Energisa reverte prejuízo e soma lucro líquido de R$ 749 milhões no 2º trimestre

(Shutterstock)

Influenciada por uma forte recuperação nas vendas, a Energisa (ENGI11) reportou lucro líquido consolidado de R$ 749 milhões no segundo trimestre do ano, revertendo prejuízo de R$ 88 milhões registrado no mesmo período do ano passado.

O movimento reflete o efeito positivo de R$ 142 milhões referente à Marcação a Mercado de Derivativos, sem efeito caixa, sendo R$ 72,8 milhões de impacto negativo referente ao bônus de subscrição atrelado à 7ª emissão.

Também se deve considerar o impacto de R$ 214,8 milhões positivo referente à opção de compra pela companhia da participação de minoritários da Energisa Participações Minoritárias. No acumulado do semestre foi apurado salto de 228,6% no lucro, para R$ 1,622 bilhão.

No período, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) subiu 90,5% base anual, para R$ 1,385 bilhão. O Ebtida ajustado atingiu R$ 1,497 bilhão, valor 86,8% maior na mesma base de comparação. No acumulado do semestre, o Ebitda atingiu R$ 2,922 bilhões, aumento de 68,8%.

A receita líquida da Energisa totalizou R$ 8,622 bilhões no trimestre, alta de 31,8% em comparação ao mesmo período do ano anterior. A receita líquida, sem recebimento de construção, teve alta de 36,7% no período na mesma base de comparação, para R$ 5,294 bilhões.

No segundo trimestre, os investimentos da empresa subiram 35,4% ante o mesmo intervalo de 2020, para R$ 909,2 milhões.

Em junho, a dívida líquida consolidada da Energisa era de R$ 13,906 bilhões, contra R$ 14,220 bilhões reportada em março. A alavancagem, medida pela relação dívida líquida por Ebitda ajustado, encerrou o período em 2,5 vez, uma queda de 1,2% vezes na comparação anual.

Operacional

O volume total de energia vendida no mercado cativo faturado da Energisa subiu 4,1% no segundo trimestre do ano, totalizando 7.317 gigawatts-hora (GWh) na base anual.

Já o mercado cativo + TUSD faturado alcançou 9.049 GWh no período, volume 7,9% maior que o mesmo intervalo de 2020. O mercado cativo + TUSD não faturado aumentou 9,7% no trimestre, para 8.950 GWh na base anual.

Por Dentro dos Resultados
Participe do evento e baixe um ebook gratuito para aprender a identificar as melhores empresas da Bolsa:

PUBLICIDADE

Primeiro leilão de transmissão de 2021 tem disputa acirrada e gera dúvidas sobre retorno das empresas vencedoras

SÃO PAULO – O primeiro leilão de transmissão de energia de 2021 aconteceu na última quarta-feira (30), realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O certame teve todos seus ativos arrematados, garantindo R$ 1,3 bilhão em investimentos para a implantação e desenvolvimento de 515 km de linhas, além de subestações com capacidade de transformação de 2.600 mega-volt-ampères (MVA) distribuídos em seis Estados. Os estados são os seguintes: Acre, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Rondônia, São Paulo e Tocantins.

O leilão foi disputado e a principal vencedora foi a MEZ Energia, empresa dos membros da família Zarzur, fundadora da incorporadora EZTec (EZTC3). Cabe destacar que o grupo já havia sido destaque no leilão de dezembro de 2020, quando realizou sua estreia e no qual arrematou o maior número de lotes.

Em meio à forte competição, o deságio médio foi de 48,12% sobre a Receita Anual Permitida (RAP) máxima dos projetos. Para esse leilão, a Mez optou pelo foco nos lotes 3 e 5 ofertados, com instalações em Mato Grosso e em São Paulo, zonas que fazem sentido para seu atual portfólio e que se beneficiam de sinergias de operação e manutenção de seus atuais projetos.

A Energisa (ENGI11) arrematou o lote 4, situado em Tocantins, e a EDP, Energias do Brasil (ENBR3), arrematou o lote 1, que envolve instalações nos Estados do Acre e Rondônia, passando a ter mais de 1,9 mil km de linhas em seu portfólio. Também marcou presença na disputa a chinesa Shanghai Shemar Power Engineering Co., em sua segunda participação em leilão e a primeira arrematando ativos, conquistando o lote 2 ofertado.

A Levante Ideias de Investimentos ressalta que, como principal destaque do certame, a MEZ Energia passa a ter onze projetos de transmissão em seu portfólio, somando cerca de R$ 3,4 bilhões em investimentos regulatórios, movimento que evidencia seu esforço em despontar no setor como um agente relevante. Também sagrando-se vencedoras e expandindo seu portfólio de atuação, os analistas também destacam como positivo o movimento de Energisa e Energias do Brasil.

A forte competição, que resultou no deságio médio de mais de 48%, contudo, não é uma notícia necessariamente positiva para o setor, avaliam os analistas, uma vez que gera-se ressalva sobre a correta precificação dos ativos arrematados, sendo necessário aguardar para verificar se essas empresas ganhadoras conseguirão extrair valor de projetos com deságios tão pronunciados.

Outro ponto de ressalva é que empresas mais focadas em distribuição e com projetos de transmissão menos relevantes, caso da Energisa, apresentam maior risco de execução para projetos de transmissão, diferente de companhias puramente transmissoras, como a Taesa (TAEE11) e Isa CTEEP (ativo=TRPL4]), que já possuem ativos neste segmento e com maior históricos.

O Credit Suisse também aponta que a forte concorrência pela maior parte dos blocos, com a participação de grandes empresas de eletricidade e empresas de engenharia, resultou em descontos significativos, e em retorno potencialmente apertado.

PUBLICIDADE

Na avaliação do banco, EDP Brasil e Energisa obtiveram blocos que devem se beneficiar de incentivos fiscais (Sudam, a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia) e financiamento de bancos de desenvolvimento, como Banco do Nordeste (BNB) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Como o bloco da Energisa fica em Tocantins, onde a empresa opera uma unidade de distribuição e vem construindo uma nova subestação, o banco acredita que a empresa pode se beneficiar de sinergias. No caso da EDP, o prazo de cinco anos para encerrar o projeto também permite uma antecipação que pode valorizar as ações.

O Credit avalia que a competição acirrada ocorre em meio a um cenário complicado, com oportunidades de crescimento limitadas e taxas ainda em níveis baixos.

A concorrência de novos atores do setor tem forçado as empresas tradicionais a realizarem ofertas mais agressivas. O banco espera que o efeito final sobre a valoração seja limitado, e diz que investidores têm focado mais em outros fatores, como os impactos em potencial da reforma tributária e a crise hídrica para precificar as ações.

A Levante aponta que, para os próximos leilões, estima-se que o cenário de fortes deságios deva se repetir, sugerindo oportunidades de crescimento limitadas para companhias já atuantes no segmento. “Por fim, entendemos também que o cenário valoriza os projetos rentáveis que essas companhias conquistaram em leilões de anos anteriores à medida que a concorrência reduz a TIR [Taxa Interna de Retorno] exigida para operação de linhas de transmissão”.

Está previsto ainda mais um leilão de transmissão para este ano, em dezembro. Para 2022, a expectativa é que os certames sejam de maior porte, com investimentos da ordem de R$ 12 bilhões.

Curso gratuito mostra como iniciar carreira no mercado financeiro começando do zero, com direito a certificado. Inscreva-se agora.

Aneel volta a adiar reajustes por alívio em tarifas; impacta agora Enel e Neoenergia

(Reuters) – A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu adiar novamente nesta terça-feira decisões sobre reajustes tarifários para empresas de distribuição de energia, enquanto avalia formas de conter uma esperada escalada nas contas de luz em 2021.

O regulador havia postergado reajustes para duas empresas dos grupos CPFL (CPFE3) e Energisa (ENGI11) no início de abril. Agora, mais cinco elétricas controladas por Neoenergia (NEOE3), Enel e Energisa tiveram processos suspensos.

O diretor-geral da Aneel, André Pepitone, disse que a avaliação sobre a tarifa dessas distribuidoras deve ser retomada em uma reunião extraordinária agendada para quinta-feira.

“A agência, em comum acordo com o setor, com o segmentos de geração, de transmissão e distribuição, está tomando medidas para que a gente tenha modicidade tarifária”, afirmou ele, em reunião transmitida online.

Pepitone acrescentou que a Aneel tem conduzido reuniões junto a empresas dos setores de distribuição e transmissão para estudar mecanismos que poderiam reduzir os reajustes previstos, mas não entrou em detalhes.

Além de processos sobre tarifas, a agência retirou de pauta da reunião de diretoria desta terça-feira a análise de três recursos em discussões sobre a revisão tarifária de empresas de transmissão de energia.

O diretor-geral da Aneel disse, sem detalhar, que há “conexão” entre os processos e que os recursos de transmissoras devem também ser analisados na quinta-feira.

No início do mês, Pepitone havia antecipado que uma das medidas em avaliação para conter os reajustes envolveria ampliação do prazo para pagamento de indenizações devidas a empresas de transmissão de energia pela renovação antecipada de seus contratos em 2012.

Essas indenizações, conhecidas pela sigla RBSE, que têm beneficiado empresas como a estatal Eletrobras e a Isa Cteep, são pagas pelos consumidores, por meio de cobranças embutidas nas tarifas de distribuição.

PUBLICIDADE

Analistas do Credit Suisse apontaram em relatório nesta semana que a Aneel já sugeriu aumentar de cinco para oito anos o prazo para pagamento das indenizações às transmissoras em uma proposta de revisão tarifária da Energisa Sul Sudeste, que está em processo de consulta pública.

“A Aneel tem avaliado possíveis medidas para reduzir aumentos de tarifas… acreditamos que o regulador provavelmente deverá usar um diferimento da RBSE como uma das medidas com esse propósito”, escreveram eles, em relatório na segunda-feira.

Consultorias especializadas têm apontado que as tarifas de energia no Brasil podem ter aumentos na casa dos 10% neste ano sem medidas adicionais do regulador.

O tema entrou até no radar do presidente Jair Bolsonaro, que comentou em fevereiro que o governo poderia “meter o dedo” no setor de energia elétrica, em meio à preocupação com as tarifas.

As contas de luz têm sido pressionadas pela disparada do IGP-M, que corrige alguns contratos no setor, e pela valorização do dólar, moeda à qual está atrelada a energia da usina binacional de Itaipu, além de um maior acionamento de usinas termelétricas, que são mais caras.

Aprenda como ganhar dinheiro prevendo os movimentos dos grandes players. Na série gratuita Follow the Money, Wilson Neto, analista de investimentos da Clear, explica como funcionam as operações rápidas.

Venda de distribuidoras de energia está no radar de privatizações para 2021

As privatizações no setor elétrico prometem estar no radar do governo e de investidores em 2021, ano de pouca influência de disputas eleitorais afetando o calendário. Em meio a um cenário de juros baixos, estão no foco, além do avanço do processo de desestatização da Eletrobras, a venda dos braços de distribuição e de geração e transmissão (GT) da estatal gaúcha CEEE, a distribuidora amapaense CEA, além de possíveis avanços na desestatização da mineira Cemig.

Desses, o processo mais avançado é o da CEEE. O edital da distribuidora CEEE-D já está na rua, com entrega das propostas marcada para 29 de janeiro e leilão agendado para 3 de fevereiro, na B3, em São Paulo. A concessionária opera em 72 municípios, incluindo a região metropolitana de Porto Alegre, totalizando 26% do Estado, com mais de 1,7 milhão de clientes, ou 35% da população gaúcha. Sua situação financeira, no entanto, é problemática, o que acaba se refletindo no valor do ativo: o governo definiu em R$ 50 mil o valor mínimo pelo correspondente a 65,87% do capital da CEEE-D.

Sob gestão pública, atualmente a distribuidora corre o risco de perder o contrato de concessão, por descumprimento de indicadores de sustentabilidade econômico-financeira e de qualidade da prestação dos serviços. A CEEE-D acumula prejuízos de mais de R$ 3 bilhões, somente nos últimos três exercícios fiscais completos e o período entre janeiro e junho de 2020. Ao fim do primeiro semestre deste ano, as dívidas superaram os R$ 8,8 bilhões, dos quais quase R$ 5 bilhões com vencimentos no curto prazo.

Ainda assim, a expectativa é de que haja interesse de investidores. Em que se pese os fracos indicadores econômico-financeiros e de qualidade registrados na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a concessionária atua em mercado com elevada renda per capita e apresenta grande potencial para um turn around, já visto em outras distribuidoras do País, a partir de aumento dos investimentos na rede elétrica, combate às perdas comerciais e melhoria da eficiência na gestão dos custos operacionais.

A principal aposta do mercado é que o ativo fique com a CPFL Energia, que já opera no Rio Grande do Sul e pode obter volume maior de sinergias. “A CPFL, por já operar a RGE, pode extrair eficiências em áreas como central de controle, atendimento a clientes e otimização de pessoal de manutenção, que outros players não poderiam garantir na mesma escala”, disse o analista da XP Investimentos, Gabriel Francisco.

Ele lembra que o grupo é forte gerador de caixa e tem como acionista a chinesa State Grid, com forte poder de fogo, demonstrado no recente leilão da Companhia Energética de Brasília (CEB), quando disputou fortemente o ativo, sendo ao final superada pela Neoenergia por uma pequena diferença.

“A CPFL é candidata natural, mas não se pode descartar o interesse de outros grupos privados, tendo em vista a escassez de ativos de distribuição”, acrescentou Fonseca. Equatorial e Energisa já declararam estudar o ativo e possuem bom histórico de recuperação de distribuidoras. A Neoenergia também já indicou interesse na CEEE-D, mas, após arrematar a CEB, o presidente Mario Ruiz-Tagle, afirmou, sobre eventual participação no próximo leilão, que “no momento, a companhia vai se concentrar” na distribuidora recém-conquistada.

O governo gaúcho também pretende vender os ativos de geração e transmissão reunidos na CEEE-GT, mas esse processo está mais atrasado. No início de dezembro, o governador Eduardo Leite (PSDB) indicou que o edital de privatização desta empresa seria publicado até março do ano que vem.

Amapá

PUBLICIDADE

Na distribuição, outro ativo com perspectiva de ser privatizado em breve é a Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA). Operando sem contrato de concessão desde 2015 e acumulando dívidas, a empresa precisa ser privatizada até o fim de junho de 2021. A data está prevista na Medida Provisória 998, que ainda depende de aval do Senado. O texto determina também que, após a licitação, o governo estadual vai ter de concluir a transferência de controle da empresa para o novo concessionário até o fim do próximo ano.

A MP traz ainda um “plano B”, caso o leilão fracasse. Neste caso, a Aneel vai autorizar, preferencialmente por meio de um processo competitivo simplificado, que o serviço de distribuição seja prestado em caráter emergencial.

Na visão de especialistas, a atratividade do leilão depende do governo reduzir os riscos do negócio na elaboração do edital. A empresa possui passivos superiores a R$ 2 bilhões, com destaque para dívidas junto à BR Distribuidora e à Petrobrás. A expectativa agora é de que o governo federal possa dar algum tipo de ajuda.

Dado o grau de complexidade da situação da distribuidora, Fonseca, da XP, considera que o ativo atrairia interesse restrito, sobretudo de empresas especializadas em recuperação de concessões “ultracomplexas”. Neste caso, despontam empresas como Equatorial e Energisa, que adquiriram distribuidoras ex-Eletrobrás no Norte e Nordeste do País.

O analista destacou, no entanto, que os ativos que foram da Eletrobrás mais complexos, como Amazonas e Roraima, ficaram na mão da Oliveira Energia, uma novata no setor. “A Equatorial tem a melhor disciplina de capital do setor, não acredito que faria um movimento que poderia destruir valor para o acionista”, disse.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Quer migrar para uma das profissões mais bem remuneradas do país e ter a chance de trabalhar na rede da XP Inc.? Clique aqui e assista à série gratuita Carreira no Mercado Financeiro!

Grande disputa, retornos baixos e novata do setor ganhando força: os destaques do leilão de transmissão da Aneel

Uma foto com várias linhas de transmissão de energia

SÃO PAULO – Na última quinta-feira (17), foi realizado leilão de transmissão de energia na B3, que atraiu para o setor R$ 7,34 bilhões em compromissos de investimentos assumidos pelos vencedores. O evento foi bastante disputado, contando com a participação de 55 empresas, sendo 37 nacionais e 18 estrangeiras.

Os vencedores do leilão foram as empresas que ofereceram maiores deságios em relação à Receita Anual Permitida (RAP) para os projetos, estimada em R$ 1 bilhão – nesse caso, o desconto médio foi de 55%. Isso visa a garantir um repasse menor de preços para a conta dos consumidores.

Conforme destaca a XP Investimentos, o desconto de 55% foi bastante agressivo, ilustrando os níveis ainda elevados de competição nos leilões de transmissão.

“Tais resultados são um reflexo tanto do atual ambiente de baixas taxas de juros (levando as empresas a aceitarem retornos menores nas linhas devido às melhores condições de financiamento) quanto da entrada de novos competidores no setor”, avaliam Gabriel Francisco e Maira Maldonado, analistas da XP.

Também em destaque, a pouco conhecida MEZ Energia roubou a cena. São da empresa os consórcios Saint Nicholas I e II, que arremataram juntos 5 dos 11 lotes ofertados no certame.  A empresa se comprometeu em investir R$ 2,39 bilhões, desbancando transmissoras tradicionais, como ISA Cteep (TRPL4) e Taesa (TAEE11), e também elétricas de grande porte, como EDP Energias do Brasil (ENBR3), Energisa (ENGI11), Neoenergia (NEOE3), Eletrobras (ELET3;ELET6) e Copel (CPLE6).

No entanto, os três maiores lotes ofertados, que somam mais de R$ 4 bilhões em investimentos, foram para Neoenergia, ISA Cteep e Energisa.

Em entrevista a jornalistas depois o leilão, o presidente da ISA Cteep, Rui Chammas, explicou o desempenho da companhia, que também fez lances pelos lotes 3 e 8, mas foi superada pela MEZ. Segundo ele, ISA Cteep, tradicional transmissora e que no leilão anterior tinha surpreendido o mercado com descontos elevados, fez “análise disciplinada, profunda, e diligente” dos lotes que disputou, com estudos de engenharia e financeiros.

A ISA Cteep conquistou o segundo maior lote ofertado, com investimento que supera R$ 1 bilhão. A companhia fez um lance também com deságio elevado, 57,94%, e terá uma receita anual de aproximadamente R$ 68 milhões quando o empreendimento começar a operar.

Entre as demais empresas tradicionais do setor, a Neoenergia levou o lote 2, o maior do leilão, com quase R$ 2 bilhões em investimentos previstos. A empresa ofereceu R$ 159,6 milhões de RAP, deságio de 42,6% em relação ao valor teto. A empresa também disputou outros ativos, mas as propostas não foram tão competitivas.

PUBLICIDADE

A Energisa, no último minuto, ofereceu um lance vencedor em disputa viva-voz pelo lote 11, o terceiro maior do leilão, com R$ 882,2 milhões em investimentos. A empresa ofertou RAP de R$ 63 milhões, com deságio de 47,37%, para ficar com empreendimentos localizados no Amazonas, sendo que parte deles já estão em operações, mas deverão passar por uma revitalização.

O Credit Suisse focou sua análise nos blocos conquistados pela Neonergia e pela Energisa, destacando que ambos os projetos se beneficiarão de incentivos fiscais e prováveis recursos do Banco do Nordeste e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a custos competitivos.

“Assumindo que as empresas possam reduzir os investimentos em capital em 15% em relação ao nível regulatório, concluir a construção com doze meses de antecedência e se alavancarem [para realizarem os investimentos] a um custo de captação de IPCA + 4,5%, chegamos a uma taxa interna de retorno (TIR) de cerca de 7%”, apontam os analistas do banco suíço.

No caso da Neoenergia, os analistas destacam as sinergias de custos com a operação de outros projetos na unidade de distribuição na Bahia. Já para a Energisa, como o bloco está localizado no Amazonas, a equipe de análise não enxerga sinergias claras. Além disso, embora veja um alto desconto no leilão, as duas empresas tiveram descontos relativamente menores, garantindo melhor retorno em potencial na comparação com outros participantes.

A Levante Ideias de Investimentos, por sua vez, destaca que a atratividade do setor para receber investimentos, a princípio positiva, gera ressalvas sobre a correta precificação desses ativos, sendo necessário aguardar para verificar se essas empresas ganhadoras conseguirão extrair valor de projetos com deságios tão pronunciados.

Para a equipe de análise, outro ponto de ressalva é que empresas mais focadas em distribuição e com projetos de transmissão menos relevantes, justamente o caso de Neoenergia e Energisa, apresentam maior risco de execução para projetos de transmissão, diferente de companhias como a Cteep, que já possui ativos neste segmento e com maior histórico.

Contudo, quando comparadas as ofertas vencedoras entre si, a Cteep foi relativamente mais agressiva do que Neoenergia e Energisa, postura essa negativa para os acionistas. Porém, a empresa adotou postura menos agressiva em outros lotes, razão pela qual se consagrou vencedora em apenas um deles.

Também com relação à Cteep, os analistas da XP estimam uma taxa interna de retorno de 4,8% para o projeto que a companhia arrematou, destacando que a empresa pode se beneficiar de sinergias devido à proximidade da linha aos seus ativos já em operação e, portanto, pode obter maiores margens com a nova linha. No entanto, mesmo em um cenário otimista, eles acreditam que praticamente não há geração de valor aos acionistas da Cteep com o novo ativo.

PUBLICIDADE

“Tendo em vista a escassez de oportunidades de retornos em leilões de transmissão e fusões e aquisições de linhas já operacionais, acreditamos que seria melhor do ponto de vista de alocação de capital que a Cteep distribuísse mais dividendos a acionistas do que reinvestisse seus fluxos de caixa a baixas taxas de retorno”, avaliam.  A recomendação dos analistas da XP para os papéis TRPL4 é neutra, com preço-alvo de R$ 23 por ação.

Leia também: Neoenergia, Cteep, Energisa e Mez levam projetos em leilão de transmissão

Fazendo um balanço geral sobre o certame, os analistas da Levante apontam que alguns fatores podem explicar a rentabilidade efetiva relativamente baixa do leilão para as empresas, como a percepção dos participantes de que a expectativa de investimentos estimada pela Aneel é conservadora, havendo espaço para otimização, com redução do capex. Outro fator é a alavancagem, que, no atual cenário de juros baixos, pode ser implementada a custos competitivos. “Embora razoáveis, há um risco de execução envolvido nessas estratégias, que deve ser acompanhado nos próximos trimestres”, destacam.

A Levante ainda faz um outro destaque: o retorno da Eletrobras ao leilão de transmissão, tendo sido proibida pela Aneel de participar nos últimos anos por ter atrasado a entrega de empreendimentos. A estatal participou da licitação por meio das subsidiárias Furnas, Eletrosul CGT e Amazonas GT, porém acabou não arrematando nenhum ativo. “Esse é um sinal de que a empresa, distintamente da postura adotada em gestões anteriores, está mais racional e seletiva em sua decisão de participação em leilões”, avalia.

Para os próximos leilões, os analistas da Levante estimam que o cenário disputado deva se repetir, sugerindo que as oportunidades de crescimento para empresas como Cteep, Taesa e Alupar serão limitadas. Ao mesmo tempo, o cenário valoriza os projetos rentáveis que essas companhias conquistaram em leilões de anos anteriores à medida que a concorrência reduz a taxa interna de retorno exigida para operação de linhas de transmissão.

Entre as companhias de transmissão que disputaram o leilão, os analistas do Morgan Stanley destacam que o  nome preferido é Alupar, seguido de Cteep, ambos com recomendação overweight (exposição acima da média do mercado) para as ações.

“Acreditamos que ambos os nomes oferecem um perfil de risco-recompensa atraente, mas Alupar se destaca em termos de potencial de crescimento e valuation atrativo. Por outro lado, possuímos uma classificação underweight (exposição abaixo da média do mercado) para Taesa, que oferece uma das menores taxas internas de retorno implícitas de nosso universo de cobertura”, ressalta o banco americano.

Sobre a novata no leilão

A surpresa no leilão foi a MEZ Energia, criada no ano passado por Mauricio Zarzur e Marcos Ernesto Zarzur e que possui quatro projetos de transmissão em carteira, totalizando R$ 715 milhões em investimentos regulatórios. Um deles, localizado na Bahia, foi arrematado no leilão de transmissão do ano passado. Os demais foram adquiridos no mercado “secundário”, isto é, junto a outros empreendedores, em Goiás e Rio Grande do Sul.

PUBLICIDADE

Com os novos projetos adquiridos no leilão, a companhia vai incorporar em seu portfólio concessões que renderão uma receita anual permitida (RAP) de R$ 121 milhões. Em um dos lotes, o lance vencedor da MEZ representou deságio de 70,35%

Em entrevista, a gerente jurídica do grupo MEZ, Kelly Santos, afirmou que a empresa chegou ao certame com uma estratégia agressiva de levar até 7 dos 11 lotes ofertados. “Levamos cinco, então acho que a meta foi alcançada”, disse. “A estratégia do grupo é expandir no segmento de transmissão de energia, e hoje demos um grande passo para isso.”

Segundo Kelly, a MEZ hoje está no setor de transmissão, mas faz parte do grupo também uma construtora – o que, na visão dela, permite uma operação mais competitiva. Ela frisou que isso ajudaria a explicar as propostas tão abaixo dos valores máximos definidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), além de mais competitivas do que a de operadores mais tradicionais no setor.

Para a executiva da MEZ, a postura agressiva também encontra respaldo na experiência dos dois sócios fundadores empresa, originários do grupo Eztec. “Se tem algo que eles entendem é de projeto de construção, eficiência técnica e boa gestão de recursos. É isso que torna a gente tão audacioso como chegamos para o leilão de hoje [ontem]”, afirmou.

(Com Agência Estado)

Quer receber aluguel sem ter imóvel? Thomaz Merluzzi, estrategista de Fundos Imobiliários da XP, oferece treinamento gratuito para quem busca uma fonte de renda passiva – inscreva-se já!

Setor elétrico tem boas ações para uma carteira anti-inflação, mas o segredo está no balanço

ações índices fundos investimentos bolsa alta gráficos (Shutterstock)

SÃO PAULO – A inflação voltou a ser pauta na economia brasileira. Se os 3,14% de aumento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 12 meses confirmados nesta sexta-feira (9) não parecem tão assustadores assim (sendo mais preocupante a alta dos preços dos alimentos), os 17,94% de aumento do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) no mesmo período são bem mais alarmantes.

Vale lembrar que enquanto o IPCA segue uma cesta básica de mercadorias e serviços consumidos por famílias com renda de 1 a 40 salários-mínimos, o IGP-M reflete os preços do atacado e das atividades do agronegócio e da indústria.

Em uma realidade de taxa Selic em 2% ao ano, esses números chamam a atenção dos investidores, pois o rendimento dos títulos de renda fixa mais seguros já é menor que o da inflação. A solução, invariavelmente, é migrar para a renda variável.

PUBLICIDADE

Fernando Ferreira, estrategista-chefe da XP Investimentos, ressalta que o Ibovespa entregou uma rentabilidade média de 18,7% ao ano contra uma inflação média de 13,2% ao ano desde o início do Plano Real. “Isso comprova que ações são ativos reais, pois as companhias têm a capacidade de repassar preços e crescer lucros em um cenário de inflação”, argumenta.

Fonte: Bloomberg

Contudo, a pergunta que fica é: dentro da Bolsa quais são as ações que mais se beneficiam do cenário de inflação mais alta?

Os analistas Marcelo Sá, Fernando Zorzi e Luiza Candiota, do Itaú BBA, apontaram em relatório que existem boas oportunidades no setor elétrico.

“No segmento de distribuição de energia, companhias com contratos de concessão mais antigos irão se beneficiar do IGP-M alto, ao passo que não haverá qualquer impacto para os novos contratos de concessão”, concluem os especialistas.

PUBLICIDADE

Isso ocorre porque nos contratos antigos a Parcela B, que são os custos diretamente gerenciáveis pela distribuidora (custos operacionais, cota de depreciação, remuneração do investimento e outras receitas), são ajustados pelo IGP-M nos ajustes tarifários anuais. Já para os contratos novos de concessão, a Parcela B é ajustada pelo IPCA.

“As distribuidoras com contratos de concessão antigos ganharão eficiência nos reajustes tarifários porque suas Parcelas B aumentarão muito mais do que suas despesas controláveis”, explicam os analistas do Itaú.

Desse modo, quanto mais distante estiver o prazo para renovação da concessão melhor para a distribuidora que ainda usa contratos antigos. As empresas mais bem posicionadas de acordo com o Itaú BBA neste cenário são a Neoenergia (NEOE3) e a Energisa (ENGI11).

O potencial de criação de valor projetado pelos analistas por conta da diferença entre IGP-M e IPCA para essas duas companhias está em 11,1% do valor de mercado total da Neoenergia e 9,4% da Energisa.

Enquanto isso, os negócios de distribuição da CPFL (CPFE3) ganhariam 5,5%, os da EDP – Energias do Brasil (ENBR3) aumentariam e 4,7% e os da Equatorial (EQTL3) se expandiriam em 4,4%. Cemig (CMIG4) e Copel (CPLE6) não ganham nada com o diferencial inflacionário em distribuição de energia.

No setor de transmissão de energia, por sua vez, o fluxo de caixa já começou a ser mais positivo para as companhias expostas ao IGP-M. Em torno de 63,7% da receita anual da Taesa (TAEE11) está atrelada ao IGP-M, contra 42% da Alupar (ALUP11) e apenas 0,3% da Isa CTEEP (TRPL4).

Já entre as geradoras, a maioria tem Acordos de Compra e Venda de Energia (PPAs, na sigla em inglês) ajustados pelo IPCA, mas há exceções.

A CPFL tem 53,9% dos seus PPAs atrelados ao IGP-M, a Cemig tem 30%, a Engie (EGIE3) possui 17,4%, a EDP registra 16,6% e Eletrobras (ELET3; ELET6) tem 11,1% dos PPAs nesse índice inflacionário.

PUBLICIDADE

Os analistas do Itaú estimaram o quanto essas geradoras irão ganhar em lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) por conta da diferença entre o IGP-M e o IPCA.

A maior vencedora em ganho absoluto, pelo cálculo da equipe de análise do banco, seria a Cemig, que deve aumentar em R$ 225,8 milhões seu Ebitda por ano. Logo em seguida vem a CPFL, que pode expandir em R$ 218,7 milhões seu Ebitda. Engie, ganharia R$ 218,4 milhões, Eletrobras aumentaria em R$ 203,5 milhões e EDP geraria mais R$ 87,2 milhões.

Outro banco que pensou em ações capazes de proteger a carteira do investidor contra a inflação foi o Bank of America (BofA), que também cita companhias com contratos atrelados a índices inflacionários.

No caso, todavia, os analistas lembraram que, além das elétricas, ações como de shoppings, imobiliárias (contratos reajustados conforme a inflação), farmácias (os preços dos medicamentos são indexados à inflação) e empresas com poder de mercado o bastante para influenciar nos preços, tais quais os supermercados, operadoras de telecomunicações, peças automotivas, algumas commodities e companhias de meios de pagamento.

Entre as empresas de maior correlação com IGP-M estão nomes como Carrefour (CRFB3), BR Malls (BRML3) e CSN (CSNA3).

Carrefour também possui uma correlação relevante com o IPCA, assim como Cielo (CIEL3), Embraer (EMBR3) e IRB Brasil (IRBR3).

Vale lembrar, contudo, que mesmo sabendo que nesses setores que possuem uma exposição maior de suas receitas à inflação, é preciso ter cautela e ficar bem atento ao balanço. Além disso, no caso de empresas como de shoppings, a pandemia pode levar a adiamento no reajuste de contratos.

Cuidado na análise

Renato Pinto, analista da Eleven Financial Research, ressalva que apesar de ser bom para as receitas das companhias elétricas no curto prazo o aumento do IGP-M, é preciso ficar atento aos demais itens do balanço dessas empresas para não cair em ciladas.

PUBLICIDADE

“Se a companhia tiver receita atrelada ao IGP-M, mas a dívida dela tiver juros num índice parecido não adianta nada a elevação do faturamento”, explica.

Para ele, inflação persistente é sempre ruim, até porque a reação dos governos costuma ser imprevisível. “No setor de saneamento a Sanepar (SAPR11) teve um reajuste de 9% proposto pelo órgão regulador e o estado não deu”, alerta.

Em suma, o analista da Eleven destaca que se a inflação aumentar apenas no curto prazo e a empresa não tiver dívidas denominadas em IGP-M, o cenário acaba sendo positivo. De outro modo, os ganhos não são o bastante para compensarem os impactos deletérios de um aumento geral nos preços.

Renato Pinto defende uma estratégia mais simples, focada em antecipar os movimentos do investidor institucional diante de um quadro de recessão no qual se buscam ativos defensivos. “A baixa exposição de uma Isa CTEEP, por exemplo, a variações no [Produto Interno Bruto] PIB, a torna uma boa opção defensiva apesar da empresa não ter tanta receita atrelada ao IGP-M.”

Semana dos Vencedores: aprenda a fazer operações com potencial de ganho de R$ 50 a R$ 500, operando apenas 10 minutos por dia, em um workshop gratuito!

B3 divulga 3ª prévia da nova carteira do Ibovespa com entrada de ações de três empresas e saída da Smiles

stocks mercado ações índices bolsa baixa queda crash sell (Getty Images)

A B3 divulgou nesta quarta-feira (29) a terceira e última prévia da nova carteira do Índice Bovespa que vai vigorar de 4 de maio de 2020 a 4 de setembro de 2020.

A prévia do Ibovespa registrou a entrada de CPFL Energia (CPFE3), Energisa (ENGI11) e Minerva (BEEF3).

Diferentemente das outras prévias, a Smiles (SMLS3) saiu da carteira. Assim, no novo Ibovespa, serão 75 ativos de 72 empresas.

PUBLICIDADE

Os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do índice são: Vale (VALE3;9,997%), ações PN do Itaú Unibanco (ITUB4;7,532%), do Bradesco (BBDC4; 5,793%), B3 (B3SA3; 5,543%) e ativos PN de Petrobras (PETR4;5,308%).

Tudo o que você precisa saber para lucrar na Bolsa de Valores operando da sua casa em um curso gratuito: clique aqui e participe!

B3 divulga 2ª prévia da nova carteira do Ibovespa confirmando entrada de ações de três empresas

mercado bolsa índices alta ações gráfico analista trader (Shutterstock)

A B3 divulga a segunda prévia da nova carteira do Índice Bovespa que vai vigorar de 4 de maio de 2020 a 4 de setembro de 2020, com base no fechamento do pregão de 15 de março de 2020.

A prévia do Ibovespa registra a entrada de CPFL Energia (CPFE3), Energisa (ENGI11), Minerva (BEEF3), totalizando 76 ativos de 73 empresas.

Os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do índice são: Vale (VALE3;10,013%), ações PN do Itaú Unibanco (ITUB4;7,808%), do Bradesco (BBDC4; 6,151%), B3 (B3SA3; 5,549%) e ativos PN de Petrobras (PETR4;5,214%).

PUBLICIDADE

A B3 divulgou a 1ª prévia em 1 de abril, mostrando também a entrada de CPFL, Energisa e Minerva. A terceira e última prévia será divulgada no dia 29.

Como se tornar um trader consistente? Aprenda em um curso gratuito os set-ups do Giba, analista técnico da XP, para operar na Bolsa de Valores!

B3 divulga primeira prévia da nova carteira do Ibovespa com três inclusões

mercado bolsa índices alta ações gráfico analista trader (Shutterstock)

SÃO PAULO – A B3 divulgou nesta quarta-feira (1) a primeira prévia da carteira teórica do Ibovespa com base no pregão de 31 de março para o período de maio a agosto de 2020.

Nenhuma ação foi excluída, enquanto três ações entraram na carteira: CPFL Energia (CPFE3), Energisa (ENGI11) e Minerva (BEEF3).

Caso essas entradas se confirmarem nas próximas prévias da carteira, o benchmark da Bolsa brasileira passará a ter 76 ações.

PUBLICIDADE

As maiores participações são de Vale (VALE3:10,836%), Itaú Unibanco (ITUB4:8,327%), Petrobras (PETR3:3,177%;PETR4:4,816%) e Bradesco (BBDC3:1,632%;BBDC4:6,127%).