Itaú BBA destaca sinistralidade alta por Covid-19 para seguradoras, mas reitera visão positiva para Caixa Seguridade

IPO da Caixa Seguridade (Foto: Cauê Diniz/Divulgação B3)

SÃO PAULO – O Itaú BBA revisou para baixo as suas projeções de lucro para Caixa Seguridade (CXSE3) e para BB Seguridade (BBSE3), destacando que os resultados de ambas as companhias foram duramente afetados no segundo trimestre, período em que o Brasil atingiu seu pico de óbitos em decorrência do Covid-19.

O efeito da segunda onda de Covid no balanço das seguradoras foi a elevação dos índices de sinistralidade, que é a relação entre os custos dos serviços garantidos aos clientes no caso de um “sinistro” (por exemplo, morte do segurado em um seguro de vida) e os valores recebidos pelas seguradoras pela contratação dos planos.

Os analistas do BBA destacam que o índice de sinistralidade da Caixa Seguridade passou de 29,8% no primeiro trimestre
deste ano para 35,0% no segundo trimestre. No caso de BB Seguridade, o índice foi de 37,8% para 51,1%.

“Observando a evolução das mortes por Covid-19, nossa percepção é de que os altos níveis de sinistralidade devem continuar presentes nos resultados das seguradoras no terceiro trimestre, ainda que com menor magnitude”, apontam.

Portanto, os analistas decidiram atualizar as estimativas para as duas companhias, reduzindo as margens projetadas para 2021.

No caso de Caixa Seguridade, eles cortaram em 7% a projeção para o lucro líquido da companhia em 2021, principalmente em virtude do maior número de sinistros nas linhas de seguro habitacional, vida e prestamista.

“Para 2022 em diante, continuamos com visão positiva, amparada pela expectativa de aceleração na contribuição dos planos de previdência e prêmios emitidos na linha de seguros”, apontam os analistas.

Leia também: Ação da Qualicorp fecha com derrocada de 15,57% após o resultado, o que decepcionou tanto?

Para BB Seguridade, a estimativa para o lucro líquido de 2021 foi revisada para baixo em 10%, não só pelo aumento do número de sinistros como pela perspectiva de despesas financeiras mais pesadas do que o esperado.

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O BBA rolou o preço-alvo para CSXE3 de R$ 16 estimado para 2021 para R$ 18 estimado para 2022, ou um potencial de alta de 86% considerando o fechamento da véspera. Assim, os analistas reiteraram recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) para o ativo, destacando o nome como o preferido do setor.

Já para BB Seguridade, o novo valor justo passou de R$ 32 para R$ 23 por ação ao fim de 2022, com potencial de valorização menor, de 16%, e que justifica a classificação de marketperform (desempenho em linha com a média do mercado) para o papel, destacam os analistas.

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Cade aprova acordo entre Caixa Seguridade e MDS para negócios de co-corretagem

Caixa Econômica Federal (Divulgação)

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições acordo entre Caixa Seguridade Corretagem e Administração de Seguros, Caixa Seguridade Participações (CXSE3) e Lazam-MDS Corretora e Administradora de Seguros para atividades de co-corretagem. A decisão está publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira. O acordo aprovado prevê o direito de acesso exclusivo da MDS a determinadas atividades de corretagem no âmbito do canal de distribuição da Caixa.

Segundo o parecer da operação, as empresas pretendem estabelecer parceria, pelo prazo de 10 anos, para a exploração de corretagem de seguros de automóveis para os clientes da Caixa e determinadas atividades de corretagem de produtos de seguridade para os clientes da Caixa e/ou para o mercado em geral.

As companhias explicaram ao Cade que o acordo operacional “dá continuidade ao processo competitivo para reestruturação da operação de seguros do Grupo Caixa”.

“A reestruturação da operação de seguros está alinhada aos pilares de governança, financeiro, perímetro da transação e estrutura societária da gestão das participações adotada pela Caixa Seguridade”, cita o parecer. “Essa estratégia tem por objetivo aumentar a ênfase na comercialização de produtos de seguridade no canal bancário, buscando aperfeiçoar os serviços prestados aos clientes da Caixa bem como a maximização na geração de valor para as acionistas da Caixa Seguridade”, acrescenta.

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Ações da Locaweb saltam 5,6% após conclusão de aquisições; Caixa Seguridade sobe e Suzano cai com recomendações

SÃO PAULO – O grande destaque na sessão desta quinta-feira (10) ficou para as ações da Embraer (EMBR3, R$ 20,00, +15,61%), que saltam mais de 15%. A companhia confirmou a notícia da Bloomberg de que está em negociações para a fusão da Eve Urban Air Mobility, sua unidade de veículos elétricos de pouso e decolagem vertical, com a Zanite Acquisition (veja mais clicando aqui).

Também entre as altas, ficaram as ações da Locaweb (LWSA3, R$ 26,03, +5,60%). A companhia concluiu a aquisição da Organisys Software (Bling), anunciada em abril, e da Pagcerto, de pagamentos. Segundo fato relevante, a Bling é voltada a soluções de e-commerce e micro e pequenas empresas (PMEs). A Locaweb não informou o valor final de transação, que, à época do anúncio, era de R$ 524,3 milhões.

Entre as baixas, a Suzano (SUZB3, R$ 58,70, -1,68%) caiu mais de 1%: o Bank of America rebaixou a recomendação do ativo de compra para neutra e o preço-alvo de R$ 91 para R$ 80. Os analistas consideraram que não deverão ocorrer novas altas nos preços de celulose como as registradas nos últimos trimestres.

O BofA reduziu o preço-alvo de Klabin (KLBN11, R$ 25,80, +0,47%) de  R$ 34 para R$ 30, mas manteve a recomendação de compra e o top pick no setor.

Enquanto isso,, após bancos como Credit Suisse, Morgan Stanley e BBA iniciarem cobertura com recomendação equivalente à compra, os papéis da Caixa Seguridade (CXSE3, R$ 11,78, +5,75%) subiram quase 6%.

Também no radar dos mercados, a Braskem (BRKM5, R$ 59,46, +4,26%) subiu cerca de 4%, ensaiando mais uma recuperação após forte queda na terça-feira, enquanto investidores continuam monitorando desdobramentos sobre a venda da participação dos controladores da petroquímica.

Já a Eletrobras (ELET3, R$ 45,32, +0,22%; ELET6, R$ 45,11, +0,71%) avançou em meio a expectativas relacionadas à votação da medida provisória (MP) de privatização da elétrica (veja mais clicando aqui).

No lado negativo, atenção também para a B3 (B3SA3, R$ 16,00, -2,44%), que voltou a cair nesta sessão em um cenário de rumores – e algumas confirmações – sobre a concorrência em mercados em que a empresa operadora da Bolsa é monopolista. Apesar disso, na véspera o Bradesco BBI disse que não vê essa queda recente como justificada, “especialmente porque a dinâmica dos volumes continua muito forte ao longo do segundo trimestre”.

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Confira os destaques:

Vale (VALE3, R$ 111,83, -0,33%)

Uma barragem da Vale chamada Xingu, na mina Alegria, em Mariana (MG), corre “grave e iminente risco de ruptura por liquefação”, afirmou na quarta-feira a Superintendência Regional do Trabalho de Minas Gerais, responsável por interditar atividades da empresa no local.

A barragem, interditada desde março de 2020 pela Agência Nacional de Mineração, não recebe rejeitos de minério de ferro há mais de 20 anos. Mas alguns trabalhadores ainda executam atividades no local, o que motivou a ação dos fiscais trabalhistas. Um desastre de tal magnitude, segundo a superintendência, poderia causar um soterramento de trabalhadores na cidade já castigada por um rompimento de barragem da Samarco em 2015, com a morte de 19 pessoas.

Procurada pela Reuters, a Vale reafirmou na quarta-feira que “não existe risco iminente de ruptura da barragem de Xingu e que não houve alteração nas condições ou nível de segurança da barragem, que permanece em nível 2”, do Plano de Ação de Emergência de Barragens de Mineração (PAEBM).

Já a juíza titular da 5ª Vara do Tribunal Regional do Trabalho de Betim (MG), Viviane Célia Ferreira Ramos Correa, condenou a mineradora a pagar indenização de R$ 1 milhão por danos morais por cada trabalhador morto no rompimento da Barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho.

Ainda no radar da companhia, os futuros do minério de ferro encerraram em alta nesta quinta-feira, enquanto os contratos de referência do aço em Xangai subiram pela segunda sessão consecutiva, mas os ganhos foram limitados com a China reiterando sua meta de conter a inflação nas commodities.

O contrato mais negociado do minério de ferro para entrega em setembro na bolsa de commodities de Dalian fechou o pregão diurno com alta de 0,7%, a 1.178 iuanes (US$ 184,53) por tonelada. Na bolsa de Cingapura SZZFN1, o contrato para julho do minério de ferro subia 1,6%, para US$ 208 por tonelada.

O sentimento do mercado era em geral positivo, com os preços spot também avançando apoiados por fortes fundamentos, segundo analistas. O minério de ferro com teor de 62% no mercado spot para entrega na China foi negociado a US$ 213 por tonelada na quarta-feira, maior nível desde 19 de maio, segundo a consultoria SteelHome, embora houvesse apetite maior pela compra de minérios de menor teor, mais baratos, devido à recente pressão sobre as margens de lucro de siderúrgicas.

BRF (BRFS3, R$ 27,95, +1,78%)

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A companhia de alimentos BRF anunciou na quarta-feira aporte de R$ 764 milhões para ampliar as instalações de suas unidades em Santa Catarina e Mato Grosso Sul.

Segundo comunicado, R$ 643 milhões serão investidos nas unidades catarinenses de Capinzal, Concórdia e Videira, e outros R$ 121 milhões na planta de Dourados (MS).

JBS (JBSS3, R$ 29,31, -0,71%)

A JBS USA, subsidiária da brasileira JBS nos Estados Unidos, confirmou em comunicado divulgado na quarta que pagou o equivalente a US$ 11 milhões em resposta a um ataque hacker contra suas operações. A maior produtora de carnes do mundo cancelou turnos em fábricas nos EUA e Canadá na semana passada, após ter sido afetada por um ciberataque que ameaçava interromper cadeias de ofertas e inflacionar os preços dos alimentos.

Petrobras (PETR3, R$ 29,53, +0,07%; PETR4, R$ 28,68, +0,07%)

A Petrobras informou na quarta que suas vendas de diesel alcançaram 812 mil bpd (barris por dia) em maio, alta de 17,1% em relação a igual período do ano passado, que também registrou um novo recorde na comercialização de diesel S-10.

A petroleira destacou em comunicado que, se comparado às vendas de maio de 2019 sem os impactos de demanda decorrentes da pandemia de Covid-19 o volume comercializado no mês passado apura crescimento de 12,7%. Por outro lado, o volume vendido em maio ficou abaixo do registrado em abril, quando a Petrobras reportou comercialização de 824 mil bpd.

JSL (JSLG3, R$ 11,61, +8,50%)

A empresa de logística JSL informou a aquisição da Marvel Transportes por R$ 245 milhões, de forma a aumentar a atuação da companhia na entrega de cargas congeladas e refrigeradas de alto valor agregado.

Embraer (EMBR3, R$ 20,00, +15,61%)

Em esclarecimento ao mercado na manhã desta quinta após notícia da Bloomberg, a Embraer (EMBR3) confirmou que está em negociações para a fusão da Eve Urban Air Mobility, sua unidade de veículos elétricos de pouso e decolagem vertical, com a Zanite Acquisition.

“As negociações com a Zanite estão em curso. A companhia não pode prever se a Eve chegará a um acordo definitivo ou quais serão os seus termos”, destacou a fabricante brasileira de aeronaves. A empresa informou que manterá o mercado informado de quaisquer desdobramentos relevantes no âmbito de tais negociações, na medida imposta pela legislação e regulamentação do mercado de capitais.

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A empresa de aquisição de propósito específico, ou SPAC na sigla em inglês, busca levantar novo capital para financiar a transação, disseram as pessoas, que não quiseram ser identificadas. O acordo deve avaliar a empresa combinada em cerca de US$ 2 bilhões, disseram fontes à Bloomberg.

Os termos do acordo podem mudar e, como ocorre em todas as transações que não foram finalizadas, as negociações podem não ir em frente.

A Zanite é liderada pelos codiretores-presidentes Kenn Ricci, coproprietário da Directional Aviation Capital, que controla a operadora de voos privados Flexjet, e Steve Rosen, cofundador da empresa de private equity Resilience Capital Partners. A SPAC com sede em Cleveland, Ohio, captou US$ 230 milhões em uma oferta pública inicial em novembro.

Eletrobras (ELET3, R$ 45,32, +0,22%; ELET6, R$ 45,11, +0,71%)

O senador Marcos Rogério (DEM-RO), relator da medida provisória que trata da privatização da Eletrobras, afirmou que deve finalizar seu relatório, no máximo, até a próxima terça-feira (15) da semana que vem. A intenção, do parlamentar, é que o texto já seja discutido no plenário no mesmo dia. O parlamentar e o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, concederam entrevista após encontro na noite desta quarta-feira, 8.

“Nós devemos ter sessão do Senado na terça-feira, então a ideia é que, no máximo, na terça a gente tenha o relatório pronto, apresentado, com a matéria em pauta para votação. Para que haja tempo suficiente para que, havendo mudanças no texto no Senado, a Câmara tenha folga para votar a matéria naquilo que foi modificado no Senado”, disse o parlamentar. A MP precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional até o dia 22 ou perderá a validade.

Rogério afirmou que irá analisar todas as sugestões, pleitos e emendas apresentadas por senadores a partir desta quinta e que a intenção é chegar a um texto de convergência.

Locaweb (LWSA3, R$ 26,03, +5,60%)

A Locaweb concluiu a aquisição da Organisys Software (Bling), anunciada em abril, e da Pagcerto, de pagamentos. Segundo fato relevante, a Bling é voltada a soluções de e-commerce e micro e pequenas empresas (PMEs). A Locaweb não informou o valor final de transação, que, à época do anúncio, era de R$ 524,3 milhões.

Azul (AZUL4, R$ 47,78, +0,31%) e Latam Airlines

A Azul informou que espera operar 50 novas rotas na alta temporada de inverno, diante da “flexibilização de circulação no País”. A companhia reforçará ligações para o Nordeste do Brasil, e os aeroportos de Campinas (SP), Belo Horizonte, Santos Dumont (RJ), Recife, Salvador e Porto Seguro (BA) terão maior volume de operações.

Ainda no radar da Azul, o Bradesco BBI comentou a notícia de que o Latam Airlines Group apresentou uma moção junto a acionistas e credores para apresentar seu plano de restruturação em 15 de setembro, ao invés do prazo anterior, de 30 de junho. A votação deverá ocorrer em 8 de novembro ao invés de 23 de agosto. Além disso, a empresa também pede o saque de US$ 500 milhões do financiamento “debtor-in-possession”, de US$ 2,45 bilhões.

O Bradesco avalia a notícia como positiva para a Azul e para a Latam, já que credores e a Azul terão mais tempo para trabalhar em um plano que, na avaliação do banco, pode culminar com a venda das operações domésticas da Latam para a Azul. O pedido de saque de US$ 500 milhões também sugere que a operação continua a queimar caixa e que sua liquidez de caixa deve continuar a se deteriorar nos próximos meses. Com a queda da posição de caixa da Latam, o poder de barganha da Azul deve crescer, diz o Bradesco.

O banco mantém avaliação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado) para a Azul, com preço-alvo de R$ 75, frente aos R$ 47,63 negociados na quarta pelos papéis AZUL4. Para a Latam, mantém avaliação neutra (valorização dentro da média), com preço-alvo de US$ 3, frente aos US$ 2,81 negociados na quarta pelos papéis LTMAQ na OTC Markets.

Usiminas (USIM5, R$ 18,81, -0,21%)

A Usiminas contratou assessores financeiros para uma eventual alienação total ou parcial de seus ativos relacionados ao Terminal Marítimo Privativo de Cubatão, segundo fato relevante da companhia enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na noite de quarta-feira.

A empresa “está avaliando alternativas estratégicas para seus ativos relacionados ao Terminal Marítimo Privativo de Cubatão, incluindo uma eventual alienação total ou parcial de tais ativos, tendo contratado assessores financeiros para apoio no processo”, afirmou.

No entanto, a Usiminas ressaltou que “não há, até o momento, nenhuma decisão tomada em relação a qualquer possível transação envolvendo os ativos”.

Caixa Seguridade (CXSE3, R$ 11,78, +5,75%)

Diversos bancos iniciaram a cobertura para a ação da Caixa Seguridade, holding que abrange o negócio de seguros bancários da Caixa e que tem sua própria subsidiária no setor de corretagem. A empresa distribui seus produtos por meio de diferentes canais, como agências bancárias, correspondentes bancários, agências lotéricas, internet banking e aplicativo. A empresa é líder no setor de seguros hipotecários, com 57% do mercado, e tem posições de liderança nos setores de crédito, lares, pensões e vida.

O Itaú BBA diz que, como a empresa é estatal, os maiores riscos são associados à governança corporativa, e a perspectiva de uma eventual intervenção política sobre a empresa. O Itaú diz que a empresa construiu pilares para que seu processo de oferta pública inicial de ações avance, incluindo uma junta diretora com dois membros independentes, contratos de longo prazo com o banco e seguradoras privadas. O banco também ressalta a execução de sua nova estratégia comercial, com apoio da Wiz.

O banco tem recomendação outperform e preço-alvo para 2021 em R$ 16, frente aos R$ 11,14 de fechamento na quarta.

O Credit Suisse também iniciou a cobertura da Caixa Seguridade, com recomendação outperform e preço-alvo de R$ 15. O banco diz que a empresa é sua favorita no setor de seguros, e aponta que a empresa é subavaliada, considerando o crescimento dos rendimentos com a melhora da economia e novos acordos comerciais, além do aumento da contribuição pela Caixa Corretora e a crescente penetração de produtos de seguros. O banco avalia que o mercado está atribuindo à empresa um risco excessivo de execução.

O Morgan Stanley também iniciou a cobertura da Caixa Seguridade, com recomendação overweight (exposição acima da média do mercado) e preço-alvo para 2021 em R$ 20. O banco aponta que a empresa é um papel atraente para apostar no setor de seguros e hipotecas no Brasil. Ela está bem posicionada para capturar o forte crescimento do setor e se beneficiar do ciclo hipotecário do país. O banco também afirma que iniciativas de vendas e a restruturação recente devem levar a crescimento mais rápido e a lucratividade.

(com Bloomberg, Reuters e Estadão Conteúdo)

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Caixa Seguridade: cinco grandes bancos recomendam compra para ação e veem potencial de alta de até 79%

IPO da Caixa Seguridade (Foto: Cauê Diniz/Divulgação B3)

SÃO PAULO – Desde a sua estreia na Bolsa, em 29 de abril, as ações da Caixa Seguridade (CXSE3) já subiram 15,20% (até o fechamento de quarta-feira) e analistas de mercado veem potencial para o papel subir ainda mais.

Cinco bancos – Morgan Stanley, Credit Suisse, Itaú BBA, Bank of America e BB Investimentos – iniciaram a cobertura para os ativos CXSE3 com recomendação equivalente à compra e preços-alvos que variam de R$ 15 a R$ 20, ou um potencial de alta entre 34% e 79%. As ações CXSE3 fecharam em alta de 5,75%, a R$ 11,78.

A Caixa Seguridade é a segunda maior seguradora do Brasil, controlada pela Caixa Econômica (que detém 82% de participação na empresa). Ela possui quase 15% de participação de mercado, contando com 24% do mercado de bancassurance (vendas de seguros pelas instituições financeiras). O mercado de bancassurance, por sua vez, conforme ressalta o Credit Suisse, responde por mais de 60% dos prêmios e sua participação tem se mantido nos últimos anos.

O Credit Suisse, que possui preço-alvo de R$ 15 (ou potencial de alta de 34,6% frente o último fechamento) para as ações da companhia, aponta que a Caixa Econômica Federal tem de longe a maior rede de distribuição do Brasil, o que continua sendo uma vantagem competitiva fundamental para o modelo de negócios de bancassurance da Caixa Seguridade.

A companhia tem um histórico e crescimento e rentabilidade muito bom, avaliam os analistas, com um retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) médio se mantendo em um nível bastante saudável de 30% com um crescimento médio anual composto (CAGR) dos lucros de 13% desde 2016.

Os analistas destacam três principais alavancas de crescimento para os próximos anos e que justificam a expectativa de crescimento anual do lucro em 33% para o período entre 2021-2023: i) melhor cenário dado os novos acordos com parceiros de seguro e distribuição (deve garantir lucro quase 70% maior que em 2020); ii) maior penetração de seguro com estratégia comercial renovada e iii) maior apetite de empréstimo da Caixa Econômica.

“Acreditamos que a Caixa Seguridade está subvalorizada, considerando o crescimento significativo dos lucros à frente, decorrente da melhor economia nos novos acordos comerciais com seus parceiros de seguros, a crescente contribuição de sua corretora totalmente controlada (Caixa Corretora) e a crescente, mas ainda baixa, penetração de diversos produtos de seguros. Apesar do forte desempenho desde o IPO, avaliamos que o mercado ainda está atribuindo um desconto excessivo em relação ao risco de execução”, destacam.

O Itaú BBA, que possui preço-alvo de R$ 16 para os ativos CXSE3 (upside de 43,6%), destaca que a empresa construiu pilares para que seu processo de oferta pública inicial de ações avançasse, incluindo uma junta diretora com dois membros independentes, contratos de longo prazo com seguradoras privadas. O banco também ressalta a execução de sua nova estratégia comercial, com apoio da Wiz ([ativo=WIZ3]).

O Bank of America, que tem preço-alvo de R$ 17 (projeção de alta de 52,6% para as ações) avalia que, além das novas parcerias em seguros e da criação de uma corretora própria, a Caixa Seguridade também se beneficiar da maior penetração de produtos de seguros entre os clientes da Caixa.

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A expectativa é de crescimento do lucro de 40% em 2021 e também 2022; na sequência, em 2023 e 2024, a alta projetada é de 20% ao ano. Para os analistas do BofA, o crescimento de médio prazo deve ser sustentado pela projeção de recuperação econômica e melhoria do emprego, bem como pela continuidade da alavancagem da carteira de crédito da Caixa e do crescimento da base de clientes.

O BofA ainda destaca que os ativos da Caixa Seguridade ainda podem ser uma boa opção em termos de dividendos, com o dividend yield (dividendo em relação ao preço da ação) podendo ir a 9,3%.

O BB Investimentos, que possui preço-alvo de R$ 18,70 para os ativos (ou potencial de alta de 67,9%) destaca, além do potencial de dividendos e potencial de crescimento, a característica defensiva de seu modelo de negócios.

Para os analistas Henrique Tomaz e Rafael Freda, há um bom potencial de crescimento por conta da baixa penetração relativa de produtos de seguros, previdência, capitalização e consórcio, quando comparado com a fatia relevante da carteira de crédito da Caixa. Neste sentido, o programa de incentivo às vendas, chamado “Programa Time de Vendas”, alinha os interesses dos colaboradores da Caixa com os dos acionistas da Caixa Seguridade para expansão da participação de mercado, apontam.

“Além disso, com novos acordos operacionais com parceiros privados, a Caixa Seguridade passará a perceber maiores lucros para um mesmo volume de prêmios emitidos a partir deste ano, o que por si só contribui para o aumento do seu lucro líquido, ainda que as vendas se estabilizem, o que tende a ser refletido no volume de dividendos distribuídos pela companhia”, destacam. A expectativa é de um pagamento de dividendos médio (dividend payout) de 85% do lucro líquido apurado no ano.

O Morgan Stanley, que possui o preço-alvo mais alto para os ativos, de R$ 20, com recomendação overweight (exposição acima da média do mercado), aponta que a ação da empresa é atrativa para apostar no setor de seguros e financiamento no Brasil. O preço-alvo corresponde a um valor 79,5% maior frente o fechamento de quarta-feira.

Ela está bem posicionada para capturar o forte crescimento do setor e se beneficia, avaliam os analistas, que afirmam  que iniciativas de vendas e a restruturação recente devem levar a crescimento mais rápido e a lucratividade.

“Acreditamos que a Caixa Seguridade pode acelerar o crescimento elevando as vendas cruzadas para clientes da Caixa Econômica Federal. De fato, apenas 8% dos clientes da Caixa possuem um produto de seguro, em comparação com 30% a 40% nos bancos do setor privado. Essa baixa penetração de clientes resultou no crescimento da Caixa Seguridade muito mais rápido do que a indústria nos últimos três anos [pela base de comparação mais baixa]”, avalia o Morgan.

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Além disso, os analistas esperam que a recente reestruturação da empresa conduza a um crescimento mais rápido dos lucros nos próximos dois a três anos por meio de três vias principais: i) estabelecendo melhor relação para parcerias existentes, ii) permitindo que a empresa entre em novos segmentos de produtos, e iii) melhorando o modelo de taxas de corretagem e aumentando a exposição da empresa à corretagem de seguros, uma linha de negócios mais ampla e defensiva”, Os analistas projetam um crescimento do lucro por ação da companhia de 27% em 2021, de 58% em 2022 e de 24% em 2023.

Entre os riscos que estão no radar, as casas de análise destacam um principal: o que decorre do fato da empresa ser estatal.

Assim, avalia o BBA, os maiores riscos são associados à governança corporativa, e a perspectiva de uma eventual intervenção política sobre a companhia.

Os analistas do Credit Suisse apontam também que alterações no governo geralmente levam a mudanças na liderança da Caixa Econômica Federal e, provavelmente, na Caixa Seguridade. “Uma mudança na gestão e na estratégia pode levar o banco a apostar na venda de produtos bancários, em detrimento dos produtos de seguros. A redução do apetite de crédito nos segmentos imobiliário e folha de pagamento pela CEF pode afetar o crescimento dos produtos hipotecários e prestamistas”, apontam, destacam outros riscos para o cenário da empresa.

O BofA também destaca o risco de interferência, mas ressalta que o desconto da seguradora frente os pares parece excessivo, de 14% sobre os concorrentes. Para os analistas, contratos com empresas operacionais são protegidos por acionistas minoritários devidamente empoderados e alterações na gestão ao nível da holding não devem impactar a execução nem a estratégia.

Confira as projeções dos analistas para as ações da Caixa Seguridade:

Instituição Preço-alvo Potencial de valorização*
Credit Suisse R$ 15 +34,65%
Itaú BBA R$ 16 +43,63%
Bank of America R$ 17 +52,60%
BB Investimentos R$ 18,70 +67,86%
Morgan Stanley R$ 20 +79,53%
*em relação ao fechamento de quarta-feira (9)

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Ação da Caixa Seguridade (CXSE3) estreia na Bolsa com alta de 6%

As ações da Caixa Seguridade (CXSE3) estreiam nesta quinta-feira (29) na B3. Às 10h20 (horário de Brasília), os ativos CXSE3 subiam 6%, a R$ 10,25.

A empresa realizou seu IPO na Bolsa movimentando R$ 5 bilhões em uma oferta de ações precificadas a R$ 9,67 cada papel. O valor ficou dentro da faixa indicativa, que ia de R$ 9,33 a R$ 12,67.

Criada em 2015, a Caixa Seguridade é uma subsidiária da Caixa Econômica Federal que atua no segmento de seguros, com serviços nos ramos Habitacional, Prestamista, Vida e Residência.

Segundo a companhia, seu objetivo é “consolidar, sob uma única sociedade, todas as atividades da Caixa nos ramos de seguros, capitalização, previdência complementar aberta, consórcios, corretagem e atividades afins, incluindo quaisquer expansões futuras dessas atividades, no Brasil ou no exterior, orgânicas ou não, proporcionando ganhos de escala nessas atividades e em suas operações e obtendo reduções de custos e despesas no segmento de seguridade”.

A empresa tem direito exclusivo, até 2050, renovável por períodos sucessivos de 35 anos, de acessar a base de clientes da Caixa e de explorar economicamente a marca, além da rede de agências próprias, de revendedores lotéricos, de correspondentes bancários, do internet banking, de caixas eletrônicos e de outros canais de distribuição.

A Caixa Seguridade teve lucro líquido de R$ 1,76 bilhão em 2020, com uma receita de R$ 39,1 bilhões.

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Americanas e B2W unem operações, balanços de Gol, Embraer, CSN e mais; estreias de Caixa Seguridade e Boa Safra no radar

Shopping Cart Icon on Computer Keyboard (blackred/ Getty Images)

O noticiário corporativo é movimentado, com a aprovação pelas Lojas Americanas e de sua controlada B2W para a fusão das operações das companhias.

A temporada de resultados também é movimentada, com Gol, Embraer, Multiplan, CSN, CSN Mineração, entre outros balanços. A sessão também marca a estreia de Boa Safra e Caixa Seguridade na B3. Veja os destaques:

Lojas Americanas (LAME4) e B2W (BTOW3)

Os conselhos de administração da Lojas Americanas e de sua controlada B2W aprovaram nesta quarta-feira proposta de fusão das operações das companhias, em um desenho que abre caminho para uma eventual listagem do grupo nos Estados Unidos no curto prazo, segundo documentos das companhias enviados ao mercado.

As empresas explicaram que os acionistas da Lojas Americanas (sejam donos de papéis preferenciais ou ordinários), receberão 0,18 por papel da ex-B2W, rebatizada americanas s.a e que terá o código AMER3, além de manterem suas ações na companhia original. Ou seja, quem tem 100 ações LAME3 ou LAME4, continuará com elas e mais 18 ações AMER3 (ex-BTOW3). Com isso, a B2W vai emitir 339.355.391 ações ordinárias para os acionistas da Lojas Americanas.

As empresas anunciaram em meados de fevereiro que estudavam uma combinação de suas operações no momento em que os impactos das medidas de isolamento social catapultaram o comércio eletrônico no país. Na ocasião, as empresas não mencionaram planos para listagem nos EUA.

Segundo as companhias, o acervo a ser cindido pelas Lojas Americanas para a B2W corresponde a 100% dos ativos físicos e 57% da fintech Ame. O valor dessa parcela cindida vale, pelo menos, R$ 6,27 bilhões, de acordo com os documentos. Com a conclusão da operação, esperada para ocorrer em cerca de 40 dias, a B2W terá o nome trocado para americanas SA.

O protocolo de justificativa da operação cita que laudo de avaliação preparado pela Apsis calculou que a relação de troca com base no acervo a ser cindido de Lojas Americanas seria de cerca de 0,134 ação ordinária da B2W por cada papel da controladora. “Não há que se falar, portanto, em direito de recesso para os acionistas de Lojas Americanas dissidentes”, afirma o documento.

A B2W é atualmente controlada pela Lojas Americanas em 62,5%. A companhia possui alguns dos principais sites de comércio eletrônico do país, como Submarino e Americanas.com, além de uma relevante operação digital de pagamentos, a Ame.

Ambas as companhias já vinham há meses anunciando parcerias entre si para a criação do chamado omnichannel, em que clientes podem fazer compras pela internet e optarem pela retirada de produtos em lojas físicas ou usarem infraestrutura de lojas como pequenos centros de armazenagem de produtos.

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As companhias informaram que a proposta prevê que a Lojas Americanas permanecerá existindo por meio do controle da B2W. As ações de ambas as empresas seguirão listadas em seus respectivos segmentos na B3. “Uma vez aprovada a cisão parcial, 100% das atividades operacionais das companhias passarão a ser desenvolvidas diretamente pela B2W”, afirmaram as empresas.

Entre os objetivos da operação, as empresas destacam que a companhia combinada criará “um motor de fusões e aquisições ainda mais poderoso para avaliar, negociar e integrar novas aquisições”.

Juntas, as empresas possuem uma rede de cerca de 1.700 lojas físicas em 750 cidades do país e um marketplace online com mais de 87 mil vendedores e vendas totais de 40 bilhões de reais no ano passado.

Para além da operação, a Lojas Americanas estuda uma eventual listagem de empresa nos Estados Unidos por meio de uma migração da base acionária da companhia. Esta empresa listada, a ser chamada de “Americanas Inc” teria participação direta na nova companhia formada a partir da união das operações de Lojas Americanas e B2W.

Conforme destaca a Guide Investimentos, a reestruturação do grupo é aguardada a algum tempo em função dos ganhos operacionais, principalmente em termos de unificação da estratégia e da tomada de decisão e além dos ganhos com a multicanalidade, grande diferencial da concorrente Magazine Luiza. Além disso, a B2W possui cerca de R$ 6,2 bilhões em créditos fiscais e tributários que poderiam ser utilizados mais rapidamente. “Destacamos que a operação deve ser bem vista pelo mercado, mas ainda com um certo prazo para que as mudanças operacionais efetivamente aconteçam”, aponta o analista Luis Sales.

O prejuízo líquido da Gol após participação de minoritários foi de R$ 892 milhões no primeiro trimestre de 2021, excluindo variações cambiais e monetárias, despesas líquidas não recorrentes, ganhos relacionados a Exchangeable Notes e resultados não realizados de capped calls. No primeiro trimestre de 2020, o prejuízo tinha sido de R$ 173,2 milhões.

Antes da participação de minoritários, o prejuízo foi de R$ 2,5 bilhões, alta de 10,8% na comparação com o prejuízo de R$ 2,26 bilhões no primeiro trimestre de 2020. Saiba mais clicando aqui. 

A Receita Líquida por Assento Quilômetro Ofertado (RASK) foi de R$ 0,224, redução de 11,3% em relação ao mesmo período de 2020. A Receita de Passageiros Líquida por Assento Quilômetro Ofertado (PRASK) foi R$ 0,2024 centavos, queda de 14,2%.

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O Ebitda ajustado e o Ebit ajustado foram de R$ 354 milhões (margem de 23%) e R$ 208 milhões (margem de 13%), respectivamente, e refletem o resultado do gerenciamento racional e responsável da Gol quanto a oferta em relação à demanda.

A companhia aérea ainda informou na véspera que deu início a um aumento de capital de até R$ 512 milhões, liderado pelos acionistas controladores, os irmãos Constantino.

Segundo o comunicado, os acionistas controladores da Gol informaram ao Conselho de Administração da aérea a sua intenção de subscrever até aproximadamente R$ 270 milhões em novas ações da empresa, representativas de seu valor “pro rata”, a um preço por ação preferencial de R$ 24,19 – que se baseia em o preço do fechamento de hoje e representa um prêmio de 9,13% sobre o preço médio ponderado pelo volume de 30 dias das ações preferenciais da Gol.

A Embraer teve prejuízo líquido atribuído aos acionistas de R$ 489,8 milhões no primeiro trimestre de 2021, um recuo de 62% ante a perda de R$ 1,276 bilhão ante o mesmo período de 2020.

Descontando eventos extraordinários, o prejuízo líquido ajustado da fabricante brasileira de aeronaves totalizou R$ 522,9 milhões no 1º trimestre de 2021, alta de 20,6% ante o prejuízo de R$ 433,6 milhões no mesmo período do ano passado.

No trimestre, a receita líquida foi de R$ 4,45 bilhões, ante alta de 55% na comparação com igual período de 2020.

A Embraer entregou nove aeronaves comerciais e treze executivos (dez jatos leves e três grandes) e sua carteira de pedidos firmes somou US$ 14,2 bilhões.

A CSN teve lucro líquido de cerca de R$ 5,7 bilhões no primeiro trimestre, revertendo desempenho negativo de R$ 1,3 bilhão apurado um ano antes em meio à combinação de ganho de recursos com o IPO de sua unidade de mineração e melhor desempenho operacional que tem sido guiado por melhora na demanda de aço no Brasil.

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A companhia, que obteve um ganho líquido no IPO da CSN Mineração (CMIN3)  de cerca de R$ 2,5 bilhões  em meados de fevereiro, teve uma geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado recorde de R$ 5,8 bilhões. O montante equivale a um crescimento de mais de 4 vezes em relação ao desempenho do primeiro trimestre de 2020.

Com isso, a alavancagem da companhia, que já foi uma grande preocupação de investidores, terminou março em 1,29 vez, bem abaixo das 4,78 vezes de um ano antes e menor que as 2,23 vezes do final de 2020.

CSN Mineração (CMIN3)

A CSN Mineração, subsidiária da CSN que abriu capital em fevereiro, reportou lucro líquido de R$ 2,363 bilhões no primeiro trimestre de 2021, superando em quase seis vezes o desempenho apresentado um ano antes.

Em razão da alta contínua nos preços do minério, a empresa registrou Ebitda ajustado recorde de R$ 3,665 bilhões nos primeiros três meses do ano, com salto de 302% em relação a um ano antes, com margem Ebitda de 66,9%, com alta de 11,2 pontos percentuais ante igual período do ano anterior.

A receita líquida ajustada da CSN Mineração totalizou R$ 5,474 bilhões no período, apontando expansão de 234% no comparativo anual e alta de 21% ante o trimestre anterior. A expansão, nesse caso, é atribuída ao contínuo aumento do preço médio do minério (Platts), que subiu 24,8% contra o quarto trimestre, além da variação cambial verificada no período.

Multiplan (MULT3)

A operadora de shoppings centers Multiplan teve lucro líquido de R$ 46,3 milhões de janeiro ao fim de março, um recuo de quase 74% sobre o mesmo período do ano passado, impactada por medidas de isolamento social que atingiram a receita.

O faturamento líquido do grupo recuou 18,4% no período, para R$ 266 milhões, afetado por quedas de cerca de 20% nas receitas com aluguel e de serviços, além de retrocesso de 45,6% nas receitas com estacionamento.

A XP destaca que a companhia reportou resultados abaixo do esperado referente ao primeiro trimestre de 2021, em grande parte devido aos impactos da recente rodada de restrições durante o trimestre e maiores provisões em razão do aumento da inadimplência.

“Para os próximos trimestre, esperamos que os resultados melhorem à medida que a capacidade operacional dos shoppings volte ao normal (o portfólio está operando com cerca de 77% de sua capacidade). Embora esperamos uma reação negativa do mercado, continuamos vendo valor de longo prazo nas ações e mantemos nossa recomendação de compra e preço-alvo de R$ 25 por ação”, avaliam os analistas.

Omega Geração (OMGE3)

A Omega Geração registrou um prejuízo líquido de R$ 91,3 milhões no primeiro trimestre.

O Ebitda ajustado (incluindo o Ebitda pró-rata em participações minoritárias) foi de R$ 196,7 milhões, número que ficou muito acima (31,0%) das expectativas da XP de R$ 150,2 milhões.

O número reflete, segundo os analistas da companhia, uma combinação de: (i) uma melhor incidência de ventos nos Complexos Eólicos Delta e Assuruá, (ii) a contribuição de Assuruá 3, cuja aquisição foi concluída em 30 de março de 2020, e (iii) a contribuição do primeiro trimestre completo de Chuí e Ventos da Bahia 1 e 2 como parte do portfólio da Omega.

“Temos uma avaliação positiva dos resultados da Omega, dado que o Ebitda ajustado veio muito acima das nossas expectativas. Além disso, destacamos como positivo a normalização do perfil de ventos nos complexos Delta e Assuruá. Continuamos a acreditar que a Omega é uma das companhias de melhor risco-retorno no setor elétrico e a a ação como nossa preferida no setor”, avalia a XP, que tem recomendação de compra e preço-alvo de R$ 50 para a ação.

A LOG Commercial Properties viu o seu lucro disparar 598% no primeiro trimestre de 2021 ante mesmo período do ano passado, passando de R$ 17 milhões para R$ 122 milhões. A receita operacional foi para R$ 36 milhões, alta de 8%.

A companhia teve um trimestre sólido, na visão da XP, puxado pela demanda aquecida do e-commerce. Sua performance positiva deveu-se principalmente à forte demanda por ativos logísticos, em grande parte impulsionada pela demanda crescente de empresas relacionadas ao comércio eletrônico (e-commerce).

No lado operacional, a LOG reportou uma absorção bruta recorde de 213 mil m² de ABL no trimestre e uma baixa taxa de vacância de 2,6%, impulsionada pela forte demanda de empresas relacionadas ao e-commerce (47% da sua área bruta locável).

A tendência positiva levou a LOG a registrar um FFO de R$28 milhões, bastante em linha com nossas estimativas e 60% superior na base anual. No balanço patrimonial, a companhia registrou uma leve queima de caixa de R$ 34 milhões, implicando em 2,8% dívida líquida/patrimônio líquido, o que continuamos vendo como saudável e deixando espaço para dar suporte ao seu robusto plano de crescimento para os próximos anos.

“Apesar dos números sólidos e da perspectiva positiva para a companhia, mantemos nossa visão conservadora às ações dado o valuation”, avalia a XP, com recomendação neutra para os ativos e preço-alvo de R$ 40,40 por ação.

OdontoPrev (ODPV3)

A Odontoprev registrou lucro líquido de R$ 108,734 milhões no período, alta de 44,6% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Já a receita operacional líquida da Odontoprev foi de R$ 451,405 milhões, queda de 0,8% ante os R$ 455,062 milhões no primeiro trimestre de 2020.

O Credit Suisse destacou que o tíquete médio continuou a cair, e que o crescimento do número de beneficiários ficou abaixo daquele registrado pelo mercado.

O número total de beneficiários subiu 1% no ano. O mercado deveria crescer 5% no mesmo período, segundo estimativa da reguladora ANS (Agência Nacional de Saúde). O crescimento vem principalmente de pequenas empresas e planos individuais.

O banco afirma que, apesar de a empresa ter apresentado resultados melhores, as perdas em tíquetes não são sinais saudáveis. Além disso, não é possível continuar contando com um nível baixo de utilização, o que pode comprometer a atratividade de contratar um plano odontológico.

Caixa Seguridade (CXSE3)

As ações da Caixa Seguridade estreiam na B3 nesta quinta. A empresa realizou seu IPO na Bolsa movimentando R$ 5 bilhões em uma oferta de ações precificadas a R$ 9,67 cada papel. O valor ficou dentro da faixa indicativa, que ia de R$ 9,33 a R$ 12,67.

Criada em 2015, a Caixa Seguridade é uma subsidiária da Caixa Econômica Federal que atua no segmento de seguros, com serviços nos ramos Habitacional, Prestamista, Vida e Residência.

Segundo a companhia, seu objetivo é “consolidar, sob uma única sociedade, todas as atividades da Caixa nos ramos de seguros, capitalização, previdência complementar aberta, consórcios, corretagem e atividades afins, incluindo quaisquer expansões futuras dessas atividades, no Brasil ou no exterior, orgânicas ou não, proporcionando ganhos de escala nessas atividades e em suas operações e obtendo reduções de custos e despesas no segmento de seguridade”.

A empresa tem direito exclusivo, até 2050, renovável por períodos sucessivos de 35 anos, de acessar a base de clientes da Caixa e de explorar economicamente a marca, além da rede de agências próprias, de revendedores lotéricos, de correspondentes bancários, do internet banking, de caixas eletrônicos e de outros canais de distribuição.

A Caixa Seguridade teve lucro líquido de R$ 1,76 bilhão em 2020, com uma receita de R$ 39,1 bilhões.

Boa Safra (SOJA3)

A Boa Safra estreia nesta quinta na B3. A companhia realizou seu IPO movimentando R$ 459,9 milhões, com o preço da ação saindo a R$ 9,90 cada, no piso da faixa indicativa, que ia até R$ 12,60.

A Boa Safra é uma produtora de sementes que tem operações nas regiões Centro-Oeste, Sudeste, Norte e Nordeste. A companhia diz oferecer sementes de soja com alta qualidade, levando seus produtos para 70% dos estados produtores da commodity.

Em seu prospecto, a empresa afirma ser líder de mercado em vendas de sementes de soja no Brasil. Citando dados de levantamento um realizado pela própria Boa Safra junto a fornecedores de tecnologia, ela apontou que em 2020 possuía 5,7% de market share.

“Acreditamos ter um dos mais completos portfólios de sementes de soja do mercado brasileiro, oferecendo tratamentos com diversos componentes químicos e genéticos adaptados às mais distintas regiões do País”, diz a companhia no documento.

A Boa Safra detém uma carteira inicial para sementes de milho e feijão também, que representou 0,41% da receita líquida da companhia em 2020, além de oferecer tratamentos industriais para maior proteção e vigor às sementes de soja.

Em 2020, a receita total da empresa foi de R$ 589 milhões, com um lucro líquido de R$ 70 milhões. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) foi de R$ 105 milhões.

O conselho de administração da Petrobras aprovou nesta quarta-feira a venda da participação remanescente de 10% que a estatal possui na Nova Transportadora do Sudeste (NTS), pelo valor de R$ 1,8 bilhão.

O ativo será comprado pela Nova Infraestrutura Gasodutos Participações, fundo gerido pela Brookfield e pela Itaúsa, que já são controladores da NTS.

Com os ajustes com desconto de dividendos, Juros sobre Capital Próprio e restituições, o valor estimado para entrar no caixa da Petrobras é de R$ 1,5 bilhão.

A NTS atua com o transporte de gás natural, com autorização para operar e administrar um sistema de gasodutos de cerca de 2 mil km.

A BRF e JBS, os dois maiores frigoríficos de aves e suínos do Brasil, tiveram novas unidades habilitadas pela África do Sul para exportação de carnes, informaram as companhias à Reuters na quarta-feira.

A BRF poderá embarcar carne de frango da planta de Lajeado (RS) e de suínos por Lucas do Rio Verde (MT) e, com isso, passa a ter 20 unidades habilitadas para exportar ao país africano, que é o quarto maior comprador da proteína de aves do Brasil e 14º de suínos, em ascensão.

A companhia destacou em comunicado que a unidade de Lucas do Rio Verde já era habilitada para embarcar frangos e agora terá mais uma opção de produto para venda.

Já a JBS teve as plantas da subsidiária Seara localizadas em São José (SC) e Santo Inácio (PR) aprovadas para o embarque de carne de frango. Agora, a companhia soma 28 habilitações para a África do Sul nas áreas de aves e suínos.

“Com cerca de 60 milhões de habitantes, a África do Sul apresenta a mais alta renda per capita em seu continente, sendo considerado um dos países de economia emergente”, afirmou a BRF sobre o potencial econômico africano.

O gerente executivo de Relações Institucionais Internacionais da BRF, Luiz Tavares, disse em nota que as habilitações vão em linha com os planos da empresa de se fortalecer em mercados estratégicos.

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)

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IPO da Caixa Seguridade (CXSE3) tem ação precificada em R$ 9,67 e movimenta R$ 5 bilhões

Caixa Econômica Federal (Divulgação)

SÃO PAULO – A Caixa Econômica Federal confirmou na noite de terça-feira a precificação de R$ 9,67 por ação na oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) da Caixa Seguridade Participações.

O valor ficou dentro da faixa indicativa, que ia de R$ 9,33 a R$ 12,67. A estreia das ações está marcada para esta quinta-feira (29) e os ativos serão negociados com o ticker CXSE3.

Segundo a empresa, a oferta movimentou R$ 5 bilhões, considerando a oferta base de 450 milhões de ações e o lote suplementar de 67,5 milhões de ações. Sua liquidação deve somar um ganho bruto no resultado da Caixa de R$ 3,3 bilhões.

A Caixa Seguridade é uma subsidiária da Caixa Econômica Federal que atua no segmento de seguros, com serviços nos ramos Habitacional, Prestamista, Vida e Residência.

A empresa tem direito exclusivo, até 2050, renovável por períodos sucessivos de 35 anos, de acessar a base de clientes da Caixa e de explorar economicamente a marca, além da rede de agências próprias, de revendedores lotéricos, de correspondentes bancários, do internet banking, de caixas eletrônicos e de outros canais de distribuição.

A Caixa Seguridade teve lucrou líquido de R$ 1,76 bilhão em 2020, com uma receita de R$ 39,1 bilhões.

(Com Estadão Conteúdo)

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