Embraer amplia rede de serviços para jatos executivos nos EUA

A Embraer (EMBR3) informou nesta sexta-feira, 20, que está ampliando sua rede de suporte na região Nordeste dos Estados Unidos com a adição de novos serviços em Centros de Serviços Autorizados da Embraer (EASC). A Empresa concedeu a três centros a capacidade de aumentar as possibilidades para atender mais modelos de jatos executivos da Embraer.

Em nota, o diretor Global de MRO da Embraer Serviços & Suporte Frank Stevens destaca que com o crescimento da frota de jatos executivos da Embraer nos Estados Unidos, a empresa está reforçando a rede de serviços para melhor atender os clientes na região. “As três instalações oferecerão excelentes opções a esses clientes para manutenção programada e não programada, troca de componentes e peças e inspeções com diferentes níveis de complexidade”, afirma.

À Hawthorne Global Aviation Services, LLC, localizada no Aeroporto MacArthur de Long Island, em Nova York, foi outorgada a capacidade de adicionar a manutenção de aeronaves com inclusão dos jatos Phenom 100, Phenom 300, Legacy 450 e Legacy 500, além do Praetor 500 e o Praetor 600, ampliando assim suas atuais capacidades de manutenção para servir os jatos Legacy 600 e Legacy 650.

Outro fornecedor de serviços nesta região autorizado com capacidades adicionais de manutenção de aeronaves é a Jet East Aviation, LLC, localizada no Aeroporto Trenton-Mercer em Trenton, Nova Jersey. Agora, o centro de serviços está incluindo o Legacy 450 e o Legacy 500, o Praetor 500 e o Praetor 600 à sua capacidade atual de manutenção das aeronaves Phenom 100 e Phenom 300.

Já a Pro Star Aviation, LLC, localizada no Aeroporto Regional Manchester-Boston, em New Hampshire, foi autorizada a prestar serviços para o Phenom 100 e Phenom 300, o Legacy 450 e o Legacy 500, o Legacy 600 e o Legacy 650, e o Praetor 500 e o Praetor 600.

A Embraer também mantém seus serviços com outros parceiros na região, como a Constant Aviation, localizada no Aeroporto Internacional Cleveland Hopkins, em Cleveland, Ohio, e a Stevens Aerospace and Defense Systems, localizada no Centro de Tecnologia e Aviação da Carolina do Sul, em Greenville, na Carolina do Sul.

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Embraer tem primeiro lucro desde 2018 e ações sobem mais de 7%; para analistas, melhor ainda está por vir

SÃO PAULO – Com um dos melhores desempenhos do Ibovespa no ano, a Embraer (EMBR3) registrou seu primeiro lucro líquido ajustado trimestral desde 2018, de R$ 212,8 milhões entre abril e junho de 2021. O resultado reflete a retomada da demanda por viagens após a forte queda relacionada à pandemia de Covid-19.

A receita líquida da companhia foi de R$ 5,9 bilhões no período, alta de 106,76% em base anual, com crescimento de dois dígitos em todos os segmentos de negócio.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado somou R$ 837,6 milhões, ante R$ 624,4 milhões negativos no mesmo período do ano passado, com margem ajustada de 14,1%.

O balanço foi bem recebido por investidores, com forte alta das ações na Bolsa brasileira nesta sexta-feira (13). Os papéis EMBR3 encerraram o pregão com alta de 7,3% na B3, negociados a R$ 20,79.

No ano, a companhia apresenta ganhos de 119% na Bolsa até ontem, ante alta de 1,41% do Ibovespa – a terceira melhor performance do índice, abaixo apenas de Braskem (BRKM5) e Cia Hering (HGTX3), com ganhos de 138,2% e 125%, respectivamente.

Em comentários após a divulgação dos resultados, analistas do mercado financeiro ressaltaram os números positivos e acima do esperado, contribuindo para uma manutenção da recomendação de compra por casas como Itaú BBA e Bradesco BBI.

De acordo com o time de análise do BBA, a Embraer anunciou uma combinação poderosa de fortes entregas e receitas, diluição de custos fixos e despesas, bem como revisões positivas da base de custos no segmento de Defesa.

Isso levou o lucro antes dos juros e tributos (EBIT), a receita líquida e a geração de fluxo de caixa livre da companhia de volta a um território positivo, marcando o segundo trimestre como um ponto de inflexão, na avaliação dos analistas.

A Embraer também anunciou uma orientação construtiva para 2021, com projeção de receita entre US$ 4 bilhões e R$ 4,5 bilhões, fazendo com que as projeções atuais do banco pareçam um tanto conservadoras. Para os analistas do banco, além de bater as estimativas, o melhor ainda está por vir.

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Na avaliação do Itaú, após um 2020 desafiador, a divisão comercial da Embraer deverá se recuperar em meio a uma retomada no tráfego aéreo, com os jatos E175 mantendo sua liderança no mercado comercial nos EUA, e com a próxima geração dos jatos E2 ganhando tração.

O time de análise espera, contudo, que a divisão de aeronaves executivas seja retomada antes da comercial, que deve alcançar os patamares de 2019 apenas em 2023.

O Itaú BBA tem recomendação outperform (acima da média do mercado) para as ações da Embraer negociadas nos EUA e preço-alvo de US$ 21.

Uma interpretação positiva dos resultados também foi feita pelo Bradesco BBI, que destaca o aumento de margem bruta nas divisões de aviação comercial, executiva, bem como na área de defesa e manutenção de serviços.

Segundo os analistas, os dados reforçam a visão do banco de que a nova equipe de gestão foi capaz de reduzir a estrutura de custos, aumentar a produtividade e melhorar o desempenho em todas as unidades de negócios.

Durante a teleconferência com o mercado, o BBI ainda destacou o plano estratégico da companhia de dobrar de tamanho até 2026. Além disso, estão no radar as negociações para a fusão entre Eve e o SPAC Zanite estão em andamento, enquanto a Embraer já operou o primeiro voo teste com um protótipo e deve apresentar publicamente em breve seu modelo eVTOL (saiba mais clicando aqui).

O Bradesco BBI manteve sua recomendação de compra para os papéis da companhia negociados nos EUA, com preço-alvo de US$ 21.

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Ações de Americanas e Magalu caem forte, Embraer salta 5%, Cogna avança e mais reações a balanços; JBS tem alta

(Getty Images)

SÃO PAULO – A temporada de resultados segue sendo destaque entre as maiores altas e baixas do Ibovespa. Na sessão desta sexta-feira (13), as ações da Embraer (EMBR3) sobem mais de 5%, Cogna (COGN3) avança cerca de 2% e Natura (NTCO3) tem alta de 1,5% após os resultados. Cyrela (CYRE3) e EzTec (EZTC3) também avançam após o balanço.

Por outro lado, mesmo na esteira de balanços considerado positivo, Magazine Luiza (MGLU3) tem queda de 4% de suas ações; já Americanas (AMER3) cai 5%. Já Lojas Renner (LREN3) tem baixa de mais de 1%.

Cosan (CSAN3), CVC ([ativo=CVC3]) e Vivara (VIVA3) divulgam seus números após o fim do pregão.

Já a JBS (JBSS3) avança cerca de 1%. A companhia informou que aprovou o envio de uma proposta à Pilgrim’s Pride Corporation para aquisição da totalidade das ações da companhia, negociadas nos Estados Unidos (Nasdaq). Confira os destaques:

Kora Saúde (KRSA3)

A sessão desta sexta-feira marca a estreia das ações da Kora Saúde na B3.

A ação da companhia foi precificada a R$ 7,20 na oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês), no piso da faixa indicativa.

Com isso, a empresa levantou R$ 769,9 milhões, considerando a oferta base e a venda de cerca de 10% de ações adicionais. O montante desconsidera a eventual venda de lote suplementar.

Metade do valor arrecadado, segundo prospecto, deve ser usado em aquisições, enquanto o restante será destinado à expansão orgânica.

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A JBS informou na noite de quinta que aprovou o envio de uma proposta à Pilgrim’s Pride Corporation para aquisição da totalidade das ações da companhia, negociadas nos Estados Unidos (Nasdaq).

Segundo fato relevante, o preço oferecido por ação é de US$ 26,50 e o objetivo é fechar o capital da empresa. Atualmente, a JBS detém, por meio de suas subsidiárias, 80,21% das ações da empresa de criação, incubação, processamento e distribuição de frangos e suínos.

Caso a proposta seja aceita, a JBS informa que fará a aquisição por meio de uma de suas subsidiárias nos Estados Unidos e que a Pilgrim’s Pride Corporation poderá se tornar sua subsidiária integral. Veja mais clicando aqui. 

O Bradesco BBI afirmou que o anúncio foi uma surpresa para nós, mas pode indicar que a JBS continuará com sua listagem (IPO) nos Estados Unidos, o que pode ser um potencial gatilho positivo para as ações. “Todo o resto igual, refletindo esta exclusão do modelo do BBI não mudaria o preço-alvo de R$ 38,00 para a JBS (e recomendação de compra)”, apontam.

Os analistas do BBI estimam que a proposta de fechamento da PPC implica que a JBS terá que pagar US$ 1,3 bilhão para comprar os cerca de 20% que não possui na PPC. O preço oferecido implica um prêmio de 17% sobre o preço de fechamento da PPC em 12 de agosto e um múltiplo EV / EBITDA de um ano a frente de 6,5 vezes, em linha com o múltiplo histórico da PPC de 5 anos.

No entanto, o múltiplo implícito pago pela PPC está acima do múltiplo de negociação da JBS de 4,2 vezes. O que explica esse movimento, na opinião dos analistas do BBI, é de que a JBS pode estar procurando listar toda a sua operação nos Estados Unidos, ou a maior parte dela e, portanto, manter a PPC listado pode não fazer sentido – ter uma entidade maior/mais líquida pode destravar mais valor.

“Dito isso, vemos a JBS sendo negociada com um desconto excessivo de aproximadamente 45% em relação a seu
principal concorrente nos EUA, a Tyson Foods, desconto que poderia ser parcialmente fechado com uma listagem nos Estados Unidos – estimamos que cada redução de 10 pp no desconto para a Tyson Foods, implica um aumento no preço das ações da JBS de R$ 7,00”, apontam os analistas.

A Petrobras não poderá ampliar as escalas de trabalho de empregados próprios e trabalhadores terceirizados quando não houver prévia autorização em instrumento coletivo de trabalho vigente. A decisão, do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT), é válida para todo território nacional.

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A medida, divulgada na quinta, é decorrente de Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT), no âmbito do Projeto Ouro Negro.

Segundo nota do MPT, desde o início da pandemia da Covid-19, o órgão tem recebido diversas denúncias de que empresas do setor de óleo e gás, entre elas a Petrobras e empresas terceirizadas, alteraram, unilateralmente, as escalas de trabalho de seus empregados, que é de 14×14, impondo novo regime de trabalho a bordo, de 21×21 dias ou 28×28 dias, sem prévia negociação coletiva. Saiba mais clicando aqui. 

A Cielo fechou a venda da subsidiária Multidisplay para a Bemobi ([ativo=BMBO3]) pelo total de até R$ 185 milhões, segundo fato relevante da empresa de meios de pagamentos à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta sexta-feira.

Do montante total, R$ 125 milhões referem-se a uma parcela fixa a ser paga na data de fechamento do negócios e R$ 60 milhões a uma parcela variável sujeita a determinadas premissas após o encerramento da operação.

A venda da Multidisplay “faz parte da estratégia de crescente concentração da companhia em suas competências centrais”, afirmou a Cielo.

O Bradesco BBI destacou ver o anúncio como positivo para a Cielo, já que a venda deve ser acretiva não apenas do ponto de vista de valuation, mas também de uma perspectiva qualitativa que deve permitir à Cielo focar em seus negócios principais. O valor representa cerca de 2% do valor de mercado da Cielo.

Minério de ferro

Os contratos futuros do minério de ferro negociados na China fecharam em queda nesta sexta-feira, engatando a segunda semana consecutiva de perdas, diante da fraca demanda pela matéria-prima siderúrgica devido aos controles de produção de aço impostos pelo governo local.

A Associação Chinesa de Ferro e Aço disse em comunicado divulgado nesta semana que as usinas que emitem maior poluição ou consomem mais energia devem reduzir seus níveis de produção. A entidade também prometeu garantir que a fabricação de aço recue em 2021 em uma base anual.

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As taxas de utilização de capacidade dos altos-fornos em 247 usinas ao redor da China tiveram leve recuperação nesta semana, atingindo 85,89%, mas seguem bem abaixo da marca de 95,16% registrada em igual período do ano passado, segundo dados da consultoria Mysteel.

O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian chegou a recuar 4,2% nesta sexta-feira, a 814 iuanes (US$ 125,66) por tonelada, antes de fechar em queda de 0,9%, a 842 iuanes/tonelada. Na semana, os futuros do minério acumularam queda de 8,2%.

Já os preços “spot” do minério com 62% de teor de ferro para entrega à China  cederam US$ 4 nesta sexta-feira, a US$ 162/tonelada, depois de já terem recuado US$ 2 na véspera, de acordo com a consultoria SteelHome.

A empresa de energia Raízen teve lucro líquido de R$ 800,5 milhões no primeiro trimestre do ano/safra 2021 (trimestre de abril a junho), ante prejuízo líquido de R$ 332,8 milhões registrado em igual período de 2020, conforme dados atribuídos aos controladores.

O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) ajustado do primeiro trimestre do ano/safra 2021 foi de em R$ 1,76 bilhão, 12 vezes superior ao Ebitda de R$ 143,6 milhões de um ano antes.

A Cogna  teve prejuízo líquido ajustado de R$ 20,376 milhões no segundo trimestre, queda de 85,4% nas perdas na comparação com igual período de 2020, quando teve perdas de R$ 139,987 milhões.

A receita líquida foi a R$ 1,3 bilhão, uma redução de 5% refletindo as pressões de receita no ensino superior presencial, cujo resultado foi parcialmente compensado pelo crescimento observado nas receitas de ensino superior EAD e Vasta.

Já o Ebitda recorrente da Cogna foi de R$ 329,5 milhões no segundo trimestre de 2021, o que representa um crescimento de 173,2% na comparação com o mesmo período de 2020. No mesmo período, a margem Ebitda (Ebitda sobre receita líquida) recorrente atingiu 25,3%, uma expansão de 16,5 pontos percentuais.

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Embraer (EMBR3

A Embraer apresentou lucro líquido ajustado (excluindo-se impostos diferidos e itens especiais) de R$ 212,8 milhões e lucro por ação ajustado de R$ 0,29. Este é o primeiro lucro líquido ajustado trimestral da companhia relatado desde o primeiro trimestre de 2018, com impulso da recuperação da demanda por viagens após a forte queda relacionada à pandemia de Covid-19. No segundo trimestre de 2020, o prejuízo líquido ajustado tinha sido de R$ 1,071 bilhão.

A receita líquida da companhia foi de R$ 5,922 bilhões no período, alta de 106,76% em base anual, com crescimento de dois dígitos em todos os segmentos de negócio.

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A Embraer também divulgou suas estimativas financeiras e de entregas para 2021. Ela estima que as entregas de jatos comerciais fiquem entre 45 e 50 aeronaves e a de jatos executivos entre 90 e 95 unidades. No ano, a projeção é de receita líquida consolidada entre US$ 4 bilhões a US$ 4,5 bilhões, com margem EBIT ajustada de 3,0% a 4,0%, margem EBITDA ajustada de 8,5% a 9,5% e Fluxo de caixa livre entre US$ (150) milhões e zero, sem fusões e aquisições ou desinvestimentos.

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A BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, voltou a registrar prejuízo líquido, desta vez de R$ 199 milhões, no segundo trimestre de 2021, ante lucro líquido de R$ 307 milhões obtido em igual período de 2020, informou a companhia nesta quinta-feira (12).

De acordo com a empresa, o prejuízo decorre de maiores despesas financeiras, cujos principais impactos foram a atualização do valor justo da opção de venda relacionada à combinação de negócios da Banvit e os juros associados ao endividamento, contingências, arrendamentos e passivos atuariais da empresa.

A companhia também informou que, considerando o total societário, o prejuízo líquido no trimestre atingiu R$ 240 milhões.

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A XP apontou que a BRF apresentou incremento da receita com aumento no volume em 6,0% ao mesmo tempo que subiu preços em 20,6%, algo que viram como muito positivo, mas os custos mantiveram o ritmo de alta (alta de 24,6%) e a margem Ebitda recuou para 10,9%, ligeiramente acima da projeção da XP de 10,1%.

No entanto, a empresa aumentou sua participação em produtos de valor agregado (84,2% do volume) e acelerou o ritmo de inovações (7,2% da receita total), melhorando sua estrutura comercial na expectativa de retomada da economia brasileira.

No segmento Internacional, a recuperação nas unidades Halal e de Exportações Diretas foram fundamentais para compensar as margens menores na Ásia. “Em meio a um cenário repleto de incertezas, mantemos nossa recomendação neutra para BRFS3 com preço-alvo de R$ 30 por ação para 2021”, apontam.

O Itaú BBA diz que o Ebitda ajustado da BRF ficou 4% abaixo de sua estimativa e daquela do consenso do mercado. O banco diz que as operações no Brasil representaram compressão da margem Ebitda por conto de custos maiores de grãos, mas as margens internacionais se expandiram com a recuperação das exportações de carne halal e diretas. O banco mantém avaliação market perform, e preço-alvo para 2021 de R$ 25.

A Cyrela teve um lucro líquido de R$ 267 milhões no segundo trimestre de 2021, o que representa um crescimento de 298,2% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado, conforme divulgou a construtora nesta quinta-feira (12).

Já o Lucro Líquido dividido pelo Patrimônio Líquido (ROE, na sigla em inglês) da Cyrela foi de 39,3% no trimestre. Foram feitos 19 lançamentos no período, contra três um ano antes.

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Segundo a XP, a Cyrela apresentou resultados fortes no trimestre, ligeiramente acima das estimativas dos analistas. A empresa reportou margens brutas mais fortes do que o esperado devido à maior contribuição dos lançamentos recentes com margens superiores, que compensaram o impacto dos maiores custos de construção.

“Além disso, o desempenho mais forte de suas JVs (Joint Ventures) também ajudou o lucro líquido a superar nossas estimativas para o trimestre”, apontam os analistas, que possuem recomendação de compra e preço-alvo de R$ 33 para a ação.

O lucro líquido da Cury subiu 112,4%, a R$ 78,6 milhões, no segundo trimestre na base de comparação anual.

A receita líquida teve alta de 83,3%, para o recorde de R$ 451,2 milhões, com patamares recordes de lançamentos e vendas do período, de R$ 686,2 milhões e R$ 682,6 milhões, respectivamente.

A margem bruta da companhia foi de 35,4%, no mesmo período do ano passado, para 36,1% de abril a junho deste ano.

A Lavvi teve lucro líquido de R$ 90,4 milhões no segundo trimestre de 2021, um aumento de 6,75 vezes em relação ao mesmo período do ano passado.

A receita líquida foi de R$ 260,2 milhões, multiplicando por cinco na comparação anual.

A XP apontou que, apesar da receita marginalmente abaixo da estimativa dos analistas, a Lavvi reportou resultados sólidos com uma margem bruta robusta de 42% (em linha com as estimativas da XP e alta de 1,7 p.p. trimestre contra trimestre) e mostrou poucos sinais de pressões de custo.

Os resultados foram beneficiados principalmente pelo forte desempenho de vendas de seu recente lançamento principal, o empreendimento Villa Versace. No balanço patrimonial, Lavvi apresentou uma pequena queima de caixa de R$6 milhões, já que a entrada de caixa das vendas do projeto Versace foi compensada pela aquisição de terrenos.

“Em suma, vemos os resultados como positivos e reiteramos nossa recomendação de compra e preço-alvo de R$ 11,50 por ação”, apontam.

A Trisul registrou lucro líquido de R$ 35,4 milhões, estável na comparação anual. A receita líquida subiu 5%, para R$ 210,9 milhões. A margem bruta passou de 33,1% para 36,9%, como reflexo dos aumentos de preços.

A incorporadora paulistana Eztec (EZTC3) obteve lucro líquido de R$ 139,5 milhões no segundo trimestre de 2021, montante 104% maior do que no mesmo período de 2020.

O Ebitda foi de R$ 109 milhões, 101% superior na mesma base de comparação. A margem Ebitda subiu 2 pontos porcentuais, para 38%.

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A Xp apontou que a EZTec apresentou resultados positivos e em linha com as estimativas dos analistas. Apesar da receita e margem bruta mais fortes do que o esperado de 46,3% (1,5 p.p. acima das estimativas da XP e 3,2 p.p. trimestre contra trimestre) devido a um mix mais favorável de projetos sendo reconhecidos (maior contribuição do empreendimento Cidade Maia, que possui margem bruta acima de 51%) e preços de vendas mais elevados.

Do lado negativo, os resultados financeiros mais fracos do que o esperado compensaram parcialmente os resultados e levaram o lucro líquido para patamares próximos das nossas estimativas. A XP reitera recomendação de compra e preço-alvo de R$ 48 por ação;

Lojas Renner (LREN3

A Lojas Renner divulgou nesta quinta-feira (12), após o fechamento do pregão, que apurou lucro líquido de R$ 193,1 milhões no segundo trimestre de 2021, queda de 76,4% em relação ao mesmo período do ano passado, quando somou R$ 818,1 milhões.

Pressionado em parte por expansão nas despesas operacionais, o número veio abaixo dos R$ 131,7 milhões esperados por analistas consultados pela Refinitv.

De acordo com a companhia, a redução decorreu principalmente da recuperação de crédito fiscal relacionado ao PIS e ao Cofins no período. Em bases comparáveis, o resultado do último trimestre foi 184,7% na base anual, em função, principalmente, do maior resultado operacional.

Veja mais sobre o resultado clicando aqui. 

A XP aponta que os resultados da companhia mostraram uma recuperação sequencial importante de faturamento com a volta à normalidade acontecendo e a companhia conseguiu apresentar uma melhora relevante de margem bruta. No entanto, as despesas operacionais vieram acima das estimativas da casa, que já incorporavam um cenário mais conservador em relação ao nível de investimentos da construção do seu ecossistema de moda e lifestyle enquanto a companhia queimou R$ 424 milhões de caixa por conta de um aumento relevante em recebíveis.

Magazine Luiza (MGLU3)

O Magazine Luiza registrou lucro líquido ajustado de R$ 89 milhões no segundo trimestre de 2021, revertendo o prejuízo de R$ 62,2 milhões registrado no mesmo período de 2020, informou a companhia nesta quinta-feira (12).

Considerando os ganhos líquidos não recorrentes, o lucro líquido foi de R$ 95,5 milhões, ante prejuízo de R$ 64,5 milhões registrado entre abril e junho do ano passado.

No trimestre, as vendas totais, incluindo lojas físicas, e-commerce com estoque próprio (1P) e marketplace (3P) cresceram 60,5%, para R$ 13,7 bilhões, reflexo do aumento de 46,4% no e-commerce total e de 111,6% nas lojas físicas. O e-commerce atingiu R$ 9,8 bilhões e representou 72% das vendas totais.

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O Credit Suisse destaca que a companhia reportou bons números para o trimestre, combinando crescimento robusto com uma dinâmica saudável de margem Ebitda. O total de GMV reportado foi de alguma forma antecipado pelo mercado.

“Olhando pelo ponto de vista de lucratividade, a margem bruta fico estável, enquanto que a margem Ebitda ajustada continuou em patamares normalizados (5,2%) dado uma diluição dos custos fixos.

As expectativas do Credit sobre a reação do mercado antes da abertura era de neutralidade, já que as expectativas eram bastante altas.

“Papeis de e-commerce no geral brilharam em 2020, mas perderam momentum em 2021 com os portfolios inclinados a empresas value e de commodities. Assim alguns investidores acreditam que há desafios para continuar entregando crescimento nos próximos trimestres dado a performance já brilhando no ano passado. O segundo trimestre veio para ‘trucar’ essa visão. E-commerce bombou e deve continuar tendo um momentum forte”, apontam.

Americanas (AMER3)

A Americanas SA, fruto da integração das operações das Lojas Americanas com a B2W, teve um lucro líquido de R$ 225 milhões no segundo trimestre de 2021, revertendo o prejuízo de R$ 36 milhões registrado no mesmo período do ano passado.

Já o Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) Ajustado da Americanas totalizou R$ 1,07 bilhão, em expansão de 44,9% na comparação anual.

A receita líquida da companhia, por sua vez, somou R$ 6,918 bilhões, valor 46,1% superior ao do segundo trimestre de 2020.

Veja mais sobre o resultado clicando aqui. 

A Americanas ainda anunciou estimativa de valor presente líquido das sinergias da combinação de negócios com a B2W de R$ 1,6 bilhão até 2024, já considerando os custos da transação.

A companhia projetou ainda em R$ 2,3 bilhões, até 2024, o valor bruto estimado das sinergias, antes dos custos da combinação.

Em sua primeira divulgação após a consolidação da fusão, a XP avalia que a Americanas reportou resultados fracos referentes ao segundo trimestre de 2021, com GMV total subindo 33% na base anual (abaixo dos seus pares), puxado pelo crescimento de 37% do GMV online (acima de Via mas abaixo de Magalu e MELI).

Em relação à rentabilidade, a margem bruta e Ebitda foram pressionadas pela maior penetração das vendas online e investimentos em marketing e novas iniciativas. Com isso, o prejuízo líquido (excluindo-se o efeito não recorrente de R$ 309 milhões referentes à créditos fiscais) totalizou R$ 85 milhões (versus estimativa da XP de perdas de R$ 42 milhões).

Contudo, apesar dos resultados fracos, a XP destaca que a companhia trouxe algumas informações novas positivas como o guidance de sinergias decorrentes da fusão operacional de negócios, totalizando um valor presente estimado de R$1,6 bilhão (3,8% de rendimento) e o anúncio de uma recompra de até 17,5 milhões de ações (4% do free float).

“Vemos a Americanas como um ecossistema robusto com diversas iniciativas sendo implementadas buscando a melhora da experiência, recorrência e fidelização de seus clientes. Ainda, acreditamos que tanto a fusão como a aquisição do HNT devem destravar valor ao longo do tempo, com a companhia inclusive detalhando sinergias a serem capturadas em ambas frentes no seu resultado. Mantemos nossa recomendação de Compra com preço alvo de R$82,0 e R$12,0 por ação para AMER3 e LAME4, respectivamente”, destaca a XP.

O BBI aponta que, apesar de crescer um pouco acima das expectativas da casa, o crescimento do comércio eletrônico ficou abaixo do MercadoLibre e do Magalu, mesmo com a implementação do frete grátis e dos incentivos para que os vendedores usem o atendimento.

“Esperamos ver o crescimento acelerar no segundo semestre contra base de comparação mais fácil, mas até que ponto a Americanas ganhará participação de mercado em 2022 não está claro. Talvez mais importante para as ações seja o anúncio de sinergias por trás da fusão das lojas e negócios online”, avalia.

Banrisul (BRSR6

O Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) registrou lucro líquido de R$ 281,9 milhões no segundo trimestre de 2021, alta de 135,3% ante o resultado de R$ 119,8 milhões apurado no mesmo período de 2020.

A rentabilidade do Banrisul, medida pelo retorno sobre patrimônio líquido (ROAE), deu um salto de 7,2 pontos porcentuais, chegando a 13,1% em um ano. Na comparação com o primeiro trimestre de 2021, houve um recuo de 0,1 ponto.

A carteira de crédito do Banrisul fechou junho em R$ 36,865 bilhões, valor que inclui coobrigação e riscos em garantias prestadas. Excluídas as garantias prestadas, o saldo das operações de crédito totalizou R$ 36,640 bilhões em junho de 2021, com crescimento de R$ 674,2 milhões ou 1,9% nos doze meses.

Veja mais sobre o resultado clicando aqui. 

Para o BBI, o Banrisul apresentou uma qualidade de lucro fraca, apesar do lucro líquido em linha, o que foi explicado principalmente pela menor alíquota efetiva de imposto, enquanto o lucro antes dos impostos ficou bem abaixo da expectativa do BBI, principalmente em função do menor lucro líquido de juros.

“Observamos que o desempenho do lucro líquido de juros e das receitas com tarifas foi mais fraco do que o de outros bancos, embora reconhecemos que a qualidade dos ativos e as despesas pareciam controladas. Como tal, mantemos nossa recomendação neutra levando em consideração uma qualidade de lucros mais fraca, apesar do valuation”, apontam.

A PagSeguro registrou lucro líquido de R$ 272,1 milhões no segundo trimestre deste ano, resultado 8,2% inferior ao obtido no mesmo período do ano passado.

Já as receitas totais da companhia se expandiram em 74,6%, na mesma comparação, e somaram R$ 2,369 bilhões entre abril e junho.

O volume total de pagamentos (TPV, na sigla em inglês) saltou 154% e alcançou R$ 102 bilhões, no segundo trimestre,

Veja mais sobre o resultado clicando aqui. 

O Credit Suisse comentou o crescimento acima do esperado em valor total de pagamentos do PagSeguro, de 89% na comparação anual, e que a receita líquida superou sua estimativa em 7%. O faturamento bruto superou as expectativas do Credit.

O banco vê o PagBank é um sucesso, com crescimento rápido e adição líquida de 2,1 milhões de clientes, dentre os quais 5 milhões são consumidores. O valor total de pagamentos do PagBank cresceu 341% no ano, e 261% no primeiro trimestre. O portfólio de empréstimos atingiu R$ 627 milhões, e as receitas do PagBank cresceram 89% na comparação anual. O Credit ressalta que o PagSeguro revisou suas diretrizes para cima, e mantém avaliação outperform, com preço-alvo de US$ 63, frente à cotação de US$ 57,09 de quinta para os papéis PAGS, negociados na Nasdaq.

O Grupo Soma  teve um lucro líquido de R$ 66,2 milhões no segundo trimestre de 2021, o que representa um crescimento de 252,1% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado, conforme divulgou a varejista de moda e vestuário nesta quinta-feira (12).

Já o Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) do Soma totalizou R$ 100,5 milhões, em expansão de 143,9% na comparação anual.

A receita líquida da companhia, por sua vez, somou R$ 566,2 milhões, valor 58,8% superior ao do segundo trimestre de 2020.

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Energisa (ENGI11

Influenciada por uma forte recuperação nas vendas, a Energisa reportou lucro líquido consolidado de R$ 749 milhões no segundo trimestre do ano, revertendo prejuízo de R$ 88 milhões registrado no mesmo período do ano passado.

O movimento reflete o efeito positivo de R$ 142 milhões referente à Marcação a Mercado de Derivativos, sem efeito caixa, sendo R$ 72,8 milhões de impacto negativo referente ao bônus de subscrição atrelado à 7ª emissão.

Também se deve considerar o impacto de R$ 214,8 milhões positivo referente à opção de compra pela companhia da participação de minoritários da Energisa Participações Minoritárias. No acumulado do semestre foi apurado salto de 228,6% no lucro, para R$ 1,622 bilhão.

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A Marisa  teve um prejuízo líquido de R$ 59,5 milhões no segundo trimestre de 2021, o que representa uma melhora ante as perdas de R$ 171,7 milhões no mesmo período do ano passado, mas não uma reversão total, conforme divulgou a varejista de moda e vestuário nesta quinta-feira (12).

Já o Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) Ajustado da Marisa totalizou R$ 40,5 milhões, revertendo o Ebitda negativo de R$ 66,8 milhões no segundo trimestre de 2020.

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A CCR reportou prejuízo líquido de R$ 44 milhões no segundo trimestre do ano, uma perda 69% menor do que a registrada um ano antes, informou a companhia em balanço enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta quinta-feira, 12.

Segundo a concessionária, o resultado se deve a um efeito não recorrente. No trimestre, a companhia celebrou um Termo Aditivo e Modificativo (TAM) preliminar com o governo de São Paulo, que prevê uma indenização de R$ 1,2 bilhão e a aplicação de R$ 2,3 bilhões em rodovias paulistas.

O fato influenciou os resultados e gerou o prejuízo, porém, considerando os dados de mesma base (quando são excluídos o desembolso para o Tesouro estadual, o reequilíbrio de ViaQuatro e a CCR ViaCosteira — que teve contrato assinado em julho de 2020 –, o grupo apresentou lucro líquido de R$ 294,4 milhões, ante prejuízo de R$ 142,5 milhões um ano antes.

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O Itaú BBA avalia os resultados divulgados pela CCR para o segundo trimestre como neutros. A depreciação e a amortização (D&A em inglês) estão em linha com a estimativa do banco, de R$ 531,4 milhões, ligados a um pagamento relacionado com o acordo preliminar entre AutoBan, SPVias e ViaOeste e o governo do estado de São Paulo. O lucro Ebitda e a margem Ebitda se mantiveram estáveis no trimestre.

A concessionária de logística Rumo  teve aumento de receitas no segundo trimestre, favorecida pelo aumento de volumes transportados e das tarifas cobradas de clientes, mas efeitos ligados à renovação da Malha Paulista pesaram no lucro.

A companhia, controlada pela Cosan, anunciou nesta quinta-feira que seu lucro líquido de abril a junho somou R$ 314 milhões, queda de 22,4% sobre um ano antes.

No relatório de resultados, a Rumo explicou que teve um ganho não recorrente de R$ 316 milhões no segundo trimestre de 2020, ligados à renovação da concessão da malha ferroviária paulista.

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A XP avalia que a Rumo reportou resultados fortes, embora esperados.

Além disso, destacou que, “em um bem-vindo exercício de transparência, a administração da Rumo decidiu descontinuar suas projeções financeiras para 2021 dada a baixa visibilidade dos volumes transportados no semestre devido às fracas perspectivas da safra de milho (um evento limitado à safra deste ano, em nossa opinião, não impactando nossas estimativas de demanda positivas de longo prazo)”, apontam.

Apesar do cenário de volume desafiador de 2021, os analistas notaram melhora significativa da Rumo nas tarifas ferroviárias (alta de 14% na base anual e de 2% na trimestral), confirmando uma recuperação sequencial no semestre que deve aliviar as preocupações dos investidores acumuladas desde o fraco desempenho de tarifas em 2020. “Reiteramos nossa recomendação de compra e visão positiva para a Rumo”, aponta a XP.

O Credit Suisse também ressaltou que a Rumo decidiu descontinuar a diretriz (guidance em inglês) para 2021 por conta de incertezas quanto a volumes de milho, prejudicados pelas condições climáticas, atraso em colheitas de soja. As estimativas da empresa para produção de milho foram reduzidas em 14%, a 82 milhões de toneladas, e as exportações de milho, em 38%, a 18 milhões de toneladas. A decisão indica que agora a empresa pretende apresentar resultados abaixo das estimativas mais modestas do lucro Ebitda, de R$ 4 bilhões, apesar de a diretriz relativa a 2025 continuar válida. O Credit Suisse mantém avaliação outperform e preço-alvo de R$ 25.

Natura & Co divulgou nesta quinta-feira lucro de cerca de R$ 235 milhões para o segundo trimestre, revertendo prejuízo do ano anterior, graças às estratégias aprimoradas de e-commerce e integração com a norte-americana Avon.

O Ebitda caiu 3,4% sobre um ano antes, para R$ 630 milhões.

Apesar do impacto da pandemia no setor global de beleza e cuidados pessoais, a empresa informou que suas quatro marcas – The Body Shop, Avon, Aesop e Natura – tiveram vendas maiores no período.

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O BBI apontou que a Natura teve um conjunto sólido de resultados, que mostra desempenhos robustos de todas as marcas em mercados que ainda enfrentam dificuldades (mercados da Avon Internacional) ou em processo de abertura e normalização (Brasil e América Latina).

“O crescimento na América Latina hispânica continua impressionante, com a marca Natura + 78% e a marca Avon + 72% (ambas em moeda constante), o que mostra a força que a primeira está construindo nos principais mercados fora do Brasil, e as primeiras vitórias de uma melhor gestão da Avon. No Brasil, achamos que alguns investidores podem ter planejado um crescimento maior para a marca Natura do que os 8% reportados, mas gostaríamos de observar que a taxa de execução de 2 anos acima de 20% nos trimestres anteriores foi extraordinariamente alta, então o crescimento provavelmente desacelerará para a faixa de 6 a 8%, que vemos como a taxa de execução sustentável para a Natura no Brasil”, avaliam os analistas do BBI.

A receita da Avon Brasil é menor do que no segundo trimestre de 2019 – mais do que no 1T21 – mas o BBI destaca que este foi o primeiro trimestre completo com a nova segmentação e modelo comercial implantado, o que levou à redução da base de representantes.

“A boa notícia é que a empresa está registrando ganhos de market share (mercado) da Avon no Brasil (uma boa notícia por si só) e isso está sendo conquistado junto com ganhos de market share também para a Natura, o que dá um sinal precoce de que as duas marcas são complementares”, avaliam.

Outro ponto importante a ser destacado é a melhora na satisfação dos representantes da Avon no Brasil e também em alguns mercados da Avon International, o que deve reduzir o churn (taxa de rotatividade), o que por sua vez reduzirá os custos de recrutamento de novos representantes e melhorará o serviço oferecido ao consumidor final.

A Sabesp mais do que dobrou seu lucro no segundo trimestre, refletindo sobretudo efeito da valorização do real contra o dólar, o que ofuscou a receita praticamente estável.

A companhia de saneamento do Estado de São Paulo anunciou nesta quinta-feira que seu lucro de abril a junho somou R$ 773,1 milhões, um salto de 104,4% ante mesma etapa de 2020.

Porém, o resultado veio pouco abaixo da previsão de analistas compilada pela Refinitiv, de R$ 819,5 milhões.

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A XP aponta que a Sabesp reportou resultados mais fracos do que o esperado, com um Ebitda ajustado de R$ 1,426 bilhão vindo 12,9% e 22,0% abaixo das estimativas da XP e do consenso, respectivamente. “Mantemos nossa recomendação Neutra na Sabesp, com preço-alvo de R$ 50 por ação”, apontam.

A Sanepar teve lucro de R$ 331,8 milhões no segundo trimestre, alta de 16,7% na comparação anual. A receita da companhia subiu 10,7% de abril a junho, para R$ 1,27 bilhão ante igual período de 2020.

O Ebitda foi a R$ 581,9 milhões, alta de 23,3%.

A XP aponta que a Sanepar divulgou resultados melhores do que o esperado no trimestre, com Ebitda ajustado de R$ 582,7 milhões 16,7% acima da  estimativa da casa de R$ 499,1 milhões e 17,9% acima do consenso.

“O sólido resultado reflete o impacto de tarifas médias acima do esperado devido a um melhor mix nos segmentos de água e esgoto, implicando em um aumento de 9,9% nas tarifas de água e 7% nas tarifas de esgoto na base anual, contra estimativas da XP de 2,2% e 2,7%. Além disso, a Sanepar reportou menores custos gerenciáveis de R$ 492,5 milhões, 6,5% abaixo da estimativa de R$ 526,8 milhões.

Por fim, o lucro líquido de R$ 331,8 milhões, 40% acima da estimativa da XP de R$237,1 milhões, também reflexo do resultado operacional mais forte.

“Daqui para a frente, nossa maior preocupação continua sustentada pelas incertezas em relação ao desenrolar da atual crise hídrica do estado do Paraná, na qual acreditamos ser essencial monitorar. Mantemos nossa recomendação neutra nas ações da Sanepar (SAPR11) com preço alvo de R$ 24,50 por unit”, apontam os analistas.

A CPFL Energia  registrou lucro líquido de R$ 1,126 bilhão no primeiro trimestre de 2021, salto de 143,6% ante igual período do ano passado, em meio a uma retomada no consumo de eletricidade no país.

O Ebitda consolidado atingiu R$ 2,054 bilhões, avanço de 70% na comparação anual, acrescentou a CPFL, do grupo chinês State Grid.

“O destaque vem da retomada do consumo de energia, com crescimento de 12,9%, ficando inclusive acima do patamar do segundo trimestre de 2019”, disse em nota o presidente da companhia, Gustavo Estrella.

As vendas de energia na área de concessão da empresa totalizaram 16.881 gigawatts-hora (GWh) no período, de acordo com a CPFL.

“Esse crescimento se deu principalmente na classe industrial, que registrou crescimento 27,4%, em função da recuperação da indústria em segmentos relevantes em nossas regiões”, afirmou o executivo, acrescentando que o segmento comercial teve avanço de 14,1% na comparação anual, mas permaneceu com valor negativo ante mesma etapa de 2019.

No segmento de geração, Estrella destacou um bom desempenho do vento nos parques eólicos da empresa, o que levou a um aumento de 38,2% na geração eólica, e ressaltou que os reajustes contratuais também favoreceram o resultado do trimestre, uma vez que boa parte deles estão atrelados ao IGP-M.

A CPFL ainda reportou receita operacional líquida de R$ 8,813 bilhões no trimestre encerrado em junho, alta de 34,3% no ano a ano, enquanto os investimentos avançaram em 57,2%, para R$ 1,019 bilhão.

A administradora de shopping centers BR Malls registrou lucro líquido ajustado de R$ 57,127 milhões no segundo trimestre do ano, ante R$ 10,246 milhões no mesmo período de 2020, o que representa uma alta de 457,6%.

O Ebitda ajustado somou R$ 140,12 milhões, aumento de 188,4% sobre a mesma base de comparação. A margem Ebitda passou de 26,2% no segundo trimestre de 2020 para 53,5% no mesmo trimestre deste ano.

A receita líquida no intervalo foi de R$ 261,872 milhões, alta de 41,1% sobre abril a junho de 2020.

As vendas totais no trimestre atingiram R$ 3,48 bilhões, aumento de 346% quando comparado ao mesmo período do ano anterior. O indicador de vendas mesmas lojas (SSS) diminuiu 25,3% no trimestre na comparação com 2019.

“Os resultados dos shoppings listados no trimestre foram melhores do que o esperado, especialmente em termos de uma recuperação da receita de aluguel antes do esperado, o que também aconteceu no caso da brMalls. Esperamos que o segundo semestre continue a tendência e até o nosso ponto de preocupação neste trimestre – a inadimplência – deve apresentar uma recuperação gradual”, aponta o BBI, que possui recomendação neutra para o BRML3 e R$ 13,50 por ação de preço-alvo.

A distribuidora de energia Light teve lucro líquido de R$ 3,2 milhões no segundo trimestre de 2021, ante prejuízo líquido de R$ 44,7 milhões registrado no segundo trimestre de 2020.

A receita líquida da companhia foi de R$ 3 bilhões no segundo trimestre de 2021, alta de 27,7% frente os R$ 2,35 bilhões no mesmo período de 2020.

A SLC Agrícola registrou lucro de R$ 447,2 milhões no segundo trimestre, mais do que o dobro (alta de 128,1%) dos R$ 196,1 milhões de um ano antes.

Na mesma base de comparação, a receita líquida subiu 85,5%, chegando a R$ 1 bilhão nos três meses, como resultado do aumento de preços em todas as culturas, combinado ao maior volume faturado de algodão e soja.

Com isso, o resultado operacional medido pelo Ebitda – sigla em inglês do lucro sem os descontos de despesas com a dívida, impostos, depreciação e amortização – ficou em R$ 755,3 milhões, também mais de duas vezes acima (alta de 113,2%) da cifra apurada no segundo trimestre do ano passado.

O resultado final da empresa contou ainda com alta de 52,9% no cálculo do valor justo dos ativos biológicos da companhia, que reflete a expectativa de retorno das lavouras que passam por transformação biológica relevante.

Mahle Metal Leve (LEVE3)

A Mahle Metal Leve teve lucro líquido R$ 170 milhões no segundo trimestre de 2021, ante prejuízo de R$ 39,5 milhões no mesmo período de 2020.

A receita líquida de vendas subiu 146,4%, a R$ 360,9 milhões.

O Bradesco BBI avaliou os resultados da Mahle Metal Leve como acima do esperado. O Ebitda ajustado no segundo trimestre de R$ 194 milhões é superior àquele do mesmo período de 2020, de R$ 9 milhões, e equivalente a 69% daquele do mesmo período de 2019, e acima da expectativa do Bradesco, de R$ 109 milhões.

O Bradesco mantém avaliação underperform (perspectiva de desempenho abaixo da média do mercado), mas elevou o preço-alvo de 2022 de R$ 21 para R$ 24, incorporando os resultados do trimestre em seu modelo de valoração, e elevou a estimativa para 2021 em 53%, e de 2022 a 44% por conta de créditos fiscais e margem Ebitda acima do esperado no primeiro semestre.

A Ser Educacional teve lucro líquido de R$ 25,6 milhões no segundo trimestre de 2021, 53,0% abaixo frente o lucro líquido de R$ 54,7 milhões apurado no segundo trimestre de 2020.

A receita líquida foi de R$ 734,8 milhões no segundo trimestre de 2021, alta de 18,2% em relação aos R$ 621,8 milhões no mesmo período de 2020.

O Ebitda totalizou R$ 107,8 milhões, 19,4% menor sobre o Ebitda de R$ 133,6 milhões em igual período do ano passado.

A XP apontou que a Ser divulgou um conjunto misto de resultados com uma receita líquida 12% acima do esperado ofuscada por uma queda de lucro líquido, principalmente devido a despesas não recorrentes e resultado financeiro pior do que o esperado (juros mais baixos na mensalidade e descontos maiores);

A companhia apresentou fortes indicadores operacionais com um número de alunos 3% acima do esperado devido a aquisições e EAD, com ticket médio 8% acima da expectativa da XP. No entanto, o Ebitda ajustado de R$ 97 milhões ficou 10% abaixo das estimativas da XP, principalmente devido a maiores despesas com marketing e pessoal.

“O resultado sem brilho nos leva a reiterar nossa recomendação neutra e preço-alvo de R$ 17 por ação”, aponta.

Grupo SBF (SBFG3)

O Grupo SBF, controlador da Centauro, registrou lucro líquido de R$ 24,078 milhões no segundo trimestre de 2021, revertendo o prejuízo de R$ 102,287 milhões registrado um ano antes.

Entre abril e junho, o Ebitda somou R$ 169,394 milhões, também revertendo o indicador negativo de R$ 46,759 milhões na comparação anual. No critério ajustado, a empresa teve Ebitda de R$ 149,809 milhões e R$ 93,169 milhões (ex-IFRS), revertendo os resultados negativos de R$ 37,544 milhões e R$ 84,858 milhões, respectivamente.

A companhia atingiu receita líquida de R$ 1,122 bilhão no trimestre, alta anual de 369,1%. A dívida líquida foi de R$ 473,995 milhões, enquanto a alavancagem medida por dívida líquida ajustada por Ebitda foi de 1,59x, ante caixa líquido de R$ 917,713 milhões e -2,19x no ano anterior.

A empresa apresentou um resultado financeiro negativo de R$ 44,6 milhões no segundo trimestre, devido ao aumento de despesas financeiras no trimestre devido ao maior endividamento da companhia, justificado pelas dívidas tomadas para aquisição de Fisia e para reforço de caixa devido à pandemia. O fluxo de caixa operacional foi negativo em R$ 224,3 milhões.

A rede de medicina diagnóstica Alliar lucrou R$ 10,4 milhões no segundo trimestre de 2021, ante do prejuízo de R$ 84 milhões apurado um ano antes.

O Ebitda foi de R$ 64,8 milhões, com margem de 22,9%, ante Ebitda negativo de R$ 34,4 milhões e margem de -26,5% um ano antes.

A receita líquida subiu mais de 100%, a R$ 283 milhões, puxada pelo crescimento de exames de imagem que totalizaram receita bruta de R$ 247,6 milhões, avanço de 116,8%.

A Alper registrou um lucro líquido ajustado de R$ 1,725 milhão no segundo trimestre de 2021, alta de 201% na base de comparação anual.

A receita líquida saltou 43,5%, a R$ 32,695 milhões. O Ebitda ajustado subiu 114%, para R$ 6,238 milhões, enquanto a margem Ebitda avançou 6,3 pontos percentuais, a 19,1%.

Alphaville (AVLL3)

A Alphaville teve queda de 32,3% seu prejuízo líquido no segundo trimestre deste ano ante igual período de 2020, passando R$ 116,3 milhões para R$ 78,7 milhões, com valores  atribuíveis aos controladores.

A receita líquida foi R$ 22,2 milhões negativos para R$ 69,3 milhões em abril a junho de 2021.

A Arezzo teve lucro líquido atribuível aos sócios controladores de R$ 132,5 milhões no segundo trimestre deste ano, ante o prejuízo de R$ 82,3 milhões registrado no mesmo período de 2020.

A receita líquida saltou 258%, a R$ 553 milhões.

O Ebitda ajustado foi de R$ 84 milhões, ante resultado negativo de R$ 72,1 milhões em igual período de 2020. A margem ajustada cresceu 12 pontos percentuais, para 15,2%.

A XP aponta que a Arezzo registrou resultados sólidos no segundo trimestre, com Ebitda 9% acima das estimativas, impulsionado por margens brutas mais altas e menores despesas de SG&A.

Os principais destaques foram: (i) sólido desempenho de vendas, com vendas brutas 40,5% acima dos níveis de 2019, principalmente explicadas pela Reserva e Vans (com um crescimento orgânico estimado em alta de 7% e vendas ex-Reserva/Vans estagnadas vs 2019); e (ii) rentabilidade sólida, com expansão da margem bruta em funçao de vendas maiores da AR&Co, penetração do comércio eletrônico e menores promoções, e expansão da margem Ebitda com alavancagem operacional.

BMG 

O banco BMG teve lucro recorrente de R$ 85 milhões no segundo trimestre, 15,2% menor frente igual período do ano passado e baixa de 2,9% ante o primeiro trimestre.

A margem financeira foi de R$ 924 milhões, com retração de 8,3% na comparação anual e de 2,2% na trimestral.

O ROAE (retorno ajustado anualizado) foi de 8,8% no segundo trimestre, ante 9,0% no primeiro trimestre.

A plataforma de distribuição de seguros e produtos financeiro Wiz Soluções teve lucro líquido ajustado de R$ 84,6 milhões no segundo trimestre de 2021, alta de 66,8% na comparação anual.

A receita bruta foi de R$ 244,8 milhões, alta de 44,5% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. O Ebitda ajustado subiu 43,8%, a R$ 109,5 milhões.

Bradespar (BRAP4)

A Bradespar, holding que detém participação na Vale, teve lucro de R$ 2,24 bilhões no segundo trimestre, alta de 673% frente os R$ 290,8 milhões registrados no mesmo período de 2020.

Grupo Mateus (GMAT3)

O Grupo Mateus, empresa de varejo que atua no Norte e Nordeste do País, apresentou lucro líquido ajustado de R$ 191 milhões no segundo trimestre, apontando leve queda de 2,5% ante o mesmo intervalo de 2020. A receita líquida no período somou R$ 3,724 bilhões, 28,9% maior que a de um ano atrás.

A companhia destaca a abertura de 45 lojas nos últimos 12 meses, das quais 20 estão em novas cidades e um ganho de 10% de participação em venda bruta com as inaugurações.

O Ebitda ajustado somou R$ 248 milhões, indicando queda de 2,5% ante o segundo trimestre de 2020, ao passo que no critério ajustado alcançou R$ 255 milhões, uma leve alta de 0,5%. A margem Ebitda ajustada caiu 1,9 ponto porcentual, para 6,8%.

O resultado financeiro ficou em R$ 13,3 milhões, com uma queda de 60,1% sobre o segundo trimestre de 2020. Entre abril e junho, as despesas do grupo com vendas representaram 8,9% da receita líquida, contra 6,7% de um ano antes. Esse aumento, acrescenta a companhia, pode ser atribuído, principalmente, ao crescimento da venda bruta em mesmas lojas e à boa performance das 45 lojas inauguradas.

A XP aponta que o Grupo Mateus reportou resultados sólidos do segundo trimestre de 2021, acima das estimativas dos analistas. O principal destaque do resultado foi o crescimento do faturamento em 29% na comparação anual, principalmente impulsionado pela forte abertura de lojas da companhia (45 novas lojas nos últimos doze meses e 12 entre abril e junho).

Apesar de apresentar uma pressão de margem bruta (queda de 0,8 ponto na base anual), a companhia conseguiu expandir a margem Ebitda (alta de 0,2 ponto na base anual) através de alavancagem operacional e controle de despesas, apesar de maiores despesas com a transferência da operação do CD de Belém do Pará para Santa Isabel. A companhia apresentou uma queima de caixa de R$ 28 milhões, explicada principalmente pelos investimentos associados ao seu plano de expansão.

Paraná Banco

O lucro líquido do Paraná Banco somou R$ 43,5 milhões no segundo trimestre, queda de 15% em relação ao primeiro trimestre, mas aumento de 173,6% em um ano.

O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) foi a 14% em junho, redução de 3,4 pontos na comparação trimestral e incremento de 8,5 pontos percentuais em 12 meses.

Track&Field (TFCO4)

A Track&Field teve lucro líquido de R$ 13,4 milhões no segundo trimestre de 2021, ante prejuízo líquido contábil de R$ 1,38 milhão em igual período de 2020.

O Ebitda ficou em R$ 20,1 milhões, com margem de 21,3%, mais de 19 vezes o resultado do mesmo trimestre ano anterior. O Ebitda ajustado totalizou R$ 17,8 milhões.

O TC (Traders Club) teve lucro líquido ajustado de R$ 1,1 milhão no segundo trimestre, queda de 8,4% em relação aos três primeiros meses de 2021 e 72,3% menor em comparação ao mesmo período de 2020. Depois de uma margem Ebitda de 62% 12 meses atrás, a métrica caiu para 4,9%.

As receitas líquidas subiram 60,8% no trimestre e 196% em 12 meses, para R$ 23,2 milhões, com efeito do aumento do número de assinaturas e do lançamento de planos de maior valor agregado (o TC Premium). Contudo, contratações para posições chave na fase pré-IPO reduziram a margem e pesaram no desempenho, destacou o CEO do TC, Pedro Albuquerque Filho.

A Dasa reverteu o prejuízo de R$ 343 milhões registrados no segundo trimestre de 2020 e apurou lucro líquido ajustado (que inclui impactos da Covid-19, efeitos não recorrentes e stock options) de R$ 451 milhões entre abril e junho deste ano.
A receita operacional bruta totalizou $ 2,8 bilhões no período, aumento de 104,8% na base trimestral e recorde para a companhia.

O Ebitda ajustado no período foi de R$ 591 milhões, ante resultado negativo de R$ 79 milhões um ano antes. Já a margem ajustada veio em 22,7%, contra margem negativa de 6,3% no segundo trimestre de 2020.

Eletromidia (ELMD3)

A Eletromidia encerrou o segundo trimestre de 2021 como prejuízo líquido de R$ 10,6 milhões, uma melhora de 71,5% em relação ao prejuízo de R$ 37,3 milhões registrado no mesmo período do ano passado.

Entre abril e junho deste ano, a companhia teve uma receita líquida de R$ 70,9 milhões, crescimento de 354,8% ante os R$ 15,6 milhões apurados nos mesmos meses de 2020.

Já o Ebitda ajustado veio em R$ 9 milhões, crescimento de 134% na base anual, com margem Ebitda de 12,6%.

A Mills Estruturas e Serviços de Engenharia registrou lucro líquido de R$ 19,9 milhões no segundo trimestre deste ano, revertendo prejuízo de R$ 12,5 milhões apurado um ano antes.

Entre abril e junho de 2021, a receita líquida totalizou R$ 172,4 milhões, alta de 75,4% em relação aos R$ 98,3 milhões apurados no mesmo período de 2020.

O Ebitda ajustado somou R$ 61,9 milhões, 201,4% acima dos R$ 20,6 milhões registrados um ano antes.

A companhia também aprovou a distribuição de R$ 20,1 milhões de Juros Sobre Capital Próprio (JC) antecipados referentes ao lucro líquido no primeiro semestre, que serão pagos no terceiro trimestre deste ano.

Multilaser (MLAS3)

A Multilaser Industrial encerrou o segundo trimestre de 2021 com lucro líquido de R$ 202,3 milhões, alta de 122,9% em relação aos R$ 90,7 milhões registrados um ano antes.

A receita líquida da companhia teve queda de 11,8% na base anual, para R$ 1,2 bilhão, enquanto o Ebitda somou R$ 186,4 milhões, ante R$ 98,9 milhões no segundo trimestre de 2020 – alta de 88,6%.

A Neogrid registrou lucro líquido de R$ 8,9 milhões no segundo trimestre deste ano. O resultado representa um aumento de 461,7% em relação ao lucro de R$ 1,6 milhão registrado um ano antes.

A receita líquida da companhia totalizou R$ 58,7 milhões entre abril e junho deste ano, crescimento de 16,7% na base anual.

No período, o Ebitda somou R$ 12,3 milhões, 27,5% acima dos R$ 9,7 milhões registrados no mesmo trimestre de 2020. Já a margem Ebitda ficou em 21% no último trimestre – aumento de 1,8 ponto percentual na base anual.

Springs Global ( SGPS3)

A empresa de lar e decoração Springs Global teve prejuízo líquido de R$ 37,8 milhões no segundo trimestre deste ano, ampliando o prejuízo de R$ 65,2 milhões registrado um ano antes.

A receita da companhia subiu 46,2% entre abril e junho deste ano, na base anual, para R$ 385 milhões.

Já o Ebitda veio em R$ 43 milhões, bem acima dos R$ 2,7 milhões no segundo trimestre de 2020. A margem Ebitda, por sua vez, ficou negativa em 9,8% — melhora de 15 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior.

Em mais um trimestre impactado pelo coronavírus, a empresa de entretenimento T4F registrou prejuízo líquido de R$ 14,6 milhões no segundo trimestre deste ano.

O resultado, contudo, representa uma melhora de 43% em relação ao prejuízo de R$ 25,6 milhões apurado um ano antes.

Excluindo efeitos não recorrentes, o prejuízo líquido foi de R$ 12 milhões no último trimestre.

A receita líquida da companhia ficou em R$ 1,6 milhão, queda de 41% na base anual, enquanto o Ebitda ajustado ficou negativo em R$ 9,7 milhões – melhora de 21% em relação ao mesmo período de 2020.

O Grupo Technos apurou lucro líquido de R$ 7,6 milhões no segundo trimestre deste ano, revertendo parte do prejuízo de R$ 17,3 milhões registrado um ano antes.

A receita líquida da companhia cresceu 329,2% ante o segundo trimestre de 2020, para R$ 76,5 milhões, enquanto o Ebitda ajustado somou R$ 17,5 milhões, com margem Ebitda ajustada de 22,9%.

Renova Energia ( RNEW4)

A Renova Energia, em recuperação judicial, encerrou o segundo trimestre de 2021 com prejuízo líquido de R$ 54,3 milhões, alta de 5,6% em relação ao prejuízo de R$ 51,5 milhões registrado no mesmo período de 2020.

A receita operacional líquida da companhia somou R$ 25,6 milhões, alta de 127,4% ante os R$ 11,3 milhões apurados um ano antes.

Já o Ebitda ajustado veio em R$ 3,3 milhões, queda de 91,1% ante o Ebitda de R$ 37,3 milhões registrado no mesmo período de 2020.

3tentos ( TTEN3)

A empresa do setor agrícola 3tentos mais que duplicou seu lucro líquido no segundo trimestre deste ano, para R$ 114,3 milhões. No mesmo período de 2020, a companhia havia registrado lucro de R$ 35 milhões.

Entre abril e junho deste ano, a empresa apurou uma receita operacional líquida de R$ 1,2 bilhão, crescimento de 52,3% na base anual, com destaque para o crescimento dos segmentos de insumos e indústria.

O Ebitda ajustado, por sua vez, somou R$ 99,7 milhões no segundo trimestre, alta de 74,1% ante o mesmo período de 2020, com margem Ebitda ajustado de 8,3%, aumento de 1,7 ponto percentual.

Triunfo ( TPIS3)

A Triunfo Participações e Investimentos teve prejuízo líquido da ordem de R$ 5 milhões no segundo trimestre deste ano, um aumento de 550% em relação ao lucro de R$ 1,1 milhão apurado um ano antes.

A receita líquida ajustada ficou em R$ 240,5 milhões, alta de 13,6% na base anual, enquanto o Ebitda ajustado somou R$ 94,8 milhões – alta de 5,8% ante os R$ 89,5 milhões registrados entre abril e junho de 2020.

Já a margem Ebitda veio em 39,4%, queda de 2,9 pontos percentuais na base de comparação anual.

Orizon [(ativo= ORVR3])

A Orizon encerrou o segundo trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 6,4 milhões, queda de 74,4% em relação aos R$ 25 milhões apresentados no mesmo período de 2020.

No período, da receita líquida atingiu R$ 92,7 milhões, crescimento de 1,7% frente a registrada no segundo trimestre do ano passado sem créditos de carbono.

Segundo a companhia, os créditos de carbono gerados em 2021 serão negociados em “momento oportuno”, dado a tendência de valorização dos preços no mercado mundial.

O Ebitda ajustado totalizou R$ 37,6 milhões no período, alta de 23,8% na base anual, com margem Ebitda ajustado de 40,5%.

A Unipar Carbocloro, produtora de cloro, soda cáustica e fornecedora de PVC, teve  lucro líquido de R$ 246,97 milhões no segundo trimestre, quase 13 vezes acima do ganho registrado um ano antes.

O Ebitda foi de R$ 425,8 milhões, alta de  212,5% frente ao mesmo período de 2020 e queda de 24,6% em relação ao primeiro trimestre.

Westwing (WEST3)

A Westwing registrou um lucro líquido de R$ 596,6 mil no segundo trimestre de 2021, ante R$ 15,83 milhões em igual período de 2020.

O Ebitda Ajustado no trimestre foi negativo em R$ 3,3 milhões, melhora de R$ 1,4 milhão em relação ao primeiro trimestre de 2021, e redução de R$ 6,2 milhões em relação ao segundo trimestre de 2020, em função dos maiores investimentos na operação, apontou a companhia.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Embraer tem lucro líquido ajustado de R$ 212,8 milhões no 2º tri de 2021, primeiro resultado positivo desde 2018

A Embraer Serviços & Suporte foi criada para alavancar os negócios pós-venda. Foto: Divulgação/Embraer

A Embraer (EMBR3) apresentou lucro líquido ajustado (excluindo-se impostos diferidos e itens especiais) de R$ 212,8 milhões e lucro por ação ajustado de R$ 0,29. Este é o primeiro lucro líquido ajustado trimestral da companhia relatado desde o primeiro trimestre de 2018, com impulso da recuperação da demanda por viagens após a forte queda relacionada à pandemia de Covid-19. No segundo trimestre de 2020, o prejuízo líquido ajustado tinha sido de R$ 1,071 bilhão.

A receita líquida da companhia foi de R$ 5,922 bilhões no período, alta de 106,76% em base anual, com crescimento de dois dígitos em todos os segmentos de negócio.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado somou R$ 837,6 milhões, ante R$ 624,4 milhões negativos no mesmo período do ano passado, com margem ajustada de 14,1%.

No período, a geração de caixa livre ajustado somou R$ 215,7, milhões, ante dado negativo de R$ 2,533 bilhões em igual período de 2020. A dívida líquida é de R$ 9,207 bilhões, 6,63% inferior ante o mesmo trimestre de 2020.

Por segmento, a divisão de Aviação Comercial teve receita líquida de R$ 2,035 bilhões, alta de 34,4% na base anual, enquanto a Aviação Executiva subiu 23,4% e somou R$ 1,385 bilhão.

A área de Defesa & Segurança registrou receita líquida de R$ 913 milhões, alta de 15,4% ante igual período do ano anterior. A divisão de Serviços & Suporte teve alta de 26,6% na receita, para R$ 1,573 bilhão, e o segmento Outros somou R$ 15,2 milhões, elevação de 0,2% na comparação anual.

A Embraer também divulgou suas estimativas financeiras e de entregas para 2021. Ela estima que as entregas de jatos comerciais fiquem entre 45 e 50 aeronaves e a de jatos executivos entre 90 e 95 unidades. No ano, a projeção é de receita líquida consolidada entre US$ 4 bilhões a US$ 4,5 bilhões, com margem EBIT ajustada de 3,0% a 4,0%, margem EBITDA ajustada de 8,5% a 9,5% e Fluxo de caixa livre entre US$ (150) milhões e zero, sem fusões e aquisições ou desinvestimentos.

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Ação da PetroRio sobe 3% com alta do petróleo e Embraer avança após venda de jatos; Iguatemi e Minerva caem após balanços

SÃO PAULO – A temporada de resultados segue repercutindo na B3, mas o destaque fica com a Embraer (EMBR3), cujas ações chegaram a subir cerca de 3%, mas depois amenizaram a alta para cerca de 1%. Na véspera, após o fechamento, a companhia informou que que concluiu venda de 16 novos jatos E175 para a norte-americana SkyWest, com o valor do contrato, segundo preços de tabela das aeronaves, somando US$ 798,4 milhões. Segundo a fabricante brasileira, os aviões serão incluídos na carteira de pedidos da Embraer do terceiro trimestre. As entregas estão previstas para 2022.

Como reação aos balanços, a ação da Minerva (BEEF3) cai cerca de 1,7%, também após registrar uma forte alta de 4% na véspera, as units do BTG Pactual (BPAC11) avançam, enquanto Klabin (KLBN11) opera praticamente estável. Iguatemi (IGTA3) registra perdas de cerca de 2%, apesar de um resultado considerado positivo, enquanto Petz (PETZ3) avança cerca de 1%. As incorporadoras Direcional (DIRR3), Melnick (MELK3), Even (EVEN3) e Mitre (MTRE3) registram leve baixa após o resultado.

A ação da PetroRio (PRIO3), por sua vez, avança cerca de 3%, com os contratos de WTI e brent subindo mais de 1% após seguidas quedas em meio a temores sobre a demanda com novas restrições em meio à variante delta do coronavírus. Petrobras (PETR3;PETR4) tem alta de suas ações, mas mais modesta, de cerca de 0,8%.

Vale (VALE3) e siderúrgicas também avançam. Contudo, cabe ressaltar que os contratos futuros do minério de ferro em Dalian recuaram pela quinta sessão consecutiva nesta terça-feira, atingindo uma mínima de mais de quatro meses, à medida que preocupações com o enfraquecimento da demanda chinesa mantêm a matéria-prima siderúrgica sob pressão.

O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian, para entrega em janeiro de 2022 DCIOcv1, fechou em queda de 1,3%, a 853 iuanes (US$ 131,64) por tonelada, após tocar a marca de 823 iuanes, menor patamar desde 26 de março.

Confira no que ficar de olho:

Oncoclínicas (ONCO3)

A Oncoclínicas tem a sua estreia na B3 na sessão desta terça-feira. A companhia precificou sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) a R$ 19,75 por papel em operação que movimentou cerca de R$ 2,67 bilhões, de acordo com o prospecto definitivo da operação.

O preço estabelecido para a ação da rede de clínicas de tratamento contra o câncer ficou abaixo da faixa estimada de preço para o IPO, entre R$ 22,21 e R$ 30,29.

A oferta compreendeu distribuição primária de 90.049.527 ações ordinárias e secundária de 45.024.764 ações de acionistas vendedores – FIPs Josephina e Josephina II.

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Os recursos da oferta primária serão destinados para projetos de investimento, aquisições futuras e em andamento, além de capital de giro.

A Embraer informou na segunda-feira que concluiu a venda de 16 novos jatos E175 para a norte-americana SkyWest, com o valor do contrato, segundo preços de tabela das aeronaves, somando US$ 798,4 milhões. Segundo a fabricante brasileira, os aviões serão incluídos na carteira de pedidos da Embraer do terceiro trimestre. As entregas estão previstas para 2022.

O Bradesco BBI destacou que a notícia é positiva para a empresa, pois este pedido deve ser adicionado à carteira de pedidos do terceiro trimestre, aumentando em 5%na comparação trimestral. “A Embraer totalizou pedidos firmes de 63 aeronaves em 2021, superando nossa estimativa de 50 aeronaves”, destacam os analistas.

A Minerva registrou lucro líquido de R$ 116,7 milhões no segundo trimestre, queda de 54% ante o mesmo período do ano passado. Apesar disso, a empresa ainda vê um cenário positivo puxado por exportação e sinergia entre as operações sul-americanas.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da companhia atingiu R$ 544,9 milhões no período, recuo de 7,7% no mesmo comparativo.

O diretor financeiro da Minerva, Edison Ticle, disse que o destaque do trimestre é o lucro líquido pois, apesar da queda, trata-se de um “resultado realmente muito forte”, mas que é comparado a uma base mais elevada — em 2020, a pandemia da Covid-19 elevou a demanda por alimentos em diversos setores.

“Houve queda ante o segundo tri do ano passado, mas porque (2020) foi um ponto fora da curva”, afirmou a jornalistas em videoconferência.

A receita líquida da empresa atingiu R$ 6,28 bilhões no segundo trimestre, alta de 42,9% no ano a ano.

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O CEO da Minerva, Fernando Galletti de Queiroz, disse que ainda há certas dificuldades logísticas no mercado global, com falta de contêineres e tempos mais longos para transportes de cargas, mas a demanda externa segue aquecida.

“A Ásia segue como o grande vetor comprador… e a China como o principal destaque. No segundo trimestre de 2021, cerca de 36% da nossa receita de exportação teve origem no mercado chinês”, informou a empresa, mesmo diante de entraves relacionados à pandemia da Covid-19.

Segundo o BBA, a Minerva reportou bons resultados referentes ao segundo trimestre, superando as expectativas de receita
para o período. A Athena Foods, divisão internacional, foi umas das principais surpresas: os volumes de venda saltaram 58% na comparação anual. Esse aumento teve influência da demanda da China, mercado que ainda sofre com os impactos da Febre Suína Africana, cenário que deve se manter por mais alguns trimestres.

No entanto, apesar do forte faturamento, a Minerva não conseguiu manter as margens nos níveis vistos no segundo trimestre do ano passado. Desta vez, elas foram penalizadas pelo custo mais elevado do gado, especialmente em território brasileiro. Isso impediu que o crescimento de receita expandisse a margem Ebitda, que ficou em 8,7% no segundo trimestre.

A Petz registrou lucro líquido de R$ 21,6 milhões no segundo trimestre de 2021, alta de 109% ante o mesmo período de 2020. O Ebitda ajustado, por sua vez, ficou em R$ 56,2 milhões, alta de 50,3%.

A empresa atingiu R$ 2 bilhões de faturamento nos últimos 12 meses pela primeira vez em sua história, com a receita bruta total em R$ 598 milhões no segundo trimestre, alta de 57,5% ante o valor apresentado um ano antes.

As vendas online representaram 30,3% do total das vendas no trimestre, chegando a R$ 181,2 milhões de receita bruta total, ganho de 85%.

Conforme destaca a Levante Ideias de Investimentos, os resultados mais uma vez vieram fortes, sobretudo no crescimento de receita, com ampliação das vendas via canal digital e expansão de lojas.

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O principal destaque, porém, fica com o indicador “Vendas em Mesmas Lojas” (Same Store Sales – SSS), que mostra o crescimento das vendas de lojas já inauguradas crescendo 36,6% na comparação anual.

A Itaúsa, holding controladora do Itaú Unibanco (ITUB4), registrou lucro líquido de R$ 3,5 bilhões no segundo trimestre deste ano, valor 487% superior ao apresentado um ano antes.

O lucro líquido recorrente, por sua vez, foi de R$ 2,86 bilhões no período, alta de 99% sobre o mesmo período de 2020.

O resultado reflete a combinação de melhora da economia brasileira após o choque da pandemia do coronavírus, e também de efeitos fiscais extraordinários.

A alta do lucro foi impactada, principalmente pelo resultado de seu principal ativo, o Itaú, além de um ganho de R$ 476 milhões com a reavaliação de crédito tributário com a majoração da alíquota da CSLL.

Além disso, um ano antes, a Itaúsa tinha reportado despesa extraordinária de R$ 543 milhões com sua unidade CorpBanca, no Chile, e outra de R$ 312 milhões com doação a um programa para combate aos efeitos da pandemia.

A Itaúsa ainda reportou aumento de receitas com ativos não financeiros, incluindo a fabricante de calçados Alpargatas (ALPA4); a Dexco (DTEX3), de louças e painéis de madeira; da transportadora de gás NTS; e da Copa Energia.

Já o ativo total da holding passou de R$ 56,55 bilhões para R$ 69,42 bilhões entre o segundo trimestre do ano passado e este, uma alta de 22,8%.

O endividamento líquido, por sua vez, teve um salto de 1.715% em um ano, passando de R$ 213 milhões entre abril e junho de 2020 para R$ 3,867 bilhões no segundo trimestre deste ano.

O Credit diz que o lucro líquido recorrente de R$ 2,85 bilhões informado pelo Itaúsa para o segundo trimestre, alta de 19% no trimestre e 99% na comparação anual, é positivo. O banco diz que os resultados fortes refletem resultado melhor do Itaú Unibanco.

Além disso, em outro comunicado, a companhia informou o pagamento de juros sobre capital próprio brutos de R$ 0,03734 por ação, por conta do dividendo obrigatório do exercício de 2021. Com o desconto de 15% do imposto de renda na fonte, o JCP líquido será de R$ 0,031739.

O valor será pago no dia 26 de agosto e terão direito os acionistas com ações ITSA4 no dia 13 de agosto, com os papéis passando a negociar na forma “ex” a partir de 16 de agosto. Contando os dividendos já anunciados este ano, a companhia irá pagar R$ 798 milhões em proventos líquidos.

A Klabin registrou lucro líquido de R$ 719 milhões no segundo trimestre de 2021, ante prejuízo de R$ 383 milhões no mesmo período de 2020 e com alta de 71% frente os R$ 421 milhões registrados entre janeiro e março deste ano.

A receita líquida aumentou 38% na comparação anual, para R$ 4,076 bilhões, com crescimento em todas em todas as linhas de negócio, e 27% desconsiderando a receita proveniente das unidades adquiridas da International Paper (IP).

O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) foi de R$ 1,798 bilhão, alta de 35% frente os R$ 1,333 bilhão na base anual e 41% superior na comparação com o primeiro trimestre de 2021. Já a margem Ebitda ajustada caiu 1 ponto percentual na base anual, indo de 45% para 44%, enquanto avançou 8 pontos na comparação trimestre a trimestre.

O Fluxo de Caixa Livre (FCL) Ajustado somou R$ 4,7 bilhões nos últimos doze meses, o que representa um FCL yield Ajustado de 16,4%.

A relação entre dívida líquida e Ebitda em dólares encerrou o trimestre em 3,6 vezes, comparado a 4 vezes no primeiro trimestre de 2021. Em reais, 3,3 vezes no segundo trimestre versus 4,2 vezes nos primeiros três meses de 2021.

“O segundo trimestre de 2021 seguiu com forte demanda pelos produtos da Klabin tanto no mercado local quanto no mercado externo. Estas condições favoráveis de mercado, aliadas ao sólido desempenho operacional, impulsionaram os resultados da companhia no período”, afirmou a Klabin em seu release de resultados.

A XP aponta que a Klabin reportou números operacionais em linha com o esperado no segundo trimestre. O EBITDA recorrente  foi 1,5% acima do esperado pelos analistas e 2% acima do consenso. Os principais destaques positivos foram os volumes de papel mais fortes e melhores preços realizados no segmento de celulose. Os preços mais fortes de celulose mais do que compensaram a alta no custo caixa. A XP segue com recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 32 por ação.

Iguatemi (IGTA3)

A rede Iguatemi, dona de 14 shopping centers, dois outlets e três torres comerciais, apresentou lucro líquido de R$ 279 milhões no segundo trimestre de 2021, montante seis vezes maior do que no mesmo período de 2020.

O Ebitda atingiu R$ 108,9 milhões, recuo de 5,4% na mesma base de comparação. A margem Ebitda diminuiu 7,6 pontos porcentuais, para 63,9%.

A receita operacional líquida totalizou R$ 170,3 milhões, aumento de 5,8%.

A disparada no lucro líquido da Iguatemi partiu da linha de resultado financeiro, onde foi apurada uma receita de R$ 365,5 milhões em contrapartida a uma despesa de R$ 19,5 milhões um ano antes.

Por trás dessa linha está a participação de 10% que a Iguatemi possui, via fundo, na Infracommerce, empresa de soluções digitais para o comércio eletrônico. Esta empresa entrou na Bolsa em maio, levando a Iguatemi a fazer a marcação a mercado do ativo em seu balanço, o que gerou o ganho extraordinário ‘não caixa’.

A Iguatemi também apresentou melhora dos seus resultados operacionais. A receita líquida cresceu ajudada pela reabertura dos shoppings e pela redução dos descontos no aluguel dos lojistas com mais alívio da pandemia.

Os resultados acima também já embutem o efeito da linearização dos descontos – prática contábil que dilui os descontos nos aluguéis ao longo dos períodos de vigência dos contratos. A linearização contribuiu com apenas R$ 2,7 milhões neste trimestre, 97% menos do que um ano antes.

A reabertura dos shoppings também elevou a linha de custos e despesas em 92%, para R$ 74,4 milhões.

A Iguatemi chegou ao fim de junho com dívida total de R$ 3,08 bilhões, 6,2% abaixo de março. A disponibilidade de caixa encontrava-se em R$ 1,8 bilhões, 10% a mais nessa comparação sequencial. Com isso, a dívida líquida ficou em R$ 1,3 bilhões, com uma alavancagem (medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda) de 2,58 vezes.

O Bradesco BBI aponta que, mesmo com uma vacância acima da média, o Iguatemi apresentou sinais positivos de
recuperação nas vendas dos lojistas, que esperam eventualmente se traduzir em melhoria contínua dos indicadores operacionais e financeiros. O reconhecimento contábil por trás do IPO do IFCM3 (IGTA tem 9% de participação) também permitiu à Iguatemi reduzir os indicadores de alavancagem, aliviando a pressão de seus covenants de dívida e começando a adicionar algum fôlego para movimentos estratégicos, um ponto de preocupação que os analistas esperam remover da lista se sua proposta de estrutura acionária for aprovada. “Nesse ínterim, mantemos nossa recomendação neutra para IGTA3
com um preço-alvo de R$ 50 por ação”, avaliam os analistas.

São Martinho (SMTO3)

A companhia de açúcar e etanol São Martinho reportou lucro líquido de R$ 190,1 milhões no primeiro trimestre fiscal de 2021/22, alta de 64,3% na comparação anual, em período que a empresa obteve maior preço médio na venda de todos os seus produtos.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado da companhia somou R$ 688,3 milhões, avanço de 40,1% no ano a ano.

“Reflexo principalmente do maior preço médio de comercialização de etanol (+84,7%), açúcar (+28,3%), cogeração (+24,9%), além do volume de comercializado de CBios”, disse a empresa em relatório sobre o aumento do Ebitda.

A receita líquida da São Martinho atingiu R$ 1,32 bilhão, variação positiva de 28,8% em relação ao mesmo período do ano passado, também apoiada pelos preços mais elevados de vendas, enquanto o fluxo de caixa operacional totalizou R$ 448 milhões, crescimento de 49,7%.

Já a relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado, que mede a alavancagem da companhia, ficou em 1,02 vez, redução de 30,8% no ano a ano.

O Credit Suisse avaliou os resultados do primeiro trimestre de 2022 da São Martinho como bons, mas em linha com a expectativa do mercado. O banco diz que o Ebitda, que subiu 40% na comparação anual, ficou 2% acima de sua expectativa.

O Itaú BBA avaliou os resultados informados pela São Martinho como fortes, e ressaltou a alta de 40% do Ebitda na comparação anual, a R$ 688 milhões, em meio a preços favoráveis de commodities e apesar do clima desfavorável, que vinha prejudicando a produtividade. O banco ressaltou que a empresa divulgou geração de caixa de R$ 170 milhões, e diz que a empresa não foi afetada por geadas recentes, o que deve garantir resultados fortes para a colheita de 2021 e 2022.
O Itaú mantém recomendação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado) e preço-alvo para 2021 de R$ 42.

A construtora Even registrou lucro líquido de R$ 54 milhões entre abril e junho deste ano, uma alta de 102% na comparação com o mesmo período de 2020. Na comparação com o primeiro trimestre, porém, houve uma queda de 35,2% no lucro.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado teve um crescimento de 17,3% na comparação anual, ficando em R$ 65 milhões no segundo trimestre.

A receita líquida, por sua vez, cresceu 39,5%, ficando em R$ 522,38 milhões, puxadas principalmente pelas vendas de R$ 354 milhões, com VSO consolidada de 16%.

O Retorno Sobre o Patrimônio Líquido (ROE) anualizado, encerrou o segundo trimestre em 12,3%, um avanço de 6 pontos percentuais sobre os 6,6% apresentados entre abril e junho de 2020.

O BBI destacou os resultados da Even como sólidos, já que uma forte receita gerou números significativamente acima do consenso, enquanto a margem bruta ficou estável e a margem de backlog aumentou 2 pontos percentuais após uma forte revisão no primeiro trimestre de 2021. Além disso, os analistas encontraram conforto na forte posição de caixa da Even  e no valuation atraente, reafirmando recomendação de compra para EVEN3, com um preço-alvo para final de 2021 de R$ 15 por  ação.

Direcional (DIRR3)

A Direcional apresentou lucro líquido de R$ 40,688 milhões no segundo trimestre de 2021, o que representa crescimento de 20% em relação ao mesmo período de 2020.

O Ebitda ajustado somou $ 89,996 milhões, avanço de 47,8% na mesma margem de comparação. A margem Ebitda ajustado cresceu 6,4 pontos porcentuais, para 21,3%.

A margem bruta subiu 5,0 pontos porcentuais, para 38,0%, o maior patamar já registrado pela Direcional após o seu IPO. Já a receita operacional líquida totalizou R$ 422,162 milhões, aumento de 3,4%.

O resultado financeiro líquido piorou, ficando negativo em R$ 14,423 milhões, ante resultado negativo de apenas R$ 1,393 milhão um ano antes.

A grande responsável pelo crescimento do lucro da Direcional no período foi a melhora das margens. Segundo a companhia, essa melhora decorreu da apuração de economias nas obra dos projetos que estão em estágio avançado de construção e, portanto, com menor exposição ao aumento de custo de insumos que tem pressionado todo o setor.

A prática da incorporadora é de reconhecer eventuais economias apenas na parte final de cada obra. “Desse modo, a despeito do cenário atual de aumento de custos, as apropriações de economia de obra (…) foram mais do que suficientes para compensar a pressão inflacionária em projetos que estão sendo iniciados”, descreveu a empresa.

As despesas gerais e administrativas totalizaram R$ 64 milhões, um incremento anual de 36%, enquanto as despesas comerciais totalizaram R$ 45 milhões, avanço de 14%.

A Direcional encerrou o segundo trimestre com dívida líquida de R$ 241,610 milhões, sete vezes mais do que um ano antes. Nesse período, a dívida bruta subiu 35%, para R$ 880,866 milhões, enquanto as disponibilidades em caixa subiram 13,3%, para R$ 946,589 milhões.

A alavancagem (medida pela relação entre dívida líquida e patrimônio líquido) foi de 2,3% para 18,6%, refletindo principalmente o pagamento de dividendos aos acionistas e operações para captação de recursos ao longo do último ano.

O Bradesco BBI destacou que a empresa bateu margem bruta de 37,8%  em função de: (i) maior agilidade na política de preços; (ii) maior contribuição da Riva; e (iii) redução de custos de projetos de construção em estágio final.

A revisão para cima da margem a reconhecer (margem REF) sugere que a tendência positiva deve continuar no terceiro trimestre de 2021.

“Embora a receita líquida da Direcional tenha ficado um pouco abaixo de nossa estimativa (2%), após a revisão para cima nas margens a serem reconhecidas para 40,5%, sentimos que há um potencial de alta para nossas estimativas do final do ano de 2021 e 2022, pois o reconhecimento da receita ainda tem que incorporar os lançamentos recentes que: (i) estão sendo vendidos com margens maiores; e (ii) deve levar a uma diluição adicional de custos no 2S21”, avalia o BBI.

Na visão dos analistas, ultrapassando seus pares e superando as estimativas já otimistas, o DIRR3 combina: (i) crescimento de dois dígitos; (ii) potencial de valorização para o consenso; e (iii) P / L de um dígito, “uma das histórias mais baratas em nossa cobertura”, seguindo assim a escolha principal.

A incorporadora Mitre teve lucro líquido de R$ 21,2 milhões no segundo trimestre, alta de 113% ante o mesmo período de 2020.

A receita líquida, por sua vez, aumentou 153%, para R$ 164,7 milhões, refletindo a aceleração da evolução física de obras e início das atividades em alguns canteiros.

Já a margem bruta da companhia passou de 31,9%, no segundo trimestre do ano passado, para 34,7% entre abril e junho de 2021. A incorporadora informou também margem bruta ajustada de 35,5%, ante 35% no mesmo período do ano passado.

Na avaliação do BBI, a Mitre surpreendeu positivamente em termos de velocidade de vendas e superou as estimativas
financeiras do banco em todas as categorias; até agora tem cumprido a fórmula.

“Olhando para o futuro, muito da avaliação da empresa depende de sua capacidade de manter isso e até mesmo impulsioná-lo mais rápido, especialmente em um segundo semestre agitado. Prevemos atritos operacionais que podem ser
particularmente onerosos para histórias crescentes como Mitre; preferimos ficar de fora do nome porque preferimos histórias estáveis”, avaliam, permanecendo com recomendação neutra e com um preço-alvo de R$ 19.

A Melnick lucrou R$ 12,32 milhões no segundo trimestre, queda de cerca de 45% ante o lucro de R$ 22,35 milhões registrado em igual período do ano passado.

Já a receita líquida de vendas e serviço teve baixa de 2,16%, a R$ 183 milhões.

A Alupar, empresa que atua em geração e transmissão de energia elétrica, teve lucro líquido atribuído aos sócios da empresa de R$ 332 milhões no segundo trimestre de 2021,  321% acima frente os R$ 79 milhões de igual período do ano passado.

A receita operacional líquida foi de R$ 1,3 bilhão, 27% superior ante os R$ 1,05 bilhão registrados um ano antes. O Ebitda foi de R$ 1,13 bilhão, alta de 153% na base anual.

O Itaú BBA destacou o Ebitda ajustado da companhia, que cresceu 45% na comparação com o mesmo período do ano passado, com o bom desempenho refletindo principalmente a entrada em operação de novas linhas de transmissão e o impacto positivo do reajuste pelo IGP-M das receitas de transmissão no período.

“No universo das empresas de transmissão sob nossa cobertura, a Alupar segue como nossa preferida, além de ser potencialmente a mais beneficiada pela reforma tributária em relação aos pares”, apontam os analistas.

BTG Pactual (BPAC11)

O BTG Pactual encerrou o segundo trimestre de 2021 com lucro líquido ajustado de R$ 1,719 bilhão, representando um crescimento de 74% em relação ao resultado do mesmo período do ano passado, que foi de R$ 987 milhões. Frente ao trimestre imediatamente anterior, o lucro líquido ajustado subiu 43,6%. De acordo com o banco, o resultado trimestral foi recorde. O lucro líquido não ajustado somou R$ 1,678 bilhão, acima dos R$ 977 milhões do segundo trimestre de 2020.

O banco reportou receitas totais R$ 3,77 bilhões no segundo trimestre de 2021, crescimento de 52% sobre igual período do ano anterior e de 35% em relação ao primeiro trimestre. O retorno sobre o patrimônio ajustado cresceu 4,1 pontos-base para 21,6% em 12 meses. Frente ao primeiro trimestre, houve aumento de 5,1 pontos-base.

“Tivemos o melhor trimestre da nossa história, com resultados expressivos em todas as linhas de negócios, crescimento acelerado das nossas franquias de clientes, alta rentabilidade e manutenção de métricas de capital acima da média da indústria”, disse o presidente do BTG Pactual, Roberto Sallouti.

O patrimônio líquido do BTG Pactual encerrou o segundo trimestre em R$ 35 bilhões, um crescimento de 36,7% frente ao mesmo período do ano passado e avançou 15,2% em comparação ao primeiro trimestre.

Os ativos totais do banco somaram R$ 335,2 bilhões, valor acima dos R$ 230,4 bilhões do segundo trimestre de 2020 e dos R$ 289,8 bilhões no primeiro trimestre.

O índice de Basileia caiu 2,1 pontos-base para 17,3% no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado. No primeiro trimestre, estava em 17,7%.

Sequoia Logística (SEQL3)

A Sequoia Logística e Transportes teve lucro líquido de pouco mais de R$ 3 milhões no segundo trimestre, ante o prejuízo de R$ 8 milhões em igual período do ano passado.

No critério ajustado, excluindo despesas não recorrentes e amortização do ágio, o lucro foi de R$ 17,6 milhões, alta de quase 25 vezes ante os R$ 700 mil registrados no segundo trimestre de 2020.

A receita líquida subiu 75% na base de comparação trimestral, para R$ 368,9 milhões.

O Itaú BBA avaliou os resultados da Sequoia como levemente positivos e em linha com a expectativa. O crescimento do faturamento bruto na comparação anual foi ofuscado por margens menores por pressão de custos. O banco mantém avaliação outperform e preço-alvo para 2021 em R$ 36,70.

Blau Farmacêutica (BLAU3)

A Blau teve lucro de R$ 99 milhões no segundo trimestre, 35% acima frente igual período de 2020. Já a receita líquida subiu 15%, para R$ 371 milhões.

A XP apontou que a Blau reportou um forte resultado, com receita superior à esperada e margens também melhores. O forte desempenho de especialidades, oncológicos e outros medicamentos compensou o resultado abaixo do esperado dos produtos biológicos levando a um crescimento de receita de 15% em comparação ao segundo trimestre de 2020 e 4% acima das estimativas dos analistas da casa.

Além disso, a empresa apresentou uma forte melhora na margem Ebitda, em alta de 5,3 pontos percentuais na base de comparação anual, devido a maiores vendas para o mercado privado e à alavancagem operacional.

“Os resultados reforçam a nossa visão construtiva sobre a Blau, que tem uma perspectiva de crescimento muito forte, fruto do desenvolvimento de novos medicamentos aliado a uma maior capacidade de produção”, avaliam os analistas, que reiteraram recomendação de compra e preço alvo de R$ 64 por ação.

BR Partners (BRBI11)

O banco BR Partners  lucrou R$ 35 milhões no segundo trimestre, 47% acima do mesmo período de 2020. A receita líquida subiu 14,3%, a R$ 76,2 milhões.

Na avaliação da XP, a BR Partners apresentou bons resultados no segundo trimestre de 2021, com lucro de R$ 35 milhões o que implica um bom Retorno Sobre Patrimônio Líquido (ROE) de 19% no trimestre (recursos do IPO já incorporados).

O resultado foi impulsionado principalmente por: i) Sales & Trading, que saltou 81% anualmente e 159% trimestralmente para R$ 10,4 milhões, impulsionado pela maior demanda e capacidade do banco de aumentar limites devido aos recursos; ii) Mercado de Capitais, que continuou a apresentar bons resultados, expandindo 76% anualmente para R$ 18 milhões; e iii) Menor Alíquota de Imposto, uma vez que a empresa beneficiou de um crédito tributário extraordinário.

Por outro lado, as despesas de pessoal foram piores do que o esperado, crescendo 135% anualmente e 43% trimestralmente para R$ 22 milhões, implicando em um índice de remuneração de 25% (versus 22% esperado para 2021, embora acreditemos que seja sazonal).

“Embora acreditemos que a combinação de maiores despesas de pessoal com impostos extraordinariamente menores possa afetar a percepção de rentabilidade do banco por alguns investidores, reiteramos nossa recomendação de Compra com preço alvo de R$ 29 por ação”, avaliam.

A fabricante de peças automotivas Fras-le lucrou R$ 44,9 milhões no segundo trimestre, 220,8% acima na base de comparação anual.

A receita líquida totalizou R$ 599,1 milhões, salto de 113,9% na base anual.

A Mobly teve prejuízo de R$ 17 milhões no primeiro trimestre deste ano, 124% acima do registrado em igual período de 2020.

O InfoMoney conversou com Victor Noda, cofundador da Mobly, sobre os resultados do segundo trimestre e os planos para os trimestres seguintes.

Foram mais de 321 mil pedidos no segundo trimestre de 2021. O volume bruto de mercadorias ficou estável em R$ 247,4 milhões, alta de 0,4% na comparação entre o segundo trimestre de 2020 e o segundo trimestre de 2021.

Mesmo com um GMV estável, a receita líquida cresceu: a Mobly registrou alta de 38,6% na mesma base de comparação, para R$ 175,7 milhões. Segundo Noda, o aumento da receita líquida apesar de um volume similar de mercadorias aconteceu porque a empresa reduziu seu prazo de entrega e reconheceu mais vendas ao longo do trimestre. O prazo médio de entrega no país caiu de 19,3 para 12,5 dias na comparação entre 1T2021 e 2T2021. Confira mais clicando aqui. 

O Bradesco BBI diz que os resultados da Mobly desapontam e ue tinha expectativas maiores no momento da oferta pública inicial de ações (IPO). As vendas subiram quase 39%, mas em grande medida porque uma parte das vendas do segundo trimestre foram reconhecidas como receita no terceiro trimestre do ano passado por conta do aumento dos tempos de entrega, o que reduziu a base de comparação deste ano. O banco ressalta que os custos de logística caíram 5,5 pontos percentuais por conta de penetração maior da plataforma de remessas da Mobly.

O banco avalia que a empresa enfrenta dificuldades de curto prazo, com demanda fraca com a reabertura do varejo físico e pressões de margens por conta de inflação da matéria prima. Mas espera que ambas as questões amenizem em algum momento, ainda que seja improvável que o próximo trimestre traga notícias melhores. O BBI diz que mantém uma avaliação positiva para a empresa no longo prazo, e ajustou a estimativa para a receita, com queda de entre 4% e 8% entre 2021 e 2023. Também reduziu o preço-alvo de R$ 30 de 2021 para R$ 26 de 2022, mas mantém avaliação outperform.

A JSL lucrou R$ 93,1 milhões no segundo trimestre deste ano, revertendo assim prejuízo de R$ 16,3 milhões em igual período de 2020.

A receita líquida teve um avanço de 58,6%, aa R$ 922,4 milhões. Já o Ebitda subiu 157,5%, para R$ 211,7 milhões.

Latam

A Latam Airlines, aérea em recuperação judicial, teve prejuízo de US$ 769,6 milhões no segundo trimestre 2021, uma cifra  13,5% menor na base de comparação anual.

Já a receita subiu  55,4%, a a US$ 888,7 milhões.

A BRF tem realizado importações de milho do Paraguai e da Argentina para “garantir o abastecimento da companhia com a melhor competitividade possível”, informou o vice-presidente de Planejamento Integrado e Logística da companhia, Leonardo DallOrto. O volume importado e os preços, porém, não foram divulgados, por serem considerados informações estratégicas da empresa.

“Estamos vivendo um momento de pressão de custos e alta volatilidade que pressiona toda a indústria no Brasil. Nossas estratégias de compras e abastecimento têm nos garantido uma vantagem competitiva importante nesse cenário, mas não estamos imunes a seus impactos”, disse o executivo.

As compras do milho estrangeiro ocorrem em um momento de elevação de preços por causa da quebra da safrinha brasileira. As lavouras do Centro-Sul do País foram drasticamente afetadas, primeiro pela estiagem, e, posteriomente, pelas geadas registradas no último mês. A consultoria AgRural, por exemplo, revisou na semana passada a projeção de colheita no Centro-Sul, de 54,6 milhões de toneladas em 1º de julho para 51,6 milhões de toneladas em agosto.

A BRF, nessa conjuntura, opta por trazer milho dos países vizinhos e segue analisando a possibilidade de trazer o grão dos Estados Unidos, com a isenção temporária da tarifa externa comum (TEC) para importações de grãos. “Ainda não fizemos compras dos EUA. No momento, as importações do Mercosul se mostram mais atrativas”, conforme Dall’Orto.

A Petrobras informou na segunda-feira que iniciou a fase vinculante do processo de venda, em conjunto com a Sonangol Hidrocarbonetos, da totalidade da participação de ambas as empresas no bloco exploratório terrestre POT-T-794, localizado na Bacia Potiguar.

Os potenciais compradores habilitados para essa fase receberão carta-convite com instruções sobre o processo de desinvestimento, incluindo orientações para o due diligence e o envio das propostas vinculantes, afirmou a Petrobras em comunicado.

A concessão do bloco foi adquirida em 2006, em rodada de licitações realizada pela ANP. A Petrobras detém 70% de participação, enquanto a Sonangol –operadora da concessão– possui os outros 30%.

“O consórcio perfurou dois poços na área, sendo um descobridor de gás e um de delimitação. Não há compromissos remanescentes do Programa Exploratório Mínimo (PEM) a serem cumpridos”, disse a petroleira estatal.

O Credit Suisse avaliou os dados operacionais divulgados na segunda pela B3 como neutros para os papéis. Os resultados relativos ao segundo trimestre serão divulgados na quarta após o fechamento. O Credit diz esperar lucro líquido de R$ 1,14 bilhão, queda de 9,7% na comparação trimestral, e lucro Ebitda de R$ 1,8 bilhão, o que indica margem de 80,6%. O banco mantém avaliação outperform e preço-alvo de R$ 22, frente à cotação de R$ 15,77 de segunda.

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Subsidiária da Embraer, Eve faz parceria para mobilidade aérea urbana na América Latina com a Flapper

SÃO PAULO – A Embraer (EMBR3) informou nesta quinta-feira (22) que sua subsidiária Eve fez uma parceria com a Flapper, plataforma independente de aviação privada sob demanda, para desenvolver o mercado de Mobilidade Aérea Urbana (UAM) na América Latina.

Segundo comunicado, o acordo servirá como prova de conceito para futuras operações regionais do veículo elétrico de decolagem e pouso vertical (eVTOL) da Eve, também conhecido no mercado como EVA (Electrical Vertical Aircraft ou Aeronave Elétrica Vertical).

A Eve espera fornecer à Flapper até 25 mil horas de voo por ano nas principais cidades da América do Sul como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Santiago (Chile), Bogotá (Colômbia), e Cidade do México (México).

Ainda de acordo com o comunicado, as companhias planejam promover um sistema de reservas sob demanda para UAM, utilizando operações com helicópteros a fim de coletar dados para o futuro desenvolvimento da EVA.

O contrato tem potencial de trazer até 25 veículos elétricos de decolagem e pouso vertical (EVA) da Eve para a plataforma da Flapper, segundo destacou a empresa.

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“Seis das dez maiores frotas de helicópteros urbanos estão na América Latina e a região atualmente possui a infraestrutura mais densa do mundo para este tipo de aeronave. Graças à nossa parceria com a Eve, esperamos expandir nossa rede atual de pagamento por assento (pay-per-seat) e implementar uma transição suave para tipos de serviços mais ágeis e eficientes”, escreveu Paul Malicki, CEO da Flapper, em nota.

Por volta das 12h, os papéis da Embraer (EMBR3) apresentavam queda de 1,3%, negociados a R$ 18,64.

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Embraer entrega 34 jatos no 2º tri e anima analistas; ações sobem na Bolsa

A Embraer Serviços & Suporte foi criada para alavancar os negócios pós-venda. Foto: Divulgação/Embraer

SÃO PAULO – A Embraer (EMBR3) divulgou nesta quarta-feira (21) que entregou um total de 34 aeronaves no segundo trimestre de 2021, sendo 14 comerciais e 20 executivos.

De acordo com a companhia, ao fim de junho a carteira de pedidos firmes (‘’backlog’’) totalizava US$ 15,9 bilhões, crescimento de 12% ante o primeiro trimestre deste ano – o que representa um retorno aos níveis pré-pandemia.

No período, as entregas de aeronaves executivas somaram 11 modelos Phenom 300 e cinco Praetor 600. Já entre os jatos comerciais, foram 14 entregas, sendo sete deles E175 e o restante, E195-E2.

No mesmo trimestre de 2020, a Embraer havia entregado apenas quatro aeronaves em meio à pandemia de coronavírus. Já nos primeiros três meses de 2021, a companhia entregou nove jatos.

De acordo com analistas do mercado financeiro, os dados são positivos e devem beneficiar o desempenho das ações da companhia. Os papéis EMBR3 fecharam o pregão desta quarta com alta de 3% na B3, negociados a R$ 18,87. Na máxima do dia, as ações chegaram a subir 4,6%, a R$ 19,17.

Em relatório divulgado nesta quarta, o Bradesco BBI destaca que as notícias são positivas para a companhia, uma vez que as entregas de aeronaves comerciais e jatos executivos superaram as estimativas do banco de nove e 18 aeronaves, respectivamente.

O fato de as entregas de aeronaves comerciais estarem menos concentradas no modelo E175 e o cliente lançador, Binter Canarias, ter recebido apenas um em sete E195-E2s, também deve contribuir para maiores margens da aviação comercial entre abril e junho, escreveram os analistas.

Com o anúncio positivo, o Bradesco BBI está agora ajustando suas projeções para incorporar as novas entregas no segundo trimestre. O banco mantém sua recomendação outperform (acima da média do mercado) e preço-alvo para 2022 em US$ 21,00.

Também em relatório divulgado hoje, o Itaú BBA escreve que a entrega de jatos veio acima do esperado pelo banco, de 11 aeronaves.

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Na avaliação dos analistas, a forte carteira de pedidos reforça a tendência de recuperação observada no mercado de aviação regional, o que deve beneficiar as entregas comerciais da Embraer nos próximos anos. O banco reforça sua recomendação de outperform para os papéis da companhia, com preço-alvo estimado para 2021 em US$ 21.

Já a Guide Investimentos avalia que a Embraer tem demonstrado bom posicionamento estratégico este ano, por meio de diversas parcerias no exterior e que tem sido capaz de aproveitar a reabertura da economia, voltando a entregar aeronaves.

“Vemos como uma forte recuperação em relação ao ano passado, quando a fabricante passou por uma grande crise em decorrência da pandemia e da desistência da Boeing no acordo anunciado de compra de parte da empresa brasileira”, escrevem os analistas, em relatório.

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Embraer entrega primeiro jato de edição limitada criada em parceria com a Porsche

Phenom 300 E (Foto: Divulgação)

A Embraer (EMBR3) anunciou nesta quarta-feira, 30, a entrega da primeira aeronave Phenom 300E da edição limitada Duet, desenvolvida em colaboração com a Porsche, a um cliente não divulgado em Fort Lauderdale, na Flórida, Estados Unidos.

Segundo a fabricante brasileira, o Duet “marca a primeira colaboração entre líderes nos mercados de aviação e automotivos, combinando o jato executivo single-pilot mais rápido e de maior alcance com o Porsche 911 Turbo S, referência no mercado de carros esportivos”.

A Embraer e a Porsche trabalharam em conjunto, tanto no solo quanto no ar, combinando elementos de design de forma exclusiva nesta parceria.

Apenas dez pares de jatos executivos e carros esportivos serão produzidos.

“Projetamos o Duet em colaboração com a Porsche para apresentar uma experiência de viagem sem igual para aqueles que desejam algo totalmente original, alinhado à nossa visão de oferecer a melhor experiência em aviação executiva”, afirma em nota o presidente e CEO da Embraer Aviação Executiva, Michael Amalfitano. “O Phenom 300E já é o jato leve mais vendido do mundo e continuamos a superar todos os limites para agregar ainda mais valor e trazer novas experiências aos nossos clientes”, acrescentou.

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Eve faz parceria com Blade para disponibilizar eVTOL nos EUA, diz Embraer

A Embraer (EMBR3) informou nesta quinta-feira que a Eve e a Blade Air Mobility, Inc. fecharam um acordo para que a Eve disponibilize até 60 mil horas de voo por ano em seus veículos elétricos de decolagem e pouso vertical (eVTOL), também conhecido no mercado pela sigla em inglês EVA (Electrical Vertical Aircraft), para uso nos principais mercados da Flórida e Costa Oeste dos Estados Unidos a partir de 2026, sujeito a certas condições.

“A Blade possui uma grande sinergia com a nossa missão, uma vez que desenvolveu uma plataforma que facilitará o acesso à mobilidade aérea nos centros urbanos e, graças à parceria com a Eve, oferecerá também uma experiência de voo silenciosa e sem emissão de carbono”, destaca em nota o Presidente & CEO da Eve, André Stein.

Para Stein, a plataforma vai contribuir para a operação dos EVAs em importantes mercados da Costa Leste e Oeste dos Estados Unidos. “Essa parceria com a Blade é mais um passo para avançarmos no futuro da mobilidade nessas regiões e marca um momento de grande entusiasmo para as duas companhias,” afirma Stein.

A Eve planeja disponibilizar, junto a seus parceiros locais, até 60 aeronaves para uso da Blade pelos EUA a partir de 2026. A Blade vai pagar por hora de voo utilizada nas aeronaves da Eve, que serão fornecidas pela empresa e terceiros. A disponibilidade da aeronave da Eve pela malha da Blade está sujeita a acordos definitivos a serem firmados pelas empresas.

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“É uma honra para a Blade realizar essa parceria com a Eve, que se beneficia do profundo conhecimento da Embraer no setor aeroespacial”, diz Rob Wiesenthal, CEO da Blade. “A aeronave da Eve tem o custo operacional ideal para nossas rotas de curta distância, que se soma a outras três parcerias que temos para EVA. Juntas podemos aprimorar nossos serviços para as mais diversas missões e operações em polos regionais.”

A Blade é uma plataforma de mobilidade aérea urbana que se compromete a reduzir os desgastes das viagens por meio de uma alternativa de transporte aéreo que seja economicamente competitivo para algumas das mais congestionadas rotas terrestres dos Estados Unidos ou internacionais.

Atualmente, a companhia utiliza predominantemente helicópteros a aviões anfíbios. Seu modelo de negócio com poucos ativos e alta eficiência (asset-light), e que se conecta com exclusivo terminal de passageiros, é desenvolvido para facilitar uma transição suave para aeronaves elétricas de decolagem e pouso na vertical (EVA ou eVTOL), possibilitando a mobilidade aérea a custos reduzidos, de forma silenciosa e com zero emissões. Para mais informações: blade.com/investors.

A Eve, por sua vez, é uma empresa nova e independente dedicada a desenvolver o ecossistema da Mobilidade Aérea Urbana (UAM).

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Itaú BBA recomenda compra para ADR da Embraer, BB Seguridade reforçará capital da Brasilprev em até R$ 600 mi; bancos e mais

Embraer KC390 O KC-390 é a maior aeronave já construída pela indústria aeronáutica brasileira. Foto: Claudio Capucho/Embraer

SÃO PAULO – O noticiário corporativo desta quarta-feira (23) é movimentado. Além do anúncio de R$ 5 bilhões em juros sobre o capital próprio pelo Bradesco, o aumento da tributação da CSLL a bancos aprovado pelo Senado (devendo passar por outra votação na Câmara), outras notícias estão no radar.

O Itaú BBA iniciou a cobertura para os ADRs (recibo de ações ou, na prática, os papéis da companhia negociados na Bolsa de Nova York) ERJ da Embraer com recomendação outperform, ou equivalente à compra, a BB Seguridade informou na véspera que seu conselho de administração aprovou um reforço de capital de até R$ 600 milhões na Brasilprev, que concentra os negócios de previdência complementar aberta, a Vamos adquiriu 70% da BMB Brasil e da BMB México, especialistas na customização de caminhões e ônibus, em uma operação de R$ 43,3 milhões, entre outros destaques. Confira abaixo:

O Itaú BBA iniciou a cobertura para os ADRs (recibo de ações ou, na prática, os papéis da companhia negociados na Bolsa de Nova York) ERJ da Embraer com recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) e preço-alvo para 2022 de US$ 21 por ativo, o que representa um valor 30,35% maior em relação ao fechamento de terça-feira.

O preço-alvo é constituído em US$ 15,30 para as quatro divisões da empresa – i) comercial, ii) executivo, iii) defesa e segurança e iv) serviços e suporte – e em US$ 5,70 para a Eve Urban Air Mobility Solutions, ou somente Eve, focada em desenvolver veículos elétricos de decolagem e pouso vertical (eVTOL, na sigla em inglês).

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“Acreditamos que o eVTOL é a peça mais recente e fundamental do quebra-cabeça da história de investimentos da Embraer. Estimamos que ele poderia desbloquear de US$ 0,9 até US$ 14,70 por ADR. O momento positivo, a melhora do fluxo de caixa e um valuation atraente (mesmo após o alta do preço das ações) são outros destaques”, avaliam.

Bancos e indústria petroquímica

O Senado aprovou a medida provisória que aumentou a tributação sobre bancos para permitir o subsídio temporário ao diesel e ao gás de cozinha.  O texto está em vigor desde a data da publicação, em 1º de março deste ano. Para se tornar legislação permanente, no entanto, a MP precisa ser aprovada pelo Congresso em até 120 dias. Como foi modificado, ele retorna para análise dos deputados e precisa ser aprovado até 28 de junho para não perder validade.

Os senadores retomaram benefícios para a indústria petroquímica e para a compra de carros por pessoas com deficiência que tinham sido limitados pelo governo com o objetivo de compensar a perda na arrecadação.

Em relação aos bancos, a MP elevou a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) do setor financeiro de 20% para 25% entre 1º de julho e 31 de dezembro de 2021. Com a MP, empresas de seguros privados, capitalização, cooperativas de crédito, entre outras, também passaram a pagar mais: as alíquotas aumentaram de 15% para 20%. Para agências de fomento e bancos de desenvolvimento estaduais, a alíquota permanece em 20%. A partir de janeiro de 2022, todas as instituições do setor financeiro passam a recolher os porcentuais vigentes antes da edição da MP.

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No total, os bancos passaram a ter alíquota de imposto de 50% (25% de imposto de renda e 25% de CSLL). “O aumento será limitado a 2021, o que reduz o impacto em valuation, e, como os bancos têm benefício tributário ao pagar juros sobre o capital, esperamos uma alíquota tributária mais baixa para o setor. Embora claramente negativa, nossa avaliação é que esse aumento era esperado pelo mercado, vista: i) aprovação anterior na Câmara; ii) ampla divulgação precedente a votação; iii) performance das ações de ontem; e iv) aumentos históricos na linha”, destacam os analistas da XP.

Com relação à indústria química, emendas aprovadas por senadores após a apreciação do texto principal da MP permitiram estender o Regime Especial da Indústria Química (Reiq) até 1º de janeiro de 2028. O parecer aprovado pela MP havia concedido benefícios ao setor por mais três anos e meio, até 1º de janeiro de 2025. Já o texto original da MP acabava com o programa a partir de julho deste ano.

A sugestão foi do senador Jean Paul Prates (PT-RN) e foi aprovada com apenas um voto de diferença, por 31 a 30. “Se a proposta do governo fosse aprovada, a indústria química perderia mais de R$ 2,2 bilhões anuais e teríamos mais de 80 mil postos de trabalho ameaçados. Infelizmente, essa é a marca do governo Bolsonaro e sua equipe econômica, a destruição da indústria nacional. Precisamos lutar sempre”, disse o senador.

O Conselho de Administração do Bradesco aprovou o pagamento de juros sobre o capital próprio intermediários (JCP), relativos ao primeiro semestre de 2021, de R$ 5 bilhões. O valor representa R$ 0,490 por ação ordinária e R$ 0,539 por ação preferencial ou R$ 0,416 por ação ordinária e R$ 0,458 por ação preferencial, após o desconto do Imposto de Renda. Será considerada a posição acionária de 2 de julho de 2021 e as ações passam a ser negociadas “ex-direitos” a partir de 5 de julho. O pagamento ocorrerá no dia 12 de julho.

A fabricante de motores elétricos WEG informou na terça que deve reconhecer no balanço do segundo trimestre cerca de R$ 510 milhões em valores a serem recuperados pela companhia. A medida vem após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) referente à exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da Cofins pagos pela companhia, destaca a empresa.

BB Seguridade (BBSE3)

A BB Seguridade informou na véspera que seu conselho de administração aprovou um reforço de capital de até R$ 600 milhões na Brasilprev, que concentra os negócios de previdência complementar aberta.

“Considerando a manutenção da participação acionária de 74,995%, caberá à BB Seguros, subsidiária integral da BB Seguridade que detém o investimento direto na Brasilprev, subscrever e integralizar um valor de até R$ 449,97 milhões do referido aumento”, afirma a BB Seguridade no fato relevante.

A empresa explicou que, embora não prevendo insuficiência de capital, por prudência os sócios BB Seguros e Principal Financial Group optaram pelo reforço, “em virtude da volatilidade do cenário macroeconômico e do aumento do IGP-M, que acumula alta de 14,4% no ano”. Por isso, o conselho aprovou a distribuição de R$ 1,04 bilhão aos acionistas em dividendos, que serão pagos em data a ser anunciada após a divulgação dos resultados do segundo trimestre, prevista para 2 de agosto.

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O Credit Suisse reiterou sua avaliação outperform para a holding de investimentos Itaúsa, avaliando que a empresa continua a oferecer uma valoração atrativa, com base no novo preço-alvo estabelecido pelo Credit, de R$ 14,50. O banco diz que a empresa pode ser um investimento alternativo atraente para faturar com as boas perspectivas do Itaú Unibanco (ITUB4), sua top pick (escolha favorita) para o setor financeiro no Brasil.

O banco elevou a previsão para o lucro líquido recorrente de R$ 7,6 bilhões para R$ 9,3 bilhões em 2021, e de R$ 10,3 bilhões para R$ 10,9 bilhões em 2022. O Credit ressalta as expectativas melhores para Duratex e Alpargatas e destaca uma série de aquisições recentes da Itaúsa, como a compra de participação de 8,5% da Aegea Saneamento por R$ 1,3 bilhão, a compra da Copagaz por R$ 1,23 bilhão.

No cenário mais otimista projetado pelo Credit, A Itaúsa seria valorada em R$ 18, com base no retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) de 21% para o Itaú Unibanco, e de R$ 10 no pior cenário, considerando um ROE de 16%.

Vale (VALE3) e minério

Os contratos futuros do carvão metalúrgico negociados na China fecharam em alta de 5% nesta quarta-feira, avançando pela segunda sessão consecutiva, diante de preocupações com a oferta, já que inspeções de segurança conduzidas por autoridades locais suspenderam a produção em algumas minas.

Os futuros mais negociados do carvão coque na bolsa de commodities de Dalian DCIOcv1, para entrega em setembro, terminaram o dia cotados a 2.037 iuanes (US$ 314,24) por tonelada.

“Devido a investigações do governo após uma série de acidentes em minas recentemente, algumas usinas estão enfrentando escassez de oferta do material”, disse Zhuo Guiqiu, analista da Jinrui Futures, acrescentando que as importações de carvão metalúrgico também não melhoraram.

Os futuros do carvão coque também têm sido negociados com um desconto frente aos preços “spot”, que giram em torno de 2.200 iuanes por tonelada, acrescentou Zhuo.

Acompanhando o salto no carvão, os preços do coque DCJcv1 dispararam 5,6%, para 2.784 iuanes por tonelada.

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Os futuros do minério de ferro na bolsa de Dalian DCIOcv1 se recuperaram após três sessões de perdas, avançando 4,0%, para 1.173 iuanes a tonelada.

O Grupo Fleury informou que devido ao ataque cibernético que atingiu seu ambiente de Tecnologia da Informação (TI) nesta terça parte de seus sistemas e operação ficaram indisponíveis. A rede de laboratórios afirma ainda ter adotado todas as medidas para manter o atendimento aos seus clientes por meio de soluções de contingência.

No texto, a empresa afirma ainda ter seguido seus protocolos de segurança e controle para minimizar os impactos e que “neste momento, atua de forma diligente e com foco para mitigar os efeitos causados, bem como avaliar a extensão do incidente”.

São Martinho (SMTO3)

A São Martinho, produtora brasileira de açúcar e etanol, anunciou planos de produzir um volume maior do biocombustível na safra 2021/22, em detrimento do açúcar. Em comunicado publicado na noite de segunda-feira, a companhia afirmou que pretende utilizar 58% de sua cana para a produção de etanol, ante 53% na safra passada. “Acreditamos que os preços de etanol ficarão em patamares mais elevados versus safra anterior, refletindo principalmente o repasse de preços para a gasolina em linha com a paridade internacional –reflexo de aumento do preço do petróleo–, além da expectativa de recuperação da demanda brasileira”, disse a São Martinho.

Em um encontro entre o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone, e o presidente da petroleira, general da reserva Joaquim Silva e Luna, em Brasília, ficou acordado que a Petrobras alocará equipes técnicas para buscar formas de contribuir mais para a garantia do abastecimento elétrico do Brasil, em meio à crise dos reservatórios de hidrelétricas.

Dentre as medidas em estudo, a petroleira poderá aumentar mais a oferta de gás natural, para atender o acionamento maior de térmicas, além de disponibilizar mais infraestrutura e logística e, eventualmente, aumentar a própria geração de energia.

Santander Brasil (SANB11)

O Santander Brasil anunciou na terça linhas de crédito para capital de giro nas quais clientes oferecem como garantia imóvel ou automóvel para obter taxas de juros menores. Segundo o banco, o produto vale inclusive para empresas que não se enquadram nas regras do Pronampe –programa federal de crédito para micro e pequenas empresas. Numa das linhas, um automóvel é dado como garantia, mesmo que o bem não pertença à empresa, podendo até mesmo ser de uma pessoa física.

A Vamos, empresa de locação de caminhões, adquiriu 70% da BMB Brasil e da BMB México, especialistas na customização de caminhões e ônibus, em uma operação de R$ 43,3 milhões.

“A BMB é a quarta aquisição anunciada pela Vamos em 2021 e também mostra o interesse em expandir sua atuação para outros países. Em nossa opinião, com esta aquisição, a companhia também pode oferecer soluções personalizadas e premium ao mesmo tempo em que reduz os prazos de entrega desses produtos aos clientes. Os principais executivos do BMB, Marcos Balbinot e Sergio Secco continuarão gerindo a empresa”, destaca o Bradesco BBI, que mantém recomendação outperform, com preço-alvo de R$ 60,00.

A  Linx comunicou ao mercado que seus acionistas e fundadores Nércio José Monteiro Fernandes, Alberto Menache e Alon Dayan venderam em leilão a totalidade das 22.102.368 ações ordinárias da companhia por eles detidas, representativas de 11,70% do seu capital social. A venda das ações foi realizada no contexto da combinação de negócios da Linx com a Stone.

Ecorodovias (ECOR3)

A Ecorodovias precificou sua oferta subsequente de ações, ou “follow on”, em R$ 12,50 por ação, movimentando R$ 1,97 bilhão. Os novos papéis começam a ser negociados na B3 na próxima quinta-feira (24).

Smartfit

A rede de academias e escolas de dança Smartfit divulgou prospecto preliminar para a venda de ações em oferta pública inicial (IPO), estabelecendo faixa indicativa de preço por ação entre R$ 20 e R$ 25.

O preço da ação será definido em 12 de julho, e os recursos serão usados para expandir os negócios. A previsão é de que os papéis comecem a ser negociados na bolsa em 14 de julho.

Itaú BBA, Morgan Stanley, Santander Brasil, BTG Pactual e ABC Brasil são os coordenadores da oferta, que envolverá inicialmente distribuição primária de 100 milhões de ações. Mais ações podem ser vendidas como parte da oferta, dependendo das condições do mercado, disse a Smartfit.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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