Banco Central da União Europeia lança projeto de “euro digital”

(ANSA) – O Banco Central Europeu lançou nesta quarta-feira (14) um projeto exploratório para a criação do “euro digital”, uma divisa eletrônica para fazer frente à expansão do mercado de criptomoedas, como o Bitcoin, que não são ligadas a autoridades monetárias.

Por meio de um comunicado, a presidente do BCE, Christine Lagarde, disse que as consultas com cidadãos e profissionais e as provas experimentais produziram “resultados encorajadores”.

“Tudo isso nos incentivou a dar um passo adiante e iniciar o projeto do euro digital”, acrescentou. Também por meio de uma nota, os Ministérios da Economia de Alemanha e França afirmaram que o euro digital pode ser “essencial para preservar a soberania monetária” da União Europeia.

O projeto exploratório vai durar dois anos para dar tempo de testar o modelo que, segundo o BCE, não deve roubar clientes dos bancos.

“Não podemos arriscar minimamente que moedas similares de outras jurisdições se afirmem na Europa”, disse Fabio Panetta, membro italiano do comitê executivo do Banco Central Europeu.

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Membro do BCE alerta contra redução prematura de estímulo

(Bloomberg) — Para Ignazio Visco, membro do Conselho do Banco Central Europeu, a instituição deve ter cuidado para não reduzir o estímulo monetário muito cedo a fim de convencer investidores de que leva a sério o cumprimento da meta de inflação.

“Temos que evitar a redução antes de estarmos realmente confiantes de que estamos novamente onde deveríamos estar”, disse Visco, que também é presidente do banco central da Itália, em entrevista à Bloomberg Television na quinta-feira. “Realmente temos que mostrar que estamos determinados.”

Os comentários de Visco chegam uma semana antes de uma reunião importante do BCE, quando autoridades terão que decidir como adaptar os comunicados sobre taxas de juros, compra de títulos e outras ferramentas à nova estratégia de inflação que permite aos preços subirem moderadamente acima de 2% por um período. A presidente do BCE, Christine Lagarde, divulgou os resultados de uma revisão de 18 meses na semana passada.

“Não espero que a política monetária seja apertada por um longo período”, disse Visco, apontando para “uma ociosidade substancial” na economia da zona do euro e os riscos relacionados a outra onda de casos de Covid-19. O BCE não discutiu uma possível extensão do programa de compra de títulos na pandemia além do prazo final em março, disse.

Isabel Schnabel, que faz parte do conselho executivo do BCE, disse na quarta-feira que a inflação da zona do euro pode estar mais perto de atingir a meta do que alguns estimam. Ao mesmo tempo, disse que o Conselho do BCE vai esperar antes de apertar a política monetária para garantir que a evolução dos preços seja consolidada.

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BCE lança próxima fase de pesquisas para euro digital

(Bloomberg) – O Banco Central Europeu deu um grande passo em direção ao euro digital na quarta-feira (14) ao aprovar uma “fase de investigação” que pode levar à implementação de uma moeda virtual em meados da década.

A próxima fase vai durar 24 meses e visa abordar questões-chave sobre design e distribuição, disse o BCE em comunicado.

A instituição também afirmou que a medida não influenciará antecipadamente “qualquer futura decisão sobre a possível emissão de um euro digital, que só acontecerá posteriormente. Em qualquer caso, um euro digital complementaria o dinheiro, não o substituiria”.

A presidente do BCE, Christine Lagarde, está entusiasmada com a moeda digital do banco central, e a instituição alertou que não implementá-la poderia minar a autonomia monetária do bloco com o avanço de provedores de pagamento, como gigantes de tecnologia estrangeiras.

Se o BCE adotar uma moeda virtual, provavelmente seguirá os passos da China, onde os testes começaram em várias cidades. As ilhas do Caribe Oriental que compartilham um banco central, incluindo Granada e São Cristóvão e Nevis, já lançaram suas próprias versões. O Federal Reserve e o Banco da Inglaterra examinam as possibilidades para suas economias.

As características prováveis de um euro digital já ganham forma: pesquisas e comentários oficiais retratam um sistema de pagamento rápido, fácil de usar e seguro. Crucialmente para Lagarde, que tem criticado criptoativos privados, também ofereceria uma alternativa ao bitcoin e outras moedas digitais.

“Já são nove meses desde que publicamos nosso relatório sobre o euro digital. Nesse período, realizamos análises mais aprofundadas, buscamos contribuições de cidadãos e profissionais e realizamos algumas experiências, com resultados animadores”, disse Lagarde em comunicado. “Tudo isso nos levou a decidir avançar uma marcha e iniciar o projeto do euro digital.”

Parecido com dinheiro

O site do BCE diz que o euro digital seria semelhante às notas, mas digitais. Na realidade, uma característica fundamental das notas e moedas – a capacidade de fazer pagamentos simultaneamente de forma anônima e offline – será um desafio para replicar.

O Riksbank da Suécia observou em relatório este ano que as moedas digitais precisarão ser verificadas por um livro razão remoto para evitar a falsificação, comprometendo o anonimato.

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O BCE parece ter reconhecido isso, dizendo em relatório no ano passado que o “eurossistema estaria em melhor posição para ganhar a confiança dos cidadãos europeus numa ferramenta de pagamento offline” e que “o anonimato pode ter de ser excluído”.

No entanto, o BCE vê espaço para uma abordagem “seletiva” da privacidade. O sistema pode permitir que certos tipos de transação sejam executados sem registrar a identidade do pagador e do beneficiário.

Mais limpo e mais ecológico

Na quarta-feira, o BCE disse que os experimentos até agora mostram que a infraestrutura central do euro digital seria ecologicamente correta – usando energia “insignificante” em comparação com criptoativos como o bitcoin que, segundo Fabio Panetta, membro do conselho executivo do BCE, consome mais eletricidade do que Grécia ou Portugal.

O bitcoin atraiu muitas críticas pela grande quantidade de energia necessária para alimentar os computadores que executam cálculos complexos para a manutenção da rede.

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BCE define nova meta de inflação após revisão de estratégia de 18 meses

FRANKFURT (Reuters) – O Banco Central Europeu estabeleceu uma nova meta de inflação nesta quinta-feira, após revisão de estratégia de 18 meses, na esperança de reforçar sua credibilidade depois de ter ficado aquém de seu objetivo atual por quase uma década.

Numa decisão amplamente esperada, prenunciada pelas autoridades de política monetária, o BCE fixou sua meta de inflação em 2% no médio prazo, abandonando uma formulação anterior que almejava inflação “abaixo, mas perto de 2%”, o que deu a impressão de que o banco central da zona do euro estava mais preocupado com o aumento dos preços acima de sua meta do que abaixo dela.

Embora o BCE tenha dito que sua meta será simétrica, ele não fez nenhuma referência específica a tolerar uma superação do objetivo de inflação após longos períodos de alta fraca dos preços, uma possível decepção para os investidores que buscavam esse compromisso, que garantiria estímulos mesmo em meio à recuperação.

“Simetria significa que o Conselho do BCE considera os desvios negativos e positivos desta meta como igualmente indesejáveis”, afirmou o banco.

Esta primeira revisão de estratégia desde 2003 estava entre as principais prioridades da presidente do BCE, Christine Lagarde, e o projeto foi lançado imediatamente depois que ela assumiu a liderança do banco, após Mario Draghi, no final de 2019.

“O Conselho também confirmou que o conjunto de taxas de juros do BCE continua sendo o instrumento principal de política monetária”, completou. “Outros instrumentos, como orientação futura, compras de ativos e operações de refinanciamento de longo prazo…continuam como parte integral das ferramentas do BC, a serem usadas conforme apropriado.”

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BCE mantém juros e promete seguir comprando bônus em ritmo mais acelerado

O Banco Central Europeu (BCE) decidiu deixar sua política monetária inalterada após reunião concluída nesta quinta-feira, 10, como se previa, e reiterou que continuará comprando bônus em ritmo “significativamente” mais rápido do que no começo do ano.

As principais taxas de juros do BCE, a de refinanciamento e a de depósitos, permaneceram em 0% e -0,50%, respectivamente. Além disso, o BCE manteve o volume de seu Programa de Compras de Emergência na Pandemia (PEPP, na sigla em inglês) em 1,85 trilhão de euros.

Segundo o BCE, o PEPP poderá ser “recalibrado”, se necessário, mas talvez não seja utilizado integralmente se as condições de financiamento forem favoráveis. As compras ocorrerão de maneira flexível para evitar eventual aperto nas condições, acrescentou a instituição. Em março, o BCE decidiu acelerar as compras de ativos por meio do PEPP.

O BCE também deixou inalterado o tamanho do Programa de Compras de Ativos (APP, na sigla em inglês), em 120 bilhões de euros, a um ritmo mensal de 20 bilhões de euros. As compras do APP serão realizadas “pelo tempo que for necessário”, reafirmou a autoridade monetária.

Em comunicado, o BCE reafirmou ainda que o período de vigência do PEPP irá “pelo menos” até o fim de março de 2022. A instituição voltou a ressaltar, porém, que as compras do PEPP continuarão até que a crise da covid-19 seja superada.

O BCE reafirmou também que os juros básicos vão continuar nos níveis atuais ou menores “até que a perspectiva de inflação convirja de forma robusta” para sua meta, que é de uma taxa ligeiramente inferior a 2%, e que está disposto a ajustar todos os seus instrumentos, se necessário.

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BCE mantém juros, mas promete seguir comprando bônus em ritmo mais acelerado

O Banco Central Europeu (BCE) decidiu deixar sua política monetária inalterada após reunião concluída nesta quinta-feira, 22, como se previa, mas prometeu continuar comprando bônus em ritmo “significativamente” mais rápido do que no começo do ano. As principais taxas de juros do BCE, a de refinanciamento e a de depósitos, permaneceram em 0% e -0,50%, respectivamente.

Além disso, o BCE manteve o volume de seu Programa de Compras de Emergência na Pandemia (PEPP, na sigla em inglês) em 1,85 trilhão de euros.

Segundo o BCE, o PEPP poderá ser “recalibrado”, se necessário, mas talvez não seja utilizado integralmente se as condições de financiamento forem favoráveis. As compras ocorrerão de maneira flexível para evitar eventual aperto nas condições, acrescentou a instituição. Em março, o BCE decidiu acelerar as compras de ativos por meio do PEPP.

O BCE também deixou inalterado o tamanho do Programa de Compras de Ativos (APP, na sigla em inglês), em 120 bilhões de euros, a um ritmo mensal de 20 bilhões de euros. As compras do APP serão realizadas “pelo tempo que for necessário”, reafirmou a autoridade monetária.

Em comunicado, o BCE reiterou ainda que o período de vigência do PEPP irá “pelo menos” até o fim de março de 2022. A instituição voltou a ressaltar, porém, que as compras do PEPP continuarão até que a crise da covid-19 seja superada.

O BCE reafirmou também que os juros básicos vão continuar nos níveis atuais ou menores “até que a perspectiva de inflação convirja de forma robusta” para sua meta, que é de uma taxa ligeiramente inferior a 2%.

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Mercado de olho no Fed após promessa do BCE de acelerar compras

(Bloomberg) — A promessa do Banco Central Europeu de “significativamente” aumentar o ritmo das compras de títulos ameaça turbinar a divergência de rendimento com os EUA, que pode desviar capital da Europa, a menos que o Federal Reserve decida afrouxar ainda mais a política monetária na próxima semana.

A diferença entre os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA e de notas equivalentes da Alemanha já é a maior desde antes da onda vendedora da pandemia no ano passado, o que reflete o contraste entre a resiliência econômica americana em meio à rápida distribuição de vacinas e a lenta recuperação da Europa. Agora, estrategistas alertam que a diferença pode aumentar ainda mais depois que o BCE prometeu acelerar o ritmo de flexibilização quantitativa ao longo do próximo trimestre com o objetivo de frear os rendimentos dos títulos.

Uma maior divergência de rendimentos tem várias implicações. Entre elas a possibilidade de que investidores de títulos europeus migrem para os Treasuries, aumentando ainda mais a pressão sobre o BCE para elevar as próprias compras e manter os rendimentos sob controle.

E agora que o presidente dos EUA, Joe Biden, assinou o pacote de estímulo de US$ 1,9 trilhão – algo que no mês passado impulsionou rendimentos ao redor do mundo -, o BCE pode ver sua tarefa dificultada caso o Fed adie movimento semelhante.

“A esperança é que, após o próximo trimestre, os contornos da recuperação sejam claros o suficiente para que a economia possa suportar rendimentos de títulos mais elevados”, disse Antoine Bouvet, estrategista sênior de juros do ING, segundo o qual a diferença de rendimento entre os títulos de 10 anos dos EUA e da Alemanha deve ultrapassar 200 pontos-base em relação aos cerca de 190 atualmente. “Do contrário, duvido que mais compras antecipadas sem um aumento no valor total sejam suficientes para suprimir os juros europeus.”

Os mercados de títulos globais foram abalados neste ano com as apostas de reflação. Mas enquanto os programas de vacinação dos EUA e do Reino Unido estão avançando, a Europa ainda está atrasada, assim como as expectativas de inflação. É uma espécie de reversão do ano passado, quando a região liderou o controle da propagação do coronavírus e o apoio ao mercado de trabalho por meio de programas de licença.

Na reunião de política monetária de quinta-feira, a presidente do BCE, Christine Lagarde, prometeu aumentar o ritmo de compras sob o programa de títulos da pandemia durante o próximo trimestre. Não está claro quanto, mas dados divulgados na segunda-feira mostraram que a instituição comprou 11,9 bilhões de euros na semana passada, bem abaixo do ritmo médio de 18 bilhões de euros desde o lançamento da ferramenta. O Crédit Agricole espera que o volume chegue a 25 bilhões de euros.

Na zona do euro, pelo menos, há sinais de que o compromisso do BCE de mais compras de títulos já está cumprindo seu papel. Os rendimentos dos títulos alemães de 10 anos atingiram o menor nível em três semanas na quinta-feira. Os da Itália caíram até 11 pontos-base, para 0,57%, reduzindo a diferença de rendimento entre os dois para 92 pontos-base, perto do nível mais baixo desde 2015.

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Perspectiva de curto prazo da zona do euro continua sendo incerta, diz BCE

A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, disse nesta quinta-feira que a perspectiva de curto prazo da zona do euro continua sendo incerta, não apenas por causa da pandemia de covid-19, mas também pelo ritmo de vacinação contra a doença.

Em coletiva de imprensa que se seguiu à decisão do BCE de manter sua política monetária inalterada, Lagarde mencionou o surgimento de novas variantes da covid-19 e medidas para conter a disseminação do vírus como riscos de curto prazo.

Segundo Lagarde, as incertezas no curto prazo ofuscam a melhor perspectiva do bloco no prazo mais longo.

Alta dos juros de bônus

A presidente do Banco Central Europeu disse nesta quinta-feira que a recente alta dos juros de bônus representa riscos para as condições financeiras em geral. Lagarde avaliou que, se não for controlado, um aumento considerável e persistente dos juros poderá levar a um aperto prematuro das condições financeiras de todos os setores da economia.

Afirmou ainda que o BCE continua a monitorar os desdobramentos no mercado cambial e suas implicações para a perspectiva de inflação da zona do euro.

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BCs não podem ignorar mudanças climáticas e devem combatê-las, diz Lagarde

A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, defendeu nesta segunda-feira, 25, que os bancos centrais “não podem ignorar” as mudanças climáticas e precisam ter um papel para combatê-las. Durante evento em Frankfurt, Lagarde disse que “a inação tem consequências negativas” e que as implicações de não se combater o problema já são visíveis, como no fato de que os últimos seis anos foram os mais quentes já registrados e que 2020 foi o ano mais quente da história da Europa.

Lagarde notou ainda o aumento de desastres naturais, que só no ano passado custaram US$ 210 bilhões. Nesse quadro, há mais disposição política entre reguladores e fiscais para acelerar a transição para uma economia neutra em carbono, comentou ela. A dirigente disse que há riscos nessa transição econômica, mas considerou que vale a pena enfrentá-los.

Os próximos passos na Europa virão por meio do Sistema de Negociação de Emissões (ETS, na sigla em inglês), um modelo que ela considera “essencial, embora “nem sempre bem-sucedido no passado para prover um preço previsível do carbono”. Conforme as metas da UE para reduções emissões sejam alcançadas, o preço efetivo do carbono deve subir, disse.

Segundo Lagarde, outra frente na qual progresso é esperado é a maior informação sobre a exposição de companhias individuais. Atualmente, essas informações sobre a sustentabilidade de produtos financeiros, quando disponíveis, são “inconsistentes, em grande medida não comparáveis e às vezes não confiáveis”. Ela notou o esforço de autoridades para estabelecer melhores padrões nessa frente.

Com as medidas adotadas, Lagarde acredita que pode haver aumento substancial dos investimentos e na busca de inovação em tecnologias verdes. No caso dos bancos centrais, ela notou que o BCE tem adotado passos para entender o impacto dos riscos climáticos e como gerenciá-los, e citou a criação de um centro de estudos do BCE sobre mudanças climáticas, a fim de tratar do tema. Como exemplo, Lagarde disse que essas mudanças afetam a estabilidade de preços por meio de canais variados, por isso precisam ser levadas em conta na elaboração de estratégias dos dirigentes de bancos centrais.

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Estudo do BCE destaca vantagem de ser pioneiro em moeda digital

(Bloomberg) — Para bancos centrais que contemplam a emissão de uma moeda digital, pode ser vantajoso tomar a medida em breve, de acordo com estudo do Banco Central Europeu.

Um país sem uma moeda digital perderia certo controle sobre a política monetária ao ser obrigado a reagir com mais vigor aos efeitos de choques em nações que possuem tal instrumento, disseram os pesquisadores Massimo Minesso Ferrari, Arnaud Mehl e Livio Stracca.

Segundo eles, tais contágios internacionais seriam amplificados “em uma extensão significativa” em economias abertas, porque as qualidades semelhantes ao dinheiro e ativos das moedas digitais seriam atraentes para investidores.

“A introdução de uma moeda digital de um banco central mais cedo do que tarde pode resultar em uma vantagem significativa de liderança para seu emissor”, escreveram os autores.

O estudo pode ter implicações significativas para bancos centrais globais enquanto estudam como e se devem lançar versões digitais de suas moedas.

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O Banco Popular da China já fez avanços significativos em testes-piloto com consumidores.

A presidente do BCE, Christine Lagarde, disse na semana passada que, embora a instituição “não esteja correndo para ser a primeira”, seu “palpite” é que o banco poderia criar uma moeda digital dentro de alguns anos.

Lagarde voltou a mencionar o assunto na quinta-feira, ao dizer ao Parlamento Europeu que a pandemia no continente – onde alguns países têm sido lentos em adotar pagamentos digitais – acelerou a mudança de hábitos de consumidores.

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