Inter, Rede D’Or e Alpargatas: as principais apostas dos analistas para a nova carteira do Ibovespa

SÃO PAULO – Banco Inter (BIDI4), Rede D’Or (RDOR3) e Alpargatas (ALPA4). Essas são as principais apostas de analistas do mercado financeiro como novas candidatas a entrarem na atualização da carteira teórica do Ibovespa, que passará a vigorar a partir de 6 de setembro até dezembro.

Em relatórios divulgados nesta semana, Itaú BBA, Morgan Stanley e XP Investimentos destacaram os papéis como os mais prováveis para compor a nova seleção, que terá três prévias, com a primeira delas divulgada no dia 2 de agosto. Nenhuma das casas espera a saída de ações do benchmark.

Na avaliação da XP, a entrada de RDOR3 deve representar 2,5% do índice, podendo ter impacto significativo no volume negociado do papel.

Banco Inter e Alpargatas, por sua vez, teriam posição de 1,0% e 0,3%, respectivamente, levando em consideração a capitalização de mercado do free float (percentual das ações de uma empresa que está em circulação na Bolsa) de cada companhia.

Já o Morgan Stanley vê um peso de 0,7% de BIDI4 no índice e de 0,4% de ALPA4.

Outras candidatas para compor o Ibovespa, ainda que com menor probabilidade de inclusão, são as ações de Petz (PETZ3), Méliuz (CASH3) e Banco Pan (BPAN4), segundo os analistas.

De acordo com a B3, uma das condições para que um ativo entre no Ibovespa é ter ações negociadas em pelo menos 95% dos pregões durante os últimos períodos de vigência das três carteiras anteriores ao rebalanceamento.

“Como a Rede D’Or fez a oferta pública no dia 10 de dezembro, ela é, portanto, elegível para ser incluída no Ibovespa. O mesmo caso se aplica às ações da Petz, que fez IPO em 11 de setembro do ano passado, e ações da Méliuz ,  que começaram a ser negociadas na Bolsa no dia 5 de novembro de 2020”, destaca a XP.

Em relatório, o time de análise do Itaú BBA escreve que, caso os seis papéis sejam incluídos no índice, o número de companhias que fazem parte do Ibovespa vai subir de 84 para 90, levando o número para um novo recorde.

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Com relação aos diferentes segmentos que compõem o índice, o setor financeiro seguiria líder em participação de mercado, subindo de 24,5% para quase 27%, no caso das modificações previstas. As maiores perdas, contudo, estariam no setor de alimentos e bebidas, com a exposição podendo ser reduzida dos atuais 6,4% para 5,0%.

Metodologia

A cada quatro meses, em janeiro, maio e setembro de cada ano, a B3 faz uma reavaliação das ações que compõem a carteira do Ibovespa para verificar se os ativos atendem aos seus critérios.

Entre as exigências estão: serem ativos negociados com regularidade e terem volume financeiro relevante (participação de pelo menos 0,1% do volume negociado durante o período de vigência das três carteiras anteriores).

Além disso, as ações não podem ser “penny stocks“, que são aquelas negociadas a valores inferiores a R$ 1,00.

Monitorar quais empresas devem sair ou entrar do índice pode ser importante, dado que os papéis incluídos no Ibovespa no passado valorizaram, em média, 10,4% um mês antes do rebalanceamento, destaca a XP, em relatório.

Isso porque as ações passam a ganhar atenção de fundos de investimento (gestão ativa e passiva, como os ETFs – os fundos de índice), além de o fato de a inclusão no índice aumentar o interesse por parte de investidores de forma geral.

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Simpar propõe fusão de operações de aluguel de veículos; Ultrapar vende fatia da ConectCar, parceria Qualicorp-Banco Inter e mais

SÃO PAULO – Além de seguir repercutindo os impactos da proposta de reforma tributária enviada pelo governo ao Congresso na última sexta-feira (25) para o mercado acionário, o noticiário também conta com o movimento de reorganização societária na Movida e na Simpar, a venda de fatia da ConectCar pela Ultrapar à Porto Seguro, parceria entre banco Inter e Qualicorp, entre outros destaques. Confira no que ficar de olho:

O BofA elevou a recomendação para as ações da CVC de underperform (desempenho abaixo da média do mercado) para compra, com preço-objetivo de R$ 33.

Simpar (SIMH3) e Movida (MOVI3)

A Simpar informou em fato relevante na noite desta sexta-feira que os Conselhos de Administração da Movida e da CS Participações aprovaram os documentos finais da reorganização societária, com o objetivo de integrar os negócios da Movida e da CS Frotas, conforme divulgado no dia 3 de fevereiro de 2021.

A incorporação de ações e documentos correlatos serão submetidos à aprovação dos acionistas da Movida e da CS Participações em assembleias convocadas para o próximo dia 26 de julho.

De acordo com o documento, a reorganização representa a possibilidade de a Movida atuar no mercado de gestão de frotas (GTF) leves no setor público, atualmente explorada pela CS Frotas no âmbito do grupo Simpar.

“A Movida, se implementada a reorganização, se tornaria a segunda maior companhia de GTF leves do Brasil”, diz o fato relevante.

“Embora já esperada (a intenção de incorporação foi anunciada em 21 de fevereiro), damos as boas-vindas à transação potencial, pois: (i) faz sentido estratégico para Simpar e Movida; e (ii) o valuation implícito parece justo também para ambos os grupos de acionistas”, destaca a XP, que reitera a visão positiva (e recomendações de Compra) para Simpar e Movida.

Ultrapar (UGPA3)

O conglomerado industrial Ultrapar anunciou na sexta-feira (25) a venda de sua participação de 50% na empresa de meios de pagamento eletrônico ConectCar, que atua na abertura de cancelas de pedágios e estacionamentos. A fatia foi vendida para a Portoseg, unidade da Porto Seguro, por R$ 165 milhões, valor sujeito a ajustes. Trata-se da segunda venda de ativos por parte da Ultrapar, que está se consolidando nos segmentos de distribuição de combustíveis e petróleo e gás. Em meados de maio, a Ultrapar anunciou a venda de sua rede de drogarias Extrafarma para a Pague Menos por R$ 700 milhões.

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A Equatorial Energia venceu na sexta-feira o leilão de privatização da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), responsável pela distribuição de energia no Estado do Norte do país. Como vencedora, a Equatorial deverá responder por R$ 3 bilhões de investimentos pelo período de 30 anos. No certame, a companhia fez a única oferta pela CEA, que foi adquirida por um valor simbólico. O novo controlador, porém, terá de assumir passivos precificados em cerca de R$ 1 bilhão

Qualicorp (QUAL3) e Banco Inter (BIDI11)

A Qualicorp Consultoria e Corretora de Seguros comunicou o lançamento de uma parceria com o Banco Inter e Inter Digital Corretora de Seguros para comercialização de planos de saúde coletivos por adesão.

“A iniciativa, inédita no setor, permitirá aos mais de 11 milhões de clientes do Inter a contratação de produtos do portfólio da Quali de forma 100% digital, facilitando e ampliando o acesso a planos de saúde. Por meio do aplicativo do Inter, os correntistas interessados na contratação do plano poderão, de maneira simples, escolher um dos diversos produtos oferecidos na plataforma da Quali por mais de 20 operadoras de saúde, como Amil, Bradesco, Grupo NotreDame Intermédica, Hapvida, SulAmérica e empresas do sistema Unimed, entre outras”, afirma o comunicado.

A Qualicorp destaca que, caso não seja filiado a nenhuma entidade profissional, o cliente poderá realizar digitalmente sua filiação a uma associação de classe. Inicialmente, será possível se filiar, por meio do aplicativo, a sete entidades ligadas a profissionais liberais, servidores públicos, estudantes, consultores empresariais, administradores, advogados e bacharéis
em Direito. A filiação às demais categorias profissionais, por enquanto, vai requerer suporte fora do aplicativo.

“Sem perder o foco no principal canal de distribuição da Quali, que conta hoje com mais de 40 mil corretores de seguros, o acordo com o Inter representa mais um passo importante na transformação da Companhia em uma empresa multiplataforma e multicanal. Desta maneira, a Quali passa a ter mais um importante parceiro em sua missão de ampliar o acesso à saúde de boa qualidade”, destacou a Qualicorp.

Já o banco BR Partners ganhou a licitação para fazer a avaliação do grupo Eletrobras em seu processo de capitalização. A seleção ocorreu após o envio, pelos bancos contatados de propostas, que foram posteriormente analisadas pela companhia.

A avaliação econômico-financeira é um dos primeiros passos para que a estatal caminhe para sua privatização. Na última semana, a Câmara dos Deputados aprovou o parecer da Medida Provisória que permite a saída da União do controle da empresa de energia elétrica.

Ainda em destaque, a Ambipar fechou  a compra de 100% da Disal Ambiental Holding, atuante há 40 anos com soluções de gestão ambiental no Chile, Peru e Paraguai, com foco na gestão de resíduos industriais, com tratamento e coleta de sólidos e líquidos perigosos.

Enauta ([ativo-ENAT3])

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A Enauta informou que foi assinado o aditivo ao contrato de concessão, concluindo o processo de cessão dos 50% de participação da Barra Energia do Brasil Petróleo e Gás no Bloco BS-4, onde está localizado o Campo de Atlanta, para a Enauta Energia,, subsidiária integral da Companhia. A partir da assinatura, a companhia passa a reconhecer 100% dos resultados de Atlanta em suas demonstrações financeiras, ante os 50% de participação detidos anteriormente.

Atualmente, o Campo de Atlanta opera por meio de dois poços. Nas próximas semanas, um terceiro poço retornará à produção. A produção reportada pela companhia aumenta de aproximadamente 9.000 para 18.000 barris de óleo por dia imediatamente, sendo ampliada para cerca de 22.500 barris de óleo por dia após a entrada do terceiro poço, volumes que representam recordes de produção de petróleo para a Enauta.

“Adicionalmente, estão em andamento atividades para ampliar a capacidade de tratamento de água no FPSO e aumentar a produção de óleo, com a conclusão da primeira etapa prevista até o final deste ano. Além disso, a Enauta avalia a possibilidade de antecipar a perfuração do quarto poço no Campo”, informou a empresa.

O montante de US$ 43,9 milhões devido pela Barra Energia à Enauta Energia, referente às operações de abandono futuro dos três poços e ao descomissionamento das facilidades existentes no Campo de Atlanta, será pago ainda em junho de 2021.

A Cielo anunciou na sexta que Mauro Ribeiro Neto renunciou ao cargo de presidente do Conselho de Administração, deixando de fazer parte também do conselho. O conselheiro Gustavo de Souza Fosse também apresentou carta de renúncia.

Também na sexta, foi aprovada a eleição de José Ricardo Fagonde Forni e Ênio Mathias Ferreira, indicados pelo BB Elo Cartões para substituir Mauro Ribeiro Neto e Gustavo de Souza Fosse, respectivamente.

A Petrobras informou que iniciou nesta segunda-feira licitação internacional, na modalidade EPC (engenharia, suprimento e construção), para implantação de uma nova unidade de hidrotratamento de diesel e os sistemas auxiliares necessários, visando à adequação e modernização do parque de refino de Paulínia (SP), onde está a maior refinaria da empresa.

Com o projeto, a Replan será capaz de produzir 100% de óleo diesel de baixo teor de enxofre (S-10) e aumentar a produção de querosene de aviação (QAV), visando o atendimento das especificações e quantidades demandadas pelo mercado.

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A refinaria de Paulínia é uma das unidades que não integra o plano de desinvestimento.

A nova unidade de hidrotratamento de diesel terá capacidade de produção de 10.000 m³/dia de diesel S-10 e sua entrada em operação está prevista para ocorrer em 2025, em linha com o Plano Estratégico 2021-2025.

Inaugurada em maio de 1972, a Replan tem capacidade de processamento de carga de 69 mil m³/dia, o equivalente a 434 mil barris por dia.

A CCR divulgou dados da última semana, indicando que as estradas com pedágio indicaram tráfego estável em comparação com o mesmo período de 2019, ano anterior à pandemia, com redução de 0,3% em relação à semana imediatamente anterior. O tráfego de passageiros em concessões urbanas caiu 35% em relação a 2019, mas subiu 7,7% em relação à semana imediatamente anterior. E o tráfego em aeroportos caiu 46% em relação a 2019 mas subiu 0,2% em relação à semana anterior.

O Bradesco BBI mantém avaliação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado) para a CCR, e preço-alvo de R$ 18, frente aos R$ 13,34 negociados na sexta.

O Morgan Stanley publicou uma avaliação sobre a Suzano, em que afirma que a empresa fez progresso em relação a métricas de ESG. O banco diz que a empresa tem metas claras em relação a diversidade, inclusão e mudanças climáticas, com oportunidades de monetizar tendências de ESG, como expansão em produtos renováveis e venda de crétidos de carbono.

O banco destaca que entre as metas de diversidade e inclusão estão aumento da parcela de mulheres e funcionários negros em posições de liderança, de 19% e 21% em 2020 respectivamente para 30% em 2025. E alcançar um ambiente de trabalho 100% inclusivo em 2025, com base em metodologia de pesquisa adotada pela empresa. A empresa também tem a meta de retirar 200 mil pessoas da pobreza até 2030.

O Morgan Stanley também ressalta que a Suzano pretende reduzir de 0,21 tonelada de CO2 emitido por tonelada de produção em 2015 para 0,18 tonelada em 2030, com uso de tecnologia, como inteligência artificial para calcular rotas de logística, uso de caminhões elétricos, uso de energia renovável e substituição de gás natural por biomassa nas caldeiras. Além disso, a empresa tem a meta de capturar 40 milhões de toneladas de carbono da atmosfera em dez anos, frente ao sequestro líquido de 15 milhões de toneladas em 2020.

O banco diz que a gestão pretende monetizar a tendência de ESG por meio de novos produtos renováveis e soluções para substituir plástico por papel no mercado. Também vê oportunidades em explorar a bio-óleo, lignina e o setor têxtil. A meta da gestão é vender 10 milhões de toneladas em produtos renováveis até 2030

A gestão também afirma que identificou 22 milhões de toneladas de CO2 equivalente em créditos de carbono potenciais, e está negociando com possíveis compradores. As vendas de crédito podem, possivelmente, representar cerca de 2% da atual participação de mercado da Suzano.

Além disso, o Morgan Stanley diz que títulos atrelados a sustentabilidade vêm ganhando importância na estrutura de financiamento da Suzano. A empresa levantou US$ 2,8 bilhões por meio de títulos ligados a sustentabilidade, que representam 20% da dívida total da Suzano.

O banco mantém avaliação equal-weight (perspectiva de valorização dentro da média do mercado) e preço-alvo de R$ 85, frente aos R$ 58,41 negociados na sexta.

Mais ESG

O Morgan Stanley publicou uma avaliação sobre a governança ambiental e social (ESG na sigla em inglês) na América Latina, com um crescimento de 250% em investimentos sustentáveis em um ano, a US$ 2,4 bilhões.

O banco avalia que a penetração da ESG em apenas 0,2% dos ativos na América Latina indica o potencial de crescimento, levando em consideração o patamar de 1% nos Estados Unidos e de 20% na Europa.

Em sua análise, o banco lista empresas da América Latina cujos produtos e serviços podem contribuir para solucionar desafios de sustentabilidade. Entre empresas que avalia como overweight (perspectiva de valorização acima da média do mercado), ressalta Cesp, Traxion, Eletrobras e Ienova como com potencial para abordar questões ligadas a mudança climática. Copasa, Sanepar e Orbia são citadas como empresas capazes de lidar com gestão de recursos. Intermédica, Hapvida e Hypera são capazes de lidar com saúde e bem-estar. America Movil, Yduqs, Arco e PagSeguro podem lidar com inclusão.

Ensino superior

O Credit Suisse realizou uma reunião com o fundador e diretor da Educa Insights, especializada em ajudar empresas a aumentarem a matrícula de estudantes, a partir da qual realizou uma avaliação sobre o setor de ensino superior no Brasil.
O Credit diz que ainda há incertezas sobre a matrícula de novos alunos em ensino presencial para o segundo semestre de 2020, já que, segundo pesquisa da Educa, 43% dos potenciais alunos atrasaram a matrícula para 2022. Outros 26% estão aguardando a resolução da situação da pandemia.

O Credit avalia que restrições e incertezas ocasionadas pela pandemia devem atrasar a volta à normalidade da indústria para 2022. A demanda reprimida pode impulsionar os dados do ano que vem.

A Educa avalia que descontos têm sido a estratégia comercial mais eficaz para atrair e reter novos alunos, e diz que este fenômeno, junto ao ensino a distância e e hibridização, deve reduzir o tíquete médio por algum tempo. Também avalia que a oferta de financiamento privado continuará a cair.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Unit do Banco Inter ameniza depois de subir 4% com follow-on de R$ 5,5 bi; Vale avança com minério

Fonte: Divulgação

SÃO PAULO – O destaque de alta do Ibovespa na sessão desta sexta-feira (25) no início da sessão ficou para as units do Banco Inter (BIDI11), que chegaram a avançar 4,19% na máxima do dia, mas amenizaram a alta para ganhos de cerca de 0,25%. A instituição financeira anunciou ter levantado R$ 5,5 bilhões em oferta de ações.  O preço por unit foi fixado no valor de R$ 57,84  e o preço por ação foi fixado em R$ 19,28.

O follow-on tem a StoneCo como investidor âncora, com o compromisso de subscrever ações ordinárias e/ou units correspondentes à participação acionária de até 4,99% do capital social total do Inter, limitado a um valor do investimento de R$ 2,5 bilhões.

As ações de Vale (VALE3), da holding Bradespar (BRAP4) e de siderúrgicas, com destaque para CSN (CSNA3), também registram ganhos.

A mineradora afirmou que prevê investir de US$ 4 bilhões a US$ 6 bilhões para reduzir emissões até 2030, em um avanço ante estimativa anterior que previa aportes de ao menos US$ 2 bilhões, segundo apresentação publicada pela companhia nesta quinta-feira.

No radar das commodities, os contratos futuros de referência do minério de ferro negociados na Bolsa de Dalian, na China, fecharam em alta de 1,2%, a 1.185 iuanes por tonelada. O preço “spot” do minério com 62% de teor de ferro recuou US$ 2 na quinta-feira, para US$ 217 a tonelada, mas subiram US$ 3 nesta sexta, de acordo com a consultoria SteelHome.

Confira os destaques:

O conselho da B3 aprovou o pagamento de proventos totalizando R$ 1,282 bilhão em referência ao resultado financeiro do 1º trimestre de 2021. O total de pagamento  de juros sobre capital próprio (JCP) é de R$ 280 milhões, ou R$ 0,04607482 por ação; já o valor pago em forma de dividendos é de R$ 1,023538 bilhão, ou R$ 0,16842617 por ação.

Terá direto aos proventos os acionistas que tiverem posição nos papéis em 29 de junho de 2021. Assim, as ações negociam ex-proventos em 30 de junho. O pagamento será realizado em 7 de julho de 2021.

Localiza (RENT3)

Já a Localiza pagará R$ 72,4 milhões em JCP, em um montante total que corresponde a cerca de R$ 0,09619 por ação. Terá direto aos proventos os acionistas que tiverem posição nos papéis em 29 de junho de 2021. Assim, as ações negociam ex-juros em 30 de junho. O pagamento ocorrerá no dia 20 de agosto desse ano.

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O Conselho de administração da Localiza também aprovou plano de recompra de ações, autorizando a diretoria a adquirir até 50 milhões de ações de emissão da própria companhia, para permanência em tesouraria e posterior alienação ou cancelamento.

A mineradora Vale, por sua vez, prevê investir de US$ 4 bilhões a US$ 6 bilhões para reduzir emissões até 2030, em um avanço ante estimativa anterior que previa aportes de ao menos US$ 2 bilhões, segundo apresentação publicada pela companhia nesta quinta-feira. No entanto, no documento apresentado a analistas de mercado, a mineradora manteve as metas de redução de emissões previstas. “O aumento dos investimentos deve-se à maior maturidade adquirida no portfólio de iniciativas de redução das emissões diretas da empresa (escopo 1), a serem implementados até 2030”, disse a Vale em nota. As emissões diretas são provenientes de operações próprias.

O Bradesco BBI destaca que a descarbonização será um dos principais temas abrangentes da próxima década para o
mercado de Metais e Mineração, desencadeando mudanças fundamentais no lado da demanda e do fornecimento.

“A Vale é uma das líderes do setor que vem assumindo uma postura mais proativa em relação à descarbonização, visando manter a liderança e a competitividade no longo prazo. A empresa já tem algumas vantagens competitivas estruturais em relação aos pares (portfólio de produtos de alta qualidade, exposição a commodities com alto potencial de crescimento em um mundo de baixo carbono) e sua estratégia ESG de longo prazo (que inclui as metas climáticas) deve continuar a
contribuir para menor percepção de risco e reclassificação da ação”, avaliam. O BBI tem recomendação de compra para Vale e preço-alvo de R$ 133 por papel VALE3 para o final do ano de 2021.

O Morgan Stanley avalia que a Vale tem metas de ESG agressivas, e um plano claro sobre como atingi-las, ressaltando os planos de investir entre US$ 4 bilhões e US$ 6 bilhões na questão. Na avaliação dos analistas, a Vale está bem posicionada para a redução das emissões, dada a qualidade de seus produtos.

Entre as iniciativas, o banco ressalta o plano de utilizar gás natural na redução direta do ferro e de ferro briquetado quente; e o uso de biomassa para obter o “ferro gusa verde” em um método de fundição direta, com base em uma nova tecnologia em desenvolvimento pela Vale, chamada de Tecnored.

No setor de níquel e cobre, o Morgan Stanley ressalta o plano de substituir diesel por outras fontes renováveis de energia na mina de Voysey’s, de níquel, e uso de práticas mais sustentáveis para o cobre. O banco mantém avaliação overweight (exposição acima da média do mercado) para a Vale, com preço-alvo de US$ 27 para os ADRs VALE negociados na Bolsa de Nova York.

Já o China Baowu Group, maior produtor de aço do mundo, anunciou nesta quinta-feira que unirá forças com a mineradora Vale e com a Shandong Xinhai Technology para produzir níquel “pig iron” (NPI), matéria-prima do aço inoxidável, na Indonésia.

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A Taigang Iron and Steel, subsidiária do grupo Baowu e segunda maior produtora de aço inoxidável da China, assinou um acordo com a PT Vale Indonésia (PTVI) e com a Xinhai –produtora de NPI– para a operação conjunta da unidade de processamento de níquel de Bahodopi, localizada em Morowali, na ilha de Sulawesi, disse a empresa em comunicado.

A Vale terá uma fatia de 49% do projeto, que deve produzir 73 mil toneladas de NPI por ano por meio de oito fornos elétricos rotativos (RKEFs, na sigla em inglês), enquanto Baowu e Xinhai dividirão os demais 51%.

Ainda em destaque, os contratos futuros de aço e minério de ferro negociados na China avançaram nesta sexta-feira, enquanto o carvão metalúrgico e o coque acumularam ganhos de quase 5% na semana frente a um cenário de forte demanda nas usinas e aperto nas ofertas.

Os futuros mais negociados do coque na bolsa de commodities de Dalian DCJcv1, para entrega em setembro, saltaram 1,1%, para 2.827 iuanes (US$ 438,21) por tonelada, apurando alta de 5% na semana. Já os futuros do carvão metalúrgico negociados em Dalian tiveram leve queda de 0,2% nesta sessão, a 2.045 iuanes por tonelada, mas cravaram ganho de 4,6% no acumulado da semana.

Os estoques de carvão coque mantidos por 100 usinas de coque e 110 usinas siderúrgicas, conforme pesquisa da consultoria Mysteel, recuaram em 3,2% na semana até quinta-feira, para 15,7 milhões de toneladas, em comparação com a semana anterior, devido a uma crise de oferta em meio a inspeções ambientais e de segurança na produção.

Os contratos futuros de referência do minério de ferro fecharam em alta de 1,2%, a 1.185 iuanes por tonelada. O preço “spot” do minério com 62% de teor de ferro recuou US$ 2 na quinta-feira, para US$ 217/tonelada, mas subiram US$ 3 nesta sexta, de acordo com a consultoria SteelHome.

Marfrig (MRFG3) e Minerva (BEEF3])

Em destaque entre os frigoríficos, a Marfrig retomou parcialmente os embarques de carne bovina a partir das operações na Argentina, afirmou a companhia em nota nesta quinta-feira, após uma suspensão temporária do governo para baixar os preços locais.

As vendas externas da concorrente Minerva, maior exportadora de carnes da América do Sul, também foram retomadas na Argentina, após um acordo com o governo, disse à Reuters uma fonte com conhecimento sobre o assunto na condição de anonimato.

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A BRF comunicou que a subsidiária BRF Pet, do segmento de alimentos para animais de estimação, celebrou contrato para compra de Paraguassu Participações e Affinity Petcare Brasil Participaçõe, detentoras de 100% do capital social da Mogiana Alimentos. A empresa diz que informará o valor da compra no fechamento da operação, e ressalta que esta foi aprovada pelo conselho de administração e não depende de aprovação de assembleia geral, já que é realizada por meio de uma subsidiária.

A BRF ressalta que a Mogiana tem sede em Campinas (SP) e forte presença no Sudeste, exportando produtos para países de Caribe, Europa e América do Sul, com duas unidades de produção em Campinas e Bastos (SP). Entre as marcas de seu portfólio Guabi Natural, Gran Plus, Faro, Herói e Cat Meal.

A BRF diz que a compra fortalece sua gestão e diversificação de negócios, e é um “passo concreto” para que a BRF Pet se torne “uma das maiores e mais relevantes players no mercado brasileiro pet food até 2025”, com participação de 10% no mercado com o fechamento do negócio.

Recomendações para o setor de alimentos 

No radar do setor de alimentos, a XP reiterou recomendação de compra para JBS (JBSS3) e Marfrig e reduziu BRF para neutra.

“Acreditamos que as empresas de proteínas com operações nos Estados Unidos devem desfrutar de um 2021 particularmente robusto, impulsionadas sobretudo pelo lado da demanda. Já a América do Sul segue enfrentando alguns desafios, principalmente pelo lado da oferta. Entre as opções de proteína animal, continuamos otimistas com a carne bovina, enquanto a carne suína pode perder força no curto prazo, mas a carne de frango segue defasada e pode ensaiar uma recuperação mais estrutural”, avaliam os analistas.

Por ser o mais diversificado em proteínas e também em geografias, os analistas apontam que a JBS deverá ser o player melhor posicionado para capturar essas tendências e, portanto, elegem a companhia como a principal escolha para o setor, reiniciando a cobertura com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 40, oferecendo 37% de potencial de alta frente o fechamento da véspera.

Para a Marfrig, diante do cenário favorável de EUA e perspectiva de menor volatilidade para a carne bovina, a recomendação de compra foi mantida com preço-alvo de R$ 24, com 29% de potencial de alta.

Já a BRF foi rebaixada a neutra mantendo o preço-alvo de R$ 30, com baixo potencial de alta em um ambiente mais volátil. “Embora os fundamentos da empresa permaneçam fortes, acreditamos que outros nomes oferecem uma maior margem de segurança em termos de avaliação”, afirmam os analistas.

O governo de Minas Gerais informou nesta quinta-feira que a agência reguladora estadual Arsae aprovou redução de até 15% no valor das faturas de clientes da Copasa no Estado a partir de agosto e unificação da tarifa para serviço de esgoto. O governo mineiro afirmou que, em média, os consumidores de água e esgoto da Copasa terão redução de 1,52% na conta, segundo comunicado enviado à imprensa após reunião extraordinária do colegiado da agência.

Carrefour Brasil (CRFB3)

O Carrefour Brasil informou que concluiu a conversão de todas as 29 lojas adquiridas da rede atacadista Makro, desembolsando R$ 1,96 bilhão no negócio, que ainda inclui 13 postos de combustível. A companhia afirmou que as lojas foram convertidas para sua bandeira de atacarejo Atacadão e que 28 das 29 foram inauguradas em 1 de junho, antes do esperado. Por isso, elevou as projeções de sinergias advindas do negócio.

O Bradesco BBI acompanhou um encontro virtual na quinta entre GOL e investidores. O banco diz que a empresa apresentou uma perspectiva positiva, prevendo a recuperação total da demanda por viagens aéreas entre o quarto trimestre de 2021 e o primeiro de 2022. Diz também que a empresa tem acesso aos mercados de capital e ações, e um modelo de negócios sólido para lidar com a concorrência.

A empresa também afirmou acreditar que a potencial fusão entre Azul e Latam pode ser aprovada pelos órgãos reguladores sem restrições.

Além disso, o fechamento do capital da Smiles deve ter um impacto positivo na gestão de receitas da empresa dado que agora a companhia tem a partir deste episódio total controle dos preços das passagens aéreas e dos preços
de seu programa de fidelidade. O banco mantém avaliação neutra para a Gol, e o preço-alvo de 2021 de R$ 24 para os papéis GOLL4, que fecharam na quinta a R$ 24,78.

O Grupo Fleury  informou em comunicado ao mercado que começou a restabelecer seus sistemas internos em hospitais, após uma tentativa de ataque hacker que afetou as operações e foi comunicada ao mercado na terça-feira.

“Esta foi a prioridade da companhia desde o início do incidente, em face da criticidade na assistência a pacientes internados. Paralelamente, seguimos atendendo nossos pacientes em todas as nossas Unidades de Atendimento por meio de soluções de contingência”, afirmam.

A empresa reiterou que a base de dados está íntegra e que não há quaisquer evidências de vazamento de dados e informações sensíveis.

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“A companhia segue contando com a atuação de empresas de referência em tecnologia, segurança da informação, bem como de quality assurance, ou seja, de auditoria dedicada a certificar a qualidade do processo de restabelecimento das nossas operações de atendimento. A companhia seguirá informando o mercado acerca da evolução dos trabalhos de restauração integral e normalização dos nossos sistemas”, destacou.

Banco Inter (BIDI11)

O Banco Inter comunicou que foram alocadas 143.017.604 ações ordinárias BIDI3 e 142.252.104 papéis preferenciais BIDI4, incluindo as ações subjacentes às units BIDI11 no âmbito de oferta primária com esforços restritos, totalizando R$ 5,5 bilhões.

Após a oferta, coordenada por Bradesco BBI, BTG Pactual, Bank of America, Itaú BBA, JPMorgan e UBS BB, o novo capital social do Inter passará a ser de R$ 8,797 bilhões, dividido em 1.293.373.691 ações ONs e 1.285.229.952 ações PNs.

O preço por unit foi fixado no valor de R$ 57,84  e o preço por ação foi fixado em R$ 19,28.

O follow-on tem a StoneCo como investidor âncora, com o compromisso de subscrever ações ordinárias e/ou units correspondentes à participação acionária de até 4,99% do capital social total do Inter, limitado a um valor do investimento de R$ 2,5 bilhões.

Aura Minerals (AURA33)

O Credit Suisse atualizou seu modelo para a Aura Minerals, incorporando novas estimativas para o preço do ouro, que caiu de US$ 2.300 para US$ 1.793 por onça em 2021, de US$ 2.300 em 2022 para US$ 1.793 por onça. E que subiu de US$ 1.800 para 2023 para US$ 1.809 por onça, além do preço real de longo prazo, que subiu de US$ 1.400 para US$ 1.695 por onça.
O preço do cobre foi elevado de US$ 3,59 para US$ 4,18 por libra em 2021, de US$ 3,2 para US$ 3,4 por libra em 2022, e o preço real de longo prazo de US$ 3 para US$ 3,5 por libra. Também incorporou sua nova previsão para a taxa de câmbio em 2021, para R$ 5 por dólar em 2021.

O banco mantém avaliação outperform, e eleva o preço-alvo de R$ 73 para R$ 83 para os papéis AURA33, que fecharam a R$ 67,9 na quinta. O Creditvê potencial de elevação dos dividendos e crescimento da empresa, com a produção avançando de 200 mil onças de ouro equivalente em 2020 para 353 mil onças de ouro equivalente, preservando o fluxo livre de caixa e um rendimento médio de 14% entre 2021 e 2024, considerando o preço atual de compra e venda de ouro. Consequentemente, vê potencial de dividendos médios em 5% entre 2021 e 2024.

A projeção para o lucro Ebitda entre 2021 e 2025 foi elevada em 9%. Entre os riscos, o banco cita a volatilidade dos preços do ouro e do cobre e mudanças na regulação minerária em Brasil, México e Honduras, além de possibilidades de paradas na produção e volatilidade do câmbio nos três países. O Credit mantém avaliação outperform para a Aura.

Entre os dias 16 e 17, o Bradesco BBI realizou encontros virtuais com o CFO da Dimed, Antônio Carlos Tocchetto Napp, em que falou sobre temas de curto e médio prazos. O banco diz que entre abril e maio de 2021 a Dimed informou crescimento significativo do faturamento, de 30% na comparação anual, com crescimento de 20% nas vendas em mesmas lojas.

Segundo a gestão, isso se deve principalmente a uma recuperação dos volumes, de 27% no segundo trimestre na comparação anual, depois do impacto da pandemia. Para o banco, deve haver uma volta à abertura de nova lojas, que foi pausada devido a dificuldades causadas pela pandemia. A Dimed espera abrir 20 lojas no segundo trimestre, e 65 até o final de 2021. Para 2022, espera abrir entre 65 e 70 novas lojas.

A estratégia para melhorar lucratividade consiste em elevar a receita por loja, com meta de R$ 650 mil por loja em 2023. Em 2021, a empresa espera que a receita com canais digitais seja de 15% do total, subindo rapidamente a 20%, elevando a receita de serviços, atualmente em 3% do total do varejo.

A promoção à categoria Novo Mercado, de maior governança corporativa na B3, deve ocorrer por volta do final de julho, diz o Bradesco. O banco diz que o termo de troca de 0,8 ação preferencial por uma ação ordinária pelos acionistas controladores e de 1 ação preferencial por uma ordinária pelos minoritários em maio de 2021 abriu o caminho para a transição.

O Bradesco BBI diz que o encontro reforçou sua visão positiva sobre a Panvel quanto a desenvolvimento e expansão do canal digital, que deve continuar a impulsionar o crescimento. O banco mantém avaliação outperform para a empresa, com preço-alvo de 2021 em R$ 36, com perspectiva de valorização atrativa em comparação com aquela da Raia Drogasil.

O Credit Suisse classificou o anúncio da substituição do CFO da Sabesp, Rui Affonso, por Osvaldo Garcia, como neutra, ressaltando que Garcia é um engenheiro que já ocupou posições de gestão na empresa. O banco avalia que, até que o governador de São Paulo anuncie um plano para a empresa, a mudança de gestão tem impacto limitada.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Radar da próxima semana: follow-on da EcoRodovias, estreia da BR Partners e mais eventos

(Bloomberg) — Oferta primária e secundária de ações da EcoRodovias (ECOR3) pode movimentar mais de R$ 2 bilhões, com base no fechamento de 8 de junho e considerando lote adicional.

A acionista Primav Infraestrutura vai oferecer parte das ações. A oferta de units do Banco Inter (BIDI11) tem preço fixado e compromisso de subscrição da Stone.

Acompanhe a movimentação no mercado corporativo na próxima semana:

  • 21/junho: Estreia prevista das units da BR Partners na B3
  • 22/junho: Definição do preço por ação em follow-on da EcoRodovias
  • 22/junho: Último dia para MP que abre caminho para privatização da Eletrobras ser aprovada na Câmara e no Senado antes de perder validade
  • 22/junho: Presidentes da B3, XP e da BlackRock promovem live sobre investimentos e ESG
  • 23/junho: Nada previsto até o momento
  • 24/junho: Encerramento do bookbuilding e definição do volume na oferta de units do Banco Inter
  • 25/junho: BNDES leiloa empresa de energia do Amapá – Equatorial deve participar, segundo o BofA
  • 25/junho: Aneel promove Leilões de Energia Existente A-4 e A-5 destinados à compra de energia elétrica de empreendimentos de geração

Credores versus acionistas

Um empréstimo de R$ 1,18 bilhão colocou em lados opostos credores e acionistas da Samarco. Alguns credores questionam a real necessidade dos recursos neste momento e querem que a justiça barre o empréstimo. Os sócios da Samarco, Vale e BHP, oferecem o empréstimo na modalidade “debtor-in-possession financing (DIP), que costuma ser o primeiro na fila de pagamentos em uma recuperação judicial, como é o caso da Samarco.

Ásia entra na disputa

O grupo asiático Indorama Ventures conseguiu fechar um acordo de exclusividade com o grupo Ultra para negociar a compra da Oxiteno, segundo confirmação do próprio Ultra após notícia do Valor. A americana Stepan Company e o fundo de private equity Advent Capital já eram citados como interessados na empresa petroquímica do Ultra. O grupo brasileiro pretende se concentrar nos negócios de óleo e gás no Brasil.

Caminho livre para a BR

Com a venda da fatia nas mãos da Petrobras considerada “iminente”, o caminho parece livre para uma valorização nos papéis da BR Distribuidora, já que a presença da estatal com uma fatia de 37,5% até agora impedia os investidores de comprarem totalmente a ideia de crescimento da BR, segundo analistas do BTG Pactual em relatório.

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Ibovespa volta a renovar máximas: o que esperar das ações que mais subiram desde o topo anterior, segundo analistas técnicos

SÃO PAULO – O Ibovespa voltou a renovar sua máxima histórica, superando os 126 mil pontos na sessão desta segunda-feira. Algumas ações tiveram um desempenho muito melhor do que outras nesta caminhada desde o recorde do dia 8 de janeiro, quando o índice encerrou a sessão cotado em 125.076 pontos.

Segundo levantamento da plataforma de informações financeiras Economatica, as 10 ações listadas abaixo foram as que tiveram melhor desempenho de um recorde a outro do Ibovespa (desempenho considera fechamento até o dia 28 de maio).

O levantamento leva em consideração tanto as ações que compõem o Ibovespa quanto o IBRX-100, que é o o indicador do desempenho médio dos 100 ativos mais negociados e mais representativos do mercado de ações brasileiro.

Confira:

Empresa Ticker Variação
Banco Pan (BPAN4) 136,57%
Braskem (BRKM5) 109,56%
Hering (HGTX3) 108,25%
Embraer (EMBR3) 97,84%
Banco Inter (BIDI11) 66,86%
Banco Inter (BIDI4) 66,33%
BTG Pactual (BPAC11) 33,18%
Eletrobras (ELET3) 32,63%
Locaweb (LWSA3) 32,47%
PetroRio (PRIO3) 32,03%

Perguntamos ao analista técnico da XP, Giba Coelho, sobre o que os gráficos desses ativos apontam para o futuro. Giba é o analista responsável pelo Giro do Dia do canal do Telegram do InfoMoney às terças e quintas. Se ainda não entrou no canal clique neste link para fazer parte de nosso serviço de informações em tempo real. É totalmente gratuito.

Já as análises sobre o Banco Inter foram feitas por Raphael Figueiredo, analista técnico da Eleven Financial Research.

Confira abaixo as análises para as ações que mais subiram entre os dias 8 de janeiro e 28 de maio de 2021. 

Banco Pan

A ação BPAN4 está em tendência de alta definida por médias móveis e acima dos R$ 23,60 projetaria teste dos R$ 28,50. Os pontos de suportes estão em R$ 19,49 e R$ 16,76. O IFR (Índice de Força Relativa) sobrecomprado favorece uma realização no curto prazo.

Gráfico das ações preferenciais do Banco Pan

Braskem

Já para as BRKM5 a análise é de que as ações estão indefinidas no curto prazo e, acima dos R$ 53,00 retomariam sinal de alta projetando ganhos até R$ 57,75 ou R$ 75,85. Tem suportes em R$ 48,33, na base de um triângulo e R$ 40,00 em retração de Fibonacci.

Gráfico das ações preferenciais classe A da Braskem

Hering

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Já para os papéis da Hering, Giba analisa que estão em um rali de alta projetando R$ 37,00 ou R$ 41,80. Os suportes estão em R$ 30,80 e R$ 26,32.

Gráfico das ações ordinárias da Hering

Embraer

No caso das EMBR3, Giba explica que estão em canal de alta projetando R$ 19,75 ou R$ 20,70. Tem região forte de suporte nos R$ 16,20, que é a base do canal e proximidade da média móvel de 21 dias.

Gráfico das ações ordinárias da Embraer

Banco Inter

Raphael Figueiredo, analista técnico da Eleven Financial Research, fez sua avaliação do ativo BIDI11 pelo gráfico.

Na opinião de Figueiredo, o  papel segue firme na sua tendência de alta iniciada dia 3 de novembro do ano passado e indicada pelo canal de alta em azul.

“Entretanto, no curto prazo, perde aceleração de momentum, após não conseguir ultrapassar a resistência na faixa dos R$ 76,63. Isso nos dá uma configuração irregular entre os topos e fundos. Pode ser um sinal de comprometimento da tendência de alta, mas que só será confirmado se testar e perder o suporte, bem como fundo anterior, na faixa dos R$ 57,29. Até lá, no curto prazo, o quadro é de consolidação de preços até que haja o rompimento de um desses extremos assinalados”, analisa.

Gráfico das units do Banco Inter

BTG Pactual

No caso das units do BTG Pactual, Giba comenta que estão em tendência de alta projetando R$ 135,00 ou R$ 150,00. Tem como suportes os patamares de R$ 120,70 e R$ 115,00.

Gráfico das units do BTG Pactual

Eletrobras

Os papéis da Eletrobras, por sua vez, estão em tendência de alta com projeções em R$ 47,00 ou R$ 50,00. Tem suportes em R$ 40,80 e R$ 37,50.

Gráfico das ações ordinárias da Eletrobras

Locaweb

Já a Locaweb retomou tendência de alta há poucos dias ao superar R$ 25,00. Tem projeções em R$ 29,80 e R$ 35,40. O suporte mais forte está nos R$ 20,90.

Gráfico das ações ordinárias da Locaweb

PetroRio

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Por fim, as ações da PetroRio, na opinião de Giba Coelho, estão em tendência de alta pelas médias móveis e esbarraram em topo nos R$ 20,67, que se superado projetará altas na direção dos R$ 23,00 ou R$ 25,40. Tem suportes em R$ 18,45 e R$ 17,00.

Gráfico das ações ordinárias da PetroRio

Análise técnica

Chamada de análise gráfica por alguns, ela parte do pressuposto de que tudo o que pode ser medido acerca do desempenho futuro de uma ação já está precificado.

Desse modo, os movimentos diários do papel teriam um componente muito maior de percepção psicológica dos investidores sobre se está caro ou barato, subiu demais ou caiu demais, do que de fundamentos.

As operações em análise técnica, então, são guiadas a partir de um estudo do gráfico do preço da ação, verificando quais patamares de preço geralmente atraem vendas (resistências) e quais outros atraem compras (suportes).

Outras ferramentas da análise técnica incluem o IFR (Índice de Força Relativa), projeção de Fibonacci e análise de médias móveis.

Para saber mais sobre essa ferramenta de tomada de decisão na hora de comprar ou vender um ativo acesse nosso guia de análise técnica.

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As 5 maiores altas e as 5 maiores baixas do Ibovespa no mês de maio

ações bolsa mercado stocks índices gráficos (Shutterstock)

SÃO PAULO – O Ibovespa encerrou maio renovando máximas históricas, em meio ao cenário externo mais positivo e com perspectivas positivas para a economia nacional a depender do ritmo de vacinação no país. O índice fechou maio com alta de 6,16%, no terceiro mês seguido de ganhos.

Algumas ações do índice tiveram ainda mais destaques no mês, com cinco delas subindo cerca de 20% ou mais. Já na ponta negativa, os movimentos foram menos intensos mas, ainda assim, cinco papéis caíram mais de 9%. Confira quais papéis que compõem o benchmark da Bolsa se destacaram – positiva e negativamente – em maio:

Maiores altas

1. Eneva (ENEV3, R$ 18,46, +25,84%)

Ganhando força na reta final do mês, a Eneva ficou com o posto de melhor ação de maio, ao avançar quase 26%, puxada pela crise energética que ganhou força na semana passada, com analistas vendo a companhia como uma das beneficiadas por ter exposição à energia térmica. A notícia fez as ações subirem forte nos dois últimos pregões.

O Credit Suisse afirma que as recentes notícias são negativas para o cenário como um todo, sendo que o país deve ter mais despacho térmico, por mais tempo, favorecendo empresas como a Eneva. “A situação começa a se comparar com 2014, com reservatórios do Sudeste mais próximos do nível de 30%, mas com mais capacidade e transmissão”, observa o banco suíço (veja mais análises clicando aqui).

O Itaú BBA diz que não vê risco de racionamento de energia, mas espera que a geração térmica opere em níveis altos, pressionando as tarifas. O banco estima que os níveis do Sistema Interligado Nacional cairão a 22% em novembro, frente aos 44% atuais.

Na avaliação do banco, Eneva e Omega devem ser as maiores beneficiárias do panorama atual, devido a sua exposição baixa à energia hidrelétrica. Além disso, as tarifas de energia deverão permanecer sob pressão. O banco ressalta que a Aneel limitou a alta de energia a 10% em 2021. Assim, o banco espera altas das tarifas acima da inflação em 2022.

Vale ressaltar que no início do mês, a companhia já havia registrado uma alta moderada um pouco antes de divulgar seu resultado do primeiro trimestre. A Eneva registrou um lucro líquido de R$ 203 milhões, alta de 13% ante o mesmo período de 2020.

O lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado foi recorde para um primeiro trimestre, de R$ 446 milhões, alta de 2,8%, com melhora das margens fixas das usinas a gás, aumento da margem variável em Pecém II e menores gastos com sísmica em relação a um ano antes.

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A receita operacional líquida, por sua vez, ficou em R$ 951,4 milhões, leve avanço de 1,3% na comparação com a receita de R$ 939,1 milhões apresentada um ano antes.

2. BRF (BRFS3, R$ 25,76, +23,91%)

As ações da companhia de proteína animal BRF estavam praticamente de lado no mês até o dia 17, quando deram início um movimento de alta mais forte, que ganhou ainda mais força nas duas últimas semanas em meio, inicialmente decorrente de rumores,de que a Marfrig (MRFG3) estava comprando ações da empresa, que depois foram confirmados.

Após alguns dias com os papéis chamando atenção pelas fortes altas, o jornal Valor Econômico publicou uma notícia apontando para esse movimento de compra pela Marfrig. Na ocasião, o jornal afirmou que eram grandes volumes movimentados, o que gerou certa apreensão no mercado conforme voltava ao debate uma possível aquisição da BRF pela Marfrig.

Na noite do dia 21, as duas companhias confirmaram todo o movimento, sendo que a Marfrig reforçou não ter a intenção de assumir o controle da BRF.

Em comunicado, a BRF informou que a Marfrig adquiriu ações ordinárias de emissão da companhia, via opções e leilão realizados em bolsa, e que pode resultar em uma participação acionária de até 196.869.573 ações ordinárias, correspondente a, aproximadamente, 24,23% do capital social da empresa.

A Marfrig disse que a aquisição visa diversificar seus investimentos em um segmento que possui complementaridades com seu setor de atuação. Além disso, ela afirmou que não pretende eleger membros para a administração da empresa, exercer influência sobre decisões ou promover alterações no controle ou estrutura da BRF.

Com esse noticiário agitado, os papéis da BRF saltaram 27,87% em apenas três pregões, saindo de R$ 21,06 no dia 18 para uma máxima de R$ 26,93 no dia 21.

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Saiba mais sobre essa operação e seus impactos clicando aqui e aqui .

3. Cielo (CIEL3, R$ 4,21, +23,10%)

Após uma forte queda entre o início de fevereiro e meados de março, a Cielo iniciou uma recuperação em maio, registrando um dos melhores desempenhos dentre as companhias que estão no Ibovespa. Os papéis CIEL3 subiram cerca de 23% este mês, cotados a R$ 4,21.

O avanço dos papéis teve início de forma mais expressiva na segunda metade do mês, sem que houvesse uma notícia específica empurrando os preços, indicando um movimento de correção diante das perdas do ano, colocando a companhia agora no positivo no acumulado de 2021 com avanço de 6,43%.

No noticiário, entre os dois destaques, o primeiro foi negativo, com a renúncia de Paulo Rogério Caffarelli da presidência da empresa, mesmo assim, os papéis não se abalaram. Em reunião do conselho foi definido que Gustavo Henrique Santos de Sousa, até então Diretor de Relações com Investidores, será seu substituto.

Caffarelli chegou à Cielo no final de outubro de 2018, após deixar o comando do Banco do Brasil (BBAS3) com o objetivo de mudar a estratégia da empresa líder em pagamentos no Brasil, passando a se concentrar mais nos lucrativos mercados de pequenas e médias empresas, processo hoje em andamento.

No entanto, a empresa seguiu perdendo participação num mercado que antes dominava com a Rede, após uma abertura promovida pelo Banco Central ter incentivado a aparição de mais de 20 adquirentes e duas centenas de subadquirentes no Brasil.

Desde então, a Cielo perdeu dois terços de seu valor de mercado, para cerca de R$ 10,6 bilhões, valendo pouco mais de um décimo de sua rival menor Stone. No mês passado, a Cielo reportou lucro recorrente de R$ 135,8 milhões no primeiro trimestre, queda de 18,6% ante mesma etapa do ano anterior.

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Analistas viram a notícia como negativa, citando que a mudança de comando trás mais incertezas para uma companhia já bastante pressionada.

Porém, o que ajudou a colocar a Cielo entre as maiores altas do mês foi uma alta de mais de 7% em apenas um pregão na semana passada após uma notícia do portal Neofeed de que que a Alelo terá uma plataforma própria de adquirência, mas que não deixará de usar as maquininhas da Cielo. A companhia disse em comunicado que desconhece ato ou fato relevante não divulgado a respeito de suas atividades.

Já que a empresa atualmente usa a plataforma de adquirência da Cielo, a notícia mais uma vez levantou a possibilidade de cisão entre o Bradesco e o Banco do Brasil, sócios controladores da companhia, que também controlam a Alelo.

4. Ambev ([ABEV3], R$ 17,95, +20,15%)

A empresa de bebidas Ambev se garantiu no Top 5 de maio principalmente por conta de um salto de 8,88% em apenas um dia após divulgar seu resultado do primeiro trimestre, movimento positivo que ainda teve continuidade por mais alguns pregões .

A companhia registrou lucro líquido ajustado de R$ 2,761 bilhões no primeiro trimestre de 2021, alta de 125% ante o mesmo período de 2020, devido a um Ebitda maior e melhor resultado financeiro.

No primeiro trimestre, o Ebitda ajustado alcançou R$ 5,327 bilhões, avanço de 26% em um ano, o que corresponde a um crescimento orgânico de 23,8%, com margem bruta de 52,3% (queda de 260 pontos base) e margem Ebitda de 32,0% (redução de 110 pontos base). A receita líquida da empresa, por sua vez, totalizou R$ 16,639 bilhões nos meses de janeiro a março, incremento de 32% em relação a igual época de 2020.

Para além do avanço do lucro, a Ambev registrou mais um trimestre sequencialmente forte, destacou a XP. Segundo os analistas, com a companhia mantendo a excelência operacional como sua vantagem competitiva principal, a inovação no portfólio e a estratégia digital estão dando cada vez mais frutos, impulsionando o desempenho da empresa.

A alta do volume de vendas de cerveja no Brasil ficou levemente abaixo da expectativa dos analistas, que era de 18%, mas o Ebitda normalizado superou o projetado em 24%, totalizando R$ 2,26 bilhões, mostrando números sólidos apesar do cancelamento do Carnaval juntamente com o ritmo lento de reabertura da economia e redução do auxílio emergencial (confira a análise completa aqui).

Com o avanço das ações na primeira metade do mês, o Itaú BBA rebaixou a recomendação para as ações da Ambev recentemente, passando de outperform (desempenho acima da média do mercado) para marketperform (desempenho em linha com a média do mercado), apesar da elevar o preço-alvo para 2021 de R$ 18 para R$ 19.

“Os resultados do quarto trimestre de 2020 e do primeiro trimestre de 2021 foram positivos e superaram nossas estimativas, com os principais fatores sendo preços acima do esperado e volumes melhores do que o esperado. Enquanto incorporamos esse momentum em nossas projeções revisadas, levando a revisões positivas, destacamos que a partir da segunda metade do ano haverá uma base de comparação mais difícil para o resto do ano. Somando-se a isso, vemos uma inflação de custos persistente se estendendo até 2022, o que poderia criar desafios adicionais à medida que a Ambev busca expandir suas margens”, apontam os analistas.

5. Cia. Hering (HGTX3, R$ 32,90, +19,99%)

Após liderar com folga os ganhos de abril ao subir 70%, a Cia. Hering se manteve entre os melhores papéis do mês, em um movimento de continuidade do seu bom momento com o anúncio da fusão com o Grupo Soma.

Desde a confirmação do negócio entre as duas, analistas destacaram que a notícia é boa para a Hering, ressaltando que com uma nova estrutura ela poderá acelerar seu movimento de virada após uma fase complicada. Alguns especialistas chegaram a citar também o alto valor oferecido pela Soma no negócio, o que ajuda a melhorar a avaliação do mercado para as ações.

Este mês, porém, uma notícia chamou atenção de forma negativa para a Hering após ela informar à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que sua tesouraria recomprou mais de 2,9 milhões de ações, por um valor de R$ 61,7 milhões.

Apesar da recompra ser uma operação comum no mercado, este caso chamou atenção por ter ocorrido entre os dias 12 e 22 de abril, exatamente no período dos rumores e confirmação da sua fusão com a Soma. Isso gerou bastante desconfiança no mercado.

Após a polêmica, a Hering reiterou ao mercado que tem um programa de recompra desde agosto de 2020. Além disso, quando informou a rejeição da proposta da Arezzo para fusão, em 14 de abril, a companhia indicou que manteria o seu programa de recompra de ações em execução.

Confira as maiores altas do Ibovespa em maio: 

Empresa Ticker Cotação Variação
Eneva ENEV3 R$ 18,46 +25,84%
BRF BRFS3 R$ 25,76 +23,91%
Cielo CIEL3 R$ 4,21 +23,10%
Ambev ABEV3 R$ 17,95 +20,15%
Cia Hering HGTX3 R$ 32,90 +19,99%

Maiores baixas

1.Suzano (SUZB3, R$ 60,73, -11,56%)

As últimas semanas não foram positivas para o mercado de papel e celulose, com queda dos preços da celulose de fibra curta. A commodity segue de lado nas últimas semanas, após as altas muito fortes. Assim, os ativos da Suzano foram impactados.

Os analistas do Credit Suisse destacam que, após uma forte alta de 56% para o hardwood e de 46% do softwood no acumulado de 2021 na China, os preços agora atingiram o pico de US$ 780/t e cerca de US$ 980/t, respectivamente, na opinião dos analistas do banco suíço.

Com os fabricantes de papel na China agora enfrentando problemas de lucratividade (principalmente de tissue, que são os produtos fabricados com baixa gramatura, crepe seco e alguns papéis não crepados, como papel higiênico, toalhas de cozinha, lenços de papel, papel facial, guardanapos, toalhas, entre outros) e, consequentemente, a produção caindo na tentativa de reduzir os estoques de papel e evitar a erosão de preços, enxergam poucos motivos para os preços da celulose subirem mais nos próximos meses.

Contudo, avaliam que as empresas de celulose dentro da cobertura dos analistas, inclusive a Suzano, já estão precificando um cenário de hardwood entre US$ 500/t e US$ 550/t em 2022, o que oferece um importante colchão de segurança. Na última semana, os analistas do banco suíço mantiveram a recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) para a Suzano, mas elevando o preço-alvo de R$ 86,50 para R$ 92, pois enxergam um upside atraente em uma perspectiva de longo prazo.

Os analistas também apontam que o projeto Cerrado, anunciado em meados de maio e que prevê R$ 14,7 bilhões para erguer o que a empresa chamou de “maior fábrica de celulose de linha única de eucalipto do mundo”, em Ribas do Rio Pardo (MS), também devem adicionar valor presente líquido para a companhia.

O Credit Suisse aponta que os investidores têm uma visão bastante parecida com a dos analistas notando, por outro lado, que provavelmente o mercado deve esperar uma proximidade maior do inicio do projeto antes de refletir no preço do papel.

Gilberto Cardoso, analista de commodities da OhmResearch, destacou que a estratégia de investimento em  Cerrado foi acertada. “A Suzano, como maior produtora de celulose de eucalipto do mundo, vê o aumento da demanda e, com condições financeiras ofertar primeiro a celulose, e com os custos mais competitivos do mundo, aproveita a chance e anuncia o investimento”, diz. Mas Cardoso ressalta que as condições de endividamento da Suzano devem ser monitoradas pelos investidores.

Outro ponto de atenção seria o aumento da oferta de celulose no mercado. Atualmente, os estoques baixos estão segurando os preços da commodity. Mas conforme analistas destacaram em reportagem recentemente publicada pelo InfoMoney,, assim que a cadeia de suprimentos voltar a se ajustar no pós-pandemia e as maiores economias do mundo, como China e Estados Unidos, iniciarem um processo de desaceleração os preços podem começar a ceder.

2. Banco Inter (BIDI11, R$ 68,33, -11,53%)

Apesar de registrar um dos desempenhos mais fortes de alta em uma sessão específica, com ganhos de 25% em 24 de maio, as units do Banco Inter encerraram maio entre as maiores baixas do Ibovespa em seu primeiro mês fazendo parte do benchmark da Bolsa brasileira.

Na primeira quinzena do mês, contudo, a baixa chegou a ser ainda maior, de mais de 20%, tanto por conta dos investidores embolsando os lucros após fortes altas registradas até então (no acumulado de 2021, as units ainda sobem mais de 100% e registram ganhos de 512% no acumulado dos últimos 365 dias) quanto pelo movimento de saída de investidores de empresas mais ligadas à tecnologia, como é o caso do Banco Inter (veja mais clicando aqui), em meio aos sinais de aumento da inflação nos EUA, que acabou também impactando as empresas ligadas à tecnologia no Brasil.

O Banco Inter também divulgou seus resultados no último dia 12 de maio, com um lucro líquido de R$ 20,8 milhões no primeiro trimestre de 2021, contra R$ 19,4 milhões no quarto trimestre de 2020 e prejuízo de R$ 8,4 milhões no
primeiro trimestre de 2020. Na avaliação do Bradesco BBI, a geração de receita foi positiva, com aceleração tanto da margem financeira (​NII, na sigla em inglês) ou receita líquida de intermediação financeira quanto das receitas de prestação de serviços (tarifas), embora já fosse esperada em certa medida, seguindo os números operacionais divulgados anteriormente.

Já o Morgan Stanley não se mostrou tão otimista com a companhia e vê a ação como cara, apontando que o Inter “está nos estágios iniciais de uma transformação digital significativa que pode resultar em um crescimento muito mais rápido e maior lucratividade”, mas que ainda é cedo para dizer se a recente transformação digital da empresa terá sucesso. “Existem vários desafios importantes que podem dificultar os planos agressivos de crescimento do banco, incluindo: lançamento de novos produtos onde a administração tem experiência limitada, descasamento da duração do balanço, baixa lucratividade e alta inadimplência e um cenário macro desafiador para o qual o banco não é bem posicionado”, avaliam os analistas.

Como já destacado acima, ajudando a diminuir as perdas acumuladas, os papéis do Banco Inter dispararam no dia 24 após anunciar mudanças significativas em sua estrutura acionária. A companhia anunciou um follow-on, com a Stone como investidor âncora. A companhia de pagamentos listada nos EUA poderá investir até R$ 2,5 bilhões em uma oferta que pode chegar a R$ 5 bilhões. A Stone terá participação limitada a 4,99% do capital social do Inter e o acordo dá direito à Stone de indicar um dos nove assentos no Conselho de Administração.

“Esperamos que a parceria possa ser o começo de algo mais duradouro, possibilitando a troca de mais produtos e serviços entre as plataformas. Ambas as companhias procuram diversificar seus produtos e possuem uma base de clientes complementar, com a Stone focada no público PJ e o Inter no público PF (apesar de a base de clientes empresariais estar crescendo)”, apontam os analistas da Levante Ideias de Investimentos, que viram o acordo como bastante positivo, notoriamente para o Banco Inter.

Também de acordo com os analistas do Bradesco BBI, a parceria estratégica faz muito sentido para ambas as partes. Aproveitando a Intershop, a Stone pode conectar sua rede comercial para um canal de distribuição online, que deve ser especialmente importante para pequenas empresas que anteriormente não tinham acesso a este canal. Além disso, a integração dos canais físicos e online da Stone com os clientes do Banco Inter também pode melhorar a experiência do usuário e fornecer oportunidades de venda cruzada. Por último, a Stone poderia se beneficiar do acesso do Inter a financiamento barato, o que poderia ajudar com a distribuição de seus negócios de crédito / pré-pagamento.

Cabe destacar também que o Banco Inter desdobrou suas ações na proporção de um para três no mês de maio. Apesar da queda das ações, a perspectiva no geral é positiva para os ativos.

3. Usiminas (USIM5, R$ 19,86, -11,49%)

Também em uma alta bem expressiva no ano e nos últimos 365 dias, com ganhos respectivos de 37% e 225%, as ações da Usiminas registraram queda em meio em um movimento de investidores embolsando lucros, também desencadeado pela alta volatilidade do minério e do aço na segunda quinzena de maio e apesar dos reajustes para cima do preço de aço no mês.

Cabe destacar que, em maio, mais precisamente na sexta-feira 7, a CSN vendeu 56 milhões de ações preferenciais da Usiminas (cerca de R$ 1,3 bilhão), representando metade da posição na companhia. Para realizar a transação, a CSN concordou em não vender o restante das ações preferenciais que detém na Usiminas por 45 dias. Depois disso, uma nova venda é provável. O Cade já havia determinado que a CSN deveria se desfazer das suas ações de Usiminas, contudo, com a grande desvalorização da companhia nos últimos anos, a CSN conseguiu postergar o prazo, mas a siderúrgica optou por vendê-la após a valorização recente puxada pela forte demanda por aço e minério de ferro.

No mês de maio, a Usiminas também anunciou a postergação da reforma do Alto Forno nº3 da sua usina de Ipatinga (MG) em razão da forte desvalorização cambial e aumentos dos custos para execução. Segundo a companhia, a reforma foi adiada em 10 meses e não altera a projeção de investimentos para 2021. A XP destacou ver a notícia de adiamento da reforma como neutra, mas afirmou que segue acompanhando com cautela as necessidades de investimento da companhia e tendo recomendação neutra para os ativos da companhia.

Cabe destacar ainda que a Usiminas é a maior fornecedora de aços planos para os principais segmentos consumidores do país, e também é impactada pelo cenário para o mercado automobilístico no país.

Neste sentido, a GM anunciou em maio a suspensão das operações de sua fábrica em São Caetano do Sul (SP) de 21 de junho a 2 de agosto, devido à escassez de componentes eletrônicos, enquanto sua fábrica em Gravataí (RS), que suspendeu desde março, só devendo retomar as operações até julho de 2021. A Nissan, por sua vez, deve suspender as operações por 5 dias em junho, em dias não necessariamente consecutivos, também por falta de semicondutores. Já a Volkswagen Caminhões e Ônibus afirmou que a falta de semicondutores impede o crescimento mais forte das vendas de veículos pesados e deve passar a investir na receita de serviços, já que a empresa prepara o lançamento de uma carteira digital para o caminhoneiro pagar frete, combustível, e manutenção de veículos.

As notícias são negativas para o setor automotivo, já que novas paralisações das montadoras colocam em risco a recuperação esperada para o segundo semestre de 2021.

Apesar da queda recente, analistas como do Bradesco BBI seguem positivos com a Usiminas, colocando como a preferida do setor de siderurgia e com preço-alvo de R$ 32.

4. B2W (BTOW3, R$ 59,75, -11,24%)

As ações da B2W também não registraram um mês de maio positivo. A companhia divulgou seus números do primeiro trimestre no último dia 7, com alguns dados animadores e outros que preocuparam os investidores, mostrando os desafios e as oportunidades da fusão que está em curso com a Lojas Americanas (LAME4), sua controladora.

A B2W teve crescimento de 90% na venda bruta total (GMV, na sigla em inglês) na comparação anual, indo a R$ 8,7 bilhões. Com isso o GMV total do Universo Americanas ficou em R$ 11,06 bilhões no trimestre. Em teleconferência, os executivos da B2W destacaram ainda os números de abril, com maior crescimento de vendas em 2 anos. Porém, um fator de preocupação foi a continuidade da queima de caixa da companhia (veja mais clicando aqui).

A companhia apresentou mais uma vez um fluxo de caixa operacional negativo da ordem de R$ 530 milhões, com aumento grande na linha de fornecedores e principalmente nos estoques. O número costuma ser comum no início de ano. Contudo, ainda preocupa, com o consumo de caixa se acelerando junto com o crescimento rápido da linha de receita, de modo à companhia financiar os seus “clientes” para expandir, com o prazo de conversão da receita em caixa cada vez mais longo.

“Se, por um lado, a companhia se beneficia das sinergias dos ativos digitais e físicos sendo integrados e dos créditos tributários pelos prejuízos contábeis de anos anteriores, há ainda um importante processo de integração completa e alcançar seus principais concorrentes, podendo sacrificar margens a fim de ganhar mercado, um dos principais temores do mercado em relação ao setor”, apontam os analistas da Levante.

Além disso, no primeiro trimestre, apesar dos bons números gerais do setor,  analistas como da XP e do Bradesco BBI continuam com uma visão mais cautelosa sobre o e-commerce diante das pressões competitivas, inclusive com iniciativas de players internacionais como Amazon e Alibaba.

5. Locaweb (LWSA3, R$ 26,16, -9,07%)

Na mesma linha de outras companhias ligadas à tecnologia, a Locaweb também registrou queda expressiva em seu primeiro mês como integrante do Ibovespa (assim como o Banco Inter).

No dia 12 de maio, a Locaweb divulgou seus resultados, com um lucro líquido ajustado de R$ 9 milhões no primeiro trimestre deste ano, uma alta de 78,4% ante os R$ 5,1 milhões de lucro registrados um ano antes. Retirando os ajustes, a companhia teve um prejuízo líquido de R$ 8,4 milhões, resultado 268,9% maior que o prejuízo de R$ 2,3 milhões nos três primeiros meses de 2020. Enquanto isso, a receita líquida da empresa teve uma alta de 53,9% na comparação anual, ficando em R$ 160,9 milhões no primeiro trimestre.

O Itaú BBA avaliou os resultados como sólidos, e razoavelmente em linha com suas expectativas, devido à expansão da divisão de comércio e alta recorde de novos vendedores em sua plataforma. As margens ficaram abaixo de suas estimativas, devido à integração de fusões e aquisições, mas eles destacaram que as margens orgânicas continuaram aumentando.

A XP também viu números sólidos da companhia. “O forte desempenho da receita líquida foi impulsionado principalmente pelo crescimento no segmento de Commerce”, apontam os analistas.

E apesar das quedas recentes, a XP diz estar otimista com as perspectivas futuras para a empresa, “visto que vemos espaço para uma maior consolidação do mercado, dada a sólida posição de caixa após seu recente aumento de capital, enquanto acreditamos que a Locaweb possui um ecossistema digital completo para capturar e reter pequenas e médias empresas no canal digital”.

O Itaú BBA, por sua vez, reforça que a companhia tem sido bastante impactada pelo cenário negativo para empresas de tecnologia diante dos temores de alta de juros nos Estados Unidos por conta do avanço da inflação. Mesmo assim, os analistas afirmam que enxergam na queda recente das ações um ponto ponto de entrada na ação, reiterando a visão positiva com a Locaweb sendo um veículo interessante para capturar a tendência de digitalização das PMEs no Brasil no segmento de e-commerce.

Confira as maiores quedas do Ibovespa em maio: 

Empresa Ticker Cotação Variação
Suzano SUZB3 R$ 60,73 -11,56%
Banco Inter BIDI11 R$ 68,33 -11,53%
Usiminas USIM5 R$ 19,86 -11,49%
B2W BTOW3 R$ 59,75 -11,24%
Locaweb LWSA3 R$ 26,16 -9,07%

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Ações da Vale sobem 3% apesar de queda do minério, aéreas têm nova disparada e Qualicorp avança 3,9%

aeroporto aviões aviação terminal aéreas covid (Getty Images)

SÃO PAULO – Em terceira sessão de fortes variações e após a baixa da véspera, as units do Banco Inter (BIDI11, R$ 67,44, -2,60%) passaram de alta de 8% para queda de quase 3% nesta quarta-feira (26). É o primeiro pregão após desdobramento de ações na proporção de um por três. Na segunda, a ação tinha subido 25% com a notícia de aporte da Stone na companhia, tendo realizado o movimento parcialmente na véspera, com o ativo BIDI11 fechando em baixa de cerca de 7%.

As ações das aéreas também voltaram ao radar do mercado, com a Azul (AZUL4, R$ 46,76, +11,31%) registrando alta de cerca de 11% e a Gol (GOLL4, R$ 27,59, +7,15%) com alta de mais de 7% em meio às notícias de que a primeira companhia está em busca de ativos para consolidação do mercado.

Reportagem do jornal Valor afirma que a Azul iniciou uma estratégia para tentar comprar a operação da Latam no Brasil. Segundo o jornal, a empresa aérea tenta costurar um acordo com empresas de leasing de credoras da concorrente e, a partir desse apoio, impulsionar a proposta de compra da empresa dentro do processo de recuperação judicial, que corre nos Estados Unidos. Confira análise sobre as sinergias clicando aqui.

Ainda no radar do setor, a Gol anunciou suas perspectivas preliminares gerais e projeções financeiras para o segundo semestre de 2021. A empresa diz que observou em maio “uma melhora significativa nas suas vendas de viagens aéreas no mercado doméstico”, e diz acreditar que o avanço na vacinação está contribuindo para o tráfego aéreo.

A Cielo (CIEL3, R$ 4,17, +1,96%), por sua vez, viu suas ações abrirem em queda após o salto de 7,63% da véspera. Na manhã desta quarta, a Cielo disse em comunicado que desconhece ato ou fato relevante não divulgado a respeito de suas atividades. A forte alta das ações na terça aconteceu após notícia do portal Neofeed de que que a Alelo terá uma plataforma própria de adquirência.

Já que a empresa atualmente usa a plataforma de adquirência da Cielo, a notícia mais uma vez levantou a possibilidade de cisão entre o Bradesco e o Banco do Brasil, sócios controladores da companhia, que também controlam a Alelo. Contudo, em meio ao maior ânimo do mercado, as ações viraram e fecharam em alta.

Já as ações da Vale (VALE3, R$ 110,20, +2,94%) registraram ganhos após sessões de queda em meio à baixa do minério. A sessão desta quarta, por sinal, também foi de queda forte para o contrato futuro do minério na Bolsa de Dalian. Segundo a XP, há espaço para correção de preços de minério de ferro, mas ainda em níveis fortes com demanda saudável versus cenário ainda desafiador para a oferta.

Também em alta, a Qualicorp (QUAL3, R$ 29,08, +3,86%) subiu cerca de 4%: a Pátria Investimentos elevou novamente sua participação na companhia, de 10% para 15,06% das ações ordinárias de emissão da empresa.

A sessão também foi de fortes ganhos para a Locaweb (LWSA3, R$ 25,80, +6,74%), dando continuidade à recuperação em maio após um tombo de mais de 20% nos primeiros pregões do mês.

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O setor de bancos também registrou alta, recuperando-se de uma sessão mais negativa na véspera: Bradesco (BBDC3, R$ 22,83, +2,38%; BBDC4, R$ 26,32, +2,29%), Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 29,40, +1,38%), Santander Brasil (SANB11, R$ 40,82, +1,37%) e Banco do Brasil (BBAS3, R$ 32,98, +1,66%), com alta entre 1% e 2,5%.

Confira mais destaques:

BR Properties (BRPR3, R$ 9,44, -1,15%)

A BR Properties anunciou na véspera a compra de galpões comerciais, com uma área total de 62,7 mil metros quadrados em Jarinu (SP), por R$ 156,5 milhões. Segundo a companhia, já foram pagos R$ 18,3 milhões e o restante será pago de acordo com o cronograma de construção. O empreendimento deve ser concluído até o segundo trimestre de 2022 e já está 100% pré-locado por 10 anos, disse a empresa.

O imóvel faz parte do complexo Brazilian Business Park, onde a BR Properties já tem outros quatro galpões e o contrato prevê a possibilidade de aquisições adicionais pela companhia.

O Credit Suisse elogiou a estratégia de arbitragem da empresa, e abertura para explorar diferentes formas de adicionar valor para os acionistas por meio do mercado de capitais, através de uma oferta pública do fundo. O banco mantém avaliação neutra para a BR Properties e preço-alvo de R$ 10.

O Itaú BBA destacou a notícia como positiva, dado o valuation decente e os drivers de crescimento sólido para o segmento industrial e de logística, que incluem maior penetração do comércio eletrônico.

Cemig (CMIG4, R$ 13,46, +0,07%)

As tarifas da unidade de distribuição de energia da Cemig ficarão estáveis para consumidores residenciais, enquanto subirão em média 1,2% se considerados todos clientes da companhia, segundo decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em reunião de diretoria de terça.

O movimento brando no reajuste tarifário da empresa foi possível principalmente devido ao uso de créditos tributários decorrentes da cobrança em contas de luz no passado de tributos depois considerados ilegais pela Justiça, destacaram representantes do regulador.

Copasa (CSMG3, R$ 17,51, -2,18%)

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A Companhia de Saneamento de Minas Gerais comunicou que enviou à Arsae-MG suas contribuições referentes à consulta pública que trata da terceira e última fase da segunda revisão tarifária da Copasa e a terceira revisão tarifária da Copanor. SOs resultados das revisões tarifárias devem ser divulgados no início de julho, com aplicação das novas tarifas no início de agosto.

A Copasa também informou que fez contribuições à consulta pública para a minuta de anteprojeto de lei que institui as Unidades Regionais de Saneamento Básico do Estado de Minas Gerais, encerrada em 21 de maio. A empresa abordou aspectos que poderão causar impacto em seus negócios, em especial sobre a indenização de ativos não amortizados, sobre a formação das Unidades Regionais e as questões societárias mais relevantes.

Qualicorp (QUAL3, R$ 29,08, +3,86%)

A Qualicorp comunicou que a Pátria Investimentos elevou novamente sua participação na companhia, de 10% para 15,06% das ações ordinárias de emissão da empresa. A Rede D’Or tem 25% de participação na Qualicorp.

“Acreditamos que o aumento contínuo da participação de investidores estratégicos serve como um catalisador para as ações (…).  É possível uma futura interferência na gestão da empresa”, afirma o Credit Suisse.

Vale (VALE3, R$ 110,20, +2,94%) e minério

Os futuros do aço e do minério de ferro na China caíram nesta quarta-feira após a bolsa de futuros de Xangai ter alertado que avaliará “transações anormais” no mercado, que somou-se a tentativas anteriores do governo de controlar a alta das commodities por meio de avisos.

O vergalhão de aço para construção na bolsa de Xangai encerrou o pregão diurno com queda de 6%, a 4.667 iuanes (US$ 729,79) por tonelada, após ter chegado a tocar mais cedo 4.661 iuanes, o menor nível desde 24 de março.

O minério de ferro na bolsa de Dalian recuou 6,1%, para 994,50 iuanes por tonelada, pouco acima da mínima do dia de 992 iuanes, menor nível desde 12 de abril.

A queda nos mercados de aço se intensificou durante a tarde e derrubou matérias-primas, depois que o presidente do conselho da bolsa de Xangai disse em um evento que a bolsa “acompanhará de perto as mudanças no mercado e investigará vigorosamente transações anormais”. Na bolsa de Cingapura, o minério de ferro caiu quase 6%.

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A sessão há havia começado com pressão no mercado devido à chegada da época de chuvas no sul da china e as altas temperaturas no norte, que desaceleram atividades de construção e podem afetar negativamente a demanda por aço e minério de ferro.

BR Distribuidora (BRDT3, R$ 25,45, +1,56%)

O Bradesco BBI comentou o impacto da transição para a energia renovável para a BR Distribuidora, uma prioridade para a empresa, que atualmente está exposta a combustíveis fósseis.

Na avaliação do banco, para manter a dívida líquida abaixo de 2,5 vezes o Ebitda, o nível ótimo de pagamento de dividendos da empresa após 2025 será de 60%. Isso deverá permitir à empresa mudar para energias mais limpas, mantendo um rendimento de 5,4% até 2050, diz o banco.

O Bradesco mantém avaliação outperform (expectativa de valorização acima da média do mercado) para a empresa, e preço-alvo de R$ 31.

PagSeguro (NYSE: PAGS)

O Bradesco BBI elevou a avaliação da PagSeguro de underperform (expectativa de valorização abaixo da média do mercado) para outperform, devido a opcionalidades do PagBank. O banco também revisou o preço-alvo de US$ 25 para US$ 56, frente a US$ 46,77 de fechamento na terça para os papéis PAGS, na Bolsa de Nova York.

O banco acredita que o primeiro semestre desafiador em 2021 já está precificado nas expectativas do mercado. E que os indicadores da PagSeguro no segundo semestre devem ser mais encorajadores.

Banco do Brasil (BBAS3, R$ 32,98, +1,66%)

A Previ, caixa de previdência dos empregados do Banco do Brasil, anunciou na véspera que seu presidente, José Maurício Pereira Coelho, renunciou ao cargo na véspera. A entidade não informou se um substituto foi nomeado para substituir Coelho, que deve ficar no cargo até 14 de junho.

As ações do BB, que já operavam em queda na sessão de terça, intensificaram as perdas por volta das 16h, conforme as primeiras notícias a respeito da mudança no fundo de pensão foram publicadas na imprensa. No fim da sessão, os papéis encerraram com queda de 1,3%, negociados a R$ 32,44 – saiba mais clicando aqui.

Cielo (CIEL3, R$ 4,17, +1,96%)

Na véspera, as ações da Cielo lideraram a alta do Ibovespa ao subirem 7,63% depois de reportagem do portal Neofeed de que a Alelo terá uma plataforma própria de adquirência. Assim, a empresa de benefícios corporativos deixará de usar a maquininha de cartão da Cielo. A notícia mais uma vez levantou a possibilidade de cisão entre o Bradesco e o Banco do Brasil, sócios controladores da companhia, que também controlam a Alelo.

Embora a notícia seja negativa para a líder do mercado das maquininhas e serviços financeiros relacionados, ela trouxe à tona — mais uma vez — a possibilidade de cisão entre os sócios controladores da Cielo – Bradesco e o Banco do Brasil – que também são controladores da Alelo. A empresa de benefícios e serviços financeiros faz parte do grupo Elopar, uma holding controlada pelos dois bancos.

Em esclarecimento à CVM e à B3, a Cielo afirmou que desconhece ato ou fato relevante não divulgado a respeito de suas atividades que possa ter dado causa às oscilações das ações e destacou ainda que consultou seus executivos, que registraram desconhecer atos ou fatos relevantes que deveriam ser divulgados ao mercado.

Azul (AZUL4, R$ 46,76, +11,31%), Gol (GOLL4, R$ 27,59, +7,15%) e Latam Brasil

O noticiário sobre consolidação das aéreas também segue no radar: reportagem do jornal Valor afirma que a Azul iniciou uma estratégia para tentar comprar a operação da Latam no Brasil. Segundo o jornal, a empresa aérea tenta costurar um acordo com empresas de leasing de credoras da concorrente e, a partir desse apoio, impulsionar a proposta de compra da empresa dentro do processo de recuperação judicial, que corre nos Estados Unidos.

Contudo, o grupo Latam não pretende se desfazer de sua operação brasileira, de acordo com o presidente da empresa no Brasil, Jerome Cadier. “Não há nenhuma intenção de separar a operação Brasil do grupo. A força da Latam está na complementaridade das operações (nos diferentes países). Separar não faz sentido econômico para o grupo”, disse o executivo.

Ainda no radar do setor, a Gol anunciou suas perspectivas preliminares gerais e projeções financeiras para o segundo semestre de 2021. A empresa diz que observou em maio “uma melhora significativa nas suas vendas de viagens aéreas no mercado doméstico”, e diz acreditar que o avanço na vacinação está contribuindo para o tráfego aéreo.

A empresa elevou sua expectativa para o segundo trimestre sobre a taxa de ocupação de 79% para 81%. E diz esperar que custos unitários recorrentes sejam 40% inferiores em comparação com os do segundo trimestre de 2020. A estimativa anterior era de que fossem 27% inferiores.

A Gol diz que a aquisição da participação minoritária na Smiles deve ser concluída em 23 de junho. A Gol espera realizar até o final do segundo trimestre quase R$ 3 bilhões de novas emissões de capital. Isso inclui aumento de capital de até R$ 512 milhões pelo acionista controlador, R$1,5 bilhão por meio do Programa Garantido da Companhia, e a emissão de ações pela Gol para compra da participação minoritária na Smiles.

A aérea também ressaltou que quitou empréstimo de curto prazo de US$ 250 milhões, que recebeu em agosto de 2020. A empresa diz que prevê estar bem posicionada para se beneficiar do crescimento do mercado doméstico brasileiro de transporte aéreo, cujo início prevê para junho de 2021.

Banco Inter (BIDI11, R$ 67,44, -2,60%)

As units do Banco Inter vão começar a ser negociadas ex-desdobramento, na proporção de um para três, na sessão desta quarta-feira.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Units do Banco Inter saltam mais de 15% com notícia de aporte de até R$ 2,5 bi pela Stone; BRF e Marfrig caem forte

SÃO PAULO – O grande destaque da sessão desta segunda-feira (24) fica para o Banco Inter (BIDI11), cujas units saltam mais de 15% em meio a um noticiário agitado sobre reorganização societária e acordo com a StoneCo. A Stone anunciou que vai investir R$ 2,5 bilhões para comprar uma pequena fatia do Banco Inter.  Segundo o comunicado, a participação é limitada a 4,99% e a compra deve ser feita por meio de novas ações a serem emitidas pelo Banco Inter por meio de oferta de ações, dando um assento no conselho para a Stone e o direito de preferência na hipótese de venda de controle pelos próximos 6 anos.

Ainda no radar, BRF (BRFS3) cai forte, mais de 5%, após a disparada da última semana, sendo de 16% apenas na sexta-feira, quando foi anunciado que a Marfrig (MRFG3) comprou 24,2% da empresa. Os papéis MRFG3, que caíram 5,2% na sexta, seguem em queda.

Vale (VALE3) e siderúrgicas voltam a ter um dia de baixa com commodities. Os futuros do minério de ferro na Ásia tiveram nova queda nesta segunda-feira, levando a uma nova série de vendas no complexo de metais, após o órgão de planejamento estatal chinês ter alertado sobre manipulações de preços de commodities com a promessa de agir para conter negociações especulativas.

Ainda no radar, atenção para a Eletrobras (ELET3);ELET6): após alguns especialistas e associações que representam empresas do setor de energia criticaram mudanças na proposta de privatização da companhia feitas pelo relator do texto na Câmara, deputado Elmar Nascimento (PP-BA), o Ministério de Minas e Energia afirmou que a mudança aumentará a capacidade de investimentos da companhia. Nesta semana também se inicia a tramitação da MP da privatização da companhia no Senado.

Confira mais destaques:

Banco Inter (BIDI11 e Stone

A empresa de maquininhas Stone vai investir até R$ 2,5 bilhões no Banco Inter, que vai realizar uma oferta primária de ações (“follow on”) na B3 em paralelo a esse investimento. Com o aporte, a companhia listada na Nasdaq terá até 4,99% do capital do Inter. A Stone terá direito a um assento no conselho do Inter, entrará para o acordo de acionistas e afirma que a parceria poderá levar seus clientes ao shopping virtual (marketplace) do banco, entre outros benefícios.

O preço por Unit que a Stone concordou em pagar é de R$ 57,84, e leva em consideração o desdobramento dos papéis na proporção de um para três, aprovado na última semana. Esse investimento colocará a Stone junto aos atuais controladores do Banco Inter – os Menin, que comandam a empresa através da Inter Holding Financeira, que detém 35,35% do capital.

A empresa fechará um acordo de acionistas com os atuais controladores do Inter, e através dele, terá direito de preferência caso haja mudança no controle do banco. Esse direito terá validade de seis anos e estará sujeito a determinados limites de preço, de acordo com comunicado da companhia. A Stone terá direito a ocupar um dos nove assentos do conselho da instituição.

A Stone destaca, no mesmo comunicado, que o Inter tem uma base de usuários com mais de 10 milhões de clientes e um histórico comprovado no desenvolvimento de produtos e serviços, de contas bancárias ao marketplace.

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O aporte será feito através da emissão de novas ações pelo Inter, e será acompanhado de uma oferta desses papéis ao mercado. A Stone deu garantia de compra, em valor que equivale a US$ 471 milhões, antes mesmo da coleta de intenções de investimento (“bookbuilding”) da oferta. O modelo, conhecido como “cornerstone”, é comum em ofertas de ações no mercado internacional, em especial na Ásia, e é diferente dos investidores-âncora, que colocam suas intenções de investimento durante o “bookbuilding”.

Todo o aporte será feito através de caixa e dívidas contraídas especificamente para a transação. A empresa de pagamentos afirma que não levantará recursos adicionais para financiar a compra das ações.

O JPMorgan foi o assessor financeiro da Stone. A assessoria legal ficou por conta de Spinelli Advogados, Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados.

A processadora de carnes Marfrig confirmou na sexta-feira ter comprado cerca de 24,23% no capital da empresa de alimentos BRF, e disse que a operação “visa diversificar os investimentos” do grupo. Em comunicados, Marfrig e BRF confirmaram as transações, que haviam sido divulgadas antes na imprensa. O negócio somou 196,68 milhões de papéis, comprados via opções e leilões em bolsa.

“A aquisição (…) visa a diversificar os investimentos da Marfrig em um segmento que tem complementaridades com seu setor de atuação numa empresa onde a administração vem realizando uma reconhecida gestão”, disse a Marfrig, a acrescentou que “não pretende eleger membros para o conselho de administração ou exercer influência sobre as atividades da BRF”. Ela também disse que não foram celebrados contratos ou acordos sobre direito de voto.

O movimento da Marfrig evidencia a força da divisão da empresa na América do Norte, onde a demanda tem sido forte e os preços do gado, relativamente baixos. Isso impulsionou o preço das ações da empresa em relação às da BRF, cujas margens foram comprimidas pela maior dependência do Brasil.

Cabe destacar que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu processo administrativo na sexta para analisar assunto relacionado à Marfrig. O site da instituição não explicitou o que está sendo investigado, apenas que se trata de um processo de supervisão referente a “notícias, fatos relevantes e comunicados” da Marfrig.

De acordo com informações do Valor, a CVM investigará a forma de divulgação da compra dos ativos. A Instrução CVM 358, em seu artigo 12, determina que a compra ou venda de participação, direta ou indireta em uma empresa, precisa ser divulgada imediatamente (no mesmo dia) cada vez que ultrapassar os patamares de 5% , 10% , 15%, e assim sucessivamente. A Marfrig deverá ter de esclarecer à CVM como se deu a compra dessa participação, e por que ela não foi divulgada logo que a participação atingiu os 5%, se as compras foram feitas gradualmente.

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No último fim de semana, o Bradesco BBI elevou a recomendação para a Marfrig para outperform (desempenho acima da média do mercado), também subindo o preço-alvo de R$ 22 para R$ 25 (upside de 39%). Além disso, reduziu a recomendação de BRF para neutro, com preço-alvo de R$ 32 para os ativos (upside de 19%).

Leia também:
Marfrig e BRF tentarão se unir de novo? Operação tem grandes diferenças com 2019 – e gera dúvidas no mercado
BBI corta recomendação de BRFS3 e eleva de MRFG3; Credit destaca “virada” com operação

“Embora a reação inicial das ações da Marfrig na sexta-feira tenha sido negativa (ações caíram 5,20% na sexta), uma vez que se tornou de conhecimento público que foi ela quem comprou ações da BRF desde a semana passada, estimamos que seu investimento já rendeu R$ 1,1 bilhão dada a valorização das ações … tudo o mais mantido igual, só isso chama
por um aumento de 14% no preço das ações da Marfrig. Além disso, vemos o Marfrig como um player melhor em um
possível fusão com a BRF. Já as ações da BRF subiram 29% na semana passada, agora resultando em uma alta limitada de preço-alvo. A BRF disse que nenhuma mudança na gestão deve ser esperada (não está claro se a estrutura corporativa pode mudar no futuro)”, apontam os analistas.

Destacando algumas diferenças entre a transação atual com a tentativa de fusão de 2019, o Itaú BBA aponta que o sucesso final de qualquer combinação potencial de ambas as empresas dependerá em grande parte de em quanto tempo o momento positivo na operação da Marfrig na América do Norte será sustentado e a rapidez com que a empresa pode se desalavancar.

“Enquanto prevemos pouca mudança no status quo da BRF (mesmo no pior cenário, as coisas devem permanecer
quase como estão), o esforço de desalavancagem da Marfrig poderia ser prejudicado se o processo de recuperação ou o momentum da operação da BRF se mostrar mais desafiador do que o esperado – ou se o momentum operacional da National Beef diminuir mais cedo que o esperado”, avaliam os analistas.

O banco mantém recomendação outperform para a Marfrig, com preço-alvo para 2021 em R$ 26, frente aos R$ 18,05 de fechamento na sexta. E recomendação market perform (desempenho em linha com a média do mercado) para a BRF, com preço-alvo para 2021 em R$ 25, frente aos R$ 26,93 de fechamento na sexta.

Vale (VALE3) e minério de ferro

Os futuros do minério de ferro na Ásia tiveram nova queda nesta segunda-feira, levando a uma nova série de vendas no complexo de metais, após o órgão de planejamento estatal chinês ter alertado sobre manipulações de preços de commodities com a promessa de agir para conter negociações especulativas.

O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian, para entrega em setembro, encerrou o pregão diurno com queda de 5,2%, a 1.064 iuanes (US$ 165,46) por tonelada, após mais cedo ter chegado a tocar 1.016 iuanes, nível mais fraco desde 15 de abril.

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O minério de ferro em Dalian já recuou mais de 20% desde um recorde de 1.358 iuanes atingido em 12 de maio, quando restrições ambientais mais duras sobre a produção siderúrgica no país, maior produtor global, impulsionaram um rali nos preços do aço.

Na bolsa de Cingapura, o contrato mais ativo do minério de ferro chegou a cair 7,5%, para US$ 177,35 por tonelada, menor nível desde 30 de abril.

A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, principal órgão de planejamento econômico da China, pediu junto com outras agências do governo que as principais empresa locais de commodities não aumentem os preços, durante uma reunião no domingo.

A reunião ocorreu após um comunicado do gabinete chinês na quarta-feira, que alertou que o governo poderia atuar para conter aumentos de preços visto como irrealistas no cobre, carvão, aço e minério de ferro. “As autoridades chinesas continuam a lançar alertas sobre o aumento dos preços das commodities, gerando temores de que possam apertar regulações”, disseram estrategistas da ANZ em nota.

O Morgan Stanley reduziu suas estimativas para a produção de minério de ferro da Vale para 2021 a 315 milhões de toneladas, devido a restrições no complexo de Itabira e à parada de parte da capacidade até o segundo semestre de 2021, que devem limitar a oferta no ano.

Apesar disso, o banco diz que mantém avaliação overweight (expectativa de valorização acima da média do mercado) para os papéis da Vale devido ao forte preço do minério de ferro e valoração atrativa da Vale em relação a à média histórica e a outras empresas do setor. O Morgan Stanley mantém preço-alvo de US$ 22 para os ADRs VALE  negociados na Bolsa de Nova York.

Aliansce Sonae (ALSO3), Multiplan (MULT3), brMalls (BRML3), Iguatemi (IGTA3)

O Bradesco BBI iniciou a cobertura do setor de shoppings centers brasileiro. O banco elegeu a Aliansce Sonae como sua top pick (ação preferida) para o setor, com preço-alvo de R$ 39 para 2021, frente aos R$ 28,31 negociados na sexta.

O banco mantém a Multiplan com avaliação outperform (expectativa de valorização acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 32 para 2021, frente aos R$ 24,52 de fechamento na sexta; neutra (valorização dentro da média do mercado) para a brMalls, com preço-alvo de R$ 13,5 em 2021, frente aos R$ 10,85 de fechamento na sexta; e neutra para Iguatemi, com preço-alvo de R$ 50 para 2021, frente aos R$ 43,37 de fechamento na sexta.

O banco acredita que a reabertura pode ser um fator de curto prazo a impulsionar as ações do setor, mas ressalta que os papéis das empresas brasileiras do setor estão para trás em comparação com aqueles de países em que a vacinação está mais avançada.

A CGT Eletrosul, controlada da estatal Eletrobras, assinou contrato na sexta-feira para aquisição da participação de 49% da CEEE-T EEEL3.SA na Fronteira Oeste Transmissora de Energia (FOTE), passando a deter 100% das ações da empresa, na qual já era acionista. Segundo fato relevante da Eletrobras, a CGT Eletrosul pagará R$ 83,1 milhões à CEEE-T pela fatia no ativo, em operação que deverá ser concluída no prazo de até 30 dias.

A Eletrobras já havia informado no final de abril que exerceria direito de preferência para compra da participação da CEEE-T na FOTE, assim como da fatia de 49% da companhia gaúcha na Transmissora Sul Litorânea de Energia (TSLE). As vendas dos empreendimentos pela CEEE-T ocorrem enquanto o governo do Rio Grande do Sul prepara a realização de um leilão para venda de sua participação na elétrica. A privatização da empresa está prevista em licitação agendada para 29 de junho.

Ainda no radar da empresa, após alguns especialistas e associações que representam empresas do setor de energia criticaram mudanças na proposta de privatização da Eletrobras feitas pelo relator do texto na Câmara, deputado Elmar Nascimento (PP-BA), o Ministério de Minas e Energia afirmou que a mudança aumentará a capacidade de investimentos da companhia.

Entre os pontos mais controversos acrescentados pelo parlamentar à MP estão a previsão de que o governo precisará contratar 6 gigawatts (GW) em termelétricas a gás nos próximos anos, assim como um volume em pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) em leilões de energia previstos para 2021.

O texto do relator também prevê possível prorrogação do chamado Programa de Incentivo às Fontes Alternativas (Proinfa).

Perguntado sobre a MP, o Ministério de Minas e Energia disse que dados da estatal Empresa de Pesquisa Energética (EPE) “indicam necessidade de contratação de potência a partir de 2026, tendo em vista que cerca de 8 GW de térmicas, inclusive a óleo, serão descontratadas até 2027.”.

A pasta defendeu ainda que a contratação térmica que passou a ser prevista na MP ocorrerá por meio de um novo tipo de leilão, de reserva de capacidade, que permite melhor divisão de custos de geração entre os consumidores.

O ministério também argumentou que as mudanças ao texto que impõem ao governo a obrigação de contratar pequenas hidrelétricas não terão “grandes impactos”, uma vez que essas usinas já têm sido viabilizadas em leilões.

“Por exemplo, em 2019, foram contratados 385 MW/médios dessa fonte. A proposta viabiliza investimentos em Estados que apresentam abundância da fonte por meio da contratação via leilões regulados, que visam atender ao mercado consumidor das distribuidoras, conforme já é realizado. Ou seja, não se vislumbram grandes impactos advindos dessa proposta”.

A pasta disse ainda que a prorrogação do Proinfa só ocorrerá se for vantajosa para os consumidores.

“Há dispositivo que garante que os contratos somente serão renovados, a partir de pedido do gerador, caso a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apure benefícios tarifários na prorrogação, ou seja, se for benéfica para o consumidor”.

Na quarta-feira, quando a Câmara analisou a MP de desestatização, especialistas disseram que os mecanismos que preveem obrigação de contratar usinas específicas, como as térmicas a gás e PCHs, poderiam implicar em custos adicionais nas contas de luz no futuro.

O Fórum das Associações do Setor Elétrico (FASE), com entidades representantes de investidores em diversas áreas da indústria de energia, escreveu em carta que as alterações do relator “distorcem o mercado e trazem efeitos de curto, médio e longo prazo que aumentarão o custo da energia elétrica no Brasil”. Apesar das críticas, o texto aprovado pela Câmara manteve esses pontos, retirando apenas a obrigação expressa de que a contratação das termelétricas ocorresse antes da privatização da Eletrobras.

Em comunicado de esclarecimento, a Petrobras comunicou ao mercado que “ainda não foi definido o momento da lançamento da oferta” de venda da participação na BR Distribuidora. O comunicado aponta  que a venda de sua participação remanescente de 37,5% será realizada por uma oferta secundária de ações (follow-on), conforme comunicado em 26 de agosto do ano passado.

Ainda no radar da companhia, segundo disseram fontes à Reuters, um consórcio da canadense Enbridge, da belga Fluxys e da empresa de private equity norte-americana EIG Global Energy Partners apresentou uma oferta não vinculante para o maior gasoduto de importação de gás natural do Brasil. A Petrobras colocou suas participações no gasoduto TBG de 2.593 quilômetros, que importa gás da Bolívia, e no gasoduto TSB, no extremo sul, à venda em dezembro, com ofertas não vinculantes esperadas até o final de abril.

O consórcio se prepara para apresentar uma oferta vinculante até o prazo de 5 de julho, disseram as fontes, que pediram anonimato para discutir assuntos privados. Não ficou claro se houve outras ofertas pelos ativos, que devem render bilhões de dólares. Se o consórcio for bem-sucedido, isso marcará a primeira incursão da Enbridge na América do Sul. A empresa com sede em Calgary movimenta cerca de 25% do petróleo produzido na América do Norte e quase 20% do gás natural consumido nos Estados Unidos, de acordo com seu site.

O Bradesco BBI destaca que o portfólio de estradas com pedágio da CCR reportou alta de 4% no tráfego em comparação com o mesmo período de 2019, alta de 2,4 pontos percentuais em comparação com a semana anterior.

O tráfego de passageiros em concessões urbanas caiu 50% em comparação com o mesmo período de 2019, e 0,9 ponto percentual na comparação semanal. O tráfego em concessões de aeroportos caiu 54% na comparação com 2019, e 0,6 ponto percentual na comparação semanal. O Bradesco mantém recomendação outperform e preço-alvo de R$ 18.

A Totvs vai emitir R$ 1,5 bilhão em debêntures para “plano estratégico”. O objetivo da captação é levantar recursos para plano estratégica. As debêntures serão vendidas por meio de esforços restritos; papéis têm prazo de três anos.

Banco do Brasil (BBAS3)

O Conselho de Administração do Banco do Brasil aprovou, em reunião realizada na semana passada, a cisão da Vice-Presidência de Agronegócios e Governo em duas vice-presidências, sendo a Vice-Presidência de Governo e Sustentabilidade Empresarial e a Vice-Presidência de Agronegócios.

O BB informa ainda que Conselho de Administração, após avaliação pelo Comitê de Pessoas, Remuneração e Elegibilidade, elegeu Antônio José Barreto de Araújo Júnior ao cargo de VicePresidente de Governo e Sustentabilidade Empresarial e Renato Luiz Bellinetti Naegele ao cargo de Vice-Presidente de Agronegócios. O Conselho de Administração elegeu ainda Adelar Valentim Dias para o ocupar a posição de Diretor de Controles Internos, Éder Luiz Menezes de Faria como Diretor de Suprimentos, Infraestrutura e Patrimônio e Paulo Augusto Ferreira Bouças para ocupar a posição de Diretor de Governo.

(com Estadão Conteúdo e Reuters)

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Stone anuncia investimento de até R$ 2,5 bilhões no Banco Inter e ganha vaga no conselho da instituição

A empresa de maquininhas Stone vai investir até R$ 2,5 bilhões no Banco Inter (BIDI11), que vai realizar uma oferta primária de ações (“follow on”) na B3 em paralelo a esse investimento. Com o aporte, a companhia listada na Nasdaq terá até 4,99% do capital do Inter. A Stone terá direito a um assento no conselho do Inter, entrará para o acordo de acionistas e afirma que a parceria poderá levar seus clientes ao shopping virtual (marketplace) do banco, entre outros benefícios.

O preço por Unit que a Stone concordou em pagar é de R$ 57,84, e leva em consideração o desdobramento dos papéis na proporção de um para três, aprovado na última semana. Esse investimento colocará a Stone junto aos atuais controladores do Banco Inter – os Menin, que comandam a empresa através da Inter Holding Financeira, que detém 35,35% do capital.

A empresa fechará um acordo de acionistas com os atuais controladores do Inter, e através dele, terá direito de preferência caso haja mudança no controle do banco. Esse direito terá validade de seis anos e estará sujeito a determinados limites de preço, de acordo com comunicado da companhia. A Stone terá direito a ocupar um dos nove assentos do conselho da instituição.

A Stone destaca, no mesmo comunicado, que o Inter tem uma base de usuários com mais de 10 milhões de clientes e um histórico comprovado no desenvolvimento de produtos e serviços, de contas bancárias ao marketplace.

O aporte será feito através da emissão de novas ações pelo Inter, e será acompanhado de uma oferta desses papéis ao mercado. A Stone deu garantia de compra, em valor que equivale a US$ 471 milhões, antes mesmo da coleta de intenções de investimento (“bookbuilding”) da oferta. O modelo, conhecido como “cornerstone”, é comum em ofertas de ações no mercado internacional, em especial na Ásia, e é diferente dos investidores-âncora, que colocam suas intenções de investimento durante o “bookbuilding”.

Todo o aporte será feito através de caixa e dívidas contraídas especificamente para a transação. A empresa de pagamentos afirma que não levantará recursos adicionais para financiar a compra das ações.

O JPMorgan foi o assessor financeiro da Stone. A assessoria legal ficou por conta de Spinelli Advogados, Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados.

Parcerias

De acordo com a Stone, as duas empresas estão analisando as parcerias que podem fechar a partir da concretização do investimento. Algumas delas são a conexão dos comerciantes credenciados à Stone ao marketplace do Inter, o InterShop, a integração dos serviços de pagamento via dispositivos móveis das empresas e a troca de experiências e capacidade de desenvolvimento de produtos.

Além disso, a Stone destaca que o Inter pode auxiliá-la na melhoria de suas ofertas de capital de giro aos clientes. Neste ponto, a empresa vislumbra parcerias na oferta de investimentos em renda fixa, através de fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs), por exemplo.

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Ações de Banco Inter e Locaweb caem 20% desde entrada no Ibovespa: o que explica a queda e o que esperar?

SÃO PAULO – Entrar para o Ibovespa costuma ser motivo de grande alegria para qualquer empresa que tem ações na Bolsa, porém, para as duas novatas do índice, Banco Inter (BIDI11) e Locaweb (LWSA3) este início no benchmark da B3 não tem sido de boas lembranças.

Ambas companhias passaram a fazer parte do Ibovespa no dia 3 de maio e desde então elas são as duas ações com os piores desempenhos dentre os 84 papéis que integram a carteira teórica: queda de 22% para a Locaweb e de 21% para o Banco Inter. Apesar disso, o desempenho ainda não apagou as valorizações de 12% e 85%, respectivamente, dessas ações desde o início do ano.

Portanto, parte dessa queda pode ser atribuída a uma correção dos papéis após as fortes altas no primeiro quadrimestre. Mas o timing da entrada delas no Ibovespa também coincidiu com um movimento de queda das empresas de tecnologia no exterior, que acaba puxando o setor – do qual ambas fazem parte – por aqui também.

Como efeito, a terceira maior queda de maio até o momento é a B2W (BTOW3), com perdas de 11%. No exterior também tem ocorrido uma forte pressão das chamadas big techs, levando o índice de tecnologia Nasdaq a cair 5% no acumulado deste mês.

Uma das principais razões para desempenho negativo das ações de tecnologia é o aumento dos temores de inflação nos Estados Unidos, refletidos nas taxas de juros das Treasuries (títulos do Tesouro americano) de 10 anos, que estão em alta e tendem a se tornar mais atrativas que as ações para os investidores.

As ações, de forma geral, tendem a perder atratividade em um cenário de alta dos juros, que torna a renda fixa mais atraente. Mas os papéis de tecnologia têm sido os mais afetados porque são empresas com duration longa, ou seja, boa parte do fluxo de caixa delas está no longo prazo. Assim, elas sofrem mais quando esses títulos do Tesouro americano elevam suas taxas

E em meio a este cenário negativo para o mercado, nesta semana, tanto Banco Inter quanto Locaweb apresentaram seus resultados do primeiro trimestre, o que pode servir como um gatilho para a reversão das quedas recentes, principalmente após os temores dos investidores com o exterior ficarem para trás. Confira os números e as análises:

Banco Inter (BIDI11)

O Banco Inter teve lucro de R$ 20,8 milhões no primeiro trimestre, revertendo um prejuízo de R$ 8,4 milhões registrado no primeiro trimestre do ano passado. As receitas líquidas totais, por sua vez, ficaram em R$ 485,7 milhões, um crescimento de 123,8% na comparação anual.

A carteira de crédito ampliada do Inter foi a R$ 11 bilhões, alta de 97% na comparação anual. A originação de crédito atingiu R$ 3,7 bilhões no trimestre, 173% acima na comparação anual, com destaque para a originação em crédito consignado, que atingiu crescimento anual de 246%. A inadimplência teve queda para 2,6%, de 4,62% no primeiro trimestre do ano passado.

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Segundo a equipe de analistas do Bradesco BBI, os números mostram uma boa aceleração na geração de receita do banco, com o NII (resultado líquido de juros) subindo mais do que duas vezes em relação ao ano anterior, com forte originação de crédito e crescimento da carteira de crédito de 16% no trimestre.

Apesar da visão positiva sobre a tendência de geração de receita, os analistas apontam que a melhora pode demorar mais do que o esperado. Mesmo assim, eles apontam que “o caminho para a lucratividade e monetização do cliente continua melhorando sequencialmente”.

Já o Morgan Stanley não se mostra tão otimista com a companhia, apontando que o Inter “está nos estágios iniciais de uma transformação digital significativa que pode resultar em um crescimento muito mais rápido e maior lucratividade”, mas que ainda é cedo para dizer se a recente transformação digital da empresa terá sucesso.

“Existem vários desafios importantes que podem dificultar os planos agressivos de crescimento do banco, incluindo: lançamento de novos produtos onde a administração tem experiência limitada, descasamento da duração do balanço, baixa lucratividade e alta inadimplência e um cenário macro desafiador para o qual o banco não é bem posicionado”, avaliam os analistas.

O que pesa para o Inter, e já vem sendo apontado por analistas há algumas semanas como pressão para as ações, são os altos múltiplos do banco, que ajuda a entender a correção no preço neste mês.

O Morgan destaque que um múltiplo de 15,6 vezes P/BV (relação entre preço da ação e valor contábil) parece “excessivo” para um banco onde a “monetização do cliente é mínima e o ROE está bem abaixo do custo de capital”.

Já o Bradesco reconhece que os múltiplos não podem ser classificados como baratos, citando um P/E (preço sobre lucro) para 2022 de 79 vezes. “Mas acreditamos que o progresso gradual na geração de receita e retenção/monetização de clientes deve apoiar um momento positivo para as ações, especialmente levando em consideração seu recente desempenho negativo”, completam os analistas.

Das sete avaliações compiladas pela Refinitiv, seis analistas recomendam compra das units BIDI11, enquanto um tem recomendação neutra para os ativos. A mediana dos preços-alvo está em R$ 180, praticamente em linha com a cotação atual da unit.

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Já a Locaweb registrou um lucro líquido ajustado de R$ 9 milhões no primeiro trimestre deste ano, uma alta de 78,4% ante os R$ 5,1 milhões de lucro registrados um ano antes.

Retirando os ajustes, a companhia teve um prejuízo líquido de R$ 8,4 milhões, resultado 268,9% maior que o prejuízo de R$ 2,3 milhões nos três primeiros meses de 2020.

Enquanto isso, a receita líquida da empresa teve uma alta de 53,9% na comparação anual, ficando em R$ 160,9 milhões no primeiro trimestre.

O Itaú BBA avaliou os resultados como sólidos, e razoavelmente em linha com suas expectativas, devido à expansão da divisão de comércio e alta recorde de novos vendedores em sua plataforma. As margens ficaram abaixo de suas estimativas, devido à integração de fusões e aquisições, mas eles destacaram que as margens orgânicas continuaram aumentando.

A XP também viu números sólidos da companhia, esperando uma boa reação do mercado, que também deve avaliar de forma positiva as recentes aquisições feitas. “O forte desempenho da receita líquida foi impulsionado principalmente pelo crescimento no segmento de Commerce”, apontam os analistas.

E apesar das quedas recentes, a XP diz estar otimista com as perspectivas futuras para a empresa, “visto que vemos espaço para uma maior consolidação do mercado, dada a sólida posição de caixa após seu recente aumento de capital, enquanto acreditamos que a Locaweb possui um ecossistema digital completo para capturar e reter pequenas e médias empresas no canal digital”.

O Itaú BBA, por sua vez, reforça que a companhia tem sido bastante impactada pelo cenário negativo para empresas de tecnologia diante dos temores de alta de juros nos Estados Unidos por conta do avanço da inflação.

Mesmo assim, os analistas afirmam que enxergam na queda recente das ações um ponto ponto de entrada na ação, reiterando a visão positiva com a Locaweb sendo um veículo interessante para capturar a tendência de digitalização das PMEs no Brasil no segmento de e-commerce.

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O banco tem uma avaliação outperform para os papéis, com preço-alvo para 2021 em R$ 32, potencial de alta de 39% frente aos R$ 22,98 negociados na quarta. Já a XP recomenda compra das ações, com o mesmo preço-alvo.

Todas as cinco recomendações de instituições de análise compiladas pela Refinitiv indicam compra das ações LWSA3, com a mediana dos preços-alvo em R$ 34, o que representa uma alta de 48% sobre a cotação de fechamento de quarta.

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