Vendas online de Magalu, Via Varejo e Mercado Livre saltam durante a Black Friday: como os analistas viram os números?

SÃO PAULO – Data que tem se tornado cada vez mais importante para o varejo, a Black Friday, realizada  na última sexta-feira (27), é um evento promocional bastante esperado também pelos analistas do setor de varejo com exposição ao e-commerce, que vem ganhando cada vez mais participação nas vendas das companhias.

De acordo com a Ebit/Nielsen, as vendas online somaram R$ 4 bilhões na última quinta e sexta feira, subindo 25% na base de comparação anual.

Por outro lado, em relação às vendas do varejo como um todo, o ICVA (índice de varejo ampliado da Cielo) sinaliza para uma queda de 14,5% na base anual. O desempenho refletiu principalmente o declínio de 25,5% nas vendas no varejo físico, ainda afetado pela pandemia de Covid-19, enquanto que, de acordo com os dados desse levantamento,  o comércio eletrônico apurou alta de 21,2% ano a ano.

Já a consultoria Neotrust apontou que as vendas na data ficou abaixo das expectativas possivelmente devido à antecipação de compras pelos consumidores. Houve uma antecipação das promoções pela maioria das grandes redes e, com a inclusão de mais consumidores no comércio digital, o efeito pode ter sido sentido de forte mais forte nas lojas físicas.

As companhias também divulgaram resultados preliminares de vendas, dando algumas indicações para os investidores. O Mercado Livre (MELI34), que tem ações negociadas na Nasdaq e também Brazilian Depositary Receipts (BDRs) por aqui, informou um aumento de 130% dos volumes da companhia no Brasil na base de comparação anual.

Além disso, eles destacaram vestuário e casa & decoração com as categorias mais vendidas (em volume). O Bradesco BBI afirma que a variação fica bem acima da estimativa de crescimento do Bradesco BBI para a empresa no quarto trimestre, de 45% e destacou que a companhia poderia ser uma das vencedoras da Black Friday no período. Com isso, a equipe de análise reiterou a sua recomendação outperform (desempenho acima da média) para os papéis negociados na Nasdaq, com preço-alvo de US$ 1.600, frente os US$ 1.513,43 de fechamento na Nasdaq na sexta-feira, potencial de valorização de 5,7%.

O Magazine Luiza (MGLU3), por sua vez, destacou ter antecipado ofertas ao longo do mês de novembro também para evitar aglomerações, informando ter atingido no mês alta de vendas no e-commerce “de triplo dígito médio – acima de 100% para fins de esclarecimento”.

Com isso, de acordo com a Ebit/Nielsen, o Magazine Luiza aumentou em 10 pontos percentuais sua participação de mercado no e-commerce formal brasileiro em novembro, comparado ao ano anterior.

Nas lojas físicas, o crescimento no conceito mesmas lojas em novembro se manteve no patamar
dos meses anteriores, sendo mais forte nas primeiras semanas e relativamente estável na véspera e no
dia da Black Friday, “reflexo da estratégia de antecipação das promoções, evitando aglomerações e
cumprindo todos os protocolos de saúde e segurança”, informou a empresa nesta segunda.

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Apenas na categoria de mercado, o Magalu vendeu mais de 1 milhão de itens durante a Black Friday, com alto volume de vendas de itens como cerveja, ketchup, creme de leite, achocolatado, fralda e protetor solar. O aumento de vendas de itens de mercado entre quinta e domingo foi de 225%, setor que a empresa vem focando nos últimos tempos.

Já a Via Varejo (VVAR3) informou nesta segunda-feira que atingiu R$ 3 bilhões em vendas (GMV pedido) durante a Black Friday, superando os R$ 2,2 bilhões de período equivalente em 2019 e assim registrando novo recorde.

A companhia disse que segmentou o evento promocional entre 22 e 28 de novembro, a fim de evitar o risco de aglomerações nas lojas físicas diante da pandemia do Covid-19. As vendas online no período cresceram 99% ano a ano, com participação de 62,4% das vendas totais, acrescentou, citando dados gerenciais, preliminares e não auditados.

Na avaliação do Bradesco BBI, no geral, a princípio a avaliação é de que a Via Varejo experimentou uma desaceleração mais acentuada no crescimento do GMV de comércio eletrônico (ante alta de 220% no terceiro trimestre de 2020 ) do que Magalu, mas o desempenho ainda é claramente forte. A taxa geral de crescimento do GMV de 37% para a semana da Black Friday está em linha com a estimativa do banco de alta de 38% para o quarto trimestre como um todo.

Para o Itaú BBA, por sua vez, os números apresentados pela Via Varejo foram marginalmente positivos, com a companhia apresentando um crescimento razoável durante o evento, principalmente para o canal online, o que representou a continuidade dos ganhos de participação de mercado a partir do terceiro trimestre, quando registrou um ganho de 4,7 pontos percentuais em relação ao ano anterior.

“Por fim, notamos que o crescimento robusto na modalidade Click & Collect [ em que a compra é feita online com retirada pelo cliente na loja física], de alta de 142% na base anual, provavelmente trará melhor lucratividade, mas precisamos de mais visibilidade para entender como isso poderia mitigar a pressão natural que o evento tem sobre a margem bruta”, apontam os analistas, que possuem recomendação outperform, com preço-justo de R$ 21, para a ação VVAR3.

A Levante Ideias de Investimentos, por sua vez, aponta que, enquanto os números mostram um bom crescimento para o mercado, o Magazine Luiza se mostrou ainda mais forte que a média, destacando ainda os produtos de mercados. “Acreditamos que o bom resultado da Black Friday deve ter impacto positivos em todo o setor de varejo de e-commerce, mas em especial para o Magazine Luiza com um resultado muito expressivo ao longo de todo o mês”.

Segundo informações do Valor, as vendas de Via Varejo, B2W (B2W)e o Mercado Livre teriam crescido acima do mercado, mas ainda há dúvidas sobre qual companhia ganhou uma fatia maior do mercado.

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Enquanto os analistas esperam por mais dados nos próximos dias, novembro caminha para o fim tendo como destaque de perdas justamente as ações das varejistas expostas ao e-commerce, que tiveram forte alta durante o auge dos temores com a pandemia do novo coronavírus.

Magalu vê suas ações caírem cerca de 5% no mês, B2W cai quase 4%, enquanto Via Varejo, apesar da alta de cerca de 3,5% no período, registra um desempenho bem abaixo do Ibovespa, que avança 16%. Contudo, o ativo MGLU3 ainda é a segunda maior alta do ano, com ganhos de 96%, enquanto VVAR3 avança 59% e B2W tem alta bem menos expressiva, de 15%, enquanto o benchmark da Bolsa cai cerca de 5% no mesmo período.

Os analistas da XP Investimentos e do BBI possuem recomendação neutra para os ativos de Magalu e B2W e recomendação de compra para Via Varejo (enquanto o BBI também tem recomendação equivalente à compra para as ações do Mercado Livre negociadas na Nasdaq).

Para o Magalu, a recomendação é baseada principalmente por conta da forte alta das ações, com os analistas destacando a ação como já precificada, enquanto destacam ver a B2W como ficando para trás, com desaceleração do número de vendas no resultado do terceiro trimestre e a Via Varejo ainda apresentando oportunidades em meio à reestruturação (veja mais sobre isso clicando aqui). Mesmo com os dados positivos no geral para a Black Friday (mais dados são esperados para B2W), a expectativa é de mais volatilidade para os papéis das empresas de e-commerce no curto prazo, principalmente por conta do desempenho no acumulado de 2020.

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CyberMonday: os melhores descontos em eletrônicos, viagens, cursos e outras categorias

SÃO PAULO – Após a Black Friday, que aconteceu na última sexta-feira (27), os consumidores que não aproveitaram as promoções ou que ainda pretendem comprar algo podem aproveitar a CyberMonday nesta segunda-feira (30).

A data é conhecida como uma espécie de extensão da Black Friday e oferta diversos produtos, mas com foco em eletrônicos.

O InfoMoney contatou as principais varejistas do país e lojas online para que compartilhassem os principais descontos desta segunda.

Vale dizer que as promoções enviadas pelas empresas podem eventualmente mudar de preço ou sofrer alguma limitação de estoque. Elas também não incluem o custo do frete, que depende da região de entrega, ou eventuais impostos.

Confira as principais ofertas:

Eletrônicos

No segmento de eletrônicos, a Amazon está oferecendo até 30% de desconto em diferentes produtos. O cliente pode encontrar uma caixa de som bluetooth da i2go de R$ 139 por R$ 119, ou ainda um monitor gamer da BenQ de R$ 1.979 por R$ 1.649.

Além disso, os dispositivos da Amazon estão com até 40% de desconto. Entre eles, o Echo Dot da 3ª Geração, vendido originalmente por R$349, sai por R$199; o novo Echo Dot pode ser encontrado de R$399 por R$249; enquanto o Fire TV Stick Lite está custando R$ 249, ante R$349. O Echo Show 5, por sua vez, pode ser encontrado de R$599 por R$399 e o Kindle Paperwhite está custando R$ 399 ante R$499.

Viagens

A Flapper, empresa de aviação executiva sob demanda, terá um programa de pontos mais atrativo durante a Black Friday. Em parceria com o Livelo, a startup dará seis pontos por real gasto até dia 30 de novembro em voos compartilhados.

A promoção é válida para os voos que partem de São Paulo com destino a Angra dos Reis, Paraty, Ilhabela e Juquehy/Baleia. Para participar, basta realizar a compra do voo compartilhado nas rotas disponíveis pela Flapper durante o período da ação e utilizar o mesmo CPF inscrito no Livelo. A promoção é válida enquanto durar a disponibilidade de voos. Os clientes receberão a pontuação em até sete dias após a confirmação da compra.

Cursos

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A Xpeed School, escola de finanças e empreendedorismo da XP Inc., ampliou os descontos de até 50% da Black Friday e na Cyber Monday oferece até 80% de descontos em diversos cursos do catálogo da escola.

Entre as ofertas promovidas pela instituição, destacam-se o curso “Full Trader”, o treinamento completo para traders lançado em setembro deste ano pela escola, e o combo Investidor Internacional, que inclui os novos cursos da Xpeed sobre BDRs e o “Especialista em investimentos no exterior: encontre oportunidades fora do Brasil”. Para conferir a lista completa dos descontos, clique aqui.

Para a casa

A Amazon está com ofertas para a casa de diferentes categorias. Os clientes poderão encontrar um travesseiro ortopédico de 50×70 cm da Fibrasca de R$ 70 por R$ 58, ou um suporte de papel higiênico/lixeira com tampa Inox da Arthi de R$ 129 por R$93. Outra opção é a tomada inteligente smart plug Wi-Fi da RSmart  (de 10A) que de R$ 94 está por R$82,90.

Comida

Na Cyber Monday, o Uber Eats ofertará a promoção Cyber Entrega: apenas neste dia, quem pedir no aplicativo ganhará entrega grátis até o fim do ano.

Entretenimento

A PlayKids, empresa de conteúdo educativo infantil da gigante de tecnologia Movile, dará descontos em todo o mês de novembro. A Leiturinha, clube de livros infantis personalizados, dará frete grátis nos pacotes de assinaturas anuais “Uni” e “Duni”. Já o PlayKids App, aplicativo de conteúdo audiovisual e jogos para o público infantil, dará desconto de 45% na assinatura do plano anual.

Imóveis

A Housi, plataforma de aluguel por assinatura, lançou neste mês a Block Friday. A campanha inclui descontos de 30% a 50% durante todo o mês de novembro em mais de 500 imóveis cadastrados na Housi. Além disso, os moradores ganharão presentes de boas-vindas da Cacau Show, Cerveja Becks e Coca-Cola. Na assinatura de uma unidade Housi pelo site, os clientes também terão direito a até R$ 500 de cashback por meio de uma parceria com a Ame.

Moda e vestuário

Entre os dias 19 a 30 de novembro, a fashiontech Amaro dará descontos de até 60% em suas lojas físicas (Guide Shops) e no app/site da marca. A expectativa é de aumentar em 55% o número de primeiros compradores do negócio de roupas, sapatos e acessórios. A temporada de descontos deve representar 7% do faturamento total anual da Amaro.

Já os e-commerces de moda Shop2gether e OQVestir terão até 80% em roupas, sapatos e acessórios selecionados até 30 de novembro.

Móveis

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A MadeiraMadeira começou a dar descontos de até 50% na última sexta (27), mas algumas promoções permaneceram até esta segunda. A empresa tem mais de 1,5 milhão de produtos.

Também até 30 de novembro, a Sodimac afirma que dará descontos exclusivos no seu e-commerce em centenas de produtos de construção, decoração e reforma. Para quem for a uma das 53 lojas da rede com as bandeiras Sodimac Homecenter/Constructor, Sodimac Dicico e Dicico, também será possível realizar as compras através de totens com acesso ao site. Produtos para banheiros e cozinhas terão até 40% de desconto. Portas e janelas da marca Sasazaki terão ofertas com até 35% de desconto. Outro destaque são pisos e revestimentos, com valores 25% mais baixos.

Saúde

A Genera, laboratório brasileiro especializado em genômica pessoal, está oferecendo até 50% de desconto nos pacotes Standard (de R$ 499 por R$ 299) e Completo (de R$ 799 por R$ 399). A promoção vai até esta segunda (30). O Standard oferece um teste de DNA que mostra ancestralidade global, busca de parentes e saúde e bem-estar. Já o Completo oferece um teste de DNA que inclui esses serviços e adiciona linhagens e o Genera Farma (influência do DNA em sua resposta a medicamentos).

Serviços financeiros

Algumas fintechs e plataformas de serviço financeiro também estão com ofertas especiais para a data da Black Friday.

A Creditas realiza “Green Friday”, com ofertas até esta segunda. Para os contratos de empréstimo com garantia de veículo fechados durante a campanha e com pagamento entre 48 ou 60 meses e de empréstimo com garantia de imóvel com prazo acima de 240 meses, a primeira parcela será paga pela empresa e o cliente só será cobrado em 90 dias. As taxas partem de 0,75% ao mês para home equity e 1,39% ao mês para auto equity. O prazo de 90 dias para o pagamento também se aplica para os contratos fechados no Empréstimo Consignado Privado, que tem taxas a partir de 0,99% ao mês.

Já o cliente que contratar o pacote de execução de obra ganhará até sete diárias de hotel durante o período da reforma. Para quem for comprar um imóvel pela solução, o ITBI será por conta da fintech.

As taxas informadas pela fintech são os juros mínimos cobrados. Dependendo do perfil de risco do tomador, podem aumentar. Para avaliar se a operação é vantajosa, vale comparar com a taxa cobrada no crédito consignado (empréstimo com desconto em folha), que é uma das linhas mais baratas do mercado. Segundo os dados mais recentes do Banco Central, em setembro a taxa média do consignado estava em cerca de 1,63% ao mês.

Jogos

A Amazon também oferece descontos em jogos de videogames: o The Last of Us parte II para PlayStation 4está de R$ 279 por R$ 149, enquanto o God Of War Hits também para o PlayStation 4 está de R$ 79 por R$49.

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Cogna e Yduqs fazem promoções agressivas de Black Friday e analistas projetam ainda mais concorrência no setor

SÃO PAULO – Em um contexto de pandemia, poucas empresas sofreram tanto quanto as do setor educacional. Com quedas de 55,56% e 32,06% respectivamente em 2020, as ações de Cogna (COGN3) e Yduqs (YDUQ3) refletem a paralisação das aulas durante o período de isolamento social e as incertezas para o futuro após um ano tão desafiador na educação.

Hoje, segundo levantamento da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), as aulas presenciais estão autorizadas a serem retomadas em 21 estados, enquanto cinco (Alagoas, Bahia, Paraíba, Roraima e Paraná) estão com propostas para reabertura e um (Amapá) está sem data para voltar a ter ensino presencial.

Neste contexto, as duas maiores companhias do setor listadas em Bolsa apostam em descontos de até 50% na mensalidade dos cursos de graduação durante a Black Friday para atraírem mais alunos no curto superior, através da Kroton, da Cogna (COGN3), e da Estácio (YDUQ3). A promoção vale tanto para ensino presencial quanto à distância.

Em um País no qual o preço de mensalidades de cursos nas universidades é frequentemente um impeditivo para o ingresso de pessoas no ensino superior, os valores de R$ 199 de mensalidade e R$ 59 de matrícula divulgados pela Cogna parecem muito atrativos. Esses preços estão disponíveis dos dias 26 a 30 de novembro e os novos alunos poderão se matricular até o dia 6 de dezembro.

Segundo a equipe de análise do Bradesco BBI, a estratégia da Cogna deve impulsionar o processo de admissão antecipada para o próximo semestre em cursos de baixo custo. Vale lembrar que a maior parte das empresas do setor espera um atraso no primeiro semestre de 2021 por conta do adiamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Outro ponto positivo, de acordo com os analistas, é que a entrada de mais estudantes pode ajudar a compensar a redução do Parcelamento Especial Privado (PEP), o programa de financiamento que a Cogna planejava para os próximos trimestres.

“Apesar do ticket menor, deve contribuir para um balanço mais saudável, pois a empresa já provisionava 58% das receitas futuras com o PEP”, escreve a equipe do Bradesco.

Por outro lado, o movimento da empresa seria um sinal de uma concorrência mais pesada nos cursos de graduação de ticket mais baixo, que foram os mais impactados pela crise.

O Bradesco BBI manteve sua recomendação neutra para os papéis COGN3, com preço-alvo de R$ 6,50 para o final de 2021.

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A Yduqs não ficou para trás e também cortou em 50% a mensalidade de diversos cursos de graduação. O destaque no caso dessa companhia é que os estudantes que fizerem a matrícula durante a promoção da Black Friday ainda estarão aptos a fazerem parte do programa Diluição Solidária da Estácio (DIS), que permite o pagamento de R$ 49 nas três primeiras mensalidades, com a diferença para o valor cheio sendo diluída nos pagamentos posteriores.

Para o Bradesco, a Yduqs também ganha com a admissão antecipada, que serve para compensar os impactos do adiamento do Enem.

“Como esta é uma época do ano com entradas sazonalmente mais baixas, o impacto geral dessa mudança na empresa é que o tíquete líquido consolidado deve ser menor, embora acreditemos que esses movimentos possam apontar para uma concorrência de preços mais intensa para 2021 a fim de compensar um 2020 e um primeiro semestre de 2021 mais fracos”, argumentam os analistas.

A recomendação do Bradesco BBI para Yduqs é outperform (desempenho acima da média do mercado) com preço-alvo de R$ 46 ao final de 2021.

Em relatório recente, quando comentou o balanço de Cogna do terceiro trimestre, a equipe de análise do BBI destacou esperar que os resultados para a companhia ainda devem estar sob pressão no curto prazo, em um contexto de reestruturação do ensino superior da companhia através  do foco em segmento premium e hibridização.

Demais analistas, como do Credit Suisse, destacam o movimento como correto, mas ainda mantendo cautela com a empresa até perceberem mais sinais de recuperação, enquanto veem a Yduqs mais preparada em termos de ensino à distância e entrada no segmento premium, como de medicina (veja mais clicando aqui e aqui).

Confira na tabela abaixo o compilado de recomendações dos analistas para as ações da Cogna e da Yduqs de acordo com dados da Reuters.

Empresa Ticker Recomendações de compra Recomendações neutras Recomendações de venda Preço-alvo médio Upside (valorização) esperado sobre o preço atual*
Cogna COGN3 2 6 4 R$ 7,11 39,69%
Yduqs YDUQ3 11 1 0 R$ 44,31 42,02%

*Com base nas cotações das ações às 16h (horário de Brasília) de quinta-feira (26/11).

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Avaliações falsas na Amazon aumentam em pandemia

(Bloomberg) — Avaliações falsas na Amazon.com durante a pandemia subiram para níveis normalmente vistos durante a temporada de compras de fim de ano.

Cerca de 42% dos 720 milhões de avaliações da Amazon acompanhadas pelo serviço de monitoramento Fakespot de março a setembro não eram confiáveis em relação a cerca de 36% no mesmo período do ano passado. O aumento de avaliações falsas correspondeu à corrida online de milhões de compradores que evitam ir às lojas por causa do coronavírus.

“Só vimos esses números na Black Friday ou no período do Natal de 2019”, disse o fundador e CEO da Fakespot, Saoud Khalifah. “Em 2020, o aumento das avaliações falsas proliferou de maneira rápida, coincidindo com medidas de lockdown nos EUA.” Em contraste, quase 36% das avaliações do Walmart.com monitoradas pela Fakespot durante o mesmo período eram falsas – quase o mesmo nível do ano passado.

Avaliações falsas têm sido uma dor de cabeça para a Amazon e outros mercados online há anos, apesar dos esforços das empresas para eliminá-las. As pessoas que fazem avaliações falsas, às vezes pagas, exageram as vantagens de um produto ou o sabotam para reduzir as vendas.

Vários serviços automatizados surgiram para ajudar consumidores a identificarem se as avaliações que estão lendo são reais.

A Fakespot, que monitora comentários na Amazon e no site do Walmart, atribui notas para as redações de produtos. Um “D” significa que 40% a 70% das avaliações de uma determinada listagem são falsas; um “F” alerta os usuários que mais de 70% são suspeitas.

A empresa diz que mais de 20 milhões de usuários usaram a Fakespot desde sua estreia em 2015 – uma prova de quanto os clientes confiam em avaliações e classificações para escolher quais produtos comprar.

“Empresas como a Fakespot e a ReviewMeta que afirmam ‘verificar’ as avaliações não podem determinar concretamente a autenticidade de uma avaliação, pois não têm acesso aos dados de propriedade da Amazon, como revisor, vendedor e histórico do produto”, disse uma porta-voz da Amazon por e-mail.

Ela acrescentou que a empresa está ciente de “agentes mal-intencionados” que tentam abusar do sistema e que a empresa está investindo “recursos significativos para proteger a integridade de nossas análises”.

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Khalifah disse que sua empresa observou um aumento das avaliações não confiáveis à medida que a Covid-19 se espalhava pelos Estados Unidos no início deste ano e a demanda por álcool gel, máscaras e outros equipamentos de proteção disparava.

Com base em sua experiência, Khalifah espera que o volume de avaliações falsas aumente com a temporada de compras de fim de ano na Amazon, que será mais movimentada do que o normal, pois consumidores continuam evitando ir às lojas devido ao avanço dos casos de Covid-19. “Se é bom demais para ser verdade”, diz, “provavelmente não é”.

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Itaú Unibanco soma mais de R$ 45 bi em transações e bate recorde com Black Friday

O Itaú Unibanco registrou mais de R$ 45 bilhões em transações de pagamentos e transferências eletrônicas, como TEDs e DOCs, na última sexta-feira, 29, recorde em volume financeiro para um único dia por conta da Black Friday. Somente a Rede, braço de maquininhas do banco, registrou aumento de 25% no faturamento relativo a vendas feitas no varejo físico, na comparação com 2018.

Já no meio digital, a número dois do setor de adquirência teve um crescimento de 97%. O desempenho, segundo o banco, mostra que as empresas de e-commerce se tornaram as grandes impulsionadoras e carros-chefe das promoções na Black Friday.

O maior volume de transações, conforme a Rede, foi registrado entre 12 horas e 13 horas. Neste período, estima a empresa, cerca de 15 milhões de pessoas compraram algum produto no varejo usando meios eletrônicos de pagamento.

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Em relação ao pagamento das compras via boleto, o Itaú somou mais de 5,3 milhões de operações somente na última sexta-feira.

Reestruturação

A Rede passou por uma reestruturação nos últimos anos em meio ao aumento da concorrência no setor de maquininhas e à chegada de novos players. Além de reforçar a operação, o banco passou a ser mais agressivo para retomar a fatia perdida no mercado de cartões que caminha para atingir a marca de R$ 2 trilhões no País.

Mais recentemente, a Rede traçou uma nova ofensiva ao zerar a antecipação de recebíveis em operações de crédito para clientes que recebam seus pagamentos no Itaú. Apesar do impacto nas margens, a empresa conseguiu ampliar o ritmo de volume capturado em suas maquininhas.

A ofensiva da Rede foi parar no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), que investiga o posicionamento da empresa diante do poder de grandes grupos financeiros, com posições em diferentes elos desta cadeia, frente a players menores.

Os impactos da Black Friday nas ações de 6 empresas

Black Friday (Shutterstock)

SÃO PAULO – Em sua décima edição oficial, a Black Friday brasileira amadureceu para se tornar uma data relevante não apenas para os consumidores, mas também para os operadores da Bolsa de valores. Analistas, gestores e investidores em geral já se preparam para os impactos da temporada de descontos nas empresas – para o bem e para o mal.

Para Pedro Fagundes, analista da XP Research, embora empresas dos mais diversos setores aproveitem a marca Black Friday para impulsionar seus produtos e serviços – até bancos e corretoras oferecem condições especiais -, os resultados mais expressivos ainda devem aparecer nas varejistas com forte operação digital.

“O varejo é muito influenciado por momento, é uma dinâmica de curto prazo mesmo”, comenta Fagundes. “Por isso, a partir do momento que a empresa noticia que a Black Friday foi um fenômeno de vendas, o time de RI começa a ventilar isso no mercado, a ação vai subir com certeza, não tenho a menor dúvida”, aposta.

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Neste ano, dois eventos pontuais incrementam as previsões de vendas: a liberação do saque imediato do FGTS, que garantiu mais R$ 500 no bolso dos trabalhadores, e a coincidência da data de descontos com o prazo final para o pagamento do 13º salário (no ano passado, a Black Friday veio antes do bônus). Um estudo do grupo franco-brasileiro de marketing digital LeadMedia apontou que a data deve movimentar R$ 3,15 bilhões, 21% mais que o ano anterior.

A visão da equipe de analistas da XP é que as varejistas com forte operação online (incluindo mobile) tendem a continuar se destacando em volume de vendas neste ano, com foco em eletroeletrônicos e vestuário. Magazine Luiza (MGLU3), B2W (BTOW3), Via Varejo (VVAR3) estão no radar dos analistas, assim como a Renner (LREN3), favorita do setor de vestuário.

Outros especialistas destacam ainda o varejo alimentar, com GPA (PCAR4) e Carrefour (CRFB3) e os shoppings, principalmente Aliansce Sonae (ALSO3).

Na outra ponta, há quem se preocupe com o encolhimento nas margens causado não apenas pelos descontos, mas também graças ao efeito dos picos que o dólar atingiu neste novembro. O gestor Werner Roger, sócio-fundador da Trígono Capital, varejistas que perderem a mão nas promoções podem ver consequências graves em seus balanços.

Magazine Luiza: estrela do show

Após vender o equivalente a 15 dias normais em 2018, o Magazine Luiza é “alvo de todas as atenções”, resume Alexandre Van Beeck, sócio-diretor da consultoria de varejo GS&Consult. “A empresa alcançou um nível de maturidade realmente diferenciado nos últimos cinco ou seis anos, e o cliente já começa a valorizar mais essa relação na hora da compra”, avalia. Para ele, competir em preços já não é o foco. “Vai se destacar quem tiver o melhor atendimento e experiência, e o Magazine já tem essa fama”.

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Fagundes destaca ainda as ações de frete grátis no app, que foram um sucesso na edição anterior, e entrega subsidiada no marketplace, além do evento Black das Blacks, o show de duas horas transmitido pelo Magalu na televisão fechada e na internet. “Deve ter sido um belo investimento, mas ajuda a divulgar muito a marca para um público maior. O nível de retenção desse cliente é questionável, mas [a empresa] se posiciona em um patamar diferente”, opina o analista da XP.

Via Varejo: base fraca

Sob nova direção, a Via Varejo finalmente terá uma Black Friday com integração entre as operações digital e offline. Até então, a operação da dona das casas Bahia e Pontofrio na Black Friday era bastante problemática – logo, a base de comparação é fraca. Para Van Beeck, a operação esse ano “tem que ser melhor”, e, aparentemente, será.

“Não existe outra alternativa para a Via a não ser melhorar o seu histórico – que é de expectativas frustradas”, diz. “Acredito que as mudanças no sistema, a sofisticação das operações e as pessoas que agora estão lá dentro demonstram que a empresa vai manter competitividade no mercado e ocupar o espaço que ela merece”, aponta.

O próprio CEO da Via Varejo, Roberto Fulcheberguer, prometeu em conferência com analistas que as entregas dos produtos vendidos durante a Black Friday serão realizadas em até uma semana – meta ambiciosa. Se cumprir, a tendência é uma valorização das ações por puro contraste.

Shoppings: destaque para Aliansce Sonae

Segundo a Abrasce (Associação Brasileira de Shoppings Centers), a estimativa de crescimento nas vendas durante o evento é de 9% e o ticket médio deve atingir algo entre R$ 300 e R$ 500. “Historicamente, a Black Friday é uma data forte para o comércio e com a liberação do saque do FGTS, a expansão do crédito e a inflação baixa, o setor se anima para ter resultados cada vez melhores”, diz Glauco Humai, presidente da associação.

Eduardo Guimarães, especialista em ações da Levante Investimentos, lembra que a retomada do consumo é o mais importante para o setor, principalmente de bens não-duráveis. “Num shopping, você tem mais lojas de roupa do que eletrodomésticos, por exemplo. É um setor “meio renda fixa”, previsível e muito impactado pelo juro real. Se beneficia do momento melhor da economia”, diz.

Segundo ele, o destaque no setor nesta Black Friday será a Aliansce Sonae (ALSO3), graças ao foco na Classe C. “É a classe C que vai se beneficiar mais da recuperação da economia, da renda, do emprego e da confiança do consumidor. Muita gente não estava consumindo por medo, mesmo com emprego”, explica.

Guimarães também elogia a governança da empresa, da qual recomenda compra. “Eles também querem reduzir um pouco a dívida com o dinheiro que vão levantar com a oferta de ações recém-anunciada. Hoje, a dívida da companhia está quase em 3x o Ebitda”.

Renner: bem posicionada

Vestuário não é a primeira categoria de compras que vem à mente nas discussões sobre Black Friday, mas, graças ao tíquete relativamente baixo da liberação do FGTS, pode ser mais impactada que a média nesta edição do evento. Estruturalmente, a melhoria nas operações logísticas dessas empresas também diminuiu os fretes praticados e aumentou a velocidade de entrega, o que incrementa a disposição do cliente comprar esse tipo de produto online.

Na tese da XP Research, a Renner é a varejista de moda melhor preparada para aproveitar o evento – antes mesmo da Dafitti, nascida digital, e da Zattini, sob o guarda-chuva do Magazine Luiza. “A Renner tem uma proposta de valor interessante, pelo tamanho, marca e estratégia”, diz Fagundes.

Pão de Açúcar e Carrefour seguem a toada

Também na esteira da liberação do FGTS, Van Beeck destaca a atuação das varejistas de alimentos Pão de Açúcar (PCAR4) e Carrefour (CRFB3), com suas promoções de vinhos, cervejas especiais e até itens de higiene. No caso do Carrefour, o marketplace também entra na conta.

As supermercadistas têm aproveitado a data para fortalecer suas operações de entrega rápida: o Pão de Açúcar com seu serviço próprio James e a rede francesa com sua parceria com a Rappi. “É a primeira vez que o varejo alimentar vai se apresentar de uma maneira mais integrada, com e-commerce, apps, e programas de relacionamento”, avalia. “Estão se mexendo para aproveitar a data, e vejo isso com bons olhos”.

Nem tudo são flores

O gestor Werner Roger, sócio-fundador da Trígono Capital, não está tão otimista com as varejistas e acredita que elas podem ver suas margens ainda mais comprimidas na Black Friday com o impacto do câmbio alto, em um cenário em que as empresas têm que importar diversos produtos para depois revendê-los. Com isso, ou as empresas vão ser mais conservadoras para fazer as promoções ou apostarão mais em um posicionamento da marca ao adotarem uma estratégia mais agressiva, mas que farão as suas margens ficarem mais comprimidas.

Assim, ele não acredita que haverá impacto positivo para o setor varejista em geral, mas traça um cenário particularmente negativo para a Centauro (CNTO3), que vende artigos esportivos. “Ela vende produtos têxteis e calçados cujos custos estão intimamente associados ao câmbio”, avalia Roger.

Outra questão mais conjuntural é que, de acordo com informações do jornal Valor Econômico, o varejo está entrando na semana da Black Friday com baixo volume de estoques após a “limpeza” que grandes varejistas fizeram em suas lojas e centros de distribuição. Para Roger, esta é uma má notícia, já que há menos produto para vender e a reposição antes do Natal precisa ser feita, com o custo do câmbio sendo um fator negativo.

Por outro lado, uma tendência do mercado, está mais permanente, está fazendo com que as margens do setor fiquem mais comprimidas – algo que deve se manter na Black Friday. Trata-se do maior poder do consumidor em pesquisar e comparar preços em diversos sites e escolher o produto com o valor mais barato, não importando a loja.

Neste cenário, o e-commerce traz preços mais competitivos na comparação com as lojas físicas, já que não conta com os custos fixos de aluguel e energia, além de contratação e comissão de funcionários.
Assim, para o gestor, elas servem mais como uma espécie de mostruário para o mercado consumidor – mas que não necessariamente indicam que a compra será efetivada no estabelecimento, uma vez que está cada vez mais fácil procurar pelo valor mais baixo através dos smartphones.

Para Roger, as empresas listadas em bolsa podem até ter um desempenho positivo ao apresentarem os seus números de vendas na Black Friday. Porém, elas terem vendido bastante não significa que elas terão bons resultados, algo que será revelado só nos números consolidados do quarto trimestre: “o duro vai ser o ganho de margens”, ainda mais com o dólar mais alto.

Na França, ‘Le Black Friday’ leva a protestos contra Amazon

(Bloomberg) — Enquanto consumidores nos Estados Unidos faziam fila para aproveitar os descontos da Black Friday, ativistas organizaram protestos do lado de fora da sede e do centro de logística da Amazon.com na França para denunciar a promoção importada dos EUA.

Dezenas de ativistas anticapitalistas e ambientais protestaram em frente à sede da Amazon em Clichy, noroeste de Paris, e bloquearam temporariamente dois depósitos de logística no norte da França e Lyon, antes de serem retirados pela polícia.

Os ativistas culpam a Amazon como um símbolo do advento da Black Friday na França, um impulso ao consumismo que, segundo eles, contribui para destruir o planeta.

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Varejistas europeus seguiram a tradição americana de usar a Black Friday – a sexta-feira que segue o Dia de Ação de Graças – como pontapé inicial para a temporada de compras natalinas.

A tendência chegou ao Reino Unido no início da década, quando redes locais reagiram aos descontos pós-Ação de Graças oferecidos pela Amazon. Com o tempo, a tendência se espalhou para a Europa continental. Varejistas franceses e alemães aumentaram a participação nos últimos anos.

Julie Valette, porta-voz da Amazon France, disse que a calma já havia retornado aos estabelecimentos na hora do almoço na sexta-feira.

“Não houve impacto para nossos clientes”, disse.

Valette disse que a Amazon anunciou uma promessa climática, visando atingir a meta de zerar as emissões de carbono 10 anos antes, no início de 2040.

A gigante de varejo, com sede em Seattle, também encomendou 100 mil veículos elétricos e se comprometeu em usar 100% de energia renovável até 2030, afirmou.

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Vídeos divulgados por ativistas no Twitter mostram a polícia retirando manifestantes à força do depósito da Amazon, próximo a Lyon.

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