Itaú, Santander, Bradesco e Banco do Brasil lucram juntos 63% mais no 2º tri, mas qual foi o maior destaque?

SÃO PAULO – Uma alta de 63% dos lucros no segundo trimestre de 2021, a R$ 22 bilhões, na comparação com o mesmo trimestre de 2020, mas uma quase estabilidade frente o primeiro trimestre de 2021.

E, se por um lado, há expectativa de normalização da atividade com a vacinação e revisões para cima de algumas projeções, por outro, sinais de maior concorrência e de aumento de inadimplência seguem no radar, ainda que a níveis controlados e bastante monitorados.

Tendo em vista todas essas indicações no radar, as grandes instituições financeiras diminuíram as suas provisões para calotes e retomaram o ritmo de crédito, conforme mostraram Itaú (ITUB4), Bradesco (BBDC4), Santander Brasil (SANB11) e Banco do Brasil (BBAS3) durante a divulgação de resultados do segundo trimestre de 2021.

“A partir de agora já vivenciamos a perspectiva de um cenário mais próximo ao do pré-pandemia”, disse o presidente do Bradesco (BBDC3;BBDC4), Octavio de Lazari, na última semana.

Após apurar lucro de R$ 6,5 bilhões no segundo trimestre, o Itaú Unibanco (ITUB4) elevou a perspectiva para o crédito neste ano e passou a prever crescimento de até 11,5%. O destaque positivo entre os resultados, de acordo com a maior parte dos analistas, foi justamente para esse banco, que reportou um lucro líquido cerca de 56% maior na comparação anual, a R$ 6,54 bilhões.

Confira os dados de lucro líquido gerencial dos maiores bancos listados na Bolsa: 

Instituição financeira Lucro 2T20 (em R$ milhões) Lucro 1T21 (em R$ milhões) Lucro 2T21 (em R$ milhões) 2T21/2T20 (em %) 2T21/1T21 (em %)
Santander 2.136 4.012 4.171 +95,3% +4%
Itaú 4.205 6.398 6.543 +56% +2%
Bradesco 3.873 6.515 6.319 +63% -3%
Banco do Brasil 3.311 4.913 5.039 +52% +3%
Total 13.525 21.838 22.072 +63,2% +1%

A rentabilidade do Itaú medida pelo retorno sobre o patrimônio líquido foi a 18,9%, ante 18,5% no primeiro trimestre de 2021, com a surpresa positiva vindo de maior receita líquida de juros (em alta de 2,8%), menores despesas com provisões (queda de 8,2%) e melhores receitas com tarifas (alta de 2,8%), conforme destacado o Bradesco BBI. Contudo, os números foram parcialmente compensados por maiores despesas operacionais (alta de 2,7%) e uma maior taxa efetiva de imposto de 36,2%, apontam os analistas.

A carteira de crédito ficou praticamente estável em relação ao trimestre anterior e atingiu R$ 909,1 bilhões, um crescimento de 12% na base anual. A inadimplência acima de 90 dias ficou estável em 2,3%. Os analistas da Levante apontam que, apesar dessa estabilidade na inadimplência ser positiva, é importante notar que o prazo de diversos empréstimos foi prorrogado. Desta forma, é possível vermos uma deterioração deste número no segundo semestre.

O Itaú também divulgou uma visão mais positiva do guidance, revisando a sua projeção de crescimento do crédito para 8,5-11,5% (de 5,5-9,5% anterior) e receita líquida de juros com o mercado para R $ 6,5-8,0 bilhões (de R $ 4,9-6,4 bilhões), enquanto revisou para baixo seu guidance de encargos de provisão para R $ 19,0-22,0 bilhões (de R $ 21,3-24,3 bilhões). Entretanto, o guidance para a margem financeira com clientes foi mantido em +2,5-6,5%, as receitas com tarifas em + 2,5-6,5%, as despesas operacionais em -2,0 a + 2,0% e a taxa de imposto em 34,5-36,5%.

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“Em nossa visão, o Itaú apresentou um conjunto sólido de resultados no segundo trimestre e com melhor qualidade,
além de emitir uma revisão positiva do guidance. Continuamos a ver tendências positivas para o lucro líquido de juros nos próximos trimestres, à medida que o crescimento dos empréstimos continue a acelerar devido a uma melhor combinação, enquanto as receitas com tarifas também foram uma surpresa positiva”, aponta o BBI.

A XP destacou que houve uma surpresa positiva no balanço: o banco foi capaz de produzir um resultado sólido e, ao mesmo tempo, melhorou a qualidade dos ativos e o índice de cobertura – relação entre empréstimos inadimplentes e provisões.

Bradesco: seguro pesa sobre o resultado, mas a expectativa é de recuperação

Já na ponta negativa, esteve o Bradesco (BBDC3BBDC4), cujas ações caíram mais de 4% após a divulgação do balanço. O banco teve  lucro líquido recorrente de R$ 6,319 bilhões no segundo trimestre de 2021, aumento de 63,2% ante o mesmo período do ano passado e queda de 3% na comparação com o primeiro trimestre deste ano.

O aumento do lucro ocorreu por diversos fatores, como maiores receitas com prestação de serviços, crescimento da margem financeira com clientes, menores despesas operacionais e menores despesas com provisões para devedores duvidosos. Porém, o número foi abaixo do esperado. Segundo dados compilados pela Refinitiv, a expectativa média dos analistas para o lucro do Bradesco era de R$ 6,454 bilhões.

O desempenho mais fraco do que o esperado reflete principalmente um resultado bem inferior em seguros e mais tímido em crédito.

As operações de seguros, previdência e capitalização tiveram queda de 49,8% em relação ao primeiro trimestre de 2021 e de 58,3% ante o mesmo período no ano passado, representando R$ 1,57 bilhão. O segmento tinha perspectiva de 2% a 6%, mas após o resultado trimestral, a instituição financeira prevê uma variação entre queda de 15% a 20% para 2021.

O desempenho do segmento foi impactado pela elevação do índice de sinistralidade, que foi afetado pela frequência dos eventos relacionados à Covid-19, por conta do aumento da necessidade de assistência médico-hospitalar, diagnósticos, consultas, internações, eventuais consequências pós Covid-19, retomada dos procedimentos eletivos e indenizações nos produtos de “Vida”.

Contudo, em teleconferência, o banco destacou esperar melhora na área de seguros com redução de despesas a partir da segunda metade do ano, conforme os casos de Covid e internações recuam.

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A Levante Ideias de Investimentos também aponta que, apesar de seguir tendências semelhantes aos números vistos pelo Santander (SANB11) e Itaú, o crescimento inferior da carteira de crédito e a maior exposição a seguros que os competidores levaram ao resultado abaixo das expectativas.

A carteira de crédito mostrou expansão de 3% na comparação trimestral, puxada por crédito a pessoas físicas, com alta de 5,7%, e a pequenas e médias empresas, com alta de 4,6%.

O Itaú BBA ressalta ainda que a margem financeira com clientes cresceu em menor velocidade; um avanço de 1,9% na passagem trimestral, resultando em uma leve perda de spread bancário (diferença entre a taxa de juros cobrada aos tomadores de crédito e a taxa de juros paga aos depositantes pelos bancos).

O índice de inadimplência, por sua vez, se manteve em 2,5%. A despesa com previsões caiu 11% entre o primeiro e segundo trimestre, para R$ 3,5 bilhões, ficando 6% abaixo das expectativas da XP, o que compensou parcialmente os resultados fracos, mas prejudicou o índice de cobertura do banco (relação entre empréstimos inadimplentes e provisões), com queda de 500 pontos-base. “Vemos isso como negativo, pois os índices de inadimplência podem aumentar em relação aos atuais 2,5% observados no trimestre, aumentando a exposição do banco”, avaliam.

A Levante ainda apontou que o Bradesco se mostrou focado em melhorar sua eficiência com uma queda de 4,1% nas despesas operacionais no trimestre quando comparado com o segundo trimestre de 2020, um bom número, mas uma desaceleração em relação a redução anual de 4,7% vista no trimestre anterior.

Já as receitas de serviço do banco foram um destaque positivo do resultado, com uma melhora de 10,3% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, atingindo R$ 8,4 bilhões.

Resultados “mistos”

Já na esteira daqueles que divulgaram resultados considerados “mistos”, estão o Santander Brasil e o Banco do Brasil (BBAS3).

No caso do Santander Brasil, o lucro, a princípio, animou os investidores, ficando acima do esperado ao atingir R$ 4,171 bilhões, no segundo trimestre deste ano, o maior nível da história da instituição, quase o dobro na comparação anual e ficando 5,7% acima do esperado pelo consenso Bloomberg.

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O ROE ficou em 21,6%, acima dos 20,6% registrados no primeiro trimestre deste ano, e muito próximo à rentabilidade de 21,7% obtida um ano antes, quando excluídos os efeitos das provisões extraordinárias realizadas naquele período.

“O Santander Brasil apresentou um bom conjunto de resultados no segundo trimestre, mostrando tendências positivas no crescimento do crédito, com melhor mix e evolução positiva da receita líquida de juros com clientes, e nas receitas de tarifas, refletindo a melhor atividade econômica”, apontaram os analistas do Bradesco BBI.

Entretanto, os analistas do banco destacaram que as provisões aumentaram no trimestre, enquanto o índice de cobertura diminuiu para 263%, embora a taxa de inadimplência se mantenha relativamente sob controle.

A XP também ressaltou esse ponto. Nos últimos balanços, os analistas já haviam destacado que os resultados poderiam ser pressionados mais à frente, uma vez que a instituição possui um menor índice de cobertura em relação aos seus pares no setor; o banco decidiu não fazer tantas provisões quanto as outras instituições.  “No geral, mantemos nossa visão de que o consumo do balanço abaixo do provisionado do Santander não será capaz de sustentar seus ganhos”, avalia a XP.

O Itaú BBA avaliou que os resultados foram positivos, mas ponderou que a margem financeira com clientes alcançou R$ 11,473 bilhões no segundo trimestre, uma alta modesta de 1,6% ante o primeiro trimestre na sequência de menores spreads.

Por fim, na última quarta-feira, foi a vez do Banco do Brasil divulgar seus números, que foram vistos de forma diversa pelos analistas. O BB registrou lucro líquido ajustado de R$ 5,039 bilhões no segundo trimestre deste ano, 52,5% superior aos R$ 3,311 bilhões reportados para igual período de 2020. O resultado ficou 2,6% acima do ganho reportado nos primeiros três meses deste ano, de R$ 4,913 bilhões.

A XP destacou que o lucro foi em linha com as estimativas da casa, de R$ 5 bilhões, mas bem acima dos R$ 4,4 bilhões do consenso de mercado (que contava com oito projeções). O resultado, na avaliação da equipe de análise, também apresentou uma boa qualidade de ganhos, considerando que: i) não houve consumo de cobertura; ii) apresentou melhoria de custos; e iii) taxas recuperadas. Além disso, o BB também decidiu revisar seu guidance para cima, com o lucro agora possivelmente atingindo o recorde de R$ 20 bilhões em 2021.

O lucro veio acima da expectativa também do Itaú BBA, “mas a razão desse desempenho não foi das mais nobres”, segundo os analistas do banco. Isso porque foi reflexo de menores provisões e de uma alíquota de imposto menor.

Ao falar sobre a revisão dos lucros para cima, o BBA ressaltou que a estatal reduziu a indicação para margem com clientes, mas também as despesas com provisões – “movimento contrário àquele que normalmente agrada o mercado”. A expectativa para o crescimento da margem financeira bruta foi reduzida de alta entre 2,5% e 6,5% para alta entre 1,0% e 4,0% (provavelmente por maiores despesas de captação), enquanto a expectativa para as provisões foi reduzida de entre R$ 14 bilhões e R$ 17 bilhões para entre R$ 13 bilhões e R$ 15 bilhões.

Também do lado negativo, apontam os analistas, a margem financeira contraiu em 1%, com perda de spread bancário advinda de maiores custos de captação. Por outro lado, as despesas operacionais ficaram estáveis na comparação anual, em R$ 7,9 bilhões. O BB também indicou estabilidade dessa linha no novo guidance, o que é positivo no atual cenário de custos, avaliam os analistas. A carteira segue também com boa qualidade – o índice de inadimplência teve ligeira queda para 1,8%.

Em teleconferência, a administração do banco ainda destacou que o crescimento do lucro líquido recorrente deve ser um pouco menor no segundo semestre em relação ao primeiro, quando lucrou R$ 10 bilhões (alta de 48,4% frente à primeira metade de 2020). Isso porque os encargos de provisão foram anormalmente menores no primeiro semestre.

Além disso, a administração acredita que a receita líquida de juros continuará pressionada por maiores custos de captação em função da alta da Selic, reforçando a avaliação de que um cenário mais competitivo deve limitar o crescimento dos spreads, embora tenham indicado que o mix de crédito deve melhorar no segundo semestre.

Desafios: impacto da reforma tributária e concorrência

O Banco do Brasil também destacou em teleconferência que a  definição da reforma tributária e seus potenciais impactos são essenciais para qualquer decisão de alocação de capital. A empresa destaca seus níveis de capital robustos, mas deve aguardar um cenário menos incerto para tomar uma decisão sobre como consumir a elevada base de capital.

O tema sobre reforma tributária, por sinal, foi destaque entre os bancos. Se a atual proposta do governo da reforma tributária for mantida, o Bradesco avalia que terá que reconhecer no seu balanço uma baixa expressiva de crédito tributário em função das mudanças de alíquotas de impostos previstas. Com relação ao fim do pagamento de  juros sobre o capital próprio (JCP), a previsão é que isso intensifique a recompras de ações, que seria uma forma de dar retorno aos acionistas.

“Cada vez o governo tem uma proposta diferente, mas considerando a última, nós e outros bancos teremos que fazer uma baixa expressiva de crédito tributário no fim do ano. Mas levando em conta todas as mudanças, ainda vemos um efeito positivo para o acionista”, disse Carlos Firetti, diretor de relações com investidores do Bradesco.

Já Milton Maluhy Filho, presidente do Itaú, disse que a reforma tributária é essencial e vai na direção correta, mas disse que é preciso se pensar em modelos de transição para alguns pontos. Isso por conta dos efeitos relevantes no curto prazo, destacando também o possível fim do JCP e a possível redução na alíquota de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica. Apesar de isso ser bom no longo prazo, ele explicou que, se essa mudança de fato ocorrer, as instituições terão de fazer uma reavaliação dos seus créditos tributários, gerando um impairment [ou baixa contábil] grande.

Com relação à concorrência, a Levante ressalta que o tema no setor vem sendo debatido há bastante tempo e incentivado pelos órgãos reguladores, principalmente com a entrada das fintechs e bancos digitais. Enquanto o Bradesco tenta criar um banco digital separadamente (o Next), o Itaú investe em se tornar mais ágil e operar de maneira mais parecida com as fintechs, avaliam os analistas da casa de research.

Eles ainda apontam que, com o avanço no cronograma do open banking, as instituições financeiras mais estabelecidas, em especial os adquirentes, têm seu lucro mais ameaçado, uma vez que o compartilhamento dos dados beneficia os novos entrantes, que antes tinham poucas informações.

No entanto, o novo ambiente também se mostra uma oportunidade para que os grandes bancos possam utilizar sua inteligência de dados para concessão de crédito para expandir sua oferta para além de seus clientes. “Dessa forma, podemos entender este novo cenário tanto como uma ameaça quanto uma oportunidade para o banco”, avaliam.

A XP destaca ainda a iniciativa iVarejo, do Itaú, uma estratégia de omnichannel do banco que permitirá aos clientes interagir com o banco por meio de suas operações físicas e digitais integradas, segue avançando no seu esforço de integrar as agências físicas do banco com o seu superapp. O banco atingiu a maior pontuação de net promoter score (o NPS, ferramenta que mede a satisfação dos clientes) em seu aplicativo, o que os analistas da XP veem com bons olhos, já que o mundo digital será o principal campo de batalha para absorver novos clientes no futuro.

Já durante teleconferência, Octavio Lazari Jr., CEO do Bradesco, falou sobre o Next, destacando principalmente as perspectivas para a abertura de capital e que é visto como um dos catalisadores para a ação do banco. O banco digital apresentou resultados positivos no período, com crescimento anual de 99% na base clientes, atingindo 5,4 milhões usuários, além de uma redução de 31% nas despesas por cliente. Segundo o CEO, não haverá abertura de capital do Next no ano que vem, mas isso pode ocorrer em 2023.

Enquanto isso, o Santander Brasil terá que lidar com outro desafio além dos já postos. Sérgio Rial, que realizou um turnaround na companhia, deixará o cargo de CEO e assumirá o cargo de Presidente do Conselho de Administração em 1º de janeiro de 2022. Mario Opice Leão, que ingressou na diretoria do banco em 2015, foi nomeado o novo CEO, e também será nomeado para um cargo no Conselho de Administração. O processo ainda está pendente das aprovações regulatórias relevantes.

“Essa notícia era de alguma forma esperada pelo mercado, embora o timing possa ser uma surpresa. Ressaltamos que Sérgio Rial liderou um importante processo de turnaround no banco, e sua presença no Conselho de Administração pode ser um sinal de que a estratégia deve continuar”, avalia o BBI. Já a XP ressalta que a notícia é negativa, dada a importância do atual CEO para a estratégia do banco.

Já para o Banco do Brasil, o BBI ressalta que, apesar do banco estatal mostrar evolução dos números, o mercado está focado na formação de receita, especialmente na receita líquida de juros com clientes. Assim, por não verem um catalisador de curto prazo e qualidade de lucro relativamente mais fraca em comparação com seus pares do setor privado, os analistas do banco possuem recomendação neutra para BBAS3. Por outro lado,  a XP reiterou recomendação de compra com um preço-alvo de R$ 52, pois vê o banco negociando a um múltiplo barato de 4,5 vezes o preço sobre o lucro, embora os fundamentos pareçam sólidos.

Assim, a projeção é de continuidade da recuperação para os bancos com a expectativa de continuidade da retomada da economia com a vacinação. Enquanto isso, a inadimplência, a competição maior no setor (que já ganhava destaque no noticiário desde antes da pandemia) e os impactos da reforma tributária no curto prazo seguem sendo observados de perto pelos investidores.

Confira abaixo a recomendação dos analistas para os bancos, de acordo com consenso Refinitiv: 

Instituição Ticker Recomendações de compra Recomendações neutra Recomendações de venda Preço-alvo médio Potencial de valorização (%)*
Santander (SANB11) 4 10 1 R$ 45,45 +11,2%
Itaú  (ITUB4) 12 4 0 R$ 35,47 +15%
Bradesco  (BBDC4) 15 2 0 R$ 30,31 +28%
Banco do Brasil  (BBAS3) 10 6 0 R$ 43,84 +38%
*em relação ao fechamento de 6 de agosto de 2021

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Ações da Vale caem mais de 3% com forte queda do minério; Banco do Brasil sobe 2,5% e Braskem tem leve alta após balanços

SÃO PAULO – O grande destaque do noticiário corporativo fica com Petrobras (PETR3;PETR4), cujas ações avançam entre 8% e 10%, após resultados fortes e bom pagamento de dividendos.

Por outro lado, na ponta negativa, estão as ações da Vale (VALE3), com baixa de mais de 3%, em meio à forte queda do minério de ferro. De acordo com dados divulgados pelo Bradesco BBI, o minério de ferro à vista negociado no porto de Qingdao com pureza de 62% caiu 7,2%, a US$ 170,05 a tonelada.

No radar, está a visão de que a China seguirá com restrições à produção de aço no país de forma a cumprir metas ambientais.

Ainda em destaque, as ações do Banco do Brasil (BBAS3) avançam após o resultado e também com a visão mais positiva para as estatais por conta da Petrobras. Os ativos BBAS3 sobem mais de 2,5%. Já a Braskem (BRKM5) sobe cerca de 1% depois do resultado.

Confira mais destaques:

A ação da Raízen, joint venture entre Shell e Cosan (CSAN3), estreia na Bolsa nesta quinta-feira (5).

A companhia precificou sua oferta inicial de ações a R$ 7,40 por papel na última terça-feira, que movimentou R$ 6,9 bilhões. O montante incluiu a oferta base de 810.811.000 ações preferenciais, mais os papéis suplementares, no total de 121.621.650 papéis. A empresa e coordenadores optaram em não exercer o lote adicional de até 162.162.200 ações.

O preço fixado saiu no piso da faixa estimada para o IPO, que ia até R$ 9,60, segundo publicado no website da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

De acordo com a companhia, os recursos captados na oferta serão utilizados para a expansão da produção de produtos renováveis, sendo 80% utilizados para a construção de novas plantas e ampliação da sua capacidade de comercialização.

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O restante será divididos entre investimentos em eficiência e produtividade dos parques de bioenergia e em infraestrutura de armazenagem e logística, que possibilitam à empresa suportar o aumento esperado no volume comercializado de renováveis e açúcar.

A transformação de prejuízo em um lucro expressivo de R$ 42,855 bilhões, números acima das expectativas em outras linhas do balanço, forte redução da dívida bruta e o pagamento de dividendos no valor de R$ 31,6 bilhões fizeram com que os ADRs da Petrobras saltassem no after market da Bolsa de Nova York na noite da última quarta-feira (4), logo após a divulgação do resultado. Nesta quinta, os papéis PBR já saltam mais de 10% no pré-market.

O Itaú BBA destaca que a estatal brasileira reportou resultados fortes, com um lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) recorrente R$ 60,033 bilhões, em alta de 239,1% na base anual e de 25,7% na comparação com o primeiro trimestre deste ano. O número ficou 6,6% acima da expectativa do banco e 12% superior ao consenso de mercado da Bloomberg.

A companhia reduziu sua dívida bruta em 10,3% em relação ao primeiro trimestre, para US$ 63,6 bilhões – bem perto da meta de US$ 60 bilhões para a nova política de dividendos. A forte geração de caixa no segundo trimestre, de R$ 40,3 bilhões (excluindo ganhos com vendas de ativos), permitiu uma amortização e pré-pagamento de dívida da ordem de R$ 55,7 bilhões.

O grande destaque foi a aprovação de R$ 31,6 bilhões em dividendos antecipados, sendo R$ 21 bilhões a serem pagos em 25 de agosto e R$ 10,6 bilhões em 15 de dezembro deste ano. Isso corresponde a um dividend yield (dividendo dividido pelo preço da ação) de 9,1%.

Após o resultado e o pagamento de dividendos, o Credit Suisse elevou a recomendação para os ADRs PBR para equivalente à compra e o Bradesco BBI elevou o preço-alvo. Veja mais clicando aqui.

Banco do Brasil (BBAS3)

O Banco do Brasil (BB) registrou lucro líquido ajustado de R$ 5,039 bilhões no segundo trimestre deste ano, 52,5% superior aos R$ 3,311 bilhões reportados para igual período de 2020. O resultado ficou 2,6% acima do ganho reportado nos primeiros três meses deste ano, de R$ 4,913 bilhões. A soma dos dois períodos levou os resultados do BB a um novo patamar.

“Ao final do primeiro semestre deste ano, nosso lucro ajustado alcançou cerca de R$ 10 bilhões”, disse o presidente do banco, Fausto Ribeiro, em mensagem transmitida junto ao material de divulgação do balanço. Ante o primeiro semestre do ano passado, o crescimento foi de 48,4%. “Estou otimista em relação aos próximos trimestres.”

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A carteira de crédito expandida cresceu 6,1% em um ano e alcançou R$ 766,5 bilhões ao fim de junho. Ante o saldo total verificado em março, a carteira avançou 1,1%.

Na comparação anual, os destaques couberam aos segmentos de pessoa física, com aumento de 10,3%, pequenas e médias empresas, que saltaram 24,8%, e agronegócio, com expansão de 9,7%. “Atingimos a marca histórica de R$ 205,9 bilhões na carteira agro”, comemorou Ribeiro.

Os empréstimos em atraso por mais de 90 dias representaram 1,86% da carteira. Ainda mais baixa que nos dois períodos anteriores, quando a inadimplência beirou os 2%.

O retorno sobre o patrimônio líquido ajustado (RSPL) do BB ficou em 14,4% no segundo trimestre deste ano, ligeiramente abaixo dos 14,8% observados no trimestre anterior.

Os ativos totais do banco somaram R$ 1,859 trilhão, com elevação de 8,8% em um ano. O patrimônio líquido ficou em R$ 145,807 bilhões, 27% maior que ao fim de junho de 2020.

A XP destacou que o lucro foi em linha com as estimativas da casa, de R$ 5,0 bilhões, mas muito acima dos R$ 4,4 bilhões do consenso de mercado (8 estimativas). O resultado, na avaliação da equipe de análise, também apresentou uma boa qualidade de ganhos, considerando que: i) não houve consumo de cobertura; ii) apresentou melhoria de custos; e iii) taxas recuperadas. Além disso, o banco também revisou para cima seu guidance de lucro, em linha com as estimativas atualizadas recentemente da XP.

“No geral, esperamos uma reação positiva e reiteramos nossa classificação de compra com um preço-alvo de R$ 52,00, pois vemos o banco negociando barato a 4,5 vezes o preço sobre o lucro, embora os fundamentos pareçam sólidos”, avaliam.

Já o Credit Suisse apontou que os números devem ser vistos como mistos, mais voltados para o lado negativo. “Por um lado tivemos lucro superando estimativas em função de um custo de risco líquido abaixo do esperado, mas os resultados mostraram uma perda no ‘core’, com o lucro pré-provisão caindo 5% na base trimestral (excluindo impairment do ultimo trimestre) em função de uma margem financeira líquida (NII, na sigla em inglês) mais fraca, mesmo com um avanço em taxa de serviços e despesas operacionais”, avaliam. Os analistas do Credit seguem neutros em BBAS3.

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Ao comentar os dados divulgados pelo Banco do Brasil, o Bradesco BBI disse reconhecer que o resultado fraco da receita líquida dos juros já era em grande medida esperada por conta do descompasso entre a reprecificação de ativos e compromissos e uma taxa Selic maior. Mas diz acreditar que a evolução do lucro será monitorada pelo mercado. O banco avalia que a receita financeira administrativa foi satisfatória no segundo trimestre de 2021, o que indica que uma composição melhor poderia ajudar a receita líquida nos próximos trimestres. O banco avalia que a qualidade dos ativos parece estar sob controle, e não deve representar um risco em 2021 e vê tendências positivas na receita com taxas, em especial na comparação trimestral.

Assim, o Bradesco BBI mantém uma avaliação neutra para o Banco do Brasil, por conta da falta de um catalisador de curto prazo que justifique a reavaliação de seus múltiplos, e preço-alvo de R$ 39, frente a R$ 31,41 negociados na quarta.

A Sinqia teve lucro líquido ajustado da companhia ficou em R$ 12,58 milhões, alta de 205% na comparação anual e avanço de 127% na base trimestral. Já sem o ajuste, o lucro foi de R$ 4,8 milhões (8,3 vezes os R$ 600 mil do mesmo período do ano anterior, resultado do maior nível de receita da companhia combinado com a gestão diligente de despesas.

O Ebitda registrou recorde de R$ 19,7 milhões, crescimento de 168,1% sobre o mesmo período do ano anterior. Já a margem Ebitda (Ebitda sobre receita líquida) foi de 22,4%, aumento de 7,5 pontos percentuais, superando pela primeira vez o patamar de 20,0%.

A receita líquida foi de R$ 87,8 milhões, crescimento de 77,2% sobre o mesmo período do ano anterior, patamar recorde, apontou a companhia. De acordo com a Sinqia, a nova unidade de negócios Sinqia Digital, formada com as aquisições de Simply e FEPWeb, contribuiu para o resultado. “Essa unidade vem apresentando um crescimento impressionante, impulsionado por produtos que atendem a novas necessidades do sistema financeiro, estratégia comercial “land and expand” e modelo comercial fundamentado em precificação transacional”, afirma o executivo.

Lojas Quero-Quero (LJQQ3)

A rede de lojas de construção Quero-Quero teve lucro líquido de R$ 16 milhões no segundo trimestre deste ano, 260% frente igual período de 2020. A receita operacional líquida avançou 42% no comparativo trimestral, a R$ 496,2 milhões. As vendas nas mesmas lojas subiram 35,2%; o percentual de crescimento no segundo trimestre do ano passado ficou em 7,2%.

O Itaú BBA afirmou que a companhia apresentou números incríveis referentes ao segundo trimestre, superando as expectativas do banco que, por sinal, já eram altas.

“Além de já estar em um setor que atualmente passa por um momento positivo, a companhia foi capaz de demonstrar uma forte capacidade de inaugurar novas lojas, ganhar mercado e otimizar suas despesas, entregando uma margem
impressionante, que se traduziu em um resultado robusto”, avaliam.

Nos últimos 12 meses, Quero-Quero foi capaz de executar seu forte plano de expansão, tendo aberto 59 lojas. Isso, combinado ao efeito de maturação, levou a uma receita melhor do que a esperada para o segmento de varejo; as vendas no conceito mesmas lojas aumentaram 35,2%.

Já a forte performance do varejo também ajudou a divisão de serviços financeiros da companhia. Com uma carteira de crédito de alta qualidade, a divisão mostrou crescimento de receita de 29% na comparação anual.

A receita mais alta levou a uma diluição de despesas além das expectativas do BBA, fazendo com que a companhia reportasse um Ebitda melhor do que o esperado, de R$ 46 milhões – um crescimento anual de 79%.

A Braskem reverteu o prejuízo de R$ 2,476 bilhões do segundo trimestre do ano passado em lucro líquido de R$ 7,424 bilhões no mesmo período deste ano. Em relação ao primeiro trimestre, houve uma alta de 198% no lucro. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 4, pela companhia.

O lucro antes de IR e CS ficou em R$ 10,021 bilhões, avanço de 206% na comparação com o primeiro trimestre deste ano. A receita líquida de vendas chegou a R$ 26,421 bilhões no segundo trimestre deste ano, avanço de 136% na comparação com o esmo período de 2019 e alta de 16% em relação ao primeiro trimestre deste ano.

A geração livre de caixa da Braskem foi de R$ 1,554 bilhão e o retorno de fluxo de caixa foi de 12,7% no segundo trimestre.

No segundo trimestre, o resultado operacional recorrente da companhia foi de R$ 9,400 bilhões, ante R$ 1,511 bilhão do mesmo período do ano passado e R$ 6,943 bilhões nos primeiros três meses deste ano, em função da apreciação do real frente ao dólar.

Na moeda americana, o lucro operacional recorrente da companhia foi de US$ 1,776 bilhão, 40% superior ao primeiro trimestre explicado, principalmente, pelos melhores spreads internacionais de PE, PVC e principais químicos no Brasil, PP nos Estados Unidos e na Europa e PE no México.

O resultado também é explicado pelo maior volume de vendas de PP nos Estados Unidos e PE no México. Em relação ao segundo trimestre de 2020, o resultado operacional recorrente da companhia em dólar foi 530% superior, em função dos melhores spreads internacionais de principais químicos no Brasil e resinas em todas as regiões; e do maior volume de vendas de resinas e principais químicos no Brasil e de PP nos Estados Unidos e Europa.

O Morgan Stanley destaca que o Ebitda ajustado divulgado pela Braskem supera em 10% sua expectativa e em 4% aquela do consenso do mercado. O banco diz que spreads mais do que compensaram a concentração de paradas de funcionamento no período.

A Totvs registrou lucro líquido de R$ 78,6 milhões no 2º trimestre, uma alta de 35,6% em relação ao mesmo período de um ano antes. Por outro lado, ficou abaixo dos R$ 92,6 milhões esperados pelos analistas consultados pela Refinitiv.

O desempenho se deu pelo aumento das receitas de sua divisão principal de softwares de gestão, enquanto os negócios nascentes de serviços financeiros e business performance subiram forte.

A receita líquida da companhia subiu 21,7% no período na comparação anual, para R$ 763,37 milhões, com avanço de 13,1% no segmento de gestão, enquanto o faturamento em business performance saiu praticamente de zero para R$ 23,6 milhões. Em serviços financeiros, avanço foi de 126%, para R$ 60,9 milhões.

O Ebitda ajustado no 2º trimestre ficou em R$ 183,7 milhões, alta de 33,8% em um ano. A margem Ebitda, por sua vez, subiu 2,2 pontos percentuais, para 24,1%.

O Bradesco BBI diz que vê os resultados da Totvs para o segundo trimestre como “marginalmente positivos” para os papéis da empresa, dado que as suas tendências operacionais continuam sólidos e que indicadores para o segmento de desempenho de negócios da empresa parecem estar em uma situação melhor do que o esperado. Segundo o banco, isso provavelmente indica uma perspectiva positiva para o segmento nos próximos trimestres.

O banco diz que uma performance forte e o momento positivo devem sustentar os valores das ações, e mantém recomendação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado) para a Totvs, com preço-alvo de R$ 36.

O Itaú BBA avaliou os resultados da Totvs no segundo trimestre como “levemente positivos” com dados sobre perdas e lucros em linha com suas estimativas. O banco disse ver tendências subjacentes positivas em todos os segmentos de negócios, com a exceção de margens mais baixas no negócio de suprimentos por conta da elevação nos custos de financiamento impulsionados por uma taxa Selic maior. O banco mantém avaliação outperform.

AES Brasil (AESB3)

A AES Brasil registrou lucro líquido de R$ 27,5 milhões no segundo trimestre do ano, uma queda de 77% na comparação anual, resultando em uma margem líquida de 4,9%. O resultado representa queda de 20,1 pontos porcentuais na mesma base de comparação.

Os números foram impactados principalmente pela maior despesa financeira líquida, no valor de R$ 80,4 milhões, pela liquidação antecipada do risco hidrológico (GSF, na sigla em inglês) e maior depreciação e amortização, no valor de R$ 41,7 milhões, devido à amortização do reconhecimento do GSF no quarto trimestre de 2020.

O Ebitda foi de R$ 257 milhões, uma baixa de 6,6% ante igual período do ano anterior, enquanto a receita líquida da companhia subiu 18,1% na base anual, para R$ 561,4 milhões.

Por fonte, o lucro líquido da área hídrica foi de R$ 24,2 milhões no segundo trimestre do ano, valor 79,7% menor que o mesmo período de 2020, enquanto o Ebitda caiu 11,6% na mesma base de comparação, para R$ 162,1 milhões. A receita líquida alcançou R$ 416,3 milhões no trimestre, uma alta de 13,2% na base anual.

No caso da energia eólica, o lucro líquido foi de R$ 22,3 milhões no período, uma queda de 31,8% na comparação anual, enquanto o Ebitda caiu 9,1% na mesma base de comparação, para R$ 52,6 milhões. No período, a receita líquida somou R$ 110,0 milhões, uma alta de 44,9%.

A geração solar registrou lucro líquido de R$ 21,0 milhões no segundo trimestre, valor 22,0% maior que o mesmo período do ano passado, enquanto o Ebitda caiu 9,4% na mesma base de comparação, para R$ 31,1 milhões. A receita líquida teve uma leve queda de 2,3%, para R$ 37,2 milhões ante igual período de 2020.

Os custos de produção e operação de energia pela AES Brasil totalizaram R$ 378,4 milhões no segundo trimestre de 2021, uma elevação de 59,7% sobre o segundo trimestre de 2020. A AES Brasil encerrou o segundo com uma dívida líquida R$ 4,729 bilhões, 76,2% maior que o visto no mesmo trimestre do ano anterior, enquanto a alavancagem, medida pela relação dívida por Ebitda era de 2,14 vezes.

A XP tem uma avaliação neutra dos resultados da AES Brasil, uma vez que os números do Ebitda ajustado ficaram abaixo das estimativas da casa, mas acima do consenso. “Mantemos nossa recomendação de compra e nosso preço-alvo de R$ 17 por ação para AESB3”, avaliam os analistas.

BR Properties (BRPR3)

O lucro líquido da BR Properties cresceu 39% no segundo trimestre na comparação anual, para R$ 27,8 milhões. Houve efeito positivo no resultado líquido de R$ 51,3 milhões decorrentes da reavaliação da totalidade do Complexo JK – Torre B por conta da venda de 20% do imóvel para a gestora VBI Real Estate por 6% a mais do que o valor registrado no balanço do primeiro trimestre. A VBI tem a opção de comprar mais 25% do ativo. Já a receita líquida subiu 4%, para R$ 78,6 milhões.

Para o Credit Suisse, a BR Properties reportou resultados neutros no trimestre, com lucro prejudicado principalmente pelos resultados financeiros, mas com uma perspectiva positiva na atividade de locação e nas demais métricas operacionais. Os analistas destacam que o trimestre foi um marco para a empresa, que intensificou sua atividade de fusões e aquisições e passou a aumentar sua exposição em logística.

“Apesar do pior ter ficado pra trás e de reconhecermos o portfolio de alta qualidade da empresa, a BRPR esta sendo negociada com um prêmio em relação aos shoppings mas com menos potencial de alta de lucros no momento e, portanto, mantemos a recomendação neutra”, afirmam.

3R Petroleum (RRRP3)

A 3R Petroleum registrou lucro líquido de R$ 24,1 milhões no segundo trimestre de 2021, ante prejuízo líquido de R$ 49,6 milhões registrado em igual trimestre de 2020. O resultado é o atribuído aos controladores, base para a distribuição de dividendos.

A receita líquida foi de R$ 152,8 milhões no segundo trimestre de 2021, mais de cinco vezes a receita de R$ 29,1 milhões no mesmo período de 2020.

A 3R Petroleum reportou Ebitda ajustado de R$ 89,3 milhões no segundo trimestre, em linha com a expectativa do Itaú BBA. A produção do Polo Macau, ativo que tem a empresa como operadora, alcançou o patamar de 5,2 mil barris de petróleo equivalente por dia no período, o que representa um crescimento de 4,4% em relação ao primeiro trimestre deste ano. A companhia divulgou seus dados de julho, mês em que a produção do Polo Macau avançou 1% ante o mês anterior.

O Itaú BBA reiterou recomendação de compra para 3R, com preço-alvo de R$ 61 para o ativo, por acreditar no potencial da empresa de aumentar o fator de recuperação de campos maduros em meio a um ambiente regulatório favorável e de oportunidade de crescimento via aquisições.

“A 3R tem participação em pelo menos quatro processos de desinvestimento da Petrobras e acreditamos que o mercado deve focar no desdobramento da estratégia de crescimento por meio de aquisições. Um segundo foco deve ser o crescimento da produção dos ativos que já foram adquiridos pela companhia, mas que ainda não foram assumidos. A 3R ainda vai assumir a operação dos polos terrestres de Pescada e Arabaiana; Fazenda Belém e Recôncavo; e dos campos marítimos de Peroá e Papa-Terra”, avaliam.

A Tegma Gestão e Logística teve lucro líquido de R$ 24 milhões no segundo trimestre de 2021, revertendo assim o prejuízo de R$ 4,4 milhões em igual período de 2020. A receita líquida subiu 82% de abril a junho, a R$ 237 milhões, na comparação anual.

Apesar do lucro, o Itaú BBA vê o número como negativo. Os resultados da Tegma foram marcados por um déficit sequencial de veículos transportados, o principal culpado pelo fraco desempenho da divisão automotiva principal. Do lado positivo, a empresa manteve sua posição de caixa líquido e vem gradualmente recuperando o Retorno sobre o capital investido (ROIC), de 17,8% no primeiro trimestre para 23,4% no segundo trimestre. Vale ressaltar que a Tegma registrou ganho pontual na área de Logística Integrada, referente à exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS / COFINS.

A Tegma continuou sofrendo com a falta de peças na cadeia automotiva como um todo, mas principalmente com a paralisação prolongada da fábrica da GM em Gravataí, no Rio Grande do Sul (que produz o modelo Onix) – as operações foram paralisadas no final de março e estão programadas para retomar em 16 de agosto. Isso levou a uma queda nos veículos transportados de 7% no trimestre e manteve a participação de mercado da Tegma no mínimo histórico de 22,8% (estável no trimestre).

Além dos volumes pressionados, a distância média por veículo transportado diminuiu 6% no trimestre. Os reajustes de preços ajudaram na receita automotiva (estagnou no trimestre), mas a margem Ebitda da divisão diminuiu 1,5 ponto no ​​trimestre (ajustando o primeiro trimestre de 2021 para eventos pontuais e incluindo um efeito contábil no segundo tirmestre).

Já as receitas do negócio de Logística Integrada voltaram a um patamar mais normalizado e a margem Ebitda ajustada sofreu um aumento nos custos de frete e despesas  – esta última relacionada ao ganho pontual mencionado anteriormente. “Notamos a renovação antecipada do contrato de um importante cliente químico em julho, até 2024”. A recomendação para o papel, contudo, segue outperform, com preço-alvo de R$ 33.

Mercado Livre (MELI34)

O Mercado Livre apresentou lucro líquido de US$ 68,2 milhões no segundo trimestre de 2021, o que resulta em lucro líquido de US$ 1,37 por ação. A receita líquida foi de US$ 1,7 bilhão, aumento de 93,9% na comparação com o mesmo período de 2020. Em moeda constante, a alta foi de 102,6%.

No Brasil, a receita líquida cresceu 101% neste trimestre em moeda constante. A operação brasileira já representa 55,9% da receita líquida total da companhia. O trimestre encerrou com um lucro antes de impostos, de US$ 138,9 milhões, crescimento de 55,5% em relação aos US$ 89,3 milhões apurados durante o segundo trimestre de 2020.

A base de usuários únicos ativos durante o trimestre aumentou 47,4% em comparação com igual período de 2020, atingindo 75,9 milhões. O volume de vendas (GMV) foi de US$ 7 bilhões, representando um crescimento anual de 39,2% em dólar e de 46,1% em moeda constante.

A operação brasileira cresceu mais de 40% em volume de vendas, em moeda constante, na comparação com 2020, com mais de 125 milhões de itens vendidos neste trimestre. “Destaque para a contribuição da recente parceria com o Grupo Pão de Açúcar e da entrega no mesmo dia – que, ao manter o atual ritmo de crescimento, pode vir a representar quase 20% dos CEPs do Brasil”, diz a companhia.

Multiplan (MULT3)

A Multiplan divulgou que em julho as vendas em shoppings atingiram 98,5% do patamar anterior à pandemia de Covid, o que tomou como um bom indicador para o desempenho do terceiro trimestre de 2021. Segundo o Credit Suisse, as vendas de julho podem levar a revisões das previsões dos valores dos aluguéis.

A Klabin comunicou nesta quinta-feira que a data prevista para o startup da primeira etapa do Projeto Puma II foi alterada para a segunda quinzena de agosto.

Anteriormente, esse movimento era planejado para a segunda quinzena de julho.

“Essa mudança se dá em função de contingências pontuais nos processos de comissionamento e testes pré-operacionais e não altera o investimento total previsto para o projeto”, explicou em fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O Projeto Puma II, aprovado em 2019, contempla a expansão de capacidade no segmento de papéis para embalagem, por meio da construção de duas máquinas de papel com produção de celulose integrada, na unidade industrial Puma em Ortigueira (PR).

A Renova Energia, companhia em recuperação judicial, informou nesta quinta-feira que a Mubadala Consultoria Financeira foi declarada vencedora em disputa pela Brasil PCH, com oferta de R$ 1,1 bilhão, segundo fato relevante.

A ausência de manifestação de interessados na participação do processo competitivo da Brasil PCH até o dia 1º de agosto permitiu a antecipação da declaração da vencedora pela administradora judicial, disse a Renova. Segundo a elétrica, a transação será comunicada aos demais acionistas da Brasil PCH, a BSB Energética e Eletroriver, que poderão decidir pelo exercício do direito de preferência na aquisição ou ao direito de alienação conjunta.

A Brasil PCH foi estabelecida para construir e operar pequenas centrais hidrelétricas (PCHs).

A Renova disse ainda que a transação permitirá “saudável soerguimento e diminuição de seus passivos”, destinando os recursos obtidos no acordo para o pré-pagamento do empréstimo DIP Ponte contratado perante a Quadra Capital e desembolsado no início deste ano, o pagamento de determinados credores extraconcursais, o cumprimento das suas obrigações no Plano de Recuperação Judicial e a conclusão do Complexo Eólico Alto Sertão III Fase A.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Banco do Brasil lucra R$ 5 bilhões no 2º tri, aumento de 52,2% na base anual

SÃO PAULO – O Banco do Brasil (BBAS3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 5,039 bilhões no segundo trimestre deste ano, número 2,6% maior que o reportado no primeiro trimestre e 52,2% superior ao do mesmo período do ano passado.

Já no semestre, o lucro líquido resultado ajustado alcançou R$ 10,0 bilhões, aumento de 48,4% frente ao primeiro semestre do ano passado.

O lucro líquido contábil, por sua vez, foi de R$ 5,5 bilhões no 2º trimestre, resultado 72,1% acima do apresentado no mesmo período do ano passado, quando ficou em R$ 3,2 bilhões.

A carteira de crédito atingiu R$ 766,5 bilhões em junho de 2021, crescimento de 6,1% na comparação com junho de 2020, com destaque para as operações de varejo e agronegócios.

O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês), foi de 14,4% no segundo trimestre, ante ROE de 11,4% no mesmo período do ano anterior.

O índice de inadimplência acima de 90 dias ficou em 1,9%, praticamente estável.

O BB ainda registrou receita líquida de juros, receita com empréstimos menos despesas com depósitos, de R$ 14,4 bilhões, 0,6% superior ao ano anterior. O banco disse que enfrentou custos de financiamento mais altos à medida que as taxas de juros de referência subiram.

Já a receita de prestação de serviços do banco teve leve alta de 3,5% em um ano, atingindo R$ 7,206 bilhões entre abril e junho.

Novas projeções

O Banco do Brasil também emitiu comunicado revisando suas projeções para este ano, elevando o lucro líquido da faixa entre R$ 16 e R$ 19 bilhões para entre R$ 17 e R$ 20 bilhões.

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Já a margem financeira bruta prevista agora está entre 1% e 4%, antes projeção anterior de 2,5% a 6,5%, ao passo que a perspectiva para a carteira de crédito foi mantida em uma variação de 8% a 12%.

A Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (PCLD) Ampliada, por sua vez, está prevista para fechar 2021 entre R$ 13 bilhões e R$ 15 bilhões, enquanto a projeção anterior era de R$ 14 a R$ 17 bilhões.

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O que esperar dos resultados dos grandes bancos no 2º trimestre? Santander Brasil inaugura temporada nesta quarta

SÃO PAULO – Estabilidade nos lucros dos bancos no segundo trimestre de 2021 na comparação com os primeiros três meses do ano, mas um forte aumento quando comparado ao segundo trimestre de 2020, quando as provisões para devedores duvidosos tiveram expressiva alta em meio à pandemia de coronavírus. Assim, a retomada da economia deve proporcionar um aumento expressivo dos ganhos na comparação anual e também deve levar as instituições financeiras a registrarem um aumento da carteira de crédito.

Por outro lado, a expectativa é de um aumento da inadimplência, ainda que a níveis controlados e sem grandes preocupações por parte dos analistas, enquanto as margens financeiras devem seguir pressionadas.

Com essa perspectiva geral, os grandes bancos começam a divulgar resultados, com o Santander Brasil (SANB11) inaugurando a temporada ao revelar seus números na próxima quarta-feira (28), antes da abertura do mercado.

A divulgação dos números entre abril e junho para os maiores bancos de capital aberto – além de Santander, Itaú (ITUB4), Bradesco (BBDC4) e Banco do Brasil (BBAS3) – irão se estender até a próxima semana, podendo dar mais indicações sobre o que esperar para o setor.

No último fim de semana, a XP adotou uma postura mais cautelosa com os bancos diante dos preços mais elevados das ações em um cenário de disrupção causado tanto por intervenções regulatórias quanto por concorrência. Já o Bradesco BBI divulgou na véspera relatório retomando a cobertura dessas empresas com uma visão diferente, mostrando-se mais otimista com o setor: “reconhecemos os desafios estruturais devido à concorrência de novos operadores, bancos digitais e fintechs, mas nos próximos seis a doze meses acreditamos que a melhoria na qualidade dos resultados será o driver mais importante dos preços das ações, daí a nossa visão mais construtiva”, apontam os analistas do BBI.

Olhando para o segundo trimestre, contudo, a XP destaca que haverá uma boa recuperação baseada das menores provisões, receita de serviços impulsionada por maiores volumes devido a retomada da economia e redução de custos, dado que o setor financeiro continua focado em ganho de eficiência.

Também vendo os custos sob controle, o BBI projeta uma melhor qualidade dos resultados, que deve ser ainda pronunciada no segundo semestre de 2021, com a carteira de crédito voltando para o varejo, enquanto as tarifas de serviços não devem se expandir significativamente.

Em relatório, o Itaú BBA destaca que os investidores podem ir atrás de sinais de recuperação na margem financeira, o que não deve acontecer substancialmente nessa temporada, uma vez que foi marcada por restrições de mobilidade. Uma recuperação mais forte das margens deve ocorrer no segundo semestre.

“A maior confiança e a normalização da poupança das famílias devem puxar a demanda por produtos de crédito de maior retorno. Este também será um ambiente melhor para os bancos ajustarem os preços para cima e compensarem o aumento gradual nos custos de financiamento em função da Selic [taxa básica de juros]”, apontam os analistas do BBA.

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Por outro lado, números que decepcionassem, sem conseguir mostrar melhora da margem financeira, poderiam prejudicar as projeções dos lucros. Para o BBA, com isso, ganharia mais projeção o argumento de que a margem mais comprimida está relacionada à concorrência e mudanças de regulação, não sendo mais tanto associada à queda recente da Selic, que volta a passar por um ciclo de alta.

“O Brasil entrará na fase dois do open banking, possivelmente elevando a concorrência no crédito e lançando dúvidas de longo prazo se a recuperação dos spreads bancários [diferença entre a taxa de juros cobrada aos tomadores de crédito e a taxa de juros paga aos depositantes pelos bancos] não se materializar. Ou seja, se os spreads não tiverem melhora com o crescimento de quase 6% do PIB e um ciclo de aumento da taxa de 4 pontos percentuais, será mais difícil argumentar por um futuro mais brilhante”, apontam no relatório.

Olhando para os bancos especificamente, o BBI aponta que Santander e Itaú devem mostrar tendências semelhantes, com maior qualidade dos lucros (ainda que estáveis frente o primeiro trimestre), à medida que as carteiras crescem mais rápido para pessoas físicas. Já os bancos públicos, no caso do BB, apontam os analistas, devem registrar uma menor qualidade dos lucros com contribuições menores provenientes da receita líquida de juros versus pares privados.

O BofA e a XP, por sua vez, avaliam que o Bradesco deve registrar um bom resultado no trimestre, mas avaliando que a instituição financeira pode ser pressionada por perdas com a área de seguro saúde.

Confira o que esperar para os resultados dos maiores bancos listados na B3:

Santander Brasil

Divulgação do resultado: 28 de julho – antes da abertura

O primeiro dos “bancões” a divulgar o resultado, o Santander Brasil deve reportar números em linha com o primeiro trimestre de 2021, a R$ 4 bilhões, de acordo com análise do Bank of America. A projeção é também de uma manutenção da receita líquida de juros (NII, na sigla em inglês) mas com uma melhor qualidade, uma vez que a contribuição dos ganhos com trading deve ser menor, na visão dos analistas do banco americano.

Espera-se que a NII de clientes apresente um crescimento menor do que a expansão da carteira na forma de empréstimos garantidos (menor rendimento). O índice de inadimplência deve aumentar a partir do níveis baixos atuais, levando os encargos de provisão a retornar aos níveis pré-crise e crescendo 8% na base trimestral. Após um bom desempenho nas tarifas no primeiro trimestre, os analistas projetam uma ligeira queda (de 2% na comparação trimestral) enquanto as despesas operacionais devem continuar sob controle, já que o Santander se mantém totalmente comprometido com a automatização de seus processos dentro do banco, apontam os analistas. O BofA mantém recomendação neutra para os ativos.

Já a XP espera bons resultados para o Santander, com lucro de R$ 4,1 bilhões e com Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE, na sigla em inglês) de 21%, mas nenhuma melhora significativa na qualidade dos resultados. “Acreditamos que os investidores se concentrarão na qualidade dos ativos do banco e na capacidade de continuar entregando um lucro forte”, apontam os analistas.

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O BBI aponta ainda que, apesar de não haver um crescimento forte dos empréstimos no trimestre, a receita do banco crescerá graças a uma mudança no mix, conforme o crescimento do crédito individual acelera e o crédito corporativo segue uma tendência oposta.

Por sua vez, os analistas esperam que as despesas com provisões devam crescer 13,5% na comparação trimestral (mas queda de 45% na base anual), já que o primeiro trimestre de 2021 teve um dos menores níveis de custo de risco em história. Os analistas estimam que as tarifas ficarão um pouco abaixo frente o trimestre anterior, mas ainda uma melhora modesta em relação aos níveis de 2020.

Itaú

Divulgação do resultado: 2 de agosto – depois do fechamento

Após um forte desempenho no primeiro trimestre, o BofA projeta lucro líquido (ex-itens extraordinários) praticamente  estável na comparação trimestral e crescendo 51% na base anual dado o baixo valor de comparação, indo a R$ 6,3 bilhões e levando um ROE de 18,4%.

A Margem Líquida de Juros (ou NIM, na sigla em inglês) deve seguir sob pressão com o crescimento dos empréstimos
continuando a ser impulsionado por carteiras de spread mais baixo, enquanto os resultados comerciais devem
voltar a um nível mais normalizado após um primeiro trimestre forte.

“No entanto, esperamos que a NII com os clientes devam permanecer em ritmo de crescimento no ponto médio do intervalo do guidance (projeção) para o ano, especialmente porque o crescimento dos empréstimos está acelerando com a reabertura econômica”, apontam.

Já a inadimplência deve subir, especialmente na carteira de pequenas e médias empresas, mas sem grande espaço para surpresas. Despesas com provisão devem permanecer bem abaixo dos níveis do ano anterior, embora possa haver espaço para que haja aumento em relação ao primeiro trimestre. As taxas de serviço devem ser apoiadas por volumes melhores, especialmente com cartões (atividades de aquisição e emissão), banco de investimento e gestão de ativos. Enquanto isso, mais uma vez, os custos devem permanecer em um rígido controle, ficando estável no trimestre e crescendo 3% no comparativo anual.

Por fim, o Itaú deve registrar ganhos não recorrentes relacionados à reavaliação de créditos fiscais diferidos à luz do aumento da CSLL, não refletido nas estimativas do BofA, que mantém recomendação de compra para os papéis.

A XP, por sua vez, espera que o lucro do Itaú seja estável na comparação trimestre-trimestre (R$ 6,5 bilhões, com ROE de 18%), mas com melhor qualidade. As margens de crédito financiado por clientes devem ser mais relevantes (versus tesouraria) e os custos devem melhorar. “As taxas de juros também devem melhorar à medida que a economia se recupera. No entanto, os investidores devem dar uma atenção especial ao aumento construtivo dos lucros (de 56% na comparação anual)”, avaliam.

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O BBI também acredita que a qualidade dos ganhos deve melhorar, já que a receita líquida de juros com os clientes deve ganhar participação, resultando em um mix melhor (crescimento mais rápido para pessoas físicas do que para empresas).

Bradesco

Divulgação do resultado: 3 de agosto – depois do fechamento

Na linha do esperado para os outros bancos, o BofA também espera um lucro antes de itens extraordinários praticamente estável comparado aos R$ 5,6 bilhões do primeiro trimestre e levando a um ROE de 17,9% (ante 18,1% nos primeiros três meses de 2021).

A originação de empréstimos deve continuar com um bom desempenho principalmente nas operações de menor rendimento para pessoas físicas (hipoteca e empréstimo consignado) e no segmento de PMEs, e deve acelerar no segundo semestre para atingir o ponto médio do guidance (entre alta de 9% e 13%) até o final do ano.

Com isso, a projeção é uma NII também estável na base de comparação trimestre, também influenciada por ganhos de trading mais baixos após resultados anormalmente elevados no primeiro trimestre de 2021. Já a inadimplência deverá continuar sua trajetória de alta e deve retornar a níveis mais normalizados no segundo semestre. Contudo, dado o alto índice de cobertura (relação entre empréstimos inadimplentes e provisões), a projeção é de que os encargos de provisões fiquem estáveis na comparação trimestral.

As receitas de taxas devem seguir estáveis, enquanto os resultados da linha de seguros podem ser pressionados por conta do maior acionamento em meio à pandemia da Covid-19. O opex (despesas operacionais) sob controle deve ser bem-vindo, mas todos os olhos permanecem no segundo semestre, com o cenário de alta inflação pressionando pessoal e despesas administrativas. O BofA mantém recomendação de compra para o papel.

A XP também espera que o Bradesco registre um bom resultado no trimestre (com lucro de R$ 6,5 bilhões e com ROE de 18%), também avaliando que a instituição financeira possa ser pressionada por perdas com a área de seguro saúde. “No geral, o banco deve melhorar [seus números] significativamente em relação ao ano anterior, mas sem nenhuma melhoria significativa em relação ao trimestre anterior”, avaliam os analistas.

Banco do Brasil

Divulgação do resultado: 5 de agosto – depois do fechamento

O BofA espera um lucro líquido recorrente praticamente estável na comparação com os três primeiros meses de 2021, quando totalizou R$ 4,9 bilhões, gerando assim um ROE de 14% (ante 14,8% no trimestre imediatamente anterior).

Enquanto a carteira de crédito deve apresentar bom desempenho no varejo e agronegócio, os analistas do banco americano esperam uma dinâmica mista na carteira corporativa, com contração entre grandes empresas ofuscando a melhoria das PME.

A NII deve ser pressionada, enquanto os índices de inadimplência devem ficar sob controle, mesmo considerando uma deterioração marginal, e os encargos de provisão devem ficar quase estáveis no trimestre, uma vez que o índice de cobertura deve continuar sua tendência de queda. As despesas devem se estabilizar no comparativo anual e trimestral (enquanto a alta da inflação deve pressionar a linha do balanço na segunda metade do ano). Os analistas mantêm recomendação de compra para os papéis.

A XP não espera grande destaques, mas projeta que o banco mantenha um crescimento construtivo dos lucros (alta de 51% na base anual, para R$ 5,0 bilhões, com um ROE de 14%) sem deterioração significativa da qualidade dos ativos. “Esperamos que nossa tese de investimento de pagamento de dividendos se consolide conforme os fundamentos do banco melhoram e sua capitalização se torna uma realidade”, apontam.

O BBI, por sua vez, estima um lucro líquido de R$ 4,8 bilhões, uma ligeira queda de 2,2% no trimestre, mas ainda em alta de 45,1% no período. “Acreditamos que o Banco do Brasil deva apresentar crescimento de crédito relativamente estável no trimestre (alta de 1,7%), com aceleração razoável em empréstimos corporativos e individuais”, apontam.

Semelhante aos pares do setor privado, os analistas do banco um crescimento modesto nas despesas de provisão, de 20%
na base trimestral, mas com queda de 48,4% na comparação anual, sendo mais do que suficiente para compensar o crescimento da receita líquida de juros.

As receitas com taxas deverão subir 1,5% no trimestre (estável na base anual), mas devendo ser compensadas por despesas operacionais também maiores, com aumento de 1,2% frente os primeiros três meses de 2021 (e alta de 2% na base anual).

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Bradesco BBI está otimista com bancos no curto e médio prazo e vê uma melhora na qualidade dos lucros; Itaú é a ação favorita

SÃO PAULO – Pouco tempo após a XP adotar uma postura mais cautelosa com os bancos, o Bradesco BBI divulgou relatório retomando a cobertura dessas empresas com uma visão diferente, se mostrando mais otimista com o setor no curto e médio prazo.

Os analistas Gustavo Schroden, Otavio Tanganelli e Eric Ito disseram ter “uma visão construtiva de curto a médio prazo”, sustentada por uma esperada melhora na qualidade dos lucros, com recentes correções nos valuations abrindo oportunidades nas ações.

“Esperamos que os lucros dos bancos cresçam em 2021/2022, apoiados por uma melhor receita líquida de juros, impulsionada pelo crescimento dos empréstimos e melhorias no mix”, avaliam os analistas, que acreditam que o mercado deve receber bem esse cenário, elevando os múltiplos das companhias.

Segundo a equipe do BBI, a margem financeira dos bancos deve crescer mais rapidamente do que nos últimos anos, suportada por um melhor mix. Além disso, após um fraco avanço de 0,7% em 2020, a projeção é que a receita de juros líquida cresça 6,9% em 2021 e 7,0% em 2022.

“Em nossa opinião, esse melhor desempenho da receita líquida de juros deve ser impulsionado por um maior crescimento da pessoa física do que da pessoa jurídica, com foco em produtos de maior rendimento, como crédito pessoal (ex-folha de pagamento), cartão de crédito e cheque especial”, afirmam os analistas.

O cenário deles ainda projeta que os empréstimos para pessoas físicas cresçam 14,2% em 2021 e 12,7% em 2022, contra apenas 7,3% no ano passado, enquanto os empréstimos para empresas devem aumentar 2,6% e 7,4% neste e no próximo ano, respectivamente (em 2020 a alta foi de 26,9%).

“Observe que as pessoas físicas têm uma taxa de juros média de 24,6% a.a., quase o dobro das taxas de juros para empresas de 12,6% a.a., o que pode explicar a expansão mais rápida da receita líquida de juros nos próximos anos”, avaliam, concluindo que os ganhos do setor devem crescer 29,6% em 2021 e 11,2% no ano seguinte, enquanto os ROEs (Retorno sobre o patrimônio líquido) poderiam expandir em 460 pontos-base, para 17,1% em 2022.

Dias antes, a XP emitiu um relatório em que se mostrou mais cautelosa com as instituições bancárias do país, apontando quatro itens como os principais fatores para sua nova visão: i) a concorrência no varejo aumentou à medida que as barreiras de entrada diminuíram; ii) os órgãos reguladores tornaram-se mais agressivos em prol de mais competição; iii) os players independentes no atacado ganharam market share; e iv) as perspectivas de crédito deterioraram-se com o open banking.

Para os analistas, os riscos do Open finance parecem maiores do que o previsto para os bancos. “Mais do que apenas crédito, o programa visa investimentos, seguros e até potencializa o uso do mercado de produtos financeiros. Tal mudança deve aumentar a competição e diminuir o ROE do setor”, avaliam.

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Para o Bradesco BBI, porém, a melhora nos resultados será um driver mais importante que a concorrência. Reconhecemos os desafios estruturais devido à concorrência de novos operadores, bancos digitais e fintechs, mas nos próximos 6 a 12 meses acreditamos que a melhoria na qualidade dos resultados será o driver mais importante dos preços das ações, daí a nossa visão mais construtiva”, apontam os analsitas.

Itaú é o favorito

Com um preço-alvo de R$ 38, o BBI colocou uma recomendação de compra para o Itaú Unibanco (ITUB4), com o banco sendo a escolha preferida dos analistas entre as instituições de grande capitalização.

“Acreditamos que o crescimento do crédito e um melhor mix de produtos devem levar a uma melhor qualidade dos resultados até pelo
menos o 4T22”, afirmam os analistas sobre o Itaú.

Segundo eles, o Itaú deve apresentar o maior aumento de ganhos entre seus pares com uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) prevista de 26% entre 2020 e 2022, contra 20% do sistema bancário como um todo. Com isso, o ROE do banco também deve ter uma expansão maior nos próximos dois anos, chegando a 18,8% em 2022, contra previsão de 17,1% para o resto do setor.

Além disso, o BBI aponta um valuation mais atrativo para o Itaú quando comparado com seus pares privados. Os analistas veem o Itaú (ex-XP) negociando com um P/E (preço sobre lucro) de 8,1 vezes, contra 9,2 vezes do Santander Brasil, por exemplo.

Sobre os outros banco, os analistas do BBI colocaram recomendações neutras para Banco do Brasil (BBAS3) e Santander (SANB11), com preços-alvo de R$ 39 e R$ 47, respectivamente.

Essa avaliação se dá porque, na visão deles, as melhorias citadas parecem ter um preço muito alto para o Santander, enquanto eles têm incertezas com relação a melhorias no ROE para o Banco do Brasil.

“De fato, embora reconheçamos os fundamentos sólidos do Santander Brasil, observamos que o banco deve registrar um crescimento de lucros mais lento do que seus pares de grande capitalização (CAGR de 9% entre 2020 e 2022 vs. 20% para o sistema), e menor expansão do ROE”, diz o BBI.

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“Enquanto isso, o gap de ROE do Banco do Brasil contra os pares privados deve ser maior em 2022 do que em 2020 (gap de ROE de 590pb em 2022 vs. 420bps em 2020), justificando nossa classificação de neutra”, explica.

Na véspera, a XP colocou o Banco do Brasil como sua ação preferida no setor, sendo a única com recomendação de compra. Os analistas destacaram que o BB apresenta uma assimetria de investimento positiva, principalmente com base no valuation atrativo do banco, enquanto mantém uma operação defendida. Eles também avaliam que a distribuição de dividendos do banco deve se tornar relevante, pois o banco deve aumentar seu dividend payout (clique aqui para ver a análise completa e as outras recomendações).

Por fim, o BBI também cita o ABC Brasil (ABCB4) com uma recomendação de compra e preço-alvo de R$ 20, sendo o preferido dos analistas entre os bancos menores em crescimento mais rápido de lucros. “Também classificamos o Banrisul (BRSR6) como Neutro devido à falta de visibilidade da expansão do ROE”, concluem.

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XP destaca motivos para maior cautela com ações de grandes bancos e rebaixa Santander e Bradesco; BB segue como compra

SÃO PAULO – Adotando uma postura mais cautelosa para os bancos diante dos preços mais elevados em um cenário de disrupção causado tanto por intervenções regulatórias quanto por concorrência, a XP fez uma atualização em suas recomendações para o setor.

Marcel Campos, Vitor Pini, Matheus Odaguil e Artur Alves, analistas da XP que assinam o relatório, apontam não acreditarem que os incumbentes devam negociar em linha com os múltiplos históricos de agora em diante.

Assim, desta forma, decidiram rebaixar a recomendação do Bradesco (BBDC4) de compra para neutra e a recomendação do Santander (SANB11) de neutra para venda. Já a recomendação para o Banco do Brasil (BBAS3) foi mantida em compra, enquanto para o Itaú (ITUB4) seguiu neutra.

Os preços-alvos são os seguintes: de R$ 26 para BBDC4, ou potencial de valorização de 9% frente o fechamento de sexta-feira, de R$ 36 para o Santander Brasil, ou queda de cerca de 10%, de R$ 52 para o BB, ou um potencial de valorização de 64% e, por fim, de R$ 28 para ITUB4, um valor 4% abaixo do registrado na última sexta-feira (23).

Os analistas apontam que rebaixaram o Bradesco porque percebem maiores riscos das iniciativas do Open Finance para a operação de seguros do banco (além do crédito). “Embora ainda gostemos dos fundamentos do Bradesco, acreditamos que o valuation atual oferece uma vantagem limitada” avaliam.

Para o Santander, a XP aponta que os investidores agora enfrentam múltiplos mais altos em um cenário em que o banco deve registrar o menor crescimento anual dos lucros no setor. Também acreditam que o banco apresenta o balanço patrimonial mais arriscado no caso de uma inadimplência do mercado acima do esperado. “Por fim, acreditamos que os resultados do primeiro trimestre de 2021 sejam insustentáveis, o que pode desencadear uma reação acionária negativa”, afirmam.

Com relação à ação preferida entre os bancões, sendo a única com recomendação de compra, os analistas destacam que o Banco do Brasil apresenta uma assimetria de investimento positiva, principalmente com base no valuation atrativo do banco, enquanto mantém uma operação defendida.

Eles também avaliam que a distribuição de dividendos do banco deve se tornar relevante, pois o banco deve aumentar seu dividend payout (pagamento de dividendos em proporção ao lucro líquido) em um cenário de: i) maior capitalização; ii) recuperação de lucros; iii) Previ I com superávit de R$ 22 bilhões; e iv) um atrativo múltiplo de preços em relação ao valor patrimonial.

Por fim, com relação ao Itaú, os analistas avaliam que o banco é operacionalmente mais arriscado do que o Bradesco e o Banco do Brasil. A visão é que a composição da receita do Itaú é altamente suscetível a disrupções, dado: i) mais empréstimos para o varejo passivos para serem modelados (open banking); ii) um maior percentual de tarifas de varejo; e iii) uma operação de seguro fraca. “Dito isso, acreditamos que tanto a concorrência (cartões e tarifas de varejo principalmente) e ameaças regulatórias (banco aberto e pagamento mais rápido) representam uma ameaça maior para o Itaú”, reforçam.

Razões para mais cautela com bancões

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Com relação ao setor em geral, os analistas da XP apontaram alguns motivos para estarem mais cautelosos com o setor: i) a concorrência no varejo aumentou à medida que as barreiras de entrada diminuíram; ii) os órgãos reguladores tornaram-se mais agressivos em prol de mais competição; iii) os players independentes no atacado ganharam market share; e iv) as perspectivas de crédito deterioraram-se com o open banking.

Para eles, os riscos do Open finance parecem maiores do que o previsto para os bancos.

“Mais do que apenas crédito, o programa visa investimentos, seguros e até potencializa o uso do mercado de produtos financeiros. Tal mudança deve aumentar a competição e diminuir o ROE [Retorno sobre o patrimônio líquido] do setor”, avaliam.

E, mesmo que seja difícil prever os vencedores, acreditam que os incumbentes (operadores históricos) podem ser os perdedores devido à sua alta participação de mercado, estrutura e experiência do cliente abaixo da média.

O open banking está para ser implementado em quatro fases no Brasil, sendo que ainda há incertezas quando se olha para o exterior. A XP aponta que o Banco Central da Inglaterra não conseguiu implementar a medida com sucesso, com apenas 10% dos usuários compartilhando seus dados até agora, principalmente impactado por: i) um escopo limitado de compartilhamento de dados; ii) prazo de implementação longo; iii) casos de fraudes; iv) baixa divulgação; v) falta de mecanismos de incentivo à implementação pelos grandes bancos; e vi) um curto período de consentimento de compartilhamento de dados.

Porém, a visão é de que o modelo será bem sucedido no Brasil sai na frente com dados padronizados em API, grande número de participantes já os estágios iniciais e o papel ativo dos reguladores.

Com as companhias tendo acesso aos dados do cliente, pode haver poucas barreiras para a modelagem de crédito e ofertas de produtos assertivas no longo prazo. Dito isso, a concorrência deverá ser impulsionada pela qualidade do produto e pela experiência do cliente, avaliam.

Se de fato a experiência do cliente for um fato decisivo, os operadores históricos podem perder terreno para novos players construídos em uma plataforma centrada no cliente. Outros fatores que podem impactar negativamente os bancos são sua grande participação no mercado de produtos e sistemas antigos, que podem não ajudar em termos de agilidade para se adaptar e reter clientes, afirmam.

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O escopo brasileiro inclui ainda outros produtos que não só o crédito, tornando a regulação local mais agressiva do que as experiências externas. Dito isso, a opinião dos analistas é que seguros, investimentos, operações de câmbio e outros serviços também podem ser pressionados, com resultados negativos para os bancos.

Além disso, outros concorrentes podem entrar na tendência de se tornarem plataformas. Os analistas avaliam que, “como a transformação para plataforma valeu a pena para esses concorrentes, acreditamos que outros também possam ingressar neste clube no futuro. Se for esse o caso, teríamos um mercado mais competitivo, com participantes dispostos a destruir valor por maior valor de mercado. Embora não nos sintamos confortáveis em escolher um vencedor, acreditamos que a indústria como um todo perderia valor”.

Apesar da visão mais cautelosa da XP, a sessão é de ganhos de cerca de 2% para os bancos nesta segunda-feira, com os investidores atentos à temporada de resultados, com Santander divulgando seus números no próximo dia 28, antes da abertura do mercado. A XP aponta que, para o segundo trimestre, os resultados do setor devem ser impulsionados por menores provisões, volumes maiores com a gradual retomada da economia, e redução de custos.

Já para o Bank of America, os bancos devem apresentar um crescimento sólido dos empréstimos, gastos operacionais controlados e tendências positivas de inadimplência, enquanto as margens devem ser pressionadas pelos custos de financiamento.

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Petrobras, Banco do Brasil e Eletrobras ganham destaque em dia de B3 fechada; PetroRio, aquisição da Rede D’Or também no radar

SÃO PAULO – Mesmo em dia de B3 fechada, o noticiário corporativo é movimentado nesta sexta-feira (9), principalmente com destaque para as estatais Petrobras, Banco do Brasil e Eletrobras.

No caso da elétrica, por sinal, a notícia é de que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), segundo a Reuters, fechou contrato com o consórcio Genial – Tauil e Chequer para prestação dos serviços de estruturação financeira e jurídica no processo de estruturação e implementação da desestatização da Eletrobras. O contrato, visto pela agência, terá duração de 36 meses a contar da data de sua assinatura, podendo ser prorrogado.

Aura Minerals, compra feita pela Rede D’Or e outra aquisição feita pela GPS, também ganham destaque no noticiário. Confira os destaques:

O dia é movimentado para a Petrobras. Na véspera, em live semanal, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) criticou os altos preços dos combustíveis nos pontos de venda e culpou os governadores por cobrarem taxas elevadas no ICMS.

Ele voltou a defender que postos de gasolina sejam obrigados a mostrar o preço pelo qual adquiriram os produtos das refinarias. “Pedi ao presidente da Petrobras que bote o preço da refinaria na página da estatal”, afirmou.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou na quinta que o governo federal e a Petrobras passarão a divulgar na internet a composição completa do preço dos combustíveis, como a alíquota cobrada de impostos e os custos de distribuição e comercialização. Bolsonaro, que conversou nesta semana com o presidente da Petrobras, general Joaquim Silva e Luna, insistindo que a composição do preço dos combustíveis seja detalhada de forma a deixar claro para a população quanto de imposto federal e quanto de imposto estadual é cobrado, e ainda a margem de lucro e os custos de frete.

Ainda no radar da empresa, as companhias de transporte de gás natural TBG, NTS e TAG, partes da recente onda de desinvestimentos da Petrobras, anunciaram na quinta-feira uma parceria para compartilhamento do marketplace Portal de Oferta de Capacidade (POC), que possuirá gestão rotativa com o comando de uma das empresas a cada cinco anos. O acordo entre Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia–Brasil, Nova Transportadora do Sudeste e Transportadora Associada de Gás prevê coparticipação administrativa, de desenvolvimento, manutenção e operação da plataforma digital, que também poderá ser acessada por outros agentes da cadeia.

A estatal informou ainda em comunicado que iniciou a etapa de divulgação do teaser para a venda, em conjunto com a Sonangol Hidrocarbonetos Brasil, da totalidade da participação de ambas as empresas no bloco exploratório terrestre POT-T-794, pertencente à concessão BT-POT-55A, localizada na Bacia Potiguar, no estado do Rio Grande do Norte. A Petrobras detém 70% de participação e a Sonangol é a operadora, com 30% de participação no bloco.

Ela também comunicou que José Franco Medeiros de Morais apresentou carta de renúncia ao cargo de membro titular do Conselho Fiscal da companhia, por razões pessoais, com efeitos a partir do dia 5 de agosto de 2021. Adicionalmente, a companhia recebeu ofício do Ministério da Economia com indicação de Jeferson Luís Bittencourt para substituição, mantendo Gildenora Dantas Milhomem como sua suplente.

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“A indicação será submetida aos procedimentos internos de governança corporativa, incluindo as respectivas análises de conformidade e integridade, e posteriormente, à avaliação do Comitê de Pessoas (COPE). Após a avaliação do COPE, a indicação será submetida à deliberação da Assembleia Geral Extraordinária, a ser oportunamente convocada”, informou a estatal no comunicado.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) fechou contrato com o consórcio Genial – Tauil e Chequer para prestação dos serviços de estruturação financeira e jurídica no processo de estruturação e implementação da desestatização da Eletrobras. O contrato, visto pela Reuters, terá duração de 36 meses a contar da data de sua assinatura, podendo ser prorrogado.

Os estudos de modelagem financeira apresentados pelo BNDES, que precisam ser aprovados pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), vão definir os valores da operação financeira e a quantidade de ações que a União manterá na companhia.

A desestatização da Eletrobras pode representar cerca de R$ 100 bilhões aos cofres públicos, estimou anteriormente o Ministério da Economia.  A maior parte dos R$ 100 bilhões deverá ser obtida com a venda de fatias do governo na empresa após a capitalização, que deverão render cerca de 80 bilhões de reais, segundo o Ministério da Economia.

Banco do Brasil (BBAS3)

O conselho de administração do Banco do Brasil aprovou a adequação da sua estrutura organizacional com a extinção da unidade Negócios PF, MPE e Agro e de Negócios Varejo e Setor Público, além da criação da diretoria Comercial Alto Varejo.

De acordo com fato relevante divulgado há pouco pela instituição financeira, também foi extinta a Unidade Comércio Exterior e integração junto à Diretoria Corporate Bank.

Já as diretorias de Atendimento e Canais, de Governança de Entidades Ligadas, de Segurança Institucional e de Reestruturação de Ativos Operacionais foram transformadas em unidades.

O banco ainda aprovou a alteração nos vínculos com as vice-presidências da Unidade de Reestruturação de Ativos Operacionais, que agora fica vinculada à vice-presidência Corporativa. A diretoria de Soluções em Empréstimos e Financiamentos, por sua vez, fica vinculada à vice-presidência de Agronegócios.

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Por sua vez, a diretoria de Soluções em Meios de Pagamentos e Serviços fica vinculada à vice-presidência Gestão Financeira e de Relações com Investidores.

Nesse âmbito, acrescenta o BB, foram eleitos Thompson Soares Pereira Cesar para dirigir a unidade Comercial Varejo; Guilherme Alexandre Rossi para o comando da unidade Comercial Alto Varejo e Rodrigo Mulinari como Diretor de Tecnologia.

PetroRio (PRIO3)

A PetroRio informou que a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou a cessão da participação de 28,6% no Bloco BM-C-30, Campo de Wahoo, da Total E&P do Brasil para a companhia.

A transação ocorreu em 4 de março de 2021 e com isso a PetroRio passa a deter 64,3% do Campo. A operação irá permitir a criação de um segundo cluster de produção através da interligação (tieback) de Wahoo a Frade, dando sequência à estratégia de otimização operacional dos seus ativos, argumenta a PetroRio. O primeiro óleo de Wahoo está previsto para o início de 2024.

A companhia afirma em comunicado que o Campo de Wahoo possui aproximadamente 125 milhões de barris classificados como recursos 1C, além de aproximadamente 7 milhões de barris 1C a serem adicionados ao campo de Frade, de acordo com o relatório de certificação de reservas da DeGolyer & MacNaughton realizado em 2021.

Rede D’Or (RDOR3)

A Rede D’Or anunciou a compra de 51% do Hospital Proncor, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

O valor de firma (firm value) para 100% do Proncor é de R$ 290 milhões; deste valor, será deduzido o endividamento líquido.

“O Proncor é um hospital geral de referência na cidade da Campo Grande, estado do Mato Grosso do Sul, contando com 136 leitos plenamente capacitados ao atendimento de seus pacientes”, destacou a empresa, ressaltando que a previsão de lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) é de R$ 32,5 milhões para o ano de 2022, com parte das sinergias incorporadas.

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O fechamento da operação está sujeito a verificação de determinadas condições usuais, com a celebração de Acordo de Acionistas tendo por objeto estabelecer os direitos e obrigações dos acionistas do Proncor, o qual será o veículo para investimentos das partes em outros negócios no estado do Mato Grosso do Sul. “A operação reforça o compromisso da Companhia com a sua estratégia de expansão e visão de longo prazo, com o ingresso em novos mercados”, destacou.

As distribuidoras Light, Cemar e Celpa foram compradoras de energia renovável em leilão A-3 na quinta, que registrou deságio no preço médio de 30,8%, para 165 reais por MWh, de acordo com dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). O leilão, que prevê início da entrega de energia em janeiro de 2024, movimentou R$ 3,08 bilhões e contratou projetos eólicos, pequenas centrais hidrelétricas, solares e de geração com biomassa de cana-de-açúcar. Os projetos eólicos tiveram potência contratada de 251,7 MW, empreendimentos estes que demandarão investimentos de cerca de R$1 bilhão.

Vale (VALE3) e minério

Os contratos futuros do minério de ferro na China caíram nesta sexta-feira e registraram sua quarta queda semanal consecutiva, já que as preocupações com os controles da produção de aço ofuscaram a demanda por matérias-primas siderúrgicas e engoliram os ganhos registrados no início desta semana.

O fornecimento geral de minério de ferro das quatro principais mineradoras deve aumentar significativamente no segundo semestre de 2021, escreveu a SinoSteel Futures em uma nota. Se os controles de produção relacionados ao meio ambiente forem implementados estritamente, o mercado pode ter um excesso de oferta de minério de ferro, acrescentou.

Os contratos futuros de minério de ferro mais negociados na bolsa de Dalian, para entrega em setembro, fecharam em queda de 3,7%, para 1.163 iuanes (US$ 179,25) por tonelada. Eles caíram 1,6% nesta semana.

Os preços spot do minério de ferro com 62% de teor de ferro para entrega à China caíram 3,50 dólares nesta sexta-feira, para US$ 219 por tonelada, de acordo com a consultoria SteelHome. Veja mais clicando aqui. 

GPS Participações e Empreendimentos (GGPS3)

A GPS Participações e Empreendimentos concluiu a aquisição da empresa de logística Loghis, por R$ 23 milhões. Segundo a empresa, pode ser pago um valor adicional, condicional e limitado, caso a Loghis apresente o desempenho acordado em contrato, a ser apurado no período compreendido entre 1º de outubro de 2021 e 30 de setembro de 2022.

O Itaú BBA estima uma relação implícita de 4,7 vezes entre o valor pago pela empresa e o Ebitda, em linha com a faixa de entre 4,4 vezes e 6,3 vezes paga em compras anteriores.

Em maio, o GPS havia anunciado a compra da Global. A receita bruta dos últimos doze meses para as duas empresas é de R$ 388 milhões, o equivalente à meta de faturamento bruto da GPS de R$ 1,5 bilhão, para fusões e aquisições em 2021. O banco diz que monitorará o guidance de fusões e aquisições, junto a potenciais mudanças nos múltiplos pagos pelos próximos alvos.

Dois acordos em potencial teriam receita bruta combinada de R$ 757 milhões, representando outros 50% da guidance para o ano. Se confirmadas as compras, restariam 24% da guidance a serem cumpridos. O Itaú BBA mantém recomendação outperform e preço-alvo para 2021 de R$ 23 para os papéis.

Espaçolaser (ESPA3

A Espaçolaser vai emitir R$ 250 milhões em debêntures. Os recursos serão utilizados para alongamento da dívida e aquisição de franqueados. A emissão terá prazo de três a cinco anos.

Hidrovias do Brasil (HBSA3)

O Itaú BBA comentou o leilão de quinta da concessão do trecho da BR-163 entre Sinop (MT) e Miritituba (PA). O Consórcio Via Brasil foi o único ofertante, com uma taxa de R$ 0.07867 por km, cerca de 8% abaixo da tarifa máxima definida pelo regulador. A concessão tem prazo de dez anos, com previsão de investimento de R$ 1,9 bilhão.

O banco avalia a notícia como neutra para Hidrovias, já que o resultado já era esperado pelo mercado. O banco mantém recomendação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado) para a Hidrovias do Brasil, e preço-alvo de R$ 10 para 2021, frente à cotação de R$ 6,28 de fechamento de quinta.

O Bradesco BBI também comentou o leilão da BR 163, destacando que o consórcio Via Brasil é composto por Conasa Infraestrutura e outras construtoras pequenas.

O banco avalia que o resultado do leilão é positivo para a Rumo, já que o desconto de 8% no pedágio em relação ao preço máximo previsto deve significar em um aumento de 7%, ou R$ 13 por tonelada, no preço do frete entre Sorriso (MT) e Mirituba, em Itaituba (PA).

Assim, o preço para transportar grãos entre Sorriso e Barcarena (PA) deve permitir à Rumo elevar o preço do frete ferroviário no Corredor Norte, entre Rondonópolis (MT) e Santos (SP), em até 5%, elevando, consequentemente, seu lucro Ebitda em até 7%. Mesmo se o frete ferroviário aumentar, a via controlada pela Rumo deve continuar como a alternativa mais atrativa, 13% mais barata do que a taxa do transporte por caminhão entre Sorriso e Santos. O banco mantém recomendação outperform para a Rumo, e preço-alvo de R$ 30, frente à cotação de R$ 20 de quinta.

O Bradesco BBI realizou um encontro virtual com o CEO da Tupy, Fernando de Rizzo, o CFO Thiago Struminski e o chefe de relações com investidores Hugo Zierth para discutir os planos futuros da empresa junto a investidores locais e globais, após a decisão do Departamento de Justiça de permitir a compra da Teksid.

O banco ressalta que a Tupy espera fechar a compra das fundições de ferro da Teksid no final de 2021. Como parte das conversas com o Departamento de Justiça, o escopo do acordo de compra foi reduzido a Brasil e Portugal.

Na avaliação do Bradesco, isso reduziu o acordo, mas melhorou sua qualidade, já que entre 70% e 80% das sinergias visadas devem vir do Brasil. O banco mantém recomendação outperform para a Tupy, e preço-alvo para 2022 em R$ 35, frente à cotação de R$ 23,18 de quinta.

A recomendação outperform se baseia na possibilidade de que o plano de infraestrutura dos Estados Unidos acelere a recuperação das vendas na América do Norte; ao fato de que o preço das ações da Tupy ainda não contabiliza completamente a compra da Teksid; e de que a companhia está estudando outras tecnologia e produtos, como hidrogênio e reciclagem de baterias; além da perspectiva de valorização até 2022.

(com Estadão Conteúdo e Reuters)

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Banco do Brasil: Conselho aprova mudanças para adequação da estrutura organizacional

O conselho de administração do Banco do Brasil (BBAS3)) aprovou nesta quinta-feira, 8, a adequação da sua estrutura organizacional com a extinção da unidade Negócios PF, MPE e Agro e de Negócios Varejo e Setor Público, além da criação da diretoria Comercial Alto Varejo.

De acordo com fato relevante divulgado há pouco pela instituição financeira, também foi extinta a Unidade Comércio Exterior e integração junto à Diretoria Corporate Bank.

Já as diretorias de Atendimento e Canais, de Governança de Entidades Ligadas, de Segurança Institucional e de Reestruturação de Ativos Operacionais foram transformadas em unidades.

O banco ainda aprovou a alteração nos vínculos com as vice-presidências da Unidade de Reestruturação de Ativos Operacionais, que agora fica vinculada à vice-presidência Corporativa. A diretoria de Soluções em Empréstimos e Financiamentos, por sua vez, fica vinculada à vice-presidência de Agronegócios.

Por sua vez, a diretoria de Soluções em Meios de Pagamentos e Serviços fica vinculada à vice-presidência Gestão Financeira e de Relações com Investidores.

Nesse âmbito, acrescenta o BB, foram eleitos Thompson Soares Pereira Cesar para dirigir a unidade Comercial Varejo; Guilherme Alexandre Rossi para o comando da unidade Comercial Alto Varejo e Rodrigo Mulinari como Diretor de Tecnologia.

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As 10 ações preferidas dos investidores na plataforma Fliper

Com o cenário de juros baixos e o Ibovespa renovando suas máximas históricas, muitos investidores reduziram suas alocações em renda fixa para investir em ações, buscando ganhar dinheiro com a valorização dos papéis e também com o recebimento de dividendos.

Mas em quais empresas os brasileiros estão diversificando sua carteira de renda variável?

Um levantamento da Fliper, plataforma de consolidação de investimentos, mostra o ranking das maiores alocações em ações, dentro de mais de R$ 56 bilhões em patrimônio mapeado, no mês de junho.

Ações: ranking Fliper

Ações: ranking Fliper

1º lugar: Itaúsa (ITSA4)

Na liderança ficou a Itaúsa, holding que detém no portfólio o banco Itaú, as empresas Alpargatas, Duratex, NTS, Copagaz e Itautec. Além destas companhias, está em processo para adquirir a Aegea Saneamento.

Fundada em 1966, com a criação do Banco Federal Itaú de Investimentos, ainda não atuava como banco múltiplo. Em seguida, na década de 70, passou a ser acionista de instituições do Itaú.  Depois de alguns anos, deixou de ser uma instituição financeira e passou a controlar as diversas sociedades que possui.

Por ser uma holding consolidada, os acionistas enxergam como uma de suas atratividades a distribuição de proventos.

Ações Itausa

Fonte: itausa.com.br

A ação superou de longe a performance do Ibovespa, desde o seu início na bolsa de valores, como é possível ver no gráfico abaixo, extraído do Comparador de Investimentos do InfoMoney:

Lembrando que ações são ativos de renda variável e rentabilidade passada não é garantia de retornos futuros.

2º lugar: Petrobras (PETR4)

A Petrobras é uma das maiores produtoras de petróleo e gás do mundo. Em 2019, os campos operados pela Companhia produziram 93,64% do petróleo e gás natural do Brasil, conforme dados da ANP.

Ações Petrobras

Fonte: www.petrobras.com.br

Fundada em 1953, pelo governo brasileiro , a companhia também atua nos mercados de refino, transporte e comercialização, possuindo e operando 14 refinarias, incluindo uma unidade de processamento de xisto, responsáveis pela maior parte da capacidade de refino no Brasil, que está concentrada na região Sudeste, onde se encontram os mercados mais populosos e industrializados do país.

Além disso, a Petrobras atua na geração de energia, na atividade de biocombustíveis, petroquímica e nos negócios de distribuição, por meio de participações em algumas empresas.

Abaixo, gráfico de performance de PETR4, desde seu início na bolsa:

3º lugar: Vale (VALE3)

A Vale é uma das maiores produtoras mundiais de minério de ferro e níquel. Também produz pelotas de minério de ferro, minério de manganês, ferroligas, carvão metalúrgico e térmico, cobre, metais do grupo da platina (PGMs), ouro, prata e cobalto.

Fonte: vale.com

A companhia foi fundada pelo governo grasileiro, em 1942, sob a forma de sociedade de economia mista, com o objetivo de explorar, comercializar, transportar e exportar minérios de ferro das minas de Itabira, e explorar o tráfego da Estrada de Ferro Vitória-Minas, que transportava minério de ferro e produtos agropecuários pelo Vale do Rio Doce, na região Sudeste do Brasil, até o porto de Vitória.

Hoje, ela  opera um grande sistema de logística no Brasil e em outras regiões do mundo, incluindo ferrovias, terminais marítimos e portos, que estão integrados às suas operações de mineração, além de possuir um centro de distribuição para o suporte de entrega de minério de ferro ao redor do mundo.

Abaixo, gráfico de performance de VALE3, desde seu início na bolsa:

Ações Vale

Ações Vale

4º lugar: Banco do Brasil (BBAS3)

Fundado em 12 de outubro de 1808, o Banco do Brasil S.A. foi a primeira instituição bancária a operar no país e a primeira empresa a realizar uma oferta pública de ações no mercado de capitais brasileiro. Com sede em Brasília, o Banco do Brasil é um banco múltiplo e tem como acionista controlador o governo grasileiro.

O Banco do Brasil é um dos maiores conglomerados financeiros do país em termos de ativos com mais de 17% de participação de mercado, de acordo com o Banco Central.

Também é o maior banco em gestão de ativos, empréstimos ao agronegócio com participação de mercado de 54%  e crédito consignado com 21% de participação. O Banco possui mais de 70 milhões de clientes e 39 milhões de contas correntes.

Abaixo, gráfico de performance de BBAS3, desde seu início na bolsa:

Ações Bando do Brasil

Ações Bando do Brasil

5º lugar: Via (VVAR3)

A Via, anteriormente chamada de Via Varejo, é líder no varejo de eletroeletrônicos, eletrodomésticos, telefonia e móveis no Brasil. Ela opera por meio da plataforma de venda omnichannel integrada pelas operações de e-commerce com as bandeiras “Casas Bahia”, “Pontofrio”, “Extra.com.br” e a rede de 1.073 lojas das mesmas marcas citadas.

A Companhia é resultado da associação das operações das Casas Bahia e do Pontofrio ocorrida em 2009. A primeira foi fundada em 1952 pelo imigrante polonês Samuel Klein e teve sua primeira loja inaugurada em 1957 e a segunda, por sua vez, foi fundada pelo imigrante romeno Alfredo João Monteverde em 1950.

A empresa possui 26 centros de distribuição e 120 mini hubs, que são lojas que funcionam como centros de envio de mercadorias para clientes. Além disso, dispõe de um super app com conta digital, o banQi, que complementa os serviços financeiros da Via, como as vendas parceladas no crediário.

Abaixo, gráfico de performance de VVAR3, desde seu início na bolsa:

 

6º lugar: Bradesco (BBDC4)

Bradesco é um dos cinco maiores bancos do Brasil, em termos de total de ativos, operações de crédito e volume de depósitos e captações. Oferece produtos e serviços bancários e financeiros, no país e no exterior, para pessoas físicas, empresas e instituições nacionais e internacionais.

Fundado em 1943, consolidou-se por meio de incorporações de várias instituições financeiras, ao longo de sua trajetória. Somente entre 2000 e 2007, foram quase 20 incorporações. Em 2016, a maior delas: aquisição das operações do HSBC Bank no Brasil, por R$ 16 bilhões.

É controlado pela Companhia Cidade de Deus e Fundação Bradesco, o banco tem mais de 71 milhões de clientes, aproximadamente 4,6 mil agências e cerca de 99 mil funcionários.

Abaixo, gráfico de performance de BBDC4, desde seu início na bolsa:

7º lugar: Magazine Luiza (MGLU3)

Conhecida como Magalu, é uma rede varejista de eletrônicos e móveis. Atualmente possui mais de 1000 lojas, presente em 18 estados do país. Seu modelo de negócio é caracterizado como uma plataforma digital com pontos físicos, utilizando as estratégias de omnichannel (multicanal).

Fonte: ri.magazineluiza.com.br

A história da empresa teve início em 1957, quando o casal Luiza Trajano e Pelegrino José Donato fundou o Magazine Luiza em Franca, interior do Estado de São Paulo. Em 1966, a fim de impulsionar o crescimento, ingressou na sociedade o casal Maria Trajano Garcia, irmã de Luiza Trajano, e Wagner Garcia, e a primeira loja foi ampliada.

Além do varejo, a companhia possui um braço financeiro, Luizacred, que é uma das maiores financeiras do Brasil e atua dentro das lojas do Magazine Luiza. Fruto de uma joint venture com o Itaú Unibanco, desde 2001 é um instrumento importante no processo de fidelização da base de clientes, do desempenho das vendas da Companhia e da rentabilidade da Companhia. Ela atua também com consórcios e seguros.

Abaixo, gráfico de performance de MGLU3, desde seu início na bolsa:

8º lugar: Itaú (ITUB4)

Com uma história de 95 anos, o Itaú Unibanco possui quase 100 mil colaboradores e cerca de 4.700 agências. A empresa teve início com a família Moreira Salles, fundada em 1924, que mais tarde se tornou o Unibanco. Em 1943 houve a fundação do Banco Itaú.

É  o maior banco privado da América Latina, atua no segmento bancário, investimentos, seguros, previdência, capitalização e consórcio. A instituição conta com mais de 4 mil agências no Brasil e exterior e é responsável por mais de 50 milhões de contas-correntes.

No varejo, o Itaú Unibanco registra mais de 51 milhões de clientes. Entre as principais atividades neste setor, destaca-se a área de veículos. No atacado, o banco se destaca na área de gestão de recursos, que no total, possui sob sua administração mais de R$ 1 trilhão em ativos.

Abaixo, gráfico de performance de ITUB4, desde seu início na bolsa:

9º lugar: Weg (WEGE3)

A WEG iniciou suas atividades em 1961, na cidade de Jaraguá do Sul, Santa Catarina, fabricando motores elétricos.  Atualmente  WEG é a maior fabricante de equipamentos eletroeletrônicos de uso industrial da América Latina.

fonte: ri.weg.net

Produzindo inicialmente motores elétricos, a WEG começou a ampliar suas atividades a partir da década de 80, com a produção de máquinas elétricas, componentes eletroeletrônicos, produtos para automação industrial, transformadores de força e distribuição, tintas líquidas e em pó e vernizes eletroisolantes.

Além disso, atua dentro e fora do Brasil, sendo que hoje quase 60% das receitas vêm de fora, seja via exportação ou produção em outros países.

Abaixo, gráfico de performance de WEGE3, desde seu início na bolsa:

10º lugar: Taesa (TAEE11)

A companhia foi constituída em 23 de janeiro de 2006 sob a designação de Donnery Holdings S.A. Atualmente a Taesa é um dos maiores grupos privados de transmissão de energia elétrica no Brasil, com 9.868km de linhas de transmissão em operação e oito projetos em desenvolvimento.

Ela atua em 17 Estados do Brasil, além do Distrito Federal, operando linhas de transmissão que conectam instalações geradoras até centros de distribuição com 909 subestações e 36 concessões.

É conhecida por ser uma das empresas que mais pagam dividendos. Abaixo, gráfico de performance de TAEE11, desde seu início na bolsa:

Lembramos que as informações contidas neste levantamento são apenas de cunho informativo e não se tratam de recomendações de investimentos.

Como analisar e organizar sua carteira de investimentos?

Agora que você conheceu as ações preferidas dos investidores, lembramos que a diversificação dos recursos em diferentes classes de ativos e instituições financeiras pode dificultar o acompanhamento e controle do patrimônio.

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Fitch reafirma rating BB- do Banco do Brasil, com perspectiva negativa

A Fitch reafirmou nesta terça-feira, 8, o rating BB- do Banco do Brasil, com perspectiva negativa. Em comunicado, a agência de classificação de risco afirmou ter a visão de que a instituição financeira receberia apoio do governo, se necessário.

“Isso reflete a propriedade majoritária do governo federal, seu papel político fundamental, especialmente nos empréstimos rurais e na importância sistêmica”, afirmou a Fitch. No entanto, a agência destacou que as restrições impostas pelo ambiente operacional continuam desafiadoras.

As mudanças “constantes” na alta administração do Banco do Brasil, segundo a Fitch, não devem afetar a estratégia de longo prazo do banco porque a linha de atuação dos comitês foi mantida.

“Até agora, a Fitch não viu nenhum sinal de influência que pudesse indicar uma má gestão. No entanto, a agência monitorará continuamente a potencial interferência política no banco e seus efeitos”, ressaltou.

No dia 27 de maio, a Fitch também reafirmou o rating soberano BB- do Brasil, com perspectiva negativa.

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