Recompra de ações: 4 empresas do setor imobiliário estão com programas abertos; confira

(Shutterstock)

SÃO PAULO – Quatro companhias do setor imobiliário estão com programas de recompra de ações em andamento e duas já encerraram, totalizando operações de cerca de R$ 750 milhões. São elas JHSF (JHSF3), Eztec (EZTC3), Tenda (TEND3) e Moura Dubeux (MDNE3). Já BR Properties (BRPR3) e Even (EVEN3) encerraram o seu programa na semana passada.

A recompra de ações consiste na compra pelas companhias de suas próprias ações no mercado, seja cancelando-as ou utilizando-as para atender ao exercício de opções de compra dos papéis.

Na prática, a empresa está tirando de circulação parte do seu patrimônio líquido da Bolsa, seja para ajustar sua estrutura de capital e seus níveis de caixa, sinalizar que acredita no potencial de suas ações como para oferecer uma forma de remuneração substituta ao dividendo, dentre outros fatores.

No caso da Even, a quantidade de papéis a serem adquiridos foi limitada a três milhões de ações ordinárias, o que corresponde a 1,48% das ações em circulação no mercado. O encerramento foi aprovado na reunião do conselho de administração da companhia realizada no dia 12 de agosto de 2021.

Na JHSF, o limite é de 28 milhões de ações ordinárias, que representam, aproximadamente, 9,15% do total de ações em circulação no mercado. O programa tem vigência até 17 de fevereiro de 2023.

No caso da EZTec, o programa envolve até 5.035.897 ações. O programa tem prazo de até seis meses, terminando em 23 de fevereiro de 2022. O montante referido equivale a cerca de 5% das ações da companhia em circulação no mercado.

Na Construtora Tenda, o conselho de administração aprovou o aditamento ao plano de recompra de ações, divulgado em dezembro de 2020, e poderá realizar operações com derivativos do programa, que tem validade até dezembro deste ano.

O programa da Moura Dubeux, que começou em abril deste ano, envolve até 5.715.759 de ações ordinárias e encerra-se em 19 de abril de 2022.

Já a BR Properties, assim como a Even, comunicou ter encerrado seu plano de recompra de ações. Ela obteve 99,95% dos ativos que havia se proposto a comprar, sendo adquiridas 10.994.600 ações por R$ 94,9 milhões, com o custo médio por ação de R$ 8,63.

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Em relatório, o Bradesco BBI avalia que a onda de programas de recompra envia um forte sinal da confiança das empresas no ciclo de negócios, apesar do recente colapso do valor de mercado do setor.

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Alta de custos pesa nos balanços do 2º tri para construtoras e incorporadoras: o que esperar para as ações do setor?

O time de análise destaca que o setor já havia sinalizado uma compra da ordem de R$ 14 milhões por controladores do mercado imobiliário, com Tecnisa, MRV, brMalls, Plano&Plano, bem como Eztec entre os principais compradores. Desde então, as ações já perderam cerca de 26% na B3, em média, escreve.

“Destacamos que a recente crise do setor foi impulsionada pela deterioração das condições macroeconômicas, embora os fundamentos das empresas permaneçam predominantemente robustos”, completam os analistas do banco.

Além das empresas do setor de real estate, de construção e de shopping centers, a empresa de aluguel de veículos Movida (MOVI3) também anunciou nesta segunda-feira (23) o seu programa de recompra, de até 12.335.379 ações. A Locaweb (LWSA3) anunciou também programa de recompra na semana passada, projetando a compra de até 3 milhões de ações até 2023.

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Alta de custos pesa nos balanços do 2º tri para construtoras e incorporadoras: o que esperar para as ações do setor?

SÃO PAULO – No segundo trimestre deste ano, a alta da inflação pressionou os custos de materiais de construção e levou grande parte das incorporadoras e construtoras a apresentarem margens menores no período.

Enquanto o segmento de baixa renda foi o mais impactado, devido à maior sensibilidade dos clientes ao aumento de preços e ao teto de valor dos programas habitacionais, as construtoras residenciais de média e alta renda conseguiram repassar parte do preço – mas não saíram imunes.

Na Bolsa brasileira, todas as ações de incorporadoras apresentam queda no ano, chegando a 46,4% no caso da Plano&Plano (PLPL3).

Em relatório, o Credit Suisse escreve que, ainda que o cenário de curto prazo pareça atrativo para as incorporadoras de média e alta renda, as preocupações para o segundo semestre têm aumentado em função do aumento das taxas de financiamento e do preço dos imóveis, bem como diante de uma competição mais acirrada.

“As empresas acreditam que o pior em termos de custo de material de construção está pra trás e agora estão um pouco mais atentas ao custo de mão de obra”, escrevem os analistas.

Com relação às incorporadoras voltadas para o segmento de baixa renda, a avaliação do banco é negativa, dado que o aumento dos custos de materiais pesou bastante para o segmento.

Segundo o Credit Suisse, os orçamentos foram ajustados e, olhando para frente, as empresas parecem mais otimistas em função de maiores preços de vendas; menor competição de players pequenos; novos métodos de construção; além da possível revisão dos parâmetros dos programas do governo.

Durante live no Instagram do InfoMoney na última quarta-feira (11), Bruno Donadio, sócio da Equitas Investimentos, afirmou que já esteve mais otimista com o setor de construção civil, mas que grande parte do aumento de preço dos imóveis esperado foi corroído este ano pelo aumento dos custos.

“De agora em diante, vemos que os juros vão continuar subindo – o mercado está precificando Selic por volta de 7% ao fim do ano –, o que é ruim para o affordability [custo de aquisição]. Por isso estamos menos otimistas e temos uma exposição menor ao setor do que tínhamos um ano atrás”, afirma.

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A Equitas conta que tem posição em Eztec (EZTC3) na carteira há bastante tempo e que considera as ações “bastante descontadas”. Já o segmento de média renda, em que cita empresas como Direcional (DIRR3), é o que mais preocupa o gestor, uma vez que é fortemente afetado pelo aumento no custo de financiamento.

Destaques positivos da temporada

Entre os destaques positivos da temporada de balanços do segundo trimestre, segundo analistas do mercado financeiro, está a Cyrela (CYRE3).

Em relatório, a XP destaca que a companhia reportou margens brutas melhores e mais fortes do que o esperado, de 37,4%, principalmente devido aos lançamentos recentes com margens superiores, que compensaram o impacto dos maiores custos de construção.

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Cyrela é “medalha de ouro” no pódio das construtoras no 2º tri; segmento de baixa renda sofre por alta dos custos

Os dados da Cyrela também foram interpretados como positivos pelo Itaú BBA, que destaca a intensa compra de terrenos pela companhia, que somou 13 empreendimentos no período, dez deles localizados na cidade de São Paulo.

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Já o Credit Suisse afirma que, apesar da forte performance nos últimos trimestres, a companhia reconhece os desafios atuais e deve adotar uma abordagem mais cautelosa nos próximos meses.

Foco no segmento de alta renda

Com custos mais elevados, incorporadoras têm preferido alocar suas energias em empreendimentos de alto padrão, de forma a conseguirem repassar os preços ao consumidor final. A estratégia tem sido adotada por empresas como Eztec, Even e Lavvi (LAVV3).

Em relatório, o Credit Suisse destaca que o público de alta renda tem absorvido melhor o aumento dos preços e que a construtora Eztec deve aumentar o volume de lançamentos desse segmento nos próximos meses.

Na avaliação do Itaú BBA, os números da Eztec referentes a abril a junho deste ano vieram em linha com as estimativas do banco, uma vez que a receita ligeiramente mais fraca foi mais do que compensada por melhores margens brutas, particularmente aquelas decorrentes de vendas de estoque de unidades acabadas.

O banco tem recomendação outperform (acima da média do mercado) para as ações da empresa e preço-alvo de R$ 48.

O foco em empreendimentos mais premium também tem sido adotado pela Even (EVEN3). O Credit Suisse destaca o incremento de projetos, como a inclusão de quadras de tênis, por exemplo, tornando os projetos mais atrativos para vendas a preços mais elevados.

Na avaliação do banco, os lançamentos devem acelerar no segundo semestre, com a administração da companhia vendo um cenário de preços mais favoráveis pela frente.

Segundo o Bradesco BBI, os dados do segundo trimestre da Even vieram sólidos. A forte posição de caixa da companhia, bem como o valuation atrativo (de 1 vez o preço sobre o valor patrimonial) levou os analistas a reafirmarem a recomendação de compra para EVEN3, com preço-alvo de R$ 15 por ação para o fim de 2021.

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Ainda no segmento de alta renda, os analistas da XP interpretaram os dados da Lavvi (LAVV3) como sólidos no segundo trimestre, impulsionados pelos lançamentos recentes, em especial o empreendimento Villa Versace.

Os analistas escrevem que a Lavvi apresentou uma pequena queima de caixa de R$ 6 milhões no balanço patrimonial, já que a entrada de caixa das vendas do projeto Versace foi compensada pela aquisição de terrenos.

A XP tem recomendação de compra e preço-alvo de R$ 11,50 por ação para a construtora.

A opinião é compartilhada pelo BBA, que afirma que a Lavvi relatou resultados robustos, superando as estimativas devido ao bom desempenho de vendas e em meio às margens sólidas provenientes da Villa Versace.

O banco tem recomendação outperform e preço-alvo de R$ 12,20 para os papéis da companhia.

Direcional é destaque no segmento de baixa renda

Por fim, entre as construtoras voltadas para o segmento de média e baixa renda, Direcional (DIRR3) foi um dos principais destaques, segundo analistas do mercado financeiro.

Em relatório, a XP escreveu que os resultados vieram positivos, em linha com o esperado, e que, ao contrário da maioria dos seus pares de mercado, a companhia conseguiu apresentar uma melhora na margem bruta, apesar dos custos crescentes nos materiais de construção.

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Em cenário de custos crescentes impactando resultados de incorporadoras, Direcional é destaque positivo

O Bradesco BBI também vê a Direcional se destacando em relação aos pares, ao combinar crescimento de dois dígitos, potencial de valorização e um múltiplo preço sobre lucro de um dígito (de 7,4 vezes estimado para 2022).

Para os analistas, DIRR3 é uma das histórias “mais baratas” na cobertura do banco e permanece como a principal escolha no setor. O Bradesco BBI tem recomendação de outperform (acima da média do mercado) para os papéis e preço-alvo de R$ 20.

Já o Credit Suisse tem recomendação neutra. “Embora reconheçamos a força desses resultados, continuamos céticos em relação às perspectivas para o setor de construção residencial no Brasil, dada a tendência de alta dos custos e um potencial aumento nas taxas de financiamento”, escreve o time de análise.

Uma visão mais negativa para o setor de construção civil também é adotada por Luiz Garcia, sócio da Apex Investimentos.

Durante live no Instagram do InfoMoney, Garcia afirmou que o setor imobiliário não está em um momento favorável para investimento, o que explica as ações do setor em baixa no ano na Bolsa, diz.

“Quando olhamos o setor hoje, não é o momento ideal para investir. Agora, quem busca o investimento de médio e longo prazo, pode entrar em um ponto atrativo. Mas é preciso buscar empresas vencedoras e mais resilientes do setor, ou seja, aquelas com demanda mais forte e inelástica – caso do setor de baixa renda”, diz.

Segundo ele, empresas ligadas ao setor de baixa renda oferecem hoje melhor relação entre risco e retorno. É o caso de companhias como Cury (CURY3) e Tenda [(ativo=TEND3]). “São empresas que estão negociando a um preço sobre lucro bem baixo, principalmente Cury, na qual todas as métricas, como margem e retorno são recordes no setor”, completa.

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Com custos crescentes de construção impactando resultados, Direcional é destaque positivo entre as incorporadoras

Guindaste

SÃO PAULO – Em meio à temporada de balanços do segundo trimestre de 2021, as incorporadoras Direcional (DIRR3), Even (EVEN3), Melnick (MELK3) e Mitre (MTRE3) reportaram na noite da última segunda-feira (9) números positivos no período.

Ainda que as companhias tenham apresentado, em sua maioria, crescimento no lucro líquido e na receita, o aumento dos custos em meio à alta da inflação pesou nos resultados de abril a junho deste ano.

Neste cenário, o grande destaque, segundo analistas do mercado financeiro, ficou por conta da Direcional, que reportou uma margem bruta recorde, apesar dos custos crescentes de construção.

Mesmo assim, as ações DIRR3 apresentavam queda na Bolsa brasileira nesta terça-feira (10). Por volta das 11h40, as ações da companhia recuavam cerca de 3,6%, a R$ 13,23.

O movimento de queda também era visto em MTRE3, com baixa de 1,8% na B3, a R$ 11,07, e em EVEN3, com recuo de 0,5%, a R$ 8,74.

Já os papéis MELK3 subiam cerca de 0,9%, a R$ 5,50.

Confira a seguir como o mercado interpretou os resultados do segundo trimestre das empresas:

Direcional (DIRR3)

No segundo trimestre, a Direcional apresentou lucro líquido de R$ 40,7 milhões, crescimento de 20% em relação ao mesmo período de 2020.

O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado somou cerca de R$ 90 milhões, avanço de 47,8% na mesma margem de comparação. Já a margem Ebitda ajustada cresceu 6,4 pontos porcentuais, para 21,3%.

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A margem bruta subiu 5 pontos porcentuais, para 38% – o maior patamar já registrado pela Direcional desde o seu IPO.

Segundo a companhia, a melhora nas margens decorreu da apuração de economias nas obra dos projetos que estão em estágio avançado de construção e, portanto, com menor exposição ao aumento de custo de insumos que tem pressionado todo o setor.

Este, inclusive, foi o grande destaque do balanço, na avaliação de analistas do mercado financeiro.

Em relatório, a XP escreve que os resultados vieram positivos, em linha com o esperado, e que, ao contrário da maioria dos seus pares de mercado, a companhia conseguiu apresentar uma melhora na margem bruta, apesar dos custos crescentes nos materiais de construção.

“O resultado reforça nossa visão positiva para o papel e reiteramos nossa recomendação de compra e preço-alvo de R$ 20,50 por ação”, escreve o time de análise.

O Bradesco BBI também vê a Direcional se destacando em relação aos pares, ao combinar crescimento de dois dígitos, potencial de valorização e um múltiplo preço sobre lucro de um dígito (de 7,4 vezes estimado para 2022).

Para os analistas, DIRR3 é uma das histórias “mais baratas” na cobertura do banco e permanece como a principal escolha no setor. O Bradesco BBI tem recomendação de outperform (acima da média do mercado) para os papéis e preço-alvo de R$ 20.

Margens surpreendentemente fortes também foram mencionadas pelo Itaú BBA e pelo Credit Suisse.

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A avaliação é de que a economia em projetos em estágios avançados de construção, os ajustes no mix de produtos da empresa e uma estratégia de preços aprimorada foram acertados e contribuíram para os números “impressionantes” no último trimestre.

Enquanto o Itaú BBA tem recomendação outperform (acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 19,70, o Credit Suisse tem recomendação neutra.

“Embora reconheçamos a força desses resultados, continuamos céticos em relação às perspectivas para o setor de construção residencial no Brasil, dada a tendência de alta dos custos e um potencial aumento nas taxas de hipotecas”, escreve o Credit Suisse.

A construtora Even registrou lucro líquido de R$ 54 milhões entre abril e junho deste ano, uma alta de 102% na comparação com o mesmo período de 2020.

Já o Ebitda ajustado teve um crescimento de 17,3% na comparação anual, ficando em R$ 65 milhões.

A receita líquida, por sua vez, cresceu 39,5%, ficando em R$ 522,38 milhões, puxada principalmente pelas vendas de R$ 354 milhões, com VSO consolidada de 16%.

Para o time de análise do Bradesco BBI, os números vieram sólidos, superando as estimativas do banco. A forte posição de caixa da companhia, bem como o valuation atrativo (de 1 vez o preço sobre o valor patrimonial) levou os analistas a reafirmarem a recomendação de compra para EVEN3, com preço-alvo de R$ 15 por ação para o fim de 2021.

Já o Itaú BBA vê os resultados ligeiramente positivos, com uma receita melhor do que o esperado, apesar de a surpresa positiva ter sido parcialmente compensada por uma margem bruta mais fraca e contingências pesadas.

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O banco tem recomendação market perform (em linha com a performance do mercado) e preço-alvo de R$ 14,30.

Segundo a XP, embora possa haver uma reação positiva do mercado, a casa optou por manter a visão conservadora sobre a ação e preço-alvo de R$ 13, por ação.

O mesmo aconteceu com o Credit Suisse, que se diz cético em relação às perspectivas para o setor de construção residencial. Segundo os analistas, não há gatilhos claros para que a Even expanda suas margens, ainda que considerando o cenário de aumento de custos.

Também em meio à temporada de resultados, a Melnick lucrou R$ 12,32 milhões no segundo trimestre, queda da ordem de 45% ante o lucro de R$ 22,35 milhões registrado em igual período do ano passado.

Já a receita líquida de vendas e serviço teve baixa de 2,16%, a R$ 183 milhões.

De acordo com o Itaú BBA, os resultados da Melnick vieram neutros, com a boa receita sendo parcialmente compensada por margens ainda apertadas e provisões mais altas, levando a um lucro por ação em linha com o esperado.

Do lado positivo, a Melnick foi bastante ativa na aquisição de terrenos, adicionando um valor geral de vendas (VGV) de R$ 383 milhões ao seu estoque de terrenos, destacam os analistas.

O banco tem recomendação outperform (acima da média do mercado) para os papéis da companhia e preço-alvo de R$ 11,40.

A avaliação é compartilhada pela XP, que destaca que a receita líquida ficou acima do estimado, mas que foi compensada pela margem bruta mais fraca de 24,5% devido ao impacto dos custos mais elevados de material de construção.

“Apesar da pressão momentânea nas margens por conta do aumento dos custos, esperamos uma recuperação gradual nos próximos trimestres à medida que a companhia consiga repassar inflação para os preços”, justificam os analistas.

A XP tem recomendação de compra para os papéis MELK3 e preço-alvo de R$ 9 por ação.

Já a incorporadora Mitre teve lucro líquido de R$ 21,2 milhões no segundo trimestre, alta de 113% na base anual.

A receita líquida, por sua vez, aumentou 153%, para R$ 164,7 milhões, refletindo a aceleração da evolução física de obras e início das atividades em alguns canteiros.

A margem bruta da companhia, por sua vez, passou de 31,9%, no segundo trimestre do ano passado, para 34,7% entre abril e junho de 2021, enquanto a margem bruta ajustada foi de 35,5%.

Ainda que os resultados tenham sido positivos, analistas têm preferido adotar uma posição mais cautelosa para os papéis da companhia.

O Credit Suisse, por exemplo, cita uma possível deterioração das perspectivas para o segmento de média e alta renda diante de um potencial fluxo de notícias negativas em relação às taxas de hipotecas e aumento dos custos.

Para o Itaú BBA, ainda que os resultados tenham superado as expectativas, suportados por uma melhora na margem bruta, a empresa relatou uma grande queima de caixa devido aos desembolsos para a aquisição de terrenos. O banco tem recomendação market perform para os papéis da construtora e preço-alvo de R$ 18,50.

A posição neutra também é adotada pelo Bradesco BBI, que prevê “atritos operacionais que podem ser particularmente onerosos para histórias crescentes como Mitre”.

“Estamos fora do nome, porque preferimos histórias estáveis”, escrevem os analistas, que têm preço-alvo de R$ 19,00 para MTRE3.

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Cyrela, Direcional, Even, Moura Dubeux e Melnick divulgam prévias operacionais: quais se destacaram no 2º tri?

SÃO PAULO – Às vésperas do início da temporada de resultados do segundo trimestre de 2021, diversas empresas, principalmente construtoras, estão divulgando prévias operacionais do período.

Apenas entre a noite de segunda-feira (12) e esta terça-feira (13), cinco companhias divulgaram os seus dados operacionais, caso de Cyrela (CYRE3) e Even (EVEN3), que fazem parte do Ibovespa, além de Direcional (DIRR3), Moura Dubeux (MDNE3) e Melnick (MELK3).

O movimento das ações nesta sessão é tímido como reação às prévias, também em meio à visão de um cenário de mais desafios com a alta dos juros no Brasil, mas ainda assim dá indicações sobre a avaliação dos investidores sobre os números das empresas. O papel da Direcional avançava cerca de 1% durante a tarde na B3 em meio aos dados considerados positivos, enquanto Cyrela e Moura Dubeux operavam perto da estabilidade após números também elogiados.

Leia também: Sem alarde, Santander sobe taxa de financiamento imobiliário para 7,99% ao ano

Even e Melnick, por sua vez, caíam cerca de 2% após os dados entre abril e junho não agradarem. Confira a avaliação dos analistas para os números das empresas.

Confira as análises sobre as prévias das construtoras:

A Cyrela divulgou na segunda-feira saltos nas vendas e lançamentos de imóveis residenciais no segundo trimestre, apoiada em parte pela fraca base de comparação com o ano passado e pelo bom momento vivido pelo mercado de construção civil. As vendas contratadas da companhia somaram R$ 1,56 bilhão entre abril e o final do primeiro semestre ante R$ 512 milhões no mesmo período do ano passado. Em comparação com o primeiro trimestre deste ano, as vendas subiram 51,3%, informou a companhia.

Das vendas líquidas no trimestre, R$ 239 milhões foram de estoque pronto (15%), R$ 545 milhões à venda de estoque em construção (35%) e R$ 776 milhões à venda de lançamentos (50%). “Dessa forma, a Cyrela atingiu uma velocidade de vendas (“VSO”) de lançamentos de 40,2% no trimestre”, afirmou a companhia. Já os lançamentos avançaram para R$ 1,93 bilhão nos três meses encerrados no fim de junho ante R$ 254 milhões no mesmo período de 2020. A empresa lançou 19 empreendimentos no trimestre ante apenas três no mesmo período do ano passado.

O Itaú BBA avalia o resultado da Cyrela como positivo, marcado por retomada de volume de lançamentos e velocidade de vendas “saudável”.

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O Credit Suisse avaliou os resultados da Cyrela como mais fortes do que o esperado, apontando que a empresa é uma das mais bem estruturadas do setor e a melhor posicionada para se beneficiar do momento atual. As vendas líquidas ficaram 6% acima da expectativa do Credit.

A XP também aponta que a Cyrela apresentou dados operacionais sólidos após um primeiro trimestre mais ameno, que havia sido impactado pelas restrições comerciais em razão da pandemia.

“Em suma, vemos seu desempenho operacional como positivo e reiteramos nossa recomendação de compra e preço-alvo de R$ 33 por ação”, apontam.

Os analistas da Levante Ideias de Investimentos avaliam que os resultados operacionais foram bons, mostrando um salto nas vendas e lançamentos no segundo trimestre, porém, se deve principalmente a uma base de comparação muito fraca,  no pior momento da pandemia.

De qualquer forma, o setor imobiliário como um todo está reaquecendo, após adiamentos de lançamentos afetados pela segunda onda de contaminação da Covid-19 no primeiro trimestre de 2021 e sazonalmente o mais fraco do ano

Por outro lado, no médio prazo, a expectativa do aumento da taxa de juros até entre 6,5% e 7,00% ao ano, no fim de 2021, tende a impactar negativamente o setor de construção civil, pois maiores taxas de financiamento com prestações mais altas diminui o número de compradores de imóveis.

Além disso, o setor ainda é impactado pelos possíveis e ainda incertos efeitos da reforma tributária, que podem acabar reduzindo a lucratividade das construtoras. “Tudo isso, indica um cenário menos otimista para o setor para o segundo semestre”, avaliam.

Direcional (DIRR3)

A Direcional Engenharia teve crescimento de 53% nas vendas líquidas contratadas no segundo trimestre frente ao mesmo período do ano passado, totalizando R$ 614 milhões, divulgou a companhia na noite de segunda-feira. Foi o melhor trimestre de vendas em toda a história da companhia, que tem foco no desenvolvimento de empreendimentos imobiliários populares e de médio padrão.

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No segundo trimestre, a Direcional lançou 13 novos empreendimentos/etapas, que totalizaram valor geral de vendas de R$ 785 milhões, 123% acima na comparação com os mesmos meses de 2020 e também recorde.

A Direcional teve recordes de lançamentos e vendas no segundo trimestre de 2021. O total de lançamentos, incluindo a parcela de sócios nos projetos, chegou a R$ 784,9 milhões – alta de 123,5% na comparação anual. As vendas totais subiram 53%, para R$ 614 milhões.

O Credit avalia que o resultado da Direcional bate novamente as expectativas, com patamares recordes de lançamentos e vendas e expansão da Riva. O banco espera que a empresa continue a apresentar bons números, mas vê pouco espaço para valorização das ações, por isso mantém avaliação neutra.

Já a XP ressalta que a performance positiva reforça não só a visão de demanda resiliente no segmento de baixa renda (segmento core da Direcional), mas também o sólido crescimento da Riva (subsidiária no segmento de média renda), em que destacam as vendas líquidas de R$ 178 milhões e dados de vendas sobre oferta (VSO) de 26%. Os analistas reiteram  recomendação de compra e preço-alvo de R$ 20,50 por ação.

Dos R$ 784,9 milhões em lançamentos, R$ 597 milhões foram sob o programa Casa Verde e Amarela e R$ 188 milhões da Riva. Os analistas da XP também destacam o preço médio de lançamento por unidade de R$189 mil (alta de 15% ano contra ano e queda de 19% trimestre contra trimestre).

Na mesma linha, o Bradesco BBI avalia que a Direcional entregou um excelente resultado operacional para o segundo trimestre, especialmente quando se olha a execução bem-sucedida no negócio de média-baixa renda (Riva) – dado que os
negócios Casa Verde Amarela têm um limite máximo limitado para aumentar os preços e menor acessibilidade, que não é o caso do Riva.

“Em geral, reafirmamos Direcional como nossa top pick entre nossa cobertura de construção civil/incorporadoras com um preço-alvo de R$ 20 por ação para o final de 2021, uma vez que a companhia atualmente negocia com um múltiplo de preço sobre lucro de um digito (9,6 vezes o esperado para 2021 e 7,3 o esperado para 2022) e tem o melhor momentum de
lucro no espaço de baixa renda”, ressaltam.

Os números da Even, por sua vez, foram considerados mais fracos. A Even lançou dois projetos no segundo trimestre, totalizando R$ 216 milhões (versus R$ 716 milhões no primeiro trimestre e alta de 10% contra o mesmo período do ano passado).

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As vendas líquidas atingiram R$ 354 milhões, queda de 40% na base trimestral e alta de 18% na comparação anual, sendo R$ 249 milhões de estoques e R$ 105 milhões de lançamentos recentes. O VSO caiu de 24% nos primeiros três meses do ano para 16%  e 49% em relação aos lançamentos recentes.

A XP destaca que os números do primeiro trimestre foram impulsionados pela venda do projeto Hotel Fasano Itaim (com Valor Geral de Vendas de R$ 280 milhões), o que pode distorcer a comparação trimestral.

O BBA avaliou os dados da Even como neutros, com velocidade de vendas razoáveis a partir dos estoques, mas disse que a velocidade das vendas consolidadas perdeu ritmo em comparação com trimestres anteriores, devido a um ritmo de lançamentos mais lento.

Os resultados da Even foram considerados levemente fracos pelo Credit. O banco diz que os volumes de lançamentos e vendas ficaram abaixo de suas estimativas, mas que a Even já anunciou em seu dia do investidor projetos sólidos de lançamentos, um indício de que os resultados da empresa devem melhorar no futuro. Mas, devido à perspectiva de concorrência forte, o banco mantém avaliação neutra para os papéis.

O valor potencial de vendas (PSV na sigla em inglês) de R$ 216 milhões ficou 26% acima do mesmo período do ano anterior, e abaixo da expectativa de R$ 394 milhões do Credit. As vendas de R$ 354 milhões ficaram 20% abaixo da estimativa do Credit.

O Bradesco BBI aponta que apesar da atraente velocidade de vendas, as vendas líquidas caíram 40% no comparativo trimestral, pois a Even tem poucos produtos à disposição. Os lançamentos foram escassos e a base de estoques
está diminuindo (o estoque pronto em São Paulo caiu para R$ 251 milhões no primeiro trimestre de 2021).

Assim, avalia o BBI, o desafio da Even está em lançar projetos para dar retorno sobre o excesso de caixa, ou devolvê-lo aos acionistas.

“Esperamos que a empresa reformule os lançamentos no segundo semestre, assim como muitos de nossos nomes listados, levando a um campo competitivo mais acirrado à frente. Mesmo assim, a sólida velocidade de vendas do trimestre sugere que o ambiente ainda é bastante acolhedor para novos lançamentos, desde que a Even consiga romper o gargalo de
licenciamento em São Paulo”, apontam os analistas. O BBI possui recomendação outperform para Even, com preço-alvo de R$ 15.

Moura Dubeux (MDNE3)

A Moura Dubeux reportou lançamentos reprimidos e atingiu um Valor Geral de Vendas de R$ 501 milhões (alta de 457% ante igual período do ano anterior), sua maior marca trimestral de sua história.

O BBI destaca que a Moura Dubeux foi rápida na implantação de sete novos empreendimentos no segundo trimestre (3 tradicionais e 4 condomínios com VGV de R$ 265 milhões), em linha com as estimativas do banco, estabelecendo um recorde de 12 meses de R$ 1,3 bilhão.

Já a receita líquida de R$ 383 milhões superou a expectativa já otimista dos analistas (27% acima do BBI), com base nas
vendas de novos lançamentos. A Moura Dubeux encerrou o trimestre já tendo vendido expressivos 46% dos R$ 501 milhões de seus empreendimentos lançados no 2T21. No geral, as vendas sobre a oferta do trimestre alcançaram 26,9% (alta de 5,9 pontos percentuais ante o trimestre anterior), levando ao seu maior número de vendas líquidas (alta de 401% na comparação anual no trimestre).

Já as vendas de estoque pronto perderam fôlego e atingiram R$ 47 milhões no trimestre (queda de 24% ante o trimestre imediatamente anterior), ainda respondendo por 24% da base de estoque em aberto no final do primeiro trimestre.

O Itaú BBA viu o dado da Moura Dubeux como positivo, devido a bons resultados operacionais, com fortes vendas e mais um trimestre de geração de fluxo de caixa, apesar das compras de terrenos.

O Credit avaliou os resultados da Moura Dubeux também como bons. Para atingir a estimativa de lançamentos do Credit para 2021, de R$ 1,3 bilhão, a empresa ainda precisa lançar R$ 708 milhões em empreendimentos, algo que o banco avalia como possível devido à perspectiva melhor para a pandemia no Brasil. O banco reitera recomendação outperform.

Para o BBI, a Moura Dubeux deu uma importante demonstração de força na sua capacidade de lançamento. Tendo em vista que os lançamentos do primeiro trimestre ficaram abaixo de R$ 90 milhões, a empresa já está na metade do ano com um
lançamento de 39% da expectativa do banco para 2021 (R$ 1,52 bilhão em VGV). Mesmo assim, a Moura Dubeux foi muito mais rápida para voltar à ação do que suas contrapartes de São Paulo, ainda tropeçando no gargalo de licenciamento da cidade, apontam os analistas.

“Com os quatro condomínios lançados no trimestre, vemos espaço para que a margem bruta do segundo trimestre de 2021 supere nossa estimativa (31% da estimativa do BBI no segundo trimestre de 2021)”, ressaltam. A recomendação para ação é outperform com preço-alvo de R$ 16.

A Melnick lançou apenas um empreendimento, de R$ 98 milhões em VGV, caindo 60% na base anual e 71% na trimestral.

Já as vendas líquidas atingiram R$ 140 milhões (queda de 43% na comparação com igual período de 2020 e alta de 15% na comparação trimestral), o que levou a um VSO de 14% (versus 12% no trimestre anterior). Por fim, a Melnick entregou um projeto com VGV de R$90 milhões.

“Embora esperamos algum impacto no curto prazo, mantemos nossa visão positiva para as ações no longo prazo e mantemos nossa recomendação de compra e preço-alvo de R$ 9 por ação”, aponta a XP.

Já o BBA avaliou os dados preliminares da Melnick como neutros, em que um resultado “razoável” de vendas foi ofuscado por volume lento de lançamentos e aumento nos cancelamentos de vendas.

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Ação do Mater Dei salta 6% após compra de rede de hospitais; Vale segue em alta, enquanto petroleiras viram para queda

Mater Dei (Foto: Divulgação)

SÃO PAULO – Com os mercados à espera pela divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve, que deve dar novos sinais sobre o movimento de aperto monetário nos Estados Unidos, investidores monitoram na Bolsa brasileira nesta quarta-feira (7) os fortes ganhos da Mater Dei (MATD3).

O Hospital Mater Dei anunciou que seu Conselho de Administração aprovou a compra do Grupo Porto Dias, maior rede de hospitais da região Norte do país, em uma transação que envolve R$ 800 milhões, além da emissão de ações. Os papéis MATD3 apresentavam ganhos de 6,14% por volta das 10h30.

O movimento positivo também era visto no restante do índice. Companhias voltadas à reabertura econômica, como aéreas e educacionais, que recuaram na véspera, em meio ao avanço da variante delta do coronavírus no Brasil e com maiores incertezas sobre a recuperação econômica global, apresentavam altas nesta manhã. Os papéis da Gol ([GOLL4]) tinham alta de 0,7% por volta das 10h15, enquanto os da Cogna subiam perto de 0,5%.

Já a Ânima Educação (ANIM3), que abriu o pregão em alta após anunciar a aquisição de participação de 55,78% na edtech Gama Academy por R$ 33,8 milhões, operava perto da estabilidade, entre perdas e ganhos por volta das 10h15.

Nas commodities, a Petrobras (PETR3;PETR4) apresentava alta de até 1,5% em uma sessão de recuperação após a forte baixa da véspera e em um dia que apontava para ser de recuperação para o petróleo. Contudo, os papéis amenizaram os ganhos, com PETR4 em alta de cerca de 0,7% e PETR3 praticamente estável. Já as ações da PetroRio (PRIO3), após avançarem cerca de 2%, passaram a ter queda de 1%. O movimento coincidiu também com a virada do petróleo, que passou a ter leves perdas com as incertezas sobre a oferta da Opep+ predominando.

Na segunda-feira, os ministros da Opep+, que inclui a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Rússia e outros produtores, abandonaram conversas após não conseguirem serem bem-sucedidos nas negociações entre a Arábia Saudita, maior produtor da Opep, e os Emirados Árabes Unidos. Inicialmente, o petróleo obteve fortes altas nos fins das negociações, porém os preços recuaram, pois os traders se concentraram na possibilidade de alguns produtores “abrirem as torneiras” e começarem a exportar mais barris.

Já a Vale (VALE3), uma das poucas ações a subirem na véspera, segue em alta com a continuidade da variação positiva da cotação do minério.

Confira os principais destaques desta quarta-feira (7):

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A sessão desta quarta-feira marca o leilão da InfraCo da Oi, o último dos grandes ativos colocados à venda pela companhia. Apenas uma proposta – a dos fundos do BTG Pactual em conjunto com a Globenet Cabos Submarinos – teria sido apresentada.

“O leilão da InfraCo não deve ter novidade. A chance é quase zero de o BTG tirar a oferta. Se houver alguma surpresa, é mais provável que seja positiva, de aparecer um forasteiro, como uma Digital Colony, mas é uma chance muito baixa”, destacou no mês passado ao InfoMoney Luiz Guerra, CIO da Logos Capital.

A ideia inicial era leiloar 51% da InfraCo, mas a Oi aceitou a proposta revisada do BTG para vender 57,9% da InfraCo, por R$ 12,9 bilhões. Veja mais clicando aqui e aqui.

A Ambipar anunciou uma nova aquisição: a companhia informou na noite da véspera que comprou integralmente a Swat Consulting Inc., por meio de sua controlada indireta Ambipar Holding USA. A empresa faturou US$ 7,5 milhões em 2020.

A Petrobras informou na terça que vai promover um aumento de 7% nos preços de venda de gás natural para as distribuidoras a partir de 1º de agosto. A empresa cita a valorização do petróleo no segundo trimestre deste ano. Os reajustes da companhia são realizados trimestralmente, com variações que decorrem da aplicação de fórmulas negociadas nos contratos de fornecimento.

Na véspera, as ações da Petrobras fecharam em queda de mais de 3%. No radar da companhia, estão a pressão dos caminhoneiros para que empresa reveja aumentos de combustíveis anunciados na segunda-feira e a visão de que o ajuste foi insuficiente para fechar o gap ante valores no mercado internacional.

A terça foi de forte volatilidade para os mercados de petróleo, com os futuros de commodity revertendo alta com preocupações de que o fracasso da Opep+ em ratificar um acordo pode levar os produtores a perderem a disciplina na oferta diante do aumento da demanda.

Mesmo com o reajuste recente da petrolífera, o Bradesco BBI vê os preços da gasolina e do diesel com um desconto de 9% e 4%, respectivamente, em relação aos preços internacionais, segundo o analista Vicente Falanga.

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A companhia ainda informou nesta quarta-feira que recebeu indicações de candidatos para o Conselho de Administração, caso adotado o procedimento de voto múltiplo para eleição na próxima assembleia geral extraordinária, a ser oportunamente convocada.

Os nomes indicados pelas gestoras Absolute Gestão de Investimentos, Moat Capital Gestão de Recursos e Banco Clássico são: José João Abdalla Filho; Marcelo Gasparino da Silva; e Pedro Rodrigues Galvão de Medeiros.

O anúncio ocorre após a efetivação da renúncia de Gasparino ao cargo de conselheiro. Representante dos minoritários, ele anunciou em abril que deixaria o posto para provocar nova eleição, alegando problemas nos procedimentos da assembleia que o elegeu.

Vale (VALE3) e siderúrgicas

Os contratos futuros do aço negociados na China dispararam nesta quarta-feira, com o vergalhão para construção e as bobinas laminadas a quente fechando em alta de mais de 3%, impulsionados por expectativas de cortes de produção.

“Recentemente, a antecipação da redução de produção de aço voltou à tona”, disse a SinoSteel Futures em nota, acrescentando que alguns governos locais emitiram documentos relacionados ao tema, embora detalhes ainda não tenham sido divulgados.

Já a referência do minério de ferro, para entrega em setembro, recuperou-se de perdas registradas na parte matutina da sessão e fechou em alta de 1%, a 1.244 iuanes por tonelada.

No radar da Vale, a companhia apresentou recurso na Justiça do Trabalho contra a decisão que fixou indenização de R$ 1 milhão por danos morais para cada empregado da mineradora que morreu na tragédia de Brumadinho, em Minas Gerais.

A sentença de primeira instância, publicada no início do mês passado, contemplou 131 funcionários. A mineradora alega, no entanto, que o valor é “absurdo” e “exorbitante” e que é “astronômico” o total de R$150 milhões arbitrado na decisão. Veja mais clicando aqui. 

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A Méliuz espera precificar em 15 de julho uma oferta bilionária de ações, com esforços restritos, segundo fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta quarta-feira.

A operação consiste na distribuição primária de 7.500.000 papéis e secundária de inicialmente 6.010.645 ações, sendo os acionistas vendedores Ofli Campos Guimarães e fundos da Endeavor Catalyst e da Monashees Capital.

A oferta secundária poderá ser elevada em até 50% para atender eventual excesso de demanda. BTG Pactual, Itaú BBA, Morgan Stanley e UBS BB são os coordenadores da oferta.

Com base no preço de fechamento da ação na terça-feira, de R$ 55,44, a oferta alcança R$ 1,1 bilhão, considerando a colocação da totalidade das ações adicionais.

Os recursos com a oferta primária serão usados para ampliar a participação da companhia em marketplace e serviços financeiros, além de potenciais aquisições de empresas consideradas estratégicas.

A companhia de alimentos BRF anunciou o investimento de US$ 2,5 milhões na startup israelense Aleph Farms, e quer produzir carne cultivada a partir de células bovinas não geneticamente modificadas em 2024, disse à Reuters um executivo da empresa.

A produção deste tipo de carne começa com a obtenção de células de alta qualidade de animais, porém sem o abate. As células são cultivadas fora do corpo do animal com o fornecimento de nutrientes e ambiente propício para seu desenvolvimento.

Ainda em fase de testes, a proteína poderá chegar ao mercado brasileiro na forma de hambúrguer, almôndegas, embutidos como salsicha ou steaks.

O investimento fez parte da segunda rodada de captações da startup israelense que levantou US$ 105 milhões entre diversas companhias pelo mundo.

Somando os aportes obtidos na primeira rodada, o montante obtido chega a US$ 118 milhões.

De acordo com comunicado da BRF, os recursos obtidos pela Aleph serão aplicados para executar planos de comercialização de carne cultivada em larga escala global e expansão do portfólio. “Estudos realizados com base na metodologia de Análise do Ciclo de Vida apontam que a produção de carne cultivada tem potencial para reduzir significativamente a emissão de gases do evento estufa, além de diminuir o uso de terras para criação de animais em mais de 90% e o uso de água em até 50%.”

Mater Dei (MATD3)

O Hospital Mater Dei informou na terça-feira que seu conselho de administração aprovou compra do Grupo Porto Dias, maior rede de hospitais da região Norte do país, em uma transação que envolve R$ 800 milhões, além da emissão de ações. O acordo foi acertado sobre uma participação de 70% do Grupo Porto Dias e a Mater Dei vai emitir 27,27 milhões de papéis como parte do pagamento, cerca de 7,1% do capital social total da companhia.

O banco ressalta que o ativo tem, no momento, 388 leitos em operação, e que deve atingir 592 em 2022. O Mater Dei tem atualmente 624 leitos, e as previsões para fusões e aquisições feitas pelo Itaú são de 300 camas em 2022. O Itaú BBA mantém avaliação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado), e preço-alvo de R$ 22 para o papel.

A Hapvida anunciou nesta quarta-feira acordos para duas aquisições nas regiões Sudeste e Nordeste do Brasil no total de R$ 475 milhões, seguindo sua estratégia de expansão e consolidação nacional e aumento da verticalização.

Em São Paulo, a companhia assinou proposta vinculante para a compra de até 100% do grupo Grupo HB Saúde de São José do Rio Preto por R$ 450 milhões – considerando a totalidade das ações.

Na Bahia, a subsidiária Ultra Som Serviços Médicos assinou contrato para a aquisição do Hospital Dia Cetro em Alagoinha por 25 milhões de reais, em operação que inclui o imóvel com terreno.

O Bradesco BBI iniciou a cobertura da Locaweb com recomendação outperform e preço-alvo de R$ 37 para 2022, ou potencial de valorização de 46% em relação ao fechamento da terça-feira.

A empresa oferece serviços de tecnologia de internet, focada em pequenas e médias empresas. O banco diz ver espaço para valorização devido à penetração relativamente pequena do mercado, amplo leque de produtos com vantagens competitivas, e espaço para aquisições.

O Bradesco ressalta que nos últimos 18 meses a empresa fez cerca de 10 aquisições. O banco avalia que atores globais mesmo setor registram crescimento e monetização de clientes, e afirma que a Locaweb pode estar nos estágios iniciais do setor no Brasil, com espaço para expansão e melhora da monetização nos próximos anos.

O banco ressalta que, entre 2018 e 2020, a empresa obteve uma taxa anual de crescimento composta de 25% em sua receita.

A agência de classificação de risco Standard and Poor’s Global Ratings elevou o rating da Companhia na Escala Nacional Brasil da Even de brAA para brAA+, com perspectiva positiva.

A companhia de alimentos Minerva Foods, maior exportadora de carne bovina da América do Sul, lançou e concluiu na quarta-feira, por meio de sua subsidiária em Luxemburgo, a precificação de títulos de dívida no valor total de US$ 400 milhões, informou a empresa em comunicado ao mercado.

Segundo a Minerva, os “bonds” têm taxa de juros de 4,375% ao ano e vencimento em 2031 adicionais, originalmente emitidos em março deste ano. “A emissão das Notas Adicionais faz parte do processo de ‘liability management’ da Minerva, cujo objetivo é o de alongar o perfil dívida da companhia e reduzir o custo da estrutura de capital”, afirmou a empresa.

Os recursos, de acordo com a Minerva, serão utilizados no pagamento antecipado de dívidas da companhia e em usos gerais. A operação recebeu classificação de risco em moeda estrangeira “BB” pelas agências S&P e Fitch Ratings.

(com Reuters, Bloomberg e Estadão Conteúdo)

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Prejuízo de R$ 138 milhões da C&A, lucro de R$ 961 milhões da CPFL e mais 12 resultados

(Shutterstock)

SÃO PAULO – Depois de uma sessão de alta da Bolsa, esta quinta-feira (13) foi agitada por uma bateria de mais de 30 resultados divulgados após o fechamento da B3. Fora os números de Petrobras (PETR3; PETR4), Magazine Luiza (MGLU3), Lojas Renner (LREN3), Cyrela (CYRE3) e CCR (CCRO3) ainda saíram diversos balanços de empresas cujas ações fazem parte do Ibovespa, o principal benchmark do mercado brasileiro.

Confira os principais resultados desta quinta:

No setor de educação, a Anima registrou um lucro líquido de R$ 56,3 milhões no primeiro trimestre de 2021, o que representa um crescimento de 28,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) da empresa totalizou R$ 146,5 milhões, em uma expansão de 23,9% na mesma base de comparação. Já a receita líquida atingiu R$ 416 milhões, em incremento de 22,8%.

BR Malls (BRML3)

O lucro da administradora de shopping centers BR Malls foi de R$ 76,02 milhões no primeiro trimestre de 2021, em uma contração de 41,5% ante o mesmo período do ano anterior. Ao mesmo tempo, o Ebitda da empresa chegou a R$ 171,12 milhões, o que representa uma queda de 17,2% na comparação anual. A receita líquida de R$ 241,1 milhões foi uma baixa de 18,5% nessa mesma base.

C&A Modas (CEAB3)

Rede de lojas varejista de vestuário, a C&A teve um prejuízo líquido de R$ 138,5 milhões no primeiro trimestre de 2021, perda que foi três vezes maior que o prejuízo de R$ 55,4 milhões registrado nos primeiros três meses de 2020. O Ebitda ajustado da companhia foi negativo em R$ 133,8 milhões, depois da empresa ter reportado um Ebitda positivo de R$ 4,2 milhões no mesmo período do ano passado. A receita líquida da C&A totalizou R$ 776,1 milhões, o que representa uma queda de 20,6% na comparação anual.

A companhia de energia elétrica CPFL teve lucro líquido de R$ 961 milhões no primeiro trimestre de 2021, número 6,3% maior que o registrado no mesmo período do ano passado. Já o Ebitda da companhia foi de R$ 1,966 bilhão, valor 15,9% superior ao do primeiro trimestre de 2020. A receita líquida, por sua vez, totalizou R$ 8,288 bilhões, em uma expansão de 13,8% na comparação anual.

Ecorodovias (ECOR3)

Concessionária de rodovias, a Ecorodovias teve um lucro líquido de 88 milhões no primeiro trimestre de 2021, valor 11,9% menor que o do mesmo período do ano passado. O Ebitda da empresa somou R$ 575,4 milhões, em crescimento de 8,5% ante o primeiro trimestre de 2020. A receita líquida, por sua vez, atingiu R$ 836,3 milhões, o que corresponde a um avanço de 8,9% na base anual.

A construtora/incorporadora Eztec reportou um lucro líquido de R$ 72,9 milhões, o que representa uma queda de 6% em comparação com os números do primeiro trimestre de 2020. O Ebitda somou R$ 38,9 milhões, em uma retração de 28% sobre o mesmo período do ano passado. Por fim, a receita líquida atingiu R$ 194,97 milhões, um resultado que corresponde a uma queda de 22% na base anual de comparação.

Na construção/incorporação, a Even teve lucro líquido de R$ 83,6 milhões, Ebitda de R$ 111,46 milhões e receita líquida de R$ 683,38 milhões, em crescimentos de 130%, 87,5% e 68% respectivamente na comparação com o primeiro trimestre de 2020.

Grupo Mateus (GMAT3)

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A rede varejista Grupo Mateus reportou um lucro líquido de R$ 157 milhões no primeiro trimestre deste ano, em um crescimento de 53,9% em relação ao mesmo período do ano passado. O Ebitda foi de R$ 220 milhões, em avanço de 41,6% e a receita líquida somou R$ 3,362 bilhões, o que representa uma expansão de 39,6% sobre os primeiros três meses de 2020.

Mais uma construtora e incorporadora, a Lavvi teve um lucro líquido de R$ 17,05 milhões, o que equivale a um crescimento de 89% ante o mesmo período do ano passado. A receita líquida da empresa totalizou R$ 90,43 milhões, em expansão de 113% na base anual de comparação.

No setor de distribuição de energia elétrica, a Light registrou prejuízo líquido de R$ 40,83 milhões, nos primeiros três meses deste ano depois de ter lucrado R$ 166,7 milhões no primeiro trimestre de 2020. O Ebitda da empresa foi de R$ 419,8 milhões, em uma retração de 9,9% na base anual. A receita líquida bateu R$ 3,51 bilhões, crescendo 21,2% na comparação anual.

Especializada em implementos rodoviários, a Randon somou lucro líquido de R$ 134,1 milhões, o que corresponde a um crescimento de 4378,3% sobre o mesmo período do ano passado. O Ebitda ajustado foi de R$ 334,07 milhões, em alta de 122,7% na comparação anual e a receita líquida bateu R$ 1,913 bilhão, o que representa um aumento de 63,8% na mesma base de comparação.

Atuando no ramo de logística, a Rumo teve um lucro de R$ 175 milhões no primeiro trimestre de 2021, revertendo um prejuízo de R$ 274 milhões no mesmo período do ano passado. O Ebitda da empresa totalizou R$ 832 milhões, um crescimento de 44,2% na comparação anual. Já a receita líquida da companhia somou R$ 1,746 bilhão, o que representa um incremento de 22,6% ante os primeiros três meses de 2020.

A Sanepar teve um lucro líquido de R$ 246,5 milhões no primeiro trimestre de 2021, valor que representa uma queda de 3,7% em relação ao mesmo período do ano passado. O Ebitda somou R$ 522,7 milhões, em crescimento de 0,3% na base anual de comparação. A receita líquida totalizou R$ 1,226 bilhão, o que corresponde a uma queda de 1,6% ano a ano.

A incorporadora Tecnisa teve prejuízo líquido de R$ 26 milhões no primeiro trimestre de 2021, uma melhora de 55% em relação ao prejuízo líquido de R$ 58 milhões no primeiro trimestre de 2020. O Ebitda foi negativo em R$ 10,56 milhões, ante R$ 50,58 milhões de perda no mesmo período do ano passado. A Receita Líquida totalizou R$ 33 milhões no período, em redução de 26% em relação aos primeiros três meses de 2020.

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Revisão tarifária da Sabesp, decreto formaliza Eletrobras em programa de desestatização, dados prévios de Even e Aura e mais

(Divulgação/Sabesp)

SÃO PAULO – O noticiário corporativo é movimentado nesta sexta-feira, com a repercussão sobre a revisão tarifária da Sabesp, decreto formalizando a inclusão da Eletrobras em programa de desestatização, prévias operacionais de Azul, Even e Aura Minerals, a precificação das ações da Allied, entre outros destaques. Confira no que ficar de olho.

A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) divulgou nota da revisão tarifária final da Sabesp em 2021, aprovando um aumento tarifário de 7,6% para segmento residencial (em linha com a estimativas do Credit Suisse) e propondo também uma mudança na estrutura tarifária a partir de 2022. Portanto, melhor do que a proposta enviada em fevereiro, na visão do Credit Suisse.

A revisão, apontam os analistas do Credit, implicou em uma  base de ativos regulatórios (RAB) superior ao esperado, de R$ 55,8 bilhões para o início de 2021, incluindo: (i) R$ 3,2 bilhões de investimentos não incluídos inicialmente em revisões tarifárias anteriores; (ii) estimativas para Santo André e Mauá (que não estavam no proposta), mas que foram compensados por (iii) maior taxa de depreciação de 3,3% (2,5% anteriormente); e (iv) estimativas iniciais inferiores de RAB (R$ 50,4 bilhões versus R$ 51,9 bilhões anteriormente). Custos totais chegam a R $ 7,77 bilhões (em linha com a proposta, mas 8% abaixo das estimativas do banco.

Os volumes indicam uma taxa de crescimento media de 2,2% em comparação com a estimativa do banco de crescimento de 2,1% para 2021. Além disso, o regulador tem como meta um intervalo de receita exigida de 2021-2024 que deve reduzir os riscos de implementação das tarifas.

A nova estrutura tarifária inclui componentes fixos e variáveis, tabelas de tarifas iguais para diferentes regiões onde
a Sabesp presta serviços, incentivos para tratamento (tarifa de tratamento de esgoto) e reajustes tarifários reais de 2022 a 2024.

“Foi um bom resultado, com o RAB final da revisão tarifária melhor do que nossas estimativas, apesar de várias mudanças (uma avaliação inicial inferior, mas corrigindo as baixas de ciclos anteriores e incluindo novos municípios na revisão do ciclo. O aumento tarifário para 2021 está em linha com as estimativas, mas a nova estrutura tarifária implica maior Ebitda  no final do ciclo (2024) se totalmente implementado. Nós mantemos nossa recomendação outperform”, apontam os analistas do Credit, que possuem preço-alvo de R$ 60,90 para os ativos e esperam reação positiva aos resultados da revisão.

A Eletrobras informou nesta sexta-feira que foi editado o decreto 10.670/2021 que dispõe sobre a qualificação da companhia no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) e a sua inclusão no Programa Nacional de Desestatização (PND). Com isso, poderão ser iniciados estudos necessários à estruturação do processo de capitalização da companhia.

Em meados do mês passado, o governo havia informado a Eletrobras sobre sua inclusão no PND.

O decreto foi publicado em momento em que a escalada nas tarifas de energia impacta debate no Congresso Nacional sobre privatização da Eletrobras.

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A companhia área Azul  divulgou os resultados preliminares do tráfego de março, quando houve uma melhora na comparação com igual mês de 2020. Já os dados do primeiro trimestre mostram uma queda.

Em março, o tráfego de passageiros doméstico medido pelo RPK (indicador que mede passageiros por quilômetro transportados) aumentou 11,2% na comparação com março de 2020. Já o ASK, que mede a oferta em assentos por quilômetro, subiu 15,4% no mesmo período, e a taxa de ocupação ficou em 71,7% – ante 74,4% em março de 2020.

No trimestre, o RPK caiu 7,3% na comparação com os três primeiros meses de 2020 e o ASK recuou 2,4%. A taxa de ocupação caiu 4,1 pontos percentuais, para 76,8%.

Segundo comunicado da companhia, a capacidade da empresa foi ajustada em março devido à segunda onda da Covid-19.

“Embora a demanda tenha sido impactada pelas medidas de quarentena implementadas em todo o país, a força e a conectividade de nossa malha, em conjunto com a flexibilidade da nossa frota, resultaram em um crescimento de 11% da demanda doméstica em comparação com março de 2020”, disse, em nota, John Rodgerson, CEO da Azul, reforçando que os próximos meses serão desafiadores.

Os recuos são mais intensos quando se olha o tráfego internacional, já que ainda há uma série de restrições para as viagens internacionais.

O RPK e o ASK de março caíram, respectivamente, 89,3% e 87%. A taxa de ocupação ficou em 57,3%, ante 69,8% em março de 2020. No trimestre, as quedas foram de 90,4% (RPK) e 88,3% (ASK). A taxa de ocupação passou de 81,2% no primeiro trimestre de 2020 para 66,4% no primeiro trimestre de 2021.

Kepler Weber (KEPL3)

A empresa especializada em armazenagem de produtos agrícolas Kepler Weber irá realizar em 16 de abril o pagamento de R$ 25,4 milhões em dividendos.

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Desse total, R$ 9,2 milhões são referentes a dividendos mínimos obrigatórios referente ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2020. O montante equivale a R$ 0,3483180 por ação ordinária.

Já a parcela de R$ 16,2 milhões (R$ 0,61710248 por ação ordinária) será pago a título de dividendo adicional, conforme Assembleia Geral Ordinária (AGO) do dia 30 de março de 2021.

As ações estão sendo negociadas “ex-dividendos” desde o dia 31 de março.

A SLC Agrícola comunicou que arrendou da Agrícola Xingu S.A. uma área de 39.034 hectares para a exploração do plantio de grãos e algodão. Essa área está localizada entre os municípios de Correntina (BA) e Unaí (MG). O valor do arrendamento não foi informado.

As áreas arrendadas seguem a estratégia de expansão da companhia em terras maduras, com alto potencial produtivo e atendendo aos requisitos de adequação ambiental”, segundo fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na noite desta quinta-feira.

O prazo do arrendamento é de 15 anos para a área localizada na Bahia e de dez anos para a propriedade em Minas Gerais.

Localiza (RENT3)

A empresa de locação de automóveis e gestão de frotas Localiza comunicou a conclusão da oferta de emissão de R$ 1,2 bilhão em debêntures simples e não conversíveis em ações. Os papéis vencem em 15 de março de 2031.

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Ao todo são 1,2 milhão de debêntures com valor de face de R$ 1 mil. Os fundos de investimentos foram os maiores compradores, respondendo por 62,6% da oferta. As pessoas físicas ficaram com 18,2%.

Neoenergia (NEOE3)

A Companhia de Energética de Pernambuco (Celpe), controlada pelo Grupo Neoenergia, infomrou que irá realizar o pagamento de R$ 109,5 milhões em dividendos referente ao exercício de 2020.

O valor equivale a R$ 1,4656306654 por ação ordinária, R$ 1,4656306654 por preferencial classe A e R$ 1,6121937319 por preferencial classe B.

O pagamento será realizado até 31 de dezembro de 2021, sem atualização monetária, com base na posição acionária de 8 de abril. A partir de 9 de abril, as ações serão negociadas sem esse direito.

Já a Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba), também do Grupo Neoenergia, aprovou o pagamento de dividendos no valor de R$ 23,1 milhões). O pagamento irá ocorrer até o dia 31 de dezembro, sem atualização monetária.

Esse montante equivale a R$ 0,0854355202 por ação ordinária, R$ 0,0854355202 por ação preferencial classe A e R$ 0,0939790722 por preferencial da classe B, segundo definido em Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária (AGO e AGE).

O pagamento será feito com base na posição acionária do dia 8 de abril.

Banco do Brasil (BBAS3)

O Banco do Brasil reiterou no final da quinta-feira que avalia constantemente suas participações no segmento de meios de pagamento e que a abertura de capital da Elo continua em estudo ainda não conclusivo.

Na véspera, a Reuters noticiou que a bandeira de cartões, que tem como acionistas Bradesco (BBDC4), Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, escolheu seis bancos para coordenar uma oferta inicial de ações, segundo quatro fontes familiarizadas com o assunto.

A Elo escolheu Morgan Stanley, Goldman Sachs e JPMorgan como os principais coordenadores do IPO, além das unidades de banco de investimentos de seus próprios sócios. “O BB avalia constantemente suas participações no segmento de meios de pagamento, visando identificar oportunidades e alternativas que contribuam com sua estratégia corporativa e que agreguem valor aos seus acionistas”, afirmou o banco.

A empresa de concessões na área de transportes CCR irá realizar no dia 30 de abril o pagamento de dividendos obrigatórios e adicionais no valor total de R$ 181,5 milhões (R$ 0,08984205744 por ação ordinária).

Para esse pagamento, será utilizada a base acionária do dia 8 de abril. Portanto, a partir do dia 9, as ações serão negociadas “ex dividendos”.

A construtora Even divulgou os dados operacionais do primeiro trimestre do ano, em que realizou o lançamento de sete empreendimentos imobiliários, sendo três em São Paulo e quatro no Rio Grande do Sul.

Esses empreendimentos somam um valor geral de vendas (VGV) de R$ 902,6 milhões, sendo que a parte que cabe à Even é de R$ 715,6 milhões. O VGV é o valor potencial de venda de todas as unidades de um empreendimento.

Já as vendas líquidas da Even medidas pelo VSO (venda sobre oferta, que é o indicador que analisa a oferta de unidades em relação ao que foi comercializado) totalizaram R$ 587 milhões, sendo que R$ 412 milhões foram de lançamento e R$ 175 milhões de unidades em estoque.

Já os distratos, quando o comprador desiste da aquisição somaram 8,6% das vendas brutas no primeiro trimestre, ante os 21,8% registrados nos primeiros três meses de 2020.

Aura Minerals (AURA33)

A Aura Minerals, que opera minas de ouro, prata e cobre em Honduras, Brasil e México, anunciou sua prévia operacional referente ao primeiro trimestre do ano.

Nesse período, a companhia atingiu a produção de 66.782 onças equivalentes de ouro (GEO), uma alta de 68% na comparação com os primeiros três meses de 2020. Esse montante é o segundo maior já registrado pela companhia em um único trimestre – o maior são os 68.964 GEO reportados no quarto trimestre.

Em nota, a companhia informou ainda que a mina de Aranzazu, localizada no México, com produção de 100 mil toneladas em março, já está próxima da capacidade total. Além disso, espera que a produção atinja níveis mais elevados em outra mina, a de Ernesto, no estado do Mato Grosso. Isso deve ocorrer nos terceiro e quarto trimestres.

O Credit Suisse avalia que os números foram um pouco abaixo das projeções do banco, mas sinalizam que a empresa está caminhando na direção certa e que deve conseguir entregar o guidance de 250 mil a 290 mil GEO em 2021, uma vez que  produção anualizada está em torno de 267 mil GEO.

O próximo ponto de alta da produção parece ser o avanço em Gold Road, finalização da expansão de Aranzazu, além de Ernesto/Pau-a-Pique no segundo semestre. Os analistas seguem com recomendação outperform para os BDRs, vendo o papel como um case de crescimento e dividendo, com um valuation atrativo.

A Petrobras informou que acionistas que possuem, em conjunto, mais de 5% de ações ordinárias da companhia solicitaram a adoção do sistema de voto múltiplo na eleição de oito membros ao Conselho de Administração. Esse pleito irá ocorrer no dia 12 de abril em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) em ambiente digital.

No mesmo comunicado, a estatal informou que o boletim de voto à distância (BVD) divulgado aos acionistas para a AGE já contempla a hipótese de adoção do processo do voto múltiplo e os BVDs devidamente preenchidos e enviados através dos canais disponíveis terão seus votos computados na eleição para o conselho.

A Hypera estima lucro líquido das operações continuadas ao redor de R$ 1,55 bilhão em 2021, de acordo com projeções da empresa farmacêutica divulgadas nesta sexta-feira à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Para o Ebitda ajustado das operações continuadas, a projeção da companhia é de R$ 2 bilhões neste ano, quando a receita é calculada em R$ 5,9 bilhões.

A Telefônica Brasil, que opera no país sob a marca Vivo, informou nesta quinta-feira que fechou acordo vinculante com a CDF, marketplace de assistência residencial e tecnológica.

Em comunicado, a operadora de telecomunicações afirma que a extensão da parceria com a CDF a permite ampliar a oferta de suporte tecnológico residencial, incluindo configuração de rede wifi e instalação e configuração de dispositivos inteligentes.

Pelo acertado, a Vivo terá o direito de comprar uma fatia minoritária da CDF, dependendo do atingimento de algumas metas. A operação está em negociação por até 120 dias. A CDF pediu no mês passado registro para realizar sua oferta inicial de ações (IPO).

Allied (ALLD3)

Depois de adiar a precificação da oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) e reduzir o volume da operação, a Allied precificou as suas ações no IPO, que chegarão à Bolsa a R$ 18 cada. Com as 10 milhões de ações primárias e 476,20 mil papéis secundários, a oferta movimenta R$ 188,57 milhões.

As ações estrearão na Bolsa no dia 12 de abril.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Prévias operacionais de incorporadoras mostram forte 4º trimestre; veja os nomes que mais animam analistas no setor

SÃO PAULO – Depois de um primeiro semestre desafiador por conta da pandemia de coronavírus e das medidas de isolamento social realizadas para conter o contágio da doença, as incorporadoras brasileiras mostraram números sólidos no terceiro trimestre e ao se observarem as prévias operacionais do quarto trimestre divulgadas nos últimos dias, o fim do ano consolidou esta recuperação.

Segundo Renan Manda, analista da XP Investimentos, a retomada do setor como um todo é forte e deve continuar principalmente se levarmos em consideração a velocidade de vendas dos lançamentos. “Logo após o pico da pandemia, uma incorporadora lançar um projeto e vender 50% ou 60% das unidades no primeiro mês é algo muito bom, até porque há sérias restrições a visitar estande, por exemplo”, explica. “Se tudo caminhar como está este ano será bem mais positivo do que 2020.”

A análise é parecida com a feita pelo time de análise do Banco Safra, para quem as baixas taxas de juros tornaram a compra de imóveis mais acessível no Brasil. Além disso, o nível reduzido da Selic (confirmada ontem em 2% ao ano após a reunião do Comitê de Política Monetária – Copom) tornaria ativos imobiliários mais atrativos na comparação com outros tipos de investimento.

Em relatório assinado pelos analistas Daniel Gasparete, Pedro Hajnal e Vanessa Quiroga, o Credit Suisse destaca os bons números das construtoras focadas nos imóveis para consumidores de média renda. “O segmento está vivendo o seu melhor momentum operacional em uma década impulsionado pelas taxas de hipotecas nas mínimas históricas”, avalia a equipe de análise do banco.

De acordo com o banco suíço, as empresas foram surpreendidas pelo repique na demanda, então os lançamentos de novos empreendimentos ficaram aquém das vendas nos primeiros nove meses de 2020 e agora estão se acelerando.

As principais companhias a se beneficiarem deste aumento na demanda pela população de renda média são, segundo o CS, Cyrela (CYRE3), Eztec (EZTC3), Even (EVEN3) e Moura Dubeux (MDNE3).

O Bank of America (BofA) também elaborou um relatório falando das prévias operacionais de construtoras e incorporadoras no Brasil, e destacou Cyrela como o destaque nos resultados por conta da aceleração tanto nos lançamentos para baixa quanto para média-alta renda. “A Cyrela é nossa top pick”, resumem a analista Nicole Inui.

No geral, contudo, o relatório do BofA enxerga uma tendência de desaceleração para alguns indicadores das prévias divulgadas até agora. “O aumento na demanda no terceiro trimestre de 2020 impulsionou a velocidade das vendas em média em 455 pontos-base nos segmentos de baixa e média-alta renda. No quarto trimestre, todavia, a velocidade das vendas se desacelerou, caindo 180 pontos-base abaixo dos níveis do ano anterior.”

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A opinião da analista é de que a menor velocidade de vendas pode ser atribuída à aceleração dos lançamentos para baixa renda, que cresceram a níveis recordes para algumas empresas enquanto os segmentos de média-alta renda estão demorando mais para retornar aos níveis pré-pandemia.

Os exemplos citados são os de Eztec e Even, que tiveram quedas de 59% e 42% respectivamente nos lançamentos em relação ao mesmo período do ano passado. “Os lançamentos da Cyrela foram uma exceção positiva, superando expectativas com um crescimento de 48% na comparação anual e de 32% na base trimestral para média-alta renda.”

Fora a Cyrela, que teve um crescimento de quatro vezes nos seus lançamentos para baixa renda, Nicole também destaca a Direcional (DIRR3), que registrou um avanço de 30% nos seus lançamentos para esta faixa de renda na comparação anual. A MRV (MRVE3), por outro lado, teve uma retração de 10% nos lançamentos sobre o nível de 2019 apesar da aceleração sobre o trimestre anterior.

Os analistas do Credit Suisse, embora reconheçam que as incorporadoras focadas em baixa renda estão quebrando recordes, têm perspectivas menos otimistas para o segmento.

Para o Credit, esse bom momentum operacional está ancorado em uma demanda ainda resiliente e em ganhos de market share (participação de mercado). Porém, os analistas enxergam um potencial de ganho mais tímido do lado operacional e provavelmente maior pressão por parte dos custos, o que deve prejudicar o resultado líquido trimestral.

Renan Manda, por sua vez, acredita que o segmento de baixa renda já teve um desempenho bastante diverso da média e alta renda principalmente na metade do ano passado, mas as perspectivas continuam otimistas para esse ano.

“As incorporadoras de baixa renda venderam como nunca em 2020 em parte porque a demanda é muito resiliente, também pelos subsídios e, por fim, por ser um mercado muito maior”, explica.

Manda argumenta que os últimos trimestres resultaram na consolidação das empresas dominantes do setor imobiliário como um todo.

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“O crédito disponível está com um custo baixo, a demanda continua se recuperando e as empresas estão se preparando para fazer frente a essa procura com lançamentos. Quem tem espaço no balanço para expandir suas operações vai largar bem na frente de agora em diante”, comenta.

A empresa favorita do analista da XP para 2021 é Eztec no segmento de alta renda. A avaliação é de que ela terá quase R$ 3 bilhões em lançamentos e sempre teve mais caixa do que dívida, tendo captado um volume relevante de recursos em 2019, o que se traduziu em espaço no balanço para investir. “É uma companhia bem concentrada em São Paulo, mercado que deve ter uma recuperação muito forte.”

Na baixa renda, por sua vez, a favorita de Manda é Tenda (TEND3). O analista afirma que não só a empresa tem registrado fortes volumes de venda como um aumento significativo na velocidade dessas vendas. “Isso abre espaço para continuar crescendo e expandindo as operações sem acumular estoque”, conclui.

Desafios

O Banco Safra enxerga como grande desafio para o setor daqui para frente enfrentar o aumento na inflação, algo que já incomoda executivos como Diego Villar, presidente da Moura Dubeux. Em entrevista ao InfoMoney, Villar disse que a máxima histórica na cotação do minério de ferro aumentou os custos da companhia por causa do aço usado nas construções.

De janeiro a novembro de 2020, conforme lembraram os analistas do Safra, os preços dos materiais de construção avançaram 17,7%, de acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), enquanto o índice que serve para reajustar os contratos de financiamento imobiliário subiu 8,7% no ano.

“Isso pode afetar especialmente as companhias voltadas ao segmento de baixa renda, que atuam sob um ambiente regulatório que limita a capacidade de repassar custos”, avaliam.

Para os analistas do Safra, também é preciso ter atenção a uma possível alta mais persistente nos preços de terrenos, o que pressionaria principalmente os segmentos de média e alta renda.

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“Nosso time destaca que as empresas do setor já levantaram mais de R$ 7 bilhões com ofertas de ações em 2019 e 2020 – e mais algumas devem ocorrer até 2022. Boa parte desses recursos, avalia nosso analista Luiz Peçanha, deve ser utilizada para a construção de um banco de terrenos com o objetivo de entregar crescimento”, escrevem os analistas.

A consequência disso é que empresas com terrenos insuficientes para os lançamentos projetados para os próximos anos encarariam dificuldades para atingir suas metas de lançamento. “Um risco também é a deterioração da rentabilidade dos projetos se a participação dos terrenos aumentar nos custos totais dos projetos”, apontam.

Confira abaixo o balanço de recomendações das maiores incorporadoras e construtoras do País segundo dados compilados pela Thomson Reuters

Empresa Ticker VGV no 4º tri (em R$) Recomendações de compra Recomendações neutras Recomendações de venda Preço-alvo médio Upside esperado
Cury CURY3 675 milhões 2 0 0 R$ 15,90 41,71%
Cyrela CYRE3 2,87 bilhões 8 2 0 R$ 28,40 9,40%
Direcional DIRR3 231 milhões 7 1 0 R$ 17,45 29,45%
Even EVEN3 675 milhões 5 4 0 R$ 14,06 29,59%
Eztec EZTC3 381 milhões 4 3 0 R$ 36,10 25,29%
Gafisa GFSA3 627,2 milhões 0 0 1 R$ 15,00 246,42%
Helbor HBOR3 433 milhões 3 0 0 R$ 17,67 82,73%
Lavvi LAVV3 497,5 milhões 2 0 0 R$ 13,20 60,78%
Melnick MELK3 115,2 milhões
Mitre MTRE3 463,7 milhões 3 0 0 R$ 18,08 14,14%
Moura Dubeux MDNE3 450,7 milhões 2 0 0 R$ 16,50 67,00%
MRV MRVE3 2,13 bilhões 4 5 0 R$ 20,50 8,07%
Plano & Plano PLPL3 538 milhões 3 0 0 R$ 13,07 95.37%
RNI RDNI3 240 milhões
Tenda TEND3 885,2 milhões 5 5 0 R$ 36,97 32,75%
Trisul* TRIS3 2 0 0 R$ 12,67 22,06%

*Ainda não divulgou prévia operacional relativa ao quarto trimestre de 2020

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Prévias operacionais de MRV, Even, Melnick e Mitre do 4º tri; MG espera avanço em negociação com a Vale e mais notícias

SÃO PAULO – O noticiário corporativo é movimentado, com destaque para as prévias operacionais do quarto trimestre de quatro construtoras e incorporadoras: MRV, Even, Melnick e Mitre.

Também chamando a atenção dos investidores, a estatal mineira Cemig informou que estuda abrir uma filial de sua unidade de comercialização de energia elétrica em São Paulo. A Simpar lançou uma captação de US$ 625 milhões em bônus no exterior ligados a temas de sustentabilidade, enquanto a Marfrig precificou emissão de 10 anos no valor de US$ 1,5 bilhão em bônus.

Já o governo de Minas Gerais disse que segue em negociações com a Vale sobre um eventual acordo global para reparação de danos pelo desastre de Brumadinho, após uma reunião entre as partes na última quinta. Confira os destaques:

A construtora MRV registrou alta das vendas, mas um recuo nos lançamentos do quarto trimestre, nos comparativos anuais, enquanto busca equilíbrio diante da forte atividade do setor imobiliário marcado pelos efeitos da pandemia da Covid-19.

A companhia anunciou que suas vendas de outubro a dezembro somaram R$ 2,06 bilhões, um salto de 49,1% ano a ano e de 4,7% na base sequencial, à medida que seguiu acelerando ao longo do ano, infladas pela crescente oferta de financiamento imobiliário com juros da economia em mínimas recordes.

No acumulado do ano, as vendas da companhia de R$ 7,72 bilhões foram 39,1% maiores do que em 2019.

Já os lançamentos da MRV no quarto trimestre somaram R$ 2,128 bilhões, avanço de 1,7% em relação ao trimestre imediatamente anterior, mas queda de 10,2% contra um ano antes.

Em 2020, os lançamentos da companhia chegaram a R$ 7,7 bilhões, montante 11,6% maior do que em 2019, mas menor do que o esperado pela própria empresa.

“Os lançamentos totais do ano ficaram abaixo do planejado pela companhia, fundamentalmente em função do impacto causado pela pandemia nos lançamentos, em especial no primeiro semestre”, afirmou a MRV.

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A empresa teve no quarto trimestre geração de caixa de R$ 175 milhões, alta de 8,5% sobre os três meses imediatamente anteriores e revertendo queima de cerca de R$ 34 milhões um ano antes.

A MRV informou ainda que seu conselho de administração aprovou distribuição de dividendo extraordinário de R$ 100 milhões, a serem pagos em 28 de janeiro.

O Credit Suisse comentou os lançamentos da MRV, afirmando que o volume de lançamentos permaneceu estável entre o terceiro e o quarto trimestres. Já o patamar de vendas classificou como “impressionante”.

O banco destacou que R$ 296 milhões das vendas se referem ao projeto Deering Groves, em Miami, da subsidiária AHS, destacando avaliar que esse fato será bem recebido pelo mercado, à medida que investidores estariam otimistas sobre as operações internacionais da empresa.

O banco também avalia a geração de caixa como “forte”. Apesar de afirmar ter uma visão positiva sobre as operações de multifinanciamento da MRV e modelos de negócios diferenciados, afirma que ainda não enxerga um gatilho claro para que a MRV amplie suas margens e entregue resultados mais fortes.  Assim, o banco mantém avaliação neutra para os papéis da MRV, com preço-alvo de R$ 21,50, frente os R$ 20,70 de fechamento da véspera.

Os lançamentos da Even caíram  42% no quarto trimestre de 2020 na base de comparação anual, passando de R$ 917 milhões para R$ 532 milhões, número este levando em conta os imóveis lançados em empreendimentos com parceiros.

Considerando a participação da Even nos projetos, o montante foi para R$ 482 milhões: foram lançados dois empreendimentos em São Paulo, com valor geral de vendas (VGV) totalizando R$ 444 milhões, e um no Rio Grande do Sul, com VGV de R$ 38 milhões. No ano passado, os lançamentos caíram 29% na comparação com 2019, totalizando R$ 1,56 bilhão.

A geração de caixa operacional foi de R$ 236 milhões nos últimos três meses do ano passado. Considerando a entrada de caixa da venda de ativos no Rio de Janeiro para o FII ERCR11, a Geração de Caixa do trimestre foi de R$ 467 milhões.

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O Credit Suisse classificou a geração de caixa da Even como forte, destacando que R$ 236 milhões vêm das operações da companhia, e outros R$ 231 milhões das vendas de estoques localizados no Rio de Janeiro a um fundo imobiliário.
O banco destacou que lançamentos e vendas tiveram resultados menos animadores. A empresa lançou três projetos no trimestre, dois em São Paulo, focando em um público de maior poder aquisitivo, e um para compradores de renda média, no Rio Grande do Sul.

O Credit afirma que o ritmo de lançamentos é fraco, mas diz esperar uma aceleração em 2021, projetando lançamentos no valor de R$ 2 bilhões. Mesmo com a queda nas vendas, o banco afirma que elas estão em um nível saudável.
Na avaliação do Credit, com a venda dos estoques ao fundo imobiliário, a Even poderá focar em São Paulo e no Rio Grande do Sul, afirma o banco. Isso deve se traduzir em métricas superiores.

O banco manteve avaliação em outperform (expectativa de valorização acima da média do mercado). E preço-alvo em R$ 17, frente os R$ 11,59 de fechamento da véspera.

O Itaú BBA afirmou que o destaque entre os resultados da Even foi a sua sólida geração de caixa, que deixa em segundo plano a queda nas vendas e nos lançamentos.

As vendas líquidas da Melnick foram de R$ 31 milhões no quarto trimestre de 2020, valor quatro vezes menor do que o valor apresentado no mesmo intervalo de 2019, de R$ 136 milhões. Já o indicador Venda Sobre Oferta (VSO) líquido foi de 5%.

A Melnick lançou apenas um empreendimento com VGV (Valor Geral de Vendas) bruto de R$ 115,2 milhões nos últimos três meses. O Supreme Altos do Central Park faz parte do segmento residencial. Com área útil de 12,3 mil m², o empreendimento possui 184 unidades com valor médio de R$ 480 mil.

A empresa entregou um empreendimento que corresponde a um VGV bruto de R$ 37,9 milhões.

A Melnick também informou ter comprado dois terrenos com valor potencial de vendas de R$ 250 milhões, além de concluir a aquisição do antigo Ginásio da Brigada, localizado em Porto Alegre, com VGV potencial de R$ 199 milhões.

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O Itaú BBA diz avaliar que os resultados da Melnick indicam um final de ano fraco, com parte das previsões de entrega sendo adiadas para 2021, e cancelamento de vendas.

A Mitre lançou R$ 463,7 milhões em VGV no quarto trimestre do ano passado, 46% maior frente igual período de 2019. Houve lançamento de 930 unidades,  47,4% acima do comparativo anual.

Três dos quatro empreendimentos são destinados ao público de renda média-alta, enquanto um é destinado ao público de renda média.

Em 2020, os lançamentos totalizaram R$ 920,1 milhões, alta de 30,4% ante 2019. O número de unidades cresceu 11,5% no período, para 1.857, com quatro empreendimentos de média renda e quatro empreendimentos de renda média-alta.

O Itaú BBA diz avaliar que a Mitre foi capaz de manter seu ritmo de vendas em um ritmo robusto, de 39,2% no quarto trimestre.

Yduqs (YDUQ3), Arco (NASDAQ: ARCE), Vasta (NASDAQ: VSTA), Ser (SEER3), Anima (ANIM3), Afya (NASDAQ: AFYA) e Cogna (COGN3)

O Bradesco BBI publicou seu relatório mensal sobre o setor de educação. O banco afirma que o ensino a distância deverá ser o principal destaque do setor em 2021, e diz esperar pressão em algumas áreas, especialmente preço.

Mas avalia que matrículas deverão se manter estáveis para o segmento presencial, após uma performance fraca. As bases de estudantes a distância, no entanto, devem continuar a aumentar para todas as empresas do setor.

Apesar de o movimento do mercado ter sido limitado em 2020, o banco diz esperar maior tração, à medida que as matrículas se intensificam para as divisões pós-secundárias. Mas diz avaliar que o ciclo de matrículas pode ser pouco usual, já que o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) foi atrasado devido à pandemia.

O BBI diz avaliar que as perspectivas para o ensino primário e secundário em termos de contratos anuais em 2021 são provavelmente decepcionantes, mas diz que continua otimista quanto à perspectiva de valorização do setor devido a sua perspectiva de longo prazo.

O Bradesco BBI ressalta que, em seus resultados para o quarto trimestre, a Arco divulgou a sua guidance (documento com perspectivas para o futuro da empresa) para valores contratados anuais em R$ 1,15 bilhão e R$ 1,2 bilhão em 2021, abaixo de sua estimativa de R$ 1,28 bilhão.

Mesmo assim, afirma que vê possibilidade de valorização a partir da guidance, já que ela considera uma recuperação conservadora após a evasão de alunos.

No caso da Vasta, a sua guidance preliminar para os valores contratados anuais ficou em R$ 835 milhões, frente estimativa do banco de R$ 894 milhões. Mas, como a guidance só incluía em seu cálculo contratos assinados até 20 de novembro, o valor real para 2021 deverá ser maior e mais próximo à estimativa, afirma o Bradesco.

O banco destaca que, nas últimas semanas, o noticiário mencionou possíveis acordos de Vasta e Arco com Eleva e com as divisões de ensino primário e secundário da Pearson. Esses poderiam ser movimentos positivos para consolidar o mercado.

Além disso, o banco recentemente elevou de neutra (expectativa de ganhos dentro da média do mercado) para outperform (expectativa de valorização acima da média do mercado) a avaliação dos papéis da Ser, devido a resultados acima do esperado para o ensino a distância, e uma razão “ainda atrativa” entre valor da empresa e lucro Ebitda, de seis vezes.

O Bradesco também elevou a avaliação da Anima para neutra, devido a sua performance em 2020 e à aquisição da Laureate.

No caso de Afya e Cogna, o banco manteve avaliação neutra, por avaliar que os resultados e anúncios recentes estão em linha com as expectativas.

O banco diz que mantém sua preferência pelos papéis da Yduqs devido a sua perspectiva positiva de crescimento com a expansão do ensino a distância, maturação dos cursos de medicina e uma razão entre valor da empresa e lucro Ebitda de oito vezes. O Bradesco afirmou preço-alvo para os papéis da Yduqs em 2021 em R$ 52, frente os R$ 35,30 de fechamento na quinta (14).

E também preferência para os papéis da Arco, com preço-alvo em 2021 em US$ 55 para os papéis negociados na Nasdaq, frente os US$ 37,41 negociados na quinta.

A estatal mineira Cemig informou nesta quinta-feira que estuda abrir uma filial de sua unidade de comercialização de energia elétrica em São Paulo, de olho no potencial local para negócios no chamado mercado livre de eletricidade.

A manifestação vem após um inquérito aberto pelo Ministério Público estadual (MPMG) neste ano para investigar um suposto plano da companhia controlada pelo governo de Minas Gerais de transferir sua sede. De acordo com informações do site do MPMG, as apurações miram “possíveis irregularidades praticadas pela diretoria da Cemig, que estaria com a pretensão de mudar sua sede para o Estado de São Paulo”.

A Cemig disse, em nota, que “é completamente infundada a informação de que estaria estudando a mudança de sede”. “Porém a empresa esclarece que estuda a possibilidade de ampliar seus canais de comercialização de energia elétrica no mercado nacional, principalmente no mercado livre, por meio da abertura de uma filial da comercializadora no estado de São Paulo”, acrescentou.

A Cemig tem uma unidade de comercialização de energia que é uma das líderes no mercado livre, onde grandes clientes como indústrias e centros comerciais podem negociar diretamente seu suprimento de eletricidade e preços com empresas do setor.

A maior parte de seus clientes no segmento, informa a empresa, tem sede em São Paulo, que também concentra a maior parte das comercializadoras de energia, com muitas delas abrigadas na região da Faria Lima. “A criação de uma filial de comercialização em São Paulo é prática corrente de mercado, pois grande parte dos comercializadores de energia e agentes de geração já estão sediados no estado, bem como a própria Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE)”, afirmou.

Os contratos de compra e venda de energia no mercado livre são registrados junto à CCEE, que também é responsável pelo monitoramento das transações no setor e pela contabilização e liquidação financeira das operações.

A Cemig não entrou em detalhes sobre o estágio de seus estudos para uma possível filial da comercializadora e nem quando ela poderia ser aberta, caso haja decisão nesse sentido. O mercado livre de energia teve forte crescimento em 2020, com volume quase recorde em adesões de novas empresas ao nicho, atrás apenas de uma marca histórica atingida em 2016, segundo a CCEE.

Banco do Brasil (BBAS3)

Conforme destaca o jornal O Estado de S. Paulo, sob silêncio absoluto do Ministério da Economia, a posição do presidente do Banco do Brasil, André Brandão, segue indefinida no comando da instituição, após o presidente Jair Bolsonaro entrar em rota de colisão com o plano de reestruturação que prevê fechamento de agências e corte de funcionários.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, entrou em campo para reverter a decisão de Bolsonaro de demitir Brandão. Campos Neto, que tem alta estima com o presidente, o alertou de que uma demissão seria avaliada como interferência política em uma empresa pública que tem ações na Bolsa.

Os funcionários do banco receberam sinalização de que Brandão ficará no comando, mas políticos trabalham para que a demissão se concretize e o plano seja revisto. Para substituí-lo um dos nomes cotados é o do atual vice-presidente corporativo Mauro Ribeiro Neto, que tem apoio da família Bolsonaro.

Apesar da interferência de Campos Neto e do ministro da Economia, Paulo Guedes, a situação não está definida completamente por causa dos rumos daqui para frente do plano de reestruturação. Uma das saídas em discussão para o impasse é o adiamento do plano anunciado por Brandão, que continuou trabalhando ontem. O BB teve de enviar fato relevante ao mercado informando que não recebeu comunicação formal do controlador do banco sobre a demissão.

O governo de Minas Gerais disse que segue em negociações com a Vale sobre um eventual acordo global para reparação de danos pelo desastre de Brumadinho, após uma reunião entre as partes na última quinta.

“O formato de um eventual acordo entre o Poder Público de Minas Gerais e a mineradora Vale para reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem em Brumadinho, em 2019, continua em discussão. A expectativa é que as negociações avancem na próxima semana”, afirmou, em nota.

A Vale disse em comunicado que permanece empenhada em reparar integralmente os atingidos e as comunidades impactadas. A mineradora apontou que as negociações seguem avançando no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC), órgão de mediação do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

“Ainda não há definição de valores. As tratativas entre as partes continuam acontecendo com o Estado de Minas Gerais e instituições de Justiça”, acrescentou.

O secretário-geral da administração estadual, Mateus Simões, sinalizou na semana passada que o governo pretende obter um acordo com a empresa ainda em janeiro, antes que o incidente complete dois anos, no dia 25. Caso não haja acerto com a companhia nesse prazo, o Estado poderá deixar a mesa de negociações para aguardar uma decisão judicial sobre pedidos de indenização pelo desastre, segundo ele.

O grupo brasileiro de logística Simpar lançou nesta quinta-feira uma captação de US$ 625 milhões em bônus no exterior ligados a temas de sustentabilidade. A rentabilidade ao investidor foi fixada em 5,2%. O prazo é de 10 anos.

Os coordenadores da operação são BTG Pactual, JPMorgan, Morgan Stanley, Santander e UBS.

A Marfrig precificou emissão de 10 anos no valor de US$ 1,5 bilhão em bônus, em operação que faz parte de estratégia da companhia para alongar e reduzir custo da dívida.

A emissão foi precificada com rentabilidade ao investidor de 3,95%, ante estimativa inicial ao redor de 4%. Segundo a Marfrig, a taxa é a menor da história da companhia.

A operação é coordenada por BNP Paribas, Bradesco, HSBC, JPMorgan, Santander, além de BTG Pactual, Itaú, Rabobank, Safra e UBS. “A emissão faz parte do processo de ‘liability management’…e será utilizada no processo de recompra das notas seniors com remuneração de 7% ao ano e vencimento em 2024 e das notas com remuneração de 6,875% ao ano e vencimento em 2025”, afirmou a companhia em comunicado ao mercado.

A Copel assinou contrato de venda com o fundo de investimentos Bordeaux, vencedor do leilão realizado em novembro do ano passado, como parte do processo de alienação de 100% das ações de sua unidade Copel Telecom. O fundo Bordeaux apresentou o maior lance, cerca de R$ 2,395 bilhões.

Segundo o documento divulgado, a transação ainda depende das aprovações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

A Unipar Carbocloro informou que, atendendo a acionistas, foram convertidas 3.300 ações preferenciais classe A em igual número de ações preferenciais classe B.

Amil

O Bradesco BBI comentou a notícia de que o grupo americano UnitedHealth desistiu do plano de vender o portfólio da Amil por US$ 350 milhões para a Health Invest, uma companhia especializada em reestruturação de ativos. A decisão foi motivada pelo temor de judicialização do negócio.

O negócio envolvia um portfólio com 370 mil clientes em São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, além da venda de quatro hospitais em São Paulo e Curitiba. A sinistralidade -proporção do valor pago pelos usuários frente os gastos pelo plano de saúde na oferta de serviços- da Amil em São Paulo é de 99%, no Paraná de 92% e no Rio de 79%.

Na avaliação do banco, com o encerramento do plano de venda, a Amil precisará trabalhar para melhorar esse patamar, por meio de serviços como atenção primária e monitoramento da saúde dos usuários. Outra possibilidade é começar a vender planos individuais. O banco diz que já avaliava a venda do portfólio como uma possibilidade remota.

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Ações de MRV, Even e Helbor sobem até 10% após prévias, IRB cai 11% na semana e Camil vira de alta de 9% para queda de 2%

SÃO PAULO – O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira (9), apesar de encerrar a semana com ganhos de quase 4%.

Entre as ações, o destaque fica para o setor de construção, em um dia de diversas prévias operacionais que confirmaram a retomada do setor (veja mais clicando aqui).

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Even (EVEN3, R$ 12,21, +6,17%), pela MRV (MRVE3, R$ 18,24, +8,51%), pela Direcional (DIRR3, R$ 14,75, -2,06%) e pela Helbor (HBOR3, R$ 12,13, +9,87%) divulgaram seus números prévios do terceiro trimestre. As  ações, com exceção da Direcional, registraram fortes ganhos, que chegaram a quase 10%, também puxando outras ações do setor como Cyrela (CYRE3, R$ 26,23, +4,59%) e EzTec (EZTC3, R$ 37,71, +2,98%).

“O setor de construção civil é, por natureza, de ciclo longo e muito sensível às taxas de juros. A pandemia, mesmo que tenha afetado as atividades de construção e as vendas em um primeiro instante, não foi suficiente para inverter a tendência promissora do setor para os próximos anos”, avaliam os analistas da Levante.

“Os juros em patamares mínimos e alguma abundância de crédito imobiliário são dois vetores que têm impulsionado as empresas do setor. O crescimento dos lançamentos na comparação ano contra ano indicam que as construtoras seguem com custo de captação de recursos condizente com o potencial de vendas no futuro, visto que a demanda pelos imóveis segue firme”, disseram em relatório.

Já a Camil (CAML3, R$ 13,60, -2,30%) enfrentou um dia de forte volatilidade na B3. Após chegar a subir até 9,63% depois de informar um lucro líquido de R$ 138,6 milhões no segundo trimestre fiscal da companhia, encerrado em agosto, os papéis viraram para baixa. Na avaliação do Bank of America, os resultados foram fortes, com o resultado sendo explicado pela queda dos custos e alto dos preços dos produtos vendidos.

Com isso, o preço-alvo foi elevado de R$ 12,50 para R$ 14,90. Contudo, o BofA reiterou a recomendação neutra para o ativo, vendo o potencial limitado de alta e questionando a sustentabilidade dos custos  mais baixos no longo prazo.

Após a alta de mais de 3% da véspera, os papéis da Petrobras (PETR3, R$ 19,91, -3,30%; PETR4, R$ 19,80, -3,13%) voltaram a ter perdas, em uma sessão de queda para o petróleo, com o WTI e o brent registrando perdas de mais de 1%, ainda que em alta na semana.

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Bancos abriram em queda após a disparada da véspera com as projeções positivas do UBS BB para o setor nos resultados do terceiro trimestre. Contudo, logo amenizaram as perdas ou viraram para ganhos – caso do Santander (SANB11, R$ 31,50, +2,34%).

Já o IRB (IRBR3, R$ 7,18, -7,24%) segue com forte volatilidade na B3. Após uma queda de 25% nos pregões entre terça e quarta após a recomendação do UBS BB e a disparada de mais de 20% na véspera, os papéis voltam a cair forte (veja mais sobre a empresa clicando aqui) e encerram com perdas acumuladas de 11,25% na semana.

As varejistas, por sua vez, subiram forte, com destaque para o Magazine Luiza (MGLU3, R$ 98,15, +6,84%), que aprovou desdobramento de suas ações na semana (e que passará a vigorar a partir do pregão do dia 14). A semana também foi marcada por dados positivos do setor de varejo, com os números apresentados pelo IBGE em relação ao mês de agosto apontando o maior patamar da série histórica.

A Gol (GOLL4, R$ 19,11, +3,24%) também teve ganhos expressivos: a companhia aérea informou que aumentou sua oferta para uma média de 270 voos por dia em setembro, crescimento de 42% ante à média de 190 voos diários em agosto. Confira os destaques:

Confira os destaques:

Natura &Co (NTCO3, R$ 46,98, -0,04%)

A Natura &Co informou que estabeleceu em R$ 46,25 o preço por ação em sua oferta pública primária restrita de 121,4 milhões de ações, resultando em uma captação de R$ 5,61 bilhões. A oferta será feita no país e no exterior sob a forma de American Depositary Shares (ADSs), representados por American Depositary Receipts (ADRs).

O objetivo da oferta de ações é obter recursos para reduzir o endividamento em dólar, reduzindo os efeitos da volatilidade da taxa de câmbio e dos juros altos. E também acelerar o crescimento da empresa nos próximos três anos. A empresa afirma que pretende digitalizar suas vendas, expandir suas atividades pelo mundo, desenvolver embalagens e utilizar matérias-primas mais sustentáveis, e diversificar sua força de trabalho.

Camil (CAML3, R$ 13,60, -2,30%)

A Camil Alimentos teve um lucro líquido de R$ 138,6 milhões no segundo trimestre do seu exercício (encerrado em agosto), alta de 26,7% ante o trimestre anterior, quando o lucro somou R$ 109,5 milhões.

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A alta foi de 245,6% ante o segundo trimestre do ano-fiscal passado, em que a empresa teve lucro de R$ 40 milhões. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) foi de R$ 207,5 milhões, alta de 133% na comparação anual. A receita líquida atingiu R$ 1,9 bilhão, alta de 56,3%.

A Camil informou que a rentabilidade no período foi fruto do repasse gradual de preços dos grãos e dos pescados no Brasil. Ela também apontou a melhora da rentabilidade em suas operações internacionais, influenciada pela desvalorização do dólar ante o real, e a diluição dos custos no intervalo.

Renova (RNEW11, R$ 10,78, +16,04%)

A Renova Energia aceitou proposta da Prisma Capital para comprar o Complexo Eólico Alto Sertão III – Fase B. Segundo a empresa, a Prisma terá a condição de primeiro proponente (Stalking Horse), com direito de preferência na aquisição. A transação faz parte de esforços para reduzir os passivos da empresa, que está em recuperação judicial.

Vale (VALE3, R$ 61,60, +0,51%)

Vale informou nesta sexta-feira que seu conselho de administração aprovou a criação de uma joint venture com a Ningbo Zhoushan 601018.SS para construção e operação do chamado “Projeto West III” em um porto na China.

O projeto consiste na expansão das instalações do Porto de Shulanghu, na província chinesa de Zhejiang. A parceria vai desenvolver um pátio de estocagem e berços de carregamento, disse a companhia em comunicado ao mercado.

“Ao participar do projeto, a Vale garantirá uma capacidade portuária total de 40 Mtpa em Shulanghu, o que ajudará a Vale a otimizar custos em sua cadeia de valor”, disse a companhia.

Segundo a mineradora, o investimento tem valor total de 624 milhões de dólares, inclui a aquisição de direitos de propriedade e o desenvolvimento da capacidade portuária de 20 Mtpa, incluindo a construção de um novo pátio de estocagem e dois berços de carregamento, sujeitos a aprovações regulatórias.

A Vale deterá 50% da joint venture e ambas as partes pretendem obter empréstimos de terceiros de até 65%, mas não menos que 50% do investimento total.

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“Com essas premissas, a contribuição de capital da Vale para o projeto variará entre 109 milhões e 156 milhões de dólares, aproximadamente”, estimou.

A construção do projeto, que deve durar até três anos, terá início após ambas as partes obterem as aprovações antitruste e outras autorizações regulatórias na China.

“O projeto garantirá capacidade portuária estratégica para a Vale na China, uma vez que o porto de Shulanghu permite a atracação de navios Valemaxes e a otimização dos custos de transporte e distribuição da Vale.”

Localiza (RENT3, R$ 60,15, +0,32%)

O Conselho de Administração da Localiza aprovou a proposta de combinação de negócios com a Unidas, anunciada em 22 de setembro. Também foi aprovada a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) em 12 de novembro para deliberar sobre a incorporação de ações. A proposta da administração prevê a redução do número de membros do Conselho de Administração da empresa de sete para seis membros.

Totvs (TOTS3, R$ 27,00, -1,60%) e Linx (LINX3, R$ 35,00, +1,57%)

Em reunião realizada na quarta-feira, 7, o Conselho de Administração da Totvs aprovou a prorrogação da oferta de combinação com a Linx até o dia 17 de novembro e também criticou duramente a atuação dos conselheiros independentes da segunda empresa, que decidiram por não levar adiante a oferta para assembleia de acionistas.

A Totvs rebateu ponto por ponto cada um dos problemas levantados na proposta, e levanta suspeita sobre a idoneidade com favorecimento pela proposta da Stone.
O documento alega que a ausência de transparência e o ‘modus operandi’ de suprimir a possibilidade de escolha pelos acionistas tem sido prática reiterada pela administração da Linx, com a Totvs alegando que foram se criando dificuldades cada vez maiores para impedir que a proposta fosse devidamente apreciada em assembleia em detrimento da oferta que a Stone fez.

A Totvs informou que a combinação de seus negócios com a Linx poderá gerar sinergias operacionais de R$ 3,2 bilhões. Segundo a empresa, as sinergias poderão resultar em uma redução anual de aproximadamente R$ 60 milhões de OPEX, assumindo a sua captura 50% no primeiro ano, 75% no segundo ano e 100% no terceiro ano. Além disso, a empresa prevê R$ 160 milhões de receita líquida no quarto ano após a implementação da combinação de negócios.

A Linx informou nesta sexta-feira que vai analisar nova proposta da Totvs. “A companhia (Linx), por meio do comitê independente, analisará a nova proposta apresentada pela Totvs por meio de fato relevante de ontem, emitindo sua avaliação oportunamente, sempre em vista do melhor interesse da Linx e de seus acionistas”, afirmou.

Light (LIGT3, R$ 18,28, +8,10%)

A Light informou que Raimundo Nonato Alencar de Castro foi eleito para o cargo de Diretor
Presidente da companhia. Ele atuou como diretor presidente da Cepisa entre 2018 e 2020, diretor presidente da Celpa entre 2012 e 2018 e diretor de distribuição da Cemar entre 2008 e 2012. Além disso, Firmino Ferreira Sampaio Neto e David Zylbersztajn foram eleitos presidente e vice-presidente do conselho de administração.

Log-In (LOGN3, R$ 14,79, -1,27%)

A Log-In Logística Intermodal ampliou seu serviço de navegação costeira, passando a atender ao porto de Assunção, no Paraguai. A linha irá conectar os principais portos brasileiros ao Mercosul, de Manaus à Assunção, utilizando os serviços marítimos regulares já em operação.

Buenos Aires será o porto de conexão da carga em contêineres dos navios da Log-In para embarcações menores que farão a travessia via Rio Paraná através de uma parceria com o armador Independencia Shipping Lines (ISL). A ISL operará o trecho Assunção x Buenos Aires x Assunção utilizando três navios, inicialmente com escala quinzenal.

Com essa nova linha, os clientes poderão escoar seus produtos diretamente com a Log-In, numa rota regular, desde Manaus até a Argentina e o Paraguai. Hoje, 92% de tudo que é transportado do Paraguai para o Brasil é feito por caminhão, e apenas 8% utiliza o transporte marítimo.

Minerva (BEEF3, R$ 11,01, -2,31%)

A Minerva encerrou as tratativas para uma possível combinação de negócios de sua subsidiária Athena Foods com sociedade de propósito específico para aquisição, listada na bolsa de valores Nasdaq. A empresa não informou os motivos que a levaram a desistir das negociações.

Irani (RANI3, R$ 4,75, -1,86%)

Os acionistas da Irani aprovaram a listagem da empresa no Novo Mercado da B3 e a conversão das ações preferenciais em ações ordinárias, na proporção de uma ação ordinária para cada uma ação preferencial.

GOL (GOLL4, R$ 19,11, +3,24%)

A Gol aumentou sua oferta para uma média de 270 voos por dia em setembro, crescimento de 42% ante à média de 190 voos diários em agosto. Em dias de pico, a GOL operou 360 voos/dia em setembro para servir o aumento mensal de 36% na demanda por transporte aéreo. As vendas brutas consolidadas da companhia nesse mês somaram R$ 800 milhões e a taxa de ocupação média foi de 80%.

Em nota, o presidente da empresa, Paulo Kakinoff, disse que está ocorrendo um “crescimento saudável” da demanda por viagens no Brasil, e que isso deve persistir daqui para frente. “Portanto, confiamos que esses ventos favoráveis nos levem a um novo aumento em nossa capacidade ao longo dos próximos meses”, declarou.

No início de outubro, a GOL ampliou sua oferta para cerca de 400 voos por dia, e espera terminar o mês com 500 voos diários, colocando a operação da companhia em aproximadamente 60% da programação de voos em outubro de 2019. No mês de outubro, a GOL operará 93 aeronaves na sua malha e planeja a reabertura de mais três bases operacionais. A empresa destacou que não possui vencimentos significativos de dívida até 2024.

Direcional (DIRR3, R$ 14,75, -2,06%)

A Direcional Engenharia informou, em sua prévia operacional do terceiro trimestre, que os lançamentos totalizaram R$ 574 milhões no período, crescimento de 64% em relação ao trimestre anterior. Segundo a empresa, foi o melhor trimestre de vendas líquidas da história da companhia, com R$ 458 milhões, crescimento de 41% em relação ao mesmo período de 2019. O VSO (vendas sobre oferta) no segmento MCMV 2 e 3 atingiu 18% no período.

Even (EVEN3, R$ 12,21, +6,17%)

A Even também divulgou sua prévia operacional, com valor geral de vendas total de R$ 649,3 milhões no terceiro trimestre, alta de 124% na comparação anual. No segundo trimestre, a empresa lançou R$ 245 milhões.

As vendas do terceiro trimestre somaram R$ 480 milhões, volume 84% superior ao mesmo período de 2019 e 59% maior do que o trimestre anterior. A velocidade de vendas (VSO) consolidada foi de 20%,, contra 12% no mesmo período de 2019, e 14% no segundo trimestre de 2020. Os distratos somaram R$ 88 milhões no trimestre, valor igual ao registrado um ano antes.

MRV (MRVE3, R$ 18,24, +8,51%)

A MRV fez lançamentos de R$ 1,87 bilhão no terceiro trimestre, alta de 15% na comparação anual. Frente ao segundo trimestre, o avanço foi de 98,9%. Segundo a empresa, as vendas bateram recorde pelo terceiro trimestre consecutivo, com um total de R$ 1,97 bilhão, aumento de 41,1% no comparativo anual e de 8,3% frente ao segundo trimestre. A velocidade de vendas (VSO) subiu para 21,2%, ante 19,7% no trimestre anterior. Os distratos somaram R$ 187 milhões no trimestre, quase o dobro dos R$ 95 milhões vistos um ano antes.

Segundo o Credit Suisse, o resultado da MRV deve ser bem recebido pelo mercado, pois mostrou que a tese de crescimento de mercado continua válida. As vendas recordes vieram em linha com as estimativas do banco. “Esperamos que a ação reaja positivamente depois de cair 20% desde julho”, afirmou o banco. No entanto, o Credit manteve a recomendação neutra para o papel.

Helbor (HBOR3, R$ 12,13, +9,87%)

A prévia operacional da Helbor do terceiro trimestre mostrou vendas totais de R$ 465,9 milhões no período, alta de 112% frente ao trimestre anterior e 36% se comparado ao mesmo intervalo de 2019. A velocidade de vendas medida pelo indicador VSO Parte Helbor atingiu 16,8% no trimestre, frente 8,4% no segundo trimestre e 10,2% no mesmo período do ano passado. Já a Velocidade de Vendas dos Lançamentos atingiu 56% no trimestre. O VGV líquido somou R$ 215,7 milhões queda de 53% na comparação anual.

Wilson Sons (WSON33, R$ 41,47, +0,41%)

A Wilson Sons teve uma queda de 6,4% no movimento nos terminais de contêineres em setembro, que somou 91 mil TEU (Twenty equivalent unit). No acumulado dos nove primeiros meses do ano, o movimento caiu 0,8% para 512,5 mil TEU.

Simpar (SIMH3, R$ 27,31, +5,04%)

A Simpar, ex-JSL, informou que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) aprovou sem restrições a aquisição de 100% da Moreno Holding, sociedade que detém a integralidade da Transmoreno Transporte e Logística. A operação foi anunciada em 10 de agosto, por R$ 310 milhões.

(Com Reuters e Agência Estado)

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