PetroRio reverte prejuízo e lucra R$ 304,6 mi; lucro da Pague Menos salta e outros balanços; aquisições de Locaweb e Petz e mais

O noticiário corporativo desta terça-feira (3) é movimentado, com a repercussão dos números do Itaú, Cielo, PetroRio, Pague Menos, Marcopolo, entre outros companhias.  Depois do fechamento, serão divulgados os números de Bradesco e Omega Geração; XP, cuja ação é negociada na Nasdaq, também divulgará seus resultados.

No radar de fusões e aquisições, a Locaweb anunciou a compra por R$ 102 milhões da plataforma Octadesk, enquanto a  Petz informou a compra da Zee.Dog. Já a Telefônica Brasil anunciou na segunda-feira que seu conselho de administração autorizou a venda de 20% ações da Telefônica Cloud e Tecnologia para a uma controlada indireta da espanhola Telefónica,

A Locaweb anunciou a compra por R$ 102 milhões da plataforma Octadesk, de gestão de conversas. A principal função da empresa é ajudar empresas em geração de leads, vendas e atendimento, conectando consumidores a empresas nos canais digitais.

Esta é a décima segunda aquisição da Locaweb desde sua abertura de capital na B3, em fevereiro do ano passado.

A Petz anunciou a compra da Zee.Dog numa transação que avalia a empresa em R$ 715 milhões e traz para dentro de casa uma empresa com know-how de produto, pegada digital e penetração internacional.

A Petz fará o pagamento de R$ 615 milhões no fechamento da operação — 87% em ações e 13% em dinheiro. Outros R$ 100 milhões serão pagos em dinheiro daqui a cinco anos.

Itaú Unibanco (ITUB4

O Itaú Unibanco, maior banco privado do País, anunciou na segunda que teve lucro de R$ 6,54 bilhões, alta de 55,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

Já o retorno recorrente sobre o patrimônio líquido (indicador que mede como os bancos investem os recursos de seus acionistas, chamado de ROE) foi de 18,95%, alta de 5,4 pontos percentuais ante o segundo trimestre de 2020 e leve melhora de 0,4 ponto sobre o período entre janeiro e março deste ano.

Enquanto isso, a carteira de crédito ajustada do maior banco privado do país avançou 12% ante o um ano atrás, para R$ 909,05 bilhões, ficando praticamente estável ao que estava no primeiro trimestre de 2021.

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“O avanço reflete o desempenho das carteiras de crédito de pessoas físicas e de micro, pequenas e médias empresas, que avançaram 22,2% e 23,4%, respectivamente, no mesmo período”, avalia o Itaú.

A XP destacou que, embora o resultado tenha sido em linha com o que os analistas da casa esperavam, observaram uma melhora na qualidade geral dos resultados, com a inadimplência abaixo do esperado apoiando o melhor desempenho.

“No entanto, os investidores devem observar que, no semestre, a margem financeira foi positivamente impactada por menores despesas de recursos de mercados interbancários, que vieram abaixo do esperado devido às variações cambiais. Dito isso, reiteramos nossa classificação neutra e preço alvo de R$ 28 para o incumbente”, afirmam.

A iniciativa Ivarejo do Itaú segue avançando no seu esforço de integrar as agências físicas do banco com o seu superapp. O banco atingiu a maior pontuação de NPS em seu aplicativo, o que vemos com bons olhos, já que o mundo digital será o principal campo de batalha para absorver novos clientes no futuro.

O Credit Suisse também destaca que os números vieram sólidos, com uma forte performance de receita puxada por  maior margem financeira (NII) e taxas. O ROE de 18,9% deve ser visto como positivo. O Itaú comentou que espera uma aceleração nos empréstimos com melhora do ambiente para o custo de risco.

O portfolio de crédito consolidado deve avançar entre 8,5%-11,5% (versus 5,5% -9,5% anteriormente). “Destacamos que a o crescimento de empréstimos em todas as linhas e nas pequenas e médias empresas deve pavimentar o forte ambiente de receitas para os próximos meses com NII acelerando ainda mais no segundo semestre”, aponta o Credit, que reitera recomendação outperform destacando valuation atrativo, forte momentum  para lucros.

A adquirente de pagamentos Cielo registrou lucro líquido de R$ 180,4 milhões no segundo trimestre deste ano. Há um ano, a companhia registrava o primeiro prejuízo de sua história, de R$ 75,2 milhões, combalida pelos efeitos iniciais da pandemia de covid-19.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) foi de R$ 580,8 milhões, alta de 145,9% na base anual, mas queda de 5,3% frente o primeiro trimestre de 2021.

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A receita operacional líquida foi de R$ 2,812 bilhões, alta de 14,8% na comparação com igual período de 2020 e variação positiva de 2,2% frente os primeiros três meses desse ano.

O Itaú BBA apontou que a Cielo reportou resultados referentes ao segundo trimestre melhores do que a expectativa dos analistas para volume transacionado, receita e lucro líquido.

“No entanto, apesar dos bons sinais no balanço, continuamos acreditando que os desafios da companhia no longo prazo são significativos. Dessa forma, mantemos nossa visão cautelosa para investimento nas ações da Cielo”, apontam.

O volume transacionado na Cielo Brasil atingiu R$ 165 bilhões, 4,3% acima das projeções do BBA, evidenciando uma recuperação sequencial e anual influenciada pela reabertura dos pontos de venda físicos. Além disso, a companhia mostrou recuperação sequencial nos volumes transacionados na Cateno (negócio de gestão de cartões) de 7,0%, número também marginalmente superior à expectativa.

Os resultados também foram melhores do que o esperado tanto em volume financeiro quando em receita líquida levaram a
uma surpresa positiva no lucro líquido da Cielo do segundo trimestre, dessa vez 6,4% acima da projeção do BBA.

“Ainda que haja sinais positivos no resultado trimestral da Cielo, continuamos acreditando que a companhia enfrenta uma batalha complexa, que passa pela competição com players que têm mostrado um nível de dinamismo maior em seus negócios. Além disso, vemos a atual estrutura acionária da companhia como um limitador de velocidade para as mudanças estratégicas necessárias. Por isso, mantemos nossa recomendação de Market Perform (desempenho em linha com o mercado) para as ações da empresa”, apontaram.

A XP destacou que os números foram positivos e os principais destaques foram: i) volumes, impulsionado pela retomada da atividade econômica; e ii) queda de gastos, com a companhia seguindo com a agenda de ganho de eficiência operacional. Porém, os analistas seguem com recomendação neutra com preço alvo de R$ 5 por ação, devido ao cenário competitivo ainda desafiador para a companhia.

PetroRio (PRIO3)

A petroleira PetroRio registrou lucro líquido de R$ 304,6 milhões no segundo trimestre de 2021, revertendo o prejuízo de R$ 76,2 milhões apurado em igual período do ano passado, informou a companhia.

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De acordo com a empresa, os principais fatores que impactaram no desempenho financeiro no período foram o volume de “offtakes” realizados, totalizando 2,8 milhões de barris vendidos, e a recuperação do preço do petróleo Brent, com média de US$ 69,08 por barril no trimestre.

O Ebitda ajustado da PetroRio atingiu R$ 642,9 milhões no trimestre encerrado em junho, salto de 267% na comparação anual.

A companhia destacou que a valorização do real frente ao dólar no segundo trimestre gerou um impacto não-caixa positivo de R$ 265 milhões, o que também contribuiu para o resultado líquido do período.

A PetroRio disse ainda que a receita líquida alcançou no segundo trimestre R$ 1 bilhão, aumento de 228% no ano a ano e maior patamar da história da companhia, também impulsionada pelo crescimento nas vendas e pelo preço maior do Brent.

O caixa líquido foi mantido praticamente estável em relação a igual período do ano passado, a US$ 210 milhões, acrescentou a empresa, que disse manter “diligente trabalho de controle” no indicador de alavancagem.

Pague Menos  (PGMN3)

Já a rede de farmácias Pague Menos registrou um salto de 683% do lucro líquido ajustado no segundo trimestre de 2021 na comparação anual, indo de R$ 9,1 milhões para R$ 71,6 milhões, o maior lucro trimestral de sua história.

O Ebitda foi a R$ 192,3 milhões entre abril e junho deste ano, aumento de 37,7% em relação ao segundo trimestre de 2020. As vendas mesmas lojas apresentaram crescimento de 19,7% e de 18,9% em lojas maduras.

A margem Ebitda foi de 9,4%, incremento de 1,1 ponto percentual em relação ao segundo trimestre de 2020.

Segundo a companhia, no segundo trimestre de 2021, a Pague Menos acelerou o crescimento de vendas e registrou faturamento recorde de R$ 2,0 bilhões, alta de 20,6% na base anual. A categoria de produtos de marcas próprias totalizou R$ 125,2 milhões em vendas no trimestre, aumento de 22,5% na comparação ano a ano, representando 6,2% das vendas totais.

A XP destacou que os resultados foram acima do esperado nos principais indicadores (com o Ebitda vindo 7% acima do esperado pela XP).

Os principais destaques do resultado foram o sólido desempenho de vendas mesmas lojas, beneficiadas pela base de comparação mais fraca e pelo reajuste de preços dos medicamentos, e a rentabilidade, com as margens Ebitda (9,4%) e líquida (3,5%) atingindo níveis recordes para a companhia. “Mantemos nossa recomendação de compra e preço alvo de R$ 13,0 por ação para o fim de 2021”, aponta,.

A Copasa teve lucro líquido de R$ 237,12 milhões no segundo trimestre de 2021, alta de 62% na comparação com igual período do ano passado.

O Ebitda subiu 30,1% no segundo trimestre, na comparação com o mesmo período do no passado, quando totaliza R$ 492,37 milhões.

Entre abril e junho de 2021, a dívida líquida da companhia encerrou em R$ 2,61 bilhões, pouco mais de 8% em relação ao mesmo intervalo de 2020. Já o índice de alavancagem, medido pela relação Dívida Líquida/Ebitda dos últimos 12 meses ficou, em junho, no mesmo valor registrado em 2020: 1,3 vez.

Ao final do trimestre, a companhia possuía 640 concessões de água e 310 concessões a prestação dos serviços de esgotamento sanitário. Já a receita líquida de água, esgoto e resíduos sólidos totalizou R$ 1,30 bilhão no período, 9,9% superior ao volume do segundo trimestre de 2020.

A XP afirmou ter uma avaliação negativa dos resultados dado que vieram abaixo das estimativas da casa e do consenso de mercado. “Além disso, continuamos a enxergar um cenário complexo para a concretização de uma eventual privatização da companhia nos ambientes estadual e municipal. Assim sendo, continuamos a acreditar que há poucos motivos para se investir nas ações da Copasa, e mantemos recomendação de venda, com preço-alvo de R$ 15 por ação”, apontou.

Marcopolo (POMO4)

A Marcopolo teve lucro líquido consolidado de R$ 200,9 milhões, ante lucro de R$ 1,3 milhão em igual período do ano passado. Essa linha do balanço foi beneficiada pelo resultado financeiro líquido positivo em R$ 182,7 milhões, revertendo o resultado negativo de R$ 16,9 milhões em igual trimestre de 2020. O principal impacto positivo veio da atualização monetária incidente sobre os valores em discussão no processo de exclusão do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na base de cálculo do PIS/Cofins, o que contribui positivamente com R$ 166,2 milhões.

Já o Ebitda alcançou R$ 140,5 milhões de abril a junho, ante R$ 40,9 milhões no segundo trimestre de 2020.

A empresa destacou que os resultados continuaram pressionados pela pandemia de covid-19, refletindo, no segundo trimestre, as vendas realizadas em um período de aumento do número de casos da doença nos principais mercados, especialmente entre fevereiro e abril.

A Gafisa informou que foi aprovada a venda de terrenos no valor agregado de R$ 200 milhões para fundo de investimento imobiliário.

A estruturação desta operação visa reciclar capital próprio investido em terrenos que já estão no balanço da companhia, mantendo, no entanto, a empresa como incorporadora dos projetos.

“Este é o primeiro passo para a Gafisa atuar diretamente no mercado de Fundos de Investimentos Imobiliários e pavimentar o caminho para um novo modelo de atuação imobiliária e financeira. Nesse contexto a Companhia anuncia a criação Gafisa Capital, que será liderada por Ian Andrade na qualidade de CEO da Gafisa Capital em complemento às suas atribuições atuais como Diretor Financeiro e de Relações com Investidores”, afirmou.

O Grupo Soma anunciou nesta terça-feira o encerramento das operações da marca A. Brand. Segundo a varejista, a companhia não vinha apresentando a performance esperada e, desde abril de 2020, já haviam sido encerradas doze lojas da marca.

O grupo encerrou a operação das duas últimas lojas da marca na sexta-feira (30) e o estoque premium será disponibilizado no site da Off Premium.

Além da temporada de resultados, a petroleira Enauta informou nesta segunda-feira que irá devolver à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) o bloco CE-M-661, localizado na Bacia do Ceará, após o final de seu primeiro período exploratório no local, em novembro deste ano.

A companhia havia adquirido 25% de participação no ativo em rodada de licitações realizada em 2011. No entanto, “baseada em análises geológicas e econômicas, e na busca contínua da otimização de seu portfólio”, decidiu pela devolução do bloco.

Segundo a Enauta, o valor dos compromissos assumidos pela empresa no Programa Exploratório Mínimo do bloco é de R$ 26,9 milhões, enquanto o bônus de assinatura atinge R$ 10,1 milhões.

O valor total de R$ 37 milhões, acrescentou a empresa em fato relevante, será registrado como gasto exploratório no resultado do segundo trimestre deste ano.

A Petrobras assinou nesta segunda-feira carta de intenção com a holandesa SBM Offshore para afretamento e prestação de serviços da plataforma do tipo FPSO Alexandre de Gusmão, a quarta a ser instalada no campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos.

A plataforma, cujo início de produção está previsto para 2025, terá capacidade de processamento de 180 mil barris de óleo e 12 milhões de m³ de gás por dia. Os contratos de afretamento e de serviços terão duração de 22 anos e 6 meses, contados a partir da aceitação final da unidade.

A companhia detalhou que o projeto prevê a interligação de 15 poços ao FPSO, sendo 8 produtores de óleo, 6 injetores de água e gás, 1 poço conversível de produtor para injetor de gás, através de uma infraestrutura submarina composta por dutos rígidos de produção e injeção e dutos flexíveis de serviços.

Mero é o terceiro maior produtor do pré-sal e está na área de Libra, operada pela Petrobras (40%) em parceria com a Shell RDSa.L (20%), TotalEnergies TTEF.PA (20%), CNODC Brasil Petróleo e Gás (10%), CNOOC Petroleum Brasil (10%) e Pré-Sal Petróleo S.A.(PPSA), que exerce papel de gestora desse contrato.

Ainda em destaque, a Petrobras comunicou o início da fase vinculante para a venda de 100% de sua participação em concessões localizadas em terra na Bacia do Paraná.

As concessões PAR-T-198_R12 e PAR-T-218_R12, situadas no extremo oeste de São Paulo, foram adquiridas na 12ª Rodada de Licitações em 2013 e estão atualmente no primeiro período exploratório.

A concessão PAR-T -175_R14, localizada na porção leste de Mato Grosso do Sul, foi adquirida na 14ª Rodada de Licitações da ANP em 2017.

Telefônica Brasil (VIVT3)

A Telefônica Brasil anunciou na segunda-feira que seu conselho de administração autorizou a venda de 20% ações da Telefônica Cloud e Tecnologia para a uma controlada indireta da espanhola Telefónica, por R$ 22 milhões. Além disso, a compradora subscreveu 190 mil ações da CloudCo Brasil por R$ 76 milhões, em duas parcelas. Com isso, 50,01% do capital da CloudCo se mantém com a Telefônica Brasil, com o restante detido pela compradora.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Ações de Petrobras e Vale amenizam queda; papéis de Lojas Americanas avançam após baixa da véspera e Rumo sobe 4%

petróleo bomba plataforma índices preços queda baixa óleo (Getty Images)

SÃO PAULO – A sessão começou com leves perdas para o Ibovespa, mas o índice ganhou forças após a abertura dos EUA. A Petrobras (PETR3;PETR4) e a PetroRio (PRIO3) zeraram as perdas. Contudo, após a forte queda do petróleo na véspera, de cerca de 7%, a sessão segue com leves perdas para a commodity, com o acordo para o aumento da produção pela Opep+ e preocupações sobre a demanda com a variante delta do coronavírus.

A petroleira Enauta (ENAT3), por sua vez, vê suas ações subirem mais de 3%. A companhia informou que um dos dois poços produtores do Campo de Atlanta que apresentaram falha no sistema de bombeio no início deste mês retomou operações, o que faz com que o ativo volte a contar com dois poços.

Os papéis da Vale (VALE3) zeraram as perdas, enquanto algumas siderúrgicas também registram queda, repercutindo o relatório de produção da mineradora do segundo trimestre de 2021 e apesar da alta das commodities na China.

Os contratos futuros de matérias-primas siderúrgicas negociados na bolsa de commodities de Dalian avançaram nesta terça-feira, com o carvão coque saltando mais de 3% em meio a uma escassez de oferta. “As taxas de utilização de capacidade das empresas de coque estão subindo, mas não se recuperaram para o nível anterior aos controles de produção, e estão mais baixas do que em igual período de anos anteriores”, disseram analistas da SinoSteel Futures em nota.

A referência do minério de ferro na bolsa de Dalian fechou em alta de 0,3%, a 1.233 iuanes por tonelada. “Apesar do atual aperto na oferta de minério de ferro, principalmente na Austrália, calculamos que os preços estão fundamentalmente sobrevalorizados em comparação com o produtor de custo marginal mais elevado”, disse Atilla Widnell, diretor-gerente da Navigate Commodities em Cingapura.

Ainda em destaque, após a forte baixa da véspera, Americanas s.a. (AMER3) passaram a cair após chegarem a subir mais de 1% nas primeiras negociações, enquanto os ativos da holding Lojas Americanas (LAME3;LAME4) registram ganhos de cerca de 3% (veja mais sobre o desempenho dos papéis ontem clicando aqui).

A ação da Rumo (RAIL3) avança cerca de 4%. O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, anunciou na segunda-feira um edital público para construção de ferrovia estadual que vai ligar os municípios de Rondonópolis à capital Cuiabá e às cidades de Lucas do Rio Verde e Nova Mutum, no norte do Estado por meio de dois ramais.

A Rumo, responsável pela concessão da ferrovia federal que liga Rondonópolis até o Porto de Santos (SP), já manifestou interesse no projeto, que envolve um trajeto de cerca de 730 quilômetros. Segundo o governo matogrossense, o projeto tem previsão de ser concluído em sete anos e deve envolver investimentos da ordem de R$ 12 bilhões.

Confira mais destaques abaixo:

Carrefour Brasil (CRFB3)

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O Carrefour Brasil anunciou que terá novo presidente. Stéphane Maquaire assume a presidência da operação, sucedendo Noël Prioux, que deixa o cargo após mais de 4 anos.

A mudança ocorre em 1 de setembro. Nos próximos meses, Noël e Stéphane estarão juntos no processo de transição, com Noel como diretor executivo da América Latina até o final deste ano.

A companhia informa que Maquaire está no Grupo Carrefour desde 2019 como Chief Executive Officer (CEO) do Carrefour Argentina, onde liderou com sucesso o plano de transformação da empresa no país, com foco no cliente no centro e na estratégia digital, levando a melhorias significativas no desempenho financeiro da companhia.

“No período, elevou substancialmente o índice de satisfação dos clientes e o Carrefour Argentina consolidou sua posição de liderança no país, com significativo ganho de participação de mercado nos anos de 2019, 2020 e 2021. Stéphane também desempenhou papel-chave na a aceleração do e-commerce na Argentina”, destacou a companhia, que ressaltou que o  executivo tem ampla experiência no varejo, tendo atuado como CEO em companhias como Monoprix, Vivarte e Manor.

O executivo chega ao Brasil em um importante período para a operação, com o fim da conversão das lojas Makro e o início do planejamento de integração do Grupo Big (transação sujeita à aprovação do CADE). “Stéphane dará seguimento à agenda estratégica do Grupo Carrefour Brasil, que inclui expansão, aceleração digital e de serviços financeiros, transformação do negócio como resultado das tendências de mercado e a intensificação da agenda ESG da companhia, incluindo o compromisso com a diversidade”, aponta a empresa.

A XP vê a notícia como neutra, avaliando que ambos os executivos têm ampla experiência no setor e um ótimo histórico de entrega de resultados para a companhia.

A produção de minério de ferro da Vale atingiu 75,685 milhões de toneladas no segundo trimestre de 2021, alta de 12% em relação a igual período do ano passado. Em relatório divulgado ao mercado, a Vale informou que a produção registrou alta de 11,3% na comparação ao trimestre imediatamente anterior.

O desempenho anual é atribuído ao maiores volumes na mina Brucutu, em Minas Gerais, com o aumento da produção por processamento a seco; melhoria sazonal das condições climáticas em Serra Norte, no Pará, e um forte desempenho em Serra Leste, no Sudoeste do Pará; maior produtividade no Complexo de Itabira, em Minas Gerais, com a reavaliação das soluções temporárias de gerenciamento de rejeitos.

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A Vale também destacou a produção por processamento úmido em Fábrica durante os testes para retomar as operações da planta de beneficiamento.

Os pontos positivos foram parcialmente compensados por interferências causadas pela instalação e comissionamento do primeiro de quatro britadores de jaspilito no S11D.

A XP destaca que a produção está em linha com as estimativas dos analistas e 3% abaixo do consenso da Bloomberg. “Acreditamos que a Vale é capaz de entregar seu guidance de 315-335 milhões de toneladas em 2021, uma vez que atingiu uma capacidade de produção de 330 milhões de toneladas anuais no segundo trimestre (de 327 mtpa no primeiro trimestre de 2021)”, apontam os analistas.

Os analistas Yuri Pereira e Thales Carmo mantêm recomendação de compra, com preço-alvo de R$122 por ação, com base em fortes dividendos (mínimo de 6% de rendimento esperado para 2021) e um valuation atrativo.

O Morgan Stanley afirma que os dados apresentados pela Vale devem reduzir o Ebitda estimado pelo banco para a empresa, de US$ 12,2 bilhões, devido a menos exportações e um prêmio menor pago pelo carvão, de US$ 3 por tonelada, frente a suas estimativas de US$ 7,9 por tonelada, devido a uma queda no conteúdo médio de ferro no segundo trimestre, a 62,4%, frente ao trimestre anterior, de 63,4%, e à estimativa do banco, de 63,5%. O banco mantém avaliação overweight, e preço-alvo de US$ 27, frente à cotação de US$ 21,35 da véspera dos papéis VALE negociados na segunda na Bolsa de Nova York.

O BBA apontou que se mantém confortável quanto às suas estimativas para o Ebitda no segundo trimestre, em US$ 11,7 bilhões. O Itaú mantém avaliação outperform para o ADR da Vale, com preço-alvo para 2021 em US$ 26.

O Bradesco BBI avaliou os dados da Vale como sólidos e levemente acima de suas estimativas. O banco avalia que a empresa se encaminha para atingir sua guidance de produção, apesar de alguns atrasos. Se a empresa mantiver a taxa diária de produção em 1 milhão de toneladas por dia, a produção total pode chegar a 328 milhões de toneladas em 2021. Assim, se diz confortável com suas estimativas para produção em 2021, de 320 milhões de toneladas, e de 315 milhões em remessas para 2021. O banco também avalia que os prêmios pagos por minério de ferro ficaram abaixo do esperado. A recomendação para o ADR segue outperform, com preço-alvo em US$ 25.

A mineradora também informou que descontinuou suas estimativas para a produção média de níquel no período de 2021 a 2023 e para a produção de cobre em 2021, conforme fato relevante divulgado ao mercado.

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A companhia disse que os “guidances” estão em revisão devido às incertezas relativas ao prazo para a retomada da produção nas operações de Sudbury, no Canadá, e à implementação de processos de segurança e manutenção nos ativos de Sossego e Salobo. A manifestação ocorreu pouco depois de a Vale publicar seu relatório de produção do segundo trimestre de 2021, no qual já indicava que as previsões de produção de cobre e níquel estariam sob revisão.

No trimestre entre abril e junho, a mineradora produziu 41,5 mil toneladas de níquel, queda de 15,3% na comparação anual, e 73,5 mil toneladas de cobre, recuo de 13% no ano a ano. Ambos foram impactados por fatores como uma paralisação de funcionários em Sudbury.

Ainda no radar da companhia, na segunda, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) afirmou à agência internacional de notícias Reuters que acredita que um acordo definitivo será fechado neste ano entre as mineradoras Samarco, Vale, BHP e autoridades para reparar danos causados pelo rompimento de barragem em Mariana (MG) em 2015, em um valor de até R$ 100 bilhões a serem desembolsados em cinco anos. O montante total é cerca de quatro vezes maior que um acordo inicial pelo desastre fechado em 2016, que permitiu o início dos trabalhos de reparação e a suspensão temporária de ações na Justiça.

O Morgan Stanley avaliou que a entrevista de Zema à Reuters é um esforço, por parte das autoridades, para fortalecer sua posição sobre potenciais negociações com as empresas. O banco diz que o mecanismo para compensar pelos danos de Fundão, como a fundação Renova, se mostraram ineficientes, e frustraram todas as partes envolvidas.

O banco diz que um acordo definitivo poderia encerrar esta situação, mas a um custo maior para a Samarco e seus parceiros. O Morgan avalia, no entanto, que é improvável que as empresas concordem com os R$ 100 bilhões aventados por Zema ou com os R$ 155 bilhões mencionados pelo principal promotor do caso.

O Valor informa que a Braskem poderá ser vendida a diferentes compradores, desmembrada em blocos de ativos por região, se esse modelo resultar em retorno mais elevado aos vendedores. Segundo fontes próximas ao processo aberto pela Novonor (antiga Odebrecht) ouvidas pelo jornal, embora a controladora ainda prefira vender a totalidade da fatia de 38,3% que detém na petroquímica em uma única transação, houve mais interesse em operações específicas do que no conjunto de ativos da companhia, o que abre novas alternativas para o desinvestimento. Procurada, a Novonor não comentou o assunto.

A etapa de recebimento de propostas não vinculantes foi concluída e o processo, liderado pelo Morgan Stanley, entra agora na fase de seleção das ofertas que seguirão no páreo.

A petroleira Enauta informou que um dos dois poços produtores do Campo de Atlanta que apresentaram falha no sistema de bombeio no início deste mês retomou operações, o que faz com que o ativo volte a contar com dois poços.

Segundo a companhia, a produção retornou “rapidamente” a um patamar equivalente ao observado antes da interrupção, da ordem de 17 mil a 18 mil barris por dia.

“O Sistema de Produção Antecipada do Campo de Atlanta conta com três poços produtores, desenhados para operar com bombas dentro dos poços ou com bombas localizadas no leito marinho”, detalhou a Enauta em comunicado.

“Com a falha da bomba de dentro do poço, a bomba do leito marinho de um dos poços foi acionada em 18 de julho de 2021.”

A empresa disse que a bomba do leito marinho do outro poço que havia sido paralisado também já foi habilitada e, com isso, os três poços estão em condições operacionais. O retorno da produção com três poços está previsto para agosto de 2021, quando o reparo nos aquecedores de óleo da plataforma deve ser concluído, acrescentou a Enauta, que é operadora de Atlanta com 100% de participação.

A Gafisa comunicou que, em linha com a sua estratégia de investimentos e de crescimento, foi aprovado novo aumento de capital privado, no valor de até R$ 300,5 milhões. O preço de emissão de R$ 4,59, foi estipulado com base na cotação em bolsa das ações da empresa nos últimos trinta pregões.

O valor mínimo deste aumento – R$ 44,7 milhões – será utilizado para que debenturistas da 15ª emissão de debêntures da Gafisa possam utilizar seus créditos e subscrever ações da companhia, mantendo assim o caixa da Gafisa reforçado para futuras aquisições.

“Os demais valores – caso captados – serão utilizados principalmente para capitalizar projetos da Gafisa Propriedades – novo braço de propriedades da Gafisa – assim como permitir a aquisição de novos empreendimentos (sejam de empresas ou de terrenos), custear novos projetos a taxas menores, dentro do contexto maior de buscar fazer a Gafisa a empresa de maior relevância em seu segmento no curto-médio prazo”, destaca a empresa.

O Assaí informou na segunda-feira acordo de R$ 364 milhões de reais com fundo imobiliário administrado pela BRL Trust e gerido pela TRX envolvendo cinco imóveis do grupo varejista.

Segundo fato relevante, o acordo envolve venda e locação de imóveis da empresa localizados em São Paulo, Rio de Janeiro e Rondônia, sendo um imóvel já construído e quatro terrenos, sobre os quais serão realizadas obras de construção e desenvolvimento imobiliário. “Os imóveis serão todos da bandeira Assaí”, afirmou a companhia.

A XP vê a transação como positiva pois destrava valor para companhia enquanto permite um modelo de negócio mais asset light (menos necessidade de investimento fixo) dado que a companhia apenas aluga o imóvel. Os analistas reiteram recomendação de compra e preço alvo de R$ 120,0 por ação.

Ainda em destaque, o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, anunciou na segunda-feira um edital público para construção de ferrovia estadual que vai ligar os municípios de Rondonópolis à capital Cuiabá e às cidades de Lucas do Rio Verde e Nova Mutum, no norte do Estado por meio de dois ramais.

A Rumo, responsável pela concessão da ferrovia federal que liga Rondonópolis até o Porto de Santos (SP), já manifestou interesse no projeto, que envolve um trajeto de cerca de 730 quilômetros. Segundo o governo matogrossense, o projeto tem previsão de ser concluído em sete anos e deve envolver investimentos da ordem de R$ 12 bilhões.

Na avaliação do Itaú BBA, é positivo que o projeto esteja caminhando. Mas o banco diz que o trecho de Cuiabá ainda não foi incluído em seu modelo, e requer maior análise. O banco estima um investimento de R$ 6,5 bilhões pelo trecho, o que adicionaria R$ 1,8 por ação RAIL3 em seu preço-alvo. O projeto integral incorporaria R$ 6 por ação RAIL3.

O banco mantém recomendação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado) para a Rumo, e preço-alvo para 2021 em R$ 27 por ação.

O Bradesco BBI afirma que o anúncio do governo do Mato Grosso sobre Lucas do Rio Verde é positivo para a Rumo, porque deve reduzir o interesse sobre a Ferrogrão, entre Mato Grosso e Pará; a legislação matogrossense estabelece que o estado pode autorizar a construção de uma nova ferrovia sem passar por um leilão –neste caso, o estado deveria verificar se outros investidores estariam interessados no projeto. O banco acredita que a Rumo tem condições de apresentar o melhor projeto. O Bradesco estima que o projeto de R$ 12 bilhões poderia adicionar R$ 3 por ação RAIL3. O Bradesco mantém avaliação outperform e preço-alvo de R$ 30.

A Oi anunciou seu plano estratégico de 3 anos. O Credit Suisse ressalta que a diretriz para receitas e Ebitda da Oi em 2024 estão 32% e 8% acima, respectivamente, da principal referência do mercado e bem acima de suas estimativas. O banco mantém avaliação neutra, e reduziu o preço-alvo para a ação ON da Oi de R$ 1,8 para R$ 1,6, frente à cotação de segunda de R$ 1,47, incorporando perspectiva de maior queima de caixa, que estima em R$ 6 bilhões, por conta de Ebitda de curto prazo mais fraco, abaixo de sua estimativa de 25% para o primeiro trimestre. O banco elevou sua estimativa para a dívida líquida em 2021 de R$ 3,8 bilhões para R$ 7,3 bilhões.

O IRB-Brasil Resseguros informou ao mercado as possíveis consequências nos resultados da companhia em virtude da
publicação da véspera da Circular SUSEP n° 634, a qual regulamenta resolução que  define os parâmetros de cálculo sobre as provisões técnicas, ativos redutores da necessidade de cobertura das provisões técnicas, capital de risco baseado nos riscos de subscrição, de crédito, operacional e de mercado, patrimônio líquido ajustado, capital mínimo requerido, entre outros.

Entre as mudanças mais significativas da referida circular que podem trazer consequências para os negócios e para os resultados do IRB Brasil, a empresa destacou:

1) Revogação da necessidade da margem de liquidez (20% do Capital de Risco), sendo que as empresas poderão definir internamente mecanismo de gestão e mensuração de risco de liquidez e documentá-lo em política. A referida medida entra em vigor a partir de 1° de dezembro de 2021.

Especificamente com relação ao IRB Brasil RE, ao se utilizar como base as Demonstrações Financeiras encerradas em 31 de março de 2021, o requerimento regulatório seria reduzido em no máximo de R$ 345 milhões (margem adicional de 20,0% sobre capital de risco), e, em consequência, a melhora da suficiência de liquidez regulatória ocorrerá a partir de dezembro de 2021. Neste aspecto específico não haverá efeitos diretos no resultado econômico da companhia, afirmou o IRB.

2) Possibilidade de redução da necessidade de cobertura das provisões técnicas dos recursos dados em garantia das operações internacionais.

A empresa poderá constituir um Reinsurance Trust Account (conta garantia) ou outras modalidades de depósitos no exterior, na forma exigida pela regulação vigente no país de origem, para suportar as garantias de operações internacionais perante os seus parceiros cedentes, limitada a dedução ao volume das respectivas provisões técnicas (PSL, PPNG e IBNR) relacionadas aos referidos contratos estrangeiros.

“Este poderá ser um redutor da necessidade de cobertura de provisões técnicas, devendo o valor máximo da redução se limitar ao valor do passivo a ser coberto com ativos admitidos pelo regulador”, destacou.

Com relação à companhia e considerando as Demonstrações Financeiras encerradas em 31 de março de 2021, pode-se observar um montante em conta corrente remunerada em dólar junto a instituições financeiras internacionais de R$ 752
milhões, afirmou.

A G2D anunciou em fato relevante que a Blu Pagamentos foi reavaliada após uma rodada de investimentos Série B de R$ 300 milhões liderada pela Warburg Pincus, refletindo um ganho de mais de 4 vezes o capital comprometido desde 2018 para a G2D.

A nova avaliação aumenta a participação da G2D na Blu de R$ 163 milhões para R$ 211 milhões, dos quais a empresa permanecerá com uma participação de R$ 157 milhões e receberá R$ 54 milhões em caixa.

“Temos uma visão positiva para a transação uma vez que o Valor Líquido dos Ativos (NAV) justo da G2D aumenta de R$ 915 milhões para R$ 963 milhões. Portanto, reiteramos nossa recomendação de compra e preço-alvo de R$9,0/ação dado o desconto implícito de 25% para o NAV justo combinado a um portfólio de alto potencial de crescimento da empresa”, destaca a XP.

A Randon registrou receita líquida consolidada de R$ 729 milhões em junho, alta de 76,8% em relação ao mesmo mês de 2020, de acordo com dados divulgados pela companhia nesta terça-feira.

No primeiro semestre do ano, acumula elevação de 91,7%, a R$ 4 bilhões.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Ações de M.Dias Branco e Enauta caem 6% após balanços; Locaweb avança 4% com inclusão em prévia do Ibovespa

SÃO PAULO – As ações de algumas empresas fora do Ibovespa são destaque na sessão desta quinta-feira (1). Os ativos da M.Dias Branco (MDIA3) e da Enauta (ENAT3) caem cerca de 6% após os resultados do quarto trimestre de 2020 serem divulgados.

A fabricante de alimentos  apresentou lucro líquido de R$ 209,0 milhões no quarto trimestre do ano passado. O resultado representa queda de 21,1% na comparação com igual período de 2019, quando a empresa reportou lucro líquido de R$ 264,9 milhões. Enquanto isso, o lucro líquido da Enauta totalizou R$ 124 milhões em 2020, 32,6% inferior ao lucro registrado em 2019. No quarto trimestre, a companhia contabilizou lucro de R$ 38,2 milhões, queda de 68,7%.

Já entre as altas, estão os ativos da Locaweb (LWSA3), com ganhos de mais de 4%. Os papéis da companhia entraram na primeira carteira do Ibovespa, que vigora entre maio e agosto.

Voltando para o Ibovespa, a Embraer (EMBR3) segue a tendência positiva do primeiro trimestre e avança mais de 3%, em um dia positivo também para as aéreas Gol (GOLL4) e Azul (AZUL4).

No radar do setor, o Itaú BBA iniciou cobertura para as ações da Gol com recomendação marketperform (desempenho em linha com a média do mercado) e preço-alvo de R$ 24,50 para os ativos GOLL4 e de US$ 9,50 para os American Depositary Receipts (ADRs, ou ações negociadas na NYSE) dos ativos.

Entre as maiores quedas, a Qualicorp (QUAL3) tem baixa de mais de 2%, seguindo a repercussão dos resultados considerados negativos do quarto trimestre. Confira os destaques:

Banco do Brasil (BBAS3)

A indicação do novo presidente do Banco do Brasil, Fausto de Andrade Ribeiro, foi aprovada em reunião realizada na terça-feira pelo Comitê de Pessoas, Remuneração e Elegibilidade (Corem). Ele foi indicado pela União para substituir André Brandão, que comunicou sua renúncia em março.

Em manifestação em separado de seus votos, os membros do comitê Cibele Castro, Luiz Serafim Spinola Santos e Paulo Roberto Evangelista de Lima alertam que “a atuação deste Comitê, no particular, não deveria ser o de exclusivamente verificar a conformidade do processo, o atendimento aos requisitos legais ‘objetivos’ e a ausência de vedações, mas também o de apreciar ‘requisitos subjetivos’”.

E prosseguem em tom crítico. “Em nossa visão, tendo em conta que o indicado exercerá a função de principal executivo da companhia, cumulativamente à de membro do Conselho de Administração, caberia ao Corem ir além de uma análise burocrática, de forma a realizar juízo crítico acerca da aderência do perfil do candidato aos cargos para os quais foi indicado. Tal prática estaria melhor alinhada ao hígido e já usual processo interno da companhia para avaliação, preparação e seleção de seus futuros executivos, no qual a cultura da meritocracia vem sendo priorizada e valorizada”.

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Com isso, acrescentam os membros do Corem, “negligenciar ou relegar a segundo plano o papel do Conselho de Administração na seleção e aprovação do principal executivo da companhia, como no presente caso, equivale a reduzir o Conselho a um mero homologador, o que não se coaduna com as Leis 6.404/1976 e 13.303/2016, tampouco com os manuais e códigos de melhores práticas de governança corporativa globalmente reconhecidos. Para enriquecimento do processo de escolha, por exemplo, poderia o controlador ter se valido de empresa especializada em recrutamento de executivos para a indicação do Presidente, ou mesmo envolvido o Conselho de Administração na proposição ou avaliação de potenciais candidatos”.

Técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) têm cinco dias úteis para analisar se vão pedir a suspensão da venda da Refinaria Landulpho Alves (Rlam) pela Petrobras ao Mubadala, fundo financeiro dos Emirados Árabes, anunciada no último dia 24. A medida tem como objetivo evitar “prejuízo ao interesse público”, como afirmou em plenário o ministro Walton Alencar, na última quarta-feira, 31.

O TCU questiona o valor de US$ 1,65 bilhão fechado com o Mubadala, que estaria abaixo do preço de mercado, de US$ 3,04 bilhões, definido pela própria Petrobras.

“Recebi Ofício do Subprocurador-Geral, Lucas Rocha Furtado, ressaltando a recente decisão do conselho de administração da Petrobras em vender a Refinaria Landulpho Alves (Rlam) a preços abaixo de seu valor de mercado”, disse o ministro, na sessão de ontem.

Questionada, a empresa enviou ao tribunal as justificativas por que seu conselho de administração e refinaria aprovaram a venda da refinaria abaixo desse valor. Com os documentos em mãos, o ministro repassou à área técnica a responsabilidade de analisar definitivamente o caso.

“Ante o risco de conclusão do negócio antes que este Tribunal possa se debruçar sobre a matéria, com possível prejuízo ao interesse público, bem como considerando as consequências que essa decisão possa carrear para a venda das demais refinarias, entendo fundamental determinar que a Unidade Técnica submeta a este Relator, em 5 dias úteis, análise conclusiva a respeito da necessidade ou não de concessão de cautelar para a suspensão da alienação em andamento”, afirmou o Alencar, em plenário.

Desde que as negociações com o Mubadala foram concluídas, o valor de US$ 1,65 bilhão, a ser pago pelo fundo, tem sido questionado pelo mercado. O Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) estimou a Rlam em US$ 3 bilhões. Enquanto analistas do banco BTG Pactual dizem que o total a ser pago pelo ativo está 35% abaixo do limite inferior projetado por eles. A XP Investimentos avalia que, com esse dinheiro, a Petrobras vai conseguir atingir uma parcela muito pequena das suas metas financeiras.

Ainda no radar da companhia, a Petrobras informou que recebeu a indicação da Franklin Templeton Investment Fund, acionista detentora de ações preferenciais, sobre candidatos para o conselho fiscal, cuja eleição ocorrerá na Assembleia Geral Ordinária de 14 de abril de 2021. Os nomes são Reginaldo Ferreira Alexandre e Paulo Roberto Franceschi.

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Segundo o currículo enviado à Petrobras, Reginaldo Ferreira Alexandre é economista com experiência em análise de investimentos, com passagens por Citibank, Unibanco, BBA (atual Itaú-BBA) e Itaú Corretora de Valores. Ele trabalhou como analista de crédito corporativo no Citibank e como consultor nas áreas de estratégia da Accenture e de corporate finance da Deloitte. Também atuou na ProxyCon Consultoria Empresarial, dedicada a assessoria e prestação de serviços nas áreas de mercado de capitais, finanças e governança corporativa, entre 2003 e 2017. Atualmente, é membro dos conselhos fiscais de Sanepar, Sabesp, CEB, Rumo, Ser Educacional e suplente dos conselhos de CPFL Energia, Braskem e Fras-Le.

Paulo Roberto Franceschi é formado em ciências contábeis pela Fundação de Estudos Sociais de Paraná e em ciências econômicas pela FAE Business School. É sócio da Audicontrol Auditoria e Controle S.S. É titular do conselho fiscal de Equatorial Energia; Celpa Centrais Elétricas do Pará, controlada da Equatorial; Companhia Energética do Maranhão, controlada da Equatorial; Triunfo Participações e Investimentos; Companhia Energética de São Paulo; e Sanepar.

Vale (VALE3) e siderúrgicas

Os futuros do vergalhão de aço e do minério de ferro na China avançaram nesta quinta-feira, apoiados por expectativas de maior demanda em meio a indicadores econômicos positivos e esforços do governo chinês para estimular o consumo. As vendas de escavadeiras nos primeiros dois meses de 2021 saltaram 149% frente ao mesmo período do ano anterior, segundo notícias na mídia estatal, sugerindo um setor de infraestrutura em alta.

Enquanto isso, o ministério da indústria e outros departamentos emitiram em conjunto um comunicado encorajando vendas de veículos elétricos em cidades menores e áreas rurais. Os futuros do minério de ferro na bolsa de commodities de Xangai DCIOcv1 também recuaram, com o contrato mais ativo, para maio, avançando 1,2%, para 1.104 iuanes por tonelada.

M.Dias Branco (MDIA3)

A fabricante de alimentos M.Dias Branco apresentou lucro líquido de R$ 209,0 milhões no quarto trimestre do ano passado. O resultado representa queda de 21,1% na comparação com igual período de 2019, quando a empresa reportou lucro líquido de R$ 264,9 milhões.

O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) atingiu R$ 192,2 milhões, recuo de 33,5% frente aos R$ 289,2 milhões do quarto trimestre do ano anterior. A margem Ebitda ficou em 11,3%, ante 17,1% de um ano antes, retração de 5,8 pontos porcentuais. A alavancagem da empresa (relação entre dívida líquida e Ebitda) ficou em 0,4 vez, ante 0,8 vez reportada em igual período do ano passado.

A receita líquida subiu 0,4% na mesma base comparativa, alcançando R$ 1,702 bilhão ante R$ 1,694 bilhão do quarto trimestre de 2019. Do montante total, R$ 45,9 milhões vieram da receita com vendas externas – alta de 201,3% na comparação anual.

A variação positiva da receita é atribuída pela companhia ao aumento de 18,9% no preço médio dos produtos, que foi suficiente para compensar a queda de 15,5% do volume de vendas no período. “Observamos desaceleração do nosso crescimento, fruto do arrefecimento da demanda e dos reajustes nos preços, especialmente na região de defesa (Norte e Nordeste)”, destacou a M. Dias em comunicado divulgado para imprensa e investidores.

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O resultado da M. Dias Branco interrompe um ciclo de quatro altas consecutivas no lucro líquido. Já a receita cresceu pelo quinto trimestre seguido.

A companhia, assim como outras empresas do setor de alimentos, teve o desempenho nos três primeiros trimestres do ano passado impulsionado, em parte, pelo aumento na demanda doméstica por seus produtos, uma vez que as medidas de isolamento social resultaram no fechamento de food service e exigiram mais refeições em casa. No quarto trimestre, contudo, o desempenho do setor arrefeceu diante da retração no consumo de produtos derivados de farinha de trigo.

Em comunicado, a M. Dias aponta que seus resultados trimestrais foram afetados negativamente pela elevação dos custos dos insumos cotados em dólar, diante da desvalorização do real ante a moeda norte-americana – especialmente das duas principais commodities utilizadas na sua produção, trigo e óleo de palma.

O Bradesco BBI afirma que o Ebitda ajustado divulgado pela M. Dias Branco para o quarto trimestre ficou 72% abaixo do consenso e 78% abaixo de sua estimativa, com volumes mais fracos do que o esperado. O banco ressalta que a ação da empresa teve desempenho 8 pontos percentuais abaixo da média do Ibovespa nesse ano, com investidores precificando o impacto negativo da alta de preços das commodities sobre os custos. Mas o Bradesco diz que gostaria de ter mais informações sobre o quão temporária essa fraqueza pode ser, após a empresa e a concorrência realizarem aumentos significativos de preços.

Apesar dos resultados abaixo do esperado, o banco mantém avaliação de outperform com preço-alvo em 2021 em R$ 42, frente aos R$ 30,7 negociados na quarta.

O lucro líquido da Enauta totalizou R$ 124 milhões em 2020, 32,6% inferior ao lucro registrado em 2019. No quarto trimestre, a companhia contabilizou lucro de R$ 38,2 milhões, queda de 68,7%.

A receita do quarto trimestre apresentou queda de 53,8% na base anual, para R$ 186,9 milhões, principalmente em função
da redução da produção do Campo de Atlanta. No período, a produção foi realizada por meio de um poço durante 60 dias e teve a produção interrompida nos demais dias. A receita do Campo também foi impactada pela queda do preço da commodity, parcialmente compensada pelo efeito positivo do ganho cambial.

Na comparação anual, a receita registrou queda de 15%, para R$ 945,4 milhões, refletindo principalmente a queda
de produção do Campo de Manati, em função do declínio natural do Campo. “A redução da receita no Campo de Atlanta em 2020 se deve ao Brent médio de venda no período, que apresentou queda de 33,8% em relação ao ano de 2019, efeito compensado pela valorização do dólar médio de 34,4% no mesmo período, variando de uma média de R$ 4,00 ao longo do
ano de 2019 para R$ 5,20 no mesmo período em 2020. Também em 2020, a companhia registrou R$ 71,5 milhões referentes ao exercício das opções de venda, em comparação a um montante negativo de R$ 2,2 milhões em 2019”, destacou a companhia em seu release de resultados.

O Itaú BBA iniciou cobertura para as ações da Gol com recomendação marketperform (desempenho em linha com a média do mercado) e preço-alvo de R$ 24,50 para os ativos GOLL4 e de US$ 9,50 para os American Depositary Receipts (ADRs, ou ações negociadas na NYSE) dos ativos.

As premissas atuais indicam um potencial de aumento limitado de 14%, mas os analistas apontam “estarem prontos para revisar as projeções para cima no caso de uma recuperação mais rápida”.

Os analistas ressaltam que a Gol tem reconstruído gradualmente sua rede após o forte impacto da crise COVID-19 no tráfego aéreo em 2020. Eles destacam que os ventos contrários de curto prazo com a segunda onda da pandemia impedem uma perspectiva mais construtiva para o primeiro semestre, mas o cenário base ainda indica um segundo semestre melhor.

Os analistas apontam que a oferta doméstica da Gol só retornará aos níveis de 2019 em 2022, seguido por uma adição gradual de capacidade a partir de então. “Esperamos que o setor permaneça racional, com todos os participantes buscando recuperar a lucratividade após os desafios de 2020 e do primeiro semestre de 2021 e com perspectivas ainda incertas; no entanto, é importante monitorar a capacidade dos recém-chegados, a adição de capacidade dos atuais players e os sinais de dinâmica de preços agressiva”, avaliam.

Assim, dado que a recuperação do segmento de negócios permanece um ponto de interrogação, a Gol terá que continuar a otimizar os ganhos com os viajantes a turismo, que não foram capazes de compensar totalmente a queda no tráfego no segmento corporativo até agora – uma tendência que deve continuar. Por outro lado, os rendimentos médios foram um tanto resilientes para a Gol.

“A estratégia de frota única da empresa (em busca constante de aumento da utilização da aeronave), o plano de transformação da frota atual e o controle rígido de custos / despesas continuarão a ser os principais impulsionadores para alcançar o CASK [ custo operacional dividido pelo total de assentos-quilômetro oferecidos]  mais baixo entre os pares e recuperar a lucratividade”, avaliam.

Quanto ao endividamento, os analistas apontam que a empresa tem adotado diversas medidas para preservar o caixa e fortalecer a liquidez, o que será vital para enfrentar a crise. Por outro lado, alguns desembolsos ocorrerão à medida que as operações se recuperarem junto com a melhora da demanda, apesar de alguns ganhos de eficiência em curso.

“Projetamos que a relação dívida líquida / Ebitda encerrará 2021 em 11,5 vezes, significativamente abaixo do nível de 2020, com quedas graduais a partir de então para 5,9 vezes em 2022 e 4,4 vezes em 2023. Não desconsideramos o potencial da GOL acessando o mercado de capitais novamente no próximo futuro, dada a queima de caixa relacionada à pandemia repentina em 2020, ventos contrários de curto prazo com a segunda onda de COVID-19, perspectivas ainda incertas à frente e desembolso de caixa na incorporação da Smiles”, ressaltam.

A Cielo informou na quarta-feira que concluiu a venda dos direitos da plataforma de processamento e ao autorizador de transações desenvolvidos pela empresa para a bandeira Elo por R$ 380 milhões.

A transação acertada com a própria Elo Serviços, deduzida de valores reconhecidos como receitas de licenciamento, de R$ 187,5 milhões, acrescida de atualização monetária, e líquida da baixa de custos residuais de desenvolvimento e efeitos fiscais, “produzirá um efeito inicialmente estimado em R$ 75,9 milhões e será lançada no resultado do primeiro trimestre”, informou a Cielo.

A B3 incluiu Locaweb na primeira carteira teórica do Índice Bovespa válida para o período entre janeiro e abril de 2021. Não houve a exclusão de nenhum papel, e com isso, o Ibovespa passa a contar com 83 ações.

A empresa de tecnologia, que estreou na Bolsa em fevereiro do ano passado e desde então acumula valorização superior a 420%, entra com o peso de 0,46% de participação na primeira prévia do índice. A entrada do papel já era esperada pelo mercado.

Em relatórios, tanto XP quanto Bank of America projetavam alta probabilidade de entrada levando em conta o histórico de volume, número de ações negociadas e número de negociações dos ativos.

A Copasa MG (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) comunicou que a Arsae MG (Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais) divulgou os resultados sobre audiências públicas que discutiram metodologias para a reconstrução das tarifas da Copasa MG e da Copanor no próximo ciclo tarifário.

A Copasa diz que vai analisar o material e, possivelmente, se manifestar. A próxima etapa do processo, que compreende a definição da metodologia para os reajustes anuais, está prevista para conclusão em 30 de junho. A finalização do processo está prevista para 2 de julho, e a aplicação, para 1º de agosto.

Empresas de saúde

A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) aprovou o reajuste de preços dos remédios a partir desta quinta-feira, 1º de abril. A resolução está publicada em edição extra do Diário Oficial da União que circula desde a noite desta quarta-feira. 31. Segundo o texto, o ajuste máximo de preços permitido chega a 10,08%. A resolução traz três porcentuais máximos, de acordo com a classe terapêutica dos medicamentos: 10,08% (nível 1); 8,44% (nível 2); 6,79% (nível 3).

No último dia 15, a CMED já tinha definido em 4,88% o Fator de Ajuste de Preços Relativos entre Setores, denominado Fator Y, que é um dos itens considerados para se chegar ao índice de ajuste dos preços ao consumidor. Além disso, são levados também em conta a inflação acumulada em 12 meses, o fator de produtividade repassado ao consumidor (Fator X), já fixado em 3,29%.

As empresas produtoras deverão dar ampla publicidade aos preços de seus medicamentos, por meio de publicações em mídias especializadas de grande circulação. Esse preços não poderão ser superior aos preços publicados pela CMED no Portal da Anvisa.

As ações da Atom dispararam 131% na quarta, após a Exame, controlada pelo BTG Pactual, comprar participação de 34,78% na companhia, especialista em publicações e materiais didáticos para o mercado financeiro. Após o acordo, a WHPH Participações e Empreendimentos, que detinha 69,569%, ficará com fatia de 34,78%. No âmbito da operação, ainda foi acertado um acordo de acionistas entre WHPH e Exame, segundo fato relevante mais cedo na quarta.

Vitru (NASDAQ: VITRU)

O Morgan Stanley comentou os resultados divulgados pela Vitru. O banco avaliou os resultados como fortes, e se movimentando na direção correta em 2020, com expansão da margem Ebitda e de resultados acadêmicos. Os dados preliminares do primeiro trimestre indicam um outro ano forte, diz o Morgan Stanley, com um ciclo de matrículas potencialmente forte.

A receita com educação digital subiu 33% na comparação anual, enquanto a receita com aulas presenciais caiu 33% devido à pandemia. A receita líquida de R$ 136 milhões ficou levemente abaixo de suas estimativa. A base de matrículas fechou em 310 mil, acima da estimativa do banco, de 286 mil. A educação digital representou 97,4% do total no quarto trimestre.

Em 28,2%, a margem Ebitda ajustada de 2020 ficou acima da guidance (documento com previsões e planos divulgado pelas empresas), de entre 26% e 27,2%, e da estimativa do Morgan Stanley, de 27%.

O banco mantém avaliação de overweight (perspectiva de crescimento acima da média do mercado), e preço-alvo de US$ 18,5, frente aos US$ 14,85 para as ações VITRU negociadas na Nasdaq na véspera.

Arco (NASDAQ: ARCE)

O Morgan Stanley comentou os a guidance (previsões e planos divulgados por empresas) da Arco para 2021, de faturamento de R$ 1,163 bilhão confirmando a guidance anterior, e indicando alta de 21%. A nova guidance para o Ebitda ajustado, de entre 35,5% e 37,5% é a mesma de 2020 e em linha com a estimativa do banco, de 36,8%.

O banco aponta que a empresa usa tecnologia de última geração e processamento de dados para melhorar os resultados acadêmicos das escolas do ensino fundamental. Assim, está acelerando a incorporação de novos clientes, com taxa de retenção maior do que 90%, e potencial de vendas em novos segmentos e mercados. Assim, o ano de 2021 é de transição, desacelerando o potencial de crescimento orgânico. Isso impede que o banco seja mais otimista. O Morgan Stanley mantém avaliação equal-weight para a Arco, com preço-alvo de US$ 43,7 para os papéis ARCE, negociados na quarta por US$ 25,34 na Nasdaq.

O Credit Suisse classificou os resultados da Arco como fortes, com a receita indicando alta de 20% na comparação anual acima da guidance. O Ebitda ajustado de R$ 126 milhões representou alta de 18%, fEchando o ano em R$ 381 milhões, e margem de 38%, acima da guidance de entre 35,5% e 37,5%.

O banco reforçou sua visão positiva para a Arco, dizendo avaliar que os problemas são de curto prazo, e de que o faturamento de 2022 deve indicar forte recuperação. Assim, o banco reforça avaliação de outperform para a Arco, e vê a recente venda de ações como injustificada. Fusões e aquisições continuam a ser impulsionadoras das ações, apesar de as metas serem, provavelmente, menores no curto prazo. O banco mantém preço-alvo de US$ 55 para os papéis ARCE cotados na Nasdaq, frente aos R$ 25,34 negociados na quarta.

Lojas Renner (LREN3)

O Bradesco BBI participou do dia do investidor da Renner. O banco ressalta que, em fevereiro, a gestão divulgou uma guidance prevendo contração da margem, que o Bradesco estima em entre 3 e 4 pontos percentuais, em 2021, na comparação com 2019. Isso se deveria em parte a investimentos em transformação digital e em outras áreas.

O banco aponta que, no dia do investidor, o CEO da Renner, Fabio Faccio, apresentou um panorama de como o negócio está evoluindo e sua estratégia. Mas ressaltou que não foi divulgada guidance relativa a aceleração das vendas, que deve ser a questão mais importante a partir de 2022. O banco mantém recomendação outperform (expectativa de valorização acima da média do mercado) para a Renner, com preço-alvo para 2021 em R$ 50, frente aos R$ 42,5 negociados na quarta.

Já o Credit Suisse, que também participou do evento, afirmou que a empresa apresentou uma abordagem de ecossistema, ampliando as ofertas de serviços financeiros e de varejo, mantendo moda e estilo de vida em foco. O banco espera que a empresa saia mais forte da crise, e mantém avaliação outperform.

O Itaú BBA comentou o processo de consulta aberto para discutir a mudança tarifária na Copel. A parcela B ajustada, de R$ 2,747 bilhões ficou abaixo de sua estimativa de R$ 3,047 bilhões. Mas o banco ressalta que a parcela B ajustada para itens não recorrentes e outras recentes, de R$ 3,085 bilhões, ficou apenas 3,5% abaixo de sua estimativa.

O Ebitda regulatório de R$ 1,374 bilhão fica abaixo de sua estimativa de R$ 1,424 bilhão. O banco diz que vê as notícias como neutras para os papéis da empresa, mantém avaliação de outperform, com preço-alvo de R$ 7,4, frente aos R$ 7,13 para os papéis CPLE6.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Lucro da M.Dias Branco cai 21% e da Enauta tem baixa de 68,7% no 4º tri; BBA tem recomendação neutra para Gol e mais destaques

SÃO PAULO – O noticiário corporativo é bastante movimentado na sessão desta quinta-feira (1). A indicação do novo presidente do Banco do Brasil, Fausto de Andrade Ribeiro, foi aprovada em reunião realizada na terça-feira pelo Comitê de Pessoas, Remuneração e Elegibilidade (Corem). Ele foi indicado pela União para substituir André Brandão, que comunicou sua renúncia em março.

Já na temporada de resultados, a fabricante de alimentos M.Dias Branco apresentou lucro líquido de R$ 209,0 milhões no quarto trimestre do ano passado. O resultado representa queda de 21,1% na comparação com igual período de 2019, quando a empresa reportou lucro líquido de R$ 264,9 milhões. Enquanto isso, o lucro líquido da Enauta totalizou R$ 124 milhões em 2020, 32,6% inferior ao lucro registrado em 2019. No quarto trimestre, a companhia contabilizou lucro de R$ 38,2 milhões, queda de 68,7%.

No radar de recomendações, o Itaú BBA iniciou cobertura para a Gol com recomendação equivalente à neutra. Confira os destaques:

Banco do Brasil (BBAS3)

A indicação do novo presidente do Banco do Brasil, Fausto de Andrade Ribeiro, foi aprovada em reunião realizada na terça-feira pelo Comitê de Pessoas, Remuneração e Elegibilidade (Corem). Ele foi indicado pela União para substituir André Brandão, que comunicou sua renúncia em março.

Em manifestação em separado de seus votos, os membros do comitê Cibele Castro, Luiz Serafim Spinola Santos e Paulo Roberto Evangelista de Lima alertam que “a atuação deste Comitê, no particular, não deveria ser o de exclusivamente verificar a conformidade do processo, o atendimento aos requisitos legais ‘objetivos’ e a ausência de vedações, mas também o de apreciar ‘requisitos subjetivos’”.

E prosseguem em tom crítico. “Em nossa visão, tendo em conta que o indicado exercerá a função de principal executivo da companhia, cumulativamente à de membro do Conselho de Administração, caberia ao Corem ir além de uma análise burocrática, de forma a realizar juízo crítico acerca da aderência do perfil do candidato aos cargos para os quais foi indicado. Tal prática estaria melhor alinhada ao hígido e já usual processo interno da companhia para avaliação, preparação e seleção de seus futuros executivos, no qual a cultura da meritocracia vem sendo priorizada e valorizada”.

Com isso, acrescentam os membros do Corem, “negligenciar ou relegar a segundo plano o papel do Conselho de Administração na seleção e aprovação do principal executivo da companhia, como no presente caso, equivale a reduzir o Conselho a um mero homologador, o que não se coaduna com as Leis 6.404/1976 e 13.303/2016, tampouco com os manuais e códigos de melhores práticas de governança corporativa globalmente reconhecidos. Para enriquecimento do processo de escolha, por exemplo, poderia o controlador ter se valido de empresa especializada em recrutamento de executivos para a indicação do Presidente, ou mesmo envolvido o Conselho de Administração na proposição ou avaliação de potenciais candidatos”.

Técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) têm cinco dias úteis para analisar se vão pedir a suspensão da venda da Refinaria Landulpho Alves (Rlam) pela Petrobras ao Mubadala, fundo financeiro dos Emirados Árabes, anunciada no último dia 24. A medida tem como objetivo evitar “prejuízo ao interesse público”, como afirmou em plenário o ministro Walton Alencar, na última quarta-feira, 31.

O TCU questiona o valor de US$ 1,65 bilhão fechado com o Mubadala, que estaria abaixo do preço de mercado, de US$ 3,04 bilhões, definido pela própria Petrobras.

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“Recebi Ofício do Subprocurador-Geral, Lucas Rocha Furtado, ressaltando a recente decisão do conselho de administração da Petrobras em vender a Refinaria Landulpho Alves (Rlam) a preços abaixo de seu valor de mercado”, disse o ministro, na sessão de ontem.

Questionada, a empresa enviou ao tribunal as justificativas por que seu conselho de administração e refinaria aprovaram a venda da refinaria abaixo desse valor. Com os documentos em mãos, o ministro repassou à área técnica a responsabilidade de analisar definitivamente o caso.

“Ante o risco de conclusão do negócio antes que este Tribunal possa se debruçar sobre a matéria, com possível prejuízo ao interesse público, bem como considerando as consequências que essa decisão possa carrear para a venda das demais refinarias, entendo fundamental determinar que a Unidade Técnica submeta a este Relator, em 5 dias úteis, análise conclusiva a respeito da necessidade ou não de concessão de cautelar para a suspensão da alienação em andamento”, afirmou o Alencar, em plenário.

Desde que as negociações com o Mubadala foram concluídas, o valor de US$ 1,65 bilhão, a ser pago pelo fundo, tem sido questionado pelo mercado. O Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) estimou a Rlam em US$ 3 bilhões. Enquanto analistas do banco BTG Pactual dizem que o total a ser pago pelo ativo está 35% abaixo do limite inferior projetado por eles. A XP Investimentos avalia que, com esse dinheiro, a Petrobras vai conseguir atingir uma parcela muito pequena das suas metas financeiras.

Ainda no radar da companhia, a Petrobras informou que recebeu a indicação da Franklin Templeton Investment Fund, acionista detentora de ações preferenciais, sobre candidatos para o conselho fiscal, cuja eleição ocorrerá na Assembleia Geral Ordinária de 14 de abril de 2021. Os nomes são Reginaldo Ferreira Alexandre e Paulo Roberto Franceschi.

Segundo o currículo enviado à Petrobras, Reginaldo Ferreira Alexandre é economista com experiência em análise de investimentos, com passagens por Citibank, Unibanco, BBA (atual Itaú-BBA) e Itaú Corretora de Valores. Ele trabalhou como analista de crédito corporativo no Citibank e como consultor nas áreas de estratégia da Accenture e de corporate finance da Deloitte. Também atuou na ProxyCon Consultoria Empresarial, dedicada a assessoria e prestação de serviços nas áreas de mercado de capitais, finanças e governança corporativa, entre 2003 e 2017. Atualmente, é membro dos conselhos fiscais de Sanepar, Sabesp, CEB, Rumo, Ser Educacional e suplente dos conselhos de CPFL Energia, Braskem e Fras-Le.

Paulo Roberto Franceschi é formado em ciências contábeis pela Fundação de Estudos Sociais de Paraná e em ciências econômicas pela FAE Business School. É sócio da Audicontrol Auditoria e Controle S.S. É titular do conselho fiscal de Equatorial Energia; Celpa Centrais Elétricas do Pará, controlada da Equatorial; Companhia Energética do Maranhão, controlada da Equatorial; Triunfo Participações e Investimentos; Companhia Energética de São Paulo; e Sanepar.

Vale (VALE3) e siderúrgicas

Os futuros do vergalhão de aço e do minério de ferro na China avançaram nesta quinta-feira, apoiados por expectativas de maior demanda em meio a indicadores econômicos positivos e esforços do governo chinês para estimular o consumo. As vendas de escavadeiras nos primeiros dois meses de 2021 saltaram 149% frente ao mesmo período do ano anterior, segundo notícias na mídia estatal, sugerindo um setor de infraestrutura em alta.

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Enquanto isso, o ministério da indústria e outros departamentos emitiram em conjunto um comunicado encorajando vendas de veículos elétricos em cidades menores e áreas rurais. Os futuros do minério de ferro na bolsa de commodities de Xangai DCIOcv1 também recuaram, com o contrato mais ativo, para maio, avançando 1,2%, para 1.104 iuanes por tonelada.

M.Dias Branco (MDIA3)

A fabricante de alimentos M.Dias Branco apresentou lucro líquido de R$ 209,0 milhões no quarto trimestre do ano passado. O resultado representa queda de 21,1% na comparação com igual período de 2019, quando a empresa reportou lucro líquido de R$ 264,9 milhões.

O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) atingiu R$ 192,2 milhões, recuo de 33,5% frente aos R$ 289,2 milhões do quarto trimestre do ano anterior. A margem Ebitda ficou em 11,3%, ante 17,1% de um ano antes, retração de 5,8 pontos porcentuais. A alavancagem da empresa (relação entre dívida líquida e Ebitda) ficou em 0,4 vez, ante 0,8 vez reportada em igual período do ano passado.

A receita líquida subiu 0,4% na mesma base comparativa, alcançando R$ 1,702 bilhão ante R$ 1,694 bilhão do quarto trimestre de 2019. Do montante total, R$ 45,9 milhões vieram da receita com vendas externas – alta de 201,3% na comparação anual.

A variação positiva da receita é atribuída pela companhia ao aumento de 18,9% no preço médio dos produtos, que foi suficiente para compensar a queda de 15,5% do volume de vendas no período. “Observamos desaceleração do nosso crescimento, fruto do arrefecimento da demanda e dos reajustes nos preços, especialmente na região de defesa (Norte e Nordeste)”, destacou a M. Dias em comunicado divulgado para imprensa e investidores.

O resultado da M. Dias Branco interrompe um ciclo de quatro altas consecutivas no lucro líquido. Já a receita cresceu pelo quinto trimestre seguido.

A companhia, assim como outras empresas do setor de alimentos, teve o desempenho nos três primeiros trimestres do ano passado impulsionado, em parte, pelo aumento na demanda doméstica por seus produtos, uma vez que as medidas de isolamento social resultaram no fechamento de food service e exigiram mais refeições em casa. No quarto trimestre, contudo, o desempenho do setor arrefeceu diante da retração no consumo de produtos derivados de farinha de trigo.

Em comunicado, a M. Dias aponta que seus resultados trimestrais foram afetados negativamente pela elevação dos custos dos insumos cotados em dólar, diante da desvalorização do real ante a moeda norte-americana – especialmente das duas principais commodities utilizadas na sua produção, trigo e óleo de palma.

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O Bradesco BBI afirma que o Ebitda ajustado divulgado pela M. Dias Branco para o quarto trimestre ficou 72% abaixo do consenso e 78% abaixo de sua estimativa, com volumes mais fracos do que o esperado. O banco ressalta que a ação da empresa teve desempenho 8 pontos percentuais abaixo da média do Ibovespa nesse ano, com investidores precificando o impacto negativo da alta de preços das commodities sobre os custos. Mas o Bradesco diz que gostaria de ter mais informações sobre o quão temporária essa fraqueza pode ser, após a empresa e a concorrência realizarem aumentos significativos de preços.

Apesar dos resultados abaixo do esperado, o banco mantém avaliação de outperform com preço-alvo em 2021 em R$ 42, frente aos R$ 30,7 negociados na quarta.

O lucro líquido da Enauta totalizou R$ 124 milhões em 2020, 32,6% inferior ao lucro registrado em 2019. No quarto trimestre, a companhia contabilizou lucro de R$ 38,2 milhões, queda de 68,7%.

A receita do quarto trimestre apresentou queda de 53,8% na base anual, para R$ 186,9 milhões, principalmente em função
da redução da produção do Campo de Atlanta. No período, a produção foi realizada por meio de um poço durante 60 dias e teve a produção interrompida nos demais dias. A receita do Campo também foi impactada pela queda do preço da commodity, parcialmente compensada pelo efeito positivo do ganho cambial.

Na comparação anual, a receita registrou queda de 15%, para R$ 945,4 milhões, refletindo principalmente a queda
de produção do Campo de Manati, em função do declínio natural do Campo. “A redução da receita no Campo de Atlanta em 2020 se deve ao Brent médio de venda no período, que apresentou queda de 33,8% em relação ao ano de 2019, efeito compensado pela valorização do dólar médio de 34,4% no mesmo período, variando de uma média de R$ 4,00 ao longo do
ano de 2019 para R$ 5,20 no mesmo período em 2020. Também em 2020, a companhia registrou R$ 71,5 milhões referentes ao exercício das opções de venda, em comparação a um montante negativo de R$ 2,2 milhões em 2019”, destacou a companhia em seu release de resultados.

O Itaú BBA iniciou cobertura para as ações da Gol com recomendação marketperform (desempenho em linha com a média do mercado) e preço-alvo de R$ 24,50 para os ativos GOLL4 e de US$ 9,50 para os American Depositary Receipts (ADRs, ou ações negociadas na NYSE) dos ativos.

As premissas atuais indicam um potencial de aumento limitado de 14%, mas os analistas apontam “estarem prontos para revisar as projeções para cima no caso de uma recuperação mais rápida”.

Os analistas ressaltam que a Gol tem reconstruído gradualmente sua rede após o forte impacto da crise COVID-19 no tráfego aéreo em 2020. Eles destacam que os ventos contrários de curto prazo com a segunda onda da pandemia impedem uma perspectiva mais construtiva para o primeiro semestre, mas o cenário base ainda indica um segundo semestre melhor.

Os analistas apontam que a oferta doméstica da Gol só retornará aos níveis de 2019 em 2022, seguido por uma adição gradual de capacidade a partir de então. “Esperamos que o setor permaneça racional, com todos os participantes buscando recuperar a lucratividade após os desafios de 2020 e do primeiro semestre de 2021 e com perspectivas ainda incertas; no entanto, é importante monitorar a capacidade dos recém-chegados, a adição de capacidade dos atuais players e os sinais de dinâmica de preços agressiva”, avaliam.

Assim, dado que a recuperação do segmento de negócios permanece um ponto de interrogação, a Gol terá que continuar a otimizar os ganhos com os viajantes a turismo, que não foram capazes de compensar totalmente a queda no tráfego no segmento corporativo até agora – uma tendência que deve continuar. Por outro lado, os rendimentos médios foram um tanto resilientes para a Gol.

“A estratégia de frota única da empresa (em busca constante de aumento da utilização da aeronave), o plano de transformação da frota atual e o controle rígido de custos / despesas continuarão a ser os principais impulsionadores para alcançar o CASK [ custo operacional dividido pelo total de assentos-quilômetro oferecidos]  mais baixo entre os pares e recuperar a lucratividade”, avaliam.

Quanto ao endividamento, os analistas apontam que a empresa tem adotado diversas medidas para preservar o caixa e fortalecer a liquidez, o que será vital para enfrentar a crise. Por outro lado, alguns desembolsos ocorrerão à medida que as operações se recuperarem junto com a melhora da demanda, apesar de alguns ganhos de eficiência em curso.

“Projetamos que a relação dívida líquida / Ebitda encerrará 2021 em 11,5 vezes, significativamente abaixo do nível de 2020, com quedas graduais a partir de então para 5,9 vezes em 2022 e 4,4 vezes em 2023. Não desconsideramos o potencial da GOL acessando o mercado de capitais novamente no próximo futuro, dada a queima de caixa relacionada à pandemia repentina em 2020, ventos contrários de curto prazo com a segunda onda de COVID-19, perspectivas ainda incertas à frente e desembolso de caixa na incorporação da Smiles”, ressaltam.

A Cielo informou na quarta-feira que concluiu a venda dos direitos da plataforma de processamento e ao autorizador de transações desenvolvidos pela empresa para a bandeira Elo por R$ 380 milhões.

A transação acertada com a própria Elo Serviços, deduzida de valores reconhecidos como receitas de licenciamento, de R$ 187,5 milhões, acrescida de atualização monetária, e líquida da baixa de custos residuais de desenvolvimento e efeitos fiscais, “produzirá um efeito inicialmente estimado em R$ 75,9 milhões e será lançada no resultado do primeiro trimestre”, informou a Cielo.

A B3 incluiu Locaweb na primeira carteira teórica do Índice Bovespa válida para o período entre janeiro e abril de 2021. Não houve a exclusão de nenhum papel, e com isso, o Ibovespa passa a contar com 83 ações.

A empresa de tecnologia, que estreou na Bolsa em fevereiro do ano passado e desde então acumula valorização superior a 420%, entra com o peso de 0,46% de participação na primeira prévia do índice. A entrada do papel já era esperada pelo mercado.

Em relatórios, tanto XP quanto Bank of America projetavam alta probabilidade de entrada levando em conta o histórico de volume, número de ações negociadas e número de negociações dos ativos.

A Copasa MG (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) comunicou que a Arsae MG (Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais) divulgou os resultados sobre audiências públicas que discutiram metodologias para a reconstrução das tarifas da Copasa MG e da Copanor no próximo ciclo tarifário.

A Copasa diz que vai analisar o material e, possivelmente, se manifestar. A próxima etapa do processo, que compreende a definição da metodologia para os reajustes anuais, está prevista para conclusão em 30 de junho. A finalização do processo está prevista para 2 de julho, e a aplicação, para 1º de agosto.

Empresas de saúde

A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) aprovou o reajuste de preços dos remédios a partir desta quinta-feira, 1º de abril. A resolução está publicada em edição extra do Diário Oficial da União que circula desde a noite desta quarta-feira. 31. Segundo o texto, o ajuste máximo de preços permitido chega a 10,08%. A resolução traz três porcentuais máximos, de acordo com a classe terapêutica dos medicamentos: 10,08% (nível 1); 8,44% (nível 2); 6,79% (nível 3).

No último dia 15, a CMED já tinha definido em 4,88% o Fator de Ajuste de Preços Relativos entre Setores, denominado Fator Y, que é um dos itens considerados para se chegar ao índice de ajuste dos preços ao consumidor. Além disso, são levados também em conta a inflação acumulada em 12 meses, o fator de produtividade repassado ao consumidor (Fator X), já fixado em 3,29%.

As empresas produtoras deverão dar ampla publicidade aos preços de seus medicamentos, por meio de publicações em mídias especializadas de grande circulação. Esse preços não poderão ser superior aos preços publicados pela CMED no Portal da Anvisa.

As ações da Atom dispararam 131% na quarta, após a Exame, controlada pelo BTG Pactual, comprar participação de 34,78% na companhia, especialista em publicações e materiais didáticos para o mercado financeiro. Após o acordo, a WHPH Participações e Empreendimentos, que detinha 69,569%, ficará com fatia de 34,78%. No âmbito da operação, ainda foi acertado um acordo de acionistas entre WHPH e Exame, segundo fato relevante mais cedo na quarta.

Vitru (NASDAQ: VITRU)

O Morgan Stanley comentou os resultados divulgados pela Vitru. O banco avaliou os resultados como fortes, e se movimentando na direção correta em 2020, com expansão da margem Ebitda e de resultados acadêmicos. Os dados preliminares do primeiro trimestre indicam um outro ano forte, diz o Morgan Stanley, com um ciclo de matrículas potencialmente forte.

A receita com educação digital subiu 33% na comparação anual, enquanto a receita com aulas presenciais caiu 33% devido à pandemia. A receita líquida de R$ 136 milhões ficou levemente abaixo de suas estimativa. A base de matrículas fechou em 310 mil, acima da estimativa do banco, de 286 mil. A educação digital representou 97,4% do total no quarto trimestre.

Em 28,2%, a margem Ebitda ajustada de 2020 ficou acima da guidance (documento com previsões e planos divulgado pelas empresas), de entre 26% e 27,2%, e da estimativa do Morgan Stanley, de 27%.

O banco mantém avaliação de overweight (perspectiva de crescimento acima da média do mercado), e preço-alvo de US$ 18,5, frente aos US$ 14,85 para as ações VITRU negociadas na Nasdaq na véspera.

Arco (NASDAQ: ARCE)

O Morgan Stanley comentou os a guidance (previsões e planos divulgados por empresas) da Arco para 2021, de faturamento de R$ 1,163 bilhão confirmando a guidance anterior, e indicando alta de 21%. A nova guidance para o Ebitda ajustado, de entre 35,5% e 37,5% é a mesma de 2020 e em linha com a estimativa do banco, de 36,8%.

O banco aponta que a empresa usa tecnologia de última geração e processamento de dados para melhorar os resultados acadêmicos das escolas do ensino fundamental. Assim, está acelerando a incorporação de novos clientes, com taxa de retenção maior do que 90%, e potencial de vendas em novos segmentos e mercados. Assim, o ano de 2021 é de transição, desacelerando o potencial de crescimento orgânico. Isso impede que o banco seja mais otimista. O Morgan Stanley mantém avaliação equal-weight para a Arco, com preço-alvo de US$ 43,7 para os papéis ARCE, negociados na quarta por US$ 25,34 na Nasdaq.

O Credit Suisse classificou os resultados da Arco como fortes, com a receita indicando alta de 20% na comparação anual acima da guidance. O Ebitda ajustado de R$ 126 milhões representou alta de 18%, fEchando o ano em R$ 381 milhões, e margem de 38%, acima da guidance de entre 35,5% e 37,5%.

O banco reforçou sua visão positiva para a Arco, dizendo avaliar que os problemas são de curto prazo, e de que o faturamento de 2022 deve indicar forte recuperação. Assim, o banco reforça avaliação de outperform para a Arco, e vê a recente venda de ações como injustificada. Fusões e aquisições continuam a ser impulsionadoras das ações, apesar de as metas serem, provavelmente, menores no curto prazo. O banco mantém preço-alvo de US$ 55 para os papéis ARCE cotados na Nasdaq, frente aos R$ 25,34 negociados na quarta.

Lojas Renner (LREN3)

O Bradesco BBI participou do dia do investidor da Renner. O banco ressalta que, em fevereiro, a gestão divulgou uma guidance prevendo contração da margem, que o Bradesco estima em entre 3 e 4 pontos percentuais, em 2021, na comparação com 2019. Isso se deveria em parte a investimentos em transformação digital e em outras áreas.

O banco aponta que, no dia do investidor, o CEO da Renner, Fabio Faccio, apresentou um panorama de como o negócio está evoluindo e sua estratégia. Mas ressaltou que não foi divulgada guidance relativa a aceleração das vendas, que deve ser a questão mais importante a partir de 2022. O banco mantém recomendação outperform (expectativa de valorização acima da média do mercado) para a Renner, com preço-alvo para 2021 em R$ 50, frente aos R$ 42,5 negociados na quarta.

Já o Credit Suisse, que também participou do evento, afirmou que a empresa apresentou uma abordagem de ecossistema, ampliando as ofertas de serviços financeiros e de varejo, mantendo moda e estilo de vida em foco. O banco espera que a empresa saia mais forte da crise, e mantém avaliação outperform.

O Itaú BBA comentou o processo de consulta aberto para discutir a mudança tarifária na Copel. A parcela B ajustada, de R$ 2,747 bilhões ficou abaixo de sua estimativa de R$ 3,047 bilhões. Mas o banco ressalta que a parcela B ajustada para itens não recorrentes e outras recentes, de R$ 3,085 bilhões, ficou apenas 3,5% abaixo de sua estimativa.

O Ebitda regulatório de R$ 1,374 bilhão fica abaixo de sua estimativa de R$ 1,424 bilhão. O banco diz que vê as notícias como neutras para os papéis da empresa, mantém avaliação de outperform, com preço-alvo de R$ 7,4, frente aos R$ 7,13 para os papéis CPLE6.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Eneva planeja pagar com caixa compra de novos poços da Petrobras

petróleo e gás (Shutterstock)

(Bloomberg) — A Eneva (ENEV3), empresa de geração de energia, planeja pagar com caixa a compra de novos poços da Petrobras (PETR3;PETR4), disse o presidente, Pedro Zinner.

A empresa de energia espera aumentar a geração de caixa, já que as usinas termelétricas foram ativadas desde outubro devido à falta de energia hidrelétrica no Brasil, disse Zinner, em uma entrevista. A Eneva tinha R$ 2,6 bilhões em caixa em setembro.

Após captar R$ 948 milhões em outubro por meio de debêntures, a empresa não precisa, pelo menos nos próximos meses, emitir mais ações ou títulos para financiar aquisições ou cerca de R$ 2 bilhões em investimentos, disse ele. Em leilão realizado pela ANP, órgão regulador do petróleo, a Eneva comprou sete blocos exploratórios nas bacias do Amazonas e Paraná e do campo de Juruá, na bacia do Solimões, informou a empresa em comunicado no início deste mês.

A Eneva apresentará nova proposta de compra do campo de Urucu da Petrobras em 15 de janeiro, já que o ativo é “muito atraente”, disse Zinner, acrescentando que a empresa provavelmente participará de outros leilões da Petrobras no futuro.

“Procuramos gás, mas o petróleo é uma agradável surpresa, pois é um ativo muito líquido, fácil de vender”, disse. “Vocês verão a Eneva crescer muito nos próximos anos”, disse Zinner, acrescentando que a estratégia tem sido diversificar as localizações de suas usinas. A empresa também está considerando adquirir usinas hidrelétricas.

A Eneva quer também vender moléculas de gás e espera que o mercado seja liberado em breve no Brasil, disse Marcelo Habibe, diretor financeiro.

“Este foi um ano muito bom para a Eneva”, disse o presidente, acrescentando que as ações da Eneva subiram cerca de 30% no acumulado do ano, ante estabilidade do Ibovespa.

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2º ciclo arrecada R$ 56,6 milhões com venda de 18 blocos a 7 empresas, diz ANP

A Eneva (ENEV3) foi vencedora numa disputa com a Imetame pelo campo de gás Juruá, no Amazonas, considerado acumulação marginal, pagando R$ 25,7 milhões, contra a oferta de R$ 5,6 milhões da concorrente.

Assim, a empresa foi a maior compradora do 2º Ciclo de Oferta Permanente, realizado nesta sexta-feira, 4, pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Ao todo foram arrecadados R$ 56,6 milhões com a venda de 18, sendo uma acumulação marginal, para 7 empresas.

A Shell fez o segundo maior lance, por um bloco na bacia de Campos, de R$ 12 milhões.

A Eneva, em parceria com a Enauta (ENAT3) – 70% e 30%, respectivamente -, levou mais quatro blocos na bacia do Paraná.

Não tiveram ofertas setores das bacias de Santos, Espírito Santo, Sergipe-Alagoas e um dos dois oferecidos na bacia de Potiguar.

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“Presença de energias renováveis vai crescer, mas vamos precisar de petróleo por muitas décadas ainda”, diz CEO da Enauta

SÃO PAULO – Com 20 anos de história, sendo quase dez com o capital aberto, a Enauta ( ENAT3) vive um momento de transformação e mudança de estratégia, já de olho inclusive no cenário de transição energética global para fontes limpas.

Em participação no evento Melhores da Bolsa 2020 do InfoMoney e Stock Pickers, Décio Oddone, CEO da Enauta – que venceu como melhor empresa de petróleo e gás -, destacou o foco da empresa em preservar caixa e realizar grandes estudos antes de operar em campos de petróleo, o que trouxe um bom posicionamento da companhia no setor nos últimos anos.

“Esse prêmio vem em um momento muito positivo para nós. Ao mesmo tempo que o mercado está se transformando, a empresa também está”, disse o executivo durante o evento, online e gratuito, que vai até dia 26. Para participar, basta se cadastrar aqui.

Questionado sobre “trauma” dos investidores com a antiga OGX de Eike Batista, que parecia promissora mas começou a mostrar que seus campos não eram produtivos, Oddone diz que este risco não existe para a sua companhia.

Segundo ele, o que aconteceu no passado foi uma onda de IPOs de petróleo e gás no País, e que a Enauta é a única sobrevivente desse período.

Nestes últimos anos, o executivo destaca que o foco da companhia foi manter o seu caixa. “A Enauta não vai desperdiçar [o caixa] em campos que podem ser secos”, afirma ele lembrando que entre 2011 e 2013 não haviam oportunidades de aquisição no mercado porque os campos estavam quase todos com a Petrobras.

Melhores da Bolsa 2020
Cadastre-se gratuitamente para participar do encontro entre os CEOs das melhores empresas listadas na Bolsa e gestores de grandes fundos, entre os dias 24 e 26 de novembro:

Por conta disso, a companhia preferiu não correr riscos com aquisições arriscadas e agora consegue ter caixa para aproveitar melhor as oportunidades em um cenário em que a estatal está com um grande plano de desinvestimentos e opções de aquisições estão aparecendo no mercado.

Para ele, com a Petrobras mais focada no pré-sal, o mercado abre espaço para empresas menores, como a Enauta, operarem outros ativos ainda produtivos. O executivo ressalta que a companhia continuará focada na exploração, mas que agora também estará mais de olho em possíveis fusões e aquisições.

Um novo mundo

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Para 2021, o executivo destaca três focos para a Enauta: resultados da exploração nos seus campos em Sergipe e Alagoas; a definição sobre tornar o campo de Atlanta um sistema definitivo; e aplicar a sua nova estratégia de buscar a aquisição de campos em produção.

Porém, o que chamou atenção durante sua apresentação no evento foi o foco que o executivo já tem no futuro de mais longo prazo. Oddone acredita que o petróleo ainda será explorado por muito tempo, mas sabe que a transição para energias mais limpas é algo inevitável em algum momento.

“A presença das energias renováveis vai crescer, e isso é bom […] Mas nós vamos precisar de petróleo e gás por muitas décadas ainda”, afirma.

Questionado sobre como uma empresa de petróleo pode se inserir na vertente do ESG (sigla em inglês para as melhores práticas ambientais, sociais e de governança), o CEO destacou que, por ser de capital aberto, a Enauta já tem uma governança bem desenvolvida, mas reconheceu a necessidade de ainda melhorar.

Ele disse que já existem medidas em curso dentro da empresa para evoluir sua governança corporativa, além de haver uma proposta voltada para sustentabilidade que deve ser votada em conselho em breve.

“Vamos aprofundar as questões da transição energética”, disse Oddone ressaltando que já está “pensando na Enauta do futuro, em como vamos nos posicionar sobre a transição energética”.

“Passada a nossa fase atual eu queria começar a olhar para energias renováveis […] Qualquer empresas de energia precisa olhar para isso”, completou ele dizendo que o Brasil tem uma matriz energética bastante limpa e que muitas opções existem, como energia solar e eólica.

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Luis Stuhlberger, Roberto Campos Neto e CEOs de empresas premiadas participam de evento online e gratuito sobre ações

Um ranking exclusivo criado pelo InfoMoney em parceria com a Economatica e o Ibmec premiou as melhores empresas da Bolsa brasileira.

As vencedoras são Equatorial, LOG Commercial Properties, Raia Drogasil, Totvs, Tenda, Duratex, Enauta, Camil e WEG (saiba mais aqui).

O que explica o sucesso dessas empresas? Quais são as perspectivas, e os desafios, agora? Elas estão preparadas para uma possível segunda onda do coronavírus?

Os CEOs das companhias premiadas responderão essas e outras perguntas no evento online e gratuito Melhores da Bolsa 2020, promovido pelo InfoMoney e pelo Stock Pickers.

O evento também trará alguns dos principais gestores da atualidade, como Luis Stuhlberger e Luiz Parreiras, da Verde, John Boselli, da Wellington, e Kate Moore, da BlackRock. Eles falarão sobre cenários e o que ainda vale a pena nos mercados de ações.

A abertura será feita por Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central. E o encerramento será um show de rock de gestores.

Confira a programação e inscreva-se, gratuitamente, para participar e fazer perguntas aos palestrantes.

Enauta sai às compras após pandemia desacelerar mercado do setor de petróleo

(Bloomberg) — A petrolífera brasileira Enauta (ENAT3) está aproveitando a desaceleração do setor para comprar campos em terra e na costa do país.

A empresa com sede no Rio de Janeiro tem cerca de R$ 2 bilhões disponíveis em dinheiro e contas a receber e está ansiosa para usá-lo na expansão da área plantada, disse o CEO Décio Oddone em uma entrevista na quarta-feira.

Embora a desaceleração induzida pela pandemia tenha reduzido as margens de lucro em todo o setor, Oddone vê oportunidades para empresas menores ganharem dinheiro com campos de petróleo maduros que não são mais interessantes para grandes empresas como a Petrobras.

“Estamos formulando uma estratégia, olhando para os ativos disponíveis”, disse Oddone. “O sucesso da Enauta tem sido financeiro. Sempre teve caixa em mãos.”

Nos últimos anos, a Enauta se desfez de participações em um campo de águas profundas e um projeto de gás natural, e está procurando reconstruir seu portfólio, disse Oddone. As principais petrolíferas do Mar do Norte e do Golfo do México passaram por um processo de desinvestimento semelhante ao da Petrobras décadas atrás, quando venderam campos maduros para operadoras menores com custos indiretos mais baixos. Alguns dos campos envelhecidos do Brasil ainda podem ser lucrativos para uma empresa como a Enauta, mesmo a preços atuais.

“Para uma empresa menor, esta é uma oportunidade”, disse Oddone.

Por Dentro dos Resultados
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Cury capta R$ 977,5 mi em IPO, Enauta indica ex-ANP para presidência, 4 empresas aprovam distribuição de proventos e mais

No noticiário corporativo, a Petrobras anunciou o início da venda de mais um ativo, a empresa Araucária Nitrogenados (ANSA), no estado do Paraná. Além disso, a Aura Minerals anunciou o primeiro carregamento de ouro da mina Gold Road, localizada no Arizona, Estados Unidos. Já a Klabin informou que a Deloitte avaliou o valor de contrato de licença para uso de marca com a Sogemar, em R$ 1,046 bilhão. Já a Cury capta R$ 977,5 milhões em sua oferta inicial de ações – o preço do ativo foi fixado abaixo da faixa indicativa.

Outros destaques foram os anúncios de distribuição de proventos feitos pela Telefônica Brasil, Lojas Renner, Raia Drogasil e Copasa. Já o Bradesco BBI elevou o rating de Iochpe Maxion para Outperform (acima da média) com um novo preço-alvo de R$ 18 para 2021, enquanto a B3 teve um crescimento de 59% no volume financeiro médio diário agosto.

Confira os destaques:

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A Aura Minerals anunciou o primeiro carregamento de ouro da mina Gold Road, localizada no Arizona, Estados Unidos. Foi o primeiro embarque desde a aquisição da empresa pela Aura, ocorrida em março deste ano. Foram embarcadas 582 onças de ouro equivalente, correspondente a aproximadamente uma semana de produção.

Segundo o Credit Suisse, a notícia é positiva. O banco calcula que a empresa esteja a caminho de atingir seu guidance de produção de 9 a 10 mil onças de ouro equivalente em 2020 nesta unidade.

A Petrobras começou o processo de venda de suas ações na empresa Araucária Nitrogenados (ANSA), no estado do Paraná. A operação está alinhada à estratégia de otimização do portfólio e à melhora de alocação do capital da companhia.

A ANSA, que está hibernada,possui uma unidade industrial de fertilizantes nitrogenados localizada em Araucária, no estado do Paraná. Sua capacidade de produção é de 1.975 t/dia de ureia e 1.303 t/dia de amônia.

Ainda sobre a Petrobras, o Estado de S.Paulo noticiou que a empresa estuda retomar o plano de captar recursos no mercado de dívida local, por meio da emissão de debêntures de infraestrutura.

No radar da companhia, segundo a Reuters, o Plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) deverá começar a julgar a partir desta sexta-feira (18) o pedido das Mesas da Câmara dos Deputados, do Senado e do Congresso para impedir a venda pela Petrobras de suas refinarias. No pedido ao STF, as mesas legislativas argumentaram que a eventual venda das unidades iria contra uma decisão anterior da própria corte no ano passado, segundo a qual é necessário aval do Congresso para a venda de ativos de uma empresa-matriz.

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O processo no STF vai ser julgado em momento em que ganham força pressões políticas e de sindicatos de trabalhadores contra os planos de desinvestimentos da Petrobras, em campanha denominada “Petrobras Fica”.

Conforme a assessoria de imprensa do STF, o julgamento ocorrerá no plenário virtual, estendendo-se até o dia 25 de setembro, e deve ter a participação dos 11 ministros. Adicionalmente, em nota, os ministérios da Economia, de Minas e Energia e o Tribunal de Contas da União (TCU) se mostraram favoráveis à continuidade do processo de venda das refinarias da Petrobras.

Conforme destaca a equipe de análise da XP, o Supremo Tribunal Federal decidiu (por 9 votos a favor e 2 contra) em 2019 que o desinvestimento de subsidiárias de empresas estatais não necessita de aprovação do Congresso. Tal aprovação apenas seria necessária para caso de privatizações das empresas diretamente detidas pelo Estado. “Além disso, notamos que o desinvestimento das refinarias da Petrobras está ocorrendo segundo determinação do órgão antitruste CADE, para encerrar as investigações sobre práticas anticompetitivas da empresa no segmento de refino”, destaca a XP.

“Acreditamos que o julgamento do STF será tema de grande importância para a avaliação das ações da Petrobras, embora notemos que vemos um risco-retorno positivo nas ações sem assumir a execução do plano de desinvestimentos em nossas estimativas”, aponta. Veja mais clicando aqui. 

A Cielo teve a recomendação reduzida de neutra a underweight (exposição abaixo da média) pelo JPMorgan, vendo preço-justo de R$ 4, e apontando que não está clara uma virada para a companhia.

A Klabin divulgou um laudo de avaliação sobre o valor de contrato de licença para uso de marca com a Sogemar, dona da marca Klabin. Segundo a empresa, o valor é de R$ 1,046 bilhão, segundo estudo elaborado pela consultoria e auditoria Deloitte bom base no fluxo de caixa descontado proveniente dos pagamentos futuros estimados de royalties. Já a estimativa feita pela Kantar identificou valor de R$ 1,1 bilhão, aplicando variáveis de contribuição e força da marca.

Iochpe Maxion (MYPK3)

O Bradesco BBI elevou a recomendação de Iochpe Maxion para outperform (desempenho acima da média) com um novo preço-alvo de R$ 18 para 2021, ante um preço-alvo anterior de R$ 16. O banco havia rebaixado a empresa para o rating Neutro em janeiro, e desde então a ação caiu 44%. Agora, o banco eleva sua recomendação devido à recuperação mais rápida que o esperado das receitas e à perspectiva de que os cortes de custos do segundo trimestre vão acelerar a recuperação da margem Ebitda no terceiro trimestre de 2020.

Além disso, a empresa está tratando da sua alta alavancagem financeiras, e o valuation está atrativo, com potencial de 38% de alta. A ação está operando com múltiplo de 5,8 vezes EV (Valor de mercado)/Ebitda 2021, um desconto de 16% sobre a média histórica.

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Mais um caso de febre suína africana foi confirmado na Alemanha, segundo o Ministério de Agricultura do país. Segundo relatório do Bradesco BBI, a nova confirmação eleva para sete o número total de casos no estado de Brandenburg na semana passada. O banco está monitorando o risco de a doença se espalhar na União Europeia, o que pode elevar a aposta em ações do setor de proteína animal no Brasil. A Alemanha representa 5% da produção mundial de carne suína, enquanto a União Europeia representa 25%. Com isso, a oferta mundial de carne pode ser impactada, elevando os preços. No setor, o banco tem rating Outperform para BRF e JBS.

Magazine Luiza (MGLU3)

O Conselho de Administração do Magazine Luiza (MGLU3) aprovou, em reunião na última quinta-feira (17), a proposta de desdobramento de ações da companhia na proporção de um para quatro, informou a varejista em fato relevante.

A empresa informou que o presidente do Conselho convocará assembleia geral extraordinária para decidir sobre a proposta.

Após o desdobramento, o capital social permanecerá no montante de R$ 6,070 bilhões, dividido em
6,5 bilhões de ações ordinárias, todas nominativas, escriturais e sem valor nominal.

Segundo o Magalu, a realização da operação de desdobramento tem como principal objetivo conferir melhor patamar para a cotação das ações a fim de torná-las mais acessível aos investidores.

Vale ressaltar que, apesar da queda de mais de 6% em setembro até o fechamento da véspera, as ações do Magalu registram a maior alta do Ibovespa em 2020, de 82,93%, com a companhia sendo considerada uma das “vencedoras na crise” com o aumento das vendas no online em meio à pandemia do coronavírus. Caso as ações se desdobrassem com base na cotação de fechamento da última quinta, o ativo MGLU3 abriria a sessão a um valor de R$ 21,77.

A B3 teve um volume financeiro médio diário de R$ 31,394 bilhões em agosto, alta de 59,1% ante o mesmo mês de 2019. Em relação a julho, o avanço foi de 6,9%. O número de investidores ativos em ações em agosto cresceu 119,9% na comparação anual e chegou a 2,98 milhões.

Conforme aponta a XP, os dados foram positivos dada a capacidade da companhia de manter o alto patamar de volumes enquanto investidores esperavam volumes ainda menores no curto prazo pós-COVID. “Importante também lembrar que IPOs e follow-ons voltaram e, embora não sejam representativos na receita, ajudam o volume de médio e longo prazo”, ressalta.

Telefônica Brasil (VIVT4)

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A Telefônica Brasil aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio relativo ao exercício social de 2020, no valor bruto de R$ 650 milhões. Para pessoas físicas e jurídicas tributadas, o valor será de R$ 0,30683743517 por ação ordinária, e de R$ 0,33752117869 por ação preferencial. O pagamento será feito até o final de 2021, com negociação ex-juros das ações após 28 de setembro.

Lojas Renner (LREN3)

A Lojas Renner aprovou o pagamento de juros sobre o capital próprio relativo ao exercício de 2020, no valor bruto de R$ 66.049 milhões, correspondentes a R$ 0,083344 por ação.
Farão jus aos juros os acionistas detentores de ações em 22 de setembro de 2020. A data do pagamento será definida na Assembleia Geral Ordinária de 2021.

Raia Drogasil (RADL3)

A Raia Drogasil aprovou a distribuição de juros sobre capital próprio no valor bruto de R$ 0,030314292 por ação. O pagamento ocorrerá até 31 de maio de 2021. O benefício se aplica à posição acionária do dia 24 de setembro de 2020.

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) aprovou juros sobre o capital próprio referentes ao terceiro trimestre de 2020, no valor bruto de R$ 63.124 milhões. O valor por ação é de: R$0,4994236092. O pagamento ocorrerá em até 60 dias a partir de ontem (17), sendo que a data ex-jcp é 23 de setembro de 2019.

PetroRio (PRIO3)

A Petro Rio decidiu suspender os esforços para a emissão de notas representativas da dívida de sua subsidiária PetroRio Luxembourg devido às incertezas do mercado de óleo e à volatilidade recente nos preços da commodity. Segundo a empresa, estas questões tornaram a ocasião desfavorável para a realização da oferta, que será retomada quando as condições melhorarem.

A oferta inicial de ações da construtora Cury saiu ontem a R$ 9,35 por ação, abaixo da faixa estimada e movimentou quase R$ 1 bilhão – mais precisamente, R$ 977,5 milhões. A faixa indicativa de preços ia de R$ 11 a R$ 14,30 por ação. As ações estreiam na B3 na próxima segunda-feira (21).

A Biosev teve um prejuízo líquido de R$ 281,3 milhões no primeiro trimestre de 2021, alta de 66,5% ante o prejuízo de R$ 169 milhões registrado um ano antes. Segundo a empresa, os resultados foram impactados principalmente pela variação cambial, sendo parcialmente compensados pelo aumento da receita líquida e por maiores ganhos na liquidação e marcação a mercado de posições em derivativos.

A receita líquida da Biosev foi de R$ 2,6 bilhões, alta de 55,4%. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) foi de R$ 321 milhões, avanço de 10%.

A Hapvida comprou a carteira de beneficiários da Plamheg Plano de Assistência Médica e Hospitalar do Estado de Goiás por R$23 milhões. A Plamheg conta com uma carteira de cerca de 18 mil beneficiários de planos de saúde concentrados na região de Anápolis e Goianésia (97%), com a carteira majoritariamente de planos coletivos corporativos (91%) e sinistralidade de 69,8% (últimos 12 meses, em junho/2020). A operação foi feita por meio da subsidiária integral Hapvida Assistência Médica.

Além disso, a Hapvida comprou a empresa Clínica Nossa Senhora Aparecida, que tem um hospital em Anápolis (GO) com 53 leitos. Em um imóvel arrendado pela empresa ao lado do hospital, serão instaladas uma clínica médica Hapvida com 13 consultórios para atendimento primário e uma unidade de diagnóstico.

A CVC homologou o aumento de capital de R$301,740 milhões, por meio da emissão de 23.500.000 novas ações ordinárias, ao preço de emissão de R$12,84 por ação. Segundo a empresa, também foram atribuídos aos subscritores das novas ações 23.500.000 bônus de subscrição, na proporção de 1 bônus de subscrição para cada 1 ação subscrita.

Cada bônus de subscrição confere ao seu titular o direito de subscrever 1,33 ação ordinária da companhia. Em decorrência do aumento de capital, o capital social da companhia passará de R$664,977 milhões para R$966,717 milhões.

O presidente da Enauta, Lincoln Rumenos Guardado, vai deixar o cargo. Ele deve ser substituído por Décio Oddone, ex-diretor geral da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Combustíveis (ANP), que terá sua nomeação deliberada pelo Conselho de Administração em reunião convocada para o dia 21 de setembro de 2020.

A Oi anunciou aos seus 12,5 mil funcionários que o retorno aos prédios da companhia não acontecerá até, pelo menos, 31 de janeiro de 2021, segundo o Estado de S.Paulo. A empresa está há seis meses com 81% de sua força de trabalho em esquema de home office. A decisão foi tomada após pesquisa interna mostrar que 93% dos empregados ganharam ou mantiveram qualidade de vida com o trabalho remoto.

O diretor metropolitano da Sabesp, Paulo Massato Yoshimoto, deixará o cargo e será substituído por Ricardo Daruiz Borsari, atual Diretor de Sistemas Regionais. De acordo com o Valor Econômico, a saída do executivo foi considerada por analistas e investidores como um bom sinal para a possível privatização da empresa. Segundo fontes do jornal, Massato era um dos executivos que mais se opunha à venda da Sabesp.

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