Criptomoedas crescem entre investidores do Reino Unido e são consideradas alternativa a investimentos tradicionais, mostra pesquisa

Criptomoedas

SÃO PAULO – Mais investidores têm hoje criptomoedas em suas carteiras de investimento e menos pessoas consideram a aplicação uma simples aposta. É o que mostra estudo feito pelo órgão regulador financeiro do Reino Unido, o Financial Conduct Authority (FCA).

De acordo com o levantamento, cerca de 2,3 milhões de adultos no Reino Unido têm hoje criptoativos entre seus investimentos, um aumento de 21% frente o encontrado no último ano. O país conta com cerca de 52 milhões de habitantes.

Além disso, 78% já escutaram falar sobre criptomoedas, alta de 73% em relação ao registrado um ano antes.

A pesquisa também mostrou que algumas atitudes em relação às moedas digitais têm mudado, com uma maior normalização do produto. Hoje, 38% consideram a aplicação uma aposta, quando listados os motivos para a compra, abaixo dos 47% no ano anterior.

Ao mesmo tempo, mais pessoas veem as moedas digitais como uma alternativa ou complemento aos investimentos tradicionais, com metade dos investidores afirmando que pretende investir mais na classe.

Por mais que o número de pessoas familiarizadas com as criptomoedas tenha aumentado no período, o entendimento sobre o produto tem caído, sugerindo que alguns investidores não entendem completamente o que estão comprando. Segundo a FCA, 58% reconheceram que não têm um entendimento completo sobre o ativo nem sobre o funcionamento da tecnologia.

Cripto nas carteiras

Com uma intenção maior de comprar e em meio ao aumento dos preços das moedas digitais, o volume médio de criptoativos nas carteiras de adultos no Reino Unido aumentou de 260 libras para 300 libras no último ano.

O preço do Bitcoin, por exemplo, subiu de US$ 7 mil, ao fim de 2019, para cerca de US$ 30 mil em dezembro de 2020. No início deste ano, a moeda digital estava sendo negociada a US$ 41 mil.

O perfil de investidores, contudo, não mudou substancialmente – o público permanece concentrado em homens com mais de 35 anos e de classes sociais mais altas (A e B), aponta a pesquisa.

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Entre as moedas preferidas, 66% detinham Bitcoin. Na sequência, apareciam Ethereum (35%), Litecoin (21%), XRP/Ripple (18%) e Bitcoin Cash (15%).

Para guardar as moedas, 59% utilizam a mesma corretora de criptomoedas (exchange) na qual comprou. Daqueles que mudaram de destino, 24% foram para carteiras digitais, enquanto 22% para carteiras de hardware.

Por que compram e como usam?

Entre os principais motivos pelos quais os investidores compram criptomoedas, 30% disseram estar montando um portfólio diversificado – aumento de 5 pontos percentuais ante 2020.

A pesquisa mostra ainda que 29% dos investidores de cripto costumam checar o desempenho de suas moedas todos os dias, um aumento em relação aos 13% no ano passado.

Entre possíveis explicações para uma checagem frequente, a FCA cita o aumento de volatilidade do mercado ou mudanças por conta de oferta e demanda.

Ainda de acordo com o levantamento, 59% dos investidores de criptomoedas nunca venderam suas posições. Outros 29% realizaram trocas entre moedas e 27% usaram as moedas digitais para comprar bens ou serviços.

A pesquisa “Cryptoasset Consumer Research 2021”, foi realizada pela Financial Conduct Authority (FCA) entre os dias 5 e 24 de janeiro de 2021, com mais de três mil pessoas consultadas de forma online.

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19 empresas listadas em Bolsas pelo mundo possuem US$ 6,5 bilhões em bitcoins, diz estudo

SÃO PAULO – A onda de grandes empresas entrando no mercado de criptoativos parece realmente estar avançando. 19 empresas de capital aberto e com um valor de mercado combinado de US$ 1 trilhão, possuem cerca de US$ 6,5 bilhões em Bitcoin.

O dado é de um estudo recente da Nickel Digital Asset Management, uma gestora britânica especializada em criptomoedas. De acordo com os dados, essas empresas gastaram US$ 4,3 bilhões para comprar bitcoins, sendo que a maior parte delas fez a aquisição nos últimos 18 meses.

A Nickel aponta que sete dessas companhias adquiriram a moeda digital em 2020, enquanto pelo menos outras oito, incluindo a fabricante de carros elétricos Tesla (TSLA34), compraram bitcoins nos quatro primeiros meses deste ano. Eles lembram que mesmo com a companhia de Elon Musk suspendendo as vendas de automóveis usando a criptomoeda, ela manteve seus investimentos.

Destas 19 empresas listadas em bolsa, 13 estão sediadas nos Estados Unidos ou Canadá, três são europeias, uma turca, uma de Hong Kong e mais uma tem sede na Austrália. O estudo ainda aponta que outras 17 companhias compraram bitcoins, mas não revelaram detalhes de suas posições atualmente.

A gestora afirma ainda que US$ 43,2 bilhões em bitcoins são mantidos por fundos fechados de criptomoedas, ETFs e outros produtos negociados em bolsa. Desse valor, o estudo diz que cerca de 65% da participação está nos EUA e Canadá.

Anatoly Crachilov, cofundador e CEO da Nickel Digital, ressalta o número crescente de empresas que fizeram alocações significativas em Bitcoin como parte de suas estratégias de reserva de tesouraria.

Desde o fim do ano passado, companhias como a Square, MicroStrategy e Tesla fizeram grandes compras da criptomoeda. Mais recentemente a argentina Mercado Livre (MELI34) também informou a adoção dessa estratégia.

“Isso, juntamente com uma inclusão confirmada de criptoativos na construção do portfólio pelos principais gestores de ativos globais, como Paul Tudor Jones, Bill Miller, Ruffer e Guggenheim Partners, é um endosso muito importante para a funcionalidade emergente do Bitcoin como hedge contra a inflação”, avalia Crachilov.

Ele afirma ainda que a crise da Covid-19 e as políticas monetárias expansionistas implementadas pelos bancos centrais de vários países “mudaram dramaticamente a perspectiva das moedas fiduciárias, aumentando o risco de desvalorização da moeda”. Além disso, ele diz que a inflação em alta nos EUA e as grandes compras de ativos feitas pelo Federal Reserve também tem levado muitas empresas a buscarem um investimento em ativos alternativos, como o Bitcoin.

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O estudo ainda ressalta uma pesquisa feita pela Nickel no início deste ano com investidores institucionais e gestores da Europa, que gerenciam juntos mais de US$ 110 bilhões em ativos, mostrando que nos próximos dois anos 81% deles esperam ver um aumento nas empresas que têm bitcoins em suas reservas de tesouro. Destes, cerca de 29% projetam um crescimento dramático nessa tendência.

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Bitcoin é colocado em categoria de máximo risco sob plano de reguladores

(Bloomberg) — Bancos terão que cumprir os mais rigorosos requisitos de capital para posições em Bitcoin e outros criptoativos, segundo planos de reguladores globais para evitar ameaças à estabilidade financeira com origem no volátil mercado.

Na quinta-feira, o Comitê de Supervisão Bancária de Basileia disse que o setor bancário enfrenta riscos crescentes dos criptoativos por causa da possibilidade de serem usados em lavagem de dinheiro, possíveis desafios à reputação e fortes oscilações dos preços que podem levar a defaults.

O painel propôs que uma ponderação de risco de 1.250% seja aplicada à exposição de um banco ao Bitcoin e algumas outras criptomoedas. Na prática, isso significa que um banco pode precisar manter um dólar em capital para cada dólar de Bitcoin, com base em um requisito de capital mínimo de 8%. Outros ativos com essa máxima ponderação de risco possível incluem produtos securitizados, sobre os quais bancos têm informações insuficientes sobre as exposições subjacentes.

“O crescimento dos criptoativos e serviços relacionados tem potencial de aumentar as preocupações com a estabilidade financeira e elevar os riscos enfrentados pelos bancos”, disse em relatório o Comitê de Basileia, que inclui o Federal Reserve e o Banco Central Europeu. “O capital será suficiente para absorver uma baixa contábil total das exposições a criptoativos sem expor os depositantes e outros credores seniores dos bancos a uma perda.”

A proposta está aberta a comentários públicos antes de entrar em vigor, e o comitê disse que essas políticas iniciais provavelmente serão alteradas várias vezes à medida que o mercado evolui. Nenhum cronograma foi especificado no relatório, mas o processo para chegar a um acordo e implementar as regras de Basileia mundialmente pode levar anos.

Alguns ativos, como tokens com valores atrelados a ativos do mundo real e as chamadas stablecoins, são avaliados com requisitos de capital mais baixos.

A popularidade das criptomoedas deu um salto este ano, com investidores amadores e profissionais buscando lucrar com o Bitcoin, bem como nos nichos mais obscuros do mercado. O entusiasmo com a adoção institucional, a ideia de que é uma reserva de valor semelhante ao “ouro digital”, e o endosso de investidores de renome como Paul Tudor Jones e Stan Druckenmiller estimularam o mercado altista.

O Bitcoin subiu de US$ 10.000 em setembro passado para US$ 63.000 em meados de abril. No entanto, no mês passado, os preços despencaram para US$ 37.000, em meio ao escrutínio regulatório mais rigoroso na China e críticas de Elon Musk, fundador da Tesla, ao alto custo da energia do Bitcoin.

Embora muitos bancos tenham sido cautelosos em relação ao comércio de criptomoedas, o maior interesse de consumidores leva empresas financeiras, como Interactive Brokers e Robinhood Markets, a se expandirem nesse mercado. O Standard Chartered disse este mês que vai formar uma joint venture para comprar e vender Bitcoins.

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El Salvador se torna 1º país a adotar o Bitcoin como moeda corrente

(ANSA) – O Congresso de El Salvador aprovou na noite desta terça-feira (8) uma lei que autoriza o Bitcoin como uma moeda corrente do país. Com isso, a pequena nação se torna a primeira do mundo a adotar uma criptomoeda com o intuito de “dinamizar a economia”.

“A Lei Bitcoin acaba de ser aprovada por maioria qualificada na Assembleia. 62 de 84 votos! História”, escreveu o presidente do país, Nayid Bukele, em sua conta no Twitter.

O projeto de legislação foi apresentado pelo próprio Bukele e, em tempo recorde, foi transmitido e discutido na Comissão de Finanças da Assembleia. O Congresso é liderado por partidos de apoio ao presidente.

O texto cita que o uso do Bitcoin deve ser “livre, ilimitado em qualquer transação e a qualquer título de pessoas físicas ou jurídicas públicas ou privadas”. No entanto, a criptomoeda não substituirá o uso do dólar e a taxa de câmbio entre ambos “será definida livremente pelo mercado”.

Além de compra e venda, o uso de Bitcoin será aceito também para o pagamento de impostos.

Um ponto bastante criticado por opositores é que a lei determina que qualquer “agente econômico” deverá aceitar os pagamentos em criptomoeda”, mas a medida exclui aqueles que “não têm acesso às tecnologias que permitam transições em Bitcoin”. (ANSA)

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Filecoin e Uniswap: as duas criptomoedas que subiram mais de 190% no ano e entraram no ETF HASH11

(Fonte: Divulgação)

SÃO PAULO – Na virada deste mês, a gestora Hashdex realizou o rebalanceamento do NCI (Nasdaq Crypto Index), índice co-criado em parceria com a Nasdaq, incluindo duas novas criptomoedas que podem ser pouco conhecidas de boa parte dos investidores, mas que já estão chamando atenção no mercado há algum tempo.

Filecoin e o Uniswap se uniram a outros seis ativos e agora fazem parte do índice, que é replicado pelo ETF Hashdex Nasdaq Crypto Index Fundo de Índice (HASH11), ambas com 0,8% de participação na carteira, que tem o Bitcoin (61%) como principal ativo. Cada uma é focada em resolver problemas diferentes, sendo uma servindo como uma corretora descentralizada e a outra para armazenamento de dados em nuvem.

As duas têm fortes valorizações em 2021, com ganhos que chegam a 320%, mesmo com as correções recentes de preços. Vale lembrar, porém, que para o investidor principiante, analista recomendam focar o investimento no Bitcoin, que é a mais antiga criptomoeda, com maior liquidez e com riscos menores quando comparado a outros ativos digitais.

Ativos como a Filecoin e o Uniswap, como investimento direto, são opções para investidores com um maior conhecimento de criptos, que buscam diversificar a carteira dentro do mercado de moedas digitais. Para isso, os fundos de criptos (veja mais aqui) e até mesmo o recente ETF da Hashdex podem ser boas opções para ter exposições a estes outros ativos.

Conheça mais sobre as duas criptomoedas:

Uniswap

Maior em valor de mercado, o Uniswap opera como uma corretora descentralizada (DEX, na sigla em inglês) que possibilita a negociação de ativos digitais sem intermediários. Hoje sua capitalização esta em US$ 13,03 bilhões, sendo a décima maior do mercado cripto.

Ela surgiu de uma ideia de Vitalik Buterin, co-fundador do Ethereum, em 2016, mas foi apenas dois anos que o programador Hayden Adams conseguiu criar um projeto oficial, lançando a rede após conseguir uma série de subsídios.

O criptoativo é executado na blockchain Ethereum e permite operações descentralizadas para investidores de varejo em transações pontuais, além de servir como fonte de liquidez para milhões de usuários de aplicações de finanças descentralizadas (DeFi).

A ideia por trás do projeto é criar um local de trocas, como a corretora, mas com taxas menores e com maior rapidez nas operações, garantindo liquidez sem que os clientes necessitem de um intermediário, como acontece em uma corretora tradicional.

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O Uniswap tem integração com cerca de 200 projetos, com mais de 50 milhões de transações, movimentando mais de US$ 250 bilhões.

“O Uniswap já era um ativo que tinha uma representatividade alta em relação aos outros criptoativos do mercado, mas recentemente ele passou a ser suportado por mais custodiantes institucionais e exchanges que estão dentro da lista de exchanges acompanhadas pela Nasdaq, critério exigido pelo NCI”, disse Samir Kerbage, CTO da Hashdex, ao adicionar o ativo no índice da gestora.

Para Safiri Félix, diretor de produtos e parcerias da Transfero, o Uniswap é, até o momento, “o grande caso de uso de estruturas descentralizadas de negociação, conhecidas como DEX”. “O projeto tem mostrado consistência e uma comunidade bastante engajada, o que garante um diferencial competitivo interessante”, avalia.

Filecoin

Desenvolvido pela Protocol Labs, o Filecoin foi criado em 2014 e é uma rede blockchain de armazenamento descentralizada com foco no usuário que busca alugar espaço para armazenamento.

Ou seja, ele serve para ser uma solução de armazenamento em nuvem, assim como os serviços próprios da Amazon e Google, mas atuando de forma descentralizada e com custos menores.

A ideia de sua criação foi resolver a questão de como armazenar a grande e crescente quantidade de dados que a humanidade cria com um custo baixo e acesso mais rápido.

A Filecoin atua como incentivo e camada de segurança para a IPFS (InterPlanetary File System), uma rede ponto a ponto para armazenamento e compartilhamento de arquivos de dados. Dessa forma, a criptomoeda basicamente transforma o IPFS em um “mercado algorítmico”, onde os usuários pagam aos provedores de armazenamento no token para armazenar e distribuir dados na rede.

Essa rede também já conta com integração ao Ethereum, permitindo que os desenvolvedores acessem dados na blockchain Ethereum e interajam usando os contratos inteligentes.

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Segundo a Hashdex, a Filecoin passou por um processo de ganho de representatividade semelhante ao que ocorreu com o Uniswap, além de ter apresentando um crescimento expressivo no valor de mercado.

“O ativo saiu de US$ 24 em 31 de dezembro, chegou a valer cerca de US$ 230 e, depois dessa queda recente do mercado, agora está em US$ 70. Essa evolução do preço recente também o tornou elegível para o fundo”, explicou Kerbage ao incluir o ativo no índice NCI.

Já Félix, afirma que a Filecoin tem uma proposta bastante ambiciosa, mas vê alguns riscos pela frente para o projeto. “Os desafios tecnológicos de implementação são significativos e o caso de uso tende a atrair bastante concorrência com o tempo, além de bater de frente com os gigantes de tecnologia já estabelecidos como Amazon, Google e IBM”, aponta.

Desempenho no ano

Aparecendo em décimo lugar entre as maiores criptomoedas do mundo, segundo o site CoinMarketCap, o Uniswap está hoje cotado em torno de US$ 22. Isso representa uma alta de 320% em relação a sua cotação de US$ 5,22 no dia 31 de dezembro.

Seu maior preço na história foi atingido no início de maio, quando chegou a US$ 44,97, desde então a moeda digital já perdeu mais de 52% de seu valor. Vale destacar, porém, que há cerca de nove meses, o Uniswap operava em sua mínima histórica, de US$ 0,419, sendo que depois disso sua valorização chega a 4.972%.

Já a Filecoin é atualmente a 23ª maior moeda digital do mercado, cotada em US$ 72,80, o que leva a uma valorização de 193% no acumulado de 2021.

No dia 1 de abril deste ano, o token atingiu sua máxima histórica de US$ 237,24, ou seja, ela perdeu cerca de 70% de seu valor nesta recente correção que passa o mercado cripto. No acumulado de 12 meses, porém, os ganhos chegam a 400%.

Apesar dos fortes ganhos, Félix ressalta que para os dois casos ainda é bastante complexo tentar fazer qualquer exercício de valuation, dado o estoque total de tokens e também o alto nível de concentração deles.

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Bitcoin cai mais de 10% e perde os US$ 32 mil com regulação e resgate de ataque hacker no radar

SÃO PAULO – O mercado de criptomoedas volta a ter um dia de fortes quedas, com o Bitcoin recuando mais de 10% no acumulado de 24 horas, enquanto outros dos maiores ativos digitais também apresentam perdas de mais de dois dígitos.

No noticiário, não há um motivo exato que explique o movimento generalizado no mercado, mas analistas citam temores sobre segurança após autoridades americanas conseguirem recuperar a maior parte do resgate pago a hackers no ataque ao oleoduto da Colonial Pipeline.

Às 11h30 (horário de Brasília), o Bitcoin registrava queda de 11,7%, cotado a US$ 31.883, enquanto em reais o recuo era de 12,3%, para R$ 160.671. Outras criptos também caem forte, como o Ethereum, recuando 13,5%, a US$ 2.408, e Binance Coin, caindo 15%, a US$ 337.

Documentos judiciais mostram que os investigadores conseguiram acessar a senha de uma das carteiras de Bitcoin dos hackers. O dinheiro foi recuperado por uma força-tarefa recentemente lançada em Washington, criada como parte da resposta do governo americano ao aumento de ataques cibernéticos.

O ataque ocorreu em maio, quando a invasão cibernética paralisou completamente um oleoduto da empresa e roubou mais de 100 GB de informações.

A procuradora-geral adjunta dos EUA, Lisa Monaco, disse que os investigadores apreenderam 63,7 bitcoins, quantia avaliada em cerca de US$ 2,3 milhões. A Colonial Pipeline afirmou que pagou aos hackers quase US$ 5 milhões para recuperar o acesso ao sistema.

Esse movimento também preocupa conforme órgãos de diferentes países caminham para criar novas regulações para o mercado de crriptoativos.

Nas últimas semanas, integrantes do Federal Reserve têm endurecido o discurso sobre o Bitcoin e outras moedas digitais, ao mesmo tempo em que o governo chinês fechou o cerco sobre mineradores de criptomoedas.

Depois de iniciar o ano com forte valorização e atingir uma máxima histórica em torno de US$ 65 mil em abril, o Bitcoin iniciou um movimento de correção, puxado por falas do CEO da Tesla, Elon Musk, e notícias negativas vindas principalmente da China.

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No mês passado, Musk anunciou que a Tesla iria suspender a compra de seus veículos usando a criptomoeda, o que iniciou um forte movimento de queda dos preços. Segundo o executivo, a preocupação é com o uso crescente de combustíveis fósseis na mineração de novas moedas digitais, prejudicando o meio ambiente.

Poucos dias após esse choque na cotação, o Conselho de Estado da China emitiu uma nota sobre uma discussão para reprimir a mineração e negociação da criptomoeda no país, o que pressionou ainda mais o preço dos ativos digitais.

Com essa nova queda, o Bitcoin agora acumula uma alta de apenas 10% em 2021, enquanto no acumulado de 12 meses os ganhos são de 228%.

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Bitcoin: El Salvador pode se tornar primeiro país a adotar a criptomoeda de forma oficial

SÃO PAULO – Durante o fim de semana, Nayib Bukele, presidente de El Salvador, anunciou um projeto para reconhecer legalmente o uso do Bitcoin. Caso seja aprovado pelo Congresso, se tornará o primeiro país do mundo a adotar a criptomoeda dessa forma.

A decisão tornará o Bitcoin como dinheiro pelas leis comerciais e de contabilidade do país, ou seja, o comércio, empresas e pessoas seriam obrigadas a aceitar a criptomoeda como forma de pagamento, assim como ocorre com o dólar americano, a moeda oficial de El Salvador.

Bukele afirmou que sua decisão ocorreu ao perceber que “bancos centrais estão tomando cada vez mais ações que podem causar danos à estabilidade econômica de El Salvador”. Para o presidente, é preciso “autorizar a circulação de uma moeda digital com oferta que não pode ser controlada por nenhum banco central” como forma de mitigar esses impactos negativos.

Em seu Twitter, ele destacou que o valor de mercado do Bitcoin hoje é de US$ 680 bilhões e, se 1% disso for investido em El Salvador, poderia aumentar o Produto Interno Bruto (PIB) do país em 25%. Por outro lado, para o Bitcoin haveria um potencial de 10 milhões de novos usuários, podendo acelerar a transferência de US$ 6 bilhões por ano em remessas.

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“No curto prazo, isso vai gerar empregos e ajudar a proporcionar inclusão financeira a milhares de pessoas fora da economia formal”, disse Bukele durante a conferência “Bitcoin 2021” em Miami, nos Estados Unidos.

Segundo ele, isso também irá facilitar a vida de salvadorenhos que vivem no exterior, tornando mais prático o envio de dinheiro aos amigos e familiares no país.

Bukele acredita que aceitar o Bitcoin poderá ajudar cerca de 70% dos salvadorenhos que hoje não possuem contas em bancos ou qualquer outra instituição financeira.

El Salvador é bastante dependente das remessas de dinheiro de outros países, que representam cerca de 20% do PIB. O problema é que os provedores desses serviços cobram altas taxas, em operações que podem demorar dias para acontecer. Com o Bitcoin, o custo e o prazo para as remessas seriam bem menores.

O presidente não deu maiores detalhes sobre o projeto, mas disse que pretende entregar ao Congresso do país ainda nesta semana.

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Musk faz Bitcoin cair novamente com tuíte enigmático e outra criptomoeda dispara até 85%

SÃO PAULO – O Bitcoin voltou a passar por uma turbulência nesta sexta-feira (4) após o CEO da Tesla, Elon Musk, publicar mensagens “misteriosas” sobre a criptomoeda eu seu Twitter.

Na noite de quinta, o executivo tuitou a “#bitcoin” seguida por um emoji de um coração partido e a imagem de um casal discutindo a separação.

Na foto, a mulher diz: “Eu sei que eu disse que a gente terminaria se você citasse outra frase de uma música do Linkin Park, mas eu encontrei outra pessoa”. Em seguida, o homem responde: “então, no final, isso não importou?”, fazendo referência à letra da música In The End, da banda.

O mercado interpretou isso como uma espécie de sinalização de Musk contra o Bitcoin, levando a moeda digital a cair até 7% no acumulado de 24 horas. Nesta tarde, porém, os preços tiveram uma leve recuperação e às 15h20 (horário de Brasília), a criptomoeda recuava 4,15%, para US$ 37.143. Em reais a queda era de 5,6%, a R$ 186.926.

Veja o tuíte de Musk:

O CEO da Tesla é conhecido já faz tempo por ser um entusiasta das moedas digitais. Porém, desde o início deste ano, ele trava uma briga com o mercado ao dar sinais confusos sobre o que pensa do ativo digital.

Em fevereiro, a companhia de carros elétricos anunciou a aquisição de US$ 1,5 bilhão em bitcoins e que passaria a aceitar a cripto como meio de pagamento, ajudando o preço da moeda disparar, seguindo um rali que já vinha desde o ano passado com outras empresas passando a adotar medidas para uso de diferentes tokens.

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Em maio, porém, sem nenhuma sinalização prévia, Musk informou que a Tesla estava suspendendo as compras de carros com bitcoins por conta de uma preocupação relacionada à poluição causada pela mineração da criptomoeda.

Mais recentemente, o executivo disse que fez uma reunião com mineradores americanos, criando um conselho para buscar um uso melhor de energia limpa para o processo de mineração. Mesmo assim, atualmente não está mais tão clara a posição de Musk sobre o Bitcoin especificamente.

Outra cripto no radar?

Enquanto o CEO da Tesla vai e volta com suas opiniões sobre o Bitcoin, ele tem mostrado bastante interesse em outra criptomoeda, a Dogecoin, que foi criada baseada em um meme. Ele chegou a dizer que estava trabalhando com programadores para trazer melhorias para a rede do ativo.

Porém, nesta sexta, logo após tuitar sobre o Bitcoin, Musk publicou outra mensagem enigmática, colocando uma terceira moeda digital no radar dos investidores.

Na mensagem acima, lida na vertical forma a palavra CUM, que o mercado interpretou como um sinal para a criptomoeda CumRocket. Logo que o tuíte foi publicado, a cotação do ativo disparou 85%.

Nesta tarde, a moeda, que hoje é apenas a 368º criptomoeda em valor de mercado, opera com alta de 24%, cotada a US$ 0,05507.

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A CumRocket, conhecida por ser “proibida para menores de 18 anos”, passou por uma forte alta no início de maio. Ela foi criada com uma proposta voltada para usuários que querem comprar NFTs (tokens não fungíveis) de conteúdo adulto.

Conforme consta em seu white paper (documento com os detalhes da criação de um novo ativo), o token recompensa seus detentores e pune os vendedores com o objetivo de manter o preço estável.

Cada vez que alguém vende um token, é cobrado um imposto de 5%. Deste percentual, 2,5% são queimados automaticamente, enquanto os outros 2,5% são distribuídos aos detentores existentes.

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A influência da China para o Bitcoin e os impactos do cerco do governo aos mineradores

Quem acompanha de perto o mercado de criptoativos já não se assusta tanto com notícias relacionadas a restrições impostas pela China. Ao longo dos últimos anos, o gigante asiático já limitou as operações com ativos digitais ao menos 7 vezes.

O ponto de atenção dessa vez é que o alto comissariado de autoridades que governa o país voltou suas atenções para a indústria de mineração de ativos digitais, a infraestrutura responsável por processar e validar as transações. Cerca de 70% das plantas de mineração estão instaladas no país e o crescimento exponencial do mercado acendeu o alerta das autoridades locais, especialmente pelo aumento do consumo energético.

Até maio de 2024 a recompensa dos mineradores de Bitcoin é de 900 moedas emitidas por dia, equivalente a US$ 35 milhões na cotação atual. Além disso, o aumento de utilização da rede tem crescido substancialmente, atingindo picos de remuneração diária na faixa de US$ 15 milhões originados pelas taxas pagas pelos usuários.

À medida que a adoção mantém sua trajetória de crescimento, a tendência é de que a indústria de mineração se torne cada vez mais competitiva, incentivando a busca por fontes de energia mais eficientes e renováveis.

O processo de mineração envolve uma sofisticada cadeia de suprimentos, que vai desde os produtores dos chips especializados utilizados nos equipamentos até o uso intensivo de energia elétrica consumido pelos data centers, conhecidos como fazendas de mineração.

Ainda que mais de 75% das fontes de energia utilizadas no processo sejam oriundas de fontes renováveis, na China ainda existem diversas plantas que se utilizam de usinas movidas a carvão mineral em regiões onde os governos locais subsidiam o custo do gasto energético industrial.

Tem crescido nos últimos anos a relevância dada pelo mercado financeiro ao conceito de ESG, que preza por melhores padrões de sustentabilidade, responsabilidade social e governança. Tendo em vista a já manifestada resistência das autoridades chinesas em relação ao Bitcoin, parece bastante conveniente utilizar a narrativa da sustentabilidade para aumentar o cerco à indústria de mineração.

Na prática, o fator mais relevante para as novas sanções é a agenda de implementação da moeda digital emitida pelo Banco Central da China, e a determinação de que essa será a única moeda digital autorizada para realização de transações no território chinês. Para que os objetivos dessa iniciativa tenham êxito é fundamental desencorajar a adoção do Bitcoin para evitar alternativas que sejam capazes de contornar o controle totalitário das transações financeiras com o uso da moeda digital estatal.

Os agentes do sistema financeiro local estão proibidos de oferecer serviços envolvendo criptoativos e as autoridades prometem fechar o cerco aos mineradores, encerrando contratos de fornecimento de energia elétrica e eventualmente até apreendendo equipamentos que estejam operando sem autorização.

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A preocupação do governo chinês é um atestado do sucesso do Bitcoin, que tem se posicionado cada vez mais como uma forma de conversão muito eficiente de energia elétrica em um ativo escasso e com altíssima liquidez em escala global.

Obviamente o processo de migração das plantas de mineração não será simples e deve levar algum tempo para que diminua a relevância chinesa para a dinâmica de funcionamento do ecossistema. No entanto, a própria lógica de funcionamento do protocolo Bitcoin garante que mesmo em cenários extremos, o funcionamento da rede se auto ajusta para manter a segurança e eficiência da rede.

Uma das grandes virtudes do mercado é o seu dinamismo e capacidade de adaptação. A subida de tom da escalada persecutória por parte da China, tende a acelerar o movimento de migração das plantas de mineração em busca de outras para seguirem produzindo. Países do leste europeu, Estados Unidos e Canadá se destacam como alternativas, especialmente pelos custos competitivos e diversidade de fontes energéticas.

Para quem investe em criptoativos o mais importante é se atentar ao crescimento da adoção e aos fundamentos em detrimento das narrativas. Mesmo com o aumento recente da volatilidade, sigo convicto de que Bitcoin é o ativo de melhor relação risco x retorno.

ETF de criptomoedas HASH11 tem rebalanceamento e gestora Hashdex adiciona dois novos ativos

SÃO PAULO – A gestora Hashdex realizou nesta terça-feira (1) o rebalanceamento do Nasdaq Crypto Index (NCI), índice co-criado em parceria com a Nasdaq e que é replicado pelo ETF Hashdex Nasdaq Crypto Index Fundo de Índice (HASH11).

Com a mudança, dois novos criptoativos passam a fazer parte do índice: Filecoin e Uniswap. Eles se juntam ao Bitcoin, Ethereum, Stellar, Litecoin, Bitcoin Cash e Chainlink para completar o portfólio.

Desenvolvido pela Protocol Labs, o Filecoin foi criado em 2014 e é uma rede blockchain de armazenamento descentralizada com foco no usuário que busca alugar espaço para armazenamento. Já a Uniswap opera como uma corretora (exchange) descentralizada que possibilita a negociação de ativos sem intermediários.

“O Uniswap já era um ativo que tinha uma representatividade alta em relação aos outros criptoativos do mercado, mas recentemente ele passou a ser suportado por mais custodiantes institucionais e exchanges que estão dentro da lista de exchanges acompanhadas pela Nasdaq, critério exigido pelo NCI”, explica Samir Kerbage, CTO da Hashdex.

O criptoativo é executado na blockchain Ethereum e permite operações descentralizadas para investidores de varejo em transações pontuais, além de servir como fonte de liquidez para milhões de usuários de aplicações de finanças descentralizadas (DeFi). Ele tem integração com cerca de 200 projetos, com mais de 50 milhões de transações, movimentando mais de US$ 250 bilhões.

Já o Filecoin, de acordo com Kerbage, passou por um processo semelhante ao que ocorreu com o Uniswap, além de ter apresentando um crescimento expressivo no valor de mercado. “O ativo saiu de US$ 24 em 31 de dezembro, chegou a valer cerca de US$ 230 há algumas semanas e, depois dessa queda recente do mercado, agora está em US$ 70. Essa evolução do preço recente também o tornou elegível para o fundo”, diz.

Com esse rebalanceamento, a mudança também impacta o ETF da Hashdex, conhecido pelo código HASH11, que replica esse índice e está disponível para investimento na B3 desde abril.

Cotado atualmente a R$ 36,21, o ETF acumula queda de 23% desde a sua estreia, pressionado principalmente pela correção do mercado como um todo em maio puxada por notícias da China e falar do CEO da Tesla, Elon Musk (veja mais aqui). Segundo a Hashdex, hoje o fundo conta com mais de R$ 1,3 bilhão de patrimônio e 80 mil cotistas.

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