Enjoei e Méliuz: resultados decepcionam e ações fecham com queda de mais de 10%, mas por que os analistas seguem otimistas?

Méliuz (Reprodução: Instagram)

SÃO PAULO – A sessão desta segunda-feira (16) foi de forte queda para o Ibovespa sendo que, fora do índice, duas ações registram baixa ainda mais expressiva.

As ações da Enjoei (ENJU3) chegaram a ter queda de 16,67%, a R$ 5,75, enquanto Méliuz (CASH3) chegou a ter perdas de 15,23%, a R$ 47,47. E os ativos não fugiram tanto das mínimas: ENJU3 fechou o pregão em forte baixa de 15,80%, a R$ 5,81, enquanto CASH3 teve queda de 12,59%, a R$ 48,95.

O Enjoei teve alta do prejuízo em 10,9 vezes no segundo trimestre, para R$ 30,040 milhões. A receita líquida do Enjoei  teve alta de 100%, a R$ 26,4 milhões no segundo trimestre. O volume bruto de mercadoria (GMV) teve alta de 82% na mesma base de comparação, a R$ 205 milhões.

A XP aponta que a Enjoei reportou resultados mistos referentes ao segundo trimestre de 2021, com a receita líquida 8% acima das estimativas devido a uma taxa de comissão (take-rate) melhor do que esperado.

Mas, em termos de rentabilidade, a companhia registrou queda expressiva na margem bruta (queda de 20,5 pontos percentuais na base anual), devido a maiores custos com frete e logística.

Além disso, também houve queda de lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) ajustado para R$ 19 milhões negativos, frente a maiores despesas de vendas. Assim, o prejuízo líquido excluindo-se o efeito do plano de remuneração em ações totalizou R$ 18 milhões, versus a estimativa da XP de R$ 15 milhões.

Para a XP, mesmo diante de um trimestre ainda bastante desafiador para a categoria de vestuário e com uma forte base de comparação para o e-commerce, a companhia novamente registrou um sólido crescimento de GMV e receita (alta de 82% e de alta de mais de 100% na base anual, respectivamente). Inclusive, a companhia teve o maior crescimento de GMV online do setor de e-commerce: Via (VIIA3;+20%), Americanas (AMER3;+37%), Magalu (MGLU3;+46%), Mercado Livre (MELI34;+44%), Westwing (WEST3;+14%), Mobly (MBLY3;estável).

“No entanto, a companhia apresentou uma forte queda de rentabilidade por conta de maiores custos de frete, por clique (CPC) e maiores investimentos em marketing”, apontaram.

Já o BBI revisou as estimativas, com a projeção da GMV subindo entre 1%-5% (estimado no período 2021-2023), mas as vendas líquidas caindo 12-24% devido à menor taxa de compra.

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“Isso posterga o ano em que a Enjoei atinge o ponto de equilíbrio na linha Ebitda em um ano, de 2023 anteriormente a 2024 em nosso modelo mais recente”, apontam os analistas.

O BBI destaca, novamente, que a companhia apresenta “dores do crescimento” . De acordo com os analistas, apesar dessas “dores” que os analistas do banco viram nos últimos trimestres – ou seja, a necessidade de ajustar a estratégia da Enjoei para garantir o crescimento futuro – os analistas mantiveram recomendação de compra à medida que continuam a ver a empresa como a melhor colocada no crescente mercado de revenda.

O preço-alvo do BBI, por sua vez, caiu de R$ 23 (para o final de 2021) para R$ 17 (no final de 2022), o que ainda corresponde a uma alta de 146% em relação ao fechamento da véspera.

A XP também segue com recomendação de compra para as ações ENJU3, com preço-alvo de R$ 15, o que corresponde a um potencial de alta de 117% frente o fechamento de sexta.

“A companhia deu uma atualização geral das principais iniciativas que tem conduzido, sendo as principais (i) nova política de comissionamento, a qual foi testada ao longo do segundo trimestre para entender o melhor formato, e que passará a cobrar taxas menores para produtos com ticket médio mais elevados; (ii) nova política comercial, que visa estimular o melhor comportamento dos vendedores de modo a refletir em uma melhor experiência para o comprador; (iii) aumento do sortimento no EnjuPro e B2C, o que contribui para uma maior rentabilidade; e (iv) avanços na frente logística, com a expansão do seu CD EnjuPro e redução da dependência dos Correios”, apontam os analistas da casa.

De acordo com compilação da Refinitiv, de quatro casas que cobrem o papel, três possuem recomendação de compra e uma neutra. O preço-alvo médio é de R$ 16, uma alta de 132% em relação ao fechamento de sexta.

Méliuz: fundamentos sólidos continuam

O Méliuz teve prejuízo líquido atribuído a controladores de R$ 6,7 milhões no segundo trimestre de 2021. O valor representa um aumento da ordem de 3% frente o mesmo período do ano anterior, quando o prejuízo foi de R$ 6,5 milhões.

Entre abril e junho deste ano, a receita líquida da companhia cresceu cerca de 120% na base anual, para R$ 54,5 milhões.

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Além disso, a empresa abriu, em média, 39 mil novas contas por dia útil no período e apresentou um aumento de 265% no número de usuários ativos.

Apesar da forte queda das ações na B3 nesta segunda (16), os analistas da XP e do Bradesco BBI seguem otimistas com a companhia e recomendam compra para os papéis na Bolsa.

Em relatório, a XP avalia que os resultados operacionais vieram fracos, mesmo considerando a integração de suas empresas recém-adquiridas, com receitas chegando a R$ 55 milhões.

O time de análise destaca que o resultado foi impactado por despesas de marketing, software e pessoal, que aumentaram drasticamente com a integração de suas novas empresas.

Por conta disso, a avaliação é de que os investidores não devem acompanhar os lucros – ao menos no curto prazo.

Apesar dos resultados mais fracos do que o esperado, a XP afirma que a empresa ainda apresenta fundamentos sólidos “para um sucesso de longo prazo”.

A casa tem recomendação de compra para os papéis CASH3 e preço-alvo de R$ 48 por ação (ainda que com preço-alvo 14% abaixo do fechamento de sexta).

“Acreditamos que a startup é o melhor veículo para capturar a concorrência agressiva nos setores de e-commerce e financeiro”, escreve.

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A recomendação outperform (acima da média do mercado) também é a do Bradesco BBI, com preço-alvo de R$ 90, ou alta de 61% em relação ao fechamento de sexta.

A avaliação é de que as tendências de geração de receita permanecem sólidas – e devem, segundo os analistas, ganhar mais fôlego no futuro.

Além disso, os analistas afirmam que o aumento de custos já era esperado, uma vez que a empresa continua a investir em sua equipe e plataforma.

Segundo compilação da Refinitiv, as quatro casas que cobrem a ação CASH3 possuem recomendação de compra, com preço-alvo médio de R$ 58,67, uma alta de 4,77% em relação ao fechamento de sexta.

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Ação da Via VIIA3 “estreia” em queda; Vale, Petrobras e siderúrgicas caem com dados da China; Enjoei e Méliuz despencam após balanços

SÃO PAULO  – O dia é negativo para a maior parte das ações do Ibovespa nesta segunda-feira (16), repercutindo os dados fracos da economia da China, além dos resultados.

O crescimento da produção industrial e das vendas no varejo da China desacelerou com força e ficou abaixo das expectativas em julho, uma vez que novos surtos de Covid-19 e enchentes prejudicaram as operações das empresas, ampliando os sinais de que a recuperação econômica está perdendo força. Veja mais clicando aqui. 

Vale (VALE3) tem baixa de 2% de suas ações, Gerdau (GGBR4) tem perdas de cerca de 2,5%, enquanto CSN (CSNA3) tem baixa de mais de 3% e Usiminas (USIM5) registra desvalorização de mais de 4%, com essas duas últimas também na esteira do rebaixamento da recomendação pelo Itaú BBA.

As ações de Petrobras (PETR3;PETR4) e PetroRio (PRIO3) também caem forte em um dia de queda de 3% do petróleo com os temores sobre a demanda com os dados da China.

A Via (VIIA3), ex-Via Varejo, estreia novo ticker VIIA3 (antes VVAR3) em queda, na sequência da baixa da semana passada pós-resultado, ainda que menos expressiva, de cerca de 2% e também acompanhando a baixa de outras empresas de e-commerce.

No radar de resultados, Vivara (VIVA3) se destaca positivamente com alta de 3%, enquanto Méliuz (CASH3) tem baixa de mais de 10% e Enjoei (ENJU3) tem queda de cerca de 7%, assim como a Ambipar (AMBP3). Ultrapar (UGPA3) abriu em alta após anunciar a venda da Oxiteno para Indorama Ventures por US$ 1,3 bilhão, mas virou para baixo acompanhando o mau humor do mercado.

As ações AALR3 disparam até 18%: o grupo de hospitais Rede D’Or ([ativo=RDOR3) informou que o seu conselho de administração aprovou a realização de uma oferta pública de aquisição (OPA) das ações do Centro de Imagem Diagnósticos Alliar.

Os papéis ([ativo=VVEO3]) tinham valorização de 2% após revelar que acertou a compra da Profarma Specialty, empresa de distribuição e farmácia de especialidades e da Cirúrgica Mafra, por um valor total de cerca de R$ 900 milhões.

Já a Bemobi (BMOB3) recuava 1%. A companhia anunciou também nesta manhã a comprou o grupo chileno Tiaxa por até US$ 48 milhões.

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Confira mais destaques:

A operadora de viagens CVC reportou prejuízo líquido de R$ 175,570 milhões no segundo trimestre deste ano, perda 30,4% menor que a registrada um ano antes, de R$ 252,129 milhões (veja mais clicando aqui).

Em comentários da administração que acompanham o informe de resultados, a empresa atribui o desempenho do período aos efeitos produzidos pela pandemia da covid-19 em suas operações, especialmente no Brasil. “Permanecemos otimistas com os prognósticos para o segundo semestre e início de 2022 e atentos aos eventuais desdobramentos da pandemia”, acrescenta a CVC. No acumulado do semestre, o prejuízo diminuiu de R$ 1,403 bilhão para R$ 257 milhões.

Na mesma base de comparação, a empresa obteve lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado negativo de R$ 130,834 milhões, contra Ebitda também negativo de R$ 164,366 milhões no mesmo período de 2020. No semestre, o Ebitda ajustado ficou negativo em R$ 194,279 milhões, ante R$ 189,769 milhões de um ano antes.

Já a receita líquida ficou em R$ 115,6 milhões no segundo trimestre, ante R$ 3 milhões informado um ano antes. O avanço se deve à retomada das atividades, afirma a companhia, mesmo com a segunda onda de covid tendo impactado o trimestre.

A CVC ainda nomeou Marcelo Kopel, ex-Itaú Unibanco, como novo diretor de finanças e relações com investidores. A companhia ainda elevou a participação na VHC Hospitality, de 69% para 100%.

Na avaliação do Bradesco BBI, os resultados foram mistos com uma tendência mais forte do que o esperado nas reservas, mas por outro lado com uma taxa de aquisição fraca.

Para os analistas, o problema da take rate (percentual da receita liquida sobre as reservas) parece temporário, visto que um dos motivadores foi o embarque de reservas anteriores à Covid que haviam sido adiadas, embora possa haver algum empecilho adicional durante o próximo trimestre.

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“Há um impulso positivo por trás das reservas, com crescimento sequencial de 25% (embora de uma base relativamente baixa no primeiro trimestre de 2021) e a CVC observa que as reservas de junho (queda de 50% versus 2019) foram melhores do que o trimestre como um todo (queda de 61%)”, apontam.

Essa queda em relação a 2019 está amplamente em linha com o número de passageiros e a capacidade disponível de
assentos informados pela companhia aérea Gol no segundo trimestre de 2021.

O progresso do plano de vacinação deve ajudar esse impulso positivo a continuar no segundo semestre, embora os riscos claramente ainda permaneçam com o potencial de impactos negativos da nova variante delta.

“Portanto, embora o ímpeto esteja melhorando, a visibilidade permanece limitada e as ações são negociadas a um forte P/L [preço sobre o lucro] de 38 vezes estimado para 2023”, avalia. O BBI mantém a recomendação neutra, com um novo preço-alvo de R$ 25 (estimado para 2022) contra nosso antigo preço-alvo de R$ 24.

A Cosan teve lucro líquido ajustado de R$ 750 milhões entre abril e junho, forte alta de 3.105% frente o ganho de R$ 23,4 milhões registrado em igual período de 2020.

A receita líquida totalizou R$ 25,267 bilhões no segundo trimestre de 2021, ante R$ 13,583 bilhões no mesmo intervalo do ano anterior, aumento de 85,9%.

Boa Safra (SOJA3)

A Boa Safra Sementes teve lucro líquido de R$ 8,862 milhões no segundo trimestre de 2021, alta de 314,6% na base anual.

O Ebitda foi de R$ 17,966 milhões, alta de 103% na comparação anual.

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A receita líquida teve queda de 17,6% entre abril e junho, a R$ 41 milhões.

“Todos os contratos de vendas ainda não faturados, principal KPI do que está por vir, atingiram a soma de R$ 546 milhões, um aumento de 188% em relação ao ano anterior. Continuamos otimistas com a Boa Safra e reiteramos nossa recomendação de compra com preço-alvo de R$ 18 por ação até 2021”, aponta a XP.

No segundo trimestre, a Vivara  viu seu lucro líquido atingir R$ 81,7 milhões, mais do que dobrando em relação ao mesmo período de 2019, ainda antes da pandemia. Na comparação com 2020, a companhia conseguiu reverter um prejuízo.

Saiba mais: Com lucro em alta, Vivara diz estar pronta para ir às compras

Segundo o Itaú BBA, a Vivara apresentou ótimos números referentes ao segundo trimestre. As receitas da companhia cresceram 19,3% na comparação com o segundo trimestre de 2019 (cenário pré-pandêmico), com avanço das vendas no conceito mesmas lojas (SSS) de 13,8%.

Em termos operacionais, o destaque do segundo trimestre foi o desempenho do e-commerce: a companhia tem sido capaz de dar escala às operações digitais e diversificar suas vendas desse canal. Historicamente, os produtos mais vendidos no on-line sempre foram relógios e acessórios, que possuem preço inferior às joias. No entanto, no segundo trimestre, cerca de metade das vendas do e-commerce foram joias, uma boa indicação para a rentabilidade no longo-prazo, avaliam os analistas.

Além disso, a Vivara sinalizou que o forte crescimento de vendas visto no segundo trimestre já está sendo verificado também no início deste terceiro trimestre. Ou seja, o bom desempenho operacional da companhia deve ter continuidade.

Do ponto de vista financeiro, a Vivara foi capaz de entregar uma margem bruta de 68% e uma margem Ebitda de 24,5%, refletindo uma maior diversificação de receitas da companhia e a otimização de despesas. O Ebitda da companhia, de R$ 89 milhões, foi 29% superior ao esperado, enquanto lucro líquido, de R$ 82 milhões, veio 64% acima da projeção dos analistas.

O Enjoei teve alta do prejuízo em 10,9 vezes no segundo trimestre, para R$ 30,040 milhões.

A receita líquida do Enjoei  teve alta de 100%, a R$ 26,4 milhões no segundo trimestre. O volume bruto de mercadoria (GMV) teve alta de 82% na mesma base de comparação, a R$ 205 milhões.

A XP aponta que a Enjoei reportou resultados mistos, referentes ao segundo trimestre de 2021, com a receita líquida 8% acima das estimativas devido a uma taxa de comissão (take-rate) melhor do que esperado.

Em termos de rentabilidade, a companhia registrou queda expressiva na margem bruta (-20,5p.p na base anual), devido a maiores custos com frete e logística, e também com queda de Ebitda ajustado (em R$ 19 milhões negativos), frente a maiores despesas de vendas. Com isso, o prejuízo líquido (excluindo-se o efeito do plano de remuneração em ações) totalizou R$ 18 milhões, versus a estimativa da XP de R$ 15 milhões.

Já o BBI revisou as estimativas, com GMV subindo 1-5% (estimado no período 2021-23), mas as vendas líquidas caindo 12-24% devido à menor taxa de compra.

“Isso posterga o ano em que a Enjoei atinge o ponto de equilíbrio na linha Ebitda em um ano, de 2023 anteriormente a 2024 em nosso modelo mais recente”, apontam os analistas.

Apesar das “dores de crescimento” que os analistas do BBI viram nos últimos trimestres – ou seja, a necessidade de ajustar a estratégia da Enjoei para garantir o crescimento futuro – os analistas mantiveram recomendação de compra à medida que continuam a ver a empresa como a melhor colocada no crescente mercado de revenda. Já o preço-alvo caiu de R$ 23 (para o final de 2021) para R$ 17 (no final de 2022).

O Méliuz teve prejuízo líquido da Méliuz atribuído a controladores de R$ 6,692 milhões no segundo trimestre de 2021. O valor, 2,95% acima frente o segundo trimestre de 2020, quando o prejuízo foi de R$ 6,5 milhões.

O Méliuz reportou o crescimento de 120% na receita líquida, em comparação ao segundo trimestre de 2020. Além disso, abriu, em média, 39 mil novas contas por dia útil no segundo trimestre de 2021 e apresentou um aumento de 265% no número de usuários ativos, também em relação ao 2T20.

A companhia finalizou o trimestre com um total de 18,8 milhões de contas cadastradas, um crescimento de mais de 2,3 milhões de usuários ou 14,6% em relação ao primeiro trimestre e quase dobrou a base de usuários, em comparação com os últimos 12 meses, findo em 30 de junho de 2020, quando possuía 10 milhões de contas cadastradas.

A Tecnisa teve prejuízo líquido de R$ 54 milhões no segundo trimestre de 2021, um aumento de 33% em relação ao prejuízo de R$ 40 milhões no mesmo período de 2020.

O balanço foi afetado por uma perda de R$ 42 milhões proveniente de um acordo anunciado em maio com a Companhia de Participações e Empreendimentos (CPE) para extinção de um processo que discutia um contrato de compra de terreno.

A Tecnisa ajuizou ação para anular o contrato após o terreno acabar sendo desapropriado pela Prefeitura de São Paulo.

A previsão original era que a Tecnisa pagaria pelo terreno à CPE com as vendas de unidades do futuro empreendimento, que acabou inviabilizado. As partes então optaram por um acordo. Além disso, a Tecnisa espera indenização pela desapropriação.

O Ebitda ajustado ficou negativo em R$ 42,3 milhões, piora de 60% no resultado. A receita líquida totalizou R$ 65 milhões, crescimento de 94%, devido à expansão de lançamentos e vendas nos últimos meses, além da venda de três terrenos considerados não estratégicos por R$ 19 milhões.

O Itaú BBA avalia os dados resultados pela Tecnisa como fracos e dentro do esperado. O banco ressalta que a empresa lançou um projeto no segundo semestre, com valor potencial de venda (PSV em inglês) de R$ 165 milhões, do qual 23% já foi vendido, e anunciou em julho a abertura de estandes de vendas de dois outros projetos com PSV de R$ 290 milhões.

O Itaú também ressalta forte queima de caixa, de R$ 156 milhões, afetados negativamente pelo acordo com a CPE, de R$ 102 milhões, e desembolso para compra de terrenos, de R$ 30 milhões. O banco mantém avaliação underperform (perspectiva de valorização abaixo da média do mercado), e preço-alvo para 2021 de R$ 9,4, frente à cotação de sexta de R$ 6,34.

A Ânima Educação registrou lucro líquido ajustado de R$ 18,7 milhões no segundo trimestre de 2021, alta de 42,3% ante o mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, o indicador teve avanço de 31,7%, para R$ 75,1 milhões. No critério sem ajustes, o lucro foi de R$ 4,9 milhões no trimestre, ante R$ 9,5 milhões em 2020.

O Ebitda foi de R$ 150,1 milhões no trimestre e R$ 287,8 milhões no semestre, alta de 74,7% e 107,7% em relação ao mesmo intervalo de 2020. O Ebitda ajustado foi de R$ 169,2 milhões entre abril e junho e R$ 315,6 milhões, crescimento anual de 84,4% e 50,3%.

A margem Ebitda do segundo trimestre avançou 1,5 ponto porcentual, para 25,6%, enquanto a semestral teve crescimento de 8,8 p.p, para 28,7%.

A empresa atingiu aumento de 64,5% na receita líquida do trimestre, para R$ 586 milhões, e de 44,2% no primeiro semestre, totalizando R$ 1,001 bilhão. A companhia tem ainda contas a receber líquido de R$ 669,6 milhões, R$ 340,9 a mais que na comparação anual por conta das aquisições e dos efeitos de renegociações com estudantes.

A Ambipar registrou um lucro líquido de R$ 41,3 milhões no segundo trimestre de 2021, um crescimento de 241,3% versus igual período de 2020 e 28,0% comparado ao primeiro trimestre de 2021. A margem líquida atingiu 11,9%.

No trimestre, a receita líquida registrou R$165,9 milhões, um aumento de 119,1% na base anual e de 40,5% comparado ao primeiro trimestre de 2021.

Esse crescimento é oriundo principalmente do aumento no número de contratos de gestão total de resíduos com foco na valorização (17 no segundo trimestre de 2020, 66 no primeiro trimestre de 2021 e 69 no segundo trimestre de 2021). O aumento de 44 contratos (no primeiro trimestre) é resultado da incorporação da AFC, empresa adquirida em janeiro de 21, a Metal Ar adicionou 6 novos contratos e adição de 3 novos contratos da Environment, afirmou a companhia.

OceanPact (OPCT3)

A OceanPact teve lucro líquido de R$ 18,5 milhões no segundo trimestre de 2021, ante prejuízo de R$ 20,1 milhões do primeiro trimestre do ano, com melhora do resultado operacional e pelo efeito positivo não caixa de variação cambial sobre a dívida em dólar junto ao BNDES.

A receita líquida foi a R$ 197,1 milhões.

Segundo o BBA, a prestadora de serviços em ambiente marinhoapresentou resultados fracos referentes ao
segundo trimestre, porém, em linha com o esperado. O Ebitda foi de R$ 35 milhões no período.

A empresa também divulgou projeções (ou guidance) do EBITDA para 2021 e 2022. As estimativas da companhia são de R$ 160 – R$ 180 milhões para este ano, 42% abaixo da expectativa do banco; e de R$ 320 -R$ 380 milhões para o ano que vem, 30% inferior aos números dos analistas.

“As novas projeções divulgadas pela Oceanpact estão abaixo dos números discutidos durante o processo de abertura de capital, mas acreditamos que os dados piores já estejam incorporados no atual preço da ação, dado que OPCT3 caiu 65% desde o IPO da companhia, em fevereiro deste ano”, apontou.

Hermes Pardini (PARD3)

O lucro líquido da Hermes Pardini atingiu R$ 70,8 milhões no segundo trimestre de 2021, um novo recorde para a companhia, apresentando aumento de 906,8% quando comparado com o segundo trimestre de 2020, informou a companhia. A margem líquida foi de 13,6% no 2T21, aumento de 1.087 bps . A  alíquota efetiva de IR/CSLL foi de
31,4% no trimestre, sendo de 39,6% no mesmo período do ano passado.

A Priner reverteu parcialmente o prejuízo de R$ 16,7 milhões no segundo trimestre de 2020 e teve lucro de R$ 6,2 milhões no segundo trimestre de 2021.

A receita líquida avançou 131,4% entre abril e junho, para R$ 111,5 milhões.

De acordo com a XP, a Priner divulgou um forte segundo trimestre, marcado pelo robusto crescimento de receitas, em linha com a prévia operacional divulgada pela companhia em julho.

Além do aumento das vendas, destaque para o incremento substancial de margem bruta no período, impulsionado por uma combinação de menores custos relacionados à Covid-19 e melhoria de performance em todos os serviços oferecidos, principalmente naqueles de maior valor agregado (pintura, isolamento térmico e inspeções).

A Priner também entregou um Ebitda e um Lucro Líquido bem acima de nossas expectativas e indicou que o bom momento operacional deve continuar, ao celebrar um volume de novos contratos de R$ 219,9 milhões no trimestre. “Com isso, reiteramos nossa recomendação de compra em PRNR3, com preço-alvo de R$13,40 por ação”, destacam os analistas.

De acordo com a XP, a G2D reportou resultado em linha com o esperado e sem grandes surpresas no segundo trimestre de 2021, uma vez que os principais eventos já haviam sido comunicados.

O Valor Líquido dos Ativos (NAV) atingiu R$ 640 milhões no trimestre, considerando os eventos subsequentes ao trimestre, um Valor Presente Líquido de R$ 1,062 bilhão.

Os principais eventos do período foram: i) Reavaliação da Blu; ii) Reavaliação do Mercado Bitcoin; iii) Reavaliação da NotCo; iv) Venda de participação na Coinbase; v) Investimento na Seed Health e na Freddie’s Flowers.

Com isso, a XP revisou o preço-alvo para R$ 11 por ação (versus R$ 9 por ação anteriormente), pois acreditam que a empresa deva negociar com 0% de deságio em relação ao Valor Presente Líquido.

Ultrapar (UGPA3)

A Ultrapar fechou acordo para vender 100% de sua empresa de químicos especiais Oxiteno para o grupo tailandês de produtos químicos Indorama Ventures por US$ 1,3 bilhão, informaram as companhias nesta segunda-feira.

Rede D’Or (RDOR3) e Alliar (AALR3)

O grupo de hospitais Rede D’Or informou que o seu conselho de administração aprovou a realização de uma oferta pública de aquisição (OPA) das ações do Centro de Imagem Diagnósticos Alliar.

Segundo fato relevante, o objetivo da OPA é adquirir a totalidade das 118.292.816 ações ordinárias da Alliar, a um preço equivalente a R$ 11,50 por papel – o que avaliaria o negócio em R$ 1,35 bilhão.

Para a XP, esta transação como um movimento muito interessante para a Rede D’Or, pois amplia seu portfólio de serviços oferecidos com uma sobreposição de operações entre as empresas em 7 Estados dos 12 Estados que a Rede D’Or opera atualmente. Além disso, aumentar sua exposição a diagnósticos ajuda a Rede D’Or a criar um ecossistema de saúde mais forte.

A oferta pública ainda está sujeita à aprovação da CVM. Em seguida, será publicado o edital da OPA estabelecendo os prazos da oferta. Após a publicação do edital da OPA o Conselho de Administração da Alliar terá 15 dias para apresentar sua opinião sobre a oferta aos seus acionistas, recomendando-lhes que aceitem ou não a oferta.

“Reiteramos nossa recomendação de Compra para a Rede D’Or e o preço-alvo de R$ 88 por ação. Para a Alliar, mantemos nossa recomendação neutra e preço alvo de R$ 10 por ação”, afirmam os analistas.

O Itaú BBA atualizou seus modelos para empresas dos setores de aço e mineração sob sua cobertura, apresentando o preço-alvo de 2022, que incorpora os resultados do segundo trimestre de 2021, as previsões sobre PIB e câmbio da equipe macro e as presunções mais altas da equipe de estratégia sobre custo de capital. A previsão para o preço médio do minério de ferro subiu levemente, de US$ 155 por tonelada para US$ 170 por tonelada.

O banco diz que vê um momento desafiador para a commodity, por conta de dados que indicam redução da produção de aço na China. E diz que as perspectivas de valorização da CSN e da Usiminas não representam proposições atraentes de risco e recompensa. Assim, o banco rebaixou ambos os papéis de outperform para market perform (perspectiva de valorização dentro da média do mercado).

Mas manteve as recomendações outperform para Vale e Gerdau, que são suas escolhas favoritas (top picks em inglês) no setor. Para a Vale, o banco apresenta preço-alvo para 2022 em US$ 25, frente ao fechamento de US$ 20,64 de sexta para os papéis VALE na Bolsa de Nova York; para a CSN, de R$ 48, frente a R$ 42,61 de sexta; para Usiminas, R$ 24, frente a R$ 21,15 de sexta para os papéis USIM5; para a Gerdau, R$ 31,32, frente a R$ 40 para os papéis GGBR4.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

Quer atingir de uma vez por todas a consistência na Bolsa? Assista de graça ao workshop “Os 4 Segredos do Trader Faixa Preta” com Ariane Campolim.

Repercussões de resultados de Enjoei, Vivara, Boa Safra, Cosan, Méliuz, CVC e outros balanços; Ultrapar vende Oxiteno e mais

Cosan (Foto: Paulo Fridman/Corbis via Getty Images)

A temporada de resultados chega na sua reta final nesta semana.  Na noite de sexta-feira, foram divulgados os dados da CVC, Cosan, Enjoei, Vivara, entre outras companhias, enquanto Ambipar, Ânima  e Méliuz também divulgaram seus números nesta segunda-feira antes da abertura da Bolsa.

Após o fechamento, IRB (IRBR3), Cemig (CMIG4), entre outras companhias, divulgarão seus resultados. Ainda em destaque, a Ultrapar anunciou a venda da Oxiteno para Indorama Ventures por US$ 1,3 bilhão. Já o grupo de hospitais Rede D’Or informou que o seu conselho de administração aprovou a realização de uma oferta pública de aquisição (OPA) das ações do Centro de Imagem Diagnósticos Alliar.  Confira mais destaques:

A operadora de viagens CVC reportou prejuízo líquido de R$ 175,570 milhões no segundo trimestre deste ano, perda 30,4% menor que a registrada um ano antes, de R$ 252,129 milhões (veja mais clicando aqui).

Em comentários da administração que acompanham o informe de resultados, a empresa atribui o desempenho do período aos efeitos produzidos pela pandemia da covid-19 em suas operações, especialmente no Brasil. “Permanecemos otimistas com os prognósticos para o segundo semestre e início de 2022 e atentos aos eventuais desdobramentos da pandemia”, acrescenta a CVC. No acumulado do semestre, o prejuízo diminuiu de R$ 1,403 bilhão para R$ 257 milhões.

Na mesma base de comparação, a empresa obteve lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado negativo de R$ 130,834 milhões, contra Ebitda também negativo de R$ 164,366 milhões no mesmo período de 2020. No semestre, o Ebitda ajustado ficou negativo em R$ 194,279 milhões, ante R$ 189,769 milhões de um ano antes.

Já a receita líquida ficou em R$ 115,6 milhões no segundo trimestre, ante R$ 3 milhões informado um ano antes. O avanço se deve à retomada das atividades, afirma a companhia, mesmo com a segunda onda de covid tendo impactado o trimestre.

A CVC ainda nomeou Marcelo Kopel, ex-Itaú Unibanco, como novo diretor de finanças e relações com investidores. A companhia ainda elevou a participação na VHC Hospitality, de 69% para 100%.

Na avaliação do Bradesco BBI, os resultados foram mistos com uma tendência mais forte do que o esperado nas reservas, mas por outro lado com uma taxa de aquisição fraca.

Para os analistas, o problema da take rate (percentual da receita liquida sobre as reservas) parece temporário, visto que um dos motivadores foi o embarque de reservas anteriores à Covid que haviam sido adiadas, embora possa haver algum empecilho adicional durante o próximo trimestre.

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“Há um impulso positivo por trás das reservas, com crescimento sequencial de 25% (embora de uma base relativamente baixa no primeiro trimestre de 2021) e a CVC observa que as reservas de junho (queda de 50% versus 2019) foram melhores do que o trimestre como um todo (queda de 61%)”, apontam.

Essa queda em relação a 2019 está amplamente em linha com o número de passageiros e a capacidade disponível de
assentos informados pela companhia aérea Gol no segundo trimestre de 2021.

O progresso do plano de vacinação deve ajudar esse impulso positivo a continuar no segundo semestre, embora os riscos claramente ainda permaneçam com o potencial de impactos negativos da nova variante delta.

“Portanto, embora o ímpeto esteja melhorando, a visibilidade permanece limitada e as ações são negociadas a um forte P/L [preço sobre o lucro] de 38 vezes estimado para 2023”, avalia. O BBI mantém a recomendação neutra, com um novo preço-alvo de R$ 25 (estimado para 2022) contra nosso antigo preço-alvo de R$ 24.

A Cosan teve lucro líquido ajustado de R$ 750 milhões entre abril e junho, forte alta de 3.105% frente o ganho de R$ 23,4 milhões registrado em igual período de 2020.

A receita líquida totalizou R$ 25,267 bilhões no segundo trimestre de 2021, ante R$ 13,583 bilhões no mesmo intervalo do ano anterior, aumento de 85,9%.

Boa Safra (SOJA3)

A Boa Safra Sementes teve lucro líquido de R$ 8,862 milhões no segundo trimestre de 2021, alta de 314,6% na base anual.

O Ebitda foi de R$ 17,966 milhões, alta de 103% na comparação anual.

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A receita líquida teve queda de 17,6% entre abril e junho, a R$ 41 milhões.

“Todos os contratos de vendas ainda não faturados, principal KPI do que está por vir, atingiram a soma de R$ 546 milhões, um aumento de 188% em relação ao ano anterior. Continuamos otimistas com a Boa Safra e reiteramos nossa recomendação de compra com preço-alvo de R$ 18 por ação até 2021”, aponta a XP.

No segundo trimestre, a Vivara  viu seu lucro líquido atingir R$ 81,7 milhões, mais do que dobrando em relação ao mesmo período de 2019, ainda antes da pandemia. Na comparação com 2020, a companhia conseguiu reverter um prejuízo.

Saiba mais: Com lucro em alta, Vivara diz estar pronta para ir às compras

Segundo o Itaú BBA, a Vivara apresentou ótimos números referentes ao segundo trimestre. As receitas da companhia cresceram 19,3% na comparação com o segundo trimestre de 2019 (cenário pré-pandêmico), com avanço das vendas no conceito mesmas lojas (SSS) de 13,8%.

Em termos operacionais, o destaque do segundo trimestre foi o desempenho do e-commerce: a companhia tem sido capaz de dar escala às operações digitais e diversificar suas vendas desse canal. Historicamente, os produtos mais vendidos no on-line sempre foram relógios e acessórios, que possuem preço inferior às joias. No entanto, no segundo trimestre, cerca de metade das vendas do e-commerce foram joias, uma boa indicação para a rentabilidade no longo-prazo, avaliam os analistas.

Além disso, a Vivara sinalizou que o forte crescimento de vendas visto no segundo trimestre já está sendo verificado também no início deste terceiro trimestre. Ou seja, o bom desempenho operacional da companhia deve ter continuidade.

Do ponto de vista financeiro, a Vivara foi capaz de entregar uma margem bruta de 68% e uma margem Ebitda de 24,5%, refletindo uma maior diversificação de receitas da companhia e a otimização de despesas. O Ebitda da companhia, de R$ 89 milhões, foi 29% superior ao esperado, enquanto lucro líquido, de R$ 82 milhões, veio 64% acima da projeção dos analistas.

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O Enjoei teve alta do prejuízo em 10,9 vezes no segundo trimestre, para R$ 30,040 milhões.

A receita líquida do Enjoei  teve alta de 100%, a R$ 26,4 milhões no segundo trimestre. O volume bruto de mercadoria (GMV) teve alta de 82% na mesma base de comparação, a R$ 205 milhões.

A XP aponta que a Enjoei reportou resultados mistos, referentes ao segundo trimestre de 2021, com a receita líquida 8% acima das estimativas devido a uma taxa de comissão (take-rate) melhor do que esperado.

Em termos de rentabilidade, a companhia registrou queda expressiva na margem bruta (-20,5p.p na base anual), devido a maiores custos com frete e logística, e também com queda de Ebitda ajustado (em R$ 19 milhões negativos), frente a maiores despesas de vendas. Com isso, o prejuízo líquido (excluindo-se o efeito do plano de remuneração em ações) totalizou R$ 18 milhões, versus a estimativa da XP de R$ 15 milhões.

Já o BBI revisou as estimativas, com GMV subindo 1-5% (estimado no período 2021-23), mas as vendas líquidas caindo 12-24% devido à menor taxa de compra.

“Isso posterga o ano em que a Enjoei atinge o ponto de equilíbrio na linha Ebitda em um ano, de 2023 anteriormente a 2024 em nosso modelo mais recente”, apontam os analistas.

Apesar das “dores de crescimento” que os analistas do BBI viram nos últimos trimestres – ou seja, a necessidade de ajustar a estratégia da Enjoei para garantir o crescimento futuro – os analistas mantiveram recomendação de compra à medida que continuam a ver a empresa como a melhor colocada no crescente mercado de revenda. Já o preço-alvo caiu de R$ 23 (para o final de 2021) para R$ 17 (no final de 2022).

O Méliuz teve prejuízo líquido da Méliuz atribuído a controladores de R$ 6,692 milhões no segundo trimestre de 2021. O valor, 2,95% acima frente o segundo trimestre de 2020, quando o prejuízo foi de R$ 6,5 milhões.

A companhia reportou o crescimento de 120% na receita líquida, em comparação ao segundo trimestre de 2020. Além disso, abriu, em média, 39 mil novas contas por dia útil no segundo trimestre de 2021 e apresentou um aumento de 265% no número de usuários ativos, também em relação ao 2T20.

A companhia finalizou o trimestre com um total de 18,8 milhões de contas cadastradas, um crescimento de mais de 2,3 milhões de usuários ou 14,6% em relação ao primeiro trimestre e quase dobrou a base de usuários, em comparação com os últimos 12 meses, findo em 30 de junho de 2020, quando possuía 10 milhões de contas cadastradas.

A Tecnisa teve prejuízo líquido de R$ 54 milhões no segundo trimestre de 2021, um aumento de 33% em relação ao prejuízo de R$ 40 milhões no mesmo período de 2020.

O balanço foi afetado por uma perda de R$ 42 milhões proveniente de um acordo anunciado em maio com a Companhia de Participações e Empreendimentos (CPE) para extinção de um processo que discutia um contrato de compra de terreno.

A Tecnisa ajuizou ação para anular o contrato após o terreno acabar sendo desapropriado pela Prefeitura de São Paulo.

A previsão original era que a Tecnisa pagaria pelo terreno à CPE com as vendas de unidades do futuro empreendimento, que acabou inviabilizado. As partes então optaram por um acordo. Além disso, a Tecnisa espera indenização pela desapropriação.

O Ebitda ajustado ficou negativo em R$ 42,3 milhões, piora de 60% no resultado. A receita líquida totalizou R$ 65 milhões, crescimento de 94%, devido à expansão de lançamentos e vendas nos últimos meses, além da venda de três terrenos considerados não estratégicos por R$ 19 milhões.

O Itaú BBA avalia os dados resultados pela Tecnisa como fracos e dentro do esperado. O banco ressalta que a empresa lançou um projeto no segundo semestre, com valor potencial de venda (PSV em inglês) de R$ 165 milhões, do qual 23% já foi vendido, e anunciou em julho a abertura de estandes de vendas de dois outros projetos com PSV de R$ 290 milhões.

O Itaú também ressalta forte queima de caixa, de R$ 156 milhões, afetados negativamente pelo acordo com a CPE, de R$ 102 milhões, e desembolso para compra de terrenos, de R$ 30 milhões. O banco mantém avaliação underperform (perspectiva de valorização abaixo da média do mercado), e preço-alvo para 2021 de R$ 9,4, frente à cotação de sexta de R$ 6,34.

A Ânima Educação registrou lucro líquido ajustado de R$ 18,7 milhões no segundo trimestre de 2021, alta de 42,3% ante o mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, o indicador teve avanço de 31,7%, para R$ 75,1 milhões. No critério sem ajustes, o lucro foi de R$ 4,9 milhões no trimestre, ante R$ 9,5 milhões em 2020.

O Ebitda foi de R$ 150,1 milhões no trimestre e R$ 287,8 milhões no semestre, alta de 74,7% e 107,7% em relação ao mesmo intervalo de 2020. O Ebitda ajustado foi de R$ 169,2 milhões entre abril e junho e R$ 315,6 milhões, crescimento anual de 84,4% e 50,3%.

A margem Ebitda do segundo trimestre avançou 1,5 ponto porcentual, para 25,6%, enquanto a semestral teve crescimento de 8,8 p.p, para 28,7%.

A empresa atingiu aumento de 64,5% na receita líquida do trimestre, para R$ 586 milhões, e de 44,2% no primeiro semestre, totalizando R$ 1,001 bilhão. A companhia tem ainda contas a receber líquido de R$ 669,6 milhões, R$ 340,9 a mais que na comparação anual por conta das aquisições e dos efeitos de renegociações com estudantes.

A Ambipar registrou um lucro líquido de R$ 41,3 milhões no segundo trimestre de 2021, um crescimento de 241,3% versus igual período de 2020 e 28,0% comparado ao primeiro trimestre de 2021. A margem líquida atingiu 11,9%.

No trimestre, a receita líquida registrou R$165,9 milhões, um aumento de 119,1% na base anual e de 40,5% comparado ao primeiro trimestre de 2021.

Esse crescimento é oriundo principalmente do aumento no número de contratos de gestão total de resíduos com foco na valorização (17 no segundo trimestre de 2020, 66 no primeiro trimestre de 2021 e 69 no segundo trimestre de 2021). O aumento de 44 contratos (no primeiro trimestre) é resultado da incorporação da AFC, empresa adquirida em janeiro de 21, a Metal Ar adicionou 6 novos contratos e adição de 3 novos contratos da Environment, afirmou a companhia.

OceanPact (OPCT3)

A OceanPact teve lucro líquido de R$ 18,5 milhões no segundo trimestre de 2021, ante prejuízo de R$ 20,1 milhões do primeiro trimestre do ano, com melhora do resultado operacional e pelo efeito positivo não caixa de variação cambial sobre a dívida em dólar junto ao BNDES.

A receita líquida foi a R$ 197,1 milhões.

Segundo o BBA, a prestadora de serviços em ambiente marinhoapresentou resultados fracos referentes ao
segundo trimestre, porém, em linha com o esperado. O Ebitda foi de R$ 35 milhões no período.

A empresa também divulgou projeções (ou guidance) do EBITDA para 2021 e 2022. As estimativas da companhia são de R$ 160 – R$ 180 milhões para este ano, 42% abaixo da expectativa do banco; e de R$ 320 -R$ 380 milhões para o ano que vem, 30% inferior aos números dos analistas.

“As novas projeções divulgadas pela Oceanpact estão abaixo dos números discutidos durante o processo de abertura de capital, mas acreditamos que os dados piores já estejam incorporados no atual preço da ação, dado que OPCT3 caiu 65% desde o IPO da companhia, em fevereiro deste ano”, apontou.

Hermes Pardini (PARD3)

O lucro líquido da Hermes Pardini atingiu R$ 70,8 milhões no segundo trimestre de 2021, um novo recorde para a companhia, apresentando aumento de 906,8% quando comparado com o segundo trimestre de 2020, informou a companhia. A margem líquida foi de 13,6% no 2T21, aumento de 1.087 bps . A  alíquota efetiva de IR/CSLL foi de
31,4% no trimestre, sendo de 39,6% no mesmo período do ano passado.

A Priner reverteu parcialmente o prejuízo de R$ 16,7 milhões no segundo trimestre de 2020 e teve lucro de R$ 6,2 milhões no segundo trimestre de 2021.

A receita líquida avançou 131,4% entre abril e junho, para R$ 111,5 milhões.

De acordo com a XP, a Priner divulgou um forte segundo trimestre, marcado pelo robusto crescimento de receitas, em linha com a prévia operacional divulgada pela companhia em julho.

Além do aumento das vendas, destaque para o incremento substancial de margem bruta no período, impulsionado por uma combinação de menores custos relacionados à Covid-19 e melhoria de performance em todos os serviços oferecidos, principalmente naqueles de maior valor agregado (pintura, isolamento térmico e inspeções).

A Priner também entregou um Ebitda e um Lucro Líquido bem acima de nossas expectativas e indicou que o bom momento operacional deve continuar, ao celebrar um volume de novos contratos de R$ 219,9 milhões no trimestre. “Com isso, reiteramos nossa recomendação de compra em PRNR3, com preço-alvo de R$13,40 por ação”, destacam os analistas.

De acordo com a XP, a G2D reportou resultado em linha com o esperado e sem grandes surpresas no segundo trimestre de 2021, uma vez que os principais eventos já haviam sido comunicados.

O Valor Líquido dos Ativos (NAV) atingiu R$ 640 milhões no trimestre, considerando os eventos subsequentes ao trimestre, um Valor Presente Líquido de R$ 1,062 bilhão.

Os principais eventos do período foram: i) Reavaliação da Blu; ii) Reavaliação do Mercado Bitcoin; iii) Reavaliação da NotCo; iv) Venda de participação na Coinbase; v) Investimento na Seed Health e na Freddie’s Flowers.

Com isso, a XP revisou o preço-alvo para R$ 11 por ação (versus R$ 9 por ação anteriormente), pois acreditam que a empresa deva negociar com 0% de deságio em relação ao Valor Presente Líquido.

Ultrapar (UGPA3)

A Ultrapar fechou acordo para vender 100% de sua empresa de químicos especiais Oxiteno para o grupo tailandês de produtos químicos Indorama Ventures por US$ 1,3 bilhão, informaram as companhias nesta segunda-feira.

Rede D’Or (RDOR3) e Alliar (AALR3)

O grupo de hospitais Rede D’Or informou que o seu conselho de administração aprovou a realização de uma oferta pública de aquisição (OPA) das ações do Centro de Imagem Diagnósticos Alliar.

Segundo fato relevante, o objetivo da OPA é adquirir a totalidade das 118.292.816 ações ordinárias da Alliar, a um preço equivalente a R$ 11,50 por papel – o que avaliaria o negócio em R$ 1,35 bilhão.

Para a XP, esta transação como um movimento muito interessante para a Rede D’Or, pois amplia seu portfólio de serviços oferecidos com uma sobreposição de operações entre as empresas em 7 Estados dos 12 Estados que a Rede D’Or opera atualmente. Além disso, aumentar sua exposição a diagnósticos ajuda a Rede D’Or a criar um ecossistema de saúde mais forte.

A oferta pública ainda está sujeita à aprovação da CVM. Em seguida, será publicado o edital da OPA estabelecendo os prazos da oferta. Após a publicação do edital da OPA o Conselho de Administração da Alliar terá 15 dias para apresentar sua opinião sobre a oferta aos seus acionistas, recomendando-lhes que aceitem ou não a oferta.

“Reiteramos nossa recomendação de Compra para a Rede D’Or e o preço-alvo de R$ 88 por ação. Para a Alliar, mantemos nossa recomendação neutra e preço alvo de R$ 10 por ação”, afirmam os analistas.

O Itaú BBA atualizou seus modelos para empresas dos setores de aço e mineração sob sua cobertura, apresentando o preço-alvo de 2022, que incorpora os resultados do segundo trimestre de 2021, as previsões sobre PIB e câmbio da equipe macro e as presunções mais altas da equipe de estratégia sobre custo de capital. A previsão para o preço médio do minério de ferro subiu levemente, de US$ 155 por tonelada para US$ 170 por tonelada.

O banco diz que vê um momento desafiador para a commodity, por conta de dados que indicam redução da produção de aço na China. E diz que as perspectivas de valorização da CSN e da Usiminas não representam proposições atraentes de risco e recompensa. Assim, o banco rebaixou ambos os papéis de outperform para market perform (perspectiva de valorização dentro da média do mercado).

Mas manteve as recomendações outperform para Vale e Gerdau, que são suas escolhas favoritas (top picks em inglês) no setor. Para a Vale, o banco apresenta preço-alvo para 2022 em US$ 25, frente ao fechamento de US$ 20,64 de sexta para os papéis VALE na Bolsa de Nova York; para a CSN, de R$ 48, frente a R$ 42,61 de sexta; para Usiminas, R$ 24, frente a R$ 21,15 de sexta para os papéis USIM5; para a Gerdau, R$ 31,32, frente a R$ 40 para os papéis GGBR4.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Vendas brutas da Enjoei (ENJU3) sobem 82% no 2º tri e reforçam otimismo dos analistas; ações sobem forte

Enjoei (Divulgação)

A Enjoei (ENJU3) publicou na noite da última segunda-feira (12) prévia de suas principais métricas operacionais referente ao segundo trimestre de 2021, registrando crescimento de vendas brutas de mercadorias (GMV) de 82%.

A taxa de crescimento foi inferior ao primeiro trimestre (alta de 104%), mas contra uma base de comparação muito mais difícil, ressalta o Bradesco BBI.

“Se olharmos para a tendência de dois anos, o crescimento acelerou da média do primeiro trimestre de cerca de 79% para aproximadamente 87% no segundo trimestre”, avalia o BBI. O GMV de R$ 205 milhões ficou em linha com a estimativa de R$ 210 milhões do BBI, o que coloca a Enjoei no caminho certo para cumprir a estimativa dos analistas de R$ 910 milhões para o ano todo.

As ações ENJU3 registram ganhos após a divulgação dos dados: às 10h40 (horário de Brasília), a alta é de 4%, a R$ 9,63.

O número de novos sellers cresceu 124% na comparação anual, mantendo o ritmo de crescimento de três dígitos do primeiro trimestre de 2021 (alta de 118%). O número de novos compradores aumentou 29% na comparação anual para 181.000 – “esta é uma desaceleração em relação a uma concorrência mais difícil e também está um pouco abaixo do nível de aproximadamente 200 mil novos compradores que vimos nos últimos dois trimestres”, aponta o BBI.

Por fim, os itens publicados aumentaram para 3,9 milhões de 2,4 milhões no primeiro trimestre de 2020, um crescimento de 61% na comparação anual no segundo trimestre de 2021.

“Vemos isso como um desempenho sólido, o que prova a capacidade da Enjoei de manter altas taxas de crescimento, mesmo com uma base de comparação muito mais difícil. O crescimento do GMV está ocorrendo a uma taxa semelhante ao pico da pandemia no ano passado e, como observamos, a tendência de dois anos na verdade se acelerou. Esperamos que o crescimento do GMV da Enjoei seja o maior entre nossa cobertura de comércio eletrônico no segundo trimestre de 2021”, destacam os analistas do BBI.

Eles também apontam que os números sobre novos vendedores e estoque – ambos crescendo fortemente – dado
que esta é uma área que a Enjoei tem direcionado seus esforços recentemente.

“Esta é uma parte fundamental do processo de descoberta do comprador, que em última análise é o que impulsiona o
GMV. Uma variedade mais profunda fortalece a proposta de valor da Enjoei e a experiência do usuário. O único número que pode ser um pouco decepcionante é o crescimento de novos compradores. O crescimento claramente nunca iria continuar acima de 100%, mas esperávamos ver o número de novos compradores ficando acima de 200 mil, em linha com os últimos dois trimestres”, avalia o BBI. Os analistas têm recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 23, uma alta de 148% em relação ao fechamento de segunda-feira (12).

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A XP também avalia que o crescimento continua, com fortes dados operacionais do segundo trimestre.

“Vemos os dados divulgados como positivos devido ao sólido crescimento anual, mesmo diante de uma forte base de crescimento registrada no segundo trimestre, durante o auge da migração ao canal online devido a pandemia. Nesse sentido, vemos a desaceleração do ritmo de expansão versus o primeiro trimestre como esperada, principalmente à medida em que a vacinação avança e os consumidores voltam para as lojas físicas”, avaliam.

A XP mantém recomendação de compra e preço alvo de R$15,0 por ver a empresa como uma combinação de um caso de tecnologia/crescimento e uma ação exposta ao movimento de recuperação da economia.

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Ação da Hypera avança 5% após aquisição, Dotz tem disparada de 10% e Direcional ameniza ganhos

SÃO PAULO – Após a disparada de 16% da véspera, as ações da Dotz (DOTZ3) registram novamente um salto na B3 na sessão desta terça-feira (13); os papéis chegaram a subir cerca de 15%, mas depois amenizaram para ganhos de cerca de ainda que subindo cerca de 10%. Ontem, analistas como Itaú BBA e Credit Suisse iniciaram a cobertura para a ação com recomendação de compra e vendo forte potencial de alta (veja mais clicando aqui).

Já entre as construtoras, diversas empresas como Cyrela (CYRE3), Melnick (MELK3), Direcional (DIRR3) e Moura Dubeux (MDNE3) divulgaram prévias operacionais do segundo trimestre. Enquanto Melnick, Cyrela e Moura Dubeux operam entre leves perdas e ganhos, Direcional registrava ganhos de cerca de 3% após os dados, mas amenizou a alta, para cerca de 1%.

Também registrando alta, estão as ações da Enjoei (ENJU3), com ganhos de cerca de 5% após prévia operacional do segundo trimestre.

A Hypera (HYPE3) avança cerca de 5%. A companhia anunciou a compra de 12 marcas de medicamentos da Sanofi por US$ 190,3 milhões. Os produtos incluem AAS, Naturetti, Cepacol Hidantal e Buclina.

Confira no que ficar de olho:

O presidente Jair Bolsonaro sancionou com vetos nesta terça-feira lei que abre caminho para a privatização da Eletrobras, além de prever a contratação compulsória de térmicas a gás natural e outras fontes.

Foram realizados 14 vetos, dentre eles de um artigo que determinava que o Poder Executivo aproveitasse empregados da Eletrobras e de suas subsidiárias demitidos sem justa causa durante os 12 meses subsequentes à desestatização.

Bolsonaro também vetou artigo que definia que a diretoria do Organizador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) deveria ser aprovada pelo Senado Federal. A nova lei permitirá que a privatização ocorra por aumento do capital social, com renúncia do direito de subscrição de ações pela União, que assim terá diluída sua fatia de 61% na empresa.

A previsão do ministério é de finalização da operação em janeiro de 2022. Até lá, deverão ser realizadas as definições de premissas fundamentais à modelagem da privatização pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

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A Eletrobras informou ainda na segunda que seu conselho de administração aprovou o exercício do direito de venda conjunta (tag along) das ações detidas pela controlada Eletronorte na transmissora de energia NBTE. Segundo a Eletrobras, a decisão ocorreu após a empresa ter sido notificada de que a Leovac Participações, afiliada da gestora canadense de fundos de pensão Ontario Teachers Pension Plan Board (ONTPP), havia fechado acordo para compra da Evoltz, que detém 51% das ações da Norte Brasil Transmissora de Energia. A estatal afirmou que o valor da proposta recebida é de R$ 700 milhões.

A JHSF anunciou na segunda-feira que exerceu opção de compra de terreno adicional junto ao empreendimento Complexo Boa Vista, por cerca de R$ 140 milhões. A área adicional envolve 6,1 milhões de metros quadrados. O complexo está situado em Porto Feliz (SP), a cerca de 150 quilômetros da cidade de São Paulo, e além de empreendimentos residenciais de alto padrão, prevê campo de golfe, lagos, praia artificial e outros equipamentos.

Segundo a JHSF, a área anunciada nesta segunda-feira “será destinada à implantação do quarto empreendimento do Complexo Boa Vista”. A empresa não deu mais detalhes.

Bradespar (BRAP4)

A Bradespar vai pagar R$ 600 milhões em dividendos extraordinários, com data prevista para pagamento de 26 de julho de 2021: R$ 323 milhões é parte da reserva de lucro e R$ 276 milhões é em dividendos obrigatórios

Segundo o comunicado, o valor por ação será de R$ 1,618907527 por ação ordinária e R$ 1,780798280 por ação preferencial.

A partir de 16 de julho, as ações passam a ser negociadas “ex-dividendos”.

A Cyrela divulgou na segunda-feira saltos nas vendas e lançamentos de imóveis residenciais no segundo trimestre, apoiada em parte pela fraca base de comparação com o ano passado e pelo bom momento vivido pelo mercado de construção civil. As vendas contratadas da companhia somaram R$ 1,56 bilhão entre abril e o final do primeiro semestre ante R$ 512 milhões no mesmo período do ano passado. Em comparação com o primeiro trimestre deste ano, as vendas subiram 51,3%, informou a companhia.

Das vendas líquidas no trimestre, R$ 239 milhões foram de estoque pronto (15%), R$ 545 milhões à venda de estoque em construção (35%) e R$ 776 milhões à venda de lançamentos (50%). “Dessa forma, a Cyrela atingiu uma velocidade de vendas (“VSO”) de lançamentos de 40,2% no trimestre”, afirmou a companhia. Já os lançamentos avançaram para R$ 1,93 bilhão nos três meses encerrados no fim de junho ante R$ 254 milhões no mesmo período de 2020. A empresa lançou 19 empreendimentos no trimestre ante apenas três no mesmo período do ano passado.

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O Itaú BBA avalia o resultado da Cyrela como positivo, marcado por retomada de volume de lançamentos e velocidade de vendas “saudável”.

O Credit Suisse avaliou os resultados da Cyrela como mais fortes do que o esperado, e avalia que a empresa é uma das mais bem estruturadas do setor e a melhor posicionada para se beneficiar do momento atual. As vendas líquidas de R$ 1,3 bilhão foram 125% superiores às do mesmo período do ano anterior, e 6% acima da expectativa do Credit.

Direcional (DIRR3)

A Direcional teve recordes de lançamentos e vendas no segundo trimestre de 2021. O total de lançamentos, incluindo a parcela de sócios nos projetos, chegou a R$ 784,9 milhões – alta de 123,5% na comparação anual. As vendas totais subiram 53%, para R$ 614 milhões.

Levando em conta só a parte própria nos empreendimentos, o total de lançamentos foi de R$ 660,5 milhões, alta de 123,3%, e vendas de R$ 515,7 milhões, avanço de 49,9%.

O Credit avalia que o resultado da Direcional bate novamente as expectativas, com patamares recordes de lançamentos e vendas e expansão da Riva. O banco diz esperar que a empresa continue a ter bons resultados, mas vê pouco espaço para valorização das ações, por isso mantém avaliação neutra.

A Even teve aumento de 18% em vendas líquidas no segundo trimestre, totalizando R$ 354 milhões. Foram feitos dois lançamentos, um em São Paulo com VGV de R$ 171 milhões e outro no Rio Grande do Sul com VGV de R$ 44 milhões.

O BBA avaliou os dados da Even como neutros, com velocidade de vendas razoáveis a partir dos estoques, mas disse que a velocidade das vendas consolidadas perdeu ritmo em comparação com trimestres anteriores, devido a um ritmo de lançamentos mais lento.

Os resultados da Even foram considerados levemente fracos pelo Credit. O banco diz que os volumes de lançamentos e vendas ficaram abaixo de suas estimativas, mas que a Even já anunciou em seu dia do investidor projetos sólidos de lançamentos, um indício de que os resultados da empresa devem melhorar no futuro. Mas, devido à perspectiva de concorrência forte, o banco mantém avaliação neutra para os papéis. O valor potencial de vendas (PSV na sigla em inglês) de R$ 216 milhões ficou 26% acima do mesmo período do ano anterior, e abaixo da expectativa de R$ 394 milhões do Credit. As vendas de R$ 354 milhões ficaram 20% abaixo da estimativa do Credit.

Moura Dubeux (MDNE3)

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A Moura Dubeux registrou avanço de 456% no VGV de lançamentos no segundo trimestre na base anual, a R$ 501 milhões.

O Itaú BBA viu o dado da Moura Dubeux como positivo, devido a bons resultados operacionais, com fortes vendas e mais um trimestre de geração de fluxo de caixa, apesar das compras de terrenos.

O Credit avaliou os resultados da Moura Dubeux como positivos. Para atingir a estimativa de lançamentos do Credit para 2021, de R$ 1,3 bilhão, a empresa ainda precisa lançar R$ 708 milhões em empreendimentos, algo que o banco avalia como possível devido à perspectiva melhor para a pandemia no Brasil. O banco reitera avaliação outperform.

A Melnick registrou VGV bruto total de R$ 604,6 milhões no segundo trimestre de 2021. Já o VGV líquido foi de R$ 461,7 milhões.

O BBA avaliou os dados preliminares da Melnick como neutros, em que um resultado “razoável” de vendas foi ofuscado por volume lento de lançamentos e aumento nos cancelamentos de vendas.

B3 e Totvs anunciaram na segunda-feira uma parceria na área de tecnologia para o setor financeiro, em que a operadora brasileira de infraestrutura para o mercado de capitais vai injetar R$ 600 milhões em uma subsidiária da produtora brasileira de software.

O acordo prevê que a B3 terá 37,5% de participação na TFS Soluções em Software após o investimento, com a Totvs detendo o restante.

O Credit Suisse avalia o acordo como positivo para a Totvs por representar um enfoque maior e mais recursos para a divisão da Totvs, que não vinha obtendo tanta atenção em meio a outras iniciativas. O banco encara como provável uma oferta pública inicial de ações (IPO na sigla em inglês), como forma de liberar valor. A entrada da B3 como parceira pode atrair clientes em potencial, e avalia que há espaço para que um ator consolidado se consolide no mercado de software para instituições financeiras por meio de fusões e aquisições.

O banco também afirma ver o negócio como negativo para a Sinqia (SQIA3), por criar um forte concorrente no mercado. O portfólio de produtos da TFS é menos competitivo do que o da Sinqia, mas a empresa poderia se tornar uma concorrente mais forte com fusões e aquisições, que podem vir a ser disputadas entre as empresas.

O Itaú BBA também comentou a injeção de R$ 600 milhões na TFS Soluções. O banco avalia que se trata do primeiro grande movimento da B3 para diversificar sua receita, e ressalta que o valor da empresa é de R$ 950 milhões. Mas espera mais detalhes sobre tendências de crescimento de receitas, portfólio de produtos e outros indicadores para realizar uma avaliação mais segura sobre o valor. O banco avalia que a compra pode abrir espaço para outras compras, e vê a notícia como levemente positiva para a B3.

A Mosaico fez dois anúncios na última segunda-feira: (i) lançamento de sua plataforma de agregação de cupons e promoções e (ii) lançamento de sua extensão de comparação de preços, através da integração completa do Vigia de Preço, adquirido em maio.

A plataforma de descontos começa a operar oferecendo mais de 1000 cupons e com mais de 100 lojas parceiras, atendendo a um novo público, que inicia a compra pela escolha de promoções. Já a extensão, funcionará como um assistente virtual, melhorando a expêriencia de compra durante a navegação dos usuários em sites de e-commerce

“Enxergamos os anúncios como positivos, pois reforçam a estratégia da empresa de auxiliar os consumidores durante toda a jornada de compra online. Mantemos a nossa recomendação de compra e preço-alvo para o fim de 2021 de R$ 38,0 por ação”, destaca a XP.

A Locaweb informou a conclusão da compra, por meio da subsidiária integral Tray Tecnologia, da Bagy Soluções de Comércio Digital Ltda. A Bagy foi fundada em 2017 em Belo Horizonte e é uma plataforma de e-commerce focada em social commerce, com mais de 13,5 mil clientes ativos e 127 mil seguidores nas redes sociais.

O valor da transação não foi informado.

GPS ([ativo=GPSS3])

A GPS anunciou a aprovação da compra do Grupo Vivante, pela Top Service Serviços e Sistemas, controlada da companhia.

A companhia aponta que o Grupo Vivante “presta serviços de manutenção em geral, facilities e eficiência energética e tem presença nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Amazonas e Bahia, dentre outros”. O valor do contrato não foi divulgado.

Cogna ([ativo=COGNA3])

A Cogna vai emitir R$ 1,25 bilhão em debêntures.

A emissão ocorrerá em duas séries e serão objeto de distribuição pública com esforços restritos de colocação.

De acordo com a companhia, as debêntures “visam alongar o passivo financeiro da Cogna, aportar capital em suas controladas (por meio de mútuo, aumento de capital, AFAC ou qualquer outra forma permitida pela legislação e regulamentação aplicável), sendo o remanescente destinado para o reforço do capital de giro”.

As debêntures da primeira série terão juros remuneratórios de 100% da variação acumulada das taxas médias diárias dos Depósitos Interfinanceiros DI, over extra-grupo, acrescida de uma sobretaxa (spread) de 2,60%. Da mesma forma as da segunda série, com a mudança em relação ao spread, que é de 2,95%.

A XP avalia o movimento como positivo, conforme deve ajudar a companhia em uma perspectiva de balanço patrimonial. “No entanto, com relação a operação, nós continuamos cautelosos a respeito do processo de turnaround da frente de ensino superior e baixo desempenho do ensino básico no curto-prazo. Portanto, nós reiteramos a nossa recomendação neutra e preço-alvo de R$ 5,10 por ação”, aponta a equipe de análise.

O Fleury concluiu ontem sua 6ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, e a primeira emissão de uma empresa do setor de saúde no país com metas ESG, com a emissão de 1 milhão de debêntures com valor nominal unitário de R$ 1 mil, somando R$ 1 bilhão. A emissão é dividida em três séries, sendo a primeira de R$ 250 milhões, a segunda de R$ 375 milhões e a terceira de R$ 375 milhões. Os papéis pagarão 100% da taxa DI, acrescida de spread de 1,35% ao ano no caso das debêntures da primeira série, de 1,50% para as da segunda série e de 1,75% para a terceira série.

A Vale afirmou na segunda-feira que o valor predestinado à compensação dos danos considerados irreversíveis causados pelo rompimento de barragem da empresa em Mariana (MG), em novembro de 2015, atualmente em R$ 5 bilhões, já foi estipulado e não é objeto de renegociações em curso com autoridades.

O colapso da estrutura, que pertencia à mineradora Samarco – uma joint venture da Vale com a anglo-australiana BHP – deixou 19 mortos e centenas de desabrigados, além de poluir o rio Doce em toda a sua extensão até o mar capixaba, no que foi considerado à época o maior desastre socioambiental da história do país. Segundo a Vale, o montante predestinado à compensação dos danos considerados irreversíveis pelo rompimento, foi fixado em R$ 3,6 bilhões em acordo em 2016. “Este valor, devidamente corrigido, está atualizado em R$ 5 bilhões e já foi compromissado”, disse a companhia. Ainda segundo a Vale, desse montante foram executados R$ 1,2 bilhão, restando definição apenas quanto ao destino de aproximadamente R$ 335 milhões.

Segundo a Reuters, que ouviu quatro fontes, a venda do campo de Albacora, da Petrobras, deve atrair pelo menos três potenciais compradores, após o adiamento de quase um mês para a conclusão das ofertas dos interessados.

A companhia tem vendido dezenas de ativos nos últimos anos, de refinarias a oleodutos, em uma tentativa de reduzir sua dívida e ampliar o foco na produção de petróleo em águas ultraprofundas.

Os campos de Albacora e Albacora Leste, que estão sendo vendidos conjuntamente, estão entre os ativos mais cobiçados do programa da Petrobras. Juntos, eles provavelmente representarão o maior desinvestimento da empresa desde 2017, quando a estatal fechou a venda de uma participação no campo de Roncador para a norueguesa Equinor EQNR.OL, por US$ 2,9 bilhões.

Há pelo menos três partes propensas a apresentar uma oferta vinculante pelos campos, segundo as fontes.

Um consórcio é composto pela norte-americana Talos Energy TALO.N, pela companhia de private equity EIG Global Energy Partners, pela Enauta (ENAT3) e pela 3R Petroleum (RRRP3), disseram as fontes.

Outro consórcio é formado pela PetroRio (PRIO3) e pela Cobra, uma unidade da francesa Vinci.

A australiana Karoon Energy KAR.AX apresentou no início do ano uma oferta não vinculante, pré-condição para o envio de uma proposta vinculante, disseram as fontes. A empresa tem procurado um parceiro financeiro para a fase final do processo de venda, acrescentaram as pessoas.

BB Seguridade (BBSE3)

A BB Seguridade informou na segunda-feira que Carlos Motta dos Santos e Mauro Ribeiro Neto renunciaram a seus postos de presidente e vice-presidente do conselho de administração da companhia.

Para o lugar de Santos, a BB Seguridade afirmou que foi indicado o nome do atual vice-presidente de desenvolvimento de negócios e tecnologia do Banco do Brasil, Marcelo Cavalcante de Oliveira Lima. Para a vaga de Ribeiro Neto a indicação foi a atual vice-presidente de controles internos e gestão de riscos do BB, Ana Paula Teixeira de Sousa. Ambos vão completar os mandatos de 2021 a 2023.

A Hypera  anunciou a compra de 12 marcas de medicamentos da Sanofi por US$ 190,3 milhões. Os produtos incluem AAS, Naturetti, Cepacol Hidantal e Buclina.

Este portfólio da Sanofi teve vendas de R$ 250 milhões em 2020, portanto, o valuation implícito EV/Vendas é de cerca de 4 vezes, em comparação com o EV/Vendas de 2020 da Hypera de 6,5 vezes.

Na avaliação da XP, além das marcas, a companhia será capaz de aproveitar as sinergias de custos integrando a produção dos medicamentos da Sanofi, bem como as sinergias fiscais dos benefícios que a Hypera tem em Goiás.

“Também acreditamos que a Hypera será capaz de diluir ainda mais suas despesas operacionais, pois está apenas adicionando as marcas e produtos ao seu portfólio, tornando a transação altamente atrativa também na perspectiva de Ebitda”, avalia a XP, que mantém recomendação de compra com preço-alvo de R$ 48 por ação.

A Enjoei (ENJU3) publicou na noite da última segunda-feira (12) prévia de suas principais métricas operacionais referente ao segundo trimestre de 2021, registrando crescimento de vendas brutas de mercadorias (GMV) de 82%.

A taxa de crescimento foi inferior ao primeiro trimestre (alta de 104%), mas contra uma base de comparação muito mais difícil, ressalta o Bradesco BBI.

“Se olharmos para a tendência de dois anos, o crescimento acelerou da média do primeiro trimestre de cerca de 79% para aproximadamente 87% no segundo trimestre”, avalia o BBI. O GMV de R$ 205 milhões ficou em linha com a estimativa de R$ 210 milhões do BBI, o que coloca a Enjoei no caminho certo para cumprir a estimativa dos analistas de R$ 910 milhões para o ano todo.

O número de novos sellers cresceu 124% na comparação anual, mantendo o ritmo de crescimento de três dígitos do primeiro trimestre de 2021 (alta de 118%). O número de novos compradores aumentou 29% na comparação anual para 181.000 – “esta é uma desaceleração em relação a uma concorrência mais difícil e também está um pouco abaixo do nível de aproximadamente 200 mil novos compradores que vimos nos últimos dois trimestres”, aponta o BBI. Veja mais clicando aqui. 

EDP Brasil (ENBR3)

O Credit Suisse comentou o guidance (projeção) da EDP Brasil para seus volumes no segundo trimestre de 2021, indicando forte desempenho devido à recuperação econômica e a uma base de comparação fraca devido aos efeitos da pandemia em 2020. Os volumes totais subiram 16% na comparação anual, impulsionados pelo mercado livre, com alta de 29,4% na mesma comparação, e por uma alta de 6,1% nos volumes do mercado cativo.

Os volumes da unidade de distribuição de São Paulo subiram 18% na comparação anual, a partir de bom desempenho dos segmentos industrial, com alta de 32,5%, e do segmento comercial, com alta de 19,3%, ambos na comparação anual. O segmento residencial também apresentou volumes positivos, com alta de 3,2%, beneficiado por temperaturas mais altas, expansão da base de clientes e ao calendário.

As vendas totais de energia subiram 2,2% na comparação anual, impulsionadas pela alta de 5,2% dos ativos hidrográficos.
O Credit Suisse avalia que os resultados da EDP devem se beneficiar da recuperação de volumes em suas distribuidoras, e que o segmento de geração também deve se beneficiar por uma estratégia de alocação melhor. O banco mantém avaliação outperform e preço-alvo de R$ 24,60.

O Itaú BBA atualizou suas estimativas para empresas de transmissão de energia sob sua cobertura.O banco aponta que o setor tenha desempenho abaixo do Ibovespa devido à alta das taxas de juros, ao impacto da reforma fiscal, ao apetite maior por risco entre investidores após a reabertura da economia e a dados sólidos do PIB.

O banco ressalta que o IGPM teve alta acumulada em 12 meses encerrados em julho de 2021 de 37,1%, significativamente acima do IPCA no período. Taesa e Alupar devem ser as maiores beneficiárias do descompasso, enquanto que a CTEEP deve sentir o menor impacto.

O banco também diz acreditar que a proposta enviada pelo governo à Câmara é negativa para empresas que pagam altos dividendos, e empresas que pagam juros sobre as ações. O banco diz esperar que CTEEP e Taesa sejam as mais prejudicadas.
O BBA elevou a avaliação da Alupar de market perform (perspectiva de valorização dentro da média do mercado) para outperform, rebaixou a da Cteep para market perform e manteve a da Taesa em underperform (abaixo da média). Para a Cteep, o banco elevou o preço-alvo de R$ 26 para 2021 a R$ 28,2 para 2022, frente à cotação de R$ 24,95 para os papéis TRPL4. O banco diz antecipar um resultado negativo da reforma fiscal, e ressalta que a empresa não é beneficiada pela alta correção do IGPM, já que a maior parte das receitas ligadas a linhas de transmissão é ligada ao IPCA.

O banco elevou o preço-alvo da Taesa dos R$ 29,1 para 2021 a R$ 36,7 para 2022, frente à cotação de R$ 37,44 de segunda para os papéis TAEE11. O BBA diz que o impacto positivo do IGPM já está “mais do que precificado” nos papéis, e que novas valorizações dependerão de fusões e aquisições, como a venda da participação da Cemig na companhia.

Para a Alupar, o banco elevou o preço-alvo de R$ 28 para 2021 para R$ 34,8 para 2022, frente à cotação de R$ 25,85 de segunda. O banco diz que a empresa deve se beneficiar dos preços altos de energia, já que 33% de seus volumes gerados não são contratados. Além disso, a empresa deve ser a menos afetada pela proposta de reforma tributária, por oferecer o menor pagamento de dividendos.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Além do lucro: como analisar os balanços de empresas de tecnologia na Bolsa?

SÃO PAULO – “Participei de vários roadshows [reuniões que apresentam novas companhias para oferta de mercado] de empresas de tecnologia e a pergunta que sempre surgia era: se o seu produto é bom e você tem a oportunidade de desenvolvê-lo ainda mais, por que está pensando no lucro agora?”.

É assim que Lucas Chaise, analista de empresas de tecnologia da XP, questionou, em live no Instagram do InfoMoney, por que os investidores olham apenas para o lucro registrado por essas empresas durante a sua temporada de balanços.

“Para as techs, que geralmente trazem algo novo para a indústria, gerar lucro, neste momento inicial após a abertura de capital na Bolsa [IPO], seria abrir mão de crescimento.”

Isso porque o mercado está cada vez mais rápido e com novas tecnologias. Quando uma companhia lança uma ferramenta, há chances de o produto alcançar diversos usuários em um intervalo curto de tempo. E, assim, surge a necessidade de aperfeiçoamento e desenvolvimento, também para evitar que concorrentes substituam esse produto.

Para entender melhor essa lógica, é preciso conhecer o processo de consolidação das startups no mercado. Essas empresas captam investimentos, geralmente com fundos de risco (venture capital) e utilizam os recursos para crescer mais rapidamente e se tornarem eficientes.

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A partir do momento em que essas novas empresas atingem um alto nível de desenvolvimento e de captação de clientes, elas começam a lucrar de fato.

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“Esse processo pode levar anos. Talvez o lucro não venha no primeiro ano, nem mesmo em cinco anos. E o investidor precisa dessa nova visão que é: tolerar que uma empresa queime caixa para expandir a base de clientes e se consolidar no mercado para, no longo prazo, monetizar o produto e lucrar”, diz Chaise.

Índices para serem analisados nos balanços de tecnologia

Durante a temporada de balanços corporativos do primeiro trimestre de 2021, duas empresas de tecnologia chamaram atenção dos investidores: Enjoei (ENJU3) e Méliuz (CASH3).

A Enjoei viu seu prejuízo subir de R$ 1,3 milhão para R$ 31 milhões no primeiro trimestre de 2021 na comparação anual. Já o Méliuz teve queda de 51,2% do lucro na comparação anual, de R$ 6,2 milhões para R$ 3,01 milhões.

No caso dessas empresas, que são do setor de e-commerce, Chaise aponta que é importante analisar o GMV (gross merchandise volume, em inglês), ou o volume bruto de mercadorias.

“Esse indicador mostra quanto essas empresas negociam dentro do site ou em seu ecossistema. Também é importante olhar a receita, e não o lucro, porque ela mostra quanto a empresa está gerando perante o seu market cap, ou seja, quanto ela vale na Bolsa”, explica.

A Enjoei registrou um GMV 104% maior, de R$ 172 milhões, e sua receita líquida foi a R$ 24,2 milhões (crescimento de 54%). A Méliuz, por sua vez, viu seu volume bruto de mercadorias ter alta de 93% na base anual, para R$ 2,9 bilhões no trimestre. Já a receita líquida subiu 63,7%, a R$ 51,81 milhões.

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Para a análise de empresas de tecnologia, Chaise indica um tipo de análise diferente: “É preciso medir o EV/Sales, que corresponde ao valor da empresa [enterprise value, em inglês] divido pelas vendas que ela realizou. Esse indicador é ótimo para empresas em fase de crescimento acelerado de vendas, quando custos operacionais superam o lucro”.

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Além disso, o analista aponta o indicador LTV (lifetime value, em inglês), ou o valor vitalício da companhia. Esse marcador mostra quanto o cliente deixa de receita para a empresa durante toda a sua vida e compara com o custo de aquisição desse cliente.

Se essa relação for positiva, é comum que as companhias queimem caixa para aumentar a base de consumidores.

Os riscos de investir em startups

Carolina Ujikawa, analista-chefe da Mauá Capital, também participou da live mediada por Ana Laura Magalhães (a Explica Ana) e apontou um dos principais riscos que as empresas de tecnologia já listadas podem enfrentar: a inflação global.

Com a expectativa de alta da inflação no mundo, as taxas de juros devem aumentar. E as empresas que esperam uma geração de caixa robusta para o futuro ficam reféns dos juros. Assim, quando os analistas trazem esse valor futuro para o presente descontando os juros e mantendo as perspectivas de desenvolvimento do negócio, o crescimento da empresa diminui.

Logo, Ujikawa explica que há um medo de os modelos de crescimento dessas companhias serem revisados e impactarem os preços de hoje.

“Esse mercado depende de fatores futuros que são pouco previsíveis. Mas, mesmo com esse risco, a Mauá tem na carteira dos fundos ações do Banco Inter (BIDI11), Bemobi (BMOB3), Locaweb (LWSA3), Magalu (MGLU3) e Méliuz (CASH3). Acreditamos que essas empresas podem apresentar bons resultados no futuro”, finaliza.

E Agora, Ana?

O programa “E Agora, Ana?” vai ao ar às quartas-feiras, às 12h, no Instagram do InfoMoney. A série de lives, apresentadas pela especialista em investimentos Ana Laura Magalhães, convida gestores, analistas e economistas para trazer informação relevante para o investidor brasileiro se posicionar nos mercados local e internacional.

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Ações de Enjoei e Méliuz despencam após balanços, mas analistas seguem otimistas e veem grande avenida de crescimento

SÃO PAULO – As ações de duas companhias relativamente novas no Ibovespa e que vêm ganhando espaço nos relatórios de análise, Enjoei (ENJU3) e Méliuz (CASH3), registraram forte queda de suas ações na sessão desta segunda-feira (17) após a divulgação dos resultados.

Os ativos ENJU3 fecharam em queda de 8,19%, a R$ 10,87, após chegarem a ter baixa de 10,05% na mínima do dia; assim, a exemplo do que aconteceu no final de março, em resultado que ficou marcado pela divulgação de um “poema polêmico” no seu release, as ações tiveram forte queda após o balanço. No ano, os papéis têm baixa de 15%.

Já os papéis CASH3 fecharam com queda de 7,09%, após uma mínima de 7,72%; em 2021, contudo, os papéis sobem 123,05%.

Porém, as perspectivas seguem sendo vistas como bastante promissoras por analistas.

A Enjoei viu seu prejuízo subir de R$ 1,3 milhão para R$ 31 milhões no primeiro trimestre de 2021 na comparação anual, alta de 23 vezes.

O resultado ocorre por conta da maior aposta da empresa na captação e retenção de usuários, com mais subsídios e fretes grátis para os usuários. A Enjoei destacou que a campanha de frete grátis iniciada em meados de fevereiro teve papel bastante importante para a alta do número de transações, com o aumento de recorrência em cerca de 20% pela base de usuários ativos.

A receita líquida teve alta de 54% na comparação anual, para R$ 24,2 milhões. As vendas brutas totais (GMV) tiveram uma alta de 104%, a R$ 172 milhões. Já o take rate (porcentagem ganha sobre cada transação) caiu de 27% ao fim do primeiro trimestre de 2020 para 24,9% nos primeiros três meses de 2021.

A XP destacou que o Enjoei reportou resultados abaixo do esperado, 11% abaixo do projetado pelos analistas e pelo consenso em termos de receita líquida, devido a um percentual de comissão (take rate) abaixo do esperado.

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Além disso, o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda), que passou de um resultado positivo no primeiro trimestre de 2020 para um resultado negativo no primeiro trimestre de 2021, também veio mais fraco do que o esperado pela XP devido a maiores despesas operacionais, porém em linha com o consenso.

Os analistas da XP apontam que, apesar do resultado mais fraco do que esperado e da companhia já ter reportado as principais métricas de crescimento, há sinalizações positivas para frente, como a queda no custo de aquisição de cliente (CAC) versus o quarto trimestre de 2020, as iniciativas para redução do custo logístico e o sólido crescimento de uploads do enjuPRO, que possui uma taxa de comissão acima da média.

“Por fim, vemos a ENJU3 como uma combinação de uma tese de crescimento e uma boa ação para se beneficiar da recuperação da economia e melhora na confiança dos consumidores. Nós mantemos nossa recomendação de compra e preço-alvo para o fim de 2021 de R$ 15 por ação para ENJU3”, destacam.

Já o Bradesco BBI aponta que a Enjoei fez um bom progresso em iniciativas estratégicas importantes, como esforços para melhorar o engajamento de vendedores novos e existentes (houve alta de novos vendedores em 118% na base anual), expansão do sortimento (3,8 milhões de itens, alta de 81% na base anual) e no sentido de melhorar o frete de serviços (menos operações de entrega pelos Correios) e custos (queda de 12% nas áreas onde novos parceiros logísticos estão em operação). Contudo, isso coloca alguma pressão na margem no curto prazo, algo que já estava no radar da empresa também no último resultado (e que também foi destacado pelo BBI).

“Achamos que isso está tendo o efeito desejado de fazer a Enjoei mais atrativa para vendedores com dando maior liquidez e também mais atraente para compradores com mais variedade e custos mais baixos. Portanto, embora esse investimento esteja pesando sobre as margens no curto prazo, esperamos ter retorno nos próximos trimestres com mais vendedores e compradores e forte crescimento de GMV”, apontam.

Assim, o BBI aponta que, embora os lucros tenham sido menores do que as estimativas iniciais, os resultados são consistentes com a visão positiva sobre a Enjoei e a classificação outperform (desempenho acima da média do mercado) porque os KPIs operacionais sugerem um impulso mais forte por trás do crescimento.

“A Enjoei está fazendo trade-off entre margem e crescimento, o que é claramente normal para uma plataforma de comércio eletrônico em seus estágios iniciais. Nós vemos que a empresa oferece o maior crescimento em nossa cobertura de comércio eletrônico (alta de 78% da taxa de crescimento composta anual entre 2020 e 2023)”, apontam os analistas. Assim, eles seguem com a recomendação outperform e preço-alvo de R$ 23 para 2021.

De acordo com compilação feita pela Refinitiv de cinco casas que cobrem a ação ENJU3, quatro possuem recomendação de compra e uma de manutenção, com preço-alvo médio de R$ 17,63, o que configura um potencial de valorização de 49% em relação ao fechamento de sexta-feira (14).

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O Méliuz, por sua vez, teve queda de 51,2% do lucro na comparação anual, passando de R$ 6,2 milhões para R$ 3,01 milhões no primeiro trimestre de 2021; a companhia destacou, contudo, o crescimento da base de usuários no período, estimulado por um forte crescimento em despesas. A receita líquida subiu 63,7%, a R$ 51,81 milhões.

A companhia abriu 2,4 milhões de contas, uma média de 27 mil contas abertas por dia corrido, enquanto o número de usuários ativos teve alta de 226%, para 7,1 milhões.

O volume bruto de mercadorias teve alta de 93% na base anual, para R$ 2,9 bilhões no trimestre, enquanto o número cumulativo de cartões solicitados teve alta de 19 vezes em um ano, a 4,5 milhões.

O Ebitda teve queda 49%, para R$ 4,9 milhões, com margem de 9,5%, “explicado pela variação das despesas ao longo do trimestre”. As despesas com cashback tiveram alta de 45%, a R$ 21,2 milhões, enquanto os custos com pessoal passaram para R$ 7,8 milhões, quase duas vezes maior. Enquanto isso, as despesas com marketing subiram de  R$ 300 mil no primeiro trimestre do ano passado para R$ 7 milhões na base anual, alta de quase 23 vezes.

Na avaliação dos analistas da XP, o Méliuz apresentou bons resultados operacionais e com o total das receitas mostrando um resultado especialmente bom, considerando que a sazonalidade não ajudou.

O resultado foi positivamente impactado pelas despesas de cashback, com o índice de cashback sobre take rate chegando a 50%, um índice saudável, pois os analistas esperavam que a companhia diminuísse as margens no curto prazo para manter esse índice de crescimento.

O lucro foi impactado pelas despesas de terceirização, que Marcel Campos e Matheus Odaguil, analistas da XP, avaliam que está parcialmente relacionadas às despesas de fusões e aquisições: “dito isso, não esperamos que os investidores acompanhem os lucros no curto prazo”.

Os analistas continuam otimistas e reiteram a recomendação de compra e preço alvo de R$ 41, pois acreditam que a startup seja o melhor veículo para capturar a concorrência agressiva nos setores de e-commerce e financeiro.

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A administração da empresa também divulgou que uma demonstração de resultados pró-forma (considerando os resultados das empresas adquiridas) implicaria em receitas de R$ 207 milhões para 2020 (versus R$ 125 milhões originalmente) com Picodi, Acesso Bank, Bankly, Promobit e MelhorPlano incorporados.

“Considerando os múltiplos pagos pelas aquisições, acreditamos que poderia ser um acréscimo no longo prazo, uma vez que a empresa: i) negociaria com um múltiplo entre o valor da empresa e vendas menor; ii) poderia acelerar as receitas por meio das empresas adquiridas em seus negócios originais e por meio da integração à Méliuz; iii) envolver melhor os usuários; e iv) por meio da diversificação do e-commerce. Finalmente, a Picodi está apresentando um bom crescimento de receita de 21% anualmente para R$ 8 milhões (versus receita estável nos últimos anos), um número positivo para a empresa adquirida”, apontam os analistas da XP.

A Levante ressalta que, do lado das despesas, o que mais chamou a atenção foi o gasto com marketing, que saltou de R$ 300 mil no primeiro trimestre de 2020 para R$ 7,0 milhões em igual período de 2021, com o objetivo de sustentar o crescimento acelerado da companhia, porém resultando em uma queda da margem Ebitda ajustado de 30,6%, para 14,7% no mesmo período.

Os analistas acreditam que o principal catalisador para a companhia seja a continuação da execução de sua estratégia de aquisições, além do lançamento de novos produtos, como fez com o marketplace de crédito neste trimestre.

“O segmento de atuação vem chamando a atenção do mercado, com bancos digitais intensificando ofertas do tipo, atrelado a pontos de seus cartões de crédito”, avalia a equipe de análise da equipe de research.

Segundo compilação feita pela Refinitiv, todas as quatro casas que cobrem o papel possuem recomendação de compra, com preço-alvo médio de R$ 38, o que configura um potencial de valorização de 5,6% em relação ao fechamento de sexta.

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Ações de Cemig e Rede D’Or sobem, Méliuz e Enjoei caem forte após balanços; Vale e siderúrgicas têm ganhos

SÃO PAULO – Após uma sequência de três quedas na última semana com a baixa do minério e do aço na China, as ações de Vale (VALE3) e de siderúrgicas como Usiminas (USIM5), CSN (CSNA3) e Gerdau (GGBR4) avançam entre 1% e 2% nesta segunda-feira (17) em meio a dados positivos no ambiente doméstico.

No setor siderúrgico, atenção para as vendas de aço divulgadas pelo IABr (Instituto Aço Brasil). O Bradesco BBI afirma que elas melhoraram sequencialmente e com alta de 115% na demanda aparente de chapas de aço em abril em comparação com um ano antes, e de 74% em aços longos, na mesma comparação.

Ainda em destaca, o Bradesco BBI ressalta que, de acordo com fontes de mercado contatadas pela Platts, fornecedora de informações sobre o setor de commodities, as usinas devem aumentar os preços do aço laminado a quente (HRC, na sigla em inglês) em junho entre 10% e 15% no Brasil; também são prováveis anúncios de aumento de preço do vergalhão de aço.

As ações da Braskem (BRKM5) também registram ganhos. No radar da companhia, o seu conselho de administração autorizou a venda de 902.166 ações preferências classe A de emissão da empresa mantidas em tesouraria. A Braskem informou que a medida foi tomada após a constatação de que foi
excedido o saldo de recursos disponíveis conforme apurado nas últimas demonstrações contábeis divulgadas.

A reta final da temporada de resultados também traz desempenhos expressivos de ações nesta segunda-feira. Cemig (CMIG4) avança cerca de 2% após o balanço, enquanto que, fora do Ibovespa, Méliuz (CASH3) tem baixa de cerca de 5% e Enjoei (ENJU3) cai quase 8% após o resultado. Já Rede D’Or avança cerca de 2%.

Confira os destaques:

GetNinjas (NINJ3

As ações da GetNinjas estreiam na B3. A companhia precificou suas ações na última semana a R$ 20, abaixo da faixa indicativa definida pelos coordenadores, que ia de R$ 24,90 a R$ 33,50 por papel, numa operação que movimentou cerca de R$ 555 milhões.

Acionistas da companhia, que incluíam Saint-Gobain, Tiger Global, Monashees e KV GN Holdings, além dos empresários Evan Feinberg e Eduardo Orlando L’Hotellier, venderam o equivalente a R$ 233 milhões na operação.

Além disso, a Getninjas captou R$ 321,3 milhões com a venda de ações novas, a serem usados para investir em marketing, contratar pessoas e reforçar o caixa.

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A oferta foi ancorada pelas gestoras Verde, Miles Capital e Indie Capital.

Criada em 2011, a companhia é uma plataforma disponível em plataformas móveis e digitais, presente em todos os Estados do Brasil e que conecta digitalmente profissionais de variadas áreas, pessoas físicas ou jurídicas, a potenciais clientes.

Os profissionais oferecem seus serviços mediante a compra de pacote de moedas virtuais para uso exclusivo na plataforma na compra de ordens de serviços, ou leads, dos clientes cadastrados.

Usiminas (USIM5) e Gerdau (GGBR4)

O Bradesco BBI comentou as vendas de aço divulgadas pelo IABr (Instituto Aço Brasil). O banco afirma que elas melhoraram sequencialmente, com alta de 115% na demanda aparente de chapas de aço em abril em comparação com um ano antes, e de 74% em aços longos, na mesma comparação.

O banco aponta que a performance doméstica continua a melhorar, impulsionada pela base de comparação baixa de abril de 2021, em que a demanda foi plenamente impactada pela pandemia. Mesmo assim, em comparação com 2019 a demanda de chapas de aço foi 35% maios em abril de 2021, e de aços longos, 39% maior na mesma comparação.

O banco espera que o ritmo se mantenha forte nos próximos meses, impulsionado pela demanda. O banco aponta a Usiminas é sua top pick (escolha favorita) na América Latina, e que mantém avaliação outperform (expectativa de valorização acima da média do mercado) para a Gerdau.

O Bradesco BBI elevou a recomendação para as ações PN da Petrobras de neutra para outperform (desempenho acima da média do mercado) após o balanço e a teleconferência de resultados da companhia, com os analistas destacando que a nova gestão da empresa transmitiu uma mensagem positiva de continuidade em sua teleconferência, especialmente no que diz respeito à política de dividendos e vendas de ativos.

O preço-alvo dos ativos PETR4 também foi elevado de R$ 32 para R$ 35, o que corresponde a um potencial de valorização de 33% em relação ao fechamento de sexta-feira (14).

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“Pelo valuation atual, vale a pena correr o risco, em nossa visão. Uma vez e se as ações se aproximarem de R$ 35, o risco eleitoral de 2022 começará a pesar mais sobre a relação risco / recompensa; portanto, achamos que a hora de comprar é agora”, avaliam os analistas Vicente Falanga e Gustavo Sadka.

Os analistas apontam que, apesar da mensagem de continuidade, os reajustes nos preços dos combustíveis devem ser menos frequentes olhando para a frente. “Acreditamos que há uma chance de que os preços do petróleo cheguem a US$ 80 o barril no terceiro trimestre, uma vez que os estoques da OCDE diminuam rapidamente. Nesse caso, acreditamos que a Petrobras não ajustará os preços com tanta agilidade como o mercado desejaria, levando potencialmente a alguma frustração”, apontam.

Na sexta, vale destacar, o Itaú BBA elevou a recomendação para a Petrobras de neutra para outperform, com preço-alvo de R$ 38 para os ativos PN.

A Cielo afirmou que não procede notícia veiculada pelo jornal “O Globo”, em 16 de maio, sobre possível parceria em negociação entre Facebook e Cielo para processamento de serviços financeiros, incluindo marketplace. A companhia informa ainda que desconhece a fonte da notícia veiculada.

“A Cielo busca continuamente alternativas e soluções que reforcem sua atuação e sua posição de liderança na indústria de pagamentos brasileira, e manterá seus acionistas e o mercado informados caso haja qualquer desenvolvimento ou parceria relevante, em linha com o previsto na legislação e com as melhores práticas do mercado”, apontou.

A operadora de turismo CVC registrou prejuízo de R$ 81,4 milhões no primeiro trimestre de 2021, o que representou uma queda de 92,9% ante as perdas de R$ 1,151 bilhão acumuladas no mesmo período de 2020.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ficou negativo em R$ 56,403 milhões, o que representou uma melhora de 92,4% ante o Ebitda negativo de R$ 741,432 milhões do mesmo intervalo do ano passado.

As despesas financeiras somaram R$ 10,531 milhões no período de janeiro a março, uma queda de 79,1% sobre a despesa financeira de um ano antes.

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A receita líquida atingiu no período R$ 165,935 milhões, recuo de 58,2% sobre o mesmo intervalo de 2020.

Segundo a empresa, o prejuízo do período decorre, mais uma vez, do impacto causado pela pandemia da covid-19, especialmente no Brasil. “No primeiro trimestre do ano de 2021 fizemos bons progressos na preparação da CVC para liderar a retomada dos negócios, com uma boa evolução financeira, embora os volumes de novas vendas e embarques tenham sido abaixo das expectativas em função das restrições impostas devido ao aumento de casos, nesta nova onda da pandemia covid-19”, informou, na mensagem da administração que acompanha o balanço.

O Bradesco BBI classificou os resultados da CVC como bons dadas as circunstâncias no setor de viagens e destacou a habilidade da empresa de elevar taxas mesmo em meio às dificuldades. Destaca também o enfoque da gestão sobre produtos com margem maior, ao invés apenas de volume, o que será importante para sua lucratividade. O banco mantém avaliação neutra e preço-alvo de R$ 24, frente aos R$ 24,72 de fechamento na sexta.

A estatal mineira de energia elétrica Cemig registrou lucro líquido de R$ 422,35 milhões entre janeiro e março de 2021, revertendo prejuízo líquido de R$ 68,13 milhões obtido no mesmo período de 2020.

O Ebitda saltou 133,25% em comparação anual, para R$ 1,845 bilhão. O Ebitda ajustado, que exclui efeitos extraordinários, foi de R$ 1,657 bilhão, alta de quase 23% ano a ano.

A Cemig disse que os números refletem basicamente o aumento das receitas neste ano e a comparação com um trimestre de 2020 em que o Ebitda foi afetado negativamente em cerca de R$ 609 milhões pela desvalorização da participação detida na elétrica fluminense Light.

Neste ano, a companhia mineira decidiu se desfazer inteiramente da fatia na Light, o que foi efetivado em janeiro por meio da venda de ações em uma oferta pública que levantou R$ 1,37 bilhão.

A Cemig disse que, como resultado da operação, reconheceu um ganho antes de tributos de R$ 108,55 milhões, ao considerar como custo o valor registrado do ativo, que vinha sendo classificado como “mantido para venda” em seu balanço.

A receita líquida da Cemig no primeiro trimestre somou R$ 7,1 bilhões, contra R$ 6 bilhões no mesmo período de 2020.

Os custos e despesas operacionais, por sua vez, totalizaram R$ 5,7 bilhões, acima dos R$ 5 bilhões no ano anterior. A companhia registrou ganhos com participações societárias em empresas, medidos por equivalência patrimonial, de R$ 118,68 milhões, acima dos R$ 82 milhões há um ano atrás.

Em relação ao mercado elétrico, a Cemig registrou redução de 1,73% na quantidade de energia vendida no trimestre, com diminuição de 13,82% na energia comercializada com consumidores comerciais, em meio a impactos da pandemia, e no mercado cativo. Houve ainda queda de 15,77% no suprimento a outras concessionárias de energia.

As vendas para o segmento industrial, por outro lado, aumentaram 13,69%, principalmente em função de novos contratos assinados com clientes livres prevendo início de fornecimento em janeiro de 2021.

A empresa de energia e infraestrutura Cosan reportou lucro líquido de R$ 827,7 milhões no primeiro trimestre, avanço de 28% na comparação anual, informou a companhia em balanço financeiro na sexta-feira.

O Ebitda ajustado somou R$ 2,57 bilhões, alta de 8,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em termos ajustados, o lucro líquido ficou em R$ 764,6 milhões, aumento de 18%.

O lucro e o resultado operacional foram “impulsionados pela expansão dos resultados da maior parte dos negócios” do grupo, disse a Cosan no balanço. A receita líquida alcançou R$ 22,51 bilhões entre janeiro e março, um incremento de 14,7% ante o desempenho dos três primeiros meses de 2020.

A companhia destacou que as informações financeiras foram apresentadas em base proforma, incluindo consolidação de 100% dos resultados de controladas diretas e de 50% da Raízen, de forma a permitir comparação com períodos anteriores. Os dados também levam em conta as informações da Rumo e despesas operacionais e financeiras das holdings incorporadas.

A Cosan ressaltou que a pandemia da Covid-19 segue impactante, em número de casos, mas a empresa já vê sinais positivos de recuperação global à medida que a vacinação avança.

“Em meio à crise, surgem também oportunidades, e os nossos negócios apresentaram mais um trimestre de resultados consistentes, ancorados nas macrotendências globais, muitas delas aceleradas pela pandemia”, afirmou o CEO da companhia, Luis Henrique Guimarães, em nota.

Em relação à Raízen, joint venture com a Shell, a Cosan destacou que a moagem da safra foi encerrada com 61,5 milhões de toneladas (+3%) e produção de 8,3 milhões de açúcar equivalente(+7%), como reflexo da melhor produtividade agrícola e com 52% do mix de produção destinado ao açúcar.

O Méliuz teve queda de 51,2% do lucro na comparação anual, passando de R$ 6,2 milhões para R$ 3,01 milhões no primeiro trimestre de 2021; a companhia destacou o crescimento da base de usuários no período, estimulado por um forte crescimento em despesas. A receita líquida subiu 63,7%, a R$ 51,81 milhões.

O Méliuz abriu 2,4 milhões de contas, uma média de 27 mil contas abertas por dia corrido, enquanto o número de usuários ativos teve alta de 226%, para 7,1 milhões.

O volume bruto de mercadorias (GMV, na sigla em inglês) teve alta de 93% na base anual, para R$ 2,9 bilhões no trimestre, enquanto o número cumulativo de cartões solicitados teve alta de 19 vezes em um ano, a 4,5 milhões.

O Ebitda teve queda 49%, para R$ 4,9 milhões, com margem de 9,5%, “explicado pela variação das despesas ao longo do trimestre”. As despesas com cashback tiveram alta de 45%, a R$ 21,2 milhões, enquanto os custos com pessoal passaram para R$ 7,8 milhões, quase duas vezes maior. Enquanto isso, as despesas com marketing subiram de  R$ 300 mil no primeiro trimestre do ano passado para R$ 7 milhões na base anual, alta de quase 23 vezes.

A Orizon teve prejuízo líquido de R$ 45,5 milhões no primeiro trimestre de 2021, cerca de cinco vezes acima dos R$ 9,1 milhões registrados no primeiro trimestre de 2020.

A receita líquida atingiu R$ 88 milhões no trimestre, redução de 4,2% na base anual, justificado, principalmente, pela queda no volume dos resíduos sólidos recebidos nos ecoparques da companhia. O Ebitda ajustado caiu 23,1%, indo de R$ 32,53 milhões para R$ 25 milhões.

O Credit mantém uma visão negativa a respeito dos resultados da Orizon. O banco afirma que os dados operacionais ficaram abaixo do esperado, devido a menos volumes de aterros por efeito da pandemia.

Em uma perspectiva anual, os dados foram impactados pela ausência de vendas de créditos de carbono e por custos mais altos. O banco acredita que os principais fatores a impulsionarem a empresa são os novos projetos.

O Credit mantém recomendação outperform e preço-alvo de R$ 29,3, frente aos R$ 23,7 negociados na sexta.

A Enjoei, por sua vez, subiu seu prejuízo de R$ 1,3 milhão para R$ 31 milhões no primeiro trimestre de 2021 na comparação anual, alta de 23 vezes.

O resultado ocorre por conta da maior aposta da empresa na captação e retenção de usuários, com mais subsídios e fretes grátis para os usuários. A Enjoei destacou que a campanha de frete grátis iniciada em meados de fevereiro teve papel bastante importante para a alta do número de transações, com o aumento de recorrência em cerca de 20% pela base de usuários ativos.

A receita líquida teve alta de 54% na comparação anual, para R$ 24,2 milhões. As vendas brutas totais (GMV) tiveram uma alta de 104%, a R$ 172 milhões. Já o take rate (porcentagem ganha sobre cada transação) caiu de 27% ao fim do primeiro trimestre de 2020 para 24,9% nos primeiros três meses de 2021.

De acordo com Luis Sales, analista da Guide, o resultado foi levemente negativo: conforme divulgado na prévia operacional a empresa teve um sólido crescimento: (i) de vendas (GMV de R$ 172 milhões no trimestre) e (ii) downloads do app (5,7 milhões), resultando em números robustos de compradores e vendedores. “A tese está se fortalecendo com o aumento da rede e do ecossistema tecnológico, o que está impulsionando as vendas. Por outro lado, a piora no resultado operacional ainda impacta a rentabilidade”, avaliam.

A XP também destacou que o Enjoei reportou resultados abaixo do esperado, 11% abaixo do projetado pelos analistas e pelo consenso em termos de receita líquida, devido a uma taxa de comissão (take rate) abaixo do esperado.

Além disso, o EBITDA também veio mais fraco do que o esperado pela XP devido a maiores despesas operacionais, porém em linha com o consenso.

“Destacamos como pontos positivos do resultado a queda de Custo de Aquisição de Cliente e a sólida performance das safras mais novas”, avaliam os analistas. Eles apontam que, apesar do resultado mais fraco do que esperado e da companhia já ter reportado as principais métricas de crescimento, há sinalizações positivas para frente, como a queda no custo de aquisição de cliente (CAC) versus o quarto trimestre de 2020, as iniciativas para redução do custo logístico e o sólido crescimento de uploads do enjuPRO, que possui uma taxa de comissão acima da média.

“Por fim, vemos a ENJU3 como uma combinação de uma tese de crescimento e uma boa ação para se beneficiar da recuperação da economia e melhora na confiança dos consumidores. Nós mantemos nossa recomendação de compra e preço-alvo para o fim de 2021 de R$ 15 por ação para ENJU3”, destacam.

Rede D’Or (RDOR3)

A Rede D’or São Luiz registrou lucro líquido recorde de R$ 402,4 milhões no primeiro trimestre de 2021, alta de 254,6% em relação ao mesmo período de 2020. “Além do sólido crescimento do resultado operacional, o lucro líquido foi positivamente impactado pelo anúncio do pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) anunciados no fim do primeiro trimestre. A taxa efetiva de imposto no trimestre foi de 15% ante 30% no mesmo trimestre do ano anterior”, apontou a companhia em seu relatório trimestral.

O Ebitda também atingiu o recorde, somando R$ 1,134 bilhão nos meses entre janeiro e março, aumento de 86% na comparação com igual época de 2020. O Ebitda ajustado, por sua vez, cresceu 95,3%, para R$ 1,330 bilhão no primeiro trimestre.

Já a receita líquida totalizou R$ 4,719 bilhões no primeiro trimestre deste ano, incremento de 43% ante o mesmo trimestre em 2020. Enquanto isso, as despesas gerais e administrativas expandiram 45,2% em um ano, para R$ 217,9 milhões o primeiro trimestre.

O retorno sobre o capital investido (ROIC) ficou em 9,2% no primeiro trimestre, ante 12,1% um ano antes. O ROIC ajustado ficou em 15,1%, ante 17,3% na mesma base de comparação.

Ao final do primeiro trimestre, o saldo de dívida bruta da companhia foi de R$ 21,118 milhões, alta de 4,0% em relação ao mesmo período do ano passado. Deste montante, 59,6% é denominada em Real, enquanto o restante é denominada em dólares americanos, com hedge para exposição cambial integralmente contratado.

A alavancagem da companhia medido pela relação dívida líquida/Ebitda foi de 2,4x, apresentando melhora quando comparado aos 3,3x registrados no primeiro trimestre de 2020, devido a redução da dívida líquida da companhia aliada à melhora do resultado operacional em meio ao forte crescimento do Ebitda no período.

A XP destaca que a  Rede D’Or divulgou resultados operacionais muito fortes no 1° trimestre de 2021, superando as suas estimativas, impulsionados por uma receita líquida robusta, que refletiu uma combinação de: i) aumento de leitos operacionais, ii) taxa de ocupação mais alta e iii) ticket médio mais alto.

A receita líquida ficou 12% acima do esperado pelos analistas, enquanto o Ebitda superou a projeção em 21%. O único destaque negativo ficou por conta do lucro líquido, que foi de R$ 402 milhões versus estimativa da XP de R$ 482 milhões por conta de despesas financeiras e itens não recorrentes. O lucro ajustado para os itens não recorrentes teria sido de R$ 598 milhões, 10% acima do projetado.

“Os resultados reforçaram nossa visão positiva sobre a Rede D’Or, confirmando sua forte capacidade operacional com melhoria nos indicadores mais importantes. Além disso, a empresa já entregou resultados importantes na agenda de fusões e aquisições – adicionando 585 leitos em abril e entrando em mercados importantes como Belo Horizonte / MG, e esperamos novidades muito positivas nessa frente em breve. Portanto, reiteramos nossa recomendação de compra e nosso preço alvo de R$ 85 / ação”, apontam.

Banco do Brasil (BBAS3)

O Banco do Brasil informou nesta segunda-feira que seu conselho de administração elegeu Ana Paula de Sousa como vice-presidente de controles internos e gestão de riscos, enquanto João Carlos Pecego foi nomeado vice-presidente de negócios de atacado.

A Vivara teve lucro líquido de R$ 3,9 milhões no período, queda de 79,4% em relação ao mesmo período de 2020.

Já o Ebitda ajustado ficou em 10,5 milhões, queda de 38,8% na comparação anual, mas 8,6% acima da estimativa da XP, ainda que levemente abaixo do consenso do mercado.

“Apesar do aumento de restrições de circulação impostas no país, a companhia entregou um crescimento de receita líquida (alta de 5,6% no ano), uma vez que o forte desempenho do canal online (alta de 160% no ano) compensou a queda das lojas físicas (queda de 10,6% no ano). Em relação à rentabilidade, a companhia entregou uma queda de margem bruta (queda de 1 ponto percentual) devido a impactos pontuais do trimestre, o que somado a maiores despesas operacionais por conta do fechamento de lojas e investimentos em projetos estratégicos levaram a uma queda de margem Ebitda ajustada (baixa de 3,5% na comparação anual)’, apontam os analistas.

Os analistas mantêm a recomendação de compra e preço alvo de R$ 33,0 por ação para o fim de 2021 para VIVA3.

A PDG Realty, em recuperação judicial, teve prejuízo líquido atribuído aos sócios controladores de R$ 220,3 milhões nos primeiros três meses de 2021, alta de 20,5% sobre a perda de R$ 175 milhões em igual período do ano passado.

Restoque (LLIS3)

A Restoque teve queda de 19,4% do prejuízo na comparação anual, passando de R$ 47,1 milhões no primeiro trimestre de 2020 para R$ 38 milhões no primeiro trimestre de 2021.

Direcional (DIRR3)

Na semana passada, o Credit Suisse realizou um evento com executivos da Direcional e equipe de relações institucionais. A gestão reafirmou sua perspectiva otimista, e disse avaliar que há uma tendência de queda na margem bruta, que deve se normalizar em entre 33% e 34%.

O banco se disse “impressionado” com a disciplina de capital da gestão focada em uma estrutura de poucos ativos. O Credit mantém recomendação outperform e preço-alvo de R$ 20, frente aos R$ 13,35 de fechamento na sexta.

A JBS, maior produtora de proteína animal do mundo, fechou na sexta-feira a captação de US$ 500 milhões em bonds emitidos nos Estados Unidos, de acordo com informações de bastidores obtidas pela agência Reuters. Os recursos devem ser utilizados para pagar aquisição da empresa Vivera, terceira maior produtora de alimentos de origem vegetal da Europa.

Na sexta-feira, o diretor financeiro da elétrica Energisa, Mauricio Botelho, afirmou que tem visto elevações de preços de diversos produtos necessários a suas operações devido ao atual momento de alta nas cotações das commodities no mercado internacional, o que tem feito a empresa segurar algumas compras.

Diagnósticos da América (DASA3)

O Morgan Stanley iniciou a cobertura da Diagnósticos das Américas com avaliação overweight, e preço-alvo em R$ 96,5. O banco diz que a empresa tem ativos de alta qualidade, posicionamento e escalas únicas, e que a empresa pode liderar a “disrupção impulsionada por dados do setor de saúde no Brasil”. O banco diz que os resultados podem levar alguns anos, mas que vê perspectiva atrativa de crescimento até lá.

O Credit Suisse também iniciou a cobertura para as ações com recomendação outperform e preço-alvo de R$ 75 por ação (potencial de alta de 27% frente o fechamento da véspera).

Os analistas elaboraram uma lista sobre as alavancas principais do case que reforçam o potencial upside:

Em primeiro lugar, está o potencial para expandir e otimizar o negócio de hospital: a participação atual da Dasa é pequena na maioria das geografias, favorecendo a expansão orgânica e inorgânica (menos risco de uma barreira anti-truste). Além disso, sua menor maturidade operacional permite expansão de margem.

A companhia também tem potencial para aumentar a base de usuários de diagnóstico por meio de outros serviços ambulatoriais: o negócio de diagnóstico é o original da empresa e sua maior unidade de receita, sustentando rentabilidade alta. No entanto, para aumentar sua base de usuários fora do hospital, a Dasa está buscando outros serviços ambulatoriais, como de corretora de saúde.

Ainda está no radar a criação de um ecossistema com oportunidades de cross-sell entre serviços ambulatoriais e hospitalares. Os analistas apontam que um dos temas mais discutidos no roadshow com a empresa foi sobre o crescimento da base de usuários com os serviços ambulatoriais e hospitalares simultaneamente e como isso cria mais oportunidades de cross-sell.

Porto Seguro (PSSA3)

A Porto Seguro comunicou que é intenção de sua administração submeter à aprovação da assembleia geral dos acionistas a realização do desdobramento das ações, na razão de 3 novas ações para cada 1 ação atualmente existente.

“O desdobramento tem por objetivo tornar as ações da companhia mais acessíveis aos investidores e expandir sua base de acionistas, com possíveis ganhos de liquidez, precificação e governança para a empresa, seus acionistas e o mercado”, apontou a empresa.

As condições do desdobramento das ações ainda serão detalhadas pela administração, em sua
proposta a ser submetida aos acionistas, e estarão sujeitas à aprovação pela assembleia geral, nos termos do artigo 11, inciso “c”, do estatuto social da empresa. A assembleia geral para deliberar sobre a matéria será oportunamente convocada, no prazo e na forma previstos nas normas legais e regulatórias aplicáveis.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Lucro do Méliuz cai 51% e da Rede D’Or salta 254%, Enjoei tem prejuízo de R$ 31 mi e outros balanços; estreia da GetNinjas e mais

SÃO PAULO – A reta final da temporada de balanços é movimentada, com atenção para os números de Cemig, Cosan, CVC, Méliuz, Enjoei, Vivara, PDG Realty, Orizon, entre outras companhias. Após o fechamento do mercado, serão divulgados os resultados de Cruzeiro do Sul, Focus Energia, Gafisa, Linx e Mosaico.

Também na esteira da temporada de balanços, o Bradesco BBI elevou a recomendação para os ativos da Petrobras após a teleconferência do primeiro trimestre de 2021 indicar continuísmo da gestão da estatal. Atenção ainda para a estreia das ações da GetNinjas nesta segunda-feira. Confira os destaques:

GetNinjas (NINJ3

As ações da GetNinjas estreiam na B3. A companhia precificou suas ações na última semana a R$ 20, abaixo da faixa indicativa definida pelos coordenadores, que ia de R$ 24,90 a R$ 33,50 por papel, numa operação que movimentou cerca de R$ 555 milhões.

Acionistas da companhia, que incluíam Saint-Gobain, Tiger Global, Monashees e KV GN Holdings, além dos empresários Evan Feinberg e Eduardo Orlando L’Hotellier, venderam o equivalente a R$ 233 milhões na operação.

Além disso, a Getninjas captou R$ 321,3 milhões com a venda de ações novas, a serem usados para investir em marketing, contratar pessoas e reforçar o caixa.

A oferta foi ancorada pelas gestoras Verde, Miles Capital e Indie Capital.

Criada em 2011, a companhia é uma plataforma disponível em plataformas móveis e digitais, presente em todos os Estados do Brasil e que conecta digitalmente profissionais de variadas áreas, pessoas físicas ou jurídicas, a potenciais clientes.

Os profissionais oferecem seus serviços mediante a compra de pacote de moedas virtuais para uso exclusivo na plataforma na compra de ordens de serviços, ou leads, dos clientes cadastrados.

O Bradesco BBI elevou a recomendação para as ações PN da Petrobras de neutra para outperform (desempenho acima da média do mercado) após o balanço e a teleconferência de resultados da companhia, com os analistas destacando que a nova gestão da empresa transmitiu uma mensagem positiva de continuidade em sua teleconferência, especialmente no que diz respeito à política de dividendos e vendas de ativos.

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O preço-alvo dos ativos PETR4 também foi elevado de R$ 32 para R$ 35, o que corresponde a um potencial de valorização de 33% em relação ao fechamento de sexta-feira (14).

“Pelo valuation atual, vale a pena correr o risco, em nossa visão. Uma vez e se as ações se aproximarem de R$ 35, o risco eleitoral de 2022 começará a pesar mais sobre a relação risco / recompensa; portanto, achamos que a hora de comprar é agora”, avaliam os analistas Vicente Falanga e Gustavo Sadka.

Os analistas apontam que, apesar da mensagem de continuidade, os reajustes nos preços dos combustíveis devem ser menos frequentes olhando para a frente. “Acreditamos que há uma chance de que os preços do petróleo cheguem a US$ 80 o barril no terceiro trimestre, uma vez que os estoques da OCDE diminuam rapidamente. Nesse caso, acreditamos que a Petrobras não ajustará os preços com tanta agilidade como o mercado desejaria, levando potencialmente a alguma frustração”, apontam.

Na sexta, vale destacar, o Itaú BBA elevou a recomendação para a Petrobras de neutra para outperform, com preço-alvo de R$ 38 para os ativos PN.

A Cielo afirmou que não procede notícia veiculada pelo jornal “O Globo”, em 16 de maio, sobre possível parceria em negociação entre Facebook e Cielo para processamento de serviços financeiros, incluindo marketplace. A companhia informa ainda que desconhece a fonte da notícia veiculada.

“A Cielo busca continuamente alternativas e soluções que reforcem sua atuação e sua posição de liderança na indústria de pagamentos brasileira, e manterá seus acionistas e o mercado informados caso haja qualquer desenvolvimento ou parceria relevante, em linha com o previsto na legislação e com as melhores práticas do mercado”, apontou.

A operadora de turismo CVC registrou prejuízo de R$ 81,4 milhões no primeiro trimestre de 2021, o que representou uma queda de 92,9% ante as perdas de R$ 1,151 bilhão acumuladas no mesmo período de 2020.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ficou negativo em R$ 56,403 milhões, o que representou uma melhora de 92,4% ante o Ebitda negativo de R$ 741,432 milhões do mesmo intervalo do ano passado.

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A receita líquida atingiu no período R$ 165,935 milhões, recuo de 58,2% sobre o mesmo intervalo de 2020.

Segundo a empresa, o prejuízo do período decorre, mais uma vez, do impacto causado pela pandemia da covid-19, especialmente no Brasil. “No primeiro trimestre do ano de 2021 fizemos bons progressos na preparação da CVC para liderar a retomada dos negócios, com uma boa evolução financeira, embora os volumes de novas vendas e embarques tenham sido abaixo das expectativas em função das restrições impostas devido ao aumento de casos, nesta nova onda da pandemia covid-19”, informou, na mensagem da administração que acompanha o balanço.

O Bradesco BBI classificou os resultados da CVC como bons dadas as circunstâncias no setor de viagens e destacou a habilidade da empresa de elevar taxas mesmo em meio às dificuldades. Destaca também o enfoque da gestão sobre produtos com margem maior, ao invés apenas de volume, o que será importante para sua lucratividade. O banco mantém avaliação neutra e preço-alvo de R$ 24, frente aos R$ 24,72 de fechamento na sexta.

A estatal mineira de energia elétrica Cemig registrou lucro líquido de R$ 422,35 milhões entre janeiro e março de 2021, revertendo prejuízo líquido de R$ 68,13 milhões obtido no mesmo período de 2020.

O Ebitda saltou 133,25% em comparação anual, para R$ 1,845 bilhão. O Ebitda ajustado, que exclui efeitos extraordinários, foi de R$ 1,657 bilhão, alta de quase 23% ano a ano.

A Cemig disse que os números refletem basicamente o aumento das receitas neste ano e a comparação com um trimestre de 2020 em que o Ebitda foi afetado negativamente em cerca de R$ 609 milhões pela desvalorização da participação detida na elétrica fluminense Light.

Neste ano, a companhia mineira decidiu se desfazer inteiramente da fatia na Light, o que foi efetivado em janeiro por meio da venda de ações em uma oferta pública que levantou R$ 1,37 bilhão.

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A Cemig disse que, como resultado da operação, reconheceu um ganho antes de tributos de R$ 108,55 milhões, ao considerar como custo o valor registrado do ativo, que vinha sendo classificado como “mantido para venda” em seu balanço.

A receita líquida da Cemig no primeiro trimestre somou R$ 7,1 bilhões, contra R$ 6 bilhões no mesmo período de 2020.

Os custos e despesas operacionais, por sua vez, totalizaram R$ 5,7 bilhões, acima dos R$ 5 bilhões no ano anterior. A companhia registrou ganhos com participações societárias em empresas, medidos por equivalência patrimonial, de R$ 118,68 milhões, acima dos R$ 82 milhões há um ano atrás.

Em relação ao mercado elétrico, a Cemig registrou redução de 1,73% na quantidade de energia vendida no trimestre, com diminuição de 13,82% na energia comercializada com consumidores comerciais, em meio a impactos da pandemia, e no mercado cativo. Houve ainda queda de 15,77% no suprimento a outras concessionárias de energia.

As vendas para o segmento industrial, por outro lado, aumentaram 13,69%, principalmente em função de novos contratos assinados com clientes livres prevendo início de fornecimento em janeiro de 2021.

A empresa de energia e infraestrutura Cosan reportou lucro líquido de R$ 827,7 milhões no primeiro trimestre, avanço de 28% na comparação anual, informou a companhia em balanço financeiro na sexta-feira.

O Ebitda ajustado somou R$ 2,57 bilhões, alta de 8,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em termos ajustados, o lucro líquido ficou em R$ 764,6 milhões, aumento de 18%.

O lucro e o resultado operacional foram “impulsionados pela expansão dos resultados da maior parte dos negócios” do grupo, disse a Cosan no balanço. A receita líquida alcançou R$ 22,51 bilhões entre janeiro e março, um incremento de 14,7% ante o desempenho dos três primeiros meses de 2020.

A companhia destacou que as informações financeiras foram apresentadas em base proforma, incluindo consolidação de 100% dos resultados de controladas diretas e de 50% da Raízen, de forma a permitir comparação com períodos anteriores. Os dados também levam em conta as informações da Rumo e despesas operacionais e financeiras das holdings incorporadas.

A Cosan ressaltou que a pandemia da Covid-19 segue impactante, em número de casos, mas a empresa já vê sinais positivos de recuperação global à medida que a vacinação avança.

“Em meio à crise, surgem também oportunidades, e os nossos negócios apresentaram mais um trimestre de resultados consistentes, ancorados nas macrotendências globais, muitas delas aceleradas pela pandemia”, afirmou o CEO da companhia, Luis Henrique Guimarães, em nota.

Em relação à Raízen, joint venture com a Shell, a Cosan destacou que a moagem da safra foi encerrada com 61,5 milhões de toneladas (+3%) e produção de 8,3 milhões de açúcar equivalente(+7%), como reflexo da melhor produtividade agrícola e com 52% do mix de produção destinado ao açúcar.

O Méliuz teve queda de 51,2% do lucro na comparação anual, passando de R$ 6,2 milhões para R$ 3,01 milhões no primeiro trimestre de 2021; a companhia destacou o crescimento da base de usuários no período, estimulado por um forte crescimento em despesas. A receita líquida subiu 63,7%, a R$ 51,81 milhões.

O Méliuz abriu 2,4 milhões de contas, uma média de 27 mil contas abertas por dia corrido, enquanto o número de usuários ativos teve alta de 226%, para 7,1 milhões.

O volume bruto de mercadorias (GMV, na sigla em inglês) teve alta de 93% na base anual, para R$ 2,9 bilhões no trimestre, enquanto o número cumulativo de cartões solicitados teve alta de 19 vezes em um ano, a 4,5 milhões.

O Ebitda teve queda 49%, para R$ 4,9 milhões, com margem de 9,5%, “explicado pela variação das despesas ao longo do trimestre”. As despesas com cashback tiveram alta de 45%, a R$ 21,2 milhões, enquanto os custos com pessoal passaram para R$ 7,8 milhões, quase duas vezes maior. Enquanto isso, as despesas com marketing subiram de  R$ 300 mil no primeiro trimestre do ano passado para R$ 7 milhões na base anual, alta de quase 23 vezes.

A Orizon teve prejuízo líquido de R$ 45,5 milhões no primeiro trimestre de 2021, cerca de cinco vezes acima dos R$ 9,1 milhões registrados no primeiro trimestre de 2020.

A receita líquida atingiu R$ 88 milhões no trimestre, redução de 4,2% na base anual, justificado, principalmente, pela queda no volume dos resíduos sólidos recebidos nos ecoparques da companhia. O Ebitda ajustado caiu 23,1%, indo de R$ 32,53 milhões para R$ 25 milhões.

O Credit mantém uma visão negativa a respeito dos resultados da Orizon. O banco afirma que os dados operacionais ficaram abaixo do esperado, devido a menos volumes de aterros por efeito da pandemia.

Em uma perspectiva anual, os dados foram impactados pela ausência de vendas de créditos de carbono e por custos mais altos. O banco acredita que os principais fatores a impulsionarem a empresa são os novos projetos.

O Credit mantém recomendação outperform e preço-alvo de R$ 29,3, frente aos R$ 23,7 negociados na sexta.

A Enjoei, por sua vez, subiu seu prejuízo de R$ 1,3 milhão para R$ 31 milhões no primeiro trimestre de 2021 na comparação anual, alta de 23 vezes.

O resultado ocorre por conta da maior aposta da empresa na captação e retenção de usuários, com mais subsídios e fretes grátis para os usuários. A Enjoei destacou que a campanha de frete grátis iniciada em meados de fevereiro teve papel bastante importante para a alta do número de transações, com o aumento de recorrência em cerca de 20% pela base de usuários ativos.

A receita líquida teve alta de 54% na comparação anual, para R$ 24,2 milhões. As vendas brutas totais (GMV) tiveram uma alta de 104%, a R$ 172 milhões. Já o take rate (porcentagem ganha sobre cada transação) caiu de 27% ao fim do primeiro trimestre de 2020 para 24,9% nos primeiros três meses de 2021.

Rede D’Or (RDOR3)

A Rede D’or São Luiz registrou lucro líquido recorde de R$ 402,4 milhões no primeiro trimestre de 2021, alta de 254,6% em relação ao mesmo período de 2020. “Além do sólido crescimento do resultado operacional, o lucro líquido foi positivamente impactado pelo anúncio do pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) anunciados no fim do primeiro trimestre. A taxa efetiva de imposto no trimestre foi de 15% ante 30% no mesmo trimestre do ano anterior”, apontou a companhia em seu relatório trimestral.

O Ebitda também atingiu o recorde, somando R$ 1,134 bilhão nos meses entre janeiro e março, aumento de 86% na comparação com igual época de 2020. O Ebitda ajustado, por sua vez, cresceu 95,3%, para R$ 1,330 bilhão no primeiro trimestre.

Já a receita líquida totalizou R$ 4,719 bilhões no primeiro trimestre deste ano, incremento de 43% ante o mesmo trimestre em 2020. Enquanto isso, as despesas gerais e administrativas expandiram 45,2% em um ano, para R$ 217,9 milhões o primeiro trimestre.

O retorno sobre o capital investido (ROIC) ficou em 9,2% no primeiro trimestre, ante 12,1% um ano antes. O ROIC ajustado ficou em 15,1%, ante 17,3% na mesma base de comparação.

Ao final do primeiro trimestre, o saldo de dívida bruta da companhia foi de R$ 21,118 milhões, alta de 4,0% em relação ao mesmo período do ano passado. Deste montante, 59,6% é denominada em Real, enquanto o restante é denominada em dólares americanos, com hedge para exposição cambial integralmente contratado.

A alavancagem da companhia medido pela relação dívida líquida/Ebitda foi de 2,4x, apresentando melhora quando comparado aos 3,3x registrados no primeiro trimestre de 2020, devido a redução da dívida líquida da companhia aliada à melhora do resultado operacional em meio ao forte crescimento do Ebitda no período.

A XP destaca que a  Rede D’Or divulgou resultados operacionais muito fortes no 1° trimestre de 2021, superando as suas estimativas, impulsionados por uma receita líquida robusta, que refletiu uma combinação de: i) aumento de leitos operacionais, ii) taxa de ocupação mais alta e iii) ticket médio mais alto.

A receita líquida ficou 12% acima do esperado pelos analistas, enquanto o Ebitda superou a projeção em 21%. O único destaque negativo ficou por conta do lucro líquido, que foi de R$ 402 milhões versus estimativa da XP de R$ 482 milhões por conta de despesas financeiras e itens não recorrentes. O lucro ajustado para os itens não recorrentes teria sido de R$ 598 milhões, 10% acima do projetado.

“Os resultados reforçaram nossa visão positiva sobre a Rede D’Or, confirmando sua forte capacidade operacional com melhoria nos indicadores mais importantes. Além disso, a empresa já entregou resultados importantes na agenda de fusões e aquisições – adicionando 585 leitos em abril e entrando em mercados importantes como Belo Horizonte / MG, e esperamos novidades muito positivas nessa frente em breve. Portanto, reiteramos nossa recomendação de compra e nosso preço alvo de R$ 85 / ação”, apontam.

Banco do Brasil (BBAS3)

O Banco do Brasil informou nesta segunda-feira que seu conselho de administração elegeu Ana Paula de Sousa como vice-presidente de controles internos e gestão de riscos, enquanto João Carlos Pecego foi nomeado vice-presidente de negócios de atacado.

A Vivara teve lucro líquido de R$ 3,9 milhões no período, queda de 79,4% em relação ao mesmo período de 2020.

Já o Ebitda ajustado ficou em 10,5 milhões, queda de 38,8% na comparação anual, mas 8,6% acima da estimativa da XP, ainda que levemente abaixo do consenso do mercado.

“Apesar do aumento de restrições de circulação impostas no país, a companhia entregou um crescimento de receita líquida (alta de 5,6% no ano), uma vez que o forte desempenho do canal online (alta de 160% no ano) compensou a queda das lojas físicas (queda de 10,6% no ano). Em relação à rentabilidade, a companhia entregou uma queda de margem bruta (queda de 1 ponto percentual) devido a impactos pontuais do trimestre, o que somado a maiores despesas operacionais por conta do fechamento de lojas e investimentos em projetos estratégicos levaram a uma queda de margem Ebitda ajustada (baixa de 3,5% na comparação anual)’, apontam os analistas.

Os analistas mantêm a recomendação de compra e preço alvo de R$ 33,0 por ação para o fim de 2021 para VIVA3.

A PDG Realty, em recuperação judicial, teve prejuízo líquido atribuído aos sócios controladores de R$ 220,3 milhões nos primeiros três meses de 2021, alta de 20,5% sobre a perda de R$ 175 milhões em igual período do ano passado.

Restoque (LLIS3)

A Restoque teve queda de 19,4% do prejuízo na comparação anual, passando de R$ 47,1 milhões no primeiro trimestre de 2020 para R$ 38 milhões no primeiro trimestre de 2021.

Direcional (DIRR3)

Na semana passada, o Credit Suisse realizou um evento com executivos da Direcional e equipe de relações institucionais. A gestão reafirmou sua perspectiva otimista, e disse avaliar que há uma tendência de queda na margem bruta, que deve se normalizar em entre 33% e 34%.

O banco se disse “impressionado” com a disciplina de capital da gestão focada em uma estrutura de poucos ativos. O Credit mantém recomendação outperform e preço-alvo de R$ 20, frente aos R$ 13,35 de fechamento na sexta.

A JBS, maior produtora de proteína animal do mundo, fechou na sexta-feira a captação de US$ 500 milhões em bonds emitidos nos Estados Unidos, de acordo com informações de bastidores obtidas pela agência Reuters. Os recursos devem ser utilizados para pagar aquisição da empresa Vivera, terceira maior produtora de alimentos de origem vegetal da Europa.

Na sexta-feira, o diretor financeiro da elétrica Energisa, Mauricio Botelho, afirmou que tem visto elevações de preços de diversos produtos necessários a suas operações devido ao atual momento de alta nas cotações das commodities no mercado internacional, o que tem feito a empresa segurar algumas compras.

Diagnósticos da América (DASA3)

O Morgan Stanley iniciou a cobertura da Diagnósticos das Américas com avaliação overweight, e preço-alvo em R$ 96,5. O banco diz que a empresa tem ativos de alta qualidade, posicionamento e escalas únicas, e que a empresa pode liderar a “disrupção impulsionada por dados do setor de saúde no Brasil”. O banco diz que os resultados podem levar alguns anos, mas que vê perspectiva atrativa de crescimento até lá.

O Credit Suisse também iniciou a cobertura para as ações com recomendação outperform e preço-alvo de R$ 75 por ação (potencial de alta de 27% frente o fechamento da véspera).

Os analistas elaboraram uma lista sobre as alavancas principais do case que reforçam o potencial upside:

Em primeiro lugar, está o potencial para expandir e otimizar o negócio de hospital: a participação atual da Dasa é pequena na maioria das geografias, favorecendo a expansão orgânica e inorgânica (menos risco de uma barreira anti-truste). Além disso, sua menor maturidade operacional permite expansão de margem.

A companhia também tem potencial para aumentar a base de usuários de diagnóstico por meio de outros serviços ambulatoriais: o negócio de diagnóstico é o original da empresa e sua maior unidade de receita, sustentando rentabilidade alta. No entanto, para aumentar sua base de usuários fora do hospital, a Dasa está buscando outros serviços ambulatoriais, como de corretora de saúde.

Ainda está no radar a criação de um ecossistema com oportunidades de cross-sell entre serviços ambulatoriais e hospitalares. Os analistas apontam que um dos temas mais discutidos no roadshow com a empresa foi sobre o crescimento da base de usuários com os serviços ambulatoriais e hospitalares simultaneamente e como isso cria mais oportunidades de cross-sell.

Porto Seguro (PSSA3)

A Porto Seguro comunicou que é intenção de sua administração submeter à aprovação da assembleia geral dos acionistas a realização do desdobramento das ações, na razão de 3 novas ações para cada 1 ação atualmente existente.

“O desdobramento tem por objetivo tornar as ações da companhia mais acessíveis aos investidores e expandir sua base de acionistas, com possíveis ganhos de liquidez, precificação e governança para a empresa, seus acionistas e o mercado”, apontou a empresa.

As condições do desdobramento das ações ainda serão detalhadas pela administração, em sua
proposta a ser submetida aos acionistas, e estarão sujeitas à aprovação pela assembleia geral, nos termos do artigo 11, inciso “c”, do estatuto social da empresa. A assembleia geral para deliberar sobre a matéria será oportunamente convocada, no prazo e na forma previstos nas normas legais e regulatórias aplicáveis.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Méliuz e Enjoei: por que os dados prévios do primeiro trimestre de 2021 animaram tanto os investidores?

SÃO PAULO – Depois das ações da Enjoei (ENJU3) saltarem quase 12% na véspera, nesta terça-feira (6) é a vez do Méliuz (CASH3) reagir positivamente à divulgação dos dados operacionais prévios do primeiro trimestre de 2021. Às 10h55 (horário de Brasília), os ativos CASH3 tinham ganhos de 4,77%, a R$ 29,19.

A companhia informou que, ao longo do trimestre, foram abertas 2,4 milhões de novas contas no Méliuz, uma média de 27 mil contas abertas por dia. Com esse número, chegou-se a uma base total de 16,4 milhões de contas abertas – um crescimento de 73% em relação ao total no final do primeiro trimestre de 2020.

Já o número de usuários ativos nos últimos doze meses registrou um crescimento de 226%, passando de 2,2 milhões no primeiro trimestre de 2020 para 7,1 milhões no primeiro trimestre de 2021.

No período, a companhia originou para os parceiros do Marketplace um GMV (Gross Merchandise Volume ou Volume Bruto de Mercadorias) de mais de R$ 833 milhões, um crescimento de 91% na base de comparação anual. Considerando o GMV no primeiro trimestre de 2021, originou-se um total de R$ 2,9 bilhões, um crescimento de 59% em relação ao desempenho observado nos primeiros três meses de 2020, apesar do GMV do setor de viagens ainda não ter voltado aos patamares do 1º trimestre de 2020.

“Na esfera dos serviços financeiros, o Cartão Méliuz – cartão de crédito co-branded que não possui anuidade e oferece até 1,8% de cashback -, ao final do primeiro trimestre de 2021, atingiu a marca de 4,5 milhões de solicitações – 19 vezes o número atingido no primeiro trimestre de 2020”, destacou a empresa.

O Bradesco BBI apontou que o Méliuz entregou mais um resultado significativamente melhor do que o esperado, com o número de usuários ativos atingindo 7,1 milhões no primeiro trimestre, enquanto para o ano os analistas estimavam um número de 8,6 milhões.

“Em termos de GMV, apesar de impactado positivamente pela sazonalidade favorável do trimestre, o crescimento de 91% na base anual também nos surpreendeu e vemos sinais de alta em nossa estimativa para 2021. O segmento de cartões também se manteve forte, enquanto a oferta de soluções mais frequentes (cartão presente e recargas de celular) já mostrou impactos positivos no engajamento do usuário, levando a um maior número de transações por usuário e fazendo com que os primeiros usuários iniciem sua jornada de consumo. Ao todo, vemos os dados operacionais do Méliuz  altamente positivos, uma vez que a empresa continua a entregar resultados além de nossas expectativas”, afirmam os analistas.

O BBI reforça o Méliuz como a primeira escolha entre três setores (tecnologia, saúde e educação) na cobertura consolidada, com um preço-alvo de R$ 42 para o final de 2021.

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O Itaú BBA também tem recomendação outperform para os ativos, com preço-alvo de R$ 32. Os analistas do banco ressaltam principalmente a aceleração do GMV, sustentando a aceleração das vendas que teve início no terceiro trimestre de 2020 e batendo a estimativa dos analistas em 23%. Já as requisições para novos cartões de crédito de 1,4 milhão superaram em 21% as estimativas do banco.

“A empresa apresentou um desempenho impressionante apesar do impacto significativo em curso da pandemia no GMV nos setores de viagens e lazer (entre 10% e 15% do GMV no primeiro trimestre de 2020), indicando que o crescimento do mercado excluindo estes segmentos está ultrapassando os números preliminares”, apontam.

A companhia ainda apresenta um caminho bem-sucedido para aumentar a recorrência do ecossistema através dos programas de cartão de crédito em parceria com o banco Pan, a Nota Fiscal Méliuz, entre outros. “A empresa relatou KPIs [Key Performance Indicator, indicador de desempenho que mede se a ação está atendendo os objetivos] encorajadores para os recursos da plataforma, cartões-presente e recargas de celular adicionados recentemente. Em março de 2021, os usuários com acesso a esses recursos compraram em média 2,1 cartões-presente e recarregaram seus celulares 1,5 vez no mês, em média. De acordo com os analistas do BBA, os números apresentados pela companhia devem desencadear uma revisão significativa das expectativas do banco e do mercado para 2021.

Dados da Enjoei seguem animando o mercado

Como destacado acima, a Enjoei também viu suas ações registrarem forte alta na véspera, que continua na sessão desta terça. No mesmo horário, os ativos ENJU3 subiam 6,14%, a R$ 12,62.

Entre os destaques, está o crescimento do GMV, que acelerou para 102% no primeiro trimestre, de 95% no quarto trimestre de 2020 e 89% no terceiro trimestre de 2020, na base de comparação anual.

Os analistas do BBI apontaram que o GMV de R$ 170 milhões está em linha com a estimativa do banco avaliando que, embora seja no início do ano, a Enjoei está no caminho certo para cumprir a estimativa de R$ 909 milhões (alta de 84% na comparação com igual período do ano anterior) para o ano fiscal.

Já o crescimento de compradores ativos (alta de 109% na comparação com igual período do ano anterior) e novos compradores (alta de 107% na mesma base de comparação) permaneceu na casa dos três dígitos, com ambas as métricas acelerando ligeiramente em relação ao quarto trimestre. O o crescimento de novos vendedores acelerou significativamente para alta de 118% na comparação anual nos primeiros três meses de 2021, a partir de alta de 78% na base anual anterior, o que, na avaliação do BBI, parece sugerir que as iniciativas destinadas a envolver os vendedores (como contribuições de
transporte ligeiramente mais baixas) estão mostrando resultados iniciais positivos.

“Os números acima mostram forte crescimento e dinâmica de aceleração, o que é claramente positivo após o IPO da empresa no início de novembro. A forma geral dos números – com o crescimento do GMV sendo impulsionado por novos usuários – mostra que a estratégia delineada durante o IPO está no caminho certo. Um ponto positivo incremental nesse conjunto de números é a aceleração do crescimento do número de novos vendedores, que é uma das principais prioridades da administração, à medida que novos vendedores trazem novos produtos, o que expande o sortimento e cria uma experiência mais envolvente para os compradores. Quanto mais compradores, maior será a oportunidade (e o envolvimento dos) vendedores – e assim por diante”, afirmam.

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A companhia também informou que, como parte da estratégia para estender o alcance do Enjoei Pro, o serviço pelo qual a Enjoei gerencia todo o processo de vendas em nome dos vendedores, lançou uma iniciativa de economia circular em outras plataformas, incluindo o Mercado Livre.

“Não temos detalhes de como isso vai funcionar, mas o fato de a Enjoei estar começando a trabalhar ao lado da maior plataforma de marketplace do Brasil é positivo, pois melhorará o conhecimento da marca e gerará mais tráfego (o que significa mais compradores e mais compradores significa mais oportunidades para os vendedores, o que incentiva mais produtos a serem listados)”, afirmam.

A recomendação do banco para as ações é outperform, com preço-alvo de R$ 23: ” a empresa tem fortes vantagens competitivas (pioneira, experiência difícil de replicar) e opera em uma categoria com baixa penetração online e menos competição do que, por exemplo, a categoria altamente consolidada de eletrônicos”.

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