Recompra de ações: 4 empresas do setor imobiliário estão com programas abertos; confira

(Shutterstock)

SÃO PAULO – Quatro companhias do setor imobiliário estão com programas de recompra de ações em andamento e duas já encerraram, totalizando operações de cerca de R$ 750 milhões. São elas JHSF (JHSF3), Eztec (EZTC3), Tenda (TEND3) e Moura Dubeux (MDNE3). Já BR Properties (BRPR3) e Even (EVEN3) encerraram o seu programa na semana passada.

A recompra de ações consiste na compra pelas companhias de suas próprias ações no mercado, seja cancelando-as ou utilizando-as para atender ao exercício de opções de compra dos papéis.

Na prática, a empresa está tirando de circulação parte do seu patrimônio líquido da Bolsa, seja para ajustar sua estrutura de capital e seus níveis de caixa, sinalizar que acredita no potencial de suas ações como para oferecer uma forma de remuneração substituta ao dividendo, dentre outros fatores.

No caso da Even, a quantidade de papéis a serem adquiridos foi limitada a três milhões de ações ordinárias, o que corresponde a 1,48% das ações em circulação no mercado. O encerramento foi aprovado na reunião do conselho de administração da companhia realizada no dia 12 de agosto de 2021.

Na JHSF, o limite é de 28 milhões de ações ordinárias, que representam, aproximadamente, 9,15% do total de ações em circulação no mercado. O programa tem vigência até 17 de fevereiro de 2023.

No caso da EZTec, o programa envolve até 5.035.897 ações. O programa tem prazo de até seis meses, terminando em 23 de fevereiro de 2022. O montante referido equivale a cerca de 5% das ações da companhia em circulação no mercado.

Na Construtora Tenda, o conselho de administração aprovou o aditamento ao plano de recompra de ações, divulgado em dezembro de 2020, e poderá realizar operações com derivativos do programa, que tem validade até dezembro deste ano.

O programa da Moura Dubeux, que começou em abril deste ano, envolve até 5.715.759 de ações ordinárias e encerra-se em 19 de abril de 2022.

Já a BR Properties, assim como a Even, comunicou ter encerrado seu plano de recompra de ações. Ela obteve 99,95% dos ativos que havia se proposto a comprar, sendo adquiridas 10.994.600 ações por R$ 94,9 milhões, com o custo médio por ação de R$ 8,63.

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Em relatório, o Bradesco BBI avalia que a onda de programas de recompra envia um forte sinal da confiança das empresas no ciclo de negócios, apesar do recente colapso do valor de mercado do setor.

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Alta de custos pesa nos balanços do 2º tri para construtoras e incorporadoras: o que esperar para as ações do setor?

O time de análise destaca que o setor já havia sinalizado uma compra da ordem de R$ 14 milhões por controladores do mercado imobiliário, com Tecnisa, MRV, brMalls, Plano&Plano, bem como Eztec entre os principais compradores. Desde então, as ações já perderam cerca de 26% na B3, em média, escreve.

“Destacamos que a recente crise do setor foi impulsionada pela deterioração das condições macroeconômicas, embora os fundamentos das empresas permaneçam predominantemente robustos”, completam os analistas do banco.

Além das empresas do setor de real estate, de construção e de shopping centers, a empresa de aluguel de veículos Movida (MOVI3) também anunciou nesta segunda-feira (23) o seu programa de recompra, de até 12.335.379 ações. A Locaweb (LWSA3) anunciou também programa de recompra na semana passada, projetando a compra de até 3 milhões de ações até 2023.

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brMalls faz parceria para instalação de 15 caixas eletrônicos de Bitcoin; veja os locais

Caixa eletrônico de Bitcoin da empresa americana Coin Cloud

SÃO PAULO – A rede de shopping centers brMalls (BRML3) fechou uma parceria com a empresa americana de caixas eletrônicos (ATM) de Bitcoin, Coin Cloud, para a instalação de 15 novos equipamentos em nove cidades espalhadas pelo Brasil.

Em comunicado, a Coin Cloud informou que o primeiro caixa eletrônico do tipo foi instalado na última segunda-feira (16) no shopping São Bernardo Plaza.

Os próximos, de acordo com a empresa, serão instalados até o fim desta semana em centros comerciais de São Paulo (Mooca Plaza, Jardim Sul, Villa Lobos, Piracicaba, Tamboré, Metro Cruz), Piracicaba (Shopping Piracicaba), Barueri (Shopping Tamboré) , Rio de Janeiro (Shopping Tijuca), Niterói (Plaza Niterói), Goiânia (Goiânia Shopping) e Vila Velha (Shopping Vila Velha).

A companhia foi a primeira a ter no Brasil um caixa eletrônico de Bitcoin, tornando possível a compra e venda de criptomoedas usando notas físicas de reais. Desde o início de sua operação no país, no fim de 2020, já foram instaladas máquinas em cidades como Recife, Curitiba, Campo Grande, Belo Horizonte e São Paulo.

Além disso, o Brasil foi o primeiro a receber esses equipamentos da companhia fora dos Estados Unidos, onde possui mais de 3 mil ATMs.

Compra e venda de criptomoedas

Os caixas eletrônicos da Coin Cloud negociam mais de 30 criptoativos, incluindo Bitcoin, Ethereum, Litecoin e XRP, além de stablecoins, que são tokens com o valor atrelado a ativos reais, normalmente uma moeda, como o dólar.

Para realizar uma operação, o usuário precisa gastar, no mínimo, R$ 10 pra poder comprar ativos digitais, ou R$ 50 se for vender, sendo que só é possível realizar uma negociação na máquina usando dinheiro em espécie. É possível negociar usando cartão de débito ou crédito pelo aplicativo da companhia, o Coin Cloud Wallet.

A companhia cobra taxas entre 7% e 15% dos clientes, que já são incluídos na cotação na hora da compra e venda de criptomoedas. Na aquisição, esse valor está acima do normalmente cobrado por corretoras e até fundos de investimento.

Para adquirir criptomoedas, o cliente deve digitar alguns dados quando iniciar a operação na máquina, como telefone e CPF, após seguir as indicações na tela, ele indica se quer que o valor vá para sua carteira da própria Coin Cloud ou uma carteira própria, que pode ser indicada para o equipamento usando QR Code.

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Em seguida ele coloca as notas no espaço indicado e conclui a operação. Vale lembrar que o valor pode demorar um pouco para aparecer na carteira, já que depende da confirmação da operação na blockchain. Por isso, o usuário recebe um link da companhia no celular onde pode acompanhar o andamento da negociação.

Já para vender criptoativos, o usuário segue os mesmos procedimentos iniciais e seleciona a opção de venda, indicando de qual carteira sairá o valor. Após seguir os passos indicados, o cliente recebe uma confirmação e precisa esperar até que a blockchain conclua a operação, o que pode demorar um tempo. Recebida a confirmação no celular, é preciso retornar ao caixa eletrônico, onde a opção de saque do dinheiro estará disponível.

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Carteira gráfica da XP sobe puxada por Petrobras na semana e não tem nenhuma troca

SÃO PAULO – A XP divulgou a “Top Picks”, sua carteira semanal de análise gráfica, para o período de 6 a 13 de agosto. Para esta semana não foram feitas trocas no portfolio.

De acordo com Gilberto Coelho, o Giba, analista técnico responsável pela carteira, as ações da Petrobras (PETR4) continuam porque chegaram perto do primeiro objetivo nos R$ 29,00, mas ainda dão sinais de que podem progredir rumo  R$ 33,00 ou R$ 34,00. Os suportes para colocar stop loss estão localizados nos R$ 27,00 e nos R$ 25,79.

No caso da Gerdau (GGBR4), os papéis da siderúrgica estão em tendência de alta projetando ganhos até os níveis de R$ 34,40 e de R$ 38,00. A ação tem suportes nos R$ 30,29 e nos R$ 28,32.

Já as ações do Bradesco (BBDC4) estão em cima do suporte de longo prazo, algo que favorece a retomada dos R$ 25,90 ou R$ 28,25. Os suportes dos papéis do banco são os pontos de R$ 23,00 e R$ 22,32.

Para Cemig (CMIG4), a análise é de que a ação está com divergência de alta no Índice de Força Relativa (IFR), o que, se confirmado, favorece teste dos R$ 12,45 ou dos R$ 14,00. Os suportes do papel estão em R$ 11,40 e R$ 10,64.

A Br Malls (BRML3), por fim, segue recuando até o teste da média móvel de 200 dias, que se for respeitada, indica que a ação poderá depois testar as regiões de R$ 10,78 ou R$ 12,00. Os suportes são os pontos de R$ 9,77 e R$ 9,44.

Divulgada semanalmente, a carteira Top Picks XP é composta por cinco ativos, tendo cada um peso de 20%. A seleção busca retorno a curto prazo, alinhando fluxo e movimentação das ações ao cenário político e macroeconômico.

Giba calcula a rentabilidade da carteira entrando nas ações no leilão das sextas-feiras. O objetivo é de que a média do retorno dos ativos supere o Ibovespa ao fim da semana.

Desempenho

Na semana passada, a carteira Top Picks subiu 0,73% (segundo a cotação de fechamento da sexta-feira passada), enquanto o Ibovespa teve uma valorização de 0,83%.

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O destaque de alta no portfolio foi a Petrobras, que disparou 5,5% na semana. Em seguida vem Gerdau, com ganhos de 1,82% e Br Malls, que avançou 0,3%.

Por outro lado, Bradesco caiu 2,15% e Cemig recuou 1,84%.

No ano de 2021, a Top Picks sobe 9,25% ao mesmo tempo em que o benchmark da B3 tem alta de 5,55%.

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Confira, abaixo, as recomendações para esta semana:

Carteira gráfica da XP tem 2 trocas para esta semana após bater o Ibovespa

(Anna Nekrashevich/Pexels)

*Texto modificado às 12h03 (horário de Brasília) do dia 02/08 para atualização de cotações. 

SÃO PAULO – A XP divulgou a “Top Picks”, sua carteira semanal de análise gráfica, para o período de 30 de julho a 6 de agosto. Para esta semana foram feitas duas trocas no portfolio.

Saíram os papéis de Isa Cteep (TRPL4) e JBS (JBSS3) para a entrada de Petrobras (PETR4) e Bradesco (BBDC4).

De acordo com Gilberto Coelho, o Giba, analista técnico responsável pela carteira, as ações da Petrobras foram incluídas porque tiveram um sinal de alta no gráfico semanal e retomaram a tendência altista no gráfico diário, projetando por Fibonacci ganhos até os patamares de R$ 29,80 e R$ 34,00. Os suportes para colocar stop loss estão nos níveis de R$ 25,86 e R$ 22,88.

Já o Bradesco passou a fazer parte do portfolio por retomar a tendência de alta projetando teste dos R$ 30,00 ou dos R$ 33,00. Os suportes das ações BBDC4 estão em R$ 30,00 e R$ 28,30.

Divulgada semanalmente, a carteira Top Picks XP é composta por cinco ativos, tendo cada um peso de 20%. A seleção busca retorno a curto prazo, alinhando fluxo e movimentação das ações ao cenário político e macroeconômico.

Giba calcula a rentabilidade da carteira entrando nas ações no leilão das sextas-feiras. O objetivo é de que a média do retorno dos ativos supere o Ibovespa ao fim da semana.

Desempenho

Na semana passada, a carteira Top Picks caiu 0,49% (segundo a cotação de fechamento da sexta-feira passada), enquanto o Ibovespa teve uma desvalorização de 2,6%.

As altas no portfolio foram dos papéis da JBS, que subiram 4,53% e da Gerdau (GGBR4), que teve alta de 0,2%.

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Por outro lado, as ações da Isa Cteep caíram 2,47% e as da Cemig (CMIG4) tiveram perdas de 1,81%. As ações da BR Malls (BRML3) recuaram 2,9%.

No ano de 2021, a Top Picks sobe 8,46% ao mesmo tempo em que o benchmark da B3 tem alta de 4,68%.

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Confira, abaixo, as recomendações para esta semana:

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Carteira gráfica da XP inclui Gerdau e mais duas ações para esta semana

SÃO PAULO – A XP divulgou a “Top Picks”, sua carteira semanal de análise gráfica, para o período de 23 a 30 de julho. Para esta semana foram feitas três trocas no portfolio.

Saíram os papéis de Hapvida (HAPV3), Duratex (DTEX3) e Klabin (KLBN11) para a entrada de Gerdau (GGBR4), Cemig (CMIG4) e BR Malls (BRML3).

De acordo com Gilberto Coelho, o Giba, analista técnico responsável pela carteira, as ações da Gerdau passam a fazer parte da carteira por terem retomado tendência de alta com projeções de ganhos até R$ 37,50 ou R$ 46,20. Os suportes para colocar stop loss estão no nível de R$ 28,30.

A Cemig, por sua vez, retomou tendência de alta e, por Fibonacci, deve buscar os R$ 14,00 ou os R$ 16,80. Os suportes do papel estão em R$ 11,70 e R$ 11,47.

Por fim, a BR Malls opera com preços acima das suas médias móveis, o que indica que deve testar os R$ 12,00 ou os R$ 14,50. A ação tem suporte nos R$ 9,77.

Divulgada semanalmente, a carteira Top Picks XP é composta por cinco ativos, tendo cada um peso de 20%. A seleção busca retorno a curto prazo, alinhando fluxo e movimentação das ações ao cenário político e macroeconômico.

Giba calcula a rentabilidade da carteira entrando nas ações no leilão das sextas-feiras. O objetivo é de que a média do retorno dos ativos supere o Ibovespa ao fim da semana.

Desempenho

Na semana passada, a carteira Top Picks caiu 0,65% (segundo cotação de fechamento da sexta-feira passada), enquanto o Ibovespa teve uma desvalorização de 0,27%.

As quedas no portfolio foram dos papéis de Hapvida (-5,34%), de Duratex (-3,5%) e da Klabin (-1,92%).

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Por outro lado, as ações da JBS subiram 7,41% e as da Isa CTEEP – Transmissão Paulista – ficaram praticamente estáveis, registrando leve variação positiva de 0,08%.

No ano de 2021, a Top Picks sobe 9,18% ao mesmo tempo em que o benchmark da B3 tem alta de 7,96%.

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Ações de shoppings, varejistas e construtoras caem entre sinalizações da ata do Copom e recomendações; CVC avança

SÃO PAULO – As ações das empresas ligadas à economia doméstica, como de varejo, construtoras e shopping centers registram queda com os investidores repercutindo as sinalizações da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que apontou que pode levar o Comitê a acelerar o ritmo de alta da Selic na próxima reunião (de 0,75 pontos-base para, possivelmente, 1 ponto-base).

Além disso, empresas do segmento de shopping, como brMalls (BRML3), Iguatemi (IGTA3) e Multiplan (MULT3) caem entre 2% e 3% após terem a recomendação reduzida pelo Morgan Stanley.

Dos outros setores, Lojas Renner (LREN3) caía cerca de 3%, Cia. Hering (HGTX3) tinha baixa de 2%, assim como Lojas Americanas (LAME4). Entre as construtoras, Cyrela (CYRE3) e MRV (MRVE3) e EzTec (EZTC3) caíam entre 1,5% e 2%.

Bancos também registravam baixa, caso de Itaú (ITUB4), Bradesco (BBDC3;BBDC4) e Banco do Brasil (BBAS3). No radar, os investidores acompanham a votação do do aumento da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) sobre o setor pelo Senado. Os investidores também repercutem o noticiário sobre tributação de dividendos. Segundo jornais como o Estado de S. Paulo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, decidiu propor a volta da tributação do lucro e dividendos com uma alíquota de 20%. A alíquota é maior do que os 15% inicialmente previstos para compensar a perda de arrecadação que o governo terá com o aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) de R$ 1,9 mil para R$ 2,4 mil.

Na Câmara, foi mantido no início de junho o texto original enviado pelo governo relacionado aos bancos, que permitiu elevar a alíquota da Contribuição do setor financeiro de 20% para 25% entre 1º de julho e 31 de dezembro de 2021. Esse aumento foi a contrapartida para bancar a decisão que zerou as alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel por dois meses e sobre o gás de cozinha de forma permanente. Com a MP, empresas de seguros privados, capitalização, cooperativas de crédito, entre outras, também passaram a pagar mais: as alíquotas aumentaram de 15% para 20%. A partir de janeiro de 2022, todas as instituições do setor financeiro passam a recolher os percentuais vigentes antes da edição da MP.

Já as ações da Eletrobras (ELET3;ELET6) caem cerca de 1%, ainda que acumulando ganhos de cerca de 37% em 2021, com os investidores embolsando os lucros após a Câmara aprovar em segunda votação a Medida Provisória que permite a privatização da companhia. O texto segue agora para sanção presidencial.

Ainda em queda, está o IRB (IRBR3), entre 1,5% e 2%, depois de reportar prejuízo líquido de R$ 48,9 milhões em abril.

Entre as poucas altas, estão os papéis do Banco Inter (BIDI11) e da CVC (CVCB3) com ganhos de cerca de 2%. O conselho de administração da CVC Brasil aprovou aumento do capital social de até R$ 480 milhões, mediante a emissão de no máximo 25.104.603 ações para subscrição privada por R$ 19,12 cada.

As ações de Vale (VALE3) e CSN (CSNA3) avançam, em um dia de disparidade para as diferentes negociações no mercado de minério de ferro. Enquanto o minério spot negociado em Qingdao com pureza de 62% teve alta, os contratos futuros negociados em Dalian registravam perdas no início da manhã. Ainda no noticiário sobre a CSN, o Conselho da siderúrgica aprovou programa de recompra de ações.

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Confira os destaques:

Na noite da véspera, a Câmara dos Deputados concluiu na noite de segunda a votação da Medida Provisória que permite a privatização da Eletrobras. O texto segue agora para sanção presidencial. O aval do Congresso representa uma vitória para o governo de Jair Bolsonaro, que ainda não vendeu nenhuma empresa de controle direto da União.

Os deputados firmaram acordo para aprovar destaque proposto pelo líder do governo na Casa, Ricardo Barros (PP-PR), que resgata uma emenda, aprovada pelo Senado, que permite que o Exército brasileiro execute projetos na revitalização dos recursos hídricos das bacias do Rio São Francisco e do Rio Parnaíba.

A emenda havia sido rejeitada pelo parecer do relator, Elmar Nascimento (DEM-BA), apresentado mais cedo. Ele argumentou que a participação do Exército de forma conjunta ou concorrente com a Eletrobras ou com a Companhia Hidrelétrica do São Francisco, a Chesf, poderia prejudicar a aplicação de mecanismos de governança mais consolidados.

Os deputados também aprovaram trecho que determina que o Executivo deverá remanejar empregados da Eletrobras e subsidiárias que forem demitidos sem justa causa nos primeiros 12 meses após o processo de desestatização. Os funcionários deverão ser realocados em cargos de mesma complexidade ou similaridade.

Com o aval do Congresso, o governo poderá dar prosseguimento aos preparativos para emissão de novas ações da empresa, prevista para o primeiro trimestre de 2022, por meio da qual a União vai reduzir sua fatia na companhia de cerca de 60% para 45%. A privatização é a aposta do governo para ampliar investimentos da empresa, que é a maior companhia de energia elétrica da América Latina.

O líder da Oposição na Casa, Alessandro Molon (PSB-RJ), afirmou que os partidos de oposição vão recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a sanção da MP.

A Petz celebrou contrato de aquisição do Cansei de Ser Gato Serviços de Produção de Conteúdo (“CDSG”), uma das maiores plataformas digitais de conteúdo e produtos exclusivos para gatos no Brasil. Fundado em 2013 pelas empreendedoras Amanda Nori e Stéfany Guimarães, o CDSG cria conteúdos bem humorados e educativos para donos de gatos, além de produtos exclusivos para felinos.

Magazine Luiza (MGLU3)

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O Magazine Luiza informou a conclusão da compra da plataforma de entrega de refeições por aplicativo Plus Delivery.

Segundo comunicado, “a Plus Delivery é uma plataforma completa especializada no delivery de diversos tipos de comida,
recebendo e gerenciando pedidos por meio de um aplicativo rápido, prático e seguro”.

“Presente em mais de 30 cidades, a Plus Delivery é uma das líderes de entrega de comida no estado do Espírito Santo. A plataforma opera no modelo de unidades próprias e processou, no último mês, aproximadamente 250 mil pedidos, preparados por cerca de 1.500 restaurantes parceiros”, destaca a empresa.

Vale (VALE3) e minério de ferro

O minério de ferro à vista negociado no porto de Qingdao com 62% de pureza registra alta de 3%, a US$ 212, 70 a tonelada, de acordo com dados do Bradesco BBI.

Por outro lado, os contratos futuros do minério de ferro negociados na China caíram pela segunda sessão consecutiva nesta terça-feira, em movimento que derrubou os ganhos acumulados em 2021 para 31% – contra mais de 50% anteriormente -, na esteira de planos de Pequim de ampliar investigações sobre preços de commodities.

O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian DCIOcv1, para entrega em setembro, chegou a cair 5,2%, para 1.110 iuanes (US$ 171,75) por tonelada, uma mínima de duas semanas. A referência fechou em queda de 2,7%, a 1.139 iuanes por tonelada.

“Após as políticas macro recentes, as especulações começaram a perder força e os preços do minério de ferro flutuaram”, disseram analistas da Huatai Futures em nota.

Na segunda-feira, a agência estatal de planejamento e o órgão regulador do mercado na China observaram o mercado à vista no Beijing Iron Ore Trading Center e prometeram monitorar os preços de perto e investigar especulações maliciosas.

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“A China está implementando medidas direcionadas para ajudar a conter a especulação sobre os preços das commodities. Continuamos vendo os fundamentos do mercado de aço e minério de ferro como muito saudáveis, o que deve continuar sustentando os preços bem acima dos níveis médios, apesar dessas medidas direcionadas à especulação”, avaliam os analistas do Bradesco BBI.

O Conselho de Administração da CSN aprovou a abertura de programa de recompra de ações para aquisição, no período de 22 de junho de 2021 a 21 de dezembro de 2021, de até 24.154.500 ações ordinárias. A quantidade em circulação no mercado atualmente é de 654.381.197 ações.

Segundo a companhia, a aquisição respeitará os limites legais e será feita com base em recursos disponíveis. Os papéis serão mantidos em tesouraria para posterior alienação ou cancelamento.

O preço das ações não poderá ser superior ao da sua cotação na B3. O objetivo da CSN, de acordo com comunicado, “é maximizar a geração de valor para o acionista por meio de uma administração eficiente da estrutura de capital”.

São Martinho (SMTO3)

A empresa de açúcar e etanol São Martinho registrou lucro líquido de R$ 207,36 milhões no quarto trimestre da temporada 2020/21, alta de 45,4% em relação a igual período do ciclo anterior. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado somou R$ 568,2 milhões no quarto trimestre fiscal da empresa, queda de 1,9% na comparação anual.

A receita líquida da São Martinho alcançou R$ 1,157 bilhão no período, leve alta de 0,9% no ano a ano. Do total, o faturamento com açúcar cresceu 16,9%, a R$ 542,3 milhões, enquanto a receita com etanol recuou 13,2%, para R$ 567,7 milhões.

“Mesmo diante dos desafios que se mostraram, conseguimos um ano com recorde de resultados operacionais e financeiros”, disse a companhia em nota, citando as dificuldades representadas pela pandemia de Covid-19.

No ano completo de 2020/21, a São Martinho obteve lucro líquido R$ 927,1 milhões, salto de 45,1% ante 2019/20, enquanto o Ebitda ajustado atingiu 2,187 bilhões de reais, alta de 17,8%.

Anteriormente, a empresa do setor sucroalcooleiro havia apresentado seu “guidance” para a temporada 2021/22, indicando que a estiagem no centro-sul do Brasil deve resultar em uma moagem de cana 8,9% menor neste ciclo, a 20,5 milhões de toneladas.

A fabricação de açúcar pela companhia deverá recuar 18,7% em 2021/22 na comparação anual, para 1,2 milhão de toneladas, enquanto a produção de etanol tende a cair apenas 0,5%, para 1,013 bilhão de litros.

A São Martinho ainda disse que em 31 de março de 2021, a fixação de preço de açúcar para a temporada atual, totalizava o volume de, aproximadamente, 939 mil toneladas, o que representa cerca de 97% da cana própria, a um preço de 1.634 reais por tonelada.

Para a safra 2022/23, as fixações totalizavam 343 mil toneladas de açúcar, o que representa em torno de 38% da cana própria, a um preço de R$ 1.773 por tonelada.

De acordo com a XP, a São Martinho entregou resultados fortes, destacando que o setor de Açúcar & Etanol passa por um momento favorável, com preços altos para o açúcar devido à perspectiva de oferta menor, enquanto os preços do petróleo e da gasolina estão em alta, empurrando o preço etanol para cima e levando as indústrias sucroalcooleiras a adaptar seu mix de produção.

“Na nossa visão, a São Martinho deve seguir sendo positivamente afetada por este cenário para a safra 2021/22 – mesmo tendo cerca de 80% de sua produção de açúcar com preços já fixados via hedge financeiro, ela ainda pode lucrar ao vender seus estoques em um ambiente de preços elevados”, avaliam os analistas Leonardo Alencar e Larissa Pérez.

O Itaú BBA comentou os resultados trimestrais da São Martinho, e seu guidance (conjunto de previsões e planos) operacional para 2021 e 2022. O guidance para 2021/2022 indicou processamento de cana-de-açúcar 5% menor, mas uma proporção 6% maior de açúcar total recuperável por tonelada, em comparação com a previsão do Itaú. O Ebitda fica 3% abaixo de sua estimativa oficial.

O banco diz que o bom momento para os preços do açúcar pode estar apenas começando, considerando a previsão de uma relação pressionada entre oferta e demanda, e uma perspectiva temerária para a colheita brasileira. O banco ressalta que recentemente elevou a avaliação da empresa para outperform, com preço-alvo para 2021 de R$ 42.

Ainda no radar da companhia, o Bradesco BBI comentou um relatório divulgado na segunda pela empresa de trading Czarnikow, que indicou que o programa de etanol da Índia levará o governo a extinguir subsídios à exportação de açúcar, e acabar com os volumes exportáveis de açúcar do país. A empresa afirmou no relatório que o plano do país é impulsionar uma mistura de 20% de etanol à gasolina já em 2023, comparado a apenas 5% atualmente. Isso deve levar à produção de 6 bilhões de litros de etanol a partir de caldo de cana de açúcar e melado. Isso deve reduzir a produção local de açúcar em mais de 6 milhões de toneladas, equivalente a 10% do total mundial.

O banco ressalta que a Índia corresponde a 10% do comércio de açúcar, e que elevar a mistura de etanol pode beneficiar a São Martinho, para a qual mantém avaliação outperform e preço-alvo de R$ 41. O cenário pode levar a uma pressão maior na relação entre oferta e demanda global. Além disso, ressalta que o açúcar responde por 50% da receita total da São Martinho.

O IRB Brasil Resseguros teve prejuízo líquido de R$ 48,9 milhões em abril de 2021 ante um prejuízo líquido no mesmo mês de 2020 de R$ 170,1 milhões.

Nos quatro primeiros meses do ano, o lucro líquido foi de R$ 1,9 milhão ante um prejuízo líquido no mesmo período de 2020 de R$ 135,1 milhões.

Ao excluir o efeito dos negócios descontinuados (run-off) e dos eventos não recorrentes (one-offs), o prejuízo líquido em abril de 2021 foi de R$ 38,9 milhões. Já nos quatro primeiros meses de 2021, a emrpesa obteve um lucro líquido de R$ 41,5 milhões.

A empresa destacou que o prêmio emitido de R$ 785,9 milhões ficou praticamente estável em relação a abril de 2020 com uma redução de 0,9%, sendo R$ 364,7 milhões no Brasil e R$ 421,2 milhões no exterior. Houve crescimento de 8,6%
no Brasil em relação a abril de 2020 e redução de 7,9% no exterior no mesmo conceito.

Já nos quatro primeiros meses de 2021, o prêmio emitido de R$ 2,7164 bilhões, queda de 2,6% frente igual período de 2020, sendo R$ 1,4091 bilhão no Brasil (alta de 15,9%) e R$ 1,3073 bilhão no exterior (queda de 16,9%). “A redução dos prêmios com origem no exterior está em linha com a estratégia de re-underwriting [de limpeza do balanço] amplamente divulgada pela companhia”, apontou o IRB.

Em breve comentário, os analistas do Credit Suisse apontaram que os números foram negativos, com a estratégia de “re-underwriting” ainda cobrando seu preço. Eles reforçam que, mesmo desconsiderando o impacto da carteira run-off e outros itens pontuais, a empresa ainda registrou prejuízo de R $ 38,9 milhões no mês de abril. Os analistas do banco suíço possuem recomendação underperform (desempenho abaixo da média do mercado) para as ações IRBR3, com preço-alvo de R$ 7,50 para cada ativo.

Pão de Açúcar (PCAR3)

O jornal O Estado de S. Paulo informou, citando fontes, após o fechamento do mercado, que o grupo francês Casino contratou o banco brasileiro BR Partners para começar a estruturar a venda de sua fatia no GPA, dono da marca Pão de Açúcar.

Por enquanto não há nenhuma negociação efetiva em curso, pois o objetivo do Casino, conforme fontes, é se desfazer primeiro Cnova, seu braço de comércio eletrônico, e do Grupo Éxito, com presença na Colômbia, Uruguai e Argentina, informou o jornal.

Contudo, em comunicado divulgado nesta manhã, o GPA informou que, após inquirir os seus administradores e acionista controlador, nenhum banco foi contratado e que não há processo de venda em curso.

Na véspera, os papéis PCAR3 subiram quase 8% após notícia do jornal O Globo de que o empresário Michael Klein começou a montar uma participação minoritária na empresa.

“Apesar de acreditarmos que notícias sobre os possíveis desinvestimentos podem trazer volatilidade para o papel, como a vista na segunda, mantemos nossa recomendação neutra [para PCAR3] por vermos uma baixa probabilidade de concretização dessas operações no curto prazo, principalmente dado que Cnova (a que vemos com a mais desafiadora) é colocada como a primeira na lista e GPA Brasil (a que vemos como a mais provável) como a última. Ainda, acreditamos que o fato do grupo Casino estar aberto a vender todas suas operações do GPA sinaliza desafios na operação”, apontam em relatório os analistas da XP.

Os analistas preferem exposição ao segmento do atacarejo, com Assaí (ASAI3) como preferência devido à combinação de uma melhor tendência de resultados de curto prazo (com a retomada de bares, restaurantes e transformadores com a volta à normalidade) e sólida perspectiva de crescimento (crescimento médio anual de vendas do Assaí em 24% até 2023).

3R Petroleum (RRRP3)

A 3R Petroleum anunciou a compra da Duna Energia pelo valor de US$ 71 milhões. As ações serão transferidas do BTG e de outros minoritários para a 3R, de forma que a Duna Energia passará a ser subsidiária integral da empresa. O fechamento da operação está sujeito à aprovação do conselho de administração da empresa e de seus acionistas.

Teles

A operação de compra da Oi Móvel (OIBR3; OIBR4) pelo consórcio de Vivo (VIVT3), TIM (TIMS3) e Claro, acertada em leilão por um lance de R$ 16,5 bilhões em dezembro, enfrenta resistência de outros agentes de mercado nas discussões dentro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), destaca o Estadão. Está ganhando corpo nessas arenas um movimento contrário à concentração de mercado, como resultado do fatiamento das redes de telefonia e internet móvel da Oi entre as três rivais.

Neste momento em que a transação está sob análise, as partes contrárias encaminharam aos órgãos públicos argumentos e estudos sobre potenciais efeitos negativos com a consolidação do setor. As partes também estão colocando na mesa pedidos de veto à transação ou, no mínimo, a aplicação de remédios para amenizar os esperados efeitos negativos. As propostas vão desde o endurecimento da fiscalização dos preços dos serviços ofertados pelas grandes teles até a venda de ativos da Oi para terceiros.

No Cade, cinco entidades já tiveram aval para acompanhar de perto o processo que analisará o ato de concentração. São elas: as operadoras regionais Algar e Sercomtel, as associações empresariais TelComp e Neo (que representa os provedores de pequeno e médio porte) e o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). O trânsito também é visto na Anatel.

No dia 28, por exemplo, haverá uma reunião extraordinária a pedido dos provedores regionais para discutir a venda da Oi Móvel.

O que sobra da Oi após os leilões? Confira análise abaixo: 

O conselho de administração da CVC Brasil aprovou aumento do capital social de até R$ 480 milhões, mediante a emissão de no máximo 25.104.603 ações para subscrição privada por R$ 19,12 cada.

O aumento de capital será destinado ao capital social e à reserva de capital, sendo que R$ 1,73 por ação será destinado ao capital social e R$ 17,39 por ação será destinado para reserva de capital. Os recursos serão usados em pagamento de parte do saldo de debêntures, iniciativas estratégicas e uso corporativo.

Ecorodovias (ECOR3)

A Ecorodovias precifica sua oferta nesta terça, que pode captar até R$ 2 bilhões.

Lojas Renner (LREN3), C&A Modas (CEAB3), Lojas Americanas (LAME4), Magazine Luiza (MGLU3), Mercado Livre (MELI34), Sendas Distribuidora (ASAI3) e Mobly (MBLY3)

O Morgan Stanley atualizou suas avaliações sobre o setor de comércio eletrônico na América Latina. O banco rebaixou Lojas Renner, C&A, Lojas Americanas para equal-weight (perspectiva de valorização dentro da média do mercado). E manteve a avaliação overweight (exposição acima da média) para Mercado Livre (listado na Nasdaq), Magazine Luiza, Sendas Distribuidora e Mobly.

O banco diz que, para o segundo semestre, tem preferência por ações em relação às quais tem confiança quanto à perspectiva de crescimento continuado e lucrativo no segundo semestre. As avaliações overweight se concentram sobre empresas concentradas em e-commerce e produtos essenciais.

O banco elevou sua estimativa para o crescimento do e-commerce no Brasil em 2021 de 26% para 31%. E prevê a continuidade da expansão da margem Ebitda de Magazine Luiza e do Mercado Livre, ressaltando que o Mercado Livre expandiu em mais de 9 pontos percentuais a margem Ebitda em 2020, enquanto que Magazine Luiza manteve as margens apesar do fechamento de lojas. Para a Mobly, o banco vê reinvestimento em crescimento para a Mobly em 2021.

Para o Assai, o banco espera continuidade do crescimento do Ebitda em 2021. O banco estima uma taxa composta de crescimento anual para o período entre 2019 e 2021 de 17% para o Assai.

O banco ressalta que C&A e Lojas Renner continuam precificadas 17% e 16% abaixo dos níveis de 2019, respectivamente, mas se recuperaram para os níveis mais altos pós-Covid recentemente. Com a alta de investimentos em tecnologia de e-commerce e logística, o banco vê, contudo, que as margens Ebitda em 2022 das empresas deverão continuar abaixo do nível de 2019 para ambas as empresas. Em 2019 a margem da Renner era de 18,7%, frente à estimativa de 16,4% para 2022; para a C&A, a margem em 2019 era de 12%, para 2022 espera 9,8%.

Após a aprovação da fusão da Lojas Americanas com a B2W, o banco espera mais informações sobre a performance operacional da empresa combinada antes de revisitar sua avaliação overweight.

Multiplan (MULT3), brMalls (BRML3) e Iguatemi (ativo=IGTA3])

O Morgan Stanley também revisou o setor de shoppings, reduzindo a recomendação para Multiplan e Iguatemi a underweight (exposição abaixo da média do mercado) e reduzindo brMalls a equalweight (exposição em linha com a média do mercado), destacando que a tese de reabertura econômica parece mais do que precificada.

Os analistas veem que Multiplan e Iguatemi estão negociando entre os maiores múltiplos globalmente para o setor. “Embora estejamos prevendo uma recuperação significativa, estamos abaixo do consenso, pois o desafio digital permanece. Taxas de juros mais altas podem ser o próximo obstáculo”, avaliam os analistas.

O preço-alvo para Multiplan é de R$ 23, de R$ 38 para Iguatemi e de R$ 11 para brMalls.

O Credit Suisse atualizou sua avaliação sobre a Totvs, que manteve em outperform. O banco avalia que a empresa passa por um bom momento e se beneficia da convergência de serviços digitais que transforma a gestão de recursos em plataformas ou marketplaces para outros produtos e serviços.

A Totvs também pode ser vista como um papel atrativo e protegido da inflação, já que repassa a variação aos clientes por meio de contratos, anualmente. O banco espera que a empresa se beneficie do crescimento do PIB, já que investimentos em tecnologia da informação costumam ser cíclicos.

O banco elevou o preço-alvo de R$ 35 para R$ 43 após um bom desempenho no setor de gestão de recursos e uma perspectiva macroeconômica melhor. O banco estima que a receita da Totvs cresça 18% em 2021 e 15% em 2022. Também espera que as fusões e aquisições continuem, mas com foco em empresas menores.

O banco ressalta que a Totvs levantou R$ 1,5 bilhão em debêntures para pagar pela compra da RD Station, que custou R$ 1,9 bilhão. O banco vê a dívida líquida em R$ 1 bilhão em 2021.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Quais ações de shoppings podem ganhar mais com a tese da reabertura? Confira as opiniões de analistas

SÃO PAULO – Depois das restrições bastante fortes à mobilidade no início do ano por conta da pandemia (que ainda continuam em algumas localidades), a flexibilização das medidas permitiu o afrouxamento das atividades comerciais e a reabertura dos shoppings, setor este que sofreu consideravelmente durante a pandemia. Paralelamente, as vacinações continuam progredindo (embora em um ritmo mais lento do que em outros países), evento considerado fundamental para a retomada da recuperação da saúde financeira dos lojistas.

Em meio a esse cenário, analistas de mercado destacam como se dará a recuperação do setor de shoppings no Brasil – e quais ações estão mais atrativas para a tão esperada retomada, ainda mais levando em conta que parte dessa volta já pode estar no preço dos ativos.

Em evento realizado em meados de maio com analistas de shoppings da Austrália e do México, Daniel Gasparete e Pedro Hajnal discutiram a dinâmica de reabertura e as novas tendências da indústria de shoppings pelo mundo e apontaram que, apesar da pandemia ter gerado mudanças de longo prazo nos hábitos de consumo, o setor deve superar essa crise e continuar crescendo na sua proposta de ser um centro de lazer atrativo e de consumo experimental.

“A recuperação dos shoppings na Austrália indica uma luz no fim do túnel para a indústria em países onde a normalização esta acontecendo em ritmo mais lento, mais ainda no Brasil e no México, onde os shoppings atendem a uma falta estrutural de alternativas seguras de lazer. A medida que a vacinação avança nos países, acreditamos que a recuperação deve acelerar”, apontam.

Na Austrália, onde a reabertura está mais adiantada, o tráfego atingiu entre 80% e 95% dos níveis pré-Covid em shoppings regionais. A exceção fica para aqueles localizados em distritos comerciais centrais que foram mais afetados pelo lento retorno de funcionários de escritório, bem como pela falta de turismo. O México está se recuperando relativamente rápido desde que a segunda onda atingiu o país em janeiro, com tráfego de cerca de 100% fora da Cidade do México e de cerca de 80% na Cidade do México, onde a maioria dos shoppings listados estão localizados. No Brasil, o fluxo de clientes é de aproximadamente 60%, de acordo com o índice IPV calculado pela FX Data.

Com relação à multicanalidade, integrando o digital e o físico, os analistas destacam que, na Austrália, as vendas online tiveram uma participação estimada de cerca de 9% do total de vendas no varejo antes da pandemia, proporção esta que está agora em cerca 13% e pode chegar a 20% em um período entre dois e três anos. No México, a penetração era de 4,6% em 2019 e quase dobrou para 8,5% em 2020. De acordo com a Euromonitor, o e-commerce pode representar 19% do total das transações de vendas até 2023. No Brasil, a penetração saltou de 8% em 2019 para 14% em 2020.

“A tendência omnichannel se espalhou pelo mundo, mas o Brasil parece estar à frente [no processo de transformação]”, apontam os analistas, citando iniciativas como ter um marketplace próprio de luxo, como o Iguatemi 365, do Iguatemi (IGTA3) até criar companhias fulfillment. O termo fulfillment, muito usado no e-commerce, quer dizer que o estoque dos vendedores é gerenciado pela própria empresa  – desde o armazenamento da mercadoria até a entrega para o cliente. Os analistas do Credit destacam visão positiva para Multiplan (MULT3) e Iguatemi dentre as ações de sua cobertura no Brasil.

Vendo a vacinação e o relaxamento das medidas de restrição como catalisadores já em andamento, Renan Manda e Lucas Hoon, analistas da XP, veem o período mais desafiador da pandemia no passado e reafirmam a visão positiva para o segmento.

Os analistas atualizaram as estimativas para as companhias, incorporando os resultados do primeiro trimestre de 2021 e destacando que, de modo geral, apesar da forte performance no ano, continuam vendo potencial adicional para as ações dado a perspectiva mais positiva da velocidade de reabertura e da performance resiliente dos portfólios.

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“Apesar dos desafios após a recente restrição do varejo físico, a performance das operadoras de shoppings tem sido resiliente e em abril todos os shoppings dos portfólios das companhias reabriram e operam agora entre 80% e 90% da capacidade (em relação às horas em funcionamento em 2019). Adicionalmente, a atividade de locação de ativos de qualidade continuou forte, impedindo um maior aumento nas taxas de vacância. Daqui para frente, vemos o afrouxamento das restrições comerciais e as vacinações em todo o país fomentando uma recuperação mais rápida em relação ao ano passado, além de reduzir significativamente o risco de novas rodadas de lockdowns e novas restrições”, apontam.

Os analistas têm preferência por companhias com portfólio de shopping centers de alta qualidade e dominantes, pois acreditam que essas devem recuperar mais rapidamente do que média do setor após a recente reabertura dos shoppings.

A top pick (preferida) do setor para Manda e Hoon é a Multiplan. Isso porque, além do portfólio premium e dominante, a ação é negociada a um valuation atrativo na avaliação dos analistas. Em relatório desta semana, eles ainda elevaram o preço-alvo para os papéis MULT3 de R$ 25 para R$ 29,50, ou potencial de alta de 15% em relação ao fechamento de segunda-feira.

Por outro lado, apesar de terem também elevado o preço-alvo de R$ 41 para R$ 48 (potencial de alta de 11%), as ações da Iguatemi tiveram a recomendação reduzida de compra para neutra. “Os fundamentos da Iguatemi permanecem intactos, mas vemos seu upside potencial limitado após a recente alta”, destacam. Manda e Hoon veem o seu valuation atual já refletindo em grande parte a nossa perspectiva positiva para a empresa após a alta recente (de 17,5% em maio), limitando o espaço para um upside mais robusto.

A brMalls (BRML3), por sua vez, teve a recomendação elevada de neutra para compra, com o preço-alvo indo de R$ 10,70 para R$ 13, ou potencial de alta de 16,3%, visto que veem a ação negociando em patamares atrativos.

“Ainda, reconhecemos o esforço dos executivos em fortalecer seu portfólio core (focado em manter somente os principais ativos) após o desinvestimentos de ativos de menor qualidade nos últimos anos. Como um primeiro sinal da nova estratégia, os números operacionais foram razoavelmente resilientes durante a pandemia, mantendo uma taxa de ocupação de 96,3% (queda de apenas 0,6  ponto percentual em comparação ao primeiro trimestre de 2020)”, apontam os analistas.

Aliansce Sonae é top pick do BBI

Em comum com a XP, o Bradesco BBI possui recomendação equivalente à compra (outperform, ou desempenho acima da média do mercado) para a Multiplan, com preço-alvo de R$ 32 (upside de 24,7%), enquanto tem recomendação neutra para a Iguatemi, com preço-alvo de R$ 50, ou potencial de alta de 15,6% frente o fechamento de segunda. Já para a brMalls, a recomendação também é neutra, com preço-alvo de R$ 13,50 (potencial de alta de 20,75%), enquanto a sua ação preferida no setor é da Aliansce Sonae (ALSO3), com preço-alvo de R$ 39 para os ativos (ou alta de 30% em relação ao último fechamento de segunda-feira).

Bruno Mendonça e equipe, analistas do Bradesco BBI, destacam, além do momento positivo de reabertura, que os ativos ativos são de qualidade a aparente desconto, considerado o player mais propensos a realizar consolidações no setor e com uma combinação de operação resiliente e menor alavancagem.  Os analistas apontam que a operadora de shoppings conseguiu sustentar taxas de ocupação saudáveis e uma geração de caixa positiva, mesmo em meio à pandemia.

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Já sobre a Multiplan, os analistas destacam as vendas acima da média nos shoppings da operadora, fazendo com que haja uma disputa maior dos varejistas, além de citar novos empreendimentos e projetos multiuso para aluguel ou venda.

Com relação às empresas para as quais possui recomendação neutra, o BBI cita que a Iguatemi tem alta qualidade, sendo que seu portfólio é concentrado em poucos e bons ativos, muito resilientes. Contudo, esta característica também gera uma limitação em suas alternativas estratégicas. Outro ponto é que a empresa possui a maior taxa de desocupação, de 10%, entre todas as companhias de sua cobertura.

Já para a brMalls, os analistas veem como ponto positivo a mudança de estratégia nos últimos  cinco anos para elevar a a qualidade média do portfólio, colocando a companhia em uma “posição melhor do que nunca”. Os números operacionais também foram razoavelmente resilientes durante a pandemia, mantendo taxas de ocupação saudáveis ​​e sendo conservadora nas provisões para inadimplência, além de possuir uma ampla gama de iniciativas digitais realistas, com um foco claro na integração seus ativos com os consumidores. Contudo, a alavancagem mais alta pode gerar maior volatilidade em caso de novos fechamentos por conta da pandemia.

Assim, as perspectivas, no geral, estão mais positivas para o setor, mas os analistas ainda veem que algumas ações estão com um potencial mais limitado de alta.

Confira as recomendações dos analistas, de acordo com compilação da Refinitiv, para as ações de shoppings: 

Empresa Recomendação de compra Recomendação neutra Recomendação de venda Preço-alvo médio Upside (%)*
Aliansce Sonae 8 1 1 R$ 34,31 14,40%
brMalls 7 4 1 R$ 12,45 11,40%
Iguatemi 7 5 0 R$ 43,40 0,40%
Multiplan 7 5 1 R$ 26,60 3,70%
*Em relação ao fechamento de 31 de maio

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Prejuízo de R$ 138 milhões da C&A, lucro de R$ 961 milhões da CPFL e mais 12 resultados

(Shutterstock)

SÃO PAULO – Depois de uma sessão de alta da Bolsa, esta quinta-feira (13) foi agitada por uma bateria de mais de 30 resultados divulgados após o fechamento da B3. Fora os números de Petrobras (PETR3; PETR4), Magazine Luiza (MGLU3), Lojas Renner (LREN3), Cyrela (CYRE3) e CCR (CCRO3) ainda saíram diversos balanços de empresas cujas ações fazem parte do Ibovespa, o principal benchmark do mercado brasileiro.

Confira os principais resultados desta quinta:

No setor de educação, a Anima registrou um lucro líquido de R$ 56,3 milhões no primeiro trimestre de 2021, o que representa um crescimento de 28,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) da empresa totalizou R$ 146,5 milhões, em uma expansão de 23,9% na mesma base de comparação. Já a receita líquida atingiu R$ 416 milhões, em incremento de 22,8%.

BR Malls (BRML3)

O lucro da administradora de shopping centers BR Malls foi de R$ 76,02 milhões no primeiro trimestre de 2021, em uma contração de 41,5% ante o mesmo período do ano anterior. Ao mesmo tempo, o Ebitda da empresa chegou a R$ 171,12 milhões, o que representa uma queda de 17,2% na comparação anual. A receita líquida de R$ 241,1 milhões foi uma baixa de 18,5% nessa mesma base.

C&A Modas (CEAB3)

Rede de lojas varejista de vestuário, a C&A teve um prejuízo líquido de R$ 138,5 milhões no primeiro trimestre de 2021, perda que foi três vezes maior que o prejuízo de R$ 55,4 milhões registrado nos primeiros três meses de 2020. O Ebitda ajustado da companhia foi negativo em R$ 133,8 milhões, depois da empresa ter reportado um Ebitda positivo de R$ 4,2 milhões no mesmo período do ano passado. A receita líquida da C&A totalizou R$ 776,1 milhões, o que representa uma queda de 20,6% na comparação anual.

A companhia de energia elétrica CPFL teve lucro líquido de R$ 961 milhões no primeiro trimestre de 2021, número 6,3% maior que o registrado no mesmo período do ano passado. Já o Ebitda da companhia foi de R$ 1,966 bilhão, valor 15,9% superior ao do primeiro trimestre de 2020. A receita líquida, por sua vez, totalizou R$ 8,288 bilhões, em uma expansão de 13,8% na comparação anual.

Ecorodovias (ECOR3)

Concessionária de rodovias, a Ecorodovias teve um lucro líquido de 88 milhões no primeiro trimestre de 2021, valor 11,9% menor que o do mesmo período do ano passado. O Ebitda da empresa somou R$ 575,4 milhões, em crescimento de 8,5% ante o primeiro trimestre de 2020. A receita líquida, por sua vez, atingiu R$ 836,3 milhões, o que corresponde a um avanço de 8,9% na base anual.

A construtora/incorporadora Eztec reportou um lucro líquido de R$ 72,9 milhões, o que representa uma queda de 6% em comparação com os números do primeiro trimestre de 2020. O Ebitda somou R$ 38,9 milhões, em uma retração de 28% sobre o mesmo período do ano passado. Por fim, a receita líquida atingiu R$ 194,97 milhões, um resultado que corresponde a uma queda de 22% na base anual de comparação.

Na construção/incorporação, a Even teve lucro líquido de R$ 83,6 milhões, Ebitda de R$ 111,46 milhões e receita líquida de R$ 683,38 milhões, em crescimentos de 130%, 87,5% e 68% respectivamente na comparação com o primeiro trimestre de 2020.

Grupo Mateus (GMAT3)

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A rede varejista Grupo Mateus reportou um lucro líquido de R$ 157 milhões no primeiro trimestre deste ano, em um crescimento de 53,9% em relação ao mesmo período do ano passado. O Ebitda foi de R$ 220 milhões, em avanço de 41,6% e a receita líquida somou R$ 3,362 bilhões, o que representa uma expansão de 39,6% sobre os primeiros três meses de 2020.

Mais uma construtora e incorporadora, a Lavvi teve um lucro líquido de R$ 17,05 milhões, o que equivale a um crescimento de 89% ante o mesmo período do ano passado. A receita líquida da empresa totalizou R$ 90,43 milhões, em expansão de 113% na base anual de comparação.

No setor de distribuição de energia elétrica, a Light registrou prejuízo líquido de R$ 40,83 milhões, nos primeiros três meses deste ano depois de ter lucrado R$ 166,7 milhões no primeiro trimestre de 2020. O Ebitda da empresa foi de R$ 419,8 milhões, em uma retração de 9,9% na base anual. A receita líquida bateu R$ 3,51 bilhões, crescendo 21,2% na comparação anual.

Especializada em implementos rodoviários, a Randon somou lucro líquido de R$ 134,1 milhões, o que corresponde a um crescimento de 4378,3% sobre o mesmo período do ano passado. O Ebitda ajustado foi de R$ 334,07 milhões, em alta de 122,7% na comparação anual e a receita líquida bateu R$ 1,913 bilhão, o que representa um aumento de 63,8% na mesma base de comparação.

Atuando no ramo de logística, a Rumo teve um lucro de R$ 175 milhões no primeiro trimestre de 2021, revertendo um prejuízo de R$ 274 milhões no mesmo período do ano passado. O Ebitda da empresa totalizou R$ 832 milhões, um crescimento de 44,2% na comparação anual. Já a receita líquida da companhia somou R$ 1,746 bilhão, o que representa um incremento de 22,6% ante os primeiros três meses de 2020.

A Sanepar teve um lucro líquido de R$ 246,5 milhões no primeiro trimestre de 2021, valor que representa uma queda de 3,7% em relação ao mesmo período do ano passado. O Ebitda somou R$ 522,7 milhões, em crescimento de 0,3% na base anual de comparação. A receita líquida totalizou R$ 1,226 bilhão, o que corresponde a uma queda de 1,6% ano a ano.

A incorporadora Tecnisa teve prejuízo líquido de R$ 26 milhões no primeiro trimestre de 2021, uma melhora de 55% em relação ao prejuízo líquido de R$ 58 milhões no primeiro trimestre de 2020. O Ebitda foi negativo em R$ 10,56 milhões, ante R$ 50,58 milhões de perda no mesmo período do ano passado. A Receita Líquida totalizou R$ 33 milhões no período, em redução de 26% em relação aos primeiros três meses de 2020.

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brMalls rejeita proposta da Suno para transferir seus imóveis para fundos imobiliários

(Pixabay)

SÃO PAULO – A brMalls (BRML3) refutou a proposta feita pela Suno ao seu conselho de administração para mudar a estrutura da empresa, de forma que seus imóveis passem a ser detidos por um ou mais fundos imobiliários.

Pela alteração sugerida, a companhia se tornaria assim, prioritariamente, uma administradora de ativos imobiliários. Por meio de sua nova gestora, a Suno Asset, a Suno havia se colocado como alternativa para atuar como gestora do fundo imobiliário a ser criado.

A brMalls respondeu, por meio de comunicado aos investidores, que entende que a mudança não seria o melhor caminho para criar valor aos atuais acionistas.

O primeiro argumento utilizado para justificar a negativa da brMalls diz respeito à estrutura para viabilizar a estratégia de longo prazo. A empresa destacou ter executado “importantes melhorias de longo prazo” nos últimos anos, como alienações e aquisições para qualificar o portfólio dos shoppings, evolução do mix de locatários, revitalizações, fortalecimento da estrutura de capital, aceleração da inovação e transformação digital, que a deixaram preparada para o ambiente de transformação do varejo, acelerado pelos desafios de e-commerce e da pandemia.

Para ter relevância e perenidade dos shoppings, a BR Malls ressaltou ser fundamental ter uma estrutura integrada, com controle dos ativos, forte balanço patrimonial, que alinhe interesses e horizontes de retornos, sincronize investimentos, desenvolvimentos, administração e comercialização dos shoppings.

O segundo aspecto trata de sua experiência com fundos imobiliários, tida como um complemento à sua estratégia principal.

“Realizamos operações com gestoras de primeira linha, tais como Vinci Partners, HSI – Hemisfério Sul Investimentos, Brasil Plural, BTG Pactual, Hedge Investimentos, envolvendo 17 participações em shoppings centers do nosso portfólio”, elencou a companhia.

A BR Malls disse estar “constantemente avaliando e endereçando as oportunidades de maximização de valor para seus ativos e acionistas”.

Por fim, a empresa ressaltou no comunicado considerações específicas em relação à proposta da Suno, que a levaram à conclusão de que a operação não seria o melhor caminho para criar valor aos atuais acionistas.

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Os pontos incluem a avaliação de um expressivo Imposto de Renda sobre ganho de capital e ITBI decorrentes da transferência de titularidade; restrições de alavancagem geradas pela regulamentação aos fundos imobiliários, que levariam a “impactos custosos” para tratamento das dívidas existentes da companhia, bem como limitações para sua estrutura de alavancagem futura; o fato de sua base acionária ser composta em grande maioria por investidores que não se beneficiariam da isenção de impostos sobre dividendos; e a perda de liquidez para os atuais acionistas, dado que o volume de negociação das ações da companhia é apontado como mais de 30 vezes superior ao volume de negociação médio dos principais fundos imobiliários de shopping center.

Carta da Suno

Em sua carta ao conselho da brMalls do dia 18 de março, a Suno havia apontado que a iniciativa seria uma “enorme chance de destravar valor para os acionistas da empresa” e destacado que, em um contexto de mudanças estruturais de empresas administradoras de shoppings nos últimos anos, as ações da companhia tiveram desempenho significativamente inferior a seus pares nos últimos anos.

“Apesar dos esforços da administração, não estão claros os planos para mudar essa situação”, afirmou a Suno.

Entre as vantagens mencionadas pela Suno para a mudança, está a visão de que a criação de dois negócios apartados e independentes daria aos acionistas e administradores a melhor oportunidade para manter o negócio competitivo no longo prazo.

“Ainda, a separação dos imóveis das operações de BRMalls iria demonstrar de forma mais clara o valor significante do negócio de propriedades, atualmente envolto pelo desconto que o mercado aplica à empresa. A empresa gestora dos imóveis poderia dar maior foco ao negócio, possuindo times competentes e totalmente independentes para fomentar o crescimento e a inovação. Por último, o modelo traria melhor estrutura para funding, possibilitando a continuidade do crescimento de ativos”, destacou a Suno.

Na avaliação da Suno, a transação não apenas seria viável, como seria a única maneira de “criação de valor segura e rápida” para os acionistas.

A mudança dependeria de renegociações com credores da companhia e co-investidores dos shoppings, bem como alterações contábeis e no estatuto social da brMalls.

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É hora de comprar ações de shoppings? Credit diz que sim e cita Iguatemi e Multiplan como preferidas no setor

SÃO PAULO – As ações das donas de shoppings centers Multiplan (MULT3) e Iguatemi (IGTMA3) chegaram a subir quase 4% pela manhã, puxadas pela divulgação de um relatório do banco Credit Suisse que aponta que ambos os papéis têm bons fundamentos para investidores que quiserem surfar na reabertura da economia, após a segunda onda de Covid-19, e que elas são suas ações preferidas no setor.

Ainda que o Brasil esteja no pior momento da pandemia e o próprio banco suíço tenha anunciado que vai diminuir a exposição às ações brasileiras, a análise sobre os shoppings foca no cenário futuro.

Entre as justificativas para o otimismo, o Credit disse que ações de shoppings nos Estados Unidos e na União Europeia subiram 85% desde a reabertura do mercado em novembro, superando seus índices locais em mais de 50%, em média. Já no Brasil, as ações caíram 15% em relação ao Ibovespa no mesmo período, atingindo o menor nível em relação ao índice em dez anos.

Eles também argumentam que os shoppings brasileiros apresentam desempenho inferior aos pares internacionais pela primeira vez em três anos, embora tenham apresentado números operacionais semelhantes ou melhores em 2020 – vacância média de 2,5%, ante 3,8% nos EUA e 2,9% na União Europeia e vendas semelhantes às da UE, em cerca de 63% dos níveis de 2019. Além disso, diz o banco, o Brasil possui um portfólio mais defensivo, com mix de lojas mais expostas a serviços e lazer, e  tem iniciativas online com alto potencial de crescimento, como o Iguatemi 365 (shopping virtual da Iguatemi) e Delivery Center (market place que conecta shoppings e entregadores).

Em termos de múltiplos, o banco cita que os pares internacionais estão operando a 29 vezes o EV/Ebitda (múltiplo que mostra o valor de mercado mais dívidas sobre o Ebitda, lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) esperado para 2022, enquanto os shoppings brasileiros estão operando a 14 vezes, portanto estão descontados em relação aos pares.

Já em relação à rentabilidade, o Credit projeta um FFO de 6,9% para as ações de shoppings nos próximos dois anos, cerca de 2,7 pontos percentuais acima dos rendimentos de títulos ligados à inflação, acima da margem histórica de 1,4 ponto percentual. O FFO, da sigla em inglês Funds From Operation, é um indicador muito observado no setor, que mostra a rentabilidade com aluguéis em relação ao patrimônio.

“Embora o novo fechamento de shoppings, exigido pelo aumento de casos de Covid, seja um retrocesso no processo de recuperação e adie o interesse dos investidores nas ações, o pior está definitivamente para trás e a recuperação dos ganhos deve começar assim que o fluxo de clientes voltar. Os resultados recentes provam isso bem”, diz o relatório do Credit. “As empresas surpreenderam positivamente, com a cobrança de aluguel atingindo no quarto trimestre de 2020 82% do nível do mesmo trimestre de 2019. E a geração de caixa acelerou significativamente, voltando a 61% do nível observado antes da pandemia.”

Apesar de dizer que as ações possuem bons fundamentos para o investidor que deseja surfar na reabertura mais à frente, os analistas do Credit afirmam que cortaram as estimativas de EBITDA para as ações de shoppings brasileiras em 6%, em média, e o FFO em 11%, para 2022. As revisões refletem o fechamento atual de shoppings e as taxas de juros mais altas e, como consequência, os preços-alvos para os papéis do setor foram reduzidos em 7%, em média.

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Por fim, o banco diz que as ações da Multiplan e Iguatemi são as top picks (ações preferidas) no setor, porque são ações com portfólio mais defensivo e de qualidade, portanto mais indicadas para ganhar com a reabertura. Apesar de reiterar a recomendação de compra das ações, os analistas reduziram os preços-alvos de R$ 48 para R$ 45 para Iguatemi e de R$ 30 para R$ 29 para Multiplan.

Por outro lado, o banco tem recomendação neutra para as ações de BR Malls (BRML3) e BR Properties (BRPR3) e reduziu o preço-alvo de ambas, de R$ 13 pra R$12 no caso da primeira e de R$ 12 para R$ 10 para a segunda.

Preço baixo e perspectivas otimistas

Pedro Lang, head de renda variável da Valor Investimentos, diz que outras casas também têm seguido na linha do Credit Suisse e destacado aos clientes que as ações de shopping apresentariam uma boa oportunidade para comprar na baixa. “Claro que tem motivo para esses papéis estarem descontados, mas eles estão muito descontados, com um preço que, olhando historicamente, é irreal. Muitas casas dão recomendação de compra para shoppings com alvo gigantesco, tem gestor falando em 100% de upside [potencial de valorização]“, diz.

Além do desconto das ações, os otimistas também ressaltam a recuperação do setor como gatilho de alta para as ações. “Ao olhar a Europa e principalmente os Estados Unidos, que estão passando por processos de reabertura, vemos uma demanda extremamente reprimida, de pessoas retornando aos shoppings com uma vontade enorme de voltar à vida normal. Esse movimento deve jogar por um tempo as vendas e o faturamento lá para cima”, diz Bruno Musa, CEO da Acqua Investimentos.

Ele pondera, no entanto, que a melhor oportunidade de compra dessas ações pode ter passado, já que o mercado se antecipa e muitos investidores já aproveitaram para investir nos papéis quando as primeiras medidas de lockdown no país foram anunciadas, há duas semanas. “Mas ainda dá para aproveitar a alta que deve vir com o avanço da vacinação. E não adianta esperar o Brasil todo estar vacinado para comprar as ações, esse movimento tem que ser agora, quando elas ainda estão negociando abaixo do preço histórico e dos pares.”

Mas tem também aqueles com visão mais cética. “As ações de shoppings são uma aposta clássica na reabertura da economia. Mas pode ser arriscado comparar com a performance do setor nos Estados Unidos e na Europa, dado o estágio que o Brasil se encontra no enfrentamento da pandemia”, diz Roberto Attuch Jr, CEO da casa de análise Ohm Research.

No quadro abaixo, que traz as recomendações dos principais bancos e corretoras do mercado, compiladas pela Refinitiv, é possível notar que BR Malls tem mais recomendações neutras e de venda do que de compra. Já BR Properties e Multiplan têm mais recomendações de compra, mas quase empatadas com as indicações neutras e de venda. E a única ação com ampla maioria de recomendação de compra é Iguatemi.

Ação Compra Neutra Venda Preço-alvo (potencial de valorização*)
BR Malls (BRML3) 5 5 1 R$ 11,85 (+20,30%)
BR Properties (BRPR3) 4 2 1 R$ 12,07 (+36,23%)
Multiplan (MULT3) 6 3 2 R$ 25,91 (+6,71%)
Iguatemi (IGTA3) 9 2 1 R$ 43,16 (+15,56%)

Fonte: Refinitiv / *Upside em relação à cotação das 11h, do dia 22/03/21

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