Joaquim Levy assume cargo de diretor de estratégia econômica e relações com mercados do Banco Safra

SÃO PAULO – Joaquim Levy, ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), vai assumir o cargo de diretor de estratégia econômica e relações com mercados na equipe de gestão do Banco Safra.

Em nota enviada à imprensa, o banco informou que Levy será responsável pela área de macroeconomia e de relações com o mercado.

O executivo deixou a liderança do BNDES em junho de 2019, após receber críticas do presidente Jair Bolsonaro, em função da nomeação do advogado Marcos Barbosa Pinto para o cargo de diretor de Mercado de Capitais do banco de fomento. O indicado havia atuado como assessor do BNDES durante o governo PT, de 2005 a 2007, o que teria irritado Bolsonaro.

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Doutor em Economia pela Universidade de Chicago, mestre em Economia pela Fundação Getúlio Vargas e graduado em Engenharia Naval pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Levy tem passagens pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), pelo Banco Central Europeu (BCE) e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e, em 2016, virou diretor-geral e diretor financeiro do Banco Mundial, informa o Safra, em nota.

No Brasil, atuou no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e na Secretaria de Estado da Fazenda do Rio de Janeiro. No setor privado, atuou como estrategista-chefe e como diretor superintendente da Bradesco Asset Management (Bram)

Até recentemente, diz o Safra, Levy estava desenvolvendo pesquisas sobre tecnologias sustentáveis e transição de economias para emissões líquidas zero de carbono na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos.

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TB Office: Fundo vende seu único imóvel ao Safra por R$ 1,055 bi e caminha para liquidação

Tower Bridge Corporate, São Paulo (Shutterstock)

SÃO PAULO – Em assembleia realizada nesta terça-feira (10), os cotistas do fundo imobiliário TB Office (TBOF11) decidiram vender o único imóvel do fundo, o condomínio Tower Bridge Corporate. Eles aceitaram a proposta de R$ 1,055 bilhão feita pelo fundo híbrido JS Real Estate Multigestão (JSRE11), do Banco Safra, que superou duas ofertas concorrentes. Além de cotistas do TB Office, o Banco Safra confirmou a informação.

A assembleia decidiu com 40,7% dos votos pela venda do imóvel e o quórum obtido foi de 55,8% de cotistas, segundo Alex Pomilio, membro do Grupo de Investidores de Fundos Imobiliários (Grifi) presente na assembleia. O TB Office tem 10,7 mil cotistas. A próxima etapa será a liquidação do fundo, que é monoativo, ainda a ser realizada.

Do valor total a ser pago, R$ 650 milhões vão partir do caixa do próprio JSRE11. O restante será captado a partir da emissão primária de cotas de um novo fundo, ofertadas apenas a investidores institucionais. O pagamento deve ocorrer em até 90 dias.

O último laudo de avaliação, de responsabilidade da consultoria CBRE, estabeleceu o valor do Tower Bridge, localizado na cidade de São Paulo, em R$ 995,2 milhões.

A orientação do banco BTG Pactual, que administra o TB Office, era que fosse feita “uma concorrência para contratar uma empresa especializada para buscar potenciais compradores para o ativo no mercado, com o intuito de gerar o melhor resultado de venda para os cotistas”.

A mesma recomendação foi dada em relação às ofertas das gestoras Hedge Investments e Blue Macaw, menores do que a do Safra. No mês passado, a Hedge desistiu da compra do imóvel e, dias depois, foi cancelada a assembleia que decidiria sobre a proposta da Blue Macaw.

Segundo a administradora, a taxa de vacância do edifício caiu de 28% para 4,5% nos últimos 12 meses. “Com o baixo volume de novas entregas, em comparação aos anos anteriores, a menor oferta de espaços disponíveis para locação tende a elevar os preços de aluguel pedido por metro quadrado, principalmente em ativos mais qualificados como é o caso do TB Office”, escreveu o BTG em fato relevante divulgado no dia 22 de novembro.

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O edifício passou a ser alvo de propostas a partir do dia 15 de outubro, quando foi divulgada a proposta da Hedge. A oferta sofreu acusações de conflito de interesses, já que a gestora também era cotista do TB Office por meio de seus fundos de fundos Hedge Top FOFII FII 1, 2 e 3.

As cotas do TBOF11 vinham sendo negociadas no nível dos R$ 90 até a retirada da proposta da Hedge e entrada da nova oferta do Safra, em 18 de novembro, quando subiram cerca de 10%. A trajetória de alta culminou no preço de R$ 102,75 no dia 27 de novembro, o maior fechamento desde o lançamento do fundo, em 2013. A esse preço, o valor de mercado do fundo era de R$ 1,033 bilhão.

Ontem, as cotas fecharam o pregão a R$ 101,50.

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