Refém de lojas em shoppings, como a rede de farmácias d1000 enfrenta uma batalha para recuperar vendas

SÃO PAULO — Em 2020, a rede de farmácias d1000 (DMVF3) foi fortemente impactada pela pandemia de Covid-19. Embora atue num setor essencial, a maioria de suas lojas estavam dentro de shoppings, que foram fechados para restringir a circulação de pessoas.

Agora, com a reabertura desses estabelecimentos, a companhia corre contra o tempo para recuperar o ritmo de vendas de suas unidades, sejam em marcas premium ou populares. Em live do InfoMoney, o CEO da empresa, Sammy Birmarcker, afirmou que o foco agora é em melhoras operacionais.

A live faz parte do projeto Por Dentro dos Resultados, em que o InfoMoney entrevista CEOs e diretores de importantes companhias de capital aberto, no Brasil ou no exterior. Eles falam sobre o balanço do segundo trimestre de 2021 e sobre perspectivas. Para acompanhar todas as entrevistas da série, se inscreva no canal do InfoMoney no YouTube.

“Quando a gente vê o segundo trimestre de 2020, naquele momento a gente não estava pagando quase nenhum aluguel de shoppings, com as lojas fechadas por conta da pandemia. A gente também tinha conseguido congelar alguns aluguéis de lojas de rua. Então, a comparação nesse sentido é um pouco perversa quando a gente olha para o segundo trimestre deste ano, quando tudo já tinha voltado à normalidade nesse quesito”, disse.

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“A nossa grande questão é seguir com as melhorias operacionais para que a gente possa com o aumento médio de venda por loja diluir essa conta”, completou. O executivo destacou que a companhia tem uma alta concentração de lojas no Rio de Janeiro, que tem uns dos mais caros metros quadrados do país. “Não damos guidance, mas a gente entende que o quarto trimestre deve estar trazendo 100% da recuperação das lojas de shopping.”

Antes da pandemia, 20% das vendas da d1000 vinham de lojas em shoppings e, segundo o executivo, atualmente essas lojas performam cerca de 75% do que performavam em 2019. “Se a gente considerar esse retorno, a gente teria um acréscimo de R$ 14 milhões de receita média por trimestre. Se fizer uma conta de margem bruta de 30%, são R$ 4,2 milhões de Ebitda num trimestre, o que com certeza já seria suficiente para matar esse licro líquido [negativo]”, afirmou.

O executivo falou ainda sobre e-commerce, que hoje representa apenas 3% da receita da companhia. “A gente sabe que não temos ainda a melhor ferramenta. Mas vamos ter a troca por uma que está presente em 8 das 10 melhores redes, muito melhor do que temos agora, então a gente espera que o e-commerce siga crescendo. Junto com o call center e o clique e retire isso passe de 8% de participação do nosso negócio”, disse.

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Birmarcker destacou ainda que revisaram a estrutura logística do delivery e isso melhorou o NPS, a nota de satisfação dos clientes. O CEO falou ainda sobre guidance de abertura de lojas: até o fim do ano, são 30 aberturas de lojas previstas. Até junho, metade da meta já estava concluída, mas 100% do guidance já está contratado. Apenas uma das lojas fica em shopping, mas com abertura direta para rua.

Ele citou que também há 13 ampliações de lojas previstas, o que geralmente resulta em aumento de 40% de vendas na unidade que for expandida. O CEO comentou ainda sobre o ganho de sinergia com a controladora Profarma e como a reforma tributária em discussão no Congresso pode afetar as operações da d1000. Assista à live completa acima, ou clique aqui.

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A estratégia da d1000 para driblar a crise e reverter prejuízo em 2020, apesar do fechamento das lojas em shoppings

SÃO PAULO — Mesmo com cerca de 18% de suas 200 lojas em shoppings, que ficaram alguns meses fechados por causa da pandemia, a d1000 (DMVF3), rede de varejo farmacêutico braço da Profarma que fez IPO no ano passado na B3, conseguiu encerrar 2020 com lucro líquido de R$ 120 mil, ante prejuízo de R$ 7,5 milhões em 2019.

O bom desempenho do indicador no ano foi puxado pela retomada no quarto trimestre, quando a d1000 viu seu lucro líquido crescer 80% sobre o mesmo período de 2019, para R$ 18 milhões. Por outro lado, a receita bruta no trimestre teve redução de 7,6%, para R$ 278,5 milhões. No acumulado do ano, o indicador caiu 10,8%, dos quais R$ 89,7 milhões vieram de lojas de shopping.

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“O que a gente fez foi focar nossa expansão em lojas mais próximas aos bairros, diminuindo a exposição às lojas em shoppings”, disse Sammy Birmarcker, CEO da rede. “A gente acredita que essa estratégia vai ajudar a gente a mitigar essa travessia talvez de um momento mais duro em abril e maio em relação à pandemia”, completou.

A entrevista faz parte do projeto Por Dentro dos Resultados, no qual CEOs e outros executivos importantes de empresas da Bolsa comentam os balanços do quarto trimestre de 2020 e o desempenho anual das companhias, e falam também sobre perspectivas. Para não perder as próximas lives, que acontecem até o início de abril, se inscreva no canal do InfoMoney no YouTube.

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Segundo Birmarcker, a projeção é de crescimento de 9% do setor neste ano, apesar da crise, segundo estimativa da IQVA. “Esse número está até sob revisão agora por conta da expectativa de aumento de preços que vamos ter agora no dia 31 de março. Isso pode trazer o número um pouquinho para cima. Agora, cabe a gente, dentro da nossa estratégia de expansão, garantir que a gente esteja posicionado onde você tem hoje uma concentração maior de consumo, que é nos bairros, um pouco fora dos grandes centros comerciais”, afirmou o CEO.

A d1000 tem guidance de abertura de 30 lojas em 2021, terminando o ano com 230 unidades. “Dessas 30 novas lojas, se tiver uma em shopping vai ser muito”, enfatizou Birmarcker. Ele comentou ainda que cerca de 15 unidades não têm apresentado o retorno esperado pela rede e que, portanto, vão buscar um ponto mais estratégico para serem transferidas. “Mas não prevemos fechamento de lojas, apenas alteração do ponto dessas unidades”, disse.

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Marcus Santos, CFO da d1000, descartou a possibilidade de a empresa ter que fazer uma nova emissão neste ano. “Temos caixa suficiente para irmos matando as dívidas e seguir com o nosso plano de abertura de lojas. Não tem nenhuma necessidade de ir ao mercado, seja pelo emissão de título ou buscando qualquer outro tipo de dívida”, afirmou.

Os executivos comentaram ainda sobre a tendência de as farmácias cada vez oferecerem mais tipos de serviços, como as que já possuem clínicas para aplicação de determinadas vacinas, além da maior participaram das vendas online sobre as receitas: “temos falado com vários parceiros, não só com o Mercado Livre, e uma vez autorizado, podemos ter novidades sobre isso”, disse o CEO.

Quanto aos novos pontos de venda previstos para 2021, Birmarcker afirmou que a pandemia criou uma “oportunidade para [a d1000] entrar em lugares onde os alugueis eram muito caros e hoje não estão”. Assista à live completa acima.

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Lucro da NotreDame sobe 18% e balanços de d1000, Profarma, Gafisa e Helbor; Petrobras, Eletrobras e Vale e mais notícias

A temporada de resultados continua e é um dos destaques do noticiário corporativo desta quarta-feira (17). A d1000 lucrou R$ 18 milhões no quarto trimestre de 2020, contra um lucro líquido de R$ 10,1 milhões no igual período do ano anterior. Já o lucro da Profarma cresceu 43% no quarto trimestre de 2020, para R$ 27,7 milhões, ante os últimos três meses de 2019. A NotreDame Intermédica, do setor de planos de saúde, teve lucro líquido de R$ 155,2 milhões nos últimos três meses do ano passado, em alta de 18,1% frente os R$ 131,4 milhões registrados no mesmo trimestre de 2019.

A Gafisa lucrou R$ 28,9 milhões, ante o ganho de R$ 47 milhões do mesmo período de 2019. A Helbor, por sua vez, registrou lucro líquido de R$ 26,2 milhões no 4º trimestre de 2020, revertendo prejuízo de R$ 26,9 milhões em igual período de 2019.

Já no noticiário das estatais, a Petrobras informou que seu Comitê de Pessoas aprovou na terça-feira o nome do general da reserva Joaquim Silva e Luna, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para assumir o comando da companhia e uma vaga no conselho de administração.

A Eletrobras ainda comunicou na terça que foi informada pelo governo sobre sua inclusão no PND (Programa Nacional de Desestatização).

Notre Dame (GNDI3)

A NotreDame Intermédica, do setor de planos de saúde, teve lucro líquido de R$ 155,2 milhões nos últimos três meses do ano passado, em alta de 18,1% frente os R$ 131,4 milhões registrados no mesmo trimestre de 2019.

A receita líquida foi de R$ 2,81 bilhões no mesmo período, queda de 22,1% frente o número de um ano antes. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado do quarto trimestre foi de R$ 419,5 milhões, alta de 6,1% sobre o mesmo trimestre de 2019.

A XP Investimentos apontou que a companhia apresentou um bom resultado (em linha com as estimativas), com um crescimento robusto da receita, devido a um aumento forte no número de beneficiários de planos de saúde, o que levam os analistas a reiterarem a recomendação de compra para GNDI3 e o preço alvo de R$ 117 por ação.

O número de beneficiários de planos de saúde atingiu 3,73 milhões, um aumento de 23% ano a ano – ou 3% acima das estimativas da XP. O número de beneficiários de planos odontológicos atingiu 2,7 milhões, um aumento de 7% em relação ao quarto trimestre de 2019.

Já o Bradesco BBI ressalta que o faturamento bruto veio 3% abaixo de sua expectativa, mas o Ebitda  estava em linha. Na avaliação do banco, o cancelamento de planos, em 147 mil no quarto trimestre frente a 57 mil no mesmo período do ano anterior, indica pressão da concorrência.

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A empresa teve aumento no número de beneficiários em linha com a expectativa dos analistas, que veem sinais mais claros de impacto da Covid sobre a empresa, e de que esses impactos podem perdurar nos próximos trimestres.

Apesar disso, o BBI aponta que a potencial fusão entre Hapvida e Notre Dame pode exigir algum tempo para que investidores assimilem as sinergias, que o banco diz calcular em R$ 15 bilhões.

Assim, a equipe de análise reitera sua avaliação de outperform (expectativa de valorização acima da média do mercado), e preço-alvo de R$ 88, frente aos R$ 86,27 de fechamento na segunda. O banco diz que o preço-alvo não contabiliza a valorização com sinergias da fusão.

A d1000 lucrou R$ 18 milhões no quarto trimestre de 2020, contra um lucro líquido de R$ 10,1 milhões no igual período do ano anterior.

Segundo a XP Investimentos, a d1000 reportou resultados fracos referentes ao quarto trimestre, com uma queda de vendas de 7,5% na base anual e um lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) ajustado (excluindo o efeito não recorrente positivo de R$ 10,6 milhões referente ao reconhecimento de créditos de PIS e Cofins devido à exclusão do ICMS na sua base de cálculo) 38% abaixo do esperado e uma queda de 32% na base anual, devido a uma desalavancagem operacional da companhia. Com isso, a margem caiu 2 pontos percentuais na base de comparação anual.

“Apesar do resultado fraco, acreditamos que isso será revertido à medida que as vendas se recuperam e a companhia se beneficie de alavancagem operacional, uma vez que a margem bruta já se encontra em um patamar bastante sólido. Mantemos nossa recomendação de Compra e preço alvo de R$16,0 por ação para o fim de 2021 para DMVF3”, aponta a XP.

Profarma (PFRM3)

O lucro da Profarma cresceu 43% no quarto trimestre de 2020, para R$ 27,7 milhões, ante os últimos três meses de 2019.

A receita líquida da Profarma alcançou R$ 1,5 bilhão no último trimestre do ano passado, alta de 15,4% sobre igual período de 2019.

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O Ebitda somou R$ 58,4 milhões,  3,8% acima frente o mesmo período de 2019.

A Gafisa registrou lucro líquido de R$ 28,9 milhões no quarto trimestre do ano passado, ante um lucro de R$ 47 milhões do mesmo período de 2019. Contudo, se descontado o efeito não recorrente de ganho jurídico de arbitragem contra uma construtora, porém, o prejuízo seria de R$ 23 milhões.

Já a receita líquida subiu 5 vezes na comparação anual, totalizando R$ 579,9 milhões.

A Helbor registrou lucro líquido de R$ 26,2 milhões no 4º trimestre de 2020, revertendo prejuízo de R$ 26,9 milhões em igual período de 2019.

A receita operacional líquida da companhia, por sua vez, foi de R$ 212,6 milhões no trimestre, queda de 52,7% na comparação anual.

O faturamento bruto foi de R$ 212 milhões, alta de 52% na comparação anual, e de 34% na comparação trimestral. A margem bruta ajustada foi de 37,6% no quarto trimestre, frente a 26,6% no terceiro trimestre. No ano inteiro, foi de 19,7%, frente a 11,7% no ano anterior.

O Bradesco BBI destacou que a empresa foi negativamente impactada pela pandemia e pela venda não recorrente de ativos ao fundo Multirenda em 2019. Mas ressaltando que a margem bruta ajustada ficou bem acima de suas expectativas e daquelas do mercado. O Bradesco BBI mantém recomendação neutra sobre a Helbor, com preço-alvo de R$ 12,50, frente os R$ 8,39 de fechamento na terça (16).

Lavvi (LAVV3), Melnick (MELK3), Trisul (TRIS3), Cyrela (CYRE3) e EzTec (EZTC3)

Sobre o setor de construção, a XP Investimentos iniciou a cobertura para as ações de Lavvi (LAVV3; Compra e preço-alvo de R$11,50/ação), Melnick (MELK3; Compra e preço-alvo de R$9,00/ação), Trisul (TRIS3; Compra e preço-alvo de R$14,00/ação) e Even (EVEN3; Neutro e preço-alvo de R$13,00/ação). Além disso, retomaram a cobertura de Cyrela (CYRE3; Compra e preço-alvo de R$33,00/ação) e atualizaram as estimativas para EZTec (EZTC3; Compra e preço-alvo de R$48,0/ação).

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“Apesar de esperarmos volatilidade nos papéis em razão da alta da taxa de juros futuros, a nossa expectativa é de que o segmento de médio e alto padrão continue sua trajetória de recuperação após os impactos da pandemia por causa dos sólidos fundamentos: juros imobiliários na mínima histórica, demanda aquecida por imóveis, forte balanço patrimonial das incorporadoras listadas e valuations atrativos”, destacaram os analistas.

Sobre a Vale, a companhia iniciou, de forma gradual, a operação da planta de filtragem de rejeitos do Complexo Vargem Grande, a primeira de quatro plantas de filtragem que serão instaladas nas operações da companhia, em Minas Gerais, com investimentos de US$ 2,3 bilhões entre 2020 e 2024.

BR Distribuidora (BRDT3)

Wilson Ferreira assumiu como CEO da BR Distribuidora na última terça, o que os analistas do Credit destacam como positivo, uma vez que a chegada do executivo deve ajudar nas tomadas de decisões de longo prazo, principalmente com relação à alocação de capital e o plano de negócios da companhia.

A Eletrobras comunicou na terça que foi informada pelo governo sobre sua inclusão no PND (Programa Nacional de Desestatização). A medida, parte dos planos do presidente Jair Bolsonaro de privatizar a empresa, foi aprovada em reunião do CPPI (Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos).

O Credit Suisse comentou a informação de que a Eletrobras nomeou temporariamente a CFO Elvira Presta como CEO, até que um novo seja indicado; de que o CPPI aprovou a inclusão da Eletrobras no programa de privatização, permitindo ao BNDES iniciar os estudos sobre a redução de capital do governo; e de que os presidente do Senado e da Câmara têm visões favoráveis sobre a MP para a privatização da Eletrobras.

Mas o banco destaca que será necessário forte apoio político da maioria dos partidos para aprovar a proposta. A MP tem 120 dias para ser votada e aprovada. Apesar disso, as notícias são favoráveis, diz o banco.

O Credit Suisse mantém recomendação neutra para a ação ELET6, com preço-alvo de R$ 32, frente aos R$ 33,63 de fechamento da véspera.

A estatal Petrobras  informou que seu Comitê de Pessoas aprovou na terça-feira o nome do general da reserva Joaquim Silva e Luna, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para assumir o comando da companhia e uma vaga no conselho de administração.

A companhia disse que o comitê, ligado ao conselho, decidiu pela “não existência de vedações” à nomeação de Luna e avaliou que ele preenche requisitos previstos na Lei das Estatais e na Política de Indicação de Membros da Alta Administração da Petrobras, segundo comunicado na noite de terça-feira.

De acordo com o comitê, os acionistas da companhia e o conselho poderão, caso desejem, avaliar na sequência “o preenchimento de requisitos subjetivos adicionais aos previstos na legislação”.

O presidente Bolsonaro anunciou a indicação de Luna para a Petrobras em 19 de fevereiro, após desentendimentos com o atual CEO da empresa, Roberto Castello Branco, sobre os preços dos combustíveis. (Full Story)

A Petrobras convocou para 12 de abril uma assembleia geral de acionistas que irá deliberar, entre outros assuntos, sobre a indicação de Luna para o conselho e a formação do colegiado.

A estatal ainda informou na terça que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou a revogação da outorga da usina termelétrica TermoCamaçari, na Bahia, e que está negociando o arrendamento da unidade com a Proquigel Química, empresa integrante do Grupo Unigel. “A companhia já vinha buscando alternativas para a termelétrica, como a venda de participação da unidade no âmbito da aliança estratégica firmada com a Total S.A. em dezembro de 2016, mas que não foi concluída”, disse a Petrobras em comunicado.

O preço final do gás natural vendido pela Petrobras a distribuidoras, que atendem os consumidores na ponta, deve ter um salto de 18% a 35% a partir de maio, projetou um técnico da Abrace (Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia) na terça, segundo informações da agência internacional de notícias Reuters.

A Vale iniciou, de forma gradual, a operação da planta de filtragem de rejeitos do Complexo Vargem Grande, a primeira de quatro plantas de filtragem que serão instaladas nas operações da companhia, em Minas Gerais, com investimentos de US$ 2,3 bilhões entre 2020 e 2024.

Em comunicado, a mineradora afirmou nesta terça-feira que o início da operação reduz a necessidade de utilização de barragens de rejeitos e ainda permitirá uma melhora da qualidade média do portfólio de produtos da Vale com o uso do processamento a úmido.

“Vemos o anúncio como positivo, uma vez que se trata de mais um passo em direção da retomada da capacidade produtiva da companhia. A Vale espera uma capacidade de 400 milhões de toneladas por ano ao final de 2022”, afirmam os analistas da XP, que mantém recomendação de compra para Vale, com preço-alvo de R$ 122 por ação.

O Bradesco BBI comentou o Dia do Investidor da Rumo, destacando que a empresa foca no licenciamento ambiental do projeto ferroviário de Lucas do Rio Verde. O banco diz que a empresa vem ganhando competitividade como produtor de baixo custo, e que diversificação de cargas devem levar a grãos ganharem participação de mercado.

O banco avalia que a maior pressão do mercado por governança ambiental e social e, consequentemente, a menor emissão de gás carbônico, podem beneficiar o transporte ferroviário promovido pela Rumo.

A equipe de análise aponta que a Rumo está no caminho para atingir sua guidance (documento com previsões e planos divulgados por empresas) de Ebitda em 2025 em entre R$ 7 bilhões e R$ 8 bilhões. O Bradesco diz que a empresa também deve se beneficiar de preços mais altos de diesel, o leilão da concessão de pedágios na BR-163 e o potencial de problemas legais com o seu projeto Ferrogrão. O banco mantém recomendação outperform para a Rumo, com preço-alvo de R$ 31 em 2021.

Focus Energia (POWE3)

O Morgan Stanley divulgou uma avaliação favorável à Focus Energia, destacando seu portfólio de cerca de 3 gigawatts em projetos e experiência em comércio de energia, que permite à empresa viabilizar capacidade adicional e garantir capacidade adicional. O banco diz que a empresa tem perspectiva de valorização atrativa, e mantém avaliação de overweight (expectativa de valorização acima da média do mercado), com preço-alvo de R$ 32, frente aos R$ 13,79 negociados na terça (16).

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Por dentro dos resultados

por dentro dos resultados PDR

O ano de 2020 foi um dos mais desafiadores na história de muitas empresas de capital aberto. A pandemia de coronavírus afetou de forma diferente os setores da economia e os balanços — e você poderá acompanhar a divulgação, e a análise dos números, no InfoMoney.

A série Por Dentro dos Resultados organiza lives com os CEOs e principais executivos de companhias da Bolsa. Eles comentam os números do quarto trimestre e acumulado de 2020, respondem perguntas dos espectadores e detalham as estratégias e perspectivas para 2021.

Nesta temporada, estão marcadas entrevistas com importantes empresas da Bolsa, como Vivo, Alpargatas, Cielo, Fleury, Azul, Raia Drogasil, Minerva, entre outras.

Para participar, fazer suas perguntas e ainda receber um ebook gratuito que ensina como identificar as empresas mais promissoras da Bolsa, deixe seu email no formulário abaixo e inscreva-se no canal do InfoMoney no YouTube para receber notificações sempre que uma nova live for começar:

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A primeira live será com Roberto Funari, CEO da Alpargatas, nesta segunda (1), às 14h. Em seguida, às 17h, Christian Gebara e David Melcon, CEO e CFO da Vivo, respectivamente, comentam o desempenho financeiro da empresa e perspectivas.

Veja a programação confirmada até agora (a agenda será atualizada até o final de março):

Data/horário Empresa Participantes Link da live
01/03, às 14h Alpargatas (ALPA4) Roberto Funari CEO) https://youtu.be/np0XoedRIdE
01/03, às 17h Vivo (VIVT3) Christian Gebara (CEO) e David Melcon (CFO) https://youtu.be/C8Hf3nlpfho
02/03, às 17h Log (LOGG3) Sergio Fisher CEO) e André Luiz de Ávila Vitória (CFO) https://youtu.be/eW00OxBbW5o
03/03, às 15h Cielo (CIEL3) Paulo Caffarelli (CEO) https://youtu.be/FSghPGxoKWk
03/03, às 17h Minerva Foods (BEEF3) Edison Ticle CF(CFO) https://youtu.be/1NyEySOT6h4
04/03, às 17h Fleury (FLRY3) Carlos Marenelli (CEO) e Fernando Leão (CFO)
05/03, às 17h MRV (MRV3) Rafael Menin (co-presidente) e Ricardo Paixão (CFO) https://youtu.be/INSgh9561jo
08/03, às 15h Aura Minerals (AURA33)
08/03, às 17h São Carlos (SCAR3)
09/03, às 17h Movida (MOVI3)
10/03, às 17h RD – Raia Drogasil (RADL3)
11/03, às 16h Azul (AZUL4)
11/03, às 18h Trisul (TRIS3)
12/03, às 17h Tupy (TUPY3)
15/03, às 17h Suzano (SUZB3)
16/03, às 17h Irani (RANI3)
17/03, às 15h Direcional (DIRR3)
18/03, às 15h Profarma (PFRM3)
18/03, às 17h Helbor (HBOR3)
19/03, às 15h Cury (CURY3)
19/03, às 17h Mills (MILS3)
23/03, às 15h Sequoia (SEQL3)
23/03, às 17h Mercado Livre (MELI34)
24/03, às 15h d1000 (DMVF3)
30/03, às 17h Locaweb (LWSA3)
01/04, às 15h HBR (HBRE3)
01/04, às 17h Primer (PRNR3)
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Além da RD, novas ações de varejistas de farmácias despontam na Bolsa em 2020: o que os analistas esperam delas?

SÃO PAULO – Depois de um longo tempo apenas com a RD (RADL3) como uma opção viável na Bolsa – vale lembrar que, em 2019, a BR Pharma saiu da Bolsa após a sua falência -, agora os investidores entusiastas do case de varejistas de farmácia se deparam com uma gama maior de ações do setor tanto com as recentes aberturas de capital (IPO) quanto pelas iniciativas das companhias já existentes na Bolsa para aumentar a liquidez e se comunicar melhor com o mercado.

As oportunidades de consolidação em um mercado altamente pulverizado, as perspectivas de envelhecimento da população e a demanda resiliente pela gama de produtos já eram pontos a serem vistos com atenção pelos investidores do setor.

*fonte: XP Investimentos

Agora, além da estratégia de crescimento das outras companhias que estão despontando na Bolsa, outras questões vieram à tona com a pandemia do novo coronavírus, que acelerou tendências que já estavam no radar.

“Acreditamos que a crise da Covid-19 fortaleceu o foco dos consumidores em saúde e bem-estar, ao mesmo tempo em que impulsionou o alcance do setor por meio da aceleração de tendências de digitalização. Vemos as iniciativas de [criação de] ‘centros de saúde’ com bons olhos e acreditamos que estas devem contribuir para o crescimento das vendas”, destacaram Danniela Eiger, Marco Nardini e Thiago Santos, analistas da XP Investimentos, que apontaram em relatório recente as suas preferências no setor (veja na íntegra clicando aqui).

Há ainda mais espaço para consolidação no setor, avaliam, uma vez que as 5 maiores empresas detêm um terço do mercado, em comparação às 3 principais dos EUA com 76% e 92% no Reino Unido. Além disso, apontam que o coronavírus mudou estruturalmente o digital na indústria e, portanto, ser omnicanal (ou seja, ter uma estratégia de multicanalidade, tanto no online quanto nas lojas físicas, com integração entre as duas) não é mais um diferencial e sim uma necessidade.

“Neste cenário, vemos empresas listadas, como RD e Pague Menos (PGMN3), mais bem posicionadas em comparação com concorrentes menores para ganhar participação de mercado e aumentar a produtividade das lojas”, avaliam.

Pague Menos e d1000: reestruturadas e com potencial de alta na Bolsa

Os analistas da XP, inclusive, iniciaram a cobertura para a ação da Pague Menos, que estreou na B3 em 2 de setembro e, desde então, acumula um desempenho praticamente estável frente os R$ 8,50 em que o papel foi precificado no IPO.

Além de iniciar a cobertura para o papel, os analistas da XP destacaram a ação como a preferida no setor, por acreditar que ela oferece o maior potencial de ganhos para os investidores (com um potencial de valorização de 54% da ação em relação ao preço-alvo, de R$ 13), que deve ser concretizado à medida que a empresa entregue ganhos de eficiência operacional.

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A Pague Menos é a terceira maior rede de drogarias do Brasil, com presença mais forte nas regiões Norte e Nordeste, onde possui 10,7% e 20,5% de participação de mercado, respectivamente. A empresa possui 1.100 lojas, ou uma participação de mercado de 5,7%, sendo a maior parte inaugurada através do crescimento orgânico.

O foco da empresa é a classe média expandida do Brasil, com dois terços das lojas e 75% do lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda), originado dessas classes, que tem um mercado endereçável de R$ 100 bilhões comparado com R$ 25 bilhões para as classes A e B, segundo aponta a XP.

Durante o mês de outubro, grandes bancos também iniciaram recomendação para o papel, como Credit Suisse e JPMorgan, também com visão positiva para a ação.

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RD é premiada em ranking do InfoMoney; confira a programação completa da premiação e inscreva-se, gratuitamente, para participar do evento Melhores da Bolsa 2020.

Na avaliação dos analistas do Credit, o último projeto de expansão não foi tão bem executado e precisava de alguns ajustes, que foram feitos e levaram a um importante processo de aprendizado para a gestão da companhia. “Agora, ela agora parece focada na expansão da empresa em regiões onde já atua e possui grande participação de mercado e no segmento de baixa renda”, destacaram Victor Saragiotto e Pedro Pinto, analistas do banco, em relatório de início de cobertura. Os analistas possuem recomendação outperform (exposição acima da média), com preço-alvo de R$ 13,50 para a ação (ou upside de 60% em relação ao fechamento da véspera).

Em análise logo após a divulgação do resultado do terceiro trimestre, no final de outubro, os analistas do banco suíço reiteraram a sua visão positiva para o papel: “nós vemos a Pague Menos como um dos melhores cases de investimento em nossa cobertura, uma vez que (1) opera em um segmento mais resiliente, o que parece especialmente importante em meio a preocupações recentes da segunda onda de covid-19, (2) tem uma história de crescimento clara, focada na expansão principalmente no Norte e Nordeste, onde a empresa tem uma alta participação de mercado e rentabilidade, e (3) tem bom potencial de capturar ganhos com o crescimento da margem Ebitda”.

Na mesma linha, o JPMorgan iniciou cobertura para a ação com recomendação overweight (exposição acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 12,50 – valorização de 48% frente a cotação da véspera. A expectativa dos analistas é de uma alta anual de 10% e 20% nas vendas e no Ebitda, respectivamente, da rede nos próximos cinco anos. Para o JP, um dos pontos que confirmam essa visão são as ofertas de serviços de saúde extra que as farmácias da rede oferecem, como a telemedicina.

Os analistas do Credit Suisse e do JPMorgan também apontam que as ações estão bastante descontadas em relação à líder RD. O JPMorgan ressalta que o papel PGMN3 é atualmente negociado a 22 vezes a relação preço/lucro, 48% abaixo dos de RADL3. A diferença deveria ser entre 25% e 30%, na avaliação dos analistas do banco, o que abre espaço para valorização da ação.

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Também entre as estreantes da Bolsa, atenção para as ações da d1000 (DMVF3), rede de drogarias formada pelas aquisições das bandeiras Drogasmil, Farmalife, Drogarias Tamoio e Drogaria Rosário, com atuação no Rio de Janeiro, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Tocantins. A rede farmacêutica faz parte do Grupo Profarma (PFRM3), segunda maior distribuidora do país. Os papéis estrearam na Bolsa em 10 de agosto após a ação ter sido precificada no IPO a R$ 17 e, desde então, já caíram 38%.

Assim como a Pague Menos, ainda que em uma escala menor, os analistas veem o case da d1000 como de reestruturação. Conforme destaca a XP, a companhia fez a aquisição de ativos em dificuldades, caso da Drogasmil e Rosário, tendo que se concentrar na recuperação da produtividade de lojas e no fechamento de unidades de baixa produtividade. Na visão dos analistas, essa recuperação já foi concluída e a empresa agora focará em execução e entrega de expansão de margem Ebitda.

A expectativa é de que a companhia acelere seu crescimento, com plano de expansão para 220 novas lojas até 2025, em grande parte concentradas no estado do Rio de Janeiro e no formato popular d1000 (baixa renda) – uma oportunidade ainda relativamente inexplorada na região.

“Estimamos que as vendas no conceito mesmas lojas cresçam cerca de 5%  ao ano, levando a um crescimento médio ponderado anual (CAGR) de 20% das vendas até 2025”, afirmam os analistas. Com isso, a recomendação da XP para os papéis é de compra, com preço-alvo de R$ 16.

Para os analistas, é importante notar que a recuperação de vendas (e consequente diluição de despesas comerciais, gerais e administrativas) é crucial para a tese de investimento e, portanto, deve ser monitorada de perto.

Entre os principais riscos, estão o de i) execução, dada a ambição da gestão de mais do que duplicar seu parque de lojas em 5 anos, entregando ao mesmo tempo melhorias operacionais significativas, ii) concorrência nas lojas populares, dado alguns varejistas farmacêuticos nacionais já manifestaram interesse em explorar este segmento na região Sudeste de forma mais aprofundada, e iii) baixa liquidez do ativo (com a ação tendo um giro financeiro médio diário de R$ 4 milhões).

Em entrevista ao Por Dentro dos Resultados, série do InfoMoney com executivos de companhias de capital aberto para comentar os balanços corporativos, o CEO Sammy Birmarcker destacou que o guidance de abertura de novas lojas – 30 no ano que vem – é conservador, sendo é certo que a empresa consegue entregar esse compromisso. “Nós precisamos entregar 30 boas lojas. Estamos num momento que a empresa precisa se firmar, mostrar a que veio. É melhor abrir 30 lojas bem-feitas do que sair abrindo lojas fracas por volume.”

Sobre o e-commerce, Birmarcker destacou que a empresa deu um primeiro passo ao lançar o canal de vendas online e app das redes, mas que ainda há um caminho a percorrer. “Tivemos um pico de 10% a 12% da receita sendo vendida online durante a pandemia, mas agora isso já caiu para uns 8%. Isso não significa que as vendas diminuíram, mas sim que elas cresceram nas lojas físicas, a medida que as restrições de mobilidade foram caindo”, avaliou.

Panvel: aumento de liquidez e aposta no digital

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Mas, além das estreantes, também ganha destaque no radar dos analistas do grupo Dimed, dono da Panvel (PNVL3), com forte participação na região Sul do país. No final de julho, a companhia realizou uma oferta de ações que movimentou R$ 1 bilhão, contemplando a distribuição primária de 16 milhões de papéis e a distribuição secundária de 18.557.112 ações de titularidade do Kinea Private Equity IV Master Fundo de Investimento, da Fundação Petrobras de Seguridade Social (Petros) e de determinados acionistas pessoas físicas.

“A oferta subsequente da Dimed ajudou a aumentar a liquidez das ações, ao mesmo tempo que proporcionou recursos para investir na expansão da drogaria Panvel e nos canais digitais”, destacou o Bradesco BBI à época. Os analistas possuem recomendação equivalente à compra para a ação, com preço-alvo de R$ 39 – ou upside de 87% em relação ao fechamento da véspera.

O BBI destaca a estratégia de investimento de 5 anos (2021-25), com uma expansão para 396 lojas (principalmente no Sul do Brasil), o investimento para manter a vantagem competitiva da empresa em canais digitais, e no centro de distribuição localizado em São José dos Pinhais.

“Dessa forma, esperamos impactos positivos da melhoria dos custos logísticos, da alavancagem operacional diluindo as despesas de SG&A (despesas gerais, com vendas e administrativas) e do crescimento da receita do canal digital. Esses movimentos devem levar a uma melhoria em sua margem Ebitda, que deve aumentar de 5,5% em 2019 para cerca de 7,5% em 2025, contra nossa estimativa anterior de 6% para aquele ano”, avaliam.

A expectativa é de que os aportes devam fazer da Panvel um grande player estratégico no Sul do Brasil, com a expansão das lojas colocando a companhia em uma posição dominante (atualmente a Panvel tem uma participação de cerca de 19% do mercado no Sul), permitindo que ela contenha a expansão dos concorrentes.

As estratégias das companhias farmacêuticas no médio prazo

elaboração: XP

Além disso, o investimento mais pesado em seu canal digital deve fortalecer a vantagem competitiva da Panvel: as receitas digitais. Os investimentos no canal digital devem triplicar nos próximos dois anos, atingindo mais de R$ 40 milhões ao ano, garantindo a integração dos canais de forma a reforçar a vantagem competitiva nesse canal de vendas, avaliam os analistas.

“Este investimento deve ser usado principalmente para mapear os hábitos dos clientes, de modo que a Panvel possa fornecer comunicações mais personalizadas aos clientes e, assim, aumentar as vendas por cliente/loja (o tícket médio de vendas digitais é normalmente 2,1 vezes o das vendas da loja física)”, aponta o BBI.

Uma questão de preço: RD segue cara?

E como a líder do setor (com uma fatia de 13,2% do mercado nacional, número que vai a 25,1% em SP) fica nessa história? Ainda que a sua capacidade de execução seja vista como bastante impressionante e que os resultados mostrem continuamente os bons frutos colhidos das inovações feitas, a RD se depara com a velha questão sobre se a sua ação está cara demais – que se agrava quando outras empresas do setor começam a despontar na Bolsa.

Como mostrado no quadro ao final desta matéria, de 15 casas de análise que cobrem a ação, segundo compilação feita pela Refinitiv, 8 possuem recomendação neutra, 1 recomenda venda e 6 recomendam compra.

A XP é uma das casas que possuem recomendação neutra para os ativos, com preço-alvo de R$ 27 ao final de 2021 (upside de 5,5%): os analistas acreditam que a empresa está bem posicionada para se beneficiar do potencial de crescimento e das oportunidades de consolidação do setor, dada a força de suas marcas e capilaridade nacional. Além disso, a projeção da equipe de análise é de que a recente proposta da Raia Drogasil em se tornar um plataforma de saúde e lançar seu próprio marketplace será um sucesso – o que pode adicionar até R$ 2,50 por ação.

No final de setembro, a companhia anunciou uma estratégia até 2025 baseada em três pilares: i) conceito de nova farmácia, ii) criação de marketplace e iii) plataforma integrada de saúde. Assim, combina a continuidade da expansão de lojas – previsão é abrir mais 480 em 2021 e 2022 – e a ampliação do leque de serviços para o consumidor, fazendo com que os pontos de vendas virem verdadeiros “hubs de saúde”.

Contudo, os analistas não incluíram esse adicional ao preço-alvo por conta da falta de visibilidade e informações das iniciativas. “Vemos um potencial de valorização abaixo das outras empresas do setor, enquanto as ações estão sendo negociadas a um prêmio de 14% ao nível histórico”, avalia a XP.

Eles ainda apontam que, embora estejam otimistas sobre as iniciativas do RD para adicionar valor, destacam que elas têm um custo: “esperamos que as margens brutas diminuam devido ao aumento da participação digital, juntamente com o novo programa de fidelidade Stix da RD, enquanto não esperamos diluição das despesas gerais e administrativas devido aos investimentos na plataforma de saúde da RD”.

Entre os riscos para a RD, está o de maior concorrência – uma vez que ela está expandindo fora das regiões em que é mais forte e parte da expansão será através do formato de lojas populares -, a de não entregar expansão de margem Ebitda devido aos investimentos em novas iniciativas para gerar valor. Além disso, a empresa entra em uma nova seara ao operar um marketplace, algo complexo e altamente competitivo – e, portanto, há riscos quando a RD começar a operar o seu.

O conservadorismo com os papéis foi observado após o resultado do terceiro trimestre de 2020. A companhia teve bons números apresentados no período, mostrando normalização das suas operações, aceleração do ritmo de vendas, mas ações fecharam o pregão pós-resultado com queda de 7,21%, baixa ainda maior do que o Ibovespa naquela sessão, de 4%. Ainda assim, a ação RADL3 avança 15% no acumulado de 2020, enquanto o benchmark da bolsa tem baixa de 9%.

Após o resultado, o BBI destacou: “estamos positivos com o setor de farmácias, mas mantemos nossa perspectiva conservadora para RD, principalmente por esperar que haja uma maior competição regional com novos players capitalizados, como Panvel, Pague Menos e d1000, e devido ao valuation esticado”. A recomendação para os ativos é neutra, com preço-alvo de R$ 23,40 (ou projeção de baixa de 8,5%). A expectativa é de que, com a Panvel aumentando a sua expansão no Sul, a d1000 no Centro-Oeste e no Sudeste e a Pague Menos no Norte e Nordeste, a expansão da companhia possa ser comprometida, além de haver uma maior competição em termos de preços.

Por outro lado, o Bank of America, que reiterou recomendação de compra para ação, com preço-alvo de R$ 30 (potencial de valorização de 17%), destacou: “vemos mensagens positivas como a capacidade da companhia em preservar as margens mesmo com as perdas operacionais, o ganho de mercado no Norte, Sul e Nordeste, melhora do fluxo de caixa e a tendência de digitalização”.

Para o BB Investimentos, que também tem recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 31,40 (upside de 22,70%), apontou que a RD deverá continuar sustentando essas vantagens competitivas frente à concorrência: “sua capilaridade, abrangência geográfica, estrutura logística e rapidez para responder à agressividade de competidores fazem com que a companhia se destaque diante de seus pares”.

Em live recente do Stock Pickers e que também contou com a presença de Eugênio de Zagottis (vice-presidente da RD), Fabio Alperowitch, gestor da FAMA Investimentos, destacou porque mantém posição em ações da companhia desde 2008.

“Sempre falam: adoro a empresa, mas é cara. Só que a Raia Drogasil sempre acaba provando que não é cara porque entrega algo que a gente não estava percebendo. Percebi isso muito cedo, óbvio que teve anos melhores, anos piores mas, dando o benefício da dúvida para a empresa, ela sempre retorna com criação de valor”, avaliou Alperowitch.

Apesar dos otimistas com a ação, a dificuldade de precificar as inovações para a RD pesam contra para aqueles que estão céticos com o papel, enquanto outras opções de investimento no setor aparecem. A visão que se desenha para o setor no geral, contudo, é positiva, principalmente pelas mudanças demográficas e pelas mudanças que as companhias estão realizando para se aproximar do consumidor.

Confira abaixo as recomendações das casas de análise para as companhias do setor, segundo dados da Refinitiv:

Empresa Ticker Recomendação de Compra Recomendação Neutra Recomendação de Venda Cotação das ações* Preço-alvo médio Potencial de valorização*
RD RADL3 6 8 1 R$ 25,59 R$ 25,81 +1%
d1000 DMFV3 0 2 0 R$ 10,56 R$ 22,50 +113%
Pague Menos PGMN3 3 1 0 R$ 8,42 R$ 12,50 +48%
Dimed/Panvel PNVL3 4 1 0 R$ 20,85 R$ 35,40 +70%
*dado de fechamento das ações do dia 10 de novembro

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“Somos conservadores no guidance de abertura de lojas para garantir que vamos cumprir”, diz CEO da d1000

SÃO PAULO — Embora tenha demonstrado melhora nos números do terceiro trimestre de 2020, a rede de farmácias d1000 (DMVF3) mantém uma postura conservadora ao falar de perspectivas e seu CEO, Sammy Birmarcker, diz que a empresa só vai retomar a “normalidade pré-pandemia” no segundo semestre de 2021.

“Estamos operando ainda com uma venda muito aquém do normal. Isso porque 17% das nossas lojas são em shoppings. Houve a reabertura parcial da economia no terceiro trimestre, isso ajudou o balanço, sem dúvida, mas os shoppings ainda estão apenas com 65%-70% de sua capacidade anterior”, afirmou o executivo.

Ele participou nesta segunda-feira (9) de uma live no InfoMoney da série Por Dentro dos Resultados, onde executivos de importantes empresas da Bolsa apresentam os principais destaques financeiros do terceiro trimestre, comentam os números e falam sobre perspectivas.

Por Dentro dos ResultadosCEOs e CFOs de empresas abertas comentam os resultados do ano. Cadastre-se gratuitamente para participar:

Segundo Birmarcker, o guidance de abertura de 30 novas lojas no ano que vem é conservador, mas é certo que a empresa consegue entregar esse compromisso. “Nós precisamos entregar 30 boas lojas. Estamos num momento que a empresa precisa se firmar, mostrar a que veio. É melhor abrir 30 lojas bem-feitas do que sair abrindo lojas fracas por volume.”

O CEO da d1000 falou ainda sobre a concorrência, como a rede de farmácias Pague Menos, recém chegada à Bolsa, e os planos de crescimento orgânico, sem tirar possíveis aquisições do radar. “Estamos capitalizados para isso”, afirmou.

Birmarcker comentou ainda sobre o aumento da margem bruta da empresa no terceiro trimestre, puxado entre outras coisas pelo segmento de higiene e beleza, falou sobre o fim do auxílio emergencial do governo e como isso pode impactar o público-alvo da d1000, já que a empresa pretende focar em farmácias populares.

Sobre o e-commerce, o CEO da d1000 disse que a empresa deu um primeiro passo ao lançar o canal de vendas online e app das redes, mas que ainda há um caminho a percorrer. “Tivemos um pico de 10% a 12% da receita sendo vendida online durante a pandemia, mas agora isso já caiu para uns 8%. Isso não significa que as vendas diminuíram, mas sim que elas cresceram nas lojas físicas, a medida que as restrições de mobilidade foram caindo”, avaliou.

O executivo falou ainda sobre aumento de preços, impacto do IGP-M maior sobre os alugueis, a estratégia de evitar abrir novas lojas em shoppings e sobre os preços das ações da companhia na Bolsa. Assista à live acima.

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Ações da B2W caem 3,8% e Petrobras fecha em queda após abrir em alta; CSN avança mais de 3% e d1000 dispara 14%

SÃO PAULO – Após a forte queda da véspera para o Ibovespa, o índice conseguiu ter um pequeno alívio nesta terça-feira (22). Ações que caíram forte na véspera, como as aéreas Azul (AZUL4, R$ 26,27, +1,04%) e Gol (GOLL4, R$ 18,18, -1,20%), que tiveram baixa de cerca de 8% por conta dos temores de aumento de casos de coronavírus na Europa, hoje ficaram entre perdas e ganhos.

As ações do setor bancário, amenizaram, mas fecharam em alta em sua maioria: Banco do Brasil (BBAS3, R$ 30,82, -0,19%), Itaú (ITUB4, R$ 23,10, +0,87%), Santander Brasil (SANB11, R$ 27,49, +0,70%) e Bradesco (BBDC3, R$ 18,63, +1,03%; BBDC4, R$ 19,90, +0,61%). Já a ação da B2W (BTOW3, R$ 94,25, -3,80%), que subiu cerca de 4% na véspera, fechou hoje com a maior baixa do Ibovespa.

A CSN (CSNA3, R$ 16,78, +3,39%), que fechou a sessão da véspera em queda após abrir em forte alta após a aprovação do IPO da CSN Mineração, teve ganhos de cerca de 3% neste pregão.

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Já a Petrobras (PETR3, R$ 21,27, -0,05%; PETR4, R$ 20,80, -0,48%) abriu com ganhos de cerca de 2% com um noticiário movimentado para a empresa, mas zerou os ganhos. A sessão começou com ganhos para o petróleo após a forte queda da véspera, que chegaram a 1%, mas a commodity também amenizou a alta, em meio às preocupações sobre a demanda.

No radar da petroleira estatal, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, decidiu retirar de análise em julgamento virtual um caso sobre a possibilidade de privatização de refinarias pela companhia sem aprovação legislativa, segundo informação do sistema de acompanhamento processual da corte. Ainda não há previsão oficial para que o caso seja apreciado em Plenário, enquanto o julgamento virtual havia estabelecido data até 25 de setembro para uma decisão. Saiba mais clicando aqui. 

A Petrobras ainda vai promover uma nova rodada de ofertas vinculantes pela Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, após receber duas propostas com valores próximos. A estatal disse em comunicado que a etapa vinculante do processo de venda do ativo possui participação da Ultrapar (UGPA3, R$ 22,45, +0,18%), de um consórcio liderado pela Raízen – joint venture entre Cosan (CSAN3, R$ 71,97, -1,89%) e Shell- e da chinesa Sinopec.

As ações da Vale (VALE3, R$ 57,81, +0,12%) ficaram próximas da estabilidade. Os futuros do minério de ferro na China tiveram a segunda sessão de perdas nesta terça-feira, devido a sinais de alívio na demanda pelo material usado na fabricação do aço e ao menor uso de produtos de aço. O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de Dalian, para janeiro, encerrou em queda de 2%, a 773 iuanes (113,81 dólares) por tonelada.

Já a d1000 (DMVF3, R$ 13,10, +13,91%), após saltar 15% na véspera, seguiu em alta superior a 10% nesta sessão. Ontem, a XP Investimentos iniciou a cobertura das ações da varejista farmacêutica com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 20,50 por ação para o final de 2021. Com base no fechamento de mercado do dia 18 de setembro, a instituição vê potencial de alta de 105% para as ações. Veja mais clicando aqui. 

Confira os destaques:

Totvs (TOTS3, R$ 28,40, +1,21%) e Linx (LINX3, R$ 34,93, -0,23%)

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A Totvs anunciou na segunda que, através de seus assessores jurídicos foi informada que os conselheiros independentes da Linx não irão firmar o protocolo de incorporação com a empresa por entenderem que tal assinatura feriria o acordo celebrado com a Stone Participações. Em comunicado ao mercado, a Totvs afirma considerar a decisão “equivocada”.

Aliado a isso, a empresa afirma ainda que “não houve evolução relevante da análise, pelo comitê especial independente constituído pelo conselho de administração da Linx, da proposta de combinação de negócios apresentada pela Totvs”.

Na visão da Totvs, até esse momento, sua percepção é de que, independentemente dos motivos, o comitê tem demonstrado somente disposição para retardar, ou mesmo impedir, a apreciação de sua proposta pela assembleia de acionistas da Linx, para assim forçar esses acionistas a deliberar sobre uma única proposta, a da Stone.

Segundo a Totvs, tal posicionamento não tem suporte nem mesmo no acordo de associação celebrado entre a Linx e a Stone, que em seu item 7.2 prevê que, eventual recomendação de aprovação de proposta de operação concorrente pelo conselho de administração da Linx não constitui violação à exclusividade assumida naquele mesmo acordo”.

Para que sua proposta, que já foi prorrogada até 13 de outubro, continue válida após esse prazo, a Totvs espera que a administração da Linx proporcione o mesmo nível de acesso à informação dado à Stone na preparação dos documentos exigidos pela CVM e pela SEC para a realização de assembleias; caso a assembleia geral da Linx para deliberar sobre a proposta da Stone seja convocada antes de o formulário F-4 da Totvs seja declarado efetivo pela SEC, assegure a inclusão, na ordem do dia da mesma assembleia; e emita, ainda que condicionada a estar o F-4 da Totvs efetivo, sua recomendação aos acionistas da Linx quanto à proposta da Totvs.

A Totvs reiterou ainda que sua proposta será mantida após 13 de outubro apenas caso essas condições mínimas sejam respeitadas.

Segundo o Bradesco BBI, a assinatura deste protocolo é um passo importante para permitir que a oferta da TOTVS seja levada à assembleia de acionistas da Linx em conjunto com a oferta de Stone. “Acreditamos que é do interesse dos acionistas ter ambas as ofertas sobre a mesa, para que possam decidir qual delas se adapta melhor aos seus interesses. Além disso, acreditamos que ocorrerão mais desdobramentos nesta história”, avaliam.

Petrobras (PETR3, R$ 21,27, -0,05%; PETR4, R$ 20,80, -0,48%), Ultrapar (UGPA3, R$ 22,45, +0,18%) e Cosan (CSAN3, R$ 71,97, -1,89%)

A Ultrapar Participações e a Cosan confirmaram que estão disputando a compra da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (REPAR) da Petrobras, no Paraná. Em comunicado, a Cosan informou que apresentou uma proposta para comprar a Refinaria. A proposta foi feita pela Cosan e o consórcio liderado pela Raízen. A Ultrapar também informou que está participando do processo.

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Em relatório, o Credit Suisse afirmou que, além da Ultrapar e da Raízen, a Sinopec também fez uma oferta pela empresa. Na visão do banco, deve haver uma nova rodada de propostas pela companhia. “Acreditamos que a Ultrapar e a Cosan vão competir pela Repar e pela Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP).”

No momento, o Senado está procurando apoio para vetar a venda de subsidiárias da empresa sem autorização do Parlamento. Segundo a Agência Senado, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, apresentou relatório com voto favorável ao deferimento do pedido formulado pelo Senado contra a venda de subsidiárias da Petrobras sem análise do Parlamento. Outro ministro do STF, Ricardo Lewandowski, já apresentou voto e acompanhou o relator. Os demais ministros têm até o dia 25 de setembro de 2020 para apresentarem seus votos.

Ainda no radar da companhia, a Petrobras deve adiar a oferta dos 37,5% ainda detidos pela petroleira na BR Distribuidora até que haja uma melhoria das condições do mercado de capitais, de acordo com o Valor Econômico. O processo de desinvestimento recebeu aval do conselho de administração no final de agosto. No entanto, a bolsa vem caindo desde então, o que levou a empresa a segurar a operação, segundo o jornal.

Também em destaque, a empresa concluiu hoje a oferta de recompra de títulos globais efetuada pela sua subsidiária integral Petrobras Global Finance B.V. (PGF). O volume de principal foi de US$ 3,502 bilhões, considerando as taxas de câmbio de US$ 1,1828/€ e US$ 1,2975/£, conforme o caso. O montante total pago a esses investidores foi de US$ 3,975 bilhões.

Como o montante total ofertado pelos investidores na oferta de recompra excedeu o limite de US$ 4 bilhões previamente estabelecido, o volume ofertado para alguns dos títulos não foi aceito.

Marfrig (MRFG3, R$ 16,29, -1,45%)

A agência de classificação de risco Fitch elevou os ratings de longo prazo em moeda local e estrangeira da Marfrig, de BB- para BB, citando a melhora do perfil financeiro e de negócios da companhia nos últimos anos. A perspectiva é estável.

“A participação de 81,7% da empresa na National Beef reduziu sua exposição ao Brasil e diversificou sua exposição para dois ciclos de gado e melhorou seu acesso a mais mercados”, afirmou a agência.

“As fortes condições da indústria em 2020 resultaram em um fluxo de caixa extraordinariamente forte nos EUA, o que melhorou ainda mais a liquidez e a estrutura de capital da empresa”, acrescentou.

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Além disso, a companhia vai colocar em prática a partir de outubro o monitoramento ambiental de fazendas pecuárias ligadas direta ou indiretamente ao fornecimento de gado para a companhia, segundo O Estado de S.Paulo.

Segundo a reportagem, o objetivo é evitar a aquisição de bovinos que tenham passado por áreas de conservação ambiental, desmatadas ilegalmente, embargadas pelo Ibama ou que usem trabalho análogo à escravidão.

Oi (OIBR3, R$ 1,79, +4,07%; OIBR4, R$ 2,60, +2,77%)

Representantes da Oi e da Advocacia Geral da União (AGU) estão na reta final das negociações que permitirão cortar pela metade a dívida pública de R$ 13 bilhões da operadora, segundo o Estadão. O valor se refere a mais de mil multas aplicadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) sobre a companhia, ao longo da última década.

A Coluna do Broadcast apurou que a avaliação do mérito do acordo já tem parecer favorável dos servidores da AGU, bem como do Ministério das Comunicações, que também participa do processo. Agora, faltam somente os ajustes finais e a redação dos termos, que devem levar entre 30 e 60 dias para serem concluídos. Segundo o BBI, a notícia é positiva, reforçando a visão otimista sobre o case da Oi.

Por outro lado, o banco Itaú requereu à 7ª Vara Empresarial da Comarca do Rio de Janeiro que seja declarado nulo o resultado da AGC (Assembleia Geral dos Credores) do grupo segundo o site especializado Telesíntese. “Os bancos envolvidos neste processo já tentaram várias movimentações judiciais antes do processo, todas negadas até agora e esperamos que o mesmo entendimento do juiz no caso seja mantido”, aponta o BBI.

Minerva (BEEF3, R$ 12,66, -1,78%)

A Minerva informou a liquidação financeira do aumento de capital em função do exercício de bônus de subscrição homologados na última Reunião do Conselho de Administração da Companhia, em 15 de setembro. A operação somou R$ 395,5 milhões, com a emissão de 61.604.794 novas ações ordinárias.

Com isso, o capital social passou a ser dividido em 548.413.533 ações ordinárias. Segundo a Minerva, ainda restam 59.382.322 bônus de subscrição disponíveis no mercado, com prazo máximo para exercício até 21 de dezembro de 2021, podendo representar um aumento de capital adicional de aproximadamente R$ 381,2 milhões.

B3 (B3SA3, R$ 57,36, +2,25%)

A B3 aprovou pagamento de juros sobre capital próprio no valor total de R$ 302 milhões, equivalentes ao valor bruto de R$ 0,14778588 por ação. Além disso, foi aprovado o pagamento de dividendos de R$ 1,324 bilhão, equivalentes ao valor de R$ 0,648368753 por ação. Os pagamento serão feitos em 07 de outubro e têm como base a posição acionário de 24 de setembro de 2020. As ações serão negociadas na condição “ex” juros sobre capital próprio e dividendos a partir do dia 25 de setembro de 2020.

B2W (BTOW3, R$ 94,25, -3,80%)

A B2W homologou o aumento de capital social da Companhia, aprovado em 21 de julho, no valor de em R$ 4 bilhões, mediante a emissão privada de 34.782.609 novas ações ordinárias, pelo preço de emissão de R$115,00 por ação. Com isso, o capital social da Companhia passou de R$ 8,3 bilhões para R$ 12,3 bilhões, dividido em 559.632.528 ações ordinárias.

Banco do Brasil (BBAS3, R4 30,82, -0,19%)

O Banco do Brasil formalizou a saída do presidente Rubem de Freitas Novaes. Ele é substituído, a partir de hoje, por André Brandão, ex-presidente do HSBC. Novaes foi indicado pelo Ministro da Economia, Paulo Guedes, em novembro de 2018.

“Nossa visão é positiva para a chegada de André Brandão pelo fato dele já ter experiência como CEO e ser atualmente um executivo do ramo, em uma instituição onde o corte de custos tem sido foco”, destacaram os analistas da XP Investimentos em relatório.

Em entrevista à agência interna do BB, Brandão defendeu a diversidade no quadro de funcionários do banco e apontou que o governo pediu um gestor para o banco, um executivo para conduzir a instituição. Ele também foi questionado a Brandão quais serão os grandes pilares da sua gestão. Embora tenha dito que está começando a imergir nos detalhes do banco e que a estratégia “está perfeita”, o presidente afirmou que deve eleger como prioridade a experiência do cliente. Eficiência operacional e rentabilidade também foram apontadas como pilares muito importantes. Veja mais clicando aqui.

Hapvida (HAPV3, R$ 62,86, -0,08%)

O Bradesco BBI atualizou o preço-alvo da Hapvida de R$ 71 para R$ 73 para refletir o recente movimento de aquisições, crescimento orgânico e melhoria de preços. Com as novas aquisições, a base de beneficiários cresceu mais de 10%, ampliando a diversificação do portfólio e reduzindo a exposição às regiões Norte e Nordeste.

Segundo o banco, o rating foi mantido em Neutro. Os analistas alertaram que a empresa pode sofrer uma queda maior no número de beneficiários devido à crise da Covid-19 e ao aumento do desemprego, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. Por outro lado, o BBI destacou que a Hapvida está envolvida em uma mudança estrutural do setor, e que a aquisição de empresas em diferentes regiões deve criar oportunidades de crescimento orgânico no médio e no longo prazo.

Plano & Plano (PLPL3, R$ 8,58, +0,94%)

A Plano & Plano informo que o acionista Truxt Investimentos aumentou a participação em ações ordinárias da companhia, passando a administrar um total de 24.900.000 ações ordinárias, correspondentes a 12,19% do total de ações ordinárias da Plano & Plano.

Ez Tec (EZTC3, R$ 37,40, -0,08%)

A Ez Tec anunciou o lançamento de um complexo residencial na cidade de Guarulhos que terá Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 205,8 milhões. São dois projetos, com áreas que variam de 39 a 110 metros quadrados. A previsão de entrega é setembro de 2023.

Sanepar (SAPR11, R$ 27,09, +1,23%)

A Sanepar prorrogou por 90 dias a cobrança para clientes cadastrados na tarifa social.

(Com Agência Estado e Reuters)

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XP recomenda compra para d1000 (DMVF3) e vê potencial para que a ação dobre de valor até o fim de 2021

Drogasmil d1000 (Facebook/ Drogasmil)

SÃO PAULO – A XP Investimentos iniciou a cobertura das ações da varejista farmacêutica d1000 (DMVF3, R$ 11,50, +15%) com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 20,50 por ação para o final de 2021. Com base no fechamento de mercado do dia 18 de setembro, a instituição vê potencial de alta de 105% para as ações. Nesta sessão, os papéis saltaram 15%.

Segundo a XP, a recomendação se deve às melhorias operacionais da empresa, principalmente das bandeiras Drogasmil e Rosário, que estavam em dificuldades. Confira o relatório clicando aqui. 

Além disso, a XP destacou que a aceleração do processo de abertura de lojas da d1000 deve gerar um crescimento médio de receita de 17% ao ano entre 2019 e 2023.

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Pedro Fagundes, analista da XP, ainda destacou que a relação risco-retorno da empresa está assimétrica, depois da queda de 41% desde o IPO.

As ações estão sendo negociadas a um múltiplo de preço sobre o lucro (P/L) de 14,8 vezes  em 2021, um desconto de 40% em relação à média de cobertura de varejo da XP.

“Em nosso preço-alvo, as ações seriam negociadas a um EV/EBITDA de 15,3 vezes em 2021e e P/L de 30,4 vezes ”, destaca o analista.

A d1000 é a nona maior varejista farmacêutica do Brasil, com 0,9% de participação de mercado, R$ 1,1 bilhão em faturamento anual e 188 lojas em quatro estados. A companhia é resultado de três aquisições realizadas desde 2013 pela Profarma (PFRM3) – acionista controlador da companhia e segunda maior distribuidora farmacêutica do país.

Leia também: “Nós não abrimos o capital da companhia para sermos coadjuvantes”, diz CEO da d1000

Os principais mercados da d1000 são o Rio de Janeiro (cerca de  63% do total de lojas) e Brasília (cerca de 32% do total), com uma participação de mercado de 10% e 12%, respectivamente. Além disso, a companhia também tem operação em Tocantins, Mato Grosso e Goiás (5% do total).

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Ao longo dos próximos anos, a estratégia da empresa está focada no adensamento da base de lojas da companhia nos estados em que ela já possui operações, principalmente no Rio de Janeiro, onde ela presente expandir a sua presença através do formato popular (de baixa renda), com foco na bandeira Tamoio.

Vantagens competitivas e riscos no radar

Conforme destaca Fagundes, a principal vantagem competitiva da d1000 deriva da sua verticalização através da Profarma, que é a segunda maior distribuidora de medicamentos do país. “A empresa se beneficia de ganhos de escala similares àqueles de grandes competidores nacionais do setor, mesmo sendo muito menor em tamanho, por conta da rede de distribuição e logística robusta do seu acionista controlador. Isso permite que a companhia tenha uma grande competitividade de preço”, avalia o analista.

Além disso, a empresa se beneficia do menor capital investido (necessidades de capital de giro e ativos fixos), pois alavanca os centros de distribuição e estoques da Profarma.

A companhia tem um modelo de loja popular (destinado à baixa renda) eficiente e bem estabelecido, a Drogarias Tamoio, aponta o analista. As lojas da bandeira têm faturamento mensal mais elevado (em média R$ 615 mil, de acordo com as estimativas da XP) e uma margem Ebitda de loja também superior (cerca de 9%) em relação à média da empresa (R$ 500 mil e 7%, respectivamente).

Além disso, não apenas este formato tem um grande potencial de crescimento devido à demografia do Brasil, mas também enfrenta uma concorrência relativamente menor de grandes competidores nacionais neste momento – especialmente no Rio de Janeiro. “Esperamos que as vendas das lojas Tamoio cresçam em média +28% entre 2019 e 2023”, apontam.

Vale destacar ainda que cerca de 30% dos recursos arrecadados no IPO da empresa (R$ 120 milhões) irão alimentar seu plano de expansão de lojas. A administração tem como alvo abrir 220 novas unidades entre 2021 e 2025, principalmente com foco na bandeira Tamoio. Com isso, a expectativa é de que a d1000 dobre sua base de lojas em um período de cinco anos e que a bandeira Tamoio atinja 57% das vendas totais (de 38% atualmente).

A análise da XP ainda aponta que as novas lojas da empresa estarão predominantemente localizadas nos estados específicos em que a d1000 já opera – reduzindo assim o risco potencial de execução, dado a já estabelecida força da marca nas regiões. O destaque fica para o estado do Rio de Janeiro, onde a d1000 atualmente tem contratos para 50% das inaugurações de lojas do próximo ano já assinados.

Como riscos ao negócio, a XP citou justamente que, como a administração da companhia pretende mais do que duplicar o número de lojas da empresa em cerca de 5 anos, mantendo níveis elevados de retorno por loja, as projeções de crescimento podem ser afetadas se as metas não forem atendidas. “Neste momento, no entanto, acreditamos que o mercado já desconta excessivamente a capacidade da administração de entregar o plano elaborado no momento do IPO”, avalia o analista.

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Outros pontos de atenção são a concorrência no formato de loja popular  – algumas das principais varejistas farmacêuticas no país (como a RD) já mostraram interesse em explorar com maior afinco o segmento – e a liquidez ainda baixa das ações ((R$ 8,0 milhões negociados diariamente, em média).

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“Nós não abrimos o capital da companhia para sermos coadjuvantes”, diz CEO da d1000

SÃO PAULO — “Nós não abrimos o capital da companhia para sermos coadjuvantes”, disse Sammy Birmarcker, CEO da d1000 (DMVF3). Recém-chegada à Bolsa, a rede de farmácias pretende mais do que dobrar suas lojas em cinco anos, segundo o executivo.

Em live do InfoMoney, Birmarcker comentou sobre os planos da empresa de expandir especialmente nos locais onde já atua, principalmente Rio de Janeiro, e com foco no modelo de negócios popular. A rede é dona das marcas Drogasmil, Farmalife, Drogarias Tamoio e Drogaria Rosário.

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“A gente tem uma iniciativa de crescer, inicialmente nas áreas onde a gente já tem o reconhecimento de marca. A gente acredita que a concorrência, até esses processos que a gente tem visto mais recentemente de abertura de capital, Panvel, Pague Menos, também são projetos regionais. Eles vão acabar reforçando um a sua atuação no Sul e outro, ao meu ver, no Nordeste. Acho que até de certa forma pode distrair um pouco a Raia [Raia Drogasil, líder no segmento] na área de atuação que a gente atua”, disse.

A live faz parte da série Por dentro dos resultados, em que CEOs e CFOs de empresas abertas comentam os resultados do ano e respondem dúvidas de quem estiver assistindo. Nos próximos dias, haverá lives com Priner, Profarma, Springs Global e Marisa (veja a agenda completa e como participar).

Birmarcker afirmou ainda que a estrutura de capital da companhia vai continuar adequada, mesmo após a empresa usar cerca de metade do dinheiro levantado no IPO para pagar dívidas de curto prazo. Ele citou ainda que a d1000 está fazendo investimentos em tecnologia e que todas as marcas terão e-commerce e app próprios até o fim deste trimestre — na pandemia, as vendas por call center cresceram, destacou.

Também participou da live o CFO e diretor de relações com investidores da empresa, Marcus Santos, que enfatizou que, embora as vendas da companhia tenham caído 24% no segundo trimestre, houve uma redução de margem de apenas um ponto. Assista à live completa acima.

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Petrobras avança na venda de termelétricas, resultados de Cemig, PDG, Profarma e d1000 e mais destaques

Terminal de gás da Ilha Redonda, da Petrobras, no Rio de Janeiro (Shutterstock)

A temporada de balanços reduz o ritmo nesta semana, mas traz um dos resultados mais aguardados dos investidores: o do Magazine Luiza (MGLU3), que ocorre hoje após o fechamento do mercado.

Nesta segunda-feira, foi divulgada a segunda prévia da nova carteira teórica do Ibovespa, mantendo a inclusão de EzTec (EZTC3) e PetroRio (PRIO3) e ocorrerá o vencimento de opções sobre ações na B3, o que pode adicionar volatilidade ao índice.

Os investidores também acompanham hoje as teleconferências das seguintes empresas sobre os resultados trimestrais: Cemig (CMIG4) às 14h; Le Lis Blanc (LLIS3), às 10h; Lopes Brasil (LPSB3), às 12h; PDG Realty (PDGR3), às 11h; Direcional (DIRR3), às 9h; Cosan Log (RLOG3); Priner (PRNR3), às 11h e Profarma (PFRM3), às 10h.

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O mercado vai refletir os resultados divulgados na sexta-feira à noite. Entre eles, a Cemig reportou uma queda de 50% no lucro líquido, para R$ 1,04 bilhão.

Outras companhias, como Direcional, PDG Realty e Cosan Logística divulgaram os números do segundo trimestre. Já a EzTec pediu registro para oferta pública inicial de ações de seu braço de imóveis comerciais, a EZ Inc.

Confira os destaques:

O IRB apresentou representação criminal ao Ministério Público Federal do Rio de Janeiro acerca das irregularidades encontradas nas demonstrações contábeis da companhia, inclusive aquelas divulgadas em 18 de fevereiro de 2020,

As irregularidades são relacionadas a desvios e manipulações contábeis, entre outras identificadas pelas investigações internas e forenses realizadas, que levaram ao refazimento das demonstrações financeiras do exercício de 2019, conforme divulgado no fato relevante divulgado no fim de junho.

“Mantendo seu compromisso permanente de colaborar com as investigações que vierem a ser conduzidas pelas autoridades competentes, a Companhia apresentará cópia da referida representação criminal à Comissão de Valores Mobiliários – CVM e à Superintendência de Seguros Privados – SUSEP, considerando, inclusive, que as irregularidades e manipulações contábeis identificadas cuidavam de informações destinadas aos reguladores”, afirmou a companhia. Veja mais clicando aqui. 

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A Cemig teve lucro líquido de R$ 1,04 bilhão, queda de 50,6% ante o mesmo trimestre do ano passado.

De acordo com a empresa, a comparação foi impactada pelo reconhecimento de um crédito não recorrente de PIS/Pasep e Cofins sobre o ICMS no segundo trimestre de 2019, que somou R$ 1,98 bilhão.

A pandemia também impactou os resultados. O volume de energia distribuída no trimestre foi 6% mais baixo do que o registrado no mesmo período de 2019.

Leia mais: Executivos da B3, Marfrig e outras grandes empresas comentam os resultados do ano em lives no InfoMoney

A receita líquida da Cemig no período caiu 15,4% para R$ 5,93 bilhões. Já o Ebitda ajustado foi de R$ 941,2 milhões no período, recuo de 11,3% na mesma comparação.

O Morgan Stanley destacou os ganhos que a Cemig obteve com a reavaliação da Light e também os R$ 430 milhões referente à revisão tarifária dos ativos de transmissão. Para o banco americano, o Ebitda ajustado de R$ 919 milhões (uma queda de 10% no comparativo anual) ficou abaixo da expectativa, “devido aos resultados abaixo do esperado na geração e parcialmente compensado por resultados sólidos na distribuição”.

Os analistas veem potencial de alta nas ações da Cemig. entre as razões para isso estão as “melhorias operacionais em andamento, permitindo à companhia operar mais próxima do Ebitda regulatório da distribuição; potencial de venda de ativos”. Eles destacaram ainda que, embora improvável no momento, é um ativo que pode ser privatizado.

PDG Realty (PDGR3)

No setor imobiliário, a PDG Realty teve um prejuízo de R$ 187 milhões no segundo trimestre. O resultado representa uma queda de 25% ante o prejuízo de R$ 249 milhões registrado um ano antes.
O Ebitda foi negativo em R$ 68,3 milhões. No mesmo período de 2019, foi negativo em R$ 134 milhões. A receita operacional líquida caiu 19,7% para R$ 57 milhões.

Direcional Engenharia (DIRR3)

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A Direcional registrou lucro líquido de R$ 33,8 milhões no segundo trimestre, alta de 30,9% ante o mesmo trimestre de 2019.

A receita líquida somou R$ 408,4 milhões, alta de 9,1% em relação ao mesmo período do ano passado. O Ebitda ajustado apresentou avanço anual de 19,8%, para R$ 70,1 milhões.

Lopes Brasil (LPBS3)

A Lopes Brasil divulgou prejuízo líquido de R$ 10,1 milhões no segundo trimestre de 2020. Um ano antes, o prejuízo havia sido de R$ 1,8 milhão.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida, na sigla em inglês) somou R$ 8,02 milhões, recuo de 45% na comparação anual.

A receita líquida da LPS Brasil caiu 15% no ano, passando de R$ 38,88 milhões no segundo trimestre de 2019 para R$ 32,9 milhões no segundo trimestre deste ano.

Cosan Logística (RLOG3)

A Cosan Logística teve lucro líquido de R$ 117 milhões no segundo trimestre, mais que o dobro dos R$ 51 milhões registrados um ano antes.

O Ebitda cresceu 32% para R$ 1,2 bilhão, enquanto a receita operacional líquida subiu 5,7% para R$ 1,8 bilhão.

A Priner reportou prejuízo líquido de R$ 18, 2 milhões, frente a um prejuízo de R$ 2 milhões no mesmo trimestre de 2019.

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O Ebitda foi negativo em R$ 9,7 milhões, frente a um Ebitda positivo de R$ 7 milhões no ano anterior. A receita líquida recuou 48% para R$ 48 milhões.

A construtora EZtec Empreendimentos e Participações informou que pediu registro para oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) de seu braço de imóveis comerciais, a EZ Inc Incorporações Comerciais.

Segundo fato relevante, a assembleia de acionistas aprovou a oferta e também a adesão da EZ Inc ao Novo Mercado da B3.

O Credit Suisse elevou a recomendação da Eztec de “neutra” para “outperform”, levando em consideração o desempenho recente do papel, que registra uma queda no acumulado do ano acima do Ibovespa (26% x 15%). O preço-alvo foi elevado de R$ 49 para R$ 51 por ação.

Para o Credit, a dinâmica da Ezctec mudou, uma vez que divulgou lançamentos para o segundo semestre e fez o arquivamento do IPO da EZ Inc.

“Os principais riscos são uma recuperação pior que o esperado na demanda do segmento de média renda; aumento rápido de preços dos terrenos em São Paulo; e dificuldade de venda de estoques”, avaliaram, em relatório a clientes, os analistas do Credit Suisse.

BR Distribuidora (BRDT3)

A BR Distribuidora afirmou não haver volumes de biodiesel suficientes para atender à demanda da mistura do diesel no Brasil. A informação foi noticiada pelo jornal Valor Econômico.

De acordo com a reportagem, a companhia defende uma queda de 10% no percentual de adição do biocombustível para os próximos meses. Além disso, ressalta a necessidade de medidas urgentes ainda em agosto para manter o equilíbrio do abastecimento.

A Enauta Participações divulgou hoje que sua controlada Enauta Energia vendeu sua participação de 45% no Campo de Manati para a Gas Bridge. A operação soma R$ 560 milhões, e deve ser concluída até o final de 2021.

Em relatório, o Morgan Stanley lembra que a Enauta fica agora com um único ativo em produção. A recomendação da empresa foi mantida em “overweight” (exposição acima da média do mercado) com preço-alvo de R$ 13,50.

Os recursos dessa operação, segundo o Morgan Stanley, podem ter três destinações: distribuição de dividendos especiais, juntamente com o caixa excedente oriundo da venda do ativo Bacalhau; acelerar as atividades de prospecção em Sergipe; e adquirir outro ativo operacional.

Essa última opção o banco americano atribui baixa probabilidade de ocorrer neste momento.

Profarma (PRFM3)

A Profarma registrou prejuízo líquido de R$ 4,4 milhões no segundo trimestre de 2020, revertendo o lucro líquido de R$ 1,2 milhão no segundo trimestre do ano passado.
O Ebitda foi de R$ 48,1 milhões, queda de 4,3%, enquanto a receita líquida cresceu 10% para R$ 1,2 bilhão.

A d1000, rede de drogarias formada pelas bandeiras Drogasmil, Farmalife, Drogarias Tamoio e Drogaria Rosário que estreou na bolsa no último dia 10, teve um prejuízo líquido de R$ 13 milhões no segundo trimestre de 2020, sendo 63% dele em abril, informou a companhia.

A receita bruta foi de R$ 230 milhões, baixa de 24,2% na base anual (sendo queda 4,2%, excluindo lojas de shopping e lojas encerradas). O Ebitda passou de R$ 22,1 milhões para R$ 14,5 milhões, queda de 34,4%.

“O segundo trimestre de 2020, conforme previsto, foi afetado pela pandemia causada pelo novo coronavírus. Nossa base de lojas foi diretamente impactada – 18% são localizadas em shopping, e as demais operaram com um fluxo reduzido de clientes. Com o novo cenário, adotamos uma série de medidas para maior proteção de colaboradores e consumidores e sustentabilidade dos negócios: renegociamos os contratos de aluguel, aplicamos a MP 936 para parte de nosso corpo funcional, expandimos nosso atendimento por delivery, hoje com 73 lojas-polo, mantivemos nosso cronograma de abertura de lojas, com duas inaugurações e aceleramos nosso processo de digitalização. Ao final do trimestre, lançamos o aplicativo e site de vendas da Drogasmil. E no terceiro trimestre, todas as nossas bandeiras terão ingressado no comércio online, fortalecendo a omnicanalidade”, apontou Sammy Birmarcker, CEO da d1000.

O CEO ainda destacou: “estamos confiantes no nosso modelo de negócio, na capacidade de execução do nosso time e no potencial de geração de valor que temos pela frente. A combinação de uma companhia capitalizada com marcas fortes e integradas amplia nossas possibilidades de um crescimento sustentável”.

Restoque (LLIS3)

A Restoque teve um prejuízo líquido de R$ 146,7 milhões no segundo trimestre de 2020, revertendo um lucro líquido de R$ 41,2 milhões em 2019.

O Ebitda ficou negativo em R$ 70,3 milhões, contra um Ebtida positivo de R$ 139,6 milhões. A receita líquida atingiu R$ 45,1 milhões, queda de 81,5% na comparação anual.

Em relatório, o BB Investimentos avaliou o resultado da empresa como fraco, mas dentro do esperado. O banco manteve a recomendação neutra e o preço-alvo em R$ 7,20 para a ação da companhia.

Para o terceiro trimestre, o BB espera que ocorra uma recuperação de vendas e das margens devido à flexibilização das medidas de isolamento e às iniciativas focadas em maior aceitação das coleções.

A Linx informou em comunicado que não há qualquer acordo vigente de confidencialidade que permita o compartilhamento de informações entre a companhia e a Totvs, que tipicamente é a primeira etapa
necessária para discussão de uma operação de combinação de negócios.

A Linx disse ter sido surpreendida com comunicado divulgado pela Totvs em 14 de agosto, que dizia que a Linx preferiu não tomar conhecimento da proposta que a empresa tinha a apresentar para combinação de negócios.

A Linx esclareceu que houve contatos preliminares entre 31 de julho e 4 de agosto entre o diretor presidente da companhia e o presidente do Conselho da Totvs e o Itaú BBA.

Nesses contatos foi informado que qualquer proposta da Totvs ainda estaria em estudos preliminares e demoraria semanas para ser apresentada. A Linx notificou Totvs para que interrompa imediatamente o uso sem autorização da marca Linx em suas divulgações. O Conselho da Linx vai avaliar a proposta da Totvs e manter acionistas e mercados informados.

A Petrobras iniciou fase vinculante referente à venda de três termelétricas em Camaçari, no estado da Bahia, e uma em Canoas, no estado do Rio Grande do Sul.

A companhia ainda fechou contrato para a venda da totalidade de sua participação nos campos terrestres de Fazenda Belém e Icapuí, denominado Polo Fazenda Belém, localizados na Bacia Potiguar, no estado do Ceará. O valor da venda é de US$ 35,2 milhões.

Desse total, US$ 8,8 milhões foram pagos à vista e US$ 16,4 milhões serão pagos no fechamento da transação. Uma fatia de US$ 10 milhões será paga em doze meses após o fechamento da transação.

Além disso, a estatal assinou com a MISC Berhad uma carta de intenção para afretamento e prestação de serviços do FPSO Marechal Duque de Caxias, que será instalado no campo de Mero 3, na área de Libra, no pré-sal de Santos.

Setor educacional

As ações do setor educacional podem reagir a um estudo que será divulgado hoje pelo Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular.

Segundo a Folha de S. Paulo, o estudo vai mostrar que a reforma tributária do ministro da Economia, Paulo Guedes, pode aumentar de 6% a 10,5% a mensalidade de escolas e instituições de ensino superior particulares, se aprovada.

Banco do Brasil (BBAS3)

Na sexta-feira, o Banco do Brasil oficializou o nome de André Brandão como novo CEO da estatal. O nome já era dado como certo há cerca de duas semanas, e sua nomeação foi considerada uma vitória para a ala “pragmática” do governo pelo seu perfil considerado bastante técnico.

O presidente da Oi, Rodrigo Abreu, disse que o valor da unidade de fibra da empresa poderia chegar até a R$ 30 bilhões.

Segundo ele, o preço mínimo de R$ 20 bilhões é “apenas um começo” e foi definido depois que a operadora de telecomunicações recebeu muitas propostas não vinculantes de interessados em adquirir a empresa, afirmou.

Abreu vê como “enormes” as perspectivas de crescimento para a unidade, chamada de InfraCo, que pode gerar um Ebitda entre R$ 3 bilhões e R$ 5 bilhões no curto prazo, segundo ele, acrescentando que os múltiplos para o setor geralmente vão de 10 a 20 vezes o Ebitda.

As propostas vinculantes para comprar até 51% do capital total da empresa devem ser recebidas ainda este ano e leilão de venda deve ocorrer no primeiro trimestre de 2021.

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