Capitalização da Eletrobras também deverá ser feita em Nova York, diz CEO

Rodrigo Limp Nascimento (Foto: William Borgmann / Senado Federal)

RIO DE JANEIRO (Reuters) – Uma operação de capitalização da Eletrobras (ELET3; ELET6), prevista como parte de um processo para a sua privatização, também deverá ser feita na bolsa Nova York, afirmou nesta sexta-feira o presidente da estatal, Rodrigo Limp.

Segundo ele, a oferta no mercado norte-americano faz sentido uma vez que a Eletrobras tem ADRs naquele país.

“Temos ações e ADRs em Nova York… Está prevista a operação também lá”, disse o executivo, a jornalistas, após evento no Rio de Janeiro.

Limp pontuou ainda que a estatal também tem papeis na bolsa de Madri, mas que sua participação naquela cidade é considerada pouco expressiva. O executivo ponderou, no entanto, que a contratação de um sindicato de bancos para definir como será a operação de capitalização ainda será realizada.

A capitalização ocorrerá como parte do processo de privatização da Eletrobras. Será feito um aumento de capital social, com renúncia do direito de subscrição de ações pela União, que assim terá diluída sua fatia de 61% na empresa.

A previsão do governo é que a emissão de ações ocorra até o primeiro bimestre de 2022. Até lá, deverão ser realizadas as definições de premissas fundamentais à modelagem da privatização pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deve concluir até setembro a modelagem da operação de capitalização que depois terá de ser aprovada ainda por Tribunal de Contas da União (TCU) e Assembleia de Acionistas.

O presidente da Eletrobras afirmou considerar o cronograma “desafiador”, mas disse que o prazo é viável.

Nuclear

O processo de privatização prevê a criação de uma estatal para abrigar a Eletronuclear, que também deve ser capitalizada e deverá contar ainda com posição minoritária da Eletrobras, segundo Limp.

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“É possível que a gente continue sócio da Eletronuclear, esse é um panorama bem possível”, afirmou

“Teremos menos de 50 por cento, mas depende do aporte que será feito pela nova empresa ou pela União… O aporte ainda não está definido, o que tem se pensado é numa empresa nova estatal aportando na Eletronuclear e diluindo a participação da Eletrobras”, complementou.

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Indicação de CEO anima e ações da Eletrobras fecham em alta de quase 5%; confira o que esperar

SÃO PAULO – Dois meses após Wilson Ferreira Jr. anunciar a sua saída da Eletrobras (ELET3, R$ 33,89, +4,96%;ELET6, R$ 34,35, +3,62%), o que causou um forte impacto nas ações por conta de sua elogiada condução da estatal para uma maior saúde financeira, a elétrica anunciou quem foi o escolhido para substitui-lo. A escolha do novo CEO foi alvo de polêmica, não por suas qualificações, mas pelo modo de escolha do nome; contudo, os analistas de mercado acabaram relevando e vendo a indicação como bastante positiva.

No final da noite de quarta-feira (24), a Eletrobras informou que Conselho de Administração, por maioria, decidiu ontem recomendar Rodrigo Limp Nascimento para uma vaga do Conselho da companhia, visando exercer futuramente o cargo de presidência da empresa.

A indicação foi realizada pelo acionista controlador da companhia, isto é, o governo federal. O nome de Limp não fazia parte da lista de possíveis candidatos elaborada pela consultoria externa independente Korn&Ferry contratada para assessorar na escolha de candidatos para a Presidência.

No entanto, a Eletrobras destaca em seu fato relevante que ele foi avaliado e recomendado pelo Comitê de Pessoas, Elegibilidade, Sucessão e Remuneração, entrevistado e aprovado, por maioria, pelo Conselho de Administração, e atende aos requisitos legais e de qualificação técnica necessários para o cargo.

De qualquer forma, a governança corporativa da companhia foi questionada, levando inclusive à saída de um conselheiro da companhia.

Mauro Gentile Rodrigues da Cunha, que também é coordenador do Comitê de Auditoria e Risco Estatutário, pediu saída do Conselho por discordar da escolha do nome indicado pelo governo. Segundo ele, a recomendação deixou de lado o processo de seleção do novo presidente que estava em curso sob coordenação da consultoria Korn Ferry. Na carta de renúncia, Cunha disse que houve “quebra irremediável de confiança no processo de governança deste conselho”.

“Faço votos para que as sementes de governança plantadas persistam e voltem a florescer, levando a Eletrobras a novos voos para cumprir seu propósito de dar energia para o desenvolvimento sustentável da nossa sociedade”, escreveu.

Apesar dessas rusgas e da governança corporativa ser sempre vista como uma questão para a companhia, ainda mais em tempos recentes com a interferência do governo nas demais estatais como Petrobras (PETR3;PETR4) e Banco do Brasil (BBAS3), a indicação de Limp está sendo bastante elogiada pelos analistas de mercado, com alguns deles destacando como o “melhor nome para o desafiador processo de privatização” da elétrica, caso do Itaú BBA, enquanto o Bradesco BBI avaliu a escolha como “perfeita”. Isso motivou a alta das ações da companhia nesta quinta, que fechou com ganhos de 4,96%, a R$ 33,89, para os papéis ON, e de 3,62%, a R$ 34,35, para os ativos PN.

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Limp é atualmente secretário de energia do Ministério de Minas e Energia e foi diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) entre 2018 e 2020. Foi também consultor legislativo da Câmara dos Deputados na área de Recursos Minerais, Hídricos e Energéticos entre 2015 e 2018.

Limp é formado em direito pelo Instituto Brasiliense de Direito Público – IDP, e também é graduado em engenharia elétrica pela Universidade Federal de Juiz de Fora – MG. Além disso, possuí MBA Executivo em Administração: Gestão em Empresa de Energia Elétrica pela Fundação Getúlio Vargas – FGV, Mestrado Economia do Setor Público, pela Universidade de Brasília – UNB, Pós Graduado em Direito Regulatório de Brasília, pela Universidade de Brasília – UNB.

“Acreditamos que a nomeação de  Limp para o Conselho de Administração e Presidência da Eletrobras atende a critérios técnicos tendo em vista a sua trajetória profissional com ampla experiência no setor elétrico, especialmente no que diz respeito à regulação”, destaca a XP Investimentos.

A experiência com a legislação, o seu amplo conhecimento sobre a regulação do setor por ter feito parte da Aneel e o fato de ter sido peça-chave para o avanço no processo de desestatização da companhia como integrante do Ministério de Minas e Energia são pontos citados como bastante relevantes pelo Itaú BBA, que destacou a notícia como muito positiva.

“Embora Limp não tenha experiência corporativa, acreditamos que ele tem as habilidades certas para liderar a empresa e conduzir o complexo processo de desestatização”, avaliam Marcelo Sá, Fernando Zorzi e Luiza Candiota, analistas do BBA, que apontam estarem mais otimistas em relação ao potencial processo de privatização.

Os analistas do Bradesco BBI também apontam que, apesar da rusga sobre a governança corporativa da estatal, “não poderiam estar mais satisfeitos” com o novo nome do CEO da Eletrobras.

“Em nossa opinião, o governo está enviando uma nova mensagem de que está totalmente focado na privatização de
Eletrobras (nomear Diogo Mac Cord como Secretário de Privatização em 2020 foi outro sinal claro, seguido pelo envio da
Medida Provisória para privatizar a Eletrobras em fevereiro de 2021). Conhecemos e temos contato com Limp há vários anos, durante sua gestão na Aneel e como Secretário no ministério, e nossa opinião é de que ele é guiado por uma visão técnica profunda combinada com sabedoria política”, afirmam Francisco Navarrete, Bruno Reis e Jonny Oda, analistas do BBI.

Os analistas apontam ainda que, embora na visão deles o ex-CEO Wilson Ferreira seja “obviamente insubstituível” em muitos aspectos, os críticos estão “perdendo o foco” graças ao fato de que o antecessor e a sua equipe (que permanece na Eletrobras) resgataram a companhia e fizeram com que ela se tornasse um player verdadeiramente relevante no setor de energia no Brasil e no exterior.

Tudo ou nada para a Eletrobras? O que esperar

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A nomeação de Limp, avaliam os analistas do BBI, fala diretamente a este desafio da estatal em um cenário de “tudo ou nada” para a companhia com os cenários para a desestatiazação. Isso porque, ou a Medida Provisória que trata sobre o tema é aprovada pelo Congresso até junho – após seu envio, no caso no final de fevereiro, ela tem 120 dias para ser votada e aprovada pelo Legislativo – ou a Eletrobras permanece como uma estatal enquanto nos dirigimos para o cenário incerto das eleições de 2022.

Com isso, é importante ficar de olho nas próximas datas e no progresso para a votação da MP da Eletrobras no Congresso.

A assembleia geral ordinária de acionistas, na qual deverão ser eleitos os membros do conselho de administração da companhia, em movimento que prepara também a nomeação do novo presidente para a estatal, está marcada para o próximo dia 27 de abril.

Enquanto isso, os analistas observam o noticiário político. Conforme destacou o jornal O Globo, o relator da medida provisória (MP) que trata da privatização da estatal, deputado Elmar Nascimento (DEM-BA), avalia mudar completamente o modelo proposto pelo governo para a venda da estatal, o que pode gerar reação negativa no mercado financeiro.

Segundo a publicação, técnicos dos ministérios da Economia e de Minas e Energia alertam que a adoção de um novo formato pode adiar a privatização para depois de 2022.

Nascimento tem falado em dividir a empresa em duas. Uma parte permaneceria como estatal e reuniria a hidrelétrica Itaipu, na divisa com o Paraguai, e as usinas nucleares localizadas em Angra dos Reis — em ambos os casos, as usinas não podem ser privatizadas. A outra parte seria composta por subsidiárias como Furnas, Eletronorte e Chesf. Elas seriam vendidas juntas ou separadas, o que ainda não estaria definido.

Já a MP enviada pelo governo ao Congresso defende uma capitalização na Bolsa de Valores como forma de a União perder o controle da estatal. A empresa seria transformada numa corporação sem controlador definido. Depois da sinalização do deputado, o governo buscou convencer o deputado a manter a proposta original.

Leia mais: Quais são os obstáculos para a privatização da Eletrobras?

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Na avaliação do Itaú BBA, a proposta de Elmar Nascimento é uma má ideia devido: 1) à complexidade de cisão de subsidiárias, com garantia de dívidas; 2) o risco de grande concentração de mercado se um grande mercado local ou uma concessionária estrangeira adquirir essas subsidiárias; 3) mais resistência dos políticos; e 4) o fato de que isso exigiria
muito mais tempo para execução, reduzindo substancialmente as chances de aprovação em 2021. “Nosso caso base é de que esta alternativa não avançará, e a atual MP será aprovada na Câmara dos Deputados (com algumas emendas) em abril”, apontam os analistas.

Os analistas do BBA possuem recomendação outperform (desempenho acima da média) para os ativos ELET3, com preço-alvo de R$ 56 (potencial de alta de 73,4% frente o fechamento da véspera), assumindo uma chance de 50% de privatização. Caso a privatização seja concretizada, o banco vê a ação a R$ 64, ou alta de 98,2% em relação ao fechamento da ação na última quarta-feira. Já os analistas do BBI, por sua vez, possuem recomendação neutra para o ativo ELET6, com preço-alvo de R$ 41, ainda que com potencial de alta de 23,7% frente o fechamento da véspera de R$ 33,15.

Alguns analistas ainda seguem cautelosos com a companhia, caso do Credit Suisse, apontando que ainda é preciso forte apoio político para que a proposta do governo seja aprovada. Contudo, a avaliação geral da escolha do nome de Limp foi vista como positiva, sendo mais um progresso para a desestatização da estatal – ainda que o método da escolha do CEO tenha sido contestado.

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Eletrobras: o que analistas esperam para a ação em meio à escolha de um novo CEO e expectativas de privatização

Cabe destacar que, durante esta semana, também houve a mudança, ainda que temporária, no comando da companhia. Desde terça-feira, Elvira Cavalcanti Presta, diretora financeira e de Relações com Investidores da companhia, ocupa a presidência da estatal de forma interina, após a saída do então CEO, Wilson Ferreira Junior, que foi para a BR Distribuidora (BRDT3).O conselho de administração da companhia designou Elvira para acumular os cargos até que seja concluído o processo de sucessão, um novo presidente seja eleito e haja posse efetiva no cargo.

Sobre o tema, Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia, afirmou na terça-feira que Jair Bolsonaro, presidente da República, tem participado de conversas para a definição de um novo presidente para a estatal.

“O presidente Bolsonaro está analisando alguns nomes e eu tenho conversado com ele, estou assessorando ele nesse sentido. E nós acreditamos que poderemos em breve anunciar o novo presidente da empresa”, disse Albuquerque, em entrevista à Band News.

O ministro acrescentou que a nova direção da Eletrobras deverá ser de “continuidade” e elogiou os executivos da empresa pelo que qualificou como uma gestão “excelente” da estatal. Questionado durante a entrevista, ele disse que não há uma preferência entre a escolha de um militar ou civil para o cargo.

Após o anúncio da saída de Ferreira, em 25 de janeiro, a Eletrobras disse que seu conselho aprovou a contratação de uma consultoria externa especializada em recrutamento de executivos “a fim de assessorar o colegiado no processo de seleção e eleição do novo presidente”.

De acordo com informações do Valor Econômico, a comissão interna de nomeação do novo CEO tem trabalhado com a consultoria de recrutamento Korn Ferry e já chegou a uma lista de cerca de seis nomes – metade nomes de mercado e metade de dentro da companhia. Afastando as especulações iniciais do mercado, o presidente do conselho, Ruy Schneider, não compõe essa lista, afirmaram duas fontes ao jornal.

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Em meio a esse cenário de indefinições, uma boa notícia para as ações: o Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (CPPI) decidiu incluir a companhia no Programa Nacional de Desestatização (PND), com o início dos estudos técnicos. Assim, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) poderá começar as avaliações para aumento de capital, que diluirá a parte do governo, conforme autorizado pela Medida Provisória 1.031, de 23 de fevereiro.

A MP tem 120 dias para ser votada e aprovada pelo legislativo. O BNDES deve começar os estudos para o pagamento da concessão que têm previsão de conclusão até julho de 2021, o Tribunal de Contas da União (TCU) deve revisar os cálculos até novembro, enquanto o anúncio do aumento de capital deve ocorrer até dezembro.

O governo estima que a capitalização da Eletrobras vai gerar uma valorização de R$ 30 bilhões. A participação da União e do BNDES, hoje em 61%, será reduzida a 45%, e o valor de mercado da empresa deve aumentar de R$ 50 bilhões (em fevereiro de 2021) para R$ 140 bilhões após a capitalização.

O Credit Suisse apontou que a decisão de avançar com o processo de privatização é positiva para a empresa. Além disso, os primeiros passos também parecem abrir bons motivos para a discussão no Congresso.

De qualquer forma, a avaliação é de que ainda é preciso forte apoio político para que a proposta seja aprovada: “o governo já enfrentou dificuldades com a privatização e, consequentemente, acreditamos ser importante ter uma visão mais clara da opinião do Congresso sobre esta nova Medida Provisória”.

Leia mais: Quais são os obstáculos para a privatização da Eletrobras?

Também deve-se destacar que é preciso ter conhecimento sobre os termos finais do pagamento da taxa de concessão e os poderes da “golden share” (classe especial de ações que permite ao governo poder de veto em decisões estratégicas mesmo não sendo mais o controlador) para que os acionistas minoritários tenham mais visibilidade sobre o potencial de ganhos com os papéis.

Em avaliação anterior do Goldman Sachs, o cenário de análise pós-capitalização (desestatização) sugere um valor hipotético no intervalo entre R$ 58,30 e R$ 91,30 reais por ação para ELET3 (ações ordinárias) e entre R$ 63,80 e R$ 100,20 por ação para ELET6. Contudo, destaca o banco americano, “há potenciais desafios para a aprovação da proposta, especialmente uma vez que a companhia ainda não tem um novo CEO indicado”. O Itaú BBA avalia que o papel ELET3 pode valer R$ 64 se a estatal for privatizada, uma alta de quase 94% frente o último fechamento.

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Ao falarem sobre o processo de sucessão, os analistas do Credit apontam que Elvira Presta como presidente temporária da companhia é um desdobramento positivo. Além disso, destacaram os analistas, se o seu nome for confirmado para o período de aumento de capital, esse também seria um bom resultado: “isso dado seu conhecimento sobre a tese de investimento e abordagem pró-mercado, podendo contribuir com os passos iniciais na discussão do aumento de capital”, diz o relatório.

Mesmo com as recentes boas notícias, dado o cenário de incerteza, os analistas ainda têm cautela com os papéis. A recomendação para os ativos ELET6 é neutra, com preço-alvo de R$ 32 (valor 4,85% menor frente o fechamento da véspera), enquanto que, para os papéis ELET3, a recomendação é underperform, com preço-alvo de R$ 28,30 (valor 14% abaixo em relação ao fechamento da véspera). As ações registram alta na tarde desta quarta-feira após um início de sessão volátil, com os papéis ELET3 subindo 1,61%, a R$ 33,55, enquanto ELET6 avançava 1,78%, a R$ 34,23, às 15h23 (horário de Brasília).

Otimismo

Enquanto o Credit Suisse está cauteloso, Kaique Vasconcellos, sócio da Helius Capital e que cobre as ações do setor de energia elétrica há mais de 12 anos, destaca ver chances maiores de a privatização andar no cenário atual.

“Em 2017, houve uma primeira tentativa no governo Temer e depois teve um projeto de lei que ficou parado na Câmara por algum tempo. Hoje, há um alinhamento mais claro de interesses entre políticos, sociedade e investidores e, com esse alinhamento, há mais possibilidade de sucesso da privatização”, afirmou.

Vasconcellos acrescentou que as falas recentes dos presidentes do Congresso dando sinalização favorável ao processo de capitalização da Eletrobras também corroboram com a sua visão. “A gente sabe também que os políticos mudam de ideia todo dia, mas foi um sinal muito positivo, tanto o [Arthur] Lira [presidente da Câmara] quanto o [Rodrigo] Pacheco [presidente do Senado] demonstrarem que há, sim, algum apoio para essa privatização acontecer. Agora a questão é monitorar se os alinhamentos continuam no mesmo caminho.”

(Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo)

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