Tech financeira Wise é avaliada em US$ 11 bilhões em estreia na Bolsa de Londres

Wise (Foto: Divulgação)

A empresa de tecnologia financeira Wise foi avaliada em 7,95 bilhões de libras (US$ 11 bilhões) em sua estreia no mercado nesta quarta-feira, tornando-se a maior empresa de tecnologia listada em Londres considerando valor de mercado.

A primeira listagem direta na Bolsa de Valores de Londres pode abrir caminho para que outras empresas de tecnologia sigam, principalmente porque esse valuation de estreia ficou bem acima das expectativas de mercado de entre US$ 6 bilhões a US$ 7 bilhões no começo do ano.

“É um começo bem-vindo para a Wise, com um valor de mercado de cerca de 3 bilhões de libras acima da avaliação privada do ano passado e a primeira meia hora de negociação foi bastante estável e suprimiu algumas preocupações sobre a volatilidade”, disse Susannah Streeter, analista da Hargreaves Lansdowne.

O preço de abertura de 8 libras ficou em linha com um processo de leilão das horas anteriores, a faixa de preço indicada entre 7,5 e 8,2 libras.  Por volta de 09:20 (horário de Brasília, a ação era negociada a 8,25 libras.

A empresa de pagamentos internacionais, um dos mais conhecidos unicórnios no segmento de fintechs no Reino Unido, anunciou no mês passado uma listagem direta na LSE, o que permite a listagem sem uma oferta pública de ações. Essas listagens têm crescido em popularidade entre as empresas de tecnologia nos Estados Unidos, como Coinbase, Roblox e Spotify.

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Bolsas europeias rejeitam sessão mais curta por turbulência

(Bloomberg) — Algumas das maiores bolsas de valores da Europa jogaram um balde de água fria nas propostas para encurtar o horário de negociação de ações, minando a campanha para oferecer a operadores um melhor equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

A Federação das Bolsas de Valores Europeias (FESE, na sigla em inglês), que representa bolsas como Deutsche Boerse e Euronext, disse em comunicado na quarta-feira que o horário mais curto seria prejudicial para mercados e acionistas europeus.

“A crise da Covid mostrou que investidores precisam de formação de preços transparente e flexibilidade para negociar no início e no final do dia”, disse Rainer Riess, diretor-geral da FESE, em entrevista por telefone. “A sobreposição com a Ásia e os EUA realmente importa por causa da maior liquidez.”

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Há algumas semanas, a London Stock Exchange, que tem um dos horários de negociação mais longos do mundo, disse que a maioria dos operadores pesquisados prefere trabalhar menos horas. A LSE disse que aguardaria respostas de outras bolsas europeias antes de atender a pedidos de grupos de investidores para encurtar o horário do mercado. O objetivo é melhorar a saúde dos traders e aumentar a diversidade em uma profissão amplamente masculina.

O prazo para o recebimento de respostas da consulta da Euronext terminou em 30 de junho. Uma porta-voz disse que a empresa divulgará as conclusões neste mês com uma avaliação detalhada do impacto de qualquer mudança.

“Estamos totalmente de acordo com a posição da FESE”, disse um porta-voz da Deutsche Boerse. “As bolsas europeias fornecem funções cruciais para a economia real. Mecanismos importantes para a realização de transações e formação de preços, bem como transferências de risco e ativos, seriam restringidos com a redução do horário de negociação.”

A sessão de Londres começa às 8h e termina às 16h30, enquanto os horários de outras bolsas europeias variam. A Deutsche Boerse e a Euronext abrem às 9h e fecham a sessão às 17h30 no horário local, de acordo com dados da FESE.

“A redução do horário de negociação na Europa seria equivocada, particularmente em um momento de alta volatilidade e incerteza de mercado, em que todos os investidores precisam ter acesso a capital”, disse um porta-voz da Nasdaq Europe, que opera bolsas nos países nórdicos.

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Bolsa de Londres apura que maioria quer horário de mercado menor

(Bloomberg) — A maioria dos participantes do mercado acionário no Reino Unido quer uma redução do horário mais longo do mundo de negociação de ações, o que, segundo os entrevistados, poderia melhorar a liquidez e a diversidade da indústria, de acordo com os resultados de uma pesquisa da Bolsa de Londres.

“Uma maioria significativa dos entrevistados foi simpática aos argumentos de que uma redução do horário do mercado poderia levar a melhorias na diversidade e no bem-estar”, disse a London Stock Exchange (LSE) ao divulgar o resultado de sua pesquisa, sem divulgar o percentual de pessoas que se mostraram favoráveis à redução do horário.

A maioria dos mais de 140 entrevistados disse que qualquer mudança precisaria de uma abordagem unificada nas bolsas europeias e em outras plataformas de negociação, de acordo com a LSE. Diante disso, a bolsa disse que aguardará os resultados das pesquisas de outras bolsas europeias sobre o horário de funcionamento do mercado, que é de oito horas e meia e supera o dos EUA em duas horas.

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Os resultados da sondagem reforçam uma proposta de dois órgãos profissionais para reduzir o horário do mercado europeu por razões que incluem a concentração de liquidez na primeira e na última hora de pregão, o curto espaço de tempo entre a divulgação dos comunicados corporativos à imprensa e a abertura do mercado e a necessidade de melhorar o equilíbrio entre vida e trabalho e a diversidade nas instituições financeiras. A Associação de Mercados Financeiros da Europa (AFME) e a Associação de Investimentos dos gestores de ativos do Reino Unido pediram às bolsas em novembro que se considerasse um corte de 90 minutos no período diário atual de negociação.

A pesquisa da bolsa de Londres foi realizada no período de dezembro de 2019 a janeiro de 2020, com entrevistados que variam de investidores individuais a bancos de investimento globais. A bolsa informou que também vai monitorar se o período de trabalho remoto devido à pandemia de coronavírus alterou os pontos de vista sobre horários mais curtos de negociação. Grupos de lobby do setor disseram anteriormente que apoiariam um piloto de 12 meses em todas as principais bolsas da Europa.

A maioria dos entrevistados foi favorável ao funcionamento do mercado das 9:00 às 16:00, o que significaria um delay de uma hora para a abertura dos negócios e um fechamento 30 minutos antes. Alguns defendiam um horário das 9:00 às 16:30 ou das 9:30 às 16:30. Uma minoria defendeu a manutenção do horário atual, disse a LSE.

Mesmo que o horário de negociação fosse reduzido para sete horas, como prefere a maioria dos entrevistados, o período diário europeu de negociação ainda seria mais longo do que nos EUA e no Japão e se sobreporia aos mercados americanos. A maioria dos participantes da pesquisa não considerou a sobreposição atual do horário com o mercado asiático tão importante quanto a do horário de mercado nos EUA.

Embora a maioria dos entrevistados tenha dito que uma redução do horário melhoraria a velocidade e a liquidez, “muito poucos” acreditam que isso resultaria em um aumento nos volumes de negociação, de acordo com a LSE.

A capitalização do Stoxx Europe 600 Index é cerca da metade da do S&P 500 e a rotatividade média no benchmark europeu nos últimos 12 meses é cerca de 40% menor que em Wall Street.

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Uma sondagem informal da Bloomberg feita em fevereiro mostrou que, na Europa, 74% dos profissionais do mercado financeiro, incluindo traders, analistas e gestores de fundos, preferem reduzir o período diário de funcionamento do mercado de ações.