Copel lança Programa de Demissão Incentivada com potencial redução de até R$ 83,4 milhões

A Copel (CPLE6) lançou na quarta-feira, 18, o Programa de Demissão Incentivada (PDI), em função da venda da Copel Telecom.

Segundo a empresa, o PDI é estimado em R$ 80,6 milhões de indenizações, com prazo para adesão no período de 18 a 31 de agosto deste ano e com os desligamentos previstos para 15 de fevereiro de 2022.

Atualmente, 350 empregados se enquadram nos requisitos de adesão, para os quais estima-se uma redução potencial de até R$ 83,4 milhões em custos anuais a partir de 2022.

“O lançamento deste programa é parte integrante da estratégia de melhoria contínua de eficiência e redução de custos da companhia”, aponta a Copel.

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Aneel aprova reajuste médio de 9,89% nas tarifas da Copel

A Agência Nacional de Energia Elétrica aprovou nesta terça-feira reajuste médio de 9,89% nas tarifas da Copel Distribuição, da Copel (CPLE6). Para os consumidores atendidos em alta tensão, como indústrias, o efeito médio será de 9,57%. Já para os de baixa tensão, que inclui os residenciais, o impacto médio será de 10,04%.

As novas tarifas entram em vigor a partir da próxima quinta-feira, 24.

A empresa é responsável pela distribuição de energia para 4,8 milhões de consumidores, considerando todos os grupos, como comerciais, rurais, residenciais e livres.

O reajuste é resultado da revisão tarifária da companhia, processo realizado pela agência reguladora para manter o equilíbrio econômico-financeiro das distribuidoras. A revisão é realizada periodicamente em intervalos de quatro anos.

O relator do processo, diretor Hélvio Neves Guerra, afirmou que como em outros setores, a pandemia da covid-19 impactou o setor elétrico e as distribuidoras de energia.

Ele ressaltou que a aprovação de reajustes das tarifas tem sido um desafio para a Aneel, mas que a agência tem conseguido mitigar os impactos sem recursos do Tesouro. “Estamos lidando, principalmente, com as consequência da pandemia da covid-19 no setor elétrico e na população brasileira. A busca desse equilíbrio tem sido um exercício constante da agência, que tem se empenhado para garantir a sustentação das empresas, ao passo que procuramos mitigar efeitos econômicos do aumento de tarifas considerando momento de perda de renda”, afirmou.

O diretor ressaltou medidas aplicadas para aliviar os reajustes, como o uso de créditos de PIS/Cofins, cobrados de forma incorreta nos últimos anos.

O impacto dessa medida foi de -6,50%. Também contribuíram para atenuar o porcentual a reversão de recursos da chamada conta-covid e o adiamento do pagamento de indenizações às transmissoras.

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Carteira gráfica da XP troca todos os 5 ativos para esta semana; confira as mudanças

SÃO PAULO – A XP divulgou a “Top Picks”, sua carteira semanal de análise gráfica, para o período de 11 a 18 de junho. Para esta semana foram trocados todos os ativos do portfolio.

Saíram Itaúsa (ITSA4), B3 (B3SA3), Usiminas (USIM5), Randon (RAPT4) e Magazine Luiza (MGLU3) para a entrada de Bradespar (BRAP4), Copel (CPLE6), Cyrela (CYRE3), Klabin (KLBN11) e Multiplan (MULT3).

Segundo Gilberto Coelho, o Giba, analista técnico responsável pela carteira, as ações da Bradespar passam a fazer parte da carteira por retomarem sinal de alta e projetarem ganhos até R$ 76,00 ou R$ 82,00. Os suportes para colocar stop loss estão nos níveis de R$ 67,48 e R$ 63,20.

Já a Copel está em tendência de alta projetando um avanço até R$ 6,50 ou R$ 7,00. Tem suportes em R$ 6,14 e R$ 5,73.

Cyrela, por sua vez, completou um pullback nas médias móveis de 21 e de 200 dias, o que favorece uma retomada dos R$ 26,50 ou R$ 29,65. Os suportes são R$ 24,00 e R$ 21,57.

Sobre a Klabin, Giba explica que o papel está retomando tendência de alta de curto prazo e projeta atingir os R$ 27,29 ou R$ 31,50. O suporte é o patamar dos R$ 25,00.

Por fim, a Multiplan completou correção nas médias móveis e na retração de Fibonacci, projetando alta aos R$ 28,50 e R$ 32,00. Os suportes estão em R$ 25,00 e R$ 22,75.

Divulgada semanalmente, a carteira Top Picks XP é composta por cinco ativos, tendo cada um peso de 20%. A seleção busca retorno a curto prazo, alinhando fluxo e movimentação das ações ao cenário político e macroeconômico.

Giba calcula a rentabilidade da carteira entrando nas ações no leilão das sextas-feiras. O objetivo é de que a média do retorno dos ativos supere o Ibovespa ao fim da semana.

Desempenho

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Na semana passada, a carteira Top Picks caiu 2,79% (segundo cotação de fechamento da sexta-feira passada), enquanto o Ibovespa teve uma desvalorização de 0,53%.

As maiores quedas no portfolio foram dos papéis de B3 e Randon, que recuaram respectivamente 6,44% e 3,17%. Já Magazine Luiza teve queda de 2,25%, Itaúsa registrou baixa de 1,43% e Usiminas perdeu 0,68% do valor.

No ano de 2021, a Top Picks sobe 15,1% ao mesmo tempo em que o benchmark da B3 tem alta de 9,47%.

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Quais ações devem ser as mais impactadas com o possível fim dos juros sobre o capital próprio?

SÃO PAULO – As notícias sobre reforma tributária vêm ganhando cada vez mais destaque nos jornais e voltam para o radar dos investidores, principalmente em meio a possíveis mudanças que podem afetar diretamente o cenário de investimentos em Bolsa.

De acordo com informações do jornal Valor Econômico divulgadas nesta semana, o Ministério da Economia estaria estudando uma proposta para acabar com o mecanismo de pagamento de juros sobre o capital próprio, que as empresas podem pagar aos seus acionistas e que geram, em última instância para as empresas, um benefício fiscal. Além disso, o governo está estudando reduzir a alíquota do imposto legal dos atuais 15% para 10% gradualmente em dois anos.

E, finalmente, outra ideia é taxar a distribuição de dividendos em 15% no momento inicial, e aumentar a taxa para 20% no segundo momento.

Na avaliação do Itaú BBA, a proposta iria contra a premissa de manutenção da carga tributária atual e a vê como negativa, pois esperava-se uma redução maior do imposto de renda para compensar a tributação de dividendos e o fim do benefício fiscal de JCPs (que é contabilizado como despesa dedutível para o efeito de cálculo do IRPJ e da CSLL e, por isso, gera o benefício fiscal).

Os analistas Marcelo Sá e Matheus Marques apontam que as ações de utilities (como de energia e saneamento), de bancos e de financeiras, além de empresas de telecomunicações serão as que mais sofrerão se o benefício fiscal dos juros sobre o capital próprio terminar.

Para verem as ações mais impactadas, os analistas fizeram um cálculo do valor presente líquido perdido pelas empresas em consequência do término da dedução fiscal de 34% na distribuição dos JCP. E chegaram a quatro ações mais impactadas: Banco do Brasil (BBAS3), Copel (CPLE6), TIM (TIMS3) e Vivo (VIVT3).

Já o Bradesco BBI apontou que, dentro de sua cobertura, a B3 (B3SA3) poderia ser a mais impactada com o fim do JCP, com até 9% de impacto negativo no lucro líquido esperado para 2022 (expectativa de lucro por ação de R$ 2,85 no próximo ano) e com um impacto entre 6% e 7% do preço-alvo atual, de R$ 69 por ativo atualmente, não presumindo compensação em qualquer outra frente de tributação.

Com a compensação da menor taxa de imposto legal, o impacto poderia ser reduzido em aproximadamente 5 pontos,
implicando 4% de impacto negativo no lucro líquido de 2022 e 2-3% do Valor Presente Líquido (VPL), mantendo todas as outras condições.

O BBI também destacou como o fim dos juros sobre o capital próprio podem abalar os bancos, que pagaram significativos montantes de dividendos e JCP durante os últimos anos, resultando em benefícios fiscais e uma menor alíquota efetiva de imposto, beneficiando seu lucro líquido recorrente. Na verdade, os bancos reportaram uma taxa de imposto efetiva de aproximadamente 25% versus 45% da taxa de imposto sobre as sociedades.

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Com os JCPs, o benefício fiscal a ser gerado representaria 13% do lucro líquido recorrente dos bancos brasileiros, destacou o BBI após exercício teórico.

De acordo com os cálculos dos analistas, os potenciais benefícios fiscais do Banrisul (BRSR6) e do ABC Brasil (ABCB4) representariam 19% de seus lucros líquidos recorrentes.

No caso de Banco do Brasil (BBAS3), Santander Brasil (SANB11) e Itaú Unibanco (ITUB4), esses percentuais seriam 14%, 13% e 11%, respectivamente.

“É importante ressaltar que não estamos considerando uma redução potencial na taxa de imposto e / ou tributação de dividendos, uma vez que não está claro se essas propostas seriam aplicáveis para os bancos ou como eles seriam implementados”, destacam.

Confira abaixo a análise do BBI sobre o impacto do fim do JCP para os bancos: 

Por outro lado, o BBA espera que setores de alto crescimento, como de tecnologia e varejo, sejam os que mais se beneficiem da redução na alíquotas de impostos, juntamente com a tributação de dividendos, visto que esses setores não pagam muito proventos.

Em uma base relativa, a avaliação é de que essa mudança seria negativamente líquida para empresas com altos dividendos. “Muitas dessas empresas têm alavancagem muito baixa e optaram por pagar dividendos elevados, devido à falta de alternativas de investimento atraentes. Algumas delas podem optar por pagar dividendos extraordinários ou realizar uma redução de capital para evitar a tributação, se a mudança for aprovada”.

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Além disso, em bases relativas, a variação do imposto de renda também será negativa para as empresas que reivindicam o
benefícios fiscais da  SUDAM (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia) e SUDENE (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste), pois o benefício final seria muito limitado e seus acionistas terão que pagar impostos sobre dividendos (atualmente eles não pagam impostos).

O Safra, por sua vez, fez um estudo restrito aos bancos, baseando-se em dois cenários. No primeiro, pressupõe apenas a redução do benefício fiscal sobre a distribuição de JCP, que inicialmente deveria trazer um impacto mais significativo para o resultado das empresas (principalmente os bancos que possuem maior alíquota de imposto de renda e contribuição social).

No segundo cenário, haveria uma redução simultânea de cerca de 500 pontos-base na alíquota do imposto sobre o rendimento, como fator de mitigação do fim do instrumento do imposto sobre o rendimento (reduzindo materialmente o referido impacto negativo).

Nas conclusões do estudo, mesmo considerando uma possível redução da alíquota nominal do imposto de renda, o impacto final para as empresas financeiras deve ser ligeiramente negativo (uma queda média de cerca de 4,5% no lucro em relação às estimativas atuais do banco). No entanto, em um cenário de apenas extinção do instrumento de juros sobre capital próprio, o impacto deve ser mais significativo, de queda de cerca de 11,5% do lucro no resultado de 2022.

“Em suma, ainda esperamos um longo prazo até que a reforma tributária seja aprovada (se ela realmente evoluir). Portanto, as propostas podem mudar significativamente”, avaliam os analistas do Safra.

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BNDES vai esperar o “melhor momento” para fazer oferta de ações da Copel

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) esperará o “melhor momento” para fazer a oferta de ações da Copel (CPLE6), afirmou nesta quinta-feira, 13, o diretor de Participações, Mercado de Capitais e Crédito Indireto da instituição de fomento, Bruno Laskowsky.

Na quarta-feira, 12, a BNDESPar, empresa de participações do BNDES, comunicou ao mercado que seu Conselho de Administração aprovou a venda de sua participação na Copel por meio de oferta pública secundária de “units”, mediante registro nos Estados Unidos. A oferta será coordenada pelo banco BTG Pactual.

A BNDESPar possui participação de 24% na Copel. No fim do ano passado, o banco já havia anunciado sua intenção de se desfazer dos ativos. Recentemente, seus diretores vinham reafirmando que a realização da oferta estava próxima.

“Vamos esperar o melhor momento para fazer a transação e informaremos o mercado juntamente com companhia”, afirmou Laskowsky, na apresentação online dos resultados financeiros do primeiro trimestre.

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Ações de M.Dias Branco e Enauta caem 6% após balanços; Locaweb avança 4% com inclusão em prévia do Ibovespa

SÃO PAULO – As ações de algumas empresas fora do Ibovespa são destaque na sessão desta quinta-feira (1). Os ativos da M.Dias Branco (MDIA3) e da Enauta (ENAT3) caem cerca de 6% após os resultados do quarto trimestre de 2020 serem divulgados.

A fabricante de alimentos  apresentou lucro líquido de R$ 209,0 milhões no quarto trimestre do ano passado. O resultado representa queda de 21,1% na comparação com igual período de 2019, quando a empresa reportou lucro líquido de R$ 264,9 milhões. Enquanto isso, o lucro líquido da Enauta totalizou R$ 124 milhões em 2020, 32,6% inferior ao lucro registrado em 2019. No quarto trimestre, a companhia contabilizou lucro de R$ 38,2 milhões, queda de 68,7%.

Já entre as altas, estão os ativos da Locaweb (LWSA3), com ganhos de mais de 4%. Os papéis da companhia entraram na primeira carteira do Ibovespa, que vigora entre maio e agosto.

Voltando para o Ibovespa, a Embraer (EMBR3) segue a tendência positiva do primeiro trimestre e avança mais de 3%, em um dia positivo também para as aéreas Gol (GOLL4) e Azul (AZUL4).

No radar do setor, o Itaú BBA iniciou cobertura para as ações da Gol com recomendação marketperform (desempenho em linha com a média do mercado) e preço-alvo de R$ 24,50 para os ativos GOLL4 e de US$ 9,50 para os American Depositary Receipts (ADRs, ou ações negociadas na NYSE) dos ativos.

Entre as maiores quedas, a Qualicorp (QUAL3) tem baixa de mais de 2%, seguindo a repercussão dos resultados considerados negativos do quarto trimestre. Confira os destaques:

Banco do Brasil (BBAS3)

A indicação do novo presidente do Banco do Brasil, Fausto de Andrade Ribeiro, foi aprovada em reunião realizada na terça-feira pelo Comitê de Pessoas, Remuneração e Elegibilidade (Corem). Ele foi indicado pela União para substituir André Brandão, que comunicou sua renúncia em março.

Em manifestação em separado de seus votos, os membros do comitê Cibele Castro, Luiz Serafim Spinola Santos e Paulo Roberto Evangelista de Lima alertam que “a atuação deste Comitê, no particular, não deveria ser o de exclusivamente verificar a conformidade do processo, o atendimento aos requisitos legais ‘objetivos’ e a ausência de vedações, mas também o de apreciar ‘requisitos subjetivos’”.

E prosseguem em tom crítico. “Em nossa visão, tendo em conta que o indicado exercerá a função de principal executivo da companhia, cumulativamente à de membro do Conselho de Administração, caberia ao Corem ir além de uma análise burocrática, de forma a realizar juízo crítico acerca da aderência do perfil do candidato aos cargos para os quais foi indicado. Tal prática estaria melhor alinhada ao hígido e já usual processo interno da companhia para avaliação, preparação e seleção de seus futuros executivos, no qual a cultura da meritocracia vem sendo priorizada e valorizada”.

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Com isso, acrescentam os membros do Corem, “negligenciar ou relegar a segundo plano o papel do Conselho de Administração na seleção e aprovação do principal executivo da companhia, como no presente caso, equivale a reduzir o Conselho a um mero homologador, o que não se coaduna com as Leis 6.404/1976 e 13.303/2016, tampouco com os manuais e códigos de melhores práticas de governança corporativa globalmente reconhecidos. Para enriquecimento do processo de escolha, por exemplo, poderia o controlador ter se valido de empresa especializada em recrutamento de executivos para a indicação do Presidente, ou mesmo envolvido o Conselho de Administração na proposição ou avaliação de potenciais candidatos”.

Técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) têm cinco dias úteis para analisar se vão pedir a suspensão da venda da Refinaria Landulpho Alves (Rlam) pela Petrobras ao Mubadala, fundo financeiro dos Emirados Árabes, anunciada no último dia 24. A medida tem como objetivo evitar “prejuízo ao interesse público”, como afirmou em plenário o ministro Walton Alencar, na última quarta-feira, 31.

O TCU questiona o valor de US$ 1,65 bilhão fechado com o Mubadala, que estaria abaixo do preço de mercado, de US$ 3,04 bilhões, definido pela própria Petrobras.

“Recebi Ofício do Subprocurador-Geral, Lucas Rocha Furtado, ressaltando a recente decisão do conselho de administração da Petrobras em vender a Refinaria Landulpho Alves (Rlam) a preços abaixo de seu valor de mercado”, disse o ministro, na sessão de ontem.

Questionada, a empresa enviou ao tribunal as justificativas por que seu conselho de administração e refinaria aprovaram a venda da refinaria abaixo desse valor. Com os documentos em mãos, o ministro repassou à área técnica a responsabilidade de analisar definitivamente o caso.

“Ante o risco de conclusão do negócio antes que este Tribunal possa se debruçar sobre a matéria, com possível prejuízo ao interesse público, bem como considerando as consequências que essa decisão possa carrear para a venda das demais refinarias, entendo fundamental determinar que a Unidade Técnica submeta a este Relator, em 5 dias úteis, análise conclusiva a respeito da necessidade ou não de concessão de cautelar para a suspensão da alienação em andamento”, afirmou o Alencar, em plenário.

Desde que as negociações com o Mubadala foram concluídas, o valor de US$ 1,65 bilhão, a ser pago pelo fundo, tem sido questionado pelo mercado. O Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) estimou a Rlam em US$ 3 bilhões. Enquanto analistas do banco BTG Pactual dizem que o total a ser pago pelo ativo está 35% abaixo do limite inferior projetado por eles. A XP Investimentos avalia que, com esse dinheiro, a Petrobras vai conseguir atingir uma parcela muito pequena das suas metas financeiras.

Ainda no radar da companhia, a Petrobras informou que recebeu a indicação da Franklin Templeton Investment Fund, acionista detentora de ações preferenciais, sobre candidatos para o conselho fiscal, cuja eleição ocorrerá na Assembleia Geral Ordinária de 14 de abril de 2021. Os nomes são Reginaldo Ferreira Alexandre e Paulo Roberto Franceschi.

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Segundo o currículo enviado à Petrobras, Reginaldo Ferreira Alexandre é economista com experiência em análise de investimentos, com passagens por Citibank, Unibanco, BBA (atual Itaú-BBA) e Itaú Corretora de Valores. Ele trabalhou como analista de crédito corporativo no Citibank e como consultor nas áreas de estratégia da Accenture e de corporate finance da Deloitte. Também atuou na ProxyCon Consultoria Empresarial, dedicada a assessoria e prestação de serviços nas áreas de mercado de capitais, finanças e governança corporativa, entre 2003 e 2017. Atualmente, é membro dos conselhos fiscais de Sanepar, Sabesp, CEB, Rumo, Ser Educacional e suplente dos conselhos de CPFL Energia, Braskem e Fras-Le.

Paulo Roberto Franceschi é formado em ciências contábeis pela Fundação de Estudos Sociais de Paraná e em ciências econômicas pela FAE Business School. É sócio da Audicontrol Auditoria e Controle S.S. É titular do conselho fiscal de Equatorial Energia; Celpa Centrais Elétricas do Pará, controlada da Equatorial; Companhia Energética do Maranhão, controlada da Equatorial; Triunfo Participações e Investimentos; Companhia Energética de São Paulo; e Sanepar.

Vale (VALE3) e siderúrgicas

Os futuros do vergalhão de aço e do minério de ferro na China avançaram nesta quinta-feira, apoiados por expectativas de maior demanda em meio a indicadores econômicos positivos e esforços do governo chinês para estimular o consumo. As vendas de escavadeiras nos primeiros dois meses de 2021 saltaram 149% frente ao mesmo período do ano anterior, segundo notícias na mídia estatal, sugerindo um setor de infraestrutura em alta.

Enquanto isso, o ministério da indústria e outros departamentos emitiram em conjunto um comunicado encorajando vendas de veículos elétricos em cidades menores e áreas rurais. Os futuros do minério de ferro na bolsa de commodities de Xangai DCIOcv1 também recuaram, com o contrato mais ativo, para maio, avançando 1,2%, para 1.104 iuanes por tonelada.

M.Dias Branco (MDIA3)

A fabricante de alimentos M.Dias Branco apresentou lucro líquido de R$ 209,0 milhões no quarto trimestre do ano passado. O resultado representa queda de 21,1% na comparação com igual período de 2019, quando a empresa reportou lucro líquido de R$ 264,9 milhões.

O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) atingiu R$ 192,2 milhões, recuo de 33,5% frente aos R$ 289,2 milhões do quarto trimestre do ano anterior. A margem Ebitda ficou em 11,3%, ante 17,1% de um ano antes, retração de 5,8 pontos porcentuais. A alavancagem da empresa (relação entre dívida líquida e Ebitda) ficou em 0,4 vez, ante 0,8 vez reportada em igual período do ano passado.

A receita líquida subiu 0,4% na mesma base comparativa, alcançando R$ 1,702 bilhão ante R$ 1,694 bilhão do quarto trimestre de 2019. Do montante total, R$ 45,9 milhões vieram da receita com vendas externas – alta de 201,3% na comparação anual.

A variação positiva da receita é atribuída pela companhia ao aumento de 18,9% no preço médio dos produtos, que foi suficiente para compensar a queda de 15,5% do volume de vendas no período. “Observamos desaceleração do nosso crescimento, fruto do arrefecimento da demanda e dos reajustes nos preços, especialmente na região de defesa (Norte e Nordeste)”, destacou a M. Dias em comunicado divulgado para imprensa e investidores.

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O resultado da M. Dias Branco interrompe um ciclo de quatro altas consecutivas no lucro líquido. Já a receita cresceu pelo quinto trimestre seguido.

A companhia, assim como outras empresas do setor de alimentos, teve o desempenho nos três primeiros trimestres do ano passado impulsionado, em parte, pelo aumento na demanda doméstica por seus produtos, uma vez que as medidas de isolamento social resultaram no fechamento de food service e exigiram mais refeições em casa. No quarto trimestre, contudo, o desempenho do setor arrefeceu diante da retração no consumo de produtos derivados de farinha de trigo.

Em comunicado, a M. Dias aponta que seus resultados trimestrais foram afetados negativamente pela elevação dos custos dos insumos cotados em dólar, diante da desvalorização do real ante a moeda norte-americana – especialmente das duas principais commodities utilizadas na sua produção, trigo e óleo de palma.

O Bradesco BBI afirma que o Ebitda ajustado divulgado pela M. Dias Branco para o quarto trimestre ficou 72% abaixo do consenso e 78% abaixo de sua estimativa, com volumes mais fracos do que o esperado. O banco ressalta que a ação da empresa teve desempenho 8 pontos percentuais abaixo da média do Ibovespa nesse ano, com investidores precificando o impacto negativo da alta de preços das commodities sobre os custos. Mas o Bradesco diz que gostaria de ter mais informações sobre o quão temporária essa fraqueza pode ser, após a empresa e a concorrência realizarem aumentos significativos de preços.

Apesar dos resultados abaixo do esperado, o banco mantém avaliação de outperform com preço-alvo em 2021 em R$ 42, frente aos R$ 30,7 negociados na quarta.

O lucro líquido da Enauta totalizou R$ 124 milhões em 2020, 32,6% inferior ao lucro registrado em 2019. No quarto trimestre, a companhia contabilizou lucro de R$ 38,2 milhões, queda de 68,7%.

A receita do quarto trimestre apresentou queda de 53,8% na base anual, para R$ 186,9 milhões, principalmente em função
da redução da produção do Campo de Atlanta. No período, a produção foi realizada por meio de um poço durante 60 dias e teve a produção interrompida nos demais dias. A receita do Campo também foi impactada pela queda do preço da commodity, parcialmente compensada pelo efeito positivo do ganho cambial.

Na comparação anual, a receita registrou queda de 15%, para R$ 945,4 milhões, refletindo principalmente a queda
de produção do Campo de Manati, em função do declínio natural do Campo. “A redução da receita no Campo de Atlanta em 2020 se deve ao Brent médio de venda no período, que apresentou queda de 33,8% em relação ao ano de 2019, efeito compensado pela valorização do dólar médio de 34,4% no mesmo período, variando de uma média de R$ 4,00 ao longo do
ano de 2019 para R$ 5,20 no mesmo período em 2020. Também em 2020, a companhia registrou R$ 71,5 milhões referentes ao exercício das opções de venda, em comparação a um montante negativo de R$ 2,2 milhões em 2019”, destacou a companhia em seu release de resultados.

O Itaú BBA iniciou cobertura para as ações da Gol com recomendação marketperform (desempenho em linha com a média do mercado) e preço-alvo de R$ 24,50 para os ativos GOLL4 e de US$ 9,50 para os American Depositary Receipts (ADRs, ou ações negociadas na NYSE) dos ativos.

As premissas atuais indicam um potencial de aumento limitado de 14%, mas os analistas apontam “estarem prontos para revisar as projeções para cima no caso de uma recuperação mais rápida”.

Os analistas ressaltam que a Gol tem reconstruído gradualmente sua rede após o forte impacto da crise COVID-19 no tráfego aéreo em 2020. Eles destacam que os ventos contrários de curto prazo com a segunda onda da pandemia impedem uma perspectiva mais construtiva para o primeiro semestre, mas o cenário base ainda indica um segundo semestre melhor.

Os analistas apontam que a oferta doméstica da Gol só retornará aos níveis de 2019 em 2022, seguido por uma adição gradual de capacidade a partir de então. “Esperamos que o setor permaneça racional, com todos os participantes buscando recuperar a lucratividade após os desafios de 2020 e do primeiro semestre de 2021 e com perspectivas ainda incertas; no entanto, é importante monitorar a capacidade dos recém-chegados, a adição de capacidade dos atuais players e os sinais de dinâmica de preços agressiva”, avaliam.

Assim, dado que a recuperação do segmento de negócios permanece um ponto de interrogação, a Gol terá que continuar a otimizar os ganhos com os viajantes a turismo, que não foram capazes de compensar totalmente a queda no tráfego no segmento corporativo até agora – uma tendência que deve continuar. Por outro lado, os rendimentos médios foram um tanto resilientes para a Gol.

“A estratégia de frota única da empresa (em busca constante de aumento da utilização da aeronave), o plano de transformação da frota atual e o controle rígido de custos / despesas continuarão a ser os principais impulsionadores para alcançar o CASK [ custo operacional dividido pelo total de assentos-quilômetro oferecidos]  mais baixo entre os pares e recuperar a lucratividade”, avaliam.

Quanto ao endividamento, os analistas apontam que a empresa tem adotado diversas medidas para preservar o caixa e fortalecer a liquidez, o que será vital para enfrentar a crise. Por outro lado, alguns desembolsos ocorrerão à medida que as operações se recuperarem junto com a melhora da demanda, apesar de alguns ganhos de eficiência em curso.

“Projetamos que a relação dívida líquida / Ebitda encerrará 2021 em 11,5 vezes, significativamente abaixo do nível de 2020, com quedas graduais a partir de então para 5,9 vezes em 2022 e 4,4 vezes em 2023. Não desconsideramos o potencial da GOL acessando o mercado de capitais novamente no próximo futuro, dada a queima de caixa relacionada à pandemia repentina em 2020, ventos contrários de curto prazo com a segunda onda de COVID-19, perspectivas ainda incertas à frente e desembolso de caixa na incorporação da Smiles”, ressaltam.

A Cielo informou na quarta-feira que concluiu a venda dos direitos da plataforma de processamento e ao autorizador de transações desenvolvidos pela empresa para a bandeira Elo por R$ 380 milhões.

A transação acertada com a própria Elo Serviços, deduzida de valores reconhecidos como receitas de licenciamento, de R$ 187,5 milhões, acrescida de atualização monetária, e líquida da baixa de custos residuais de desenvolvimento e efeitos fiscais, “produzirá um efeito inicialmente estimado em R$ 75,9 milhões e será lançada no resultado do primeiro trimestre”, informou a Cielo.

A B3 incluiu Locaweb na primeira carteira teórica do Índice Bovespa válida para o período entre janeiro e abril de 2021. Não houve a exclusão de nenhum papel, e com isso, o Ibovespa passa a contar com 83 ações.

A empresa de tecnologia, que estreou na Bolsa em fevereiro do ano passado e desde então acumula valorização superior a 420%, entra com o peso de 0,46% de participação na primeira prévia do índice. A entrada do papel já era esperada pelo mercado.

Em relatórios, tanto XP quanto Bank of America projetavam alta probabilidade de entrada levando em conta o histórico de volume, número de ações negociadas e número de negociações dos ativos.

A Copasa MG (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) comunicou que a Arsae MG (Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais) divulgou os resultados sobre audiências públicas que discutiram metodologias para a reconstrução das tarifas da Copasa MG e da Copanor no próximo ciclo tarifário.

A Copasa diz que vai analisar o material e, possivelmente, se manifestar. A próxima etapa do processo, que compreende a definição da metodologia para os reajustes anuais, está prevista para conclusão em 30 de junho. A finalização do processo está prevista para 2 de julho, e a aplicação, para 1º de agosto.

Empresas de saúde

A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) aprovou o reajuste de preços dos remédios a partir desta quinta-feira, 1º de abril. A resolução está publicada em edição extra do Diário Oficial da União que circula desde a noite desta quarta-feira. 31. Segundo o texto, o ajuste máximo de preços permitido chega a 10,08%. A resolução traz três porcentuais máximos, de acordo com a classe terapêutica dos medicamentos: 10,08% (nível 1); 8,44% (nível 2); 6,79% (nível 3).

No último dia 15, a CMED já tinha definido em 4,88% o Fator de Ajuste de Preços Relativos entre Setores, denominado Fator Y, que é um dos itens considerados para se chegar ao índice de ajuste dos preços ao consumidor. Além disso, são levados também em conta a inflação acumulada em 12 meses, o fator de produtividade repassado ao consumidor (Fator X), já fixado em 3,29%.

As empresas produtoras deverão dar ampla publicidade aos preços de seus medicamentos, por meio de publicações em mídias especializadas de grande circulação. Esse preços não poderão ser superior aos preços publicados pela CMED no Portal da Anvisa.

As ações da Atom dispararam 131% na quarta, após a Exame, controlada pelo BTG Pactual, comprar participação de 34,78% na companhia, especialista em publicações e materiais didáticos para o mercado financeiro. Após o acordo, a WHPH Participações e Empreendimentos, que detinha 69,569%, ficará com fatia de 34,78%. No âmbito da operação, ainda foi acertado um acordo de acionistas entre WHPH e Exame, segundo fato relevante mais cedo na quarta.

Vitru (NASDAQ: VITRU)

O Morgan Stanley comentou os resultados divulgados pela Vitru. O banco avaliou os resultados como fortes, e se movimentando na direção correta em 2020, com expansão da margem Ebitda e de resultados acadêmicos. Os dados preliminares do primeiro trimestre indicam um outro ano forte, diz o Morgan Stanley, com um ciclo de matrículas potencialmente forte.

A receita com educação digital subiu 33% na comparação anual, enquanto a receita com aulas presenciais caiu 33% devido à pandemia. A receita líquida de R$ 136 milhões ficou levemente abaixo de suas estimativa. A base de matrículas fechou em 310 mil, acima da estimativa do banco, de 286 mil. A educação digital representou 97,4% do total no quarto trimestre.

Em 28,2%, a margem Ebitda ajustada de 2020 ficou acima da guidance (documento com previsões e planos divulgado pelas empresas), de entre 26% e 27,2%, e da estimativa do Morgan Stanley, de 27%.

O banco mantém avaliação de overweight (perspectiva de crescimento acima da média do mercado), e preço-alvo de US$ 18,5, frente aos US$ 14,85 para as ações VITRU negociadas na Nasdaq na véspera.

Arco (NASDAQ: ARCE)

O Morgan Stanley comentou os a guidance (previsões e planos divulgados por empresas) da Arco para 2021, de faturamento de R$ 1,163 bilhão confirmando a guidance anterior, e indicando alta de 21%. A nova guidance para o Ebitda ajustado, de entre 35,5% e 37,5% é a mesma de 2020 e em linha com a estimativa do banco, de 36,8%.

O banco aponta que a empresa usa tecnologia de última geração e processamento de dados para melhorar os resultados acadêmicos das escolas do ensino fundamental. Assim, está acelerando a incorporação de novos clientes, com taxa de retenção maior do que 90%, e potencial de vendas em novos segmentos e mercados. Assim, o ano de 2021 é de transição, desacelerando o potencial de crescimento orgânico. Isso impede que o banco seja mais otimista. O Morgan Stanley mantém avaliação equal-weight para a Arco, com preço-alvo de US$ 43,7 para os papéis ARCE, negociados na quarta por US$ 25,34 na Nasdaq.

O Credit Suisse classificou os resultados da Arco como fortes, com a receita indicando alta de 20% na comparação anual acima da guidance. O Ebitda ajustado de R$ 126 milhões representou alta de 18%, fEchando o ano em R$ 381 milhões, e margem de 38%, acima da guidance de entre 35,5% e 37,5%.

O banco reforçou sua visão positiva para a Arco, dizendo avaliar que os problemas são de curto prazo, e de que o faturamento de 2022 deve indicar forte recuperação. Assim, o banco reforça avaliação de outperform para a Arco, e vê a recente venda de ações como injustificada. Fusões e aquisições continuam a ser impulsionadoras das ações, apesar de as metas serem, provavelmente, menores no curto prazo. O banco mantém preço-alvo de US$ 55 para os papéis ARCE cotados na Nasdaq, frente aos R$ 25,34 negociados na quarta.

Lojas Renner (LREN3)

O Bradesco BBI participou do dia do investidor da Renner. O banco ressalta que, em fevereiro, a gestão divulgou uma guidance prevendo contração da margem, que o Bradesco estima em entre 3 e 4 pontos percentuais, em 2021, na comparação com 2019. Isso se deveria em parte a investimentos em transformação digital e em outras áreas.

O banco aponta que, no dia do investidor, o CEO da Renner, Fabio Faccio, apresentou um panorama de como o negócio está evoluindo e sua estratégia. Mas ressaltou que não foi divulgada guidance relativa a aceleração das vendas, que deve ser a questão mais importante a partir de 2022. O banco mantém recomendação outperform (expectativa de valorização acima da média do mercado) para a Renner, com preço-alvo para 2021 em R$ 50, frente aos R$ 42,5 negociados na quarta.

Já o Credit Suisse, que também participou do evento, afirmou que a empresa apresentou uma abordagem de ecossistema, ampliando as ofertas de serviços financeiros e de varejo, mantendo moda e estilo de vida em foco. O banco espera que a empresa saia mais forte da crise, e mantém avaliação outperform.

O Itaú BBA comentou o processo de consulta aberto para discutir a mudança tarifária na Copel. A parcela B ajustada, de R$ 2,747 bilhões ficou abaixo de sua estimativa de R$ 3,047 bilhões. Mas o banco ressalta que a parcela B ajustada para itens não recorrentes e outras recentes, de R$ 3,085 bilhões, ficou apenas 3,5% abaixo de sua estimativa.

O Ebitda regulatório de R$ 1,374 bilhão fica abaixo de sua estimativa de R$ 1,424 bilhão. O banco diz que vê as notícias como neutras para os papéis da empresa, mantém avaliação de outperform, com preço-alvo de R$ 7,4, frente aos R$ 7,13 para os papéis CPLE6.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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As ações que podem pagar dividendos maiores que a Selic em 2021 mesmo com a alta de juros

SÃO PAULO – Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o Banco Central elevou a taxa de juros Selic pela primeira vez em quase seis anos, indo de 2% para 2,75% ao ano o que, a princípio, poderia elevar a atratividade da renda fixa em relação ao mercado de ações.

Contudo, apesar da elevação, os proventos das ações conhecidas por distribuir bons e recorrentes dividendos ainda superam a taxa básica de juros, destaca a XP Investimentos em relatório que listou 30 ações de cobertura dos analistas da casa que podem pagar um dividend yield (rendimento dos dividendos, ou valor do dividendo sobre o preço da ação) acima dos 3% em relação ao resultado de 2021.

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Destas, 15 devem pagar um dividend yield acima de 5%, que é a projeção de boa parte dos analistas de mercado para a taxa básica de juros até o fim do ano após a decisão da véspera (veja mais clicando aqui). A XP ainda detalhou a recomendação para as 10 principais pagadoras.

Confira a lista com as 30 ações abaixo: 

A XP Investimentos aponta que investir em ações com foco em dividendos  é uma grande oportunidade porque os investidores possuem uma ‘garantia” de retorno. Isso porque as companhias têm a obrigatoriedade, por lei, de remanejar pelo menos 25% seus proventos para os acionistas.

“Então, além de ganhar com os dividendos, que são anunciados pelas companhias antecipadamente, é possível ter rentabilidade com o desempenho das ações. Ou seja, além da possibilidade de lucro, o investidor conta também com uma rentabilidade adicional na forma de dividendos pagos de forma recorrente, variando de empresa para empresa”, avalia.

Confira abaixo as recomendações da XP para as dez principais pagadoras de dividendos: 

1.Copel (CPLE6) – recomendação de compra – dividend yield esperado de 14% para 2021

A XP destaca que a companhia divulgou uma nova e robusta política de dividendos em janeiro de 2021. De acordo com a nova política as propostas de dividendos regulares serão calculadas conforme os critérios: (i) alavancagem abaixo de 1,5 vez igual a 65% do Lucro Líquido Ajustado, (ii) alavancagem entre 1,5 vez e 2,7 vezes igual a 50% do Lucro Líquido Ajustado e (iii) alavancagem acima de 2,7 vezes igual a 25% do Lucro Líquido Ajustado.

Com isso, a estimativa um dividend yield de 11,1% no biênio de 2021-2022 para CPLE6. “Mantemos nossa recomendação de compra nas ações da Copel, com um preço-alvo de R$ 7,50 por ação”, aponta.

2. Engie (EGIE3) – recomendação neutra – dividend yield esperado de 9,7% para 2021

A Engie Brasil, avalia a XP, tem destaque por sua capacidade diferenciada de se proteger de efeitos hidrológicos adversos, somada a sua diversificação de portfólio com a entrada nos setores de transmissão de energia e transporte de gás.

“Acreditamos que a companhia deverá manter uma prática de distribuição de 100% do Lucro Líquido aos acionistas em 2021, assim como ocorreu em 2020. Estimamos um dividend yield de 9,7% em 2021. Temos recomendação neutra em EGIE3 com preço-alvo de R$ 44 por ação”, avalia.

3. Banco do Brasil (BBAS3) – recomendação de compra – dividend yield esperado de 8,6% para 2021

Na avaliação da equipe de análise, o banco combina: i) preço atrativo, pela sua carteira de crédito defendida e pela soma das partes atraente; e ii) uma frente digital competitiva. “Desta forma, acreditamos que haja poucas avenidas de crescimento de valor ao banco, tornando a distribuição de dividendos uma alternativa atrativa”, aponta.

Devido ao limite de distribuição de dividendos imposto pelo Banco Central em 2020, a XP estima um divend payout (dividendo sobre o lucro) de 50% em 2021 e um dividend yield de 8,6%. A recomendação é de compra para Banco do Brasil e preço-alvo de R$ 43/ação.

4. Vale (VALE3) – recomendação de compra – dividend yield esperado de 7,1% para 2021

Destacando seguirem otimistas com Vale, considerando um cenário de demanda saudável de minério de ferro na China, após incentivos do governo, e um cenário mais desafiador para a oferta, os analistas esperam um retorno com dividendos mínimo de 7,1% em 2021, considerando um preço de minério de ferro médio em US$ 135 a tonelada (versus US$ 166 a tonelada atualmente). Em termos de valuation, as ações estão em patamares atrativos, negociando a 2,1 vezes (versus média do setor em 5.5 vezes), abaixo de sua média histórica. Os analistas reiteram recomendação de compra para a Vale, com preço-alvo de R$ 122 por ação.

5. AES Brasil (TIET11) – recomendação de compra – dividend yield esperado de 7,0% para 2021

A XP destaca que a AES Brasil usualmente apresenta lucros consistentes, embora possa haver um certo grau de volatilidade dependendo da incidência de chuvas. Em 2020 a companhia apresentou um dividend  payout de 88% que se traduz em um dividend yield de 5,4% no ano, o que reforça a visão dos analistas de que a AES Tietê é uma das preferidas como pagadora de dividendos. “Estimamos um dividend yield de 7,0% em 2021-22 para as ações. Temos recomendação de compra em TIET11 com preço-alvo de R$ 18 por ação”, destacam.

6. BB Seguridade (BBSE3) – recomendação de compra – dividend yield de 6,9% para 2021

Os analistas esperam que a BB Seguridade se beneficie principalmente de: i) crescimento de prêmios impulsionado pela retomada da atividade econômica; e ii) da capacidade de distribuição pelas agências do Banco do Brasil. Desta forma, dada a baixa necessidade de capital, a BB Corretora apresenta margens altas impulsionando os retornos da companhia.

Portanto, veem um dividend yield de 6,9% para 2021 e possuem recomendação de compra para a ação com preço-alvo de R$ 35.

7. Cemig (CMIG4) – recomendação neutra – dividend yield esperado de 6,7% para 2021

A política de dividendos do estatuto da Cemig prevê a distribuição de 50% do lucro da empresa aos acionistas. Além disso, as ações preferenciais da companhia tem preferência no recebimento de proventos com dividendo de, pelo menos, 10% do seu valor nominal de R$ 5 por ação ou de 3% do valor do patrimônio líquido das ações. Estimamos um dividend yield de 6,7% em 2021. Os analistas mantêm recomendação neutra para as ações, com preço-alvo de R$ 11 por ação.

8. CESP (CESP6) – recomendação de compra – dividend yield esperado de 6,7% para 2021

A Cesp vem reforçando sua sólida geração de caixa nos últimos trimestres, avalia a XP. Com isso, a expectativa é de que a companhia deve continuar a distribuir pelo menos o dividendo mínimo de R$ 1,85 por ação previsto pelo seu estatuto.

“Em 2020 a companhia atingiu uma distribuição de 49% sobre o lucro líquido, reforçando a nossa visão de que a CESP é uma das nossas preferidas como pagadora de dividendos. Estimamos um dividend yield de 6,7% entre 2021 e 2022. Reiteramos nossa recomendação de Compra na CESP, com um preço-alvo de R$ 36 por ação”, reforçam.

9. Santander (SANB11) – recomendação neutra – dividend yield esperado de 6,3% para 2021

Apesar de o Santander ser o banco com menor diversificação de receita entre os incumbentes, os analistas da XP apontam que a instituição apresenta uma combinação de: i) alta exposição ao crédito de varejo; e ii) níveis de inadimplência relativamente abaixo da média.

“Acreditamos que, enquanto não haja boas oportunidades para o banco empregar grandes quantidades de capital incremental com taxas de retorno altas, a distribuição de dividendos pode ser uma alternativa atrativa. Devido ao limite de distribuição de dividendos imposto pelo Banco Central em 2020, estimamos um payout de 75% em 2021 e vemos um dividend yield de 6,3%”, avaliam.

10. Itaú (ITUB4) – recomendação neutra – dividend yield esperado de 6,2% para 2021

A XP aponta que o banco combina: i) um investimento de qualidade, com boa gestão e governança que se traduzem em menor beta; e ii) um payout historicamente acima da média do setor.

Assim, como no caso do Santander, eles acreditam que, enquanto não houver boas oportunidades para o banco empregar grandes quantidades de capital incremental com taxas de retorno altas, a distribuição de dividendos pode ser uma alternativa atrativa. Devido ao limite de distribuição de dividendos do BC, a estimativa é de um payout de 65% em 2021 e um dividend yield de 6,2%. A recomendação é neutra com preço-alvo de R$ 29 por ação.

Conselho da Copel aprova R$ 1,5 bilhão adicionais em pagamento de dividendos e JCP aos acionistas

A Copel (CPLE6) anunciou seus resultados na quarta-feira (17), com um lucro de R$ 1,12 bilhão no quarto trimestre de 2020,  88,4% acima frente o lucro líquido de R$ 596,5 milhões registrado no mesmo trimestre de 2019. A receita líquida da empresa no quarto trimestre de 2020 foi de  R$ 5,65 bilhões, 30,8% superior sobre o resultado de um ano antes. O Ebitda  do trimestre foi de R$ 1,30 bilhão, alta de 26,5% sobre o mesmo trimestre de 2019.

Embora os números do Ebitda ajustado da Copel – de R$ 982 milhões, tenham ficado relativamente em linha com as estimativas da XP, os analistas avaliam que o mercado reagirá positivamente aos resultados devido ao anúncio de dividendos no trimestre correspondentes a um dividend yield (valor do dividendo sobre o preço da ação) de 8,2%.

A Copel aprovou uma distribuição total de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) para o exercício de 2020 de R$ 2,5 bilhões, ou 65% do lucro líquido para o exercício de 2020 de acordo com sua política de dividendos recentemente revisada.

Em relação aos componentes da distribuição de dividendos, R$ 807,5 milhões são em JCP (R$ 0,31 / ação para CPLE6, já ajustado pelo desdobramento recente) como dividendos mínimos pela Lei das S.A. (25% do Lucro Líquido) e que já foram anunciados em 9 de dezembro de 2020,. As ações negociam ex-JCP desde 29 de dezembro de 2020, com data de pagamento a ser definida.

Mas, além disso, a Copel anunciou uma distribuição adicional de R$ 1,51 bilhão aos acionistas.

A deliberação, que já segue uma nova política de proventos estabelecida pela companhia, envolve proventos equivalentes a 40% do lucro líquido ajustado de 2020. Serão distribuídos R$ 1,25 bilhão de reais em dividendos intermediários com pagamento em 30 de abril e mais R$ 123,25 milhões com crédito até o final de 2021, em data ainda a ser fixada pelo conselho. Também foram aprovados R$ 134,19 milhões em JCP com pagamento até o fim do ano.

A XP destaca que, olhando em termos de proventos por ação (para acionistas de CPLE6), a distribuição total é de R$ 0,5787 por ação, implicando em um dividend yield de 8,2% líquido de impostos sobre a parcela do JCP (15% de imposto de renda retido na fonte).

A Copel acrescentou que, se somados esses proventos a uma proposta da administração para o dividendo obrigatório (25% do lucro líquido), que será submetida a deliberação em assembleia ordinária, a distribuição total aos acionistas corresponderá a 65% do lucro líquido ajustado de 2020.

(com Reuters)

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Yduqs reverte lucro e tem prejuízo de R$ 102,6 mi no 4º tri; Copel, Gol, EzTec, Vivara e mais resultados no radar

(Nutthaseth Vanchaichana/Getty Images)

SÃO PAULO – O noticiário corporativo tem como destaque a continuidade da temporada de resultados, com atenção para os números da Yduqs, Copel, Mills, Gol, Vivara, entre outras companhias. A aquisição da Steal the Look pelo Magazine Luiza também deve repercutir no mercado. Confira os destaques:

A Gol revisou para baixo perspectivas para o começo de 2021, sugerindo que a segunda onda da pandemia no Brasil está tendo um impacto negativo significativo no mercado de viagens aéreas, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira.

A companhia, que esperava receita do primeiro trimestre chegasse a R$ 2,4 bilhões, agora estima apenas R$ 1,7 bilhão. A nova projeção representa apenas 52% dos níveis pré-pandemia.

A Gol, a maior companhia aérea do Brasil, relatou um lucro modesto de R$ 16,8 milhões no quarto trimestre, que é parte da alta temporada do Brasil. Mesmo assim, a registrou prejuízo em todo o ano de 2020 de R$ 6 bilhões, em grande parte devido à pandemia de Covid-19.

No quarto trimestre, o lucro antes de juro, impostos, depreciação e amortização (Ebtida, na sigla em inglês) ainda foi a R$ 132,8 milhões, queda de 90,9% na comparação ano a ano. Enquanto isso, a margem Ebitda foi de 7%, baixa de 31,5 pontos percentuais.  O resultado operacional (EBIT) foi negativo em R$ 319,2 milhões, contra Ebit positivo de R$ 694,7 milhões. Já a margem Ebit ficou em -16,9%, contra 18,3% no ano anterior.

A perspectiva menos otimista da Gol é apenas o mais recente sinal de que a segunda onda de coronavírus no Brasil, que apenas esta semana atingiu recordes históricos de mortes diárias e novas infecções, está afetando negativamente a economia, já que as restrições de saúde prejudicam a demanda por viagens.

A Gol disse que seus números de março foram os mais afetados pela nova onda e que teve que reduzir sua programação de voos para 40% dos níveis de março de 2020.

A companhia aérea também aumentou prognóstico para consumo de caixa esperado para o primeiro trimestre para 3 milhões de reais por dia, de uma estimativa anterior de R$ 2 milhões por dia.

O grupo de educação Yduqs teve prejuízo de R$ 102,6 milhões no quarto trimestre, ante lucro de R$ 58,1 milhões em igual etapa de 2019, refletindo efeitos da crise criada pela pandemia e a gradual descontinuidade do Fies.

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A companhia especializada em ensino superior e dona de Estácio, entre outras, anunciou nesta quarta-feira que sua receita líquida no período cresceu 14,4%, a R$ 963 milhões. Mas esse crescimento refletiu sobretudo os efeitos de aquisições, como as do grupos Adtalem e Athenas.

O lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda) caiu 50,8% ano a ano, para R$ 114,2 milhões, com a perda de receita do programa federal Fies, além de concessão de descontos e maiores provisões para perdas com inadimplência, em meio à crise econômica decorrente da pandemia da Covid-19.

A empresa citou ainda leis e decisões na justiça que implicaram em concessão linear de descontos e provocaram impacto de R$ 83,8 milhões  no trimestre.

O segmento presencial da Yduqs fechou 2020 com 335 mil alunos, alta de 8,5%, resultado das aquisições. Sem elas, a base de alunos de graduação caiu em 7,4%. Em contrapartida, o ensino digital a base cresceu 49,8%, número que sobe para 64%, para 427 mil, se incluir as aquisições. O capex da Yduqs somou 194 milhões de reais no trimestre, alta de 44% sobre um ano antes, refletindo maiores investimentos em transformação digital e tecnologia da informação.

A posição de caixa da companhia fechou 2020 em R$ 1,63 bilhão, alta de 168,1% em 12 meses, consequência das emissões de dívida para financiarem recentes aquisições.

Ao mesmo tempo, a dívida líquida deu um salto de 190%, para R$ 3,2 bilhões de reais, com a alavancagem financeira medida pela relação dívida/Ebitda ajustado de 0,1 vez para 1,4 vez.

“Em um trimestre sazonalmente fraco, a Yduqs apresentou um resultado misto com um desempenho positivo no ensino à distância com a base de alunos crescendo 64% ao ano  (7% acima de nossas estimativas) e com uma melhora em termos de evasão em relação ao quarto trimestre. No entanto, as margens foram impactadas negativamente por maiores provisões para devedores duvidosos”, aponta a XP.

Contudo, o foco de curto prazo deve ser o ciclo de captação de 2021, que provavelmente será impactado negativamente pela segunda onda da Covid no Brasil o que, na opinião dos analistas, é a causa da pressão de curto prazo sobre ações, que deve permanecer até que tenham uma visão mais clara sobre o impacto da Covid na captação. “Mesmo assim, continuamos otimistas com as perspectivas de longo prazo para a empresa e reiteramos nosso rating de compra e preço alvo de R$ 50,70 por ação”, destacam os analistas Vitor Pini e Matheus Soares.

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A Anima teve prejuízo líquido de R$ 33,1 milhões no quarto trimestre do ano passado, alta de 16,9% frente igual período de 2019. Em 2020, o prejuízo foi de R$ 41,1 milhões, alta de 328,5% no comparativo anual.

Enquanto isso, a  receita líquida subiu 17,5% no comparativo trimestral, a R$ 375,9 milhões. No ano, a receita foi de R$ 1,42 bilhão, alta de 20,4%. O aumento da mensalidade média e a expansão da base de alunos por aquisições foram responsáveis pelo aumento na receita líquida anual, apontou a companhia.

A XP destaca o crescimento na receita líquida devido ao ticket médio mais alto e um forte desempenho da margem bruta devido a menores despesas com pessoal. Porém, para fazer frente a um cenário mais desafiador para a captação e rematrículas por conta da Covid, a empresa gastou mais em marketing e teve maiores provisões para devedores duvidosos pressionando a margem EBITDA.

“Em suma, os resultados foram mistos, com um desempenho robusto em termos de receita e margem bruta – um dos pilares da nossa tese de investimento; mas com forte pressão vinda das despesas operacionais. No entanto, todos os olhos estão no ciclo de captação de 2021, que provavelmente será impactado negativamente pela segunda onda da Covid no Brasil, que em nossa opinião é a causa da pressão de curto prazo sobre as ações, que deve permanecer até que tenhamos uma visão mais clara sobre o impacto da Covid na captação. Mesmo assim, continuamos otimistas com as perspectivas de longo prazo para a empresa e reiteramos nossa recomendação de Compra e o preço-alvo de R$ 15 por ação”, destacam os analistas.

A construtora Eztec teve lucro líquido de R$ 139,7 milhões no quarto trimestre, 30% maior do que em igual etapa de 2019, uma vez que o resultado financeiro conseguiu compensar o desempenho operacional mais fraco.

A forte alta do IGP-DI, na esteira da valorização do dólar ante o real, teve resultado positivo na carteira de recebíveis da companhia, que financia diretamente as vendas para parte de seus clientes. Assim, o resultado financeiro respondeu sozinho por 55% do lucro do período.

Por outro lado, a receita líquida da Eztec, de R$ 262,2 milhões, teve queda de 15% ano a ano, com a diminuição no ritmo de obras e de vendas de estoque pronto. A companhia mencionou queda no ritmo de aprovações de projetos e os efeitos da forte alta de insumos como de aço, cimento, PVC, cobre, esquadrias de alumínio, vidro, elevadores, entre outros.

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Com o valor geral de vendas (VGV) desabando 59,2%, o Ebitda foi de R$ 75,4 milhões, queda de 19%. Em outra frente, a Eztec acelerou novas aquisições de terrenos “devido ao seu acesso diferenciado às oportunidades criadas pela pandemia”, o que resultou numa queima de caixa de 219 milhões de reais no trimestre.

Ainda assim, a companhia afirmou que espera lançar de R$ 2,8 bilhões a R$ 3,3 bilhões em projetos residenciais ao longo de 2021.

No balanço patrimonial, a companhia registrou uma queima de caixa de R$ 219 milhões devido à aquisição de terrenos para suportar seu robusto plano de lançamentos (entre R$ 2,8 bilhões e R$ 3,3 bilhões em 2021) e o pagamento de R$ 67 milhões em dividendos no último trimestre de 2020. “Dito isso, não esperamos que o resultado seja um catalisador para a ação e reiteramos nossa recomendação de compra (preço-alvo de R$ 48 por ação) e nossa preferida no segmento de média e alta renda”, avaliam os analistas da XP.

A SLC Agrícola lucrou R$ 194,2 milhões no quarto trimestre de 2020, alta de 119% ante igual período do ano anterior, apoiada por um “avanço notável no resultado bruto das culturas”, disse nesta quarta-feira a empresa, grande produtora de grãos, em um cenário de firme demanda externa e preços atrativos para a soja, milho e algodão.

Já o Ebitda ajustado da companhia foi de R$ 397,9 milhões no último trimestre do ano passado, avanço de 43,4% na comparação anual. A companhia destacou que o lucro líquido do trimestre foi integralmente desencadeado pela operação agrícola, visto que não houve entrada de recursos por venda de terras.

A receita líquida dos três últimos meses de 2020 somou R$ 1,125 bilhão, alta de 37,4% no ano a ano, enquanto o volume de grãos faturado foi de 495,9 mil toneladas, avanço de 15,2%.

“A receita… foi decorrente, em grande parte, de melhores preços de faturamento em todas as culturas, ao que se somou o maior volume faturado nas culturas de algodão e milho”, disse a empresa.

A rede de joalherias Vivara registrou lucro líquido no quarto trimestre de 2020 de R$ 93,1 milhões, 0,6% acima frente os R$ 92,6 milhões registrados no mesmo trimestre de 2019.

A receita líquida da empresa no quarto trimestre de 2020 foi de R$ 461 milhões, 13,2% superior sobre o resultado de um ano antes.

Já o Ebitda do quarto trimestre ficou em R$ 145,8 milhões,19,5% acima na comparação com igual trimestre de 2019.

“A Vivara reportou sólidos resultados referentes ao quarto trimestre de 2020, com crescimento de vendas mesmas lojas de 11,3% na base anual levando a um nível recorde de vendas, mesmo em meio à pandemia. Além disso, a companhia entregou uma expansão de margem Ebitda de 0,6 ponto devido à alavancagem operacional e renegociações de aluguel, mesmo com uma base difícil de margem bruta devido à uma Black Friday mais limitada em 2019. Dessa forma, o EBITDA veio 18% acima das nossas estimativas”, aponta a XP.

Assim, a companhia entregou resultados acima das estimativas dos analistas, que já viam como fortes, e com uma qualidade muito boa, principalmente em meio à pandemia. Os analistas mantêm recomendação de compra e preço alvo de R$ 33,0 por ação para o fim de 2021.

A Companhia Paranaense de Energia – Copel – lucrou R$ 1,12 bilhão no quarto trimestre de 2020,  88,4% acima frente o lucro líquido de R$ 596,5 milhões registrado no mesmo trimestre de 2019.

A receita líquida da empresa no quarto trimestre de 2020 foi de  R$ 5,65 bilhões, 30,8% superior sobre o resultado de um ano antes.

O Ebitda  do trimestre foi de R$ 1,30 bilhão, alta de 26,5% sobre o mesmo trimestre de 2019.

Embora os números do Ebitda ajustado da Copel – de R$ 982 milhões, tenham ficado relativamente em linha com as estimativas da XP, os analistas avaliam que o mercado reagirá positivamente aos resultados devido ao anúncio de dividendos no trimestre de 8.2% de dividend yield (valor do dividendo sobre o preço da ação).

A Copel aprovou uma distribuição total de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) para o exercício de 2020 de R$ 2,5 bilhões, ou 65% do lucro líquido para o exercício de 2020 de acordo com sua Política de Dividendos recentemente revisada.

Em relação aos componentes da distribuição de dividendos, R$ 807,5 milhões em JCP (R$ 0,31 / ação para CPLE6, já ajustado pelo desdobramento recente) como dividendos mínimos pela Lei das S.A. (25% do Lucro Líquido) já foram anunciados em 9 de dezembro de 2020, e as ações negociam ex-JCP desde 29 de dezembro de 2020, com data de pagamento a ser definida.

Além disso, a Copel anunciou uma distribuição adicional de R$ 1,51 bilhão aos acionistas (R$ 1,37 bilhão em dividendos regulares e R$ 134 milhões em JCP), com base nos lucros acumulados em seu balanço.

“Olhando em termos de proventos por ação (para acionistas de CPLE6), a distribuição total é de R$ 0,5787 por ação, implicando em um dividend yield de 8,2% líquido de impostos sobre a parcela do JCP (15% de imposto de renda retido na fonte). A distribuição de dividendos, bem como a data de pagamento ainda não foram aprovadas na próxima Assembleia Geral de Acionistas em abril de 2021”, destaca a XP.

A Mills registrou um lucro líquido de R$ 7,6 milhões no quarto trimestre de 2020, revertendo prejuízo de 2,7 milhões registrados um ano antes. Já a receita líquida subiu 7%, para R$ 148,2 milhões.

De acordo com a XP Investimentos, o resultado foi positivo e bem acima das expectativas. As linhas de custos e despesas avançaram menos do que o crescimento de receita, consequentemente, a Mills conseguiu entregar um Ebitda de R$ 56,2 milhões, 35% acima do esperado pelos analistas, com forte incremento de margem (38,0% no quarto trimestre de 2020 versus 28,2% no mesmo período de 2019).

Apesar dos desafios advindos da pandemia e de uma possível segunda onda, a companhia fechou o trimestre com mais de R$ 170 milhões em caixa líquido, apontaram. “O resultado corrobora nossa visão otimista para a empresa e acreditamos que o ciclo de lucratividade chegou. Com isso, reiteramos nossa recomendação de compra e preço-alvo de R$ 8,20 por ação”, destaca a XP.

Magazine Luiza (MGLU3)

O Magazine Luiza informou a aquisição da plataforma de conteúdo digital de moda, beleza e decoração Steal the Look (STL), por valor não revelado.

Fundado em 2012, a Steal the Look produz conteúdo sobre tendências de moda, beleza e decoração, além de cultura, comportamento e empreendedorismo. Segundo o Magazine Luiza, a STL tem cerca de 2,5 milhões de seguidores nas redes sociais e 6 milhões de visitantes únicos por ano.

A compra faz avançar em duas frentes definidas como estratégicas para o ano: expansão em moda e em publicidade digital.

“As categorias de moda e beleza, juntas, formam um mercado extremamente pulverizado, ainda pouco digitalizado e com tamanho total de 223 bilhões de reais anuais. Seu potencial online pode chegar a 67 bilhões em um futuro próximo”, disse em nota a diretora-executiva de Moda e Beleza do Magalu, Silvia Machado.

O Magazine Luiz entrou no segmento de moda em 2019, com a compra da Netshoes e da Zattini – conquistando um marketshare relevante logo de início. No ano passado, comprou a Hubsales, passando a conectar fabricantes de moda diretamente ao consumidor final por meio de seu marketplace.

A Engie Brasilestá retomando o processo de venda da totalidade de suas ações na termelétrica Pampa Sul, anunciou a companhia nesta quarta-feira, em meio a um movimento mais amplo para se desfazer de ativos de carvão. Segundo o comunicado, a Pampa Sul já recebeu investimento de mais de 2 bilhões de reais.

Com capacidade instalada de 345 megawatts, a termelétrica está 100% contratada no Ambiente de Contratação Regulada (ACR) até 31 de dezembro de 2043, disse a Engie.

Desde o início da geração de energia na usina em caráter comercial, em junho de 2019, foram identificados ajustes em parâmetros de operação e seus diversos sistemas e equipamentos, “tornando Pampa Sul um ativo consolidado e com os riscos operacionais reduzidos”, disse a Engie. “A companhia está centrada em seu propósito de acelerar a transição para uma economia neutra em carbono, direcionando as suas atividades para geração de energia renovável, gás natural e infraestrutura”, enfatizou.

(com Reuters)

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Tenda lucra R$ 72 mi, balanços de Moura Dubeux, brMalls, Stone e mais; Copel vai desdobrar ações e outros destaques

(Fotos Públicas)

SÃO PAULO – A temporada de resultados segue no radar corporativo, com os números de Tenda, Moura Dubeux, brMalls, RNI, Stone e Energisa. Já a Eletrobras adiou a divulgação dos resultados para segunda-feira.

Já o  novo estatuto da Copel prevê o desdobramento de ações da companhia, na proporção de 1 para 10 papéis, e a formação de Units, sendo cada Unit composta de 5 ações, uma delas ordinária e quatro preferenciais classe B.

Enquanto isso, os investidores acompanham o desempenho das commodities: os contratos futuros de minério de ferro caíram nesta sexta-feira no mercado asiático já que as medidas na China para restringir as operações altamente poluentes das siderúrgicas e reduzir a capacidade de produção pesaram sobre o ânimo. Confira os destaques:

O novo conselho da mineradora Vale, cujos 12 nomes foram aprovados pelo atual colegiado na véspera, terá sete membros com ampla experiência em sustentabilidade, além de oito considerados independentes, dentre outras inovações, no que promete ser a maior mudança do órgão administrativo desde que a companhia se tornou privada, em 1997. A eleição dos indicados para o período de 2021 a 2023 será feita pelos acionistas na Assembleia Geral Ordinária, em 30 de abril.

Segundo o jornal Valor, de saída da presidência da Petrobras, o economista Roberto Castello Branco deve disputar uma vaga no conselho da Vale, assim como a presidência do colegiado da mineradora nas eleições para renovar o conselho.

No radar dos mercados, os contratos futuros de minério de ferro caíram nesta sexta-feira no mercado asiático e estavam no caminho de sua segunda maior perda semanal até agora este ano, uma vez que as medidas na China para restringir as operações altamente poluentes das siderúrgicas e reduzir a capacidade de produção pesaram sobre o ânimo.

O minério de ferro mais negociado na Bolsa de Commodities de Dalian DCIOcv1 caiu 0,3% para 1.059 iuanes (US$ 163,11), fechando a semana em queda de 6%. O Ministério da Ecologia e Meio Ambiente da China pediu que Tangshan, a principal cidade siderúrgica do país, reprima aqueles que violam as regras de qualidade do ar, depois que quatro usinas não conseguiram implementar restrições à produção durante dias de forte poluição.

O governo de Tangshan emitiu um alerta de poluição de segundo nível em 8 de março, instando as empresas industriais pesadas, como siderúrgicas e usinas de coque, a cortar a produção.

A medida diminuiu o otimismo do mercado sobre um aumento na demanda após Ano Novo Lunar, fazendo com que os preços caíssem 5,7%, para US$ 166 a tonelada no mesmo dia, com base nos dados da consultoria SteelHome.

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“O mercado voltou US$ 10 a tonelada em um dia, pois os investidores financeiros diagnosticaram erroneamente o impacto das recentes restrições ambientais sobre a capacidade de produção de aço de Tangshan”, disse Atilla Widnell, diretor-gerente da Navigate Commodities em Cingapura. Ele disse que agora há “um risco maior de longo prazo para a demanda de minério de ferro da China, já que o governo quer cortar a capacidade de aço e avançar na produção a partir do uso de sucata.

A operadora de shopping centers brMalls teve lucro líquido no quarto trimestre do ano passado de R$ 199,4 milhões, 51,1% menor frente os R$ 407,6 milhões de igual trimestre de 2019. No ano passado, o prejuízo foi de R$ 293,8 milhões, revertendo parte do lucro líquido de R$ 1,24 bilhão do ano anterior.

A receita líquida foi de R$ 266,7 milhões nos últimos três meses de 2020, 23,8% menor frente os números de um ano antes. Em 2020, a receita da companhia foi de R$ 955,9 milhões, queda de 27,7% sobre 2019.

O lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) do quarto trimestre foi de R$ 251,8 milhões, 65,3% menor frente igual trimestre de 2019. No ano passado, o Ebitda da companhia foi negativo, em R$ 241,1 milhões.

A XP Investimentos destaca que os resultados foram ligeiramente mais fortes do que os analistas esperavam, impulsionado pelos resultados operacionais sólidos.

A companhia operou cerca de 92,8% da sua capacidade, o que refletiu na continuidade da recuperação das vendas nas mesmas lojas e alugueis nas mesmas lojas. A taxa de ocupação permaneceu relativamente estável em 96%, uma vez que as atividades de locação mais fortes no trimestre impediram um maior aumento da vacância. No balanço patrimonial, a companhia apresentou leve geração de caixa de R$27 milhões, levando a uma alavancagem de 4,6 vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda aponta a XP.

“Apesar de superar ligeiramente nossas estimativas, não vemos como um catalisador para a ação, pois esperamos que o fluxo de notícias negativas sobre possíveis restrições mais rígidas à atividade comercial em todo o país em razão do aumento de casos do coronavírus permaneça nos holofotes no curto prazo, o que deve continuar trazendo volatilidade às ações. Com isso, mantemos nossa visão conservadora sobre o nome e nossa recomendação neutra e preço-alvo de R$ 10,70 por ação”, avaliam os analistas da XP.

A construtora e incorporadora Tenda obteve lucro líquido consolidado de R$ 72 milhões no quarto trimestre de 2020, recuo de 5,6% em comparação com o mesmo período de 2019. No acumulado do ano, o lucro totalizou R$ 200,3 milhões, baixa de 24%. A diminuição do lucro reflete os efeitos da pandemia, que provocaram paradas temporárias das obras, com perda de produtividade. Também pesaram os aumentos nos custos de construção no período.

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A margem bruta ajustada da companhia ficou em 31,5% no trimestre, queda de 1,9 ponto porcentual. E no ano, chegou a 32,2%, retração de 2,8 pontos.

A Tenda também apurou um prejuízo de R$ 2,7 milhões no trimestre com o seu novo negócio de construção industrializada (chamada pelo jargão de off-site), que ainda está sendo colocado de pé, sem gerar receitas.

O Ebitda ajustado consolidado somou R$ 110,2 milhões no trimestre, alta de 10,3%, e R$ 330,0 milhões no ano, queda de 6,6%. A receita líquida foi de R$ 685,9 milhões no trimestre, alta de 26,3%, e R$ 2,282 bilhões no ano, avanço de 17%, puxada pelo aumento das vendas.

O resultado financeiro gerou uma despesa líquida de R$ 7,1 milhões no trimestre, revertendo a receita líquida de R$ 4 milhões vista um ano antes. A inversão se deu porque a posição de caixa líquido diminuiu, e a queda da Selic reduziu a rentabilidade das aplicações.

A Tenda fechou o quarto trimestre com caixa líquido de R$ 148 milhões, diminuição de 25,8% em um ano.

A companhia reportou ainda queima de caixa de R$ 54,3 milhões no trimestre devido à antecipação das obras para aliviar o efeito do aumento nos custos dos materiais. No ano, houve geração de caixa de R$ 70 milhões.

O Credit Suisse avaliou os resultados divulgados pela Tenda, como em linha com sua expectativa. O banco mantém avaliação neutra (expectativa de valorização dentro da média do mercado) para a Tenda, afirmando que há riscos para o setor de baixa renda devido à alta de preços, uma tendência que diz esperar que continue em 2021.

O Credit destaca que, por outro lado, a empresa vem postando fortes resultados operacionais. O banco mantém preço-alvo de R$ 37, frente aos R$ 25,6 de fechamento na quinta (11).

Moura Dubeux (MDNE3)

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A Moura Dubeux reverteu o prejuízo de R$ 31,1 milhões do quarto trimestre de 2019 e lucrou R$ 8,7 milhões de outubro a dezembro de 2020.

Já a receita líquida teve alta de 96,9%, para R$ 190,4 milhões. A empresa elevou sua margem bruta de 20,9% para 27,1%.

A RNI elevou seu lucro líquido em 145%, na comparação anual, para R$ 12,9 milhões.

A receita líquida teve baixa de 19%, a R$ 77,8 milhões. A margem bruta foi reduzida de 35,9% para 25,4%.

A RNI passou de despesa financeira líquida de R$ 46 mil em receita financeira líquida de R$ 17,9 milhões. No fim de dezembro, a alavancagem medida por dívida líquida sobre patrimônio líquido da companhia era de 47,3%.

Stone (STNE.O : Nasdaq)

A processadora da pagamentos Stone STNE.O divulgou nesta quinta-feira lucro líquido ajustado de R$ 357,8 milhões para o quarto trimestre, alta de 30,1% sobre um ano antes.

A receita total da empresa subiu 27,9%, para R$ 1 bilhão enquanto o número de clientes ativos avançou 35,7%.

A companhia afirmou no balanço que espera superar a marca de 1 milhão de clientes ativos em 2021 e que a receita total tenha “aceleração significativa” em relação a 2020.

Enquanto isso, a Stone espera que a margem líquida ajustada seja similar ao nível de 2020, de 28,9%. No quarto trimestre, o indicador foi de 35,7%, recorde para a empresa.

Para o Credit Suisse, os resultados foram fracos, com a maior decepção sendo explicada principalmente por resultados mais fracos nas contas chaves, que tiveram uma queda de 10% na receita na comparação anual (ante alta de 28% no terceiro trimestre). Enquanto isso, o desempenho no segmento de pequenas e médias empresas permaneceu saudável, com receitas crescendo 94% na mesma base de comparação.

O crescimento do TPV (Total Payment Volume” ou Volume Total de Pagamentos), ex-voucher, desacelerou para 43% na comparação anual (48% no terceiro trimestre), 6% abaixo do consenso e do esperado pelo Credit, e a take rate (ganho obtido com cada transação, que soma as taxas cobradas e desconta as despesas) de 1,64% diminuiu 16 pontos-base na comparação anual.  Tanto o TPV quanto o take-rate foram prejudicados principalmente por contas-chave.

Os analistas comentam que, apesar do resultado, a perspectiva se mantém forte, e que não enxergam muito impacto da perda do quarto trimestre nas estimativas de longo prazo. A Stone mencionou que espera alcançar mais de 1 milhão de pequenos e médios negócios até o final de ano (crescimento de cerca de 50%) e que os take rates aumentem, tanto nos hubs quanto no Pagar.me, o que deve levar a uma aceleração significativa do crescimento da receita.

Por fim, citaram que, apesar dos planos de aumentar a força de vendas em 60%, as margens de lucro líquido devem ficar estáveis em cerca de 30%. “As mensagens transmitidas pelo management são positivas e sustentam a visão otimista sobre a empresa: mantemos nosso outperform”, destacam os analistas, que possuem preço-alvo de US$ 100 para o ativo negociado na Nasdaq.

O Bradesco BBI classificou os resultados da Stone como “decepcionantes”, mas que isso não importa tanto, também destacando que a gestão apresentou uma mensagem positiva para 2021.

O banco diz que o mercado deve continuar esperando que o lucro líquido atinja, em 2021, R$ 2 bilhões. O Bradesco espera R$ 1,9 bilhão, devido à expansão da base de clientes e portfolio de crédito. A deterioração do cenário macroeconômico e dos custos de financiamento não parecem incomodar investidores.

O BBI aponta que, com os desafios à frente, as ações da Stone parecem excessivamente valorizadas, e diz que o investimento na Stone parece cada vez menos atrativo, devido a maior potencial de outros atores além das empresas tradicionais de pagamento. Segundo o banco, sem uma plataforma on-line forte, a Stone pode ficar para trás na corrida digital. Por outro lado, não há nenhuma outra empresa no setor de pagamentos tão bem posicionada para comprar.
O Bradesco BBI mantém recomendação neutra e preço-alvo de US$ 57, frente aos US$ 76,41 negociados pela Stone na quinta (11) na Nasdaq.

A elétrica Energisa registrou lucro líquido de R$ 192 milhões  no quarto trimestre de 2020, queda de 45,6% em relação a igual período do ano anterior.

O Ebitda somou R$ 1,12 bilhão no último trimestre do ano passado, avanço de 15,7% na comparação anual.

No ano completo de 2020, a Energisa apurou lucro líquido de R$ 1,6 bilhão, crescimento de 204,9% no ano a ano, enquanto o Ebitda teve aumento de 12,3% na mesma base, para R$ 3,9 bilhões.

O Credit Suisse avaliou os resultados da Energisa como bons, e melhores do que o esperado, devido principalmente a bons volumes, bom controle de custos administráveis, e receitas não recorrentes de outras unidades. O banco destacou os R$ 399,2 milhões em dividendos anunciados pela tenda, um rendimento de 2%.

As receitas líquidas aumentaram 24,1% na comparação anual, frente à expectativa de 19,9% do Credit, devido a alta de 5,2% nos volumes vendidos, frente a 0,6% esperados pelo Credit

Os custos totais aumentaram 21,6% na comparação anual, 19% acima da expectativa do Credit, devido principalmente a custos maiores da parcela A, que levantou 28,3% na comparação anual, frente a expectativa de 26,5% do Credit, parcialmente compensados pelos custos administráveis, que tiveram alta de 0,2%, frente a expectativa de queda de 4,4% do Credit. O Credit Suisse mantém avaliação de outperform (expectativa de valorização acima da média do mercado) para a Energisa, com preço-alvo de R$ 54, frente a R$ 44 de fechamento na quinta.

IPO da Athena

A Athena, controlada pelo Pátria Investimentos, pediu nesta quinta-feira registro para realizar uma oferta inicial de ações (IPO), uma vez que a pandemia da Covid-19 amplia o foco público sobre operadoras de planos de saúde e de hospitais.

Criada em 2017, a Athena se apresenta como uma das maiores empresas de saúde suplementar do país e tem 5 operadoras, 24 clínicas, 7 pronto atendimentos e 9 hospitais.

No fim de 2020, a Athena tinha uma carteira de 708,4 mil beneficiários de planos de saúde ou odontológicos, crescimento de 374,5% em três anos, resultado da combinação de expansão orgânica e de aquisições.

A companhia diz que seu modelo verticalizado de negócios e sua concentração geográfica fora do eixo Rio-São Paulo são fatores de vantagem comparativa.

A companhia se concentra nos Estados do Piauí, Maranhão e Rio Grande do Norte, Espírito Santo e Paraná. No ano passado, teve receita líquida de 1,359 bilhão de reais, alta de 23,6% em relação ao ano anterior, com a margem Ebitda subindo de 7,4% para 9,5%.

“Possuímos uma vasta gama de potenciais aquisições já mapeadas”, afirma a Athena no prospecto preliminar da oferta, que será coordenada por Bank of America, XP, Bradesco BBI, BTG Pactual, Itaú BBA, Santander e ABC Brasil.

“Excetuando-se as praças dos Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, estão sob análise ativos em praticamente todos demais Estados do país, acrescentou a companhia, que planeja usar os recursos da venda de ações novas para comprar operadoras de planos de saúde, clínicas e hospitais.

Um fundo administrado pelo Pátria, que detém 90,8% da companhia, também venderá uma fatia do negócio.

A estatal paranaense de energia Copel viu aprovada em assembleia geral extraordinária de acionistas nesta sexta-feira uma proposta de reforma de seu estatuto social, disse a empresa em comunicado.

O novo estatuto prevê o desdobramento de ações da companhia, na proporção de 1 para 10 papéis, e a formação de Units, sendo cada Unit composta de 5 ações, uma delas ordinária e quatro preferenciais classe B.

O documento também prevê adesão da companhia ao Nível 2 de governança corporativa da B3. Esse movimento, no entanto, está condicionado à realização de uma oferta secundária de ações na qual o governo do Paraná venderia parte de sua fatia na empresa.

Além disso, o número de membros eleitos por acionistas não controladores no conselho de administração da empresa passará de 2 para 3.

O estatuto prevê ainda uma garantia de que o dispositivo que obriga a empresa a aplicar integralmente reajustes tarifários aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) não poderá ser alterado ou excluído sem aprovação de maioria dos acionistas detentores de ações preferenciais.

A Eletrobras anunciou que adiou a divulgação de seus resultados do quarto trimestre de 2020 de hoje para a próxima segunda-feira (15), após o fechamento do mercado. A teleconferência, que seria realizada na segunda, passou para terça-feira, 16, às 12 horas.

A estatal justifica o adiamento afirmando que o processo de conclusão e revisão das Demonstrações Financeiras não foi finalizado e disponibilizado para deliberação dos órgãos de administração. Segundo a Eletrobras, por conta da pandemia de covid-19, este processo é realizado de forma remota.

Burger King (BKBR3)

O Credit Suisse destacou as considerações a partir de conversas com Iuri Miranda, CEO do Burger King no Brasil, com o CFO Clayton Malheiros e com o CMTO Ariel Grunkraut na semana.

O banco avalia que a indústria de serviços alimentares foi fortemente impactada pela pandemia. Mas diz que o Burger King está melhor preparado nesta nova onda de Covid e se prepara para se recuperar após a pandemia, com iniciativas digitais, hipersegmentação com programas de fidelidade e projetos com uso de machine learning.

O Credit Suisse reiterou sua avaliação de outperform para o Burger King, com preço-alvo de R$ 13, frente aos R$ 9,09 de fechamento na quinta (11).

Alpargatas (ALPA4)

O Bradesco BBI elevou a avaliação da Alpargatas para outperform, após as ações caírem 16% desde que o banco as rebaixou para neutras, em novembro. O desempenho ficou 12 pontos percentuais abaixo da média do setor. Há perspectiva de crescimento com a recuperação internacional, e o banco mantém previsão de taxa anual de crescimento composta de 18% para o período entre 2020 e 2023, frente à previsão anterior de 14%.

O banco avalia que a empresa tem uma marca forte nacional e internacionalmente, um preço atraente e configura um investimento defensivo.

Assim, o banco elevou o preço-alvo para 2021 em 10%, para R$ 46 frente aos R$ 30,66 de fechamento na quinta (11).

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)

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