH3 teve queda de 12,59%, a R$ 48,95.

O Enjoei teve alta do prejuízo em 10,9 vezes no segundo trimestre, para R$ 30,040 milhões. A receita líquida do Enjoei  teve alta de 100%, a R$ 26,4 milhões no segundo trimestre. O volume bruto de mercadoria (GMV) teve alta de 82% na mesma base de comparação, a R$ 205 milhões.

A XP aponta que a Enjoei reportou resultados mistos referentes ao segundo trimestre de 2021, com a receita líquida 8% acima das estimativas devido a uma taxa de comissão (take-rate) melhor do que esperado.

Mas, em termos de rentabilidade, a companhia registrou queda expressiva na margem bruta (queda de 20,5 pontos percentuais na base anual), devido a maiores custos com frete e logística.

Além disso, também houve queda de lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) ajustado para R$ 19 milhões negativos, frente a maiores despesas de vendas. Assim, o prejuízo líquido excluindo-se o efeito do plano de remuneração em ações totalizou R$ 18 milhões, versus a estimativa da XP de R$ 15 milhões.

Para a XP, mesmo diante de um trimestre ainda bastante desafiador para a categoria de vestuário e com uma forte base de comparação para o e-commerce, a companhia novamente registrou um sólido crescimento de GMV e receita (alta de 82% e de alta de mais de 100% na base anual, respectivamente). Inclusive, a companhia teve o maior crescimento de GMV online do setor de e-commerce: Via (VIIA3;+20%), Americanas (AMER3;+37%), Magalu (MGLU3;+46%), Mercado Livre (MELI34;+44%), Westwing (WEST3;+14%), Mobly (MBLY3;estável).

“No entanto, a companhia apresentou uma forte queda de rentabilidade por conta de maiores custos de frete, por clique (CPC) e maiores investimentos em marketing”, apontaram.

Já o BBI revisou as estimativas, com a projeção da GMV subindo entre 1%-5% (estimado no período 2021-2023), mas as vendas líquidas caindo 12-24% devido à menor taxa de compra.

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“Isso posterga o ano em que a Enjoei atinge o ponto de equilíbrio na linha Ebitda em um ano, de 2023 anteriormente a 2024 em nosso modelo mais recente”, apontam os analistas.

O BBI destaca, novamente, que a companhia apresenta “dores do crescimento” . De acordo com os analistas, apesar dessas “dores” que os analistas do banco viram nos últimos trimestres – ou seja, a necessidade de ajustar a estratégia da Enjoei para garantir o crescimento futuro – os analistas mantiveram recomendação de compra à medida que continuam a ver a empresa como a melhor colocada no crescente mercado de revenda.

O preço-alvo do BBI, por sua vez, caiu de R$ 23 (para o final de 2021) para R$ 17 (no final de 2022), o que ainda corresponde a uma alta de 146% em relação ao fechamento da véspera.

A XP também segue com recomendação de compra para as ações ENJU3, com preço-alvo de R$ 15, o que corresponde a um potencial de alta de 117% frente o fechamento de sexta.

“A companhia deu uma atualização geral das principais iniciativas que tem conduzido, sendo as principais (i) nova política de comissionamento, a qual foi testada ao longo do segundo trimestre para entender o melhor formato, e que passará a cobrar taxas menores para produtos com ticket médio mais elevados; (ii) nova política comercial, que visa estimular o melhor comportamento dos vendedores de modo a refletir em uma melhor experiência para o comprador; (iii) aumento do sortimento no EnjuPro e B2C, o que contribui para uma maior rentabilidade; e (iv) avanços na frente logística, com a expansão do seu CD EnjuPro e redução da dependência dos Correios”, apontam os analistas da casa.

De acordo com compilação da Refinitiv, de quatro casas que cobrem o papel, três possuem recomendação de compra e uma neutra. O preço-alvo médio é de R$ 16, uma alta de 132% em relação ao fechamento de sexta.

Méliuz: fundamentos sólidos continuam

O Méliuz teve prejuízo líquido atribuído a controladores de R$ 6,7 milhões no segundo trimestre de 2021. O valor representa um aumento da ordem de 3% frente o mesmo período do ano anterior, quando o prejuízo foi de R$ 6,5 milhões.

Entre abril e junho deste ano, a receita líquida da companhia cresceu cerca de 120% na base anual, para R$ 54,5 milhões.

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Além disso, a empresa abriu, em média, 39 mil novas contas por dia útil no período e apresentou um aumento de 265% no número de usuários ativos.

Apesar da forte queda das ações na B3 nesta segunda (16), os analistas da XP e do Bradesco BBI seguem otimistas com a companhia e recomendam compra para os papéis na Bolsa.

Em relatório, a XP avalia que os resultados operacionais vieram fracos, mesmo considerando a integração de suas empresas recém-adquiridas, com receitas chegando a R$ 55 milhões.

O time de análise destaca que o resultado foi impactado por despesas de marketing, software e pessoal, que aumentaram drasticamente com a integração de suas novas empresas.

Por conta disso, a avaliação é de que os investidores não devem acompanhar os lucros – ao menos no curto prazo.

Apesar dos resultados mais fracos do que o esperado, a XP afirma que a empresa ainda apresenta fundamentos sólidos “para um sucesso de longo prazo”.

A casa tem recomendação de compra para os papéis CASH3 e preço-alvo de R$ 48 por ação (ainda que com preço-alvo 14% abaixo do fechamento de sexta).

“Acreditamos que a startup é o melhor veículo para capturar a concorrência agressiva nos setores de e-commerce e financeiro”, escreve.

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A recomendação outperform (acima da média do mercado) também é a do Bradesco BBI, com preço-alvo de R$ 90, ou alta de 61% em relação ao fechamento de sexta.

A avaliação é de que as tendências de geração de receita permanecem sólidas – e devem, segundo os analistas, ganhar mais fôlego no futuro.

Além disso, os analistas afirmam que o aumento de custos já era esperado, uma vez que a empresa continua a investir em sua equipe e plataforma.

Segundo compilação da Refinitiv, as quatro casas que cobrem a ação CASH3 possuem recomendação de compra, com preço-alvo médio de R$ 58,67, uma alta de 4,77% em relação ao fechamento de sexta.

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