Greve de caminhoneiros: CNTTL apoia paralisação nacional e CNTA não orienta associados sobre adesão

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) apoia a paralisação nacional dos caminhoneiros prevista para ocorrer a partir da meia-noite de domingo, dia 25.

“O movimento é organizado pelo Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC). Orientamos que se participe dos atos sendo celetista ou autônomo”, disse o secretário nacional de Políticas Sociais e Acessibilidade da CNTTL, Carlos Alberto Litti Dahmer.

Segundo Litti, não há previsão de encerramento da paralisação. “Não há data de término projetada. Quem finaliza esse movimento é o governo com as respostas para a categoria”, afirmou o diretor da CNTTL. Na avaliação de Litti, o engajamento dos caminhoneiros com a interrupção das atividades é semelhante ao observado antes da greve de 2018. “O movimento está muito parecido com o anterior à paralisação de 2018, em termos de divulgação, recepção da pauta pela categoria e descontentamento”, apontou.

A revisão da política de preços do óleo diesel da Petrobras (PETR3;PETR4) é a principal pauta da agenda do movimento. “É necessário rever essa política. Em 2018 o Brasil parou porque o diesel estava em R$ 2,93/litro. Hoje, o diesel é no mínimo R$ 4,30/litro e os fretes pagos pelo transporte de cargas são os mesmos de 2018: 60% do valor do frete é gasto com combustível”, disse Litti, citando que a constitucionalidade da política de piso mínimo para transporte rodoviária ainda está sendo discutida pelo Supremo Tribunal Federal. “O piso do frete precisa ser definido e julgado pelo STF. Três anos se passaram três anos e o piso ainda não foi implementado efetivamente”, comentou.

Outra insatisfação citada pela CNTTL é a falta de contratação de instituto pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para realizar estudo e cálculos para reajuste do piso mínimo. “É urgente que a agência licite novo instituto para fazer acompanhamento do piso com a metodologia exigida pela lei. O contrato venceu em janeiro e, desde lá, não há atualização dos custos dos insumos”, apontou. A última atualização da tabela foi feita na semana passada pela ANTT, considerando o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A categoria também pede que os transportadores rodoviários sejam incluídos em programa especial de aposentadoria com 25 anos de trabalho pelo fato de as atividades serem insalubres.

Já a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) informou que, até o momento, não há orientação da entidade para os seus associados sobre aderir ou não ao movimento. “A prerrogativa e legalidade de se realizar uma paralisação é um direito do caminhoneiro e formalizada através de assembleia nos sindicatos. Até o presente momento não temos conhecimento de tal iniciativa por parte de sindicatos ligados ao sistema da nossa Confederação”, disse a CNTA em nota enviada à reportagem.

A realização da greve, contudo, não é unanimidade entre os transportadores rodoviários. Há expectativa de que o governo possa se antecipar aos atos com anúncio de medidas pontuais para acalmar os ânimos. Fontes afirmam que nos bastidores há uma mobilização por parte de integrantes do governo de buscar negociação com a categoria. Alguns representantes devem se reunir ainda nesta quinta-feira com membros do alto escalão do governo. O tema deve entrar na pauta de assuntos da live semanal do presidente Jair Bolsonaro, realizada nas noites de quinta, diz um interlocutor.

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Alta do diesel surpreende caminhoneiros e greve ganha força, diz líder do CNTRC

O primeiro reajuste de combustíveis da gestão do general Joaquim Silva e Luna na Petrobras pegou os caminhoneiros de surpresa. Há menos de uma semana, membros do Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) se reuniram com o presidente da estatal e pediram para que o preço do diesel não subisse.

“Deixamos claro na reunião que se o diesel subisse ia afetar seriamente não só os caminhoneiros, mas a sociedade em geral, que já está muito pressionada”, disse Plínio Nestor Dias, presidente do CNTRC.

Apesar de ter baixo impacto na inflação oficial (IPCA), a alta do diesel afeta toda a cadeia produtiva, que depende do frete rodoviário para distribuição no País.

Dias afirmou que a greve dos caminhoneiros, marcada para o próximo dia 25, continua de pé e ganha força com a alta. Segundo ele, o CNTRC enviará uma carta em resposta à Petrobras nesta segunda-feira, 5, afirmando mais uma vez a posição da categoria.

“Meu celular não parou o dia todo, são caminhoneiros querendo saber o que aconteceu. Vamos traçar nossa estratégia para ninguém sair prejudicado, mas vai ter greve”, informou.

Também os petroleiros criticaram o novo aumento dos combustíveis anunciado pela petroleira – 6% para gasolina e GLP e 3,7% para o diesel. Segundo o coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, o aumento veio da pressão de importadores de combustíveis e de investidores do mercado financeiro.

“O novo aumento nos preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha nas refinarias anunciado hoje pela Petrobras é mais uma clara demonstração da equivocada política de preço de paridade de importação (PPI), adotada pelo governo Bolsonaro contra a população brasileira e que penaliza sobretudo os mais pobres”, disse o sindicalista.

Bacelar chama a atenção sobre o impacto que os aumentos terão na inflação em efeito cascata, que junto com a elevação das tarifas de energia elétrica achatam a renda do trabalhador.

“É inadmissível que com este novo aumento no gás de cozinha nas refinarias da Petrobras, a partir desta terça-feira, o sexto aumento somente neste ano, o gás de cozinha já acumule uma alta de 37,9%”, ressaltou Bacelar.

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Ele destacou que nos últimos 12 meses, o IPCA acumula alta de 8,06%. “Ou seja, em sete meses, o aumento do gás de cozinha já é quase cinco vezes a inflação de um período de um ano”, disse.

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Petrobras anuncia elevação dos preços da gasolina e do diesel, a primeira alta da gestão de Silva e Luna

A Petrobras (PETR3;PETR4) informou nesta segunda-feira (5) uma alta nas refinarias de R$ 0,16 por litro de gasolina, a ser comercializado por R$ 2,69 (alta de cerca de 6%), e de R$ 0,10 por litro de diesel, a ser vendido a R$ 2,81 (alta de cerca de 4%). O novo preço valerá a partir de terça-feira (6).

Este é o primeiro aumento no valor fixado pela estatal desde que o novo presidente da empresa, general Joaquim Silva e Luna, assumiu o cargo.

A demora para a elevação de preços já tinha sido criticada por entidades. Antes do anúncio, a  Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) acusou a Petrobras de manter uma “elevada” defasagem dos preços da gasolina e do óleo diesel, em relação ao mercado internacional. A gasolina brasileira estava, até o último anúncio, em média 12% mais barata do que a comercializada no exterior e o óleo diesel, 7%. “A valorização dos derivados no mercado internacional amplia defasagens. A alta pressiona os preços domésticos de combustíveis e operações de importação seguem inviabilizadas”, afirmou o presidente da associação, Sérgio Araujo.

De acordo com o Credit Suisse, a notícia de elevação de preços é positiva. “A notícia ajuda a aliviar a pressão sobre o cumprimento da paridade internacional. A gasolina agora está com desconto de 5%, enquanto o diesel está com desconto de 3% para a importação”, apontam os analistas.

A Petrobras, toda vez que é acusada de segurar seus preços, reafirma a sua política de paridade de importação. Isso significa que, para definir os valores dos seus combustíveis, a empresa considera o preço internacional, câmbio e custos logísticos. O argumento utilizado recentemente é de que as revisões acontecerão em prazos mais longos, para evitar o repasse ao consumidor de oscilações externas momentâneas.

Já a Abicom reforça que a desvalorização do real frente ao dólar também não justifica a manutenção dos preços da Petrobras. Além disso, de acordo com a entidade, o mercado internacional mantém sinais de que o petróleo continuará em patamares elevados neste ano.

(com Estadão Conteúdo)

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Petrobras anuncia redução do preço da gasolina em 2% nas refinarias a partir de sábado; valor do diesel é mantido

SÃO PAULO – A Petrobras (PETR3;PETR4) anunciou nesta sexta-feira (11) uma redução de preço médio da gasolina nas refinarias a partir do próximo sábado (12) em cerca de 2%, para R$ 2,53 por litro.

O preço médio do diesel não será alterado, a R$ 2,71 por litro.

O anúncio marca a segunda queda dos preços dos combustíveis durante a gestão de Joaquim Silva e Luna na Petrobras. O último anúncio tinha sido feito em 1 de maio, quando a petroleira havia reduzido o preço do diesel e da gasolina em 2%.

A companhia destaca que busca a evitar o repasse imediato para os preços internos da volatilidade externa causada por eventos conjunturais.

De acordo com a petroleira, os preços seguem buscando o equilíbrio com o mercado internacional e acompanham as variações do valor dos produtos e da taxa de câmbio, para cima e para baixo.

Os reajustes da empresa são realizados a qualquer tempo, sem periodicidade definida, de acordo com as condições de mercado e da análise do ambiente externo, ressalta. Apesar da queda anunciada nesta sexta, a gasolina registra alta de 37,5% nas refinarias no acumulado do ano, enquanto o diesel tem alta de  34,1%.

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Petrobras reduz preços da gasolina e do diesel em cerca de 2% no 1° reajuste da gestão Luna

A Petrobras (PETR3; PETR4) comunicou nesta sexta-feira (30) a redução do preço médio do litro do diesel e da gasolina nas refinarias a partir deste sábado (1).

Trata-se do primeiro reajuste desde a posse do novo presidente da empresa, o general Joaquim Silva e Luna.

Para a gasolina, os preços médios nas refinarias serão reduzidos em cinco centavos, para R$ 2,59 por litro. Já para o diesel, a redução é de seis centavos, para R$ 2,71 por litro, ou baixa de 1,8%.

O reajuste vem já sob a gestão de Luna, que tomou posse em 19 de abril, depois de confirmação pelo conselho de administração. Ele foi indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para o cargo após descontentamentos com a política de preços de combustíveis da administração anterior, comandada por Roberto Castello Branco.

O movimento dos preços foi na direção contrária do previsto pela corretora Ativa Investimentos, que disse mais cedo nesta sexta-feira que seu modelo indicava potencial alta da gasolina.

“Mesmo após a recente apreciação do real frente ao dólar, o melhor modelo de acompanhamento da defasagem no preço da gasolina da corretora Ativa Investimentos apresentou potencial elevação de 13%, motivado pela alta nos preços do petróleo internacional”, afirmou.

Questionada sobre as projeções da Ativa, a Petrobras não fez comentários específicos, mas disse que seus preços “buscam equilíbrio com o mercado internacional e acompanham as variações do valor dos produtos e da taxa de câmbio”. A empresa também destacou que os reajustes não têm periodicidade definida.

Ao assumir a presidência da Petrobras, Luna disse que buscará reduzir a volatilidade dos preços de combustíveis sem “desrespeitar” a paridade de importação, em discurso que agradou investidores e fez as ações da companhia subirem no dia.

O último reajuste da Petrobras havia sido anunciado em 15 de abril, no último dia da gestão de Roberto Castello Branco à frente da empresa. Na ocasião, os preços do diesel foram elevados em 3,8%, enquanto a gasolina subiu 1,9%

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(com Reuters)

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Petrobras anuncia alta de 1,9% no preço da gasolina e de 3,7% para o diesel

Gas and gasoline getting more expensive

A Petrobras informou às distribuidoras de combustíveis que vai aumentar o diesel em 3,7% e a gasolina em 1,9% a partir da sexta-feira, 16, com os preços subindo para R$ 2,64 por litro no caso da gasolina e para R$ 2,76 por litro para o diesel nas refinarias da estatal. Este é o primeiro aumento depois da saída de Roberto Castello Branco da presidência da empresa.

Também é o segundo movimento no preço do diesel em menos de uma semana. No dia 10, a Petrobras reduziu o combustível para R$ 2,66/l.

Segundo a Associação Brasileiras dos Importadores de Combustíveis (Abicom), em São Luís, no Maranhão, o aumento do preço da gasolina será mais elevado, em R$ 0,0897/l.

A Petrobras destacou ainda, que “os reajustes são realizados a qualquer tempo, sem periodicidade definida, de acordo com as condições de mercado e da análise do ambiente externo. Isso possibilita à companhia competir de maneira mais eficiente e flexível e evita o repasse imediato da volatilidade externa para os preços internos”.

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Petrobras reduz diesel em 3,3% nas refinarias a partir de sábado e mantém preços da gasolina

RIO DE JANEIRO (Reuters) – A Petrobras (PETR3; PETR4) anunciou redução de cerca de 3,3% no preço médio do diesel nas refinarias a partir de sábado, para 2,66 reais por litro, informou a petroleira em comunicado nesta sexta-feira, indicando manutenção do valor da gasolina.

Esta é a segunda vez que a companhia reduz o valor médio do diesel vendido às distribuidoras neste ano, mas o combustível da estatal ainda assim tem alta de mais de 30% no ano, com a cotação ficando agora perto da paridade de importação, segundo analistas. Em 25 de março, a petroleira havia reduzido em 4% o valor médio do combustível fóssil. 

A Petrobras reafirmou em nota que suas cotações buscam equilíbrio com o mercado internacional e acompanham as variações do valor dos produtos e da taxa de câmbio, para cima e para baixo. Ao mesmo tempo, a empresa comentou que o seu sistema “evita o repasse imediato da volatilidade externa para os preços internos”.

“Mais recentemente, pode-se citar o bloqueio do Canal de Suez, cujo efeito sobre os preços internacionais não impactou os preços de combustíveis no Brasil”, disse a empresa.

A estatal frisou ainda que seus ajustes nas refinarias têm influência limitada sobre os preços percebidos pelos consumidores finais. Os valores nas bombas ainda são impactados por fatores como impostos, mistura de biodiesel e margens das distribuidoras e revendedoras.

“Na nossa visão esse reajuste de 8 centavos é um complemento do saldo que ficou da última movimentação de preços, de 25 de março, quando a Petrobras fez uma movimentação”, disse o sócio da Raion Consultoria, Eduardo Melo.

“Anterior a isso, houve uma queda muito brusca de preços do barril do petróleo e do câmbio e isso fez com que abrisse um espaço para movimentação maior de preço.. A gente entende que a Petrobras agora repassou esse saldo, e aí sim os preços estão em um alinhamento com os internacionais.”

O chefe da área de óleo e gás da consultoria INTL FCStone, Thadeu Silva, no entanto, considera que há ainda uma pequena janela para reduzir preços, mas que o movimento está em linha com a política da empresa.

“Houve uma acomodação no mercado internacional… já dava para dar essa redução junto com a última, a Petrobras esperou um pouco para ver”, afirmou.

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Apesar do corte anunciado nesta sexta-feira, o valor do diesel nos pontos de venda da Petrobras acumulam alta de aproximadamente 32%.

Já a gasolina ainda tem aumento de quase 41% frente aos valores praticados no início de 2021.

Nos postos de combustíveis, enquanto isso, o valor para os consumidores têm mantido tendência de elevação, mesmo depois do corte pela Petrobras nos valores da gasolina no mês passado.

Levantamento da Ticket Log apontou alta de 9,39% em março ante o mês anterior, para 4,487 reais por litro. 

TENDÊNCIA ALTISTA

O corte de preço vem em um momento em que crescem os temores relacionados a uma alta mais importante de preços de diesel nos postos de combustíveis no Brasil a partir de maio, devido a uma tendência altista para o biodiesel misturado no diesel vendido nos postos e por uma perspectiva de que haja retorno da cobrança de PIS/Cofins sobre o combustível.

Na terça-feira, a reguladora ANP suspendeu etapa 3A do 79º Leilão de Biodiesel, que visa abastecer o mercado em maio e junho, ao atender solicitação do Ministério de Minas e Energia, quando os preços já apontavam para 7,5 reais por litro, segundo relatos no mercado. 

Atualmente, o diesel vendido nos postos de combustíveis brasileiros recebe uma mistura de 13% de biodiesel.

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) alegou na véspera que a decisão pela suspensão impediu que os preços caíssem com o desenvolvimento do certame. (Full Story)

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A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), que representa os postos de combustíveis no país, afirmou em nota que enviou ofício ao presidente Jair Bolsonaro, manifestando preocupação sobre possíveis impactos que o preço do biodiesel terá na formação dos custos do diesel, a partir de 1º de maio.

Também no início do próximo mês está previsto o retorno da cobrança de PIS/Cofins sobre o diesel, que foi suspensa temporariamente por Bolsonaro como forma de segurar os preços e acalmar protestos de caminhoneiros que ameaçavam realizar uma greve em fevereiro.

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Petrobras reduz preço da gasolina em 3,71% e do diesel em 3,85% a partir de quinta-feira

SÃO PAULO – A Petrobras (PETR3;PETR4) informou nesta quarta-feira (24) que reduzirá o preço, nas refinarias, da gasolina em 3,71%, ou R$ 0,11, enquanto o valor do diesel será cortado em 3,85%, equivalente a R$ 0,11.

Com isso, o novo valor da gasolina nas refinarias passa a ser de R$ 2,59 por litro, ao passo que o diesel passa a custar R$ 2,75. Os preços passam a valer a partir desta quinta-feira (25).

Este é o primeiro corte de preços no diesel em 2021, após cinco altas consecutivas nestes três meses. Já a gasolina havia subido seis vezes antes da Petrobras reduzir o valor pela primeira vez na semana passada.

Com os novos preços, a gasolina agora acumula alta de 40,76% desde o início do ano, enquanto o diesel subiu 36,14% no mesmo período.

O anúncio segue a queda do preço do petróleo nos últimos dias, quando a commodity chegou a perder 6% do valor na terça-feira, por conta de novas restrições para tentar conter a covid-19, especialmente na Europa, que ampliaram as dúvidas sobre o ritmo de retomada da demanda.

Nesta quarta, porém, o petróleo ensaia recuperação, principalmente após a divulgação dos estoques nos Estados Unidos, que tiveram aumento abaixo do esperado.

(Com Estadão Conteúdo)

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Petrobras anuncia alta de 8,8% da gasolina e de 5,5% do diesel nas refinarias a partir de terça

A Petrobras (PETR3;PETR4) anunciou novos reajustes nos preços da gasolina e do diesel nas refinarias nesta segunda-feira (8), com vigência a partir da próxima terça (9).

A gasolina vendida pelas refinarias terá alta de 8,8% (alta de R$ 0,23), sendo o sexto reajuste em 2021. Já o diesel terá alta de 5,5% (alta de R$ 0,15), quinto reajuste neste ano.

Assim, a partir desta terça, o litro da gasolina em suas refinarias passará a custar, em média, R$ 2,84, e o do diesel será vendido a R$ 2,86 por litro.

A alta do preço dos combustíveis acontece em meio à valorização do petróleo no mercado internacional. Apesar da queda na sessão de hoje, os preços do petróleo registraram expressivos ganhos na semana passada após a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados incluindo a Rússia –grupo conhecido como Opep+- anunciarem a manutenção dos cortes de produção de março também em abril.

Leia Também: Buffet, o maior investidor do mundo, escolheu a Chevrou. Por que não a Petrobras?

Vale destacar que a nova alta dos combustíveis vem em meio aos trâmites para a substituição do CEO da petroleira, Roberto Castello Branco, pelo general da reserva Joaquim Luna e Silva justamente após a insatisfação do presidente Jair Bolsonaro com a política de reajuste de combustíveis.

Assim, na avaliação do Credit Suisse, apesar da notícia de reajuste ser positiva para a companhia em buscar a paridade de importação, a tensão política provavelmente persistirá (veja mais clicando aqui).

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Medidas de compensação somam R$ 3,689 bi, diz Receita; desonerações de PIS/Cofins, R$ 3,676 bi

(Rmcarvalho/Getty Images)

A Receita Federal divulgou nesta terça os impactos detalhados da desoneração de PIS/Cofins sobre o diesel e o gás de cozinha e das medidas de compensação, que incluem elevação de tributos para bancos, fim do regime especial de tributação para a indústria química e limite de isenção de IPI na compra de veículos por pessoas com deficiência.

As desonerações, editadas a mando do presidente da República, Jair Bolsonaro, resultarão numa perda de arrecadação de R$ 3,676 bilhões em 2021. Já as medidas de compensação, R$ 3,689 bilhões.

A diferença de apenas R$ 13 milhões indica que, nas contas do governo, há pouca folga para o Congresso Nacional reverter algum dos aumentos de tributo sem que se encontre uma nova fonte de compensação.

Na segunda-feira, antes mesmo da publicação da Medida Provisória (MP) com as compensações, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) já protestava contra a elevação da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) das instituições, de 20% para 25%.

Nesta terça, como mostrou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), se reuniu com representantes de bancos e afirmou que o Congresso Nacional não deve admitir aumento de tributos, seja a qual for setor, sem que isso ocorra no âmbito de uma discussão de reforma tributária.

De acordo com os dados da Receita, o custo de zerar as alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel (antes em R$ 0,3515 centavos por litro) por dois meses será de R$ 3 bilhões em 2021, em termos de renúncia de receitas.

Já no caso do gás de cozinha, as contribuições correspondiam a R$ 2,18 por 13 kg, e a redução permanente gera renúncia de receitas tributárias da ordem de R$ 674,68 milhões em 2021, R$ 922,06 milhões em 2022 e R$ 945,11 milhões em 2023.

A Receita informou ainda que as medidas de compensação atendem ao art. 113 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (regra do teto de gastos) e ao art. 14 da Lei de Responsabilidade Fiscal.

No caso da CSLL, o incremento na arrecadação será de R$ 2,271 bilhões em 2021 com a elevação das alíquotas para bancos a 25% e para instituições como corretoras a 20%. A partir de 1º de janeiro de 2022, as alíquotas voltam ao patamar atual de 20% e 15%, respectivamente.

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Já a fixação de um limite de R$ 70 mil para o valor de veículos que podem ser adquiridos por pessoas com deficiência mediante isenção de IPI vai incrementar receitas em R$ 750 milhões, segundo a Receita. Essa medida também tem impacto apenas em 2021.

“Não havia valor limite para o automóvel a ser desonerado ou qualquer elemento de limitação para sua escolha. Automóveis de altos valores podiam ser adquiridos com isenção do IPI por contribuintes que detêm alto poder aquisitivo, o que vai na contramão do princípio da essencialidade que deve reger esse tributo”, justificou a Receita, lembrando que os Estados já estabelecem esse limite na isenção de ICMS.

Já o fim do Regime Especial da Indústria Química (Reiq), que reduzia alíquotas de PIS/Cofins em operações com nafta e outros produtos destinados a indústrias petroquímicas, deve gerar arrecadação adicional de R$ 667,62 milhões em 2021, R$ 1,432 bilhão em 2022 e R$ 1,529 bilhão em 2023.

“Os benefícios fiscais do Reiq já perduraram por tempo suficiente para a efetivação de seus objetivos de fomento à atividade econômica contemplada. Exatamente por isso, algumas tentativas anteriores de revogação do benefício foram feitas sem sucesso”, disse a Receita.

Para evitar impactos negativos sobre a fabricação de produtos destinados a uso médico, em especial aqueles empregados no combate à covid-19, a MP instituiu, até 31 de dezembro de 2025, um crédito presumido de PIS/Cofins a ser utilizado pelo importador ou pelo fabricante de produtos destinados ao uso em hospitais, clínicas, consultórios médicos e campanhas de vacinação.

Este crédito será apurado mediante a aplicação do porcentual de 0,65% para o PIS/Pasep e de 3% para a Cofins sobre o custo de aquisição dos insumos derivados da indústria petroquímica beneficiados anteriormente pelo Reiq.

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