MSCI adiciona Via Varejo e exclui brMalls do seu índice; saiba como isso vai afetar as ações

(Getty Images)

SÃO PAULO – O Morgan Stanley Capital Internacional (MSCI) Barra excluiu de seu índice brasileiro dentro do Global Standard as ações da brMalls (BRML3) e colocou os papéis ordinários da Via Varejo (VVAR3) no lugar. Essa revisão será realizada no fechamento do pregão do dia 31 de agosto e entra em vigor a partir da primeira sessão de setembro.

Uma alteração como essa gera oportunidades de investimento muito interessantes, uma vez que os índices MSCI são utilizados como referência para diversos fundos passivos de investimento ao redor do mundo.

Na prática, isso quer dizer que quando a composição da carteira de um índice MSCI muda, os fundos que o seguem precisam comprar ou vender ações para se adequar.

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Por causa dessa mudança de agosto, fundos passivos nacionais e internacionais que têm o MSCI Brazil Index como referência precisarão vender ações da brMalls e comprar papéis da Via Varejo. Como esses fundos movimentam muito dinheiro, haverá pressão compradora nas ações que entram no índice e vendedora nos que saem.

A equipe de análise do Morgan Stanley calcula que o rebalanceamento gere uma pressão compradora com volume equivalente à média de meio dia de negociação das ações VVAR3, ou US$ 146 milhões. Já a brMalls sofreria uma pressão de vendas equivalentes à média de 1,8 dia de negociação dos papéis BRML3, ou US$ 53 milhões.

Por outro lado, houve revisão também no MSCI Global Small Caps, sendo que brMalls entrou na carteira e Via Varejo foi excluída. O índice, no entanto, tem peso menor que o Global Standard.

Mesmo com as mudanças, o peso de ações de empresas da América Latina no MSCI Global Standard se manterá em 7,9%. Já a fatia individual de cada país da região dentro do MSCI EM Latin America Standard Index ficará como segue: Brasil com 65,1%, México com 21,1%, Chile com 7%, Peru com 3%, Colômbia com 2,2% e Argentina com 1,6%.

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Carteira gráfica da XP sobe 2,5% na semana e mantém todos os ativos

ações bolsa mercado stocks índices gráficos (Shutterstock)

SÃO PAULO – A XP Investimentos divulgou a “Top Picks”, sua carteira semanal de análise gráfica, para o período de 19 a 26 de junho. Para esta semana não foi trocada nenhuma ação do portfolio.

Segundo Gilberto Coelho, o Giba, analista técnico responsável pela carteira, as ações da BR Malls (BRML3) continuam na carteira por seguirem acima da média móvel de 21 dias, o que favorece uma expansão na direção dos R$ 12,20 ou R$ 13,80. O suporte para colocar stop loss fica em R$ 10,00.

Marcopolo (POMO4) é outra que segue acima da média de 21 dias projetando teste dos R$ 3,55 ou R$ 4,60. O suporte está em R$ 2,86.

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Já a CCR (CCRO3) permanece por estar projetando altas até R$ 16,00 ou R$ 19,70. Tem suporte em R$ 13,55.

JBS (JBSS3), por sua vez, tem bom suporte em R$ 21,00, mantendo sinal de retomada do topo recente nos R$ 25,50.

Rompeu topo em R$ 68,13 a ação da Magazine Luiza (MGLU3) projetando ganhos até os R$ 75,00 a R$ 83,00. Deixou suporte em R$ 58,50.

Divulgada semanalmente, a carteira Top Picks XP é composta por cinco ativos, tendo cada um peso de 20%. A seleção busca retorno a curto prazo, alinhando fluxo e movimentação das ações ao cenário político e macroeconômico.

Giba calcula a rentabilidade da carteira entrando nas ações no leilão das sextas-feiras. O objetivo é de que a média do retorno dos ativos supere o Ibovespa ao fim da semana.

Desempenho

Na semana passada, a carteira Top Picks subiu 2,50%, ante uma valorização de 4,07% do Ibovespa. Com isso, o portfolio agora tem baixa de 20,4% no ano, contra uma queda de 18,53% do benchmark.

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As ações da Magazine Luiza foram as principais responsáveis pelo desempenho positivo, subindo 11,65% no período. Na sequência das valorizações vem CCR com 4,46% e JBS com 1,55%.

Por outro lado, caíram 4,50% as ações da Marcopolo e 0,65% as da BR Malls.

Confira, abaixo, as recomendações para esta semana:

Carteira gráfica da XP sobe na contramão do Ibovespa e troca 2 ações; confira as mudanças

ações índices fundos investimentos bolsa alta gráficos (Shutterstock)

SÃO PAULO – A XP Investimentos divulgou a “Top Picks”, sua carteira semanal de análise gráfica, para o período de 12 a 19 de junho. Para esta semana foram trocadas duas ações do portfolio.

Saem da carteira as ações de Qualicorp (QUAL3) e Embraer (EMBR3) e entram Magazine Luiza (MGLU3) e CCR (CCRO3).

Segundo Gilberto Coelho, o Giba, analista técnico responsável pela carteira, as ações da Magazine Luiza entram depois de fazerem um pullback na média móvel de 21, projetando ganhos até R$ 68,00 ou R$ 84,00. Os suportes para colocar stop loss estão nos R$ 58,50 e R$ 53,80.

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Já CCR passa a fazer parte do portfolio por pullback na média móvel de 21 dias, favorecendo retomada de uma tendência de alta na direção dos R$ 16,00 ou R$ 19,20. Tem suporte em R$ 12,60.

Divulgada semanalmente, a carteira Top Picks XP é composta por cinco ativos, tendo cada um peso de 20%. A seleção busca retorno a curto prazo, alinhando fluxo e movimentação das ações ao cenário político e macroeconômico.

Giba calcula a rentabilidade da carteira entrando nas ações no leilão das sextas-feiras. O objetivo é de que a média do retorno dos ativos supere o Ibovespa ao fim da semana.

Desempenho

Na semana passada, a carteira Top Picks subiu 0,45%, ante uma queda de 1,95% do Ibovespa. Com isso, o portfolio agora tem baixa de 22,34% no ano, contra uma queda de 21,72% do benchmark.

As ações ordinárias da JBS (JBSS3) foram as principais responsáveis pelo desempenho positivo junto com os papéis preferenciais da Marcopolo (POMO4). Os ativos subiram 4,77% e 4,36% respectivamente.

Por outro lado, caíram 3,21% as ações da Embraer e recuaram 2,94% os papéis da Qualicorp. As ações da Br Malls (BRML3) caíram 0,73%.

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Confira, abaixo, as recomendações para esta semana:

Fortemente impactadas com coronavírus, ações de shoppings são oportunidade na Bolsa? Analistas divergem

SÃO PAULO – Desde o início da crise do coronavírus, poucos setores foram tão afetados quanto o de shopping centers. Os decretos que estabeleceram as quarentenas em São Paulo e no Rio de Janeiro a partir de 24 de março proibiram os shoppings de operar e logo as medidas foram tomadas em outros estados. Como resultado, boa parte dos centros comerciais está parada há quase três meses.

Na Bolsa, o impacto foi duramente sentido pelas ações de administradoras de shoppings. De 4 de março até hoje os papéis da BR Malls (BRML3) já caíram 33%, os da Multiplan (MULT3) recuaram 29% e os da Iguatemi (IGTA3) tiveram uma desvalorização parecida, da ordem de 30%, apesar da recuperação recente na bolsa em meio ao início da reabertura das operações.

Os efeitos na Bolsa são condizentes com o que ocorre na vida real. Até a última sexta-feira (5), a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) divulgou que o faturamento caiu 70% na reabertura de 230 dos 577 shoppings do País. Já a quantidade de visitantes recuou 60%.

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A questão que paira na mente dos investidores é se depois de uma queda tão brusca chegou a hora de investir nessas ações ou se prevalecerão as incertezas que pairam no cenário atual como qual será a duração da quarentena, quando a pandemia de Covid-19 será derrotada no Brasil e como será o comportamento dos consumidores depois deste período.

De acordo com Marcus Zanetti, gestor da Kinea Investimentos, essas indefinições com certeza traçam um horizonte desafiador para os shopping centers, mas uma recuperação econômica mais rápida que o esperado já desponta como algo que deve colocar o setor de volta aos trilhos.

“O curto prazo é muito ruim, mas existem analistas que colocam isso na perpetuidade, o que se reflete em uma subavaliação do valor dessas companhias”, defende.

Segundo o gestor, há acordos em andamento entre lojistas e administradores de diversos shoppings para uma ajuda mútua neste momento de paralisação das atividades. “Os lojistas estão sem receitas e os shoppings não estão recebendo aluguel ainda, então vários tipos de acordos são feitos para adiar o pagamento do aluguel, reduzir a cobrança etc”, explica.

Zanetti argumenta ainda que apesar do aumento da participação do e-commerce no consumo dos brasileiros ser uma consequência previsível da quarentena no longo prazo, o perfil dos shoppings aqui ajuda a amenizar este efeito.

“O shopping brasileiro é diferente dos que existem lá fora. Não são centros de compra que você precisa sair da cidade para ir. Muita gente vai ao shopping por entretenimento. Temos uma relevância muito mais alta de alimentação e serviços no shopping do Brasil do que no dos Estados Unidos”, avalia.

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Para ele, as pessoas não vão deixar de ir ao cinema ou comer um lanche nestes centros, pois este tipo de passeio já se tornou uma tradição nos hábitos de lazer dos brasileiros. Isso se traduz em uma composição de faturamento bem mais diversificada, com alimentação e serviços respondendo por quase dois terços da receita dos shoppings.

Além disso, Zanetti afirma que muitas lojas só tem o shopping como opção física para efetuar vendas devido aos crônicos problemas de segurança no País. “Nos EUA, você compra joias e iPhones na rua. No Brasil, diversas lojas que vendem celulares só oferecem as opções premium em lojas de shopping, já que neles a segurança é maior.”

Na mesma linha, Roberto Indech, estrategista-chefe da Clear Corretora, destaca estar otimista com as ações do setor e vê a forte queda como exagerada.

Porém, ele não acredita em uma alta forte para os ativos no curto prazo, uma vez que há muita preocupação com a retomada da economia e com a confiança do consumidor. “Contudo, a partir do ano que vem, quando a confiança retomar e com as maiores chances de uma vacina para o Covid, as perspectivas devem ser mais positivas para o setor”, avalia.

Pessimismo

Por outro lado, os analistas Nikolaj Lippmann, Jorel Guilloty, Andrew Ruben, Javier Martinez Cerdan, Roberto Browne, Fernando Donega, Alexandre Namioka e Todd Castagno, do Morgan Stanley, escreveram em relatório que mesmo com as ações de shoppings operando perto do preço de reposição não acreditam que o momento seja bom para investir no setor.

“Nós esperaríamos por mais visibilidade antes de assumirmos uma posição comprada”, avalia a equipe de análise do banco, que ainda ressalta ver os shoppings brasileiros como os mais caros (em termos de valuation) de toda a América Latina. “O Brasil oferece o pior risco-retorno do setor.”

Os analistas do Morgan Stanley cortaram recentemente a recomendação para as ações de BR Malls, Multiplan e Iguatemi de equal weight (desempenho dentro da média do mercado) para underweight (desempenho abaixo da média do mercado).

A justificativa para o pessimismo é que os shoppings brasileiros teriam mais exposição aos chamados locatários tipo C – lojistas populares menores, desvinculados de cadeias maiores e provavelmente com menores balanços patrimoniais em comparação com os locatários tipos A e B. Além disso, o Brasil possui aluguéis mais elevados em dólares, especialmente quando comparado com o México.

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“A maior exposição a rendas mais altas em relação a inquilinos de menor qualidade provavelmente levará a descontos de aluguel menos favoráveis para o Brasil versus demais países da região.”

Os analistas destacam ainda que historicamente os centros comerciais brasileiros têm os mais altos custos de ocupação e aluguéis mais caros entre os shoppings da América Latina.

O Morgan Stanley estima que 30% dos shoppings brasileiros terão fundos de operações negativos e aponta que apesar de BR Malls ter aluguéis 20% mais baixos que os pares, os níveis menores de alavancagem levam a fundos de operações maiores que os de Multiplan e Iguatemi.

Desse modo, o investidor deve pesar bem o risco-retorno de comprar ações de administradoras de shoppings, pois apesar dos papéis já terem apanhado muito na Bolsa, pode ser que o ambiente de negócios ainda não permita otimismo no curto prazo.

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Carteira gráfica da XP sobe 5% na semana e troca 3 ações; confira as mudanças

Hand is turning a dice and changes the direction of an arrow symbolizing that the interest rates are going down (or vice versa) (Fokusiert/Getty Images)

SÃO PAULO – A XP Investimentos divulgou a “Top Picks”, sua carteira semanal de análise gráfica, para o período de 5 a 12 de junho. Para esta semana foram trocadas três ações do portfolio.

Saem da carteira as ações de Klabin (KLBN11), Vale (VALE3) e Bradesco (BBDC4) e entram BR Malls (BRML3), Marcopolo (POMO4) e Embraer (EMBR3).

Segundo Gilberto Coelho, o Giba, analista técnico responsável pela carteira, as ações da BR Malls foram escolhidas porque apresentam sinais gráficos de continuidade da tendência de alta, projetando ganhos até R$ 14,00 ou R$ 19,00. Um bom suporte para stop loss é o nível de R$ 9,50.

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Já Marcopolo entra no portfolio também com sinais de continuidade, que mostram que o papel deve atingir as cotações de R$ 3,80 ou R$ 5,00. O suporte mais próximo é o dos R$ 2,60.

Por fim, as ações ordinárias da Embraer passam a fazer parte da carteira porque apesar da forte alta recente ainda possuem espaço para testar a média móvel de 200 dias, que seria atingida nos R$ 14,00. O suporte para stop loss é o dos R$ 6,78.

Divulgada semanalmente, a carteira Top Picks XP é composta por cinco ativos, tendo cada um peso de 20%. A seleção busca retorno a curto prazo, alinhando fluxo e movimentação das ações ao cenário político e macroeconômico.

Giba calcula a rentabilidade da carteira entrando nas ações no leilão das sextas-feiras. O objetivo é de que a média do retorno dos ativos supere o Ibovespa ao fim da semana.

Desempenho

Na semana passada, a carteira Top Picks subiu 5,12%, ante um avanço de 8,28% do Ibovespa. Com isso, o portfolio agora tem queda de 22,69% no ano, contra uma queda de 20,16% do benchmark.

As ações preferenciais do Bradesco, foram as principais responsáveis pela alta na semana, subindo 17,15%. Em seguida vem os papéis da Qualicorp (QUAL3), que tiveram ganhos de 13,2%. Também se valorizaram as ações da Vale, com alta de 3%.

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Por outro lado, caíram 4,37% as ações da JBS (JBSS3) e recuaram 3,25% os papéis da Klabin.

Confira, abaixo, as recomendações para esta semana:

Ações de CVC, Gol e Embraer saltam até 20%; Petrobras avança 5% com petróleo e educacionais disparam 13%

Avião da Gol com pessoas na pista a caminho da aereonave (Shutterstock)

SÃO PAULO – A sessão foi de ganhos praticamente generalizados para as ações do Ibovespa, com o otimismo pela reabertura de economias ajudando a animar os mercados, apesar da cautela com os protestos nos Estados Unidos.

Com isso, as ações de aéreas e empresas relacionadas ao segmento de viagens, que tiveram forte queda em meio à pandemia, subiram forte. CVC (CVCB3, R$ 18,60, +20,00%) disparou; Gol (GOLL4, R$ 15,11, +15,70%) e Azul (AZUL4, R$ 16,75, +9,12%) também registraram ganhos, com atenção para a primeira, com alta de mais de 15%. Embraer (EMBR3, R$ 8,24, +11,20%), também uma das maiores quedas de 2020, avançou mais de 10% (na véspera, a fabricante de aviões divulgou resultado. Veja mais clicando aqui).

Empresas do setor de educação e que também caíram forte desde o início da pandemia, caso de Yduqs (YDUQ3, R$ 33,55, 12,51%) e Cogna (COGN3, R$ 6,40, +13,68%) subiram mais de 12%. Segundo o site Brazil Journal, ao longo das últimas semanas, o empresário Chaim Zaher fez uma posição nas ações das duas companhias de educação. Segundo uma fonte a par do assunto, Chaim montou as posições por meio de swaps, contratos que dão a ele exposição econômica e os direitos políticos das ações.

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O noticiário corporativo desta terça teve como destaque a Petrobras (PETR3, R$ 21,86, +4,34%; PETR4, R$ 21,40, +5,26%), com a fala do CEO apontando que a estatal tem liquidez suficiente para operar com o petróleo a US$ 20,00, além de divulga teaser de E&P na Bacia do Espírito Santo.

A recuperação dos preços do petróleo, com o brent perto dos US$ 40 à espera da extensão de cortes de produção pela Opep+, também  beneficia os papéis da estatal, que também deu início ao “teaser” para a venda da participação em cinco blocos de exploração de petróleo localizados na Bacia do Espírito Santos.

As recomendações também ganharam destaque: no radar, Morgan Stanley rebaixou a underweight BR Malls (BRML3, R$ 10,42, -0,10%), Iguatemi (IGTA3, R$ 35,17, +0,34%) e Multiplan (MULT3, R$ 22,71, +1,93%). Já a Ultrapar (UGPA3, R$ 18,94, +10,18%) foi elevada a overweight pelo Morgan Stanley e viu suas ações registrarem ganhos expressivos.  Confira os destaques:

BR Distribuidora (BRDT3, R$ 22,82, +5,65%)

A BR Distribuidora informou, em fato relevante, que recebeu R$ 35,5 milhões da Eletrobras referentes a uma dívida da estatal de energia.

Esses valores são referentes à 25ª da confissão de dívida da Eletrobras. Ao todo, já foram pagos R$ 4,4 bilhões.

Ainda em destaque, os dados do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis (Sindicom) mostram que, entre as três grandes distribuidoras, apenas a BR Distribuidora conseguiu elevar sua participação de mercado.

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A participação da BR no segmento de gasolina, diesel e etanol chegou a 39% em abril, ante 38,2% em março. Já a da Raízen, no mesmo período, caiu de 31,3% para 30,7% e da Ipiranga recuou de 30,5% para 30%.

“Acreditamos que isso (recuperação da participação de mercado) possa estar relacionado à política de preços da empresa e que isso pode ter impacto nas margens do primeiro trimestre. Ainda assim, acreditamos que foi uma estratégia positiva”, disseram os analistas do Bradesco BBI.

Petrobras (PETR3, R$ 21,86, +4,34%; PETR4, R$ 21,40, +5,26%)

O barril do petróleo tipo Brent em alta deve contribuir para a valorização das ações da Petrobras no pregão desta terça-feira.

Além disso, a companhia divulgou que deu início à etapa de divulgação de oportunidade, também conhecida como “teaser”, para a venda de sua participação em cinco blocos de exploração de petróleo localizados na Bacia do Espírito Santos. Em todos os blocos a Petrobras possui participações que ficam entre 40% e 50%.

Ainda em destaque no noticiário da companhia, o CEO Roberto Castello Branco afirmou que a empresa continuará cortando custos e vendendo ativos para proteger a saúde financeira. Em um evento online
nesta segunda-feira, Castello Branco apontou que os níveis de estoque estão baixos e a empresa vai começar a recompô-los.

Ele ainda destacou que a demanda por petróleo com baixo teor de enxofre no Brasil manteve as exportações fortalecidas durante crise. Segundo o CEO, a Petrobras não precisa de nenhuma ajuda do
governo e reiterou a necessidade de regulamentação do petróleo mais favorável aos negócios para tornar o Brasil mais competitivo.

BR Malls (BRML3, R$ 10,42, -0,10%), Iguatemi (IGTA3, R$ 35,17, +0,34%) e Multiplan (MULT3, R$ 22,71, +1,93%)

O Morgan Stanley cortou a recomendação para os papéis de uma série de shoppings, levando em conta os efeitos que a quarentena e a reabertura parcial desses estabelecimentos terão sobre os resultados das administradoras.

Os analistas lembram que, de forma geral, os shoppings na América Latina possuem um grande número de lojistas menores e que boa parte da receita vem de restaurantes e da área de entretenimento, que deve se recuperar de forma mais lenta. “A recuperação dos padrões de tráfego de pedestres provavelmente levará anos”, avaliaram.

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As recomendações do Iguatemi, BR Malls e Multiplan foram cortadas para “underweight”. Para a Cyrela Commercial Properties (CCP), a recomendação está em “overweight”.

BRF (BRFS3, R$ 23,35, -1,35%)

O Credit Suisse cortou o preço-alvo para as ações da BRF em 39%, passando de R$ 46 para R$ 28, mas mantendo a recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) para os papéis. Os analistas destacaram o aumento do custo de capital dos acionistas como um dos motivos para o corte de preço-alvo.

Além disso, o corte na projeção do Ebitda para 2020 e 2021 também influenciou na revisão. Os analistas apontam que o dólar mais alto aumentou a projeção para a receita líquida para o biênio. Contudo, a queda do consumo de carne de frango e de porco na China e a alta dos custos dos grãos podem pressionar essa linha do balanço.

Lojas Americanas (LAME4, R$ 29,93, +2,15%)

A Lojas Americanas vai emitir R$ 500 milhões em debêntures com prazo de vencimento em três anos. Os papéis serão remunerados a CDI mais 3% ao ano.

Essa operação será feita dentro das regras das ofertas restritas, ou seja, será oferecida a um número limitado de investidores.

A companhia informou que o dinheiro levantado será utilizado para reforço de caixa.

Ser Educacional (SEER3, R$ 16,50, +7,49%)

A Ser Educacional anunciou que acessou um empréstimo de R$ 200 milhões junto à Caixa Econômica Federal por meio da emissão de cédula de crédito bancário.

O custo da operação será de CDI mais 0,19% ao mês pelo prazo de 36 meses. O contrato prevê ainda 14 meses de carência do principal e pagamento em oito prestações trimestrais após o período de carência.

IMC (MEAL3, R$ 3,94, +3,96%)

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A International Meal Company, dona das marcas Frango Assado e Viena, registrou um prejuízo líquido de R$ 46,1 milhões no primeiro trimestre do ano, ante prejuízo de R$ 8 milhões nos três primeiros meses de 2019.

Os analistas do Itaú BBA avaliam que o resultado foi fraco, mas com impacto neutro para o desempenho das ações.

“A empresa está racionalizando as lojas e reduzindo as despesas de vendas, gerais e administrativas. No entanto, lojas fechadas em shoppings e tráfego reduzido em estradas e aeroportos continuarão pesando nos resultados da empresa”, ressaltaram em relatório a clientes.

Alupar (ALUP11, R$ 25,06, -0,16%)

A companhia do setor de energia Alupar registrou no primeiro trimestre do ano um lucro líquido societário de R$ 179,1 milhões, uma queda de 55,3% na comparação com igual período do ano passado.

Já a receita líquida da companhia foi de R$ 1,216 bilhão entre janeiro e março, uma alta de 6,2% se comparados aos mesmos meses de 2019. Já o Ebitda caiu 27%, para R$ 609,8 milhões.

O Credit Suisse destacou como positivo os resultados operações da Alupar. “A Alupar entrega resultados operacionais bons, com expansão da margem frente a uma performance de custo melhor que o esperado e a estratégia de alocação retornando bem para as unidades de geração”, avaliaram os analistas.

No caso dos custos adicionais, a Alupar registrou um recuo de 29,8%, boa parte devido ao efeito do custo mais baixo para a compra de energia.

Ultrapar (UGPA3, R$ 18,94, +10,18%)

O Morgan Stanley elevou a recomendação das ações da Ultrapar para “overweight”, ou seja, devem apresentar um desempenho do índice de referência. O preço alvo foi elevado de R$ 18 para R$ 21,50.

Essa elevação ocorre mesmo em um cenário de demanda mais conservador. “A pandemia em curso causou uma grande contração na demanda de combustível e é cedo para termos uma visibilidade na linha do tempo para a recuperação completa”, disseram, em relatório, os analistas.

Linx (LINX3, R$ 21,71, +0,23%), Sinqia (SQIA3, R$ 20,52, +2,86%) e Totvs (TOTS3, R$ 20,75, +1,52%)

O Credit Suisse alterou as recomendações para as empresas brasileiras da área de tecnologia. A Linx foi rebaixada para neutra, com preço-alvo sendo reduzido de R$ 42 para R$ 24.

A Linx oferece softwares para gestão de varejo e deve ser beneficiada pelo aumento das operações do comércio eletrônico, mas ainda o banco suíço espera um menor lucro. “O avanço do e-commerce deve ajudar mas cortamos nossa projeção do resultado líquido em 41% para 2020 e 37% para 2021 em função do menor crescimento do varejo e custos maiores”, justificaram.

A Sinqia também foi rebaixada para neutra, com preço alvo saindo de R$ 22 e indo para R$ 21. Já a recomendação para a Totvs foi mantida como neutra, com o preço-alvo passando de R$ 22,50 para R$ 21. “Enxergamos o business de ERP da Totvs como chave para o crescimento de curto prazo, mas lembramos que (o segmento) tem uma grande sensibilidade ao cenário macroeconômico.”

Lojas Marisa (AMAR3, R$ 8,10, +5,19%)

A Lojas Marisa está negociando com bancos a flexibilização dos parâmetros financeiros (“covenants”) em empréstimos feitos pela companhia, mas que serão descumpridos devido à piora da geração de caixa desde o início das medidas de isolamento causadas pela pandemia do coronavírus.

Em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia explica que passou a prever o descumprimento desses índices e por isso procurou as instituições financeiras para negociar um “waiver”, que é uma espécie de pedido de perdão.

Em alguns contratos de empréstimo, a Marisa se comprometeu a limitar a relação entre a dívida líquida da empresa a 3,5 o Ebitda. Ao final do primeiro trimestre, esse índice chegou a 3,3 vezes e deve continuar subindo com a menor geração de caixa.

Suzano (SUZB3, R$ 38,42, -0,08%) e Klabin (KLBN11, R$ 19,71, +0,31%)

Os preços de celulose de fibra curta na China tiveram queda na semana (baixa de US$ 1,6 a tonelada), para US$ 468,2 a tonelada.

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Carteira gráfica da XP troca BR Malls por Minerva na primeira semana de fevereiro

SÃO PAULO – A XP Investimentos divulgou nesta segunda-feira (3) a “Top Picks”, sua carteira semanal de análise gráfica, para o período de 31 de janeiro a 7 de fevereiro, e a opção foi por trocar um dos papéis do portfolio.

Saíram as ações de BR Malls (BRML3), que foram trocadas por Minerva (BEEF3).

De acordo com Gilberto Coelho, o Giba, analista responsável pela carteira, a Minerva entrou por bater em suporte e agora projeta altas até R$ 13,00 ou R$ 15,65. Os suportes para colocar “stop loss“, por outro lado, ficam em R$ 11,00 e R$ 10,05.

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O analista desde o fim de dezembro passou a calcular a rentabilidade da carteira entrando nas ações no leilão das sextas-feiras, em vez de fazê-lo às segundas.

Divulgada semanalmente, a carteira Top Picks XP é composta por cinco ativos, tendo cada um peso de 20%. A seleção busca retorno a curto prazo, alinhando fluxo e movimentação das ações ao cenário político e macroeconômico.

O objetivo é de que a média do retorno dos ativos supere o Ibovespa ao fim da semana.

Desempenho

Na semana, a carteira Top Picks caiu 4,25%, ante o recuo de 3,98% do Ibovespa.

As ações da CCR tiveram a maior queda da carteira, caindo 7,97%. Hapvida teve baixa de 6,87%, Itaú Unibanco recuou 4,15%, BR Malls caiu 1,81% e Cogna registrou perdas de 0,43%.

Confira, abaixo, as recomendações para esta semana. Para investir nelas, clique aqui e abra uma conta gratuita na XP.

Carteira gráfica da XP sobe 1%, bate Ibovespa mais uma vez e troca duas ações

ações índices fundos investimentos bolsa alta gráficos (Shuttestock)

SÃO PAULO – A XP Investimentos divulgou nesta segunda-feira (27) a “Top Picks”, sua carteira semanal de análise gráfica, para o período de 24 a 31 de janeiro, e a opção foi por trocar dois dos papéis do portfolio.

Saíram as ações de Carrefour (CRFB3) e Isa CTEEP – Transmissão Paulista (TRPL4) e entraram no lugar BR Malls (BRML3) e Cogna (COGN3).

De acordo com Gilberto Coelho, o Giba, analista responsável pela carteira, as ações da BR Malls estão em tendência de alta e projetam uma valorização até R$ 19,45 ou R$ 21,90. Os suportes para posicionamento do “stop loss” ficam em R$ 17,90 e R$ 16,00.

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Já os papéis da Cogna confirmaram a região dos R$ 10,89 como suporte e devem ter alta até os patamares de R$ 12,85 ou R$ 14,70.

O analista desde o fim de dezembro passou a calcular a rentabilidade da carteira entrando nas ações no leilão das sextas-feiras, em vez de fazê-lo às segundas.

Divulgada semanalmente, a carteira Top Picks XP é composta por cinco ativos, tendo cada um peso de 20%. A seleção busca retorno a curto prazo, alinhando fluxo e movimentação das ações ao cenário político e macroeconômico.

O objetivo é de que a média do retorno dos ativos supere o Ibovespa ao fim da semana.

Desempenho

Na semana, a carteira Top Picks subiu 1,13%, ante o recuo de 0,09% do Ibovespa, que andou de lado no período.

As ações de CCR, Hapvida e Carrefour garantiram a rentabilidade, subindo 4,15%, 1,15% e 2,38% respectivamente no período. Já Itaú Unibanco e Transmissão Paulista caíram 2% e 0,04%.

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