Braskem afirma não ter conhecimento sobre oferta de ações para saída de acionistas

A Braskem comunicou que não tem conhecimento sobre a realização de uma oferta pública de ações da companhia como uma possível estratégia de saída dos acionistas, como mostrou a Coluna do Broadcast. A empresa diz que “não é parte de eventuais discussões de seus acionistas sobre a venda das suas participações acionárias”, segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), como esclarecimento de notícia veiculada na mídia.

Leia mais:
Oferta de ações da Braskem volta à mesa para saída de acionistas

A petroquímica afirma que solicitou esclarecimentos sobre a informação aos seus acionistas Novonor (novo nome da Odebrecht) e Petrobras.

“A Novonor está considerando uma potencial transação envolvendo a participação da Novonor S.A. na Braskem e, nesse contexto está avaliando potenciais estruturas para tal transação. No entanto, não há elementos suficientes para assegurar a concretização de qualquer transação e tampouco foi definida qualquer estrutura para tanto. Desta forma, no momento, não há qualquer informação adicional a ser prestada sobre o tema”, apontou a Novonor.

Já a Petrobras informou que “não há qualquer definição ou decisão sobre a forma de alienação da sua parte na Braskem, sendo importante ressaltar que, conforme informado em 09/08/2021, contratou o JP Morgan para assessoramento financeiro da eventual e futura transação referente à sua participação na companhia.”

Você pode fazer da Bolsa a sua nova fonte de renda. Inscreva-se, participe gratuitamente do maior evento de Trade do Brasil e aprenda como ganhar dinheiro com ações.

Ambipar pede registro de IPO da controlada Environmental ESG Participações

Ambipar (Foto: Divulgação)

A Ambipar (AMBP3) informou que apresentou na quarta-feira à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pedido de oferta pública inicial de distribuição primária de ações de sua controlada Environmental ESG Participações, que atua no segmento de soluções ambientais para gestão e valorização de resíduos pós e pré-consumo e na gestão de gases do efeito estufa e originação de créditos de carbono.

A oferta, que terá esforços de colocação no Brasil e no exterior, será acompanhada de pedido de adesão ao segmento do Novo Mercado da B3.

Segundo comunicado da empresa, a quantidade de ações a serem ofertadas e o preço serão definidos posteriormente pelo conselho de administração.

Em razão da decisão da oferta, a diretora presidente da Ambipar, Izabel Cristina Andriotti Cruz de Oliveira, renunciou ao cargo e foi eleita para o cargo de Diretora Presidente da Environmental ESG. Para seu lugar, foi escolhido Leon Tondowski.

Quer atingir de uma vez por todas a consistência na Bolsa? Assista de graça ao workshop “Os 4 Segredos do Trader Faixa Preta” com Ariane Campolim.

CVM cancela registro do Banco Cruzeiro do Sul e de mais 3 companhias abertas

(Divulgação CVM)

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informou nesta segunda-feira, 9, em comunicado, o cancelamento do registro de companhias aberta da massa falida do banco Cruzeiro do Sul e de outras três empresas: Transparaná (massa falida), Sam Indústrias (massa falida) e Pró-Metalurgia (liquidação extrajudicial).

O banco Cruzeiro do Sul sofreu em junho de 2012 uma intervenção do Banco Central, depois de a autoridade monetária ter descoberto ações fraudulentas na gestão do banco.

Durante quase três meses, o banco ficou sob a administração do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). No dia 14 de setembro de 2012, a instituição financeira teve sua liquidação extrajudicial decretada.

Leia também:
O que é FGC e quais investimentos são garantidos pelo fundo?

A Superintendência de Relações com Empresas (SEP) da CVM ressaltou que, após o cancelamento do registro, as companhias não podem ter os valores mobiliários por elas emitidos admitidos à negociação em mercados regulamentados, como balcão organizado, bolsa ou balcão não organizado.

A autarquia também destacou, no comunicado, que o cancelamento não exime as companhias, seus controladores e administradores da responsabilidade decorrente das eventuais infrações cometidas anteriormente.

Em curso gratuito de Opções, professor Su Chong Wei ensina método para ter ganhos recorrentes na bolsa. Inscreva-se grátis e participe.

CVM aprova a criação de ETF que segue a criptomoeda Ether

SÃO PAULO – A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aprovou nesta terça-feira (13) a criação de um Exchange Traded Fund (ETF) que acompanha o desempenho da moeda digital Ether, negociada na plataforma Ethereum. O ticker do fundo passivo é QETH11, sob gestão da QR Asset Management. A aprovação foi anunciada pela gestora de recursos em comunicado.

Essa autorização veio um mês depois de a QR ter lançado o primeiro ETF de Bitcoin da Bolsa Brasileira (QBTC11).

A gestora Hashdex também anunciou hoje que prepara o lançamento de um ETF de Bitcoin, cuja proposta será replicar um fundo que busca neutralizar as emissões de carbono como reflexo da mineração do ativo.

O benchmark do ETF de Ether da QR é o índice CME CF Ether Reference Rate. A administradora dos ETFs é a Vortx.

Segunda maior moeda digital do mundo em valor de mercado, com US$ 227,143 bilhões às 19h22 (horário de Brasília) desta terça, a Ether é negociada dentro de uma plataforma baseada no blockchain chamada Ethereum. O Bitcoin, primeira criptomoeda e mais valioso criptoativo do mundo, tem um valor de mercado de US$ 611,4 bilhões.

Quer entender o que é o mercado financeiro e como ele funciona? Assista à série gratuita “Carreira no Mercado Financeiro” e conheça o setor da economia que paga os melhores salários de 2021.

CVM lança audiência pública sobre novas regras para BDRs

BDR - Brazilian Depositary Receipt (Crédito: Getty Images)

SÃO PAULO – A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) colocou em audiência pública, nesta quinta-feira (17), uma proposta de nova regulamentação sobre os BDRs – ou Brazilian Depositary Receipts, certificados de depósitos emitidos no Brasil com lastro em ações ou valores mobiliários no exterior.

“O tema dos BDRs costuma suscitar questões relevantes que são relacionadas à natureza desses papéis, que envolvem emissões em mais de uma jurisdição. Os arranjos possíveis são múltiplos”, disse Marcelo Barbosa, presidente da CVM, em coletiva de imprensa. De forma resumida, segundo ele, o objetivo agora é dar um segundo passo em relação às resoluções sobre o assunto lançadas no ano passado pela autarquia.

Segundo comunicado da CVM, os objetivos da nova norma são: dar maior clareza ao papel esperado de reguladores estrangeiros; prever exigências para obtenção do registro de emissor estrangeiro perante a CVM que sejam efetivas e comuns a todos os emissores, independentemente da localidade dos ativos ou receitas; redefinir as exigências aplicáveis aos níveis 1, 2 e 3 dos programas de BDR; substituir o conceito de “companhia aberta ou assemelhada” pela enumeração dos atributos que tornam um emissor passível de ter valores mobiliários de sua emissão como lastro de BDR; e instituir um regime de prestação de informações compatível com a natureza dos emissores.

Na prática, a minuta traz mudanças que devem ter efeitos especialmente sobre os BDRs de nível 3 que venham a ser emitidos no país no futuro.

Conforme o edital da audiência pública, a proposta da nova regulação mantém a existência dos três níveis de programas de BDR, de acordo com a participação do emissor estrangeiro no mercado de capitais brasileiro. Também mantém a divisão dos BDRs de nível 1 em patrocinados e não patrocinados, conforme o emissor tenha ou não contratado a instituição depositária que institui o programa.

As mudanças, segundo a autarquia, estão nas prerrogativas de admissão à negociação em mercado organizado e realização de ofertas públicas. Como informa o edital, a proposta é de que o nível 1 patrocinado e o nível 2 voltem a ser apenas formas de o emissor estabelecer uma presença no mercado brasileiro, sem a possibilidade de captação de recursos.

Leia também:
• Renda em dólar: conheça os BDRs com retorno em dividendos acima da Selic

A obtenção de recursos acessando a poupança popular, segundo o documento, ficaria restrita a programas de nível 3, que – como já ocorre atualmente – permitem a realização de ofertas públicas de distribuição. “Emissores estrangeiros que não desejem realizar oferta pública no momento do registro do programa têm a opção de recorrer a um programa Nível II, que difere do Nível III essencialmente pela ausência de obrigatoriedade de realização de oferta pública”, informa o edital.

Segundo Raphael Acácio, gerente de Desenvolvimento de Normas da CVM, a regulação atual já previa que ofertas fossem realizadas por empresas com programas de BDR nível 3. “Mas havia hipóteses restritas de captação também nos níveis 1 e 2”, disse.

PUBLICIDADE

Atualmente, praticamente todos os BDRs negociados na B3 estão incluídos em programas não patrocinados. “Temos um número grande de BDRs não patrocinados, de nível 1, e eles representam ações que são muito conhecidas. A B3 tem centenas de programas de BDRs dessas empresas, mas elas não vêm ao Brasil captar recursos”, disse Antonio Berwanger, Superintendente de Desenvolvimento de Mercado da CVM. Segundo ele, apenas seis programas patrocinados já foram aprovados pela CVM.

Segundo Berwanger, nada muda para os programas de BDR já em andamento. “Não vamos ‘caçar’ o registro de quem já está registrado. As mudanças serão para novas autorizações”, disse. Também não se prevê mudar o acesso dos investidores aos BDRs.

Em outubro do ano passado, as negociações com os recibos – que eram restritas a investidores qualificados, com ao menos R$ 1 milhão em aplicações financeiras – foram liberadas também para o varejo, desde que se referissem a ações de empresas ou ETFs listados em um “mercado reconhecido”.

A esse propósito, quanto às regras para que uma empresa obtenha o registro de emissor no Brasil, a proposta de nova regulação mantém o conceito de “mercado reconhecido”, que se refere a ambientes de mercado no exterior que se destacam em atributos como transparência, liquidez, histórico e mecanismos de proteção a investidores.

O edital da audiência pública, no entanto, propõe a criação de outros dois mecanismos de acesso para os emissores ao mercado brasileiro caso eles não sejam listados em um “mercado reconhecido”.

Um deles prevê a exigência de uma espécie de “experiência prévia” do emissor no seu mercado de origem. Ele precisaria ter mantido ininterruptamente 25% ou mais de suas ações em circulação e um volume financeiro médio diário igual ou superior a R$ 25 milhões, ao menos nos 18 meses precedentes.

O outro mecanismo envolve emissores sediados em países cujo supervisor local tenha celebrado com a CVM acordo bilateral específico voltado a cooperação, troca de informações e aumento de efetividade das medidas de fiscalização e supervisão. Esses também poderiam obter o registro de emissores.

O objetivo da mudança, segundo Berwanger, é evitar uma limitação excessiva das localidades das empresas que poderiam ter programas de BDR no Brasil. “Temos hoje seis bolsas que são consideradas mercados reconhecidos, e não é de se esperar que tenhamos uma proliferação deles”, afirmou.

PUBLICIDADE

O edital da audiência pública está disponível no site da CVM. As manifestações do mercado devem ser encaminhadas até o dia 30 de julho de 2021 para o e-mail audpublicaSDM0321@cvm.gov.br.

Analista oferece curso gratuito de como gerar renda extra na Bolsa. Inscreva-se no Desafio dos 5%.

M2M recebe aval da CVM para depositária de CRA, passa a competir com B3 e ganha aporte de R$ 10,8 milhões

(Shutterstock)

SÃO PAULO, 8 Jun (Reuters) – A empresa de tesouraria digital Mark 2 Market (M2M) recebeu na terça-feira (8) licença da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para atuar como Central Depositária de Recebíveis do Agronegócio (CRA), passando a competir no setor com a B3 (B3SA3).

“O colegiado tomou conhecimento da manifestação da área técnica atestando o cumprimento das condições suspensivas fixadas pelo colegiado para concessão de autorização à Mark 2 Market para prestação de serviços de depósito centralizado para certificados de recebíveis do agronegócio”, afirmou a autarquia.

A M2M já havia recebido autorização em dezembro passado, mas aguardava aval final do colegiado, que veio nesta terça-feira. A empresa prevê começar o serviço no início do segundo semestre.

Criada em 2010, a M2M afirma gerir mais de 310 bilhões de reais em suas plataformas, recursos de securitizadoras e empresas na gestão de dívidas, aplicações, derivativos, com clientes como Burger King, EcoAgro, Natura, CCR e Alpargatas.

A M2M também anunciou nesta terça-feira que recebeu um aporte de 10,8 milhões de reais liderado pela gestora de fundos de venture capital KPTL e pela Mantiqueira Participações.

“Os recursos captados prevêem a aceleração da integração de nossas soluções financeiras em um mesmo ecossistema”, afirmou em ntoa o fundador e presidente da M2M, Rodrigo Amato.

CVM acusa fundador da Marfrig de ‘insider’; empresário nega

(Divulgação CVM)

Fundador e presidente do conselho de administração do frigorífico Marfrig (MRFG3), Marcos Molina é acusado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de ter se beneficiado de informações privilegiadas para tirar vantagem em negociações na B3, em 2018. O órgão regulador do mercado financeiro concluiu que o empresário vendeu ações ordinárias da Marfrig antes de anunciar a aquisição do controle da National Beef.

Molina nega a acusação, mas apresentou, na última sexta-feira, 21, uma proposta à CVM para assinar um termo de compromisso e encerrar o processo aberto em março do ano passado. A proposta, agora, é analisada pela Procuradoria Federal Especializada, da comissão.

A Marfrig é uma das maiores empresas de proteína bovina do mundo e líder global na produção de hambúrgueres. Criada em 2000, atua em mais de 100 países e emprega cerca de 30 mil pessoas.

A conclusão da Superintendência de Processos Sancionadores (SPS) do órgão regulador foi de que o executivo operou no mercado financeiro enquanto ainda negociava a compra da National Beef com a Leucadia (atual Jefferies Group), segundo o jornal Valor Econômico. O Broadcast não teve acesso ao processo.

Administradores são proibidos de negociar ações das empresas onde atuam durante processos de negociação relevantes, que podem mexer com os papéis da companhia. Isso porque esse administrador possui informações privilegiadas em relação a quem está comprando ou vendendo as ações. A compra do controle da National Beef pela Marfrig é uma negociação relevante e, por isso, foi alvo de processo da CVM.

A aquisição foi comunicada ao mercado financeiro em 10 de abril de 2018. Logo no dia seguinte, os papéis do frigorífico subiram 18,8% no pregão e se mantiveram valorizados por um período.

A Marfrig, por intermédio de sua assessoria de imprensa, respondeu que as operações de venda de ações por Molina aconteceram num período em que o diálogo com a Leucadia não era constante e, por isso, não era possível prever a conclusão do negócio.

“Em um primeiro momento, a Marfrig propôs uma troca de ativos, opção rejeitada pela Leucadia em dezembro de 2017. Após a recusa da Leucadia, os contatos entre as duas empresas foram encerrados e só retornaram no início de março de 2018. Nesse intervalo, a Leucadia fez contatos com outros interessados na compra da National Beef”, afirmou a empresa.

O frigorífico argumenta ainda que, até a aprovação de um empréstimo-ponte pelo Rabobank NY, em 8 de março de 2018, não havia nenhuma chance de aquisição de participação da National Beef pela Marfrig. A compra só poderia acontecer após a aprovação desse empréstimo, segundo a empresa.

PUBLICIDADE

“Marcos Molina dos Santos cumpriu seus deveres fiduciários para com a Marfrig ao não realizar operações com ações MRFG3 no período entre 6 de março de 2018 e 9 de abril de 2018, quando o Fato Relevante a respeito da operação foi publicado. Portanto, não houve qualquer operação irregular”, acrescentou o frigorífico em nota.

Aprenda a identificar os produtos financeiros para blindar seu patrimônio contra o “Risco Brasil”. Inscreva-se no curso gratuito.

CVM questiona declaração de CEO da Vale sobre potencial IPO de metais básicos

(Shutterstock)

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pediu explicações à Vale sobre declarações do presidente da mineradora, Eduardo Bartolomeo, em teleconferência com analistas na última terça-feira, 27. O executivo afirmou que a companhia voltou a analisar a separação de sua operação de metais básicos e mencionou uma possível oferta pública inicial de ações (IPO). A autarquia questionou por que a informação não foi alvo de fato relevante.

O executivo destacou que não há uma decisão tomada a respeito e que para um eventual spin off (cisão) é preciso trabalhar o que chamou de “fundações do negócio”, o que implica reposição de capacidades em unidades como Salobo e na mina de Voiseys Bay. “É importantíssimo inclusive se (a Vale) for fazer um IPO”, disse.

A menção ao IPO foi destacada pela CVM no pedido de esclarecimentos enviado à companhia. A superintendência de relações com empresas apura o caso de forma preliminar em um processo administrativo. Não há nenhuma acusação ou processo sancionador contra a companhia ou seus executivos até aqui.

Leia mais:
Vale tem lucro líquido de US$ 5,5 bilhões no primeiro trimestre de 2021, alta de 2.220%

A Vale respondeu ao ofício do órgão regulador por meio de comunicado ao mercado, como solicitado, às 22h13 da noite de quarta-feira, 28. A empresa afirma que já tornou públicas suas estratégias e metas para o negócio de metais básicos em comunicado ao mercado do Vale Day, em dezembro, e no seu Formulário de Referência, onde faz projeções para os negócios de níquel e cobre.

“Como ressaltado em algumas oportunidades do discurso pelo próprio Sr. Eduardo Bartolomeo, apesar de a Companhia sempre analisar as diferentes estratégias e opções disponíveis no mercado, não há, no atual momento, nenhuma deliberação, decisão ou informação sobre o tema que, nos termos da Instrução CVM nº 358/02, ensejasse a divulgação de Fato Relevante”, diz o documento assinado pelo diretor executivo de Finanças e Relações com Investidores, Luciano Siani.

A CVM destaca que a Instrução CVM 358 prevê que cumpre ao diretor de RI divulgar e comunicar à CVM e, se for o caso, à bolsa de valores e à entidade do mercado de balcão organizado em que os valores mobiliários de emissão da companhia sejam admitidos à negociação, qualquer ato ou fato relevante ocorrido ou relacionado aos seus negócios, bem como zelar por sua ampla e imediata disseminação, simultaneamente em todos os mercados em que seus papéis sejam negociados.

Quer gerar uma renda extra na Bolsa? Curso gratuito do InfoMoney ensina a fazer o seu primeiro trade na prática, em menos de uma semana. Inscreva-se aqui.

Eike Batista é absolvido pela CVM em processo sobre inconsistências no currículo

Acusado de prestar informações desencontradas sobre sua formação acadêmica às empresas X, o empresário Eike Batista foi absolvido por unanimidade pelo colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O relator do caso, diretor Alexandre Rangel, destacou que não foi demonstrado como a escolaridade de Eike poderia ter desempenhado um papel relevante na tomada de decisão dos investidores ou no exercício de direito de voto dos acionistas.

A qualificação apresentada pelo empresário, que atuou como diretor e conselheiro em várias das empresas citadas – MMX, OGX, CCX, Prumo (antiga LLX), OSX, Eneva (ex-MPX) e EBX –, ia de engenheiro metalúrgico a bacharel ou graduado em engenharia metalúrgica. Em alguns casos, constava que ele “cursou engenharia”.

Segundo Rangel, a Instrução 480 da CVM não exige esse tipo de informação, menos importante se comparada, por exemplo, à experiência profissional do administrador. Também foi levado em conta o fato de que o fundador do Grupo X declarava publicamente que, apesar de ter frequentado o curso de graduação em engenharia metalúrgica na Universidade de Aachen, na Alemanha, nos anos de 1977 a 1979, não se formou.

“Não identifiquei nos autos um conjunto consistente, convergente e robusto de indícios robustos que tenham demonstrado que a informação equivocada tenha sido disponibilizada pelo acusado, induzindo as companhias a erro”, disse Rangel em seu voto, no qual destacou a importância dos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade.

O diretor da CVM pontuou ainda que Eike não ocupava cargos de presidente ou diretor de Relações com Investidores, responsáveis por garantir que as informações prestadas pelas companhias ao mercado sejam fidedignas.

O advogado de Eike Batista, Julio Dubeux, defendeu que ele atraía investidores para suas companhias não por ser (ou não) engenheiro metalúrgico, mas pela credencial de empresário de sucesso. “Será que estaríamos aqui hoje para julgar informações imprecisas prestadas sobre a escolaridade de um administrador, se o acusado não fosse Eike Batista?”, questionou, afirmando que o caso teria sido arquivado “com um mero ofício de alerta” caso o alvo não fosse seu cliente.

Em biografia publicada em 2011, Eike diz que interrompeu a faculdade “ainda na metade” do curso. A discussão sobre o currículo do empresário entrou nos holofotes em 2017, quando ele foi preso pela primeira vez.

O ex-bilionário foi levado para o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, zona oeste do Rio, onde dividiu espaço com outros seis presos da Operação Lava Jato que não tinham diploma.

Quer aprender como ganhar dinheiro prevendo os movimentos dos grandes players? Assista à série Follow the Money, com Wilson Neto, analista de investimentos da Clear, e entenda como funcionam as operações rápidas.

PUBLICIDADE

CVM vai julgar Eike Batista por “inconsistência” em informações sobre currículo

Alvo da maior multa individual da história da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), de R$ 536,5 milhões, por uso de informação privilegiada na petroleira OGX, o empresário Eike Batista agora será julgado nesta terça-feira, 20, pela autarquia por prestar informações desencontradas sobre sua formação acadêmica. O fundador do Grupo X se apresentava com diferentes credenciais para cada uma delas e, consequentemente, aos acionistas, já que os dados eram divulgados ao mercado.

A lista de empresas analisada inclui MMX, CCX, Prumo (antiga LLX), OSX, Eneva (antiga MPX), OGX, EBX e Centennial Asset Participações Açu. A qualificação apresentada pelo empresário, que atuou como diretor e conselheiro de várias das empresas, variava de “engenheiro metalúrgico”, “bacharel” ou “graduado” em engenharia metalúrgica. Em alguns casos constava no formulário de referência anual apenas que “cursou engenharia”, apesar de Eike Batista não ter concluído o curso de graduação em engenharia metalúrgica que iniciou na Universidade de Aachen, na Alemanha.

A defesa do empresário diz que as informações “equivocadas” divulgadas “consistiram em meros erros materiais, de menor gravidade, os quais foram devidamente regularizados”. E que a informação de que ele “cursou engenharia” poderia ser mais precisa, mas não configura uma informação incompleta ou inconsistente. Além disso, os advogados afirmam que o próprio Eike admitia publicamente em entrevistas que não havia concluído seu curso de engenharia.

Em livro publicado em 2011, o ex-bilionário diz que interrompeu a faculdade “ainda na metade” do curso. A discussão sobre o currículo de Eike esquentou em 2017, quando ele foi preso pela primeira vez ao voltar de uma viagem a Nova York, na Operação Eficiência da Polícia Federal. O ex-bilionário da Forbes acabou sendo levado para o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste do Rio, onde dividiu espaço com outros seis presos da operação Lava Jato que não tinham diploma.

Para a superintendência de relações com empresas (SEP) da CVM, responsável pela acusação, “uma ‘graduação concluída na Alemanha’ pode ter influenciado muitos investidores a comprar ou vender valores mobiliários de emissão de empresas do chamado Grupo X”. A superintendência levou em conta os setores de atuação das companhias do grupo, a aderência da “pretensa graduação” aos mesmos e, principalmente, o fato de as empresas X serem à época pré-operacionais, “baseando-se em planos de negócios cujas perspectivas de sucesso eram fundamentadas quase que exclusivamente no ‘background’ do seu principal empreendedor”.

O relatório de acusação diz que foi comprovada a violação do dever de diligência previsto no artigo 153 da Lei das S.A., que determina que os administradores devem “empregar, no exercício de suas funções, o cuidado e diligência que todo homem ativo e probo costuma empregar na administração dos seus próprios negócios”. Também teria descumprido a obrigação prevista na Instrução CVM nº 480/2009, pela qual as companhias abertas devem “divulgar informações verdadeiras, completas, consistentes e que não induzam o investidor a erro”.

Quer entender o que é o mercado financeiro e como ele funciona? Assista à série gratuita Carreira no Mercado Financeiro e conheça o setor da economia que paga os melhores salários de 2021.