A moda é investir em moda: por que a Capri quintuplicou na bolsa (e pode subir ainda mais)

(CONDADO DA FARIA LIMA) – No dia em que falamos de teses globais no Coffee & Stocks, recebemos o gestor da FCL Capital, Fernando Araújo, que nos contou por que a Capri Holdings é uma participação bem significativa da carteira do fundo.

Dona de três marcas importantes do mercado de luxo (Michael Kors, Versace e Jimmy Choo), a Capri já subiu mais de 400% em 12 meses. Apesar de toda essa alta, Araújo acredita que ela pode subir mais: “a FCL gosta muito do setor de luxo. A ascensão de renda da população da China e outros emergentes está abrindo uma oportunidade muito clara para esse mercado. Fazendo um paralelo, seria quase como foi o boom das techs 10 anos atrás”, diz o gestor.

Apesar do otimismo, ele monitora dois grandes riscos para a tese: extensão da pandemia (mercado de luxo depende muito da venda presencial, então se você está pessimista com a retomada da ‘vida normal’, é melhor ter o pé atrás) e uma possível mudança de hábitos de consumo por moda (“se esse ‘novo normal’ for muito diferente do antigo normal, com o pessoal ficando mais tempo em casa, qual vai ser o tipo de luxo que será consumido?”).

O investidor brasileiro pode ter acesso à Capri Holdings através de seus BDRs (Brazilian Depositary Receipts), que são negociados com o ticker CAPH34.

Confira a entrevista completa no vídeo acima ou acessando o canal do Stock Pickers no youtube.

Sobre o “Coffee & Stocks”

Coffee & Stocks é o programa de entrevistas diário do Stock Pickers, transmitido de segunda a sexta no nosso youtube pontualmente das 8h às 8h30 da manhã. Cada dia da semana, um tema definido:
Segunda: análise técnica ou trading
Terça: visão macro do mercado
Quarta: ações globais
Quinta: uma tese de investimentos em ações
Sexta: tema livre

Água mineral, vaping, material esportivo e outros negócios da China

Para ouvir o episódio 87 do Stock Pickers, aperte o play acima ou clique aqui.

Investir no exterior não se limita a comprar ações de grandes empresas de tecnologia nos Estados Unidos, ao contrário do que muitos investidores brasileiros parecem crer. Existem pelas bolsas mundiais oportunidades de proporções continentais e muitas delas estão na China.

E essas oportunidades, segundo nossos convidados, vêm de uma mudança substancial que o país e sua população viveram nas últimas décadas. Há 40 anos, a economia chinesa representava 1% do PIB e sua renda per capita era de US$ 180. Hoje, o país é responsável por 33% do PIB global e a renda per capita é de US$ 10 mil.

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Ou seja, os chineses não são mais apenas a mão de obra barata para a indústria global. São o maior mercado consumidor do mundo e têm dinheiro no bolso. Ruy Cavendish, da ARC Capital, e Fernando Araújo, da FCL, apresentaram empresas que se beneficiam desse movimento. Algumas delas são:

Kweichow Moutai: fabricante do Moutai, uma marca de baiju, um destilado alcoólico chinês. A empresa também é uma das que compõem o portfólio do JP China. 

Nong Fu: engarrafadora e distribuidora de água mineral. Com o aumento da renda, os chineses passaram a garantir a qualidade da sua água comprando água mineral 

Foo-Chow: empresa do setor de death care, que presta serviços como velórios. Na China existe uma tradição de cerimônias cremação sofisticadas e de luxo. 

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Anta: fabricante de materiais esportivos.

RLX: empresa fabricante de cigarros eletrônicos.

Para ver todas as teses de investimentos made in China dos nossos convidados, aperte o play acima.

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