Repercussões de resultados de Enjoei, Vivara, Boa Safra, Cosan, Méliuz, CVC e outros balanços; Ultrapar vende Oxiteno e mais

Cosan (Foto: Paulo Fridman/Corbis via Getty Images)

A temporada de resultados chega na sua reta final nesta semana.  Na noite de sexta-feira, foram divulgados os dados da CVC, Cosan, Enjoei, Vivara, entre outras companhias, enquanto Ambipar, Ânima  e Méliuz também divulgaram seus números nesta segunda-feira antes da abertura da Bolsa.

Após o fechamento, IRB (IRBR3), Cemig (CMIG4), entre outras companhias, divulgarão seus resultados. Ainda em destaque, a Ultrapar anunciou a venda da Oxiteno para Indorama Ventures por US$ 1,3 bilhão. Já o grupo de hospitais Rede D’Or informou que o seu conselho de administração aprovou a realização de uma oferta pública de aquisição (OPA) das ações do Centro de Imagem Diagnósticos Alliar.  Confira mais destaques:

A operadora de viagens CVC reportou prejuízo líquido de R$ 175,570 milhões no segundo trimestre deste ano, perda 30,4% menor que a registrada um ano antes, de R$ 252,129 milhões (veja mais clicando aqui).

Em comentários da administração que acompanham o informe de resultados, a empresa atribui o desempenho do período aos efeitos produzidos pela pandemia da covid-19 em suas operações, especialmente no Brasil. “Permanecemos otimistas com os prognósticos para o segundo semestre e início de 2022 e atentos aos eventuais desdobramentos da pandemia”, acrescenta a CVC. No acumulado do semestre, o prejuízo diminuiu de R$ 1,403 bilhão para R$ 257 milhões.

Na mesma base de comparação, a empresa obteve lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado negativo de R$ 130,834 milhões, contra Ebitda também negativo de R$ 164,366 milhões no mesmo período de 2020. No semestre, o Ebitda ajustado ficou negativo em R$ 194,279 milhões, ante R$ 189,769 milhões de um ano antes.

Já a receita líquida ficou em R$ 115,6 milhões no segundo trimestre, ante R$ 3 milhões informado um ano antes. O avanço se deve à retomada das atividades, afirma a companhia, mesmo com a segunda onda de covid tendo impactado o trimestre.

A CVC ainda nomeou Marcelo Kopel, ex-Itaú Unibanco, como novo diretor de finanças e relações com investidores. A companhia ainda elevou a participação na VHC Hospitality, de 69% para 100%.

Na avaliação do Bradesco BBI, os resultados foram mistos com uma tendência mais forte do que o esperado nas reservas, mas por outro lado com uma taxa de aquisição fraca.

Para os analistas, o problema da take rate (percentual da receita liquida sobre as reservas) parece temporário, visto que um dos motivadores foi o embarque de reservas anteriores à Covid que haviam sido adiadas, embora possa haver algum empecilho adicional durante o próximo trimestre.

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“Há um impulso positivo por trás das reservas, com crescimento sequencial de 25% (embora de uma base relativamente baixa no primeiro trimestre de 2021) e a CVC observa que as reservas de junho (queda de 50% versus 2019) foram melhores do que o trimestre como um todo (queda de 61%)”, apontam.

Essa queda em relação a 2019 está amplamente em linha com o número de passageiros e a capacidade disponível de
assentos informados pela companhia aérea Gol no segundo trimestre de 2021.

O progresso do plano de vacinação deve ajudar esse impulso positivo a continuar no segundo semestre, embora os riscos claramente ainda permaneçam com o potencial de impactos negativos da nova variante delta.

“Portanto, embora o ímpeto esteja melhorando, a visibilidade permanece limitada e as ações são negociadas a um forte P/L [preço sobre o lucro] de 38 vezes estimado para 2023”, avalia. O BBI mantém a recomendação neutra, com um novo preço-alvo de R$ 25 (estimado para 2022) contra nosso antigo preço-alvo de R$ 24.

A Cosan teve lucro líquido ajustado de R$ 750 milhões entre abril e junho, forte alta de 3.105% frente o ganho de R$ 23,4 milhões registrado em igual período de 2020.

A receita líquida totalizou R$ 25,267 bilhões no segundo trimestre de 2021, ante R$ 13,583 bilhões no mesmo intervalo do ano anterior, aumento de 85,9%.

Boa Safra (SOJA3)

A Boa Safra Sementes teve lucro líquido de R$ 8,862 milhões no segundo trimestre de 2021, alta de 314,6% na base anual.

O Ebitda foi de R$ 17,966 milhões, alta de 103% na comparação anual.

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A receita líquida teve queda de 17,6% entre abril e junho, a R$ 41 milhões.

“Todos os contratos de vendas ainda não faturados, principal KPI do que está por vir, atingiram a soma de R$ 546 milhões, um aumento de 188% em relação ao ano anterior. Continuamos otimistas com a Boa Safra e reiteramos nossa recomendação de compra com preço-alvo de R$ 18 por ação até 2021”, aponta a XP.

No segundo trimestre, a Vivara  viu seu lucro líquido atingir R$ 81,7 milhões, mais do que dobrando em relação ao mesmo período de 2019, ainda antes da pandemia. Na comparação com 2020, a companhia conseguiu reverter um prejuízo.

Saiba mais: Com lucro em alta, Vivara diz estar pronta para ir às compras

Segundo o Itaú BBA, a Vivara apresentou ótimos números referentes ao segundo trimestre. As receitas da companhia cresceram 19,3% na comparação com o segundo trimestre de 2019 (cenário pré-pandêmico), com avanço das vendas no conceito mesmas lojas (SSS) de 13,8%.

Em termos operacionais, o destaque do segundo trimestre foi o desempenho do e-commerce: a companhia tem sido capaz de dar escala às operações digitais e diversificar suas vendas desse canal. Historicamente, os produtos mais vendidos no on-line sempre foram relógios e acessórios, que possuem preço inferior às joias. No entanto, no segundo trimestre, cerca de metade das vendas do e-commerce foram joias, uma boa indicação para a rentabilidade no longo-prazo, avaliam os analistas.

Além disso, a Vivara sinalizou que o forte crescimento de vendas visto no segundo trimestre já está sendo verificado também no início deste terceiro trimestre. Ou seja, o bom desempenho operacional da companhia deve ter continuidade.

Do ponto de vista financeiro, a Vivara foi capaz de entregar uma margem bruta de 68% e uma margem Ebitda de 24,5%, refletindo uma maior diversificação de receitas da companhia e a otimização de despesas. O Ebitda da companhia, de R$ 89 milhões, foi 29% superior ao esperado, enquanto lucro líquido, de R$ 82 milhões, veio 64% acima da projeção dos analistas.

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O Enjoei teve alta do prejuízo em 10,9 vezes no segundo trimestre, para R$ 30,040 milhões.

A receita líquida do Enjoei  teve alta de 100%, a R$ 26,4 milhões no segundo trimestre. O volume bruto de mercadoria (GMV) teve alta de 82% na mesma base de comparação, a R$ 205 milhões.

A XP aponta que a Enjoei reportou resultados mistos, referentes ao segundo trimestre de 2021, com a receita líquida 8% acima das estimativas devido a uma taxa de comissão (take-rate) melhor do que esperado.

Em termos de rentabilidade, a companhia registrou queda expressiva na margem bruta (-20,5p.p na base anual), devido a maiores custos com frete e logística, e também com queda de Ebitda ajustado (em R$ 19 milhões negativos), frente a maiores despesas de vendas. Com isso, o prejuízo líquido (excluindo-se o efeito do plano de remuneração em ações) totalizou R$ 18 milhões, versus a estimativa da XP de R$ 15 milhões.

Já o BBI revisou as estimativas, com GMV subindo 1-5% (estimado no período 2021-23), mas as vendas líquidas caindo 12-24% devido à menor taxa de compra.

“Isso posterga o ano em que a Enjoei atinge o ponto de equilíbrio na linha Ebitda em um ano, de 2023 anteriormente a 2024 em nosso modelo mais recente”, apontam os analistas.

Apesar das “dores de crescimento” que os analistas do BBI viram nos últimos trimestres – ou seja, a necessidade de ajustar a estratégia da Enjoei para garantir o crescimento futuro – os analistas mantiveram recomendação de compra à medida que continuam a ver a empresa como a melhor colocada no crescente mercado de revenda. Já o preço-alvo caiu de R$ 23 (para o final de 2021) para R$ 17 (no final de 2022).

O Méliuz teve prejuízo líquido da Méliuz atribuído a controladores de R$ 6,692 milhões no segundo trimestre de 2021. O valor, 2,95% acima frente o segundo trimestre de 2020, quando o prejuízo foi de R$ 6,5 milhões.

A companhia reportou o crescimento de 120% na receita líquida, em comparação ao segundo trimestre de 2020. Além disso, abriu, em média, 39 mil novas contas por dia útil no segundo trimestre de 2021 e apresentou um aumento de 265% no número de usuários ativos, também em relação ao 2T20.

A companhia finalizou o trimestre com um total de 18,8 milhões de contas cadastradas, um crescimento de mais de 2,3 milhões de usuários ou 14,6% em relação ao primeiro trimestre e quase dobrou a base de usuários, em comparação com os últimos 12 meses, findo em 30 de junho de 2020, quando possuía 10 milhões de contas cadastradas.

A Tecnisa teve prejuízo líquido de R$ 54 milhões no segundo trimestre de 2021, um aumento de 33% em relação ao prejuízo de R$ 40 milhões no mesmo período de 2020.

O balanço foi afetado por uma perda de R$ 42 milhões proveniente de um acordo anunciado em maio com a Companhia de Participações e Empreendimentos (CPE) para extinção de um processo que discutia um contrato de compra de terreno.

A Tecnisa ajuizou ação para anular o contrato após o terreno acabar sendo desapropriado pela Prefeitura de São Paulo.

A previsão original era que a Tecnisa pagaria pelo terreno à CPE com as vendas de unidades do futuro empreendimento, que acabou inviabilizado. As partes então optaram por um acordo. Além disso, a Tecnisa espera indenização pela desapropriação.

O Ebitda ajustado ficou negativo em R$ 42,3 milhões, piora de 60% no resultado. A receita líquida totalizou R$ 65 milhões, crescimento de 94%, devido à expansão de lançamentos e vendas nos últimos meses, além da venda de três terrenos considerados não estratégicos por R$ 19 milhões.

O Itaú BBA avalia os dados resultados pela Tecnisa como fracos e dentro do esperado. O banco ressalta que a empresa lançou um projeto no segundo semestre, com valor potencial de venda (PSV em inglês) de R$ 165 milhões, do qual 23% já foi vendido, e anunciou em julho a abertura de estandes de vendas de dois outros projetos com PSV de R$ 290 milhões.

O Itaú também ressalta forte queima de caixa, de R$ 156 milhões, afetados negativamente pelo acordo com a CPE, de R$ 102 milhões, e desembolso para compra de terrenos, de R$ 30 milhões. O banco mantém avaliação underperform (perspectiva de valorização abaixo da média do mercado), e preço-alvo para 2021 de R$ 9,4, frente à cotação de sexta de R$ 6,34.

A Ânima Educação registrou lucro líquido ajustado de R$ 18,7 milhões no segundo trimestre de 2021, alta de 42,3% ante o mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, o indicador teve avanço de 31,7%, para R$ 75,1 milhões. No critério sem ajustes, o lucro foi de R$ 4,9 milhões no trimestre, ante R$ 9,5 milhões em 2020.

O Ebitda foi de R$ 150,1 milhões no trimestre e R$ 287,8 milhões no semestre, alta de 74,7% e 107,7% em relação ao mesmo intervalo de 2020. O Ebitda ajustado foi de R$ 169,2 milhões entre abril e junho e R$ 315,6 milhões, crescimento anual de 84,4% e 50,3%.

A margem Ebitda do segundo trimestre avançou 1,5 ponto porcentual, para 25,6%, enquanto a semestral teve crescimento de 8,8 p.p, para 28,7%.

A empresa atingiu aumento de 64,5% na receita líquida do trimestre, para R$ 586 milhões, e de 44,2% no primeiro semestre, totalizando R$ 1,001 bilhão. A companhia tem ainda contas a receber líquido de R$ 669,6 milhões, R$ 340,9 a mais que na comparação anual por conta das aquisições e dos efeitos de renegociações com estudantes.

A Ambipar registrou um lucro líquido de R$ 41,3 milhões no segundo trimestre de 2021, um crescimento de 241,3% versus igual período de 2020 e 28,0% comparado ao primeiro trimestre de 2021. A margem líquida atingiu 11,9%.

No trimestre, a receita líquida registrou R$165,9 milhões, um aumento de 119,1% na base anual e de 40,5% comparado ao primeiro trimestre de 2021.

Esse crescimento é oriundo principalmente do aumento no número de contratos de gestão total de resíduos com foco na valorização (17 no segundo trimestre de 2020, 66 no primeiro trimestre de 2021 e 69 no segundo trimestre de 2021). O aumento de 44 contratos (no primeiro trimestre) é resultado da incorporação da AFC, empresa adquirida em janeiro de 21, a Metal Ar adicionou 6 novos contratos e adição de 3 novos contratos da Environment, afirmou a companhia.

OceanPact (OPCT3)

A OceanPact teve lucro líquido de R$ 18,5 milhões no segundo trimestre de 2021, ante prejuízo de R$ 20,1 milhões do primeiro trimestre do ano, com melhora do resultado operacional e pelo efeito positivo não caixa de variação cambial sobre a dívida em dólar junto ao BNDES.

A receita líquida foi a R$ 197,1 milhões.

Segundo o BBA, a prestadora de serviços em ambiente marinhoapresentou resultados fracos referentes ao
segundo trimestre, porém, em linha com o esperado. O Ebitda foi de R$ 35 milhões no período.

A empresa também divulgou projeções (ou guidance) do EBITDA para 2021 e 2022. As estimativas da companhia são de R$ 160 – R$ 180 milhões para este ano, 42% abaixo da expectativa do banco; e de R$ 320 -R$ 380 milhões para o ano que vem, 30% inferior aos números dos analistas.

“As novas projeções divulgadas pela Oceanpact estão abaixo dos números discutidos durante o processo de abertura de capital, mas acreditamos que os dados piores já estejam incorporados no atual preço da ação, dado que OPCT3 caiu 65% desde o IPO da companhia, em fevereiro deste ano”, apontou.

Hermes Pardini (PARD3)

O lucro líquido da Hermes Pardini atingiu R$ 70,8 milhões no segundo trimestre de 2021, um novo recorde para a companhia, apresentando aumento de 906,8% quando comparado com o segundo trimestre de 2020, informou a companhia. A margem líquida foi de 13,6% no 2T21, aumento de 1.087 bps . A  alíquota efetiva de IR/CSLL foi de
31,4% no trimestre, sendo de 39,6% no mesmo período do ano passado.

A Priner reverteu parcialmente o prejuízo de R$ 16,7 milhões no segundo trimestre de 2020 e teve lucro de R$ 6,2 milhões no segundo trimestre de 2021.

A receita líquida avançou 131,4% entre abril e junho, para R$ 111,5 milhões.

De acordo com a XP, a Priner divulgou um forte segundo trimestre, marcado pelo robusto crescimento de receitas, em linha com a prévia operacional divulgada pela companhia em julho.

Além do aumento das vendas, destaque para o incremento substancial de margem bruta no período, impulsionado por uma combinação de menores custos relacionados à Covid-19 e melhoria de performance em todos os serviços oferecidos, principalmente naqueles de maior valor agregado (pintura, isolamento térmico e inspeções).

A Priner também entregou um Ebitda e um Lucro Líquido bem acima de nossas expectativas e indicou que o bom momento operacional deve continuar, ao celebrar um volume de novos contratos de R$ 219,9 milhões no trimestre. “Com isso, reiteramos nossa recomendação de compra em PRNR3, com preço-alvo de R$13,40 por ação”, destacam os analistas.

De acordo com a XP, a G2D reportou resultado em linha com o esperado e sem grandes surpresas no segundo trimestre de 2021, uma vez que os principais eventos já haviam sido comunicados.

O Valor Líquido dos Ativos (NAV) atingiu R$ 640 milhões no trimestre, considerando os eventos subsequentes ao trimestre, um Valor Presente Líquido de R$ 1,062 bilhão.

Os principais eventos do período foram: i) Reavaliação da Blu; ii) Reavaliação do Mercado Bitcoin; iii) Reavaliação da NotCo; iv) Venda de participação na Coinbase; v) Investimento na Seed Health e na Freddie’s Flowers.

Com isso, a XP revisou o preço-alvo para R$ 11 por ação (versus R$ 9 por ação anteriormente), pois acreditam que a empresa deva negociar com 0% de deságio em relação ao Valor Presente Líquido.

Ultrapar (UGPA3)

A Ultrapar fechou acordo para vender 100% de sua empresa de químicos especiais Oxiteno para o grupo tailandês de produtos químicos Indorama Ventures por US$ 1,3 bilhão, informaram as companhias nesta segunda-feira.

Rede D’Or (RDOR3) e Alliar (AALR3)

O grupo de hospitais Rede D’Or informou que o seu conselho de administração aprovou a realização de uma oferta pública de aquisição (OPA) das ações do Centro de Imagem Diagnósticos Alliar.

Segundo fato relevante, o objetivo da OPA é adquirir a totalidade das 118.292.816 ações ordinárias da Alliar, a um preço equivalente a R$ 11,50 por papel – o que avaliaria o negócio em R$ 1,35 bilhão.

Para a XP, esta transação como um movimento muito interessante para a Rede D’Or, pois amplia seu portfólio de serviços oferecidos com uma sobreposição de operações entre as empresas em 7 Estados dos 12 Estados que a Rede D’Or opera atualmente. Além disso, aumentar sua exposição a diagnósticos ajuda a Rede D’Or a criar um ecossistema de saúde mais forte.

A oferta pública ainda está sujeita à aprovação da CVM. Em seguida, será publicado o edital da OPA estabelecendo os prazos da oferta. Após a publicação do edital da OPA o Conselho de Administração da Alliar terá 15 dias para apresentar sua opinião sobre a oferta aos seus acionistas, recomendando-lhes que aceitem ou não a oferta.

“Reiteramos nossa recomendação de Compra para a Rede D’Or e o preço-alvo de R$ 88 por ação. Para a Alliar, mantemos nossa recomendação neutra e preço alvo de R$ 10 por ação”, afirmam os analistas.

O Itaú BBA atualizou seus modelos para empresas dos setores de aço e mineração sob sua cobertura, apresentando o preço-alvo de 2022, que incorpora os resultados do segundo trimestre de 2021, as previsões sobre PIB e câmbio da equipe macro e as presunções mais altas da equipe de estratégia sobre custo de capital. A previsão para o preço médio do minério de ferro subiu levemente, de US$ 155 por tonelada para US$ 170 por tonelada.

O banco diz que vê um momento desafiador para a commodity, por conta de dados que indicam redução da produção de aço na China. E diz que as perspectivas de valorização da CSN e da Usiminas não representam proposições atraentes de risco e recompensa. Assim, o banco rebaixou ambos os papéis de outperform para market perform (perspectiva de valorização dentro da média do mercado).

Mas manteve as recomendações outperform para Vale e Gerdau, que são suas escolhas favoritas (top picks em inglês) no setor. Para a Vale, o banco apresenta preço-alvo para 2022 em US$ 25, frente ao fechamento de US$ 20,64 de sexta para os papéis VALE na Bolsa de Nova York; para a CSN, de R$ 48, frente a R$ 42,61 de sexta; para Usiminas, R$ 24, frente a R$ 21,15 de sexta para os papéis USIM5; para a Gerdau, R$ 31,32, frente a R$ 40 para os papéis GGBR4.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Ação da Raízen (RAIZ4) abre com alta de 1% após fazer o maior IPO do ano na B3, mas perde força

Raízen (Foto: Divulgação)

A ação da Raízen (RAIZ4), joint venture entre Shell e Cosan (CSAN3), faz sua estreia na Bolsa nesta quinta-feira (5) com volatilidade. Os papéis RAIZ4 subiam 1,35%, a R$ 7,50, às 10h21 (horário de Brasília), mas foram perdendo força. Às 10h42 (horário de Brasília), os ativos caíam 1,08%, a R$ 7,32.

A companhia precificou sua oferta inicial de ações a R$ 7,40 por papel na última terça-feira, que movimentou R$ 6,9 bilhões, no maior IPO do ano na Bolsa brasileira.

O montante incluiu a oferta base de 810.811.000 ações preferenciais, mais os papéis suplementares, no total de 121.621.650 papéis. A empresa e coordenadores optaram em não exercer o lote adicional de até 162.162.200 ações.

O preço fixado saiu no piso da faixa estimada para o IPO, que ia até R$ 9,60, segundo publicado no website da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

De acordo com a companhia, os recursos captados na oferta serão utilizados para a expansão da produção de produtos renováveis, sendo 80% utilizados para a construção de novas plantas e ampliação da sua capacidade de comercialização.

O restante será divididos entre investimentos em eficiência e produtividade dos parques de bioenergia e em infraestrutura de armazenagem e logística, que possibilitam à empresa suportar o aumento esperado no volume comercializado de renováveis e açúcar.

BTG Pactual, Citi, Bank of America, Credit Suisse, Bradesco BBI, JPMorgan, Santander Brasil, XP Investimentos, HSBC, Safra e Scotiabank coordenaram a oferta, exclusivamente primária.

Raízen: raio-X da empresa

Fruto da joint venture entre a Cosan e a holandesa Shell, a Raízen está entre as maiores produtoras de cana de açúcar e etanol do mundo.

A companhia, que atuava, até 2020, por meio de duas grandes subsidiárias (Raízen Combustíveis e Raízen Energia), é líder global do mercado de biocombustíveis, além de atuar nos setores de energia renovável, sucroalcooleiro, e também de marketing e serviços.

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Ao todo, a Raízen possui 26 parques de bioenergia concentrados, em sua maioria, na região Sudeste do Brasil, próximos aos maiores mercados consumidores e terminais logísticos.

Por possuir um modelo de negócios verticalizado, a companhia consegue operar em toda a cadeia de valor de biocombustíveis e de energia renovável, indo do “solo-ao-tanque” e da “biomassa-à-eletricidade”.

Com faturamento de R$ 114,6 bilhões no ano fiscal encerrado em março de 2021, a Raízen se coloca como uma das cinco maiores companhias do país em termos de receita.

No período, 78% do total da receita veio do segmento de marketing e serviços, enquanto que o segmento de renováveis representou 13%. Já o setor de açúcar foi responsável pelos 9% restantes.

(com Reuters)

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Repercussão de balanços de Bradesco, Rede D’Or e Omega Geração; números da Gerdau, dois anúncios da Gol e mais destaques

SÃO PAULO – O noticiário corporativo desta quarta-feira (4) tem como destaque a repercussão dos resultados de Bradesco, Omega Geração, Rede D’Or, além dos números divulgados pela Gerdau antes da abertura do mercado.

Após o fechamento, atenção para os balanços de Petrobras, Banco do Brasil, Totvs e Braskem.

Fora da temporada de balanços, a Gol fez dois anúncios: ela vai comprar 28 aeronaves 737 MAX-8, da Boeing BA.N, dentro de um plano de ter economia operacional com jatos mais novos e um plano de financiamentos revisado, enquanto tenta otimizar para aliviar os efeitos devastadores da pandemia.

Ainda em destaque, a empresa anunciou os números prévios de tráfego do mês de julho de 2021 em comparação com o mesmo período de 2020. No mercado doméstico, a demanda (RPK) para os voos aumentou em 173% e a oferta (ASK) aumentou em 152%. A taxa de ocupação doméstica foi 84,5%, um aumento de 6,4 pontos em relação a julho de 2020. A empresa transportou 1,9 milhão de passageiros no mês, um aumento de 168% sobre julho de 2020. A aérea não realizou voos internacionais durante o mês.

A Raízen, joint venture entre Shell  e Cosan, precificou sua oferta inicial de ações a R$ 7,40 por papel nesta terça-feira, que movimentou R$ 6,9 bilhões, no maior IPO do ano no Brasil. Confira mais destaques a seguir:

O Bradesco teve lucro líquido recorrente de R$ 6,319 bilhões no segundo trimestre de 2021, aumento de 63,2% ante o mesmo período do ano passado e queda de 3% na comparação com o primeiro trimestre deste ano.

Já o lucro contábil foi de R$ 5,974 bilhões, o que representa um crescimento de 70,4% na base anual e contração de 2,9% na trimestral. Segundo dados compilados pela Refinitiv, a expectativa média dos analistas para o lucro do Bradesco era de R$ 6,454 bilhões.

Ao mesmo tempo, o retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE, na sigla em inglês) atingiu 17,6%, contra 11,9% no segundo trimestre de 2020 e 18,7% no primeiro trimestre de 2021. No semestre, o ROAE foi de 18,2%, ante 11,8% no primeiro semestre de 2020.

Segundo a administração, o lucro registrou uma evolução expressiva em relação ao segundo trimestre de 2020 e primeiro semestre de 2021 em função de maiores receitas com prestação de serviços, crescimento da margem financeira com clientes, menores despesas operacionais e menores despesas com Provisões para Devedores Duvidosos (PDD).

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No resultado consta ainda que as despesas com provisões somaram R$ 3,487 bilhões, contra R$ 8,89 bilhões no segundo trimestre de 2020 (queda de 60,8%) e R$ 3,907 bilhões nos três primeiros meses de 2021 (baixa de 10,7%).

A margem financeira chegou a R$ 15,738 bilhões, alta de 1% em comparação com o trimestre anterior e queda de 5,7% na base anual.

As receitas de prestação de serviços, por sua vez, totalizaram R$ 8,412 bilhões no segundo trimestre deste ano, o que corresponde a uma expansão de 10,3% sobre o mesmo período do ano passado e de 4,3% em relação ao trimestre anterior.

O Itaú BBA apontou que o número ficou  abaixo da expectativa dos analistas, que era de R$ 6,7 bilhões. O desempenho mais fraco do que o esperado reflete principalmente um resultado bem inferior em seguros e mais tímido em crédito.

“De maneira geral, vemos o resultado do Bradesco como ligeiramente negativo para a ação no curto prazo. Talvez uma parte da reação positiva aos números tenha sido antecipada – vemos o papel sendo negociado perto da média histórica de 1,5 vez o preço sobre o patrimônio líquido”, avaliam.

De acordo com os analistas, a carteira de crédito mostrou forte expansão (+3% na comparação trimestral), puxada por crédito a pessoas físicas (+5,7%) e a pequenas e médias empresas (+4,6%). A margem financeira com clientes cresceu em menor velocidade; um avanço de 1,9% na passagem trimestral, resultando em uma leve perda de spread bancário.

A carteira segue com boa qualidade, com o índice de inadimplência se mantendo em 2,5%. A despesa com previsões caiu 11% entre o primeiro e segundo trimestre, para R$ 3,5 bilhões (ante projeção de R$ 4,2 bilhões), consumindo um pouco mais do nível de coberturas. A receita de serviços trouxe recuperação: cresceu 4% na comparação trimestral e 10% em relação ao segundo trimestre do ano passado, atingindo R$ 8,4 bilhões. O número foi puxado principalmente por receitas de cartão de crédito e produtos de conta corrente.

Já o resultado operacional de seguros caiu de maneira relevante devido à maior sinistralidade, para R$ 1,1 bilhão no segundo trimestre. A título de comparação, o resultado foi de R$ 3,1 bilhões no trimestre anterior. Essa piora levou a companhia a revisar para baixo sua projeção para o resultado dessa linha para 2021 – as demais linhas do guidance ficaram inalteradas. “Esta revisão negativa nos resultados de Seguros, estimamos poder ter um impacto de 5-10% nos resultados consolidados de 2021 do Bradesco”, avaliam os analistas do BBA.

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O Morgan Stanley avalia que o mercado deve enxergar mais do que a fraqueza no setor de seguros, já que este ponto deve se normalizar com tendências melhores de Covid e taxas de juros mais altas. Em se tratando do setor bancário, o banco diz que os números parecem sólidos, com a aceleração do crescimento do crédito, que deve continuar a crescer com a alta da Selic. A inadimplência parece ser um problema menor.

O Morgan Stanley reiterou a avaliação overweight (perspectiva de valorização acima da média do mercado) para o Bradesco e sua visão positiva para os grandes bancos brasileiros, com preço-alvo de US$ 6,36 para os papéis BBD negociados na Bolsa de Nova York.

Para a XP, a qualidade geral do resultado piorou à medida que os níveis de provisionamento caíram, apesar da possibilidade de um aumento nos níveis de inadimplência no futuro.

Indo contra o guidance, o Bradesco apresentou aumento nas despesas de pessoal e administrativas, devido ao aumento no volume de negócios e despesas com campanhas publicitárias no segundo trimestre de 2021.” Apesar da decisão do banco de manter o guidance e o impacto de curto prazo do acampamento publicitário, acreditamos que os investidores devem prestar atenção ao desenvolvimento desta linha, pois novos números negativos podem afetar negativamente o guidance da empresa para o ano”, avaliam.

Os analistas reiteram a recomendação neutra e preço-alvo de R$ 26 por ação para o banco com sede em Osasco, pois acreditam que o banco está menos exposto à disrupção do setor bancário devido ao seu negócio de seguros.

A Gerdau registrou lucro líquido de R$ 3,934 bilhões no segundo trimestre de 2021, alta de 1.149% na comparação anual e de 59% frente os R$ 2,471 bilhões dos primeiros três meses de 2021.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) somou R$ 5,897 bilhões, avanço de 348% na base anual e de 37% na base trimestral.

A receita líquida de R$ 19,13 bilhões foi superior tanto ao registrado no primeiro trimestre, com alta de 17% quanto ao divulgado no mesmo período do ano anterior, com alta de 119%, acompanhando o crescimento dos volumes vendidos e a maior receita por tonelada vendida. O crescente aumento dos custos com matérias-primas ao longo dos últimos meses foi compensado pelo crescimento das receitas, apontou a empresa.

Rede D’Or (RDOR3)

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A Rede D’Or São Luiz registrou lucro líquido de R$ 477,7 milhões no segundo trimestre de 2021, ante prejuízo líquido de R$ 306,6 milhões registrado no segundo trimestre de 2020.

A receita líquida, por sua vez, foi de R$ 5,21 bilhões no segundo trimestre de 2021, um valor 89,5% maior frente os R$ 2,75 bilhões em igual período de 2020.

Já o Ebitda foi de R$ 1,24 bilhão, ante dado  negativo de R$ 138,3 milhões de um ano antes.

A XP apontou que, mais uma vez, Rede D’Or apresentou resultados muito fortes, superando as estimativas da casa, impulsionados por um crescimento robusto da receita (superando em 8% a projeção da XP) devido a uma combinação de um desempenho positivo de: i) leitos operacionais, ii) taxa de ocupação e iii) ticket médio.

Além disso, a empresa apresentou uma melhora importante na margem Ebitda ajustada (com alta de 1,8 ponto percentual frente o primeiro trimestre de 2021 e 5,2 pontos acima das estimativas dos analistas) devido à maior eficiência e alavancagem operacional.

“O forte conjunto de indicadores operacionais combinado com a agenda de fusões e aquisições muito ativa (830 leitos adquiridos no acumulado do ano, ou 1,6 mil desde outubro de 2020) reforça nossa visão positiva sobre a Rede D’Or, nos levando a reiterar nossa recomendação de compra e nosso preço alvo de R$ 88 por ação”, destacam os analistas, o que representa um potencial de alta de 22,75% em relação ao fechamento da véspera.

O Credit Suisse destaca que a Rede D’Or continuou sua trajetória de crescimento, adicionando 597 leitos operacionais (alta de 7,3% na base trimestral), levando em conta principalmente a expansão inorgânica e aumento da ocupação com a segunda onda de Covid-19.

A empresa, contudo, registrou um crescimento de 10,6% na receita líquida no trimestre contra um aumento de 13,4% em pacientes, implicando em menores tíquetes (queda de2,3% no trimestre). Por outro lado, a empresa manteve a lucratividade apesar das maiores despesas com pessoal.

A ocupação de leitos foi de 83% (alta de 3,5 pontos frente o primeiro trimestre), muito por conta da Covid-19. O agravamento da segunda onda pode ser estimado pelo aumento dos custos e despesas relacionados à Covid (R$ 212 milhões, versus R$ 127 milhões no primeiro trimestre de 2021). No entanto, a empresa não foi afetada em sua capacidade de realizar procedimentos eletivos.

“Conforme apontado em nossa última revisão do modelo esperamos impactos negativos nos tíquetes tanto por conta da maior ocupação por conta da Covid-19 quanto pela menor maturidade da base hospitalar (recentemente adquirida ou construída). Enquanto o primeiro é temporário, esta última pode afetar a empresa durante esta fase de expansão. Dada a corrente capitalização, acreditamos que a empresa continuará a crescer a partir de adições de capacidade inorgânicas e orgânicas, com capacidade demonstrada de gerenciar custos”, avaliam.

Os analistas do Credit Suisse possuem recomendação outperform (desempenho acima da média) para os papéis, com preço-alvo de R$ 76, ou alta de 6% frente o fechamento de terça.

O Morgan Stanley reforça  que a Rede D’Or é a empresa que mais cresce no setor médico e de serviços laboratoriais. O banco diz esperar que a empresa cresça mais rápido no curto prazo, e tem recomendação overweight, com preço-alvo de R$ 81.

Omega Geração (OMGE3)

A Omega Geração teve alta de 420% do seu prejuízo, de R$ 30,7 milhões no segundo trimestre de 2020 para R$ 159,6 milhões no segundo trimestre deste ano.

A XP aponta que os resultados vieram abaixo de suas expectativas principalmente devido a maiores despesas de O&M (operação e manutenção), compras de energia e despesas financeiras. Porém, a geração de energia foi em linha com as estimativas números (1501 GWh).

“No entanto, ainda acreditamos na capacidade da empresa de crescer por meio de fusões e aquisições que geram valor, como acabamos de ver em Ventos da Bahia 3. Mantemos Omega como nossa top pick com um preço-alvo de R$ 50 por ação”, apontam.

O Credit também aponta que os resultados operacionais da Omega foram piores do que o esperado (embora positivos em relação ao ano anterior), principalmente com base em custos mais elevados de compra de energia devido à sazonalidade e maiores despesas gerenciáveis.

Numa base anual, os resultados beneficiaram de novos ativos (complexos eólicos Assurua 3 e Chui) e melhores produções eólicas, confirmando mais um trimestre com bons recursos. Também na avaliação do banco suíço, o principal gatilho para o estoque continua dependendo de novas fusões e aquisições (como o anúncio da Ventos da Bahia 3), mas também espera um bom segundo semestre para ajudar nas margens. Os analistas do Credit possuem recomendação outperform para o ativo, com preço-alvo de R$ 36,60.

XP Inc.

A XP Inc. registrou um lucro líquido ajustado de R$ 1,034 bilhão no segundo trimestre de 2021, alta de 83% na comparação com mesmo período do ano passado, quando lucrou R$ 565 milhões, e de 22% frente os R$ 846 milhões registrados no primeiro trimestre de 2021.

A receita bruta foi de R$ 3,2 bilhões no segundo trimestre de 2021, ante R$ 2,04 bilhão do mesmo trimestre de 2020, alta de 57%. Na comparação com os três primeiros meses de 2021, quando a receita bruta foi de R$ 2,784 bilhões, a alta foi de 15%. A receita líquida totalizou R$ 3,018 bilhões, também em uma alta de 57% na base anual e de 15% frente o primeiro trimestre deste ano.

O Ebitda ajustado também registrou avanço no período, alcançando R$ 1,245 bilhão no trimestre, um valor 77% maior em relação aos R$ 704 milhões registrados nos meses entre abril e junho de 2020. Frente os R$ 1,043 bilhão entre janeiro e março de 2021, a alta foi de 19%.

A Gol informou que vai comprar 28 aeronaves 737 MAX-8, da Boeing BA.N, dentro de um plano de ter economia operacional com jatos mais novos e um plano de financiamentos revisado, enquanto tenta otimizar para aliviar os efeitos devastadores da pandemia. A empresa anunciou nesta terça-feira que as medidas devem reduzir em 8% seus custos unitários em 2022 e gerar cerca de US$ 200 milhões em ganhos de capital e caixa.

Ainda em destaque, a empresa anunciou os números prévios de tráfego do mês de julho de 2021 em comparação com o mesmo período de 2020. No mercado doméstico, a demanda (RPK) para os voos da GOL aumentou em 173% e a oferta (ASK) aumentou em 152%. A taxa de ocupação doméstica foi 84,5%, um aumento de 6,4 pontos em relação a julho de 2020. A empresa transportou 1,9 milhão de passageiros no mês, um aumento de 168% sobre julho de 2020. A aérea não realizou voos internacionais durante o mês.

A Compass Gás e Energia, empresa do grupo Cosan, informou na terça-feira o início da construção do Terminal de Regaseificação de São Paulo (TRSP), localizado no Porto de Santos, com investimentos estimados em cerca de R$ 700 milhões e prazo de construção de aproximadamente 20 meses.

Segundo fato relevante publicado pela companhia, o ativo terá capacidade de regaseificação nominal de 14 milhões de metros cúbicos por dia e capacidade de armazenamento de 173 mil metros cúbicos de gás natural liquefeito (GNL). O terminal irá operar em um modelo de afretamento da Floating Storage and Regasification Unit (FSRU, na sigla em inglês), embarcação especializada na regaseificação do GNL, acrescentou a Compass.

“A companhia acredita que a implementação do TRSP será uma importante alavanca para o desenvolvimento do mercado livre de gás natural, promovendo maior concorrência por meio de uma nova oferta de gás natural em território nacional”, concluiu a empresa.

O Itaú BBA comentou o anúncio pela Compass, subsidiária da Cosan, do início da construção do Terminal de Regaseificação de São Paulo. Segundo a empresa, o investimento total estimado é de aproximadamente R$ 700 milhões, e a expectativa é de que a construção dure 20 meses.

O banco avalia a notícia como positiva, mas já contabilizada em suas estimativas. O banco mantém recomendação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado) para a Cosan, com preço-alvo de R$ 30.

Raízen 

A Raízen, joint venture entre Shell  e Cosan, precificou sua oferta inicial de ações a R$ 7,40 por papel nesta terça-feira, que movimentou R$ 6,9 bilhões, no maior IPO do ano no Brasil. Veja mais clicando aqui. 

Sobre abertura de capital, a dona das cadeias de restaurantes Madero e Jeronimo pediu registro para uma oferta pública inicial de ações (IPO na sigla em inglês), buscando recursos para pagar dívidas e expandir os negócios. Com sede no Paraná e 238 unidades pelo país, a Madero foi fundada em 2005 pelo empresário Luiz Durski Junior. No ano passado, refletindo os efeitos das restrições devido à pandemia, a receita líquida da Madero caiu 12% na comparação com 2019, para R$ 747 milhões. A companhia também amargou prejuízo de R$ 249 milhões em 2020 e outra perda de R$ 90 milhões no primeiro semestre de 2021.

A JBS, segunda maior companhia de alimentos do mundo, informou na terça-feira que está em conversas com sindicatos de funcionários dos Estados Unidos para verificar a possibilidade de vacinação obrigatória contra Covid-19 para empregados. Após avanços no programa norte-americano de imunizações, o país passou a ser atingido pela variante Delta do coronavírus.

A unidade da BRF localizada em Lucas do Rio Verde (MT), uma das maiores produtoras de carne da companhia, foi suspensa pela China, segundo informação no site da Administração Geral de Alfândegas do país (GACC) confirmada pela empresa na terça-feira. A BRF não detalhou se o embargo foi imposto à proteína suína ou de frango.

Um sindicato que representa os trabalhadores da Vale em greve em Sudbury, Canadá, chegou a um acordo preliminar para resolver uma disputa trabalhista em curso que levou 2.500 empregados a entrarem em greve desde 1º de junho, atingindo a produção da mineradora brasileira. O acordo de cinco anos, publicado no site do United Steelworkers (USW), inclui “melhorias monetárias significativas para os membros existentes e preserva os benefícios de saúde dos aposentados para todas as contratações futuras”. A proposta será colocada em votação na terça-feira, disse um representante do sindicato USW Local 6500 à Reuters.

A Gafisa anunciou na terça-feira a venda de terrenos por R$ 200 milhões para fundo de investimento imobiliário, em operação que busca reciclar capital próprio investido em áreas que já estão no balanço, mantendo a companhia como incorporadora dos projetos.

O Bradesco BBI vê a intenção de implementar uma estratégia de reciclagem ativa como mais um passo positivo no plano de recuperação em andamento da Gafisa. Se for bem-sucedida, a Gafisa Capital pode ajudar a Gafisa a manter seu balanço patrimonial enxuto e, ao mesmo tempo, acelerar os lançamentos em seu segmento de construção residencial tradicional, que consideramos necessário para atender ao desafio de renovar a geração de valor, após as conquistas positivas dos últimos dois anos. Os analistas do banco possuem uma recomendação neutra e preço-alvo de R$ 5,50 para GFSA3.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Petrobras assina contrato para venda da Gaspetro por R$ 2,03 bilhões

A Petrobras assinou na quarta-feira (28) o contrato para a venda da totalidade de sua participação (51%) na Petrobras Gás S.A. (Gaspetro).

O valor da venda é de R$ 2,03 bilhões, assinado com a empresa Compass Gás e Energia S.A., deve ser pago no fechamento do acordo e está sujeito aos ajustes previstos no contrato.

O fechamento da transação está sujeito à aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A Petrobras informou, em nota, que até o fechamento da transação, observará as disposições constantes dos acordos de acionistas da Gaspetro e das distribuidoras de gás natural, inclusive quanto aos direitos de preferência.

A Gaspetro é uma holding com participação societária em 19 companhias distribuidoras de gás natural, localizadas em todas as regiões do Brasil.

Suas redes de distribuição somam aproximadamente 10 mil quilômetros, atendendo a mais de 500 mil clientes, com volume distribuído de cerca de 29 milhões metros cúbicos por dia.

A Compass, que adquiriu a Gaspetro, pertence ao Grupo Cosan, e foi criada em 2020 para atuar no segmento de gás e energia.

Atualmente é controladora da Comgás, maior distribuidora de gás do país com mais de 19 mil quilômetros de rede instalada e 2,1 milhões de clientes e com presença em 94 municípios do estado de São Paulo.

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CVC estuda oferta de ações, Raízen protocola prospecto de IPO, reorganização societária da Iguatemi, nova CEO da Caixa Seguridade e mais

Loja franqua da CVC (Roberto Tamer / Divulgação)

SÃO PAULO – No radar corporativo, a administradora de shopping centers Iguatemi anunciou na segunda-feira que seu conselho de administração aprovou proposta de reorganização societária pela qual a empresa será incorporada por sua controladora, o Grupo Jereissati.

A CVC afirmou em fato relevante que estuda levantar recursos por meio de uma oferta pública primária de valores mobiliários. A Raízen, joint venture entre a Cosan e a Shell na área de distribuição de combustíveis e produção de açúcar e etanol, protocolou o prospecto de sua oferta inicial de ações, segundo registro disponibilizado pela CVM. Confira os destaques:

Iguatemi (IGTA3)

Em destaque, a administradora de shopping centers Iguatemi anunciou na segunda-feira que seu conselho de administração aprovou proposta de reorganização societária pela qual a empresa será incorporada por sua controladora, o Grupo Jereissati. A operação implica que a Iguatemi deixará de ter ações listadas no Novo Mercado da B3, segmento de mais alta governança corporativa, já que a nova empresa a ser formada terá units listadas no nível 1. Segundo comunicado conjunto ao mercado, apesar disso, a empresa terá direitos de acionistas e práticas de governança “similares” ao do Novo Mercado. O free float esperado da nova empresa a ser criada na reorganização, Iguatemi SA, será de 45%.

A companhia também anunciou que o conselho de administração aprovou início do processo de sucessão do atual presidente-executivo, Carlos Jereissati. Para o seu lugar, o nome da atual vice-presidente financeira, Cristina Betts, foi indicado para ocupar a função a partir de 1 de janeiro de 2022. Betts também será presidente da Iguatemi SA, caso a reorganização seja concluída. Saiba mais clicando aqui.

Conforme destaca o Credit Suisse, a operação indica um prêmio de 5% em relação ao fechamento para IGTA3 e para JPSA3 um re-rating de 40%. Os analistas do banco comentaram que a transação precisaria passar por dois estágios principais: 1) conversão das ações de JPSA para unit (1 ordinária e 2 preferenciais) 2) acionistas de IGTA irão receber a unit emitida pela JPSA com 10% de premio em relação aos últimos 30 dias ou 5% em relação ao fechamento de segunda-feira, relacionado a incorporação da IGTA pela JPSA. A transação ainda esta pendente de aprovação dos minoritários e os analistas avaliam que os investidores devem aceitar a operação, mas pedir um prêmio maior dado que o balanço parece bem mais favorável para os acionistas de JPSA. A mudança de CEO pode ser vista como natural dado que Carlos ainda continuara no Conselho e Cristina tem uma carreira bastante sólida.

De forma geral, os analistas veem mérito na transação e acreditam que tem espaço para destravar crescimento. O aumento de free float, liquidez e algum prêmio para os acionistas de IGTA também podem ser vistos por um ângulo positivo. O contraponto pode vir de que o prêmio oferecido para os acionistas de IGTA3 não é muito alto dada a estrutura de units e um histórico de fusões e aquisições principalmente na aquisição de participação de minoritários dos shoppings em que já possuem presença. Adicionalmente, pode ser lembrado que alguns pares listados aceitaram diluição para continuarem a crescer. Os analistas avaliam que realmente existe espaço para crescimento e que pragmaticamente parece fazer sentido estar do lado de uma gestão de muita qualidade e um portfolio de alta qualidade nestes termos.

O Itaú BBA comentou a perspectiva de consolidação em uma única entidade de Iguatemi e Jereissati Participações, com o objetivo de impulsionar o poder do Iguatemi para se beneficiar de oportunidades de consolidação de mercado. O banco diz ver o anúncio como positivo para Iguatemi devido ao acréscimo de valor que poderia ser gerado com fusões e aquisições. Mas diz que deve haver um impacto negativo do ponto de vista da governança corporativa. O banco mantém recomendação outperform para o Iguatemi, e preço-alvo de R$ 42,80.

A CVC afirmou em fato relevante que estuda levantar recursos por meio de uma oferta pública primária de valores mobiliários.

“[A empresa] avalia constantemente alternativas de captação de recursos junto aos mercados de renda fixa ou variável, sempre alinhada com seu planejamento estratégico e as atuais condições”, comunicou, informando que já entrou em contato com bancos de investimentos para realizar a operação.

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A Petrobras afirmou em comunicado que a sua participação na Braskem faz parte da carteira de ativos à venda
pela companhia, conforme divulgado no Plano Estratégico 2021-2025. Contudo, destacou que, conforme já divulgado, ainda não há qualquer definição ou decisão sobre o modelo da venda. A companhia entende ser necessária a contratação de uma instituição financeira especializada e independente para o assessoramento financeiro da futura transação, tal como já feito em outras operações de venda de ativos. “A companhia manterá o mercado informado a respeito de eventuais informações relevantes sobre o assunto”, destacou a empresa.

BR Distribuidora (BRDT3)

Já o conselho de administração da BR Distribuidora aprovou na segunda-feira a proposta de criação de um novo plano de previdência da companhia, batizado de FlexPrev, que será administrado pela Petros. Segundo a distribuidora de combustíveis, o FlexPrev será um plano exclusivo na modalidade de contribuição definida.

A companhia prevê oferecê-lo tanto para novas adesões quanto para migração voluntária de participantes ativos em planos atuais. A empresa disse que a introdução do novo plano de contribuição definida deverá reduzir o risco de natureza atuarial presente em seus planos atuais, cujo passivo atuarial é de R$ 1,7 bilhão.

O Credit Suisse avalia o movimento como positivo e diz que, se aprovado, o plano de pensão ajudará a abordar o deficit de R$ 1,7 bilhão no plano de pensão da BR Distribuidora, e os gastos de R$ 140 milhões sobre os resultados operacionais, destacando que as migrações seriam voluntárias.

Magazine Luiza (MGLU3)

O Magazine Luiza comunicou que celebrou um contrato para aquisição da Bit55, plataforma de tecnologia para processamento de cartões de crédito e débito na nuvem, construída pelo Banco BS2 para processamento de seus próprios cartões.

A tecnologia proprietária da Bit55 foi desenvolvida ao longo dos últimos dois anos por uma equipe altamente
especializada em produtos financeiros digitais, informou o Magalu.

“Com um modelo escalável, a Bit55 possui uma capacidade de processamento de mais de 2.000 transações por segundo, o que garante um tempo de resposta muito rápido e uma melhor experiência de compra”, destacou a varejista no comunicado.

O Magalu ressalta que a Bit55 possibilita que cartões sejam emitidos e disponibilizados para uso em minutos, além de oferecer toda a estrutura necessária para a gestão de um portfólio de cartões de crédito, que inclui desde o recebimento da proposta, envio do cartão, captura e autorização das transações, emissão da fatura, recebimento e conciliação automática.

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“Com a aquisição, a Bit55 complementa os serviços oferecidos pela Hub Fintech, que poderá oferecer aos seus
clientes a emissão de cartões de crédito e débito, além dos atuais cartões pré-pago e contas digitais. A Bit55 passa a
fazer parte das iniciativas de fintech do Magalu e é mais um importante passo na estratégia do Magalu de digitalização
do Brasil”, destaca a empresa.

A conclusão da aquisição está sujeita ao cumprimento de obrigações e condições precedentes, usuais a esse tipo de
operação. O Magalu afirmou que manterá seus acionistas e o mercado em geral devidamente informados, nos termos da
legislação aplicável.

Caixa Seguridade (CXSE3)

O Conselho de Administração da Caixa Seguridade aprovou a eleição de Camila de Freitas Aichinger para Diretora-Presidente.

Em comunicado, a Vale informou ter fechado até o momento acordos de indenização com mais de 10,3 mil atingidos pelo rompimento de uma de suas barragens em Brumadinho (MG), em janeiro de 2019, e por desocupações em consequência do desastre, com o pagamento de mais de 2 bilhões de reais, informou a mineradora nesta segunda-feira. Do total, foram fechados 1,4 mil acordos trabalhistas, envolvendo mais de 2,4 mil pessoas, e 3,6 mil acordos cíveis, contemplando 7,9 mil pessoas. A Vale não informou uma projeção de quantos ainda deverão ser indenizados ou do montante total que poderá ser pago no final. As pessoas que se sentirem atingidas de alguma forma podem acionar a empresa a qualquer momento.

Ainda no radar da companhia, os futuros do minério de ferro na China recuaram pela terceira sessão consecutiva nesta terça-feira, acompanhando uma queda nos preços do aço no país impulsionada por sinais de desaceleração na demanda siderúrgica.

O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian DCIOcv1, para entrega em setembro, encerrou o pregão diurno com queda de 0,7%, a 1.149 iuanes (US$ 179,81) por tonelada, após chegar a cair até 4,5%, para o menor nível desde 1 de junho.

O recuo nos estoques de vergalhão de aço para construção na China desacelerou acentuadamente na semana passada, indicando uma demanda menor, que já era esperada devido à época de monções, que gera chuvas em províncias do sul e elevadas temperaturas no norte do país.

A JBS anunciou nesta terça-feira um acordo para comprar a processadora de carne suína australiana Rivalea, da empresa listada de Cingapura QAF, em um negócio avaliado em total de 175 milhões de dólares australianos, ou US$ 135 milhões.

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Em comunicado ao mercado, a JBS disse que a Rivalea é líder na criação e processamento de carne de porco na Austrália, responsável por 26% dos suínos processados no mercado local, e que com a operação diversificará seus produtos no país.

“Com a aquisição da Rivalea, a JBS assume a liderança no processamento de suínos na Austrália. Adicionamos marcas importantes ao nosso portfólio e criamos melhores condições para acelerar o crescimento dos negócios de valor agregado e marca no país, além de fortalecer a nossa plataforma de exportação”, disse em nota o CEO Global da JBS, Gilberto Tomazoni.

A operação envolverá a compra pela JBS de 100% da Rivalea Holdings Pty e 100% da Oxdale Dairy Enterprise junto à QAF.

O presidente da Câmara, Arthur Lira, anunciou na segunda-feira a previsão de votação da MP da privatização da Eletrobras no Senado nesta semana ou na próxima. Lira relatou acordo selado com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, para que os senadores tenham a liberdade de discutir e modificar o texto da medida provisória, caso considerem necessário, a tempo de devolvê-la para a Câmara. Segundo o presidente da Câmara, o andamento da MP está “dentro do script”.

Afya 

A Afya informou que o grupo alemão de mídia Bertelsmann comprou a totalidade da participação que o fundo Crescera (ex-Bozano) detinha no grupo educacional focado em cursos de medicina. O fundo Crescera tinha uma fatia de cerca de 25% das ações da companhia. A Bertelsmann foi a principal investidora desse fundo antes mesmo de a Afya abrir capital em 2019.

Isso garantirá poder de voto de 45,6% e o poder de indicar três membros do conselho da Afya. A transação está sujeita a aprovação pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

O Morgan Stanley avalia que o investimento parece ser estratégico, e de longo prazo. O CEO da Afya afirmou que está interessado na área de negócios digitais e que pode trazer com o Softbank mais conhecimento para consolidação sobre metas digitais.

O banco mantém recomendação overweight (exposição acima da média do mercado) para a Afya, com preço-alvo de US$ 32, frente aos US$ 24,52 de fechamento na segunda pelos papéis AFYA na Nasdaq.

Raízen

A Raízen, joint venture entre a Cosan (ativo=CSAN3]) e a Shell na área de distribuição de combustíveis e produção de açúcar e etanol, protocolou o prospecto de sua oferta inicial de ações, segundo registro disponibilizado pela CVM. A Raízen afirma no documento que pretende usar recursos da oferta para construir novas plantas para expandir a produção de e vendas de biocombustíveis, além de investir em eficiência e produtividade e na infraestrutura de armazenagem e logística para suportar o crescimento de volume de renováveis e açúcar.

IPO da Tópico no radar

A locadora de galpões e equipamentos industriais Tópico pediu registro para realizar uma oferta inicial pública de ações, segundo documento publicado na segunda pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Atuais acionistas da companhia, que tem como principal sócio o fundo de private equity SCG (Southern Cross Group), também venderão uma participação no negócio.

Cyrela (CYRE3), Moura Dubeux (MDNE3) e Even (EVEN3)

Segundo um relatório do Credit Suisse sobre o setor imobiliário residencial no Brasil, apenas a Even teve um desempenho acima do Ibovespa em maio. O preço das ações se aproxima daquele de concorrentes, após a reavaliação para baixo dos papéis. As outras ações do setor tiveram uma performance pouco estimulante, à medida que a perspectiva para o setor fica menos otimista. O banco diz acreditar que, se os custos continuarem a se acelerar e se tornar mais difícil arcar com os custos das ações, é provável que os papéis tenham uma performance pouco interessante. O Credit mantém preferência por Cyrela e Moura Dubeux.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Raízen negocia compra do negócio de lubrificantes da Shell no Brasil

A Raízen informa que negocia com a Shell uma ampliação das operações conjuntas, com a aquisição da totalidade do negócio de lubrificantes da Shell no Brasil.

Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa lembra que desde 2011, a Raízen Combustíveis, joint venture formada entre a Cosan (CSAN3) e a Shell, atua como agente exclusivo de venda de lubrificantes da marca Shell, com base no contrato firmado por dez anos entre a Raízen e a Shell Brasil Petróleo.

“Com o vencimento deste contrato de agenciamento, Raízen e Shell negociaram uma ampliação do escopo do relacionamento mantido até o momento, com a aquisição da totalidade do negócio de lubrificantes da Shell no Brasil pela Raízen”, afirma.

A operação inclui a planta de mistura de lubrificantes localizada na Ilha do Governador e a base de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, assim como a cadeia de distribuição e seus respectivos contratos.

A empresa lembra que o fechamento da operação está sujeito à aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), bem como ao cumprimento de outras condições suspensivas.

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Raízen afirma que pretende protocolar pedido de IPO junto à B3 nos próximos dias

3D Word IPO with Target on Chalkboard Background - 3D Rendering (Getty Images)

SÃO PAULO, 1 Jun (Reuters) – A empresa brasileira de energia Raízen pretende entrar nos próximos dias com pedido para realização de uma oferta inicial pública de ações (IPO, na sigla em inglês), disse a companhia em fato relevante na noite de segunda-feira.

Joint venture entre o grupo brasileiro de infraestrutura Cosan (CSAN3) e a petroleira anglo-holandesa Shell, a Raízen disse ainda que decidiu descontinuar projeções financeiras para alinhar sua política de divulgações a procedimentos adotados por seus auditores e consultores na preparação para o IPO.

A Raízen informou que “possui a intenção de protocolar perante a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), nos próximos dias”, o pedido de registro do IPO da Raízen Combustíveis, com listagem de ações preferenciais no Nível 2 da bolsa B3.

A companhia acrescentou que o preço de venda das ações e a quantidade de papéis a serem negociados na oferta ainda serão oportunamente fixados por seu conselho de administração.

A Cosan informou em março que havia contratado consultores para preparar uma eventual oferta de ações da Raízen, joint venture da empresa com a Shell nos setores de açúcar, etanol, bioenergia e distribuição de combustíveis.

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Cosan vê lucro líquido saltar 28% no 1º tri, para R$ 827,7 milhões

Cosan (Foto: Paulo Fridman/Corbis via Getty Images)

SÃO PAULO, 14 Mai (Reuters) – A empresa de energia e infraestrutura Cosan (CSAN3) reportou lucro líquido de 827,7 milhões de reais no primeiro trimestre, avanço de 28% na comparação anual, informou a companhia em balanço financeiro na sexta-feira.

A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado somou 2,57 bilhões de reais, alta de 8,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em termos ajustados, o lucro líquido ficou em 764,6 milhões de reais, aumento de 18%.

O lucro e o resultado operacional foram “impulsionados pela expansão dos resultados da maior parte dos negócios” do grupo, disse a Cosan no balanço.

A receita líquida alcançou 22,51 bilhões de reais entre janeiro e março, um incremento de 14,7% ante o desempenho dos três primeiros meses de 2020.

A companhia destacou que as informações financeiras foram apresentadas em base proforma, incluindo consolidação de 100% dos resultados de controladas diretas e de 50% da Raízen, de forma a permitir comparação com períodos anteriores. Os dados também levam em conta as informações da Rumo e despesas operacionais e financeiras das holdings incorporadas.

A Cosan ressaltou que a pandemia da Covid-19 segue impactante, em número de casos, mas a empresa já vê sinais positivos de recuperação global à medida que a vacinação avança.

“Em meio à crise, surgem também oportunidades, e os nossos negócios apresentaram mais um trimestre de resultados consistentes, ancorados nas macrotendências globais, muitas delas aceleradas pela pandemia”, afirmou o CEO da companhia, Luis Henrique Guimarães, em nota.

RAÍZEN

Em relação à Raízen, joint venture com a Shell, a Cosan destacou que a moagem da safra foi encerrada com 61,5 milhões de toneladas (+3%) e produção de 8,3 milhões de açúcar equivalente(+7%), como reflexo da melhor produtividade agrícola e com 52% do mix de produção destinado ao açúcar.

“Os investimentos do plano de melhorias operacionais impulsionaram aumento na disponibilidade de produtos e na captura de ganhos de eficiência, reduzindo em 3% o custo caixa unitário (ex-Consecana) no ano.”

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Em fato relevante divulgado à parte, a companhia disse que foram mantidos os guidances anteriormente divulgados para 2021.

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Ações da Yduqs caem antes da divulgação do resultado; Cosan, Rumo e siderúrgicas avançam

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SÃO PAULO – A sessão desta quarta-feira (17) é de cautela para o Ibovespa, com os investidores monitorando as decisão de política monetária do Comitê de Política Monetária (Copom) e do Federal Reserve.

Entre os papéis que compõem o benchmark da Bolsa, o destaque de baixa fica para a Yduqs (YDUQ3), com baixa de cerca de 3%. A companhia de educação divulgará os seus resultados nesta quarta, após o fechamento do mercado.

A XP Investimentos espera um quarto trimestre neutro para a Yduqs, conforme as melhoras da receita devem ser ofuscadas pelas maiores despesas com Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (PCLD). A estimativa é de uma alta anual de 28% na base de alunos anual devido ao crescimento de 53% no ensino à distância e de 8% do presencial, beneficiando-se das aquisições feitas pela companhia ao longo do ano. A expectativa é de uma alta da receita líquida de 12%, dado que a maior parte do aumento da base vem do EAD, o qual dilui o ticket médio.

Entre as companhias que divulgaram resultados, a Notre Dame (GNDI3) tem queda de suas ações após o balanço: a empresa teve lucro líquido de R$ 155,2 milhões nos últimos três meses do ano passado, em alta de 18,1% frente os R$ 131,4 milhões registrados no mesmo trimestre de 2019. Fora do Ibovespa, a Gafisa (GFSA3) tem alta de cerca de 2% de suas ações; a companhia lucrou R$ 28,9 milhões, ante o ganho de R$ 47 milhões do mesmo período de 2019, enquanto a Helbor (HBOR3) opera próxima à estabilidade. A Helbor registrou lucro líquido de R$ 26,2 milhões no 4º trimestre de 2020, revertendo prejuízo de R$ 26,9 milhões em igual período de 2019.

Entre outros balanços, a d1000 lucrou R$ 18 milhões no quarto trimestre de 2020, contra um lucro líquido de R$ 10,1 milhões no igual período do ano anterior. Já o lucro da Profarma cresceu 43% no quarto trimestre de 2020, para R$ 27,7 milhões, ante os últimos três meses de 2019.

Entre as maiores altas, atenção para a Cosan (CSAN3) e para a Rumo (RAIL3), também com a repercussão do Investor Day das companhias. Após o evento, o BBI reiterou a sua recomendação equivalente à compra para os ativos da Rumo, que é uma joint venture entre a Cosan e a Shell.

As siderúrgicas, com destaque para a CSN (CSNA3), registram ganhos, ainda que modestos, seguindo a repercussão da véspera com o aumento do preço do aço, que fizeram com que os papéis do setor saltassem na véspera.  Veja mais destaques:

Notre Dame (GNDI3)

A NotreDame Intermédica, do setor de planos de saúde, teve lucro líquido de R$ 155,2 milhões nos últimos três meses do ano passado, em alta de 18,1% frente os R$ 131,4 milhões registrados no mesmo trimestre de 2019.

A receita líquida foi de R$ 2,81 bilhões no mesmo período, queda de 22,1% frente o número de um ano antes. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado do quarto trimestre foi de R$ 419,5 milhões, alta de 6,1% sobre o mesmo trimestre de 2019.

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A XP Investimentos apontou que a companhia apresentou um bom resultado (em linha com as estimativas), com um crescimento robusto da receita, devido a um aumento forte no número de beneficiários de planos de saúde, o que levam os analistas a reiterarem a recomendação de compra para GNDI3 e o preço alvo de R$ 117 por ação.

O número de beneficiários de planos de saúde atingiu 3,73 milhões, um aumento de 23% ano a ano – ou 3% acima das estimativas da XP. O número de beneficiários de planos odontológicos atingiu 2,7 milhões, um aumento de 7% em relação ao quarto trimestre de 2019.

Já o Bradesco BBI ressalta que o faturamento bruto veio 3% abaixo de sua expectativa, mas o Ebitda  estava em linha. Na avaliação do banco, o cancelamento de planos, em 147 mil no quarto trimestre frente a 57 mil no mesmo período do ano anterior, indica pressão da concorrência.

A empresa teve aumento no número de beneficiários em linha com a expectativa dos analistas, que veem sinais mais claros de impacto da Covid sobre a empresa, e de que esses impactos podem perdurar nos próximos trimestres.

Apesar disso, o BBI aponta que a potencial fusão entre Hapvida e Notre Dame pode exigir algum tempo para que investidores assimilem as sinergias, que o banco diz calcular em R$ 15 bilhões.

Assim, a equipe de análise reitera sua avaliação de outperform (expectativa de valorização acima da média do mercado), e preço-alvo de R$ 88, frente aos R$ 86,27 de fechamento na segunda. O banco diz que o preço-alvo não contabiliza a valorização com sinergias da fusão.

A d1000 lucrou R$ 18 milhões no quarto trimestre de 2020, contra um lucro líquido de R$ 10,1 milhões no igual período do ano anterior.

Segundo a XP Investimentos, a d1000 reportou resultados fracos referentes ao quarto trimestre, com uma queda de vendas de 7,5% na base anual e um lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) ajustado (excluindo o efeito não recorrente positivo de R$ 10,6 milhões referente ao reconhecimento de créditos de PIS e Cofins devido à exclusão do ICMS na sua base de cálculo) 38% abaixo do esperado e uma queda de 32% na base anual, devido a uma desalavancagem operacional da companhia. Com isso, a margem caiu 2 pontos percentuais na base de comparação anual.

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“Apesar do resultado fraco, acreditamos que isso será revertido à medida que as vendas se recuperam e a companhia se beneficie de alavancagem operacional, uma vez que a margem bruta já se encontra em um patamar bastante sólido. Mantemos nossa recomendação de Compra e preço alvo de R$16,0 por ação para o fim de 2021 para DMVF3”, aponta a XP.

Profarma (PFRM3)

O lucro da Profarma cresceu 43% no quarto trimestre de 2020, para R$ 27,7 milhões, ante os últimos três meses de 2019.

A receita líquida da Profarma alcançou R$ 1,5 bilhão no último trimestre do ano passado, alta de 15,4% sobre igual período de 2019.

O Ebitda somou R$ 58,4 milhões,  3,8% acima frente o mesmo período de 2019.

A Gafisa registrou lucro líquido de R$ 28,9 milhões no quarto trimestre do ano passado, ante um lucro de R$ 47 milhões do mesmo período de 2019. Contudo, se descontado o efeito não recorrente de ganho jurídico de arbitragem contra uma construtora, porém, o prejuízo seria de R$ 23 milhões.

Já a receita líquida subiu 5 vezes na comparação anual, totalizando R$ 579,9 milhões.

A Helbor registrou lucro líquido de R$ 26,2 milhões no 4º trimestre de 2020, revertendo prejuízo de R$ 26,9 milhões em igual período de 2019.

A receita operacional líquida da companhia, por sua vez, foi de R$ 212,6 milhões no trimestre, queda de 52,7% na comparação anual.

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O faturamento bruto foi de R$ 212 milhões, alta de 52% na comparação anual, e de 34% na comparação trimestral. A margem bruta ajustada foi de 37,6% no quarto trimestre, frente a 26,6% no terceiro trimestre. No ano inteiro, foi de 19,7%, frente a 11,7% no ano anterior.

O Bradesco BBI destacou que a empresa foi negativamente impactada pela pandemia e pela venda não recorrente de ativos ao fundo Multirenda em 2019. Mas ressaltando que a margem bruta ajustada ficou bem acima de suas expectativas e daquelas do mercado. O Bradesco BBI mantém recomendação neutra sobre a Helbor, com preço-alvo de R$ 12,50, frente os R$ 8,39 de fechamento na terça (16).

Lavvi (LAVV3), Melnick (MELK3), Trisul (TRIS3), Cyrela (CYRE3) e EzTec (EZTC3)

Sobre o setor de construção, a XP Investimentos iniciou a cobertura para as ações de Lavvi (LAVV3; Compra e preço-alvo de R$11,50/ação), Melnick (MELK3; Compra e preço-alvo de R$9,00/ação), Trisul (TRIS3; Compra e preço-alvo de R$14,00/ação) e Even (EVEN3; Neutro e preço-alvo de R$13,00/ação). Além disso, retomaram a cobertura de Cyrela (CYRE3; Compra e preço-alvo de R$33,00/ação) e atualizaram as estimativas para EZTec (EZTC3; Compra e preço-alvo de R$48,0/ação).

“Apesar de esperarmos volatilidade nos papéis em razão da alta da taxa de juros futuros, a nossa expectativa é de que o segmento de médio e alto padrão continue sua trajetória de recuperação após os impactos da pandemia por causa dos sólidos fundamentos: juros imobiliários na mínima histórica, demanda aquecida por imóveis, forte balanço patrimonial das incorporadoras listadas e valuations atrativos”, destacaram os analistas.

Sobre a Vale, a companhia iniciou, de forma gradual, a operação da planta de filtragem de rejeitos do Complexo Vargem Grande, a primeira de quatro plantas de filtragem que serão instaladas nas operações da companhia, em Minas Gerais, com investimentos de US$ 2,3 bilhões entre 2020 e 2024.

BR Distribuidora (BRDT3)

Wilson Ferreira assumiu como CEO da BR Distribuidora na última terça, o que os analistas do Credit destacam como positivo, uma vez que a chegada do executivo deve ajudar nas tomadas de decisões de longo prazo, principalmente com relação à alocação de capital e o plano de negócios da companhia.

A Eletrobras comunicou na terça que foi informada pelo governo sobre sua inclusão no PND (Programa Nacional de Desestatização). A medida, parte dos planos do presidente Jair Bolsonaro de privatizar a empresa, foi aprovada em reunião do CPPI (Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos).

O Credit Suisse comentou a informação de que a Eletrobras nomeou temporariamente a CFO Elvira Presta como CEO, até que um novo seja indicado; de que o CPPI aprovou a inclusão da Eletrobras no programa de privatização, permitindo ao BNDES iniciar os estudos sobre a redução de capital do governo; e de que os presidente do Senado e da Câmara têm visões favoráveis sobre a MP para a privatização da Eletrobras.

Mas o banco destaca que será necessário forte apoio político da maioria dos partidos para aprovar a proposta. A MP tem 120 dias para ser votada e aprovada. Apesar disso, as notícias são favoráveis, diz o banco.

O Credit Suisse mantém recomendação neutra para a ação ELET6, com preço-alvo de R$ 32, frente aos R$ 33,63 de fechamento da véspera.

A estatal Petrobras  informou que seu Comitê de Pessoas aprovou na terça-feira o nome do general da reserva Joaquim Silva e Luna, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para assumir o comando da companhia e uma vaga no conselho de administração.

A companhia disse que o comitê, ligado ao conselho, decidiu pela “não existência de vedações” à nomeação de Luna e avaliou que ele preenche requisitos previstos na Lei das Estatais e na Política de Indicação de Membros da Alta Administração da Petrobras, segundo comunicado na noite de terça-feira.

De acordo com o comitê, os acionistas da companhia e o conselho poderão, caso desejem, avaliar na sequência “o preenchimento de requisitos subjetivos adicionais aos previstos na legislação”.

O presidente Bolsonaro anunciou a indicação de Luna para a Petrobras em 19 de fevereiro, após desentendimentos com o atual CEO da empresa, Roberto Castello Branco, sobre os preços dos combustíveis. (Full Story)

A Petrobras convocou para 12 de abril uma assembleia geral de acionistas que irá deliberar, entre outros assuntos, sobre a indicação de Luna para o conselho e a formação do colegiado.

A estatal ainda informou na terça que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou a revogação da outorga da usina termelétrica TermoCamaçari, na Bahia, e que está negociando o arrendamento da unidade com a Proquigel Química, empresa integrante do Grupo Unigel. “A companhia já vinha buscando alternativas para a termelétrica, como a venda de participação da unidade no âmbito da aliança estratégica firmada com a Total S.A. em dezembro de 2016, mas que não foi concluída”, disse a Petrobras em comunicado.

O preço final do gás natural vendido pela Petrobras a distribuidoras, que atendem os consumidores na ponta, deve ter um salto de 18% a 35% a partir de maio, projetou um técnico da Abrace (Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia) na terça, segundo informações da agência internacional de notícias Reuters.

A Vale iniciou, de forma gradual, a operação da planta de filtragem de rejeitos do Complexo Vargem Grande, a primeira de quatro plantas de filtragem que serão instaladas nas operações da companhia, em Minas Gerais, com investimentos de US$ 2,3 bilhões entre 2020 e 2024.

Em comunicado, a mineradora afirmou nesta terça-feira que o início da operação reduz a necessidade de utilização de barragens de rejeitos e ainda permitirá uma melhora da qualidade média do portfólio de produtos da Vale com o uso do processamento a úmido.

“Vemos o anúncio como positivo, uma vez que se trata de mais um passo em direção da retomada da capacidade produtiva da companhia. A Vale espera uma capacidade de 400 milhões de toneladas por ano ao final de 2022”, afirmam os analistas da XP, que mantém recomendação de compra para Vale, com preço-alvo de R$ 122 por ação.

No radar de commodities, os contratos futuros do minério de ferro e do aço na China encerraram o pregão em alta nesta quarta-feira, enquanto outras matérias-primas associadas à indústria de aço também subiram. Os futuros do minério de ferro de referência na bolsa chinesa de Dalian fecharam com ganhos de 0,6%, a 1.068 iuanes por tonelada. Os preços spot do minério de ferro com teor de 62% para entrega na China subiram US$ 2 na terça-feira, para US$ 166 , segundo a consultoria SteelHome. Já o vergalhão de aço na bolsa de Xangai SRBcv1 subiu 1,1%, para 4.785 iuanes por tonelada.

O Bradesco BBI comentou o Dia do Investidor da Rumo, destacando que a empresa foca no licenciamento ambiental do projeto ferroviário de Lucas do Rio Verde. O banco diz que a empresa vem ganhando competitividade como produtor de baixo custo, e que diversificação de cargas devem levar a grãos ganharem participação de mercado.

O banco avalia que a maior pressão do mercado por governança ambiental e social e, consequentemente, a menor emissão de gás carbônico, podem beneficiar o transporte ferroviário promovido pela Rumo.

A equipe de análise aponta que a Rumo está no caminho para atingir sua guidance (documento com previsões e planos divulgados por empresas) de Ebitda em 2025 em entre R$ 7 bilhões e R$ 8 bilhões. O Bradesco diz que a empresa também deve se beneficiar de preços mais altos de diesel, o leilão da concessão de pedágios na BR-163 e o potencial de problemas legais com o seu projeto Ferrogrão. O banco mantém recomendação outperform para a Rumo, com preço-alvo de R$ 31 em 2021.

Focus Energia (POWE3)

O Morgan Stanley divulgou uma avaliação favorável à Focus Energia, destacando seu portfólio de cerca de 3 gigawatts em projetos e experiência em comércio de energia, que permite à empresa viabilizar capacidade adicional e garantir capacidade adicional. O banco diz que a empresa tem perspectiva de valorização atrativa, e mantém avaliação de overweight (expectativa de valorização acima da média do mercado), com preço-alvo de R$ 32, frente aos R$ 13,79 negociados na terça (16).

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Raízen assina acordo para comprar usinas da Biosev por R$ 3,6 bilhões e ações

SÃO PAULO (Reuters) – A Raízen, líder mundial em açúcar e etanol de cana-de-açúcar, assinou nesta segunda-feira acordo para comprar a Biosev (BSEV3), uma das maiores empresas do setor, em uma transação que envolverá pagamento de 3,6 bilhões de reais e ações, informaram as empresas em fatos relevantes.

Com a integração, a Raízen, uma joint venture da Cosan (CSAN3) e da Shell, passará a contar com um total de 35 unidades produtoras, totalizando uma capacidade instalada de 105 milhões de toneladas de cana.

Pelo acordo, Cosan e a Shell deverão ficar no futuro com fatias de 48,25% da Raízen, enquanto os acionistas da Biosev, subsidiária da Louis Dreyfus, com os 3,5% restantes.

Segundo a Raízen, o negócio envolve nove unidades da Biosev, com capacidade total de moagem de 32 milhões de toneladas de cana, localizadas em São Paulo (seis), Mato Grosso do Sul (duas) e Minas Gerais (uma), que virão sem qualquer dívida, além de 280 mil hectares de cana.

Com o negócio, a Louis Dreyfus tem a chance de equacionar uma dívida de cerca de 7 bilhões de reais (ao final de setembro de 2020), que no passado foi causa de vários prejuízos líquidos.

Mais recentemente, com grandes receitas geradas pelos preços do açúcar, a Biosev registrou seu primeiro ganho semestral em sua história, com forte desempenho operacional mais do que compensando as perdas geradas pelo endividamento.

Uma vez concluída a transação, a Biosev vai se tornar uma subsidiária da Raízen e os atuais acionistas da empresa adquirida migrarão para uma holding que receberá uma participação minoritária na companhia sem direito a voto.

Em um primeiro momento, a nova holding que abrigará os acionistas da Biosev, chamada Hédera, terá uma fatia de 4,99% na empresa, sendo que uma parcela de 3,5% é de ações preferenciais e outra de chamadas ações resgatáveis que terão um valor simbólico –definidas apenas para título de pagamento de dividendos por um período, ou até que haja um chamado “evento de liquidez”, como um eventual IPO da Raízen, por exemplo.

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Segundo o fato relevante, as ações preferenciais estarão sujeitas a determinadas opções de compra e venda.

Após seis meses contados do sexto, sétimo, oitavo e nono aniversários da data de fechamento do acordo, a Raízen terá uma opção de compra para adquirir as ações preferenciais pelo seu valor de mercado.

Após seis meses contados do nono aniversário da data de fechamento (e após o prazo para o exercício da opção de compra pela companhia no mesmo período), a Hédera terá uma opção de vender sua participação à Raízen, com um desconto de 20% sobre o seu valor de mercado.

Mas, ressaltou o comunicado, todas as opções de compra e venda serão canceladas caso ocorra uma oferta inicial de ações em bolsa de valores.

Já as ações resgatáveis (temporárias) estão sujeitas a determinados critérios estabelecidos no acordo de acionistas e serão obrigatoriamente resgatadas por um valor nominal simbólico.

Isso aconteceria, por exemplo, caso ocorra um evento de liquidez da companhia (como IPO), ou caso a Raízen exerça a opção de compra das ações preferenciais, ou após décimo aniversário da data de fechamento do negócio.

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