Democratas trazem proposta de Orçamento de 2022 nos EUA com pacote de US$ 3,5 trilhões

(Getty Images)

Os senadores do Partido Democrata divulgaram nesta segunda-feira uma proposta de orçamento para o ano fiscal de 2022 nos Estados Unidos. O texto prevê um pacote de investimentos sociais de US$ 3,5 trilhões, com foco em educação e saúde. Também voltado para o combate à mudança climática, o documento menciona uma série de incentivos fiscais para a geração de energia limpa.

Esse novo pacote de gastos não tem apoio do Partido Republicano. Por isso, os democratas pretendem usar o dispositivo orçamentário chamado de “reconciliação” para aprovar o texto.

Dessa forma, o partido do presidente norte-americano, Joe Biden, conseguiria passar a legislação no Senado por maioria simples.

Normalmente, seriam necessários pelo menos 60 votos no Senado, mais da metade dos 100 assentos na Casa, para aprovar o projeto. Como não há apoio de parlamentares republicanos, portanto, não seria possível passar a medida sem a “reconciliação”. Isso porque os democratas têm 50 votos na Casa mais o voto de desempate da vice-presidente Kamala Harris.

Desde a semana passada, o Senado analisa um pacote de infraestrutura de US$ 1 trilhão apresentado por Biden. Essa proposta, contudo, tem apoio bipartidário e a oposição participou, inclusive, da elaboração do texto.

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Usina Curuá-Una, da Eletronorte, está incluída em privatização, diz Eletrobras

(Eletrobras)

A Eletrobras (ELET3; ELET6) divulgou comunicado nesta sexta-feira informando que a Usina Hidrelétrica Curuá-Una, cuja concessão é de sua controlada Eletronorte, está incluída no escopo do processo de privatização da Eletrobras.

Assim, a usina, localizada no Pará e que possui 30,3 MW de capacidade instalada, deverá ser objeto de nova outorga de geração de energia elétrica.

Também será incluída no cálculo do valor adicionado a ser pago pela Eletrobras pelas novas concessões.

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Eneva lucra R$ 118,1 milhões no 2º tri, em crescimento de 37,7%

SÃO PAULO – A empresa de geração de energia Eneva (ENEV3) registrou um lucro líquido de R$ 118,1 milhões no segundo trimestre de 2021, em crescimento de 37,7% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo demonstração de resultados divulgada nesta quinta-feira (5).

Já o Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) excluindo poços secos da companhia somou R$ 377,5 milhões, em um avanço de 35% sobre o reportado no segundo trimestre do ano passado.

O Ebitda contábil foi de R$ 368,6 milhões, o que corresponde a uma alta de 31,4%.

A receita líquida, por sua vez, totalizou R$ 962,5 milhões, o que representa um incremento de 85,6% na comparação anual.

Segundo a administração, o consumo de energia elétrica no país manteve a trajetória de crescimento na comparação anual com o reaquecimento da economia depois do choque ocorrido por conta do coronavírus.

“Os consumidores do ambiente de contratação livre, composto em sua maioria por grandes consumidores industriais, impulsionaram o crescimento da demanda, com destaque para os setores têxteis, de veículos, saneamento e comércio, mesmo desconsiderando as migrações de cargas do ambiente regulado para o livre”, destacaram os executivos da empresa.

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Lucro da Engie cai 58,4% no 2º trimestre e empresa cita efeito de impairment

Logotipo da Engie (crédito: REUTERS/Stephane Mahe)

SÃO PAULO – A companhia de geração de energia elétrica Engie (EGIE3) registrou um lucro líquido de R$ 319 milhões no segundo trimestre de 2021, queda de 58,4% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo demonstração de resultados divulgada nesta quinta-feira (5).

Já o Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) Ajustado da companhia somou R$ 1,532 bilhão, em uma expansão de 19,7% sobre o reportado no segundo trimestre do ano passado.

O Ebitda contábil, por sua vez, foi de R$ 1,369 bilhão, valor 4,4% inferior na base anual.

A receita líquida totalizou R$ 3,133 bilhões, o que representa um incremento de 16,6% na comparação anual.

Segundo a administração, a companhia registrou no segundo trimestre impairment (redução no valor de um ativo) em R$ 163 milhões, decorrente de ajuste de valor contábil relacionado ao Complexo Termelétrico Jorge Lacerda.

“Desconsiderando efeitos não recorrentes de impairment no segundo trimestre e ganho de ação judicial e créditos extemporâneos no mesmo período do ano passado, a variação do Ebitda passaria de um efeito negativo de R$ 63 milhões para positivo em R$ 252 milhões – crescimento de 19,7%”, explicou-se a gestão da Engie.

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XP inicia cobertura de WEG com recomendação de compra e vê upside de 37% para a ação: “cenário macro favorável e DNA inovador”

SÃO PAULO – A XP iniciou a cobertura das ações da WEG (WEGE3), com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 50 por papel, o que implica potencial de alta de 37,3% em relação ao fechamento de terça-feira (3).

Na avaliação dos analistas, a WEG está bem posicionada para sustentar seu “sólido perfil de valor”, com base em conjunturas macro favoráveis para suportar o momento da receita de curto a médio prazo.

“Dada a alta correlação da receita da WEG com os ciclos de investimentos globais, acreditamos que a forte recuperação das economias em todo o mundo e domesticamente deve apoiar mais investimentos a serem implantados, traduzindo-se em um momento positivo para a receita da companhia. Além disso, vemos a contínua transição energética para fontes renováveis ​​como um importante vetor de crescimento”, escreve o time de análise, em relatório.

O crescimento de longo prazo em setores como mobilidade elétrica, serviços de armazenamento de energia e soluções digitais, suportado pela internacionalização e pelo “DNA inovador” – que busca mercados de alto crescimento e ainda pouco explorados –, também foram mencionados entre as justificativas.

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“Com um crescimento de receita entre 1996 e 2020 de 17% ao ano e um retorno sobre o capital investido (ROIC) da ordem de 30%, vemos na WEG um alinhamento impressionante de crescimento e retorno. Em nossa opinião, sua estrutura industrial altamente verticalizada e voltada para a tecnologia auxilia a empresa na superação consistente de seus pares em termos de lucratividade”, escrevem os analistas.

A XP cita ainda o perfil diversificado de receita da WEG, a execução “sólida” da companhia para sustentar seus altos níveis de retorno, bem como o forte posicionamento em relação à agenda ESG (de melhores práticas sociais, ambientais e de governança).

A casa estima lucro líquido de R$ 3,1 bilhões, R$ 3,5 bilhões e R$ 4,1 bilhões para o triênio 2021 a 2023, implicando um crescimento de lucro de 15% ao ano nos próximos três anos.

Múltiplos mais caros justificáveis

Na avaliação dos analistas, a WEG não está sendo negociada a um valuation esticado, uma vez que o time vê um alinhamento de forte crescimento com altos níveis de retorno justificando o “valuation premium” da companhia.

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Para a XP, os múltiplos atuais, de 44 vezes o preço sobre lucro para 2022 (ante 20 vezes a média global de empresas industriais), são uma resposta “razoável” às altas expectativas de crescimento e aos retornos sustentáveis elevados ​​no longo prazo.

“Embora a WEG não apareça como a mais barata numa perspectiva de valuation ajustado pelo crescimento, vemos seus retornos acima da média, medido pelo ROE de 2022, posicionando a WEG em uma quadrante atrativo em uma análise de valuation ajustado por retorno e crescimento”, escrevem os analistas.

Fontes renováveis impulsionando crescimento futuro

No relatório, a XP destaca o papel importante da WEG na nova capacidade de energia ao redor do mundo, com a empresa se beneficiando do aumento da relevância da energia renovável nas próximas décadas.

Isso porque muitos países têm adotado metas de longo prazo para zerar a emissão de carbono, bem como buscado custos unitários menores e mais competitivos para fontes mais limpas.

Como a WEG desenvolve e fabrica equipamentos de energia para empresas de geração, distribuição e transmissão (o que representa hoje a segunda maior fonte de receita para a companhia), a empresa deve surfar essa onda das energias eólica e solar.

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A XP avalia que, em um cenário de modernização e ampliação da infraestrutura elétrica atual, a WEG deve se beneficiar de futuros investimentos no setor, com expectativa de aumento de 67% das linhas de transmissão no mundo na próxima década.

Para os analistas, a WEG é uma das empresas melhor posicionadas dentro da cobertura da casa sob as lentes ESG devido à governança robusta e aos grandes esforços para abraçar a crescente demanda por energia limpa.

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Eletrobras vai investir R$ 8,3 bi em modernização

Eletrobras (Foto: Getty Images)

O envelhecimento de uma hidrelétrica, com desgaste das turbinas e de equipamentos instalados, afeta diretamente a sua eficiência. Ao longo da sua operação, as unidades passam a ficar mais tempo indisponíveis para fazer manutenção, afetando o volume de geração.

Nos últimos anos, segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o índice de disponibilidade das hidrelétricas entre 59 MW e 699 MW diminuiu, e um dos motivos pode ser o efeito do tempo nos equipamentos.

Além da repotenciação, que envolve aumento de capacidade instalada, esse problema pode ser resolvido com projetos de modernização que melhoram a operação da usina.

“Apesar de não aumentar a potência, a modernização eleva a eficiência e faz a usina gerar mais tempo, o que é bom para o sistema”, diz o presidente da divisão Hydro da GE Renewable Energy da América Latina, Cláudio Trejger.

Segundo ele, a tecnologia atual também pode melhorar o desempenho das usinas, com soluções que monitoram e permitem a operação remota.

A Eletrobras (ELET3ELET6), por exemplo, tem um programa de R$ 8,3 bilhões, entre 2021 e 2025, que inclui a compra de equipamentos mais atuais e a modernização e digitalização das usinas.

Os projetos incluem grandes unidades do grupo, como Paulo Afonso IV, Sobradinho, Xingó, Marimbondo, Itumbiara e Tucuruí. Em nota, a estatal afirmou que o objetivo é minimizar os riscos de interrupções na operação das hidrelétricas.

Outra que aposta na modernização é a AES Tietê (AESB3). Das 9 unidades da empresa, apenas três ainda não concluíram o processo.

“Ao longo do tempo, a turbina vai produzindo menos e perdendo eficiência. Com as melhorias, a usina passa a ter menos falhas e acaba gerando mais”, diz o diretor de Operações da AES Brasil, Anderson Oliveira. Segundo ele, as novas tecnologias reduzem custos e aumentam a disponibilidade da usina. “As novas turbinas têm sensores que monitoram vazamentos, vibração e tensão.”

Mudanças

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Em nota, o Ministério de Minas e Energia afirma que, de acordo com o Plano Decenal de Energia, a expectativa é que a expansão hidrelétrica alcance 4,3 mil MW até 2030 com a modernização das usinas existentes.

“Contudo, para isso ocorrer, é preciso evoluir a atual forma de remuneração de atributos das hidrelétricas, como a capacidade”, diz o ministério, destacando que é preciso aprimoramentos metodológicos e de desenho do mercado de acordo com os trabalhos do Comitê de Implementação da Modernização.

“A reavaliação do potencial dessas usinas pode ser uma oportunidade para a indústria de hidreletricidade do País”, diz o ministério.

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Alta de preços de commodities ajuda uns e derruba outros países; confira a posição do Brasil

(Frank Mckenna/Unsplash)

(Bloomberg) — A recuperação mundial após a pandemia de coronavírus causou a disparada dos preços de energia, metais e alimentos, ajudando grandes exportadores de commodities enquanto castiga países que importam a maior parte das matérias-primas.

De forma agregada, os preços das commodities subiram mais de 20% este ano. No caso do petróleo, a alta foi de aproximadamente 50%. O Bloomberg Commodity Spot Index está no maior patamar em uma década e perto de registrar o quarto ganho mensal consecutivo. Com muito dinheiro no caixa, grandes petrolíferas e mineradoras estão devolvendo bilhões de dólares aos acionistas por meio de dividendos e recompra de ações.

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Poucos analistas esperam que o avanço de preços seja revertido no curto prazo e muitos apostam em ganhos adicionais.

É bom sinal para países como a Rússia e a Arábia Saudita, os maiores exportadores de energia do mundo. Para outros, o movimento exerce grande pressão sobre o balanço de pagamentos e o câmbio, elevando a inflação.

Segue abaixo uma análise dos países que estão se beneficiando e os mais vulneráveis neste contexto.

Vencedores e perdedores

Os produtores de petróleo e gás do Golfo Pérsico devem ser os maiores vencedores do ano economicamente, de acordo com um estudo da Bloomberg Economics com quase 45 nações. Nos Emirados Árabes Unidos e no Catar, as exportações líquidas aumentarão em mais de 10% do Produto Interno Bruto em comparação com 2020. A Arábia Saudita não ficará muito atrás.

Já o Japão e a maior parte da Europa Ocidental são forçados a gastar mais com a importação de commodities. Os cinco maiores perdedores estão localizados na Ásia. Países como Vietnã e Bangladesh sofrem com combustíveis e alimentos mais caros.

Transferência de US$ 550 bilhões

Os ganhos para os exportadores de commodities vão superar facilmente as perdas que sofreram no ano passado, quando a pandemia se espalhou e destruiu a demanda por matérias-primas. A Bloomberg Economics estima que US$ 550 bilhões passarão de importadores para exportadores em 2021, quase o dobro da transferência reversa de US$ 280 bilhões no ano passado, quando os preços desabaram.

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Em termos absolutos, a Rússia será a mais beneficiada: suas exportações líquidas aumentaram em quase US$ 120 bilhões em 2021. Austrália, Arábia Saudita, Brasil e Emirados Árabes Unidos vêm em seguida, cada um com ganhos de mais de US$ 50 bilhões. As exportações líquidas da China cairão em cerca de US$ 218 bilhões. Índia e Japão vêm logo em seguida com valores muito menores de perdas, ao redor de US$ 55 bilhões.

EUA x China

As exportações líquidas dos EUA também vão diminuir, mas em apenas US$ 22 bilhões, uma quantia ínfima em relação ao PIB anual de US$ 21 trilhões. O país praticamente eliminou a exposição a commodities importadas na última década, em grande parte graças ao enorme aumento na produção de gás e óleo de xisto.

A China também está menos vulnerável, mas a melhoria tem sido muito menor, especialmente quando se trata de energia.

Problemas com alimentação no Oriente Médio

Os preços dos alimentos subiram em 12 dos últimos 13 meses e estão perto do maior nível desde 2011, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas. É um problema especialmente grave no Oriente Médio, onde o encarecimento de itens básicos, como pão e carne, ajudou a desencadear os protestos da Primavera Árabe 10 anos atrás. Sete dos 10 países mais frágeis por este ângulo ficam na região, de acordo com uma análise da Bloomberg Economics sobre mercados emergentes. A lista inclui o Iêmen, devastado pela guerra civil, bem como Sudão, Tunísia e Argélia, que recentemente enfrentaram grandes protestos contra a piora da qualidade de vida.

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Lucro da Isa Cteep cai 73% no 2º trimestre e companhia cita revisão tarifária

Linha de transmissão

SÃO PAULO – A companhia de transmissão de energia elétrica Isa Cteep, antiga Transmissão Paulista (TRPL4) registrou um lucro líquido de R$ 248,1 milhões no segundo trimestre de 2021, o que representa uma contração de 73,01% em relação ao reportado no mesmo período do ano passado, segundo demonstração de resultados divulgada nesta quinta-feira (29).

Já o Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) da companhia totalizou R$ 630,6 milhões, uma queda de 58,4% ante o segundo trimestre de 2020.

Por fim, a receita líquida da Isa Cteep atingiu R$ 792,3 milhões, em retração de 47,1% na comparação anual.

De acordo com a administração, a receita operacional bruta consolidada atingiu R$ 922,1 milhões, em queda de 778,5 milhões na comparação com o mesmo período do ano passado, e esses resultados são explicados, principalmente, pela Parcela de Ajuste (PA) referente à aplicação da Revisão Tarifária Periódica (RTP) do contrato renovado e da remuneração do componente financeiro da RBSE pelo custo do capital próprio (“Ke”) contabilizados em junho de 2020.

“Expurgando o reconhecimento da Parcela de Ajuste (RTP e RBSE), a receita operacional bruta do segundo trimestre de 2021 seria superior em R$ 76,9 milhões relação ao segundo trimestre de 2020”, explicam os gestores.

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Petrobras: dados de produção vêm em linha com o esperado; geração de energia elétrica é destaque

Petrobras (Shutterstock)

SÃO PAULO – A Petrobras (PETR3;PETR4) divulgou na última quinta-feira (22) seu relatório de produção referente ao segundo trimestre de 2021.

No período, a companhia produziu 2,8 milhões de barris equivalentes de petróleo (boed), crescimento de 1,1% em relação ao trimestre anterior e uma leve queda de 0,1% ante o mesmo período do ano passado.

Já a produção do pré-sal totalizou cerca de 2 milhões de boed, representando 70% da produção total, dado 1% acima do primeiro trimestre deste ano e 4% maior que o segundo trimestre de 2020.

Na avaliação de analistas do mercado financeiro, os dados vieram em linha com o esperado.

Por volta das 10h30 desta sexta, os papéis da Petrobras operavam próximos da estabilidade, negociados a R$ 27,03 (PETR4) e R$ 27,81 (PETR3).

Para o Credit Suisse, o principal destaque do relatório ficou por conta da queda no estoque de 80 mil barris de petróleo por dia (kbpd) em função de maiores vendas do que produção.

Segundo os analistas, este indicador pode representar um upside de US$ 300 milhões em relação à estimativa de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês), de US$ 9,6 bilhões dos analistas do banco para os resultados do segundo trimestre.

As vendas foram uma surpresa positiva, na avaliação do banco de investimentos, após subirem 13% na comparação trimestral e 12% em relação ao mesmo período de 2020.

O time de análise destaca ainda que as condições climáticas de pouca chuva têm beneficiado o segmento de gás e energia da companhia.

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A geração de eletricidade da Petrobras avançou 15% na comparação trimestral e, apesar de os analistas do Credit Suisse não esperarem grandes contribuições para a receita total, avaliam que deve ser mais uma linha que deve surpreender nos próximos trimestres.

Em nota, o Itaú BBA também destaca a maior geração de energia elétrica como uma frente que ganhou destaque entre os dados para a companhia. O banco tem recomendação de outperform (acima da média do mercado) para os papéis preferenciais da Petrobras (PETR4), com preço-alvo estimado de R$ 38 para 2021.

Cautela com efeitos políticos

Em relatório, o Morgan Stanley escreve que a recuperação da produção de petróleo – após a manutenção e com o ramp-up de novas unidades flutuantes de produção, armazenamento e transferência (FPSOs, na sigla em inglês) –, juntamente com a maior participação de mercado nas vendas downstream (de logística), devem apoiar os ganhos no segundo trimestre deste ano.

“Ainda assim, a impressão operacional positiva no segundo trimestre não deve ser uma surpresa e esperamos uma reação silenciosa ao relatório de vendas e produção”, escrevem os analistas.

De acordo com o time de análise do banco, apesar de não haver alterações aparentes ou desvio de estratégia da nova equipe de gestão, a percepção de potencial intervenção governamental nos preços dos combustíveis é preocupante, especialmente enquanto a agenda de privatizações das refinarias não estiver concluída (apenas uma refinaria foi vendida neste momento).

“Preferimos ficar de fora por enquanto, pois achamos que nossos cenários-base e bear case parecem igualmente plausíveis”, escreve o Morgan Stanley, que mantém recomendação equal-weight (exposição em linha com a média do mercado) para o ADR PBR da companhia (na prática, o recibo de ações negociado em Nova York), com preço-alvo de US$ 11.

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Renova Energia aceita proposta do Mubadala para a compra da Brasil PCH por R$ 1,1 bi; ações saltam mais de 20% na Bolsa

(Divulgação)

SÃO PAULO – A Renova Energia (RNEW4), que está em recuperação judicial, informou nesta quarta-feira (21) que aceitou a proposta do fundo Mubadala para a compra da Brasil PCH, subsidiária do Grupo Renova.

Segundo fato relevante, a proposta prevê a aquisição da totalidade das ações ordinárias pelo valor de R$ 1,1 bilhão. A Brasil PCH possui um portfólio de 13 pequenas centrais hidrelétricas (PCH) espalhadas pelos estados de Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

A oferta do fundo, que tem cerca de US$ 232 bilhões em ativos sob gestão, foi feita na condição de primeiro proponente (chamado de Stalking Horse) e com direito de igualar a oferta de terceiros interessados na aquisição.

“A transação faz parte da estratégia da companhia para o seu saudável soerguimento e diminuição de seus passivos, destinando os recursos obtidos com a transação, especialmente para o pré-pagamento do Empréstimo DIP Ponte contratado perante a Quadra Capital e desembolsado no início desse ano, o pagamento de determinados credores extraconcursais, cumprimento das suas obrigações no Plano de Recuperação Judicial e a conclusão do Complexo Eólico Alto Sertão III Fase A”, escreveu a companhia, em nota.

Por volta das 10h20, os papéis RNEW4 subiam 25,4% na B3, negociados a R$ 4,40.

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