B3 divulga segunda prévia do Ibovespa incluindo ações da Petz e da Dexco (ex-Duratex) entre as novidades

A B3 divulgou nesta segunda-feira (16) a segunda prévia do Ibovespa, incluindo as ações da Petz (PETZ3) e da Dexco, ex-Duratex (DTEX3) em relação à primeira prévia divulgada no início de agosto.

A nova carteira vigorará entre setembro e dezembro de 2021.

Na primeira prévia, tinham sido incluídas as ações PN da Alpargatas (ALPA4), os ativos PN do Banco Inter (BIDI4), os papéis PN do Banco Pan (BPAN4), Méliuz (CASH3) e Rede D’Or (RDOR3).

Caso essa carteira seja confirmada na terceira prévia, o Ibovespa passará a ter 91 ativos.

Vale (VALE3) segue sendo a maior participação, com fatia de 13,942%, enquanto Itaú (ITUB4), Petrobras PN (PETR4), Bradesco PN (BBDC4), B3 (B3SA3), Petrobras ON (PETR3) e Ambev (ABEV3) aparecem na sequência.

O maior peso do índice se mantém com a Vale (VALE3) com participação de 13,942%, enquanto Itaú (ITUB4) tem 6,214%, Petrobras (PETR4), 5,677%, Bradesco (BBDC4) 4,616%, e B3 (B3SA3) 3,770%. Petrobras (PETR3) com 4,004%, e Ambev (ABEV3). 3,074%, aparecem na sequência.

A cada quatro meses, em janeiro, maio e setembro de cada ano, a B3 faz uma reavaliação das ações que compõem a carteira do Ibovespa para verificar se os ativos atendem aos seus critérios. Entre as exigências estão: ativos negociados com regularidade e terem volume financeiro relevante (participação de pelo menos 0,1% do volume negociado durante o período de vigência das três carteiras anteriores).

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Lucros de Movida e Dexco saltam no 2º tri, balanços de Vale, Ambev, GPA, Gol e mais; estreia da Brisanet e notícias da Petrobras

SÃO PAULO – A temporada de resultados segue sendo destaque nesta quinta-feira (29), com atenção para os números de Vale, Ambev, GPA, Gol, Movida, Multiplan, Dexco, entre outras. A sessão também marca a estreia das ações da Brisanet na Bolsa brasileira. Atenção ainda para o noticiário de Petrobras. Confira no que ficar de olho:

Brisanet (BRIT3)

Em destaque entre as estreias, as ações da Brisanet têm o seu primeiro pregão nesta quinta,  após serem precificadas no piso da faixa indicativa, a R$ 13,92. O ticker é BRIT3.

O preço saiu no piso da faixa estimada pelos coordenadores, que ia até R$ 17,26 cada. Ao todo, a transação totalizou R$ 1,435 bilhão.

No preço definido, com a venda de R$ 89,8 milhões na tranche primária, a empresa levantou R$ 1,25 bilhão, recursos que usará para expandir sua rede própria e aportar capital na Agility.

A Brisanet, que se apresenta como a maior do país entre os provedores independentes de internet de fibra óptica, opera em 96 cidades no Nordeste, além de sua controlada Agility Telecom, que atende 251 municípios na região.

Criada há 22 anos, a Brisanet afirma ter mais de 14,4 mil quilômetros de infraestrutura de backbone, atendendo Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas.

Na tranche secundária da oferta coordenada por Santander, XP, BTG Pactual e UBS-BB, atuais sócios pessoa física da companhia venderam o equivalente uma 185,5 milhões de reais de suas participações no negócio.

A mineradora Vale registrou lucro líquido de US$ 7,586 bilhões no segundo trimestre de 2021, uma alta de 662% ante o lucro de US$ 995 milhões apresentado um ano antes. Em relação ao primeiro trimestre deste ano a alta foi de 36,78%.

Em reais, a Vale registrou um lucro trimestral de R$ 40,1 bilhões no segundo trimestre deste ano – cerca de 7,6 vezes superior ao ganho de R$ 5,3 milhões no mesmo período do ano passado e um crescimento de 37% ante o visto nos três primeiros meses do ano.

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Já a receita líquida bateu R$ 87,8 bilhões entre abril e junho, aumento de 117% em comparação com igual intervalo de 2020 e um crescimento de 32% ante os três primeiros meses do ano. No pregão de ontem, com a expectativa positiva em relação à divulgação do resultado trimestral, a ação da vale na Bolsa brasileira subiu 2,7%.

A XP destaca que a Vale reportou resultados fortes no segundo trimestre, mas já precificado após o relatório de produção.

O Ebitda ajustado proforma, por sua vez, ficou abaixo do esperado, a US$ 11,2 bilhões, alta de 33% na comparação trimestral, mas 3,5% abaixo do esperado pela XP e 5,5% abaixo do consenso Bloomberg. O número ficou 2% abaixo da projeção do Credit Suisse

Na avaliação do Credit, a diferença aconteceu em função do custo de produção dos finos de minério de ferro da mina ao porto – chamado de custo caixa C1 –  que avançou 15% em relação às estimativas dos analistas.

A expectativa da Vale é que o custo de caixa apresente uma queda de US$ 1,5 a tonelada no quatro trimestre versus o segundo com a diluição de alguns custos fixos. A geração de caixa de US$ 6,5 bilhões indica um fluxo de caixa livre anualizado de 22%.

Já a dívida líquida expandiu um pouco, para US$ 11,4 bilhões, vindo de US$ 10,7 bilhões em função do pagamento referente a compra dos ativos de carvão, além de US$ 2,2 bilhões em dividendos e US$ 2 bilhões de recompra.

O Credit também apontou que alguns investidores esperavam um anúncio de dividendo extraordinário, mas os analistas acreditam que possa vir em algum momento nos próximos meses.

“Continuamos otimistas com Vale que deve entregar um FCF yield de 20% em 2021 e uma política de dividendo que deve trazer os yields para um patamar próximo de 10% em 2021, assumindo minério de US$ 179 a tonelada. A queda de custos prevista para os próximos meses pode ser o principal trigger pela frente para uma nova pernada”, destacam os analistas.

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Para o BBI, apesar de um pouco mais fraco do que o esperado, os resultados do segundo trimestre de 2021 não devem ser um fator importante. “No futuro, o programa de recompra deve continuar a fornecer suporte às ações, enquanto pensamos que o excesso de geração de fluxo de caixa livre devido aos altos preços do minério de ferro ainda não está refletido no patrimônio da Vale”, apontam os analistas. Eles reafirmam a recomendação de compra da Vale, com preço-alvo de R$ 133 por ação VALE3.

O Morgan Stanley também destacou que o Ebitda ajustado de US$ 11,24 bilhões reportado pela Vale, que exclui a cobrança de impairment de US$ 432 milhões, Brumadinho e gastos com Covid de US$ 185 milhões e US$ 16 milhões, ficou 2% abaixo do consenso e 3% abaixo da estimativa do banco. O custo por mercadoria vendida (Cogs) e os gastos explicam o patamar abaixo de seu modelo, diz o banco. A receita normalizada por ação, de US$ 1,57 ficou 10% acima do consenso, e acima da estimativa de US$ 1,22 do banco.

A receita de operações, de US$ 7,7 bilhões, ficou bem acima da estimativa do Morgan Stanley, principalmente por conta de gastos financeiros e despesas fiscais menores e necessidade menor de capital de giro. O preço dos grânulos ficou 7% acima da estimativa de US$ 238,3 por tonelada, e a dívida líquida expandida aumentou 7% na comparação trimestral, a US$ 11,45 bilhões, principalmente por conta das provisões por Fundão e por um impacto mais forte sobre os compromissos por Brumadinho.

O banco mantém avaliação overweight (expectativa de valorização acima da média do mercado) para os papéis da Vale, e preço-alvo de US$ 27.

O grupo varejista GPA, controlador do Pão de Açúcar, registrou lucro líquido consolidado de R$ 4 milhões  no segundo trimestre, uma queda de 95,9% ante mesma etapa de 2020.

Já seu resultado operacional medido pelo lucro antes de impostos, juros, amortização e depreciação (Ebitda) ajustado somou R$ 899 milhões, recuo de 7,7% ano a ano.

A receita teve queda de 5,3% de abril a junho, para R$ 11,88 bilhões. Segundo o Grupo, o resultado foi impactado pelas novas restrições impostas para conter a nova onda da pandemia de covid-19 e devido à forte base de comparação com o ano anterior.

A Gol registrou um lucro líquido de R$ 642,9 milhões no segundo trimestre de 2021, ante um prejuízo líquido de R$ 1,996 bilhão no segundo trimestre de 2020, divulgou a companhia nesta quinta-feira (29).

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Por outro lado, o prejuízo líquido após participação de minoritários foi de R$1,2 bilhão, excluindo variações cambiais e monetárias, despesas líquidas não recorrentes, ganhos relacionados a Exchangeable Notes e resultados não realizados de capped calls.

A receita líquida foi de R$ 1 bilhão, um aumento de 187% na base anual. As outras receitas (principalmente cargas e fidelidade) totalizaram R$ 141 milhões, equivalente a 13,7% das receitas totais.

A Ambev registrou lucro líquido ajustado de R$ 2,9627 bilhões contra R$ 1,3726 bilhão no segundo trimestre de 2020, alta de 115,9% na base de comparação. Para o primeiro semestre de 2021, o lucro foi de R$ 5,7247 bilhões contra R$ 2,6004 bilhões no mesmo período do ano passado, ou alta de 120,1%.

Essa linha do resultado teve um impacto positivo de um crédito tributário de R$ 1,6 bilhão, contabilizado no balanço. A Ambev explica que o número é resultado da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de considerar inconstitucional a inclusão do ICMS na base de cobrança do PIS/Cofins.

O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) ajustado do trimestre foi de R$ 5,289 bilhões, um avanço reportado de 58%, e orgânico de 24%.

A receita líquida da empresa foi de R$ 15,711 bilhões no trimestre, em alta de 35,3% ante os R$ 11,615 bilhões entre abril e junho de 2020.

Segundo a empresa, a receita foi impulsionada pelo desempenho do volume e pelo crescimento da receita líquida por hectolitro (ROL/hl) de 14,5%. A receita líquida cresceu 28,5% no Brasil.

O Credit Suisse avaliou os dados da Ambev como fortes. O banco ressalta que a empresa informou alta de 12,7% nos volumes de cerveja no segundo trimestre na comparação anual, frente a 10,9% no segundo trimestre de 2019, anterior aos efeitos da pandemia, e em linha com suas estimativas e as da média do mercado.

Assim, o faturamento líquido da empresa subiu 25,8% na comparação anual. O lucro Ebitda de R$ 2,4 bilhões representa alta de 52,7% na comparação anual, impactado positivamente pela inclusão do ICMS na base do PIS/Cofins. No nível consolidado, os volumes cresceram 8% em comparação com o mesmo período de 2019, as vendas líquidas subiram 35% e o Ebitda, 22%, excluindo créditos fiscais, o que implica um patamar levemente acima da expectativa do Credit.

O Credit avalia os papéis da Ambev como outperform (expectativa de valorização acima da média do mercado), com preço-alvo em R$ 21,5, do qual R$ 0,8 é atribuível ao Zé Delivery, frente à cotação de R$ 17,33 de quarta.

O BBI aponta ainda que, embora contra-intuitivo, acreditamos que a pressão de custos que a Ambev está enfrentando com as matérias-primas será positiva para os resultados no futuro, pois está permitindo que a empresa aumente os preços, que historicamente se fixam / continuam a aumentar mesmo quando os custos caem, impulsionando os lucros futuros.
Assim, os resultados do 2T21 reforçaram a tese do banco já que a Ambev reportou um crescimento de receita consolidada de 35% em base anual (amplamente em linha com nossa estimativa, mas 7% acima do consenso) e 26% mais alto em termos anuais para sua divisão de cerveja no Brasil (com preços subindo 12% na comparação anual). Na noite da véspera, o BBI elevou a recomendação para Ambev de neutra para compra.

Intelbras (INTB3)

A Intelbras teve lucro atribuído aos controladores de R$ 85,1 milhões no segundo trimestre, 66,9% superior frente igual período de 2020. O lucro líquido cresceu 67,2%, a R$ 85,3 milhões. A receita líquida foi a R$ 724,9 milhões no período, alta  de 109% no comparativo anual.

O Itaú BBA afirmou que as restrições de lockdown tiveram impacto negativo nas vendas da Intelbras em abril por conta do fechamento de lojas físicas, mas o faturamento bruto cresceu 4% na comparação trimestral, impulsionado por crescimento de volume em todas as divisões, apesar de queda no tíquete médio na base de comparação trimestral. O banco vê os resultados como neutros para a empresa, mas mantém recomendação outperform e preço-alvo de R$ 28,10.

A Movida teve lucro de R$ 174 milhões no 2º trimestre, alta de 6.556% na comparação anual.

A receita líquida consolidada foi de R$ 1,2 bilhão. Já o Ebitda  consolidado foi a R$ 388 milhões, com margem de 32,1%, evolução de 17,6 pontos percentual na margem consolidada frente o 2º trimestre de 2020.

Multiplan (MULT3)

A administradora de shopping centers Multiplan teve lucro líquido de R$ 93,77 milhões no segundo trimestre, um aumento de 32,4% ante igual etapa de 2020. O resultado operacional da companhia medido pelo lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda) de abril a junho somou R$ 178,3 milhões, queda ano a ano de 1,4%.

Para o BBI, os resultados indicam um cenário melhor do que o esperado para a Multiplan, com as vendas reforçando uma correlação positiva com o número de horas de operação durante o processo de reabertura. “A surpresa positiva veio de como essa recuperação das vendas já está se refletindo nas receitas de locação da empresa, sugerindo que os descontos estão sendo reduzidos. Nossa leitura positiva dos resultados do trimestre vai além dos números apresentados e também sugere tendências de recuperação acelerada para o resto do ano, o que pode levar a resultados positivos para outros players e para a indústria de shoppings no Brasil”, apontam os analistas, que possuem recomendação de compra para a MULT3, com um preço-alvo de R $ 32  por ação.

A Dexco (novo nome da Duratex) apresentou lucro líquido recorrente de R$ 251 milhões no segundo trimestre de 2021. O resultado representa um crescimento de mais de 100 vezes em relação ao mesmo período de 2020, quando obteve lucro de R$ 2,2 milhões.

O Credit Suisse  ressalta que o Ebitda ajustado de R$ 500 milhões representa alta de 320% na comparação anual, e de 1% na trimestral, em linha com suas estimativas e com o consenso do mercado. Na comparação anual, os resultados foram mais fortes por conta do impacto de medidas de lockdown sobre a empresa.

O banco mantém avaliação outperform para a empresa, afirmando acreditar que ela se beneficiará de um ciclo de crescimento de vários anos do setor de construção no Brasil. O preço-alvo fica em R$ 27, frente à cotação de R$ 21,4 de quarta.

Odontoprev (ODPV3)

A Odontoprev teve baixa do lucro de 25,6% no 2º trimestre, para R$ 86,6 milhões.

O Morgan Stanley comentou os resultados divulgados pela empresa, que apontou a adição de 152 mil novos membros líquidos, frente à estimativa de 113 mil novos membros. O banco diz que pressões menores de custos levaram as receitas a ficarem levemente acima de suas estimativas e do consenso do mercado. A taxa de utilização ficou acima da expectativa, fazendo com que as margens ficassem abaixo das estimativas do banco. O lucro Ebitda ajustado de R$ 137 milhões ficou em linha com a estimativa do Morgan Stanley e com o consenso do mercado.

As receitas cresceram 5% na comparação anual, frente a queda de 1% no primeiro trimestre e de 2% no quarto trimestre de 2020, levemente acima do consenso e das estimativas do mercado. O tíquete médio de R$ 20,4 se manteve estável na comparação anual, após cair 2% no primeiro trimestre de 2021, 3% no quarto de 2020 e 4% no terceiro de 2020.

A margem Ebitda ajustado de 30% ficou 9,4 pontos percentuais abaixo do patamar de um ano antes, e 1,2 ponto percentual abaixo da expectativa do Morgan Stanley e do consenso do mercado. Assim, o Ebitda ajustado de R$ 137 milhões ficou 20% abaixo do patamar de um ano antes, e ficou em linha com o consenso do mercado. O preço-alvo ficou em R$ 15, frente a cotação de R$ 13,03.

O Itaú BBA afirma que os resultados da OdontoPrev são positivos. O banco diz que os dados sugerem um crescimento expressivo em junho, e que a margem Ebitda ajustada perdeu 9 pontos percentuais na comparação anual, mas ficou 3 pontos percentuais acima de sua expectativa. O banco mantém preço-alvo de R$ 14, e avaliação market perform (perspectiva de valorização dentro da média do mercado).

A Petrobras informou que a agência de classificação de risco S&P Global Ratings elevou a sua nota de crédito “stand-alone” (risco intrínseco), de “bb” para “bb+”, conforme comunicado publicado na quarta-feira ao mercado.

Ainda em destaque, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a um recurso da Petrobras e anulou a maior condenação trabalhista imposta à estatal petrolífera. Moraes acatou a um pedido para reverter condenação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) de 2018, quando se discutiu a forma de pagamento de uma verba salarial.

Já a Compass, empresa de gás e energia do grupo Cosan (CSAN3), informou que fechou contrato para aquisição da fatia de 51% da Petrobras na Gaspetro por R$ 2,03 bilhões. A holding detém participações em 19 distribuidoras de gás canalizado no Brasil, segundo informações enviadas ao mercado. A japonesa Mitsui detém a fatia remanescente na Gaspetro, de 49%.

A elétrica Light informou que seu conselho de administração aprovou a alienação de participações societárias detidas pela companhia na Guanhães Energia e na Lightger para a Brasal Energia, conforme fato relevante publicado na madrugada desta quinta-feira.

Segundo a Light, a operação envolverá a venda de 51% da Guanhães –que opera as pequenas centrais hidrelétricas Senhora do Porto, Dores de Guanhães, Fortuna II e Jacaré– por R$ 97,9 milhões, e de fatia de 51% da Lightger, que opera a PCH Paracambi, por R$ 108,5 milhões.

A companhia destacou que os termos do contrato de compra e venda, a ser oportunamente assinado, deverão prever que a conclusão da operação estará sujeita a condições usuais, como a aprovação de órgãos reguladores, e a possibilidade de exercício de eventual direito de venda conjunta e/ou preferência pela estatal mineira Cemig CMIG4.SA, que detém as fatias remanescentes de 49% tanto na Guanhães quanto na Lightger.

“A companhia esclarece, ainda, que a Alienação Guanhães e a Alienação Lightger deverão ser realizadas de forma conjunta, constituindo uma única transação”, afirmou a Light.

“A operação, se concluída, representará a concretização de mais uma etapa do plano de desinvestimento de ativos non-core da Light.”

BR Distribuidora (BRDT3)

O conselho de administração da BR Distribuidora aprovou um programa de recompra de ações ordinárias de emissão da companhia, limitado ao valor total de R$ 1,5 bilhão em um prazo de até 18 meses, informou a empresa em fato relevante publicado nesta quinta-feira.

Segundo a BR, o programa terá efeitos a partir de 11 de agosto deste ano e poderá envolver até 116,5 milhões de papéis, correspondentes a 10% do total de ações em circulação. A recompra tem como objetivo a aquisição de papéis para manutenção das ações em tesouraria, cancelamento ou alienação.

Bradesco, Citigroup, Credit Suisse, Itaú, Merrill Lynch e Morgan Stanley serão as instituições intermediárias do programa.

A decisão da administração pela abertura do programa está baseada na percepção acerca do potencial de criação de valor da companhia, disse a BR, acrescentando que a administração vê no programa uma opção oportuna de alocação de capital.

“Esta percepção ancora-se não apenas em todas as ações já implementadas desde sua privatização, que a levaram a um novo nível de eficiência e rentabilidade, mas também nas oportunidades e ações ora em curso… que deverão contribuir significativamente para sua já robusta e resiliente geração de caixa”, afirmou a BR Distribuidora.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Carteira gráfica da XP faz uma troca para esta semana; confira

Fundos advisory

SÃO PAULO – A XP divulgou a “Top Picks”, sua carteira semanal de análise gráfica, para o período de 16 a 23 de julho. Para esta semana foi feita apenas uma troca no portfolio.

Saíram os papéis da Usiminas (USIM5) para a entrada das ações da Duratex (DTEX3).

De acordo com Gilberto Coelho, o Giba, analista técnico responsável pela carteira, as ações da Duratex passam a fazer parte da carteira por terem realizado um pullback na média móvel de 21 dias acima dos patamares da retração projetada pela escala de Fibonacci. O movimento favorece altas até os níveis de R$ 24,45 e R$ 28,90. Já os suportes para colocar stop loss estão localizados nos valores de R$ 21,34 e R$ 21,16.

Divulgada semanalmente, a carteira Top Picks XP é composta por cinco ativos, tendo cada um peso de 20%. A seleção busca retorno a curto prazo, alinhando fluxo e movimentação das ações ao cenário político e macroeconômico.

Giba calcula a rentabilidade da carteira entrando nas ações no leilão das sextas-feiras. O objetivo é de que a média do retorno dos ativos supere o Ibovespa ao fim da semana.

Desempenho

Na semana passada, a carteira Top Picks subiu 0,17% (segundo cotação de fechamento da sexta-feira passada), enquanto o Ibovespa teve uma valorização maior, de 1,51%.

As maiores altas no portfolio foram dos papéis de Hapvida (HAPV3), que subiram 2,87%.

Registraram desempenhos levemente positivos as ações de ISA Cteep (TRPL4) e da Usiminas, com altas respectivamente de 0,12% e 0,1%.

Por outro lado, caíram 2,19% as units da Klabin (KLBN11) e ficaram estáveis com leve variação negativa de 0,03% as ações da JBS (JBSS3).

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No ano de 2021, a Top Picks sobe 9,92% ao mesmo tempo em que o benchmark da B3 tem alta de 8,25%.

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Confira, abaixo, as recomendações para esta semana:

Duratex agora é Dexco: o que muda para a companhia com a nova marca e os R$ 2,5 bi em investimentos

SÃO PAULO – A Duratex (DTEX3) informou na última quinta-feira (15) que mudará o nome da companhia para Dexco, trocando também, a partir de agosto, seu código de negociação na Bolsa brasileira, B3, para DXCO3.

Além de uma repaginada na marca, a companhia também anunciou um plano de crescimento de R$ 2,5 bilhões até 2025, com foco na expansão de capacidade e melhoria do mix para os braços de Deca e Cerâmica, no valor de R$ 1,7 bilhão.

Investimentos em painéis de madeira direcionados à base florestal, diminuição de gargalos e melhoria do portfólio de atuação também foram anunciados.

Na avaliação do Bradesco BBI, a revisão da arquitetura da marca, com uma comunicação clara e consistente, pode melhorar a percepção dos consumidores sobre o portfólio da Dexco (Deco, Hydra, Portinari, CEUSA, Duratex, Durafloor), melhorando a venda cruzada.

“Acreditamos que ambos os anúncios estão alinhados com as mensagens anteriores da empresa em sua estratégia de médio e longo prazo, sinalizando que a companhia está em um caminho consistente para atingir as metas de uma empresa de materiais de construção cada vez mais premium e de experiências completas em ambientes físicos e digitais (one-stop-shop)”, escreveu o time de análise, em relatório.

Os analistas do Bradesco BBI citam ainda que a administração da companhia mencionou que a demanda continua forte por todos os seus produtos, com os aumentos de preços ajudando a mitigar a inflação de custos.

Além disso, as perspectivas de curto prazo continuam positivas, com base nos lançamentos imobiliários e nas reformas de casas, ampliadas durante a pandemia, destacam.

O Bradesco BBI manteve sua recomendação neutra para os papéis da companhia, com preço-alvo de R$ 23.

Modernização de uma marca de 70 anos

Em relatório intitulado “um novo ciclo de crescimento e modernização de uma marca de 70 anos”, divulgado nesta sexta, o Credit Suisse também comenta o investimento proposto pela companhia e a nova marca.

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Os analistas destacam que a Dexco afirmou que a alavancagem financeira deve permanecer sobre controle ao longo do ciclo de investimentos e que, caso fique abaixo do esperado, pode haver espaço para dividendos extraordinários.

Com relação ao mercado de fusões e aquisições (M&A), a empresa destacou, segundo os analistas, que seu foco agora é o de crescimento orgânico, mas que seu balanço deve ter espaço caso surjam boas oportunidades.

O banco mantém sua recomendação de outperform (desempenho acima da média do mercado) para a companhia, uma vez que o time de análise aponta ver a Dexco sendo uma das principais beneficiárias do forte ciclo de crescimento da atividade de construção civil no Brasil nos próximos anos.

“Nossa leitura para o papel continua positiva e consideramos que o projeto DWP deve contribuir com adicionais R$ 2,00 a R$ 2,50 por ação – que ainda não estão precificados. A alavancagem está em 1,2 vez a dívida líquida sobre o Ebitda e enxergamos caindo para 0,8 vez até o fim de 2021, o que deve manter o balanço da empresa confortável para este ciclo de R$ 2,5 bilhões em investimentos”, escreveu o time de análise.

Já o Morgan Stanley escreve que a visão inicial dos anúncios feitos pela companhia é positiva por uma série de motivos.

Primeiro, porque a companhia ofereceu detalhes do plano de investimento para os próximos anos e, na avaliação dos analistas, R$ 2,5 bilhões não é excessivo para o período planejado, considerando níveis históricos e a geração de fluxo de caixa atual.

Em segundo lugar, os analistas citam que a companhia está sendo proativa em relação às restrições de capacidade – a empresa vem operando perto do limite desde que a demanda começou a aumentar, no segundo semestre de 2020 –, e que esses investimentos devem estabelecer um crescimento saudável de longo prazo.

Os analistas destacam ainda, que ficaram intrigados com as iniciativas de branding da companhia e que estão “encorajados pela expectativa de que a dinâmica de oferta e demanda permanecerá saudável nos próximos trimestres”.

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O Morgan Stanley tem posição neutra na Dexco e estima um preço-alvo de R$ 22,00 para os papéis.

Nesta sexta-feira (16), os papéis DTEX3 apresentavam queda da ordem de 1,6% na B3 por volta das 15h, negociados a R$ 22,17. Na mínima do dia, os papéis chegaram a cair 2,3%, a R$ 22,02.

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Duratex muda nome para Dexco e anuncia plano de investimentos de R$ 2,5 bilhões

SÃO PAULO – A Duratex (DTEX3) informou após o fechamento do mercado nesta quinta-feira (15) que seu Conselho de Administração aprovou a mudança de nome da companhia para Dexco.

Com isso, a companhia, a partir de 19 de agosto, terá seu nome na Bolsa alterado, enquanto as ações passarão a ser negociadas sob o ticker DXCO3. A alteração ainda precisa ser aprovada pelos acionistas em Assembleia Geral Extraordinária no dia 18 de agosto.

A empresa anunciou também um plano de investimentos adicionais para os próximos três anos, no valor de aproximadamente R$ 2,5 bilhões e que será dividido em diversos projetos.

Na divisão Madeira, a Duratex irá investir aproximadamente R$ 500,0 milhões, focando na estratégia de se tornar mais competitiva em custos.

“Deste valor, R$ 90 milhões serão em projetos de desgargalamento fabril, cujo potencial é de aumentar em 10% a capacidade de produção de painéis de madeira. Outros R$ 180,0 milhões serão destinados a aquisição de três linhas de revestimentos de painéis, os quais irão potencializar a estratégia de diferenciação com o aumento de 45% da capacidade de revestir painéis de madeira. Por fim, considerando a estratégia de crescimento de longo prazo, a companhia irá investir cerca de R$ 240,0 milhões na expansão de sua base florestal na região Nordeste, através de sua subsidiária Caetex”, disse a empresa em comunicado.

Já na divisão Deca, serão investidos mais de R$ 1,1 bilhão, dos quais cerca de R$ 600,0 milhões serão investidos na expansão das unidades de metais, o que levará a um aumento de 35% de sua capacidade de produção. Também serão investidos cerca de R$ 550,0 milhões na expansão e automação da produção de louças sanitárias, elevando a capacidade em 30%.

Por fim, na divisão de Revestimentos Cerâmicos serão investidos R$ 620,0 milhões, sendo R$ 600,0 milhões destinados à construção de uma nova unidade fabril na cidade de Botucatu (SP), adicionando 35% na capacidade produtiva da divisão. Os outros R$ 20,0 milhões serão investidos em projetos de otimização fabril de suas unidades localizadas em Santa Catarina.

A Duratex informou também o investimento de R$ 102,3 milhões em ações da ABC da Construção (ABC), em uma operação exclusivamente primária, adquirindo uma participação minoritária na companhia.

“Com mais de 150 lojas nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, a ABC também é pioneira na implementação da revolução digital no varejo de acabamentos e já é considerada uma das principais construtechs do país”, disse a Duratex.

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“Com este investimento, a companhia estreitará seu relacionamento com um parceiro com reconhecidas competências digitais, tecnológicas e de logística, aproximando-se cada vez mais de seus clientes e consumidores finais dentro da jornada de reforma, decoração e construção”, conclui a nota.

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Carteira gráfica da XP subiu 1,7% na semana passada e analista troca uma ação; confira

Painel de ações (Crédito: Shutterstock)

SÃO PAULO – A XP divulgou a “Top Picks”, sua carteira semanal de análise gráfica, para o período de 21 a 28 de maio. Para esta semana houve apenas uma alteração no portfolio.

Saíram as ações da Petrobras (PETR4) para a entrada dos papéis da Duratex (DTEX3).

Segundo Gilberto Coelho, o Giba, analista técnico responsável pela carteira, as ações da Duratex estão retomando tendência de alta e projetam ganhos até R$ 24,45 ou R$ 28,80. O suporta para colocar stop loss está nos R$ 20,40.

Divulgada semanalmente, a carteira Top Picks XP é composta por cinco ativos, tendo cada um peso de 20%. A seleção busca retorno a curto prazo, alinhando fluxo e movimentação das ações ao cenário político e macroeconômico.

Giba calcula a rentabilidade da carteira entrando nas ações no leilão das sextas-feiras. O objetivo é de que a média do retorno dos ativos supere o Ibovespa ao fim da semana.

Desempenho

Na semana passada, a carteira Top Picks subiu 1,69% (segundo cotação de fechamento da sexta-feira passada), enquanto o Ibovespa teve uma valorização de 0,58%.

A maior alta no portfolio foi das ações do Bradesco, que subiram 4,18%, seguida pelos ganhos de 3,2% da Randon (RAPT4).

Quem também subiu foram as ações da Itaúsa (ITSA4), que avançaram 1,88%, e os papéis da Gol (GOLL4), que tiveram leve alta de 0,43%.

Na outra ponta, as ações da Petrobras caíram 1,26%.

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No ano de 2021, a Top Picks sobe 15,52% ao mesmo tempo em que o benchmark da B3 tem alta de 4,02%.

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Confira, abaixo, as recomendações para esta semana:

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Ação da Lojas Renner avança após follow-on; Equatorial cai 3% com leilão da Cedae e Irani e Duratex sobem mais de 7%

SÃO PAULO – O noticiário corporativo foi bastante movimentado nesta sexta-feira (30), com diversas empresas repercutindo os resultados do primeiro trimestre de 2021. Entre os ativos que compõem o Ibovespa, destaque para Fleury (FLRY3, R$ 25,55, +0,08%) e Unidas (LCAM3, R$ 26,37, +1,70%), que conseguiram fechar em alta, apesar de perderem força junto com o restante da bolsa durante a tarde.

Fora do índice, os ativos da Irani (RANI3, R$ 6,86, +7,69%) saltaram mais de 7%, os papéis da Duratex (DTEX3, R$ 23,70, +7,92%) dispararam quase 8% e Grendene (GRND3, R$ 8,17, +4,48%) subiu cerca de 1%, após divulgarem seus balanços.

Já os ativos da Lojas Renner (LREN3, R$ 40,40, +1,08%), por sua vez, perderam força após chegarem a subir 4,45% na máxima do dia após a oferta de ações da companhia. Mesmo assim, os papéis fecharam em alta.

Entre as quedas, ficaram os ativos de Vale (VALE3, R$ 110,03, -1,72%) e siderúrgicas como CSN (CSNA3, R$ 49,19, -2,09%), Usiminas (USIM5, R$ 22,45, -1,48%) e Gerdau (GGBR4, R$ 33,22, -3,40%), depois de fortes altas recentes e também repercutindo os dados da China.

O crescimento da atividade industrial da China desacelerou e ficou abaixo das expectativas em abril, uma vez que gargalos de oferta e aumento dos custos pesaram sobre a produção e a demanda externa perdeu força. O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) oficial para a indústria do país caiu a 51,1 em abril de 51,9 em março. Ele permaneceu acima da marca de 50 que separa crescimento de contração, mas ficou abaixo dos 51,7 esperados em pesquisa da Reuters com analistas.

A Equatorial (EQTL3, R$ 25,09, -3,09%) fechou com forte queda após não conseguir vencer nenhum dos blocos do leilão de concessão da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) ocorrido nesta tarde. A companhia era uma das promessas do leilão, que superou as expectativas do governo, arrecadando cerca de R$ 22,7 bilhões com três blocos. A expectativa inicial era de uma arrecadação de R$ 10,6 bilhões. O bloco 3, contudo, foi declarado sem vencedor, algo que não era previsto pelo governo do estado do Rio de Janeiro.

Confira os destaques:

Lojas Renner (LREN3, R$ 40,40, +1,08%)

Em destaque no noticiário corporativo, as ações vendidas em follow-on pela Lojas Renner foram precificadas a R$ 39, levando a uma captação pela varejista de  R$ 3,978 bilhões.

A quantidade de papéis inicialmente ofertada poderia ter sido acrescida em até 35%, o que a companhia acabou não fazendo.

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A Renner tem a intenção de usar o dinheiro levantado para o desenvolvimento e fortalecimento do ecossistema de moda e lifestyle da companhia por meio de iniciativas orgânicas e/ou inorgânicas.

Duratex (DTEX3, R$ 23,70, +7,92%)

A Duratex teve lucro líquido de R$ 172,699 milhões no período, alta de 232,2% frente os três primeiros meses do ano passado.

“Este resultado foi influenciado pelos benefícios capturados nos projetos de eficiência, assim como o desempenho financeiro favorável, sobretudo devido à queda no patamar da taxa de juros e variação cambial. Vale ressaltar ainda que, no 1T20, o lucro líquido foi favorecido pela maior variação do ativo biológico, devido à apuração de inventário do ativo florestal aportado na joint venture de Celulose Solúvel”, explica a companhia.

A receita líquida consolidada foi de R$ 1,768 bilhão no trimestre, alta de 52,2% na comparação anual. Enquanto isso, o Ebitda somou R$ 464, 610 milhões, 74,4% superior em comparação com igual período do ano passado.

O Credit Suisse comentou os resultados divulgados para a Duratex para o primeiro trimestre, que classificou como fortes. O Ebitda ficou 15% acima de sua estimativa e 25% acima daquela do consenso do mercado.

O banco mantém recomendação outperform para a Duratex, já que espera que a empresa se beneficie de um ciclo de vários anos de crescimento da atividade de construção no Brasil, impulsionada por taxas de juros mais baixas, retomada da confiança do consumidor e estoques baixos de unidades residenciais. O preço-alvo é de R$ 25, frente aos R$ 21,96 de fechamento na quinta pelos papéis da empresa.

O Bradesco BBI destaca que o Ebitda com painéis de madeira subiu 158% em comparação com o patamar de um ano antes, devido a preços realizados mais altos e volumes fortes. A margem Ebitda da Deca caiu de 23% no trimestre anterior para 14%, mas fica acima daquela do mesmo período de 2020. A queda se deve a volumes mais baixos e a preços mais altos.

O banco tem recomendação neutra para a Duratex, com preço-alvo de R$ 23.

Unidas (LCAM3, R$ 26,37, +1,70%)

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O grupo de aluguel de veículos e gestão de frotas Unidas teve lucro líquido recorde de R$ 231,4 milhões no primeiro trimestre, quase três vezes (alta de 190,9%) acima do resultado obtido no mesmo período de 2020, apesar da incidência de novas medidas de isolamento social no trimestre.

O resultado veio com crescimentos nas diárias de aluguel de veículos (3,1%) e também na tarifa média (3,5%), enquanto na área de terceirização de frotas houve aumentos de 16% no número de diárias e de 17,4% na tarifa mensal. Em seminovos, a empresa registrou expansão de 47,5% no preço médio e alta de 1,3% no número de veículos vendidos.

A geração de caixa da Unidas, que está aguardando aval do Cade para a oferta de aquisição feita pela rival Localiza, medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) saltou 68,6%, para R$ 528 milhões. A margem disparou de 52,5% para 75,1%.

“Com a oferta de veículos zero quilômetro km ainda baixa e o aumento significativo dos preços, a demanda por veículos seminovos continua crescendo e os resultados só não foram ainda mais robustos por conta da necessidade de manter a operação de locação coberta”, afirmou a Unidas no balanço.

A receita líquida consolidada atingiu R$ 1,6 bilhão no período, alta de 33% em relação aos três meses encerrados no fim de março.

A companhia terminou o trimestre passado com uma frota 166.125 veículos, dos quais 95.745 na área de terceirização e 66.900 em aluguel de carros. Um ano antes, divisão de gestão de frotas tinha 84.334 veículos e a de aluguel de carros 80.815.

A Unidas investiu R$ 1,1 bilhão em frota no primeiro trimestre, correspondendo à compra de 15,9 mil carros. As vendas de veículos foram maiores: 16.683 carros.

O Bradesco BBI destacou que o Ebitda ficou 11% acima da estimativa do banco e 17% acima do consenso do mercado.

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As receitas fortes foram impulsionadas pela alta na receita com aluguéis, aumento dos preços médios de aluguel. A receita de gestão de frotas subiu 35,2%. E o preço médio por carro vendido subiu 48% na comparação anual, para R$ 55.100. A performance operacional positiva da empresa e o mercado de carros usados forte fez com que a margem Ebitda se expandisse.

O banco mantém sua avaliação outperform (expectativa de valorização dentro da média do mercado) para a empresa, com preço-alvo de R$ 39, devido à demanda por aluguéis de carros e liquidez de caixa. O banco diz que a empresa está sendo negociada por 11% abaixo do preço implícito pela proposta de fusão com a Localiza.

O Credit Suisse classificou os resultados como sólidos, com Ebitda 6% acima de suas estimativa, e a receita líquida em linha, impulsionadas pelo Ebitda de vendas de carros usados, com margem de 14%. O banco mantém recomendação outperform para a empresa, com preço-alvo de R$ 33.

Grendene (GRND3, R$ 8,17, +4,48%)

A Grendene teve um lucro líquido de R$ 129,2 milhões no primeiro trimestre de 2021, valor 334% acima do registrado em igual período de 2020, impulsionado pela alta nas vendas  no exterior e no mercado interno, enquanto houve maior eficiência nas despesas operacionais.

O Ebitda teve alta de 109%, a R$ 127,1 milhões. A margem Ebitda foi a 24,3%, alta de 8 pontos percentuais, uma vez que a receita líquida da companhia subiu 41%, totalizando R$ 523,3 milhões.

As vendas tiveram alta de 37% em receita no mercado interno e 33,9% em volume. A receita com exportações teve alta de 61%, enquanto o volume subiu 44,6%.

Já as despesas operacionais tiveram alta de 16,5%, inferior ao incremento das vendas no período.

Transmissão Paulista (TRPL4, R$ 27,00, +0,19%)

A transmissora de energia Isa Cteep, controlada pelo grupo colombiano Isa, reportou um lucro líquido de R$ 308,1 milhões no primeiro trimestre, praticamente estável frente ao mesmo período do ano anterior, embora com importante avanço nos ganhos operacionais.

O Ebitda da companhia teve alta de 16,7% na comparação anual, a R$ 696,8 milhões, enquanto o Ebitda ajustado subiu 28,5%, para R$ 770,4 milhões.

“É um crescimento importante, alinhado com a estratégia”, disse à Reuters o presidente da elétrica, Rui Chammas, ao destacar o aumento de 4,8% nos investimentos durante o período, para R$ 290,9 milhões.

Os aportes em reforços e melhorias dispararam 726,8% frente a 2020, somando R$ 58,7 milhões, em meio a planos da Cteep de aumentar os recursos direcionados a esses empreendimentos, modernizando sua rede e trocando equipamentos antigos.

Light (LIGT3, R$ 17,52, -0,50%)

A Light informou nesta sexta-feira que assembleia geral extraordinária aprovou o grupamento da totalidade das ações de emissão da elétrica à razão de cem para uma, segundo fato relevante.

Também foi aprovado o simultâneo desdobramento de cada ação grupada na proporção de uma para cem, diante da existência de um grande número de acionistas da companhia detentores de participações acionárias inferiores a cem, cuja maioria se encontra na condição de inativo.

Segundo a Light, essa condição gera significativo volume de serviços e custos operacionais para a companhia.

Simultaneamente, os valores mobiliários negociados no mercado americano (ADR) também serão grupados e desdobrados, disse a empresa.

As operações não resultarão em alteração do valor do capital social da Light, e os direitos conferidos pelas ações de emissão da companhia a seus titulares também não serão modificados.

Irani (RANI3, R$ 6,86, +7,69%)

A Irani Papel e Embalagem lucrou R$ 56,70 milhões no primeiro trimestre de 2021, um montante 215% acima do obtido em igual período do ano passado

A receita líquida subiu 50,7% no primeiro trimestre na comparação anual, a R$ 356,16 milhões. A alta ocorre em função da alta nos preços dos produtos nos segmentos embalagem de papelão ondulado e papel para embalagens, além do real desvalorizado, que favorece a exportação. Houve também o aumento do volume e de preços do segmento florestal RS e resinas.

O Ebitda ajustado subiu 92% no primeiro trimestre, a R$ 100,34 milhões.

Fleury (FLRY3, R$ 25,55, +0,08%)

A rede de laboratórios registrou um lucro líquido de R$ 118,6 milhões no primeiro trimestre de 2021, valor 102% superior ao do mesmo período do ano passado. O número também bateu a média das expectativas dos analistas segundo a Refinitiv, que apontava para um lucro de R$ 97,31 milhões no período.

Já o Ebitda do Fleury foi de R$ 285,5 milhões, um crescimento de 45,7% ante o primeiro trimestre de 2020 e maior que os R$ 251,77 milhões esperados pelos analistas.

A receita líquida, por sua vez, foi de R$ 893,8 milhões, número 25,2% acima do registrado nos primeiros três meses do ano passado e superior aos R$ 855,3 milhões que o mercado projetava.

O Morgan Stanley destacou que a recuperação das receitas continua, apoiada por mais procedimentos eletivos e exames de Covid, que representaram 10% da receita. Os negócios B2B tiveram desempenho forte, positivos em relação a Rede D’Or e Hermes Pardini, mas negativos em relação a Notre Dame e Hapvida.

A receita líquida subiu em linha com as estimativas, devido a uma recuperação de procedimentos eletivos e uma base comparativa menor, já que o desempenho de março de 2020 foi afetado por medidas de isolamento. As marcas do Rio de Janeiro foram um destaque.

O Ebitda ajustado ficou 7% acima da expectativa do Morgan Stanley e 13% acima do consenso do mercado. A margem Ebitda ajustada ficou 0,9 ponto percentual acima da expectativa do Morgan Stanley. Se ajustada em R$ 2,5 milhões por receitas não recorrentes, ficaria 0,7 ponto percentual acima.
O banco destaca que a plataforma Saúde ID gerou R$ 6 milhões em receitas adicionais, ganhando tração. De 1,1 milhão de clientes atendidos, 9,8% vieram por meio da plataforma no primeiro trimestre, duas vezes mais do que no quarto trimestre de 2020. Além disso, a telemedicina ganha espaço, com 40% dos clientes em cidades onde o Fleury não tem unidades físicas.

O banco prefere a Rede D’Or em uma aposta para a reabertura do mercado de saúde, destacando que a Covid tem levado a uma ocupação extremamente alta dos hospitais e, potencialmente, a receitas mais altas. O Morgan Stanley mantém avaliação underweight para o Fleury, com preço-alvo de R$ 28.

O Credit Suisse, por sua vez, destacou que os dados indicam crescimento expressivo da receita líquida na comparação anual, com contribuição expressiva dos testes para Covid, frente a resultados anteriores impactados pelas medidas de isolamento físico. O banco ressalta que a empresa foi capaz de manter seus custos e gastos em linha com aqueles do quarto trimestre de 2020, o que levou a lucratividade mais alta do que os níveis pré-Covid.

O banco avalia que a atual situação atual da pandemia não permite ter uma visibilidade boa sobre a demanda, já que as pressões podem tanto trazer resultados positivos, como mais exames de PCR, quanto impactar negativamente, reduzindo exames de rotina.

Mas o banco ressalta que a empresa continua a trabalhar com diversificação. Sob a nova gestão, a empresa começou a publicar novos indicadores sobre sua base de usuários, que o banco define como “essenciais” para demonstrar sua habilidade para vender serviços ambulatoriais. O banco  mantém cautela ao considerar valor adicional pelas novas linhas de negócios. O Credit mantém avaliação neutra, e preço-alvo de R$ 28.

Wiz (WIZS3, R$ 11,50, +8,59%)

A Wiz fechou acordo para exclusividade na comercialização de produtos de seguros no balcão do Banco de Brasília (BRB) por 20 anos. O valor da transação não foi revelado.

Modalmais (MODL11, R$ 18,55, -7,30%)

A sessão desta sexta marca a estreia do banco digital Modalmais na B3. As units da companhia foram precificadas a R$ 20,01, em oferta que movimentou cerca de R$ 1 bilhão.

Fundada em 1995, o Modalmais é uma empresa que atua no setor financeiro com sede no Rio de Janeiro.

B3 (B3SA3, R$ 51,75, -1,52%)

A B3 informou que, em reunião na quinta, o conselho de administração tomou decisões sobre mudanças e ampliação na diretoria estatutária da empresa. A vice-presidência de operações foi reformulada. Suas funções serão atribuídas a duas novas vice-presidências, que se reportarão ao presidente.

A atual Diretora de pós-negociação, Viviane Basso, assume a posição de vice-presidente de operações. Mario Palhares, atual diretor de produtos, assume a posição de vice-presidente de operações. A B3 afirma que as mudanças também se devem a “decisão pessoal” do atual vice-presidente de operações, clearing e depositária, Cícero Augusto Vieira Neto, de deixar a equipe de liderança da B3.

Vale (VALE3, R$ 110,03, -1,72%)

A mineradora Vale teve uma subsidiária, a CPBS (Companhia Portuária Baía de Sepetiba), multada em R$ 2,38 milhões pela prefeitura de Itaguaí, no Rio de Janeiro, após inspeção e vistoria da Secretaria Municipal do Ambiente e Sustentabilidade, informou a administração da cidade na quinta. A inspeção aconteceu no Terminal de Minério de Ferro e Granéis Sólidos localizado na Ilha da Madeira, em Itaguaí.

“Ao todo foram mais de dezessete irregularidades anotadas no relatório de vistoria que vão desde a ausência de uma central de resíduos, até a Licença de Operação que está vencida há cerca de nove anos”, afirmou a prefeitura em comunicado. Procurada, a Vale não respondeu de imediato a um pedido de comentários sobre a autuação.

Alliar (AALR3, R$ 8,84, -1,12%), Fleury, Hermes Pardini (PARD3, R$ 18,81, -1,98%)

A XP iniciou a cobertura do setor de laboratórios com recomendação neutra (expectativa de valorização dentro da média do mercado) para a Alliar. O preço-alvo é de R$ 10 por ação, frente a R$ 8,94 negociados na quinta. O preço-alvo para o Fleury é de R$ 29 por ação.  O do Instituto Hermes Pardini, é de R$ 21.

A XP avalia que “os laboratórios estão em uma posição difícil na cadeia de valor de saúde com poder de barganha limitado junto aos pagadores”, que são os planos de saúde. Segundo a XP, as operadoras enfrentam um cenário competitivo difícil, já que o total de beneficiários dos planos está estável desde 2016. Operadoras mais verticalizadas vêm oferecendo planos com preços mais baixos e as pressionam por preços menores.

Além disso, a XP ressalta que o número de laboratórios cresceu 70%, enquanto que o número de hospitais, por exemplo, caiu 12%. Isso pressiona seus preços e o valor das ações.

Vamos (VAMO3, R$ 41,60, +1,46%)

O Bradesco BBI comentou o anúncio pela Vamos de pagamento de R$ 71,6 milhões por 436 empilhadeiras da BYD, alugados para 26 clientes. Os contratos de aluguel valem por 36 meses. A Vamos vai pagar em dinheiro por 50% dessa aquisição no fechamento do negócio. Os outros 50% serão pagos em parcelas no decorrer de 12 meses.

O banco avalia o negócio como positivo para a Vamos, que expande dessa forma seu portfólio de produtos. Além disso, a medida está alinhada às metas de ESG (governança ambiental e corporativa) da Vamos (a fabricante é focada em veículos elétricos). O banco estima que os contratos podem render R$ 18,9 milhões em receitas, R$ 16,8 milhões em Ebitda e R$ 2,5 milhões em receitas líquidas por ano. O negócio pode adicionar R$ 0,30 em valor para o preço-alvo para a Vamos, diz o Bradesco. O banco mantém recomendação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado), e preço-alvo para 2021 em R$ 40.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Lucros de Duratex, Irani, Grendene, Unidas e Fleury saltaram ao menos 100% no 1º tri: confira análises dos balanços

ações índices fundos investimentos bolsa alta gráficos (Shutterstock)

SÃO PAULO – Entre a noite de ontem (29) e a manhã desta sexta-feira (30), algumas companhias divulgaram resultados, com muitas delas surpreendendo ao apresentarem fortes aumento dos lucros.

Mais precisamente, neste período, cinco companhias divulgaram que seus lucros dispararam ao menos 100% no primeiro trimestre de 2021 na base de comparação anual. São elas: Duratex (DTEX3), Fleury (FLRY3), Unidas (LCAM3), Grendene (GRND3) e Irani (RANI3).

Mas isso quer dizer que os resultados foram tão positivos assim? Confira outros destaques do balanço e algumas análises de balanços das empresas:

A Duratex teve lucro líquido de R$ 172,699 milhões no período, alta de 232,2% frente os três primeiros meses do ano passado.

“Este resultado foi influenciado pelos benefícios capturados nos projetos de eficiência, assim como o desempenho financeiro favorável, sobretudo devido à queda no patamar da taxa de juros e variação cambial. Vale ressaltar ainda que, no 1T20, o lucro líquido foi favorecido pela maior variação do ativo biológico, devido à apuração de inventário do ativo florestal aportado na joint venture de Celulose Solúvel”, explica a companhia.

A receita líquida consolidada foi de R$ 1,768 bilhão no trimestre, alta de 52,2% na comparação anual. Enquanto isso, o Ebitda somou R$ 464, 610 milhões, 74,4% superior em comparação com igual período do ano passado.

Assim, a companhia teve o melhor primeiro trimestre da sua história em lucro líquido, receita líquida, Ebitda ajustado recorrente e geração de caixa.

O Credit Suisse classificou o resultado como forte. O Ebitda ficou 15% acima de sua estimativa e 25% acima daquela do consenso do mercado.

O banco mantém recomendação outperform para a Duratex, já que espera que a empresa se beneficie de um ciclo de vários anos de crescimento da atividade de construção no Brasil, impulsionada por taxas de juros mais baixas, retomada da confiança do consumidor e estoques baixos de unidades residenciais. O preço-alvo é de R$ 25, frente aos R$ 21,96 de fechamento na quinta pelos papéis da empresa.

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O Bradesco BBI destaca que o Ebitda com painéis de madeira subiu 158% em comparação com o patamar de um ano antes, devido a preços realizados mais altos e volumes fortes. A margem Ebitda da Deca caiu de 23% no trimestre anterior para 14%, mas fica acima daquela do mesmo período de 2020. A queda se deve a volumes mais baixos e a preços mais altos. O banco tem recomendação neutra para a Duratex, com preço-alvo de R$ 23.

O grupo de aluguel de veículos e gestão de frotas Unidas teve lucro líquido recorde de R$ 231,4 milhões no primeiro trimestre, quase três vezes (alta de 190,9%) acima do resultado obtido no mesmo período de 2020, apesar da incidência de novas medidas de isolamento social no trimestre.

O resultado veio com crescimentos nas diárias de aluguel de veículos (3,1%) e também na tarifa média (3,5%), enquanto na área de terceirização de frotas houve aumentos de 16% no número de diárias e de 17,4% na tarifa mensal. Em seminovos, a empresa registrou expansão de 47,5% no preço médio e alta de 1,3% no número de veículos vendidos.

A geração de caixa da Unidas, que está aguardando aval do Cade para a oferta de aquisição feita pela rival Localiza, medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) saltou 68,6%, para R$ 528 milhões. A margem disparou de 52,5% para 75,1%.

“Com a oferta de veículos zero quilômetro km ainda baixa e o aumento significativo dos preços, a demanda por veículos seminovos continua crescendo e os resultados só não foram ainda mais robustos por conta da necessidade de manter a operação de locação coberta”, afirmou a Unidas no balanço.

A receita líquida consolidada atingiu R$ 1,6 bilhão no período, alta de 33% em relação aos três meses encerrados no fim de março.

A companhia terminou o trimestre passado com uma frota 166.125 veículos, dos quais 95.745 na área de terceirização e 66.900 em aluguel de carros. Um ano antes, divisão de gestão de frotas tinha 84.334 veículos e a de aluguel de carros 80.815.

A Unidas investiu R$ 1,1 bilhão em frota no primeiro trimestre, correspondendo à compra de 15,9 mil carros. As vendas de veículos foram maiores: 16.683 carros.

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O Bradesco BBI destacou que o Ebitda ficou 11% acima da estimativa do banco e 17% acima do consenso do mercado.

As receitas fortes foram impulsionadas pela alta na receita com aluguéis, aumento dos preços médios de aluguel. A receita de gestão de frotas subiu 35,2%. E o preço médio por carro vendido subiu 48% na comparação anual, para R$ 55.100. A performance operacional positiva da empresa e o mercado de carros usados forte fez com que a margem Ebitda se expandisse.

O banco mantém sua avaliação outperform (expectativa de valorização dentro da média do mercado) para a empresa, com preço-alvo de R$ 39, devido à demanda por aluguéis de carros e liquidez de caixa. O banco diz que a empresa está sendo negociada por 11% abaixo do preço implícito pela proposta de fusão com a Localiza.

O Credit Suisse classificou os resultados como sólidos, com Ebitda 6% acima de suas estimativa, e a receita líquida em linha, impulsionadas pelo Ebitda de vendas de carros usados, com margem de 14%. O banco mantém recomendação outperform para a empresa, com preço-alvo de R$ 33.

Grendene (GRND3)

A Grendene teve um lucro líquido de R$ 129,2 milhões no primeiro trimestre de 2021, valor 334% acima do registrado em igual período de 2020, impulsionado pela alta nas vendas  no exterior e no mercado interno, enquanto houve maior eficiência nas despesas operacionais.

O Ebitda teve alta de 109%, a R$ 127,1 milhões. A margem Ebitda foi a 24,3%, alta de 8 pontos percentuais, uma vez que a receita líquida da companhia subiu 41%, totalizando R$ 523,3 milhões.

As vendas tiveram alta de 37% em receita no mercado interno e 33,9% em volume. A receita com exportações teve alta de 61%, enquanto o volume subiu 44,6%.

Já as despesas operacionais tiveram alta de 16,5%, inferior ao incremento das vendas no período.

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Após um trimestre forte, em teleconferência, Alceu Albuquerque, diretor de RI da companhia, afirmou que o segundo trimestre deverá ser o pior do ano em meio ao fechamento do comércio. Contudo, ressaltou: “Esperamos que o segundo trimestre seja o mais fraco do ano, mas é o melhor trimestre para isso, pois é o que costuma ser o mais fraco sazonalmente”.

A Irani Papel e Embalagem lucrou R$ 56,70 milhões no primeiro trimestre de 2021, um montante 215% acima do obtido em igual período do ano passado

A receita líquida subiu 50,7% no primeiro trimestre na comparação anual, a R$ 356,16 milhões. A alta ocorre em função da alta nos preços dos produtos nos segmentos embalagem de papelão ondulado e papel para embalagens, além do real desvalorizado, que favorece a exportação. Houve também o aumento do volume e de preços do segmento florestal RS e resinas.

O Ebitda ajustado subiu 92% no primeiro trimestre, a R$ 100,34 milhões.

Yuri Pereira e Thales Carmo apontam que a Irani reportou resultado operacional bem mais forte do que o esperado, com Ebitda 53% acima da estimativa da XP e 35% acima do consenso.

“O principal motivo para o resultado foi o preço realizado mais forte compensando a alta no preço das aparas. Outro destaque foi o volume de papelão ondulado de 41 mil toneladas (queda de 4% na base trimestral)”, apontam os analistas.

Os analistas da XP veem a Irani sendo negociada a 7,4 vezes o múltiplo do valor da firma sobre o Ebitda (EV/Ebitda) esperado para 2021, abaixo de seus pares (que negociam acima de 8,0 vezes) e 4,8 vezes o EV/Ebitda esperado para 2025, como consequência de seus projetos de expansão.

“Acreditamos que a empresa esteja bem posicionada para aproveitar os benefícios de seu plano de expansão. Reiteramos nossa recomendação de compra para Irani, com preço-alvo de R$ 8,50 por ação”, aponta a XP.

A rede de laboratórios registrou um lucro líquido de R$ 118,6 milhões no primeiro trimestre de 2021, valor 102% superior ao do mesmo período do ano passado. O número também bateu a média das expectativas dos analistas segundo a Refinitiv, que apontava para um lucro de R$ 97,31 milhões no período.

Já o Ebitda do Fleury foi de R$ 285,5 milhões, um crescimento de 45,7% ante o primeiro trimestre de 2020 e maior que os R$ 251,77 milhões esperados pelos analistas.

A receita líquida, por sua vez, foi de R$ 893,8 milhões, número 25,2% acima do registrado nos primeiros três meses do ano passado e superior aos R$ 855,3 milhões que o mercado projetava.

O Morgan Stanley destacou que a recuperação das receitas continua, apoiada por mais procedimentos eletivos e exames de Covid, que representaram 10% da receita. Os negócios B2B tiveram desempenho forte, positivos em relação a Rede D’Or e Hermes Pardini, mas negativos em relação a Notre Dame e Hapvida.

A receita líquida subiu em linha com as estimativas, devido a uma recuperação de procedimentos eletivos e uma base comparativa menor, já que o desempenho de março de 2020 foi afetado por medidas de isolamento. As marcas do Rio de Janeiro foram um destaque.

O Ebitda ajustado ficou 7% acima da expectativa do Morgan Stanley e 13% acima do consenso do mercado. A margem Ebitda ajustada ficou 0,9 ponto percentual acima da expectativa do Morgan Stanley. Se ajustada em R$ 2,5 milhões por receitas não recorrentes, ficaria 0,7 ponto percentual acima.
O banco destaca que a plataforma Saúde ID gerou R$ 6 milhões em receitas adicionais, ganhando tração. De 1,1 milhão de clientes atendidos, 9,8% vieram por meio da plataforma no primeiro trimestre, duas vezes mais do que no quarto trimestre de 2020. Além disso, a telemedicina ganha espaço, com 40% dos clientes em cidades onde o Fleury não tem unidades físicas.

O banco prefere a Rede D’Or em uma aposta para a reabertura do mercado de saúde, destacando que a Covid tem levado a uma ocupação extremamente alta dos hospitais e, potencialmente, a receitas mais altas. O Morgan Stanley mantém avaliação underweight para o Fleury, com preço-alvo de R$ 28.

O Credit Suisse, por sua vez, destacou que os dados indicam crescimento expressivo da receita líquida na comparação anual, com contribuição expressiva dos testes para Covid, frente a resultados anteriores impactados pelas medidas de isolamento físico. O banco ressalta que a empresa foi capaz de manter seus custos e gastos em linha com aqueles do quarto trimestre de 2020, o que levou a lucratividade mais alta do que os níveis pré-Covid.

O banco avalia que a atual situação atual da pandemia não permite ter uma visibilidade boa sobre a demanda, já que as pressões podem tanto trazer resultados positivos, como mais exames de PCR, quanto impactar negativamente, reduzindo exames de rotina.

Mas o banco ressalta que a empresa continua a trabalhar com diversificação. Sob a nova gestão, a empresa começou a publicar novos indicadores sobre sua base de usuários, que o banco define como “essenciais” para demonstrar sua habilidade para vender serviços ambulatoriais. O banco  mantém cautela ao considerar valor adicional pelas novas linhas de negócios. O Credit mantém avaliação neutra, e preço-alvo de R$ 28.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Lojas Renner capta R$ 3,98 bi em oferta de ações; Unidas, Grendene e Duratex têm disparada dos lucros e mais destaques

SÃO PAULO – O noticiário corporativo tem como destaque a oferta de ações da Lojas Renner, além da temporada de resultados, com destaque para a forte alta dos lucros de Grendene, Unidas e Duratex, além da divulgação de outros balanços. Confira os destaques:

Lojas Renner (LREN3)

Em destaque no noticiário corporativo, as ações vendidas em follow-on pela Lojas Renner foram precificadas a R$ 39, levando a uma captação pela varejista de  R$ 3,978 bilhões.

A quantidade de papéis inicialmente ofertada poderia ter sido acrescida em até 35%, o que a companhia acabou não fazendo.

A Renner tem a intenção de usar o dinheiro levantado para o desenvolvimento e fortalecimento do ecossistema de moda e lifestyle da companhia por meio de iniciativas orgânicas e/ou inorgânicas.

A Duratex teve lucro líquido de R$ 172,699 milhões no período, alta de 232,2% frente os três primeiros meses do ano passado.

“Este resultado foi influenciado pelos benefícios capturados nos projetos de eficiência, assim como o desempenho financeiro favorável, sobretudo devido à queda no patamar da taxa de juros e variação cambial. Vale ressaltar ainda que, no 1T20, o lucro líquido foi favorecido pela maior variação do ativo biológico, devido à apuração de inventário do ativo florestal aportado na joint venture de Celulose Solúvel”, explica a companhia.

A receita líquida consolidada foi de R$ 1,768 bilhão no trimestre, alta de 52,2% na comparação anual. Enquanto isso, o Ebitda somou R$ 464, 610 milhões, 74,4% superior em comparação com igual período do ano passado.

O Credit Suisse comentou os resultados divulgados para a Duratex para o primeiro trimestre, que classificou como fortes. O Ebitda ficou 15% acima de sua estimativa e 25% acima daquela do consenso do mercado.

O banco mantém recomendação outperform para a Duratex, já que espera que a empresa se beneficie de um ciclo de vários anos de crescimento da atividade de construção no Brasil, impulsionada por taxas de juros mais baixas, retomada da confiança do consumidor e estoques baixos de unidades residenciais. O preço-alvo é de R$ 25, frente aos R$ 21,96 de fechamento na quinta pelos papéis da empresa.

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O Bradesco BBI destaca que o Ebitda com painéis de madeira subiu 158% em comparação com o patamar de um ano antes, devido a preços realizados mais altos e volumes fortes. A margem Ebitda da Deca caiu de 23% no trimestre anterior para 14%, mas fica acima daquela do mesmo período de 2020. A queda se deve a volumes mais baixos e a preços mais altos.

O banco tem recomendação neutra para a Duratex, com preço-alvo de R$ 23.

O grupo de aluguel de veículos e gestão de frotas Unidas teve lucro líquido recorde de R$ 231,4 milhões no primeiro trimestre, quase três vezes (alta de 190,9%) acima do resultado obtido no mesmo período de 2020, apesar da incidência de novas medidas de isolamento social no trimestre.

O resultado veio com crescimentos nas diárias de aluguel de veículos (3,1%) e também na tarifa média (3,5%), enquanto na área de terceirização de frotas houve aumentos de 16% no número de diárias e de 17,4% na tarifa mensal. Em seminovos, a empresa registrou expansão de 47,5% no preço médio e alta de 1,3% no número de veículos vendidos.

A geração de caixa da Unidas, que está aguardando aval do Cade para a oferta de aquisição feita pela rival Localiza, medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) saltou 68,6%, para R$ 528 milhões. A margem disparou de 52,5% para 75,1%.

“Com a oferta de veículos zero quilômetro km ainda baixa e o aumento significativo dos preços, a demanda por veículos seminovos continua crescendo e os resultados só não foram ainda mais robustos por conta da necessidade de manter a operação de locação coberta”, afirmou a Unidas no balanço.

A receita líquida consolidada atingiu R$ 1,6 bilhão no período, alta de 33% em relação aos três meses encerrados no fim de março.

A companhia terminou o trimestre passado com uma frota 166.125 veículos, dos quais 95.745 na área de terceirização e 66.900 em aluguel de carros. Um ano antes, divisão de gestão de frotas tinha 84.334 veículos e a de aluguel de carros 80.815.

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A Unidas investiu R$ 1,1 bilhão em frota no primeiro trimestre, correspondendo à compra de 15,9 mil carros. As vendas de veículos foram maiores: 16.683 carros.

O Bradesco BBI destacou que o Ebitda ficou 11% acima da estimativa do banco e 17% acima do consenso do mercado.

As receitas fortes foram impulsionadas pela alta na receita com aluguéis, aumento dos preços médios de aluguel. A receita de gestão de frotas subiu 35,2%. E o preço médio por carro vendido subiu 48% na comparação anual, para R$ 55.100. A performance operacional positiva da empresa e o mercado de carros usados forte fez com que a margem Ebitda se expandisse.

O banco mantém sua avaliação outperform (expectativa de valorização dentro da média do mercado) para a empresa, com preço-alvo de R$ 39, devido à demanda por aluguéis de carros e liquidez de caixa. O banco diz que a empresa está sendo negociada por 11% abaixo do preço implícito pela proposta de fusão com a Localiza.

Grendene (GRND3)

A Grendene teve um lucro líquido de R$ 129,2 milhões no primeiro trimestre de 2021, valor 334% acima do registrado em igual período de 2020, impulsionado pela alta nas vendas  no exterior e no mercado interno, enquanto houve maior eficiência nas despesas operacionais.

O Ebitda teve alta de 109%, a R$ 127,1 milhões. A margem Ebitda foi a 24,3%, alta de 8 pontos percentuais, uma vez que a receita líquida da companhia subiu 41%, totalizando R$ 523,3 milhões.

As vendas tiveram alta de 37% em receita no mercado interno e 33,9% em volume. A receita com exportações teve alta de 61%, enquanto o volume subiu 44,6%.

Já as despesas operacionais tiveram alta de 16,5%, inferior ao incremento das vendas no período.

Transmissão Paulista (TRPL4)

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A transmissora de energia Isa Cteep, controlada pelo grupo colombiano Isa, reportou um lucro líquido de R$ 308,1 milhões no primeiro trimestre, praticamente estável frente ao mesmo período do ano anterior, embora com importante avanço nos ganhos operacionais.

O Ebitda da companhia teve alta de 16,7% na comparação anual, a R$ 696,8 milhões, enquanto o Ebitda ajustado subiu 28,5%, para R$ 770,4 milhões.

“É um crescimento importante, alinhado com a estratégia”, disse à Reuters o presidente da elétrica, Rui Chammas, ao destacar o aumento de 4,8% nos investimentos durante o período, para R$ 290,9 milhões.

Os aportes em reforços e melhorias dispararam 726,8% frente a 2020, somando R$ 58,7 milhões, em meio a planos da Cteep de aumentar os recursos direcionados a esses empreendimentos, modernizando sua rede e trocando equipamentos antigos.

A Light informou nesta sexta-feira que assembleia geral extraordinária aprovou o grupamento da totalidade das ações de emissão da elétrica à razão de cem para uma, segundo fato relevante.

Também foi aprovado o simultâneo desdobramento de cada ação grupada na proporção de uma para cem, diante da existência de um grande número de acionistas da companhia detentores de participações acionárias inferiores a cem, cuja maioria se encontra na condição de inativo.

Segundo a Light, essa condição gera significativo volume de serviços e custos operacionais para a companhia.

Simultaneamente, os valores mobiliários negociados no mercado americano (ADR) também serão grupados e desdobrados, disse a empresa.

As operações não resultarão em alteração do valor do capital social da Light, e os direitos conferidos pelas ações de emissão da companhia a seus titulares também não serão modificados.

A Irani Papel e Embalagem lucrou R$ 56,70 milhões no primeiro trimestre de 2021, um montante 215% acima do obtido em igual período do ano passado

A receita líquida subiu 50,7% no primeiro trimestre na comparação anual, a R$ 356,16 milhões. A alta ocorre em função da alta nos preços dos produtos nos segmentos embalagem de papelão ondulado e papel para embalagens, além do real desvalorizado, que favorece a exportação. Houve também o aumento do volume e de preços do segmento florestal RS e resinas.

O Ebitda ajustado subiu 92% no primeiro trimestre, a R$ 100,34 milhões.

A rede de laboratórios registrou um lucro líquido de R$ 118,6 milhões no primeiro trimestre de 2021, valor 102% superior ao do mesmo período do ano passado. O número também bateu a média das expectativas dos analistas segundo a Refinitiv, que apontava para um lucro de R$ 97,31 milhões no período.

Já o Ebitda do Fleury foi de R$ 285,5 milhões, um crescimento de 45,7% ante o primeiro trimestre de 2020 e maior que os R$ 251,77 milhões esperados pelos analistas.

A receita líquida, por sua vez, foi de R$ 893,8 milhões, número 25,2% acima do registrado nos primeiros três meses do ano passado e superior aos R$ 855,3 milhões que o mercado projetava.

O Morgan Stanley destacou que a recuperação das receitas continua, apoiada por mais procedimentos eletivos e exames de Covid, que representaram 10% da receita. Os negócios B2B tiveram desempenho forte, positivos em relação a Rede D’Or e Hermes Pardini, mas negativos em relação a Notre Dame e Hapvida.

A receita líquida subiu em linha com as estimativas, devido a uma recuperação de procedimentos eletivos e uma base comparativa menor, já que o desempenho de março de 2020 foi afetado por medidas de isolamento. As marcas do Rio de Janeiro foram um destaque.

O Ebitda ajustado ficou 7% acima da expectativa do Morgan Stanley e 13% acima do consenso do mercado. A margem Ebitda ajustada ficou 0,9 ponto percentual acima da expectativa do Morgan Stanley. Se ajustada em R$ 2,5 milhões por receitas não recorrentes, ficaria 0,7 ponto percentual acima.
O banco destaca que a plataforma Saúde ID gerou R$ 6 milhões em receitas adicionais, ganhando tração. De 1,1 milhão de clientes atendidos, 9,8% vieram por meio da plataforma no primeiro trimestre, duas vezes mais do que no quarto trimestre de 2020. Além disso, a telemedicina ganha espaço, com 40% dos clientes em cidades onde o Fleury não tem unidades físicas.

O banco prefere a Rede D’Or em uma aposta para a reabertura do mercado de saúde, destacando que a Covid tem levado a uma ocupação extremamente alta dos hospitais e, potencialmente, a receitas mais altas. O Morgan Stanley mantém avaliação underweight para o Fleury, com preço-alvo de R$ 28.

A Wiz fechou acordo para exclusividade na comercialização de produtos de seguros no balcão do Banco de Brasília (BRB) por 20 anos. O valor da transação não foi revelado.

A sessão desta sexta marca a estreia do banco digital Modalmais na B3. As units da companhia foram precificadas a R$ 20,01, em oferta que movimentou cerca de R$ 1 bilhão.

Fundada em 1995, o Modalmais é uma empresa que atua no setor financeiro com sede no Rio de Janeiro.

A B3 informou que, em reunião na quinta, o conselho de administração tomou decisões sobre mudanças e ampliação na diretoria estatutária da empresa. A vice-presidência de operações foi reformulada. Suas funções serão atribuídas a duas novas vice-presidências, que se reportarão ao presidente.

A atual Diretora de pós-negociação, Viviane Basso, assume a posição de vice-presidente de operações. Mario Palhares, atual diretor de produtos, assume a posição de vice-presidente de operações. A B3 afirma que as mudanças também se devem a “decisão pessoal” do atual vice-presidente de operações, clearing e depositária, Cícero Augusto Vieira Neto, de deixar a equipe de liderança da B3.

A mineradora Vale teve uma subsidiária, a CPBS (Companhia Portuária Baía de Sepetiba), multada em R$ 2,38 milhões pela prefeitura de Itaguaí, no Rio de Janeiro, após inspeção e vistoria da Secretaria Municipal do Ambiente e Sustentabilidade, informou a administração da cidade na quinta. A inspeção aconteceu no Terminal de Minério de Ferro e Granéis Sólidos localizado na Ilha da Madeira, em Itaguaí.

“Ao todo foram mais de dezessete irregularidades anotadas no relatório de vistoria que vão desde a ausência de uma central de resíduos, até a Licença de Operação que está vencida há cerca de nove anos”, afirmou a prefeitura em comunicado. Procurada, a Vale não respondeu de imediato a um pedido de comentários sobre a autuação.

Alliar (AALR3), Fleury (FLRY3), Instituto Hermes Pardini (PARD3)

A XP iniciou a cobertura do setor de laboratórios com recomendação neutra (expectativa de valorização dentro da média do mercado) para a Alliar. O preço-alvo é de R$ 10 por ação, frente a R$ 8,94 negociados na quinta. O preço-alvo para o Fleury é de R$ 29 por ação.  O do Instituto Hermes Pardini, é de R$ 21.

A XP avalia que “os laboratórios estão em uma posição difícil na cadeia de valor de saúde com poder de barganha limitado junto aos pagadores”, que são os planos de saúde. Segundo a XP, as operadoras enfrentam um cenário competitivo difícil, já que o total de beneficiários dos planos está estável desde 2016. Operadoras mais verticalizadas vêm oferecendo planos com preços mais baixos e as pressionam por preços menores.

Além disso, a XP ressalta que o número de laboratórios cresceu 70%, enquanto que o número de hospitais, por exemplo, caiu 12%. Isso pressiona seus preços e o valor das ações.

O Bradesco BBI comentou o anúncio pela Vamos de pagamento de R$ 71,6 milhões por 436 empilhadeiras da BYD, alugados para 26 clientes. Os contratos de aluguel valem por 36 meses. A Vamos vai pagar em dinheiro por 50% dessa aquisição no fechamento do negócio. Os outros 50% serão pagos em parcelas no decorrer de 12 meses.

O banco avalia o negócio como positivo para a Vamos, que expande dessa forma seu portfólio de produtos. Além disso, a medida está alinhada às metas de ESG (governança ambiental e corporativa) da Vamos (a fabricante é focada em veículos elétricos). O banco estima que os contratos podem render R$ 18,9 milhões em receitas, R$ 16,8 milhões em Ebitda e R$ 2,5 milhões em receitas líquidas por ano. O negócio pode adicionar R$ 0,30 em valor para o preço-alvo para a Vamos, diz o Bradesco. O banco mantém recomendação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado), e preço-alvo para 2021 em R$ 40.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Duratex tem lucro recorde de R$ 301,6 mi no 4º tri; dados de tráfego da Azul, investidores monitoram Petrobras e mais

SÃO PAULO – Os investidores seguem acompanhando o noticiário sobre Petrobras em meio ao cenário mais nebuloso sobre a política de preços da companhia, ao mesmo tempo em que acompanha a continuidade da temporada de resultados. A Duratex, por exemplo, viu o lucro líquido subir 5,9% no quarto trimestre de 2020 na base de comparação anual, para um recorde de R$ 301,6 milhões. Já a Azul apresentou dados de tráfego de janeiro. Confira no que se atentar:

Vale (VALE3) e minério de ferro

Os futuros do minério de ferro na China ampliaram ganhos nesta terça-feira à medida que houve um alívio em preocupações sobre um aperto na liquidez do mercado, enquanto perspectivas otimistas de demanda também ajudaram o material utilizado na fabricação do aço. O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de Dalian DCIOcv1, para entrega em maio, fechou em alta de 4,3%, a 1.061,50 iuanes (US$ 164,59), ao final das negociações diurnas, na quarta sessão consecutiva de ganhos. Na bolsa de Cingapura, o contrato março do minério de ferro avançava 2,6%, para 158,65 dólares por tonelada, no segundo dia de alta.

“Já houve um alívio desde então e os preços do minério de ferro, em linha, voltaram a ficar em torno do preço de equilíbrio de 150 dólares/t, sugerindo que a demanda por minério de ferro permanece intacta”, destacou Howie Lee, economista do Banco OCBC em Cingapura, para a Reuters.

Sinais de melhora em mercados de aço fora da China também ajudaram a impulsionar os preços do minério de ferro, disseram analistas da ANZ em nota, citando lucros e perspectivas de um melhor 2021, com destaque para siderúrgicas chinesas. Mas as negociações tanto no mercado spot quanto nos futuros foram em baixo volume devido à proximidade do feriado de Ano Novo Chinês a partir de quinta-feira.

No radar da Vale, a companhia concluiu um investimento de US$ 6 milhões para aquisição de participação minoritária na Boston Electrometallurgical Company, ou Boston Metal. A operação tem como objetivo “promover o desenvolvimento de uma tecnologia focada na descarbonização de aço”, disse a companhia em comunicado nesta terça-feira.

Empresa pré-operacional fundada em 2012 por professores do Massachusetts Institute of Technology (MIT), a Boston Metal tem uma base de acionistas diversificada que inclui fundos de venture capital, empresas de mineração e investidores privados, acrescentou a companhia em comunicado.

Ontem, as ações ordinárias da Petrobras caíram 4,14%, enquanto as PETR4 tiveram baixa de cerca de 3% apesar da alta do petróleo, em meio a um cenário de incertezas sobre a política de preços da companhia, que levou o Bradesco BBI e a XP Investimentos a rebaixarem os ativos.

Na segunda, a Petrobras anunciou reajustes de 6,2% para o diesel, 8,2% para a gasolina e 5% para o gás liquefeito de petróleo nas refinarias, após um fim de semana em que a empresa negou que estaria mudando a política de alinhamento de preços ao mercado internacional.

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Na sexta, o presidente da estatal, Roberto Castello Branco, foi a Brasília explicar ao presidente Bolsonaro a política de preços. Em sua entrevista à TV Bandeirantes, o presidente voltou a negar que o governo federal controle os preços praticados pela petroleira.

Já na segunda, a companhia anunciou mais um aumento para seus produtos, que vigoram a partir da terça-feira, 9, nas refinarias da empresa. O diesel vai subir R$ 0,13 por litro, para R$ 2,24 por litro; a gasolina passará a custar R$ 2,25 por litro, refletindo aumento médio de R$ 0,17 por litro, e o gás de cozinha terá aumento de médio de R$ 0,14 por kg (equivalente a R$ 1,81 por 13kg).

“Embora vejamos como positivo que a Petrobras anunciou um aumento nos preços do diesel, observamos que os preços dos combustíveis da companhia no nível da refinaria ainda continuam abaixo da paridade da importação. Na nossa visão, enquanto tal desconto em relação aos níveis necessários de preços para viabilizar importações perdurar, a percepção de risco para a tese de investimentos da Petrobras deverá permanecer elevada”, destaca a XP, que possui recomendação neutra para ambas as classes de ativos com preço-alvo de R$ 32.

A sessão da véspera também marcou o anúncio da Petrobras da venda da refinaria baiana Rlam, por US$ 1,65 bilhão; já em relação à Repar, no Paraná, a empresa vai reiniciar o processo de venda após propostas vinculantes terem ficado abaixo do esperado, o que não agradou os investidores. Confira análise sobre a companhia clicando aqui. 

O lucro líquido da Duratex subiu 5,9% no quarto trimestre de 2020 na base de comparação anual, para um recorde de R$ 301,6 milhões. A receita líquida, por sua vez, teve alta de 27,4%, para R$ 1,89 bilhão, seu maior valor histórico.

A margem bruta foi de 21,2% para 32,6%, enquanto que o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) teve queda de 18,2%, a R$ 487,9 milhões, enquanto o Ebitda ajustado e recorrente subiu 85,4%, a um recorde de R$ 516,2 milhões. A Duratex encerrou 2020 com alavancagem de 1,15 vez, medida por dívida líquida sobre Ebitda dos últimos 12 meses.

Conforme destaca o Credit Suisse, os resultados foram impulsionados por volumes fortes em todas as divisões. A receita líquida também teve melhoras. O banco calcula que o fluxo livre de caixa de R$ 427,5 milhões foi auxiliado pelo Ebitda sólido e da liberação de R$ 195 de capital de giro.

O banco destacou que os resultados estão acima do esperado. O Credit mantém avaliação de outperform para a Duratex, por acreditar que a empresa se beneficiará de um ciclo de crescimento da atividade de construção no Brasil que pode durar anos, impulsionado por juros baixos, confiança do consumidor em alta e baixos estoques de unidades residenciais. O Credit mantém preço-alvo de R$ 22.

São Martinho (SMTO3)

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A São Martinho reportou na segunda lucro líquido de R$ 272 milhões no terceiro trimestre da safra de 2020 e 2021, queda de 20,6% frente a R$ 342,9 milhões no mesmo período do ciclo anterior.

O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) ajustado da empresa foi de R$ 651,6 milhões no mesmo período, avançando 20,3% no comparativo anual. A produção de açúcar avançou 34,1%, para 1,48 milhão de toneladas, e a fabricação de etanol caiu 13,1%, para 1,018 bilhão de litros.

Quanto às fixações, em 31 de dezembro de 2020 a empresa havia fixado preço de açúcar para aproximadamente 332 mil toneladas para o quarto trimestre desta safra, o que representa cerca de 85% da cana própria, a um preço de 1.505 reais por tonelada.

Para a safra 2021/22, as fixações totalizavam cerca de 703 mil toneladas de açúcar, o que representa 61% da cana própria, a um preço de 1.530 reais por tonelada.

E para a temporada de 2022/23, as fixações da São Martinho totalizavam 100 mil toneladas do adoçante, o que significa 9% da cana própria, a um preço de 1.745 reais por tonelada.

A empresa ainda disse que nos nove primeiros meses de 2020/21 foram processados 22,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, uma redução de 0,5% no comparativo anual, em decorrência do clima mais seco observado no período.

O Morgan Stanley comentou os resultados da São Martinho no terceiro trimestre da safra de 2020/2021. O banco avalia que o tempo seco resultou em uma moagem 2% abaixo da guidance, mas a concentração maior de açúcar na cana permitiu produzir 2% a mais de açúcar do que o esperado. O Morgan Stanley afirma que o clima seco pode afetar o crescimento da cana em 2022, mas boas chuvas desde dezembro podem compensar pelo começo fraco.

O Ebitda de R$ 652 milhões ficou 8% acima de sua expectativa, impulsionado por volumes de etanol mais fortes e as vendas de R$ 27 milhões em créditos de carbono, que compensam pelos volumes de açúcar.

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O banco destaca que, para o próximo trimestre, 85% das vendas de cana esperadas já estão vendidas. O Morgan Stanley afirma que a São Martinho é uma das melhores empresas para comprar para faturar com o ciclo do açúcar. Mas mantém avaliação em equal weight (expectativa de valorização dentro da média do mercado) por avaliar que há outras empresas com preços mais atrativos, como a Adecoagro, que avalia como overweight. Para a São Martinho, mantém preço-alvo de R$ 30, frente a R$ 33,6 negociados na segunda.

BTG Pactual (BPAC11)

O BTG Pactual divulgou nesta terça-feira um lucro líquido recorrente de R$ 1,26 bilhão, alta de 24,6% em relação a igual período de 2019, uma vez que suas receitas cresceram na maioria de suas unidades de negócios.

O retorno sobre o patrimônio líquido do BTG foi de 19,1%, 3,4 pontos percentuais acima do trimestre imediatamente anterior, mas estável na comparação ano a ano.

A receita total do BTG aumentou 14% em relação ao ano anterior, para R$ 2,8 bilhões, impulsionada pelas comissões do banco de investimentos, empréstimos a empresas e gestão de fortunas.

As taxas de ofertas de ações, fusões e aquisições e negócios de emissão de dívida em que o BTG assessorou aumentaram 68% ano a ano, conforme o Brasil viu um boom nas ofertas públicas iniciais. Os IPOs no mercado brasileiro totalizaram US$ 8,7 bilhões no ano passado, um aumento de 73,5% em relação a 2019, com 29 novos anúncios.

Ainda assim, as despesas operacionais do BTG aumentaram 5%, para cerca de R$ 1 bilhão no trimestre, impulsionadas pela unidade de varejo recém-lançada do BTG. O banco terminou dezembro em 3.515 funcionários, um aumento de 37% em um ano.

BR Properties (BRPR3)

A BR Properties lucrou 61% no quarto trimestre de 2020 na base de comparação anual, para R$ 155,7 milhões, enquanto a receita líquida teve baixa de 5%, para R$ 83,5 milhões.

A companhia também realizou uma mudança na política de pagamento de dividendos, sendo pago o maior valor entre o dividendo mínimo obrigatório e 50% do lucro líquido ajustado.

CVC Brasil (CVCB3)

O conselho de administração da CVC Brasil convocou assembleia geral extraordinária para 11 de março após quatro membros do colegiado renunciarem aos respectivos cargos, entre eles o presidente Silvio José Genesini Junior.

Além de Genesini Junior, Deli Koki Matsuo, Cristina Junqueira e Henrique Teixeira Alvares também renunciaram aos seus respectivos no conselho, para os quais foram eleitos em maio do ano passado com mandato até agosto de 2022.

Em fato relevante sobre a saída dos conselheiros, a CVC não detalhou a razão para as renúncias. A convocação para a assembleia foi aprovada pelo conselho na véspera.

A operadora de turismo destacou o “auxílio e importante atuação” de todos conselheiros para conclusão de uma série de medidas tomadas pela nova gestão, como a finalização do processo de apuração independente sobre fatos relacionados às distorções contábeis, reestruturação de dívidas de R$ 1,5 bilhão, aumento de capital de R$ 664 milhões, entre outras.

A Sabesp informou em comunicado que a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) divulgou Aviso de Consulta Pública e Aviso de Audiência Pública referentes à Proposta de Cálculo da Tarifa Média Máxima (P0) e Fator X da 3ª Revisão Tarifária Ordinária; e Aviso de Consulta Pública e Audiência Pública referentes à Proposta de Revisão da Estrutura Tarifária.

A Arsesp divulgou as notas técnicas, propondo uma tarifa média de R$ 4,84 / m3 (o reajuste final implícito ainda não foi divulgado porque o regulador também está propondo uma mudança na estrutura tarifária). A proposta será discutida de 9 de fevereiro a 8 de março e os resultados finais deverão ser implementados até 9 de abril de 2021.

A base de ativos regulatórios (RAB), na avaliação do Credit Suisse, é positiva. Os custos de referência são mais baixos, mas com bom resultado geral.

“No geral, a proposta de revisão é boa em nossa opinião devido a um RAB líquido maior do que o previsto. O RAB líquido proposto é de R$ 54,3 bilhões no ano de 2020 (R$ 58,3 bilhões no ano de 2021), 3,2% superior ao esperado, incluindo R$ 2,7 bilhões de investimentos inicialmente não contemplados nas revisões tarifárias anteriores. Como os municípios de Santo André e Mauá ainda não foram incluídos no RAB, o resultado final pode ser ainda maior do que o previsto; notamos, no entanto, que se trata de um valor preliminar (ainda não supervisionado pela Arsesp). (…) As estimativas de volume também não são comparáveis ​​com nossas estimativas (ou cálculos de ciclos anteriores), pois o regulador está estudando uma nova estrutura tarifária. Ainda assim, a taxa média de crescimento de volume de 2,2% se compara à nossa estimativa de crescimento de 2,1% para 2021 (usamos um valor inferior de 0,9% para o resto do ciclo)”, apontam os analistas do banco suíço.

Na visão dos analistas, esse é um bom começo para as discussões, com os especialistas aguardando a nota final. “A proposta de revisão tarifária pode ser modificada, mas os parâmetros iniciais parecem bons em toda a linha, em nossa opinião, principalmente devido à avaliação inicial do RAB e que podem ajudar a compensar parte dos impactos do COVID; no entanto, os impactos potenciais da crise podem resultar em um EBITDA pior, principalmente devido à inadimplência potencialmente maior. Mesmo assim, terminada a crise, os parâmetros são capazes de garantir bons níveis de Ebitda caso o RAB se confirme. Mantemos nossa recomendação outperform para a Sabesp”, avaliam os analistas.

Lojas Americanas (LAME4), B2W (BTOW3), Magazine Luiza (MGLU3), Via Varejo (VVAR3)

A XP investimentos revisou as suas recomendações para o setor de e-commerce, com Lojas Americanas com recomendação de Compra e preço alvo de R$ 36,00 para o fim de 2021 (ante preço-alvo de R$ 44 antes), B2W com recomendação de compra e preço alvo de R$ 121,0 para o fim de 2021 (versus neutro e R$135 antes), Magalu (com recomendação neutra e preço alvo de R$ 27 para o fim de 2021 (versus R$ 20 antes) e Via Varejo com recomendação neutra e preço alvo de R$ 20 para o fim de 2021 (versus compra e R$ 28 antes).

“Destacamos a Lojas Americanas como nossa preferência no setor, por vermos a empresa bem posicionada e com uma estratégia clara para se tornar um ecossistema, oferecendo varejo físico e digital, pagamentos e logística para clientes e vendedores parceiros. Além disso, esperamos que a B2W seja o destaque da nossa cobertura em 2021 em termos de ganhos de participação de mercado, devido a uma base de comparação “mais fácil” (já que seu marketplace (3P) foi mais prejudicado em 2020), além de estar ofertando melhores condições aos seus vendedores e clientes. Finalmente, vemos as ações negociando a um valuation atrativo. Além disso, nós vemos potenciais ganhos através de fusões e aquisições, que acreditamos que podem se materializar no curto prazo”, apontam os analistas.

Banco Panamericano (BPAN3)

Segundo seu balanço de resultados, o Banco Pan encerrou 2020 com lucro líquido de R$ 655,569 milhões, patamar 27% superior ao resultado de um ano antes. No quarto trimestre, o lucro líquido foi de R$ 171 milhões, em linha com o registrado no trimestre anterior.

O lucro por ação foi de R$ 0,54, tanto para ações ordinárias quanto preferenciais. No ano anterior, o lucro fora de R$ 0,44.

O resultado bruto da intermediação financeira em 2020 foi de R$ 5,913 bilhões, frente a R$ 4,326 bilhões em 2019. O resultado operacional somou R$ 896,614 milhões, frente a R$ 234,453 milhões em 2019.

O banco afirma que a carteira, formada principalmente por crédito consignado e colateralizado, mostrou “resiliência”, e que a expertise em concessão de crédito e cobrança permitiu o crescimento do portfólio e a redução do custo do crédito.

As taxas de inadimplência (em 90 dias) caíram de 6,7% no terceiro trimestre para 5,5% no quarto trimestre.

O Itaú BBA ampliou sua previsão para o lucro líquido do Bradesco em 2021 para R$ 28 bilhões, devido a crescimento de 9% nas margens com clientes, frente a guidance de entre 2% e 6%, e de 5% nas taxas, e redução de 4% nos gastos, acima de 16% nas estimativas do mercado e 9% acima do patamar de 2019.

O Itaú avalia que a guidance do Bradesco para a margem com clientes parece conservadora devido à estratégia de portfólio do banco e à dinâmica macro. A receita por contas teve o melhor crescimento do setor em 2020, e deve continuar a aumentar com crescimento da base de clientes e canais.

O Itaú vê melhora nos ganhos do Bradesco, um cenário de aceleração do crescimento do PIB, discussões mais equilibradas sobre concorrência com fintechs e regulação e opcionalidades corporativas das divisões de corretagem, cartão de crédito e digital banking, que devem ser discutidas neste ano.

O Itaú elevou o preço alvo do Bradesco em 2021 para R$ 36 por ação BBDC4, frente os R$ 25,32 de fechamento de segunda. E US$ 7,6 o preço-alvo das ADRs, frente a US$ 4,76 de fechamento da véspera.

Cyrela (CYRE3), Direcional (DIRR3), shoppings e escritórios

O Itaú BBA apresentou suas previsões para os setores de construção, shopping e propriedades comerciais sob sua cobertura, em meio ao início da temporada de divulgação de resultados.

Incorporadoras devem divulgar bons resultados, com margens resilientes e crescimento do faturamento bruto. O banco vê Cyrela e Direcional como as melhores empresas no trimestre.

O banco espera a desaceleração da recuperação de shoppings, com novas medidas de isolamento, e concorrência acirrada. Mas o Itaú diz esperar que as empresas reduzam os descontos e mantenham gastos com despesas gerais, de vendas e administrativas. No setor de propriedades comerciais, o banco diz esperar um trimestre sem grandes eventos. As ocupações devem se manter resilientes, e os lucros devem melhorar de forma modesta.

Aura Minerals (AURA33)

O Credit Suisse diz ver uma sólida execução da Aura Minerals, com o início da operação da mina de Ernesto no complexo EPP, que deve ajudar a melhorar volumes e custos, a alta de 30% no minério processado em Aranzazu, que deve diluir custos fixos e o início da Gold Road.

O banco vê alta de exportações de 200 kGEO em 2020 para 277 kGEO em 2021, com o custo por onça diminuindo de US$ 845 por onça para US$ 771 por onça.

O Credit Suisse atualizou seu modelo para a Aura Minerals, incorporando o projeção para o preço do ouro de US$ 2.113 a onça em 2021, frente a previsão anterior de US$ 2.500; de US$ 2.300 a onça em 2022, frente a US$ 2,200 e US$ 1.800 para 2021.

Para o cobre, atualizou de US$ 2,80 a libra para US$ 3,53 em 2021; US$ 2,60 para US$ 3,20 em 2022. E a taxa de câmbio do real para o dólar de R$ 5,70 para R$ 5,20.

O banco diz que o principal fator para suas projeções quanto ao ouro é a política monetária acomodativa e fiscal expansionista, em um patamar sem precedentes, em especial nos Estados Unidos, em resposta à covid.

O banco vê gatilhos que podem impulsionar a reavaliação da nota dos papéis, como relatórios atualizados para a Gold Road e Bananal nos próximos meses, e a atualização de seu formulário anual de informação, previsto para o primeiro trimestre de 2021.

Mas a economia continua frágil e a recuperação pós pandemia será gradual, o que implica um ambiente de nível baixo, com preços altos de ouro, que devem se manter, pelo menos pelos próximos anos.

O banco avalia que suas estimativas para o Ebitda subiram 4% para o período entre 2021 e 2024. Os riscos são volatilidade dos preços de ouro e cobre, mudanças para a regulação da mineração no Brasil, no México e em Honduras e volatilidade das moedas nacionais, além de pausas no trabalho.

O Credit mantém avaliação de outperform (expectativa de valorização acima da média do mercado) para a Aura, reduzindo o preço-alvo de R$ 83,33 para R$ 73, frente os R$ 61 de fechamento da véspera para os papéis AURA33.

IPO da Bemobi (BMOB3)

A oferta inicial de ações do clube de assinatura de aplicativos Bemobi saiu a R$ 22 cada, valor mais próximo do ponto superior da faixa estimada pelos coordenadores, de R$ 17,60 a R$ 23,10 cada. A venda de ações novas, cujos recursos irão para o caixa da companhia, somou R$ 1,09 bilhão, enquanto acionistas da empresa venderam o equivalente a R$ 164,1 milhões, perfazendo R$ 1,258 bilhão. A EZ Tec, por sua vez, informou que a controlada EZ Inc desistiu de oferta pública de ações, citando condições de mercado.

A demanda total por voos da companhia aérea Azul em janeiro atingiu 2,293 milhões de passageiros, o que representa uma queda de 31% em relação a igual mês de 2020. Segundo dados divulgado pela empresa nesta segunda-feira, sua oferta de assentos no mês passado somou 2,913 milhões, o que equivale a uma retração de 25,3% ano a ano. A taxa de ocupação das aeronaves da Azul foi de 78,7% no mês passado, menor do que 85,2% reportados um ano antes.

Magazine Luiza (MGLU3)

Luiza Trajano, do Magazine Luiza, comanda um grupo de empresários e entidades, junto ao seu grupo Mulheres do Brasil, para lançar o movimento Unidos pela Vacina, que quer facilitar a chegada de vacinas contra a covid a todos os brasileiros até setembro.

Mercado Livre (MELI34)

O Instituto para Desenvolvimento do Varejo, que reúne cerca de 70 grandes varejistas estuda ir ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) contra o Mercado Livre por suposta concorrência desleal. Segundo o jornal Valor, a empresa tem grande volume de vendas, entre pessoas físicas, de produtos usados, sem origem comprovada e lojistas que não emitem nota fiscal.

BrasilAgro (AGRO3)

A BrasilAgro comunicou na segunda que foi informada de que Charles River Administradora de Recursos Financeiros e Monteiro Aranha têm mais de 10% de participação na empresa.

(com Bloomberg, Reuters e Agência Estado)

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