Bolsas europeias e Dow futuro seguem ganhos da véspera após aprovação de pacote de estímulos pelo Senado dos EUA

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Nesta terça-feira (9), os índices futuros das bolsas americanas e os índices futuros americanos sobem: o Dow Jones futuro avança após a alta da véspera, enquanto S&P Futuro e Nasdaq Futuro avançam depois de caírem na última segunda-feira.

O movimento ocorre após a aprovação no sábado (6) no Senado americano de um pacote no valor de US$ 1,9 trilhão, que deve incluir uma nova rodada de cheques de auxílio pagos à maioria dos cidadãos americanos.

O mercado também reage à queda dos juros de títulos do Tesouro americano com vencimento em dez anos. Mas, na Ásia, as bolsas fecharam na terça com resultados variados entre si.

Bancos, companhias aéreas, operadoras de cruzeiros e varejistas fecharam em alta nas bolsas americanas na segunda-feira (8), na esperança de que haja uma forte recuperação econômica com o estímulo que vem sendo promovido pelo governo.

Durante esta semana, investidores acompanham a votação e provável aprovação do projeto na Câmara dos Deputados, de maioria democrata. Espera-se que o presidente democrata Joe Biden sancione a lei antes que programas voltados a desempregados expirem, no domingo (14).

Na segunda, o barril de petróleo Brent chegou a ultrapassar a marca de US$ 70 após a Arábia Saudita informar que instalações de petróleo foram alvo de mísseis e drones no domingo (7), em uma ação reivindicada por um porta-voz militar houthi.

Os sauditas afirmaram, no entanto, que não houve danos significativos à sua infraestrutura. Assim, os preços do petróleo recuaram nas negociações de overnight. Nesta terça, o barril Brent é negociado na casa dos US$ 68 o barril.

Nesta terça, as bolsas asiáticas fecharam sem tendência definida. O índice Nikkei, do Japão, teve alta de 0,99%. Já o índice sul coreano Kospi caiu 0,67%. Bolsas da China continental também recuaram, com o índice Shanghai composto fechando com queda de 1,82%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng avançou 0,24%.

Na segunda (8), as bolsas europeias tiveram fortes altas, com o índice alemão DAX subindo 3,3%, e o Eurostoxx, que reúne 600 ações de todos os principais setores de 17 países europeus, 2,2%. Bancos avançaram 3,7%, liderando os ganhos dos quais quase todos os setores e principais bolsas se beneficiaram.

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O otimismo também foi alimentado pela queda dos juros de títulos do Tesouro americano com vencimento em dez anos. Eles ultrapassaram na segunda a marca de 1,6%, e nesta terça de manhã estão em 1,537%.

Nas últimas semanas, investidores têm reagido com apreensão à alta dos juros, atrelada à expectativa de avanço da inflação, o que afetou o Nasdaq na véspera, que fechou em queda de 2,41%. O temor é de que o movimento leve o Fed a elevar os juros referenciais de curto prazo.

Além disso, juros de longo prazo mais altos podem fazer com que investidores migrem do mercado de ações para o de títulos do Tesouro, considerados um investimento seguro por ser garantido pelo governo, que tem poder de criar impostos para cobrir gastos, se necessário. Esse movimento tenderia a levar à queda de papéis listados nas bolsas.

Juros mais altos também aumentam o custo para tomada de empréstimos por empresas de rápido crescimento, que necessitam de grande volume de recursos, como é o caso daquelas do setor de tecnologia.

Nesta terça, o Eurostoxx avança 0,09%. O setor de petróleo e gás avança 1,5%, enquanto o de recursos básicos perde 1,4%.

As bolsas europeias também são marcadas pela divulgação de resultados de empresas como Deutsche Post, Domino’s Pizza Group, Continental e ITV. A gestora de investimentos M&G teve ganhos de 7%, liderando as altas do Eurostoxx, após divulgar resultados mais fortes do que o esperado.

Veja os principais indicadores às 6h20 (horário de Brasília):
*S&P 500 Futuro (EUA), +0,98%
*Nasdaq Futuro (EUA), +1,87%
*Dow Jones Futuro (EUA), +0,59%
Europa
*Dax (Alemanha), +0,02%
*FTSE 100 (Reino Unido), +0,21%
*CAC 40 (França), +0,16%
*FTSE MIB (Itália), +0,57%
Ásia
*Nikkei (Japão), +0,99% (fechado)
*Hang Seng Index (Hong Kong), +0,81% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), -0,67% (fechado)
*Shanghai SE (China), -1,82% (fechado)
Commodities e bitcoin
*Petróleo WTI, +0,65%, a US$ 65,47 o barril
*Petróleo Brent, +0,76%, a US$ 68,75 o barril
*Bitcoin, +8.88%, a US$ 54.057,96
Sobre o minério: **Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian com queda de 9,95%, cotados a 1031,5 iuanes, equivalente hoje a US$ 158,95 (nas últimas 24 horas).
USD/CNY = 6,51

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Ações de petroleiras brilham, Dow Jones tem melhor mês em mais de 30 anos: os destaques de Wall Street em novembro

SÃO PAULO – Em um mês marcado por grande otimismo com os estudos de vacinas contra o novo coronavírus, os três principais índices de ações dos Estados Unidos registraram ganhos expressivos de mais de 10%, apesar da queda na sessão desta segunda-feira (30), a última do mês. Mas, diferentemente do que vinha acontecendo desde abril, não foram os papéis das empresas de tecnologia que se destacaram.

Em novembro, o Dow Jones fechou com valorização de 11,8%, aos 29.638 pontos, na maior alta mensal para o índice desde janeiro de 1987.

Enquanto isso, o S&P 500 teve alta de 11,8%, para 3.621 pontos e  índice de tecnologia Nasdaq avançou 10,8%, a 12.198 pontos, melhores desempenhos desde abril. Na sessão, a baixa foi de 0,91% para o Dow Jones, de 0,46% para o S&P500 e de 0,06% para o Nasdaq.  Apesar de terminar em baixa, com investidores realizando lucros após uma forte recuperação nas últimas semanas, o S&P500 registrou o melhor novembro de todos os tempos.

O que se viu nas últimas quatro semanas foi um movimento mais forte de companhias que são mais impactadas pela crise da Covid-19, ou seja, que até agora ficaram para trás na recuperação do mercado.

Porém, com a proximidade do lançamento da vacina, os investidores preferem “inverter” suas posições em papéis que subiram forte nos últimos meses, em especial as techs, para comprarem ações que serão beneficiadas com a retomada da economia.

E olhando especialmente para as bolsas americanas um setor ficou bem à frente dos outros: o de energia. Boa parte das 10 maiores altas do S&P 500 em novembro são companhias de exploração de petróleo e gás ou ligadas ao setor de alguma forma, com ganhos de mais de 50% no período.

E o movimento se justifica quando analisado o desempenho da commodity no mês. No acumulado de novembro, os preços do WTI subiram 26,68%, enquanto os do Brent tiveram alta de 27,81%.

O setor de petróleo foi um dos mais impactados pela pandemia, com a commodity no mercado futuro chegando a bater preços negativos pela primeira vez no auge da crise. Isso porque com o isolamento social e viagens proibidas, a demanda por combustíveis desabou nos últimos meses.

Com a expectativa de retomada da normalidade, a projeção é que se aumente também o consumo por combustíveis ao passo que aviões poderão voltar a voar com maior frequência e as pessoas voltem a utilizar carros e meios de transporte públicos para saírem de casa.

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Vale destacar ainda que, apesar das fortes altas no mês, todas estas empresas também acumulam perdas expressivas em 2020, entre 30% e 60%.

Confira as 10 maiores altas do S&P 500 em novembro:

Empresa Desempenho em novembro Desempenho em 2020
Occidental Petroleum +81,38% -59,82%
Apache +67,71% -45,60%
Diamond Energy Inc +67,64% -53,13%
Devon Energy +65,51% -41,88%
TechnipFMC +62,21% -58,16%
Marathon Oil +60,35% -53,24%
Carnival Corp +57,40% -57,54%
National Oilwell Varco +56,55% -47,50%
EOG Resources +50,20% -38,60%
Boeing Co +49,94% -33,54%
Concho Resources +49,41% -34,21%
ConocoPhillips +47,69% -29,18%

Mas e as techs?

Apesar de deixarem de ser o grande destaque neste mês, as companhias de tecnologia seguem em alta, mas menos expressiva neste momento.

O que analistas destacam é que está havendo um movimento de “rotação” de empresas, com investidores saindo de ações de “crescimento”- companhias em rápida expansão com potencial não realizado – para ativos de valor – papéis de empresas com receita estável e alto rendimento de dividendos – e cíclicos.

“Estamos à beira de um rali sustentado em valor”, avaliaram os estrategistas do JPMorgan, liderados por Davide Silvestrini e Marko Kolanovicl em relatório recente. Eles expressam confiança de que “esta rotação tem espaço para continuar por muito mais tempo, devido ao desempenho inferior de ações de valor registrado nos últimos anos”.

Ações como Apple e Amazon subiram “apenas” 9,36% e 4,34%, respectivamente em novembro, enquanto Netflix (+3,14%), Microsoft (+6%), Google (+8%) e Facebook (+5,27%) também não tiveram ganhos de mais de 8%.

Isso mostra que mesmo com um desempenho menor no último mês, estes papéis seguem entre as preferências do mercado. Em 2020, por exemplo, a maioria deles ainda tem forte valorização, com destaque para Apple e Amazon, que saltam 65% e 71% no acumulado do ano.

“Algumas mudanças aceleradas durante a pandemia vieram para ficar”, ressalta Fernando Ferreira, estrategista-chefe da XP Investimentos, destacando o uso de ferramentas online para realizar compras, por exemplo. “O que pode haver é uma recuperação maior desses setores mais tradicionais que ficaram para trás, mas as empresas de tecnologia também vão continuar registrando bons desempenhos”, avalia.

Quem chamou atenção

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Não é de hoje, mas um dos maiores destaques de novembro foi a fabricante de carros elétricos Tesla, que viu suas ações saltarem 46%, chegando a incríveis ganhos de 584% no ano.

Além do bom momento, puxado há meses pelos resultados positivos e os sucessivos lucros, nas últimas semanas o grande fator que puxou as ações da companhia de Elon Musk foi a notícia de que a partir de dezembro ela fará parte do índice S&P 500.

Outro destaque é o Mercado Livre, que seguiu seu rali do ano em novembro com a divulgação de seu resultado do terceiro trimestre, que veio acima do esperado pelos analistas. As ações da empresa subiram 28% no mês e acumulam valorização de 166% em 2020.

Maior portal de comércio eletrônico da América Latina, o Mercado Livre reportou um volume de vendas (GMV) de US$ 5,9 bilhões entre julho e setembro, 62,1% superior em dólar e 117,1% em moeda constante. O total de usuários únicos ativos subiu 92,2%, a 76 milhões.

A companhia fechou o trimestre com lucro líquido de US$ 15 milhões de dólares, resultando em lucro líquido por ação de US$ 0,28. Já o volume de pagamentos em seu braço financeiro, o Mercado Pago, subiu 91,7% em dólar e 161,2% em moeda constante, a US$ 14,5 bilhões.

No setor farmacêutico, impulsionado pelo avanço da vacina, o destaque ficou com a Moderna, que viu seus papéis saltarem 126% em novembro.

Além de divulgar uma eficácia de 94,5% de sua vacina, a companhia ainda foi favorecida por um grande acordo feito com a União Europeia para a venda de 80 milhões de doses para a região, com opção de uma nova venda de até mais 80 milhões.

Uma empresa que chamou atenção foi a Zoom. A companhia chegou a ver suas ações acumularem queda de mais de 7% no mês, mas conseguiu se recuperar. Os papéis fecharam novembro com alta 3,79%, sendo que no ano ainda acumulam ganhos de 603%.

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O que se aponta é que com a retomada da economia e o retorno das pessoas ao trabalho presencial, a utilização de um serviço de videoconferência pago deve cair bastante. Apesar de a volta à normalidade não ser algo que acontecerá tão rápido, analistas apontam que no atual cenário a Zoom começa a parecer cara diante de outras ações.

O ano caminha para se encerrar com um bom desempenho das ações americanas, apesar do forte tombo de março, o mercado logo engatou uma recuperação. A questão agora é encontrar as oportunidades nessa rotação e entender até onde os papéis que ficaram para trás conseguirão avançar e tirar a diferença para as techs.

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Os anúncios de Biden que agradaram os investidores e fizeram o Dow Jones ir a 30 mil pontos pela 1ª vez na história

Joe Biden (Foto: Facebook/Joe Biden)

SÃO PAULO – Além do otimismo com o avanço das vacinas contra o novo coronavírus, um outro fator ajudou a impulsionar os mercados neste início de semana, em especial nos Estados Unidos: a autorização da transição de governo e os primeiros nomes escolhidos por Joe Biden para compor sua equipe.

No pregão de segunda, os índices americanos já tinham fechado em alta, puxados especialmente pelo rumor de que a ex-presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, deverá ser a secretária de Tesouro de Biden.

Mas foi com a notícia de que Donald Trump autorizou a transição de governo que levou Wall Street a subir forte nesta terça-feira (24).

O índice Dow Jones fechou com alta de 1,54%, em 30.046 pontos, superando pela primeira vez na história a marca de 30 mil pontos. Já o S&P 500 subiu 1,62%, a 3.635 pontos, enquanto o Nasdaq teve ganhos de 1,31%, para 12.036 pontos.

Isso anima os investidores principalmente porque sinaliza o fim das incertezas sobre o resultado da eleição. Mesmo que Trump ainda insista em dizer que seguirá sua luta na Justiça, as confirmações dos resultados pelos estados da Pensilvânia, Geórgia e Michigan, além desta autorização da transição, mostram que até mesmo o atual presidente está começando a assumir a derrota.

Na tarde de segunda, a Administração de Serviços Gerais (GSA, na sigla em inglês) informou ao presidente eleito Joe Biden que a atual administração está pronta para iniciar o processo formal de transição, segundo uma carta da administradora Emily Murphy enviada para a equipe do democrata.

Este é o primeiro passo para o reconhecimento do resultado das urnas, mais de duas semanas após o democrata ser declarado vencedor.

A decisão faz com que a transição comece oficialmente, permitindo que os funcionários da agência de administração atual trabalhem em conjunto com a nova equipe de Biden, fornecendo milhões em fundos governamentais para a transição.

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Mas Biden não esperou essa autorização para começar a anunciar as pessoas que irão trabalhar em seu governo. E os primeiros nomes agradaram os investidores (conheça eles clicando aqui).

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Entre os nomes que chamaram atenção estão o de Avril Haines como diretora nacional de inteligência e Alejandro Mayorkas para o DHS (Departamento de Segurança Interna). Eles são a primeira mulher e o primeiro latino-americano a ocuparem os respectivos cargos.

Para a equipe da Levante Ideias de Investimento, as indicações de Biden mostram “um governo americano mais alinhado com a globalização, o que pode reduzir as tensões internacionais e aumentar o apetite por risco, beneficiando economias emergentes como o Brasil”.

Porém, um nome em especial foi o que mais agradou os investidores: Janet Yellen. Ainda não confirmada, ela deve se tornar a nova secretária de Tesouro e é vista como uma escolha favorável ao mercado por conta de sua atuação no Fed durante o governo de Barack Obama.

Na época em que esteve à frente do banco central americano, Yellen comandou uma uma longa expansão econômica com taxas de juros historicamente baixas, e agora é esperado que ela pressione por mais estímulos fiscais no atual cenário do país.

“Acho que este é um forte sinal de que Biden estará focado na reconstrução da economia em vez de buscar uma política regulatória agressiva”, disse Ed Mills, analista de política de Washington da Raymond James para a CNBC.

“Ela [Yellen] será uma voz efetiva de mais apoio fiscal em comparação com alguém que é visto como partidário […] Eu diria que é um desenvolvimento positivo para o mercado, mas mais importante para a economia como um todo”, avalia.

Já para Stephen Innes, estrategista-chefe de mercado global da Axi, a combinação de Yellen no Tesouro e de Jerome Powell no comando do Fed pode ser muito boa para as bolsas.

“Não é por causa da pressão para ampliar a política, mas sim porque ambos têm as mesmas opiniões sobre empregos”, explica Innes. “Eles testemunharam erros de política e impactos de mercado nodosos de aumentos antecipados das taxas. Haverá um acordo mútuo para juros mais baixos por muito, muito tempo. E essa coesão será boa para o mercado em geral”, disse ele.

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Nos próximos dias, Biden deve anunciar mais nomes para seu governo, enquanto é esperado para dia 14 de dezembro a confirmação dos resultados das urnas, declarando o democrata oficialmente o novo presidente dos EUA.

Vale lembrar ainda que na quinta-feira as bolsas americanas ficam fechadas por conta do feriado de Ação de Graças, enquanto na sexta elas fecham mais cedo ainda no clima do feriado.

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Após sell-off, Nasdaq e S&P 500 sobem mais de 2% com ações de tecnologia nos EUA registrando o melhor pregão desde abril

SÃO PAULO – Depois de três pregões de forte queda, os índices de ações dos Estados Unidos tiveram um dia de alívio nesta quarta-feira (9) com a recuperação das empresas de tecnologia sustentando ganhos expressivos nas bolsas.

O Dow Jones fechou o dia com ganhos de 1,60%, aos 27.940 pontos, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq avançaram 2,01% e 2,71%, respectivamente, para 3.398 pontos e 11.141 pontos.

O setor de tecnologia do S&P 500 fechou o dia com ganhos de 3,4%, seu melhor ganho diário desde 29 de abril. Apesar disso, no acumulado com a semana passada, o setor ainda registra perdas de 8,4%.

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Entre as ações, a Tesla, que desabou 21% na véspera após ter ficado de fora do índice S&P 500, registrou valorização de 10,92%, cotada a US$ 366,28. Apesar de estar longe de apagar o prejuízo dos últimos três pregões, os papéis da companhia ainda acumulam alta de 338% no ano.

Outra empresa que chamou bastante atenção nesta derrocada foi a Apple, com perdas na casa de 15% entre quinta passada e ontem. Nesta quarta, porém, os ativos da companhia da maçã encerraram o dia com alta de 3,99%, a US$ 117,32.

Essas duas ações, junto com a Microsoft, Amazon, Alphabet e Facebook, perderam US$ 1 trilhão em valor de mercado nos últimos três dias. Mas assim como Tesla e Apple, estas quatro companhias também subiram nesta quarta, com ganhos de até 4%.

“Estávamos perto da recuperação. Tivemos três dias de vendas decentes e essas coisas tendem a ficar um pouco sobrecarregadas”, disse Christian Fromhertz, CEO do Tribeca Trade Group. Por outro lado, ele diz que está recuperação ainda não pode ser dada como garantida e que o mercado vai precisar mostrar se a derrocada foi apenas de três dias.

Já Jim Cramer, apresentador do programa “Squawk on the Street” na CNBC, destacou que quem não comprou ações nos EUA nos últimos dias podem ter perdido uma boa oportunidade. Por outro lado, ele deixa um alerta de que “há uma bolha em muitas ações de tecnologia que são muito difíceis de avaliar”.

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Petróleo continua a cair, mas Bolsas europeias e futuros de NY operam em alta

coe (alexsl/Getty Images)

SÃO PAULO – As Bolsas europeias abriram em alta nesta quarta-feira, de olho nos resultados corporativos do primeiro trimestre que serão divulgados no pregão de hoje. Após dois dias de fechamento em terreno negativo por conta do crash nos preços do petróleo, os mercados buscam sinais nos resultados das empresas. Os futuros de Nova York avançam nesta manhã.

Delta Airlines, AT&T e Biogen publicam balanços do primeiro trimestre hoje, informa a CNBC.

Por volta das 6h40, os futuros do Dow Jones e do S&P 500 subiam em torno de 1,5%. O índice FTSE, da Bolsa do Reino Unido, valorizava 1,6X%, enquanto o índice Dax, da Alemanha, tinha alta de 1,5%.

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A Bolsa do Japão fechou em baixa de 0,7%, mas a da China terminou o pregão com ganho de 0,6% (acompanhe o comportamento dos mercados em tempo real no Telegram do InfoMoney).

O Senado dos Estados Unidos aprovou na terça-feira um pacote de US$ 484 bilhões em socorro às pequenas e médias empresas. O número de pessoas atingidas pelo coronavírus nos EUA continua a crescer e ultrapassou 820 mil na manhã de hoje, segundo dados da Universidade Johns Hopkins. O número de mortos pela doença nos EUA superou 43 mil.

No mundo, foram confirmados até agora 2,5 milhões de casos da Covid-19, com 176 mil mortes.

Os preços do petróleo Brent, contrato para junho, caíram ao redor de 10% na madrugada. Por volta das 6h40, a baixa era de 7,5%, para US$ 17,89 o barril. O contrato WTI para junho também operava em baixa, de 3,4%, para cerca de US$ 11,33 o barril.

Mas o WTI para julho parece se recuperar e avançava cerca de 3%, em direção aos US$ 20, na manhã de hoje. O cenário para o setor de petróleo e gás, contudo, continua bastante negativo.

“Nesta semana os investidores percebem que mesmo que a situação da pandemia melhore a curto prazo, os impactos sobre a economia crescem a uma velocidade alarmante. Sem nenhuma demanda por dois meses, os preços da energia desabam enquanto os estoques do petróleo disparam”, disse Jim Paulsen, estrategista-chefe da Leuthold Group à CNBC.

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Índices futuros dos EUA reagem com queda ao fim da guerra de preços do petróleo

SÃO PAULO – Os futuros do Índice Dow Jones abriram alta mas logo viraram para queda neste domingo (12), negociados a -1,39% às 22h01 após uma semana de 12% de ganhos e seguindo um acordo sem precedentes de cortes na produção mundial no petróleo que levou a movimentos mistos no preço do barril. Os futuros do WTI, petróleo negociado em Wall Street, abriram em disparada de 9%, chegaram a cair 2% no início dos negócios do premarket e subiam sólidos 7,56% às 22h01.

O futuro do S&P 500 cai 1,48% após o índice ter apresentado sua melhor semana desde 1974, com alta acumulada de 12,1%. Já o índice Nasdaq, que teve o maior ganho desde 2009, com alta de 10,6%, perde nesta noite 1,44%. Os movimentos da semana seguiram anúncios de programas de estímulo do Fed contra os efeitos da pandemia de coronavírus e a expectativa do acordo alcançado hoje.

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Em uma teleconferência emergencial poucas horas antes da reabertura dos mercados, os países da OPEP+ e um grupo de aliados finalizaram acordo sem precedentes para cortar a produção global de petróleo em 9,7 milhões de barris por dia, ou praticamente um décimo, após uma resistência do México quase colocar tudo a perder. O presidente americano Donald Trump chegou a intervir pessoalmente em um final de semana turbulento na diplomacia mundial.

O acordo vem sendo classificado como o fim da guerra de preços do petróleo, que levou o Brent, benchmark global, ao patamar de US$ 20 por barril – queda de 71% ante o pico de US$ 70 por barril no início deste ano.

Agora, os mercados questionam se os cortes serão suficientes para limitar as quedas nos preços enquanto a demanda desaba em meio à pandemia de coronavírus. Na quinta-feira (9), quando os termos do acordo vieram a público inicialmente, os preços do petróleo negociado em Nova York caíram mais de 9% com um sentimento de que os cortes não foram ousados o suficiente.

“A demanda caiu mais que o dobro dos 9,7 milhões de barris por dia acordados”, disse à Bloomberg Amrita Sen, analista-chefe de petróleo na consultoria Energy Aspects. “E a demora da resolução com o México foi um baque para a credibilidade do grupo”, completou.

Analistas políticos classificaram Trump como um vencedor da disputa diplomática. Foi ele quem, pessoalmente, conseguiu acordo com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, o rei Salman da Arábia Saudita e presidente do México, Andres Manual Lopex Obrador, que se comprometeu com um corte mais modesto em comparação com sua capacidade produtiva: 100 mil barris por dia (ante pedido de 350 mil pelos sauditas).

Além disso, os EUA se recusaram a divulgar como será o corte da produção local de petróleo: o país, junto com Canadá e Brasil, deve diminuir a oferta em 3,7 milhões de barris, mas muito por conta de um ajuste da produção à demanda.

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As restrições acordadas pelos 23 países envolvidos durarão dois anos, iniciando em 1º de maio, com um plano de redução dos cortes com o passar do tempo. Depois de junho, o corte de 10 milhões cai para 7,6 milhões por dia até o final deste ano. Entre 2021 e abril de 2022, o compromisso é produzir 5,6 milhões de barris ao dia.

Ao longo do final de semana, os casos de coronavírus nos EUA mostraram sinais de estabilização, com a taxa de crescimento nos casos locais caindo pelo segundo dia seguido no domingo, de acordo com a John Hopkings. Os casos chegaram a 542 mil no domingo, um aumento de 5,4%, ante 5,6% no sábado e 7,9% na sexta.

Com as aparentes boas notícias, oficiais dos EUA começam a mencionar um alívio do distanciamento social no país. O diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas, disse à CNN que medidas mais frouxas podem começar “ao menos de certa forma no mês que vem”.

Futuros das bolsas dos EUA sobem mais de 1% após semana de fortes baixas

SÃO PAULO – Os futuros das bolsas dos Estados Unidos operam em alta superior a 1% neste domingo (5) em recuperação após a forte queda da semana passada. Os contratos futuros dos índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq avançam 1,36%, 1,43% e 1,64% respectivamente às 19h48 (horário de Brasília).

Apesar de ter sido adiada a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) que estava marcada para esta segunda-feira (6), as expectativas ainda são grandes para um acordo entre a Rússia e a Arábia Saudita. Segundo fontes ouvidas pela CNBC, o encontro entre os países do cartel deve ocorrer na quinta-feira (9).

O barril do Brent hoje cai 5,95% a US$ 32,08 e o barril do WTI tem queda de 7,09% a US$ 26,32.

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Por outro lado, o noticiário a respeito do coronavírus continua preocupando investidores. Mais de 1,2 milhão de casos da doença foram confirmados ao redor do mundo, de acordo com a Universidade Johns Hopkins. Atualmente, os EUA são, de longe o país com maior número de casos confirmados, chegando a 330 mil.

No sábado, o presidente americano, Donald Trump, disse que “muitas mortes ocorreriam” na semana mais dura da luta contra o vírus.

Já o presidente do Federal Reserve de Saint Louis, James Bullard, destacou que desenvolver testes universais para o coronavírus é uma boa forma de ajudar a economia a se recuperar mais rápido. Isso porque as pessoas poderiam interagir umas com as outras com maior confiança. A ideia do dirigente do Fed é criar um sistema em que cada um dos americanos seria testado diariamente para a Covid-19 e usaria um distintivo com o resultado negativo.

Dow Jones sobe “apenas” 2,4%, após perder quase mil pontos na reta final com risco de atraso em pacote

SÃO PAULO – Tudo caminhava para mais uma dia de fortes ganhos nas bolsas americanas, com o Dow Jones saltando cerca de 6%.

Mas faltando meno de 20 minutos para o fechamento, o índice perdeu cerca de mil pontos com a notícia de uma disputa entre Bernie Sanders e alguns senadores republicanos sobre o plano de estímulos proposto no Congresso.

Neste cenário, o Dow Jones fechou esta quarta-feira (25) com alta de 2,39% – após saltar 11% na véspera em seu melhor pregão, em pontos, da história. Enquanto isso, o índice S&P 500 avançou 1,15%, ao passo que o Nasdaq encerrou o pregão com queda de 0,45%.

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Apesar da perda de força, o Dow Jones e S&P 500 tiveram a primeira sequência de duas altas desde fevereiro.

De acordo com a CNBC, o pacote de US$ 2 trilhões para combater o novo coronavírus pode atrasar porque alguns senadores não concordaram com a parte do projeto sobre a proposta de seguro-desemprego.

Mais cedo, quatro senadores republicanos – Lindsey Graham e Tim Scott, da Carolina do Sul, Ben Sasse, do Nebraska, e Rick Scott, da Flórida – ameaçaram não apoiar o esforço da câmara de aprovar o pacote.

Eles argumentaram que o plano para adicionar US$ 600 por semana ao seguro-desemprego por até quatro meses poderia incentivar as empresas a demitir trabalhadores e os americanos a permanecerem desempregados.

Do outro lado, o senador Bernie Sanders disse que irá segurar o projeto se seus colegas do Partido Republicano não desistirem desta oposição.

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Dow Jones sobe 11,4% e tem melhor pregão desde 1933 com Congresso dos EUA perto de aprovar pacote trilionário

SÃO PAULO – As bolsas dos Estados Unidos dispararam nesta terça-feira (24) repercutindo a afirmação da presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, de que há um otimismo real no Congresso sobre a proximidade do acordo entre Democratas e Republicanos para um pacote de US$ 2 trilhões para estimular a economia. O líder na maioria no Senado, o republicano Mitch McConnell, disse que o drama de Washington pode acabar hoje.

Com essas notícias, o índice Dow Jones disparou 11,37% a 20.704 pontos, no seu melhor pregão desde 1933. Já o S&P 500 subiu 9,38% a 2.447 pontos. O Nasdaq teve ganhos de 8,12% a 7.417 pontos.

Pelosi afirmou que o pacote de estímulos se moveu suficientemente para o lado dos trabalhadores, gerando menos resistência entre os membros do Partido Democrata, que fazem oposição ao presidente Donald Trump.

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À CNBC, Michael Novogratz, presidente da Galaxy Digital, disse que de uma perspectiva de mercado parece que estamos chegando ao fim do pânico. “Isso não necessariamente significa que os mercados vão subir, mas boa parte daquela volatilidade irracional está saindo do jogo”, ressalvou.

Fora o estímulo fiscal, os investidores também puderam contar com a ajuda do Federal Reserve para prover liquidez aos mercados.

Ontem, o banco central dos EUA anunciou uma série de medidas complementares, em nova tentativa de restabelecer a confiança dos investidores após cortar seus juros para quase zero nas últimas semanas, como parte de uma estratégia para mitigar os estragos causados pela pandemia do coronavírus. A principal iniciativa do Fed foi decidir comprar ativos em volumes ilimitados.

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Bolsas dos EUA operam entre perdas e ganhos com coronavírus e à espera de estímulos de Trump

SÃO PAULO – As bolsas de Nova York abriram em alta de cerca de 2% nesta terça-feira (17) após o Dow Jones registrar seu pior pregão desde 1987 na véspera, amenizaram os ganhos nos primeiros minutos, e logo passaram a cair, mas agora se recuperam se aproximam do patamar de abertura.

Na segunda-feira, o índice recuou 12,93% e acionou o mecanismo de circuit breaker, quando as negociações ficam paralisadas após um limite de queda. Já o Nasdaq caiu 12,32%, em sua pior sessão na história.

Já às 11h43 (horário de Brasília) desta terça, o índice Dow Jones subia 0,61% a 20.312 pontos, o S&P 500 tinha alta de 2,22% a 2.439 pontos e o Nasdaq registrava ganhos de 2,41% a 7.076 pontos.

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Hoje, os investidores americanos iniciaram a sessão indo timidamente às compras passada a interpretação que se fez ontem das medidas extraordinárias do Federal Reserve, mas logo a aversão ao risco voltou a dominar com as preocupações sobre o coronavírus seguindo entre os investidores.

Em vez de acalmar os mercados, o corte de juros de 1 ponto percentual antes da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) somado ao quantitative easing de US$ 700 bilhões gerou preocupações de que o Fed esgota seus mecanismos de relaxamento monetário sem conseguir reativar a economia americana, que também sofre os efeitos da proliferação do coronavírus.

Também no radar, o Washington Post noticiou que o governo Trump está tentando aprovar no Congresso um pacote de estímulos econômicos da ordem de US$ 850 bilhões.

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