Bitcoin supera os US$ 50 mil pela primeira vez em três meses

(Gerd Altmann/Pixabay)

SÃO PAULO – O preço do Bitcoin voltou a alcançar os US$ 50 mil no último domingo (22), atingindo o maior patamar desde maio deste ano em meio a uma retomada após a derrocada dos últimos meses.

Nesta segunda-feira (23), a criptomoeda era negociada a US$ 50.230,91 por volta das 8h20 (horário de Brasília), segundo o site CoinMarketCap. A última vez que o Bitcoin foi negociado neste patamar foi no início de maio.

A moeda digital atingiu o pico de US$ 65 mil em 14 de abril, mas depois perdeu metade de seu valor entre maio e junho, ficando abaixo de US$ 30 mil. Desde a máxima até 1º de agosto, o preço do Bitcoin recuou cerca de 37%.

Contribuíram para a queda o aumento do cerco regulatório na China, pressionando mineradores e empresas ligadas a criptoativos.

O movimento negativo foi impulsionado pelo banco central chinês, que disse para os maiores bancos e empresas de pagamento da China fiscalizarem com mais firmeza o comércio de criptomoedas.

Nos últimos dias, contudo, uma das maiores corretoras de criptomoedas, a Coinbase, disse em seu balanço trimestral que vai comprar US$ 500 milhões em cripto e alocar 10% dos lucros em um portfólio de criptomoedas.

Também houve o anúncio, nesta segunda-feira, de que o PayPal vai lançar um serviço no Reino Unido para compra, venda e manutenção de moedas digitais.

Apesar das perdas nos últimos meses, o Bitcoin segue com desempenho positivo, de 70% em 2021, segundo o site CoinMarketCap.

O valor de todo o mercado de criptomoedas ficou acima de US$ 2,16 trilhões no domingo, de acordo com dados da Coinmarketcap. Esse mercado cruzou a marca de US$ 2 trilhões pela primeira vez desde maio no início deste mês.

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Cardano dispara 20% e bate máxima histórica, acima de US$ 2,50; Bitcoin encosta em US$ 49 mil

Criptomoeda Cardano (ADA)

SÃO PAULO – A criptomoeda Cardano (ADA) segue uma trajetória de forte valorização já há algumas semanas, mas durante a madrugada desta sexta-feira (20) intensificou o movimento, renovando assim sua máxima história, que até então era de US$ 2,47.

O movimento ocorre em meio a uma grande expectativa de uma atualização, que agora está marcada para ocorrer no dia 12 de setembro. Com a novidade, espera-se que a rede passe a ter suporte para os chamados smart contracts (contratos inteligentes, em inglês).

Às 13h30 (horário de Brasília), a Cardano apresentava alta de 17% no acumulado de 24 horas, cotada a US$ 2,52 – após chegar a US$ 2,58 mais cedo, subindo 20% -, em um dia que é majoritariamente positivo para o mercado de criptoativos, mas com uma valorização mais forte que a maioria dos outros tokens.

Com o rali dos últimos dias, a Cardano passou a ser a terceira maior criptomoeda do mundo em valor de mercado, com uma capitalização de cerca de US$ 81,18 bilhões.

Recentemente, especialistas consultados pelo InfoMoney apontaram a Cardano como uma das 5 criptomoedas para se ficar de olho, fora Bitcoin e Ethereum. Porém, havia um nível maior de cautela na indicação por conta das muitas promessas já feitas pelos desenvolvedores e a pouca entrega até hoje.

“Se entregar o que está prometendo, tem muito potencial”, disse Rodrigo Miranda, responsável pela Universidade do Bitcoin, na ocasião. “Enquanto a Solana, por exemplo, está entregando muito e prometendo pouco, a Cardano já prometeu bastante, mas ainda não entregou. Se começar a entregar, tem um grande potencial de valorização”.

Leia também: Além de Bitcoin e Ethereum: 5 criptomoedas para ficar de olho, segundo especialistas

A Cardano é uma rede que mistura um pouco de diferentes projetos conhecidos de criptoativos. De um lado, ela visa atuar em operações de contratos inteligentes, como o Ethereum, enquanto de outro, também quer atuar como uma criptomoeda normal, mais ou menos como o Bitcoin.

Ela é uma plataforma que pretende atuar junto a todas as outras criptomoedas, pois acredita que no futuro todas trabalharão juntas. Em resumo, a Cardano aborda diversos problemas trabalhados por diferentes tokens e tenta resolvê-los.

Atualização da Cardano

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Depois de muita espera, deve ocorrer agora em setembro uma nova atualização da rede, batizada de Alonzo. Ela já está em funcionamento na chamada Testnet, uma blockchain alternativa do Bitcoin que é usada para realização de testes.

Agora, a expectativa é que a rede da Cardano passará a aceitar, pela primeira vez, a utilização dos smart contracts, incluindo protocolos de Finanças Descentralizadas (DeFi), como o de Exchanges Descentralizadas (DEX).

Para alguns entusiastas, é esse modelo que faz da Cardano uma grande concorrente do Ethereum, já que ela possui taxas menores e utiliza o modelo de consenso de prova de participação (PoS, na sigla em inglês), que é mais ágil e econômico em relação ao modelo de prova de trabalho (PoW), que ainda é usado pelo Ethereum (apesar das perspectivas de mudança em breve).

No início de agosto, Frederik Gregaard, CEO da Fundação Cardano, também animou os investidores ao apresentar uma série planos, incluindo a integração da rede com 50 bancos até o fim de 2022.

Dia de alta no mercado

O movimento positivo é generalizado no mercado nesta sexta, com o Bitcoin (BTC) subindo mais de 7% no acumulado de 24 horas, para US$ 48.977, seu maior preço desde 14 de maio. Em reais, a maior criptomoeda do mundo avança 6,5%, para R$ 263.453.

O Ethereum (ETH) também tem forte valorização, de 7,4%, cotado a US$ 3.286, renovando sua máxima em três meses.

Outros criptoativos com ganhos acentuados hoje são XRP, saltando 11,15%, a US$ 1,28; Polkadot (DOT), com alta de 10%, para US$ 27,99; e Chainlink (LINK), subindo 10,25%, a US$ 28,87.

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Empresa de Bitcoin Atlas Quantum entra com ação de mais de R$ 3 bi contra a CVM

(Divulgação)

SÃO PAULO – Envolvida em uma série de processos e há dois anos com dificuldades para pagar seus clientes, a empresa de arbitragem com Bitcoin Atlas Quantum decidiu processar a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em mais de R$ 3 bilhões.

A empresa entrou com uma petição no dia 11 de agosto, acusando o órgão regulador do mercado brasileiro de danos morais e materiais por ter emitido uma ordem de suspensão das atividades da Atlas dois anos atrás. Conhecida como “stop order” no jargão financeiro, a medida da CVM proibiu a Atlas e seu presidente, Rodrigo Marques, de ofertarem títulos ou contratos de investimento coletivo.

Segundo a companhia, sua dificuldade financeira ocorreu exatamente por conta da decisão da CVM, a qual o processo chama de “arbitrária e irrazoável”. A notícia foi primeiramente noticiada pelo portal Cointelegraph.

A Atlas afirma que os bitcoins que havia em sua plataforma quando a CVM bloqueou as operações totalizam, no preço médio atual da criptomoeda, R$ 3.167.028.800,00. Além disso, a empresa pede R$ 300 mil a título de danos morais, o que leva ao valor de R$ 3.167.328.800,00 que ela pede da CVM.

“Proibida de atuar, a Atlas experimentou (e ainda experimenta) uma crise de imagem e econômica sem precedentes: centenas de colaboradores demitidos, sua sede (até então vista como modelo de local para se trabalhar) fechada e inúmeros processos judiciais promovidos por clientes para reparação dos danos sofridos pela perda dos criptoativos”, diz a petição assinada pelo advogado da Atlas Quantum, Danilo Palinkas Anzelotti.

Segundo a defesa da companhia, a CVM não era competente para julgar suas atividades e não estava legalmente embasada para emitir nota pública, sendo que a decisão de 2019 resultou em pânico dos investidores e uma onda de saques da plataforma.

Vale destacar que no mês passado a Polícia Federal concluiu um inquérito em que disse não ter constatado nenhum prejuízo causado pela Atlas aos seus clientes. Segundo a decisão, nenhuma das pessoas que se identificou como vítima da empresa demonstrou ter sofrido qualquer prejuízo.

A PF tomou como base importante de sua decisão o próprio parecer da CVM, que é parte do inquérito, em que a autarquia diz que não houve negociação de valores mobiliários ou oferta de contratos coletivos de investimentos.

Apesar da conclusão, a PF deixa aberta a possibilidade de a Atlas ser enquadrada em outros crimes, que não sejam financeiros. “Após as diligências determinadas quando da instauração do inquérito, evidenciou-se que não houve a prática de crime financeiro, tratando-se de fatos que podem vir a ser tipificados como crimes de estelionato e/ou contra a economia popular, de competência da Justiça Estadual”, diz o documento.

Processo tem muitas contradições, diz advogado

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Em entrevista exclusiva ao InfoMoney, Artêmio Picanço, advogado do escritório Picanço F. Braga Advogados e especializado em criptomoedas, questiona diversos pontos do processo da Atlas contra a CVM, dizendo que existem muitas contradições no documento. Picanço é responsável por mais de 50% das ações no Brasil contra a Atlas.

Um dos principais pontos, segundo ele, é que a Atlas muda de versão na petição, ora dizendo que seus bitcoins estão perdidos, ora que estão bloqueados. Ele explica que isso faz muita diferença, principalmente em relação ao pedido de R$ 3,2 bilhões que a empresa faz contra a CVM.

Isso porque, caso os ativos estejam apenas bloqueados, conseguindo o desbloqueio a empresa terá como pagar os clientes, não precisando pedir o “reembolso” do órgão regulador, como está sendo feito.

Além disso, Picanço questiona o motivo para a empresa só entrar com um processo agora, dois anos depois do início do problema. “Por que não foi feita nenhuma demanda judicial, ou por que isso não foi ‘judicializado’ na época, com pedidos de urgência e cautelares?”, questiona o advogado.

Ele ainda levanta outras questões, como o motivo para a Altas apresentar só agora documentos sobre tratativas com as exchanges que bloquearam os valores na época, sendo que antes eles argumentavam que era uma questão de sigilo entre as partes envolvidas.

Além disso, em um dos e-mails incluídos na petição, a Atlas diz que estava usando contas pessoais de seu CEO, Rodrigo Marques, enquanto o correto seria utilizar uma conta pessoa jurídica da empresa. “Isso é amadorismo”, afirma Picanço.

O advogado também rebate um dos argumentos da Atlas, de que, com a decisão da CVM, houve uma onda de saques. Ao mesmo tempo, diz a Atlas, as exchanges que faziam negócio com a companhia bloquearam os acessos, pedindo que ela realizasse processos de KYC (Conheça Seu Cliente, na sigla em inglês) e KYT (Conheça Suas Transações), dois processos muito conhecidos nas políticas de compliance de empresas.

“Os processos de KYC e KYT ou qualquer prática antilavagem de dinheiro não demandam esse tempo todo”, afirma Picanço, questionando as razões para a Atlas não ter aberto um processo no exterior contra as exchanges que retiveram os bitcoins.

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“Se eles estão batendo na tecla que é retenção [dos bitcoins], não há nexo de causalidade com o que a CVM fez. A única coisa que eles podem argumentar é que houve um saque em massa, mas o saque, se eles estivessem com o KYC implementado, com as normas de segurança e compliance feitas decentemente, não seria um problema”, explica.

“Aqui está bem clara a bagunça, eles próprios deram um tiro no pé, juntaram um documento que mostra que eles não fizeram um dever de casa”, conclui Picanço.

Procurada, a Atlas Quantum não se pronunciou até a publicação da matéria.

O caso Atlas Quantum

Criada em 2017, a Atlas Quantum prometia um serviço inédito no Brasil, utilizando a arbitragem (operações de compra e venda entre diferentes corretoras para ganhar no diferencial de preço entre elas) com um robô exclusivo. No mercado financeiro, esse tipo de sistema é conhecido pela sigla HFT (High Frequency Trading, em inglês).

Por conta disso, a empresa prometia um rendimento diário, dizendo ter entregue aos seus usuários cerca de 62% de lucro em 2018, um ano em que o Bitcoin fechou em queda de cerca de 70%.

Em um cenário em que o Bitcoin gerava ainda mais polêmica do que hoje, era grande a desconfiança com as operações da Atlas, sendo muitas vezes comparadas a esquemas de pirâmide. Mesmo assim, ela possuía, até o início de 2019, mais de 22 mil clientes.

Ainda antes da decisão da CVM, a companhia passou por uma situação complicada, quando foi processada por um vazamento de dados de 264 mil clientes.

O caso, porém, foi resolvido sem grandes danos para a empresa, que passou então a realizar grandes campanhas de marketing, contando até com um comercial em horário nobre na televisão.

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E foi então que a Atlas chamou atenção da CVM, que emitiu sua decisão de proibir a oferta de títulos e contratos de investimento coletivo. Segundo a autarquia, o problema não era a oferta de bitcoins, mas o investimento em um sistema que faz arbitragem de criptoativos, o que a empresa chama de Quantum. E isso, de acordo com o órgão, configura Contrato de Investimento Coletivo (CIC), que só podem ser ofertados publicamente mediante registro ou dispensa na CVM.

Marques, o CEO da Atlas, fez então um comunicado no YouTube, em que jogou na decisão da CVM a culpa de todos os problemas da empresa. Segundo o fundador da Atlas, essa decisão de 13 de agosto de 2019 desencadeou uma onda de saques, o que levou as exchanges (corretoras) com as quais a companhias trabalhava, por medida de segurança, a bloquearem os pedidos de resgate.

A Atlas, que até então praticava o prazo de um dia para saques, passou a levar 30 dias para processar essas operações, o que foi aumentando com o tempo, até não conseguir mais pagar ninguém.

Relembre o caso: O nebuloso caso da Atlas Quantum e o limbo jurídico das criptomoedas

Em 2020, a companhia chegou a criar um token próprio utilizando a letra “Q”, como BTCQ, que, em tese, representavam o saldo dos clientes na plataforma. Porém, não era possível trocar esses ativos pelos que ele representavam, caso do Bitcoin.

Depois ainda se percebeu que não havia paridade: um BTCQ valia muito menos que um BTC, ou seja, se algum cliente conseguisse negociar os tokens, ele perderia muito dinheiro em relação ao que tinha depositado na empresa originalmente.

Com clientes cada vez mais revoltados com a situação, os processos contra a Atlas foram se acumulando. Marques e outros funcionários chegaram a receber ameaças de morte, o que levou o fundador da companhia a se esconder. Até o momento ninguém sabe o seu paradeiro.

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Após ataque hacker, mais de US$ 90 mi em criptomoedas são roubados de plataforma japonesa

SÃO PAULO – A plataforma japonesa de negociações de criptomoedas Liquid informou nesta quinta-feira (19) que foi alvo de um ataque cibernético que resultou no roubo de mais de US$ 90 milhões (cerca de R$ 490 milhões) em criptomoedas.

Segundo a companhia, algumas de suas carteiras digitais foram “comprometidas” e os hackers transferiram os ativos para quatro outras carteiras.

Em sua conta oficial do Twitter, a plataforma informou que ainda está investigando o caso e que vai informar os investidores sobre novas atualizações. “Enquanto isso, depósitos e retiradas serão suspensos”, escreveu.

Também na rede social, a Liquid publicou que está rastreando a movimentação dos ativos e que está trabalhando com outras exchanges de criptomoedas para congelar e recuperar os valores hackeados.

De acordo com o site CoinMarketCap, a Liquid está entre as maiores plataformas de criptomoedas em volume diário de negociação.

Notícias como essa têm sido cada vez mais recorrentes no mercado cripto.

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Na semana passada, o protocolo Poly Network, que atua na área de Finanças Descentralizadas (DeFi, na sigla em inglês), informou que sofreu um ataque hacker em que foram roubados cerca de US$ 600 milhões – um dos maiores ataques da história do mercado de criptoativos.

O Poly é um protocolo de interoperabilidade entre blockchains, ou seja, atua conectando diversas redes, como o Bitcoin, Ethereum e Ontology.

Um dia após o anúncio, o hacker responsável pelo ataque começou a devolver parte dos recursos que pegou. A maior parte do valor já foi devolvida, porém, mais de US$ 200 milhões estão “travados” em uma conta que precisa de senhas tanto da Poly Network quanto do hacker para serem acessadas.

Além disso, a Poly ofereceu US$ 500 mil e uma vaga como chefe de segurança ao hacker após ele devolver os valores roubados e ainda falar que queria apenas ensinar uma lição à empresa.

Expert XP confirma Hillary Clinton como palestrante; veja os demais painéis do evento que começa dia 24

SÃO PAULO – Hillary Clinton, ex-secretária de Estado e ex-senadora dos Estados Unidos, é a mais nova palestrante confirmada para a 11ª edição da Expert XP, evento anual realizado pela companhia e um dos maiores festivais de investimentos do mundo.

O evento, que acontece de forma online e gratuita entre os dias 24 e 26 de agosto, conta ainda com a participação de nomes como Michael Bloomberg, empresário e ex-prefeito de Nova York, Randi Zuckerberg, CEO da Zuckerberg Media e irmã do cofundador do Facebook, e a renomada jogadora de futebol brasileira Marta Silva.

Grandes gestores de fundos de investimento também estão com presença confirmada, como Howard Marks (Oaktree), Larry Fink (BlackRock), Luis Stuhlberger (Verde Asset) e Mohamed El-Erian (Allianz), além de Manny Roman, CFO da gestora Pimco.

Todos os conteúdos da Expert, que incluem palestras, mesas redondas, talks e entrevistas, serão transmitidos via plataforma da XP. Serão ao todo seis palcos pelos quais vão passar alguns dos nomes mais importantes da atualidade, com mediação de jornalistas e do time de profissionais da XP.

Dentre os assuntos que serão abordados, destaque para a retomada global da economia, open banking, eleições de 2022, tendências em relação às criptomoedas e ao mercado de investimentos, bem como o papel dos influenciadores digitais na educação financeira.

“Buscamos trazer as melhores referências e especialistas do Brasil e mundo afora para compartilhar com o público suas visões de mundo e os principais temas da atualidade, assim como histórias inspiradoras. Essa edição não será diferente, com nomes de peso já confirmados e muitos outros que ainda serão anunciados”, afirma Karel Luketic, diretor de conteúdos digitais da XP Inc, em nota.

Na edição de 2020, a primeira a ser realizada de forma online, por conta da pandemia de Covid-19, o evento impactou mais de cinco milhões de pessoas e contou com mais de 200 palestrantes.

Para conferir a programação da Expert 2021, bem como acompanhar as palestras, basta fazer a inscrição no site do evento.

brMalls faz parceria para instalação de 15 caixas eletrônicos de Bitcoin; veja os locais

Caixa eletrônico de Bitcoin da empresa americana Coin Cloud

SÃO PAULO – A rede de shopping centers brMalls (BRML3) fechou uma parceria com a empresa americana de caixas eletrônicos (ATM) de Bitcoin, Coin Cloud, para a instalação de 15 novos equipamentos em nove cidades espalhadas pelo Brasil.

Em comunicado, a Coin Cloud informou que o primeiro caixa eletrônico do tipo foi instalado na última segunda-feira (16) no shopping São Bernardo Plaza.

Os próximos, de acordo com a empresa, serão instalados até o fim desta semana em centros comerciais de São Paulo (Mooca Plaza, Jardim Sul, Villa Lobos, Piracicaba, Tamboré, Metro Cruz), Piracicaba (Shopping Piracicaba), Barueri (Shopping Tamboré) , Rio de Janeiro (Shopping Tijuca), Niterói (Plaza Niterói), Goiânia (Goiânia Shopping) e Vila Velha (Shopping Vila Velha).

A companhia foi a primeira a ter no Brasil um caixa eletrônico de Bitcoin, tornando possível a compra e venda de criptomoedas usando notas físicas de reais. Desde o início de sua operação no país, no fim de 2020, já foram instaladas máquinas em cidades como Recife, Curitiba, Campo Grande, Belo Horizonte e São Paulo.

Além disso, o Brasil foi o primeiro a receber esses equipamentos da companhia fora dos Estados Unidos, onde possui mais de 3 mil ATMs.

Compra e venda de criptomoedas

Os caixas eletrônicos da Coin Cloud negociam mais de 30 criptoativos, incluindo Bitcoin, Ethereum, Litecoin e XRP, além de stablecoins, que são tokens com o valor atrelado a ativos reais, normalmente uma moeda, como o dólar.

Para realizar uma operação, o usuário precisa gastar, no mínimo, R$ 10 pra poder comprar ativos digitais, ou R$ 50 se for vender, sendo que só é possível realizar uma negociação na máquina usando dinheiro em espécie. É possível negociar usando cartão de débito ou crédito pelo aplicativo da companhia, o Coin Cloud Wallet.

A companhia cobra taxas entre 7% e 15% dos clientes, que já são incluídos na cotação na hora da compra e venda de criptomoedas. Na aquisição, esse valor está acima do normalmente cobrado por corretoras e até fundos de investimento.

Para adquirir criptomoedas, o cliente deve digitar alguns dados quando iniciar a operação na máquina, como telefone e CPF, após seguir as indicações na tela, ele indica se quer que o valor vá para sua carteira da própria Coin Cloud ou uma carteira própria, que pode ser indicada para o equipamento usando QR Code.

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Em seguida ele coloca as notas no espaço indicado e conclui a operação. Vale lembrar que o valor pode demorar um pouco para aparecer na carteira, já que depende da confirmação da operação na blockchain. Por isso, o usuário recebe um link da companhia no celular onde pode acompanhar o andamento da negociação.

Já para vender criptoativos, o usuário segue os mesmos procedimentos iniciais e seleciona a opção de venda, indicando de qual carteira sairá o valor. Após seguir os passos indicados, o cliente recebe uma confirmação e precisa esperar até que a blockchain conclua a operação, o que pode demorar um tempo. Recebida a confirmação no celular, é preciso retornar ao caixa eletrônico, onde a opção de saque do dinheiro estará disponível.

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Investidores de criptomoedas estão entre os mais pessimistas com a economia doméstica, mostra pesquisa

SÃO PAULO – Com os brasileiros buscando alternativas para diversificar a carteira e aumentar os retornos de seus investimentos, as criptomoedas têm ganhado destaque na composição de portfólios e já ocupam o terceiro lugar na preferência dos investidores – em especial daqueles que estão pessimistas com a economia local.

Os dados são de uma pesquisa feita pela Escola de Economia de São Paulo, da Fundação Getulio Vargas, em parceria com o University Blockchain Research Initiative (UBRI) e a gestora Hashdex.

De acordo com o levantamento, os investidores que se autodeclararam otimistas em relação à economia doméstica são aqueles que pretendem investir em ações, enquanto aqueles que se dizem pessimistas, predominam em produtos como títulos privados, câmbio e criptoativos.

“Apesar do mercado de criptoativos estar em franco crescimento, ainda se sabe muito pouco sobre as características e percepções dos investidores brasileiros quanto a essa classe de ativos emergente”, acrescenta Jéfferson Colombo, professor da FGV EESP e coordenador da pesquisa, em nota.

De acordo com o levantamento, as ações representam a primeira opção de investimento entre os consultados, seguida por títulos privados de renda fixa, como Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) e Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio (LCI e LCA).

Na quarta posição, depois das criptomoedas, está o Tesouro Direito – programa de compra e venda de títulos públicos para a pessoa física –, seguido pelas commodities, câmbio e, por último, pela poupança.

Leia também:
Brasileiro ainda destina mais de um terço dos investimentos para a poupança; milionários preferem ações

Com relação ao perfil de risco, a maioria dos participantes se classificou como arrojado (36,1%). Na sequência, vieram os moderados (33,3%), agressivos (23,6%) e conservadores (6,9%).

“Conhecer o perfil do investidor interessado nos criptoativos e, ainda, o seu nível de conhecimento sobre este mercado é de extrema importância para que possamos desenvolver ações educativas direcionadas para este público”, afirma Marcelo Sampaio, CEO da Hashdex, em nota.

Jovens predominam no mundo cripto

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Quando analisadas as faixas etárias dos investidores em criptomoedas consultados, jovens de até 29 anos se mostraram com maior tolerância a risco e com maior conhecimento sobre o mundo cripto.

Os participantes precisaram identificar siglas pertencentes a criptomoedas (BTC, ETH e XRP) incluídas em uma lista com outros ativos. Do total, 36,8% localizaram somente Bitcoin. Outros 24,1% identificaram Bitcoin e Ethereum, 23% não conheciam nenhuma e apenas 15,8% encontraram todas.

Vale frisar ainda que o conhecimento em criptomoedas se mostrou maior entre os investidores jovens, de perfil de risco agressivo e com curso superior relacionado a finanças.

O estudo, realizado entre fevereiro e março de 2021, foi feito a partir de um questionário enviado por e-mail para clientes de escritórios de assessores de investimento parceiros da iniciativa (Monte Bravo Investimentos, Blu3 Investimentos, Acqua-Vero Investimentos, One Investimentos e Renova Invest). Ao todo, 576 pessoas responderam o questionário, sendo 446 homens e 130 mulheres.

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Novo ETF com 100% de exposição ao Ethereum estreia na B3; Bolsa chega a 5 ETFs de criptomoedas

SÃO PAULO – Em uma onda de novos produtos relacionados a criptomoedas no mercado brasileiro, estreia nesta quinta-feira (18), o quinto fundo de índice (ETF, na sigla em inglês) de moedas digitais da B3, o segundo com exposição de 100% ao Ether (o token da rede Ethereum).

Criado pela gestora Hashdex, o Hashdex Nasdaq Ethereum Reference Price será negociado com o código ETHE11. Ele tem preço inicial de R$ 50, com taxa de administração de 0,7% ao ano.

Esse ETF irá espelhar o Hashdex Nasdaq Ethereum ETF, um fundo constituído nas Ilhas Cayman que oferece aos investidores exposição ao Ether. Esse fundo, por sua vez, visa a replicar o Nasdaq Ethereum Reference Price (NQETH), índice desenvolvido pela Nasdaq para calcular em tempo real o preço do Ether.

“O Ethereum é uma das principais plataforma que servem como base para uma nova evolução da internet, a chamada Web 3.0. O seu token, o Ether, é o combustível que move essa nova internet e tem um grande potencial de valorização à medida que a tecnologia evoluir e sua adoção aumentar”, disse Samir Kerbage, CTO da Hashdex, em comunicado à imprensa.

A Hashdex foi a primeira gestora a lançar um ETF de criptomoedas no Brasil, o HASH11, que reflete uma cesta de moedas digitais e sofre rebalanceamentos trimestrais. Além disso, neste mês eles lançaram o BITH11, chamado de primeiro ETF verde de Bitcoin do Brasil.

Segundo a gestora, o BITH11 foi desenvolvido com a intenção de neutralizar as emissões de carbono decorrentes de investimento em Bitcoin.

Outros ETFs cripto

O brasileiro ainda conta com mais dois ETFs de criptomoedas disponíveis no mercado, ambos da QR Capital.

Lançado em julho, o QBTC11 foi o primeiro ETF da América Latina com 100% de exposição ao Bitcoin. Com taxa de administração de 0,75% ao ano, o produto replica o índice CME CF Bitcoin Reference Rate, referência dos contratos futuros de Bitcoin negociados pela bolsa americana “Chicago Mercantile Exchange Group”.

Já no início deste mês, a gestora lançou o QETH11, o primeiro ETF da América Latina com 100% de exposição à moeda Ethereum. Ele também possui taxa de administração de 0,75% ao ano e busca replicar o desempenho do índice CME CF Ether Reference Rate, que acompanha o preço do Ether em dólares.

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Walmart abre vaga para especialista em criptomoedas e blockchain

SÃO PAULO – Depois da Amazon, agora a giganta varejista Walmart também decidiu se aproximar do mundo das criptomoedas, anunciando uma vaga para o time de desenvolvimento focado em moedas digitais.

Assim como ocorreu com a companhia fundada por Jeff Bezos, não há uma sinalização do que exatamente essa vaga significa, se a companhia irá aceitar Bitcoin ou outras criptos como meio de pagamento ou se irá lançar uma moeda própria para utilização em sua rede de lojas.

Na descrição do cargo, a varejista diz que o novo funcionário irá auxiliar na “criação ambiciosa” do desenvolvimento em criptografia da empresa.

A vaga pede uma pessoa com pelo menos 10 anos de experiência em programação e gestão de produtos relacionados com tecnologia, além de conhecimento em criptomoedas e outros temas relacionados. Ter MBA ou mestrado é considerado um bom diferencial.

Esse funcionário, segundo o Walmart, será responsável por traçar o roadmap de produtos e seus roteiros de recursos, além de identificar tendências de tecnologia, e também potenciais clientes para esse mercado, assim como entender os investimentos necessários para desenvolver essas tendências.

Em julho, a Amazon também anunciou uma vaga para líder de estratégia em moedas digitais e blockchain, o que chegou a levar a uma alta do Bitcoin com especulações de que a empresa poderia passar a aceitar a moeda como pagamento no site.

A companhia, porém, negou que irá aceitar criptos como pagamento. “Apesar de nosso interesse no assunto, as especulações que surgiram em torno de nossos planos específicos para criptomoedas não são verdadeiras”, disse um porta-voz da empresa.

“Continuamos focados em explorar como isso pode parecer para os clientes que compram na Amazon”, completou.

A Amazon explicou ainda que o posto irá atuar no setor de pagamentos e experiência do cliente, e que a função será desenvolver um novo produto, traçar seu roadmap e liderar uma estratégia de lançamento.

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Plataforma cripto roubada em US$ 600 mi oferece US$ 500 mil e vaga de chefe de segurança para hacker

SÃO PAULO – Após sofrer um roubo de mais de US$ 600 milhões em criptoativos, a plataforma Poly Network agora está oferecendo US$ 500 mil e uma vaga como chefe de segurança para o hacker que a atacou.

O Poly, que é um protocolo de interoperabilidade entre blockchains, sofreu há cerca de uma semana o que ficou conhecido como o maior ataque hacker da história de um projeto de Finanças Descentralizadas (DeFi), envolvendo roubos nas redes Binance Smart Chain, Ethereum e Polygon.

Porém, nos dias que se passaram, surgiu um cenário curioso conforme o hacker passou a devolver parte das criptomoedas pegas por ele.

A maior parte do valor já foi devolvido, porém, mais de US$ 200 milhões estão “travados” em uma conta que precisa de senhas tanto da Poly Network quanto do hacker para serem acessadas.

A Poly agora tem chamado o hacker e “white hat” (chapéu branco, em tradução livre), como são conhecidos os “hackers éticos”, que realizam ataques para testarem e descobrirem falhas em sistemas, sem roubarem dinheiro.

Na semana passada, o hacker realizou uma brincadeira, respondendo perguntas de usuários, em que disse que sua intenção sempre foi devolver o valor roubado e que queria apenas ensinar uma lição para a Poly Network.

Nos últimos dias a Poly também passou a oferecer uma recompensa de US$ 500 mil para conseguir ter toda a quantia perdida de volta. Esse tipo de oferta é comum no mercado cripto, onde empresas estimulam as pessoas a tentarem encontrar brechas de segurança para chegarem à rede mais segura possível.

O hacker inicialmente recusou a oferta da recompensa. No entanto, em uma mensagem incorporada em uma transação na segunda-feira (16), ele disse que está “considerando receber a recompensa como um bônus para hackers públicos se eles conseguirem hackear a Poly Network”.

Já nesta terça a Poly disse que espera implementar uma “atualização significativa do sistema” para evitar que ataques como esse ocorram novamente no futuro, mas que não poderia fazer isso até que todos os ativos restantes sejam devolvidos.

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O grupo disse sua recompensa de US$ 500 mil ainda está de pé e ainda convidou o hacker para se tornar seu chefe de segurança.

“Para estender nossos agradecimentos e encorajar o Sr. White Hat a continuar contribuindo para o avanço da segurança no mundo blockchain junto com a Poly Network, convidamos cordialmente o Sr. White Hat para ser o Chefe de Segurança da Poly Network”, disse a empresa em um comunicado .

“Respeitamos totalmente os pensamentos do Sr. White Hat e, para expressar nossa gratidão, ainda iremos transferir esta recompensa de US$ 500 mil para um endereço de carteira aprovado pelo Sr. White Hat para que ele o use a seu próprio critério para a causa da cibersegurança e apoio a mais projetos e indivíduos”, continua a nota.

A Poly Network disse que “não tem intenção de responsabilizar legalmente o Sr. White Hat” pelo ataque hacker.

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