Emergentes são mais afetados por repressão da China e Covid-19

(Bloomberg) — A maior preocupação dos investidores com a China e a lacuna cada vez maior entre as taxas de vacinação devem manter a pressão sobre ativos de mercados emergentes em relação a países desenvolvidos, de acordo com alguns participantes.

A investida da China contra o setor de tecnologia justo quando a economia do país está em desaceleração ajudou a levar o indicador global de ações dos mercados emergentes para uma mínima relativa em 17 anos frente a pares do mercado desenvolvido. A propagação de variantes do coronavírus também pesou, já que as campanhas de imunização em nações em desenvolvimento estão atrasadas em relação a países na América do Norte e Europa.

As bolsas dos EUA e Europa tendem a continuar apresentando melhor desempenho como reflexo da recuperação de economias avançadas, retomada das viagens e taxas de vacinação próximas da imunidade coletiva.

“Prevemos desempenho mais forte dos mercados desenvolvidos ao longo do resto do ano”, disse Andrew Sheets, estrategista-chefe de ativos cruzados do Morgan Stanley. “Mercados emergentes enfrentam mais pressão da Covid e mais incerteza em torno de novas variantes devido às taxas de vacinação mais baixas.”

O índice MSCI Emerging Markets – onde empresas chinesas respondem por um cerca de um terço do total – entrou brevemente em território negativo no acumulado do ano na semana passada, enquanto o indicador MSCI World de ações de mercados desenvolvidos mostra alta de cerca de 15%.

O índice MSCI Emerging Markets Currency perdeu mais de 1% em relação ao recorde de junho, enquanto o dólar avançou, um tradicional obstáculo para países em desenvolvimento.

Reversão rápida

O tom mais pessimista para mercados emergentes surge depois desse grupo dominar o crescimento nos últimos meses de 2020 e no início deste ano. Investidores acumularam ações mais sensíveis aos ciclos econômicos com apostas na reflação, na esteira da recuperação pioneira da China do impacto da pandemia.

Agora, a China se torna uma espécie de pária ao reprimir a iniciativa privada, a qual acusa de agravar a desigualdade, aumentar o risco financeiro e desafiar a autoridade do governo. Enquanto isso, a segunda maior economia do mundo também enfrenta um surto causado pela variante delta, levando analistas a reduzir as projeções de crescimento econômico diante dos maiores riscos.

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Ações de tecnologia chinesas seguem atrativas e bem posicionadas para enfrentar regulações, diz gestora de mais de US$ 40 bilhões

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A cepa, que é altamente contagiosa, se espalhou por quase metade das 32 províncias da China em apenas duas semanas. Pelo menos 46 cidades aconselharam residentes a não viajar, a menos que seja absolutamente necessário.

“Já faz algum tempo que estamos neutros em relação a mercados emergentes, guiados em grande parte por uma combinação de aperto da política e momentum mais fraco da China”, disse Patrik Schowitz, estrategista global de multiativos da JPMorgan Asset Management. “Os eventos mais recentes da Covid aumentam nossa cautela e obscurecem ainda mais as perspectivas gerais para mercados emergentes.”

Acesso às vacinas

O acesso desigual às vacinas aumenta ainda mais a lacuna da recuperação entre economias avançadas e em desenvolvimento, alertou o Fundo Monetário Internacional no final do mês passado. O Fundo reduziu a projeção de crescimento para economias emergentes de 6,7% para 6,3%, enquanto elevou as estimativas para mercados avançados em 0,5 ponto percentual, para 5,6%.

Enquanto a porcentagem da população com imunização completa tenha aumentado para cerca de 50% nos EUA e União Europeia, está em cerca de 20% no Brasil, 8% na Índia e na Indonésia e em apenas 4% nas Filipinas.

A acessibilidade às vacinas tem um impacto direto no ritmo de reabertura entre os países, e é uma questão fundamental para os investidores, disse Zijian Yang, chefe de multiativos para Ásia-Pacífico da Allianz Global Investors.

“No futuro, tudo se resume a quais países podem efetivamente imunizar a população o mais cedo possível contra elementos desconhecidos, como novas variantes do vírus”, disse. “Com essa perspectiva, mercados desenvolvidos de fato superam o desempenho dos emergentes no momento.”

Volta ao mundo em 6 minutos

Texto originalmente enviado aos assinantes da newsletter Stock Pickers no sábado, 31 de julho de 2021. Para recebê-la, clique aqui.

No episódio #107 do Stock Pickers, recebemos um dos gestores que mais ganhou dinheiro no Brasil em 2020 (e vale dizer que ele continua ganhando em 2021) e que tem uma grande habilidade para falar sobre temas diversos de forma simples e compreensível.

Apesar disso, Bruno Garcia, da Truxt, é um daqueles gestores que você não conseguirá acompanhar em velocidade 2.0 no seu podcast. A velocidade de sua fala junto com o acelerador do streaming torna dificil acompanhar o raciocínio.

Para o Salomão, Garcia está no grupo daqueles gestores que precisam ser escutados em no máximo 1,5x.

Como não sabemos em que velocidade você costuma escutar e considerando a aula sobre cenário macro que Garcia nos proporcionou logo no começo do episódio, colocamos logo abaixo a transcrição dos 5 principais blocos de sua análise: cenário global, Estados Unidos, China, Europa e Brasil.

Cenário Global:

O cenário parece muito bom ainda para tomada de risco, estamos num mundo ainda com bastante liquidez. Continuamos num mundo muito pró-risco, propício a tomada de risco, compra de ações e investimentos financeiros de um modo geral.

O mundo, de um modo geral, está crescendo de forma acentuada no pós-pandemia com as economias voltando ao normal.

As empresas que sobreviveram estão numa posição competitiva muito mais forte e ganhando market share com lucros explodindo tanto lá fora como aqui no Brasil.

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Estados Unidos:

Como quase 70% das ações globais estão nos EUA, o Fed acaba sendo o responsável pelo definição da taxa de juros mais importante do mundo.

Toda a discussão lá tem a ver com o timing da retirada dos estímulos. O Fed foi muito agressivo nos estímulos fiscais e monetários e isso resultou numa economia com recuperação em “V” e inflação subindo com força.

O resumo é que a inflação está rodando bem alta e a economia está se recuperando bem. E o mercado começa a discutir quando o Fed irá retirar esses estímulos.

Tudo leva a crer é que a retirada da compra dos títulos feito pelo Tesouro Americano deve começar por volta do final do ano. Mas o aumento da taxa de juros deve iniciar somente em 2023 com o mundo voltando a normalidade.

Pensando em alocação de recursos, o cenário está propício para tomada de risco, mas está tudo apontando para uma alta de juros e por isso estamos comprados nessa tese.

China:

A discussão atual, na China, está relacionada à governança coorporativa e o papel do PCC (Partido Comunista da China) na questão da regulação das empresas, principalmente de techs.

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A bolsa chinesa caiu bastante nos últimos dias por conta de medidas reulgatórias em relação a empresas de educação.

O ponto principal é que a China possui uma economia extremamente centralizada e está muito preocupada com questões de acesso a dados pelos estrangeiros, porque quem tiver o monopólio de dados da população terá uma capacidade absurda em relação a implementação de medidas e desenvolvimento da economia com uso de inteligência artificial.

Essa discussão é muito importante e como o Brasil é um país emergente o que acontece lá acaba repercurtindo aqui, porque, na pior das hipóteses, o dinheiro que não entra lá acaba vindo para cá e pode nos beneficiar em termos relativos.

Europa:

Está se recuperando em meio a toda discussão da variante delta da covid-19, mas o fato é que a economia está reaquecendo.

Os europeus convivem com um problema de inflação grave, ou de falta, na verdade. Por mais que eles façam estímulos a economia é deflacionária.

E, no longo prazo, isso precisa ser muito bem pensado.

Brasil:

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O cenário de curto prazo é conjunturalmente bom, porque temos uma recuperação muito forte após a pandemia, mesmo que tardia por conta de uma vacinação mais demorada.

Mas existem riscos importantes no Brasil que mercem ser monitorados: : inflação, fiscal e defieiência de crescimento de longo prazo.

Estamos trabalhando com uma inflação para esse ano na casa de 6,5% e para o ano que vem a projeção já está alta também.

O Banco Central vendo isso e sabendo que não temos a credibilidade do Fed está tendo que subir os juros, que deve chegar ano que vem a 7,5%.

Isso acaba acentuando nosso problema fiscal, que parece eterno.

Além disso, existe um risco no crescimento estrutural por produtividade muito baixa devido a falta de investimento em estrutura e educação.

Infelizmente o Brasil está tendo um bom momento de curto prazo, impulsionado pelo mundo e pela alta das commodities, mas acaba sendo um país, do ponto de vista macro, de baixo crescimento.

Com esse panorama mundial e local, e enfatizando a necessidade de saber separar o curto prazo do longo, a carteira da Truxt está praticamente 100% alocada em ações: 75% no Brasil e 25% nos EUA.

Para Garcia, enquanto os juros permanecerem nesses patamares (baixíssimos), todo e qualquer ativo de risco será beneficiado.

Se você está achando o papo muito macro, calma!

O panorama mundial foi apenas a introdução da conversa. Bruno, além de outras teses, usou nosso quadro “1 tese em 2 minutos” para explicar duas empresas que estão em sua carteira: Petz e PetroRio. E Leonardo Martins, CIO do Turim Family Office, falou sobre um case de rabertura: Disney.

Sobre um investimento de 12.700% e a arte de stopar a tese, não o preço

No episódio #107 do Stock Pickers, recebemos um dos gestores: Bruno Garcia (Truxt Investimentos), um dos gestores de ações que mais ganhou dinheiro no mercado em 2020, e Leonardo Martins (Turim Family Office), que revelou um investimento que rendeu 12.700% em uma empresa que fez IPO recentemente nos EUA, a RobinHood.

Assista a conversa completa clicando aqui. O episódio também está disponível no Spotify ou em qualquer plataforma de streaming.

Zerou bolsa americana e comprado em Brasil: veja como está o fundo XP Macro…

No Coffee & Stocks desta quarta-feira (28), recebemos Bruno Marques, um dos gestores do fundo XP Macro. Ele explicou por que a gestora zerou a posição em bolsa americana e mantiveram em bolsa brasileira (mas trocaram parte dessa posição para ficar comprado no real contra o dólar) e por que está “tomado” em juros tanto aqui mas principalmente nos EUA (tomado em juros = apostando que a curva de juros vai subir).

Confira a entrevista completa direto em nosso canal no Youtube (link aqui).

Convite especial: Como investir baseado em uma visão de longo prazo…

Após quase 2 anos da gravação do epsiódio #18Guilherme Benchimol, Fundador e Presidente Executivo do Conselho de Administração da XP Inc, volta ao Stock Pickers para celebrar os 02 anos da estratégia XP Long Term Equity ao lado do idealizador e gestor da estratégia XP Long Term Equity, Rodrigo Furtado.

Quando gravamos pela primeira vez com Benchimol, a XP ainda não havia realizado seu IPO e tinha sido avaliada, em 2017, em R$ 12 bilhões quando teve parte do seu capital comprado pelo Itaú. Atualmente, após o IPO, o valor de mercado da empresa é de aproximadamente US$ 23,3 bilhões.

Criada em maio de 2001 com com um capital inicial de cerca de R$ 15 mil, suficientes para alugar uma sala comercial e comprar computadores usados de uma lan house, a XP se tornou o que é hoje por conta de um fator extramemente relevante no mundo dos investimento: visão de longo prazo.

E é sobre isso que conversamos com nossos convidados no episódio que irá ao ar no dia 05/08, às 18h. Não perca!

Inscreva-se no canal e ative as notificações: https://lnkd.in/dtaJxaP

Biblioteca Stock Pickers: uma novidade…

Fã de triatlo, Leonardo Martins recomendou um livro sobre resiliência que conta a história da final do campeonato Ironman em 1989 no Havaí: Iron War.

Bruno Garcia, da Truxt, recomendou dois livros que já foram recomendados mais de 1 vez no programa: A psicologia financeira e Fora de série.

Josué Guedes
CMO do Stock Pickers

Bolsas mundiais registram queda no último pregão do mês com investidores atentos a balanços; inflação dos EUA no radar

baixa gráfico índice (Getty Images)

Os índices futuros americanos têm quedas nesta sexta (30), com a divulgação de resultados relativamente fracos pela Amazon após o fechamento do mercado na quinta, que pesaram sobre os mercados.

Os papéis da Amazon perderam 7,4% no after-market depois que a empresa divulgou que sua receita trimestral ficou abaixo da expectativa pela primeira vez em três anos, e apresentou diretrizes mais fracas.

As ações do Pinterest também tiveram perdas, após a empresa anunciar que perdeu usuários mensais no período de três meses encerrado em 30 de junho.

Além disso, as ações da corretora Robinhood estrearam na Nasdaq negociadas por US$ 38 na quinta, mas os papéis fecharam o dia de estreia com perdas de mais de 8%, a US$ 34,82.

Na quarta, Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, afirmou que a economia vem se recuperando do impacto causado pela pandemia de Covid, mas que o banco central americano ainda espera uma recuperação mais sólida antes de considerar ajustar suas políticas expansionistas.

Na quinta, foi divulgado o PIB dos Estados Unidos, que indicou crescimento anual de 6,5% no PIB no segundo trimestre em termos anualizados, abaixo da estimativa de 8,4% da Dow Jones e da Refinitiv.

Apesar disso, o Dow Jones avançou 150 pontos na quinta; o S&P fechou o dia com alta de 0,4%; e o Nasdaq teve ganho de 0,1%. No mês de julho, o Nasdaq sobe 1,89%; o Dow 1,69%; e o S&P 2,83%. No S&P, o destaque positivo foi dos setores de serviços, saúde, imobiliário e tecnologia, e o negativo, dos setores de energia e finanças.

Às 9h30 desta sexta serão divulgados os dados de renda pessoal de junho, gastos com consumo, índice de preços de gastos com consumo (PCE) e Núcleo do PCE.

Na sexta, as bolsas asiáticas voltaram a recuar. Papéis listados tanto em Hong Kong quanto na China continental recuaram, desfazendo a recuperação parcial que vinha ocorrendo após a forte queda no início da semana, impulsionada por movimentos regulatórios do governo chinês sobre ações dos setores de educação privada e tecnologia.

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As ações de tecnologia voltaram a cair. Os papéis do Alibaba perderam cerca de 4%; os do Tencent, cerca de 2,6%; os de Meituan, quase 6%.

O índice Hang Seng, de Hong Kong, fechou com queda de 5%; na China continental, o Shanghai composto teve queda de 0,42%.

Na sexta, a agência Reuters informou que a produção industrial do Japão subiu 6,2% em junho, frente a queda de 6,5% em maio. As vendas no varejo subiram 0,1% em um ano, abaixo da expectativa de alta de 0,2%.

No Japão, o Nikkei perdeu 1,8%; na Coreia do Sul, o Kospi recuou 1,24%.

Na Europa, o índice Stoxx 600, que reúne as ações de 600 empresas de todos os principais setores de 17 países europeus, perdem 0,7% nesta sexta, com destaque negativo para papéis do setor de mineração. Todos os setores e as principais bolsas operam no negativo.

Na sexta, o banco BNP Paribas informou uma alta de 26% no lucro líquido no segundo trimestre, a 2,9 bilhões de euros, acima da expectativa do mercado. O desempenho é impulsionado pela recuperação da atividade econômica.

A Renault divulgou lucro líquido de 354 milhões de euros no primeiro semestre, alta frente à perda de 7,3 bilhões de euros do mesmo período do ano anterior.

Na quinta, a L’Oréal informou aceleração nas vendas no segundo trimestre, em parte por conta de alta nas vendas de maquiagem nos Estados Unidos, em meio ao relaxamento das medidas restritivas.

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Atenção para a bateria de indicadores na Europa. Foi divulgado o IPC da Zona do Euro relativo a julho, que marcou alta de 2,2% na comparação anual, acima da expectativa de alta de 2%.

Já o PIB relativo ao segundo trimestre avançou 13,7% na comparação anual, acima da expectativa de alta de 13,2%. E 2% na comparação trimestral, acima da expectativa de alta de 1,5%. A taxa de desemprego na Zona do Euro relativa a junho, que marcou 7,7%, abaixo da expectativa de 7,9%.

Veja os principais indicadores às 6h30 (horário de Brasília):
Estados Unidos
*Dow Jones Futuro (EUA), -0,29%
*S&P 500 Futuro (EUA), -0,65%
*Nasdaq Futuro (EUA), -1,1%
Europa
*FTSE 100 (Reino Unido), -0,82%
*Dax (Alemanha), -0,86%
*CAC 40 (França), -0,14%
*FTSE MIB (Itália), -0,44%
Ásia
*Nikkei (Japão), -1,8% (fechado)
*Shanghai SE (China), -0,42% (fechado)
*Hang Seng Index (Hong Kong), -1,35% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), -1,24% (fechado)
Commodities e bitcoin
*Petróleo WTI, -0,394%, a US$ 73,33 o barril
*Petróleo Brent, -0,36%, a US$ 75,78 o barril
*Bitcoin, -4,03%, a US$ 38.527,46
Sobre o minério: **Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian com queda de 8,14%, cotados a 1.027 iuanes, equivalente hoje a US$ 159,05 (nas últimas 24 horas).
USD/CNY = 6,46

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Banco Central da União Europeia lança projeto de “euro digital”

(ANSA) – O Banco Central Europeu lançou nesta quarta-feira (14) um projeto exploratório para a criação do “euro digital”, uma divisa eletrônica para fazer frente à expansão do mercado de criptomoedas, como o Bitcoin, que não são ligadas a autoridades monetárias.

Por meio de um comunicado, a presidente do BCE, Christine Lagarde, disse que as consultas com cidadãos e profissionais e as provas experimentais produziram “resultados encorajadores”.

“Tudo isso nos incentivou a dar um passo adiante e iniciar o projeto do euro digital”, acrescentou. Também por meio de uma nota, os Ministérios da Economia de Alemanha e França afirmaram que o euro digital pode ser “essencial para preservar a soberania monetária” da União Europeia.

O projeto exploratório vai durar dois anos para dar tempo de testar o modelo que, segundo o BCE, não deve roubar clientes dos bancos.

“Não podemos arriscar minimamente que moedas similares de outras jurisdições se afirmem na Europa”, disse Fabio Panetta, membro italiano do comitê executivo do Banco Central Europeu.

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Membro do BCE alerta contra redução prematura de estímulo

(Bloomberg) — Para Ignazio Visco, membro do Conselho do Banco Central Europeu, a instituição deve ter cuidado para não reduzir o estímulo monetário muito cedo a fim de convencer investidores de que leva a sério o cumprimento da meta de inflação.

“Temos que evitar a redução antes de estarmos realmente confiantes de que estamos novamente onde deveríamos estar”, disse Visco, que também é presidente do banco central da Itália, em entrevista à Bloomberg Television na quinta-feira. “Realmente temos que mostrar que estamos determinados.”

Os comentários de Visco chegam uma semana antes de uma reunião importante do BCE, quando autoridades terão que decidir como adaptar os comunicados sobre taxas de juros, compra de títulos e outras ferramentas à nova estratégia de inflação que permite aos preços subirem moderadamente acima de 2% por um período. A presidente do BCE, Christine Lagarde, divulgou os resultados de uma revisão de 18 meses na semana passada.

“Não espero que a política monetária seja apertada por um longo período”, disse Visco, apontando para “uma ociosidade substancial” na economia da zona do euro e os riscos relacionados a outra onda de casos de Covid-19. O BCE não discutiu uma possível extensão do programa de compra de títulos na pandemia além do prazo final em março, disse.

Isabel Schnabel, que faz parte do conselho executivo do BCE, disse na quarta-feira que a inflação da zona do euro pode estar mais perto de atingir a meta do que alguns estimam. Ao mesmo tempo, disse que o Conselho do BCE vai esperar antes de apertar a política monetária para garantir que a evolução dos preços seja consolidada.

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Índices futuros americanos e bolsas europeias operam sem sentido definido à espera de resultados de bancos

Os índices futuros americanos e as bolsas europeias operam sem sentido definido nesta terça (13) pela manhã, com investidores à espera da divulgação de resultados do segundo trimestre de bancos dos Estados Unidos.

Na segunda, o Dow subiu 126,02 pontos, a quase 35 mil pontos. O S&P ganhou 0,3% e o Nasdaq, 0,2%. JPMorgan e Goldman Sachs, que serão os primeiros a reportarem nesta terça, antes da abertura dos mercados, fecharam a segunda com altas de 1,4% e 2,3%, respectivamente. Bank of America, Citigroup, Wells Fargo e Morgan Stanley também fecharam o dia em altas.

No primeiro trimestre, a receita dos bancos subiu 138%, e a expectativa é de que a alta seja em torno de 100% no segundo trimestre. Espera-se que o S&P registre o crescimento mais forte em receita desde o quarto trimestre de 2009. Uma eventual frustração das expectativas quanto aos resultados dos bancos e suas guidances (documentos com previsões e planos) podem também levar a quedas dos mercados.

O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, deve ir ao Congresso americano nesta semana para fazer atualizações sobre a política monetária. Ele vem afirmando que as políticas expansionistas do Fed devem se manter intactas até que haja mais progresso em direção a suas metas para emprego e inflação.

As bolsas asiáticas fecharam em sua maioria com altas nesta terça, após a divulgação de dados indicando alta de 32,2% nas exportações da China em junho em comparação com o mesmo período do ano anterior. A alta é muito maior do que a previsão de analistas ouvidos pela agência internacional de notícias Reuters, de 23,1%.

As importações chinesas subiram 36,7% na mesma comparação, frente à expectativa de alta de 30%.

Na China continental, o Shanghai composto subiu 0,53%; em Hong Kong, o índice Hang Seng, sobe 1,63%; no Japão, o Nikkei fechou com alta de 0,52%; e na Coreia do Sul, o Kospi subiu 0,77%.

Na Europa, o índice Stoxx 600, que reúne as ações de 600 empresas de todos os principais setores de 17 países europeus oscila negativamente em 0,08%, com destaque negativo para ações do setor de saúde, que recuam 0,8%, enquanto que ações do setor de telecomunicações avançam 0,5%.

Também na Europa, investidores aguardam pela divulgação de resultados de grandes bancos dos Estados Unidos. A fabricante de carros VW deve divulgar nesta terça uma atualização de sua estratégia.

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Na segunda, a Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou que a maior parte das pessoas vacinadas infectadas pela variante delta de Covid não desenvolvem sintomas. Mas alertou que as hospitalizações estão aumentando em algumas partes do globo, principalmente naquelas em que a taxa de vacinação é baixa e em que a variante delta, que é especialmente contagiosa, está se propagando.

Veja o desempenho dos principais indicadores às 6h30 (horário de Brasília):
Estados Unidos
*Dow Jones Futuro (EUA), -0,05%
*S&P 500 Futuro (EUA), +0,01%
*Nasdaq Futuro (EUA), +0,2%
Europa
*FTSE 100 (Reino Unido), +0,14%
*Dax (Alemanha), -0,11%
*CAC 40 (França), -0,25%
*FTSE MIB (Itália), -0,34%
Ásia
*Nikkei (Japão), +0,52% (fechado)
*Shanghai SE (China), +0,53% (fechado)
*Hang Seng Index (Hong Kong), +1,63% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), +0,77% (fechado)
Commodities e bitcoin
*Petróleo WTI, +0,742%, a US$ 74,65 o barril
*Petróleo Brent, +0,71%, a US$ 75,69 o barril
*Bitcoin, -2,67%, a US$ 33.236,67
Sobre o minério: **Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian com alta de 3,29%, cotados a 1.225,0 iuanes, equivalente hoje a US$ 189,42 (nas últimas 24 horas).
USD/CNY = 6,47

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Bolsas da Europa fecham em alta de mais de 1% e apagam perdas do pregão anterior

As bolsas da Europa reverteram as perdas de ontem ao fechar com altas superiores a 1% nesta sessão, puxadas principalmente por ações ligadas a commodities, na esteira da valorização das matérias primas.

As dúvidas em torno da variante delta do coronavírus e seus possíveis impactos sobre a recuperação econômica mundial, entretanto, seguem no radar do mercado, que ainda acompanhou, sem grandes reações, a divulgação da ata da última reunião do Banco Central Europeu (BCE) e o encontro do G20, na Itália.

O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou o dia em alta de 1,34%, aos 457,67 pontos. Na Bolsa de Londres, o FTSE 100 fechou na máxima intraday, com avanço de 1,30%, aos 7121,88 pontos, tendo as ações de BHP Billiton (+4,34%), Anglo American (+4,27%) e Rio Tinto (+4,09%) entre as cinco maiores altas do pregão. Desempenho semelhante tiveram as ações da ArcelorMitall (+5,39%), que puxaram a alta de 2,07% do índice CAC 40, da Bolsa de Paris, que fechou aos 6529,42 pontos.

Em Frankfurt, o índice DAX também fechou na máxima do dia, em alta de 1,73%, aos 15687,93 pontos, com destaque para as montadoras. No dia em que se debate no G20 medidas para alcançar a meta de emissão zero de carbono, as ações da Volkswagen saltaram mais de 6%, acompanhadas por BMW (+3,85%) e Daimler (+3,03%).

Em discurso durante a reunião de ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais do G20, a secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, reforçou a necessidade das 20 maiores economias do mundo de avançarem com os planos para redução de emissões de carbono, concentrando esforços e recursos para se atingir as metas do Acordo de Paris.

A pandemia de coronavírus, que ontem derrubou os mercados acionários ao redor do mundo, também esteve no centro das discussões. O presidente do Banco Mundial, David Malpass, voltou a pedir ao G20 que dê mais suporte às economias mais pobres, compartilhando vacinas, mas também integrando políticas fiscais a metas climáticas e de desenvolvimento.

Em relatório enviado a clientes, o Danske Bank destaca estudos que apontam eficácia das vacinas contra a variante delta do coronavírus, rompendo o vínculo histórico entre o aumento de novos casos e as hospitalizações.

Na ata de sua última reunião de política monetária, divulgada hoje, o BCE enfatizou o avanço da vacinação do bloco e voltou a classificar como “temporários” os fatores que ainda devem pressionar mais a inflação na região. Para o Commerzbank, divergências entre os membros da instituição devem dificultar um consenso sobre a redução de seu programa de compra de ativos.

Na Bolsa de Milão, o FTSE MIB subiu 1,67%, aos 25051,82 pontos, enquanto em Madri o Ibex 35 teve alta de 1,46%, aos 8776,60, e o PSI 20, da Bolsa de Lisboa, ganhou 0,46% aos 5173,04 pontos.

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Índice de ADRs brasileiros sobe em dia de recuperação em Wall Street após temores sobre recuperação global

ações alta índices bolsa stock mercado (Shutterstock)

SÃO PAULO – Em um movimento de recuperação acompanhando o exterior, o principal índice de ADRs (na prática, as ações de empresas de fora dos EUA negociadas em Nova York) do Brasil, o Dow Jones Brazil Titans 20 ADR, subia 1,12%, a 20.806 pontos, às 10h52 (horário de Brasília) desta sexta-feira (9), em dia sem B3 por conta do feriado de 9 de julho em São Paulo.

O índice brasileiro acompanha o movimento de recuperação em Wall Street e nas bolsas da Europa após o forte sell-off da véspera em meio às preocupações com o ritmo de crescimento da economia global, intensificadas pela disseminação da variante delta do coronavírus.

Na mesma linha, o EWZ, principal ETF brasileiro negociado no mercado americano, que replica o índice MSCI Brazil, registrava alta de 1,23%, a 38,60.

Os ADRs da Vale (VALE3) sobem cerca de 2%, a US$ 22,20, apesar do dia de queda do contrato futuro do minério em Dalian (China), enquanto o ativo ordinário da Petrobras (ativo=PETR3]) PBR tinha ganhos 1,20%, a US$ 10,90. Após fechar em alta na véspera com a queda dos estoques de petróleo nos EUA, a sessão segue de ganhos para os contratos do WTI e do brent, com variação respectiva positiva de 1,70% e 1,40%.

Em Wall Street, o Dow Jones abriu com avanço de 0,56%, S&P500 subia 0,59% e Nasdaq tinha alta de 0,25%, uma vez que as ações de energia se recuperam de forte liquidação, que colocaram os índices a caminho da maior queda semanal desde meados de junho na véspera. Na quinta, o Dow perdeu 0,75%; o S&P recuou 0,86%; e o Nasdaq perdeu 0,72%. Na semana, o Dow acumula perda de 1,1%; o S&P recua 0,7%; e o Nasdaq perde 0,5%.

Já nesta data, empresas de petróleo como Exxon Mobil registravam ganhos antes da abertura do mercado, acompanhando os preços da commodity.

Sensíveis aos juros, os bancos Wells Fargo, Morgan Stanley, JP Morgan Chase, Citigroup, Goldman Sachs e Bank of America  subiam entre 0,9% e 2%, uma vez que o rendimento do Treasury de 10 anos também registrava alta, interrompendo oito dias de quedas devido a temores de que a recuperação econômica pós-pandemia está vacilante.

Embora o rendimento do referencial de 10 anos ainda acumule baixa de cerca de 10 pontos básicos na semana, ele era negociado em alta de 4,5 pontos no dia, a 1,33%, acima da mínima de quatro anos e meio de quinta-feira de 1,25%. Operadores ouvidos pela Reuters destacam que 1,25% marcou um nível de suporte técnico para o mercado.

Os mercados acionários da Europa também tiveram recuperação após a queda acentuada do pregão anterior. Preocupações com a covid-19 e seus impactos na atividade seguem em foco, mas hoje não impedem os ganhos das ações, com ajustes para cima em alguns setores, entre eles o de viagens.

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Ao longo de toda a semana, porém, o Stoxx 600 exibiu baixa modesta. O Swissquote menciona em relatório o fato de que, durante a competição de futebol Euro2020, milhares de torcedores têm ido aos jogos “sem máscaras nem medidas visíveis de distanciamento”, o que segundo o banco gera questionamentos sobre a possibilidade de a variante delta se disseminar mais pelo continente.

Na agenda de indicadores, a produção industrial do Reino Unido avançou 0,8% em maio ante abril, abaixo da previsão de alta de 1,3% dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal.

O premiê Boris Johnson planeja acabar com o distanciamento social e outras medidas de restrição impostas pela pandemia em 19 de julho. Apesar de ainda existir cautela com a variante delta, a notícia apoiava hoje algumas ações ligadas a viagens. O papel da EasyJet subia 1,98% e o da Carnival, 1,87%.

Na agenda, houve também a publicação da ata da reunião de 10 de junho do Banco Central Europeu (BCE). As autoridades do banco debateram um corte no volume de compra de títulos na reunião de 10 de junho, antes de concordarem em manter o nível elevado de estímulo, destacou o documento.

Enfrentando o aumento dos custos dos empréstimos em meio a uma recuperação ainda incipiente, as autoridades do BCE pareciam preocupadas que um afastamento antecipado do mercado pudesse elevar os rendimentos e sufocar o crescimento econômico, já que alguns setores importantes ainda não estão firmes o suficiente, mesmo que o crescimento esteja agora relativamente rápido.

“Em vista das melhores perspectivas para o crescimento e a inflação, e os riscos altistas associados, foi, no entanto, argumentado que, para fornecer o mesmo grau de acomodação, as compras de ativos deveriam ser reduzidas um pouco”, disse o BCE.

Ontem, o banco central anunciou um ajuste em sua política, almejando agora uma meta de 2% de inflação, não mais de “quase 2%” como era até então.

Na Bolsa de Milão, o FTSE MIB subiu 1,67%, aos 25051,82 pontos, enquanto em Madri o Ibex 35 teve alta de 1,46%, aos 8776,60, e o PSI 20, da Bolsa de Lisboa, ganhou 0,46% aos 5173,04 pontos.

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Por outro lado, os principais mercados acionários da Ásia não tiveram sinal único, mas fecharam na grande maioria em baixa, com a cautela por conta da disseminação da variante delta predominando entre os investidores.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei fechou em queda de 0,63%, em 27.940,42 pontos. Ações ligadas a maquinário e a eletrônicos puxaram o movimento, influenciado também pelas preocupações com novas medidas de estado de emergência em Tóquio, por causa da covid-19. Foi informado que a Olimpíada, que começa na cidade no dia 23, não contará com público, por causa da crise de saúde. Investidores monitoram com especial atenção agora as tendências dos casos do vírus e também o ritmo de vacinação.

Na China, a Bolsa de Xangai registrou baixa de 0,04%, a 3.524,09 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, subiu 0,07%, a 2.549,74 pontos. Na agenda de indicadores, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) da China desacelerou, para uma alta de 8,8% em junho, na comparação anual, como previsto pelos analistas.

Na Bolsa de Seul, o índice Kospi fechou em queda de 1,07%, a 3.217,95 pontos. A praça sul-coreana teve dia de queda para ações de bancos, varejo e as ligadas a viagens, diante do quadro na pandemia, com preocupações sobre a variante delta também pesando no mercado local. O governo da Coreia do Sul reforçou regras de distanciamento social para o nível mais alto em duas semanas, a partir do dia 12, após o registro diário de casos da doença atingir novo recorde no país.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng foi na contramão da maioria e registrou alta de 0,70%, a 27.344,54 pontos, interrompendo uma sequência de oito quedas consecutivas. Ações de consumo e tecnologia subiram hoje, mas as de finanças e varejo recuaram. Na Bolsa de Taiwan, o índice Taiex registrou baixa de 1,15%, a 17.661,48 pontos.

Na Oceania, o S&P/ASX 200 fechou em queda de 0,93% na Bolsa de Sydney, em 7.273,30 pontos. A praça australiana foi influenciada por relatos de que restrições à circulação por causa da pandemia podem ser estendidas em Sydney e também por preocupações quanto ao ritmo do crescimento global.

Covid e CPI

Na quinta (8), a média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 1.451, queda de 20% em comparação com o patamar de 14 dias antes. Em apenas um dia, foram registradas 1.733 mortes. As informações são do consórcio de veículos de imprensa que sistematiza dados sobre Covid coletados por secretarias de Saúde no Brasil, que divulgou, às 20h, o avanço da pandemia em 24 h.

A média móvel de novos casos em sete dias foi de 48.655, queda de 35% em relação ao patamar de 14 dias antes. Em apenas um dia foram registrados 53.824 novos casos.

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Chegou a 81.914.149 o número de pessoas que receberam a primeira dose da vacina contra a Covid no Brasil, o equivalente a 38,68% da população. A segunda dose ou a vacina de dose única foi aplicada em 29.442.320 pessoas, ou 13,9% da população.

Em uma carta protocolada a Jair Bolsonaro (sem partido) na quinta, o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), o vice-presidente, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), e o relator, Renan Calheiros (MDB-AL) pediram uma resposta à acusação feita pelo deputado Luís Miranda (DEM-DF), em depoimento à CPI, de que o presidente teria relacionado o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), às supostas irregularidades na compra da vacina indiana contra Covid-19 Covaxin.

À CPI, Miranda afirmou ter apresentado pessoalmente a Bolsonaro no Palácio da Alvorada indícios de irregularidades no contrato para a compra da Covaxin. Ele disse que o presidente respondeu que o caso seria “coisa do Ricardo Barros”. Bolsonaro ainda não comentou a declaração de Miranda sobre Barros, ocorrida em 25 de junho.

Em sua live semanal pelas redes sociais da noite de quinta-feira, Bolsonaro afirmou que irá ignorar a carta. O presidente recomendou que Aziz, Rodrigues e Calheiros “deitem” para esperar uma resposta à carta assinada por eles, que foi protocolada na tarde desta quinta-feira no Palácio do Planalto. “Vocês sabem qual a minha resposta, pessoal? Caguei. Caguei para a CPI. Não vou responder nada”, acrescentou.

O presidente voltou a negar qualquer irregularidade no processo de compra da Covaxin, argumentando que nenhuma dose da vacina foi recebida. O governo federal chegou a empenhar recursos para a compra, mas o contrato foi suspenso na semana passada após as denúncias.

Em entrevista publicada nesta sexta-feira no jornal O Globo, o tenente-brigadeiro do ar Carlos Almeida Batista Junior, comandante da Aeronáutica, afirmou que as Forças Armadas não são “lenientes com desvios, nem administrativos nem de comportamento”, e defendeu a nota publicada na quarta-feira, em que o ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, e os comandantes das Forças Armadas repudiaram declarações de Omar Aziz do mesmo dia.

Durante depoimento realizado na quarta à CPI da Covid do ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias, Aziz havia afirmado que “as Forças Armadas, os bons das Forças Armadas devem estar muito envergonhados com algumas pessoas que hoje estão na mídia, porque fazia muito tempo, fazia muitos anos que o Brasil não via membros do lado podre das Forças Armadas envolvidos com falcatrua dentro do governo”.

Ele fazia, aparentemente, menção a Dias, que é ex-sargento da Aeronáutica, e é acusado de ter pedido propina de US$ 1 por dose de imunizante, e a outros quadros militares da ativa ou da reserva ligados ao governo, e que são apontados como participantes das supostas irregularidades. Dias recebeu ordem de prisão de Aziz por supostamente mentir à CPI, e foi liberado no mesmo dia sob fiança.

Em sua carta, os ministro da Defesa e os comandantes das Forças Armadas afirmaram que as falas desrespeitam os militares e generalizam “esquemas de corrupção“. “As Forças Armadas não aceitarão qualquer ataque leviano às Instituições que defendem a democracia e a liberdade do povo brasileiro”, diz a nota.

Na entrevista desta sexta, o brigadeiro Baptista Junior afirmou que a carta foi dura e de “alerta às instituições” contra o que chamou de generalização de suspeitas de corrupção. Questionado sobre a possibilidade de que o gesto dos chefes militares seja encarado como risco de golpe, afirmou: “Homem armado não ameaça. Não vamos ficar aqui ameaçando”.

Reportagem da edição de quinta do Jornal Nacional da Rede Globo teve acesso a documentos que mostram que, na gestão do sargento da reserva Roberto Dias, o Departamento de Logística do Ministério da Saúde aceitou pagar a uma empresa valor 1.800% maior do que o recomendado em um parecer técnico.

Nesta sexta, a CPI da Covid ouve o servidor William Santana. Ele atuou no processo de aquisição da vacina indiana Covaxin, e foi apontado pela fiscal do contrato, a servidora Regina Célia Oliveira, como um dos supostos responsáveis por “pressões atípicas” a favor da importação do imunizante.

Mercosul, aprovação do presidente e crise hídrica

Na quinta, o Brasil assumiu a presidência do Mercosul, que ocupará até o final de 2021. O presidente Jair Bolsonaro afirmou que o Brasil tem sede por resultados, pretende lançar novas negociações e concluir acordos comerciais pendentes. Ele disse que vai trabalhar pela redução de tarifas comerciais e “eliminar outros entraves ao fluxo comercial entre nós e com o mundo”.

A fala de Bolsonaro ocorreu em encontro virtual da LVIII Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados. A Argentina, sob a presidência do desafeto do presidente brasileiro, Alberto Fernández, deixa o comando do bloco.
Um dos acordos pendentes é o de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, que não foi citado nominalmente por Bolsonaro. Ele tem sido alvo de ressalvas por governos europeus em razão da gestão ambiental do governo Bolsonaro, principalmente por desmatamento e queimadas da Amazônia.

O presidente voltou a criticar o uso da regra do consenso entre os parceiros do Mercosul para a adoção de medidas por países, dizendo que ela funciona como um instrumento de veto que só consolida o “ceticismo” do bloco.

No mês passado, o ministro da Economia, Paulo Guedes, havia criticado a Argentina por se opor a acordos comerciais do Brasil com outros países e alertou que poderia haver um problema “seriíssimo” se o governo vizinho não revisse suas posturas em relação ao Mercosul.

Além disso, pesquisa divulgada na quinta pelo Instituto Datafolha indica que a rejeição ao presidente Jair Bolsonaro subiu e atingiu 51% em julho, o maior índice registrado pelo instituto desde o início de seu mandato. Em maio, o governo Bolsonaro era avaliado como ruim e péssimo por 45% dos entrevistados.

O levantamento também apontou estabilidade na avaliação positiva do presidente, que se manteve nos 24% registrados em maio. Aqueles que o consideram regular passaram de 30% para 24%.

A pesquisa Datafolha entrevistou presencialmente 2.074 pessoas acima de 16 anos em 146 municípios e tem margem de erro de 2 pontos percentuais entre os dias 7 e 8 de julho. Ela já captou possíveis repercussões das denúncias de suposta corrupção na compra de vacinas contra a Covid-19, no âmbito da CPI do Senado, e ainda os protestos contra o governo em diversas cidades do país.

Divulgada também na quinta, pesquisa XP/Ipespe, aponta que a avaliação negativa do governo Bolsonaro atingiu 52%, um aumento de 2 pontos percentuais ante ao levantamento anterior, e a pior avaliação desde o início do mandato. A pesquisa realizou 1.000 entrevistas entre segunda e quarta-feira desta semana, com margem de erro de 3,2 pontos percentuais.

A sondagem apontou que 25% dos entrevistados tiveram uma avaliação positiva do governo, apontando-o como bom ou ótimo, ante 26% na pesquisa anterior. O percentual dos que avaliam a gestão Bolsonaro como regular é de 21%, ante 22% no levantamento anterior.

A pesquisa registrou ainda que a desaprovação ao governo também foi recorde desde o início do mandato, de 63%, três pontos percentuais a mais que na pesquisa anterior. O percentual dos que desaprovam a maneira de Bolsonaro governar é mais que o dobro do que aqueles que aprovam, que somam 31%, queda de três pontos percentuais em relação à pesquisa anterior.

Além disso, 50% dos entrevistados disseram ter expectativa negativa para o restante do mandato de Bolsonaro. Eram 47% na pesquisa anterior. E 30% informaram ter expectativa positiva, ante 29% na pesquisa anterior. Outros 17% citaram que seria regular, contra 19% na pesquisa anterior.

O levantamento do instituto Ipespe para a XP Investimento também indagou os entrevistados sobre um eventual impeachment de Bolsonaro. O percentual dos favoráveis superou o dos contrários por 49% a 45%. Na pesquisa anterior, os favoráveis eram 46% e os contrários 47%.

O levantamento apontou que 59% consideram a atuação de Jair Bolsonaro no enfrentamento à pandemia de Covid-19 ruim ou péssima, contra 58% na sondagem anterior. Além disso, 22% julgaram-na boa ou ótima, o mesmo patamar da pesquisa anterior. Outros 18% consideram regular ante 17% na pesquisa anterior.

Pela primeira vez, a pesquisa indagou sobre as suspeitas de corrupção envolvendo a compra de vacinas, que vem sendo investigada pela CPI da Covid no Senado. Para 63% as suspeitas são provavelmente verdadeiras, ao passo que 26% apontam que são provavelmente falsas.

Para 41%, membros do governo estão envolvidos nas suspeitas, enquanto 15% acreditam no envolvimento do presidente, 28% acham que membros do governo e Bolsonaro estão envolvidos e 5% acreditam que nenhum dos dois tem envolvimento.

Além disso, na quinta o ministro de Minas e Energia do Brasil, almirante de esquadra Bento Albuquerque, disse a jornalistas que a atual crise hídrica do país é parte de extrema seca vista também em vários lugares do mundo, incluindo a Costa Oeste dos Estados Unidos, e está ligada às mudanças climáticas mundiais.

“A crise hídrica não ocorre só aqui no Brasil, ela ocorre no oeste, noroeste dos Estados Unidos. A Califórnia está vivendo por exemplo uma das maiores secas já vividas, como outras regiões também dos Estados Unidos, como regiões da Ásia. E isso evidentemente é um processo da mudança climática”, afirmou.

Apesar do baixo fluxo de água prejudicar as operações nas instalações hidrelétricas, que oferecem a maior parte da eletricidade do Brasil, Albuquerque disse que o governo mantém o seu plano atual de construir mais instalações hidrelétricas na região da Amazônia.

Radar corporativo

Mesmo em dia de B3 fechada, o noticiário corporativo é movimentado.   Na véspera, em live semanal, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) criticou os altos preços dos combustíveis nos pontos de venda e culpou os governadores por cobrarem taxas elevadas no ICMS. Ele voltou a defender que postos de gasolina sejam obrigados a mostrar o preço pelo qual adquiriram os produtos das refinarias. “Pedi ao presidente da Petrobras que bote o preço da refinaria na página da estatal”, afirmou.

Ainda no radar da empresa, as companhias de transporte de gás natural TBG, NTS e TAG, partes da recente onda de desinvestimentos da Petrobras, anunciaram na quinta-feira uma parceria para compartilhamento do marketplace Portal de Oferta de Capacidade (POC), que possuirá gestão rotativa com o comando de uma das empresas a cada cinco anos. O acordo entre Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia–Brasil, Nova Transportadora do Sudeste e Transportadora Associada de Gás prevê coparticipação administrativa, de desenvolvimento, manutenção e operação da plataforma digital, que também poderá ser acessada por outros agentes da cadeia.

A estatal informou ainda em comunicado que iniciou a etapa de divulgação do teaser para a venda, em conjunto com a Sonangol Hidrocarbonetos Brasil, da totalidade da participação de ambas as empresas no bloco exploratório terrestre POT-T-794, pertencente à concessão BT-POT-55A, localizada na Bacia Potiguar, no estado do Rio Grande do Norte. A Petrobras detém 70% de participação e a Sonangol é a operadora, com 30% de participação no bloco.

Ela também comunicou que José Franco Medeiros de Morais apresentou carta de renúncia ao cargo de membro titular do Conselho Fiscal da companhia, por razões pessoais, com efeitos a partir do dia 5 de agosto de 2021. Adicionalmente, a companhia recebeu ofício do Ministério da Economia com indicação de Jeferson Luís Bittencourt para substituição, mantendo Gildenora Dantas Milhomem como sua suplente.

Já o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) fechou contrato com o consórcio Genial – Tauil e Chequer para prestação dos serviços de estruturação financeira e jurídica no processo de estruturação e implementação da desestatização da Eletrobras. O contrato, visto pela Reuters, terá duração de 36 meses a contar da data de sua assinatura, podendo ser prorrogado.

O conselho de administração do Banco do Brasil aprovou a adequação da sua estrutura organizacional com a extinção da unidade Negócios PF, MPE e Agro e de Negócios Varejo e Setor Público, além da criação da diretoria Comercial Alto Varejo.

A PetroRio informou que a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou a cessão da participação de 28,6% no Bloco BM-C-30, Campo de Wahoo, da Total E&P do Brasil para a companhia.

A Rede D’Or anunciou a compra de 51% do Hospital Proncor, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. O valor de firma (firm value) para 100% do Proncor é de R$ 290 milhões; deste valor, será deduzido o endividamento líquido.

A GPS Participações e Empreendimentos concluiu a aquisição da empresa de logística Loghis, por R$ 23 milhões. Segundo a empresa, pode ser pago um valor adicional, condicional e limitado, caso a Loghis apresente o desempenho acordado em contrato, a ser apurado no período compreendido entre 1º de outubro de 2021 e 30 de setembro de 2022.

A Espaçolaser vai emitir R$ 250 milhões em debêntures. Os recursos serão utilizados para alongamento da dívida e aquisição de franqueados. A emissão terá prazo de três a cinco anos.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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BCE define nova meta de inflação após revisão de estratégia de 18 meses

FRANKFURT (Reuters) – O Banco Central Europeu estabeleceu uma nova meta de inflação nesta quinta-feira, após revisão de estratégia de 18 meses, na esperança de reforçar sua credibilidade depois de ter ficado aquém de seu objetivo atual por quase uma década.

Numa decisão amplamente esperada, prenunciada pelas autoridades de política monetária, o BCE fixou sua meta de inflação em 2% no médio prazo, abandonando uma formulação anterior que almejava inflação “abaixo, mas perto de 2%”, o que deu a impressão de que o banco central da zona do euro estava mais preocupado com o aumento dos preços acima de sua meta do que abaixo dela.

Embora o BCE tenha dito que sua meta será simétrica, ele não fez nenhuma referência específica a tolerar uma superação do objetivo de inflação após longos períodos de alta fraca dos preços, uma possível decepção para os investidores que buscavam esse compromisso, que garantiria estímulos mesmo em meio à recuperação.

“Simetria significa que o Conselho do BCE considera os desvios negativos e positivos desta meta como igualmente indesejáveis”, afirmou o banco.

Esta primeira revisão de estratégia desde 2003 estava entre as principais prioridades da presidente do BCE, Christine Lagarde, e o projeto foi lançado imediatamente depois que ela assumiu a liderança do banco, após Mario Draghi, no final de 2019.

“O Conselho também confirmou que o conjunto de taxas de juros do BCE continua sendo o instrumento principal de política monetária”, completou. “Outros instrumentos, como orientação futura, compras de ativos e operações de refinanciamento de longo prazo…continuam como parte integral das ferramentas do BC, a serem usadas conforme apropriado.”

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Bolsas mundiais têm expressiva queda com preocupações sobre o crescimento global e aceleração da Covid na Ásia

baixa gráfico índice (Getty Images)

Os índices futuros americanos têm quedas expressivas, de cerca de 1% nesta quinta-feira (8) em meio às preocupações crescentes com o ritmo de crescimento da atividade econômica mundial. A baixa se intensificou após a agência de notícia Kyodo News apontar que o governo do Japão deve declarar novamente situação de emergência em Tóquio, que deverá perdurar até 22 de agosto para conter uma nova onda de infecções por coronavírus.

Ontem, a sessão foi positiva para os índices dos EUA: o S&P subiu 0,3%, atingindo um novo patamar recorde de 4.358,13 pontos; O Dow Jones subiu 104,42 pontos, a 34.681,79; o Nasdaq fechou com uma oscilação positiva, próximo a um novo recorde.

Ações de empresas de tecnologia e internet voltaram a ter uma performance superior à média do mercado na quarta. Investidores compraram papéis de empresas que priorizam crescimento, ao invés de nomes do varejo e do setor de energia que tiveram sucesso no primeiro semestre.

Na quarta, os papéis da Apple subiram 1,8%; os da Microsoft, 0,8%; e os da Amazon, 0,5%. No último mês, essas ações tiveram altas de dois dígitos. A queda no rendimento dos títulos do Tesouro americano é apontada por investidores como um dos fatores pelo interesse nestes papéis.

Ontem, o rendimento de títulos do Tesouro com vencimento em dez anos continuou a cair, a 1,296%, o menor patamar desde fevereiro.

Foi divulgada também a ata da última reunião do Fomc, em que os integrantes discutiram a retirada de estímulos, mas incertezas sobre o panorama econômico prevaleceram. Por outro lado, incomodados com os preços de moradia, os integrantes do Fed debateram diminuir o ritmo de compra de hipotecas mais rapidamente do que de Treasuries.

Nesta quinta, investidores aguardam pela divulgação de novos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos, relativos à semana encerrada em 3 de julho. A expectativa de analistas ouvidos pela Dow Jones é de 350 mil novos pedidos.

Na sessão, as bolsas asiáticas fecharam em sua maioria em queda. Ações do setor de tecnologia de Hong Kong foram pressionadas com o temor renovado de regulação. O governo da China afirmou que irá atualizar “as regras sobre a listagem de ações no exterior para empresas domésticas”, e também aumentará as restrições para fluxos de dados transfronteiriços e segurança.

As ações da Tencent recuaram 3,74%; as da Alibaba, 4,13%; e as da Meituan caíram 6,43%. Assim, o índice Hang Seng, de Hong Kong, recuou 2,89%, para 27.153,13 pontos.

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No Japão, o Nikkei recuou 0,88%; na Coreia do Sul, o Kospi recuou 0,99%; na China continental, o Shanghai composto recuou 0,79%.

Além da situação de emergência em Tóquio, outros países da Ásia são monitorados de perto por conta da Covid-19. Na Coreia do Sul, o governo informou o maior número de novos casos de Covid em um dia desde o início da pandemia no país, segundo a agência de notícias Yonhap.

Na Europa, o índice Stoxx 600, que reúne as ações de 600 empresas de todos os principais setores de 17 países europeus, recua 1,2%. O setor de recursos básicos recua 2,7%, com os piores resultados.

Todos os setores e principais bolsas operam no negativo, refletindo a cautela observada na Ásia e nos Estados Unidos, apesar dos bons desempenhos de S&P e Nasdaq na quarta.

Veja o desempenho dos principais indicadores às 6h30 (horário de Brasília):

Estados Unidos
*Dow Jones Futuro (EUA), -1,18%
*S&P 500 Futuro (EUA), -1,13%
*Nasdaq Futuro (EUA), -1,26%

Europa
*FTSE 100 (Reino Unido), -1,53%
*Dax (Alemanha), -1,37%
*CAC 40 (França), -1,96%
*FTSE MIB (Itália), -2,33%

Ásia
*Nikkei (Japão), -0,88% (fechado)
*Shanghai SE (China), -0,79% (fechado)
*Hang Seng Index (Hong Kong), -2,89% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), -0,99% (fechado)

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Commodities e bitcoin
*Petróleo WTI, -1,163%, a US$ 71,41 o barril
*Petróleo Brent, -0,69%, a US$ 72,92 o barril
*Bitcoin, -6,16%, a US$ 32.630,22
Sobre o minério: **Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian com queda de 2,94%, cotados a 1.187,5 iuanes, equivalente hoje a US$ 183,25 (nas últimas 24 horas).
USD/CNY = 6,48

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