Recompra de ações: 4 empresas do setor imobiliário estão com programas abertos; confira

(Shutterstock)

SÃO PAULO – Quatro companhias do setor imobiliário estão com programas de recompra de ações em andamento e duas já encerraram, totalizando operações de cerca de R$ 750 milhões. São elas JHSF (JHSF3), Eztec (EZTC3), Tenda (TEND3) e Moura Dubeux (MDNE3). Já BR Properties (BRPR3) e Even (EVEN3) encerraram o seu programa na semana passada.

A recompra de ações consiste na compra pelas companhias de suas próprias ações no mercado, seja cancelando-as ou utilizando-as para atender ao exercício de opções de compra dos papéis.

Na prática, a empresa está tirando de circulação parte do seu patrimônio líquido da Bolsa, seja para ajustar sua estrutura de capital e seus níveis de caixa, sinalizar que acredita no potencial de suas ações como para oferecer uma forma de remuneração substituta ao dividendo, dentre outros fatores.

No caso da Even, a quantidade de papéis a serem adquiridos foi limitada a três milhões de ações ordinárias, o que corresponde a 1,48% das ações em circulação no mercado. O encerramento foi aprovado na reunião do conselho de administração da companhia realizada no dia 12 de agosto de 2021.

Na JHSF, o limite é de 28 milhões de ações ordinárias, que representam, aproximadamente, 9,15% do total de ações em circulação no mercado. O programa tem vigência até 17 de fevereiro de 2023.

No caso da EZTec, o programa envolve até 5.035.897 ações. O programa tem prazo de até seis meses, terminando em 23 de fevereiro de 2022. O montante referido equivale a cerca de 5% das ações da companhia em circulação no mercado.

Na Construtora Tenda, o conselho de administração aprovou o aditamento ao plano de recompra de ações, divulgado em dezembro de 2020, e poderá realizar operações com derivativos do programa, que tem validade até dezembro deste ano.

O programa da Moura Dubeux, que começou em abril deste ano, envolve até 5.715.759 de ações ordinárias e encerra-se em 19 de abril de 2022.

Já a BR Properties, assim como a Even, comunicou ter encerrado seu plano de recompra de ações. Ela obteve 99,95% dos ativos que havia se proposto a comprar, sendo adquiridas 10.994.600 ações por R$ 94,9 milhões, com o custo médio por ação de R$ 8,63.

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Em relatório, o Bradesco BBI avalia que a onda de programas de recompra envia um forte sinal da confiança das empresas no ciclo de negócios, apesar do recente colapso do valor de mercado do setor.

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O time de análise destaca que o setor já havia sinalizado uma compra da ordem de R$ 14 milhões por controladores do mercado imobiliário, com Tecnisa, MRV, brMalls, Plano&Plano, bem como Eztec entre os principais compradores. Desde então, as ações já perderam cerca de 26% na B3, em média, escreve.

“Destacamos que a recente crise do setor foi impulsionada pela deterioração das condições macroeconômicas, embora os fundamentos das empresas permaneçam predominantemente robustos”, completam os analistas do banco.

Além das empresas do setor de real estate, de construção e de shopping centers, a empresa de aluguel de veículos Movida (MOVI3) também anunciou nesta segunda-feira (23) o seu programa de recompra, de até 12.335.379 ações. A Locaweb (LWSA3) anunciou também programa de recompra na semana passada, projetando a compra de até 3 milhões de ações até 2023.

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Alta de custos pesa nos balanços do 2º tri para construtoras e incorporadoras: o que esperar para as ações do setor?

SÃO PAULO – No segundo trimestre deste ano, a alta da inflação pressionou os custos de materiais de construção e levou grande parte das incorporadoras e construtoras a apresentarem margens menores no período.

Enquanto o segmento de baixa renda foi o mais impactado, devido à maior sensibilidade dos clientes ao aumento de preços e ao teto de valor dos programas habitacionais, as construtoras residenciais de média e alta renda conseguiram repassar parte do preço – mas não saíram imunes.

Na Bolsa brasileira, todas as ações de incorporadoras apresentam queda no ano, chegando a 46,4% no caso da Plano&Plano (PLPL3).

Em relatório, o Credit Suisse escreve que, ainda que o cenário de curto prazo pareça atrativo para as incorporadoras de média e alta renda, as preocupações para o segundo semestre têm aumentado em função do aumento das taxas de financiamento e do preço dos imóveis, bem como diante de uma competição mais acirrada.

“As empresas acreditam que o pior em termos de custo de material de construção está pra trás e agora estão um pouco mais atentas ao custo de mão de obra”, escrevem os analistas.

Com relação às incorporadoras voltadas para o segmento de baixa renda, a avaliação do banco é negativa, dado que o aumento dos custos de materiais pesou bastante para o segmento.

Segundo o Credit Suisse, os orçamentos foram ajustados e, olhando para frente, as empresas parecem mais otimistas em função de maiores preços de vendas; menor competição de players pequenos; novos métodos de construção; além da possível revisão dos parâmetros dos programas do governo.

Durante live no Instagram do InfoMoney na última quarta-feira (11), Bruno Donadio, sócio da Equitas Investimentos, afirmou que já esteve mais otimista com o setor de construção civil, mas que grande parte do aumento de preço dos imóveis esperado foi corroído este ano pelo aumento dos custos.

“De agora em diante, vemos que os juros vão continuar subindo – o mercado está precificando Selic por volta de 7% ao fim do ano –, o que é ruim para o affordability [custo de aquisição]. Por isso estamos menos otimistas e temos uma exposição menor ao setor do que tínhamos um ano atrás”, afirma.

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A Equitas conta que tem posição em Eztec (EZTC3) na carteira há bastante tempo e que considera as ações “bastante descontadas”. Já o segmento de média renda, em que cita empresas como Direcional (DIRR3), é o que mais preocupa o gestor, uma vez que é fortemente afetado pelo aumento no custo de financiamento.

Destaques positivos da temporada

Entre os destaques positivos da temporada de balanços do segundo trimestre, segundo analistas do mercado financeiro, está a Cyrela (CYRE3).

Em relatório, a XP destaca que a companhia reportou margens brutas melhores e mais fortes do que o esperado, de 37,4%, principalmente devido aos lançamentos recentes com margens superiores, que compensaram o impacto dos maiores custos de construção.

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Cyrela é “medalha de ouro” no pódio das construtoras no 2º tri; segmento de baixa renda sofre por alta dos custos

Os dados da Cyrela também foram interpretados como positivos pelo Itaú BBA, que destaca a intensa compra de terrenos pela companhia, que somou 13 empreendimentos no período, dez deles localizados na cidade de São Paulo.

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Já o Credit Suisse afirma que, apesar da forte performance nos últimos trimestres, a companhia reconhece os desafios atuais e deve adotar uma abordagem mais cautelosa nos próximos meses.

Foco no segmento de alta renda

Com custos mais elevados, incorporadoras têm preferido alocar suas energias em empreendimentos de alto padrão, de forma a conseguirem repassar os preços ao consumidor final. A estratégia tem sido adotada por empresas como Eztec, Even e Lavvi (LAVV3).

Em relatório, o Credit Suisse destaca que o público de alta renda tem absorvido melhor o aumento dos preços e que a construtora Eztec deve aumentar o volume de lançamentos desse segmento nos próximos meses.

Na avaliação do Itaú BBA, os números da Eztec referentes a abril a junho deste ano vieram em linha com as estimativas do banco, uma vez que a receita ligeiramente mais fraca foi mais do que compensada por melhores margens brutas, particularmente aquelas decorrentes de vendas de estoque de unidades acabadas.

O banco tem recomendação outperform (acima da média do mercado) para as ações da empresa e preço-alvo de R$ 48.

O foco em empreendimentos mais premium também tem sido adotado pela Even (EVEN3). O Credit Suisse destaca o incremento de projetos, como a inclusão de quadras de tênis, por exemplo, tornando os projetos mais atrativos para vendas a preços mais elevados.

Na avaliação do banco, os lançamentos devem acelerar no segundo semestre, com a administração da companhia vendo um cenário de preços mais favoráveis pela frente.

Segundo o Bradesco BBI, os dados do segundo trimestre da Even vieram sólidos. A forte posição de caixa da companhia, bem como o valuation atrativo (de 1 vez o preço sobre o valor patrimonial) levou os analistas a reafirmarem a recomendação de compra para EVEN3, com preço-alvo de R$ 15 por ação para o fim de 2021.

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Ainda no segmento de alta renda, os analistas da XP interpretaram os dados da Lavvi (LAVV3) como sólidos no segundo trimestre, impulsionados pelos lançamentos recentes, em especial o empreendimento Villa Versace.

Os analistas escrevem que a Lavvi apresentou uma pequena queima de caixa de R$ 6 milhões no balanço patrimonial, já que a entrada de caixa das vendas do projeto Versace foi compensada pela aquisição de terrenos.

A XP tem recomendação de compra e preço-alvo de R$ 11,50 por ação para a construtora.

A opinião é compartilhada pelo BBA, que afirma que a Lavvi relatou resultados robustos, superando as estimativas devido ao bom desempenho de vendas e em meio às margens sólidas provenientes da Villa Versace.

O banco tem recomendação outperform e preço-alvo de R$ 12,20 para os papéis da companhia.

Direcional é destaque no segmento de baixa renda

Por fim, entre as construtoras voltadas para o segmento de média e baixa renda, Direcional (DIRR3) foi um dos principais destaques, segundo analistas do mercado financeiro.

Em relatório, a XP escreveu que os resultados vieram positivos, em linha com o esperado, e que, ao contrário da maioria dos seus pares de mercado, a companhia conseguiu apresentar uma melhora na margem bruta, apesar dos custos crescentes nos materiais de construção.

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Em cenário de custos crescentes impactando resultados de incorporadoras, Direcional é destaque positivo

O Bradesco BBI também vê a Direcional se destacando em relação aos pares, ao combinar crescimento de dois dígitos, potencial de valorização e um múltiplo preço sobre lucro de um dígito (de 7,4 vezes estimado para 2022).

Para os analistas, DIRR3 é uma das histórias “mais baratas” na cobertura do banco e permanece como a principal escolha no setor. O Bradesco BBI tem recomendação de outperform (acima da média do mercado) para os papéis e preço-alvo de R$ 20.

Já o Credit Suisse tem recomendação neutra. “Embora reconheçamos a força desses resultados, continuamos céticos em relação às perspectivas para o setor de construção residencial no Brasil, dada a tendência de alta dos custos e um potencial aumento nas taxas de financiamento”, escreve o time de análise.

Uma visão mais negativa para o setor de construção civil também é adotada por Luiz Garcia, sócio da Apex Investimentos.

Durante live no Instagram do InfoMoney, Garcia afirmou que o setor imobiliário não está em um momento favorável para investimento, o que explica as ações do setor em baixa no ano na Bolsa, diz.

“Quando olhamos o setor hoje, não é o momento ideal para investir. Agora, quem busca o investimento de médio e longo prazo, pode entrar em um ponto atrativo. Mas é preciso buscar empresas vencedoras e mais resilientes do setor, ou seja, aquelas com demanda mais forte e inelástica – caso do setor de baixa renda”, diz.

Segundo ele, empresas ligadas ao setor de baixa renda oferecem hoje melhor relação entre risco e retorno. É o caso de companhias como Cury (CURY3) e Tenda [(ativo=TEND3]). “São empresas que estão negociando a um preço sobre lucro bem baixo, principalmente Cury, na qual todas as métricas, como margem e retorno são recordes no setor”, completa.

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Cyrela é “medalha de ouro” no pódio das construtoras no 2º tri; segmento de baixa renda sofre por alta dos custos

SÃO PAULO – Em meio à alta da inflação, que tem elevado os custos e pesado sobre o desempenho de companhias do setor de construção na Bolsa, destacaram-se no segundo trimestre aquelas que conseguiram apresentar bons resultados mesmo em meio aos ventos contrários.

Neste cenário, o destaque entre as companhias que divulgaram resultados na noite da última quinta-feira (12) ficou por conta das construtoras residenciais de média e alta renda, que conseguiram repassar o aumento dos preços aos seus clientes, reportando melhora na margem bruta.

Por outro lado, devido à maior sensibilidade dos clientes do segmento de baixa renda aos aumentos de preços e ao teto de valor do programa habitacional Casa Verde e Amarela, as margens de incorporadoras focadas nesse público permaneceram sob pressão no período.

Em relatório que criou o “pódio das incorporadoras” sob cobertura, a XP atribuiu a medalha de ouro do setor entre as companhias que divulgaram resultado na véspera à Cyrela (CYRE3).

Na avaliação dos analistas, a companhia reportou margens brutas melhores e mais fortes do que o esperado, de 37,4%, principalmente devido aos lançamentos recentes com margens superiores, que compensaram o impacto dos maiores custos de construção.

O desempenho mais forte de suas Joint Ventures também ajudou o lucro líquido a superar a estimativa da casa para o trimestre.

Entre abril e junho deste ano, a Cyrela teve um lucro líquido de R$ 267 milhões, crescimento de 298,2% na base de comparação anual. Já a receita líquida da companhia somou R$ 1,18 bilhão, valor 101,6% superior ao do segundo trimestre de 2020.

A XP tem recomendação de compra para os papéis CYRE3 e preço-alvo de R$ 33 por ação.

Os dados da Cyrela referentes ao segundo trimestre também foram interpretados como positivos pelo Itaú BBA, que destaca a intensa compra de terrenos pela companhia, que totalizou 13 empreendimentos no período, dez deles localizados na cidade de São Paulo.

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O banco tem recomendação de outperform (acima da média do mercado) para os papéis da construtora e preço-alvo de R$ 34,80.

Apesar de uma análise positiva do mercado, as ações CYRE3 encerraram o pregão desta sexta com baixa de 1,5%, negociadas a R$ 19,04.

Eztec ganha medalha de prata…

A medalha de prata entre as construtoras ficou com a Eztec (EZTC3), segundo a XP.

Os analistas avaliam que as margens mais fortes no período foram resultado de um mix mais favorável de projetos sendo reconhecidos, caso do empreendimento Cidade Maia, e de preços de vendas mais elevados.

No último trimestre, a Eztec registrou lucro líquido de R$ 139,5 milhões, montante 104% maior do que no mesmo período de 2020. Já a receita operacional líquida somou R$ 289 milhões, expansão de 89%.

A XP tem recomendação de compra para os papéis da companhia e preço-alvo de R$ 48 por ação.

O Itaú BBA por sua vez, escreve que os números da Eztec vieram amplamente em linha com as estimativas do banco, uma vez que a receita ligeiramente mais fraca foi mais do que compensada por melhores margens brutas, particularmente aquelas decorrentes de vendas de estoque de unidades acabadas.

O banco também tem recomendação outperform para as ações da empresa e preço-alvo de R$ 48.

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Os papéis EZTC3 encerraram o pregão desta sexta em baixa de 0,88%, a R$ 25,88.

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… e o bronze fica com Lavvi

O pódio da XP é completado pela Lavvi (LAVV3), que apresentou resultados sólidos, na opinião dos analistas da XP, impulsionados pelos lançamentos recentes, em especial o empreendimento Villa Versace.

Os analistas escrevem que a Lavvi apresentou uma pequena queima de caixa de R$ 6 milhões no balanço patrimonial, já que a entrada de caixa das vendas do projeto Versace foi compensada pela aquisição de terrenos.

O time de análise também reforça a posição de caixa líquido robusto da companhia, com alavancagem de dívida líquida sobre o patrimônio líquido negativa em 60,5%.

A XP tem recomendação de compra e preço-alvo de R$ 11,50 por ação para a construtora.

A opinião é compartilhada pelo BBA, que afirma que a Lavvi relatou resultados robustos, superando as estimativas devido ao bom desempenho de vendas e em meio às margens sólidas provenientes da Villa Versace.

O banco tem recomendação outperform e preço-alvo de R$ 12,20 para os papéis da companhia.

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Os papéis LAVV3 encerraram o pregão próximos da estabilidade, a R$ 7,18.

Fora do pódio da XP, a Cury publicou resultados positivos, com o robusto crescimento da receita sustentado pelo forte desempenho de vendas no trimestre, apontam os analistas.

O time de análise escreve ainda que as despesas operacionais um pouco maiores foram compensadas por uma menor carga tributária efetiva, o que levou seu lucro líquido para R$ 79 milhões

Entre abril e junho deste ano, a companhia também reportou recorde de receita líquida de R$ 451,2 milhões, alta de 83,3%, com patamares recordes de lançamentos e vendas do período, de R$ 686,2 milhões e R$ 682,6 milhões, respectivamente.

Os resultados levaram a XP a reiterar a recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 15.

O Itaú BBA reforça que a Cury apresentou margens “surpreendentemente positivas” mesmo em um cenário desafiador de aumento dos custos.

Com recomendação outperform para os papéis da companhia e preço-alvo de R$ 15,30, o banco enaltece o forte conjunto de números reportados no trimestre, com destaque para a expansão da margem bruta, que ficou em 36,1% entre abril e junho deste ano.

Os papéis CURY3 encerraram o pregão desta sexta em alta de 1,5%, a R$ 8,25.

Os resultados do segundo trimestre da Trisul em linha com as estimativas da XP levou a casa a manter sua visão construtiva para a companhia e a recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 14 por ação.

Segundo os analistas, apesar da receita marginalmente abaixo do esperado, ela foi compensada por uma margem bruta de 37,8%, o que levou seu lucro líquido para patamares próximos dos números esperados.

Já no balanço patrimonial, o time cita que a companhia reportou uma pequena geração de caixa operacional de R$ 6,5 milhões, o que é vista pela XP como saudável.

Os papéis TRIS3 encerraram o pregão desta sexta em queda de 4,4%, a R$ 7,57.

Plano&Plano (PLPL3)

Por fim, o Itaú BBA interpreta os resultados do segundo trimestre da construtora voltada para o público de baixa renda Plano&Plano como negativos.

O time avalia que os dados vieram fracos, com forte compressão da margem bruta e maiores despesas com vendas, gerais e administrativas levando a uma perda considerável de lucro por ação.

Os papéis encerraram o pregão desta sexta-feira (13) com forte queda de 9,7%, negociados a R$ 4,29.

Do lado positivo, a casa destaca que mesmo com as aquisições de terrenos no período, a empresa teve uma geração de caixa de R$ 34 milhões no trimestre.

O Itaú BBA tem recomendação outperform para os papéis da construtora e preço-alvo de R$ 12,90.

Em relatório, a XP também chama atenção para os resultados mais amenos da companhia devido às maiores despesas operacionais, que pressionaram seus resultados trimestrais e levaram a um lucro líquido abaixo das estimativas da casa.

Apesar dos resultados mais amenos no curto prazo, a XP mantém sua visão positiva para o papel no longo prazo e a recomendação de compra, com preço-alvo de R$10 por ação.

Na avaliação da XP, o desempenho recorde de vendas abre espaço para que as companhias de baixa renda aumentem gradativamente os preços e recuperem suas margens no longo prazo, sem comprometer a velocidade de vendas.

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Eztec tem lucro líquido de R$ 139,5 milhões no 2º trimestre, alta de 104%

A incorporadora paulistana Eztec (EZTC3) obteve lucro líquido de R$ 139,5 milhões no segundo trimestre de 2021, montante 104% maior do que no mesmo período de 2020.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 109 milhões, 101% superior na mesma base de comparação. A margem Ebitda subiu 2 pontos porcentuais, para 38%.

A receita operacional líquida totalizou R$ 289 milhões, expansão de 89%. O aumento foi reflexo do crescimento do volume de vendas, especialmente do estoque pronto, que correspondeu a 32% das unidades comercializadas.

A Eztec também apresentou um crescimento expressivo na linha de equivalência patrimonial, que quadruplicou, chegando a R$ 26 milhões. Houve aí o reconhecimento do resultado de três projetos (Ereditá, Signature by Ott e Meu Mundo Estação Mooca) lançados no fim do ano passado.

A margem bruta caiu 5 pontos porcentuais na comparação anual, para 46%, mas mostrou recuperação na comparação trimestral, com ganho de 4 pontos porcentuais desde então.

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Houve aumento de 129% nas despesas comerciais na comparação anual, para R$ 24,5 milhões, devido à montagem de novos estandes de vendas com o avanço dos lançamentos. As despesas gerais e administrativas subiram 33%, para R$ 28 milhões.

O resultado financeiro ficou positivo em R$ 46 milhões, um avanço de 119%. O salto veio, principalmente, da correção das parcelas de financiamento aos clientes pelo IGP-D.

A Eztec informou ainda que lançou um novo projeto neste segundo semestre, o residencial de alto padrão Arkadio EZ by Ott, com R$ 460 milhões de valor geral de vendas (VGV).

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Com isso, o VGV acumulado do ano totalizou R$ 1,4 bilhão, o equivalente a metade da meta de R$ 2,8 bilhões para 2021 inteiro. “É um volume importante e que reforça a intenção de cumprimento dos R$ 2,8 bi para 2021, como proposto pelo guidance”, descreveu a direção, no balanço.

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Arkadio EZ by Ott se destaca como ícone da arquitetura de luxo em São Paulo

Arkadio

Arte e sofisticação moldadas pela geometria das linhas esculturais. Assim é a arquitetura do residencial Arkadio EZ by Ott, audacioso projeto de World-Class residence – categoria de luxo internacionalmente aclamada. É assinado por Carlos Ott, um dos designers mais visionários e inspiradores da atualidade e que tem obras na Ásia, Europa, América do Sul, América do Norte e nos Emirados Árabes.

Localizado no Brooklin, o projeto será um ícone na arquitetura de luxo da região, que tem como marca arranha-céus de categoria internacional. A área estratégica de São Paulo, próxima ao eixo Berrini-Chucri Zaidan e à Ponte Estaiada, tem infraestrutura impecável, e está rodeada de prestigiados shoppings, empresas multinacionais e hotéis.

Arkadio

Arkadio

Arquitetura de luxo

Os apartamentos têm desenho exclusivo que contempla a experiência única de habitar o ápice da sofisticação. O tamanho das plantas é variado, com opções entre 107 e 180 m² – até 4 suítes e 3 vagas. A decoração traz soluções que transmitem conforto e bem-estar em ambientes internos que priorizam a integração e têm o estilo jovem e detalhista da arquiteta Priscilla Zarzur.

Com o alto padrão EZTEC de acabamentos, Arkadio EZ by Ott oferece a dimensão mais elevada de sofisticação com lazer exuberante no rooftop – a mais de 100 metros de altura – com piscina de 25 metros, deck molhado e amplo solarium.

Arkadio

Arkadio

Todos os ambientes refletem uma vista exclusiva da cidade, que inclui, por exemplo, a Ponte Estaiada, um dos cartões postais paulistanos. O projeto acompanha uma tendência da arquitetura internacional, a High Living, exclusividade do estilo de vida nas alturas, que prioriza experiências acima de tudo.

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A área de lazer no pavimento térreo inclui quadra de tênis oficial de saibro, piscina coberta, fitness com design da Cia Athletica, entre outras comodidades. O projeto de paisagismo é assinado por Benedito Abbud, um dos mais influentes paisagistas brasileiros, que dá prioridade ao uso de vegetação nativa em seus projetos com o intuito de criar microclimas naturais.

Os moradores terão acesso aos serviços impecáveis do “Z Services”, que podem ser adquiridos on demand com opções customizadas. Para as necessidades da casa, se destacam home repair e laundry. Os moradores, por sua vez, contam com atenção de beauty care e personal trainer. Há, igualmente, soluções para os pets – entre outros.

Dois apartamentos decorados já estão abertos para visitação.

Para mais informações, acesse o site da EZTEC.

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Tenda se sobressai, analistas atentos a margens da MRV e a lançamentos da EzTec: como foram as prévias do 2º tri

Prédios de baixa renda (Divulgação/MRV)

SÃO PAULO – Na sequência da divulgação de prévias operacionais de construtoras, MRV (MRVE3), EzTec (EZTC3) e Tenda (TEND3) publicaram seus dados com números positivos, ainda que preocupações sobre aumento de custos e expectativa pelo aumento da taxa de juros básica no Brasil sigam no radar do setor.

Entre as empresas, a Tenda acabou se destacando, o que reflete numa alta mais expressiva das suas ações na sessão desta sexta-feira (16), com os papéis TEND3 subindo cerca de 2% no início da tarde desta sexta, enquanto MRVE3 opera perto da estabilidade e EZTC3 avançava cerca de 1%. Para MRV, os analistas apontam que os números foram fortes, mas que as margens devem seguir pressionadas. Já para a EzTec, há recuperação, mas também preocupação com lançamentos. Confira os principais pontos:

A MRV teve crescimento no volume de lançamentos e vendas no segundo trimestre, refletindo o ambiente de expansão forte da construção civil no país, mas viu uma queda na geração de caixa no período, com pressão de custos com matérias-primas e mudanças no repasse de recursos da Caixa Econômica.

A companhia anunciou na quinta-feira que seu lançamentos de abril a junho somaram R$ 2,40 bilhões em valor geral de vendas (VGV), alta 5,4% sobre um ano antes. As vendas totalizaram R$ 2,065 bilhões, aumento de 13,7% no comparativo anual. Segundo a MRV, seu processo de vendas garantidas, no qual as vendas só são registradas quando o comprador apresenta o financiamento bancário, fez com que parte das vendas não fosse lançada dentro do trimestre.

No período, as vendas garantidas da MRV, que na prática eliminam a chance de distrato, representaram 77% do total. Quase 2,5 mil imóveis vendidos no período não entraram na conta devido à falta da garantia de financiamento.

A MRV decidiu dar sequência à estocagem de parte da matéria-prima para suas obras, para evitar interrupções no fornecimento, o que resultou em consumo de caixa, que foi de R$ 700 mil, após geração positiva de R$ 68,3 milhões um ano antes.

O Credit Suisse avalia os dados da MRV como positivos e dentro de suas expectativas. O banco projeta que as margens devem continuar sob pressão, e diz não ver sinais de quando a alta dos preços vai desacelerar. Assim, mantém recomendação neutra.

O Itaú BBA avaliou os dados da MRV como positivos, ressaltando os recordes em lançamentos e vendas, impulsionados pela subsidiária AHS. Por outro lado, ressaltou a queima de caixa. O banco mantém recomendação outperform e preço-alvo para 2021 em R$ 20,20 para a MRV.

O dado sobre o caixa também foi ressaltado por Renan Manda e Lucas Hoon, analistas da XP, uma vez que a geração de caixa ficou próxima de zero no consolidada e teve queima de R$ 167,8 milhões no Brasil, em razão da antecipação na compra de material de construção. Por outro lado, os R$ 2,4 bilhões em lançamentos e R$ 2,1 bilhões em vendas líquidas foram sustentados pelo bom desempenho da AHS nos Estados Unidos e o segmento de baixa renda. A recomendação dos analistas é neutra para o papel, com preço-alvo de R$ 23.

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Para o Bradesco BBI, os números reforçam nossa visão de que, embora o lado operacional da MRV de sua operação no Brasil seja sólido – vemos a empresa atingindo aproximadamente R$ 7 bilhões em lançamentos e cerca de R$ 6 bilhões em vendas em 2021 -, sua margem bruta deve ficar abaixo de seus pares em 2021 (aproximadamente 28% versus 34% para seus pares médios), enquanto a principal vantagem deve vir de AHS. Os analistas mantêm recomendação de compra para MRVE3 e um preço-alvo estimado para 2021 de R$ 28 por ação.

A Eztec teve vendas líquidas de R$ 284,7 milhões no segundo trimestre, alta de 20,7% sobre o desempenho dos três primeiros meses do ano e mais que o dobro em relação ao vendido no mesmo período do ano passado.

A empresa apurou também um salto nos lançamentos, com o equivalente a R$ 928 milhões no segundo trimestre, ante R$ 28 milhões nos três primeiros meses do ano, ou alta de 3.200%, e praticamente zero no mesmo período do ano passado. O total lançado de abril a junho deste ano corresponde a dois empreendimentos de alto padrão.

“Uma vez que o governo do Estado de São Paulo, em relação à pandemia, retrocedeu da fase vermelha para a fase de transição, os plantões de vendas retornaram às suas atividades presenciais desde o dia 18 de abril, viabilizando a retomada de lançamentos”, afirmou a companhia na prévia operacional.

Os distratos fecharam o trimestre na casa dos R$ 39 milhões, “volume ligeiramente superior que o trimestre anterior. Cabe reforçar que 40% dos distratos se refere a downgrades, upgrades ou transferências”, afirmou a empresa.

O Credit Suisse avalia que a Eztec teve resultados positivos quanto a lançamentos, mas com vendas ainda lentas devido ao “timing”. O banco diz que a empresa parece estar preparada para acelerá-los, o que encara como positivo, já que o mercado se tornou mais cauteloso quanto à empresa após a divulgação de sua diretriz. O banco se diz, no entanto, preocupado com a concentração de lançamentos em São Paulo prevista para o segundo trimestre, e pela possibilidade de que a inflação continue a pressionar as margens. Assim, mantém avaliação neutra (perspectiva de valorização dentro da média do mercado) para a empresa.

O Itaú BBA avaliou os resultados da Eztec como neutros, com um ritmo de vendas de estoques “decente”, mas com vendas consolidadas também afetadas pela concentração de lançamentos no final de junho. O banco ressalta que a empresa divulgou seu plano de lançamentos, com PSV de R$ 1,3 bilhão. O Itaú mantém recomendação outperform para a Eztec, com preço-alvo para 2021 em R$ 48.

A XP aponta ainda que a EZTec reportou fortes lançamentos e recuperação de vendas, mas ainda pressionada pelas restrições comerciais no segundo trimestre e pelo lançamento do projeto EZ Infinity próximo ao final do trimestre. “Vemos um trimestre em recuperação para a EZTec e esperamos que as vendas acelerem gradativamente nos próximos trimestres. Como resultado, mantemos nossa recomendação de compra e preço-alvo de R$ 48 por ação”, apontam os analistas.

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Cauteloso, o Bradesco BBI, afirma que, além do gargalo de aprovações, a velocidade das vendas é algo a se observar: o
compromisso da Eztec em fornecer uma margem bruta otimizada significa que provavelmente irá extrair prêmios de preço de seu pipeline de alta renda, muitas vezes às custas de suas vendas.

“O lançamento do EZ Infinity no segundo trimestre foi um exemplo, sem unidades vendidas até o momento [da publicação do relatório pelos analistas]. Sem mencionar o pipeline de megaprojetos de renda média cada vez mais predominante da empresa, onde os orçamentos dos clientes são mais sensíveis aos aumentos de preços e cada lançamento tem muito mais em jogo”, apontam os analistas.

Os analistas esperam o lançamento do Unique Garden em breve, pois deve ser um indicativo das perspectivas mais amplas para o segmento. “Um desempenho forte neste projeto pode ser um gatilho positivo, enquanto os lançamentos atrasados e as curvas de vendas mais planas em geral podem levar a revisões para baixo dos lucros no médio prazo”, apontam. O BBI possui recomendação neutra para EZTC3 com um preço-alvo estimado para 2022 de R$ 45,00.

A Tenda lançou 20 empreendimentos no segundo trimestre de 2021, totalizando o recorde de R$ 986 milhões, ou alta de 56% na base anual.

As vendas brutas no período chegaram a outro recorde, de R$ 959 milhões, alta de 39,1% na base anual e avanço de 18,1% na comparação trimestral.

A velocidade de vendas (VSO) atingiu também o patamar histórico de 38,3%. As vendas brutas no primeiro semestre totalizaram R$ 1,8 bilhão, alta de 44% frente 2020.

“A Tenda apresentou mais um trimestre positivo com volume recorde de lançamentos e de vendas, o que reforça nossa visão de resiliência do segmento de baixa renda e ganho de participação de mercado no programa Casa Verde e Amarela das grandes incorporadoras”, aponta a XP, reiterando recomendação de compra e preço-alvo de R$ 38 por ação.

O Credit avalia os dados da Tenda como “fortes”, com velocidade recorde de vendas e alta de 3% no preço médio na comparação trimestral, e de 6% na anual, o que deve ofuscar parcialmente o efeito da inflação. Mas o banco diz que a pressão inflacionária deve limitar o potencial de valorização dos papéis.

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O Itaú BBA avalia os resultados da Tenda como positivos, ressaltando que este é o melhor trimestre da empresa em termos de lançamentos e vendas, em meio a um momento operacional sólido. O banco mantém recomendação outperform para a Tenda, e preço-alvo para 2021 em R$ 40,10.

Os recordes também são apontados por Manda e Hoon, da XP, com a companhia ganhando participação no programa Casa Verde e Amarela e mostrando a resiliência do segmento de baixa renda. A recomendação dos analistas da XP é de compra para TEND3, com preço-alvo de R$ 38.

O BBI também aponta que a Tenda apresentou uma sólida prévia operacional para o trimestre, enquanto a empresa conseguia elevar os preços de venda, amenizando o peso dos maiores custos de construção.

Os analistas reafirmam TEND3 como uma das  principais opções no setor, já que a ação está atualmente em queda de 17% no acumulado do ano (até o fechamento da véspera) contra a média de seus pares de queda de 7%, o que veem como injustificado, uma vez que o projeto de construção “offsite”, ou construção industrializada baseada na aplicação de sistemas pré-fabricados, não está precificado, levando à maior assimetria de valor na cobertura dos analistas. A recomendação é de compra para o TEND3 com um preço-alvo estimado para 2021 de R$ 36 por ação.

(com Reuters)

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Ações da B2W sobem forte em última sessão com ticker BTOW3, Méliuz cai após follow-on; Tenda, EzTec e MRV avançam

SÃO PAULO – Em um pregão com início relativamente morno nesta sexta-feira (16), as ações de MRV (MRVE3), EzTec (EZTC3) e Tenda (TEND3) avançam após a divulgação de prévias operacionais do segundo trimestre de 2021. O destaque fica para a Tenda, com ganhos de cerca de 1,8%, enquanto EzTec sobe 1,4% e MRV avança 0,8%.

A MRV anunciou que seus lançamentos de abril a junho somaram R$ 2,40 bilhões em valor geral de vendas (VGV), alta 5,4% sobre um ano antes. Já a construtora Eztec informou que teve vendas líquidas de R$ 284,7 milhões no segundo trimestre, alta de 20,7% sobre o desempenho dos três primeiros meses do ano e mais que o dobro em relação ao vendido no mesmo período do ano passado. A Tenda, por sua vez, registrou lançamentos de 20 empreendimentos, totalizando o recorde de R$ 986 milhões (alta de 56% na base anual).

Os papéis da Méliuz (CASH3), por sua vez, caem cerca de 1,2% após precificar as suas ações a R$ 57 em follow-on.

A B2W (BTOW3), por sua vez, avança cerca de 5% no seu último de pregão como BTOW3. A partir da próxima segunda, os investidores que desejarem adquirir as ações da empresa o farão por meio da “Americanas s.a”, sob o novo ticker AMER3. A mudança foi aprovada na assembleia geral do dia 10 de junho e faz parte do processo de cisão parcial das Lojas Americanas (LAME3 e LAME4). Veja mais clicando aqui. 

Confira os destaques:

Elétricas

Às 11h, é realizado na B3, o leilão de privatização onde o Governo do Estado do Rio Grande do Sul deve vender sua participação de 66% na CEEE Transmissão pelo valor mínimo de R$ 1,7 bilhão.

A XP aponta que, de acordo com o noticiário, CPFL, CTEEP, Taesa, Alupar e os fundos de pensão CPPIB e CDPQ devem participar do leilão, portanto a competição deve ser alta.

“Apesar de ser um ativo importante (aproximadamente R$ 870 milhões de RAP, a Receita Anual Permitida) enxergamos retornos limitados mesmo no valor mínimo. Para encontrar valor na aquisição, o comprador deverá assumir ganhos de eficiência relevantes. Estimamos a participação do Estado do Rio Grande do Sul na CEEE Transmissão em R$ 1,75 bilhão sem assumir ganhos de eficiência”, aponta.

Partidos de oposição protocolaram uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubar a lei que permite a privatização da Eletrobras. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) é assinada por PSB, PSOL, Rede, PT, PDT e PCdoB e pede a “imediata suspensão da eficácia” da proposta, que foi sancionada pela Presidência da República na última terça-feira, dia 13. O documento pede também que o STF impeça a prática de quaisquer atos voltados ao processo de desestatização da estatal até que haja decisão definitiva de mérito da corte.

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A oposição destaca que a privatização não poderia ter sido tratada por meio de medida provisória, pois se trata de matéria “técnica e complexa” e que demanda aprofundamento deliberativo. Os partidos mencionam que o relatório foi aprovado com diversas propostas estranhas ao texto original, conhecidas como “jabutis”, são “flagrante contrabando legislativo”.

“O Executivo propôs a privatização da Eletrobras, uma questão de natureza técnica e complexa, a demandar aprofundamento deliberativo, por meio de medida provisória. O intuito foi esquivar-se do devido processo para a edição de leis ordinárias, não tendo-se comprovado a caracterização do requisito da urgência a justificar a utilização do instrumento excepcional”, diz o documento. “Ainda, na conversão da medida provisória em lei, o Congresso Nacional, por meio de diversas emendas, inseriu no texto legal uma série de matérias estranhas à privatização da Eletrobras, o que caracteriza flagrante contrabando legislativo.” Veja mais clicando aqui. 

Duratex (DTEX3), agora DexCo

A fabricante de materiais de construção Duratex, dona de marcas tradicionais como Deca, Hydra, Portinari e Durafloor, anunciou na quinta um grandioso plano de investimentos de R$ 2,5 bilhões para o período de 2021 a 2025, visando expandir sua capacidade de produção de painéis de madeira, revestimentos cerâmicos, louças e metais sanitários.

A companhia também anunciou uma grande mudança na sua identidade. A partir de agora, passará a se chamar DexCo. A ideia é criar um nome que faz jus ao conglomerado em que se tornou a companhia, com atuação em diversos segmentos. Já o nome Duratex vem desde a fundação da empresa, há 70 anos, e se confundia com sua linha de produtos de madeira. Com o novo nome, o ticker das ações negociadas em Bolsa também vai mudar. A partir de 19 de agosto, será DXCO3 em vez de DTEX3.

O Credit mantém recomendação outperform para a empresa, por acreditar que ela é sua principal beneficiária do que espera que seja um ciclo de construção no Brasil que deve adicionar entre R$ 2 e R$ 2,5 por ação da empresa. O banco diz que a razão entre dívida líquida e lucro Ebitda está em 1,2 vez, e que pode cair a 0,8 vez em 2021, segundo suas estimativas. Isso deve manter o balanço da empresa apto para executar seu ciclo de investimentos de R$ 2,5 bilhões. O banco mantém preço-alvo de R$ 27 para o ativo.

A MRV teve crescimento no volume de lançamentos e vendas no segundo trimestre, refletindo o ambiente de expansão forte da construção civil no país, mas viu uma queda na geração de caixa no período, com pressão de custos com matérias-primas e mudanças no repasse de recursos da Caixa Econômica.

A companhia anunciou nesta quinta-feira que seu lançamentos de abril a junho somaram R$ 2,40 bilhões em valor geral de vendas (VGV), alta 5,4% sobre um ano antes. As vendas totalizaram R$ 2,065 bilhões, aumento de 13,7% no comparativo anual. Segundo a MRV, seu processo de vendas garantidas, no qual as vendas só são registradas quando o comprador apresenta o financiamento bancário, fez com que parte das vendas não fosse lançada dentro do trimestre.

No período, as vendas garantidas da MRV, que na prática eliminam a chance de distrato, representaram 77% do total. Quase 2,5 mil imóveis vendidos no período não entraram na conta devido à falta da garantia de financiamento.

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A MRV decidiu dar sequência à estocagem de parte da matéria- prima para suas obras, para evitar interrupções no fornecimento, o que resultou em consumo de caixa, que foi de 700 mil reais, após geração positiva de R$ 68,3 milhões um ano antes.

O Credit avalia os dados da MRV como positivos e dentro de suas expectativas. O banco projeta que as margens devem continuar sob pressão, e diz não ver sinais de quando a alta dos preços vai desacelerar. Assim, mantém avaliação neutra.

O Itaú BBA avaliou os dados da MRV como positivos, ressaltando os recordes em lançamentos e vendas, impulsionados pela subsidiária AHS. Por outro lado, ressaltou a queima de caixa. O banco mantém avaliação outperform e preço-alvo para 2021 em R$ 20,2 para a MRV, frente à cotação de R$ 16,5 de quinta.

A Eztec anunciou na quinta-feira que teve vendas líquidas de R$ 284,7 milhões no segundo trimestre, alta de 20,7% sobre o desempenho dos três primeiros meses do ano e mais que o dobro em relação ao vendido no mesmo período do ano passado.

A empresa apurou também um salto nos lançamentos, com o equivalente a R$ 928 milhões no segundo trimestre, ante R$ 28 milhões nos três primeiros meses do ano, ou alta de 3.200%, e praticamente zero no mesmo período do ano passado. O total lançado de abril a junho deste ano corresponde a dois empreendimentos de alto padrão.

“Uma vez que o governo do Estado de São Paulo, em relação à pandemia, retrocedeu da fase vermelha para a fase de transição, os plantões de vendas retornaram às suas atividades presenciais desde o dia 18 de abril, viabilizando a retomada de lançamentos”, afirmou a companhia na prévia operacional.

Os distratos fecharam o trimestre na casa dos R$ 39 milhões, “volume ligeiramente superior que o trimestre anterior. Cabe reforçar que 40% dos distratos se refere a downgrades, upgrades ou transferências”, afirmou a empresa.

O Credit Suisse avalia que a Eztec teve resultados positivos quanto a lançamentos, mas com vendas ainda lentas devido ao “timing” dos lançamentos. O banco diz que a empresa parece estar preparada para acelerar os lançamentos, o que encara como positivo, já que o mercado se tornou mais cauteloso quanto à empresa após a divulgação de sua diretriz. O banco se diz, no entanto, preocupado com a concentração de lançamentos em São Paulo prevista para o segundo trimestre, e pela possibilidade de que a inflação continue a pressionar as margens. Assim, mantém avaliação neutra (perspectiva de valorização dentro da média do mercado) para a empresa.

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O Itaú BBA avaliou os resultados da Eztec como neutros, com um ritmo de vendas de estoques “decente”, mas com vendas consolidadas afetadas pela concentração de lançamentos no final de junho. O banco ressalta que a empresa divulgou seu plano de lançamentos, com PSV de R$ 1,3 bilhão. O Itaú mantém recomendação outperform para a Eztec, com preço-alvo para 2021 em R$ 48.

A Tenda lançou 20 empreendimentos no segundo trimestre de 2021, totalizando o recorde de R$ 986 milhões, ou alta de 56% na base anual.

As vendas brutas no período chegaram a outro recorde, de R$ 959 milhões, alta de 39,1% na base anual e avanço de 18,1% na comparação trimestral.

A velocidade de vendas (VSO) atingiu também o patamar histórico de 38,3%. As vendas brutas no primeiro semestre totalizaram R$ 1,8 bilhão, alta de 44% frente 2020.

“A Tenda apresentou mais um trimestre positivo com volume recorde de lançamentos e de vendas, o que reforça nossa visão de resiliência do segmento de baixa renda e ganho de participação de mercado no programa Casa Verde e Amarela das grandes incorporadoras”, aponta a XP, reiterando recomendação de compra e preço-alvo de R$ 38 por ação.

O Credit avalia os dados da Tenda como “fortes”, com velocidade recorde de vendas e alta de 3% no preço médio na comparação trimestral, e de 6% na anual, o que deve ofuscar parcialmente o efeito da inflação. Mas o banco diz que a pressão inflacionária deve limitar o potencial de valorização dos papéis.

O Itaú BBA avalia os resultados da Tenda como positivos, ressaltando que este é o melhor trimestre da empresa em termos de lançamentos e vendas, em meio a um momento operacional sólido. O banco mantém avaliação outperform para a Tenda, e preço-alvo para 2021 em R$ 40,1, frente à cotação de R$ 25,07 de quinta.

A Via, antiga Via Varejo, comunicou nesta sexta-feira que recebeu aprovação final do Banco Central da licença de funcionamento da BNQI Sociedade de Crédito Direto (SCD), o que deve ampliar a oferta de serviços na sua plataforma de soluções financeiras.

“A autorização de atuação como SCD é transformacional para a Via, pois amplia de forma relevante o mercado endereçável de atuação, para um mercado muito além do varejo”, afirmou a empresa em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Além do tradicional crediário, o BNQI SCD poderá realizar, entre outras, operações de empréstimos e de financiamentos aos clientes e parceiros por plataforma eletrônica. A empresa também considera que o BNQI SCD será uma importante alavanca para fidelização dos parceiros do seu marketplace, passando a oferecer serviços como financiamento para capital de giro, entre outros.

A Embraer assinou um acordo de longo prazo para o Programa Pool com a CommutAir, operadora da United Express, para apoiar a frota de jatos ERJ 145 da companhia aérea.

O novo contrato, de acordo com a empresa brasileira, inclui cobertura total de reparação de componentes e peças, bem como acesso a um grande estoque de componentes no centro de distribuição da Embraer em Fort Lauderdale, na Flórida (EUA).

Com um total de 168 aeronaves sob arrendamento, a CommutAir possui a maior frota ERJ 145 no mundo, que recentemente se tornou a única parceira regional a operar a aeronave para a United Airlines.

Atualmente, o Programa Pool atende mais de 50 companhias aéreas em todo o mundo.

Cruzeiro do Sul (CSED3)

A Cruzeiro do Sul anunciou na quinta-feira a compra do grupo universitário Moura Lacerda por R$ 54 milhões, valor que será pago em cinco anos.

Criado há quase um século, a Moura Lacerda tem sede em Ribeirão Preto (SP) e uma carteira de três mil alunos da educação básica à pós-graduação, com cursos superiores nas áreas de Engenharia, Medicina Veterinária, Arquitetura e Direito, informou a Cruzeiro do Sul em fato relevante.

A Méliuz precificou o follow on, ou oferta subsequente, a R$ 57 por ação, ou desconto de 4,4% em relação ao preço de fechamento da véspera, a R$ 59,60. A empresa levantou R$ 427,5 milhões com a distribuição primária, enquanto os acionistas vendedores captaram R$ 727,7 milhões, com a distribuição de 12,77 milhões de ações.

Os recursos com a oferta primária serão utilizados para ampliação da fatia da empresa em marketplace e serviços financeiros, além de potenciais aquisições de empresas consideradas estratégicas.

Os credores da mineradora Samarco, joint venture da brasileira Vale com o grupo anglo-australiano BHP, apresentaram na quinta-feira uma objeção à proposta de recuperação judicial apresentada pela empresa, segundo documento judicial visto pela agência internacional de notícias Reuters.

No documento, os credores afirmaram que o principal objetivo do plano proposto é proteger as gigantes da mineração donas da Samarco e reduzir os pagamentos futuros aos detentores de títulos e credores. Eles rejeitaram a oferta da Samarco de um desconto de 85% no valor a ser pago aos maiores credores da companhia, incluindo os acionistas Vale e BHP, que têm R$ 24 bilhões a receber da joint venture.

A Sinqia, provedora de tecnologia para o sistema financeiro, comunicou que o Torq Ventures, seu programa de
corporate venture capital, assinou contrato para investimento na Celcoin Pagamentos.

A companhia destaca que a Celcoin é pioneira no conceito de open finance no Brasil, e atende mais de 170 clientes
incluindo bancos digitais, fintechs, programas de fidelidade e varejistas. “A Celcoin apresenta um posicionamento estratégico único e um potencial de crescimento enorme, impulsionado pela expansão na oferta de serviços financeiros no Brasil, e viu seu volume de transações crescer 4 vezes nos últimos 12 meses. Mensalmente, 8 milhões de pessoas transacionam mais de R$ 1,5 bilhão na plataforma”, ressalta.

Esse é o primeiro investimento direto minoritário anunciado pelo Torq Ventures, lançado em janeiro. O aporte de R$ 15 milhões compôs uma rodada de R$ 55 milhões, que contou com a liderança do Torq Ventures e co-investimentos do boostLAB e a Vox Capital. Os recursos serão destinados à obtenção de licenças perante o Banco Central e à expansão das
operações da Celcoin.

A Sinqia informou que tem como objetivos nesse investimento (i) reforçar sua estratégia de open finance; (ii) se posicionar no mercado de infraestrutura para bancos digitais e fintechs; (iii) explorar sinergias comerciais, distribuindo as soluções da Celcoin na sua base de clientes e viceversa; e (iv) explorar sinergias técnicas, fornecendo softwares para suportar a expansão das operações da Celcoin.

Preços da celulose

O Morgan Stanley publicou uma avaliação sobre os preços da celulose. Os preços da celulose de fibra curta (BHKP na sigla em inglês) na China cotados na Foex caíram US$ 58,14 por tonelada em uma semana, a US$ 684,85 por tonelada. Os preços da celulose de fibra longa branqueada do norte (NBSK na sigla em inglês) recuaram US$ 12,31 por tonelada em uma semana, a US$ 874,65 por tonelada.

Segundo a Risi, um grande produtor brasileiro de celulose branqueada de eucalipto (BEK na sigla em inglês) está negociando uma redução substancial nos preços para os pedidos de julho. O preço pode atingir entre US$ 660 e US$ 690 por tonelada, uma queda frente ao patamar de entre US$ 760 e US$ 780 por tonelada pago nos últimos dois meses. A Risi também afirmou que outros fornecedores sul-americanos estão negociando a venda de BEK por entre US$ 660 e US$ 680 por tonelada.

O banco diz esperar que os preços sejam menores entre o segundo semestre de 2021, já que o terceiro trimestre é sazonalmente mais fraco para a demanda, e novos projetos começarão a funcionar no quarto trimestre de 2021. A capacidade adicional deve impactar o sentimento do mercado e as negociações, levando a ajustes para baixo em suas previsões.

(com Estadão Conteúdo e Reuters)

Quer entender o que é o mercado financeiro e como ele funciona? Assista à série gratuita “Carreira no Mercado Financeiro” e conheça o setor da economia que paga os melhores salários de 2021.

Méliuz precifica follow-on a R$ 57 por ação, prévias operacionais de MRV, EzTec e Tenda; Cruzeiro do Sul faz aquisição e mais

SÃO PAULO – Em destaque no radar corporativo, a Méliuz precificou as suas ações a R$ 57 em follow-on, a Duratex anunciou investimentos e mudanças na sua marca, enquanto o Cruzeiro do Sul comunicou a compra do grupo universitário Moura Lacerda por R$ 54 milhões, valor que será pago em cinco anos.

Já três companhias divulgaram prévias operacionais do segundo trimestre de 2021. A MRV anunciou que seus lançamentos de abril a junho somaram R$ 2,40 bilhões em valor geral de vendas (VGV), alta 5,4% sobre um ano antes. Já a construtora Eztec informou que teve vendas líquidas de R$ 284,7 milhões no segundo trimestre, alta de 20,7% sobre o desempenho dos três primeiros meses do ano e mais que o dobro em relação ao vendido no mesmo período do ano passado. A Tenda, por sua vez, registrou lançamentos de 20 empreendimentos, totalizando o recorde de R$ 986 milhões (alta de 56% na base anual).

Confira os destaques:

Elétricas

Às 11h, é realizado na B3, o leilão de privatização onde o Governo do Estado do Rio Grande do Sul deve vender sua participação de 66% na CEEE Transmissão pelo valor mínimo de R$ 1,7 bilhão.

A XP aponta que, de acordo com o noticiário, CPFL, CTEEP, Taesa, Alupar e os fundos de pensão CPPIB e CDPQ devem participar do leilão, portanto a competição deve ser alta.

“Apesar de ser um ativo importante (aproximadamente R$ 870 milhões de RAP, a Receita Anual Permitida) enxergamos retornos limitados mesmo no valor mínimo. Para encontrar valor na aquisição, o comprador deverá assumir ganhos de eficiência relevantes. Estimamos a participação do Estado do Rio Grande do Sul na CEEE Transmissão em R$ 1,75 bilhão sem assumir ganhos de eficiência”, aponta.

Partidos de oposição protocolaram uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubar a lei que permite a privatização da Eletrobras. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) é assinada por PSB, PSOL, Rede, PT, PDT e PCdoB e pede a “imediata suspensão da eficácia” da proposta, que foi sancionada pela Presidência da República na última terça-feira, dia 13. O documento pede também que o STF impeça a prática de quaisquer atos voltados ao processo de desestatização da estatal até que haja decisão definitiva de mérito da corte.

A oposição destaca que a privatização não poderia ter sido tratada por meio de medida provisória, pois se trata de matéria “técnica e complexa” e que demanda aprofundamento deliberativo. Os partidos mencionam que o relatório foi aprovado com diversas propostas estranhas ao texto original, conhecidas como “jabutis”, são “flagrante contrabando legislativo”.

“O Executivo propôs a privatização da Eletrobras, uma questão de natureza técnica e complexa, a demandar aprofundamento deliberativo, por meio de medida provisória. O intuito foi esquivar-se do devido processo para a edição de leis ordinárias, não tendo-se comprovado a caracterização do requisito da urgência a justificar a utilização do instrumento excepcional”, diz o documento. “Ainda, na conversão da medida provisória em lei, o Congresso Nacional, por meio de diversas emendas, inseriu no texto legal uma série de matérias estranhas à privatização da Eletrobras, o que caracteriza flagrante contrabando legislativo.” Veja mais clicando aqui. 

Duratex (DTEX3), agora DexCo

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A fabricante de materiais de construção Duratex, dona de marcas tradicionais como Deca, Hydra, Portinari e Durafloor, anunciou na quinta um grandioso plano de investimentos de R$ 2,5 bilhões para o período de 2021 a 2025, visando expandir sua capacidade de produção de painéis de madeira, revestimentos cerâmicos, louças e metais sanitários.

A companhia também anunciou uma grande mudança na sua identidade. A partir de agora, passará a se chamar DexCo. A ideia é criar um nome que faz jus ao conglomerado em que se tornou a companhia, com atuação em diversos segmentos. Já o nome Duratex vem desde a fundação da empresa, há 70 anos, e se confundia com sua linha de produtos de madeira. Com o novo nome, o ticker das ações negociadas em Bolsa também vai mudar. A partir de 19 de agosto, será DXCO3 em vez de DTEX3.

O Credit mantém recomendação outperform para a empresa, por acreditar que ela é sua principal beneficiária do que espera que seja um ciclo de construção no Brasil que deve adicionar entre R$ 2 e R$ 2,5 por ação da empresa. O banco diz que a razão entre dívida líquida e lucro Ebitda está em 1,2 vez, e que pode cair a 0,8 vez em 2021, segundo suas estimativas. Isso deve manter o balanço da empresa apto para executar seu ciclo de investimentos de R$ 2,5 bilhões. O banco mantém preço-alvo de R$ 27 para o ativo.

A MRV teve crescimento no volume de lançamentos e vendas no segundo trimestre, refletindo o ambiente de expansão forte da construção civil no país, mas viu uma queda na geração de caixa no período, com pressão de custos com matérias-primas e mudanças no repasse de recursos da Caixa Econômica.

A companhia anunciou nesta quinta-feira que seu lançamentos de abril a junho somaram R$ 2,40 bilhões em valor geral de vendas (VGV), alta 5,4% sobre um ano antes. As vendas totalizaram R$ 2,065 bilhões, aumento de 13,7% no comparativo anual. Segundo a MRV, seu processo de vendas garantidas, no qual as vendas só são registradas quando o comprador apresenta o financiamento bancário, fez com que parte das vendas não fosse lançada dentro do trimestre.

No período, as vendas garantidas da MRV, que na prática eliminam a chance de distrato, representaram 77% do total. Quase 2,5 mil imóveis vendidos no período não entraram na conta devido à falta da garantia de financiamento.

A MRV decidiu dar sequência à estocagem de parte da matéria- prima para suas obras, para evitar interrupções no fornecimento, o que resultou em consumo de caixa, que foi de 700 mil reais, após geração positiva de R$ 68,3 milhões um ano antes.

O Credit avalia os dados da MRV como positivos e dentro de suas expectativas. O banco projeta que as margens devem continuar sob pressão, e diz não ver sinais de quando a alta dos preços vai desacelerar. Assim, mantém avaliação neutra.

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A Eztec anunciou na quinta-feira que teve vendas líquidas de R$ 284,7 milhões no segundo trimestre, alta de 20,7% sobre o desempenho dos três primeiros meses do ano e mais que o dobro em relação ao vendido no mesmo período do ano passado.

A empresa apurou também um salto nos lançamentos, com o equivalente a R$ 928 milhões no segundo trimestre, ante R$ 28 milhões nos três primeiros meses do ano, ou alta de 3.200%, e praticamente zero no mesmo período do ano passado. O total lançado de abril a junho deste ano corresponde a dois empreendimentos de alto padrão.

“Uma vez que o governo do Estado de São Paulo, em relação à pandemia, retrocedeu da fase vermelha para a fase de transição, os plantões de vendas retornaram às suas atividades presenciais desde o dia 18 de abril, viabilizando a retomada de lançamentos”, afirmou a companhia na prévia operacional.

Os distratos fecharam o trimestre na casa dos R$ 39 milhões, “volume ligeiramente superior que o trimestre anterior. Cabe reforçar que 40% dos distratos se refere a downgrades, upgrades ou transferências”, afirmou a empresa.

O Credit Suisse avalia que a Eztec teve resultados positivos quanto a lançamentos, mas com vendas ainda lentas devido ao “timing” dos lançamentos. O banco diz que a empresa parece estar preparada para acelerar os lançamentos, o que encara como positivo, já que o mercado se tornou mais cauteloso quanto à empresa após a divulgação de sua diretriz. O banco se diz, no entanto, preocupado com a concentração de lançamentos em São Paulo prevista para o segundo trimestre, e pela possibilidade de que a inflação continue a pressionar as margens. Assim, mantém avaliação neutra (perspectiva de valorização dentro da média do mercado) para a empresa.

O Itaú BBA avaliou os resultados da Eztec como neutros, com um ritmo de vendas de estoques “decente”, mas com vendas consolidadas afetadas pela concentração de lançamentos no final de junho. O banco ressalta que a empresa divulgou seu plano de lançamentos, com PSV de R$ 1,3 bilhão. O Itaú mantém recomendação outperform para a Eztec, com preço-alvo para 2021 em R$ 48.

A Tenda lançou 20 empreendimentos no segundo trimestre de 2021, totalizando o recorde de R$ 986 milhões, ou alta de 56% na base anual.

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As vendas brutas no período chegaram a outro recorde, de R$ 959 milhões, alta de 39,1% na base anual e avanço de 18,1% na comparação trimestral.

A velocidade de vendas (VSO) atingiu também o patamar histórico de 38,3%. As vendas brutas no primeiro semestre totalizaram R$ 1,8 bilhão, alta de 44% frente 2020.

“A Tenda apresentou mais um trimestre positivo com volume recorde de lançamentos e de vendas, o que reforça nossa visão de resiliência do segmento de baixa renda e ganho de participação de mercado no programa Casa Verde e Amarela das grandes incorporadoras”, aponta a XP, reiterando recomendação de compra e preço-alvo de R$ 38 por ação.

O Credit avalia os dados da Tenda como “fortes”, com velocidade recorde de vendas e alta de 3% no preço médio na comparação trimestral, e de 6% na anual, o que deve ofuscar parcialmente o efeito da inflação. Mas o banco diz que a pressão inflacionária deve limitar o potencial de valorização dos papéis.

O Itaú BBA avalia os resultados da Tenda como positivos, ressaltando que este é o melhor trimestre da empresa em termos de lançamentos e vendas, em meio a um momento operacional sólido. O banco mantém avaliação outperform para a Tenda, e preço-alvo para 2021 em R$ 40,1, frente à cotação de R$ 25,07 de quinta.

A Via, antiga Via Varejo, comunicou nesta sexta-feira que recebeu aprovação final do Banco Central da licença de funcionamento da BNQI Sociedade de Crédito Direto (SCD), o que deve ampliar a oferta de serviços na sua plataforma de soluções financeiras.

“A autorização de atuação como SCD é transformacional para a Via, pois amplia de forma relevante o mercado endereçável de atuação, para um mercado muito além do varejo”, afirmou a empresa em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Além do tradicional crediário, o BNQI SCD poderá realizar, entre outras, operações de empréstimos e de financiamentos aos clientes e parceiros por plataforma eletrônica. A empresa também considera que o BNQI SCD será uma importante alavanca para fidelização dos parceiros do seu marketplace, passando a oferecer serviços como financiamento para capital de giro, entre outros.

A Embraer assinou um acordo de longo prazo para o Programa Pool com a CommutAir, operadora da United Express, para apoiar a frota de jatos ERJ 145 da companhia aérea.

O novo contrato, de acordo com a empresa brasileira, inclui cobertura total de reparação de componentes e peças, bem como acesso a um grande estoque de componentes no centro de distribuição da Embraer em Fort Lauderdale, na Flórida (EUA).

Com um total de 168 aeronaves sob arrendamento, a CommutAir possui a maior frota ERJ 145 no mundo, que recentemente se tornou a única parceira regional a operar a aeronave para a United Airlines.

Atualmente, o Programa Pool atende mais de 50 companhias aéreas em todo o mundo.

Cruzeiro do Sul (CSED3)

A Cruzeiro do Sul anunciou na quinta-feira a compra do grupo universitário Moura Lacerda por R$ 54 milhões, valor que será pago em cinco anos.

Criado há quase um século, a Moura Lacerda tem sede em Ribeirão Preto (SP) e uma carteira de três mil alunos da educação básica à pós-graduação, com cursos superiores nas áreas de Engenharia, Medicina Veterinária, Arquitetura e Direito, informou a Cruzeiro do Sul em fato relevante.

A Méliuz precificou o follow on, ou oferta subsequente, a R$ 57 por ação, ou desconto de 4,4% em relação ao preço de fechamento da véspera, a R$ 59,60. A empresa levantou R$ 427,5 milhões com a distribuição primária, enquanto os acionistas vendedores captaram R$ 727,7 milhões, com a distribuição de 12,77 milhões de ações.

Os recursos com a oferta primária serão utilizados para ampliação da fatia da empresa em marketplace e serviços financeiros, além de potenciais aquisições de empresas consideradas estratégicas.

Os credores da mineradora Samarco, joint venture da brasileira Vale com o grupo anglo-australiano BHP, apresentaram na quinta-feira uma objeção à proposta de recuperação judicial apresentada pela empresa, segundo documento judicial visto pela agência internacional de notícias Reuters.

No documento, os credores afirmaram que o principal objetivo do plano proposto é proteger as gigantes da mineração donas da Samarco e reduzir os pagamentos futuros aos detentores de títulos e credores. Eles rejeitaram a oferta da Samarco de um desconto de 85% no valor a ser pago aos maiores credores da companhia, incluindo os acionistas Vale e BHP, que têm R$ 24 bilhões a receber da joint venture.

A Sinqia, provedora de tecnologia para o sistema financeiro, comunicou que o Torq Ventures, seu programa de
corporate venture capital, assinou contrato para investimento na Celcoin Pagamentos.

A companhia destaca que a Celcoin é pioneira no conceito de open finance no Brasil, e atende mais de 170 clientes
incluindo bancos digitais, fintechs, programas de fidelidade e varejistas. “A Celcoin apresenta um posicionamento estratégico único e um potencial de crescimento enorme, impulsionado pela expansão na oferta de serviços financeiros no Brasil, e viu seu volume de transações crescer 4 vezes nos últimos 12 meses. Mensalmente, 8 milhões de pessoas transacionam mais de R$ 1,5 bilhão na plataforma”, ressalta.

Esse é o primeiro investimento direto minoritário anunciado pelo Torq Ventures, lançado em janeiro. O aporte de R$ 15 milhões compôs uma rodada de R$ 55 milhões, que contou com a liderança do Torq Ventures e co-investimentos do boostLAB e a Vox Capital. Os recursos serão destinados à obtenção de licenças perante o Banco Central e à expansão das
operações da Celcoin.

A Sinqia informou que tem como objetivos nesse investimento (i) reforçar sua estratégia de open finance; (ii) se posicionar no mercado de infraestrutura para bancos digitais e fintechs; (iii) explorar sinergias comerciais, distribuindo as soluções da Celcoin na sua base de clientes e viceversa; e (iv) explorar sinergias técnicas, fornecendo softwares para suportar a expansão das operações da Celcoin.

(com Estadão Conteúdo e Reuters)

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Prejuízo de R$ 138 milhões da C&A, lucro de R$ 961 milhões da CPFL e mais 12 resultados

(Shutterstock)

SÃO PAULO – Depois de uma sessão de alta da Bolsa, esta quinta-feira (13) foi agitada por uma bateria de mais de 30 resultados divulgados após o fechamento da B3. Fora os números de Petrobras (PETR3; PETR4), Magazine Luiza (MGLU3), Lojas Renner (LREN3), Cyrela (CYRE3) e CCR (CCRO3) ainda saíram diversos balanços de empresas cujas ações fazem parte do Ibovespa, o principal benchmark do mercado brasileiro.

Confira os principais resultados desta quinta:

No setor de educação, a Anima registrou um lucro líquido de R$ 56,3 milhões no primeiro trimestre de 2021, o que representa um crescimento de 28,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) da empresa totalizou R$ 146,5 milhões, em uma expansão de 23,9% na mesma base de comparação. Já a receita líquida atingiu R$ 416 milhões, em incremento de 22,8%.

BR Malls (BRML3)

O lucro da administradora de shopping centers BR Malls foi de R$ 76,02 milhões no primeiro trimestre de 2021, em uma contração de 41,5% ante o mesmo período do ano anterior. Ao mesmo tempo, o Ebitda da empresa chegou a R$ 171,12 milhões, o que representa uma queda de 17,2% na comparação anual. A receita líquida de R$ 241,1 milhões foi uma baixa de 18,5% nessa mesma base.

C&A Modas (CEAB3)

Rede de lojas varejista de vestuário, a C&A teve um prejuízo líquido de R$ 138,5 milhões no primeiro trimestre de 2021, perda que foi três vezes maior que o prejuízo de R$ 55,4 milhões registrado nos primeiros três meses de 2020. O Ebitda ajustado da companhia foi negativo em R$ 133,8 milhões, depois da empresa ter reportado um Ebitda positivo de R$ 4,2 milhões no mesmo período do ano passado. A receita líquida da C&A totalizou R$ 776,1 milhões, o que representa uma queda de 20,6% na comparação anual.

A companhia de energia elétrica CPFL teve lucro líquido de R$ 961 milhões no primeiro trimestre de 2021, número 6,3% maior que o registrado no mesmo período do ano passado. Já o Ebitda da companhia foi de R$ 1,966 bilhão, valor 15,9% superior ao do primeiro trimestre de 2020. A receita líquida, por sua vez, totalizou R$ 8,288 bilhões, em uma expansão de 13,8% na comparação anual.

Ecorodovias (ECOR3)

Concessionária de rodovias, a Ecorodovias teve um lucro líquido de 88 milhões no primeiro trimestre de 2021, valor 11,9% menor que o do mesmo período do ano passado. O Ebitda da empresa somou R$ 575,4 milhões, em crescimento de 8,5% ante o primeiro trimestre de 2020. A receita líquida, por sua vez, atingiu R$ 836,3 milhões, o que corresponde a um avanço de 8,9% na base anual.

A construtora/incorporadora Eztec reportou um lucro líquido de R$ 72,9 milhões, o que representa uma queda de 6% em comparação com os números do primeiro trimestre de 2020. O Ebitda somou R$ 38,9 milhões, em uma retração de 28% sobre o mesmo período do ano passado. Por fim, a receita líquida atingiu R$ 194,97 milhões, um resultado que corresponde a uma queda de 22% na base anual de comparação.

Na construção/incorporação, a Even teve lucro líquido de R$ 83,6 milhões, Ebitda de R$ 111,46 milhões e receita líquida de R$ 683,38 milhões, em crescimentos de 130%, 87,5% e 68% respectivamente na comparação com o primeiro trimestre de 2020.

Grupo Mateus (GMAT3)

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A rede varejista Grupo Mateus reportou um lucro líquido de R$ 157 milhões no primeiro trimestre deste ano, em um crescimento de 53,9% em relação ao mesmo período do ano passado. O Ebitda foi de R$ 220 milhões, em avanço de 41,6% e a receita líquida somou R$ 3,362 bilhões, o que representa uma expansão de 39,6% sobre os primeiros três meses de 2020.

Mais uma construtora e incorporadora, a Lavvi teve um lucro líquido de R$ 17,05 milhões, o que equivale a um crescimento de 89% ante o mesmo período do ano passado. A receita líquida da empresa totalizou R$ 90,43 milhões, em expansão de 113% na base anual de comparação.

No setor de distribuição de energia elétrica, a Light registrou prejuízo líquido de R$ 40,83 milhões, nos primeiros três meses deste ano depois de ter lucrado R$ 166,7 milhões no primeiro trimestre de 2020. O Ebitda da empresa foi de R$ 419,8 milhões, em uma retração de 9,9% na base anual. A receita líquida bateu R$ 3,51 bilhões, crescendo 21,2% na comparação anual.

Especializada em implementos rodoviários, a Randon somou lucro líquido de R$ 134,1 milhões, o que corresponde a um crescimento de 4378,3% sobre o mesmo período do ano passado. O Ebitda ajustado foi de R$ 334,07 milhões, em alta de 122,7% na comparação anual e a receita líquida bateu R$ 1,913 bilhão, o que representa um aumento de 63,8% na mesma base de comparação.

Atuando no ramo de logística, a Rumo teve um lucro de R$ 175 milhões no primeiro trimestre de 2021, revertendo um prejuízo de R$ 274 milhões no mesmo período do ano passado. O Ebitda da empresa totalizou R$ 832 milhões, um crescimento de 44,2% na comparação anual. Já a receita líquida da companhia somou R$ 1,746 bilhão, o que representa um incremento de 22,6% ante os primeiros três meses de 2020.

A Sanepar teve um lucro líquido de R$ 246,5 milhões no primeiro trimestre de 2021, valor que representa uma queda de 3,7% em relação ao mesmo período do ano passado. O Ebitda somou R$ 522,7 milhões, em crescimento de 0,3% na base anual de comparação. A receita líquida totalizou R$ 1,226 bilhão, o que corresponde a uma queda de 1,6% ano a ano.

A incorporadora Tecnisa teve prejuízo líquido de R$ 26 milhões no primeiro trimestre de 2021, uma melhora de 55% em relação ao prejuízo líquido de R$ 58 milhões no primeiro trimestre de 2020. O Ebitda foi negativo em R$ 10,56 milhões, ante R$ 50,58 milhões de perda no mesmo período do ano passado. A Receita Líquida totalizou R$ 33 milhões no período, em redução de 26% em relação aos primeiros três meses de 2020.

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Como a alta da Selic pode impactar o negócio das empresas do setor imobiliário na Bolsa

SÃO PAULO Após ter atingido seu menor patamar histórico, de 2% ao ano, a Selic voltou a subir em 2021. Em março, o Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Copom, decidiu elevar a taxa básica de juros a 2,75% ao ano — uma decisão esperada pelo mercado a fim de reduzir a pressão sobre a inflação. 

Mas a alta da Selic pode prejudicar o desempenho das empresas do setor imobiliário na Bolsa? E como ficam os juros do financiamento imobiliário: eles vão subir também? Executivos de cinco construtoras participaram da série de lives Por Dentro dos Resultados, do InfoMoney, e falaram sobre o juro básico maior. Veja acima um resumo sobre o tema — e o conteúdo completo do projeto está no site.

Flavio Vidigal, CFO da Tecnisa (TCSA3), acredita que o aumento da Selic deve ter pouco impacto sobre o custo dos financiamentos imobiliários. “Os bancos têm capacidade de absorver esse incremento [da Selic]. Até porque quando houve a queda, ela não acompanhou 100%, não teve toda a correlação na parte de pessoa física”, disse. 

O executivo afirmou que vê como “saudável” o aumento do juros para mitigar a inflação. “A taxa de juros influencia na capacidade que o cliente tem de se financiar para comprar o apartamento. De nada adianta isso se o preço [do imóvel] subir muito, porque a renda do cliente não acompanharia”, completou. 

Já a EzTec (EZTC3) acredita que a subida de juros acende um alerta. “Ela acende um alerta. Não acende um alerta para o consumidor de alta renda, porque ele ainda vê seu dinheiro corroído por um IGP de quase 30%, mas no segmento de média renda o temor, obviamente, é de você começar a ver um incremento das taxas de financiamento imobiliário. Essas sim, quando começarem a ocorrer, provocarão algum tipo de impacto”, afirmou Emilio Fugazza, CFO da companhia. 

Rafael Menin, CEO da MRV (MRVE3), disse que mesmo se a Selic subir para cerca de 5% ao ano, o spread dos bancos vai continuar alto e, portanto, ele não acredita que o aumento do juro básico pode encarecer o custo do crédito imobiliário. Segundo ele, a demanda por imóveis continua.

“Os juros do crédito imobiliário chegaram a custar 11,5% ao ano, e caíram para 7% ao ano. O custo do funding é a poupança, que custa 70% da Selic. Uma Selic a 5% ao ano vai gerar um custo de funding de 3,5% ao ano. Então, o banco ainda terá um spread grande para manter o juro imobiliário na casa dos 7%. Agora é all time high no spread do crédito imobiliário. Nunca se teve um custo de captação de 1,5%, emprestando a 7,7%”, destacou o executivo. 

Para a Tenda (TEND3), o CFO Renan Sanches destacou que a alteração na Selic não faz diferença sobre as operações da empresa, uma vez que ela é focada na baixa renda, segmento no qual as taxas de juros são definidas pelo Ministério do Desenvolvimento Regional e são estáveis. 

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“A gente de fato espera que, assim como a gente já viveu em outras crises, situações em que a Selic estava em 14% e mais recente em 2%, em nenhum momento isso afetou o interesse das pessoas de comprar imóveis no segmento de renda menor. Como as taxas de juros são pré-definidas, e a troca que a pessoa avalia é se vale a pena ela continuar pagando aluguel ou adquirir a casa própria, que inclusive ela vai ter subsídio do governo para isso”, disse Sanches. 

Felipe Goes, CEO da São Carlos (SCAR3), destacou que há uma correlação direta entre os preços das ações de construtoras na Bolsa e o aumento da Selic. “Os imóveis são vistos corretamente como um investimento seguro, são tijolos, solo, principalmente imóvel urbano tem uma segurança de valor ao longo dos anos”, disse. O executivo, no entanto, destacou que é importante olhar para outros fatores na hora de precificar a empresa. 

“Se a gente pega esse valor de avaliação de R$ 5 bilhões [quanto valem juntos todos os empreendimentos da companhia], tira a dívida e divide pelo número de ações, a gente chega a R$ 70. A ação está sendo negociada em torno de R$ 35. Isso demonstra o potencial de upside para o investidor. Entender o valor do tijolo, o valor do metro quadrado, também é muito importante”, completou.

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