Com cenário mais volátil no Brasil, Bradesco BBI vê ação da PetroRio como “hedge” no setor de petróleo e gás

SÃO PAULO – Em meio às incertezas relacionadas ao crescimento econômico brasileiro, ambiente desafiador de reformas, maior proximidade das eleições presidenciais e riscos de racionamento de energia elétrica, investidores têm optado por aumentar as proteções do portfólio diante de uma maior volatilidade pela frente.

Em relatório publicado na quarta-feira (19), o analista Vicente Falanga, do Bradesco BBI, escreve que, dado o ambiente de incerteza doméstica, é hora de pensar em uma reorganização do portfólio, pelo menos considerando o setor de óleo e gás.

Neste cenário, a casa optou por dar preferência aos papéis de PetroRio (PRIO3), como hedge (proteção) contra os riscos acima. O BBI tem recomendação de compra para os papéis da companhia e preço-alvo de R$ 25 para 2022.

“PetroRio possui um mix sólido de fluxos de caixa inteiramente em dólares (protegidos da desvalorização do real), sem exposição às vendas domésticas e com energia autogerada (sem risco de racionamento)”, argumenta Falanga, destacando ainda a alta liquidez dos papéis na Bolsa.

Entre os demais nomes preferidos do Bradesco BBI no setor, BR Distribuidora (BRDT3) é uma das companhias que tende a ser mais afetada neste cenário, segundo o analista.

Isso porque o nome está muito atrelado à atividade doméstica e, portanto, uma desaceleração do PIB pode impactar negativamente os papéis da companhia, principalmente se houver racionamento de energia.

O banco, contudo, mantém a recomendação de outperform (acima da média do mercado) para os papéis BRDT3, devido “ao excelente balanço patrimonial, com sólida geração de fluxo de caixa livre, que deve alimentar um programa de recompra de ações de R$ 1,5 bilhão já aprovado”, escreve Falanga.

Já com relação à Petrobras (PETR4), o analista avalia que a empresa pode ser afetada por um eventual racionamento, mas que o impacto negativo deve ser compensado pelas exportações.

Segundo ele, por mais que a companhia seja um nome a ser evitado em anos eleitorais, ainda há um ano até a decisão nas urnas e, nesse tempo, a Petrobras pode anunciar dividendos adicionais no valor de R$ 6 bilhões (a serem pagos no segundo semestre de 2022), bem como vendas bilionárias de outros ativos da petroleira.

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O banco segue com recomendação outperform para as ações preferenciais da companhia e preço-alvo de R$ 42.

Assim, o BBI mudou a ordem de preferências no setor para a seguinte ordem: Petrorio, Petrobras, BR Distribuidora, versus a ordem anterior de BR Distribuidora, Petrobras e Petrorio para construir um portfólio mais cauteloso, priorizando exportadores com menor exposição a riscos locais.

Já para investidores que podem investir fora do Brasil, diminuindo a exposição ao risco-país, Falanga diz preferir as companhias Geopark, a mexicana Alpek e a colombiana Ecopetrol, que são negociadas na Bolsa de Nova York, nos Estados Unidos (NYSE).

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Camil compra empresa de massas Santa Amália por R$ 260 milhões e cria nova concorrência para M. Dias Branco

(Klaus Nielsen/ Pexels)

SÃO PAULO – A Camil Alimentos (CAML3) informou nesta terça-feira (17) que comprou a empresa de massas Santa Amália, por R$ 260 milhões, dando seu primeiro passo no segmento.

Segundo comunicado, a Santa Amália é uma das companhias de massas mais tradicionais do país, possuindo liderança no estado de Minas Gerais, com marcas de destaque na categoria de massas e um portfólio com marcas premium.

Em fato relevante, a Camil afirma que a complementariedade geográfica da empresa, com liderança em regiões com potencial de crescimento para as categorias atuais da Camil, bem como seu posicionamento com potencial de crescimento nacional, reforça a estratégia de aquisições da companhia.

“A operação representa um importante passo para a diversificação e entrada em novas categorias e expansão geográfica da Camil no Brasil”, escreve.

Ainda de acordo com o fato relevante, além do preço de aquisição, de R$ 260 milhões, a Camil assumirá o endividamento da Santa Amália da ordem de R$ 150 milhões.

Na avaliação da Guide Investimentos, o anúncio é positivo, por aumentar a diversificação do portfólio da Camil de produtos alimentícios, apesar do elevado preço atual que o trigo é cotado.

“Acreditamos que possíveis sinergias devam ser geradas com a compra no médio e longo prazo, com destaque para diluição de custos operacionais”, escrevem os analistas.

A visão é compartilhada pelo Itaú BBA, que diz ver a transação como um marco importante para a Camil, pois marca sua entrada em uma nova categoria no Brasil.

Os analistas avaliam que a compra está alinhada com a estratégia anunciada pela companhia de crescimento inorgânico. Além disso, permite à Camil exposição ao segmento de massas e expande sua atuação nacional para estados como Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, podendo gerar oportunidades de expansão do seu portfólio atual para novos mercados, destaca o Itaú.

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O time de análise afirma ainda que a aquisição abre espaço para que a Camil complemente seu portfólio em São Paulo e pode, ainda, aumentar o tamanho da rede de distribuição atual da empresa.

“Embora ainda não tenhamos informações suficientes para analisar o preço pago pela Santa Amália, parece atrativo para as operações da Camil sob uma análise qualitativa”, escrevem os analistas.

O Itaú BBA tem recomendação market perform (em linha com a média do mercado) para os papéis CAML3 e preço-alvo de R$ 14.

Anúncio é negativo para M. Dias Branco

Em relatório, o Bradesco BBI avalia que a aquisição deve ter reação neutra do mercado para Camil e negativa para as ações da fabricante de massas M. Dias Branco (MDIA3).

Isso porque os analistas esperam que a Camil foque em aprimorar as operações da Santa Amália nos próximos seis a 12 meses, ampliando sua participação no mercado de massas e criando uma forte competição para a M. Dias Branco.

O time de análise, contudo, segue otimista com os papéis MDIA3, em meio à expectativa de uma recuperação das margens com uma possível queda dos preços agrícolas nos próximos anos.

Já com relação à Camil, o Bradesco BBI não vê o valuation pago pela operação como atrativo, uma vez que o banco estima que a Camil terá que melhorar a margem Ebitda da nova companhia para 11%, dos patamares negativos atuais.

Por outro lado, destacam, a aquisição adiciona uma diversificação positiva para a Camil e há um risco positivo de a empresa usar sua rede de distribuição para expandir suas operações.

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Além disso, o time de análise chama atenção para a possibilidade de sinergias, uma vez que as despesas com vendas, gerais e administrativas da Santa Amália vieram altas em 2020.

Por volta das 10h35 desta terça-feira (17), as ações CAML3 operavam entre perdas e ganhos na Bolsa, a R$ 8,64, enquanto os papéis MDIA3 tinham leve queda de 0,4%, a R$ 30,83.

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Venda da Oxiteno é positiva para Ultrapar, mas já esperada, segundo analistas; ações sobem até 4,3% na Bolsa

SÃO PAULO – A Ultrapar (UGPA3) anunciou nesta segunda-feira (16) a venda de 100% de sua unidade de químicos especiais Oxiteno para o grupo tailandês Indorama, por US$ 1,3 bilhão.

A notícia foi bem recebida pelo mercado financeiro, que avalia o anúncio como positivo, embora já esperado.

Na Bolsa, as ações UGPA3 subiam 1,4% por volta das 13h30 (horário de Brasília), negociadas a R$ 15,81. Na máxima do dia, as ações chegaram a subir 4,3%, a R$ 16,32.

Os papéis retomam o movimento de alta visto na sexta-feira (13) após afundarem 12% no dia anterior, em meio à divulgação dos resultados referentes ao segundo trimestre de 2021 considerados fracos.

Em relatório, o Itaú BBA escreve que o movimento contribui para uma redução da alavancagem da Ultrapar, ajudando a companhia em sua estratégia de focar no segmento de downstream da cadeia de óleo e gás.

Os analistas citam que a venda da Oxiteno marca o fim dos esforços da empresa para desinvestimentos, marcada ainda pela venda da Extrafarma e da ConnectCar.

Nesse sentido, novas aquisições, como a da Refap, refinaria localizada no Rio Grande do Sul, que pertence hoje à Petrobras, podem ser interessantes na visão dos analistas.

O Itaú BBA tem recomendação outperform (acima da média do mercado) para as ações UGPA3 e preço-alvo de R$ 26.

O anúncio também foi interpretado como positivo pela Guide Investimentos, que afirma que a Ultrapar poderá agora alocar melhor seus esforços e capital em segmentos onde possui mais expertise e que tenha grande potencial de crescimento – caso de óleo e gás downstream.

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Com relação ao valor da venda, a casa de análise Levante afirma que o valor já era esperado, com um ligeiro prêmio em relação ao que era projetado antes do fechamento da transação.

Segundo os analistas, esse prêmio deve conferir uma reação positiva para as ações da companhia no curto prazo.

“A holding já vem realizando movimento de maior concentração na cadeia de distribuição de combustíveis, desinvestindo de ativos não prioritários para este plano e com a intenção de adquirir uma das refinarias da Petrobras, financiado parcialmente pela venda destes outros ativos”, escrevem os analistas.

Já o Bradesco BBI destaca que o preço do negócio ficou 12% abaixo da avaliação da casa, de US$ 1,49 bilhão, implicando uma queda de R$ 0,90 por ação (6% do valor de mercado atual) para as ações da Ultrapar.

O time de análise reforça, contudo, que ainda precisa confirmar se o valor da empresa divulgado pela Ultrapar levará em consideração o arrendamento da dívida líquida da Oxiteno.

Resultados do 2º trimestre

Na semana passada, a Ultrapar divulgou seus resultados referentes ao segundo trimestre deste ano e decepcionou ao registrar números mais fracos do que o esperado.

O lucro líquido ajustado somou R$ 290 milhões no período, abaixo da projeção dos analistas consultados pela Refinitiv, que, em média, esperavam lucro de R$ 329,6 milhões.

O resultado, porém, não inclui o efeito de uma baixa contábil realizada na rede de farmácias Extrafarma, que teria levado a um prejuízo de R$ 18 milhões.

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A empresa afirmou no balanço que a baixa contábil na Extrafarma registrada no segundo trimestre foi de R$ 395 milhões, sem efeito caixa. O grupo acertou a venda da rede de farmácias para a Pague Menos em maio, por R$ 700 milhões.

O balanço levou os papéis UGPA3 a apresentarem forte queda de 12,33% na Bolsa no dia da divulgação, quinta-feira (12), encerrando o pegão negociados a R$ 15,21.

A Levante chama atenção para o fato de que a Oxiteno foi a companhia que obteve resultado recorde na divulgação dos dados de abril a junho, enquanto o ativo prioritário – Ipiranga – obteve mais um trimestre apagado.

Com margens ainda sofrendo para se recuperarem desde a mudança na política de preços de combustíveis da Petrobras (PETR3;PETR4), em 2017, o ativo teve um dos piores desempenhos dos últimos anos, escreve a Levante.

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Analistas veem “movimento ousado” da Rede D’Or ao propor compra da Alliar e destacam potenciais sinergias

SÃO PAULO – A Rede D’Or São Luiz (RDOR3) informou nesta segunda-feira (16) uma oferta pública voluntária (OPA) para a aquisição da Alliar (AALR3) por R$ 11,5 por ação, totalizando a operação em cerca de R$ 1,36 bilhão.

O valor representa um prêmio de 21,8% em relação à cotação de fechamento das ações da Alliar no pregão de sexta-feira (13) e de 12,6% em relação ao preço médio de fechamento ponderado por volume dos últimos 30 dias.

O movimento foi interpretado como positivo pelos investidores, com alta de até 1,3% das ações RDOR3 (que por volta das 11h40 tinham leve queda na Bolsa) e disparada, para mais de 19%, das ações AALR3.

Na avaliação da XP Investimentos, o movimento é ousado e atrativo para os acionistas de RDOR3, uma vez que a avalição implícita da transação é de um preço sobre lucro para 2021 de 21,6 vezes e um múltiplo preço sobre lucro de 19,8 vezes para 2022, que se compara aos 52,8 vezes e 37,3 vezes da Rede D’Or, respectivamente.

“Vemos esta transação como um movimento muito interessante para a Rede D’Or, pois amplia seu portfólio de serviços oferecidos com uma sobreposição de operações entre as empresas em sete dos 12 estados que a Rede D’Or opera atualmente. Além disso, aumenta sua exposição a diagnósticos e ajuda a Rede D’Or a criar um ecossistema de saúde mais forte”, escrevem os analistas, em relatório.

Com relação à Alliar, o time de análise também vê a operação como interessante, dado que representa um prêmio em relação ao preço-alvo da casa, de R$ 10, e é semelhante à avaliação do Fleury, que é referência em termos de valuation para os laboratórios no Brasil.

A XP reiterou sua recomendação de compra para RDOR3, com preço-alvo de R$ 88 por ação, e posição neutra em AALR3.

O time de análise da Guide Investimentos também vê o anúncio como positivo para Rede D’Or, uma vez que aumenta a presença do grupo em outros segmentos do setor de saúde além do hospitalar.

Segundo os analistas, a operação tem grande sinergia com as operações hospitalares atuais e é feita a um múltiplo atrativo, de 7,5 vezes o valor da empresa sobre o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês), para 2021.

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Para a Alliar, a operação sai abaixo do preço do IPO da companhia, reforçando a dificuldade da empresa em ganhar escala e remunerar os acionistas minoritários, avaliam os analistas.

Segmento de diagnósticos ganha força

Com o segmento de diagnósticos ganhando força no mercado brasileiro, o movimento da Rede D’Or mostra que a rede de hospitais está acelerando sua entrada no setor, apostando seu crescimento nessa estratégia, destaca o Bradesco BBI.

Os analistas avaliam que a empresa deve cada vez mais apresentar o diagnóstico como um importante elo para o desenvolvimento do acompanhamento e monitoramento da saúde do paciente – um importante funil para alavancar outros serviços da Rede D’Or, escrevem, em relatório.

Segundo o Bradesco BBI, embora a Alliar tenha foco em um segmento menos premium do que o da Rede D’Or, este é o primeiro movimento da empresa no segmento, o que deve permitir agregar mais setores premium no futuro.

Além disso, o time avalia que o movimento deve implicar algum risco para os principais parceiros diagnósticos da Rede D’Or, pois, eventualmente, o fluxo de pacientes deve ser redirecionado gradativamente para os próprios laboratórios da Rede D’Or, conforme a rede cresce.

O banco tem recomendação outperform (acima da média do mercado) para os papéis RDOR3 e preço-alvo de R$ 82.

“Acreditamos que as fusões e aquisições no segmento de diagnósticos devem acelerar, com a Rede D’Or se tornando um importante player no segmento no longo prazo”, escreve o Bradesco BBI.

A casa de análise Levante também enxerga uma possível efetivação da OPA como bastante positiva para a RDOR3, que poderá incorporar uma companhia “com excelência na frente de diagnósticos, detentora da marca CDB, além de ser referência em ressonância magnética e operação remota de equipamentos por meio de centros de comando, permitindo escalabilidade”.

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As ações da Alliar (AALR3) também devem ser fortemente impulsionadas com a notícia, destacam os analistas, com o mercado já possivelmente incorporando o prêmio discriminado na proposta, mesmo antes de qualquer aprovação.

Cenário desafiador para Alliar

O Itaú BBA lembra que a Alliar tem enfrentado um cenário desafiador para retomar seu crescimento e repassar o aumentos de custos.

Isso acontece porque os operadores de saúde têm tido dificuldade de manter a alta dos custos sob controle, bem como em meio a operadores de hospitais expandindo seus portfólios de serviços para abraçar toda a jornada do paciente e oferecer melhores produtos aos pagadores.

“Acreditamos que a Alliar provavelmente continuaria a enfrentar tempos difíceis no curto prazo e que um movimento de fusões e aquisições seria necessário em algum momento”, escrevem.

O time lembra que o acordo de acionistas da Alliar, que evitava desinvestimentos por acionistas controladores, foi revogado na última sexta-feira (13), o que explica o movimento da Rede D’Or.

O Itaú BBA vê como resultado das sinergias um cenário de melhores aquisições, estabelecimento de nova relação comercial com pagadores, bem como eventual retorno de inaugurações de unidades orgânicas à medida que a Rede D’Or aumenta sua presença em São Paulo.

O banco tem recomendação outperform para os papéis da Rede D’Or e preço-alvo de R$ 88.

Quer atingir de uma vez por todas a consistência na Bolsa? Assista de graça ao workshop “Os 4 Segredos do Trader Faixa Preta” com Ariane Campolim.

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Cyrela é “medalha de ouro” no pódio das construtoras no 2º tri; segmento de baixa renda sofre por alta dos custos

SÃO PAULO – Em meio à alta da inflação, que tem elevado os custos e pesado sobre o desempenho de companhias do setor de construção na Bolsa, destacaram-se no segundo trimestre aquelas que conseguiram apresentar bons resultados mesmo em meio aos ventos contrários.

Neste cenário, o destaque entre as companhias que divulgaram resultados na noite da última quinta-feira (12) ficou por conta das construtoras residenciais de média e alta renda, que conseguiram repassar o aumento dos preços aos seus clientes, reportando melhora na margem bruta.

Por outro lado, devido à maior sensibilidade dos clientes do segmento de baixa renda aos aumentos de preços e ao teto de valor do programa habitacional Casa Verde e Amarela, as margens de incorporadoras focadas nesse público permaneceram sob pressão no período.

Em relatório que criou o “pódio das incorporadoras” sob cobertura, a XP atribuiu a medalha de ouro do setor entre as companhias que divulgaram resultado na véspera à Cyrela (CYRE3).

Na avaliação dos analistas, a companhia reportou margens brutas melhores e mais fortes do que o esperado, de 37,4%, principalmente devido aos lançamentos recentes com margens superiores, que compensaram o impacto dos maiores custos de construção.

O desempenho mais forte de suas Joint Ventures também ajudou o lucro líquido a superar a estimativa da casa para o trimestre.

Entre abril e junho deste ano, a Cyrela teve um lucro líquido de R$ 267 milhões, crescimento de 298,2% na base de comparação anual. Já a receita líquida da companhia somou R$ 1,18 bilhão, valor 101,6% superior ao do segundo trimestre de 2020.

A XP tem recomendação de compra para os papéis CYRE3 e preço-alvo de R$ 33 por ação.

Os dados da Cyrela referentes ao segundo trimestre também foram interpretados como positivos pelo Itaú BBA, que destaca a intensa compra de terrenos pela companhia, que totalizou 13 empreendimentos no período, dez deles localizados na cidade de São Paulo.

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O banco tem recomendação de outperform (acima da média do mercado) para os papéis da construtora e preço-alvo de R$ 34,80.

Apesar de uma análise positiva do mercado, as ações CYRE3 encerraram o pregão desta sexta com baixa de 1,5%, negociadas a R$ 19,04.

Eztec ganha medalha de prata…

A medalha de prata entre as construtoras ficou com a Eztec (EZTC3), segundo a XP.

Os analistas avaliam que as margens mais fortes no período foram resultado de um mix mais favorável de projetos sendo reconhecidos, caso do empreendimento Cidade Maia, e de preços de vendas mais elevados.

No último trimestre, a Eztec registrou lucro líquido de R$ 139,5 milhões, montante 104% maior do que no mesmo período de 2020. Já a receita operacional líquida somou R$ 289 milhões, expansão de 89%.

A XP tem recomendação de compra para os papéis da companhia e preço-alvo de R$ 48 por ação.

O Itaú BBA por sua vez, escreve que os números da Eztec vieram amplamente em linha com as estimativas do banco, uma vez que a receita ligeiramente mais fraca foi mais do que compensada por melhores margens brutas, particularmente aquelas decorrentes de vendas de estoque de unidades acabadas.

O banco também tem recomendação outperform para as ações da empresa e preço-alvo de R$ 48.

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Os papéis EZTC3 encerraram o pregão desta sexta em baixa de 0,88%, a R$ 25,88.

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… e o bronze fica com Lavvi

O pódio da XP é completado pela Lavvi (LAVV3), que apresentou resultados sólidos, na opinião dos analistas da XP, impulsionados pelos lançamentos recentes, em especial o empreendimento Villa Versace.

Os analistas escrevem que a Lavvi apresentou uma pequena queima de caixa de R$ 6 milhões no balanço patrimonial, já que a entrada de caixa das vendas do projeto Versace foi compensada pela aquisição de terrenos.

O time de análise também reforça a posição de caixa líquido robusto da companhia, com alavancagem de dívida líquida sobre o patrimônio líquido negativa em 60,5%.

A XP tem recomendação de compra e preço-alvo de R$ 11,50 por ação para a construtora.

A opinião é compartilhada pelo BBA, que afirma que a Lavvi relatou resultados robustos, superando as estimativas devido ao bom desempenho de vendas e em meio às margens sólidas provenientes da Villa Versace.

O banco tem recomendação outperform e preço-alvo de R$ 12,20 para os papéis da companhia.

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Os papéis LAVV3 encerraram o pregão próximos da estabilidade, a R$ 7,18.

Fora do pódio da XP, a Cury publicou resultados positivos, com o robusto crescimento da receita sustentado pelo forte desempenho de vendas no trimestre, apontam os analistas.

O time de análise escreve ainda que as despesas operacionais um pouco maiores foram compensadas por uma menor carga tributária efetiva, o que levou seu lucro líquido para R$ 79 milhões

Entre abril e junho deste ano, a companhia também reportou recorde de receita líquida de R$ 451,2 milhões, alta de 83,3%, com patamares recordes de lançamentos e vendas do período, de R$ 686,2 milhões e R$ 682,6 milhões, respectivamente.

Os resultados levaram a XP a reiterar a recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 15.

O Itaú BBA reforça que a Cury apresentou margens “surpreendentemente positivas” mesmo em um cenário desafiador de aumento dos custos.

Com recomendação outperform para os papéis da companhia e preço-alvo de R$ 15,30, o banco enaltece o forte conjunto de números reportados no trimestre, com destaque para a expansão da margem bruta, que ficou em 36,1% entre abril e junho deste ano.

Os papéis CURY3 encerraram o pregão desta sexta em alta de 1,5%, a R$ 8,25.

Os resultados do segundo trimestre da Trisul em linha com as estimativas da XP levou a casa a manter sua visão construtiva para a companhia e a recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 14 por ação.

Segundo os analistas, apesar da receita marginalmente abaixo do esperado, ela foi compensada por uma margem bruta de 37,8%, o que levou seu lucro líquido para patamares próximos dos números esperados.

Já no balanço patrimonial, o time cita que a companhia reportou uma pequena geração de caixa operacional de R$ 6,5 milhões, o que é vista pela XP como saudável.

Os papéis TRIS3 encerraram o pregão desta sexta em queda de 4,4%, a R$ 7,57.

Plano&Plano (PLPL3)

Por fim, o Itaú BBA interpreta os resultados do segundo trimestre da construtora voltada para o público de baixa renda Plano&Plano como negativos.

O time avalia que os dados vieram fracos, com forte compressão da margem bruta e maiores despesas com vendas, gerais e administrativas levando a uma perda considerável de lucro por ação.

Os papéis encerraram o pregão desta sexta-feira (13) com forte queda de 9,7%, negociados a R$ 4,29.

Do lado positivo, a casa destaca que mesmo com as aquisições de terrenos no período, a empresa teve uma geração de caixa de R$ 34 milhões no trimestre.

O Itaú BBA tem recomendação outperform para os papéis da construtora e preço-alvo de R$ 12,90.

Em relatório, a XP também chama atenção para os resultados mais amenos da companhia devido às maiores despesas operacionais, que pressionaram seus resultados trimestrais e levaram a um lucro líquido abaixo das estimativas da casa.

Apesar dos resultados mais amenos no curto prazo, a XP mantém sua visão positiva para o papel no longo prazo e a recomendação de compra, com preço-alvo de R$10 por ação.

Na avaliação da XP, o desempenho recorde de vendas abre espaço para que as companhias de baixa renda aumentem gradativamente os preços e recuperem suas margens no longo prazo, sem comprometer a velocidade de vendas.

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Embraer tem primeiro lucro desde 2018 e ações sobem mais de 7%; para analistas, melhor ainda está por vir

SÃO PAULO – Com um dos melhores desempenhos do Ibovespa no ano, a Embraer (EMBR3) registrou seu primeiro lucro líquido ajustado trimestral desde 2018, de R$ 212,8 milhões entre abril e junho de 2021. O resultado reflete a retomada da demanda por viagens após a forte queda relacionada à pandemia de Covid-19.

A receita líquida da companhia foi de R$ 5,9 bilhões no período, alta de 106,76% em base anual, com crescimento de dois dígitos em todos os segmentos de negócio.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado somou R$ 837,6 milhões, ante R$ 624,4 milhões negativos no mesmo período do ano passado, com margem ajustada de 14,1%.

O balanço foi bem recebido por investidores, com forte alta das ações na Bolsa brasileira nesta sexta-feira (13). Os papéis EMBR3 encerraram o pregão com alta de 7,3% na B3, negociados a R$ 20,79.

No ano, a companhia apresenta ganhos de 119% na Bolsa até ontem, ante alta de 1,41% do Ibovespa – a terceira melhor performance do índice, abaixo apenas de Braskem (BRKM5) e Cia Hering (HGTX3), com ganhos de 138,2% e 125%, respectivamente.

Em comentários após a divulgação dos resultados, analistas do mercado financeiro ressaltaram os números positivos e acima do esperado, contribuindo para uma manutenção da recomendação de compra por casas como Itaú BBA e Bradesco BBI.

De acordo com o time de análise do BBA, a Embraer anunciou uma combinação poderosa de fortes entregas e receitas, diluição de custos fixos e despesas, bem como revisões positivas da base de custos no segmento de Defesa.

Isso levou o lucro antes dos juros e tributos (EBIT), a receita líquida e a geração de fluxo de caixa livre da companhia de volta a um território positivo, marcando o segundo trimestre como um ponto de inflexão, na avaliação dos analistas.

A Embraer também anunciou uma orientação construtiva para 2021, com projeção de receita entre US$ 4 bilhões e R$ 4,5 bilhões, fazendo com que as projeções atuais do banco pareçam um tanto conservadoras. Para os analistas do banco, além de bater as estimativas, o melhor ainda está por vir.

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Na avaliação do Itaú, após um 2020 desafiador, a divisão comercial da Embraer deverá se recuperar em meio a uma retomada no tráfego aéreo, com os jatos E175 mantendo sua liderança no mercado comercial nos EUA, e com a próxima geração dos jatos E2 ganhando tração.

O time de análise espera, contudo, que a divisão de aeronaves executivas seja retomada antes da comercial, que deve alcançar os patamares de 2019 apenas em 2023.

O Itaú BBA tem recomendação outperform (acima da média do mercado) para as ações da Embraer negociadas nos EUA e preço-alvo de US$ 21.

Uma interpretação positiva dos resultados também foi feita pelo Bradesco BBI, que destaca o aumento de margem bruta nas divisões de aviação comercial, executiva, bem como na área de defesa e manutenção de serviços.

Segundo os analistas, os dados reforçam a visão do banco de que a nova equipe de gestão foi capaz de reduzir a estrutura de custos, aumentar a produtividade e melhorar o desempenho em todas as unidades de negócios.

Durante a teleconferência com o mercado, o BBI ainda destacou o plano estratégico da companhia de dobrar de tamanho até 2026. Além disso, estão no radar as negociações para a fusão entre Eve e o SPAC Zanite estão em andamento, enquanto a Embraer já operou o primeiro voo teste com um protótipo e deve apresentar publicamente em breve seu modelo eVTOL (saiba mais clicando aqui).

O Bradesco BBI manteve sua recomendação de compra para os papéis da companhia negociados nos EUA, com preço-alvo de US$ 21.

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Eztec tem lucro líquido de R$ 139,5 milhões no 2º trimestre, alta de 104%

A incorporadora paulistana Eztec (EZTC3) obteve lucro líquido de R$ 139,5 milhões no segundo trimestre de 2021, montante 104% maior do que no mesmo período de 2020.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 109 milhões, 101% superior na mesma base de comparação. A margem Ebitda subiu 2 pontos porcentuais, para 38%.

A receita operacional líquida totalizou R$ 289 milhões, expansão de 89%. O aumento foi reflexo do crescimento do volume de vendas, especialmente do estoque pronto, que correspondeu a 32% das unidades comercializadas.

A Eztec também apresentou um crescimento expressivo na linha de equivalência patrimonial, que quadruplicou, chegando a R$ 26 milhões. Houve aí o reconhecimento do resultado de três projetos (Ereditá, Signature by Ott e Meu Mundo Estação Mooca) lançados no fim do ano passado.

A margem bruta caiu 5 pontos porcentuais na comparação anual, para 46%, mas mostrou recuperação na comparação trimestral, com ganho de 4 pontos porcentuais desde então.

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Houve aumento de 129% nas despesas comerciais na comparação anual, para R$ 24,5 milhões, devido à montagem de novos estandes de vendas com o avanço dos lançamentos. As despesas gerais e administrativas subiram 33%, para R$ 28 milhões.

O resultado financeiro ficou positivo em R$ 46 milhões, um avanço de 119%. O salto veio, principalmente, da correção das parcelas de financiamento aos clientes pelo IGP-D.

A Eztec informou ainda que lançou um novo projeto neste segundo semestre, o residencial de alto padrão Arkadio EZ by Ott, com R$ 460 milhões de valor geral de vendas (VGV).

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Com isso, o VGV acumulado do ano totalizou R$ 1,4 bilhão, o equivalente a metade da meta de R$ 2,8 bilhões para 2021 inteiro. “É um volume importante e que reforça a intenção de cumprimento dos R$ 2,8 bi para 2021, como proposto pelo guidance”, descreveu a direção, no balanço.

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Banrisul tem alta de 135,3% no lucro líquido, para R$ 281,9 milhões no 2º trimestre

O Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) (BRSR6) registrou lucro líquido de R$ 281,9 milhões no segundo trimestre de 2021, alta de 135,3% ante o resultado de R$ 119,8 milhões apurado no mesmo período de 2020.

A rentabilidade do Banrisul, medida pelo retorno sobre patrimônio líquido (ROAE), deu um salto de 7,2 pontos porcentuais, chegando a 13,1% em um ano. Na comparação com o primeiro trimestre de 2021, houve um recuo de 0,1 ponto.

A carteira de crédito do Banrisul fechou junho em R$ 36,865 bilhões, valor que inclui coobrigação e riscos em garantias prestadas. Excluídas as garantias prestadas, o saldo das operações de crédito totalizou R$ 36,640 bilhões em junho de 2021, com crescimento de R$ 674,2 milhões ou 1,9% nos doze meses.

Os ativos totais do banco gaúcho somaram R$ 98,063 bilhões em junho de 2021, com crescimento de 13,3% em relação aos R$ 86.582,8 bilhões de junho de 2020.

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Projeções

O Banrisul alterou ainda suas projeções de performance. A carteira de crédito total tinha uma estimativa de crescimento de 10% a 15% e passou para 7% a 12%.

A Despesa de Provisão Crédito sobre a Carteira de Crédito saiu de 3,5% a 4,5% para 2% a 3%.

O Índice de Eficiência passou de 50% a 54% para 54% a 59%.

Os demais indicadores foram mantidos: Captação total (4% a 8%); Rentabilidade sobre o Patrimônio Líquido Médio (10% a 14%); e Margem Financeira Líquida sobre Ativos Rentáveis Médios (6% a 7%).

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Analistas se dividem sobre resultados da Azul no 2º tri; ações fecham em baixa de 1,35%

SÃO PAULO – Em meio ao avanço do calendário de vacinação contra a Covid-19 no Brasil e ajudada pelo efeito cambial, a Azul (AZUL4) registrou lucro líquido de R$ 1,2 bilhão no segundo trimestre, revertendo boa parte do prejuízo de R$ 1,6 bilhão sofrido um ano antes.

A receita líquida total cresceu quatro vezes no período, para R$ 1,7 bilhão, enquanto o total de custos e despesas operacionais subiu 72,1%, para R$ 2,1 bilhões.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado ficou negativo em R$ 50,9 milhões, ante resultado negativo de R$ 324,3 milhões no mesmo período de 2020.

Os números trimestrais foram interpretados de forma mista por analistas do mercado financeiro. Enquanto alguns seguem reforçando o cenário incerto pela frente, com projeções mais modestas apesar de destacarem a capacidade da companhia aérea, outros veem forte potencial de alta para as ações na B3.

Na Bolsa, a reação dos investidores foi negativa, com queda de até 3,8% dos papéis na mínima desta quinta-feira (12), a R$ 36,27. As ações AZUL4 encerraram o pregão com baixa de 1,35%, negociadas a R$ 37,19.

Em relatório, o Itaú BBA escreve que os dados operacionais divulgados anteriormente já tinham dado uma prévia do que era esperado, apontando dados afetados negativamente pela segunda onda da Covid-19, baixa sazonalidade no segundo trimestre, bem como aumento de custos na comparação trimestral.

O time de análise destaca que a Azul tem uma frota diversificada e do tamanho certo, o que historicamente contribuiu para que a empresa tivesse um CASK (custo operacional dividido pelo total de assentos-quilômetro oferecidos) maior do que seus pares.

Os analistas destacam ainda que a empresa possui uma posição única na maioria das rotas que opera e uma ampla rede por meio de seus hubs.

“Acreditamos que esses atributos não apenas desempenharam um papel crucial no fortalecimento da empresa contra o cenário atual de incertezas, mas continuarão a ser as principais vantagens competitivas da Azul em um ambiente normalizado”, escrevem os analistas do Itaú BBA.

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Por ora, contudo, a avaliação do Itaú BBA é de que o valuation não está atrativo, com potencial limitado de alta. O banco manteve sua recomendação market perform (em linha com a média do mercado) e preço alvo de R$ 41 por ação.

O time ressalta, contudo, que pode vir a revisar as projeções para cima caso haja uma retomada mais rápida do que a esperada no tráfego de passageiros, por exemplo.

Na avaliação do banco, a redução do segmento corporativo (que é o mais lucrativo) pode ser parcialmente ofuscada por um aumento no tráfego de lazer, ganho de eficiência, transformação de frota e dinâmica competitiva positiva (redução da capacidade da indústria, racionalidade da tarifa e menor sobreposição da rede), principalmente diante de um potencial de fusões e aquisições.

“Apesar das muitas medidas implementadas pela Azul para proteger sua liquidez e sua capacidade de enfrentar a crise até o momento, o cenário ainda incerto pela frente e sua recente queima de caixa repentina nos levam a acreditar que sua posição financeira deve continuar a ser monitorada”, conclui o Itaú BBA.

Mas há quem siga otimista

Na avaliação do Bradesco BBI, a cia aérea está reconstruindo com sucesso sua rede e aumentando gradualmente as tarifas aéreas. No segundo trimestre, a capacidade chegou a 75% dos níveis encontrados no mesmo período de 2019, enquanto os preços das passagens aéreas subiram 8,9% na base anual.

“Esses dados confirmam nossa visão de que a vacinação contra a Covid-19 é fundamental para a Azul aumentar sua capacidade de crescimento e elevar os preços para recuperar margens”, escrevem os analistas.

O time de análise avalia ainda que os papéis estão sendo negociados com um potencial de alta atrativo, de 96%. O Bradesco BBI manteve sua recomendação outperform (acima da média do mercado) para os papéis da companhia aérea, com preço-alvo de R$ 74 para 2022.

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“A Azul conseguiu aumentar os preços das passagens aéreas no segundo trimestre e seu compromisso de não sacrificar a lucratividade, enquanto se beneficia da recuperação da demanda relacionada à implementação da vacinação no segundo semestre, deve fortalecer o balanço da empresa”, escrevem.

O banco também espera que a Azul proponha um novo plano de aquisição da Latam Brasil assim que o grupo em recuperação judicial entregar seu plano de reestruturação.

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JBS tem recordes no 2º tri, mas ações caem na Bolsa: o que esperar para os próximos trimestres

SÃO PAULO – A maior produtora de proteína animal e alimentos processados do mundo, a JBS (JBSS3) reportou mais um trimestre de crescimento recorde, com forte geração de caixa.

Com desempenho impulsionado pelas operações na América do Norte, a JBS apurou lucro líquido de R$ 4,4 bilhões entre abril e junho deste ano, alta de 29,7% em relação ao mesmo período de 2020 e o maior lucro trimestral da história da companhia.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado também foi recorde, em R$ 11,7 bilhões, uma alta de 10,3% na comparação anual.

Mesmo com resultados que animaram analistas do mercado financeiro, levando à manutenção da recomendação de compra pelas casas, investidores parecem ter pesado um pouco mais os ventos contrários do último trimestre.

Por volta das 13h desta quinta-feira (12), as ações JBSS3 apresentavam queda de 3,6% na Bolsa brasileira, negociadas a R$ 31,81. Na mínima do dia, os papéis caíram 4,1%, a R$ 31,67.

Em relatório, o Itaú BBA destaca que os resultados da marca Seara continuaram a sofrer compressão de margem em meio à forte inflação de custos nos últimos meses, enquanto a divisão de carne bovina da JBS no Brasil também foi impactada negativamente pela disponibilidade de gado significativamente menor e preços de insumos mais altos.

“O desempenho da margem negativa pode ser atribuído aos preços mais altos dos grãos, que foram mais do que suficientes para compensar os fortes aumentos de preços”, escreve o time de análise.

As operações da Austrália também foram adversas, uma vez que a oferta de gado na região permanece escassa, destaca o banco.

Mesmo com os ventos contrários no período, o Itaú reforça que as margens Ebitda da divisão de carne bovina nos EUA permaneceram robustas, com recorde de 20,7%.

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O Itaú BBA tem recomendação outperform (acima da média do mercado) para os papéis da companhia e preço-alvo de R$ 47.

Entre os principais riscos para o setor no qual a JBS atua, a XP também destaca a baixa disponibilidade de gado e os altos preços dos grãos.

Mas perspectivas seguem otimistas

Ainda que a companhia tenha enfrentado um cenário desafiador no último trimestre, os analistas reforçam que a JBS conseguiu entregar fortes resultados e que as perspectivas são otimistas para os próximos meses.

Em relatório, a XP destaca como positiva a busca da JBS pela diversificação geográfica e de portfólio, aproveitando o momento positivo nas operações dos EUA para expandir em novas frentes, enquanto mantém uma alavancagem historicamente baixa (de 1,73 vez em dólar).

Para os analistas, a companhia é a principal escolha dentro do setor. A casa tem recomendação de compra e preço-alvo de R$ 40 por ação JBSS3.

Olhando para a frente, a XP espera que a sazonalidade favoreça a performance da JBS na América do Sul nos próximos trimestres, e que a forte demanda continue contribuindo para uma boa performance das proteínas nos EUA.

A avaliação é compartilhada pela casa de análise Levante, que diz ver a ampla diversificação geográfica, liderança nos mercado de atuação e o amplo portfólio de produtos da JBS como as principais justificativas para a sua consistência na geração de caixa e forte crescimento de receita.

Já o Bradesco BBI chama atenção para o anúncio de dividendos de R$ 2,5 bilhões a serem pagos em agosto (equivalente a 3% do dividend yield) pela companhia.

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O banco manteve sua recomendação outperform (acima da média do mercado) para os papéis da JBS e preço-alvo de R$ 38.

O Credit Suisse, por sua vez, projeta que o momentum operacional da companhia de alimentos permanecerá sólido, com a divisão de carne bovina nos EUA se beneficiando da oferta de gado e da recuperação do “food service” no país.

Na visão dos analistas, a marca “Pilgrim’s Pride” provavelmente continuará sendo uma surpresa positiva para os investidores em 2021, com a recuperação dos spreads devido ao aumento dos preços das aves.

Já no Brasil, a expectativa é de que o patamar mais depreciado do real ajude a compensar parcialmente a pressão de custos na Seara e na JBS Brasil (bovinos).

Assim como as demais casas, o Credit Suisse tem recomendação outperform e preço-alvo de R$ 45 para as ações da JBS na Bolsa.

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