Bolsa de Tóquio fica paralisada por falha em sistema; China tem feriado

TÓQUIO (Reuters) – Os mercados acionários de Sydney e Cingapura fecharam em alta nesta quinta-feira, em dia de negociações reduzidas por problemas técnicos na bolsa de Tóquio e feriados na China, na Coreia do Sul, Taiwan e Hong Kong.

As renovadas esperanças de medidas de estímulo nos Estados Unidos deram sustentação ao mercado, embora a incerteza sobre a eleição presidencial no país e problemas técnicos no mercado do Japão tenham limitado os ganhos.

O índice MSCI para ações da Ásia-Pacífico excluindo o Japão tinha alta de 0,5%, com as ações australianas subindo 0,98% e o mercado de Cingapura ganhando 1,38%.

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A bolsa de Tóquio suspendeu as negociações no dia todo depois que uma falha em seu sistema eletrônico provocou a pior indisponibilidade já sofrida pelo terceiro maior mercado acionário do mundo. Não está claro quando as negociações serão retomadas.

A primeira suspensão de um dia inteiro desde que a bolsa começou a negociação totalmente eletrônica em 1999 deixou os investidores tentando em vão recomprar ações após o primeiro debate presidencial nos EUA.

“Eu me sinto terrivelmente responsável por toda a confusão que esse incidente provocou para os investidores e os participantes do mercado, disse o diretor da bolsa, Koichiro Miyahara, em entrevista.

O problema também levanta questões sobre a credibilidade da bolsa no momento em que o novo primeiro-ministro do Japão, Yoshihide Suga, torna a digitalização uma prioridade e pode prejudicar as expectativas do país de atrair mais bancos e gerentes de fundos de Hong Kong em meio a preocupações sobre uma nova lei de segurança imposta pela China.

Bolsas regionais em Nagoya, Fukuoka e Sapporo também foram forçadas a suspender as negociações porque usam o mesmo sistema.

Mas as negociações de derivativos em Osaka não foram afetadas, com os futuros do Nikkei avançando 0,2%.

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Futuros dos EUA voltam a atingir limite de baixa; ETF de S&P 500 despenca 9%

ações em queda (Shutterstock)

SÃO PAULO – Os mercados reagem de maneira negativa às medidas extraordinárias, incluindo um novo corte de juros, anunciadas pelo Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, na noite de domingo, na tentativa de amenizar os impactos na pandemia de coronavírus na economia.

O índice futuro do S&P 500 atingiu novamente o limite de baixa de 5% na manhã desta segunda-feira (16), assim como o futuro do Dow Jones e o futuro do Nasdaq. Às 8h27 (de Brasília), eles tinham baixa em torno de 4,5% cada um. Na noite de domingo, os futuros americanos já haviam atingido o limite de baixa de 5%, o que paralisou as negociações.

O ETF que acompanha o índice S&P 500 recuava 9,52% às 8h27, indicando que as bolsas americanas devem abrir em forte queda na sessão. O mercado espera que o circuit breaker de 7% seja acionado logo após o início das negociações. Os ETFs de Dow Jones e Nasdaq também caíam mais de 8%.

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As bolsas de valores da Europa abriram e operam em forte desvalorização na manhã de hoje. Na Inglaterra, a queda era de 6,44% às 8h27; na Alemanha, a bolsa perdia 7,45%; na França e na Espanha – países que anunciaram medidas drásticas para combater o avanço do surto de coronavírus neste fim de semana –, a baixa era de 8,55% e 9,49%, respectivamente.

Os mercados aguardam a teleconferência dos presidentes dos bancos centrais dos países do G-7, que acontecerá mais tarde na manhã de hoje.

Na Ásia, as bolsas de valores fecharam na maioria em queda, mesmo após o anúncio do Banco do Povo da China, que injetou US$ 14,7 bilhões no mercado, reporta a CNBC News.

O índice Shanghai Composite, da China, terminou o pregão com desvalorização de 3,4%, enquanto o Nikkei, do Japão, caiu 2,5%. Na Coreia do Sul, a baixa foi de 4%.

Dados divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas da China na madrugada de hoje mostram que a economia piorou mais que o previsto no primeiro bimestre, com as vendas do varejo afundando 20,5% sobre igual período de 2018.

A estimativa de economistas entrevistados pela Reuters era de uma expansão de 0,5%.

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No Japão, o BoJ, banco central do país, antecipou de terça-feira e quarta para hoje sua reunião de política monetária e anunciará novas medidas de estímulo, reporta a CNN.
O medo dos mercados é que os bancos centrais do G-7 tenham exaurido as ferramentas para combater os efeitos da pandemia do coronavírus sobre a economia.

“Os mercados agora parecem indefesos contra uma nova onda de sell-off. Por isto, é preciso que os bancos centrais do G-7 adotem passos mais firmes de política fiscal”, diz Stephen Innes, estrategista-chefe de mercados da Axi Corp., à CNN.

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