“Não lutei para ganhar e depois perder”, afirma Gil do Vigor sobre ser investidor conservador

Gil Nogueira, PhD em Economia e sucesso do BBB (crédito: Instagram)

Se antes de participar do Big Brother Brasil 2021 o economista Gilberto Nogueira vivia “lascado”, o agora célebre Gil do Vigor deixou essa realidade para trás. Rico, como ele mesmo se define, já começou a aplicar o dinheiro que ganha com publicidade e trabalhos como influenciador em investimentos de renda fixa, mais conservadores. “Não lutei para ganhar e (depois) perder”, explica.

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Em entrevista ao Estadão/Broadcast, Gil também fala sobre como poderá ser uma voz de conscientização nas eleições de 2022 e a importância de discutir a distribuição de recursos públicos. A seguir, os principais trechos da conversa.

Não podemos deixar de começar esta conversa sem recorrer ao seu bordão mais famoso durante o ‘BBB’. O Brasil está lascado na economia?

Sim, o Brasil está lascado. As consequências da segunda onda da pandemia sobre a economia, o desemprego, a inflação. Fica difícil conseguir imaginar como vai ser a saída. Tem (saída)? Tem. Temos pessoas extremamente qualificadas no Brasil, mas tudo isso passa por uma gestão política que precisa mudar. Vivemos um pesadelo que não acaba nunca, e cada vez mais parece que fica pior. Além de a gestão ser não qualificada, ainda passou por uma pandemia, então as coisas ficaram mais lascadas do que estariam por si.

A pandemia trouxe para o debate a questão da desigualdade. Como ir do discurso à prática?

Precisa de fato de solução, mas ao mesmo tempo não pode tomar decisões que vão lascar ainda mais o cenário do nosso País. A gente está num momento em que temos pobreza, pessoas passando fome. Inicialmente não tem pra onde correr, precisa suprir o básico necessário. Esses programas sociais são o escape. De imediato, são a única alternativa de colocar comida na mesa das pessoas. Agora, a longo prazo, precisa de políticas que olhem o que realmente importa, que é sair de um cenário de País de remendos e conseguir ser um país de políticas efetivas.

Você tem abordado vários temas em suas redes sociais, como a polarização na política. Há polarização na economia?

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A gente precisa analisar o que está sendo feito pelos políticos. Sair um pouquinho do viés do extremismo e começar a analisar projetos, o histórico de cada candidato, se o que ele está propondo é factível. Existe um grupo de pessoas que ainda continua apoiando, e essas pessoas na verdade estão se cegando. Não é questão de amar, de não amar, de dar o braço a torcer ou não. É analisar os fatos e dizer ‘dei um voto de confiança, não fez, vou ser sincero com o que acontece’. No presente está ruim, está errado, precisa ser mudado.

Logo no início do ‘BBB’, você começou a dar explicações de termos econômicos. Você sabia que criaria um nicho?

Nunca imaginei. Na verdade eu sou muito emocionado, falo tudo o que vem na minha cabeça. Dificilmente teria inteligência suficiente para criar uma estratégia. Economia está em todo lugar. Hoje estava com uma repórter conversando e ela disse que não gostava de arrumar a casa, pagava R$ 50 para a irmã arrumar. A irmã gostava, porque arrumava um dinheiro, e ela gostava porque não tinha de fazer. É um conceito econômico. A economia está (aí) todo dia. Só que tem termos tão complexos que parece difícil. E parece que as pessoas gostam de usar palavras difíceis para que pareça mais difícil do que é.

Você também já disse que a crise só acaba quando o presidente Bolsonaro sair do poder. Como vê sua voz nas eleições?

Não sei se vou ter muita voz não, mas tenho a minha própria. Não estou nem aí. Como pessoa, não penso em seguidores, em Twitter, nada. Penso em mim mesmo, porque eu já dava baile, já falava a cachorrada e vou continuar assim.

Mas vai apoiar políticos em especial ou vai ser um vetor de conscientização?

Quero ser um vetor de conscientização. Pretendo pegar propostas, estudar, analisar, se possível até em algum momento conversar com um, dois, três. Eu tenho, assim, uma paixão, né? Sou oriundo de escola pública, sou bolsista, nordestino. Vou me abrir para ler propostas de todo mundo, exceto um.

Presidente Bolsonaro?

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(Risos) Olha, amiga, não tem nem o que fazer, né? Não tem nem o que dizer.

Medidas econômicas podem beneficiar o presidente em 2022 a ponto de a população esquecer o que aconteceu na pandemia?

Não, tá amarrado em nome de Jesus. Não apaga não. São quatro anos de sofrimento, né? Resultados econômicos não são vistos da noite para o dia. Temos de analisar o histórico do que aconteceu. Vidas foram perdidas. (A economia) não é capaz de interferir nos resultados. O brasileiro está muito consciente. A gente sabe o sufoco que passou nesse tempo. Não tem como favorecer a atual gestão, que é horrível.

O que políticos como Eduardo Leite, que se assumiu gay, representam para a comunidade LGBTQIA+?

Ter representatividade é importante, mas também ter pessoas que lutem pelas causas LGBTQIA+, que ele sabe por viver as repressões na pele.

Depois do ‘BBB’, muita gente pergunta se você vai conseguir focar nos estudos da pós-graduação. Vai ser difícil?

Vai ser é fácil! Estou é rico! Agora eu posso estudar, comer e estou de boa fé. Difícil era antes, pobre. Estudar pensando ‘se eu for jubilado, me lasquei, se não passar, me lasquei’. Existe uma pressão tão grande de quem abandona o emprego para viver de bolsa de estudos. Medo de perder a bolsa, medo de ser expulso do programa.

Você disse que está rico. Já conseguiu investir seu dinheiro?

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Fiz o meu perfil (de investidor) e deu conservadoríssimo. Super conservador. Não lutei para ganhar e (depois) perder. Só quero é ganhar. Tenho renda fixa, CDB, títulos do Tesouro. Diversifiquei. Não dá para colocar os ovos todos numa cesta, porque a cesta cai, quebra os ovos, eu tenho um enfarte!

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Até a Suécia enfrenta aumento da desigualdade social

(Bloomberg) — Mesmo a região mais igualitária do mundo luta contra a ampliação da desigualdade entre ricos e pobres.

Na Suécia, a ministra das Finanças, Magdalena Andersson, diz que vê “risco óbvio” de uma recuperação econômica em forma de K, na qual uma elite privilegiada fica ainda mais rica enquanto os mais vulneráveis perdem renda.

Suécia, Noruega, Dinamarca, Finlândia e Islândia têm se destacado como modelos de resiliência econômica devido aos sistemas de proteção social do berço ao túmulo, à condição robusta das contas públicas e ao sucesso em inovação.

No entanto, um princípio fundamental do modelo escandinavo — a igualdade — é desafiado por anos de uma política monetária extrema que inflou os preços dos ativos e, mais recentemente, pelo salto no desemprego diante da Covid-19.

O alerta da ministra se soma a preocupações ao redor do mundo, à medida que a valorização dos ativos — sustentada por ondas infinitas de apoio emergencial dos bancos centrais — favorece os mais abastados. Enquanto isso, o setor de serviços eliminou principalmente empregos que pagam pouco e são ocupados por trabalhadores mais jovens que raramente possuem ações ou imóveis.

“Especialmente se tivermos um longo período pela frente de juros menores, isso provavelmente aumentará a desigualdade de riqueza”, afirmou Andersson em entrevista. “Também me preocupam os jovens desempregados. Aprendemos com a crise da década de 1990 que períodos longos de desemprego no início da vida adulta podem ter efeitos de mais longo prazo. Para mim isso é muito preocupante.”

Taxação de fortunasAndersson faz parte de uma coalizão liderada por social-democratas que sinalizou a possibilidade de usar os impostos como forma de melhorar a equidade. De fato, “a crescente diferença na riqueza já estimulou alguns pedidos de medidas tributárias”, afirmou Johanna Jeansson, da Bloomberg Economics.

Mas as opções podem ser limitadas. O aumento do imposto sobre a propriedade é uma ideia “apreciada por economistas, mas que seria bastante impopular entre a população sueca em geral”, acrescentou Jeansson.

A Suécia eliminou o imposto sobre a riqueza em 2007, diante das evidências de que não funcionava como pretendido. Jeansson ressalta que a taxação média dos ganhos de capital na Suécia “já é maior” do que para seus pares na Europa. No ano passado, sob pressão de seus parceiros de coalizão, o governo abandonou um imposto voltado para as pessoas de maior renda. A taxação extra não gerou muita receita adicional.

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O principal desafio, segundo Jeansson, é garantir que “muitos empregos sejam criados”.

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XP anuncia 100 vagas exclusivas para mulheres neste 1° trimestre; negócios e tecnologia são destaques

XP inc.

SÃO PAULO – A XP Inc. anunciou que está com 100 vagas abertas exclusivas para mulheres ao longo do primeiro trimestre de 2021, principalmente para as áreas de negócios e tecnologia. A iniciativa faz parte de um compromisso público, assumido em 2020, de ter pelo menos 50% de mulheres em seu quadro de colaboradores em todos os níveis hierárquicos até 2025.

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As vagas fazem parte das iniciativas do MLHR3, coletivo da empresa dedicado à aceleração de mulheres no mercado financeiro. Criado em 2020, o movimento conta com mais de 300 profissionais da XP dedicadas às questões sobre equidade de gênero.

“As 100 vagas que estamos anunciando estão em linha com o nosso objetivo de acelerar o processo de inclusão de mulheres no mercado financeiro. Fazem parte de um plano maior de iniciativas, como treinamento para entrevistas, treinamento para vieses inconscientes, programa de formação de desenvolvedoras, curso de gestão financeira e mentoria interna e para universitárias. O conjunto dessas ações pode diminuir barreiras históricas e sociais que dificultam o acesso e ascensão profissional das mulheres”, afirma Marta Pinheiro, diretora ESG da XP Inc. e líder do coletivo MLHR3.

Vagas e áreas 

As vagas abrangem todos os níveis de experiência profissional. São funções como estagiária, analista, coordenadora, gerente e supervisora. Todas as oportunidades são válidas para Pessoas com Deficiência (PCD).

Das 100 vagas, quase metade é para a área de tecnologia. Entre as posições disponíveis, estão engenheira de software, product manager e analista de dados. As demais vagas estão concentradas na área de relacionamento com o cliente. Há posições como analista pleno de planejamento financeiro, analista sênior de risco de mercado e analista de enquadramento de fundos sênior.

As vagas são remotas: profissionais podem se candidatar de qualquer lugar do Brasil ou do mundo, em linha com o programa #XPdeQualquerLugar, que também tem maior inclusão e diversidade entre seus objetivos.

“Temos cursos superiores formando mulheres muito competentes. Para incluí-las no mercado financeiro, precisamos consolidar a ideia de que aqui também é lugar de mulher e que economia e mercado financeiro são temas que as mulheres também dominam. Queremos trazer esses talentos para cá”, diz Marta.

Requisitos e diferenciais

Mas, afinal, quais são as características que a XP Inc. busca nessas profissionais? “Buscamos as mulheres que querem transformar o mercado financeiro, que querem deixar um legado e querem trabalhar em um propósito genuíno: melhorar a vida das pessoas. Quem tem vontade de fazer isso acontecer, vai vir para o lugar certo”, afirma Marta.

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Segundo a executiva, na empresa os funcionários têm autonomia em todas as posições. Têm espaço para criar, errar e corrigir os erros. Além disso, podem abrir novos caminhos na vida profissional.

Para se preparar para a entrevista e ganhar destaque, Marta explica que o primeiro passo é se identificar com a cultura da empresa. “Ter o sonho grande de transformar o mercado financeiro para algo mais igualitário, ter espírito empreendedor para trabalhar no dia a dia e desenvolver novos projetos, e ter a mente aberta, ou seja, ser humilde e adaptável às mudanças”, diz.

Além disso, ela reforça que não necessariamente a profissional precisa ter um conhecimento profundo do mercado financeiro. “Estamos aqui também para ensinar e para aprender. Algumas vagas têm requisitos específicos, mas não hesitem em dar o primeiro passo e se candidatarem. Às vezes, durante uma primeira conversa, é possível entender melhor como as habilidades podem fazer sentido dentro do nosso contexto. Os requisitos não são limitantes”, afirma.

Marta diz que esse compromisso da XP em equalizar o quadro de funcionários tem como objetivo final quebrar os estereótipos da sociedade. “Há mulheres capacitadas e que podem ocupar o mercado financeiro. Queremos, cada vez mais, tornar a XP um local interessante e atrativo para esses talentos”, finaliza.

Para se candidatar ou saber mais sobre as vagas, basta entrar no site ou na página da XP Inc. no Linkedin.

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