Entrega em 1 hora, mais serviços e marca própria: como a Panvel Farmácias tem a maior satisfação do cliente no setor?

SÃO PAULO — Líder em satisfação dos clientes (NPS) nos mercados em que atua, a Panvel Farmácias (PNVL3), do Grupo Dimed, está focada em ganhar mercado no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e na cidade de São Paulo. Para isso, tem feito investimento em inovação, logística e tecnologia.

Segundo o CEO do grupo, Julio Mottin Neto, atualmente a empresa tem capacidade de fazer entregas em até uma hora em todas as cidades onde atua, sendo que cerca de 16% de sua receita já vem das vendas online. “Atualmente, um terço das nossas entregas já são feitas em até uma hora. O número só não é maior porque a maioria dos clientes prefere optar pela entrega agendada”, destacou em live do InfoMoney na quarta-feira (18).

A live faz parte do projeto Por Dentro dos Resultados, em que o InfoMoney entrevista CEOs e diretores de importantes companhias de capital aberto, no Brasil ou no exterior. Eles falam sobre o balanço do segundo trimestre de 2021 e sobre perspectivas. Para acompanhar todas as entrevistas da série, se inscreva no canal do InfoMoney no YouTube.

A participação de mercado da Panvel é maior no Rio Grande do Sul (20%), enquanto em Santa Catarina e no Paraná a fatia da marca está em torno de 5%. “Ainda há muito espaço para crescer nesses mercados, por isso não pensamos em expandir para outras áreas do país no momento”, afirmou o executivo. “Somos muito preocupados com qualidade, temos que expandir mantendo o nível de satisfação dos clientes.”

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Antônio Napp, CFO e diretor de relações com investidores do grupo, destacou o crescimento dos serviços, que no segundo trimestre deste ano representou cerca de 5% da receita da companhia, especialmente puxado por testes de Covid-19 e vacinas contra a gripe (H1N1). “Temos mais de 100 serviços disponíveis em nossas lojas e toda nova loja já abre com a clínica junto”, disse.

O executivo destacou que a rede vai ampliar seus esforços para atingir as classes C e D, com lojas de perfil mais popular, com exceção das unidades na cidade de São Paulo, que são mais voltadas ao público A e B. Outro diferencial ressaltado pelo CFO é a marca própria, que ajuda a ampliar a receita do grupo.

“O momento da ação é uma excelente oportunidade de entrada. (…) A companhia tem ótimos fundamentos. Entrega todos os compromissos, inclusive os que estavam na nossa oferta. Estamos finalizando agora em agosto a migração ao Novo Mercado e colocamos no ar novamente um programa de recompra de ações porque entendemos que é uma boa oportunidade de remunerar nosso acionista. Nós temos bastante confiança que os fundamentos sólidos da companhia e os números fortes consistentes vão eventualmente refletir no valuation”, afirmou Napp.

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Os executivos falaram ainda sobre a expectativa de continuar pagando dividendos perto do percentual mínimo exigido (25% do lucro), sobre como a reforma tributária pode atingir o setor de atuação da Panvel, sobre caixa fortalecido após o follow on o ano passado e sobre iniciativas ESG, como por exemplo as usinas fotovoltaicas que já alimentam parte das operações: “a ideia é que até o fim de 2022 toda a energia utilizada em nossa operação virá das nossas usinas fotovoltaicas”, disse o CEO.  Assista à live completa acima, ou clique aqui.

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Refém de lojas em shoppings, como a rede de farmácias d1000 enfrenta uma batalha para recuperar vendas

SÃO PAULO — Em 2020, a rede de farmácias d1000 (DMVF3) foi fortemente impactada pela pandemia de Covid-19. Embora atue num setor essencial, a maioria de suas lojas estavam dentro de shoppings, que foram fechados para restringir a circulação de pessoas.

Agora, com a reabertura desses estabelecimentos, a companhia corre contra o tempo para recuperar o ritmo de vendas de suas unidades, sejam em marcas premium ou populares. Em live do InfoMoney, o CEO da empresa, Sammy Birmarcker, afirmou que o foco agora é em melhoras operacionais.

A live faz parte do projeto Por Dentro dos Resultados, em que o InfoMoney entrevista CEOs e diretores de importantes companhias de capital aberto, no Brasil ou no exterior. Eles falam sobre o balanço do segundo trimestre de 2021 e sobre perspectivas. Para acompanhar todas as entrevistas da série, se inscreva no canal do InfoMoney no YouTube.

“Quando a gente vê o segundo trimestre de 2020, naquele momento a gente não estava pagando quase nenhum aluguel de shoppings, com as lojas fechadas por conta da pandemia. A gente também tinha conseguido congelar alguns aluguéis de lojas de rua. Então, a comparação nesse sentido é um pouco perversa quando a gente olha para o segundo trimestre deste ano, quando tudo já tinha voltado à normalidade nesse quesito”, disse.

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“A nossa grande questão é seguir com as melhorias operacionais para que a gente possa com o aumento médio de venda por loja diluir essa conta”, completou. O executivo destacou que a companhia tem uma alta concentração de lojas no Rio de Janeiro, que tem uns dos mais caros metros quadrados do país. “Não damos guidance, mas a gente entende que o quarto trimestre deve estar trazendo 100% da recuperação das lojas de shopping.”

Antes da pandemia, 20% das vendas da d1000 vinham de lojas em shoppings e, segundo o executivo, atualmente essas lojas performam cerca de 75% do que performavam em 2019. “Se a gente considerar esse retorno, a gente teria um acréscimo de R$ 14 milhões de receita média por trimestre. Se fizer uma conta de margem bruta de 30%, são R$ 4,2 milhões de Ebitda num trimestre, o que com certeza já seria suficiente para matar esse licro líquido [negativo]”, afirmou.

O executivo falou ainda sobre e-commerce, que hoje representa apenas 3% da receita da companhia. “A gente sabe que não temos ainda a melhor ferramenta. Mas vamos ter a troca por uma que está presente em 8 das 10 melhores redes, muito melhor do que temos agora, então a gente espera que o e-commerce siga crescendo. Junto com o call center e o clique e retire isso passe de 8% de participação do nosso negócio”, disse.

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Birmarcker destacou ainda que revisaram a estrutura logística do delivery e isso melhorou o NPS, a nota de satisfação dos clientes. O CEO falou ainda sobre guidance de abertura de lojas: até o fim do ano, são 30 aberturas de lojas previstas. Até junho, metade da meta já estava concluída, mas 100% do guidance já está contratado. Apenas uma das lojas fica em shopping, mas com abertura direta para rua.

Ele citou que também há 13 ampliações de lojas previstas, o que geralmente resulta em aumento de 40% de vendas na unidade que for expandida. O CEO comentou ainda sobre o ganho de sinergia com a controladora Profarma e como a reforma tributária em discussão no Congresso pode afetar as operações da d1000. Assista à live completa acima, ou clique aqui.

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RD tem lucro líquido de R$ 266,4 milhões no 2º tri, em crescimento de 442% na base anual

SÃO PAULO – A RD (RADL3) lucrou R$ 266,4 milhões no segundo trimestre de 2021, número que corresponde a um crescimento de 442,5% na comparação com o mesmo período do ano passado, conforme divulgou a companhia nesta terça-feira (10).

Já o Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) Ajustado da rede de farmácias ficou em R$ 497,115 milhões, o que representa uma expansão de 118,5% ante o segundo trimestre de 2020.

A receita líquida, por sua vez, totalizou R$ 5,868 bilhões, em um avanço de 131,3% na base anual.

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Após lucro recorde da Pague Menos no 2º tri, analistas reiteram compra e otimismo com empresa; papéis sobem mais de 3% na Bolsa

SÃO PAULO – A rede de farmácias Pague Menos (PGMN3) registrou lucro líquido de R$ 71,6 milhões no segundo trimestre deste ano, um aumento de 683% na comparação anual e o maior lucro trimestral da história da companhia.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciações, amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) foi a R$ 192,3 milhões entre abril e junho deste ano, alta de 37,7% em relação ao mesmo período de 2020.

Os resultados, tidos como fortes por analistas do mercado financeiro, vieram acima do esperado e contribuíram para um desempenho positivo das ações na Bolsa nesta terça. Os papéis PGM3 abriram o pregão com alta de 1,9% na B3, a R$ 12,32. Por volta das 15h05 (horário de Brasília), as ações subiam 3,80%, a R$ 12,55.

Na avaliação da XP, os resultados continuam a refletir as diversas iniciativas que a companhia está implementando em sua reestruturação operacional e que devem, segundo os analistas, continuar beneficiando a Pague Menos nos próximos meses.

Além disso, as vendas digitais, a plataforma omnichannel e o Clinic Farma seguem avançando e devem contribuir, segundo o time da XP, para o aumento de recorrência de compra e ticket médio ao longo dos próximos trimestres.

Entre os principais destaques positivos do balanço, a XP cita o sólido desempenho de vendas mesmas lojas (SSS), com aumento de 19,7% na base de comparação anual, beneficiadas pela base de comparação mais fraca e pelo reajuste de preços dos medicamentos, em abril.

O ganho de participação de mercado nas principais regiões de atuação (Norte de Nordeste) também foi um dado positivo, na avaliação da casa.

O time de análise escreve ainda que a companhia continuou a apresentar melhora de rentabilidade, com a margem bruta em 31% (aumento de 1,6 p.p. ano sobre ano) e margem Ebitda de 9,4% (aumento de 1,2p.p. na base anual), decorrente de melhorias operacionais e impactos positivos do reajuste no estoque.

Isso contribuiu para uma margem líquida de 3,5%, um nível recorde, reforça a XP.

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Os fortes resultados também foram exaltados pelo Itaú BBA, que cita os números do último trimestre como “impressionantes”, superando as estimativas de receita e lucro do banco.

Em relatório, os analistas destacam que a companhia se beneficiou do reajuste nos preços dos medicamentos, autorizado em abril, e de melhorias operacionais oriundas do seu processo de reestruturação.

A base de comparação fraca também contribuiu, escrevem, dado que os efeitos iniciais da Covid-19 pesaram sobre os números do segundo trimestre do ano passado,

O Itaú BBA tem recomendação outperform (performance acima da média do mercado) para os papéis da Pague Menos e preço-alvo de R$ 16,00 – o que implica potencial de alta de 32,3% em relação ao fechamento de segunda-feira (2).

Bom desempenho pós-IPO

Em relatório, o Credit Suisse escreve que este é o quarto resultado trimestral pós-IPO (em agosto de 2020) mostrando boa consistência da companhia. Isso é particularmente bom para a Pague Menos aumentar a confiança do mercado de que a recuperação foi implementada com sucesso e reforça perspectivas positivas no futuro, avalia.

“O resultado do segundo trimestre deve conduzir a uma revisão positiva dos lucros e, portanto, esperamos uma reação positiva do mercado”, escrevem os analistas.

O time de análise afirma que segue otimista com a companhia, uma vez que ela opera em um segmento crescente e resiliente, menos afetado por crises macroeconômicas.

Além disso, a rede de farmácias tem uma história de crescimento clara, na avaliação do banco, tanto do ponto de vista orgânico quanto inorgânico (como a aquisição da Extrafarma), com foco nas regiões centrais onde a empresa tem maior participação de mercado e lucratividade.

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O Credit Suisse tem recomendação outperform para os papéis da companhia, com preço-alvo de R$ 13,50.

Próximos passos

Após o resultado recorde no trimestre, a expectativa da XP é de que a Pague Menos continue a apresentar resultados sólidos nos próximos meses, à medida que iniciativas internas sejam traduzidas em melhoria de vendas e rentabilidade.

“Vemos um grande potencial com o Clinic Farma, que expandiu seu portfólio de serviços para 46 (ante 37 no primeiro trimestre) e já alcança 6,8% da base de clientes. Ainda, a companhia anunciou uma parceria com a Saúde ID, do Grupo Fleury, para a utilização da tecnologia TytoCare durante atendimentos via telemedicinas nas lojas, facilitando o acesso a parâmetros fisiológicos”, escrevem os analistas.

O time de análise destaca ainda que a empresa já possui 80 contratos assinados para a inauguração de novas lojas, que devem ganhar tração no terceiro trimestre, e que a companhia já está trabalhando no plano de integração da Extrafarma para implementá-lo assim que houver a aprovação do Cade.

A XP manteve sua recomendação de compra para os papéis da Pague Menos, com preço alvo de R$ 13 por ação para o fim de 2021 – o que implica uspide de 7,5%.

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Com resultados sólidos no 2º tri, analistas reforçam recomendação de compra para Hypera e miram sinergias após aquisições

SÃO PAULO – A farmacêutica brasileira Hypera Pharma (HYPE3) divulgou na última sexta-feira (23), após o fechamento do mercado, seus resultados referentes ao segundo trimestre de 2020.

No período, a companhia registrou lucro líquido de R$ 470,6 milhões, alta de 18,7% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado.

A receita da Hypera, por sua vez, subiu 43,5% no segundo trimestre ante 2020, para R$ 1,5 bilhão, puxada principalmente pela aquisição dos negócios da Takeda e da família Buscopan, além do crescimento orgânico de 23,3% das venda no varejo. Leia mais aqui.

Na avaliação de analistas do mercado financeiro, de casas como Credit Suisse, Morgan Stanley, Itaú BBA e XP, os resultados trimestrais vieram sólidos e reforçam a recomendação de compra para os papéis da companhia.

Entre os principais destaques no trimestre, o Morgan Stanley cita os produtos de prescrição, com vendas crescendo acima do mercado em meio ao aumento no número de medicamentos crônicos, dermatológicos e de Vitamina D.

O segmento de Consumer Health, que engloba vitaminas e suplementos, por exemplo, também segue ganhando participação de mercado, enquanto similares e genéricos continuam apresentando bons resultados, escrevem os analistas, em relatório divulgado nesta segunda.

Para o Morgan Stanley, Hypera negocia a um nível atrativo de 15 vezes o preço sobre lucro estimado para 2021, o que é perto de uma vez o desvio padrão abaixo dos níveis históricos. “A companhia tem apresentado bons resultados consistentemente, o que poderia suportar uma re-rating”, escrevem os analistas.

O banco tem recomendação overweight (acima da média do mercado) para os papéis HYPE3, com preço-alvo de R$ 38 – o que implica potencial de alta de 4,8% ante o fechamento de sexta-feira (23).

Sinergias após fusões e aquisições

Na avaliação do Itaú BBA, a continuação do crescimento de sell-out (comercialização direta ao cliente) acima da média do mercado e os sinais de sinergias das recentes fusões e aquisições são positivos para a Hypera.

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O banco manteve sua recomendação outperform (acima da média do mercado) para os papéis da companhia, com preço-alvo estimado de R$ 41 por papel.

Segundo os analistas, os resultados da farmacêutica apresentaram uma boa combinação de crescimento e lucratividade acima do esperado, levando a uma queda de 13% do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ao excluir a linha de outras receitas.

A XP também vê resultados sólidos, principalmente no que diz respeito ao crescimento orgânico, com perspectiva positiva de margens ainda melhores com a integração da Takeda e com a aquisição anunciada recentemente do portfólio da Sanofi.

A casa tem recomendação de compra para os papéis HYPE3 e preço-alvo por ação estimado de R$ 48.

Já a Guide Investimentos escreve, em relatório, que a Hypera reportou um bom resultado no período em relação ao ano passado, mesmo com uma base comparativa forte, impulsionada pela pandemia, em especial, no segmento de Consumer Health.

“Acreditamos que a empresa esteja bem posicionada para manter o seu crescimento de maneira sustentável, além da aquisição da marca de dermocosméticos Bioage em julho, e conta com posição de liderança no mercado de estética brasileiro, fortalecendo assim o seu portfólio”, escrevem os analistas.

Gastos com marketing no radar

Em relatório, o Credit Suisse escreve que a Hypera possui um forte fluxo de caixa, reforçado pelo crescimento acima do mercado e aparente controle dos estoques na cadeia.

Segundo os analistas, apesar de os resultados trimestrais serem positivos para os papéis da companhia na Bolsa, o aumento das despesas de marketing foi um dado que surpreendeu negativamente.

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Isso porque o número impactou a margem em 2 pontos percentuais no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior. “Mesmo que a base de comparação com o segundo trimestre de 2020 seja imperfeita (por conta da pandemia), o nível absoluto de gastos com publicidade atingiram um valor trimestral recorde”, escreve o time de análise.

“Continuaremos atentos às futuras otimizações de promoção médica, dadas as sinergias de um portfólio aprimorado e a eficácia das despesas de publicidade mais altas”, concluem.

O banco tem recomendação de outperform para os papéis HYPE3 e preço-alvo de R$ 40.

Nesta segunda-feira (26), os papéis HYPE3 operam próximos da estabilidade, entre perdas e ganhos na Bolsa brasileira, negociados na casa dos R$ 36,3 por volta das 12h. Na sexta antes da divulgação dos resultados, os papéis subiram 3,66%, após terem avançado 2,29% na sessão anterior.

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Com retomada da demanda e vacina contra Covid, lucro da Johnson & Johnson sobe 73% no 2º tri, para US$ 6,27 bi

Frascos rotulados como de vacina contra Covid-19 em frente ao logo da Johnson and Johnson em foto de ilustração 09/02/2021 REUTERS/Dado Ruvic Frascos rotulados como de vacina contra Covid-19 em frente ao logo da Johnson & Johnson em foto de ilustração (REUTERS/Dado Ruvic)

SÃO PAULO – Uma maior demanda por produtos farmacêuticos, de beleza, além de remédios e da vacina contra a Covid-19 contribuíram para um aumento das vendas e do lucro da Johnson & Johnson no segundo trimestre de 2021, informou a companhia nesta quarta-feira (21).

No período, as vendas globais da empresa farmacêutica somaram US$ 23,3 bilhões, um aumento de 27,1% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. O resultado veio acima do esperado por analistas consultados pela Refinitiv, que previam receita de US$ 22,21 bilhões.

Já o lucro líquido subiu 73,1% na comparação anual, indo para US$ 6,278 bilhões. O lucro ajustado por ação no trimestre foi de US$ 2,48, acima dos US$ 2,27 estimados.

Com as pessoas retomando os cuidados com a saúde e tratamentos que tiveram que ser pausados durante a pandemia, as vendas da divisão de equipamentos médicos da Johnson & Johnson cresceram cerca de 63% nos últimos três meses, para US$ 7 bilhões.

O braço farmacêutico da companhia, por sua vez, reportou crescimento de 17,2%, para US$ 12,6 bilhões. Grande parte foi impulsionada pelo desenvolvimento e venda da vacina de dose única da companhia.

Entre os meses de abril e junho, as vendas globais da vacina Janssen contra a Covid somaram U$ 164 milhões, um aumento em relação aos US$ 100 milhões reportados nos primeiros três meses do ano.

Já na parte de cuidados com a pele e beleza, com marcas como Neutrogena, Band-Aid e Listerine, por exemplo, as vendas tiveram aumento de 13,3% na base anual, para US$ 3,7 bilhões.

Diante da continuidade das campanhas de vacinação contra o coronavírus ao redor do mundo, a Johnson & Johnson elevou suas projeções de ganhos e lucro para 2021. Agora, a companhia estima lucro de US$ 9,50 a US$ 9,60 por ação, ante estimativa anterior de US$ 9,30 a US$ 9,45 por papel.

Além disso, a farmacêutica espera receita entre US$ 92,5 bilhões e US$ 93,3 bilhões, acima do intervalo de US$ 89,3 bilhões a US$ 90,3 bilhões estimado anteriormente.

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Hypera anuncia aquisição de marcas da Sanofi, como AAS e Cepacol, por US$ 190,3 milhões

SÃO PAULO – A farmacêutica brasileira Hypera Pharma (HYPE3) anunciou nesta terça-feira (13) um acordo para adquirir 12 marcas de medicamentos isentos de prescrição (“OTC”) e de prescrição da francesa Sanofi no Brasil, México e Colômbia por US$ 190,3 milhões.

De acordo com fato relevante, os produtos a serem adquiridos incluem, no segmento de “consumer health” no Brasil, o analgésico AAS, o fitoterápico Naturetti e o antisséptico Cepacol, além dos medicamentos de prescrição Buclina, para estímulo do apetite, e Hidantal, indicado para tratamento de epilepsia, entre outros.

Em 2020, o Brasil representou aproximadamente 67% da receita líquida desse portfólio.

Segundo a companhia, a transação está alinhada com a estratégia de fortalecer sua presença no mercado brasileiro por meio de produtos com alto potencial de crescimento.

“Com a conclusão dessa aquisição, a Hypera Pharma incrementará sua atuação nas categorias de ‘consumer health’ e ‘produtos de prescrição’, com destaque para sistema nervoso central e gastrointestinal”, escreveu a Hypera.

Ainda de acordo com o comunicado, a Hypera e a Sanofi assinarão acordo de fabricação e fornecimento, por meio do qual a Sanofi continuará a fornecer produtos à companhia pelo período de até três anos. A transação também está sujeita a certas condições precedentes, entre elas a aprovação pelas autoridades antitrustes competentes.

Na avaliação da XP, a aquisição de marcas da Sanofi pela Hypera foi um “movimento ousado” no mercado de fusões e aquisições (M&A, na sigla em inglês).

Em comentário divulgado nesta terça, os analistas da XP escrevem que o portfólio da Sanofi teve vendas de R$ 250 milhões em 2020 e, portanto, o valuation implícito de valor da empresa sobre vendas (EV/Vendas) é de cerca de 4,0 vezes, em comparação com o EV/Vendas  de 2020 da Hypera de 6,5 vezes.

“Além das marcas, acreditamos que a companhia será capaz de aproveitar as sinergias de custos integrando a produção dos medicamentos da Sanofi, bem como as sinergias fiscais dos benefícios que a Hypera tem em Goiás”, escreve o time de análise.

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Eles destacam ainda que a Hypera será capaz de diluir mais suas despesas operacionais, pois está apenas adicionando as marcas e produtos ao seu portfólio, tornando a transação altamente atrativa também na perspectiva de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês).

A XP reitera a recomendação de compra para os papéis HYPE3, com preço-alvo de R$ 48 por ação – o que implica potencial de alta de 40% ante o fechamento do último pregão.

Já o Credit Suisse destaca em breve nota que as marcas adquiridas devem se beneficiar dos recursos comerciais da Hypera.

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Ultrapar assina venda da Extrafarma para Pague Menos por valor total de R$ 700 mi; para qual delas o negócio é melhor?

SÃO PAULO – Seguindo a intensa agenda de fusões e aquisições nos últimos meses entre empresas da Bolsa, nesta terça-feira (18) de manhã os investidores receberam a notícia da Reuters de que a Pague Menos (PGMN3) teria comprado a Extrafarma, do conglomerado Ultrapar (UGPA3), por R$ 600 milhões mais dívida e caixa, que totalizaram assim R$ 700 milhões.

A notícia oficial da transação, contudo, aconteceu depois do fechamento do mercado, após as companhias terem confirmado durante a manhã desta terça-feira (18) apenas que estavam em negociação, mas sem os termos do acordo.

Já depois do fechamento do mercado, além da confirmação do negócio, mais detalhes foram dados. A Ultrapar confirmou que assinou o contrato por um valor total da venda (EV – enterprise value) de R$ 700 milhões, sujeito a ajustes em razão principalmente das variações de capital de giro e da posição da dívida líquida da Extrafarma na data de fechamento da transação.

A companhia destacou que está em processo de revisão de seu portfólio de negócios, buscando maior complementariedade e sinergias, com investimentos centrados nas oportunidades existentes na cadeia downstream de óleo e gás no Brasil, na qual possui forte escala operacional e conta com vantagens competitivas estruturais, permitindo maior eficiência e potencial de geração de valor. O foco da gestão e a redução da alavancagem são benefícios adicionais da transação para a Ultrapar, apontou.

Já a Pague Menos destacou que a combinação com a Extrafarma acelerará seu plano de expansão, ampliará sua presença nas regiões Norte e Nordeste.

Desta forma, a transação, enquanto beneficia o grupo Ultra por fazer com que ele volte a seus negócios principais, torna a rede de farmácias Pague Menos a segunda maior do país em um setor ainda altamente pulverizado, ficando atrás apenas da RD (RADL3).

Com os números da transação agora confirmados, a avaliação é de que, mesmo sendo uma relação ganha-ganha, a Pague Menos se beneficia mais, pagando relativamente barato pelas lojas da Extrafarma. Cabe ressaltar que, como referência, a Ultrapar pagou R$ 1 bilhão pela rede farmácias em novembro de 2013.

O ânimo com a transação foi visto observando o desempenho de ambas as ações na B3 na sessão desta terça-feira: enquanto PGMN3 disparou em boa parte da sessão e fechou com alta de 9,59% (a R$ 11,77), chegando a saltar 14,5% na máxima do dia, os ganhos de UGPA3 se concentraram durante a manhã, com alta de cerca de 2% na máxima do dia, para depois chegarem a cair 2% na mínima e fechando em baixa de 1,18%, a R$ 20,16.

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Atualmente a terceira maior cadeia de farmácias, a Pague Menos pode elevar em mais de um terço o número de lojas da Pague Menos, a 1.503 unidades, reforçando a sua presença principalmente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, de acordo com uma das fontes. A Extrafarma possui 402 lojas.

O pagamento da transação será em três parcelas: 50% na data de fechamento e 25% em cada aniversário de um e dois anos do fechamento, com fiança prestada por acionista como garantia para as duas últimas parcelas.

A consumação da transação está sujeita a determinadas condições usuais em negócios desta natureza, incluindo aprovação pelas autoridades concorrenciais brasileiras (Cade) e pela assembleia geral de acionistas da Pague Menos, a ser oportunamente convocada pela empresa compradora, já referendada por seu acionista controlador.

Será concedido, ainda, direito de preferência aos acionistas da Ultrapar que desejarem adquirir ações da Extrafarma, na proporção das respectivas participações no capital social da Ultrapar e pelo mesmo preço por ação a ser pago pela Pague Menos.

Os acionistas da Ultrapar que exercerem tal direito passarão a ser acionistas diretamente da Extrafarma, companhia de capital fechado e sem liquidez. A Ultrapar informou que convocará brevemente uma assembleia geral de acionistas na qual será formalizado o oferecimento do referido direito de preferência, com o detalhamento do procedimento para o seu eventual exercício.

A expectativa é de que o negócio crie sinergias entre R$ 150 milhões e R$ 250 milhões nos próximos três anos para o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da Pague Menos, principalmente pelo potencial aumento de vendas da Extrafarma, segundo uma das fontes ouvidas pela agência.

Vantagens para a Pague Menos

O Bradesco BBI aponta que o valor total de R$ 700 milhões, considerando dívida e caixa (EV), ficaria abaixo da avaliação dos analistas de R$ 1 bilhão. O valuation da transação ficou em 5 vezes o EV sobre Ebitda, o que os analistas consideram barato, especialmente dadas as sinergias esperadas com as fusões e aquisições para a Pague Menos.

Em relatório, a XP destaca que a transação seria positiva para a Pague Menos levando três pontos em consideração. Em primeiro lugar, fortaleceria o posicionamento da companhia  em seu público alvo, uma vez que a Extrafarma foca nas regiões Norte/Nordeste e na classe média expandida, assim como a Pague Menos.

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Ela também protegeria a companhia de um potencial competidor entrando no seu mercado e prejudicando seus resultados.

Os analistas Danniela Eiger, Thiago Suedt e Gustavo Senday, da XP, também apontam o valuation atrativo, com o múltiplo da potencial aquisição abaixo da Pague Menos (em 14,4 vezes a relação entre o valor da empresa e o Ebitda esperado para 2021) e com o valor pago por loja em R$ 1,5 milhão, versus R$ 4,3 milhões para Pague Menos, R$ 19,1 milhões para RD e de R$ 2,4 milhões para d1000 (DMVF3).

Além disso, haveria muito espaço para captura de sinergias, uma vez que a Extrafarma tem enfrentado dificuldades em realizar sua reestruturação, apesar de ter apresentado uma melhora gradual recente. “Nós vemos a Pague Menos como muito melhor posicionada para liderar essa reestruturação (em relação à Ultrapar) dada a sua experiência no setor, público alvo e regiões Norte e Nordeste. Além disso, a companhia conta com diversos executivos experientes que já estiveram envolvidos em transações de fusões e aquisições no setor.

O Bradesco BBI também destaca que, em termos financeiros, a aquisição da Pague Menos parece interessante em cerca do valor de R$ 1,5 milhão por loja, ainda mais sabendo que o valor para a abertura de uma nova loja varia de R$ 1 milhão a R$ 2 milhões.

Contudo, os analistas do BBI apontam que, levando em consideração que as duas têm alta exposição ao Nordeste, espera-se um reequilíbrio do posicionamento das duas marcas, o que pode significar o fechamento de lojas para não haver canibalização entre as marcas.

A XP ainda aponta que há o “risco Cade” (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), dado que as duas companhias possuem uma forte sobreposição das suas operações. O Cade poderia recomendar alguns remédios regionais, apesar dos analistas acreditarem que ele não vetaria a operação dado que as duas companhias somadas ainda ficariam atrás da RD.

Outros dois riscos são apontados pelos analistas. O primeiro é de execução, uma vez que a Extrafarma está passando por um processo de reestruturação há bastante tempo. “Entretanto, a empresa tem apresentado melhora em alguns indicadores, enquanto acreditamos que a experiência da Pague Menos poderia acelerar esse processo. Ainda, dado que a Pague Menos vem entregando a sua própria reestruturação de uma forma bem sucedida, ela já teria uma diretriz a ser seguida”, avaliam Danniela, Suedt e Senday.

O segundo risco seria relacionado ao anterior, de perda de foco na própria reestruturação da Pague Menos, dado que o processo da Extrafarma tomaria tempo e foco para ser entregue. “Porém, esse risco poderia ser mitigado pelo fato de que os dois ativos possuem o mesmo posicionamento e estratégia e, portanto, as iniciativas seriam apenas extrapoladas para a Extrafarma”, avaliam.

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Ao realizarem uma análise de sensibilidade para entender melhor o valor que poderia ser destravado com a potencial transação, os analistas da XP avaliam que ela pode adicionar até R$ 3,50 por ação, assumindo que a companhia capture o topo da estimativa de sinergias. A recomendação atual da XP é de compra para os ativos PGMN3, com preço-alvo de R$ 13 por papel.

Destacando que a Extrafarma busca um “turnaround” de suas ações já faz algum tempo, enquanto a Pague Menos tem tido sucesso em sua própria história de reviravolta para uma empresa semelhante localizada em regiões semelhantes, o Itaú BBA reforça que a Pague Menos pode ter as ferramentas certas para ajudar a Extrafarma em seu caminho de recuperação.

Além disso, a conclusão deste negócio acelera o plano de abertura de lojas da empresa (consolidando 1.507 lojas em 2021 – o que seria alcançado apenas em 2024 de acordo com as estimativas oficiais).

“O negócio parece ser extremamente positivo para a história de investimento da Pague Menos”, destacou o Itaú BBA antes do anúncio da operação, seguindo com recomendação outperform para PGMN3 e o preço-alvo em R$ 13 por ação”, destacam os analistas.

Valuation em questão 

Já no caso da Ultrapar, o Itaú BBA aponta que a venda da Extrafarma é uma notícia positiva por se tratar de uma primeira etapa na redefinição do portfólio do grupo, mas não traz ganhos materiais para o conglomerado em termos de valuation.

A Extrafarma, no contexto da Ultrapar, sempre foi considerada uma “distração” porque a divisão nunca realmente atendeu às expectativas e foi um grande desvio da atividade principal da empresa de distribuição de combustível e gás e fabricante petroquímica. Assim, a venda eliminaria essa distração e marcaria o primeiro movimento efetivo de redefinição do novo portfólio da Ultrapar.

Olhando para o valor do negócio, por outro lado, não traz ganhos, uma vez que os analistas do BBA calculam o valor de mercado de R$ 711 milhões no modelo (caso a transação seja confirmada). Além disso, de uma perspectiva de redução de alavancagem, o impacto também seria imaterial, dado o tamanho da transação e o fato de que os pagamentos serão feitos em parcelas.

Assim, com os valores agora confirmados, a aquisição da Extrafarma é vista como um ótimo negócio para a Pague Menos, mas não tão positiva (apesar de também ser boa) para a Ultrapar.

Ajuste no radar? 

Na contramão, contudo, Gustavo Cruz, estrategista chefe da RB Investimentos, afirma que após a forte alta nesta terça-feira, as ações da Pague Menos podem sofrer um ajuste. Já as ações da Ultrapar, que fecharam em queda, podem apresentar tendência oposta.

“Me surpreende o upside gigante da Pague Menos, porque a Extrafarma não estava trazendo valor nos últimos anos. Ela estava tentando seguir o movimento de abrir uma farmácia em cada esquina, que a RD fez e outros tentaram fazer parecido, mas viram que precisava de algo mais além de ficar só abrindo loja sem lógica”, diz.

Portanto, o estrategista acredita que depois que os investidores digerirem mais a notícia e a euforia com a fusão passar, as ações podem ter um ajuste. Já a Ultrapar pode subir depois que a decepção com a venda da Extrafarma sem prêmio passar e o mercado assimilar que o portfólio da empresa fica mais direcionado.

(com Reuters)

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Pague Menos confirma negociação para a compra da Extrafarma, mas diz que não há negócio fechado; ação PGMN3 salta 14%

SÃO PAULO – Em comunicado de esclarecimento enviado ao mercado na manhã desta terça-feira (18), a Pague Menos (PGMN3) afirmou que está atualmente em negociação para uma potencial transação envolvendo a aquisição da Extrafarma, do conglomerado Ultrapar (UGPA3). Porém, não há, até o presente momento, qualquer contrato vinculante celebrado acerca de uma eventual transação, assim como não há qualquer garantia sobre a efetivação de qualquer negócio entre a companhia e a Extrafama.

“A companhia comunicou que manterá seus acionistas e o mercado em geral informados sobre o assunto, colocando-se à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos adicionais que se façam necessários”, destacou. A Ultrapar também enviou comunicado na mesma linha, apontando que não há garantia sobre potencial efetivação da venda e que manterá seus acionistas e o mercado em geral informados sobre quaisquer desdobramentos.

Ultrapar e Pague Menos não deram mais detalhes sobre o negócio nos comunicados que confirmaram as tratativas.

O esclarecimento vem após a notícia da Reuters, citando duas fontes, que aponta que a rede de varejo farmacêutico Pague Menos teria fechado na noite de segunda-feira (17) a compra da rival Extrafarma por R$ 600 milhões.

Em meio à notícia de confirmação das negociações, as ações PGMN3 saltam na Bolsa. Às 10h38 (horário de Brasília), a alta era de 13,78%, a R$ 12,17. A Ultrapar, por sua vez, tem alta bem mais tímida dos ativos, de 1,57%, a R$ 20,72.

Se confirmada a transação, a Pague Menos se torna a segunda maior varejista de drogarias no país, ficando atrás apenas da RD (RADL3). A Pague Menos é atualmente a terceira maior cadeia de farmácias.

A compra da Extrafarma pode elevar em mais de um terço o número de lojas da Pague Menos, a 1.503 unidades, reforçando a sua presença principalmente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, de acordo com uma das fontes. A Extrafarma possui 402 lojas.

A Pague Menos, que tem como investidor a gestora de private equity General Atlantic, pagará R$ 300 milhões para a Ultrapar quando o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) der o sinal verde ao negócio. De acordo com informações da Reuters, o restante seria pago nos próximos dois anos, em duas parcelas iguais. Considerando dívida e caixa, o valor total da Extrafarma foi fixado em R$ 700 milhões.

A expectativa é de que o negócio crie sinergias entre R$ 150 milhões e R$ 250 milhões nos próximos três anos para o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da Pague Menos, principalmente pelo potencial aumento de vendas da Extrafarma, segundo uma das fontes ouvidas pela agência.

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A Ultrapar decidiu vender a Extrafarma em meio a uma grande reorganização de seu portfólio, com o objetivo de se concentrar no setor de óleo e gás.

De acordo com o Credit Suisse, para a Ultrapar, a transação é marginalmente positiva. O valor da operação por si só não é muito significativo (cerca de 2,5% do valor de mercado), mas a venda está estrategicamente alinhada com a reestruturação do portfólio da Ultrapar.

O Bradesco BBI aponta que o valor total de R$ 700 milhões, considerando dívida e caixa (EV), ficaria abaixo da avaliação dos analistas de R$ 1 bilhão. O valuation da transação ficou em 5 vezes o EV sobre Ebitda, o que os analistas consideram barato, especialmente dadas as sinergias esperadas com as fusões e aquisições para a Pague Menos.

O Itaú BBA aponta que, se a venda se materializar, essa será uma notícia positiva por se tratar de uma primeira etapa na redefinição do portfólio da Ultrapar, mas não traz ganhos materiais para o conglomerado em termos de valuation.

A Extrafarma, no contexto da Ultrapar, sempre foi considerada uma distração porque a divisão nunca realmente atendeu às expectativas e foi um grande desvio da atividade principal da empresa de distribuição de combustível e gás e fabricante petroquímica. Assim, a venda eliminaria essa distração e marcaria o primeiro movimento efetivo de redefinição do novo portfólio da Ultrapar

Olhando para o valor do negócio, por outro lado, não traz ganhos, uma vez que os analistas do BBA calculam o valor de mercado de R$ 711 milhões no modelo. Além disso, de uma perspectiva de redução de alavancagem, o impacto também seria imaterial, dado o tamanho da transação e o fato de que os pagamentos serão feitos em parcelas.

Já para a Pague Menos, a aquisição parece interessante na avaliação do BBI. “Porém, levando em consideração que as duas têm alta exposição ao Nordeste, esperamos um reequilíbrio do posicionamento das duas marcas, o que pode significar o fechamento de lojas para não haver canibalização entre as marcas. Por fim, em termos financeiros, levando-se em conta que a Pague Menos teria desembolsado cerca de R $ 1,5 milhão por loja, pareceu um preço interessante sabendo que a abertura de uma nova loja varia de R$ 1 milhão a R$ 2 milhões”, destacaram os analistas.

(com Reuters)

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Raia Drogasil anuncia novo acordo de acionistas e propõe mudanças no Conselho de Administração

A Raia Drogasil (RADL3) informou nesta terça-feira, 30, em fato relevante, a celebração de um novo acordo de acionistas que passará a vigorar em 10 de novembro de 2021. A duração do novo acordo é de dez anos.

O documento foi firmado pelas famílias Galvão, Pires Oliveira Dias e Pipponzi, que em conjunto possuem 28,3% de participação na varejista de medicamentos. O novo acordo marca o fim do ciclo dos acionistas Guilherme Leal, Luiz Seabra e Pedro Passos no grupo de controle da empresa. Os empresários, fundadores da Natura, ingressaram na companhia em 2008 e seguem como acionistas após o vencimento do atual acordo, em novembro.

“Gostaríamos de registrar o nosso agradecimento por todos esses anos de sociedade e reconhecer a importância que tiveram para a construção da Raia Drogasil e para a criação de valor obtida pela empresa desde a fusão”, diz a empresa, em fato relevante.

Segundo a Raia Drogasil, o novo Acordo de Acionistas visa preparar a empresa para um novo ciclo de crescimento e de criação de valor, a partir de três pilares estratégicos: Nova Farmácia, Marketplace e Plataforma de Saúde.

Digitalização da saúde e mudança na governança

“Como parte do fortalecimento da governança, submetemos para a Assembleia Geral de Acionistas na presente data uma proposta de mudança estatutária que, dentre outras melhorias, torna o Conselho Fiscal permanente, amplia o número de membros do Conselho de Administração e elimina a posição de suplente”, informa.

A Raia Drogasil propõe uma chapa para eleger 11 conselheiros e ampliar de três para cinco o número de membros independentes. A empresa planeja manter a atual representação do grupo de controle no próximo ciclo de dez anos.

“Com o objetivo de adequar as competências do Conselho de Administração à nova estratégia da Empresa, baseada na digitalização da saúde, a chapa proposta passa a incluir quatro novos candidatos a conselheiros independentes: Denise Santos, CEO da Beneficência Portuguesa de São Paulo e ex-CEO do Hospital São Luis, com histórico de duas década na Siemens América Latina, onde ocupou posições de Diretoria em Operações, Vendas e em Projetos de Telecom e Tecnologia; Sylvia Leão, profissional do mercado de varejo, com passagem pelo Walmart Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Carrefour, onde ocupou posições de Vice-Presidente nas áreas de marketing, comercial, operações e recursos humanos; César Gon, Fundador e CEO da CI&T, empresa que assessora grandes marcas na sua transformação digital, e Philipp Povel, CEO e cofundador do Grupo Dafiti, a maior plataforma digital de moda e lifestyle da América Latina. A chapa inclui também o atual Conselheiro Independente Marco Bonomi, ex-diretor geral do Itaú Unibanco, que liderou a sua transformação digital”, diz.

Dessa maneira, deixam o conselho ao fim do ano Jairo Eduardo Loureiro e Marcelo Silva (Magazine Luiza).

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