Cielo reverte prejuízo e lucra R$ 180,4 mi no 2º trimestre de 2021; empresa aprova distribuição de R$ 63,6 mi em JCP

SÃO PAULO – A Cielo (CIEL3) reverteu prejuízo líquido de R$ 75,2 milhões no 2º trimestre de 2020 para lucro de R$ 180,4 milhões no segundo trimestre de 2021, informou a companhia nesta segunda-feira (2).

A empresa de maquininhas aponta que esse é o terceiro trimestre consecutivo de expansão do lucro líquido, na comparação contra o mesmo trimestre do ano anterior.

De acordo com a companhia, em comparação ao primeiro trimestre (e em termos ajustados), o resultado consolidado em base recorrente apresentou crescimento de 32,8%, refletindo melhoras no resultado da Cateno e em outras controladas. Sem excluir os eventos não recorrentes, que majoraram o lucro do primeiro trimestre em R$ 105,5 milhões, o resultado apresentou retração de 25,2%

“No comparativo com o mesmo trimestre de 2020, o resultado foi impulsionado pela melhora em todas as unidades de negócios, com destaque para a Cielo Brasil (negócio de adquirência no Brasil) e Cateno”, destacou a companhia. Já na Cielo Brasil, as receitas líquidas registraram crescimento de 16,1% sobre o mesmo período de 2020, impulsionadas pelo
crescimento do volume financeiro de transações.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) foi de R$ 580,8 milhões, alta de 145,9% na base anual, mas queda de 5,3% frente o primeiro trimestre de 2021.

Os gastos normalizados registraram queda de 4,5%, o que permitiu recuperação da margem Ebitda (Ebitda sobre a receita líquida), de 11,1 pontos na base anual, passando de 9,6% para 20,7%.  Na Cateno, a recuperação do resultado também foi impulsionada pelo desempenho operacional, com destaque para a expansão de 43,6% do volume transacionado comparado ao segundo trimestre de 2020.

A receita operacional líquida foi de R$ 2,812 bilhões, alta de 14,8% na comparação com igual período de 2020 e variação positiva de 2,2% frente os primeiros três meses desse ano.

Por outro lado, afirmou a companhia, uma maior expansão do resultado foi limitada pelo crescimento de despesas com Impostos sobre Serviços (ISS), em ritmo superior ao observado nas receitas. A partir do primeiro trimestre de 2021,
tanto a Cielo quanto a Cateno passaram a reconhecer maiores despesas com ISS em razão dos impactos previstos com o início de vigência da Lei 175/2020. As despesas com ISS da Cielo foram majoradas em R$ 30,5 milhões no segundo trimestre de 2021, e, na Cateno, o aumento de despesas foi de R$ 26,6 milhões.

O volume processado pela Cielo Brasil atingiu R$ 165 bilhões, expansão de 29,1% sobre o mesmo trimestre de 2020, e de 3,3% sobre o trimestre anterior. “Destaque para os segmentos de varejo e empreendedores, que, em conjunto, apresentaram crescimento de 48,8% sobre segundo trimestre de 2020, e já representam 39,3% do total transacionado”, destacou.

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A empresa afirmou em seu release de resultados que segue avançando em sua agenda de eficiência operacional: gastos normalizados registraram queda nominal de 4,5% sobre mesmo período de 2020, e de 2,2% sobre o trimestre anterior.

Proventos

O Conselho de Administração aprovou, ainda sujeito a aprovação da Assembleia Geral Ordinária a ser realizada para a aprovação do resultado do exercício social de 2021, a declaração de Juros sobre Capital Próprio  no montante de R$ 63,675 milhões referente ao segundo trimestre de 2021. Os JCP estão sujeitos à incidência de imposto de renda, conforme aplicável a cada caso, e serão distribuídos e pagos aos acionistas nas proporções de suas participações no capital social da Companhia, sendo que não farão jus aos JCP as ações mantidas em tesouraria. O valor final por ação dos JCP é de R$0,02356713484.

Os JCP serão pagos aos acionistas no dia 19 de agosto de 2021, com base na posição acionária de 05 de agosto de 2021, sendo as ações da Companhia negociadas ex juros sobre capital próprio a partir de 06 de agosto de 2021, inclusive.

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Banrisul inicia busca por investidor para subsidiária de cartões; operação pode desbloquear valor, dizem analistas

O Banco do Estado do Rio Grande do Sul, o Banrisul (BRSR6),  anunciou na quarta-feira (14) que iniciará uma operação para captação de investidor para a sua subsidiária Banrisul Cartões.

O presidente da instituição, Cláudio Coutinho, afirmou que se trata de uma medida para agregar know-how, tecnologia e investimentos.

“O movimento busca fortalecer e proporcionar crescimento à Banrisul Cartões, com possibilidade de expansão dos serviços para todo o Brasil. É uma ação bem estruturada para incrementar o potencial de negócio dessa subsidiária e ampliar a sua competitividade. É importante deixar claro que não se trata da venda da Banrisul Cartões, pois o Banrisul continuará tendo participação relevante na empresa”, destacou.

O Conselho de Administração autorizou o Banco J. P. Morgan S.A. — assessor financeiro contratado — a tomar todas as medidas e providências necessárias para identificar potenciais investidores ou parceiros estratégicos aptos a participar do processo.

A empresa informou que a operação poderá envolver a alienação de ações de emissão da Banrisul Cartões, inclusive representativas do seu controle acionário.

Além disso, também há possibilidade de ser realizada por meio de aumento de capital a ser subscrito por terceiros, alienação primária de ações de emissão do Banrisul Cartões, operações de fusão, cisão, incorporação, incorporação de ações, combinação de negócios, joint ventures, alienação de ativos, acordos comerciais, em uma única operação ou em uma série de operações e outras estruturas jurídicas e financeiras a serem estabelecidas pelo Conselho de Administração oportunamente.

O Banrisul esclarece, ainda, que a efetiva execução da operação está sujeita a posterior definição, pelo Conselho de Administração do Banco, da estrutura financeira e jurídica final e do potencial investidor ou parceiro estratégico selecionado. Também depende das aprovações legais e regulatórias aplicáveis, incluindo o Banco Central do Brasil e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A XP destaca que, dentre os principais produtos do Banrisul Cartões incluem a rede de adquirência Vero e o Banricard. A Vero é a sexta maior rede de adquirência do Brasil com 1,6% de market share no terceiro trimestre de 2020, de acordo com a Cielo. Já o Banricard envolve a emissão de cartões pré e pós-pagos, cujo faturamento atingiu R$ 1,4 bilhão e 17,1 milhões de transações em 2020.

“Apesar de o Banrisul Cartões ser um negócio acretivo ao Banrisul, tendo apresentado um ROAE de 20,3% em 2020, superior ao ROAE do Banrisul de 10,2%, nossa visão é positiva para o anúncio da proposta devido ao cenário competitivo cada vez mais agressivo no setor de adquirência e cartões e ao avanço de tecnologias e fintechs. Contudo, a execução da operação ainda está sujeita a estruturação financeira e jurídica, seleção de potencial investidor bem como as aprovações legais e regulatórias”, afirmam os analistas da XP.

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O Bradesco BBI avalia que a operação pode ser uma solução para a tentativa de IPO abandonada em 2018, já que o parceiro / investidor deve apoiar a estratégia de crescimento do Banrisul Cartões, o que também pode desbloquear valor para o Banrisul se for bem-sucedido.

“Como referência, estimamos que o Banrisul Cartões esteja avaliado em cerca de R$ 4,6 bilhões, assumindo que o primeiro trimestre de 2021 represente 15% do lucro líquido de 2021 e aplicando a mesma avaliação da Cielo (CIEL3), avaliam os analistas do banco.

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Presidente da Getnet diz que empresa planeja entrar na Europa em 2022; EUA será próximo destino

Após se expandir para Chile, Argentina e México, a Getnet, empresa de maquininhas do Santander Brasil, está de malas prontas para desbravar a Europa em 2022. No ano seguinte, o destino serão os Estados Unidos. De uma startup, criada no Rio Grande do Sul em 2003, a empresa se tornou peça-chave nos planos do espanhol Santander de criar uma plataforma global de pagamentos.

Ao Estadão/Broadcast, o presidente da Getnet, Pedro Coutinho, falou sobre os desafios no caminho para atingir esse alvo. Abaixo, os principais trechos da entrevista:

O Banco Central devolveu aos lojistas os recebíveis. A adoção da regra foi marcada por problemas operacionais, com empurra-empurra entre as registradoras. Quais são as suas expectativas?

Esse é um projeto de quase dois anos. Não é simples. É um projeto que cria um novo modelo para o mercado, dá mais transparência aos recebíveis e a oportunidade de escolha aos estabelecimentos. A gente já sabia que não seria uma implementação fácil pelo ecossistema, que envolve bancos, clientes, registradoras e credenciadoras. Tivemos dois dias bem difíceis e conseguimos colocar para funcionar (o novo modelo) com uma ou outra intermitência. Já foi muito melhor.

Para o lojista, a nova regra deve representar mais crédito, a menores taxas?

A nova regra vai gerar uma competitividade maior, dar a oportunidade de mais empresas brigando pelo cliente e, a exemplo do que vimos em outros negócios, como no crédito consignado (com desconto em folha), financiamento de veículos e imobiliário, que cresceram exponencialmente nos últimos dez anos, acredito que isso também vai acontecer com os recebíveis.

O PIB brasileiro veio melhor do que o esperado, mas o cenário de retomada é acompanhado de uma vacinação lenta, ruídos políticos e crise energética. De que forma esse ambiente se reflete no desempenho do mercado?

O setor de meios de pagamentos tem se demonstrado ao longo dos últimos 11 anos resiliente. No ano passado, a gente cresceu. No primeiro trimestre, crescemos 11,3%. Muita gente não acreditava que a indústria de pagamentos poderia crescer dois dígitos com a retirada do auxílio emergencial, e nós crescemos.

Para 2021, a expectativa (de crescimento) se mantém entre 18% a 20%?

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Sim. Acredito neste número. O varejo em maio foi muito bem, e o setor está no meio desse processo. A gente ajuda os estabelecimentos, que ainda não são, a se bancarizar e se digitalizar. Quando a gente olha para o mundo digital, estamos vendo alguns estabelecimentos vendendo mais depois da pandemia. Estamos em uma indústria que está crescendo porque tem ajudado os clientes a venderem mais.

Então, a projeção será alcançada mesmo em um cenário macro ainda desafiador?

A gente acredita que sim. Outro ponto importante é que a previsão de que os gastos das famílias através dos meios de pagamentos digitais chegariam a 60% em 2022 será batida também.

A pandemia teve algum papel no alcance dessa meta?

Sem sombra de dúvidas, sim, de três formas. A primeira foi o auxílio emergencial. A gente viu um pedaço da população se bancarizar e se digitalizar. O segundo ponto é que as empresas de e-commerce tiveram um papel importantíssimo. O terceiro é que, quando veio a pandemia, não foi uma orientação do CEO ou do diretor de tecnologia. Quem mandou foi a covid. A covid disse o seguinte:”Arruma aqui o mundo digital, porque senão vai ficar para trás”. A gente viu as empresas se transformarem. Os pequenos que não vendiam nada (no digital) passaram a vender.

A Getnet se prepara para ser uma empresa solo e listada em bolsa. Como está o processo?

Ao longo dos últimos dois anos, trabalhamos com a área global do banco, que entende que a Getnet pode ser multiplicada. Temos uma equipe de tecnologia separada, dedicada para essa empresa global. O banco tomou a decisão de que, para esse processo e geração de valor, teria de fazer um spin-off da Getnet do Santander Brasil. Isso foi feito e autorizado no fim de março. Nós ingressamos com o pedido junto ao Banco Central e esperamos que isso (a autorização) ocorra até o fim de setembro. Mas está na mão do regulador. Temos de esperar. Estamos seguindo o processo de que tem de ser feito junto à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e à Nasdaq.

A listagem vem neste ano?

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Se tudo der certo, como a gente acredita que vai dar, será no quarto trimestre.

Em quais países a Getnet quer estar que ainda não chegou?

A gente já implantou a Getnet no México. Estamos operando na Argentina e no Chile. Temos um planejamento para ingressar na Europa no ano que vem e, em 2023, nos EUA.

Há mais aquisições no radar?

Nos últimos anos, fizemos algumas aquisições que completassem nossa oferta de valor e melhorassem nossos serviços. O que está no nosso alvo? Nesse momento, nada. Nosso foco está em consolidar as empresas que compramos, e, ao mesmo tempo, a prioridade é todo o tema da expansão da Getnet em outros países.

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Magazine Luiza celebra contrato para compra da Bit55, plataforma de tecnologia para processamento de cartões

Tela de celular com Magazine Luiza (Shutterstock)

O Magazine Luiza (MGLU3) comunicou nesta terça-feira (8) a celebração de um contrato para aquisição da Bit55, plataforma de tecnologia para processamento de cartões de crédito e débito na nuvem, construída pelo Banco BS2 para processamento de seus próprios cartões.

A tecnologia proprietária da Bit55 foi desenvolvida ao longo dos últimos dois anos por uma equipe altamente
especializada em produtos financeiros digitais, informou o Magalu.

“Com um modelo escalável, a Bit55 possui uma capacidade de processamento de mais de 2.000 transações por segundo, o que garante um tempo de resposta muito rápido e uma melhor experiência de compra”, destacou a varejista no comunicado.

O Magalu ressalta que a Bit55 possibilita que cartões sejam emitidos e disponibilizados para uso em minutos, além de oferecer toda a estrutura necessária para a gestão de um portfólio de cartões de crédito, que inclui desde o recebimento da proposta, envio do cartão, captura e autorização das transações, emissão da fatura, recebimento e conciliação automática.

“Com a aquisição, a Bit55 complementa os serviços oferecidos pela Hub Fintech, que poderá oferecer aos seus
clientes a emissão de cartões de crédito e débito, além dos atuais cartões pré-pago e contas digitais. A Bit55 passa a
fazer parte das iniciativas de fintech do Magalu e é mais um importante passo na estratégia do Magalu de digitalização
do Brasil”, destaca a empresa.

A conclusão da aquisição está sujeita ao cumprimento de obrigações e condições precedentes, usuais a esse tipo de
operação. O Magalu afirmou que manterá seus acionistas e o mercado em geral devidamente informados, nos termos da
legislação aplicável.

Para o Itaú BBA, a transação foi positiva, pois, além de complementar o ecossistema de fintech do Magazine Luiza, a principal justificativa para esta aquisição é aprimorar o banco de dados de clientes e comerciantes da empresa – um pilar fundamental para o objetivo de desenvolver um Super App abrangente e para a missão de digitalizar totalmente a experiência do varejo no Brasil.

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Resultado da Stone fica abaixo do esperado, mas analistas destacam mensagem positiva para 2021

A processadora da pagamentos Stone STNE.O, cujas ações são negociadas na Nasdaq, divulgou nesta quinta-feira lucro líquido ajustado de R$ 357,8 milhões para o quarto trimestre, alta de 30,1% sobre um ano antes.

A receita total da empresa subiu 27,9%, para R$ 1 bilhão enquanto o número de clientes ativos avançou 35,7%.

A companhia afirmou no balanço que espera superar a marca de 1 milhão de clientes ativos em 2021 e que a receita total tenha “aceleração significativa” em relação a 2020.

Enquanto isso, a Stone espera que a margem líquida ajustada seja similar ao nível de 2020, de 28,9%. No quarto trimestre, o indicador foi de 35,7%, recorde para a empresa.

Para o Credit Suisse, os resultados foram fracos, com a maior decepção sendo explicada principalmente por resultados mais fracos nas contas chaves, que tiveram uma queda de 10% na receita na comparação anual (ante alta de 28% no terceiro trimestre). Enquanto isso, o desempenho no segmento de pequenas e médias empresas permaneceu saudável, com receitas crescendo 94% na mesma base de comparação.

O crescimento do TPV (Total Payment Volume” ou Volume Total de Pagamentos), ex-voucher, desacelerou para 43% na comparação anual (48% no terceiro trimestre), 6% abaixo do consenso e do esperado pelo Credit, e a take rate (ganho obtido com cada transação, que soma as taxas cobradas e desconta as despesas) de 1,64% diminuiu 16 pontos-base na comparação anual.  Tanto o TPV quanto o take-rate foram prejudicados principalmente por contas-chave.

Os analistas comentam que, apesar do resultado, a perspectiva se mantém forte, e que não enxergam muito impacto da perda do quarto trimestre nas estimativas de longo prazo. A Stone mencionou que espera alcançar mais de 1 milhão de pequenos e médios negócios até o final de ano (crescimento de cerca de 50%) e que os take rates aumentem, tanto nos hubs quanto no Pagar.me, o que deve levar a uma aceleração significativa do crescimento da receita.

Por fim, citaram que, apesar dos planos de aumentar a força de vendas em 60%, as margens de lucro líquido devem ficar estáveis em cerca de 30%. “As mensagens transmitidas pelo management são positivas e sustentam a visão otimista sobre a empresa: mantemos nosso outperform”, destacam os analistas, que possuem preço-alvo de US$ 100 para o ativo negociado na Nasdaq.

O Bradesco BBI classificou os resultados da Stone como “decepcionantes”, mas que isso não importa tanto, também destacando que a gestão apresentou uma mensagem positiva para 2021.

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O banco diz que o mercado deve continuar esperando que o lucro líquido atinja, em 2021, R$ 2 bilhões. O Bradesco espera R$ 1,9 bilhão, devido à expansão da base de clientes e portfolio de crédito. A deterioração do cenário macroeconômico e dos custos de financiamento não parecem incomodar investidores.

O BBI aponta que, com os desafios à frente, as ações da Stone parecem excessivamente valorizadas, e diz que o investimento na Stone parece cada vez menos atrativo, devido a maior potencial de outros atores além das empresas tradicionais de pagamento. Segundo o banco, sem uma plataforma on-line forte, a Stone pode ficar para trás na corrida digital. Por outro lado, não há nenhuma outra empresa no setor de pagamentos tão bem posicionada para comprar.
O Bradesco BBI mantém recomendação neutra e preço-alvo de US$ 57, frente aos US$ 76,41 negociados pela Stone na quinta (11) na Nasdaq.

Apesar dos sinais positivos, a sessão promete ser de queda para os ativos na Nasdaq: após o salto de 8,06%, fechando a US$ 76,41, na sessão da véspera, a ação STNE aponta para queda de 7,08%, a US$ 71. De acordo com dados compilados pela Refinitiv, de 16 casas que cobrem o papel, 11 têm recomendação de compra, 4 neutra e 1 de venda.

(Com informações de agências)

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“Não tem nenhum estudo sobre fechamento de capital neste momento”, diz CEO da Cielo

SÃO PAULO — A pandemia de coronavírus fez com que a Cielo (CIEL3) aprimorasse ferramentas e passasse a utilizar soluções tecnológicas que vão além do serviço de adquirência de cartões para compensar a drástica queda no consumo global de mercadorias. Entre essas novas soluções estão o QR Code, o NFC, o Bitz do Bradesco e o reconhecimento de face em parceria com as farmácias Iguatemi.

A ampliação do portfólio de serviços ajudou o balanço da empresa em 2020, mas não evitou que o lucro líquido caísse 68,2% no ano passado, em comparação a 2019, para R$ 490,2 milhões. “A Cielo hoje não é só uma empresa de adquirência, é uma empresa de tecnologia”, disse Paulo Caffarelli, CEO da companhia, em live do InfoMoney nesta quarta-feira (3).

A entrevista faz parte do projeto Por Dentro dos Resultados, no qual CEOs e outros executivos importantes de empresas da Bolsa comentam os balanços do quarto trimestre de 2020 e o desempenho anual das companhias, e falam também sobre perspectivas. Para não perder as próximas lives, que acontecem até o início de abril, se inscreva no canal do InfoMoney no YouTube.

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Caffarelli falou sobre rumores de fechamento de capital e uma eventual venda por parte dos controladores Banco do Brasil e Bradesco, que já havia sido refutada nos últimos dias pelas companhias. Ele também comentou sobre a queda das ações na Bolsa.

“Os controladores foram perguntados com relação a isso pela CVM e responderam dizendo que não tem nenhum tipo de estudo neste momento que fale alguma coisa em desfazimento de parceria ou fechamento de capital”, disse.

“Nós do management da empresa desconhecemos qualquer informação nesse sentido. O que existem são especulações e infelizmente as especulações acabam atrapalhando um pouco o desempenho do papel [na Bolsa], acaba trazendo volatilidade”, completou.

O executivo acredita que o desconto da ação da empresa em comparação aos pares reflete essa incerteza gerada por especulações, mas destacou que a recompra de ações é uma “escolha de Sofia”, já que a empresa precisa crescer em antecipação de recebíveis e, portanto, precisa de liquidez — ou seja, não deve gastar dinheiro comprando as próprias ações no mercado.

O CEO falou ainda sobre o impasse do Banco Central para destravar e liberar o WhatsApp Pay no país, uma vez que a Cielo será a responsável por essa solução, além de ter comentado sobre remuneração ao acionista e a mudança de estratégia de distribuição com força de venda própria, além daquela trazida pelos bancos controladores. Assista à live completa acima.

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Lucro do PagSeguro soma R$ 430 milhões no trimestre, o maior da história da companhia

(Divulgação)

O PagSeguro, empresa de pagamentos do Grupo UOL com ações listadas na Nasdaq, em Nova York, registrou lucro líquido ajustado de R$ 430 milhões no quarto trimestre do ano passado, alta de 4,5% em relação a igual período do ano anterior. Trata-se do maior resultado líquido da história da companhia para um período de três meses.

O recorde, contudo, não foi suficiente para evitar que o PagSeguro terminasse 2020 em queda. O lucro líquido ajustado da empresa caiu 2,4% em comparação a 2019, ao alcançar R$ 1,434 bilhão.

O total de pagamentos capturados pela adquirente chegou a R$ 55,2 bilhões no último trimestre do ano passado, expansão de 61,2% em relação a igual período de 2019. No ano todo, o crescimento é mais tímido, mas ainda expressivo, a uma taxa de 40,7%, para R$ 161,5 bilhões.

As receitas totais, por sua vez, alcançaram R$ 2,088 bilhões nos três meses finais de 2020, incremento de 32,6% sobre o número registrado em igual período do ano anterior. Com isso, o PagSeguro encerrou o ano passado com R$ 6,814 bilhões em receitas totais, avanço de 19,4% em relação a 2019.

A companhia destacou também que terminou 2020 com a marca de 8 milhões de clientes ativos, com a adição de 1,2 milhão só nos últimos três meses. Em todo o ano passado, foram 5,1 milhões de novos usuários.

Segundo a companhia, o quarto trimestre foi marcado pela expansão mais acelerada do uso do cartão de débito por parte dos consumidores, uma tendência do mercado no período. Enquanto isso, as transações com cartão de crédito, tanto à vista quanto parcelado, tiveram crescimento menor, destaca o PagSeguro.

Para a empresa, o avanço maior do débito reflete “mudança temporária” nos padrões de consumo dos brasileiros, que têm priorizado os bens de primeira necessidade, equacionando as finanças mensais e adiando compras parceladas, dado o cenário de maior incerteza.

“Essas tendências são explicadas principalmente pelo comportamento dos consumidores no período, refletindo uma redução nos limites de crédito dos bancos emissores, desaceleração das atividades de consumo em parcelas, em parte decorrente da pandemia da covid-19. Além disso, a prevalência do auxílio emergencial, que representa a assistência financeira do governo brasileiro para pessoas economicamente vulneráveis e que é transacionado majoritariamente na modalidade de débito”, explica a companhia, em nota à imprensa.

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PagSeguro registra lucro contábil de R$ 263,4 mi no trimestre, queda de 23,1%

(Shutterstock)

A PagSeguro, empresa de meio de pagamentos do UOL, teve lucro líquido contábil de R$ 263,4 milhões no terceiro trimestre, queda de 23,1% em relação a igual trimestre do ano passado, mostra balanço divulgado nesta quarta-feira, 18. O lucro ajustado ficou em R$ 330,4 milhões, baixa de 15,3% ante um ano antes.

Já o volume total transacionado no período por meio das maquininhas subiu 52,5% na mesma comparação, para R$ 44,8 bilhões. As receitas totais, por sua vez, somaram R$ 1,781 bilhão no intervalo entre julho e setembro, alta de 21,8% ante igual período de 2019.

Em relatório, a PagSeguro destaca que o PagBank terminou o terceiro trimestre com 6,7 milhões de clientes ativos, 1,8 milhão a mais que no fim do trimestre anterior. Entre os que chegaram, quase meio milhão são comerciantes, destaca a empresa em nota à imprensa.

“O salto no número de novos comerciantes, aliado ao aumento substancial das transações financeiras online, que cresceram 121% no terceiro trimestre deste ano, em comparação ao mesmo período de 2019, foram os principais motores de crescimento no período”, explicam.

Além disso, a companhia destacou que os pagamentos com débito, impulsionados pelo auxílio emergencial, cresceram em ritmo mais acelerado do que as transações feitas com cartão de crédito. “O avanço reflete uma mudança temporária nos padrões de consumo de milhões de brasileiros, que têm priorizado os bens de primeira necessidade, equacionando as finanças mensais e adiando compras parceladas, dado o cenário de maior incerteza”, afirma a empresa.

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Nova fase da “guerra das maquininhas” começa após compra da Linx pela Stone

Pagamento pelo celular ou por smartwatch (Shutterstock)

O anúncio de compra da Linx (LINX3) pela empresa de meios de pagamento Stone, por R$ 6 bilhões, é um sinal da nova onda de movimentação no setor de pagamentos no Brasil, dentro de um cenário de crescente competição apelidado de “guerra das maquininhas”.

Como pano de fundo deste processo estão o Pix e o open banking, iniciativas na direção de abertura de mercado financeiro implementadas pelo Banco Central.

Com receitas combinadas de R$ 3,6 bilhões, a fusão da Stone com a Linx cria oportunidade de gerar pagamentos no volume bruto de R$ 300 bilhões, de acordo com apresentação feita ao mercado pela empresa.

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Para fazer frente à operação, a Stone fará na bolsa de tecnologia Nasdaq, onde é listada, uma oferta de ações de cerca de US$ 1 bilhão, que deverá ser suficiente, por causa da taxa de câmbio, para pagar a transação, que será 90% em dinheiro e 10% em ações do novo negócio.

O acordo depende de aprovação de órgãos reguladores e dos acionistas da Linx.

O que a Stone tem em mente, com a aquisição, é promover inovação em soluções para varejistas digitais, que poderão melhorar a experiência de pagamentos de seus clientes e também oferecer serviços bancários com sua marca. A Stone terceirizaria esse serviço ao varejo, evitando que as empresas tenham de montar uma estrutura própria.

Leia também:
“Melhor dos dois mundos” ou operação complexa? As oportunidades e desafios com a aquisição da Linx pela Stone

“Esse movimento coloca bastante pressão na concorrência, particularmente nas companhias de capital aberto, que serão cobradas a apresentar saídas mais claras para esse novo cenário competitivo”, diz Bruno Diniz, líder na América Latina da Financial Data and Technology Association (FDATA).

Segundo o presidente da Stone, Thiago Piau, o acordo com a Linx é uma oportunidade para a empresa criar soluções inovadoras para o e-commerce. Para ele, a aquisição acelera projetos da companhia. Essa oferta a varejistas deverá dar resultados financeiros à Stone dentro de dois anos, segundo o executivo.

Nova era

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A avaliação de especialistas é de que a captação de pagamentos em maquininhas não apresenta mais diferencial. Ao buscar novos negócios, a Stone saiu na frente da concorrência. “Essa aquisição é mais um importante passo da Stone na criação de um ecossistema de soluções para as pequenas e médias empresas”, disse Diniz.

Em relatório, o Credit Suisse disse que a fusão de Stone e Linx une “o melhor de dois mundos. “A Stone tem o melhor serviço/produto e é o melhor executor no setor de meios de pagamento, enquanto a Linx é a principal provedora de softwares de gestão para o varejo com soluções de primeira qualidade para varejistas físicos e online de médio e grande portes”, disseram, em relatório, os analistas Daniel Federle e Felipe Cheng.

Especialista em meios de pagamento, Edson Santos explica que o mercado está passando por mudanças. Para ele, a guerra brutal das maquininhas em andamento será vencida pelo concorrente que conseguir atender a um número maior de demandas dos clientes.

No caso da Stone, o movimento é claro de união de tecnologia ao mundo do meio de pagamento. Apenas no primeiro trimestre, a Stone fez investimentos na startup Vitta, de planos de saúde; na mLabs, de gerenciamento de redes sociais; na Delivery Much, de entrega de comida; e na MVarandas, que desenvolve tecnologia para o mercado de restaurantes.

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