Cyrela é “medalha de ouro” no pódio das construtoras no 2º tri; segmento de baixa renda sofre por alta dos custos

SÃO PAULO – Em meio à alta da inflação, que tem elevado os custos e pesado sobre o desempenho de companhias do setor de construção na Bolsa, destacaram-se no segundo trimestre aquelas que conseguiram apresentar bons resultados mesmo em meio aos ventos contrários.

Neste cenário, o destaque entre as companhias que divulgaram resultados na noite da última quinta-feira (12) ficou por conta das construtoras residenciais de média e alta renda, que conseguiram repassar o aumento dos preços aos seus clientes, reportando melhora na margem bruta.

Por outro lado, devido à maior sensibilidade dos clientes do segmento de baixa renda aos aumentos de preços e ao teto de valor do programa habitacional Casa Verde e Amarela, as margens de incorporadoras focadas nesse público permaneceram sob pressão no período.

Em relatório que criou o “pódio das incorporadoras” sob cobertura, a XP atribuiu a medalha de ouro do setor entre as companhias que divulgaram resultado na véspera à Cyrela (CYRE3).

Na avaliação dos analistas, a companhia reportou margens brutas melhores e mais fortes do que o esperado, de 37,4%, principalmente devido aos lançamentos recentes com margens superiores, que compensaram o impacto dos maiores custos de construção.

O desempenho mais forte de suas Joint Ventures também ajudou o lucro líquido a superar a estimativa da casa para o trimestre.

Entre abril e junho deste ano, a Cyrela teve um lucro líquido de R$ 267 milhões, crescimento de 298,2% na base de comparação anual. Já a receita líquida da companhia somou R$ 1,18 bilhão, valor 101,6% superior ao do segundo trimestre de 2020.

A XP tem recomendação de compra para os papéis CYRE3 e preço-alvo de R$ 33 por ação.

Os dados da Cyrela referentes ao segundo trimestre também foram interpretados como positivos pelo Itaú BBA, que destaca a intensa compra de terrenos pela companhia, que totalizou 13 empreendimentos no período, dez deles localizados na cidade de São Paulo.

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O banco tem recomendação de outperform (acima da média do mercado) para os papéis da construtora e preço-alvo de R$ 34,80.

Apesar de uma análise positiva do mercado, as ações CYRE3 encerraram o pregão desta sexta com baixa de 1,5%, negociadas a R$ 19,04.

Eztec ganha medalha de prata…

A medalha de prata entre as construtoras ficou com a Eztec (EZTC3), segundo a XP.

Os analistas avaliam que as margens mais fortes no período foram resultado de um mix mais favorável de projetos sendo reconhecidos, caso do empreendimento Cidade Maia, e de preços de vendas mais elevados.

No último trimestre, a Eztec registrou lucro líquido de R$ 139,5 milhões, montante 104% maior do que no mesmo período de 2020. Já a receita operacional líquida somou R$ 289 milhões, expansão de 89%.

A XP tem recomendação de compra para os papéis da companhia e preço-alvo de R$ 48 por ação.

O Itaú BBA por sua vez, escreve que os números da Eztec vieram amplamente em linha com as estimativas do banco, uma vez que a receita ligeiramente mais fraca foi mais do que compensada por melhores margens brutas, particularmente aquelas decorrentes de vendas de estoque de unidades acabadas.

O banco também tem recomendação outperform para as ações da empresa e preço-alvo de R$ 48.

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Os papéis EZTC3 encerraram o pregão desta sexta em baixa de 0,88%, a R$ 25,88.

Leia também:
Em cenário de custos crescentes impactando resultados de incorporadoras, Direcional é destaque positivo

… e o bronze fica com Lavvi

O pódio da XP é completado pela Lavvi (LAVV3), que apresentou resultados sólidos, na opinião dos analistas da XP, impulsionados pelos lançamentos recentes, em especial o empreendimento Villa Versace.

Os analistas escrevem que a Lavvi apresentou uma pequena queima de caixa de R$ 6 milhões no balanço patrimonial, já que a entrada de caixa das vendas do projeto Versace foi compensada pela aquisição de terrenos.

O time de análise também reforça a posição de caixa líquido robusto da companhia, com alavancagem de dívida líquida sobre o patrimônio líquido negativa em 60,5%.

A XP tem recomendação de compra e preço-alvo de R$ 11,50 por ação para a construtora.

A opinião é compartilhada pelo BBA, que afirma que a Lavvi relatou resultados robustos, superando as estimativas devido ao bom desempenho de vendas e em meio às margens sólidas provenientes da Villa Versace.

O banco tem recomendação outperform e preço-alvo de R$ 12,20 para os papéis da companhia.

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Os papéis LAVV3 encerraram o pregão próximos da estabilidade, a R$ 7,18.

Fora do pódio da XP, a Cury publicou resultados positivos, com o robusto crescimento da receita sustentado pelo forte desempenho de vendas no trimestre, apontam os analistas.

O time de análise escreve ainda que as despesas operacionais um pouco maiores foram compensadas por uma menor carga tributária efetiva, o que levou seu lucro líquido para R$ 79 milhões

Entre abril e junho deste ano, a companhia também reportou recorde de receita líquida de R$ 451,2 milhões, alta de 83,3%, com patamares recordes de lançamentos e vendas do período, de R$ 686,2 milhões e R$ 682,6 milhões, respectivamente.

Os resultados levaram a XP a reiterar a recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 15.

O Itaú BBA reforça que a Cury apresentou margens “surpreendentemente positivas” mesmo em um cenário desafiador de aumento dos custos.

Com recomendação outperform para os papéis da companhia e preço-alvo de R$ 15,30, o banco enaltece o forte conjunto de números reportados no trimestre, com destaque para a expansão da margem bruta, que ficou em 36,1% entre abril e junho deste ano.

Os papéis CURY3 encerraram o pregão desta sexta em alta de 1,5%, a R$ 8,25.

Os resultados do segundo trimestre da Trisul em linha com as estimativas da XP levou a casa a manter sua visão construtiva para a companhia e a recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 14 por ação.

Segundo os analistas, apesar da receita marginalmente abaixo do esperado, ela foi compensada por uma margem bruta de 37,8%, o que levou seu lucro líquido para patamares próximos dos números esperados.

Já no balanço patrimonial, o time cita que a companhia reportou uma pequena geração de caixa operacional de R$ 6,5 milhões, o que é vista pela XP como saudável.

Os papéis TRIS3 encerraram o pregão desta sexta em queda de 4,4%, a R$ 7,57.

Plano&Plano (PLPL3)

Por fim, o Itaú BBA interpreta os resultados do segundo trimestre da construtora voltada para o público de baixa renda Plano&Plano como negativos.

O time avalia que os dados vieram fracos, com forte compressão da margem bruta e maiores despesas com vendas, gerais e administrativas levando a uma perda considerável de lucro por ação.

Os papéis encerraram o pregão desta sexta-feira (13) com forte queda de 9,7%, negociados a R$ 4,29.

Do lado positivo, a casa destaca que mesmo com as aquisições de terrenos no período, a empresa teve uma geração de caixa de R$ 34 milhões no trimestre.

O Itaú BBA tem recomendação outperform para os papéis da construtora e preço-alvo de R$ 12,90.

Em relatório, a XP também chama atenção para os resultados mais amenos da companhia devido às maiores despesas operacionais, que pressionaram seus resultados trimestrais e levaram a um lucro líquido abaixo das estimativas da casa.

Apesar dos resultados mais amenos no curto prazo, a XP mantém sua visão positiva para o papel no longo prazo e a recomendação de compra, com preço-alvo de R$10 por ação.

Na avaliação da XP, o desempenho recorde de vendas abre espaço para que as companhias de baixa renda aumentem gradativamente os preços e recuperem suas margens no longo prazo, sem comprometer a velocidade de vendas.

Por Dentro dos Resultados
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Gol tem alta na demanda em junho, Cury divulga prévia do 2º tri recorde, nova aquisição da Ambipar e mais notícias

SÃO PAULO – O noticiário corporativo desta terça-feira (6) tem como destaque os dados da Gol mostrando recuperação do setor aéreo, a nova aquisição da Ambipar, a prévia operacional da Cury e também com os investidores de olho nas commodities, com a nova alta do petróleo e do minério. Confira no que ficar de olho:

A companhia aérea Gol  informou na segunda-feira dados que mostram continuidade na recuperação do setor aéreo, com alta de dois dígitos na demanda em junho em relação ao mês anterior. A demanda por voos da companhia aérea subiu 20,8% em junho ante maio, enquanto na comparação anual houve um salto de 281,6%, segundo os dados divulgados em comunicado ao mercado. Já a oferta da Gol, que seguiu sem realizar voos internacionais, cresceu em um ritmo mais forte que a demanda, de 26,7%, na relação mensal. Ante junho do ano passado, a oferta avançou 260,4%.

Segundo a companhia aérea, a taxa de ocupação das aeronaves fechou junho em 83,9% ante 88% em maio. Um ano antes, a ocupação foi de 79,2%. A empresa transportou 1,21 milhão de pessoas em junho, 1,06 milhão em maio e 320 mil em junho de 2020.

A construtora Cury divulgou prévia operacional recorde do segundo trimestre, somando R$ 686 milhões em lançamentos (VGV), alta de 120,3% frente igual período de 2020. O valor das vendas atingiu R$ 683 milhões, 133,7% acima na comparação anual, resultando em uma velocidade de vendas de 47%.

“O desempenho positivo reforça nossa visão de demanda resiliente do segmento de baixa renda, apesar das perspectivas econômicas desafiadoras no curto prazo”, aponta a XP, que reitera recomendação de compra e preço-alvo de R$ 15 por ação, sendo a CURY3 a preferência dos analistas no segmento de baixa renda.

“Destacamos o aumento do preço médio por unidade para R$212 mil (+24,3% em relação ao mesmo período do ano passado), o que se deve à sua estratégia de focar tanto nos segmentos mais elevados do programa habitacional Casa Verde e Amarela, quanto nos empreendimentos de média renda (faixa logo acima do programa habitacional)”, destacam os analistas.

Vale (VALE3) e siderúrgicas

Os contratos futuros do aço negociados na China avançaram nesta terça-feira, acompanhando uma alta nos preços de matérias-primas e em meio a expectativas de medidas para controle de produção, embora a desaceleração nas atividades de construção e nas vendas de veículos tenha limitado os ganhos.

O contrato mais ativo do vergalhão de aço para construção na bolsa de futuros de Xangai SRBcv1, para entrega em outubro, fechou em alta de 2,9%, a 5.304 iuanes (US$ 821,15) por tonelada. As bobinas laminadas a quente SHHCcv1, utilizadas em carros e eletrodomésticos, saltaram 3,2%, para 5.604 iuanes a tonelada. “Os futuros estão em níveis mais fortes que os preços ‘spot’, já que atualmente o mercado possui expectativas relativamente fortes em relação a restrições de produção”, disse a GF Futures em nota.

“Considerando que os preços ‘spot’ são apoiados pelos custos, o aço continuará flutuando em níveis elevados”, acrescentou.

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Os futuros do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian DCIOcv1, para entrega em setembro, fecharam em alta de 2,8%, a 1.231 iuanes por tonelada.

Petrobras (PETR3;PETR4) e BR Distribuidora (BRDT3)

Os Fundos de Investimento ficaram com a maior parcela da oferta de ações da BR Distribuidora detidas pela Petrobras realizada no último dia 30 na B3. Eles compraram 251.630.490 ações, o equivalente a 57,6% do total ofertado, de 436.875.000 ações.

Os investidores estrangeiros aparecem em segundo lugar, com 149.058.368 ações, seguidos por investidores pessoas físicas, com 26.456.056 papéis. A operação, a maior realizada neste ano até aqui, foi precificada a R$ 26, movimentando R$ 11,358 bilhões. Por ser uma oferta secundária, os recursos vão para o acionista vendedor dos papéis, ou seja, a Petrobras.

A oferta veio para encerrar um processo de venda das ações da BR que começou há cerca de quatro anos. A privatização de fato da empresa ocorreu em 2019, quando a petroleira deixou o controle do negócio.

A operação teve o Banco Morgan Stanley (Coordenador Líder), além de Bank of America, Citigroup Brasil, Goldman Sachs, Banco Itaú BBA, Banco JPMorgan e XP Investimentos.

No radar da Petrobras, a companhia iniciará na primeira quinzena de julho a primeira aquisição sísmica com a tecnologia Ocean Bottom Nodes (OBN) e novos levantamentos multifísica (magnetométricos e gravimétricos) do projeto 3D Nodes do Parque das Baleias, na Bacia de Campos, onde estão localizados os campos de Jubarte, Cachalote, Pirambu, Baleia Anã, Caxaréu e Mangangá, com a estatal sendo operadora única. O contrato firmado com a empresa ShearWater Geoservices do Brasil contempla a aquisição sísmica com área de OBN de 810 km2, totalizando investimentos de cerca de US$ 50 milhões.

A Petrobras ainda assinou com a empresa Petromais Global Exploração e Produção S.A. (Petro+) contrato para a venda da totalidade de sua participação em um conjunto de sete concessões terrestres e de águas rasas denominada Polo Alagoas, localizadas no Estado de Alagoas, por US$ 300 milhões.

A Ambipar anunciou na segunda-feira a compra da empresa de atendimento a emergências ambientais no modal rodoviário Sabi Tech, na Colômbia, ampliando a presença da companhia brasileira na América do Sul. A empresa não divulgou o valor do negócio. Segundo a Ambipar, a Sabi possui 14 bases operacionais na Colômbia, localizadas nas principais rotas e em pontos com histórico de acidentes. A empresa é líder de mercado na Colômbia e faturou 4,3 milhões de dólares no ano passado, afirmou o grupo brasileiro.

BTG Pactual (BPAC11)

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A varejista online Privalia anunciou ao mercado acordo operacional estratégico como banco BTG Pactual BPAC3.SA, que será investidor âncora em uma eventual oferta pública inicial de ações (IPO) da companhia. A Privalia havia pedido registro para o IPO junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em meados de fevereiro. Segundo o acordo, o BTG Pactual se comprometeu a subscrever e integralizar ações equivalentes à até 5% do capital da Privalia no IPO que listará os papéis da companhia no Novo Mercado da B3.

A petroleira Enauta informou na noite de segunda-feira que interrompeu a produção em dois dos três poços do Campo de Atlanta, enquanto uma falha no sistema de bombeio de ambos também foi descoberta. Um dos poços deve retomar produção na segunda quinzena deste mês, e o segundo tem retorno previsto para agosto, disse a Enauta em fato relevante.

“Por ora, não é esperada mudança material no intervalo de produção divulgado anteriormente pela companhia”, acrescentou a empresa.

Iochpe Maxion (MYPK3) e Mahle Metal Leve (LEVE3)

O Bradesco BBI comentou a notícia que a fabricante chinesa de carros Great Wall Motors (GMW) anunciou em sua newsletter interna a compra da fábrica da Mercedes-Benz em Iracemápolis (SP). O banco considera a notícia positiva para a indústria automotiva brasileira, à medida que novos atores estão focando em planos de longo prazo para o país. O banco avalia que isso é positivo para a Iochpe, para a qual mantém recomendação outperform (expectativa de crescimento acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 22, e Mahle Metal Leve com avaliação underperform (valorização abaixo da média), com preço-alvo de R$ 20.

WEG ([ativo=WEGE3)]

O Bradesco comentou a notícia de que entre 2009 e 2020 as empresas elevaram a capacidade instalada de autogeração de energia de 12.834 megawatts em 2009 para 25.314 megawatts em 2020. O crescimento foi principalmente em biomassa, mas a nova onda de investimentos será em energia solar e energia eólica. O banco avalia que a WEG está bem posicionada para elevar a geração de energia renovável.

Ânima e Ser assinaram um acordo para extinção da opção de compra dos ativos anteriormente detidos pela Laureate: Faculdade Internacional da Paraíba (FPB), Centro Universitário dos Guararapes (UNIFG) e CEDEPE Business School, com a concessão de quitação integral a cada parte. Assim. a Ânima permanecerá proprietária de 100% dos ativos da Laureate.

A XP destaca que, para a Ânima, vê o anúncio como neutro, pois esses ativos são referências em seus mercados e são complementares do ponto de vista de exposição geográfica; por outro lado, a venda dos ativos ajudaria a empresa a se desalavancar mais rapidamente. Quanto à Ser, veem como um movimento positivo e em linha com a estratégia da companhia e seu foco principal de aumentar sua exposição ao ensino à distância e não ao ensino presencial.

“Mantemos nossas recomendações e preços-alvo: Ânima – Compra, preço-alvo de R$15/ação; e Ser – Neutra, preço-alvo de R$17/ação”, destacam.

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(com Reuters, Agência Senado e Estadão Conteúdo)

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Destacando crescimento, XP recomenda compra de ações de Cury, Direcional e Plano&Plano; inflação de custos é risco

SÃO PAULO – A XP iniciou a cobertura para as ações das incorporadoras e construtoras voltadas aos segmentos mais populares Cury (CURY3), Direcional (DIRR3), Plano&Plano (PLPL3) com recomendação de compra. Os analistas também atualizaram as estimativas para Tenda (TEND3), com recomendação de compra, e para a MRV (MRVE3), com recomendação neutra.

O preço-alvo para a CURY3 é de R$ 15 por ação, de R$ 20,50 para DIRR3 e de R$ 10 para Plano&Plano, o que correspondem a altas respectivas de 53,53%, 41,37% e 61,29% em relação ao fechamento da última quinta-feira.

De acordo com os analistas Renan Manda, Lucas Hoon e Marcella Ungaretti, a demanda resiliente deve continuar alimentando o plano de crescimento das companhias. Apesar do espaço limitado de crescimento do programa habitacional Casa Verde e Amarela (CVA), eles avaliam que as grandes companhias e as mais líquidas estão bem-posicionadas para continuar crescendo e ganhando participação de mercado do programa.

Já os crescentes custos de construção devem continuar a ser o principal risco para o segmento neste ano e esperam pressão adicional nos materiais de construção nos próximos meses.

Dito isso, veem os esforços das companhias para atenuar os custos mais altos (por exemplo, por meio de compra antecipada de materiais, materiais alternativos e ganhos de eficiência), amenizando os impactos nas margens brutas, resultando em uma pequena compressão nas margens em 2021 (1,5 ponto percentual nas estimativas dos analistas, na média).

Eles ainda ressaltam que as diferentes estratégias adotadas pelas incorporadoras poderão resultar em crescimento adicional fora do programa Casa Verde e Amarelo.

As operações na média renda devem continuar ganhando tração para a Direcional (por meio da subsidiária Riva) e MRV, enquanto esperam que a Cury e a Plano&Plano comecem a explorar esse segmento neste ano. Enquanto isso, o desenvolvimento do modelo remoto (off-site) trará um crescimento mais robusto no segmento de baixa renda para a Tenda a partir de 2022. Já as demais subsidiárias da MRV (com destaque para AHS) possuem o potencial de contribuir cada vez mais nos resultados operacionais e financeiros da companhia.

A Cury é a preferência da XP no segmento popular, dada a combinação de: i) sólida execução e executivos experientes; ii) baixa alavancagem da companhia; iii) uma das maiores rentabilidades do mercado (retorno sobre patrimônio líquido esperado para 2022 de 59% para 2022 versus 32% da média dos pares) e iv) valuation atrativo, sendo negociado a 7,4 vezes o preço sobre o lucro para 2022.

“Apesar da nossa visão mais conservadora para a MRV, destacamos a sua liderança na frente ESG [melhores práticas de meio ambiente, social e governança corporativa], com sólidos compromissos nos pilares E e S. Em seguida, a Tenda se destaca na frente G, além do desenvolvimento de uma solução mais verde através da construção com placas de madeira (wood frame)”, ressaltam.

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Sobre a MRV, a XP reiterou recomendação neutra com preço-alvo em R$ 23, ou potencial de alta de 30,68% frente o fechamento da véspera e de compra para Tenda, elevando o preço-alvo em R$ 4,70, para R$ 38, ou potencial de alta de 47,98%.

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5 empresas que pagaram dividendos na pandemia e pretendem manter ou aumentar o payout

SÃO PAULO Em 2020, muitas companhias da Bolsa tiveram suas operações prejudicadas pela pandemia de coronavírus. O resultado foi que várias delas deixaram de pagar dividendos ou reduziram o volume de payout, na tentativa de preservar liquidez para o cenário adverso. 

Mas não foi uma regra: cinco empresas cujos executivos participaram da série de lives Por Dentro dos Resultados, do InfoMoney, não só remuneraram os acionistas como também planejam manter ou aumentar os proventos em 2021. Veja acima um resumo do que foi falado sobre dividendos — e o conteúdo completo do projeto está no site. 

A Marfrig (MRFG3), por exemplo, aprovou o pagamento de dividendos pela primeira vez em dez anos após ter registrado lucro líquido recorde de R$ 3,3 bilhões. Segundo a companhia, o bom desempenho veio principalmente das operações na América do Norte, e é uma consequência da disciplina financeira que a empresa tem focado nos últimos anos. 

“A gente está falando de R$ 141 milhões, o equivalente a cerca de 20 centavos por ação”, disse Eduardo Puzzielo, diretor de relações com investidores da Marfrig, ao InfoMoney. “Isso vai demonstrando todo o comprometimento da companhia em relação à desalavancagem e à melhora operacional. (…) Prevíamos pagar dividendos só ano que vem”, completou.

No caso da RD – Raia Drogasil (RADL3), o vice-presidente Eugênio de Zagottis lembrou que a companhia tem uma política estatutária de distribuição de 30% do lucro. Mas, na prática, ele disse que geralmente a empresa tem entregado 40% aos acionistas. A RD é do setor farmacêutico, considerado essencial na pandemia de coronavírus, e conseguiu entregar lucro líquido de R$ 579 milhões em 2020, alta de 6,7% sobre 2019.

“A expectativa é que a gente distribua 40% [do lucro em dividendos] e reinvista o resto. Agora, vamos lembrar que a gente reinveste com uma taxa de retorno enorme. Pega uma loja que a gente abra nossa expansão, a gente olha uma taxa de retorno de 20% real. O dinheiro dentro da empresa às vezes dá mais dinheiro do que fora. O reinvestimento desse capital vai gerar mais valor, que vai se refletir em valorização da ação no longo prazo”, disse de Zagottis. 

O CEO da Aura Minerals (AURA33), Rodrigo Barbosa, segue otimista com as operações em 2021. Muitos analistas veem um boom de commodities no pós-pandemia, e a Aura acaba se beneficiando por ter custos em moedas desvalorizadas contra o dólar (real e peso mexicano, por exemplo), com receitas na moeda americana. A canadense explora minas de ouro principalmente no Brasil. 

“Os projetos que a gente tem de crescimento estão mais do que equacionados em termos de funding. Nós estamos fully funded para desenvolver esses projetos: o que a gente gera de caixa é mais do que suficiente para desenvolver esses projetos e ainda mais, a gente deve ter uma sobra. É por isso que a gente aprovou uma política de dividendos de 20% do Ebitda menos o capex. A gente pretende fazer distribuição de dividendos ao longo dos próximos anos”, disse o executivo.

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Marcelo Korber, gerente de relações com investidores da Cury (CURY3), destacou que a empresa consegue manter seus pagamentos de dividendos porque foca em ter um fluxo de caixa mais rápido e por sua estratégia de carregar um patrimônio leve. O payout nos últimos anos tem sido em torno de 90% do lucro. 

“A cada lançamento, a gente faz um estande decorado com maquete, o que a gente está acostumado a ver no médio e alto padrão, para sustentar essa velocidade rápida de venda que a gente precisa ter para ter a rodinha da fortuna girando e o empreendimento se pagando. Nosso fluxo de caixa gira mais rápido do que a média do setor imobiliário e do segmento baixa renda”, disse Korber.

“A gente pretende continuar distribuindo bastante dividendo não só para remunerar o acionista, mas porque isso faz sentido na nossa estratégia de carregar patrimônio leve. Não faz sentido eu reter esse capital aqui dentro porque não preciso dele para crescer. Não retendo o capital, eu remunero o acionista e maximizo meu retorno sobre o patrimônio”, completou.  

Já a Minerva Foods (BEEF3) acredita que a sua plataforma de exportação muito diversificada ajudou a companhia a ter bom desempenho financeiro no ano passado e que, portanto, ela deve continuar oferecendo boa remuneração aos acionistas. A empresa teve lucro líquido de R$ 697 milhões em 2020, ante R$ 16,2 milhões em 2019. 

“Se a gente conseguir repetir em 2021 o mesmo desempenho que a gente teve em 2020, a gente vai ter condições de pagar o mesmo nível de dividend yield. Se o cenário se concretizar, muito provavelmente a gente vai ter desempenho muito parecido em 2021 com o que a gente teve em 2020. Tendo o desempenho parecido, não tem porque a gente não ter uma distribuição de dividendos parecida”, disse Edison Ticle, CFO da Minerva Foods.

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A estratégia da Cury para manter um “patrimônio leve” e pagar dividendos, apesar da pandemia

SÃO PAULO – Mesmo diante da pandemia do coronavírus e com uma atuação mais voltada para o público de baixa renda (mais afetado pela crise), a construtora Cury (CURY3) conseguiu resultados positivos em 2020, em especial no quarto trimestre, com boa recuperação das vendas.

E com esses números, os executivos da companhia já avisaram que o investidor pode se preparar para receber proventos em breve. “Somos uma empresa historicamente pagadora de dividendos”, disse Ronaldo Cury, diretor de relações com investidores da Cury em live do InfoMoney na sexta-feira (19).

Já Marcelo Korber, gerente de relações com investidores da companhia, ressalta que o conselho de administração já aprovou o pagamento de cerca de R$ 115 milhões em dividendos, restando passar ainda pela assembleia de acionistas. O valor representa cerca de 70% do lucro de R$ 160 milhões que a empresa teve em 2020.

O executivo explica que a estratégia da companhia na compra e venda de terrenos e empreendimentos permite que a Cury tenha um alto payout (fração do lucro líquido que é pago como dividendos). “Nosso payout médio nos últimos cinco, seis anos é acima de 90%. Sabemos que isso é meio alto para uma empresa de capital aberto, mas mesmo assim queremos continuar distribuindo bastante dividendos”, afirma.

Segundo ele, a Cury atua de forma diferente de seus pares. Basicamente, a companhia compra um terreno usando apenas permuta, ou, se for em dinheiro, com um parcelamento de longo prazo com um período de carência para aprovar o projeto, começando a pagar já logo após a aprovação.

“A gente lança os empreendimentos com um financiamento PJ [Pessoa Jurídica] já aprovado, o que nos permite, já de largada, repassar os clientes para o banco, iniciando a roda do recebimento muito antes do mercado de médio e alto padrão, que precisa esperar o fim da obra, e também antes dos nossos pares de baixa renda”, afirma Korber.

Diante disso, o executivo destaca que a última etapa desse sistema de funcionamento da companhia é pagar o dividendo, “não só para remunerar o acionista mas porque faz parte da nossa estratégia de carregar um patrimônio leve”.

“Não faz sentido pra mim ficar retendo esse capital aqui dentro porque eu não preciso dele para crescer e não tenho porque ficar com ele aqui, então eu remunero o acionista e maximizo o retorno sobre o patrimônio”, afirma.

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A entrevista faz parte do projeto Por Dentro dos Resultados, no qual CEOs e outros executivos importantes de empresas da Bolsa comentam os balanços do quarto trimestre de 2020 e o desempenho anual das companhias, e falam também sobre perspectivas. Para não perder as próximas lives, que acontecem até o início de abril, se inscreva no canal do InfoMoney no YouTube.

Por Dentro dos Resultados
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Sobre o cenário desafiador, Ronaldo Cury, reforçou que a companhia conseguiu superar os desafios da pandemia e ter um “ano excelente para a operação da Cury”.

“Tivemos muitos desafios, sem dúvida, sofremos no começo da pandemia, mas quando vimos que nossas obras não pararam e as vendas também não, voltamos para nosso plano original e tivemos recordes de lançamentos no ano”, disse o executivo.

A Cury encerrou o quarto trimestre de 2020 com lucro líquido de R$ 68 milhões, resultado 34,9% acima do registrado no mesmo período de 2019. Já a receita líquida cresceu 14,5%, para 345,3 milhões, no mesmo período, impactada pelo forte desempenho das vendas de lançamentos e estoques realizados no trimestre.

O executivo destacou ainda que para 2021 os planos permanecem os mesmo, apesar da economia ainda travada e incertezas sobre a evolução da pandemia no País. “O ano já começou forte em vendas. Claro que um maior isolamento ou lockdown atrapalham, mas menos do que no passado. As empresas estruturadas já aprenderam a trabalhar de uma nova forma, e os clientes também”, conclui.

Os executivos falaram também sobre o aumento no custo da construção por conta da alta do INCC, o impacto reduzido que a elevação da Selic tem em seu negócio e mais sobre a estratégia de negócio da empresa. Assista à live completa acima.

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Por dentro dos resultados

por dentro dos resultados PDR

O ano de 2020 foi um dos mais desafiadores na história de muitas empresas de capital aberto. A pandemia de coronavírus afetou de forma diferente os setores da economia e os balanços — e você poderá acompanhar a divulgação, e a análise dos números, no InfoMoney.

A série Por Dentro dos Resultados organiza lives com os CEOs e principais executivos de companhias da Bolsa. Eles comentam os números do quarto trimestre e acumulado de 2020, respondem perguntas dos espectadores e detalham as estratégias e perspectivas para 2021.

Nesta temporada, estão marcadas entrevistas com importantes empresas da Bolsa, como Vivo, Alpargatas, Cielo, Fleury, Azul, Raia Drogasil, Minerva, entre outras.

Para participar, fazer suas perguntas e ainda receber um ebook gratuito que ensina como identificar as empresas mais promissoras da Bolsa, deixe seu email no formulário abaixo e inscreva-se no canal do InfoMoney no YouTube para receber notificações sempre que uma nova live for começar:

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A primeira live será com Roberto Funari, CEO da Alpargatas, nesta segunda (1), às 14h. Em seguida, às 17h, Christian Gebara e David Melcon, CEO e CFO da Vivo, respectivamente, comentam o desempenho financeiro da empresa e perspectivas.

Veja a programação confirmada até agora (a agenda será atualizada até o final de março):

Data/horário Empresa Participantes Link da live
01/03, às 14h Alpargatas (ALPA4) Roberto Funari CEO) https://youtu.be/np0XoedRIdE
01/03, às 17h Vivo (VIVT3) Christian Gebara (CEO) e David Melcon (CFO) https://youtu.be/C8Hf3nlpfho
02/03, às 17h Log (LOGG3) Sergio Fisher CEO) e André Luiz de Ávila Vitória (CFO) https://youtu.be/eW00OxBbW5o
03/03, às 15h Cielo (CIEL3) Paulo Caffarelli (CEO) https://youtu.be/FSghPGxoKWk
03/03, às 17h Minerva Foods (BEEF3) Edison Ticle CF(CFO) https://youtu.be/1NyEySOT6h4
04/03, às 17h Fleury (FLRY3) Carlos Marenelli (CEO) e Fernando Leão (CFO)
05/03, às 17h MRV (MRV3) Rafael Menin (co-presidente) e Ricardo Paixão (CFO) https://youtu.be/INSgh9561jo
08/03, às 15h Aura Minerals (AURA33)
08/03, às 17h São Carlos (SCAR3)
09/03, às 17h Movida (MOVI3)
10/03, às 17h RD – Raia Drogasil (RADL3)
11/03, às 16h Azul (AZUL4)
11/03, às 18h Trisul (TRIS3)
12/03, às 17h Tupy (TUPY3)
15/03, às 17h Suzano (SUZB3)
16/03, às 17h Irani (RANI3)
17/03, às 15h Direcional (DIRR3)
18/03, às 15h Profarma (PFRM3)
18/03, às 17h Helbor (HBOR3)
19/03, às 15h Cury (CURY3)
19/03, às 17h Mills (MILS3)
23/03, às 15h Sequoia (SEQL3)
23/03, às 17h Mercado Livre (MELI34)
24/03, às 15h d1000 (DMVF3)
30/03, às 17h Locaweb (LWSA3)
01/04, às 15h HBR (HBRE3)
01/04, às 17h Primer (PRNR3)
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Após chegar a cair 6,7%, ação da Cury (CURY3) vira para alta em estreia na B3

SÃO PAULO – A ação da Cury (CURY3) estreou na sessão desta segunda-feira (21) com volatilidade. Às 15h25 (horário de Brasília), o ativo registrava alta de 3,42%, a R$ 9,67, após atingir uma queda de 6,74%, a R$ 8,72.

A incorporadora fixou na última quinta-feira (17) o preço de sua ação a R$ 9,35 em sua oferta pública inicial (IPO), levantando R$ 977,5 milhões. O preço ficou abaixo da faixa indicativa, que ia de R$ 11,00 a R$ 14,30.

Do total, R$ 170 milhões são em relação à tranche primária e, assim, vão para o caixa da empresa. Itaú, Bank of America e Caixa também coordenaram a oferta. Além da Cyrela, os executivos Fabio Cury, Paulo Curi e Leonardo Cruz foram os vendedores na tranche secundária. BTG, Itaú, Bank of America e Caixa coordenaram a oferta.

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A Cury é uma companhia subsidiária da Cyrela voltada a empreendimentos residenciais focados na baixa renda.

Fundada em 7 de maio de 1963, a Cury passou, em 2007, a se chamar Cury Construtora e Incorporadora, fruto de joint-venture entre a Cyrela e a Cury Empreendimentos.

A maior participação da companhia é nas regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro.

Os recursos líquidos da oferta primária da Cury têm como destino a aquisição de terrenos.

De acordo com prospecto, o lucro líquido foi de R$ 204,057 milhões em 2019, ante R$ 176,01 milhões de 2018 e de R$ 128,77 milhões de 2017. Já a receita líquida foi de R$ 1,019 bilhão no ano passado, ante R$ 920,253 milhões em 2018 e de R$ 814,385 milhões em 2017.

A companhia informou que, em 2019, teve um total de 14 lançamentos realizados, representando um total de R$ 1,140 bilhão em Valor Geral de Vendas (VGV).

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A Janela de R$ 1 Trilhão: como os experts da XP identificam as ações com maior potencial de valorização da Bolsa

BNDES prepara venda de ações da Suzano, Petrobras anuncia projetos para refino e gás natural, estreia da Cury na B3 e mais destaques

Fábrica da Suzano Papel e Celulose (divulgação)

No noticiário corporativo, os investidores acompanham hoje a estreia da construtora e incorporadora Cury (CURY3) na bolsa de valores. A empresa é subsidiária da Cyrela (CYRE3). O mercado também reagirá à compra de uma faculdade pela Ser Educacional (SEER3) no Ceará, por R$ 24 milhões.

Além disso, a Suzano (SUZB3) informou que o BNDES Participações está realizando uma oferta pública de distribuição secundária de ações, que pode chegar a R$ 7,5 bilhões. Outro destaque foi a notícia de que o Banco do Brasil divulgou planos de que pretende estar entre os três maiores bancos no mercado de capitais do Brasil em até quatro anos.

Já a Petrobras (PETR3;PETR4) anunciou novos projetos para o setor de refino e gás natural, enquanto a Latam recebeu aprovação do Tribunal do Distrito Sul de Nova York para a proposta de financiamento modificada, dentro do processo de recuperação judicial.

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Confira os destaques:

A Suzano informou que o acionista BNDES Participações está realizando uma oferta pública de distribuição secundária de até 150.217.425 ações ordinárias de emissão da Suzano e de titularidade da BNDESPAR. A oferta será realizada simultaneamente no Brasil e no exterior (sob a forma de ADRs). A oferta deve ser precificada em 1º de outubro de 2020.

Considerando o preço no fechamento do pregão de sexta-feira, a oferta pode movimentar R$ 7,5 bilhões. O J.P. Morgan, Bank of America Merrill Lynch, Banco Bradesco BBI, Banco Itaú BBA e XP Investimentos são os coordenadores da oferta brasileira. Já J.P.Morgan Securities, BofA Securities, Banco Bradesco BBI, Itau BBA USA Securities e XP Investments US coordenam a oferta internacional.

Itaú Unibanco (ITUB4)

O Itaú Unibanco define nas próximas semanas quem será o sucessor de Candido Bracher na presidência do maior banco da América Latina. Conforme aponta o jornal Valor Econômico, estão na disputa os quatro que formam, com Bracher, o comitê executivo: os diretores-gerais de atacado, Caio Ibrahim David, de varejo, Márcio Schettini, e os vice-presidentes André Sapoznik (tecnologia) e Milton Maluhy Filho (finanças e riscos).

Conforme destaca o Bradesco BBI, como se trata de uma transição amplamente esperada pelo mercado, não deve significar grandes mudanças e nem surpreender. “O Itaú deve seguir em frente com seu plano de renovar o banco de dentro para fora – desafio que vemos como um dos mais difíceis na época em que vivemos”, apontam os analistas.

Vulcabrás (VULC3) e Alpargatas (ALPA4)

A Vulcabrás informou que vai pagar R$ 32,5 milhões pela marca Mizuno no Brasil, detida pela Alpargatas.

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A Ser Educacional comprou o Colégio Cultural Módulo, dono da Faculdade de Juazeiro do Norte, no Ceará por R$ 24 milhões. A operação foi feita por meio da subsidiária Cenesup. A faculdade teve receita líquida de R$ 20 milhões em 2019 e Ebitda ajustado de R$ 4,3 milhões. A empresa tinha 2,1 mil alunos de graduação em dezembro de 2019.

A CSN comunicou nesta segunda-feira que seu conselho de administração aprovou na última sexta-feira novo plano de negócios da controlada CSN Mineração (CMIN), tendo em vista projetos de expansão para exploração completa do potencial de suas reservas e recursos.

“Nesse sentido, a companhia autorizou seus diretores a tomarem as medidas necessárias para a realização de oferta pública inicial de ações de emissão da CMIN, com o objetivo de financiar parte do plano de negócios da CMIN, além de criar valor para seus acionistas”, afirmou em fato relevante.

A Petrobras lançou dois programas para aprimorar suas atividades de refino e gás natural. Um deles é o Biorefino 2030, que prevê projetos para a produção de uma nova geração de combustíveis, como o diesel renovável e o bioquerosene de aviação.

Ainda na área de refino, a companhia pretende reduzir em 30% a captação de água em suas refinarias e em 16% a intensidade do carbono do segmento até 2025. Segundo a empresa, o novo combustível reduz em 70 % a emissão de gases de efeito estufa se comparado ao óleo diesel mineral e 15 % em relação ao biodiesel éster. Sua comercialização no Brasil como biocombustível depende ainda de regulamentação da ANP.

Já o BioQAv ou bioquerosene de aviação será utilizado no mundo para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Essa é uma resolução da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) e o Brasil deverá utilizá-lo obrigatoriamente a partir de 2027.

A Petrobras também prevê investimentos para o aumento da produção de diesel S-10, de baixo teor de enxofre, em detrimento do diesel S-500. Para isso, serão realizadas modernizações em unidades da Reduc, em Duque de Caxias-RJ, e da Revap, em São José dos Campos-SP. Também será construída uma nova unidade de hidrotratamento de diesel na Replan. Outra iniciativa em estudo é a integração da Reduc com o Gaslub Itaboraí, que permitirá a produção de lubrificantes de alta qualidade, de nível tecnológico mais avançado.

A Arteris aprovou a emissão de R$ 1,454 bilhão em debêntures simples. Será a nona emissão da companhia, e será realizada em duas séries, com valor unitário de R$ 1 mil. A oferta será realizada com esforços restritos, ou seja, será direcionada a um público limitado de investidores qualificados.

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A XP Investimentos iniciou a cobertura das ações da varejista farmacêutica d1000 com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 20,5/ação para o final de 2021. Com base no fechamento de mercado do dia 18 de setembro, a instituição vê potencial de alta de 105% para as ações. Segundo a XP, a recomendação se deve às melhorias operacionais da empresa, principalmente das bandeiras Drogasmil e Rosário, que estavam em dificuldades.

Além disso, a XP destacou que a aceleração do processo de abertura de lojas da d1000 deve gerar um crescimento médio de receita de 17% ao ano entre 2019 e 2023. Finalmente, a XP explicou que a relação risco-retorno da empresa está assimétrica, depois da queda de 41% desde o IPO.

As ações estão sendo negociadas a um múltiplo Preço/Lucro (P/L) de 14,8x em 2021, um desconto de 40% em relação à média de cobertura de varejo da XP. “Em nosso preço-alvo, as ações seriam negociadas a um EV/EBITDA de 15,3x em 2021e e P/L de 30,4x”, destacam os analistas. Como riscos ao negócio, a XP citou dificuldades na execução, alta concorrência no formato popular e liquidez ainda baixa das ações.

EDP Energias do Brasil (ENBR3)

A EDP Energias do Brasil aprovou o pagamento de dividendos no valor total bruto de
R$ 353,5 milhões. Deste montante, R$ 236 milhões são referentes a juros sobre capital próprio, equivalente a R$0,390207737 para cada ação ordinária, e serão pagos sem ajuste aos acionistas titulares na data-base de 30 de dezembro de 2019.

Os outros R$ 117,5 milhões são referentes a dividendos, equivalente a R$0,194262378 para cada ação ordinária, e serão pagos a acionistas da data-base de 31 de março de 2020.

Banco do Brasil (BBAS3)

O Banco do Brasil pretende estar entre os três maiores bancos no mercado de capitais do Brasil. Segundo o Estado de S.Paulo, o objetivo é estar, em até quatro anos, entre os três maiores bancos a estruturar operações de captações para empresas por meio de oferta de ações e instrumentos de dívida nos mercados locais e externo, em financiamento de projetos e em fusões e aquisições. O plano ocorre junto com a parceria com o UBS, que deve ser iniciada nesta semana.

Latam

A Latam informou na sexta-feira que recebeu aprovação do Tribunal do Distrito Sul de Nova York para a proposta de financiamento modificada, dentro do processo de recuperação judicial. A decisão ocorre depois de disputas com minoritários e uma derrota na Justiça dos Estados Unidos. De acordo com O Estado de S.Paulo, a decisão permite que o grupo tenha acesso aos US$ 2,45 bilhões necessários para enfrentar os impactos da pandemia.

A CCR teve uma alta de 3,3% no tráfego das rodovias na semana de 11 a 17 de setembro, impulsionada pelo segmento comercial, que subiu 15,5%. Já os carros de passeio tiveram tráfego 11,3% inferior. No acumulado do ano, o tráfego consolidado caiu 5,1%.

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Excluindo a ViaSul, o tráfego semanal caiu 1,8%. Já no acumulado do ano, o consolidado sem ViaSul recuou 10,2%.

Simpar (SIMH3)

A compra da Moreno Holding pela JSL, agora Simpar na Bolsa, foi aprovada sem restrições pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A compra foi anunciada em agosto, por R$ 310 milhões.

A Janela de R$ 1 Trilhão: como os experts da XP identificam as ações com maior potencial de valorização da Bolsa

Cury capta R$ 977,5 mi em IPO, Enauta indica ex-ANP para presidência, 4 empresas aprovam distribuição de proventos e mais

No noticiário corporativo, a Petrobras anunciou o início da venda de mais um ativo, a empresa Araucária Nitrogenados (ANSA), no estado do Paraná. Além disso, a Aura Minerals anunciou o primeiro carregamento de ouro da mina Gold Road, localizada no Arizona, Estados Unidos. Já a Klabin informou que a Deloitte avaliou o valor de contrato de licença para uso de marca com a Sogemar, em R$ 1,046 bilhão. Já a Cury capta R$ 977,5 milhões em sua oferta inicial de ações – o preço do ativo foi fixado abaixo da faixa indicativa.

Outros destaques foram os anúncios de distribuição de proventos feitos pela Telefônica Brasil, Lojas Renner, Raia Drogasil e Copasa. Já o Bradesco BBI elevou o rating de Iochpe Maxion para Outperform (acima da média) com um novo preço-alvo de R$ 18 para 2021, enquanto a B3 teve um crescimento de 59% no volume financeiro médio diário agosto.

Confira os destaques:

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A Aura Minerals anunciou o primeiro carregamento de ouro da mina Gold Road, localizada no Arizona, Estados Unidos. Foi o primeiro embarque desde a aquisição da empresa pela Aura, ocorrida em março deste ano. Foram embarcadas 582 onças de ouro equivalente, correspondente a aproximadamente uma semana de produção.

Segundo o Credit Suisse, a notícia é positiva. O banco calcula que a empresa esteja a caminho de atingir seu guidance de produção de 9 a 10 mil onças de ouro equivalente em 2020 nesta unidade.

A Petrobras começou o processo de venda de suas ações na empresa Araucária Nitrogenados (ANSA), no estado do Paraná. A operação está alinhada à estratégia de otimização do portfólio e à melhora de alocação do capital da companhia.

A ANSA, que está hibernada,possui uma unidade industrial de fertilizantes nitrogenados localizada em Araucária, no estado do Paraná. Sua capacidade de produção é de 1.975 t/dia de ureia e 1.303 t/dia de amônia.

Ainda sobre a Petrobras, o Estado de S.Paulo noticiou que a empresa estuda retomar o plano de captar recursos no mercado de dívida local, por meio da emissão de debêntures de infraestrutura.

No radar da companhia, segundo a Reuters, o Plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) deverá começar a julgar a partir desta sexta-feira (18) o pedido das Mesas da Câmara dos Deputados, do Senado e do Congresso para impedir a venda pela Petrobras de suas refinarias. No pedido ao STF, as mesas legislativas argumentaram que a eventual venda das unidades iria contra uma decisão anterior da própria corte no ano passado, segundo a qual é necessário aval do Congresso para a venda de ativos de uma empresa-matriz.

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O processo no STF vai ser julgado em momento em que ganham força pressões políticas e de sindicatos de trabalhadores contra os planos de desinvestimentos da Petrobras, em campanha denominada “Petrobras Fica”.

Conforme a assessoria de imprensa do STF, o julgamento ocorrerá no plenário virtual, estendendo-se até o dia 25 de setembro, e deve ter a participação dos 11 ministros. Adicionalmente, em nota, os ministérios da Economia, de Minas e Energia e o Tribunal de Contas da União (TCU) se mostraram favoráveis à continuidade do processo de venda das refinarias da Petrobras.

Conforme destaca a equipe de análise da XP, o Supremo Tribunal Federal decidiu (por 9 votos a favor e 2 contra) em 2019 que o desinvestimento de subsidiárias de empresas estatais não necessita de aprovação do Congresso. Tal aprovação apenas seria necessária para caso de privatizações das empresas diretamente detidas pelo Estado. “Além disso, notamos que o desinvestimento das refinarias da Petrobras está ocorrendo segundo determinação do órgão antitruste CADE, para encerrar as investigações sobre práticas anticompetitivas da empresa no segmento de refino”, destaca a XP.

“Acreditamos que o julgamento do STF será tema de grande importância para a avaliação das ações da Petrobras, embora notemos que vemos um risco-retorno positivo nas ações sem assumir a execução do plano de desinvestimentos em nossas estimativas”, aponta. Veja mais clicando aqui. 

A Cielo teve a recomendação reduzida de neutra a underweight (exposição abaixo da média) pelo JPMorgan, vendo preço-justo de R$ 4, e apontando que não está clara uma virada para a companhia.

A Klabin divulgou um laudo de avaliação sobre o valor de contrato de licença para uso de marca com a Sogemar, dona da marca Klabin. Segundo a empresa, o valor é de R$ 1,046 bilhão, segundo estudo elaborado pela consultoria e auditoria Deloitte bom base no fluxo de caixa descontado proveniente dos pagamentos futuros estimados de royalties. Já a estimativa feita pela Kantar identificou valor de R$ 1,1 bilhão, aplicando variáveis de contribuição e força da marca.

Iochpe Maxion (MYPK3)

O Bradesco BBI elevou a recomendação de Iochpe Maxion para outperform (desempenho acima da média) com um novo preço-alvo de R$ 18 para 2021, ante um preço-alvo anterior de R$ 16. O banco havia rebaixado a empresa para o rating Neutro em janeiro, e desde então a ação caiu 44%. Agora, o banco eleva sua recomendação devido à recuperação mais rápida que o esperado das receitas e à perspectiva de que os cortes de custos do segundo trimestre vão acelerar a recuperação da margem Ebitda no terceiro trimestre de 2020.

Além disso, a empresa está tratando da sua alta alavancagem financeiras, e o valuation está atrativo, com potencial de 38% de alta. A ação está operando com múltiplo de 5,8 vezes EV (Valor de mercado)/Ebitda 2021, um desconto de 16% sobre a média histórica.

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Mais um caso de febre suína africana foi confirmado na Alemanha, segundo o Ministério de Agricultura do país. Segundo relatório do Bradesco BBI, a nova confirmação eleva para sete o número total de casos no estado de Brandenburg na semana passada. O banco está monitorando o risco de a doença se espalhar na União Europeia, o que pode elevar a aposta em ações do setor de proteína animal no Brasil. A Alemanha representa 5% da produção mundial de carne suína, enquanto a União Europeia representa 25%. Com isso, a oferta mundial de carne pode ser impactada, elevando os preços. No setor, o banco tem rating Outperform para BRF e JBS.

Magazine Luiza (MGLU3)

O Conselho de Administração do Magazine Luiza (MGLU3) aprovou, em reunião na última quinta-feira (17), a proposta de desdobramento de ações da companhia na proporção de um para quatro, informou a varejista em fato relevante.

A empresa informou que o presidente do Conselho convocará assembleia geral extraordinária para decidir sobre a proposta.

Após o desdobramento, o capital social permanecerá no montante de R$ 6,070 bilhões, dividido em
6,5 bilhões de ações ordinárias, todas nominativas, escriturais e sem valor nominal.

Segundo o Magalu, a realização da operação de desdobramento tem como principal objetivo conferir melhor patamar para a cotação das ações a fim de torná-las mais acessível aos investidores.

Vale ressaltar que, apesar da queda de mais de 6% em setembro até o fechamento da véspera, as ações do Magalu registram a maior alta do Ibovespa em 2020, de 82,93%, com a companhia sendo considerada uma das “vencedoras na crise” com o aumento das vendas no online em meio à pandemia do coronavírus. Caso as ações se desdobrassem com base na cotação de fechamento da última quinta, o ativo MGLU3 abriria a sessão a um valor de R$ 21,77.

A B3 teve um volume financeiro médio diário de R$ 31,394 bilhões em agosto, alta de 59,1% ante o mesmo mês de 2019. Em relação a julho, o avanço foi de 6,9%. O número de investidores ativos em ações em agosto cresceu 119,9% na comparação anual e chegou a 2,98 milhões.

Conforme aponta a XP, os dados foram positivos dada a capacidade da companhia de manter o alto patamar de volumes enquanto investidores esperavam volumes ainda menores no curto prazo pós-COVID. “Importante também lembrar que IPOs e follow-ons voltaram e, embora não sejam representativos na receita, ajudam o volume de médio e longo prazo”, ressalta.

Telefônica Brasil (VIVT4)

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A Telefônica Brasil aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio relativo ao exercício social de 2020, no valor bruto de R$ 650 milhões. Para pessoas físicas e jurídicas tributadas, o valor será de R$ 0,30683743517 por ação ordinária, e de R$ 0,33752117869 por ação preferencial. O pagamento será feito até o final de 2021, com negociação ex-juros das ações após 28 de setembro.

Lojas Renner (LREN3)

A Lojas Renner aprovou o pagamento de juros sobre o capital próprio relativo ao exercício de 2020, no valor bruto de R$ 66.049 milhões, correspondentes a R$ 0,083344 por ação.
Farão jus aos juros os acionistas detentores de ações em 22 de setembro de 2020. A data do pagamento será definida na Assembleia Geral Ordinária de 2021.

Raia Drogasil (RADL3)

A Raia Drogasil aprovou a distribuição de juros sobre capital próprio no valor bruto de R$ 0,030314292 por ação. O pagamento ocorrerá até 31 de maio de 2021. O benefício se aplica à posição acionária do dia 24 de setembro de 2020.

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) aprovou juros sobre o capital próprio referentes ao terceiro trimestre de 2020, no valor bruto de R$ 63.124 milhões. O valor por ação é de: R$0,4994236092. O pagamento ocorrerá em até 60 dias a partir de ontem (17), sendo que a data ex-jcp é 23 de setembro de 2019.

PetroRio (PRIO3)

A Petro Rio decidiu suspender os esforços para a emissão de notas representativas da dívida de sua subsidiária PetroRio Luxembourg devido às incertezas do mercado de óleo e à volatilidade recente nos preços da commodity. Segundo a empresa, estas questões tornaram a ocasião desfavorável para a realização da oferta, que será retomada quando as condições melhorarem.

A oferta inicial de ações da construtora Cury saiu ontem a R$ 9,35 por ação, abaixo da faixa estimada e movimentou quase R$ 1 bilhão – mais precisamente, R$ 977,5 milhões. A faixa indicativa de preços ia de R$ 11 a R$ 14,30 por ação. As ações estreiam na B3 na próxima segunda-feira (21).

A Biosev teve um prejuízo líquido de R$ 281,3 milhões no primeiro trimestre de 2021, alta de 66,5% ante o prejuízo de R$ 169 milhões registrado um ano antes. Segundo a empresa, os resultados foram impactados principalmente pela variação cambial, sendo parcialmente compensados pelo aumento da receita líquida e por maiores ganhos na liquidação e marcação a mercado de posições em derivativos.

A receita líquida da Biosev foi de R$ 2,6 bilhões, alta de 55,4%. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) foi de R$ 321 milhões, avanço de 10%.

A Hapvida comprou a carteira de beneficiários da Plamheg Plano de Assistência Médica e Hospitalar do Estado de Goiás por R$23 milhões. A Plamheg conta com uma carteira de cerca de 18 mil beneficiários de planos de saúde concentrados na região de Anápolis e Goianésia (97%), com a carteira majoritariamente de planos coletivos corporativos (91%) e sinistralidade de 69,8% (últimos 12 meses, em junho/2020). A operação foi feita por meio da subsidiária integral Hapvida Assistência Médica.

Além disso, a Hapvida comprou a empresa Clínica Nossa Senhora Aparecida, que tem um hospital em Anápolis (GO) com 53 leitos. Em um imóvel arrendado pela empresa ao lado do hospital, serão instaladas uma clínica médica Hapvida com 13 consultórios para atendimento primário e uma unidade de diagnóstico.

A CVC homologou o aumento de capital de R$301,740 milhões, por meio da emissão de 23.500.000 novas ações ordinárias, ao preço de emissão de R$12,84 por ação. Segundo a empresa, também foram atribuídos aos subscritores das novas ações 23.500.000 bônus de subscrição, na proporção de 1 bônus de subscrição para cada 1 ação subscrita.

Cada bônus de subscrição confere ao seu titular o direito de subscrever 1,33 ação ordinária da companhia. Em decorrência do aumento de capital, o capital social da companhia passará de R$664,977 milhões para R$966,717 milhões.

O presidente da Enauta, Lincoln Rumenos Guardado, vai deixar o cargo. Ele deve ser substituído por Décio Oddone, ex-diretor geral da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Combustíveis (ANP), que terá sua nomeação deliberada pelo Conselho de Administração em reunião convocada para o dia 21 de setembro de 2020.

A Oi anunciou aos seus 12,5 mil funcionários que o retorno aos prédios da companhia não acontecerá até, pelo menos, 31 de janeiro de 2021, segundo o Estado de S.Paulo. A empresa está há seis meses com 81% de sua força de trabalho em esquema de home office. A decisão foi tomada após pesquisa interna mostrar que 93% dos empregados ganharam ou mantiveram qualidade de vida com o trabalho remoto.

O diretor metropolitano da Sabesp, Paulo Massato Yoshimoto, deixará o cargo e será substituído por Ricardo Daruiz Borsari, atual Diretor de Sistemas Regionais. De acordo com o Valor Econômico, a saída do executivo foi considerada por analistas e investidores como um bom sinal para a possível privatização da empresa. Segundo fontes do jornal, Massato era um dos executivos que mais se opunha à venda da Sabesp.

A Janela de R$ 1 Trilhão: como os experts da XP identificam as ações com maior potencial de valorização da Bolsa